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Março 2008               Índice Geral do BLOCO

O conteúdo do BLOCO tem forte vinculação com os debates nos Grupos de Discussão  Celld-group e WirelessBR. Participe!



24/03/08

• "WiMAX de Março" (20 ) - "WiMAX em 700 MHz" + Belo Horizonte Digital

----- Original Message -----
From: Helio Rosa
To: Celld-group@yahoogrupos.com.br ; wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Cc: ajsilva@fitec.org.br ; Jana de Paula
Sent: Monday, March 24, 2008 7:47 PM
Subject: "WiMAX de Março" (20 ) - "WiMAX em 700 MHz" + Belo Horizonte Digital

Olá, ComUnidade WirelessBRASIL!
 
01.
Este é o "Serviço ComUnitário" participando do já tradicional "evento virtual de março sobre WiMAX" idealizado pelo portal "e-thesis".
As mensagens anteriores estão nos arquivos dos Grupos,no BLOCO e no site WirelessBR.

Hoje continuamos no tema "700 MHz" e focalizamos a "digitalização" ou "iluminação" de Belo Horizonte.

02.
Colaboração dos participantes dos Grupos e leitores "externos"

Estamos na última semana do "esforço concentrado" sobre WiMAX (ufa!)  :-))
 
Lembramos do convite da Jana de Paula em seu último Boletim:

O Thesis e o WirelessBR produzem um 'dossiê' sobre o WiMAX, para facilitar a pesquisa sobre o tema. A partir de nossa própria experiência na busca de conteúdo WiMAX - que nos exige a confecção de uma verdadeira colcha de retalhos para pinçar uma informação aqui outra ali - reuniremos neste dossiê uma espécie de resumo atualizado da tecnologia, originário das mais diversas fontes. Participe enviando suas percepções sobre o momentum do WiMAX no Brasil para
thesis@e-thesis.inf.br.
 
Reforçamos o convite para uma grande participação de todos, com comentários, experiências, dúvidas, sugestões e "visões" que possam trazer subsídios para o "Dossiê" que será divulgado no encerramento, dia 31 de março.
Vamos lá?  :-)
 
03.
Na mensagem/post de 20/03/08 - "WiMAx de Março" (16) - "Tudo" sobre os "700 MHz" - informamos:
 
(...) "O WiMAX forum anunciou ainda sua decisão oficial, "em resposta à demanda importante do mercado", de estender o programa de desenvolvimento dos produtos certificados no padrão móvel para os 700 MHz."  (...) [Fonte: e-thesis]
 
E acrescentamos:
(...) Mas a importância desta freqüência não se deve somente ao WiMAX.
Simplificando, "700 MHz" é uma freqüência "baixa", que não dá muita bola para obstáculos e "fura paredes".   :-))
Nos "States" o auê é gigantesco por conta do leilão para esta freqüência, que terminou hoje.  (...)
 
 
Sobre o término do badalado leilão sugerimos esta matéria:
 
Fonte: IDG Now!
[20/03/08]   Verizon e AT&T são principais vencedoras do leilão de 700 MHz nos EUA   por IDG News Service/EUA

No final da citada mensagem perguntamos:
E no Brasil?
Tem "700 MHz" por aqui? Quando?  :-)
Consta que será utilizada pela TV Digital no tão falado canal de interatividade.
Alguma boa alma para informar e comentar?   :-)
 
As "boas almas" não comentaram mas sugeriram alguns links.  :-)
Vale ler as matérias nas fontes ou transcrições abaixo mas as "manchetes" e os nossos "recortes" já contam um pouco da "história":  :-)
 
Fonte: Telesíntese
[03/12/07]   3G Americas apóia UIT na adoção da freqüência de 700 MHz para 3G

(...) No Brasil, onde o novo espectro de 1900/2100 será leiloado para serviços IMT em 18 de dezembro, a Anatel declarou sua decisão de adiar a adoção de 700 MHz para serviços móveis até 2015, período em que o Brasil tiver concluído a transição para a TV digital. (...)
 
Fonte: Telesíntese
[02/01/06]   Falta de recursos prejudicou testes com sistemas do SBDTV

(...) Canal de interatividade
Outra dúvida do CPqD diz respeito à característica do canal de interatividade do SBTDV. Apesar de terem sido apresentadas duas propostas -- uma da PUC-RJ utilizando tecnologia existente de telefonia móvel e a outra da Unicamp, empregando WiMax – o centro de pesquisas preferiu deixar esta opção em aberto para que sejam consideradas também a adoção de canal de retorno pelas redes de TV a cabo, MMDS, telefonia e outras infra-estrutura existentes.(...)
 
Fonte: Inovação - Unicamp
[06/03/06]   Interatividade, sistema operacional do conversor e modulação de sinais foram os temas dos consórcios integrados pela Unicamp

(...) O projeto do canal de interatividade utilizou uma rede de comunicação sem fio. O coordenador considera este seu principal mérito técnico, já que as redes de comunicação sem fio são tidas como o futuro da rede de acesso à Internet. "O mesmo que ocorreu com a telefonia vai ocorrer com a Internet", diz Meloni, referindo-se à evolução dos telefones fixos para os celulares. Os pesquisadores escolheram para isso o padrão Worldwide Interoperability for Microwave Access (WiMAX), que transmite dados, voz e vídeo em banda larga e sem fio. O novo sistema WiMAX desenvolvido na Unicamp compartilha a banda de UHF e VHF, nas quais operam as televisões. (...)
 
Fonte: Terceira Geração - Convergência Digital
[03/12/07]   3G em 700 MHz: Mercado poderá mudar posição da Anatel por Fausto Rego, especial para o CD
 
(...) O diretor da 3G Americas para América Latina e Caribe, Erasmo Rojas, acredita que a recente decisão da Agência Nacional de Telecomunicações sobre a banda de 700Mhz poderá ser revista. O órgão regulador brasileiro decidiu que essa freqüência só será liberada para as operadoras após a migração da televisão digital, o que está previsto para acontecer em 2015. (...)
 
04.
Belo Horizonte Digital
 
O projeto BH Digital utiliza o WiMAX na freqüência de 5.8 GHz.
Lembramos:

5.8 Gz

- Freqüência NÃO-licenciada. Esta é a freqüência LIVRE disponível para WiMAX no Brasil, podendo ser utilizada por qualquer empresa prestadora de serviços. Por ser  não licenciada, existe a possibilidade de interferências e congestionamento de freqüências em áreas de grande densidade. É importante, pois não exige gastos com a aquisição de licenças, o que pode viabilizar o plano de negócio de muitas áreas no Brasil.
- Alcance com Linha de Visada (LOS) = 7 – 8 km
- Alcance sem Linha de Visada (NLOS) = 3 – 4 km
[Fonte: TELECO -
Redes WiMAX: Bandas e Coberturas]
 
Fonte: Guia das Cidades Digitais
[Dez 2007]   Belo Horizonte planeja rede totalmente sem fio
 
Fonte: Tele.Síntese
[07/11/07]   Em BH, uma rede híbrida WiMAX-Mesh por Anamárcia Vainsencher     
 
Boa leitura!
Um abraço cordial
Helio Rosa
Thienne Johnson
 
 

 
Fonte: IDG Now!
[20/03/08]   Verizon e AT&T são principais vencedoras do leilão de 700 MHz nos EUA   Por IDG News Service/EUA

Washington - FCC revela que Verizon e AT&T pagaram bilhões pela maioria das bandas do espectro dos EUA; mesmo com lances, Google não leva nada.
 
As operadoras norte-americanas Verizon Wireless e AT&T foram as principais vencedoras do leilão da banda de 700 MHz do espectro, leiloado pela Comissão Federal de Comunicações (da sigla em inglês, FCC), com a primeira ganhando os principais blocos leiloados.
A Verizon foi a operadora que ofereceu a maior proposta no bloco de 22 MHz do espectro, anunciou a FCC nesta quinta-feira (20/03).
A operadora norte-americana desembolsou cerca de 4,74 bilhões de dólares com o Bloco C, parte do espectro que o Google assumiu no começo do ano disputar com operadoras convencionais.
A vitória da Verizon confirma análises que apontavam que o Google entrou no leilão do espectro para garantir um preço mínimo que forçasse o vencedor do leilão a abrir sua rede para acesso de qualquer programa ou dispositivo móvel.
Atualmente, o bloco arrematado pela Verizon e pretendido pelo Google é usado para transmissão de TV analógica, mas será desocupado em fevereiro de 2009 com a transição completa para a TV digital nos Estados Unidos.
Tecnicamente, a região do espectro é extremamente valiosa por contar com transmissões de dados com propagação de maior alcance e menor ruído frente a obstáculos, o que poderia levar o Google a, potencialmente, oferecer um serviço gratuito de banda larga que abusaria da plataforma de publicidade AdSense como modelo de negócios.
No total, a Verizon gastou 9,36 bilhões de dólares em licenças para o Bloco C.
A AT&T, por sua vez, foi a principal vencedora no Bloco B, desembolsou 6,63 bilhões de dólares no leilão por cerca de 700 licenças de exploração da banda de 12 MHz.
Na quinta, a FCC decidou desatrelar o leilão do Bloco D do resto dos resultados. O bloco de 10 MHz deveria ser usado junto a outro bloco de 10 MHz controlado por agência de segurança pública, com o vencedor do leilão sendo obrigado a construir uma rede nacional de voz e dados para servir tanto à segurança pública como para fins comerciais.
Mas a FCC não recebeu proposta mínima de 1,33 bilhão de dólares para o bloco, com um lance de 472 milhões de dólares vindo da Qualcomm.
A FCC não tem planos imediatos de refazer o leilão do bloco, afirmou uma porta-voz. Ao invés disto, a agência "considerará suas opções sobre como licenciar o espectro no futuro", afirmou o órgão.
Muitos membros do Congresso pressionaram para uma rede de segurança pública após agências não conseguiram se comunicar entre si durante os ataques terroristas de 11 de setembro e desastres recentes.
Departamentos de polícia e dos bombeiros em cidades vizinhas geralmente usam aparelhos de comunicação em diferentes blocos do espectro.
Grant Gross, editor do IDG News Service, de Washington.
 

 
Fonte: Inovação - Unicamp
Interatividade, sistema operacional do conversor e modulação de sinais foram os temas dos consórcios integrados pela Unicamp
 
Pesquisadores da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Unicamp participaram de dois dos 11 consórcios criados pelo governo federal para a constituição do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD). O trabalho dos consórcios, coordenado pelo CPqD, abordou cada uma das áreas de problemas técnicos relacionados à implantação da TV Digital e está consolidado no relatório encaminhado ao Ministério das Comunicações no dia 10 de fevereiro. No dia anterior, os líderes de consórcios apresentaram os resultados em corrida audiência na Casa Civil. Segundo o ministro das Comunicações, Hélio Costa, 10 de março é a data final para o anúncio do padrão a ser escolhido. O relatório do CPqD, divulgado extra-oficialmente pelo site da revista Teletime no dia 16 de fevereiro, deveria ser a base para a tomada de decisão do governo.
 
A Unicamp coordenou o consórcio de pesquisa que tratou de dois tópicos: o canal de interatividade e o desenvolvimento do middleware — o sistema operacional do conversor de sinal. O conversor — set-top box, no jargão — permitirá aos televisores convencionais analógicos receber e reproduzir o sinal digital. A FEEC também integrou o consórcio que investigou tecnologias para o sistema de modulação da TV Digital, que transforma sinais elétricos básicos, tais como o vídeo, o áudio e os dados, em sinais apropriados para a radiação eletromagnética. Esses dois consórcios reuniram 128 pesquisadores, entre doutores, mestres, alunos de pós e engenheiros.
 
Canal de interatividade e middleware
Uma das bases do SBTVD, cujos princípios foram determinados pelo Decreto Presidencial 4.901, de 26 de fevereiro de 2003, é a promoção da inclusão digital, entendida pelos pesquisadores como a possibilidade de dar acesso à Internet a partir da televisão. A outra demanda é a inclusão social, utilizando-se a TV Digital para o ensino à distância. O canal de interatividade, ou de retorno, pode atender às duas demandas. A base do canal de interatividade é a instalação, dentro da TV ou no set-top box, de um computador que possibilitará ao usuário enviar e receber dados para o televisor, como hoje se faz com o computador na Internet. Luís Geraldo Pedroso Meloni, professor da FEEC, coordenou o consórcio do canal de interatividade e também do desenvolvimento do middleware.
 
O projeto do canal de interatividade utilizou uma rede de comunicação sem fio. O coordenador considera este seu principal mérito técnico, já que as redes de comunicação sem fio são tidas como o futuro da rede de acesso à Internet. "O mesmo que ocorreu com a telefonia vai ocorrer com a Internet", diz Meloni, referindo-se à evolução dos telefones fixos para os celulares. Os pesquisadores escolheram para isso o padrão Worldwide Interoperability for Microwave Access (WiMAX), que transmite dados, voz e vídeo em banda larga e sem fio. O novo sistema WiMAX desenvolvido na Unicamp compartilha a banda de UHF e VHF, nas quais operam as televisões. O WiMAX permite a ampliação do raio de cobertura dos pontos sem fio, chamados de hotspots, que hoje operam no padrão WiFi. O WiMAX é certificado pelo Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE); e não é uma tecnologia proprietária — todos podem usar sem licenciamento.
 
A tecnologia de interatividade utilizada hoje passa pela rede telefônica para estabelecer a comunicação entre a TV e um determinado servidor da aplicação que o espectador deseja acessar. Por exemplo, no sistema usado pela TV por assinatura via satélite Sky, o espectador sintoniza o televisor num canal específico pelo qual pode comprar produtos usando apenas o controle remoto e um cartão de crédito. Mas o sistema requer que o usuário conecte à rede telefônica o seu conversor — que é o aparelho que liga a TV à antena receptora. Os dados são transmitidos pela rede telefônica. Para a TV Digital, os pesquisadores propuseram o uso da tecnologia WiMAX, rede sem fio metropolitana ou rural, que permite a comunicação sem fio entre aparelhos eletrônicos como telefones celulares, computadores de mão, PCs, scanners, impressoras, equipamentos de escritório. A tecnologia usa ondas de rádio; daí a necessidade de uma antena, que, no caso da TV Digital, vai disparar a aplicação selecionada pelo telespectador — que pode ser uma compra pela TV ou o envio de um e-mail — para o set-top box, que tem sido chamado de conversor.
 

 
Fonte: Telesíntese
Falta de recursos prejudicou testes com sistemas do SBDTV
 
Canal de interatividade
Outra dúvida do CPqD diz respeito à característica do canal de interatividade do SBTDV. Apesar de terem sido apresentadas duas propostas -- uma da PUC-RJ utilizando tecnologia existente de telefonia móvel e a outra da Unicamp, empregando WiMax –o centro de pesquisas preferiu deixar esta opção em aberto para que sejam consideradas também a adoção de canal de retorno pelas redes de TV a cabo, MMDS, telefonia e outras infra-estrutura existentes. Em todos os casos, alega o CPqD, a escolha posterior não causaria problemas desde que a unidade receptora tenha uma porta USB ou equivalente para permitir a conexão do decodificador ou do aparelho de TV digital à rede de telecomunicações. Ler matéria completa aqui.
Fonte: Fórum FNDC
 

 
Fonte: Guia das Cidades Digitais
[Dez 2007]   Belo Horizonte planeja rede totalmente sem fio

É ousada a proposta de Belo Horizonte (MG): conectar toda a cidade por rede sem fio e ser a primeira capital inteiramente interligada com este tipo de tecnologia. E a implantação estará completa até fins de 2008. É isto que promete o projeto BH Digital, com orçamento total de R$ 4,5 milhões. Ao que tudo indica, a promessa será cumprida: já foi feita a licitação de torres, antenas e rádios, e metade dos pontos públicos de acesso à internet previstos já estão instalados, ainda que temporariamente via cabo.
 
Do total do orçamento do projeto, R$ 3,742 milhões vieram de um convênio firmado com o Ministério das Comunicações, ficando a prefeitura responsável pelo restante. A Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte (Prodabel) é a gestora do projeto. A intenção é interligar por redes sem fio todas as mais de 160 escolas fundamentais e 180 centros de saúde do município, atualmente já conectados via cabo, e também 300 pontos de acesso públicos e livres, entre eles ONGs, telecentros e associações comunitárias.
 
"Dos 300, já há 156 instalados. E já temos uma longa lista de solicitantes", conta Silvana Veloso, diretora de inclusão digital da Prodabel. Ela explica que, para serem instalados estes pontos de acesso público, é feita uma análise prévia, observando aspectos técnicos e de segurança dos equipamentos. A partir do momento que recebe equipamentos e conexão, o local tranforma-se em um Posto de Internet Municipal (PIM). Os que também agregarem capacitação ou outros serviços, viram telecentros. "Dos 156 pontos públicos de acesso, 20 são telecentros e os restantes, PIMs", especifica Silvana.
 
BH Digital em números
 
Orçamento total: R$ 4,5 milhões; R$ 3,742 milhões vieram de convênio com o Minicom
11 torres com rádios transmissores
300 rádios receptores
160 escolas fundamentais e 180 centros de saúde conectados
300 pontos de acesso públicos
Seis hotspots distribuídos pela cidade, com uso gratuito, livre e a céu aberto
331 km² interligados por Wimax e Mesh 
 
Projeto já iniciado
 
Todos eles estão conectados à rede mundial de computadores via cabo, assim como as escolas e centros de saúde municipais. O próximo passo é instalar redes sem fio em todos estes locais. Para isso, já foram feitas licitações para compra e instalação das 11 torres transmissoras e 300 antenas receptoras. Para cumprir a meta de interligar todos os 331 quilômetros quadrados da cidade com rede sem fio, será utilizada tanto tecnologia Wimax quanto Mesh [ver Dicionário de termos técnicos para entender Wimax e Mesh].
 
Dessa forma, já foram feitos dois pregões para compra de rádios. A WNI do Brasil fornecerá 250 CPEs, 40 rádios Wimax ponto-a-ponto e 70 ponto-a-multiponto, com valor total de R$ 1,155 milhão. Os rádios Mesh saíram por R$ 223 mil, vendidos pela Proxim Wireless e sua integradora local Khrons. Para outros itens, os processos de aquisição ainda estão sendo concluídos.
 
A tecnologia Mesh será usada especialmente nos parques e praças municipais, segundo Silvana. "Escolhemos alguns parques e praças para oferecer acesso livre e gratuito. Nestes locais, o sinal terá 300 metros de diâmetro", esclarece a diretora de inclusão digital da Prodabel. Os locais escolhidos são: Parque Municipal (em fase de testes); Praça da Liberdade; Praça da Rodoviária (já em funcionamento); Complexo do Mineirinho e Mineirão (em fase de testes); Parque da Pampulha e Parque das Mangabeiras.
 
Inclusão digital
 
Além de impulsionar a criação de novos projetos de inclusão digital, a rede sem fio vai ajudar a otimizar os já existentes, integrando tudo no BH Digital. Entre as iniciativas já em andamento, destaca-se a Carreta de Inclusão Digital. Equipada com duas salas de aula, cada uma com sete computadores ligados à internet, a Carreta é um ponto itinerante de capacitação e inclusão digital. Fica parada 15 dias em cada local, normalmente em bairros da periferia e perto de escolas e postos de saúde, “pontos de atendimento e comunicação da prefeitura com a população”, explica Silvana.
 
Durante o período em que a Carreta fica no local, a população pode se inscrever para aprender a acessar a internet ou para ter aulas de informática básica, ao final das quais recebem certificado. "Desde maio de 2005, quando a Carreta começou, 6 mil pessoas já se formaram em informática básica e 40 mil aprenderam acessar a internet", orgulha-se Silvana.
 
Já nos telecentros, foram contratados e treinados 87 jovens de 16 a 24 anos para serem monitores dos espaços. Eles fizeram cursos de manutenção e reparo de micros, impressoras e monitores. "Além de poderem ensinar a população, eles próprios ficam preparados para o mercado de trabalho", observa Silvana. Com o desenvolvimento do BH Digital, a intenção é promover novos cursos de capacitação de pessoal, ensinando e estimulando os gestores dos espaços de inclusão digital não só a realizar cursos de acesso à internet e de informática básica, mas também a dar orientação sobre serviços municipais, estaduais e federais.
 
Serviços
 
O BH Digital ajudará a impulsionar também o uso dos 56 serviços on-line que a prefeitura oferece atualmente. É possível fazer desde "pedido de poda de árvore até segunda via de IPTU", exemplifica Silvana. Com uma rápida visita ao site da prefeitura - www.pbh.gov.br
- é possível atestar também que os editais de licitações e pregões estão disponibilizados e que é possível pedir e acompanhar os processo de alvará de localização e funcionamento.
 
Atualmente, está em curso na prefeitura um projeto para reunir todos estes serviços em um único portal, facilitando o acesso dos cidadãos. Está tudo explicado neste site: www.pbh.mg.gov.br/projetoinventario. Segundo Silvana, será firmado um convênio com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), por meio da Faculdade de Ciência da Informação, ainda sem data prevista. "A idéia é ter em um só local tudo que hoje é picado", resume Silvana.
 
Dezembro/2007
 
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Fonte: Tele.Síntese
[07/11/07]   Em BH, uma rede híbrida WiMAX-Mesh por Anamárcia Vainsencher     
 
Se tudo continuar caminhando a contento, como até agora, por volta de maio de 2008, a cidade será a primeira capital do país inteiramente iluminada por uma rede sem fio nas tecnologias WiMAX e Wi Mesh, em 5,8 GHz. É o BH Digital, programa de inclusão digital da prefeitura administrado pela empresa municipal de de informática e informação, a Prodabel. Por convênio assinado em junho de 2006, o Ministério das Comunicações entra com R$ 3.742 milhões, com contrapartida da Prefeitura de Belo Horizonte no valor de R$ 805 mil.
 
As compras, via pregão eletrônico, estão em estágio avançado, informam Margareth de Mendonça Guelber e Lilian Nassif, respectivamente, diretora de tecnologia e infra-estrutura e superitendente de redes da Prodabel. Para a aquisição de rádios, foram feitos dois pregões. A WNI do Brasil fornecerá 250 CPEs, 40 rádios WiMAX ponto-a-ponto e 70 ponto-multiponto, ao custo de R$ 1,155 milhão, muito abaixo dos R$ 2,5 milhões estimados pela Prodabel, segundo o presidente Pedro Ernesto Diniz.
 
A mesma surpresa ocorreu com os preços dos 21 rádios Mesh,  que saíram por R$ 223 mil, valor menor do que os R$ 316,8 mil previstos. A melhor oferta de equipamentos WiMesh foi da Proxim Wireless e sua integradora local Khrons. Quanto aos demais itens da rede (roteadores, switches, torres, nobreaks), as ofertas feitas estão em fase de análise técnica pela Prodabel, e o processo de aquisição da primeira etapa do BHDigital deve ser finalizado no mês que vem.

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