Fonte: Telesíntese
(...) Canal de interatividade
Outra dúvida do CPqD diz respeito à característica do canal de
interatividade do SBTDV. Apesar de terem sido apresentadas duas propostas --
uma da PUC-RJ utilizando tecnologia existente de telefonia móvel e a outra
da Unicamp, empregando WiMax – o centro de pesquisas preferiu deixar esta
opção em aberto para que sejam consideradas também a adoção de canal de
retorno pelas redes de TV a cabo, MMDS, telefonia e outras infra-estrutura
existentes.(...)
(...) O projeto do canal de interatividade utilizou uma rede de comunicação
sem fio. O coordenador considera este seu principal mérito técnico, já que
as redes de comunicação sem fio são tidas como o futuro da rede de acesso à
Internet. "O mesmo que ocorreu com a telefonia vai ocorrer com a Internet",
diz Meloni, referindo-se à evolução dos telefones fixos para os celulares.
Os pesquisadores escolheram para isso o padrão Worldwide Interoperability
for Microwave Access (WiMAX), que transmite dados, voz e vídeo em banda
larga e sem fio. O novo sistema WiMAX desenvolvido na Unicamp compartilha a
banda de UHF e VHF, nas quais operam as televisões. (...)
Fonte: Terceira Geração -
Convergência Digital
(...) O diretor da 3G Americas para América
Latina e Caribe, Erasmo Rojas, acredita que a recente decisão da Agência
Nacional de Telecomunicações sobre a banda de 700Mhz poderá ser revista. O
órgão regulador brasileiro decidiu que essa freqüência só será liberada para
as operadoras após a migração da televisão digital, o que está previsto para
acontecer em 2015. (...)
04.
Belo Horizonte Digital
O projeto BH Digital utiliza o WiMAX na
freqüência de 5.8 GHz.
Lembramos:
5.8 Gz
- Freqüência
NÃO-licenciada. Esta é a freqüência LIVRE disponível para WiMAX no Brasil,
podendo ser utilizada por qualquer empresa prestadora de serviços. Por
ser não licenciada, existe a possibilidade de interferências e
congestionamento de freqüências em áreas de grande densidade. É
importante, pois não exige gastos com a aquisição de licenças, o que pode
viabilizar o plano de negócio de muitas áreas no Brasil.
- Alcance com Linha de Visada (LOS) = 7 – 8 km
- Alcance sem Linha de Visada (NLOS) = 3 – 4 km
[Fonte: TELECO -
Redes WiMAX: Bandas e Coberturas]
Fonte: Guia das Cidades
Digitais
Fonte: IDG Now!
As operadoras norte-americanas Verizon Wireless e
AT&T foram as principais vencedoras do leilão da banda de 700 MHz do
espectro, leiloado pela Comissão Federal de Comunicações (da sigla em
inglês, FCC), com a primeira ganhando os principais blocos leiloados.
A Verizon foi a operadora que ofereceu a maior
proposta no bloco de 22 MHz do espectro, anunciou a FCC nesta quinta-feira
(20/03).
A operadora norte-americana desembolsou cerca de
4,74 bilhões de dólares com o Bloco C, parte do espectro que o Google
assumiu no começo do ano disputar com operadoras convencionais.
A vitória da Verizon confirma análises que apontavam
que o Google entrou no leilão do espectro para garantir um preço mínimo
que forçasse o vencedor do leilão a abrir sua rede para acesso de qualquer
programa ou dispositivo móvel.
Atualmente, o bloco arrematado pela Verizon e
pretendido pelo Google é usado para transmissão de TV analógica, mas será
desocupado em fevereiro de 2009 com a transição completa para a TV digital
nos Estados Unidos.
Tecnicamente, a região do espectro é extremamente
valiosa por contar com transmissões de dados com propagação de maior
alcance e menor ruído frente a obstáculos, o que poderia levar o Google a,
potencialmente, oferecer um serviço gratuito de banda larga que abusaria
da plataforma de publicidade AdSense como modelo de negócios.
No total, a Verizon gastou 9,36 bilhões de dólares
em licenças para o Bloco C.
A AT&T, por sua vez, foi a principal vencedora no Bloco B, desembolsou
6,63 bilhões de dólares no leilão por cerca de 700 licenças de exploração
da banda de 12 MHz.
Na quinta, a FCC decidou desatrelar o leilão do Bloco D do resto dos
resultados. O bloco de 10 MHz deveria ser usado junto a outro bloco de 10
MHz controlado por agência de segurança pública, com o vencedor do leilão
sendo obrigado a construir uma rede nacional de voz e dados para servir
tanto à segurança pública como para fins comerciais.
Mas a FCC não recebeu proposta mínima de 1,33 bilhão de dólares para o
bloco, com um lance de 472 milhões de dólares vindo da Qualcomm.
A FCC não tem planos imediatos de refazer o leilão do bloco, afirmou uma
porta-voz. Ao invés disto, a agência "considerará suas opções sobre como
licenciar o espectro no futuro", afirmou o órgão.
Muitos membros do Congresso pressionaram para uma rede de segurança
pública após agências não conseguiram se comunicar entre si durante os
ataques terroristas de 11 de setembro e desastres recentes.
Departamentos de polícia e dos bombeiros em cidades vizinhas geralmente
usam aparelhos de comunicação em diferentes blocos do espectro.
Grant Gross, editor do IDG News Service, de Washington.
Pesquisadores da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC)
da Unicamp participaram de dois dos 11 consórcios criados pelo governo
federal para a constituição do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD). O
trabalho dos consórcios, coordenado pelo CPqD, abordou cada uma das áreas
de problemas técnicos relacionados à implantação da TV Digital e está
consolidado no relatório encaminhado ao Ministério das Comunicações no dia
10 de fevereiro. No dia anterior, os líderes de consórcios apresentaram os
resultados em corrida audiência na Casa Civil. Segundo o ministro das
Comunicações, Hélio Costa, 10 de março é a data final para o anúncio do
padrão a ser escolhido. O relatório do CPqD, divulgado extra-oficialmente
pelo site da revista Teletime no dia 16 de fevereiro, deveria ser a base
para a tomada de decisão do governo.
A Unicamp coordenou o consórcio de pesquisa que tratou de dois tópicos: o
canal de interatividade e o desenvolvimento do middleware — o sistema
operacional do conversor de sinal. O conversor — set-top box, no jargão —
permitirá aos televisores convencionais analógicos receber e reproduzir o
sinal digital. A FEEC também integrou o consórcio que investigou
tecnologias para o sistema de modulação da TV Digital, que transforma
sinais elétricos básicos, tais como o vídeo, o áudio e os dados, em sinais
apropriados para a radiação eletromagnética. Esses dois consórcios
reuniram 128 pesquisadores, entre doutores, mestres, alunos de pós e
engenheiros.
Canal de interatividade e middleware
Uma das bases do SBTVD, cujos princípios foram determinados pelo Decreto
Presidencial 4.901, de 26 de fevereiro de 2003, é a promoção da inclusão
digital, entendida pelos pesquisadores como a possibilidade de dar acesso
à Internet a partir da televisão. A outra demanda é a inclusão social,
utilizando-se a TV Digital para o ensino à distância. O canal de
interatividade, ou de retorno, pode atender às duas demandas. A base do
canal de interatividade é a instalação, dentro da TV ou no set-top box, de
um computador que possibilitará ao usuário enviar e receber dados para o
televisor, como hoje se faz com o computador na Internet. Luís Geraldo
Pedroso Meloni, professor da FEEC, coordenou o consórcio do canal de
interatividade e também do desenvolvimento do middleware.
O projeto do canal de interatividade utilizou uma rede de comunicação sem
fio. O coordenador considera este seu principal mérito técnico, já que as
redes de comunicação sem fio são tidas como o futuro da rede de acesso à
Internet. "O mesmo que ocorreu com a telefonia vai ocorrer com a
Internet", diz Meloni, referindo-se à evolução dos telefones fixos para os
celulares. Os pesquisadores escolheram para isso o padrão Worldwide
Interoperability for Microwave Access (WiMAX), que transmite dados, voz e
vídeo em banda larga e sem fio. O novo sistema WiMAX desenvolvido na
Unicamp compartilha a banda de UHF e VHF, nas quais operam as televisões.
O WiMAX permite a ampliação do raio de cobertura dos pontos sem fio,
chamados de hotspots, que hoje operam no padrão WiFi. O WiMAX é
certificado pelo Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE);
e não é uma tecnologia proprietária — todos podem usar sem licenciamento.
A tecnologia de interatividade utilizada hoje passa pela rede telefônica
para estabelecer a comunicação entre a TV e um determinado servidor da
aplicação que o espectador deseja acessar. Por exemplo, no sistema usado
pela TV por assinatura via satélite Sky, o espectador sintoniza o
televisor num canal específico pelo qual pode comprar produtos usando
apenas o controle remoto e um cartão de crédito. Mas o sistema requer que
o usuário conecte à rede telefônica o seu conversor — que é o aparelho que
liga a TV à antena receptora. Os dados são transmitidos pela rede
telefônica. Para a TV Digital, os pesquisadores propuseram o uso da
tecnologia WiMAX, rede sem fio metropolitana ou rural, que permite a
comunicação sem fio entre aparelhos eletrônicos como telefones celulares,
computadores de mão, PCs, scanners, impressoras, equipamentos de
escritório. A tecnologia usa ondas de rádio; daí a necessidade de uma
antena, que, no caso da TV Digital, vai disparar a aplicação selecionada
pelo telespectador — que pode ser uma compra pela TV ou o envio de um
e-mail — para o set-top box, que tem sido chamado de conversor.
Fonte: Telesíntese
Canal de interatividade
Outra dúvida do CPqD diz respeito à característica do canal de
interatividade do SBTDV. Apesar de terem sido apresentadas duas propostas
-- uma da PUC-RJ utilizando tecnologia existente de telefonia móvel e a
outra da Unicamp, empregando WiMax –o centro de pesquisas preferiu deixar
esta opção em aberto para que sejam consideradas também a adoção de canal
de retorno pelas redes de TV a cabo, MMDS, telefonia e outras
infra-estrutura existentes. Em todos os casos, alega o CPqD, a escolha
posterior não causaria problemas desde que a unidade receptora tenha uma
porta USB ou equivalente para permitir a conexão do decodificador ou do
aparelho de TV digital à rede de telecomunicações. Ler matéria completa aqui.
Fonte: Fórum FNDC
Fonte: Guia das Cidades Digitais
É ousada a proposta de Belo Horizonte (MG): conectar toda a cidade por rede
sem fio e ser a primeira capital inteiramente interligada com este tipo de
tecnologia. E a implantação estará completa até fins de 2008. É isto que
promete o projeto BH Digital, com orçamento total de R$ 4,5 milhões. Ao que
tudo indica, a promessa será cumprida: já foi feita a licitação de torres,
antenas e rádios, e metade dos pontos públicos de acesso à internet
previstos já estão instalados, ainda que temporariamente via cabo.
Do total do orçamento do projeto, R$ 3,742
milhões vieram de um convênio firmado com o Ministério das Comunicações,
ficando a prefeitura responsável pelo restante. A Empresa de Informática e
Informação do Município de Belo Horizonte (Prodabel) é a gestora do projeto.
A intenção é interligar por redes sem fio todas as mais de 160 escolas
fundamentais e 180 centros de saúde do município, atualmente já conectados
via cabo, e também 300 pontos de acesso públicos e livres, entre eles ONGs,
telecentros e associações comunitárias.
"Dos 300, já há 156 instalados. E já temos uma
longa lista de solicitantes", conta Silvana Veloso, diretora de inclusão
digital da Prodabel. Ela explica que, para serem instalados estes pontos de
acesso público, é feita uma análise prévia, observando aspectos técnicos e
de segurança dos equipamentos. A partir do momento que recebe equipamentos e
conexão, o local tranforma-se em um Posto de Internet Municipal (PIM). Os
que também agregarem capacitação ou outros serviços, viram telecentros. "Dos
156 pontos públicos de acesso, 20 são telecentros e os restantes, PIMs",
especifica Silvana.
BH Digital em números
Orçamento total: R$ 4,5 milhões; R$ 3,742
milhões vieram de convênio com o Minicom
11 torres com rádios transmissores
300 rádios receptores
160 escolas fundamentais e 180 centros de saúde conectados
300 pontos de acesso públicos
Seis hotspots distribuídos pela cidade, com uso gratuito, livre e a céu
aberto
331 km² interligados por Wimax e Mesh
Projeto já iniciado
Todos eles estão conectados à rede mundial de
computadores via cabo, assim como as escolas e centros de saúde municipais.
O próximo passo é instalar redes sem fio em todos estes locais. Para isso,
já foram feitas licitações para compra e instalação das 11 torres
transmissoras e 300 antenas receptoras. Para cumprir a meta de interligar
todos os 331 quilômetros quadrados da cidade com rede sem fio, será
utilizada tanto tecnologia Wimax quanto Mesh [ver Dicionário de termos
técnicos para entender Wimax e Mesh].
Dessa forma, já foram feitos dois pregões para
compra de rádios. A WNI do Brasil fornecerá 250 CPEs, 40 rádios Wimax
ponto-a-ponto e 70 ponto-a-multiponto, com valor total de R$ 1,155 milhão.
Os rádios Mesh saíram por R$ 223 mil, vendidos pela Proxim Wireless e sua
integradora local Khrons. Para outros itens, os processos de aquisição ainda
estão sendo concluídos.
A tecnologia Mesh será usada especialmente nos
parques e praças municipais, segundo Silvana. "Escolhemos alguns parques e
praças para oferecer acesso livre e gratuito. Nestes locais, o sinal terá
300 metros de diâmetro", esclarece a diretora de inclusão digital da
Prodabel. Os locais escolhidos são: Parque Municipal (em fase de testes);
Praça da Liberdade; Praça da Rodoviária (já em funcionamento); Complexo do
Mineirinho e Mineirão (em fase de testes); Parque da Pampulha e Parque das
Mangabeiras.
Inclusão digital
Além de impulsionar a criação de novos projetos
de inclusão digital, a rede sem fio vai ajudar a otimizar os já existentes,
integrando tudo no BH Digital. Entre as iniciativas já em andamento,
destaca-se a Carreta de Inclusão Digital. Equipada com duas salas de aula,
cada uma com sete computadores ligados à internet, a Carreta é um ponto
itinerante de capacitação e inclusão digital. Fica parada 15 dias em cada
local, normalmente em bairros da periferia e perto de escolas e postos de
saúde, “pontos de atendimento e comunicação da prefeitura com a população”,
explica Silvana.
Durante o período em que a Carreta fica no
local, a população pode se inscrever para aprender a acessar a internet ou
para ter aulas de informática básica, ao final das quais recebem
certificado. "Desde maio de 2005, quando a Carreta começou, 6 mil pessoas já
se formaram em informática básica e 40 mil aprenderam acessar a internet",
orgulha-se Silvana.
Já nos telecentros, foram contratados e
treinados 87 jovens de 16 a 24 anos para serem monitores dos espaços. Eles
fizeram cursos de manutenção e reparo de micros, impressoras e monitores.
"Além de poderem ensinar a população, eles próprios ficam preparados para o
mercado de trabalho", observa Silvana. Com o desenvolvimento do BH Digital,
a intenção é promover novos cursos de capacitação de pessoal, ensinando e
estimulando os gestores dos espaços de inclusão digital não só a realizar
cursos de acesso à internet e de informática básica, mas também a dar
orientação sobre serviços municipais, estaduais e federais.
Serviços
O BH Digital ajudará a impulsionar também o uso
dos 56 serviços on-line que a prefeitura oferece atualmente. É possível
fazer desde "pedido de poda de árvore até segunda via de IPTU", exemplifica
Silvana. Com uma rápida visita ao site da prefeitura -
www.pbh.gov.br
- é possível atestar também que os editais de licitações e pregões estão
disponibilizados e que é possível pedir e acompanhar os processo de alvará
de localização e funcionamento.
Atualmente, está em curso na prefeitura um
projeto para reunir todos estes serviços em um único portal, facilitando o
acesso dos cidadãos. Está tudo explicado neste site:
www.pbh.mg.gov.br/projetoinventario. Segundo Silvana, será firmado um
convênio com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), por meio da
Faculdade de Ciência da Informação, ainda sem data prevista. "A idéia é ter
em um só local tudo que hoje é picado", resume Silvana.
Dezembro/2007
-----------------------------------
Fonte: Tele.Síntese
[07/11/07]
Em BH, uma rede híbrida WiMAX-Mesh por Anamárcia Vainsencher
Se tudo continuar caminhando a contento, como até agora, por volta de maio
de 2008, a cidade será a primeira capital do país inteiramente iluminada por
uma rede sem fio nas tecnologias WiMAX e Wi Mesh, em 5,8 GHz. É o BH
Digital, programa de inclusão digital da prefeitura administrado pela
empresa municipal de de informática e informação, a Prodabel. Por convênio
assinado em junho de 2006, o Ministério das Comunicações entra com R$ 3.742
milhões, com contrapartida da Prefeitura de Belo Horizonte no valor de R$
805 mil.
As compras, via pregão eletrônico, estão em
estágio avançado, informam Margareth de Mendonça Guelber e Lilian Nassif,
respectivamente, diretora de tecnologia e infra-estrutura e superitendente
de redes da Prodabel. Para a aquisição de rádios, foram feitos dois pregões.
A WNI do Brasil fornecerá 250 CPEs, 40 rádios WiMAX ponto-a-ponto e 70
ponto-multiponto, ao custo de R$ 1,155 milhão, muito abaixo dos R$ 2,5
milhões estimados pela Prodabel, segundo o presidente Pedro Ernesto Diniz.
A mesma surpresa ocorreu com os preços dos 21
rádios Mesh, que saíram por R$ 223 mil, valor menor do que os R$ 316,8 mil
previstos. A melhor oferta de equipamentos WiMesh foi da Proxim Wireless e
sua integradora local Khrons. Quanto aos demais itens da rede (roteadores,
switches, torres, nobreaks), as ofertas feitas estão em fase de análise
técnica pela Prodabel, e o processo de aquisição da primeira etapa do
BHDigital deve ser finalizado no mês que vem.
[Procure "posts"
antigos e novos sobre este tema no
Índice Geral do
BLOCO]
ComUnidade
WirelessBrasil
Índice Geral do
BLOCO