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Março 2009 Índice Geral do BLOCO
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26/03/09
• Crimes Digitais (62) - "Manobra" para aprovar um "PL Azeredo Light" e depois fazer outro PL mais rigoroso?
de Helio Rosa <rosahelio@gmail.com>
para Celld-group@yahoogrupos.com.br, wirelessbr@yahoogrupos.com.br
data 26 de março de 2009 09:58
assunto Crimes Digitais (62) - "Manobra" para aprovar um "PL Azeredo Light" e
depois fazer outro PL mais rigoroso?
As mensagens e "posts" anteriores estão
registradas no BLOCO e na Seção
Crimes Digitais
do site comunitário WirelessBR.
Abaixo duas notícias:
Fonte: IDGNow!
[26/03/09]
Lei contra Crimes Digitais pode obrigar sites a guardar dados de usuários
por Pedro Marques
Fonte: Luis Nassif
[25/03/09]
Segurança ou Controle da Internet?
Comentários?
Ao debate!
Boa leitura!
Um abraço cordial
Helio Rosa
Thienne Johnson
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Fonte: IDGNow!
[26/03/09]
Lei contra Crimes Digitais pode obrigar sites a guardar dados de usuários
por Pedro Marques
São Paulo - Alterações em projeto de lei podem obrigar sites, blogs e redes
sociais a guardar dados sobre seus usuários por até três anos.
O Projeto de Lei (PL) do Senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que tipifica uma
série de crimes no mundo virtual, pode ficar ainda mais rigoroso. A nova
legislação, que ainda está sendo estudada, pode obrigar que não só provedores de
acesso, mas também provedores de conteúdo - como sites, blogs e redes sociais -
guardem dados sobre seus usuários por até três anos.
De acordo com informações obtidas pela reportagem do IDG Now!, existe uma
pressão para que o PL que está em tramitação pela Câmara dos Deputados seja
aprovado em uma versão modificada, sem os artigos mais polêmicos - o 22, que
obriga os provedores de acesso a manter os dados de conexão dos internautas por
três anos, e o 285-A, que transforma em crime o ato de “acessar, indevidamente,
informações protegidas por restrição de acesso, contidas em sistema
informatizado”.
Esses e outros artigos seriam removidos do atual projeto a fim de aprová-lo
rapidamente. Em seguida, esses artigos seriam reapresentados em um projeto
complementar, que abordaria a questão dos dados que precisam ser armazenados por
provedores não só de acesso, mas de conteúdo, o que inclui “qualquer pessoa
jurídica, pública ou privada, que coloque informações à disposição de terceiros
por meio da internet”, de acordo com o novo artigo 4º.
Na prática, isso quer dizer que qualquer site deverá ter mecanismos para guardar
essas informações e pode ser obrigado a fornecer os dados sempre que for
comunicado formalmente pela Justiça.
Em entrevista ao IDG Now!, o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) disse que a
pressão para aumentar o controle sobre a internet parte da Polícia Federal (PF).
“A PF defende que se aumente (a vigilância)”, afirmou. Segundo o deputado, foi
pedido “um tempo para aumentar a discussão. “É evidente que todo o País quer
coibir os crimes na internet... mas não tem como aprovar o projeto do jeito que
está hoje”, disse Teixeira. Ele afirmou que o projeto voltará a ser discutido na
primeira quinzena de abril.
Na avaliação de Sérgio Amadeu, ativista do software livre e diretor de conteúdo
da Campus Party, essas alterações "são muito piores do que aquelas que estavam
no primeiro substitutivo". "A redação é ampla o suficiente para transformar
qualquer um em criminoso", afirma Amadeu. Ele defende que “discussão seja
pública, porque ela pode tirar os direitos das pessoas”. “Tem que ter um
equilíbrio.”
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Fonte: Luis Nassif
[25/03/09]
Segurança ou Controle da Internet?
O Ministério da Justiça (MJ) deve apresentar nas próximas semanas um projeto
que, caso aprovado, diminuirá consideravelmente a privacidade do usuário de
internet. O texto vai aumentar o rigor na identificação dos internautas,
exigindo dos provedores de acesso dados como o número do RG e nome dos pais de
quem está atrás do computador durante toda a navegação. O objetivo é coibir a
prática de crimes na rede.
A ideia do MJ seria similar a um taxista que, quando parasse para pegar um
passageiro, exigisse o nome, o RG e a filiação para começar uma corrida.
Segundo o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), autor do substitutivo ao Projeto de
Lei (PL) 84/99, que muda o Código Penal para tipificar condutas relacionadas ao
uso de sistema eletrônico ou da internet, o ministério quer a inclusão de pontos
que não foram discutidos até hoje pelo Congresso.
“O Ministério da Justiça quer alterar alguns pontos do projeto. Entre eles, a
pasta propõe a identificação do usuário durante a navegação na internet”, disse
ao Congresso em Foco o senador, que foi informado pelo próprio ministério da
mudança. A proposta é mais restritiva do que a elaborada pelo tucano. No texto
que tramita na Câmara, os provedores seriam obrigados a guardar todos os
registros de navegação de seus usuários - onde entraram, quanto tempo ficaram -
em seus arquivos. O texto diz que eles seriam acessados somente com decisão
judicial.
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