BLOCO CIDADANIA
RESISTÊNCIA
Março 2011 Índice Geral do BLOCO CIDADANIA
14/03/11
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A Comichão da Meia-Verdade (10) - O que quer o governo, a Verdade ou a
"comissão da verdade"? Mortos no Araguaia: de quem é a culpa?
Nota de Helio Rosa:
Tudo o que a presidente Dilma não precisa - e nem quer - é uma crise
militar no início do seu governo.
As Forças Armadas, por força de continuada propaganda negativa, levaram e levam
a fama de não querer abrir os arquivos "da luta armada". Balela. A cúpula
da esquerda, nos 16 anos dos governos FHC e Lula, passou ao largo de
providências objetivas nesse sentido. Não há o menor interesse em dar a conhecer
às novas gerações que integrantes desses governos fizeram a "luta armada" para
instalar uma ditadura comunista radical no país, de inspiração e financiamento
chinês, soviético e cubano. Eram traidores da Pátria: simples assim. E que
democracia não estava em seus planos. Esta é a história que já está escrita e
registrada. E a "Anistia", ampla, geral e irrestrita, anistiou a todos. Agora é
com os historiadores...
Dilma começa seu governo sem a oposição formal dos partidos que deveriam
fazê-la. Como inicia com aparente seriedade e elogiada pela mídia, certos
integrantes da cúpula do PT sentem que perdem força e que seu propalado "projeto
Dilma" não é bem aquele que esperavam. Certos elementos, entre eles José Dirceu,
desafeto do "primeiro ministro" Palocci, começam a defender a "Comissão da
Verdade" pois, aparentemente, tudo que precisam - e querem - é uma bela
crise militar para enfraquecer o governo Dilma. De qualquer modo, esta é mais
uma herança maldita, concebida, gestada e criada pelo governo Lula. Dilma não
tem o que temer das Forças Armadas, recolhidas às suas atividades rotineiras;
mas não se pode dizer o mesmo em relação ao PT... A conferir. HR
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Fonte: Pobre Pampa
[13/03/11]
O que quer o governo, a Verdade ou a "comissão da verdade"?
Em tempos que os esquerdistas acantonados no poder querem uma "comissão da
verdade", é interessante conhecer um pouco da verdade histórica. O artigo a
seguir, do Gen. Gilberto Barbosa de Figueiredo traz um pouco desta
história para a discussão. É sempre bom ouvir os dois lados de uma questão e, no
caso presente, não se trata de uma versão, mas de um fato histórico e
incontestável.
Mais um corta-e-cola do PoPa para seus fiéis dez leitores!
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Mortos no Araguaia: de quem é a culpa?
A cúpula do PC do B levou um grupo de jovens imbuídos de um ideal - perverso,
mas ideal - para uma aventura suicida na selva amazônica.
A tese, ouvi de um amigo - o Gen Luiz Cesário da Silveira Filho - e a julguei
muito pertinente. Por que imputar a culpa aos agentes do estado que combateram a
guerrilha do Araguaia pela morte de alguns de seus integrantes, como querem
alguns extremistas? Afinal, o que estavam fazendo era defender a ordem contra um
bando de foras da lei, sem nenhum senso ético a nortear suas ações, que queriam,
unicamente, implantar no Brasil um regime ditatorial de esquerda. As tropas
estavam, em última análise, cumprindo com seus deveres. A verdadeira culpa
deveria ser atribuída a João Amazonas e seus sequazes, responsáveis pela
malfadada aventura.
Vejamos como tudo começou. Em 1960 houve um racha entre os comunistas
brasileiros. Enquanto o PCB se propunha a seguir a orientação emanada do XX
Congresso do PCUS (Partido Comunista da União Soviética), de 1956, que passou a
propugnar pela via pacífica para a tomada do poder, Maurício Grabois e João
Amazonas, entre outros, insistiam em priorizar a luta armada. Foram expulsos do
PCB e fundaram o PC do B, com o intuito de seguir a orientação de Mao Tse-tung,
maior ideólogo da revolução chinesa, que apregoava: "não é possível transformar
o mundo a não ser com o fuzil".
Em 1962, dois anos antes portanto do movimento de 1964, o PC do B passou à
defesa aberta do uso da violência revolucionária para a imposição de um governo
popular. Apoiando-se no exemplo da China, iniciou a organização de um movimento
guerrilheiro que seria: "a forma principal de luta na fase inicial da guerra
popular, através da qual é que se poderá iniciar a ação armada contra os
inimigos da Nação e começar a estruturar as Forças Armadas Populares".
Isso resolvido, faltava a preparação de quadros para viabilizar a luta armada.
Decidiu-se, então, enviar à China, em 1964, ainda no governo de João Goulart, o
primeiro grupo de militantes para ser treinado na Academia Militar de Pequim.
Tais circunstâncias jogam completamente por terra a justificativa, hoje usada,
de que a luta no Araguaia foi criada para combater a "ditadura militar", ao
constatar-se que a decisão sobre o implante da guerrilha, bem como seus
preparativos, antecederam o episódio de 31 de março de 1964.
A partir de 1966, o PC do B começou a infiltrar seus combatentes na área
inicialmente escolhida, situada ao norte do estado de Tocantins, na região
conhecida como "bico do papagaio". O território, que passaram a designar como
Araguaia, prestava-se aos desígnios de seus articuladores. Coberto por
exuberante floresta, era escassamente povoado por gente em completo abandono.
Pretendia o PC do B, de princípio, conseguir o apoio dessa população carente,
através de um trabalho de massas e de alguma assistência social.
Os primeiros ativistas a chegar foram da cúpula do partido, juntamente com
quadros dotados de preparo militar, obtido em cursos na China. Lá arribaram
estrelas como João Amazonas, Maurício Grabois, Elza Monerat, Ângelo Arroyo,
Osvaldo Orlando da Costa, Nélson Piauhy Dourado e Líbero Giancarlo Castiglia,
entre outros. Quase todos morreram na contenda, conseguindo escapar João
Amazonas, Elza Monerat e Ângelo Arroyo. Esses fugiram da área quando sentiram
que suas integridades estavam em perigo. E deixaram para trás seus partidários,
que haviam induzido àquela aventura.
Após algum sucesso nas fases iniciais do conflito, os guerrilheiros foram
surpreendidos pela renovada forma de atuar das forças legais que passaram a
empregar pessoal altamente preparado para o combate na selva e para o
enfrentamento à guerra de guerrilha.
Essas tropas, com determinação e coragem, foram isolando e acuando as diferentes
células guerrilheiras. A dificuldade imposta pelo meio hostil, a ação firme dos
militares e a absoluta falta de apoio da cúpula do partido a que se viram
relegados, levaram os guerrilheiros a sofrerem baixas consideráveis, até ficar
claro que a única alternativa era encerrar o movimento.
Na história militar não há registro de guerra em que não tenham sido cometidos
excessos, de parte a parte. Nessa não foi diferente. Os guerrilheiros,
inclusive, que hoje posam de vítimas, cometeram grande número de atrocidades.
Transcrevo, a título de exemplo, três casos que recolhi no site do Grupo
Terrorismo Nunca Mais:
1- Odilio Cruz Rosa, Cabo de Exército. Morto na região do Araguaia, quando
uma equipe comandada por um Tenente e composta ainda, por dois Sargentos e pelo
Cabo Rosa, foram emboscados por terroristas comandados por Oswaldo Araújo Costa
"Oswaldão", na região de Grota Seca, no Vale da Gameleira. Neste tiroteio foi
morto o Cabo Rosa e feridos o Tenente e um Sargento. Julgando que o Cabo Rosa
estivesse desgarrado da equipe, o Tenente e os dois Sargentos retiraram-se para
Xambioá, à procura de atendimento médico. Lá souberam, através de um mateiro,
que o Cabo Rosa tinha sido morto e que "Oswaldão" dissera aos habitantes da
região que permaneceria mantendo guarda ao corpo do Cabo, até que ele
apodrecesse, e que o Exército não teria coragem para resgatá-lo. Foi formada uma
patrulha com a missão de localizar e resgatar o corpo do Cabo Rosa, A patrulha
cumpriu sua missão, sem ser molestada pelos guerrilheiros comandados por "Oswaldão".
2- Francisco Valdir de Paula, Soldado do Exército - Instalado numa posse de
terra, no município de Xambioá, fazendo parte de uma rede de informações montada
na área de guerrilha, foi identificado pelos terroristas e assassinado. Seu
corpo nunca foi encontrado.
3- Pelo pretexto de não dispor de uma estrutura administrativa que lhes
permitisse isolar desertores, elementos não-colaboradores ou militares
eventualmente caídos prisioneiros ou feridos, as FOGUERA (Forças Guerrilheiras
do Araguaia) constituíam os "Tribunais Revolucionários" para "julgar" e
"justiçar" indesejáveis. A esse poder supremo são creditadas as mortes de
Rosalino Cruz Souza, militante desertor, e dos moradores locais Osmar, Pedro
"Mineiro" e João "Mateiro". A eliminação fria de inimigos foi tacitamente
admitida no chamado Relatório de Ângelo Arroyo (Editora Anita Garibaldi - 1996),
de autoria de um dos dirigentes da Comissão Militar, que assinalava como erro de
"certa importância" para a derrota no Araguaia: "Não se ter justiçado
determinados inimigos. É o caso dos bate-paus como Pernambuco, Antônio e o
irmão, e talvez os elementos que haviam chegado de fora, suspeitos de
pertencerem ao Exército".
Em resumo, a cúpula do PC do B levou um grupo de jovens imbuídos de um ideal -
perverso, mas ideal - para uma aventura suicida na selva amazônica. Quando a
situação começou a apertar, desertaram da área, deixando ao absoluto desamparo
seus companheiros de luta.
As forças legais combateram duramente no ambiente difícil da selva, não fazendo
mais do que cumprir missão recebida. Cuidaram de suas baixas, como sempre
aconteceu com as Forças Armadas brasileiras. Por outro lado, os guerrilheiros
não se interessaram, não quiseram ou não priorizaram o sepultamento dos
militantes mortos. Cabe, então, repetir a pergunta do título. De quem é a culpa
pelas mortes ou desaparecimentos do Araguaia?
Link do artigo no "Mídia Sem Máscara":
http://www.midiasemmascara.org/artigos/movimento-revolucionario/11916-mortos-no-araguaia-de-quem-e-a-culpa.html
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13/03/11
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A Comichão da Meia-Verdade (9) - Carlos Chagas: "A verdade tem duas faces" +
Revista Época: Artigo sobre o ministro Fernando Pimentel ("Desenvolvimento") e
sua participação na luta armada
(...) O problema é que essa Comissão da
Verdade se constituirá para revelar e denunciar crimes de tortura e de
assassinato cometidos ao tempo e à sombra da ditadura, uns por militares, outros
por civis. Atos execráveis, daqueles que não se esquece nem se perdoa, mas hoje
insuscetíveis de punição por força da Lei de Anistia. Era o Estado extrapolado
pelos então detentores do poder, desinteressados em punir agentes e mandantes
responsáveis pelo horror.
O diabo está em que, do lado dos que pretendiam derrubar o regime pelas armas,
substituindo uma ditadura por outra, excessos também foram cometidos. Militares,
delegados de polícia e empresários viram-se assassinados pelos terroristas,
ditos revolucionários. Diplomatas foram seqüestrados. Bombas ceifaram vidas de
inocentes. A Lei da Anistia também beneficiou esse monte de trogloditas.(...)
(...)Enquanto a presidente fez treinamento militar, mas não praticou ações
armadas, Pimentel participou de duas, arrojadas, na linha de frente e com
revólver e pistola na mão: o assalto bem-sucedido a um carro pagador, em Canoas,
Rio Grande do Sul, no qual usou um revólver calibre 38, e a azarada tentativa de
sequestro do cônsul americano Curtis Carly Cutter, em Porto Alegre, em que
empunhou uma 45, respectivamente em março e abril de 1970. (...) Ler mais
11/03/11
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A Comichão da Meia-Verdade (8) - Os militares e as vítimas da ditadura -
Editorial O Globo
(...) A forma, porém, como a questão
começou a ser encaminhada, na fase final da Era Lula, semeou discórdias. Numa
demonstração de, no mínimo, desastrada insensibilidade política, o governo
passado permitiu que grupos da esquerda autoritária, incrustados no poder,
utilizassem a terceira versão do Programa Nacional de Direitos Humanos para
propor, na prática, a revisão da Lei de Anistia, a fim de permitir a condenação
na Justiça de agentes públicos autores de sequestros, tortura, assassinatos
etc.(...)
(...) A divulgação do documento [do Ministério da Defesa] serve, ao menos, para
a reafirmação de alguns pontos. Como o de que os familiares têm direito de saber
o destino de parentes sob custódia do Estado — mesmo que fosse de um braço
semiclandestino dele. Os militares, por sua vez, não precisam se preocupar
com o revanchismo, já descartado pela Justiça, mas têm razão ao reivindicar a
apuração de crimes cometidos pela esquerda armada.
A história precisa ser contada por inteiro."
Ler mais
10/03/11
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A Comichão da Meia-Verdade (7) - Comissão da Verdade vira jogo de
empurra-empurra entre poderes - por Camila Campanerut
(...) Líderes da Câmara e
representantes do Planalto vêm promovendo um jogo de empurra-empurra para
atrasar a instalação da Comissão Nacional da Verdade –cuja proposta é
“promover o esclarecimento dos casos de torturas, mortes, desaparecimentos
forçados, ocultação de cadáveres e sua autoria” durante a ditadura militar
(1964-1985).
Enquanto o governo continua anunciando que o tema é prioritário e tenta
evitar atrito entre os ministérios da Defesa e Direitos Humanos,
parlamentares não querem assumir o ônus de dar início ao debate.
Depois de um pouco mais de dois meses de trabalho do Executivo e um do
Legislativo, a meta de priorizar a implantação da comissão ainda é apenas
uma promessa.(...)
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09/03/11
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A Comichão da Meia-Verdade (6) - "Em documento enviado a Jobim, Exército diz
que projeto reabre feridas"
Extrato de uma nota recente de Helio
Rosa (íntegra no final deste "post"):
(...) As Forças Armadas
há muito "voltaram para os quartéis" e hoje subordinam-se totalmente ao
Poder Civil. A continuidade de um "estado de vingança e de retaliação"
contra os militares só enfraquece a Nação, literalmente, no sentido em que
essas Forças estão desaparelhadas e com os salários baixíssimos. Se
um governo democrático teme suas próprias Forças Armadas, com certeza não
está bem intencionado. É tempo dos "egressos da luta armada" também voltarem
para seus "quartéis". A "verdade verdadeira" é um assunto para historiadores
que, no devido tempo, farão o seu trabalho profissional e isento. HR
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05/03/11
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A Comichão da Meia-Verdade (5) - Programa "Espaço Aberto" de Alexandre
Garcia: Vídeo do debate entre Wadih Damous, Mamede Said e Jair Bolsonaro +
Artigos dos participantes, sobre o tema
(...) Ao assumir, a ministra da Secretaria de
Direitos Humanos, Maria do Rosário, falou da necessidade de uma “Comissão da
Verdade” para pôs luz no período do governo militar. O novo ministro-chefe
do Gabinete de Segurança Institucional, general José Elito Carvalho
Siqueira, disse que o Brasil não tem que se envergonhar de seu passado e
teria recebido uma repreensão da presidente.
O “Espaço Aberto” discute esse assunto com o jurista Wadih Damous,
presidente da OAB-RJ, o advogado e professor da UnB Mamede Said, que faz um
doutorado sobre a “Comissão da Verdade”, e o deputado Jair Bolsonaro, do
PP-RJ, ex-oficial do Exército.
Veja vídeo aqui(...)
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03/03/11
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A Comichão da Meia-Verdade (4) - Artigo de Leandro Fortes: "Ministério da
Justiça traz consultoria internacional para estimular Comissão da Verdade"
Nota de Helio Rosa:
Recorto o trecho final do artigo de Leandro Fortes e comento:
(...) Para uma das principais estudiosas do conceito
de Justiça de Transição no Brasil, a professora Deisy Ventura, do Instituto
de Relações Internacionais da USP, o principal impeditivo para se punir os
criminosos da ditadura é a presença, ainda, de figuras importantes do regime
militar na vida política brasileira, como o senador José Sarney (PMDB-AP),
aliado de primeira hora dos golpistas de 1964. “Coisas assim dão a
impressão de ter sido muito natural o Brasil ter vivido sob uma
ditadura”, explica a professora. (...)
A professora. Deisy e o jornalista Leandro não citam ou comentam, talvez
por ser muito natural, isto que outro jornalista, Lucas Figueiredo,
declara em uma entrevista referindo-se ao livro "Orvil" motivo de uma série
de "posts neste Blog:
"O Exército põe o
dedo numa ferida que boa parte da esquerda sempre jogou debaixo do tapete:
todos os grupos que participaram da luta armada queriam derrubar a ditadura
militar para instalar uma ditadura de viés comunista ou socialista. Ninguém
pensava em reconduzir ao poder o presidente deposto, João Goulart. Mas a
esquerda acabou criando a lenda de que todos os grupos buscavam a
democracia. Outra questão é o envolvimento – pequeno, mas verdadeiro – de
guerrilheiros de esquerda com o terrorismo, ou seja, com ações contra a
população, e não apenas o inimigo militar. Por fim, estão relatados casos em
que militantes de esquerda foram assassinados por seus próprios
companheiros, como Márcio Leite de Toledo e Carlos Alberto Maciel Cardoso,
ambos da ALN (Aliança Libertadora Nacional), e Francisco Jacques Moreira de
Alvarenga, da RAN (Resistência Armada Nacional). O justiçamento de
companheiros de luta, praticado por alguns grupos, ainda hoje é um tabu para
a esquerda."
É muito natural a "Comissão
da Verdade" não se interessar pelos crimes cometidos pelos guerrilheiros da
luta armada... HR
27/02/11
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A Comichão da Meia-Verdade (3) - Artigo de Pedro Venceslau: "Nada mais que a
verdade?" [Entidades pressionam governo e Congresso para a criação da
Comissão da Verdade]
Nota de Helio
Rosa
"Orvil" (palavra "livro" escrita ao contrário) é o livro escrito pelo
Exército sobre a "luta armada". É um verdadeiro fantasma que aterroriza a
esquerda brasileira e os egressos da luta armada. O "Orvil" será
transcrito, na íntegra, neste blog, a partir de março.
O insuspeito jornalista Lucas Figueiredo comentou o "Orvil" numa
entrevista:
(...) A mando do general Leônidas Pires Gonçalves, o projeto foi
desenvolvido pelo Centro de Informações do Exército (CIE). Cerca de uma
dúzia de oficiais trabalhou em segredo no Orvil durante três anos. Como o
livro não foi publicado, entrou na lista dos documentos sigilosos das Forças
Armadas. Mas algum militar acabou contrabandeando uma cópia para fora do QG
do Exército. Nos 19 anos seguintes, apenas 15 cópias artesanais do Orvil
foram feitas e passaram a circular em um grupo fechado de militares e civis
de extrema direita.(...)
(...) O Exército põe o dedo numa ferida que boa parte da esquerda sempre
jogou debaixo do tapete: todos os grupos que participaram da luta armada
queriam derrubar a ditadura militar para instalar uma ditadura de viés
comunista ou socialista. Ninguém pensava em reconduzir ao poder o presidente
deposto, João Goulart. Mas a esquerda acabou criando a lenda de que todos os
grupos buscavam a democracia. Outra questão é o envolvimento – pequeno, mas
verdadeiro – de guerrilheiros de esquerda com o terrorismo, ou seja, com
ações contra a população, e não apenas o inimigo militar. Por fim, estão
relatados casos em que militantes de esquerda foram assassinados por seus
próprios companheiros, como Márcio Leite de Toledo e Carlos Alberto Maciel
Cardoso, ambos da ALN (Aliança Libertadora Nacional), e Francisco Jacques
Moreira de Alvarenga, da RAN (Resistência Armada Nacional). O justiçamento
de companheiros de luta, praticado por alguns grupos, ainda hoje é um tabu
para a esquerda.(...)
(...) Ambos são documentos valiosíssimos ["Orvil" e "Brasil: Nunca mais"].
Todas as versões do regime militar são bem-vindas para os estudiosos, e cabe
a eles dissecá-las.(...)
Transcrição neste "post": Artigo de Pedro Venceslau: "Nada mais que a verdade?" Ler mais
22/02/11
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A Comichão da Meia-Verdade (2) - Ives Gandra: "Os Borgs e a Comissão da
Verdade" + Marcio Sotelo Felippe: "John Rawls e a Comissão da Verdade"
Gandra: (...) Pessoalmente, como
combati o regime de então - sofri em 1969, inclusive, pedido de confisco de
meus bens e abertura de um IPM (Inquérito Policial Militar), processos
felizmente arquivados - e participei da Anistia Internacional, enquanto
tinha um ramo no Brasil, por ser visceralmente contra a tortura, sinto-me à
vontade para criticar a “ideologização” dos fatos passados, a meu ver
enterrados com a Lei da Anistia, de 1979.
Que os historiadores imparciais -e não os ideólogos- contem a verdadeira
história da época, pois são para isso os mais habilitados. (...)
Sotelo: (...) O jurista Ives Gandra, contumaz defensor de posições de
extrema direita, publicou há alguns dias na Folha de São Paulo artigo
critico sobre a Comissão da Verdade. As opiniões do articulista devem ser
respeitadas como exercício soberano e sagrado da liberdade de expressão, mas
ao expor sua tese o articulista cometeu impropriedades factuais e
conceituais.(...)
Ler mais
Sumário das transcrições:
Fonte: Blog do Planalto
[13/05/10]
Comissão da Verdade para investigar violação aos direitos humanos
Fonte: Só Notícias
[11/01/11]
As
duas verdades - por Alexandre Garcia
Fonte: Veja - Blog de Ricardo Setti
[21/01/11]
A Comissão da Verdade não é revanchista nem vai perseguir ninguém, diz
ex-ministro de Direitos Humanos de FHC. Conheça o projeto de lei inteiro e
julgue você mesmo
Fonte: Blog do Planalto
[13/05/10]
Integra do Projeto de de Lei que cria a Comissão Nacional da Verdade, no
âmbito da Casa Civil da Presidência da República
Ler mais
Comentários com nome completo do remetente devem ser enviados para Helio Rosa, coordenador deste BLOCO. Não há compromisso de publicação.
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