WirelessBRASIL - Bloco RESISTÊNCIA

Abril 2012             


24/04/12

• Levante Popular da Juventude (1) - A ascensão do Levante coincide com o declínio do MST - A atuação de Tarso Genro e João Pedro Stedile, revelada por Reinaldo Azevedo

Nota de Helio Rosa:
01.
A intensificação do desconhecido Levante Popular da Juventude, criado em 05 Fev 2012, está relacionada, na minha opinião, ao enfraquecimento gradativo do Movimento dos Sem-Terra (MST).

Em dezembro de 2011, registrei no WirelessBRASIL uma "força especial" dada ao MST pelos "Bloqueiros Progressistas".
Meu "post" tem este título jocoso mas o conteúdo é sério: Blogueiros governo-peti$tas entrevistam "São" João Pedro Stedile, padroeiro do MST

O MST estava e está em crise interna, enfraquecido pelo "Bolsa Família" e precisa de uma nova "atividade" para continuar a receber (ilegalmente) os "incentivos" governamentais, através do ONG e afins, pois juridicamente o Movimento não existe. Esta nova "atividade" é o tal Levante Popular da Juventude.

Transcrevo logo abaixo minha "Nota" registrada no "post" de dezembro sobre o MST e os blogueiros.

02.
A forma visível de atuação do Levante Popular da Juventude, para chamar a atenção e constranger seus alvos, é uma manifestação ruidosa, que se convencionou chamar de "escracho" ou "esculacho". Em princípio, deveriam ser manifestações pacíficas mas, na minha opinião, creio que há uma expectativa dos líderes para que logo surja um ''mártir" para validar o Levante e incendiar o país.
Foi o que quase aconteceu no dia 29 de março na frente da sede do Clube Militar, no Rio de Janeiro.

Vamos ao dicionário Houaiss para anotar as definições:
Escrachar
v. (a1958 cf. MS10) B infrm. 1 t.d. fichar (alguém) na polícia após fotografá-lo 2 t.d. desmoralizar (alguém) revelando seus desígnios ocultos 3 t.d. repreender, passar descompostura em; esculachar, esculhambar ¤ etim orig.contrv.; JM deriva de crachá; Nasc., em NascGir, deriva do plat. e este, do ing. (to) scratch 'arranhar'


Esculachar
v. (sXX) 1 t.d. infrm. bater em, espancar, surrar 2 t.d. repreender ou censurar (alguém) de maneira deselegante, rude, afrontosa; esculhambar <esculachou o vendedor que o atendera mal> ¤ etim prov. do it. sculacciare (1598) 'dar palmadas nas nádegas, esp. em crianças', der. parassintético de culo 'cu, ânus, nádegas'; a acreditar-se na orig. italiana do voc., o v. sofreu ext. de sentido no port.; ver cu(l)- ¤ sin/var ver sinonímia de repreender ¤ ant ver antonímia de aviltar.


03.
Dois militantes do Levante escreveram um texto que foi publicado no Blog do "sujo" Paulo Henrique Amorim:
Leia na Fonte: Blog Conversa Afiada
[11/04/12]   Esculachos, o primeiro ato do Levante da Juventude (transcrição mais abaixo)

04.
Reinaldo Azevedo, da Veja, em matéria recente (10 de abril) no seu famoso Blog confirma minha observação sobre o MST, e vincula, sem sombra de dúvidas, João Pedro Stedile (MST), Tarso Genro (governador do RS) e o Levante Popular da Juventude.

Recomendo a leitura na fonte para ver as fotos de Stedile e Genro:
Leia na Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo
[10/04/12]  Levante Popular da Juventude - por Reinaldo Azevedo (texto transcrito mais abaixo, sem fotos)

Faço alguns recortes como motivação da leitura:

(...) O tal “Levante” é só uma nova fachada do MST, que anda em baixa. João Pedro Stedile, o nosso leninista do capital alheio — já que seu movimento vive de dinheiro público — resolveu levar a sua “revolução” do campo para as cidades (afinal, ele é, reitero, um leninista).(...)

(...) Muito bem! Tarso Genro foi um dos convidados de honra do “acampamento”. É o que mostra aquela primeira foto. Isso significa que ele tem intimidade com o “Levante Popular da Juventude” e conhece, então, a sua agenda. Parece-me que o fato põe em dúvida a coincidência entre o protesto no Clube Militar e a sua estada no Rio — justamente nas imediações do Clube Militar. (...)

(...) Eis aí: revelado, agora com imagens, o grande mistério do “Levante Popular da Juventude”. É só o velho leninista João Pedro Stedile brincando de fazer revolução. Mas Tarso, um governador de Estado, assistiu a tudo atentamente, no acampamento e nas imediações do Clube Militar.
Que futuro nos aguarda quando um governador de estado participa de uma patuscada como essa? Não muito bom! De toda sorte, é um comportamento compatível com o ministro da Justiça que levou o Brasil a abrigar um assassino, condenado em seu país à prisão perpétua.(...)

05.
Minha opinião, em sintonia com muitos articulistas, é que isto não vai acabar bem.
Assim como na blogosfera progressista, neste Levante há um enorme grupoa de desinformados e inocentes úteis, que servem de massa de manobra para uma cúpula altamente perniciosa e perigosa para a democracia.
Sua nascente desenvoltura é um treinamento de organização e mobilização.

Se vingarem, os blogueiros do Altamiro "PC do B" Borges e os "levantistas" do Stedile e Genro serão usados para as mais variadas "funções", como incentivar o revanchismo contra os militares, pressionar o STF e, eventualmente, muita atividade remunerada no período eleitoral. Rui Falcão, presidente do PT (partido que não está coeso em torno de D. Dilma) já deu seu apoio ao Levante.
D. Dilma que não se iluda: Tarso Genro "corre por fora" para ser presidente da República e, em breve, a Presidente verá como "progressistas" e "levantistas" são bons para tosse.

Já que falamos nela , creio que há uma responsável maior por este perigosa situação: Presidente Dilma Roussef.

Se não tomar nenhuma atitude, estará omissa e/ou conivente e teremos então que suspeitar que apoia esta baderna.
Movimentos como esses crescem pela falta de coragem ou disposição de D. Dilma vir à público para explicitar suas posições.
Do alto de sua popularidade, D. Dilma, se quiser, pode neutralizar todos estes movimentos, inclusive o MST: basta fechar as torneiras do "dinheiroduto" de nossos impostos que flui para esses baderneiros.
Claro, D. Dilma teria que enfrentar a ira dos militantes mas poderia contar com a "base aliada fardada" para apoiá-la. E também com a "base do povo ordeiro e trabalhador", que reprova totalmente atos do gênero e toda e qualquer corrupção.
Mas, ao que tudo indica, mesmo que quisesse, D. Dilma não teria autonomia para tal, pois parece que preside mas não governa "este país".

Os militares inativos precisam se organizar para acompanhar todo esses processos, identificar os responsáveis, - são poucos - para poder neutralizá-los oportunamente. Para sua segurança individual, de seus familiares e de todo o país.

Em tempo, para que não haja dúvida: uso o termo "neutralizar" no sentido de retirar a força e a autonomia de pessoas e entidades perigosas para a democracia, por métodos jurídicos e legais de combate à corrupção.
HR.

Matérias transcritas mais abaixo:

Leia na Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo
[10/04/12]   Levante Popular da Juventude - por Reinaldo Azevedo

Leia na Fonte: Levante Popular da Juventude/RN
[24/04/12]   Sobre o Levante Popular da Juventude

Leia na Fonte: Blog Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim
[11/04/12]   Esculachos, o primeiro ato do Levante da Juventude

Leia na Fonte: Rede de Educação Cidadã
[05/02/12]   Carta Compromisso do Levante Popular da Juventude

Leia na Fonte: Website de Rui Falcão
[27/03/12]  Presidente do PT, Rui Falcão, apoia Levante Popular da Juventude e "levantistas" agradecem


16/12/11
A tropa do BloP - Blogueiros Progressistas (4) - Blogueiros governo-peti$tas entrevistam "São" João Pedro Stedile, padroeiro do MST

01.
Blogueiros progressistas entrevistam Stedile [foto] na próxima segunda-feira.
Por que será que a vanguarda do atraso da blogosfera decidiu iluminar a vanguarda do atraso ideológico, representada pela Sr. Stedile?

A explicação [fonte] é que um grupo de 51 militantes e apoiadores do Movimento dos Sem-Terra (MST), a maioria veteranos na luta pela reforma agrária, divulgou recentemente carta na qual anuncia o desligamento da organização por discordar de seu projeto político atual. Na avaliação do grupo, o MST, além de burocratizado e institucionalizado, está integralmente subordinado às políticas do governo federal.

A direção nacional do MST não quis comentar publicamente o documento. Preferiu tratar o episódio como parte dos debates e das divergências políticas que sempre fizeram parte da história da organização.
Nos bastidores, porém, alguns dirigentes acusaram o golpe. Lamentou-se sobretudo a deserção de militantes históricos do Rio Grande do Sul. Do total de assinaturas, 28 são daquele Estado, onde o movimento foi idealizado, na década de 1980, e no qual surgiu seu líder mais conhecido, João Pedro Stédile.

A decisão do MST de não comentar a carta também pode estar vinculada ao fato de atravessar um dos piores momentos de sua história do ponto de vista de mobilizações. O número de pessoas reunidas em seus acampamentos chegou ao nível mais baixo dos últimos anos.


02.
Consta que participam os jornalistas Rodrigo Vianna (Escrevinhador), Luiz Carlos Azenha e Conceição Lemes (ambos do Vi o Mundo), Renato Rovai (Blog do Rovai), Paulo Salvador (Revista do Brasil) e a blogueira Conceição Oliveira (do Blog da Maria Frô).

Pessoalmente tenho a lamentar que jornalistas do porte de Rodrigo Vianna e Luiz Carlos Azenha, cuja atuação me chamou a atenção durante longo tempo pela seriedade e profissionalismo, tenham trocado seu diploma pela carteirinha do PT. Respeito suas opções mas, como disse, lamento.

Recorte de uma matéria transcrita mais abaixo:
(...) O sr. Stedile pode ser, no plano pessoal, um homem honesto — honesto com sua esposa, com seus credores, com seus amigos. Nada sei que, como ente biológico e civil, o desabone. Política e intelectualmente, porém, seu discurso é a coisa mais tortuosa, mais mentirosa e mais dissimulada que tem aparecido no cenário nacional. E que sua figura política seja imposta ao público como a imagem por excelência do bom menino, como a encarnação mesma dos "sentimentos nobres" massacrados pelo cínico mundo capitalista, eis aí a prova de que este país vai perdendo, junto com o senso da verdade, todo discernimento moral. (...)

Por oportuno, transcrevo estas matérias:

Fonte: Veja
[28/01/09]  O Manual da Guerrilha do MST - por Otávio Cabral

Fonte: Website de Olavo de Carvalho
[17/05/98]  O segredo de João Pedro Stedile - por Olavo de Carvalho

Fonte: Estadão
[26/11/11]  Grupo critica submissão de líderes e racha MST - por Roldão Arruda
Ler transcrições aqui
HR.


Leia na Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo
[10/04/12]  Levante Popular da Juventude - por Reinaldo Azevedo

Será mesmo que Tarso Genro estava por acaso na bagunça promovida em frente ao Clube Militar? Vejam o que eu descobri, com foto e tudo! Ou: DAS VERGONHOSAS OMISSÕES DA IMPRENSA

Aquele senhor sentado na primeira fileira, com a mão no rosto, com ar vetusto, é Tarso Genro (PT), governador do Rio Grande do Sul. O que ela faz ali? Vamos ver.

No dia 29 do mês passado, um bando de fascistoides cercou o Clube Militar. A turma xingou e agrediu militares da reserva que participavam de um seminário. A foto de um rapaz dando uma cusparada num idoso tem de se tornar um emblema do que esses caras entendem por democracia e civilidade. “Descobriu-se”, vejam que coincidência!, que ninguém menos do que Tarso Genro passava por ali, por acaso… O valente não teve dúvida: “encontrado” por jornalistas, concedeu uma entrevista e acusou de provocação… as vítimas!!! A todos pareceu normal que um governador de estado estivesse passeando, solerte, pelas ruas da capital de um outro estado, topando, de súbito, com um protesto!!!

Pois é…

Aquela manifestação, a exemplo de outras que têm sido feitas em frente à casa de pessoas acusadas de colaborar com a tortura, foi convocada por um certo “Levante Popular da Juventude”. As ações obviamente ilegais do grupo têm merecido ampla cobertura do jornalismo — E SEMPRE EM TOM FAVORÁVEL! O que antes se chamava “grande imprensa” não se interessou nem sequer em saber quem é essa gente, de onde vem, o que pensa. No dia 27 de março, contei aqui quem são eles.

O tal “Levante” é só uma nova fachada do MST, que anda em baixa. João Pedro Stedile, o nosso leninista do capital alheio — já que seu movimento vive de dinheiro público — resolveu levar a sua “revolução” do campo para as cidades (afinal, ele é, reitero, um leninista).

A cobertura dos jornais tem sido asquerosa. Diz-se que o “Levante Popular da Juventude” luta apenas, que coisa bonita!, pela instalação da Comissão da Verdade. Enquanto isso, sai por aí xingando pessoas, cuspindo nelas, pichando as suas casas. Então agora volto à foto lá do alto.

Encontro
Entre os dias 1º e 5 de fevereiro, o grupo promoveu o “1º Acampamento do Levante Popular da Juventude”. Aconteceu em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, e reuniu, segundo os próprios organizadores, 1.200 pessoas, vindas de 17 estados. Isso explica, por exemplo, por que ações de vandalismo contra as respectivas casas de supostos torturadores aconteceram em vários estados, ao mesmo tempo, numa coordenação que a imprensa chamou de “surpreendente”. “Juventude” não é categoria social, política ou de pensamento. O “jovem” por trás do movimento é João Pedro Stedile — com suas ideias do fim do século 19. Na fotos abaixo, ele aparece dando a sua “aula” de levante.

Muito bem! Tarso Genro foi um dos convidados de honra do “acampamento”. É o que mostra aquela primeira foto. Isso significa que ele tem intimidade com o “Levante Popular da Juventude” e conhece, então, a sua agenda. Parece-me que o fato põe em dúvida a coincidência entre o protesto no clube militar e a sua estada no Rio — justamente nas imediações do Clube Militar.

A apresentação foi feita durante a “II Feira e Festa da Agricultura e Agroindústria Camponesa”, evento paralelo ao 1º Acampamento Nacional do Levante Popular da Juventude. O refrão é claro: “Eu sou aquele que acredita em encarar o choque”. É um conclamação em favor do confronto com as forças da legalidade.

O vídeo é um troço patético. Um coroa, com a máscara revolucionária — que tira ao menos para cantar — se fantasia de cantor de rap para passar mensagens revolucionárias…

Eis aí: revelado, agora com imagens, o grande mistério do “Levante Popular da Juventude”. É só o velho leninista João Pedro Stedile brincando de fazer revolução. Mas Tarso, um governador de Estado, assistiu a tudo atentamente, no acampamento e nas imediações do Clube Militar.

Que futuro nos aguarda quando um governador de estado participa de uma patuscada como essa? Não muito bom! De toda sorte, é um comportamento compatível com o ministro da Justiça que levou o Brasil a abrigar um assassino, condenado em seu país à prisão perpétua.
Por Reinaldo Azevedo

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Leia na Fonte: Levante Popular da Juventude/RN
[24/04/12]   Sobre o Levante Popular da Juventude

(A data registrada é da minha visita ao site. HR)

O Levante Popular da Juventude é uma organização de jovens militantes voltada para a luta de massas em busca da transformação da sociedade. SOMOS A JUVENTUDE DO PROJETO POPULAR, e nos propomos a ser o fermento na massa jovem brasileira. Somos um grupo de jovens que não baixam a cabeça para as injustiças e desigualdades.

A nossa proposta é organizar a juventude onde quer que ela esteja. Deste modo, nos organizamos a partir de três campos de atuação:
1) no meio estudantil secundarista e universitário;
2) nas periferias dos centros urbanos e
3) nos setores camponeses.

Nesta última frente de atuação também articulamos a juventude dos movimentos sociais, em especial da Via Campesina. Portanto, o Levante é composto hoje por jovens exclusivamente do movimento, bem como jovens que constroem outros movimentos sociais que acreditam no projeto popular.

Nosso principal objetivo é multiplicar grupos de jovens em diferentes territórios e setores sociais, fazendo experiências de organização, agitação e mobilização. Também queremos ir em busca de força motriz da Revolução Brasileira, ou seja, ter inserção social em diferentes categorias do povo que possam vir a levantar-se no novo período, que virá, de ascenso das lutas.

Enxergamos um mundo dividido entre aqueles que exploram e oprimem e aqueles que trabalham e que têm o fruto de seu trabalho roubado. Esse é o sistema capitalista-patriarcal-racista, que cria uma relação de dominação entre culturas e povos, destrói o meio ambiente, oprime e explora as mulheres, assassina a juventude negra, silencia gays e lésbicas e tolhe, cotidianamente, todos os nossos sonhos.

Entendemos que só com o povo unido, metendo a mão junto, é possível construir o novo mundo que sonhamos. Para isso é preciso apresentar um projeto de nação diferente, que derrube o projeto das classes dominantes onde uma pequena parte da população explora e domina a maior parte.

A construção do Projeto Popular para o Brasil nada mais é do que a conquista das reivindicações históricas que sempre nos foram negadas pelos poderosos de nosso país, como educação, saúde, transporte, cultura, esporte e lazer que sejam realmente públicos e de qualidade bem como o trabalho decente que possa dar ao jovem a oportunidade de ter uma vida digna. A solução de tais problemas, que atingem a grande maioria da população, só virá a partir da reorganização radical da nossa sociedade, ou seja, devemos fazer uma revolução.

Nosso movimento se baseia num tripé:
1. Organização (acúmulo de forças);
2. Formação (práxis* transformadora);
3. Lutas (atacar o sistema).
*Práxis = teoria + prática

O Levante organiza a juventude para fazer denúncias à sociedade por meio de ações de Agitação e Propaganda (agitprop), ou seja, várias técnicas de comunicação e expressão da juventude com o povo, como músicas, grafismo (graffite), dança, teatro, fanzines, faixas, adesivos, murais, gritos de luta, etc.

O conceito clássico de movimento social se relaciona à existência de uma ou mais bandeiras de luta que unifiquem os sujeitos envolvidos, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), por exemplo, lutam pela reforma agrária popular, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) lutam contra a forma injusta de construção das hidrelétricas, etc., ou seja, faz parte do grupo quem se identifica com sua pauta reivindicatória e se engaja por essas conquistas.

O diferencial do Levante é que não elegemos bandeiras prioritárias, mas nos colocamos ao lado das mobilizações que reivindicam melhores condições de vida para a juventude brasileira. Num contexto onde falta quase tudo na vida cotidiana do jovem, nosso método é mostrar que sem a organização coletiva e luta nenhuma conquista verdadeira é possível.

A perspectiva que o Levante oferece é a possibilidade de estar organizado/a coletivamente para viver e para lutar. Fora da organização as ações isoladas de um indivíduo, por mais justas que sejam, não tem sucesso. Portanto, o que o Levante possibilita às pessoas é o reconhecimento da sua condição de sujeitos e a construção de possibilidades para que estes recuperem a sua capacidade de intervenção política.

Entre em contato com o Levante nos estados para começar o trabalho na sua cidade. O importante é estarmos sempre em movimento, organizando a juventude do povo brasileiro, acumulando forças para a construção do Projeto Popular.
“SE ELES NÃO NOS DEIXAM SONHAR,
NÃO OS DEIXAREMOS DORMIR.”
SOMOS O LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE

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Leia na Fonte: Blog Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim
[11/04/12]   Esculachos, o primeiro ato do Levante da Juventude

de Carla Bueno e Edison Junior Rocha, militantes do Levante

Os esculachos que organizamos e têm se repetido por jovens de todo o Brasil nasceram, em condições diferentes, na Argentina. Lá a sociedade impôs a punição de torturadores, assassinos, estupradores e seqüestradores que participaram da repressão da ditadura.

Mas os povos podem aprender das experiências uns dos outros! Na Argentina e do Chile, o método do escrache ou funa expõe aos olhos do mundo a necessidade da construção da Memória, Verdade e Justiça.

Nos últimos quinze dias, as nossas ações ajudaram a pautar no Brasil a luta pela punição dos torturadores. Um novo ator e um novo instrumento de luta entraram em cena: nós, jovens, com os esculachos de responsáveis pelo assassinato, desaparecimento e torturas de milhares de brasileiros.

O nosso método é simples: denunciar à sociedade que entre nós, na sociedade, ainda circulam criminosos impunes, apresentar à sociedade um violador ou uma violação de Direitos Humanos.

Na realização dos escrachos, não queremos estabelecer uma relação com os torturadores, mas com a sociedade e com o Estado, para denunciar as violações de direitos humanos.

O escracho não é uma sanção ou um castigo. Não queremos nos antecipar a uma punição para esses criminosos. Não queremos substituir as autoridades policiais e do Ministério Público ou o Poder Judiciário.

Queremos ultrapassar as paredes dos gabinetes e, às vistas de todo o povo, não apenas exigir o cumprimento da lei, mas demonstrar onde está aquele que a lei diz que deve ser processado e punido.

Nós, jovens, que nascemos nas décadas de 80 e 90, não admitimos que as feridas da ditadura continuem abertas e que o nosso futuro seja comprometido por essa âncora pesada e manchada do sangue dos lutadores pela liberdade, que marca o nosso presente.

O Levante Popular da Juventude é um movimento novo. Nasceu em 2006, no Rio Grande do Sul, mas a partir deste ano passou a se organizar em 17 estados.

Temos como exemplo o companheiro Carlos Marighella, com seu exemplo de convicção ideológica, persistência na luta e coragem para agir.

Marighella acreditava que uma organização se constitui na ação. Por isso, nosso movimento se lançou à sociedade na luta e nas ruas, no enfrentamento com os inimigos.

Sim, a nossa referência de luta e organização é o MST. Por isso, nosso método do esculacho tem parentesco com as ocupações de terras, que exigem o cumprimento do dever legal de fazer a reforma agrária, a demonstração da existência das áreas que não cumprem sua função social e, por isso, podem ser desapropriados.

O Levante organiza jovens para lutar pelos direitos da juventude e por transformações sociais no nosso país. Somos jovens das periferias e morros, das escolas e universidades, dos sindicatos, das fábricas e do comércio, dos assentamentos e acampamentos.

Temos a tarefa de fazer um acerto de contas com o nosso passado, mas queremos fechar também as feridas aberta pelos privatas do neoliberalismo de FHC.

Temos a convicção de que, aqui no Brasil, seremos capazes de fazer triunfar a força dos justos que os nossos gritos as ruas anunciam.

Um esculacho é sempre o anúncio de outro. Porque, se o escrachado de hoje pode ser o torturador de ontem, o escrachado de amanhã – já se anuncia – poderá ser o policial, o promotor ou o juiz que hoje prevaricar e proteger os criminosos.

A polícia que reprimiu, torturou e matou aqueles que lutavam pela liberdade durante a ditadura é a mesma que persegue, humilha, agride e assassina juventude pobre negra das periferias das grandes cidades. É a mesma que despeja violentamente as famílias do Pinheirinho e os estudantes que fazem ocupações legítimas nas universidades.

A ferida está aberta e, só com a verdade, memória e justiça, será construído os trilhos de um país que, de fato, possa levar a cabo o período de sombras e deixar refletir a luz que iluminará o caminho da consolidação de um projeto democrático e popular para o Brasil.

Nossas lutas vão continuar. Mais esculachos virão. Mais lutas serão travadas em defesa de justiça, de direitos e de transformações estruturais. Esperamos que mais jovens se somem ao nosso movimento. Só com organização e luta serão realizadas as mudanças necessárias para o Brasil.

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Leia na Fonte: Rede de Educação Cidadã
[05/02/12]   Carta Compromisso do Levante Popular da Juventude

Nós, do Levante Popular da Juventude, no momento em que fundamos nossa organização, em nosso I Acampamento Nacional, com a participação de 1200 jovens de 17 estados brasileiros, nos comprometemos com a transformação profunda da realidade em que vivemos.

Enxergamos um mundo dividido entre aqueles que exploram, e as trabalhadoras e os trabalhadores que têm o fruto de seu trabalho roubado. Esse é o sistema capitalistapatriarcalracista,
que mundialmente estabelece as formas de organização da sociedade na sua forma imperialista. Ele cria uma relação de dominação entre culturas e povos, destrói o meio ambiente,
oprime e explora as mulheres, assassina a juventude negra, silencia gays e lésbicas e tolhe, cotidianamente, todos os nossos sonhos.

O Brasil é um país de natureza e cultura fantásticas, mas carregamos as dores da escravidão, o saqueio das grandes potências, e uma história de uma elite dependente, mas que
sempre concentrou o poder em suas mãos. Os meios de comunicação, a terra, a água, energia, a educação, o lazer e a oferta de saúde de qualidade ainda estão nas mãos dessa elite.
Aos trabalhadores, restaram somente as periferias das grandes cidades, as encostas de morro e as beiradas de rio, extensas jornadas de trabalho e salários miseráveis; no campo, a reforma agrária e a produção de alimentos foram deixadas de lado e substituídas pela utilização de transgênicos e agrotóxicos, tudo orientado para a exportação.

Nós, jovens, estamos no meio desse furacão: no campo, nas periferias e favelas, nas escolas e universidades, no trabalho. Somos constantemente disputados pelo projeto capitalista. É
em contraposição a este projeto que nos lançamos ao desafio da construção do Projeto Popular.

Por isso, nos comprometemos:

Com a luta pela construção de uma democracia popular, que socialize com qualidade as terras, a água, a energia, os meios de comunicação, o acesso à saúde, à educação, à moradia, ao transporte.

Com a luta pela soberania, porque os povos devem tomar seu país e sua história nas mãos, sem serem sujeitados pelo imperialismo ou outros poderosos. O desenvolvimento deve ser ambientalmente sustentável e estar voltado ao interesse do povo.

Com a prática permanente de solidariedade com todos os povos que sofrem e lutam. Com atenção especial para nossos hermanos latino americanos, que carregam
a mesma história de opressão e luta que nós.

Com a luta contra o machismo, na sociedade e dentro de nossa organização, pois, se os trabalhadores são explorados pelo sistema capitalista, as mulheres são duplamente oprimidas e exploradas: enquanto trabalhadoras, e enquanto mulheres, pelo sistema patriarcal. Temos que estar lado a lado com as organizações do movimento feminista no combate ao patriarcado, à violência sexista e à mercantilização do corpo e da vida das mulheres, assim como fomentar a auto organização das mulheres do Levante.

Com a luta contra o racismo, dentro e fora de nossa organização, porque a Nós, do Levante Popular da Juventude, no momento em que fundamos nossa organização, em nosso I Acampamento Nacional, com a participação de 1200 jovens de 17 estados brasileiros, nos comprometemos com a transformação profunda da realidade em que vivemos.

população preta é a mais explorada da classe trabalhadora e mesmo depois de 124 anos da falsa abolição continua sendo o alvo preferencial da violência de Estado. É necessário lutarmos junto ao movimento negro e outras organizações antirracistas para que possamos construir uma sociedade livre do racismo.

Com a luta contra a lesbofobia, a transfobia e a homofobia, também dentro e fora de nossa organização, porque não existem relações afetivas mais normais e comuns que outras, e nenhuma orientação sexual deve ser motivo para legitimar desigualdades e opressões.

Com a luta por um projeto de educação que sirva aos interesses do povo. Por isso, defendemos que exista um número suficiente de vagas tanto em creches quanto em escolas secundárias e universidades, bem como cotas sociais e raciais, no campo e na cidade. Por isso, também reivindicamos os 10% do PIB para a educação; a educação só terá qualidade se estiver voltada para os interesses do povo, atendendo todas e todos.

Com a luta por transporte público, gratuito e de qualidade, enfrentando os aumentos nos preços de passagem.

Com a luta por ampliação do acesso à cultura e ao lazer, contra sua mercantilização. Lutaremos para que existam mais possibilidades de produção e troca culturais, como música, teatro, artes visuais, cinema, dança, e tantas outras formas de expressão. Também utilizaremos da cultura e do lazer como formas de resistência, de resgate da nossa história e da nossa identidade de povo brasileiro.

Com a luta contra o trabalho precarizado e informal. A luta pela garantia e expansão dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras (exploradas duplamente, no local de trabalho e em casa) é essencial para a criação de um país menos desigual. Pela jornada de 40 horas semanais, sem a redução de salários.

Sabemos que para isso é extremamente necessária a massificação desta luta, trazendo cada vez mais jovens para o nosso projeto, porque só a juventude tem a força necessária para
transformar essa sociedade. É com o trabalho coletivo, combatendo o individualismo e a estagnação, que tomaremos o futuro em nossas mãos. Esse é o caminho para a liberdade com
que tanto sonhamos e precisamos para viver.

Construiremos uma organização com coerência: devemos fazer o que dizemos e dizer o que fazemos; com autonomia, construída por aqueles que trabalham no Levante; com estudo e
disciplina, para dar cada passo com firmeza, conhecendo com profundidade o caminho que devemos trilhar; com o exercício de crítica e autocrítica, porque não devemos temer ou ocultar os erros, mas enfrentá-los de frente, para, então, superá-los.

Entendemos que serão esses compromissos que garantirão a construção do Levante Popular da Juventude, do Projeto Popular e da Revolução Socialista brasileira. A tarefa não é fácil:
não esperamos ter todas as respostas nem construir tudo isso sozinhos, mas nos desafiaremos a dar tudo o que pudermos, porque devemos nos construir como a juventude que ousa lutar, que constrói alternativas e que é parte do povo brasileiro. Somente com alegria, amor e muita animação chegaremos lá!

Juventude que ousa lutar constrói o poder popular!

I Acampamento Nacional do Levante Popular da Juventude,
5 de fevereiro de 2012,
Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil.

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Leia na Fonte: Website de Rui Falcão
[27/03/12]  Presidente do PT, Rui Falcão, apoia Levante Popular da Juventude e "levantistas" agradecem

O presidente do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, cumprimenta todos os militantes do Levante Popular da Juventude, que em várias regiões do país, estão se manifestando de forma pacífica para identificar torturadores, agentes da ditadura, aqueles que de alguma maneira violaram os direitos humanos em nosso país.

“Não se trata de nenhuma ação de vingança ou revanche, mas simplesmente de jovens que como a gente querem passar a limpo a história recente do Brasil”, ressalta Rui.
História marcada por um período triste de violações dos direitos humanos, de torturas, de assassinatos, de desaparecimentos que até hoje marcam as vidas de inúmeras famílias.
“Mas do que nunca é urgente instalar a Comissão da Verdade para que possamos apurar todas as violações que foram cometidas naquele período contra os direitos fundamentais da pessoa humana”, finaliza Rui Falcão.


Leia na Fonte: Website de Rui Falcão
[27/03/12]  Rui Falcão recebe agradecimento do Levante Popular da Juventude

A/C Deputado Estadual Rui Falcão
Nos últimos anos tem se apresentado em destaque na conjuntura brasileira a necessidade da constituição da Comissão da Verdade, que será responsável por apurar a realidade em torno dos fatos da ditadura. Nesse sentido, o Levante Popular da Juventude se coloca em movimento, marcando a data do dia 26 de março na realização dos escrachos, que vieram a fim de desmascarar a vida dos torturadores que vivem impunemente, como se não tivessem cometido nenhuma das maiores atrocidades no período da ditadura brasileira, em várias cidades do Brasil
Despertar a juventude para se colocar em movimento é a tarefa que o Levante Popular da Juventude se desafia. Agradecemos o expresso apoio do.companheiro Presidente do PT, atual deputado estadual de SP, Rui Falcão. Continuamos contando com essa disposição no sentido de fortalecer essa luta que deve ser construída em favor do povo brasileiro. O povo brasileiro foi o maior compromisso dos lutadores e lutadoras do povo que mesmo reprimidos nos tempos da ditadura seguiram até o fim no compromisso de construção uma sociedade justa. O povo brasileiro é o compromisso do Levante Popular da Juventude.