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ComUnidade WirelessBrasil                   Julho 2008 - Página 02                    Índice Geral 

 
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Nesta página:

Como funciona a Internet (3) - "Apagão": comentários de um participante

Parceria com o "Tele.Síntese" + "Fervil" + Jornalistas e a ComUnidade

Como funciona a Internet (2) - "Ecos" do "apagão da Telefônica"

Anatel e as recentes "Consultas Públicas" (8) - Ainda as "13 Perguntas" - Smolka continua o debate

Com funciona a Internet (1) - "Apagão da Telefônica" + O que é Backbone

Índice Geral


BLOCO - Blog dos Coordenadores da ComUnidade WirelessBRASIL

O conteúdo deste BLOCO tem forte vinculação com os debates nos Grupos de Discussão  Celld-group e WirelessBR. Participe!


06/07/09

• Como funciona a Internet (3) - "Apagão": comentários de um participante

----- Original Message -----
From: Helio Rosa
To:
Celld-group@yahoogrupos.com.br ; wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Cc: Jana de Paula ; Alice Ramos
Sent: Sunday, July 06, 2008 11:46 PM
Subject: Como funciona a Internet (3) - "Apagão": comentários de um participante
 
 
 
O "Serviço ComUnitário" está acompanhando os "ecos" e providências referentes ao recente "apagão" da Telefônica.

Troquei mensagens em "pvt" com um participante (e tomo a iniciativa de omitir seu nome pois atua numa operadora) sobre o tema em debate. 
Concluímos que seria interessante trazer os e-mails para o "plenário" dos fóruns, como um incentivo à participação dos demais.
As três mensagens estão abaixo.

Quem desejar opinar e manter sua privacidade, por favor, envie a mensagem diretamente à
Helio Rosa para repasse aos Grupos sem identificação.
 
Mas continuamos muito curiosos sobre os detalhes técnicos para aprender mais sobre a estrutura da Internet.
Na próxima mensagem vamos tratar de MPLS - Multi Protocol Label Switching.
Quem conhecer o tema, por favor, já vá pensando em compartilhar informações didáticas!  :-)
Por que será que me lembrei do Smolka?  :-)

MPLS? Por que isso agora, sô? :-)
Porque o valente presidente da Telefonica foi citado numa matéria que será também transcrita amanhã (não é suspense, é cansaço mesmo...):  :-)

(...) Valente afirmou que a empresa percebeu a instabilidade na rede por volta do meio-dia de anteontem. O problema afetou a rede de dados chamada de Multi Protocol Label Switching (MPLS), que responde por 45% de todos os circuitos da Telefônica, incluindo clientes empresariais, residenciais e órgãos públicos - a outra rede da empresa, chamada de Framerelay, não sofreu com o apagão. (...)

As mensagens/"posts" anteriores estão aqui:
 
Boa leitura!
Um abraço cordial
Helio Rosa
 
-------------------------------------
 
----- Original Message -----
From: .....
To:
rosahelio@gmail.com
Sent: Sunday, July 06, 2008
Subject: Re: [Celld-group] Como funciona a Internet (2) - "Ecos" do "apagão da Telefônica"
 
Helio,
O assunto é complexo e extenso, eu diria.
Valente disse a verdade, e a causa ainda em investigação supõe que o problema é bem atípico.
Devo dizer que grandes empresas, devem investir em serviços de backup, se dependem tanto do acesso, nenhum sistema é isento de falhas. Eu particularmente não compraria apenas um provedor para prover serviços se eu necessitasse da disponibilidade total dos serviços. Claro que o nível de afetação desta falha, teve longa duração o que não está previsto em qualquer contrato de SLA.
Quanto aos usuários residenciais, estes sim, não tem opção, e isso é uma falha que vem de longe:
1 - Porque a privatização não se deu conta da monopolização, ao dividir as operadoras por região.
2 - demorou muito a abrir a concorrência, e na duvida qualquer operadora não investiria em uma região que não sabe se vai poder operar, dificultando agora a entrada de qualquer outro provedor no estado de S. Paulo, que vai acabar por contratar serviços com a tele atual por nao ter infra estrutura competitiva na região.
3 - Muito falatório pouca ação: A Net vive anunciando seus serviços, mas não possui acesso em todo o estado para ter a abrangência necessária e dar a "Opção" aos usuários da Telefonica (para oferecer aos 2 milhões e meio o serviço que diz ser melhor). Enquanto a Net não tiver acesso em todo o estado, não pode ser considerada uma concorrência, e nem deveria divulgar tanto um serviço que nao pode ser comprado.
 
A parte que considero interessante neste apagão, é a busca por soluções e a pressão por uma real concorrência. Provavelmente a Anatel agora, deve pensar no Estado de SP, como uma área que NECESSITA da competitividade e altere as regras para o segmento de telecomunicações, principalmente de dados.
A parte de telefonia é bem estável já, e a portabilidade vem ai. Com a portabilidade da telefonia fixa, deveríamos ter a portabilidade de dados, e todos nos sabemos que não acontece.
 
Que abram a concorrência, e que haja realmente uma concorrência forte. Brasil Telecom e Oi, devem chegar pra isso.
 
Quanto ao comentário que vi abaixo, que a telefônica é totalmente terceirizada e etc, eu não consigo concordar.
Se o fabricante dos equipamentos não consegue decifrar também em pouco tempo o que ocorre, (inclusive fora do Brasil) então devo supor que não conhecem também o que vendem.
Há toda uma questão conjunta neste problema, que envolve desde profissionais da Telefonica e do mundo todo.
 Houve um comentário em elevador (fora de ética, inclusive) que um funcionário da Cisco, ao telefone, dizia a outro que eles encontraram o problema e que a Telefonica queria jogar na imprensa que a culpa era da Cisco (?).
Mas a área de Sorocaba é fornecida pela Cisco?????? (Total novidade pra mim).
 
Historias e boatos surgem em toda a parte, inclusive que ex-funcionários teriam provocado um atentado (?).
Ataques na rede também seriam outra causa muito falada (?).
As quase 40 horas de trabalho ininterrupto dos profissionais indica o esforço. Os fornecedores trabalharam em conjunto por todo o processo, seja por telefone, seja on site.
 
A reflexão é necessária, não somente que a Telefonica é culpada por tudo, mas que o governo tem sua parcela ao não possibilitar ao usuário a escolha do provedor dos seus serviços de telecomunicações, e a pseudo "concorrência" que tripudia, mas não vende.
 
Com tudo isso, espero que eu possa escolher entre um provedor residencial de internet, ou outro qualquer, que tenhamos acesso backup disponível, e não teórico.
 
Um grande abraço...
 
----------------------------------
 
----- Original Message -----
From: Helio Rosa
To: ----
Sent: Sunday, July 06, 2008
Subject: Re: [Celld-group] Com funciona a Internet (2) - "Ecos" do "apagão da Telefônica"

Olá,---!
Tudo bem?

Obrigado pelo e-mail e pela participação no debate.
Suas observações são pertinentes e preciosas.
Gostaria e muito de repassar aos fóruns e solicito sua autorização.
 
Aproveito e comento com você uma "sensação" que tive com este incidente.
Por toda uma vida estamos acostumados que os serviços essenciais (água, luz, rodovias) seja providos por algum tipo de órgão governamental nos diversos escalões.
Agora vemos que a Internet se transformou num serviço essencial, utilizado até pelos governos.
E é provido por "particulares" que (outra sensação...) aparentam não ter grandes compromissos com a população - só com os lucros!
Confesso que estou me sentindo estranhamente inseguro... :-)
 
Mas vamos em frente!
Novamente agradeço a gentileza da sua mensagem.
Um grande e cordial abraço
Helio
 
---------------------------------
----- Original Message -----
From: ----
To: Helio Rosa
Sent: Sunday, July 06, 2008
Subject: Re: [Celld-group] Com funciona a Internet (2) - "Ecos" do "apagão da Telefônica"
 
Oi, Hélio
A insegurança tem que fazer parte de nós, mas pensando como você disse, hoje temos serviços únicos de energia elétrica, de abastecimento de água potável. Se existe uma pane em um serviços desses (e você com certeza já passou por isso algum dia) não há. como reclamar, a situação é quase a mesma hoje com a Telefonica em São Paulo.
 
A questão de insegurança, tem que ser uma questão, e tem que ser levantada sim, tem que ser uma bandeira.
 
A população não tinha idéia ainda do que significa exatamente um serviço desses e como ele é necessário. Feliz ou infelizmente a maioria dos acessos que a telefônica possui (o maior número, de 2,5 mi de usuários) são os usuários noturnos, nossos pequenos que acessam a internet o dia todo.
 
As empresas utilizam outras formas de acesso. Quanto ao governo, como qualquer órgão publico quis barganhar preço, e acabou por fazer um contrato único com uma única empresa. (Pesquise o edital na internet para o Intragov). Todos os órgãos estaduais são conectados por este mesmo serviço, o que causou o "caos" no estado.
 
O interesse nos lucros, e tão somente neles, está claro desde a privatização no meu ponto de vista. Enquanto aqui estamos com a banda larga há alguns anos (somos imaturos na tecnologia sim) considerando outros paises em que não existe mais outro tipo de acesso há pelo menos 12 anos (ou mais)....
 
O custo aqui ainda é muito alto, e o privilegio ainda é para os de maior poder aquisitivo (veja o exemplo do Super Speedy), que vende 30 mega de acesso por 290 reais, se eu não me engano.... os que possuem 2 mega pagam por estes que tem uma velocidade maior (109 reais o speedy 1 mega) por um meio de físico preexistente, antigo, enquanto o primeiro utiliza fibra óptica!!!!
 
Posso garantir, que a partir deste episódio, de enormes proporções, haverá a melhoria da rede, de prever "acidentes", embora esta pratica esteja sendo constante desde o último crash (coincidência ou não há quase 1 ano atrás, em meados de agosto, na mesma empresa). Não teve maior repercussão, porque foi de tarde para noite, e este eu não me lembro de ter visto o motivo ainda.
 
Para mim, o que mais foi importante, apesar de ter sido drástico, é justamente o levantamento dessas questões: segurança no serviço, a importância dele no Brasil atualmente (ficou visível, a gente só dá valor à à água quando ela falta), e os próximos episódios, serão de melhoria, e recuperação de imagem, e para o governo, (minha esperança) é que isso seja tratado com mais seriedade, e não como outra barganha. (Exemplo, o governo comprometeu as Teles a disponibilizar acesso em todas as escolas do Brasil, a custo zero para que as teles continuem operando a partir de 2009, conseqüência do não cumprimento: concessão caçada!).
 
Agora pense neste projeto e o que ele propõe? Os lucros são incríveis, mas os investimentos para atendimento dessa prerrogativa também o são...
E será que todas as Teles vão investir nisso?
 
Nossas conversas devem sim ser postadas....
Nunca participei da lista, mas nesse momento me sinto "obrigado" já que participei ativamente do que ocorreu, e vi de perto o empenho e a cara de espanto de todos quando ficaram sabendo o ue estava "afetando".
 
Um grande abraço...
 

05/07/09

• Parceria com o "Tele.Síntese" + "Fervil" + Jornalistas e a ComUnidade

----- Original Message -----
From: Helio Rosa
To:
Celld-group@yahoogrupos.com.br ; wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Cc:
lia@momentoeditorial.com.br ; Miriam Aquino ; bruno@momentoeditorial.com.br ; Jana de Paula ; Flávia Lefèvre
Sent: Friday, July 04, 2008 11:26 PM
Subject: Parceria como Tele.Síntese + "Fervil" + Jornalistas e a ComUnidade
 
 
01.
Na ComUnidade, não raro, fugimos ao "convencional".  :-)
Por exemplo: pode-se "oficializar" um "relacionamento informal"?  :-)
Aqui pode!  :-)

Uma troca de mensagens recente (registrada no
BLOCO - recortes lá no final) com a jornalista Miriam Aquino resultou numa "parceria informal", para compartilhamento de informações e "conteúdo", sem interesses comerciais, entre a ComUnidade e o Portal Tele.Síntese.
Com esta mensagem, estamos "oficializando"...  :-)
Obrigado, Miriam, pela cortesia e pela intermediação!
Parabéns à equipe do Tele.Síntese pelo excelente trabalho!
 
Outro exemplo do "não convencional".
O
Grupo WirelessBR, núcleo inicial deste "complexo virtual" que chamamos de ComUnidade, é comandado por alguém que já nos deixou. :-)
Julho é o mês em que registramos nossa saudade do jornalista Fernando "Fervil" Villela, fundador do WirelessBR, vitimado há 4 anos pela violência urbana do Rio de Janeiro.
Quando ingressei no WirelessBR, há 8 anos (!) completados em 18 de junho último, fui muito bem recebido pelo "Fervil" e por um seleto grupo de jornalistas e engenheiros de telecom, entre outros profissionais liberais.
A ComUnidade mantém uma
página/homenagem com trabalhos do Fervil.

Há muito tempo perdemos contato com o co-fundador do WirelessBR, jornalista Newton Fleury Filho.
Assim, o Grupo WirelesBR não possui "owner" no mundo real, só "moderadores".  :-)

Num processo lento mas perseverante, estamos procurando voltar às origens, trazendo para nosso convívio os jornalistas que atuam na mídia especializada de TI e Telecom.
Estão todos convidados para ingressar nos Grupos e/ou efetivar "parcerias informais".
E, claro, registramos também a saudade virtual dos participantes pioneiros que, por motivos diversos, não atuam nos fóruns mas sabemos que estão "na escuta".  :-)
Olá, "povo", cadê ocêis, sô!  :-) 
 
02.
Visitamos o Tele.Síntese e registramos estas matérias:
 
 Falha em roteador da Telefônica foi a causa do apagão no Estado de SP

Lula assina decreto com nomeação de Emília Ribeiro para o conselho da Anatel

Zunga critica modelo de audiência pública da Anatel

Dividido, conselho diretor da Anatel adia índice de produtividade.

Lula lança notebook a R$ 1 mil para professores

BrT lança canal de informação em sua IPTV

Anatel acha que Telefônica pode ser multada

Costa reconhece vulnerabilidade dos sistemas de internet

Em nota, Telefônica informa que serviços estão sendo normalizados.

50% dos links do governo de São Paulo foram afetados pela pane da Telefônica

Tecnologia,aceleração econômica e mudança de hábito aumentam roaming internacional das móveis
 
03.
Sobre a Momento Editorial, responsável pelo Tele.Síntese:
Quem Somos
Editora com sede em São Paulo, a Momento foi criada, no início de 2005, para divulgar as tecnologias da informação e comunicações (TIC) em seus diferentes contextos e usos, especialmente seu papel na inclusão social.
 
Tem, também, a missão de produzir e disseminar informação qualificada, que auxilie na formulação de políticas públicas, no fortalecimento e ampliação da sociedade do conhecimento e na tomada de decisões de seus agentes públicos e privados.
 
A empresa é liderada pela jornalista Lia Ribeiro Dias, cujo nome, trabalho e opiniões são referências no mercado editorial especializado e, principalmente, nos segmentos de informática e telecomunicações, nos quais desenvolve, há 24 anos, a sua atuação como jornalista.
 
Integram a diretoria da Momento Editorial as jornalistas Miriam Aquino, há mais de 15 anos atuando, em Brasília, nas áreas de telecomunicações e de Tecnologia da Informação, com larga experiência no acompanhamento de políticas públicas, e Verônica Couto, também especializada nesses segmentos de mercado, tendo construído sua carreira profissional nos jornais O Estado de S.Paulo, Gazeta Mercantil, Jornal do Brasil, e nas publicações da Plano Editorial.
 
A editora está organizada em duas áreas de atividades:
. Divisão de Tecnologia na Inclusão Social. Coordenada por Verônica Couto, é responsável pela edição da revista ARede e por seu sítio na internet (
www.arede.inf.br), e pelos painéis de debate ARede. Desenvolve, também, conteúdos específicos para entidades e empresas nas área de inclusão digital e responsabilidade social. Em parceria com entidades do Terceiro Setor, promove oficinas de capacitação em comunicação comunitária.
 
. Divisão Tele.Síntese. Dirigida por Miriam Aquino, responde pelo Portal Tele.Síntese (www.telesintese.com.br), focado nos segmentos de mercado cobertos pelo guarda-chuva das comunicações – telecomunicações, radiodifusão, mídia e conteúdo, tecnologias da informação; pelo boletim semanal Tele.Síntese Análise, exclusivo para assinantes, e pelos Encontros Tele.Síntese, seminários fechados sobre temas estratégicos para o desenvolvimento do setor.
 
Integram a equipe do Tele.Síntese
Redação
Lia Ribeiro Dias - diretora editorial -
lia@momentoeditorial.com.br
Miriam Aquino - diretora da Sucursal de Brasília - miriam@momentoeditorial.com.br
Bruno De Vizia - repórter - bruno@momentoeditorial.com.br
 
Boa leitura!
Um abraço cordial
Helio Rosa

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Recortes do "BLOCO":

21/05/08
BACKHAUL E PGMU (08) - Opiniões de Flávia Lefrève e Miriam Aquino
(...)
O tema é polêmico e para estimular o debate que ainda não ocorreu em nossos fóruns transcrevemos esta matéria na última mensagem:
Fonte: Tele.Síntese
[22/04/08]  
Ação da Pro Teste quer manter o passado por Miriam Aquino

A nossa participante Flávia Lefèvre Guimarães é advogada do ProTeste e representante dos usuários no Conselho Consultivo da ANATEL.
Sobre a matéria do Tele.Síntese, recebemos esclarecimentos da Flávia que estão transcritos no final desta mensagem (texto atualizado em relação ao registrado na última mensagem). 

Enviamos cópia da nossa mensagem à jornalista Miriam Aquino, autora do artigo que, gentilmente retornou com explicações adicionais.
Obrigado, Miriam, pela cortesia da mensagem e pela disposição ao debate.
Parabéns à equipe do Portal
Tele.Síntese pelo excelente trabalho!
(...)

--------------------------------------------------------

25/05/08
BACKHAUL E PGMU (09) - Portal Tele.Síntese: "O direito ao serviço essencial - A Pro Teste e o STFC" por Flávia Lefrève
(...)
Vimos que a jornalista Miriam Aquino, numa saudável "contra-mão" da rotina encontrada na "mídia especializada", emitiu forte opinião pessoal sobre o tema e se dispôs ao debate.
E seu site, o
Tele.Síntese, num belo exemplo de jornalismo sério e equilibrado, publicou ontem um ótimo artigo da advogada e nossa participante Flávia Lefrève:
Fonte: Tele.Síntese
[23/05/08]  
O direito ao serviço essencial - A Pro Teste e o STFC
(...)
 

05/07/09

• Como funciona a Internet (2) - "Ecos" do "apagão da Telefônica"

----- Original Message -----
From: Helio Rosa
To:
wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Sent: Saturday, July 05, 2008 9:01 AM
Subject: Como funciona a Internet (2) - "Ecos" do "apagão da Telefônica"
 
 
Olá, ComUnidade WirelessBRASIL!
 
Estamos anotando e registrando as repercussões sobre a mensagem anterior (Com funciona a Internet (1) - "Apagão da Telefônica" + O que é Backbone) e transcrevendo mais notícias.

01.
Abaixo temos os textos das mensagens de José Roberto de Souza Pinto, Luiz Sergio Lindenberg Nacinovic e Edmilson. 
Obrigado pelas participações!

Registramos também a opinião do Eduardo Tude, diretor do
TELECO ("parceiro informal") postada no "Blog Teleco".
(...) Não é a primeira vez que isto ocorre no mundo e certamente não será a última. Não podemos, no entanto, ficar de braços cruzados e encarar uma falha como esta como uma situação normal.
O momento é de reflexão e de união de esforços no sentido de buscar soluções para que isto não se repita. (...)

Na seqüência estão estas matérias, do novo "parceiro"
Tele.Síntese e a indicada pelo Edimilson:
 
Fonte: Tele.Síntese
 
Fonte: Terra
[04/07/08]  
Pane começou em Sorocaba, diz presidente da Telefônica por Vagner Magalhães 
 
02.
Nos artigos transcritos ontem (Como funciona a infra-estrutura da Internet   e  Como funcionam os roteadores ) aprendemos tudo sobre Internet!  :-)
Pergunto: há um "mapa" ou "esquema" da estrutura da internet no Brasil com os servidores principais e backbones que possamos consultar, aprender mais e formar melhor opinião sobre o assunto?

03.
À propósito.
Li ontem "no papel" um artigo do Estadão (não encontrei link ainda): "Acidentes acontecem. Planos B existem para isso" por Pedro Dória, jornalista do Caderno Link.
Comento eu: Todo o conceito da internet como rede aberta baseia-se na estrutura de "rotas alternativas automáticas". A Internet é o próprio "Plano B" em "pessoa".  :-))
A Telefônica e as autoridades envolvidas nos devem explicações.
Vamos cobrar individualmente?
 
Boa leitura!
Um abraço cordial
Helio Rosa
 

----- Original Message -----
From: josersp
To:
rosahelio@gmail.com
Sent: Friday, July 04, 2008 4:42 PM
Subject: Com funciona a Internet (1) - "Apagão da Telefônica" + O que é ...
 
Helio
Excelente a iniciativa de abrir esta discussão.
Desde de janeiro deste ano quando aconteceu uma falha dupla nos sistemas de cabos internacionais, existe uma grande preocupação com os riscos de uma paralisação da rede internet. O fato é que tudo mesmo, digo diversas aplicações, financeiras, comerciais, produção e serviços públicos estão suportadas pela rede internet.
Esta discussão envolve questões ligadas a investimentos no backbone como um todo, envolvendo rotas de segurança que não geram receitas. 
A verdade é que quanto mais concentrada a operação maior é o risco do sistema. Uma maior diversidade de prestadores de serviço minimiza os riscos para a sociedade.
Nada contra a terceirização de atividades, mas a prestadora de serviços tem que ter um quadro técnico que garanta a gestão de todo processo e recursos de supervisão do sistema, porque caso contrário, não nem como informar a população e os clientes o que aconteceu e muito menos aonde foi e quando vai recuperar o serviço.
sds Jose Roberto
 

 
----- Original Message -----
From: luiz sergio lindenberg nacinovic
To:
Celld-group@yahoogrupos.com.br
Sent: Friday, July 04, 2008 3:58 PM
Subject: Re: [Celld-group] Com funciona a Internet (1) - "Apagão da Telefônica" + O que é Backbone

Você quer apostar que o Controle de concorrência( largura do suporte imediato para "n" usuários simultâneos) do backbone estourou devido a procura( aumento de freqüência de usuários + tempo de uso) e não houve como suportar o impacto, já que a base instalada deve ser pequena para suportar todos os serviços que lhe atribuem.
Outra aposta que faço é a multiplicidade de sistemas operacionais interligados servindo de plataforma para Máquinas Virtuais Java rodarem os mais diversos sistemas e aplicativos. Uma falha no código e a cagada está feita. Podem botar Jesus Cristo para revisar o código que ele não descobre onde está o erro nem que a vaca tussa.
 
 

----- Original Message -----
From: edmilson
To:
Celld-group@yahoogrupos.com.br
Sent: Saturday, July 05, 2008 4:25 AM
Subject: RE: [Celld-group] Com funciona a Internet (1) - "Apagão da Telefônica" + O que é Backbone
 
Pelo o que eu entendi, alguns roteadores na minha cidade (Sorocaba) entraram em pane, o que fez que todo a trafego fosse desviado para uma rota alternativa, ou seja de um (Backbone para outro).
Mais o problema foi que, esta rota "alternativa" ou segundo backbone não foi capaz de tratar deste trafego extra, Causando então pane em todo o sistema.
Esta problema não é raro, já aconteceu uma ou duas vezes antes, uma vez eu lembro foi o caso de uma fibra óptica cortada ao longo de uma estrada.
Mais resumindo, a Telefonica hoje no Brasil é uma empresa totalmente terceirizada e sem capacidade técnica, para reagir em casos de emergência com este.
Obrigado.
Edmilson.
 


Fonte: Blog Teleco
[04/07/08]  
Reflexões sobre a pane da Telefônica por Eduardo Tude, diretor do TELECO
 
O backbone IP da Telefonica entrou em colapso ontem, deixando boa parte do estado de São Paulo sem acesso à Internet. Usuários residenciais do Speedy, empresas, órgãos do Governo, hospitais, passaram o dia sem ter acesso à Internet e a sistemas vitais para execução de suas atividades diária.
 
A sede da Teleco, aqui em São José dos Campos, foi uma das afetadas. Vocês podem imaginar o impacto em uma empresa onde tudo é feito na ou para a Internet.
 
O problema parece ter sido resolvido e tudo voltou à normalidade esta manhã. Não devemos, no entanto deixar passar este momento sem uma pausa para refletir.
 
Não se trata de promover uma caça às bruxas, mas de entender o que aconteceu e o que pode ser feito para que isto não se repita.
 
As operadoras de telecomunicações têm a consciência de que sua missão é prover um serviço contínuo e de alta disponibilidade. Utilizam em seus projetos de rede uma série de redundâncias para manter o serviço em caso de falhas de componentes físicos, como corte de um cabo ou falha de hardware de um equipamento. Dificilmente se verá nos sistemas de telecom uma falha como o apagão de energia que ocorreu em Florianópolis alguns anos atrás pelo corte do único cabo que levava energia elétrica para a Ilha.
 
Mas, as redes de telecom estão se tornando cada vez mais dependentes das camadas de software que se responsabilizam por funções centrais do seu funcionamento das redes. Some-se a isto o aumento da quantidade de usuários e da complexidade do sistema. Cresce desta forma a possibilidade de aparecerem situações raras, não conhecidas no projeto, e que podem ocasionar falhas como esta.
 
Não é a primeira vez que isto ocorre no mundo e certamente não será a última. Não podemos, no entanto, ficar de braços cruzados e encarar uma falha como esta como uma situação normal.
O momento é de reflexão e de união de esforços no sentido de buscar soluções para que isto não se repita.
 


Fonte: Tele.Síntese
[04/07/08]   Falha em roteador da Telefônica foi a causa do apagão no Estado de SP   por Fátima Fonseca  

O problema na rede de dados da Telefônica, que afetou todo o Estado de São Paulo, foi gerado por uma falha num roteador, instalado em Sorocaba, município no interior do Estado. É um equipamento de borda, instalado em uma rede MPLS (Multiprotocol Label Switching), segundo informou o presidente da Telefônica, Antônio Carlos Valente, em coletiva à imprensa no final da tarde de hoje. “Detectamos que o problema foi gerado numa parte muita baixa da rede e que estava gerando a propagação desse problema, incluindo a não aplicação dos sistemas de proteção nas camadas mais altas”, informou Valente.
 
A razão específica da falha, no entanto, ainda não foi identificada. A operadora contratou o CPqD, que vai fazer um laudo técnico do equipamento, que deve estar concluído em dez dias. “Coletamos as informações junto com o pessoal do CPqD e com os profissionais da Anatel, que estiveram uma parte do dia conosco para que todas as análises sejam feitas e termos um diagnóstico preciso”, informou Valente. “Neste momento a gente não sabe ainda qual a razão específica da falha”, admitiu.
 
No total a rede de dados da Telefônica tem 75 mil circuitos, sendo 36 mil na rede MPLS (desses 18 mil foram afetados, atingindo cerca de três mil clientes). A rede Frame Relay tem 36 mil circuitos e não foi afetada, segundo Valente. A pane atingiu diretamente grandes clientes da operadora e órgãos públicos – entre os usuários da rede de dados da Telefônica estão 1.600 delegacias no Estado, 205 agências do INSS, a Companhia de Engenharia de Tráfego da cidade de São Paulo, secretarias municipais e estaduais, hospitais, além de 560 prédios do Tribunal de Justiça do Estado. “Hoje posso dizer que a situação está controlada”, afirmou Valente. Enfatizou que das 1,600 delegacias, apenas quatro ainda estavam sem conexão ontem à tarde e nos demais órgãos praticamente todos estavam com a situação normalizada.
 
Histórico
Valente relatou que o problema começou por volta de meio dia de quarta-feira, com instabilidade na rede de dados. “Esses problemas foram se acentuando ao longo do dia e na quinta-feira a situação já era de uma falha grave”.  Ele destacou que embora a rede tenha redundância e contingência, foi difícil identificar o problema por se tratar de uma rede com centenas de elementos. “Identificar um elemento falho numa rede ativa não é tarefa das mais simples”, desabafou.
 
Na noite de quinta-feira, a Telefônica, com a ajuda de fornecedores, conseguiu apenas identificar as regiões onde não havia problemas. Só por volta de 23h00 identificou que o problema estava na região de Campinas, mais especificamente num equipamento localizado em Sorocaba.
 
O presidente da Telefônica destacou que a empresa reconhece a falha e contou que passou o dia de hoje ligando para grandes clientes, autoridades dos governos federal, estadual e municipal, para os ministérios da Comunicação e da Previdência, e para a Anatel. “Reconhecemos publicamente a falha e não nos furtamos a pedir desculpas”, afirmou.
 
À tarde, Valente também foi a uma reunião no Procon, onde estavam representantes do Ministério Público e do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) para discutir danos aos consumidores e formas para compensar os clientes afetados. “No caso das empresas e de governos há contratos, com níveis de qualidade, penalidades pela não prestação de serviços, situações específicas”, comentou Valente. “Em relação aos clientes residenciais, a Telefônica já decidiu que não será cobrado o serviço no período em que o mesmo não foi fornecido”.

 

 
Fonte: Terra
[04/07/08]  
Pane começou em Sorocaba, diz presidente da Telefônica por Vagner Magalhães

 
O presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, explicou hoje que o problema técnico que deixou a Internet fora do ar em São Paulo começou em Sorocaba, no interior do Estado. De acordo com Valente, o roteador (equipamento da rede) que detonou a interrupção dos serviços foi detectado e isolado, mas o problema persistiu. "A Telefônica vai contratar um instituto independente, o CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações), que emitirá um laudo em 10 dias para saber o que realmente aconteceu", afirmou.
 
Tecnicamente falando, explicou Valente, o problema aconteceu na parte baixa da rede e o que se está procurando entender é por que ele subiu para a parte alta. "A instabilidade no sistema começou a ser sentida por volta das 12h de quarta-feira na rede de dados da Telefônica. O problema foi sanado por volta das 23h de quinta-feira", afirmou. Segundo o executivo, até as 17h desta sexta-feira, quatro delegacias, um posto do INSS e seis das 560 unidades ligadas ao Tribunal de Justiça no Estado ainda apresentavam instabilidade.
 
Em reunião no Procon-SP, no final da tarde de hoje, a Telefônica assegurou que irá reparar os prejuízos sofridos pelos usuários do serviço (assinantes) e pessoas físicas atingidas de forma indireta pelo problema técnico. Para os assinantes, explicou Valente, a empresa apresentou ao Procon a proposta de um abatimento de três dias - 72 horas - na próxima fatura. Em relação às grandes empresas, que têm contratos prevendo multa à Telefônica por descumprir o serviço, Valente afirmou que a empresa discutirá caso a caso a compensação dos prejuízos.
 
Falha humana
Valente disse que a hipótese de falha humana como causa do problema técnico não foi descartada, embora não exista nenhum indício neste sentido. "Pela característica do problema, é praticamente impossível que tenha sido uma ação isolada, de alguém que tenha invadido a rede para provocar o problema."
 
Ao ser questionado se houve demissões na área em que ocorreu o problema e se isso poderia ser a origem dos ataques, Valente respondeu que, como em outras empresas, existe na Telefônica um processo de terceirização de serviços. "Mas isso é um procedimento normal e não se acredita que esta tenha sido a causa do problema", acrescentou.
 
Valente reiterou que, desde o primeiro momento, a empresa tem sido transparente e ética. Também assegurou que a Telefônica não faltará com suas responsabilidades. "Ainda que o erro possa ter acontecido em equipamentos de fornecedores nossos, a responsabilidade pelo que aconteceu é da Telefônica", disse.
 

04/07/09

Anatel e as recentes "Consultas Públicas" (8) - Ainda as "13 Perguntas" - Smolka continua o debate

----- Original Message -----
From: Helio Rosa
To:
Celld-group@yahoogrupos.com.br
Cc: Smoka
Sent: Friday, July 04, 2008 4:20 PM
Subject: Anatel e as recentes "Consultas Públicas" (8) - Ainda as "13 Perguntas" - Smolka continua o debate
 
Olá, Celld-group!
Encaminhamento...
 
Mensagens/"posts" anteriores com este debate:
01/07/08
Anatel e as recentes "Consultas Públicas" (7) - Rogério Gonçalves comenta as observações de José Smolka

30/06/08
Anatel e as recentes "Consultas Públicas" (6) - José Smolka comenta as "13 Perguntas" de Rogério Gonçalves

29/06/08
Anatel e as recentes "Consultas Públicas" (5) - Rogério Gonçalves da ABUSAR faz 13 perguntas à Anatel

De novo, novamente (ops!) :   :-)
Parabéns, Rogério Gonçalves e José Smolka, pela seriedade, cordialidade e nível técnico do debate!

A ComUnidade agradece a preciosa participação!
Obrigado!!!

Boa leitura!
Um abraço cordial
Helio Rosa
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----- Original Message -----
From: J.R.Smolka
To:
wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Sent: Friday, July 04, 2008 10:37 AM
Subject: [wireless.br] Ainda sobre as 13 perguntas

Oi Rogério, Hélio e demais colegas,

Vou escrever no "pretinho básico" mesmo :-) , e me ater aos principais pontos da discussão (que estão espalhados em várias das 13 perguntas), porque eles acabam colocando todo o resto nos trilhos (ou fora deles, sei lá). Os leitores que estejam interessados em consultar o texto das diversas leis, decretos e quetais que são mencionados, podem encontrá-los a partir da página de legislação da Presidência da República em
http://www.presidencia.gov.br/legislacao/.

Ao invocar o finado CBT (Lei 4.117 de 27/08/19620) vc fez uma eloqüente defesa do que era o serviço de troncos. Digo finado porque a LGT (Lei 9.472 de 16/07/1997) diz:

Art. 215. Ficam revogados:
I - a Lei n° 4.117, de 27 de agosto de 1962, salvo quanto a matéria penal não tratada nesta Lei e quanto aos preceitos relativos à radiodifusão;

E digo era porque, embora concorde com a definição dada no antigo CBT, a colocação do art. 207 da LGT em obrigar as operadoras que atuavam nos moldes do CBT - incluídas aí as operadoras do serviço de troncos (além da Embratel, quem mais?) - a renovarem suas concessões nos moldes da LGT, conjugada com a permissão explícita da operação dos troncos dada às operadoras do STFC, nas modalidades local, LDN e LDI, pelo art. 2° do PGO atual (Decreto 2.534 de 02/04/1998), deixa muito claro - pelo menos para mim - que a intenção explícita do legislador era "embutir" o extinto serviço de troncos dentro do STFC.

Mas vamos admitir, por hipótese, que este serviço viesse a ser destacado novamente, em separado do STFC. O que os usuários dos serviços de telecom ganhariam com isto? Em minha opinião: nicht, nothing, nada. Pelo contrário, a vida deles ficaria pior. Teríamos mais uma camada empresarial na cadeia cliente-fornecedor da prestação dos serviços, sem nenhuma mudança na maneira como os enlaces são efetivamente usados. E esta camada extra vai querer garantir a sua margem de lucro (ou vc entende que isto devia ser operado diretamente pela União?), portanto quem vai pagar o pato vai ser o usuário, na forma de contas mais altas devido ao repasse deste custo adicional.

Agora o caso da Embratel. Nos termos do CBT era muito claro que ela era operadora do serviço de troncos. Com o advento da LGT o que ela poderia ser? O que consigo entender, dada a definição do STFC feita no art. 1 do PGO atual (especialmente no parágrafo 2°), é que ela opera apenas as modalidades LDN e LDI do STFC, e este seria o novo enquadramento do seu contrato de concessão, exigido pelo art. 207 da LGT. Isto está de acordo com o art. 6°, e detalhado no item 35 do anexo III, do PGO atual. Além disto, ela não teria mais direito a exclusividade na exploração destes serviços, de acordo com o art. 5° do PGO atual. Não vejo paradoxo nenhum aqui, porque neste papel ela continuaria fazendo exatamente o que sempre fez: prover os enlaces (ou troncos, como queira) - e centrais telefônicas, não esqueçamos delas - para trânsito do tráfego inter-áreas de registro e internacionais.

Após a privatização a Oi (então Telemar) na região I, a BtT na região II e a Telefônica na região III (conforme definidas no anexo I do PGO atual) devem ter pleiteado e conseguido concessões para operar também as modalidades LDN e LDI do STFC. Além disto houve a outorga de mais uma concessão para operar LDN e LDI para a "espelho" da Embratel - a Intelig (cadê ela?). Ao assinante foi dada a opção de escolher qual das operadoras LDN ou LDI ele preferia utilizar (via inclusão do CSP no processo de "discagem" deste tipo de chamada telefônica).

A gente não deve esquecer que a LGT foi editada em um momento particular. Ao mesmo tempo que ela redesenha o cenário dos serviços de telecom (anteriormente definidos pelo CBT, que ela substitui e revoga explicitamente) ela tem que lidar com o cenário de transição do modo CBT de fazer as coisas para o novo modelo. O art. 207 e o anexo III tem de ser lidos e entendidos neste contexto: regular o que acontece entre a edição da LGT e a privatização do Sistema Telebrás. Se não fosse assim, o art. 207 não deveria estar nas disposições finais e transitórias, mas em algum outro livro, capítulo, whatever.

Este é meu ponto de vista sobre estes assunto. Não sinto a necessidade de criticar, conceitualmente, esta estrutura legal (já a sua execução pode ser outra conversa). Mas, também, nisto eu sou leigo. Como os advogados são especializados em "procurar pelo em ovo" neste tipo de situação, não vou tentar competir com eles :-) . Como engenheiro e analista de sistemas prefiro o no-nonsense, e esta análise me satisfaz.

Mas vamos em frente... Sobre a Anatel ter ou não poderes para celebrar os contratos de concessão. Assumindo que o que depois foi formalizado na Lei 9.649 de 27/05/1998 já constava na looonga cadeia de MPs que a precederam (creio que a lista completa conta no art. 64), então porque o Minicom não protestou, interveio, contestou, ou qualquer coisa do gênero, os contratos celebrados pela Anatel? Porque ele se conformou que a anatal atuasse como sua "procuradora" neste assunto e momento?

No entanto, admitindo que os contratos são ilegais por este motivo, e portanto nulos de pleno direito, só tem dois caminhos possíveis: anular tudo e começar de novo (inclusive com novas licitações); ou convalidar tudo com uma nova "penada" legal do Presidente da República - afinal, para que mais servem as MPs :-) ? Minha opinião é que, caso pressionado, o Governo vai pela segunda via. A primeira, por mais desejável que fosse para alguns, simplesmente ain´t gonna happen. Não com este Governo (Presidente e Ministros - especialmente o Sr. Hélio Costa) nem com este Congresso. Minha opinião pessoal é que, neste caso, não compensa o rebuliço, a insegurança regulatória e tudo o mais em nome do purismo ideológico ou do desejo de criar embaraços políticos ao atual Governo.

Finalmente temos o nosso grande ponto de discordância: a possibilidade (ou falta dela, no seu entender) da introdução de tecnologias não tradicionais - por comodidade, vamos agrupar todas elas debaixo do título NGN - para o transporte de voz e ainda assim chamar isto de STFC, dentro da lei. Para esclarecer direito meus pontos de vista neste assunto eu terei que ser mais que claro. Vou ser didático - embora isto pareça chato e pedante. Porém isto piora a minha já natural tendência à prolixidade :-) , então vamos fazer o seguinte: vou separar esta conversa em duas threads: a primeira diz respeito aos aspectos legais e regulatórios (que já falei), e a segunda sobre os aspectos técnicos do STFC em um ambiente de migração para NGN (que colocarei no meu próximo post), ok?

Sendo assim, até breve...

[ ]'s
J. R. Smolka
 


04/07/09

• Com funciona a Internet (1) - "Apagão da Telefônica" + O que é Backbone

----- Original Message -----
From: Helio Rosa
To:
wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Sent: Friday, July 04, 2008 12:44 PM
Subject: Com funciona a Internet (1) - "Apagão da Telefônica" + O que é Backbone

 
Olá, ComUnidade WirelessBRASIL!
 
Ontem ocorreu um "apagão" no acesso à internet na área da Telefônica em S. Paulo (com reflexos em todo país, pois muitos servidores de hospedagem foram atingidos) que um dirigente definiu como "um problema raro e complexo". Poderia ter acrescentado que foi muito grave e atingiu a segurança da população.
Não foi apenas uma dor na coluna ("backbone"): a coluna parou de funcionar!

Para entender as explicações que certamente não virão (ops!) o "Serviço ComUnitário" passa a acompanhar o tema e aproveita a oportunidade para entender como funciona a internet.

Comentários? Mais informações, inclusive dos "bastidores"?
 
Nesta mensagem divulgamos:
- duas notícias,
- uma explicação 'light" sobre "backbone" e
- dois "artigos/tutoriais" do famoso e excelente "
How Stuff Works" em português! (com tópicos mais elaborados sobre "backbone")

Os artigos do "Stuff" estão transcritos abaixo mas não serão reproduzidos no BLOCO.
E a recomendação "genérica" continua: prefiram sempre ler na fonte pois muitos links e figuras não estão reproduzidos e é preciso girar os contadores de visitas dos sites, para que consigam bons patrocínios e continuem a prestar excelentes serviços!  :-)
 
 
 
Fonte: G1
[03/07/08]   O que é: backbone 
 
Fonte: How Stuff Works
Como funciona a infra-estrutura da Internet    por Jeff Tyson - traduzido por HowStuffWorks Brasil
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Fonte: How Stuff Works
Como funcionam os roteadores por Curt Franklin - traduzido por HowStuffWorks Brasil
Neste artigo
1. 
Introdução 
2. 
Mantendo as mensagens em movimento 
3. Direcionando o tráfego 
4. Transmitindo pacotes de dados 
5. O caminho de um pacote de dados
6. Roteando pacotes de dados: um exemplo
7. Sabendo para onde enviar os dados 
8. Endereços lógicos
9. Endereços MAC
10. Entendendo os protocolos
11. Rastreando uma mensagem
12. Ataques DoS
13. Backbone da Internet
14. Mais informações
15. Veja todos os artigos sobre Redes
 
Boa leitura no fim de semana!  :-)
Um abraço cordial
Helio Rosa
 
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Fonte: Folha Online
[04/07/08]   
Serviços de internet foram normalizados em SP, diz Telefônica; causas estão indefinidas
 
A Telefônica informou nesta sexta-feira (4) que seus serviços de acesso à internet foram completamente normalizados por volta das 23h de ontem, em todo o Estado de São Paulo. A empresa diz que ainda pesquisa as causas do problema, classificado como "complexo e raro" e que permanece sem explicação.
 
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, os serviços de emissão de boletim de ocorrência on-line e nas delegacias também foi normalizado, após ficarem fora do ar desde quarta-feira (2). Nas unidades do Poupatempo, o atendimento também é normal.
 
A pane gerou reflexos nos serviços de banda larga do provedor Speedy, conexões dedicadas (de alta velocidade, utilizadas principalmente por empresas) e outros tipos de acesso. Embora a empresa tenha informado que o problema atingiu, principalmente, clientes corporativos, houve queixas de clientes individuais sem a conexão ou com serviço precário.
O serviço começou a ser normalizado por volta das 20h30 de ontem na Grande São Paulo e nas cidades do Vale do Paraíba e do litoral. Somente às 23h todas as regiões do Estado voltaram a ter acesso á rede, segundo a Telefônica.
Os clientes da Telefônica que sofreram prejuízos em razão da pane de internet apresentada no Estado de São Paulo podem pedir indenização na Justiça. O Procon notificou a empresa e pediu esclarecimentos sobre o fato, incluindo os motivos do problema, a solução encontrada e o ressarcimento dos internautas que ficaram sem o serviço.
O Procon afirma que a empresa deve fazer um abatimento nos valores cobrados dos clientes, em quantia proporcional ao período em que o serviço ficar indisponível.
A instituição informou ainda que os clientes que tiveram prejuízos financeiros ou danos em função da ausência da internet devem recorrer à Justiça contra a Telefônica e pedir indenização. A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) informa que está investigando o assunto.
 
Sem serviço
A pane interferiu em serviços essenciais a população, como retirada de documentos, realização de boletins de ocorrência e até bancários. A pane na rede da Telefônica prejudicou os registros da polícia de São Paulo desde o começo da madrugada de ontem.
O sistema on-line para expedição de boletins de ocorrência ficou fora do ar. Nos casos de flagrante, os envolvidos tinham de esperar na delegacia, em razão de o registro não ser feito manualmente.
Devido ao problema, parte dos serviços do Poupatempo, como emissão de CNHs (Carteira Nacional de Habilitação) e documento de identidade (RG) também foram afetados. Entretanto, nas unidades Sé, Itaquera e Santo Amaro havia unidades móveis do Poupatempo em que esses documentos podem ser feitos.
 
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Fonte: TI Inside
[03/07/08]   Para Telefônica, pane "é um problema raro e complexo"

Para o presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, a pane ocorrida desde a noite de quarta-feira (2/7) na rede de transmissão de dados da operadora "trata-se de um problema raro e complexo".
O executivo disse que a empresa estava trabalhando com profissionais especializados e fornecedores para tentar solucionar a pane. "Até o momento (início da noite), infelizmente, não tivemos possibilidade de identificar a causa do problema." A causa estaria num software da rede de dados que transmite informações para as redes privadas e públicas. Os nomes dos fornecedores foram poupados.
Entretanto, as informações sobre a pane e como isso estava sendo resolvido desagradaram aos órgãos de defesa do consumidor. Milhares de reclamações foram protocoladas no Procon, que encaminhou notificação com pedido de informações à operadora sobre a extensão da pane e quantos usuários foram atingidos.
"A operadora foi lenta em informar ao mercado o que estava acontecendo e não agiu de forma clara, o que impediu que clientes empresariais e residenciais tomassem providências para evitar maiores prejuízos", disse a coordenadora da Proteste, Maria Inês Dolci.
De fato, a Telefônica não foi proativa em avisar aos clientes em tempo hábil para que procurassem outros meio de trabalhar e mesmo em sua home page o aviso constava apenas no espaço reservado à imprensa.
O correto, segundo a entidade, seria que os clientes fossem informados rapidamente, por meio da mídia, site e contact center, por exemplo. Como isto não aconteceu, cada usuário demorou em entender que o problema não era de seu computador, e sim do provedor, e ainda assim não sabia que demoraria mais de 24 horas para ser resolvido.
 
Ressarcimento
Assim, em muitos casos não houve como evitar atrasos em pagamentos via internet ou outros problemas causados pela falta de conexão. Agora, quem se sentiu prejudicado poderá pedir ressarcimento ou levar o caso à Justiça, diz a Proteste. Em casos de pedidos de indenização que atingem até 40 salários mínimos, o consumidor poderá protocolar sua ação no Juizado Especial cível. Acima deste valor, na Justiça comum.
Entretanto, a Proteste cobra da Telefônica uma política de compensação, porque o dano foi generalizado. "Seria mais inteligente da parte da Telefônica propor uma compensação. Isto amenizaria uma série de ações judiciais", disse Maria Inês. Com informações do TELETIME News
 
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Fonte: G1
[03/07/08]   O que é: backbone
 
O backbone, tradução de "espinha dorsal", é uma rede principal por onde passam os dados dos clientes da internet. No Brasil, as empresas BrasilTelecom, Telecom Italia, Telefônica, Embratel, Global Crossing e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) prestam esse serviço. Essa mesma rede também é responsável pelo envio e recebimento de dados entre grandes cidades e até entre Brasil e outros países.
 
Por ser a rede principal, o backbone captura e transmite informações de várias redes menores que se conectam a ele. Quando o usuário envia um e-mail, por exemplo, essa informação vai de sua rede local para o backbone e, então, é encaminhada até a rede de destino. O mesmo acontece quando o internauta acessa informações de um site: elas têm de passar pelo backbone até chegarem à rede local do usuário.
 
“O backbone pode ser comparado a uma grande estrada. Durante toda a sua extensão há entradas e saídas para diversas cidades, que seriam essas redes de menor porte. Todas essas vias [ou pequenas redes] estão conectadas à estrada principal [backbone]”, compara Eduardo Parajo, presidente da Associação Brasileira dos Provedores de Internet (Abranet).

 

Complemente sua pesquisa: Google (com opção de páginas em português)

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