BLOCO CIDADANIA

RESISTÊNCIA

Novembro 2011               Índice Geral do BLOCO CIDADANIA


27/11/11

• Assinei uma ficha de apoio (não de filiação) para criação do "Partido Novo". Este é o nome da legenda que começa a despontar no Pais

01.
Uma das críticas que se faz ao regime militar é que inibiu a entrada dos jovens na política durante o período de sua vigência.
Isto é um fato e a consequência é que os políticos cassados voltaram à ativa após a anistia, com todos os vícios do passado e com a atuação oscilando entre conceitos ideológicos ultrapassados e o pragmatismo da luta desenfreada pelo poder. Poder para usufruir. Poder para perpetuar-se no poder.
Os jovens que ingressaram na política nos novos tempos democráticos, espelhados nos políticos jurássicos, já chegaram corrompidos por práticas como "caixa dois", propinas, loteamento das instituições e desmedida ambição pelo poder, onde o povo é apenas uma ferramenta para atingir seus objetivos pessoais.

Costumo brincar dizendo que, aos 70 anos, estou na fase poética do "Meninos eu vi!".  :-) 
Hoje estou tendo a oportunidade de vivenciar uma coisa ainda não vista: a gestação de um novo partido político, por iniciativa de jovens não contaminados pelas práticas que citei acima.

Estou "meio que" morando em Brasília (ainda não é definitivo) e, em reuniões familiares, vou fazendo novas amizades, entre os amigos dos parentes e dos amigos...  :-)
Conheci há algum tempo Cláudio Barra, citado na reportagem abaixo, irradiando contagiante entusiasmo e idealismo, ajudando a criar um novo partido.
Vai vingar? Não sei. O que sei é que pretendo acompanhar de perto, com olhar independente, até o registro no TSE.

Não sou filiado nem pretendo me filiar a nenhum partido político mas assinei a "ficha de apoio" pois o NOVO só se tornará realidade como opção política depois da reunião das 500 mil fichas necessárias para o registro no TSE. É importante frisar que apoiar não significa filiar-se, mas apenas manifestar o desejo de que a proposta torne-se realidade

Sucesso, Cláudio Cavalcanti Barra! Sucesso Partido Novo!

02.
Nesta página transcrevo as matérias:

Fonte: Jornal da Comunidade de Brasília
[04/05/11]   Novo chega ao DF para ganhar o Brasil - por Pryscilla Damasceno

- Diferencial do Partido

- Ficha de apoio

Fonte: Época
[13/06/11]   Entrevista: João Dionísio Amoedo, criador do Partido Novo

03.
O Estatuto completo do Novo está disponível para download em: http://novo.org.br/estatuto.pdf ou em formato de "página web" aqui

04.
Para mais informações, faça contato com:

Cláudio Cavalcanti Barra
Coordenador do Partido NOVO Brasília
SRTV SUL, Centro Empresarial Brasília, Bloco B, Sala 322.
(61) 8164-3328

http://facebook.com/claudiocbarra
http://twitter.com/claudiocb
http://www.novo.org.br

Boa leitura!
Um abraço cordial
Helio Rosa
Portal WirelessBRASIL
BLOCOs Tecnologia e Cidadania

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Fonte: Jornal da Comunidade de Brasília
[04/05/11]   Novo chega ao DF para ganhar o Brasil - por Pryscilla Damasceno

Partido tem a missão de ser Ficha Limpa e busca mais assinaturas para conseguir registro na Justiça Eleitoral

Partido Novo. Este é o nome da legenda que começa a despontar no Pais. A ideia nasceu no Rio de Janeiro e vem sendo fortalecida por cidadãos comuns. Juntos, eles vêm lutar pela eficiência nos gastos públicos a fim de reduzira carga tributária. Feito isso, os militantes partiram para a segunda parte do processo de criação do partido: recolher 500 mil assinaturas em todo o Brasil para que a legenda seja homologada nos cartórios de cada estado e passe a existir para a justiça eleitoral.

Inúmeras siglas vêm sendo criadas no Brasil, mas Cláudio Cavalcanti Barra (foto), coordenador do Partido Novo no Distrito Federal, entende que a legenda é diferente. "Até porque somos o primeiro partido que tem em seu estatuto o critério da Ficha Limpa estabelecido como filtro de entrada", destaca.

 Cláudio é paraense, mas foi criado em Brasília. Cursou Administração na Universidade de São Paulo (USP) e é dono de uma microempresa. "Sempre tive vontade de ter uma participação efetiva na política, mas os partidos não me representavam. Eu estudava os estatutos e o programa dos partidos e nenhum dizia o que eu gostaria de ver para a sociedade'', conta. Claudio se encontrou nas redes sociais e conheceu o Partido Novo.

Para ele, é importante participar de um partido que "não tenha a sua estrutura podre". O coordenador está aberto a falar para quem quiser sobre o Novo. Ele abre mão do seu tempo para explicar sobre a ideia de criação do partido e não somente pedir assinaturas.

Para a criação de um partido político é necessário enfrentar um caminho burocrático. Primeiro é necessário registrar em cartório a ata de fundação da legenda, com 101 eleitores de pelo menos nove estados. Depois é preciso conseguir as 500 mil assinaturas. que representam 05% do eleitorado. Esse número é dividido por estados. "Assinar não significa se filiar ao partido. mas concordar com a criação tio mesmo". alerta o coordenador.

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Principais diferenciais do Estatuto do NOVO

Portal do Novo: www.novo.org.br

• Gestão partidária independente: a gestão partidária não pode ser feita por candidato ou por ocupante de cargo eletivo, separação entre público e privado;

• Não há cobrança de percentual do salário do mandatário: a contribuição partidária mínima é igual para filiados e candidatos eleitos.

• Independência dos suplentes e vices: ambos são escolhidos em convenção de modo independente da candidatura ao cargo principal;

• Compromisso de cumprimento do mandato parlamentar: a renúncia a mandato eletivo para concorrer a cargo diverso ou ocupar cargo no Executivo, sem o aval do Diretório, é considerado ato de indisciplina partidária;

• Vinculação do candidato às suas propostas: definição prévia junto do partido do Compromisso de Gestão e do Compromisso de Atuação Legislativa prevendo metas a serem cumpridas;

• Limitação ao “carreirismo político”: é vedado ao filiado eleito para cargo no Poder Legislativo que se candidate a mais de uma reeleição consecutiva.

• Suporte ao candidato e ao mandatário: é prevista a criação de um orgão de apoio e controle que desenvolverá técnicas, métodos, e padrões de atuação que resultem na maior eficiência de suas atividades.

• Limitação de idade: 75 anos para os membros de Diretórios e 70 anos para os demais cargos ou funções;

• Ficha Limpa: candidato deve preencher os requisitos do Ficha Limpa.

Estatuto completo em: http://novo.org.br/estatuto.pdf ou em formato de "página web" em http://www.wirelessbrasil.org/bloco_cidadania/2011/novembro/nov_27b.html

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Ficha de Apoio  (http://www.novo.org.br/ficha.html)

O NOVO só se tornará realidade como opção política depois da reunião das 500 mil fichas de apoio necessárias para o registro no TSE. Se você se identifica com o programa e os princípios do NOVO, nos ajude a criar esta “onda” e a fazer um Brasil melhor.

É importante frisar que apoiar não significa filiar-se, mas apenas manifestar o desejo de que esta proposta torne-se realidade. Pedimos também que, além de sua assinatura, você nos ajude na divulgação e coleta das mesmas entre seus amigos.

Instruções:

Nome completo e nome completo da mãe sem abreviaturas.
Cidade e UF correspondentes ao local de emissão do título e não do nascimento do cidadão.
Se você não tem o título de eleitor em mãos acesse o site do TSE clicando aqui, e forneça o nome completo, nome completo da mãe e data de nascimento.

Logo abaixo está o link para impressão da ficha. A folha já vem com espaço para duas assinaturas e com o porte do correio pago. Você tem apenas que imprimir, preencher, assinar e colocar em qualquer caixa postal, seja nas ruas ou nos Correios. Não precisa pagar pelo selo, nem pegar fila!

Atenção: Para que seu apoio chegue corretamente a nós, fique atento para as instruções de dobra e colagem presentes na folha.

Baixe aqui a ficha de apoio com porte pago.

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Fonte: Época
[13/06/11]   Entrevista: João Dionísio Amoedo, criador do Partido Novo

João Dionísio Amoedo
QUEM É
Engenheiro e administrador de 48 anos que atua desde 1988 no mercado financeiro. Foi sócio do BBA e vice-presidente e membro do conselho do Unibanco. Hoje, é conselheiro do Itaú-BBA e da João Fortes Engenharia. É sócio da Casa das Garças, centro de estudos de tendência liberal no Rio de Janeiro.
O QUE FEZ
Com um grupo de amigos do mercado financeiro, criou o Novo, partido político que pretende levar princípios da iniciativa privada para o setor público

O banqueiro já gastou quase R$ 1 milhão na criação de um partido para defender um Estado menor.

João Dionísio Amoedo começou sua carreira como estagiário do Citibank, em 1988, e chegou ao posto de banqueiro, como sócio do BBA, membro do conselho do Unibanco e, agora, conselheiro do Itaú-BBA. Há cerca de um ano, tomou uma decisão inusitada. Com alguns amigos do mercado, resolveu criar um partido para defender os princípios da gestão e de um Estado menor. Ele diz ter recebido incentivo de alguns dos mais conhecidos nomes do setor, como os banqueiros Pedro Moreira Salles e Fernão Bracher, além do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga. Entusiasmado, chamou o escritório Pinheiro Neto, um dos mais tradicionais do pais, para a confecção do estatuto. E contratou empresas de marketing para coletar assinaturas. Se o Novo (nome do partido) conseguir 500 mil até outubro, disputará prefeituras em 2012.

ÉPOCA- O Brasil tem 27 partidos políticos hoje. Não é suficiente?

João Dionísio Amoedo - Tem bastante, não há dúvida. Mas temos a sensação de que ainda não é suficiente porque não há urna representatividade ideal da sociedade civil nesses partidos. Talvez por falta de uma identificação mais clara sobre os objetivos de cada um. Não identificamos em nenhum partido o objetivo de melhoria da gestão pública como foco principal.

ÉPOCA- Quais são os diferenciais do Novo?

Amoedo- O primeiro é o fato de começar de um movimento da sociedade civil. Diferentemente de todos os outros, que nasceram com políticos.
ÉPOCA- O PT nasceu de um movimento da sociedade civil, não? Amoedo- É... Não era um grupo político. Mas já tinha uma identificação clara por ser de um grupo especifico, não é? E surgiu há 30 anos. Nos últimos dez ou 15 anos, não lembro de nenhum. Acho que o exemplo do PT é importante até como lembrança do último partido que não nasceu já com algum político.

ÉPOCA- O que mais distingue o Novo?

Amoedo- Outra diferenciação é deixar bem claro no estatuto qual é seu papel. O partido tem o dever e a obrigação de, primeiro, selecionar seus candidatos. Segundo, dar suporte ao candidato, na fase inicial e depois de eleito. Suporte técnico, digo. E a terceira coisa é cobrar: nossos candidatos terão metas de gestão, o que não vi em nenhum outro partido.

ÉPOCA- Há mais novidades?

Amoedo- O último ponto importante é diferenciar a gestão partidária da atuação parlamentar ou executiva. Entendemos que as duas figuras não podem se confundir. Uma coisa é ser dirigente do partido e ter todas as obrigações que mencionei. Outra é ser deputado, vereador, prefeito e ter atuação no âmbito do governo. O partido tem de fiscalizar e monitorar quem ele elegeu. Se essa figura se confunde, você acaba gerando um conflito de interesses.

ÉPOCA- E a atuação simultânea em cargo eletivo e na iniciativa privada pode?

Amoedo- Olha... Acho que não faz muito sentido... Acho que as atividades têm de ser bastante segregadas.

ÉPOCA- Isso vocês não colocaram? Pode ter cargo e ser consultor, por exemplo?

Amoedo- Eu acho que nós não colocamos isso no estatuto. Tem o conselho de ética, nós colocamos, certamente, que o candidato tem de estar dentro das regras, mas acho que nós não fomos tão explícitos nisso. Talvez agora devamos ser mais explícitos. Isso seria uma coisa básica da ética, do entendimento de cada um. A gente vai aprendendo... Talvez algumas coisas tenham de ser explícitas para depois não ter questionamento.

ÉPOCA- Vai incorporar essa ideia, então?

Amoedo- Certamente. Porque é difícil você ter as duas atividades sem criar algum tipo de conflito. Há outro diferencial: somos contra mais de uma reeleição para o mesmo cargo no Legislativo.

ÉPOCA- Por quê?

Amoedo- Se alguém esteve oito anos como deputado estadual, pode até ser federal na próxima eleição, senador, mas não mais deputado estadual. É para promover a renovação. Senão, você terá um deputado estadual por 16, 20 anos. Estará bloqueando a entrada de novas pessoas. Com oito anos, já teve tempo para dar sua contribuição. E aquilo não deve se tornar urna profissão.

ÉPOCA- No meio político, o tema "gestão" costuma ser mais associado ao PSDB e ao DEM. Eles não dão conta do recado?

Amoedo- Não está muito claro. Acho que esse tema não está muito ligado a partidos. Pense no caso dos governadores. Três estão ligados nisso. Tem lá em Minas, que é o PSDB, em Pernambuco, que é PSB, e no Rio PMDB. Então isso está muito mais ligado ao entendimento do político do que propriamente a um programa partidário. O que que-remos é que o partido tenha isso.

ÉPOCA- O que quer dizer "o partido político sem políticos", slogan do site do Novo?

Amoedo- Eu não diria que não queremos políticos agora, isso seria muito forte. Eu diria o seguinte: como o mais importante, em nosso caso, é que as pessoas que nunca se envolveram com política participem, e como a atividade política tem um desgaste, não atrai, seria mais fácil para essas pessoas participarem de um partido que não tem políticos no primeiro momento.

ÉPOCA- Um vídeo no site fala em tratar o governo como uma empresa e o eleitor como cliente. Essa ideia de administração pública não parece muito simplista?

Amoedo- Gostaríamos com isso de levar conceitos básicos do mundo privado para o mundo público. Mesmo sabendo que horizontes de tempo, o público e as necessidades são bastante diferentes. Mas acho que há conceitos que podem ser aplicado5 no segmento público. Por exemplo, a ideia de que os recursos são escassos. Assim, você tem de estabelecer prioridades. Segundo: qualquer despesa adicional tem contrapartida, custos, não é? Terceiro: você tem de ser transparente na gestão. Quarto tem de ter metas, prestar contas. Então são esses tipos de conceito que gostaríamos de ver no setor público. E a ideia da pessoa como cliente é só para deixar clara uma coisa: o governo funciona com os impostos que nós pagamos, então nada mais justo que ter as contrapartidas. A ideia é que a pessoa deve cobrar isso do governo, como cobra de unia empresa que presta um serviço pelo qual pagou.

ÉPOCA- O Novo tem posição sobre temas da atual agenda política, como Belo Monte, lei anti-homofobia, Código Florestal?

Amoedo - Estamos começando a nos posicionar sobre algumas coisas. Mas, como estamos ainda em formação, ternos a preocupação de não ter assuntos muito definidos, pois atrapalhariam o objetivo de atrair pessoas. É estranho você pedir participação, mas já ter ternas fechados. Mas há alguns princípios básicos. Entendemos que o Estado deve ter uma atuação menor na sociedade. Entendemos também que há outras prioridades, quando falamos em kit homofobia, por exemplo. Existem outras prioridades, como educação, saúde e segurança.

ÉPOCA- Um kit contra a homofobia pode estar relacionado com as duas coisas, educação e segurança, não?

Amoedo- Ah, pode. Mas a dúvida é a seguinte: vale a pena? Admitindo que os recursos são escassos e finitos, vamos gastar dinheiro nisso? Ou melhorar a qualidade das escolas, o sistema de avaliação e a remuneração dos professores?

ÉPOCA- Para viabilizar o partido, serão necessárias cerca de 500 mil assinaturas. Em que estágio vocês estão?

Amoedo- É um processo trabalhoso e burocrático, pois você precisa das assinaturas, nome completo e titulo de eleitor. E depois precisa validar nos cartórios. Ternos hoje fichas de todo tipo, pessoas que assinaram, mas que têm dados incompletos; ficha completa, mas com incompatibilidade de assinatura. De maneira geral, estamos próximos de 200 mil.

ÉPOCA- É difícil convencer as pessoas a assinar pela criação de mais um partido? Amoedo- De cada 100 pessoas abordadas, 30 assinam. Essa é a média.

ÉPOCA- Quem está fazendo essa coleta? Amoedo- Fazemos pela internet. Alguns nos procuram e pedem um lote para distribuir entre amigos e parentes. E contratamos umas três ou quatro empresas que fazem a divulgação e o marketing. São elas que fazem a abordagem em rua.

ÉPOCA- Quanto vocês já investiram na criação desse partido? Amoedo - Entre divulgação, site e consultoria jurídica, deu quase R$ 1 milhão. Meu e do grupo inicial. Mas vai passar disso.

ÉPOCA- Em sua avaliação, o Novo é um par-tido de esquerda, de centro ou de direita? Amoedo- Discutimos muito isso. Essa classificação, que no passado foi mais clara, não ajuda muito hoje. Entre os 27 partidos, é difícil dizer o que é direita, centro ou esquerda. Nossa ideologia é focar na gestão e ter o Estado menor. Eu diria que nos aproximamos mais de um partido de centro, ou centro-direita.


Comentários com nome completo do remetente devem ser enviados para Helio Rosa, coordenador deste BLOCO. Não há compromisso de publicação.


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