WirelessBRASIL - Bloco RESISTÊNCIA

Janeiro 2012             


08/01/12

• Orfandade da classe média - por Kátia Abreu

Nota de Helio Rosa.
Sabe aqueles e-mails que todo mundo repassa para todo mundo numa grande onda que flui, reflui e sempre volta, de vez em quando?  :-)
Um deles é um discurso de um primeiro-ministro australiano "dando uma dura" nos imigrantes, particularmente os muçulmanos. Se verdadeiro, há divergência sobre o autor: seria John Howard ou Kevin Rudd? Está transcrito no final desta página.

O texto de Kátia Abreu (assunto deste "post") me fez lembrar do tal discurso, com uma grande vontade de adaptá-lo para nossa realidade, não em relação aos imigrantes, sempre bem-vindos e bem-recebidos de acordo com nossa tradição hospitaleira. Mas em relação aos maus, péssimos brasileiros, que continuam incansavelmente tentando nos impor ideologias alienígenas, retrogradas, em choque frontal com a boa índole democrática do povo brasileiro.

O nosso povo, na sua essência, é democrata, valoriza o capital e o trabalho, tem aversão a corruptos e corruptores e detesta ditaduras de qualquer tipo e, mesmo sem conhecer os detalhes, tem a sensação de que são necessários três poderes independentes, mas que trabalham em harmonia, para conduzir os país. E mais, espera que nossos governantes, em todos os níveis, sejam os mais honestos e preparados.

Voltando ao texto de Kátia Abreu, faço recortes como estímulo à leitura:

(...) Restava sondar esse novo universo - a classe C -, que constitui metade da população brasileira. Com esse objetivo, a CNA contratou pesquisa minuciosa, coordenada pelo cientista social Antonio Lavareda.
O que se constata é que esse universo não fala a língua dos partidos políticos. Ou os partidos políticos não o expressam e possivelmente o desconhecem.
Mais: esse imenso segmento da população não compartilha da agenda comportamental em curso na mídia, nas academias e no Parlamento - o chamado "politicamente correto". Ou seja, há um Brasil real dissociado do Brasil institucional.(...)
(...) É um país conservador, que professa a moral cristã e é adepto do livre mercado. Isso mesmo: é capitalista.(...)
(...) Anseia por mais empregos, redução de impostos e manutenção da estabilidade econômica; e quer que o Estado lhe garanta saúde, segurança e educação, o que remete a uma agenda social liberal - e não socialista.(...)

Olá, Turma do Foro de São Paulo, Dirceu, Lula, Aurélio Garcia, Dilma & Cia, porque não vão desfrutar as delícias democráticas da Venezuela, Cuba, Coréia do Norte, etc? Sintam-se livres para partir!!! Boa viagem e esqueçam de voltar, OK?
HR

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Fonte: ClippingMP - Origem: O Globo
[07/01/12]  Orfandade da classe média - por Kátia Abreu

KATIA ABREU (foto) é senadora (PSD-TO) e presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Leia mais sobre seu perfil na Wikipédia

A ascensão, na última década, de expressiva parcela da população brasileira à classe média - cerca de 30 milhões, segundo o IBGE - foi alvo de justificada euforia, confirmando a solidez dos fundamentos econômicos e da austeridade fiscal estabelecidos com o Plano Real, felizmente mantidos pelos governos posteriores. Somou-se à estratégia dos programas sociais, iniciados também com o Real e ampliados nos governos seguintes.

Restava sondar esse novo universo - a classe C -, que constitui metade da população brasileira. Com esse objetivo, a CNA contratou pesquisa minuciosa, coordenada pelo cientista social Antonio Lavareda.

O que se constata é que esse universo não fala a língua dos partidos políticos. Ou os partidos políticos não o expressam e possivelmente o desconhecem.

Mais: esse imenso segmento da população não compartilha da agenda comportamental em curso na mídia, nas academias e no Parlamento - o chamado "politicamente correto". Ou seja, há um Brasil real dissociado do Brasil institucional.

Esse Brasil classe C que, segundo a FGV, ganha entre R$1.200 e R$5.200, corresponde a cerca de 100 milhões de pessoas. É um país conservador, que professa a moral cristã e é adepto do livre mercado. Isso mesmo: é capitalista.

Anseia por mais empregos, redução de impostos e manutenção da estabilidade econômica; e quer que o Estado lhe garanta saúde, segurança e educação, o que remete a uma agenda social liberal - e não socialista.

Isso fica claro na opção maciça (74%) pelo aumento das oportunidades de emprego, em vez de ampliação dos programas sociais, como o Bolsa Família; e na rejeição às invasões de propriedades, que, para grande maioria (70%), devem ser respeitadas "independentemente da necessidade de se fazer a reforma agrária".

A pesquisa constatou ainda que há três classes C: a tradicional (41%), com maior renda, escolaridade e bens; e as emergentes, classificadas de C+ (39%) e C- (20%), conforme o patamar de sua ascensão.

O que as une são o otimismo e a confiança no país, não obstante o abismo entre seus valores e os das classes dominantes. Mas com diferentes graus de percepção da realidade. A classe C tradicional é menos receosa quanto ao futuro. As outras duas, sobretudo a C-, ainda temem os efeitos da perda gradativa do assistencialismo estatal.

Talvez por isso apoiem em graus diferenciados o atual governo: a C tradicional (52%) e a C+ (65%) mostram ampla satisfação, enquanto na C- apenas 38% sentem o mesmo.

O essencial é constatar que, embora seja metade da população, a classe C consome apenas um terço da produção agropecuária, mostrando um potencial de consumo subaproveitado, que recomenda políticas direcionadas ao seu fortalecimento.

Aos políticos e partidos liberais e conservadores, que temem a retórica dos autodenominados progressistas, a pesquisa dá um recado: é preciso tirar a população brasileira da orfandade política, ela também vítima de um patrulhamento ideológico que distancia seus representantes de seus anseios morais e existenciais.

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Fonte: Blog "A bem da nação" / SAPO*
[22/10/09]   Discurso do Primeiro-Ministro australiano à comunidade estrangeira do seu país, particularmente a muçulmana

No âmbito das medidas de segurança tomadas para continuar a fazer face a eventuais ataques terroristas, foi dito aos muçulmanos residentes na Austrália e que pretendem viver de acordo com a lei da Sharia para saírem do país. O então Primeiro-Ministro John Howard chocou os residentes muçulmanos declarando que apoiava agências encarregadas de vigiar as mesquitas existentes na Austrália.

OS IMIGRANTES NÃO-AUSTRALIANOS, DEVEM ADAPTAR-SE. É pegar ou largar! Estou cansado de saber que esta Nação se inquieta ao ofendermos certos indivíduos ou a sua cultura. Desde os ataques terroristas em Bali, assistimos a uma subida de patriotismo na maioria dos australianos.

A nossa cultura está desenvolvida desde há mais de dois séculos de lutas, de habilidade e de vitórias de milhões de homens e mulheres que procuraram a liberdade. A nossa língua oficial é o Inglês; não é o Espanhol, o Libanês, o Árabe, o Chinês, o Japonês, ou qualquer outra língua. Por conseguinte, se desejam fazer parte da nossa sociedade, aprendam a nossa língua!

A maior parte do australianos crê em Deus. Não se trata de uma obrigação cristã, de influência da direita ou pressão política, mas é um facto, porque homens e mulheres fundaram esta Nação sobre princípios cristãos e isso é ensinado oficialmente. É perfeitamente adequado afixá-lo sobre os muros das nossas escolas. Se Deus vos ofende, sugiro-vos então que encarem outra parte do mundo como o vosso país de acolhimento, porque Deus faz parte da nossa cultura.

Nós aceitaremos as vossas crenças sem fazer perguntas. Tudo o que vos pedimos é que aceitem as nossas e vivam em harmonia e em paz connosco.

ESTE É O NOSSO PAÍS, A NOSSA TERRA E O NOSSO ESTILO DE VIDA. E oferecemo-vos a oportunidade de aproveitar tudo isto. Mas se vocês têm muitas razões de queixa, se estão fartos da nossa bandeira, do nosso compromisso, das nossas crenças cristãs, ou do nosso estilo de vida, incentivo-os fortemente a tirarem partido de uma outra grande liberdade australiana: O DIREITO de PARTIR. Se não são felizes aqui, então PARTAM.

Não vos forçamos a vir para aqui. Vocês pediram para vir para cá. Então, aceitem o país que vos aceitou".

* Portal SAPO (Servidor de Apontadores Portugueses Online)