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ComUnidade WirelessBrasil                   Julho 2008 - Página 03                    Índice Geral 

 
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Nesta página:

Como funciona a Internet (8): comentários do participante Julião Braga

Como funciona a Internet (7): Opinião do participante Carlos Carneiro

Como funciona a Internet (6): Os "nossos" backbones + Teleco: Tutorial sobre MPLS

Como funciona a Internet (5) - Alice Ramos e o "apagão" + MPLS no Wikipedia

Anatel e as recentes "Consultas Públicas" (8) - Ainda as "13 Perguntas" - Smolka: STFC e NGN

Como funciona a Internet (4) - Mais "Ecos" do "Apagão"... e MPLS ... e Framerelay...

Índice Geral


BLOCO - Blog dos Coordenadores da ComUnidade WirelessBRASIL

O conteúdo deste BLOCO tem forte vinculação com os debates nos Grupos de Discussão  Celld-group e WirelessBR. Participe!



08/07/09

Como funciona a Internet (8): comentários do participante Julião Braga

----- Original Message -----
From: Julião Braga
To: wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Sent: Tuesday, July 08, 2008 9:43 AM
Subject: Re: [wireless.br] Como funciona a Internet (5): Os "nossos" backbones + Teleco: Tutorial sobre MPLS

Hélio,
Me parece desatualizado essa relação de "backbones" nacionais. E, talvez a definição de "backbone" nacional possa ser irrelevante no contexto dos interesses do pessoal ligado ao TCP/IP.
Backbones regionais e, até mesmo locais são relevantes para projetos. Um bom exemplo são as fibras óticas locais da Infovias (em Minas).
Em várias cidades importantes, estão interligadas entre si. Portanto, a fonte não é boa, sob este aspecto.

Seria interessante um estudo/levantamento de backones locais e seus relacionamentos regionais e nacional.
Veja bem, SERIA interessante!
Mas o nosso país, onde temos um governo (leia-se, em particular, o Ministério das Comunicações) desinteressado e incompetente sob o ponto de vista técnico e visão de futuro, uma agência reguladora sem transparência e, pior, um Comitê Gestor que deveria governar a Internet brasileira mas, do qual não se vê reações, exceto se confundir academicamente com o trabalho que deveria ser oferecido às Universidades brasileiras.
Será que o Comitê Gestor não sabia que mais cedo ou mais tarde iria ocorrer um trauma na Internet brasileira (aka, Telefônica)?
Uma boa resposta pode começar em vários lugares, como por exemplo, a partir dos "peerings" independentes, bem conhecido pelo Comitê Gestor, feito pelas concessionárias (fora dos PTTs).

Vejo que há alguns institutos independentes e iniciativas gloriosas como as que você e outros estão vinculados. Estamos torcendo para irem em frente e fortalecerem-se.

Infelizmente, no contexto, temos um modelo deturpado, frágil e, portanto, suscetível a interesses que não são os de nosso país.

O testemunho do Carlos Carneiro é um exemplo prático, do samba do crioulo doido, tocado em alto volume, sobre nossa, já, aparente surdez ...

[]s,
Julião Braga
Pegasus Telecom



08/07/09

Como funciona a Internet (7): Opinião do participante Carlos Carneiro

----- Original Message -----
From: Carlos Carneiro
To: wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Sent: Tuesday, July 08, 2008 2:59 AM
Subject: Re: [wireless.br] Como funciona a Internet (5): Os "nossos" backbones + Teleco: Tutorial sobre MPLS

Helio,

Boa noite (digo, bom dia) :))

Tenho "olhado" seus posts mesmo ausente nesse momento nas discussões devido a grande carga de compromissos pessoais.

Quanto a definição das redes MPLS acredito que você vem ajudando a esclarecer a dúvida de vários técnicos e não técnicos com as suas pesquisas e os seus post´s sobre o assunto.

Quanto ao problema da Telefônica.
Eu acho que mais importante do que tentarmos adivinhar a razão do problema é olharmos a conseqüências e os prováveis resultados com o futuro que está se delineando para o Brasil para as redes de dados.
A inércia moral ou a falta de moralidade ao qual vemos passar o nosso país talvez resulte em algo que possa vir a ser desastroso para o país.

Vemos e sabemos que a Internet hoje é um dos principais meios de comunicação do mundo como também sabemos que aquele que detem o meio de comunicação manipula os demais.
Já vimos essa novela por mais de uma vez em nosso país!
Pois bem a briga hoje é por quem irá "manipular" a comunicação cibernética.

Podemos dividir a Internet do Brasil hoje em algumas fatias.
Uma grande fatia podemos partir para 4 empresas juntas:
- Brasil Telecom, Oi, Telefonica, Telmex, incluindo aí as empresas do Grupo (Embratel, Net, Claro, etc) e
- mais uma fatia também interessante na mão de algumas espremidas espelhinhos (CTBC, GVT são as que possuem maior destaque, tendo outras com menor expressão também),
- em seguida provedores de internet (Wireless, Cabo, FTTH, HPNA, entre outros) e
- depois as empresas de TV a Cabo.

Porém estamos vendo a alguns anos um movimento de algumas empresas sob os olhos da Anatel e do Ministério das Telecomunicações, que tomo a liberdade de chamar todos junto de uma grande quadrilha, que vem apertando, espremendo e deflagrando ações isoladas e outras coordenadas que está levando como resultado a mudança das grandes empresas de tv por assinatura para a mão de um grande grupo e da rede de dados do Brasil concentrando cerca de 70% do tráfego nacional na mão de um grupo de 8 a 10 empresas sendo que entre 70% e 80% desse volume passa na mão de um grupo de 5 empresas(já quase 4 empresas) e a Telefonica é uma dessas empresas, que detém na sua área de atuação bem mais da metade de todo o tráfego de dados em sua rede, assim ocorre na rede da Oi e da Brasil Telecom que são cada vez mais totalitárias, principalmente no interior onde "sujeiras" são realizadas diariamente com a conivência da agência reguladora.

Agora juntemos as situações.
Concentração de mercado x Política de Terceirização de Equipe x Política de Terceirização de Infra-estrutura x Pouca gerência da rede x Problema de Planejamento de Rede, agora é só parar um roteador de um dos núcleos da rede que poderemos ver fatos semelhantes ao ocorrido na Telefonica em outras localidades.
E digo mais, só saiu na Televisão porque foi em São Paulo e por ter colocado órgãos de segurança na década de 60.
Pois nesse ano de 2008 já presenciamos paralisações por diversas horas e algumas por dias em diversas localidades do Brasil nas redes da Embratel (tenho cerca de 20 relatos em cidades e períodos diferentes) Oi e Brasil Telecom, além de outros relatos de problemas na rede da Telefonica.

Em alguma delas teve ressarcimento aos clientes, pedido de desculpa do presidente da Empresa ou pronunciamento do Ministro sobre o tema?
Não!

Hoje uma nova empresa entrar no mercado é um grande martírio.
Participei mais ativamente no ano passado mas ainda participo de uma empresa formada por provedores de Internet e você não tem a mínima idéia do martírio, da dificuldade que tivemos para ativar o primeiro circuito da grande rede que está sendo formada, com um investimento de milhões que de várias formas está esbarrando em dificuldades diversas, principalmente em decorrência de atos e atitudes desproporcionais e anti-concorrenciais dessas grandes operadoras e a sorte para o projeto é que a rede está sendo formada pelos pequenos e médios provedores de internet que estão vendo como a única alternativa para permanecerem no mercado, dependendo o mínimo possível das grandes redes de transmissão das grandes operadoras.

Infelizmente a ingerência mais uma vez do governo, que invés de governar para o POVO, governa para um pequeno e seleto grupo de empresários (que pagam boas gorjetas, principalmente nas campanhas políticas) e com isso, os milhões investidos em algo que já existe poderiam ter aplicações melhores impulsionando o mercado.

Quanto mais eu vivo, mais eu vejo pilantragem daqueles que deveriam governar, porém desgovernam o país.
A vontade que cresce a cada dia é de sair do país e não voltar mais, a não ser para visitar os parentes que não conseguir levar.

Atenciosamente,
Carlos Roberto Maciel Carneiro
carlos.roberto.maciel@gmail.com
Macaé/RJ
Tel.: (22) 9869-5054



08/07/09

Como funciona a Internet (6): Os "nossos" backbones + Teleco: Tutorial sobre MPLS

----- Original Message -----
From: Helio Rosa
To:
Celld-group@yahoogrupos.com.br ; wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Cc:
brunorbm@gmail.com ; chris.cefet@gmail.com ; dominique_carvalho@hotmail.com ; Eduardo Tude
Sent: Monday, July 07, 2008 8:58 PM
Subject: Como funciona a Internet (5): Os "nossos" backbones + Teleco: Tutorial sobre MPLS
 
 
O "Serviço ComUnitário" está acompanhando os "ecos" e as providências referentes ao recente "apagão" da Telefônica.
E, no processo, buscando mais conhecimentos técnicos sobra a infra-estrutura da Internet.
 
01.
"De repente", com este incidente, descobrimos que não sabemos muito sobre esta infra-estrutura no Brasil, tanto em relação à "hierarquia de hardware" como em relação à "hierarquia de responsabilidade" pela segurança e governança da rede.
 
Continuamos aguardando boas almas que nos tragam esclarecimentos pois até agora, lembrando os bons tempos, em caso de necessidade parece que temos que reclamar com o bispo (e sabemos que já não se fazem bispos como antigamente, némessm?).  :-)
 
Quanto à infra-estrutura encontrei uma pista no "Clube do Hardware" e não fiquei mais tranqüilo: acho que "peguei" mesmo uma "sindromezinha de pânico internética". :-)

Vamos ao recorte:

Fonte: Guia do Hardware.net
Tutorial sobre TCP/IP
TCP:Transmission Control Protocol
IP: Internet Protocol
(...)
Um provedor de acesso a internet funciona por concessão de uma outra grande rede maior.
Assim, seu provedor nada mais é do que uma rede conectada a outra maior e você, quando conectado ao seu provedor e fazendo parte dele como um host, é um micro-host em toda a essa rede maior.
Essa grande rede maior é chamada de backbone (espinha-dorsal em inglês) e é nela onde estão conectadas as redes menores que oferecem serviços, as provedoras. É o nível mais alto das redes.

Os backbones nacionais são:
- RNP,
- Embratel,
- Unysis,
- Global One,
- IBM e
- Banco Rural.
Creio que são os únicos até o momento.

Esses são os de nível mais alto no Brasil, mas existem os backbones estaduais também (na realidade podem ser considerados como centros de roteamento aos backbones nacionais):
- ANSP - SP;
- Rede Bahia - BA;
- Rede Catarinense - SC;
- Rede Internet Minas - MG;
- Rede Paraibana de Pesquisa - PB;
- Rede Rio - RJ;
- Rede Pernambuco de Informática - PE;
- Rede Norte-riograndense de Informática - RN e
- Rede Tchê - RS.

Sendo assim, a sua provedora é seu backbone pessoal, que se liga ao backbone do estado onde esta localizada que por sua vez é conectada ao de maior nível, os backbones nacionais. Se seu estado não possui backbone provavelmente sua provedora utiliza um backbone de outro estado ou então de algum instituto de tecnologia proprio que possa fazer pelo menos um roteamento satisfatório.
(...)
 
Vamos comentar e complementar?
Quem admininstra, coordena, articula, enfim, "toma continha" desta infra-estrutura, não no papel, mas pra valer?
Ou é tudo "ad hoc" e se auto-organiza?  :-))
02.
Voltando ao MPLS.

O TELECO posasui um Tutorial sobre o tema:
 MPLS: Re-roteamento Dinâmico em Redes IP Utilizando Network Simulator
Autores:
Bruno Rangel Borges Marchetti, Christiane Borges Santos, Dominique Carvalho Fernandes

"Esta Série Especial de Tutoriais apresenta os trabalhos premiados no III Concurso Teleco de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) 2007. 
O conteúdo deste tutorial foi obtido do artigo classificado em primeiro lugar no concurso, de autoria da Christiane Borges Santos, da Dominique Carvalho Fernandes e do Bruno Rangel Borges Marchetti. 
O objetivo do tutorial é descrever o mecanismo de re-roteamento dinâmico em redes IP de modo eficiente, reduzindo o tempo computacional sem comprometimento da integridade dos dados a serem transmitidos e controle do fluxo de dados (otimização na utilização dos recursos da rede). 
Para isso, analisa a tecnologia MPLS (Multiprotocol Label Switching) e o monitoramento de sessões LDP (Label Distribution Protocol), com um impacto mínimo na arquitetura da infra-estrutura existente. (...)
Ver transcrição parcial maia abaixo.

03.
Aqui estão as mensagens/"posts" anteriores:

07/07/09
Como funciona a Internet (5) - Alice Ramos e o "apagão" + MPLS no Wikipedia
Como funciona a Internet (4) - Mais "Ecos" do "Apagão"... e MPLS ... e Framerelay...
06/07/09
Como funciona a Internet (3) - "Apagão": comentários de um participante
05/07/09
Como funciona a Internet (2) - "Ecos" do "apagão da Telefônica"
04/07/09
Como funciona a Internet (1) - "Apagão da Telefônica" + O que é Backbone

Boa leitura!
Um abraço cordial
Helio Rosa
 
----------------------
 
Fonte: Teleco
[17/12/07]   MPLS: Re-roteamento Dinâmico em Redes IP Utilizando Network Simulator
 
Introdução

Nos últimos anos, poucas áreas, como as redes de computadores, apresentaram tantas revoluções.
 
A popularização da Internet fez surgir a predominância do protocolo IP (Internet Protocol) sobre outros protocolos e o crescimento da preocupação por novos requisitos de qualidade de serviço (QoS) e a segurança das informações trafegadas, com o objetivo de oferecer garantias de desempenho a determinados usuários e protocolos (TANENBAUM, 2003).
 
A Internet utiliza o mecanismo best effort, todos os pacotes recebem o mesmo tipo de tratamento e a rede tenta encaminhá-los o mais rápido possível.
 
Nem sempre se obtém sucesso, e alguns pacotes podem ser descartados devido ao congestionamento da própria rede.
 
O grande problema da Internet é o aumento expressivo do número de rotas manipuladas pelos roteadores, que geram custos de recursos de roteamento e atrasos altos e variáveis.
 
Os algoritmos de roteamento em uso objetivam minimizar métricas de caminhos mais curtos.
 
Do ponto de vista de QoS, nem sempre o caminho mais curto é o caminho que apresenta o melhor conjunto de recursos necessários a determinada aplicação (DIAS et al, 2004) (OSBORNE et al, 2002)
 
MPLS: Protocolo
 
A camada de rede da Arquitetura TCP/IP é responsável por rotear pacotes da máquina de origem para a máquina de destino. Em redes IP com roteamento tradicional, o encaminhamento dos pacotes é feito salto a salto, não é orientado à conexão, antes de qualquer decisão os campos do cabeçalho IP são analisados, consultando protocolos e tabela de roteamento para então encaminhamento dos pacotes.
 
Com o esquema de endereçamento IP os endereços são atribuídos de modo que todas as máquinas conectadas à determinada rede física compartilhem um prefixo comum, e a tabela de roteamento passa a conter apenas os prefixos que identificam a rede, e não o endereço por inteiro.
 
Essa tabela pode ser criada de modo estático (rotas preenchidas manualmente), dinâmico (convergência da rede) ou ambos simultaneamente. A busca na tabela de roteamento, dependendo de vários fatores como extensão, condição e conectividade da rede, ou mesmo do tamanho da tabela de cada roteador, pode exigir grande capacidade de processamento, causando perda de eficiência e aumento no tempo de processamento dos dados que transitam pelo roteador (KUROSE el al, 2006) (SADOK et al, 2000).
 
A partir do ano de 1995, a Internet Engeneering Task Force (IETF) e o ATM (Asynchronous Transfer Mode) Fórum começaram a desenvolver propostas para integrar protocolos baseados em roteamento, como o IP, sobre a estrutura de comutação da tecnologia ATM, buscando uma rede que oferecesse simultaneamente facilidade de gerenciamento, reserva de largura de banda, requisitos de QoS e suporte nativo a multicast.
 
Em 1996 algumas empresas de informática sugeriram as primeiras soluções baseadas em rótulos de tamanho fixo. O grande problema era o fato de que essas tecnologias eram proprietárias e incapazes de interoperarem. Surgiu então a necessidade de um modelo padrão de comutação por rótulos, que veio a ser o protocolo MPLS (MESQUITA, 2006).
 
O MPLS, definido na RFC 3031, de acordo com Rosen et al. (2001), ao adotar um conceito de rótulo (labels) de tamanho fixo, rompe com o conceito de tabela de roteamento adotado nas redes TCP/IP convencionais e possibilita um aumento no desempenho do encaminhamento dos pacotes, como pode ser observado na figura 1.
 
Em redes convencionais, o rótulo MPLS, é uma parte extra colocada no cabeçalho IP, chamado de shim header (cabeçalho de calço /1/), sendo inserido entre o cabeçalho IP e o cabeçalho da camada de enlace, denominado de encapsulamento genérico.

Figura 1: Formato genérico do cabeçalho MPLS.
 
Para aumentar a eficiência da rede são utilizados roteadores que trabalhem exclusivamente na leitura de rótulos e encaminhamento dos pacotes, fazendo análise e classificação do cabeçalho, e diminuindo o processamento nos roteadores principais da rede, como pode ser visto na figura 2 (KUROSE el al, 2006) (KAMIENSKI et al, 2000).
Ler mais:
MPLS: Re-roteamento Dinâmico em Redes IP Utilizando Network Simulator
 


07/07/09

Como funciona a Internet (5) - Alice Ramos e o "apagão" + MPLS no Wikipedia

----- Original Message -----
From: Helio Rosa
To:
Celld-group@yahoogrupos.com.br ; wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Cc: Alice Ramos
Sent: Monday, July 07, 2008 2:29 PM
Subject: Como funciona a Internet (5) - Alice Ramos e o "apagão" + MPLS no Wikipedia
 
Olá, ComUnidade WirelessBRASIL!
 
O "Serviço ComUnitário" está acompanhando os "ecos" e as providências referentes ao recente "apagão" da Telefônica.

01.
As mensagens/"posts" anteriores estão aqui:

07/07/09
Como funciona a Internet (4) - Mais "Ecos" do "Apagão"... e MPLS ... e Framerelay...
06/07/09
Como funciona a Internet (3) - "Apagão": comentários de um participante
05/07/09
Como funciona a Internet (2) - "Ecos" do "apagão da Telefônica"
04/07/09
Como funciona a Internet (1) - "Apagão da Telefônica" + O que é Backbone

02.
A jornalista Alice Ramos, nossa participante, também aborda o tema "Apagão" no seu editorial de hoje:

Fonte: AliceRamos.com
[07/07/08]   
Apagão da Internet está apenas começando  por Alice Ramos "transcrição parcial abaixo)

03.
No final da mensagem transcrevemos a página da enciclopédia 
Wikipedia (Português) sobre MPLS - Multi Protocol Label Switching:

(...) O MPLS permite que os operadores de uma determinada rede tenham alto desempenho no desvio de tráfego de dados em situações críticas, tais como de falhas e gargalos (ou congestionamentos).
O MPLS permite assegurar que a transmissão de determinados pacotes tenham perdas ou atrasos imperceptíveis em função da capacidade de uma gestão de tráfego mais eficaz, possibilitando assim maior qualidade dos serviços e conseqüentemente maior confiabilidade.
É normalmente utilizado em empresas de telecomunicações responsáveis por backbones que se utilizam de BGP4, QoS e SLA para aumentar sua credibilidade quanto à disponibilidade de seus serviços. (...)

Perguntinhas sérias, em tom de brincadeira, para estimular o debate técnico:
O MPLS da Telefonica é "guilt" ou "not guilt"? Vilão ou vítima?

Boa leitura!
Um abraço cordial
Helio Rosa

---------------------------------
 
Fonte: AliceRamos.com
[07/07/08]   
Apagão da Internet está apenas começando  por Alice Ramos
 
Que a banda larga no Brasil é uma piada isso todo mundo está farto de saber. Mas se tem uma coisa que causa profunda irritação nos usuários é o descaso com a qualidade dos serviços prestados pelas operadoras, e também das autoridades que deveriam ser competentes em fiscalizá-las.
 
Como todo apagão ocorrido no País (da energia, aéreo e na saúde), o da Internet, que teria começado com a paralisação de dois roteadores em Sorocaba (SP), a partir de quarta-feira, 02 de junho, foi fruto de negligência e falta de investimentos em infra-estrutura.
 
Mas enquanto a Telefônica tentava descobrir e resolver o problema, muitas notícias foram veiculadas com o propósito mais de debelar o “incêndio” contra a imagem da empresa no mercado, do que deixar o público corretamente informado.
 
No Brasil, como sempre, administrar virtualmente as crises que se instalam é mais importante do que enfrentar de verdade as causas dos acidentes. Felizmente não foi o caso de ter provocado mortes depois ter deixado os serviços de parte do estado de São Paulo completamente off-line.
 
O episódio parece não ter gerado conseqüências mais graves do que transtornos e perda de tempo, atrasos no pagamento de contas, multas aqui e ali etc. Isso por enquanto.
 
Mas até quando estaremos livres das ocorrências fatais, considerando que no País ainda não temos banda larga eficiente, e a Internet recebe cada vez mais aplicações, tornando-se quase onipresente em nossas vidas?
 
Várias coisas que foram divulgadas pela Telefônica, e lamentavelmente reproduzida sem qualquer análise crítica por quase todos os veículos de imprensa, foram informações, no mínimo, descompromissadas.
 
Antes, porém é importante deixar bem evidente a gravidade da situação provocada pela pane na Internet operada pela Telefônica:
 
O apagão na rede deixou metade do governo de São Paulo sem sistema, incluindo nesse rol vários órgãos públicos, municipais, estaduais e federais, bem como delegacias – que não puderam expedir boletins de ocorrência, Tribunais de Justiça, inúmeras empresas privadas de grande porte, como bancos e seguradoras, e incontáveis usuários residenciais.
 
A própria Secretaria de Segurança Pública foi desconectada, igualmente o Poupatempo (unidades que concentram diversos serviços públicos do governo eletrônico estadual) e o INSS.
 
Em cada categoria afetada, pode-se imaginar as mais variadas utilizações que foram abruptamente interrompidas, paralisando o trabalho e o modo de viver de milhões de pessoas.
 
Dito isso, analisemos agora tudo que foi veiculado a respeito do incidente:
 
Por mais de 24 horas após a paralisação do sistema a Telefônica não tinha conhecimento da causa do problema, enquanto isso o call center do Speedy era orientado a prestar as mais variadas desculpas aos usuários.
 
Muito destes, por sua vez, extremamente irritados com as respostas dos atendentes, desmentiram incontinenti a Telefônica na Internet, a cada comunicado expedido na imprensa.
 
Segundo vários usuários, por a culpa em roteadores é uma escusa recorrente da empresa quando ocorre alguma interrupção nos serviços, por menores que sejam. O que demonstra que se os roteadores já apresentavam bugs, nada ou pouca coisa foi feita para corrigi-los quando ainda era possível controlá-los.
 
A enxurrada de reclamações contra o atendimento da operadora foi tamanha, que até alguns atendentes do Speedy resolveram se defender na Internet (não se sabe como conseguiram fazer isso em pleno apagão), solicitando que os leitores e articulistas deveriam lembrar que se tratavam apenas de funcionários cumprindo ordens, e que não tinham culpa das falhas no sistema.
 
A constatação não poderia ser mais óbvia. Claro que o pessoal do atendimento (em qualquer empresa) não tem culpa dos vícios nos produtos e serviços produzidos por seus patrões.
 
Assim como a Telefônica também “não deve ter tido culpa” dessa confusão toda, e sim aqueles dois malditos roteadores que a deixaram na mão. Não é mesmo?
 
Que operadora iria querer que sua rede pifasse e parasse o estado mais industrializado do País, incluindo metade dos 12 mil pontos de acesso do Intragov (rede de comunicação do governo paulista)?
 
É uma pena que os roteadores de Sorocaba, apesar de direcionarem parte do fluxo da Internet não puderam falar para se defender. E nem protestar no Orkut, ou nas seções de leitores dos jornais. Se pudessem, o que será que eles diriam?
Ler mais:
Apagão da Internet está apenas começando
 
-------------------------------
 
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
MPLS

No contexto das redes de computadores e telecomunicações, o Multi Protocol Label Switching (MPLS) é um mecanismo de trasporte de dados pertencente à família das redes de comutação de pacotes. O MPLS opera numa camada OSI intermédia às definições tradicionais do Layer 2 (Ligação de Dados) e Layer 3 (Rede), pelo que se tornou recorrente ser referido como um protocolo de "Layer 2,5". Foi concebido para permitir um serviço unificado de transporte de dados para aplicações baseadas quer em comutação de pacotes quer em circuitos. Pode ser usado para transportar vários tipos de tráfego, como pacotes IP, ATM, SONET ou mesmo frames Ethernet.thernet frames.

O MPLS permite que os operadores de uma determinada rede tenham alto desempenho no desvio de tráfego de dados em situações críticas, tais como de falhas e gargalos (ou congestionamentos). O MPLS permite assegurar que a transmissão de determinados pacotes tenham perdas ou atrasos imperceptíveis em função da capacidade de uma gestão de tráfego mais eficaz, possibilitando assim maior qualidade dos serviços e conseqüentemente maior confiabilidade. É normalmente utilizado em empresas de telecomunicações responsáveis por backbones que se utilizam de BGP4, QoS e SLA para aumentar sua credibilidade quanto à disponibilidade de seus serviços.

Características
 
MPLS, ou MultiProtocol Label Switching, é uma tecnologia de encaminhamento de pacotes baseada em rótulos (labels) que funciona, basicamente, com a adição de um rótulo nos pacotes de tráfego (O MPLS é indiferente ao tipo de dados transportado, pelo que pode ser tráfego IP ou outro qualquer) à entrada do backbone (chamados de roteadores de borda) e, a partir daí, todo o encaminhamento pelo backbone passa a ser feito com base neste rótulo. Comparativamente ao encaminhamento IP, o MPLS torna-se mais eficiente uma vez que dispensa a consulta das tabelas de routing.

Este protocolo permite a criação de Redes Virtuais Privadas garantindo um isolamento completo do tráfego com a criação de tabelas de "labels" (usadas para roteamento) exclusivas de cada VPN.

Além disso é possível realizar QoS (Quality of Service) com a priorização de aplicações críticas, dando um tratamento diferenciado para o tráfego entre os diferentes pontos da VPN. QoS cria as condições necessárias para o melhor uso dos recursos da rede, permitindo também o tráfego de voz e vídeo.

Vantagens
  • Melhor desempenho no encaminhamento de pacotes;
  • Criação de caminhos (Label Switching Paths) entre os roteadores;
  • Possibilidade de associar requisitos de QoS, baseados nos rótulos carregados pelos pacotes.
Redes de infra-estrutura suportados

Devido ao alheamento do MPLS relativamente ao tipo de dados em trânsito, é possível encapsular o tráfego de tecnologias anteriores, como:

Funções de MPLS
  • Mecanismos para o tratamento de fluxos de dados entre hardware, ou mesmo aplicações, distintas.
  • Independência em relação aos protocolos das camadas OSI 2 (enlace) e 3 (rede).
  • Mapeamento entre os endereços IP e labels, para envio de pacotes.
  • Interfaces com protocolos de roteamento, como OSPF.
  • Suporta IP, ATM e frame-relay.


07/07/09

Anatel e as recentes "Consultas Públicas" (9) - Ainda as "13 Perguntas" - Smolka: STFC e NGN

----- Original Message -----
From: J.R.Smolka
To: wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Sent: Monday, July 07, 2008 1:53 AM
Subject: [wireless.br] Ainda sobre as 13 perguntas - STFC e NGN

Rogério, Hélio e colegas,

Ói nós aqui travêis :-) . Tenho que confessar uma coisa: esta já é a quarta (e última, espero) versão que escrevo para este post. Como prometido, vou tratar da possibilidade (ou falta dela, no entender do Rogério) de redes NGN servirem de suporte para a prestação do STFC, tal como definido no atual marco regulatório brasileiro. A conseqüência natural da análise desta pergunta leva a outra: considerando o modo que as atuais concessionárias/permissionárias do STFC no Brasil operam e estão evoluindo as suas redes, será que elas já extrapolaram o "envelope" da definição do serviço? Vamos procurar a resposta para isto também.

Para começar, precisamos definir claramente as coisas. Uma NGN, segundo a Recomendação ITU-T Y.2001 (General Overview of NGN), é:

A packet-based network able to provide telecommunication services and able to make use of multiple broadband, QoS-enabled transport technologies and in which service-related functions are independent from underlying transport-related technologies. It enables unfettered access for users to networks and to competing service providers and/or services of their choice. It supports generalized mobility which will allow consistent and ubiquitous provision of services to users.
[http://www.itu.int/rec/T-REC-Y.2001-200412-I/en]

E, segundo o parágrafo 1° do art. 1° do PGO atual (anexo do Decreto 2.534 de 02/04/1998), o STFC é:

O serviço de telecomunicações que, por meio da transmissão de voz e de outros sinais, destina-se à comunicação entre pontos fixos determinados, utilizando processos de telefonia.
[http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2534.htm]

Como já disse em outra ocasião, esta definição me parece meio tautológica, mas é o que temos, então vamos em frente com ela meso. Nestes termos, os serviços oferecidos através de uma rede de telecomunicações não podem ser enquadrados dentro da definição do STFC se:

a) Não envolverem a transmissão de voz (só outros sinais não vale);

b) Os serviços forem prestados de forma móvel ou nômade (porque aí não seria comunicação entre pontos fixos determinados);

c) Não utilizarem processos de telefonia (achou isto obscuro? Eu também).

Pela definição de NGN vemos que transmissão de voz e outros sinais está dentro do contexto, então não dá para descaracterizar uma rede NGN como base de prestação do STFC pelo critério (a). Porém uma NGN completa deverá suportar generalized mobility, e isto a desqualifica para a prestação do STFC pelo critério (b). Mas não vamos ser xiitas. Supondo uma implementação mais restrita, sem incluir na rede o suporte à mobilidade e/ou nomadicidade dos usuários, então ela ainda não poderia ser descartada com base neste critério. O real ponto crítico é o critério (c). O que vem a ser estes tais processos de telefonia? Consigo imaginar duas interpretações para esta expressão.

A interpretação mais restrita é que processos de telefonia significa que a rede utiliza somente o conceito de circuit switching (inclusive no que diz respeito às mensagens de sinalização). Se adotarmos esta linha de raciocínio podemos parar por aqui, porque uma NGN, por definição, é inteiramente baseada em packet switching. Quem entender que esta é a forma correta de interpretar o que diz o PGO atual quer dizer com a expressão processos de telefonia poderia terminar a leitura neste ponto, porque o assunto estaria resolvido.

Mas é possível (e eu prefiro) uma interpretação mais flexível. A expressão processos de telefonia pode ser entendida como a capacidade da rede de:

a) Suportar conexões de assinantes que utilizem, no mínimo, terminais telefônicos convencionais (com ou sem o uso de ATAs);

b) Garantir que o nível mínimo de interoperabilidade (estabelecimento de sessões funcionais de uso do serviço) entre os terminais conectados à rede é a transmissão de voz, com características de qualidade equivalentes ao serviço telefônico convencional (o referencial de qualidade é o encoding PCM conforme a Recomendação ITU-T G.711).

Desta forma daria para acomodar uma rede NGN (ou híbrida, com partes NGN e partes convencionais) dentro da definição do STFC. Mas, considerando a "fúria tributária" do Governo, creio que preferirão criar todo um novo elenco de definições de serviço, cada um com suas respectivas exigências de permissão e/ou concessão - porque assim maximiza-se a receita com licitações, FISTEL, etc.

Então a resposta à nossa primeira pergunta é um sonoro depende!  Parece que a possibilidade de enquadrar uma NGN fixa dentro do STFC é inversamente proporcional ao quanto o intérprete entender que a tecnologia empregada tecnologia define o serviço. Mas, mesmo que se adote uma interpretação mais elástica, haverá um break point que forçará a redefinição do marco regulatório. Em minha opinião, o "ponto de não retorno" está diretamente ligado à proporção entre as quantidades de terminais convencionais (incluindo aí os que utilizem ATAs) e terminais de nova geração (que suportem múltiplos serviços, com sinalização SIP mediada por IMS). Se a "população" de terminais NG na planta exceder 20% do total, então não dá mais para fingir que nada mudou.

O que nos leva à segunda pergunta do dia. Será que as operadoras do STFC já estariam over the edge? A situação das redes fixas hoje é (em maior ou menor grau, dependendo da operadora):

a) A esmagadora maioria dos terminais ainda é convencional (pares metálicos ligados diretamente à central local, com sinalização DTMF). Mesmo nos casos onde o acesso é feito com modems DSL, tipicamente o tráfego de voz gerado por terminais convencionais convive em paralelo com o tráfego puramente digital de outros serviços (via FDM, com separação dos tráfegos no DSLAM: voz vai para a central telefônica e dados vão para o roteador IP);

b) As centrais convencionais vem sendo complementadas ou substituídas por softswitches, para obter ganho estatístico de capacidade nos enlaces de transmissão usando VoIP (bearer channels na forma de sessões RTP entre as MGW). Desta forma uma parcela crescente do tráfego de voz está sendo cursado na transmissão em modo packet switching;

c) O protocolo de sinalização entre os nós de comutação (centrais convencionais e os MGCs) ainda é o SS7, mas, em paralelo com a introdução das softswitches na rede, também está ocorrendo a adaptação do transporte das mensagens SS7 sobre IP, seja pelo uso de gateways ou de forma nativa (veja as RFCs produzidas pelo working group SIGTRAN da IETF em http://www.ietf.org/html.charters/sigtran-charter.html).

d) Os serviços de dados estão praticamente todos concentrados sobre uma rede de transporte IP/MPLS, que compartilha a banda dos enlaces de transmissão com o tráfego de voz circuit switching (declinante) e com o tráfego VoIP (crescente). Desta forma o tráfego total em modo packet switching está em vias de superar o tráfego circuit switching na transmissão, e a conseqüência disto é que enlaces PDH e SDH estão tornando-se progressivamente inadequados, e substiruídos por enlaces que operam nativamente em modo packet switching (ex.: Metro Ethernet), inclusive nos acessos corporativos e residenciais. Meu palpite é que em 2012 os enlaces PDH e SDH representarão não mais que 30% da capacidade total de transmissão, e que sejam completamente substituídos até 2016.

Então, considerando o critério de um threshold de 20% de terminais NG na planta como o "divisor de águas" entre o STFC e o serviço (ou serviços) que vier(em) a comportar o ambiente NGN, eu acho que as operadoras fixas ainda estão do lado de cá da cerca. Porém elas estão se aproximando rapidamente dela. Até o ano que vem nós vamos ver o início da oferta de acessos VDSL2 e xPON para empresas e nas áreas residenciais mais fashion. O lógico é que estes lançamentos sejam acompanhados pelo lançamento dos primeiros serviços mediados por IMS, e, daí para a frente, é tudo ladeira abaixo.

Novamente fazendo previsões, creio que o alea jacta est regulatório tem que ocorrer até 2010. Depois disto o risco de confusão é grande.

Tive a seguinte idéia, que talvez seja um bom exercício de discussão na ComUnidade: como vocês acham que poderia ser a regulamentação dos serviços baseados em NGN? Como definir as características destes serviços mantendo coerência com os princípios de separação entre serviço e transporte, agnosticismo tecnológico e convergência fixo-móvel embutidos na própria definição de uma NGN?

Sou todo ouvidos...
[ ]'s
J. R. Smolka



07/07/09

• Como funciona a Internet (4) - Mais "Ecos" do "Apagão"... e MPLS ... e Framerelay...

----- Original Message -----
From: Helio Rosa
To: Celld-group@yahoogrupos.com.br ; wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Sent: Monday, July 07, 2008 10:29 AM
Subject: Com funciona a Internet (4) - Mais "Ecos" do "Apagão"... e MPLS ... e Framerelay...

 
 
O "Serviço ComUnitário" está acompanhando os "ecos" e as providências referentes ao recente "apagão" da Telefônica.

01.
Conforme prometido hoje vamos "baixar o nível"...

Calma! Não vamos atacar o "ministro", sem o presidente "destepaís" nem o valente presidente da "nossa" Telefônica!  :-)
Vamos tentar baixar para as "profundezas técnicas"...
Ou seja, aproveitar o "apagão" para dar um "clarão" nos nossos conhecimentos. :-)

Encaremos, pois, o MPLS citado pelo presidente Valente, da Telefonica: :-)
(...) O problema afetou a rede de dados chamada de Multi Protocol Label Switching (MPLS), que responde por 45% de todos os circuitos da Telefônica, incluindo clientes empresariais, residenciais e órgãos públicos (...)
 
02.
O nosso José Smolka publicou uma série de artigos sobre VoiP na ComUnidade: 
  
[09/01/06]  
Métodos de Codificação de Voz – Uma Introdução

Artigo 01:
[04/05/06]  
Voip - Introdução
Artigo 02:
[11/05/06]  
TCP/IP for not-so dummies
Artigo 03:
[18/05/06]  
Roteadores e QoS
Artigo 04
[23/05/06]  
Dimensionamento VoIP (WAN) 
Artigo 05
[02/05/06]  
Sinalização  

Do Artigo 03 vamos recortar um tópico sobre Multi-Protocol Label Switching (MPLS)  (mais abaixo).

 

03.
Logo após, está um interessante trabalho sobre MPLS, encontrado nente link, via Google:
http://www.gta.ufrj.br/grad/01_2/mpls/mpls.htm.
É preciso acessar a fonte para consultar figuras e gráficos.
Não consegui de imediato, mas gostaria de registrar os créditos da matéria e informar aos autores.
Se alguém puder ajudar, agradeço.

04.
Por falar nisso, alguma boa alma didática poderia explicar o que é mesmo "Framerelay"?  :-)
Ainda Valente:
(...) O problema afetou a rede de dados chamada de Multi Protocol Label Switching (MPLS), que responde por 45% de todos os circuitos da Telefônica, incluindo clientes empresariais, residenciais e órgãos públicos - a outra rede da empresa, chamada de Framerelay, não sofreu com o apagão. (...)

05.
Abaixo, duas notícias do sábado:
Fonte: Estadão
[05/07/08]  
Empresa não descarta erro humano e sabotagem por Rodrigo Brancatelli
Fonte: Estadão
[05/07/08]  
''O que houve foi excepcional. O sistema foi para o espaço''

06.
As mensagens/"posts" anteriores estão aqui:
06/07/09
Como funciona a Internet (3) - "Apagão": comentários de um participante
05/07/09
Como funciona a Internet (2) - "Ecos" do "apagão da Telefônica"
04/07/09
Como funciona a Internet (1) - "Apagão da Telefônica" + O que é Backbone

Boa leitura!
Um abraço cordial
Helio Rosa

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Fonte: Estadão
[05/07/08]  
Empresa não descarta erro humano e sabotagem por Rodrigo Brancatelli
 
Telefônica localizou e isolou roteador com defeito em Sorocaba
 
Comparando o problema que afetou a rede de dados da empresa Telefônica com uma doença - e valorizando o trabalho dos técnicos em informática como se fossem médicos -, o presidente da empresa Antônio Carlos Valente ainda procura explicações para o apagão na internet. Ontem à tarde, ele explicou que a "anomalia" surgiu de um roteador defeituoso em Sorocaba, no interior de São Paulo. Ainda assim, Valente não sabe explicar por que todo o sistema replicou o erro e falhou em uníssono.
 
"Isolamos esse roteador, ele está lacrado e passará por perícia técnica do Centro de Pesquisa do Desenvolvimento (CPqD)", disse. "Ainda não sabemos por que a segurança de todos os equipamentos acima desse roteador falhou, isso possivelmente estará neste laudo, que deverá ser entregue em até dez dias. O que posso afirmar é que nosso sistema não é vulnerável, temos equipamentos de ponta, os melhores do mundo. Foi uma anomalia rara e complexa. Infelizmente isso acontece, faz parte da vida."
 
O presidente da Telefônica ainda afirmou que não acredita que o erro tenha sido causado por um ataque de hacker, mas não descarta "falha humana" ou sabotagem de algum funcionário demitido recentemente. "Não temos indícios para acusar, mas isso será investigado pela perícia", disse. Na noite de ontem, a Telefônica informou que a sua rede de dados estava reestruturada e funcionando plenamente, apenas com problemas pontuais - das 1.600 delegacias afetadas pelo apagão anteontem, quatro ainda estavam sem internet até as 20 horas de ontem. O Tribunal de Justiça também permaneceu sem conexão em seis das suas 560 unidades.
 
INSTABILIDADE
 
Valente afirmou que a empresa percebeu a instabilidade na rede por volta do meio-dia de anteontem. O problema afetou a rede de dados chamada de Multi Protocol Label Switching (MPLS), que responde por 45% de todos os circuitos da Telefônica, incluindo clientes empresariais, residenciais e órgãos públicos - a outra rede da empresa, chamada de Framerelay, não sofreu com o apagão.
 
Técnicos terceirizados da Telefônica ficaram, até as 20 horas de anteontem, isolando e analisando cada área do sistema até achar o roteador defeituoso no município de Sorocaba. "Por causa da expansão no número de assinantes e do aumento da largura da banda, esses equipamentos se atualizam a toda hora, interminavelmente", explicou Valente. "Esse roteador estava emitindo um código falso, que acabou prejudicando o sistema. Isolamos então esse roteador e tudo foi retomado. "
 
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Fonte: Estadão
 
O contrato exclusivo com a Telefônica deixou a Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp), responsável pelo gerenciamento de informações de órgãos como a Polícia Civil, Detran e Poupatempo, praticamente inoperante no apagão online de anteontem. Ao Estado, o diretor-presidente da Prodesp, Leão Roberto Machado de Carvalho, disse que o órgão já preparava a contratação de um segundo provedor.
 
Faltou um plano B para evitar o caos de ontem?
 
Não existiu falta de plano B. Talvez o formato não fosse o melhor. Há dois anos, quando foi montado o contrato, havia um plano de contingência e solicitação de redundância. Quando a Telefônica proveu o serviço à Prodesp, o fez com as devidas redundâncias. Esse sistema tem funcionado razoavelmente. O que houve foi excepcional. Foi para o espaço o sistema, foi a redundância, tudo. A gente estaria talvez discutindo o plano C.
 
A Prodesp estuda mudanças?
 
No começo deste ano, já começamos a pensar que era uma fragilidade que não queremos ter mais. A gente já tinha pensado nisso, mas imaginando que nunca ia acontecer o que aconteceu.Tanto que, para renovação da licitação, até 2010, já estamos prevendo dois lotes (de prestação de serviços). O que aconteceu até confirmou nossa intenção de, na próxima licitação, já ter dois fornecedores.
 
Qual o balanço do apagão?
 
Usamos como parâmetro o Poupatempo. A média diária em 2008 é de 90 mil atendimentos nos 11 postos fixos do Estado. Anteontem, não conseguimos fechar 30%. A ordem de desgraça foi de 67%. No datacenter da Prodesp, só recebemos 10% do volume de informações e emitimos 37%. Tínhamos o processamento, mas não conseguíamos transmitir informações.
 
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Fonte: Roteadores e QoS por José Smolka 
 
Multi-Protocol Label Switching (MPLS):

O Segundo maior fator que afeta a latência de um roteador é o tempo necessário para que o protocolo IP decida para qual interface física o pacote deve ser encaminhado, através da inspeção da sua tabela de rotas (buscando o largest prefix match do CIDR).

É evidente que, quanto maior for a tabela de rotas, maior será o tempo necessário para a tomada desta decisão, e, conseqüentemente, maior será a latência.

Os protocolos de dynamic routing, tanto para exterior routing quanto para interior routing, preocupam-se com isto, tentando minimizar o número de entradas na tabela de rotas pelo uso de rotas-sumário (summary routes). Mesmo assim, na Internet é comum encontrarmos roteadores cujas tabelas de rotas tem alguns milhares de entradas.

É desejável, então, algum mecanismo que permita simplificar o processo de roteamento de pacotes através de grandes redes, evitando o custo computacional de pesquisa em grandes tabelas de rotas. O método predileto, hoje em dia, para conseguir isto é o MPLS (multi-protocol label switching).

O MPLS surgiu como uma proposta proprietária da Cisco Systems, chamada tag switching. Posteriormente foi padronizada pelo IETF na RFC 3031. A idéia básica é acelerar o encaminhamento (forwarding) dos pacotes, através do uso de rotas pré-definidas (chamadas label paths).

Ao ingressar na rede MPLS, o pacote recebe um header MPLS, que pode conter um ou mais labels. A identificação no label permite que os roteadores MPLS associem o pacote a uma forwarding equivalence class (FEC), e cada FEC está associada a um label path na rede. Os protocolos para troca de informações de associação de FECs aos label paths, e configuração (o termo bellhead para isto é provisionamento) dos label paths entre os roteadores MPLS são o LDP (label distribution protocol) e o RSVP-TE (resource reservation protocol – traffic engineering extension).

Hum... meu headiness index meter está descendo... descendo... estabilizou no –4. Um fato sobre o MPLS precisa ser bem compreendido: ele não foi desenvolvido com o objetivo principal de acelerar o roteamento em redes IP. O objetivo real era posicionar uma rede de roteadores como alternativa viável ao frame-relay e ao ATM para a construção de redes multi-serviço (leia-se: capazes de transportar voz e dados como entidades separadas). E, especialmente com os acréscimos do PWE3 (pseudo-wire emulation edge-to-edge, também conhecido como martini drafts), esta vocação fica mais que evidente.

Tenho minhas dúvidas se o desempenho de roteamento no core de uma rede TCP/IP de grande porte será significativamente melhor com o uso do MPLS do que, por exemplo, uma política agressiva de sumarização de rotas via dynamic routing associada ao uso de roteadores que armazenem a routing table em CAM (content-addressable memory). Querendo ou não, o processo de adicionar e remover labels aos pacotes IP vai exigir algum aumento de latência nos pontos onde isto ocorra. Se o aumento da latência for maior que a diminuição no delay para atravessar a rede MPLS (comparado com o delay do roteamento IP convencional) então não há ganho.

O que o MPLS tem de realmente bom, especialmente para os provedores de serviço, são duas coisas: a possibilidade de configurar VPNs (virtual private networks), que neste caso atendem pelo acrônimo VRF (virtual routing/forwarding facility); e mecanismos de reconvergência em caso de falha tão rápidos quanto nas redes SDH/Sonet – FRR (fast reroute).

Enfim... Uma vez que o MPLS está aí para ficar, vamos ver como ele funciona. Os roteadores na borda da rede MPLS, chamados LER (label edge router) ou PE (provider edge), são os responsáveis pela inserção e remoção dos labels associados aos pacotes IP. Os roteadores PE são os que “carregam o piano” em uma rede MPLS, porque precisam inspecionar a tabela de rotas local e definir a FEC que será inserida no label.

O core de uma rede MPLS é formada por roteadores LSR (label switching routers), também conhecidos como roteadores P (provider), cuja única função é fazer o forwarding dos pacotes, com base na FEC informada no label e em uma tabela simples de associação entre FECs e label paths.

Outro conceito errado sobre MPLS é que ele é de grande ajuda (ou até indispensável) para a garantia de QoS em redes TCP/IP. Então vamos à próxima seção, para vermos como o QoS é tratado em redes MPLS.

MPLS e QoS:

No label MPLS existem três bits EXP (experimental), que são utilizados para associar informação de prioridade de forwarding aos pacotes. O fato de serem chamados “experimental” dá uma boa idéia do que a proposta original do MPLS dizia sobre QoS.

A forma mais comum para trasladar a informação dos DSCPs DiffServ dos pacotes para o MPLS é repetir, nos bits EXP do label, os bits DS5, DS4 e DS3 do byte DS no header IP.

Não tenho nenhuma informação objetiva sobre isso, mas não vejo porque um algoritmo como o WFQ não pudesse ser utilizado no tratamento da fila de pacotes associada a cada label path. De qualquer forma, assim podem ser criadas até oito classes de prioridade para forwarding MPLS, compatíveis com as classes de prioridade do DiffServ.

Uma confusão comum é achar que, configurando VRFs MPLS, é possível fazer redes virtuais “mais prioritárias” do que outras (isto é especialmente comum em operadoras de telecom). Só que não é verdade. O conceito de VRF serve apenas para que as VPNs configuradas compartilhem a mesma infra-estrutura de transmissão de forma logicamente independente, mas todos os pacotes, de todas as VRFs, que tenham a mesma configuração nos bits EXP serão encaminhados com a mesma prioridade.

Vamos a um exemplo prático (e comum na praça). A operadora XYZ telecom quer implementar um core multi-serviço MPLS para poder implementar duas VRFs TCP/IP separadas: uma para o tráfego de serviços aos assinantes, e outra para a sua rede corporativa (tráfego administrativo interno). Suponhamos que na VRF de serviços existam hosts que implementam serviços VoIP para os assinantes, e que na VRF corporativa existam hosts que implementam um PABX (private automatic branch exchange) VoIP.

O mais provável é que ocorra o seguinte: tanto na VRF de serviços quanto na VRF corporativa, os pacotes de voz e de sinalização recebam os mesmos DSCPs (EF e AF43, respectivamente). Enquanto os tráfegos fiquem segregados, tudo bem. Mas, no momento que eles passam a trafegar pelo core MPLS, eles receberão as mesmas configurações de bits EXP, portanto o tráfego VoIP dos assinantes irá competir diretamente com o tráfego VoIP corporativo.
 
-------------
 
http://www.gta.ufrj.br/grad/01_2/mpls/mpls.htm
 
MPLS
 
1.    Introdução
 
O MPLS (Multiprotocol Label Switching) é um protocolo de roteamento baseado em pacotes rotulados, onde cada rótulo representa um índice na tabela de roteamento do próximo roteador. Pacotes com o mesmo rótulo e mesma classe de serviço são indistingüiveis entre si e por isso recebem o mesmo tipo de tratamento.
 
O objetivo de uma rede MPLS não é o de se conectar diretamente a sistemas finais.  Ao invés disto ela é uma rede de trânsito, transportando pacotes entre pontos de entrada e saída.
 
Ele é chamado de multiprotocolo pois pode ser usado com qualquer protocolo da camada 3, apesar de quase todo o foco estar voltado no uso do MPLS com o IP.
 
Este protocolo é na verdade um padrão que foi feito com base em diversas tecnologias similares desenvolvidas por diferentes fabricantes. Ele é referido por documentos do IETF como sendo uma camada intermediária entre as camadas 2 e 3, fazendo com que estas se “encaixem” melhor.
 
1.1   Motivações
 
 O MPLS surgiu como uma resposta de fabricantes de equipamentos e centros de pesquisa a várias necessidades que surgiram com a popularização da internet e diversificação de seus serviços.
 
Talvez a mais primordial destas necessidades seja a sobrecarga que esta sendo aplicada aos roteadores da rede devido ao sempre crescente número de usuários. Os roteadores IP possuem um algoritmo de roteamento que é ineficiente a medida que o tamanho da rede cresce pois para definir qual será o próximo salto (hop) do pacote, cada roteador tem que analisar mais informações do que é realmente necessário.
 
Além disso cada roteador tem que realizar o mesmo processo, que é muito semelhante para todos os roteadores, para cada um dos pacotes, sem guardar nenhum tipo de memória sobre cada pacote. Isto é especialmente ineficiente devido ao fato de que a maioria dos pacotes IP pertencem na verdade a fluxos de pacotes com mesmas origens e destinos.
 
Outro fator extremamente importante é o custo dos roteadores. Esse custo é em geral muito elevado, o que exige grandes investimentos quando surge a necessidade de se aumentar a rede. 
 
Com base nestes fatores pode-se chegar a conclusão de que uma rede baseada no algoritmo de roteamento padrão das redes IP não é escalonável. Ou seja, não é possível aumentar-se o tamanho de uma rede indefinidamente pois por mais rápidos que os roteadores sejam individualmente, a repetição excessiva de tarefas semelhantes torna o atraso da rede proibitivo.
 
Ficou claro então a necessidade de novos algoritmos de roteamento. Porém, agora entra em cena um outro fator. Mesmo que fosse desenvolvido um algoritmo de roteamento extremamente eficiente, este não seria muito útil se não fosse compatível com os protocolos e equipamentos já existentes.
 
Obs. de Helio Rosa: Sugestão de leitura no TELECO: Asynchronous Transfer Mode (ATM) 
 
Este de certo modo foi o maior problema com as redes ATM. Para se implementar redes ATM é necessário grandes investimentos em equipamentos além do que existem grandes dificuldades na interoperabilidade entre o ATM e o IP, principalmente no tocante a redes de grande porte, retornando novamente ao problema de escalonabilidade.
 
Junto a todos estes fatores pode-se somar a necessidade de novas funcionalidades de roteamento como por exemplo as classes de serviço. Isto decorre do aparecimento de tecnologias como vídeo e voz sobre IP que são extremamente sensíveis ao atraso, em especial atrasos diferenciados para pacotes de um mesmo fluxo. Para ajudar a resolver este problema é necessário se dar prioridade a esses tipos de pacotes, e essa priorização não é suportada por roteadores IP padrão.   Ler muito mais em MPLS.
 

Complemente sua pesquisa: Google (com opção de páginas em português)

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