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Fevereiro 2011
28/02/11
•
Nova Série de "posts": "Revolução de
1964 - Os 31 dias de Março"
Nota de Helio Rosa:
A constituição do Brasil, em seu Art. 142 prescreve: "As Forças Armadas,
constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são
instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na
hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da
República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes
constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem."
No episódio relatado na notícia transcrita neste "post" -
Dilma repreende general do GSI por fala sobre ditadura
-, a presidenta do Brasil e Comandante-em-Chefe das Forças Armadas "pediu"
ao comandantes dessas Forças "que não houvesse por parte dos militares
"glorificação" do golpe de 31 de março de 1964, que derrubou o presidente
João Goulart e implantou uma ditadura de 21 anos no País" (grifos
meus).
Segundo ditos populares, "pedido de chefe é ordem" e "manda quem pode pode e
obedece quem tem juízo". Este é um problema da Comandante Dilma e seus
Comandantes comandados...
No entanto, não se pode mudar o passado e a história é uma só, apesar dos
vários ângulos de análise.
Qualquer pessoa que vivenciou a época (é o meu caso, hoje com 70 anos) ou
que tenha se dedicado, mesmo que superficialmente, a estudar aquele período,
sabe que "golpe de 31 de março de 1964, que derrubou o presidente João
Goulart" é uma coisa e "ditadura de 21 anos no País" é outra
coisa.
Numa série de "posts" que se inicia amanhã, vou resgatar notícias de
jornais publicadas no mês de março de 1964, inicialmente utilizando o "Acervo
da Folha de S. Paulo" liberado há pouco
tempo, para uso público.
Decidi isto recentemente e ainda não consultei todo o acervo do mês de março
e não tenho exata noção do nível de aprofundamento do noticiário. Mas estou
gratificado com os primeiros "posts" já preparados e ainda não publicados,
pois estou tomando conhecimento de fatos que não conhecia.
Para constar, declaro que trata-se de uma iniciativa pessoal. Aposentado,
não estou vinculado à entidades e organizações de qualquer tipo e estou
imune à pressões de qualquer ordem.
Mas espero receber colaborações e sugestões que possam complementar este
pequeno trabalho de resgate histórico. HR
Ler mais
28/02/11
•
Ciumeira no Inácio? A mídia elogia
Dilma no Palácio (1) - "Luz própria" - por Denis Lerrer Rosenfield
(...) Passados dois meses do governo
Dilma, já é possível uma primeira avaliação, evidentemente preliminar, da
nova presidente e de suas medidas. Uma primeira constatação se impõe: ela
age com luz própria, abandonando discretamente, mas seguramente, o papel de
criatura que lhe estava reservado. As suas diferenças em relação ao governo
anterior são visíveis e podem ser classificadas em dois grandes grupos, um
de estilo e forma, outro de conteúdo propriamente dito.(...)
(...) No que diz respeito ao segundo grupo, há mudanças de conteúdo em
curso, embora a nova presidente aja com prudência, para não descontentar o
seu mentor. É bem verdade que a mudança de estilo pode ser uma simples
mudança de forma, mas ela pode sinalizar também para questões substanciais.
Citaria duas que merecem atenção: relações exteriores e ajuste fiscal.(...)
Ler mais
27/02/11
• A Comichão da Meia-Verdade (3) -
Artigo de Pedro Venceslau: "Nada mais que a verdade?" [Entidades pressionam
governo e Congresso para a criação da Comissão da Verdade]
Nota de Helio
Rosa
"Orvil" (palavra "livro" escrita ao contrário) é o livro escrito pelo
Exército sobre a "luta armada". É um verdadeiro fantasma que aterroriza a
esquerda brasileira e os egressos da luta armada. O "Orvil" será
transcrito, na íntegra, neste blog, a partir de março.
O insuspeito jornalista Lucas Figueiredo comentou o "Orvil" numa
entrevista:
(...) A mando do general Leônidas Pires Gonçalves, o projeto foi
desenvolvido pelo Centro de Informações do Exército (CIE). Cerca de uma dúzia de
oficiais trabalhou em segredo no Orvil durante três anos. Como o livro não foi
publicado, entrou na lista dos documentos sigilosos das Forças Armadas. Mas
algum militar acabou contrabandeando uma cópia para fora do QG do Exército. Nos
19 anos seguintes, apenas 15 cópias artesanais do Orvil foram feitas e passaram
a circular em um grupo fechado de militares e civis de extrema direita.(...)
(...) O Exército põe o dedo numa ferida que boa parte da esquerda sempre
jogou debaixo do tapete: todos os grupos que participaram da luta armada
queriam derrubar a ditadura militar para instalar uma ditadura de viés
comunista ou socialista. Ninguém pensava em reconduzir ao poder o presidente
deposto, João Goulart. Mas a esquerda acabou criando a lenda de que todos os
grupos buscavam a democracia. Outra questão é o envolvimento – pequeno, mas
verdadeiro – de guerrilheiros de esquerda com o terrorismo, ou seja, com
ações contra a população, e não apenas o inimigo militar. Por fim, estão
relatados casos em que militantes de esquerda foram assassinados por seus
próprios companheiros, como Márcio Leite de Toledo e Carlos Alberto Maciel
Cardoso, ambos da ALN (Aliança
Libertadora Nacional), e Francisco Jacques Moreira de Alvarenga, da RAN
(Resistência Armada Nacional). O justiçamento de companheiros de luta, praticado
por alguns grupos, ainda hoje é um tabu para a esquerda.(...)
(...) Ambos são documentos valiosíssimos ["Orvil" e "Brasil: Nunca mais"].
Todas as versões do regime militar são bem-vindas para os estudiosos, e cabe
a eles dissecá-las.(...)
Transcrição neste "post": Artigo de Pedro Venceslau: "Nada mais que a verdade?" Ler mais
27/02/11
•
O PT (4) - Nivaldo Cordeiro: "O PT e a Revolução
(...) Bem a propósito o editorial de
hoje do Estadão (A
trajetória do PT). O vetusto
jornal paulista, outrora baluarte do conservadorismo, já nem mesmo é capaz de
uma boa análise do cenário político e da realidade que se desenvolve a nossa
volta. Inicia com um rasgado elogia à ação de governo do PT: “Quando foi
fundado, o Partido dos Trabalhadores (PT) se proclamou agente das transformações
políticas e sociais que, pautadas pelo rigor da ética e pelo mais genuíno
sentimento de justiça social, mudariam a cara do Brasil. Trinta e um anos
depois, há oito no poder, o PT pode se orgulhar de ter contribuído - os petistas
acham que a obra é toda sua - para melhorar o País do ponto de vista do
desenvolvimento econômico e da inclusão social.”
Ao editorialista escaparam coisas óbvias:
1- o discurso ético do PT é mera
propaganda eleitoral. A crônica dos últimos anos mostrou que o partido jamais
foi ético, suas figuras de proa foram todas afundadas no mar de lama da
corrupção graúda. A própria Dilma Rousseff por pouco escapou do escândalo em
torno de Erenice Guerra e veio a ser presidente pela simples falta de opção de
nomes;
2- Justiça social na boca dos militantes petistas sempre foi palavra de
ordem revolucionária e reproduzir em editorial a expressão, sem a devida
qualificação, não passa de expediente de ampliação da propaganda revolucionária;
3- Dizer que o PT contribuiu para melhorar o país é ignorar as mazelas que este
partido trouxe, como a prática da compra de votos dos grotões por meio de
bolsas, a tolerância com a ação criminosa e revolucionária do MST, o alinhamento
com a forças mais retrógradas e sombrias do cenário mundial (Chávez, Ahmardijad,
China), a proximidade com forças que controlam o crime organizado. Se progresso
econômico houve no período ele veio a despeito do PT no poder, resultado de uma
circunstância favorável no cenário internacional e do inato empreendedorismo do
povo brasileiro.(...) Ler mais
27/02/11
•
Discursos e promessas de Dilma (06) -
Discurso durante cerimônia de
abertura do XII Fórum dos Governadores do Nordeste
Nota de Helio
Rosa:
Qual o maior problema do Brasil, que está no cerne de todos os demais?
Quem acompanha e entende minimamente o noticiário responde, na bucha:
a corrupção!
Fiz uma pesquisa nos textos dos principais discursos da Presidenta Dilma
(links abaixo) e há somente uma referência ao combate à corrupção,
exatamente no discurso de posse:
(...) A partir deste momento sou a
presidenta de todos os brasileiros, sob a égide dos valores republicanos.
Serei rígida na defesa do interesse público. Não haverá compromisso com o
erro, o desvio e o malfeito. A corrupção será combatida permanentemente, e
os órgãos de controle e investigação terão todo o meu respaldo para aturem
com firmeza e autonomia. (...)
Aparentemente não há uma forte "vontade
política" para combater este bom combate. Se há, precisa ser repetida à
exaustão. Será preciso arregaças as mangas e colocar mãos à obra.
Um bom começo será desaparelhar o governo federal. Olá, cidadão! Vamos
cobrar? Vamos fiscalizar? HR
Ler mais
25/02/11
•
Salário mínimo fixado por decreto (1)
- Editorial do Estadão: "A 'judicialização' do salário mínimo" + Coleção de
matérias para entender o tema
(...) Com a aprovação pelo Senado, por ampla
margem de vantagem, do projeto que estabelece o salário mínimo em R$ 545 e
confere ao Executivo a prerrogativa de fixá-lo por decreto até 2015, a
polêmica em torno da matéria agora será deslocada do Legislativo para o
Judiciário. Como havia prometido, a oposição anunciou que pediu à Ordem dos
Advogados do Brasil uma análise jurídica do projeto e que questionará sua
constitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF).
Se no campo político a polêmica girou em torno do valor do mínimo e da regra
adotada pelo governo para defini-lo nos próximos quatro anos, no plano
judicial ela versará, basicamente, sobre a decisão do Congresso de abrir mão
das prerrogativas que a Constituição lhe assegura. O inciso 4.º do artigo
7.º da Carta determina que o valor do salário mínimo só pode ser fixado por
lei. E o § 1.º do artigo 68, que trata das leis delegadas, afirma que os
atos de competência privativa da Câmara e do Senado não podem ser "objeto de
delegação". (...) Ler mais
Transcrição das seguintes materias:
-
A 'judicialização' do salário mínimo
-
Como funciona a política para o salário mínimo
-
AGU considera constitucional fixar mínimo por decreto
-
Na falta de votos, oposição vai ao STF contra mínimo
22/02/11
•
A Comichão da Meia-Verdade (2) - Ives Gandra: "Os Borgs e a Comissão da
Verdade" + Marcio Sotelo Felippe: "John Rawls e a Comissão da Verdade"
Gandra: (...) Pessoalmente, como
combati o regime de então - sofri em 1969, inclusive, pedido de confisco de
meus bens e abertura de um IPM (Inquérito Policial Militar), processos
felizmente arquivados - e participei da Anistia Internacional, enquanto
tinha um ramo no Brasil, por ser visceralmente contra a tortura, sinto-me à
vontade para criticar a “ideologização” dos fatos passados, a meu ver
enterrados com a Lei da Anistia, de 1979.
Que os historiadores imparciais -e não os ideólogos- contem a verdadeira
história da época, pois são para isso os mais habilitados. (...)
Sotelo: (...) O jurista Ives Gandra, contumaz defensor de posições de
extrema direita, publicou há alguns dias na Folha de São Paulo artigo
critico sobre a Comissão da Verdade. As opiniões do articulista devem ser
respeitadas como exercício soberano e sagrado da liberdade de expressão, mas
ao expor sua tese o articulista cometeu impropriedades factuais e
conceituais.(...) Ler mais
22/02/11
•
Discursos e promessas de Dilma (05) -
Discurso durante
a cerimônia de comemoração dos 90 anos da Folha de S.Paulo
"Posts" anteriores:
-
Discursos e promessas de Dilma (04) - Dilma discursa sobre educação no seu 1º
pronunciamento na TV
- Discursos e promessas de Dilma (03) - Discurso da presidenta Dilma Rousseff na
abertura dos trabalhos no Congresso Nacional (íntegra)
- Discursos e promessas de Dilma (02) - Editorial Estadão: As promessas de Dilma +
Íntegra o discurso de posse + Artigo: "O advento da era da razão" + Leia de novo
o discurso após a eleição e o resumo das promessas
-
Discursos e promessas de Dilma (01) - Íntegra do primeiro discurso da presidente
eleita do Brasil, Dilma Rousseff + G1 resume as principais propostas em dez
áreas
20/02/11
•
A Comichão da Meia-Verdade (1) - Artigo de Alexandre Garcia: "As duas verdades"
+ Íntegra do Projeto de Lei que Cria a "Comissão Nacional da Verdade"
Nota de Helio Rosa
Há alguns dias estou utilizando o serviço conhecido como "Alerta Do Google" para
receber, via e-mail, matérias da web sobre a "Comissão da Verdade",
automaticamente, quando são publicadas.
Nas primeiras remessas recebi muitos artigos e notícias sobre o tema, com datas anteriores
à inscrição.
Passo a fazer uma seleção dessas notícias numa nova Série de "posts" com o
título propositalmente irônico de "Comichão da Meia-Verdade", para ressaltar
minha opinião de que a motivação da "Comissão da Verdade" é o "desejo veemente"
de exaltar e transformar em heróis os guerrilheiros participantes da "luta
armada" que combateram o regime militar, não com o objetivo de restaurar a
democracia, mas de instalar uma "ditadura do proletariado" com inspiração
soviética. Como todos nós sabemos, alguns dos ex-guerrilheiros hoje participam
do Governo.
A Lei da Anistia não foi suficiente para algumas dessas pessoas que continuam
sua luta, agora com outras armas. Querem por que querem contar a meia-verdade do
conflito. As perguntas que não querem calar: será que ainda professam as
ideologias alienígenas consideradas como "vanguardas do atraso"? Que tipo de
"democracia" pretendem para o Brasil?
Se a Comissão vingar (no sentido de ser aprovada), para dar o exemplo, deveria
começar seu trabalho pela presidenta de todos os brasileiros, Dilma Rousseff,
que tem contado a todos que sofreu torturas quando prisioneira mas que não
disse ainda o que fazia como guerrilheira.
As Forças Armadas há muito "voltaram para os quartéis" e hoje subordinam-se
totalmente ao Poder Civil. A continuidade de um "estado de vingança e de
retaliação" contra os militares só enfraquece a Nação, literalmente, no
sentido em que estas Forças estão desaparelhadas e os salários baixíssimos.
Se um governo democrático teme suas próprias Forças Armadas, com certeza não
está bem intencionado. É tempo dos "egressos da luta armada" também voltarem
para seus "quartéis". A "verdade verdadeira" é um assunto para
historiadores, que no devido tempo, farão o seu trabalho profissional e
isento. HR
Recorte do dicionário Houaiss:
Comichão:
Substantivo feminino.
1. Prurido ('sensação cutânea desconfortável que leva um indivíduo a coçar
ou friccionar a pele')
2. (Sentido figurado) Desejo veemente; tentação <queria atirar, sentia uma
comichão no dedo do gatilho>
3. (Sentido figurado) Sensação de ansiedade; insofrimento, impaciência <a
espera interminável criava comichões em seu corpo>
Do Google:
"Meia-verdade é uma mentira inteira” (Provérbio iídiche) HR
Sumário das transcrições:
Fonte: Blog do Planalto
[13/05/10]
Comissão da Verdade para investigar violação aos direitos humanos
Fonte: Só Notícias
[11/01/11]
As duas verdades - por Alexandre Garcia
Fonte: Veja - Blog de Ricardo Setti
[21/01/11]
A Comissão da Verdade não é revanchista nem vai perseguir ninguém, diz
ex-ministro de Direitos Humanos de FHC. Conheça o projeto de lei inteiro e
julgue você mesmo
Fonte: Blog do Planalto
[13/05/10]
Integra do Projeto
de de Lei que cria a Comissão Nacional da Verdade, no âmbito da Casa Civil da
Presidência da República
Ler mais
Nota de Helio Rosa
Neste "blog" estou transcrevendo, na íntegra, todos os capítulos do livro "O
Chefe", de Ivo Patarra.
A coleção dos títulos dos "posts" assim como o Sumário do livro estão aqui:
"O
Chefe": Livro sobre o escândalo do "mensalão"
Fiz um pequeno intervalo e no próximo "post" transcreverei o último capítulo.
Em seu artigo
Reescrevendo o mensalão, Ruy Fabiano comenta:
(...) O escândalo foi investigado por três CPIs e mereceu do então procurador
geral da República, Antonio Fernando de Souza, minuciosa denúncia, aceita pelo
Supremo Tribunal Federal, em que foram indiciados 40 acusados, que integrariam
uma “organização criminosa”, destinada a dilapidar o Estado.
A memória desse monumental contencioso está registrada num livro, “O Chefe”, do
jornalista Ivo Patarra, que coloca o ex-presidente no topo dessa organização.
Seria ele o chefe. É um documento para a história, que, a prevalecer a versão de
Lula, já teria levado seu autor às barras dos tribunais, o que não ocorreu.
A versão do ex-presidente investe no papel de cúmplice do processo golpista a
mais alta instância judiciária do país, o STF, que viu procedência no relato do
procurador geral – que, nessa hipótese, seria mais um elo decisivo dessa
corrente maligna.(...)
Neste artigo,
Manobra petista, o jornalista Merval Pereira também comenta os
esforços do PT para reabilitar os atuais réus do processo do "mensalão" e a
intenção declarada do ex-presidente Lula de reescrever a história. Merval cita
José Dirceu, João Paulo Cunha, Delúbio Soares, Sílvio "Silvinho Land Rover"
Pereira mas esquece de José Genoino, cotado para Ministro da Defesa. Desculpem a
falha do Merval, não foi por mal.
O jornalista Augusto Nunes, sem papas na língua (ou nos dedos?) alerta em seu
texto
O governo e o Congresso tentam constranger o STF com a absolvição simbólica dos
mensaleiros:
(...) Sim a escolha feita pela bancada do PT não surpreendeu ninguém: essa
gente não não desperdiça chances de debochar dos brasileiros honestos. Mas a
exumação festiva do presidente da Câmara do Mensalão não foi um ultraje
qualquer, alerta a contemplação menos ligeira do episódio. Associada a meia
dúzia de infâmias recentes, a afronta atesta que está na fase dos arremates a
ofensiva, concebida em parceria pelo governo e pelo Congresso, destinada a
constranger o STF e livrar do merecidíssimo castigo a quadrilha que protagonizou
o maior escândalo da história da República.(...)
(...) Lula e seus generais podem aprender tarde demais que a esperteza, quando é
muita, fica grande e come o dono. A maioria dos ministros sabe que, se os
chefões da quadrilha forem absolvidos, o STF terá optado pela rota do suicídio.
Os partidários da capitulação precisam ouvir a voz do país que presta: se o
Supremo avalizar a falácia segundo a qual o mensalão não existiu, o Judiciário
deixará de existir como poder independente.(...) HR
Ler mais
19/02/11
•
"A partilha do butim" (14) - PMDB
mostra fatura por fidelidade a mínimo: cargos em bancos e estatais - Veja a
previsão dos "pagamentos" ao PMDB
(...) Partido, que não teve nenhuma
dissidência na votação do salário mínimo de R$ 545, aprovado na madrugada de
ontem na Câmara, quer garantir diretorias na Caixa e no Banco do Brasil e
ganhar postos de comando na Funasa, Petrobrás, Furnas e Itaipu.
A fidelidade de toda a bancada do PMDB à presidente Dilma Rousseff na
aprovação do salário mínimo de R$ 545 pela Câmara teve um preço. O partido
voltou a cobrar a nomeação de afilhados da legenda no segundo escalão do
governo, principalmente aqueles que já estavam pré negociados, mas foram
adiados pela presidente até a eleição dos presidentes da Câmara e do Senado
e da votação do salário mínimo. O alvo prioritário do PMDB, agora, são os
bancos oficiais.(...)
19/02/11
•
José Antônio Reguffe, um político honesto: simples assim! (2) - Reguffe
recusa privilégios e economizará R$ 2,3 milhões durante seu mandato
Nota de Helio
Rosa:
Num
"post" anterior, de outubro passado,
transcrevi estas matérias que reproduzo novamente no final desta página,
sobre Reguffe, deputado distrital de Brasília:
[24/10/10]
O efeito Reguffe - por Ana Dubeux
[05/10/10]
Reguffe, o bem-amado de Brasília - por Roberto
Maltchik
[08/10/10]
O campeão de votos - por Eduardo Hollanda
Reguffe vai conviver, na Câmara Legislativa do DF, com Agaciel Maia.
(...)
Agaciel Maia (PTC), que se elegeu deputado distrital em 3 de outubro último
e foi pivô do escândalo dos atos secretos do Senado, foi escolhido por
unanimidade para presidir a Comissão de Economia, Orçamento e Finanças da
Câmara Legislativa do DF, a mais importante da Casa. "Sinto-me preparado
para o cargo. Sempre trabalhei com orçamento." As informações são do jornal
Estado de S. Paulo. "Não pleiteei o cargo, os colegas me escolheram
livremente pelo meu perfil de economista e especialista em orçamento". Ele
foi bem recebido pelos colegas da oposição e da base aliada. Sobre o
passado, ele disse ter sido alvo de injustiças e perseguição política e
garantiu não ter do que se envergonhar.[Fonte:
Terra] HR
19/02/11
• Um
genuíno "réu-mensaleiro" e ex-guerrilheiro no Min. Defesa (2) -
Interpretações: Jobim perde força. Genoino, novo Ministro da Defesa?
(...) Outra interpretação nos leva a
pensar que, considerando todos os predicados e possibilidades já citados, os
quais, na visão distorcida dos partidos no poder, credenciam o Sr José
Genuíno para assumir a pasta da Defesa em caso de vacância ou de
substituição do atual detentor, seria ele o Ministro escolhido da
“Presidenta” e não o Sr Jobim, “indicado” pelo Chefe da Família do
Passaporte Diplomático! Ou seja, Genuíno está sendo convidado a conhecer de
perto o cargo que na primeira oportunidade lhe será entregue! (...)
Ler mais
19/02/11
• "O Chefe", de Ivo Patarra (23) - Livro
sobre o escândalo do "mensalão": Artigo de Merval Pereira sobre
"reabilitação" dos mensaleiros: "Manobra petista"
Neste artigo,
Manobra petista, o jornalista Merval Pereira também comenta os
esforços do PT para reabilitar os atuais réus do processo do "mensalão" e a
intenção declarada do ex-presidente Lula de reescrever a história. Merval cita
José Dirceu, João Paulo Cunha, Delúbio Soares, Sílvio "Silvinho Land Rover"
Pereira mas esquece de José Genoino, cotado para Ministro da Defesa. Desculpem a
falha do Merval, não foi por mal. HR
19/02/11
• Um
genuíno "réu-mensaleiro" e ex-guerrilheiro no Min. Defesa (1) - Jobim convida
José Genoino para assessor especial + Genoino na Wikipedia
(...) O PT quer emplacar o deputado José Genoino
(PT-SP), que não conseguiu se reeleger, para um posto no Ministério da Defesa e
conta com a boa vontade do titular da pasta, Nelson Jobim. São duas as opções:
uma assessoria especial ou a Secretaria de Organização Institucional. Com bom
trânsito entre os militares, Genoino tem atuado como interlocutor informal do
ministro em assuntos diversos, como, por exemplo, a proteção dos campos de
petróleo na camada pré-sal, a Comissão da Verdade sobre a regime ditatorial
(1964-1985) e o Plano Nacional de Defesa.(...)
(...) Renunciou à presidência do PT em julho de 2005, por envolvimento em
denúncias de corrupção relacionadas ao escândalo do mensalão.[5] Em 30 de março
de 2006, foi denunciado pelo Procurador Geral da República ao Supremo Tribunal
Federal (STF) como um dos líderes do suposto grupo responsável pelo mensalão.[6]
Em agosto de 2007, o STF aceitou a denúncia de Genoino e outros 11 réus pelos
crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha.[7] O deputado, que passou a
contar com foro privilegiado em razão da sua eleição como deputado em 2006,
ainda aguarda o resultado do julgamento.(...)
Ler mais
18/02/11
• GOLP - Governo Lula Paralelo
(12) - "Instituto do ex-presidente Lula poderá ocupar palacete em Botafogo,
Zona Sul do Rio de Janeiro"
(...) Assessores do ex-presidente Luiz Inácio
Lula da Silva visitaram nesta quinta-feira no Rio o Palacete Linneo de Paula Machado, em
Botafogo, na Zona Sul do Rio - um imóvel avaliado em R$ 10 milhões, cotado para
virar sede do Instituto Lula. O palacete, localizado em uma de área de 8.024
metros quadrados, é de propriedade da família Guinle Paula Machado e está
fechado desde 2005. O assunto foi um dos temas do jantar oferecido na
quarta-feira pelo governador Sérgio Cabral a Lula , que está na cidade há dois
dias. Lula teve vários encontros no hotel Sofitel, em Copacabana, onde está
hospedado. ( Leia também:
Hospedagem da comitiva de Lula no Rio custará mais de
60 salários mínimos )(...) Ler mais
18/02/11
• "Herança maldita" do governo Lula (34) -
Trem-bala (7) - Trem-bala, trem doido - por Roberto Macedo [veja relação
de "posts" anteriores sobre trem-bala]
(...)
Pode parecer estranho que este mineiro seja contrário ao projeto do Trem de Alta
Velocidade (TAV) que ligaria Campinas ao Rio de Janeiro via São Paulo, porque
sabidamente gostamos de trens. Contudo, esse TAV merece a execração de todos os
que se empenham no uso de recursos públicos em projetos que econômica e
socialmente se justifiquem. E que também não se conformam em ver um projeto
deste alcance - e de nome também apropriado à ligeireza de seu preparo - que se
quer empurrar goela abaixo da sociedade sem uma ampla e profunda discussão,
provavelmente temida pelo governo pelo que traria de contraditório. (...)
(...)
E mais: com o projeto e seu leilão para abril retomando velocidade, o TAV já
segue na contramão fiscal mesmo antes de ser construído. A atitude do governo,
que hoje se diz seriamente empenhado em ajustar suas contas a uma grave
realidade, inclusive no plano da inflação, não condiz com seu renovado empenho
no projeto. Sua tarefa hoje é recuperar a confiança da sociedade na sua política
econômica, o que é indispensável à eficácia dela e que um trem doido como esse
só pode atrapalhar.(...) Ler mais
17/02/11
•
Com ou sem Tiririca, o Congresso pior
fica (8) - João Paulo Cunha, réu no processo do mensalão, irá comandar a
Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara
(...) Num acordo fechado pela cúpula petista,
o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), um dos réus no processo do mensalão que
tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), presidirá a Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ), principal comissão temática da Câmara. Ele foi
o escolhido para iniciar o rodízio no comando da CCJ com o colega Ricardo
Berzoini (PT-SP), que ocupará seu lugar no segundo ano do mandato de dois
anos da presidência da comissão.(...)
(...) No processo do mensalão, João Paulo é réu por lavagem de dinheiro,
corrupção e peculato. Segundo a denúncia da Procuradoria Geral da Republica,
ele teria enviado a esposa, Márcia Regina Cunha, ao Banco Rural para receber
R$ 50 mil do esquema operado pelo ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares. O
objetivo seria "ocultar a origem, natureza e o real destinatário do valor
pago como propina".(...) Ler mais
17/02/11
•
"Herança maldita" do governo Lula (33)
- "Mudar para permanecer" - por Merval Pereira
(...) Mais que técnica, a questão é
política.
- O governo tem o direito de ser irresponsável quando bem entende, e exigir
que a oposição seja responsável quando já não é mais possível conviver com o
desequilíbrio fiscal que provocou?
- A responsabilidade fiscal pode ser um instrumento transitório a ser
ignorado quando os interesses políticos do partido no governo assim
determinarem?
- O ministro da Fazenda que comandou a gastança do dinheiro público pode ser
o mesmo que agora exige austeridade?
- A presidente que se elegeu à custa da irresponsabilidade fiscal,
garantindo que não faria um reajuste fiscal, tem credibilidade para comandar
os esforços de corte de R$ 50 bilhões?
São essas questões políticas que estão no ar pesado de Brasília nestes
últimos dias, a denunciar certa farsa que tenta transformar um governo de
continuidade num de ruptura para que tudo continue na mesma. (...)
Ler mais
17/02/11
•
O PT (3) - Editorial do Estadão: "A
trajetória do PT" ["O PT está completamente peemedebizado"]
(...) O antigo bastião de idealistas, depois
de perder pelo caminho todos os mais coerentes dentre eles, transformou-se
numa legenda partidária como todas as outras que antes estigmatizava,
manobrada por políticos profissionais no pior sentido, e, como nem todas,
submissa à vontade de um "dono", porque totalmente dependente de sua enorme
popularidade. Esse é o PT de Lula 31 anos depois.(...)
(...) O partido que pretendia transformar o País passou a se transformar na
negação de si mesmo. E foi a partir daí que começaram as defecções de
militantes importantes, muitos deles fundadores, decepcionados com os novos
rumos, principalmente com os meios e modos com que o partido se instalou no
poder. O mensalão por exemplo (...)
(...) [Helio] Bicudo tem gravada na memória uma das evidências do divórcio
de seu ex-partido com o idealismo de suas origens. Conta que, no início do
governo Lula, quando foi lançado o Bolsa-Família, indagou do então
todo-poderoso chefe da Casa Civil, José Dirceu, os objetivos do programa.
Obteve uma resposta direta: "Serão 12 milhões de bolsas que poderão se
converter em votos em quantidade três ou quatro vezes maior. Isso nos
garantirá a reeleição de Lula".(...)
Ler mais
16/02/11
•
O papel das oposições (16) - "Enfim,
na oposição" - por Merval Pareira
(...) Não está em discussão, nem para as
centrais sindicais nem para a oposição, se a decisão correta é manter o
acordo anterior, que define o mínimo pelo crescimento do PIB dos dois anos
anteriores, ou se a economia não aguenta um aumento maior que o definido
pelo governoTudo indica que, tecnicamente, o governo está correto em querer
restringir esse aumento diante do descalabro das contas públicas.
O que está acontecendo no Congresso é que a oposição decidiu afinal assumir
seu papel na luta política, assim como sempre fez o PT na oposição.
Defender um aumento maior do salário mínimo é sempre uma posição confortável
para oposicionistas, e a promessa de um mínimo de R$ 600 foi benéfica para a
candidatura oposicionista.
As centrais sindicais, por seu turno, também fazem seu papel criando
dificuldades para o governo, a favor de seus associados. Ou pelo menos
fingem.(...) Ler mais
14/02/11
•
"Herança maldita" do governo Lula (32)
- MPs de Lula complicam governo Dilma
(...) A presidente Dilma Rousseff
recebeu uma pesada e antiga herança do governo Lula no Congresso Nacional.
Entre as 24 medidas provisórias que tramitam na Câmara e no Senado, 21 foram
editadas no governo passado, sendo que dez estão trancando a pauta de
votações da Câmara. Muitas dessas medidas vão na contramão do
corte de R$ 50 bilhões anunciado na semana passada , pois implicam na
criação de cargos e no aumento dos gastos públicos. ( Leia também:
Gastos aumentaram R$ 282 bi no governo Lula e conta sobrou para Dilma )
(...) Ler mais
13/02/11
•
Inácio, o falastrão (11) - Editorial Estadão: "De volta ao palanque" + IstoÉ:
"Lula com ciúme de Dilma"
(...) Além da revelação do ciúme de sua
sucessora, o retorno do ex-presidente indicou, claramente, o papel que ele
pretende desempenhar na cena internacional. Lula e seus conselheiros
diplomáticos gostam de se jactar de que em oito anos de intensa participação
conseguiram transformar o Brasil, de mero coadjuvante, em protagonista dos
foros diplomáticos. Não passa, é claro, de uma pretensão desmontada pelas
evidências. O Itamaraty não obteve, durante os dois mandatos de Lula, sequer
uma conquista diplomática significativa. (...)
(...)
Com menos de 45 dias de governo, Lula já tenta se apropriar do provável êxito de
sua sucessora. E talvez só agora ele tenha percebido que não elegeu um poste,
mas alguém com estilo e com ideias próprias.
O ciúme precoce é até compreensível. Depois de oito anos usufruindo o fausto
poder, não é nada simples se acostumar com o anonimato e com a vida de cidadão
comum. Mas o fato é que Dilma tem agradado por razões que vão muito além do fato
de ter a caneta presidencial.(...) Ler
mais
Nota de Helio Rosa
Neste "blog" estou transcrevendo, na íntegra, todos os capítulos do livro "O
Chefe", de Ivo Patarra.
A coleção dos títulos dos "posts" assim como o Sumário do livro estão aqui:
"O Chefe": Livro sobre o escândalo do "mensalão"
Fiz um pequeno intervalo e no próximo "post" transcreverei o último
capítulo.
Em seu artigo de hoje,
Reescrevendo o mensalão, Ruy Fabiano comenta:
(...) O escândalo foi investigado por três CPIs e mereceu do então
procurador geral da República, Antonio Fernando de Souza, minuciosa
denúncia, aceita pelo Supremo Tribunal Federal, em que foram indiciados 40
acusados, que integrariam uma “organização criminosa”, destinada a dilapidar
o Estado.
A memória desse monumental contencioso está registrada num livro, “O Chefe”,
do jornalista Ivo Patarra, que coloca o ex-presidente no topo dessa
organização. Seria ele o chefe. É um documento para a história, que, a
prevalecer a versão de Lula, já teria levado seu autor às barras dos
tribunais, o que não ocorreu.
A versão do ex-presidente investe no papel de cúmplice do processo golpista
a mais alta instância judiciária do país, o STF, que viu procedência no
relato do procurador geral – que, nessa hipótese, seria mais um elo decisivo
dessa corrente maligna.(...)
Ler mais
12/02/11
•
Inácio, o falastrão (10) - Um tambor
para Lula - por Vitor Hugo Soares
Nota De Helio Rosa
Esta série de "posts" pretende registrar e criticar os excessos
verborrágicos do cidadão e ex-presidente Inácio Silva.
É muito provável que o título evoluirá para "Inácio, por que não te
calas?" HR
(...) Antes de Dilma Rousseff pintar no
pedaço e abocanhar um naco do bolo de aniversário, Lula aproveitou para usar
o tambor que acabara de receber. Mandou sinais para todo lado, dentro e fora
do governo, dentro e fora de seu partido. Mas acima de tudo, para dois de
seus alvos preferenciais: os críticos mais contundentes na imprensa ao seu
governo e ao seu modo de governar e ao seu estilo pessoal, e os adversários
políticos pousados principalmente nos ninhos dos tucanos e do DEM.
Avisos aos que tentam "criar uma dicotomia entre governo Lula e Dilma, como
se fosse possível, como se fosse crível", conforme já havia antecipado
Dutra, presidente de fato do PT. Lula foi mais direto e contundente no
toque: "Eu só não estou no governo, mas eu sou governo tanto quanto outro
companheiro que está lá. O sucesso da Dilma é o meu sucesso, o fracasso da
Dilma é o meu fracasso", pontuou.(...)
Ler mais
12/02/11
•
"Herança maldita" do governo Lula (31)
- Gastos aumentaram R$ 282 bi no governo Lula e conta sobrou para Dilma
(...) O quadro fiscal preocupante, que exigirá
um aperto inédito de R$ 50 bilhões nos gastos públicos este ano, é parte da
herança deixada para a presidente Dilma Rousseff pelo antecessor e mentor
Luiz Inácio Lula da Silva. A farra de gastos no segundo mandato de Lula tem
um preço, que já começou a ser pago pelo atual governo. A herança inclui
inflação e taxa de juros em alta, uma carga tributária abusiva, um Orçamento
engessado por despesas permanentes com pessoal, benefícios previdenciários e
a impossibilidade de ampliar os investimentos. Estudo do economista Fernando
Montero, da Convenção Corretora, mostra que os gastos cresceram R$ 282
bilhões no governo anterior (descontada a inflação): 78,4% desse aumento
ocorreu no segundo mandato.(...) Leia
mais
11/02/11
•
Discursos e promessas de Dilma (04) -
Dilma discursa sobre educação no seu 1º pronunciamento na TV
Nota de Helio Rosa:
Dilma começou seu governo sem oposição formal dos partidos que deveriam
fazê-la, desnorteados com a derrota nas eleições.
Mas o futuro é negro: as oposições se organizam, o PMDB já faz "oposição por
falta de cargos" e Lula e sua turma do "Instituto Lula" se organizam para
atrapalhar bastante. A conferir. HR
(...) Incomodado com a frequente comparação
entre o início do governo Dilma Rousseff e o governo Lula, o diretório
nacional do PT deve aprovar nesta quinta-feira uma resolução para que o
partido defenda o legado do governo Lula.(...)
(...) [Lula:] "É importante que a gente comece a discutir o que a gente vai
querer para 2012 agora. Não deixar cada um lançar seus candidatos para
depois tentar consertar, porque nós sabemos que não dá certo. E nós sabemos
que tem muita cidade em jogo em 2012. Nós precisamos começar já a maturar as
alianças que nós precisamos fazer", afirmou.(...)
Ler mais
12/02/11
•
"Herança maldita" do governo Lula (30)
- Editorial Estadão: "A herança maldita de Dilma"
(...) Ao antecipar o anúncio do corte de R$ 50
bilhões no Orçamento da União, enquanto negocia com sua base no Congresso a
aprovação do salário mínimo de R$ 545, a presidente Dilma Rousseff procura
aplacar as inquietações causadas pelo índice oficial da inflação, de 0,85%
em janeiro, a mais alta em seis anos.
No acumulado de 12 meses, a inflação alcançou 5,99%, bem acima da meta de
4,5%. Estava cada vez mais claro que, se o governo não demonstrasse rigor na
execução da política fiscal, contendo seus gastos para reduzir a demanda
agregada, as pressões sobre os preços internos se intensificariam. A
alternativa, então, seria o endurecimento ainda maior da política monetária,
com a elevação mais rápida dos juros. Era indispensável combinar doses
razoáveis de rigor monetário e de rigor fiscal.
Por isso, o anúncio é oportuno, embora ainda não se saiba onde e o que o
governo pretende cortar para chegar aos R$ 50 bilhões. A definição virá - se
vier - na semana que vem, quando for publicado o decreto da execução
orçamentária e financeira. E, depois, será preciso conferir se os gastos
estarão efetivamente sendo cortados.(...)
(...) Se efetivamente realizado, o corte de R$ 50 bilhões será muito
profundo, afetando somente as despesas de custeio, ou seja, a manutenção de
uma máquina administrativa cada vez maior, mais pesada, mais lenta e
desproporcionalmente cara, em relação à qualidade dos serviços prestados à
população. Para realizá-lo sem afetar áreas essenciais, o governo terá de
demonstrar grande competência gerencial. Ainda assim, alguns economistas
julgam que esse corte talvez não seja suficiente para que se alcance a meta
de superávit primário do ano.
Seja como for, a presidente Dilma está justificando aqueles que falaram na
herança maldita que lhe deixou o seu patrono. (...)
Ler mais
12/02/11
•
O apagão do Nordeste - Duas matérias sobre a reação da Presidente
Nota de Helio Rosa
O "setor elétrico" é areia movediça para Dilma. Ela atuou na Secretaria de Minas
e Energia do governo Olívio Dutra, no Rio Grande do Sul e foi minista de Minas e
Energia no governo Lula de 2002 a 2005. Conta de continuo com rédeas curtas no
ministério após sua ida para a Casa Civil.
Se hoje há herança maldita" neste setor, Dilma ter uma enorme responsabilidade
neste legado que deixou para ela mesma.
A falta de investimentos é flagrante. Mas o pior está por vir: possíveis apagões
de grandes proporções no período da seca. HR
(...)
A rejeição de Dilma ao relatório foi vista de forma positiva por alguns
especialistas do setor. O Coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel)
da UFRJ, Nivalde de Castro, disse que a decisão da presidente indica maior rigor
na condução do setor elétrico:
- Ao exigir um aprofundamento da análise (Dilma) sinaliza para as instituições e
empresas do setor que o controle de qualidade será sistemático.
O especialista Raimundo Batista concorda. Para ele, em geral os apagões dos
últimos anos não foram bem explicados:
- É inédito um presidente rejeitar um relatório técnico.(...)
(...) Uma das explicações para os problemas que ocorrem no setor elétrico está
no crescimento da demanda de energia. A verdade é que o sistema não está
respondendo à demanda. Especialistas no setor argumentam que as usinas geradoras
não investem o que seria necessário porque as concessões estão chegando ao fim e
o governo federal não informou se pretende prorrogá-las - e em que condições -
ou se fará novas licitações. Com isso, sucedem-se, cada vez com mais frequência,
os apagões. É uma situação inadmissível. (...)
Ler mais
10/02/11
•
Abin - Agência Brasileira de
Inteligência (3) - Arapongas no Planalto- Editorial Estadão
(...) Com razão, o general considerou a
reunião um "ato de indisciplina e de rebeldia". Para ter ideia da
enormidade, imagine-se um grupo de espiões da Agência Central de
Inteligência (CIA) dos Estados Unidos não só batendo às portas da Casa
Branca para se queixar da autoridade a quem a CIA está subordinada, como
sendo recebidos por assessores presidenciais e ainda tomando a decisão -
talvez o mais escandaloso de tudo - de permitir que jornalistas se
inteirassem não apenas do encontro, mas também do teor do documento que
deixaram para ser entregue à presidente. No caso concreto, os interlocutores
dos agentes insubordinados teriam pedido que esperassem "um momento mais
adequado", quando a questão da Abin entrasse na pauta do Planalto, para
divulgar a carta de pouco mais de uma página a Dilma. Nem nisso foram
atendidos.(...)
(...) A julgar pelo que o grupo conseguiu plantar na imprensa, a
justificativa para a sua conduta seria a intenção de varrer da Abin o que
nela existiria de entulho autoritário, a herança do antigo Sistema Nacional
de Informações (SNI) da ditadura militar, extinto depois da
redemocratização. A esta altura da vida nacional, no sexto governo da
República eleito pelo voto direto e na plena vigência das instituições
democráticas, invocar a triste memória do SNI, completamente desmantelado,
para encobrir o que não passa de uma manobra corporativista é querer fazer a
presidente de idiota.(...) Ler mais
10/02/11
•
O
papel das oposições (15) - Oposição pra quê? - por José Serra
(...) Para o maior partido da oposição, perder-se em disputas internas seria
apequenar-se. Saímos das urnas com quase 44 milhões de votos, vencendo a
eleição presidencial em 11 estados. O PSDB fez oito governadores; o DEM,
dois, e tivemos ainda o apoio do governador de Mato Grosso do Sul. Aqueles
que votaram em nós queriam que ganhássemos, mas sabiam que podíamos perder.
A oposição, portanto, é tão legítima quanto o governo; ela também expressa a
vontade do eleitor e tem um mandato.
Não podemos deixar o eleitorado que nos apoiou sem representação. É ele,
inicialmente, que precisa receber uma resposta e convencer-se de que não
jogou seu voto fora. Até porque as ditaduras também têm governos, mas só as
democracias contam com quem possa vigiá-los, fiscalizá-los, em nome do
eleitor. Por isso a oposição tem de ter posições claras, ser ativa, sem se
omitir nem se amedrontar. Uma eleição presidencial não é uma corrida de
curta duração, de 45 dias, mas uma maratona de quatro anos. E ninguém corre
parado.(...) Ler mais
09/02/11
•
Abin - Agência Brasileira de
Inteligência (2) - Abin se rebela contra o controle militar + Íntegra da
carta da AOF à Presidenta
(...) Em meio à queda de braço, dirigentes da
AOF se reuniram com assessores da chefia de gabinete da presidente Dilma. No
encontro, eles entregaram uma carta em que manifestam apoio "à subordinação
do órgão (a Abin) a um comando civil", e explicam: "Compreendemos que a
inteligência de Estado ainda é objeto de noções errôneas e refém do legado
do Serviço Nacional de Informações, criado pela ditadura".
No documento, os oficiais sustentam que "a Abin e a estrutura em que está
inserida resistem a acompanhar as mudanças de mentalidade e práticas
exigidas no contexto da inteligência no Brasil e no mundo".
Os dirigentes sindicais deixaram claro ainda que querem acesso direto à
Presidência da República, como acontece com a CIA, nos Estados Unidos, e com
outros serviços secretos em países da Europa.(...)
Ler mais
10/02/11
•
O PT (2) -
PT troca dirigentes em seu aniversário -
Fernando Rodrigues [Veja quadros com tendências do PT nacional e seus principais
representantes]
(...)
A composição do Diretório e da Executiva Nacional do PT mostra que a situação da
presidente Dilma Rousseff, que não faz parte de nenhuma tendência do partido, é
exceção.
Além disso, o modo como as tendências se relacionam até lembra relações entre
partidos diferentes. Nas últimas eleições internas do PT, por exemplo, as
tendências dos 3 dirigentes que devem ser substituídos em 10.fev.2011 se aliaram
a outras, formando chapas (como as coligações dos partidos).
A “Mensagem” de José Eduardo Cardozo, atual secretário-geral do partido,
juntou-se à “Democracia Socialista” na chapa “Mensagem ao Partido”. Caberá a
essa junção de grupos indicar o substituto de Cardozo.
Iriny Lopes, que sai da secretaria de relações internacionais, é da tendência
“Articulação de Esquerda”, que formou a chapa “Esquerda Socialista” com a
tendência “Militância Socialista”. Costa é da “Construindo um Novo Brasil”, que
se aliou à “Partido de Lutas e Massa” e à “Novos Rumos” na chapa “O Partido que
Muda o Brasil”.(...) Ler mais
10/02/11
•
"Herança maldita" do governo Lula (29)
-
A herança da Rede Ferroviária Federal (RFFSA - Editorial Estadão
(...)
Consequência de gestões irresponsáveis, a herança deixada pela empresa para a
União - isto é, para os contribuintes - atravanca pátios e galpões
semiabandonados, na forma de locomotivas e motores que custaram milhões de
dólares, mas nunca saíram das caixas em que vieram embalados do exterior. É mais
uma prova da gestão ruinosa a que a antiga estatal esteve submetida. Sem dispor
de planejamento adequado e sem se submeter ao controle efetivo de suas ações
pelo governo, os administradores da Rede - como era conhecida - gastavam muito
mais do que podiam. Atualmente, apodrecem ao relento material rodante, como
vagões de carga, e outros equipamentos da antiga estatal não absorvidos pelas
concessionárias privadas.(...) Ler mais
08/02/11
•
Abin - Agência Brasileira de
Inteligência (1) - Interferência de general na Abin irrita agentes
(...) A “comunidade de inteligência"
entrou em choque com o general José Elito, chefe do Gabinete de Segurança
Institucional. O estopim da reação foi a exigência do general de que os
relatórios da Abin sejam submetidos previamente à sua análise. Em carta
entregue à Presidência da Republica, oficiais de inteligência pedem que a
Abin não tenha subordinação nem militar nem policial. Até agora, Dilma não
se pronunciou sobre o que quer da Abin.(...)
(...) Em carta entregue à Presidência, a "comunidade de inteligência" pede
que a Abin não tenha nem subordinação militar nem subordinação policial. Em
evidente trocadilho com o filme Tropa de Elite, funcionários da Abin dizem
que não querem ser da "Tropa de Elito".(...)
Ler mais
07/02/11
•
O PT (1) - Simpatias mudaram, mas
sigla não virou ''partido dos pobres'' - por Daniel Bramatti
(...) Samuels e Zucco destacam que é preciso
distinguir preferência pelo PT e simpatia por Lula. "Na origem (do partido),
os petistas eram mais educados e mais ricos do que a média dos brasileiros,
mas essas variáveis não indicam mais predisposição de identificação com o
PT. Petistas são encontrados em todos os níveis de renda e educação. Apesar
de o fato sugerir que o petismo não representa interesses de classes, isso
também deixa claras as diferenças entre petismo e lulismo. Lulismo é um
fenômeno populista - um sentido de solidariedade e gratidão em relação a
Lula que é mais forte entre os mais pobres. O petismo não é mais forte entre
os pobres do que em outras camadas sociais, mas tampouco é mais fraco."
As pesquisas analisadas pelos cientistas políticos também permitem avaliar
as mudanças do perfil ideológico do petista médio. "A diferença mais óbvia
entre o petismo de hoje e o dos primeiros anos é o declínio da importância
da ideologia de esquerda." É a partir de 2002 que a probabilidade de um
petista se identificar como "de esquerda" passa a cair. "Isso sugere que a
moderação da elite do partido se reflete em sua base de apoio." (...)
Ler mais
06/02/11
•
O papel das oposições (14) - Ruy
Fabiano: "Oposição carreirista" + Fernando Henrique Cardoso: "Tempo de
muda"
Fabiano: (...) Os dois partidos,
derrotados nas eleições presidenciais do ano passado, estão hoje mais
voltados a duelos internos marcados por ambições pessoais que aos deveres de
oposição.
O resultado é inevitável: os compromissos partidários – e eleitorais – estão
sendo negligenciados. Já se passou mais um de mês da posse do novo governo e
não se ouve a voz da oposição. Assuntos não faltam. O rol de denúncias –
feitas exclusivamente pela imprensa - começou já na escalação do ministério,
em que alguns nomeados protagonizaram escândalos e foram mantidos
ministros.(...)
(...) O eleitor, ao escolher quem o governará, escolhe, por tabela, quem
exercerá a fiscalização em seu nome. É essa a essência do jogo democrático.
Sem oposição, não há democracia. Para além dessas obviedades, há também o
que se pode chamar de burrice estratégica.
O PSDB não saiu das eleições inteiramente derrotado. Perdeu por pouco a
eleição presidencial, mas conquistou os principais estados da federação –
entre eles, os dois mais ricos e populosos, São Paulo e Minas Gerais.
Somando-se suas vitórias às do DEM, metade da população brasileira – e a
imensa maioria da população escolarizada e politizada - está sendo governada
pela oposição ao governo federal, respondendo pela gestão de mais de 60% do
PIB.
Estão aí meios mais que favoráveis para que difunda seus objetivos
programáticos, aponte as incongruências do adversário e obtenha condições
legítimas de reconquistar o poder federal.(...)
FHC: (...) A presidente tem um estilo diferente do antecessor, não
necessariamente porque tenha o propósito de contrastar, mas porque seu jeito
é outro. Mais discreta, com menos loquacidade retórica. Mais afeita aos
números, parece ter percebido, mesmo sem proclamar, que recebeu uma herança
braba de seu patrono e de si mesma. Nem bem assume e seus porta-vozes
econômicos já têm de apelar para as mágicas antigas (quanto foi mal falado o
doutor Delfim, que nadava de braçada nos arabescos contábeis para esconder o
que todos sabiam!), porque a situação fiscal se agravou.
(...) Há, sim, muita coisa para dizer nesta hora de "muda". Ou a oposição
fala, e fala forte, sem se perder em questiúnculas internas, ou tudo
continuará na toada de tomar a propaganda por realização. Mesmo porque, por
mais que haja nuances, o governo é um só Lula-Dilma, governo do PT ao qual
se subordinam ávidos aliados.(...) Ler
mais
Nota de Helio Rosa:
Repito uma "nota" anterior:
No Brasil, hoje, não há um movimento real de oposição realizada por partidos
políticos que perderam (todos eles) o respeito e a credibilidade.
A oposição real, não aos governos, mas aos desmandos dos governos, tem sido
feita por jornais e revistas.
O artigo citado no título de um
"post" anterior prega a necessidade de um
movimento apartidário de oposição.
Enquanto os partidos não se decidem e um movimento apartidário não decola, a
"oposição aos desmandos" pode e deve ser feita pelo cidadão isolado,
"pessoa física", que precisa utilizar todas as facilidades eletrônicas de
comunicações para se manifestar, criticar, sugerir, espernear e canalizar
sua indignação. Estamos fazendo nossa parte neste blog Resistência. HR
05/02/11
•
700 mortos e 8 passaportes - por
Demétrio Magnoli ("a delinquência atávica de uma elite política hostil
ao interesse público")
(...) Marco Aurélio Garcia qualificou
como assunto "de uma irrelevância absoluta" a concessão de passaportes
diplomáticos aos filhos e netos de Lula. Ele, certamente, considera
relevante a tragédia que ceifou mais de 700 vidas e destruiu cidades
inteiras na Região Serrana do Rio de Janeiro. Os dois eventos, cujos
impactos sobre a vida nacional são incomparáveis, estão relacionados, ainda
que indiretamente. Eles, além disso, têm igual relevância, pois procedem da
mesma fonte: a delinquência atávica de uma elite política hostil ao
interesse público. (...)
(...) Uma tristeza avassaladora começou a se espalhar pelo Brasil inteiro
com as primeiras imagens da tragédia. A memória dos mais de 700 mortos
merece um monumento que não seja feito de pedra nem se preste à demagogia
das inaugurações políticas. O monumento só pode ser um programa plurianual
ambicioso de reconstrução das cidades devastadas e remodelação estrutural
dos padrões de ocupação do solo na Região Serrana fluminense e em inúmeras
outras cidades e corredores urbanos do País. Os recursos para tanto existem,
mas serão queimados na pira ardente das obras colossais da Copa do Mundo e
da Olimpíada.(...) Ler mais
05/02/11
•
Artigo: Do ''rouba, mas faz'' ao
''fala, mas não faz'' - por José Nêumanne
(...) O depoimento do especialista no
Congresso tornou-se histórico por relatar como e por que a palavra empenhada
por Lula na ONU virou titica de galinha na prática. O burocrata que deixou o
posto por discordar da forma como a promessa foi triturada nos trâmites da
máquina pública federal revelou, antes de entregar o abacaxi com casca e
tudo ao substituto nomeado, Carlos Nobre: "Há dois anos fizemos um plano de
radares para entrar no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-1), não
conseguimos. Fomos orientados a entrar no PAC 2, ficamos fora. E aí eu
perguntei para meu ministério: E agora? O presidente disse que devíamos
colocar no Plano de Ciência, Tecnologia e Inovação Governamental (PCTI), que
não teria fôlego para financiar os R$ 115 milhões". (...)
(...) O flagelo das secas foi imerso sob a desgraça das cheias. E o país do
"rouba, mas faz", ainda em plenos vigência e esplendor, ganhou agora outra
dimensão trágica: é também a pátria do "fala, mas não faz". Falar menos do
que Lula, Dilma já fala. Agora precisa fazer mais - muito mais do que
anunciar o que foi prometido antes e nunca realizado.(...)
Ler mais
05/02/11
•
Artigo: "A canalha" - por Almir
Pazzianotto Pinto + Definições de "canalha", "proletário",
"lumpemproletariado" e "lúmpem"
(...) Em língua portuguesa,
lumpemproletariado é o nome da “canalha”, coletivo constituído pelo submundo
destituído de consciência cívica, de princípios éticos, e descomprometido
com os objetivos da nação. É no lumpemproletariado, isto é, na canalha, que
corruptos de todas as cores e matizes arrebanham votos por ocasião das
eleições, mediante compra, troca ou meras promessas de recompensa.(...)
(...) O historiador Demétrio Magnoli,
em artigo publicado há dias em O Estado, ao proceder à análise da
realidade brasileira, refere-se à “delinquência atávica de uma elite
política hostil ao interesse público”. A expressão delinquência atávica é
perfeita, mas se tornaria melhor se dissesse, ao invés de elite, a canalha.
(...)
(...) O regime democrático aparenta certa fragilidade diante da canalha,
cuja libertinagem estimula a ascensão de políticos venais (...)
(...) A explicação está em que a canalha escolhe candidatos mais ou menos
segundo o princípio do “rouba, mas faz”, ignorante das nobres
responsabilidades dos poderes Legislativo e Executivo, por laços de
compadrio, de mera submissão, ou incorrigível tendência à corrupção (...)
Nota de Helio Rosa:
Consulto no dicionário Houaiss alguns termos usado por Pazzianotto no seu
texto:
Canalha
(...) Uso: pejorativo. conjunto de pessoas infames, abjetas, desprezíveis
Proletário
Na antiga Roma, cidadão da última classe social, que não pagava impostos
e era considerado útil apenas pelos filhos que gerava ('o que vale apenas
por sua prole') (...)
Lumpemproletariado
(...) no vocabulário marxista, termo designativo da camada flutuante
do proletariado, destituída de recursos econômicos, e esp. caracterizada
pela ausência da consciência de classe (...)
Ler mais
04/02/11
•
"Dilma indica juiz de carreira Luiz
Fux para o Supremo" + "Conheça o perfil do 11º ministro" + "Indicação é
aprovada por juristas" + "Fux define o destino da Lei da Ficha Limpa"
(...) A indicação de Luiz Fux para uma vaga de
ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) agradou à classe jurídica.
Juristas experientes ouvidos pelo Correio são unânimes ao afirmar que Fux é
um magistrado pronto e qualificado para assumir a 11ª cadeira da mais alta
Corte brasileira. Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) desde 2001
e um dos maiores especialistas em processo civil do país, ele foi indicado
na quarta-feira pela presidente Dilma Rousseff para assumir a vaga deixada
em agosto do ano passado por Eros Grau, que se aposentou ao completar 70
anos.(...)
(...) Fux nunca se manifestou sobre o assunto, que não passava pelo Superior
Tribunal de Justiça (STJ). No entanto, pessoas que acompanham a trajetória
do ministro, incluindo colegas de magistratura e advogados, arriscam que ele
será contrário à possibilidade de fatos anteriores à aprovação da lei serem
usados para impedir a candidatura de políticos. Se confirmado esse
prognóstico, a aplicação da lei será esvaziada e só os condenados após a
vigência da norma seriam barrados.
Nesse caso, o Supremo teria de enfrentar outro imbróglio: tirar
parlamentares do cargo para dar posse àqueles que foram barrados pela Lei da
Ficha Limpa.(...) Ler mais
04/02/11
•
"Herança maldita" do governo Lula (28)
- "Escolha de Dilma para Furnas amplia força política de grupo ligado a Sarney"
(...)
Em mais uma demonstração pública de afirmação de sua autoridade e da animosidade
que marca a relação entre os partidos da base aliada, a presidente Dilma
Rousseff confirmou ontem a escolha do engenheiro Flávio Decat para presidir
Furnas Centrais Elétricas. Dilma tinha a intenção de levar Decat para a
Eletrobrás, mas a crise política vivida por Furnas, com a circulação de dossiês
e acusações mútuas entre petistas e peemedebistas, foi decisiva para fazê-la
mudar a escolha.(...)
(...)
A montagem da cúpula do setor elétrico demonstra, mais uma vez, a força do
presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no atual governo. Flávio Decat, que
ultimamente estava no Grupo Energia, do setor privado, tem o apoio de Sarney e
do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Sarney elegeu-se para a
presidência do Senado pela quarta vez na terça-feira. Muniz Filho, que agora
deverá ir para a Eletronorte, também é afilhado de Sarney.(...)
(...)
Um dos padrinhos da indicação, o ministro disse que não há o que se falar contra
Decat, que é um técnico do setor elétrico e que já trabalhou tanto na iniciativa
privada quanto nas estatais. Ele já foi diretor da Eletrobrás - quando caiu nas
graças de Dilma Rousseff - e já presidiu estatais do setor elétrico nos Estados,
como as de Alagoas e as do Piauí.(...)
04/02/11
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Com ou sem Tiririca, o Congresso pior fica (7) - Editorial Estadão: "Marca do atraso político"
(sobre a recondução de Sarney à presidência do Senado)
(...) A recondução de Sarney à presidência do
Senado é uma marca do atraso político que o Brasil não consegue superar. É o
tributo que a Nação é obrigada a pagar, em nome de uma concepção falsificada
de governabilidade, ao mais legítimo representante das oligarquias
retrógradas que dominam e infelicitam as regiões mais pobres do País.
Democracia e oligarquia são incompatíveis entre si. Um oligarca como José
Sarney, portanto, é incompatível com a democracia, da qual só lhe interessa
o sistema eleitoral que manipula sem constrangimento para se perpetuar no
poder.(...) Ler mais
03/02/11
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Ambientação sobre o "acordo de revisão
de tarifas do tratado de Itaipu": coleção de matérias
(...)
Atualmente, o governo brasileiro paga US$ 120 milhões por ano ao Paraguai pela
energia produzida por Itaipu e que não é utilizada pelo país vizinho. Essa
energia ajuda a abastecer a Região Sudeste do País. Pelo acordo firmado por Lula
e Lugo em 2009, o valor da compensação será triplicado.
Além disso, o documento assinado pelos dois presidentes prevê que o governo de
Assunção poderá vender energia no mercado brasileiro sem a mediação da
Eletrobras, o que atende a uma antiga reclamação dos paraguaios. O acordo prevê
ainda que a partir de 2023 os dois países poderão vender parte da energia
produzida em Itaipu para outros mercados.(...)
(...)
Os entendimentos que modificam o pagamento foram assinados em setembro do ano
passado. No entanto, a matéria está parada no Congresso desde então, pois
integrantes da oposição se opõem ao acordo.(...)
(...)
Para o presidente do Instituto Acende Brasil, Cláudio Sales, o reajuste, se
aprovado, será descontado do bolso dos contribuintes brasileiros. Ele lembrou
que várias concessões já foram dadas ao Estado paraguaio. “Em 2023, o Paraguai
será dono de 50% de Itaipu, sem ter pago nada por isso. O Brasil assumiu 100% da
construção”, afirmou, durante audiência pública conjunta das comissões de Minas
e Energia; e de Relações Exteriores e de Defesa Nacional. O Acende Brasil é um
centro de estudos voltado para a transparência e a sustentabilidade do setor
elétrico nacional.(...) Ler mais
02/02/11
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Leituras para entender a polêmica sobre a
"Autoridade Pública Olímpica" (APO)
e a nova estatal "Legado Esportivo SA", previstas para a "Rio 2016"
(...)
Surgiu uma controvérsia de última hora para a nomeação do ex-presidente do Banco
Central, Henrique Meirelles, para o comando da Autoridade Pública Olímpica
(APO): o governo não sabe se o braço executor da APO - a Empresa Brasileira de
Legado Esportivo S.A. Brasil 2016 - pode funcionar.
A estatal foi criada pelo decreto 7.258, assinado pelo presidente Luiz Inácio
Lula da Silva em agosto do ano passado. O decreto regulamentava a Medida
Provisória 488, de maio de 2010. O problema é que essa MP caducou, uma vez que o
Congresso Nacional não a apreciou no prazo previsto (seis meses).
Na avaliação de advogados consultados pelo governo, o decreto é válido porque
foi assinado durante a vigência da MP. No entanto, um ministro do Supremo
Tribunal Federal (STF) - Marco Aurélio Mello - já teria comentado que, como a MP
que institui a Empresa Brasileira de Legado Esportivo, perdeu a eficácia, o
decreto também não tem validade.(...)
Transcrições:
[12/05/10]
Autoridade
Pública Olímpica (APO) é criada para Rio 2016
[28/09/10]
Autoridade Pública Olímpica – Parecer
[23/09/11]
Medidas provisórias das Olimpíadas de 2016 perdem validade
[27/09/10]
Governo recria Autoridade Pública Olímpica
[16/01/11]
Governos assinam protocolo por Autoridade Pública Olímpica
[02/02/11]
Indicação de Meirelles abre corrida por cargos na APO
[02/02/11]
Controvérsia sobre a nova estatal
"Legado
Esportivo SA"
coloca em xeque nomeação de Meirelles
[14/05/10]
Íntegra da MP que autorizava a criação da Empresa Brasileira de Legado Esportivo
S.A. - BRASIL 2016
Ler mais
02/02/11
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O papel das oposições (13): Dora
Kramer: "Por água abaixo" + Marcos Coimbra: "O novo Congresso" +
Marcelo de Moraes: "Vitória de ACM (DEM) tem Aécio (PSDB) como sócio"
Dora Kramer: (...) Nesta hora em que a
base governista oficializa que o Congresso é um híbrido de almoxarifado do
Palácio do Planalto com cartório para despachos de interesses específicos,
caberia à oposição fornecer um discurso para a sociedade.
No mínimo para informar que não compactua com certas práticas, que está
atenta às agruras do Parlamento. Dizer que é minoria, perdeu a eleição, mas
não perdeu o juízo, o discernimento, a compostura nem a capacidade de
perceber o que acontece debaixo do seu nariz e à vista de todos: a ruptura
do Legislativo com a realidade do País que supostamente representa.
No lugar disso, PSDB e DEM vêm a público afagar os respectivos umbigos,
ignorando os 43 milhões de eleitores que acabaram de atribuir à oposição a
tarefa de denunciar os erros e propor as correções.
Quem está interessado em discutir o Brasil? Pelo visto até o momento,
ninguém. Inclusive porque o ambiente não é propício. Se alguém propõe um
tema, logo é acionado o porrete de matar debate materializado na
desqualificação do debatedor mediante a justificativa de que seus interesses
são meramente táticos ou estratégicos visando a um objetivo eleitoral.(...)
Ler mais
01/02/11
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Senad (Secretaria Nacional de
Políticas Sobre Drogas) + Abramovay + Paulina + "Pequenos Traficantes"
Transcrição das seguintes matérias:
[01/02/11]
O pequeno traficante - por Luiza Nagib Eluf
[27/01/11]
Nova titular da Senad é acusada de improbidade - por Jailton de
Carvalho e Gustavo Alves
[21/01/11]
Após crise com governo, Pedro Abramovay deixa Secretaria de Políticas Sobre
Drogas - por Ana Flor
[10/01/11]
Drogas: Novo secretário defende fim da prisão para pequenos traficantes
- por
Jailton de Carvalho
[11/01/11]
Pena alternativa para pequenos traficantes divide especialistas e Congresso
- por
Alessandra Duarte, Jailton de Carvalho e Marcelo Remígio
01/02/11
•
Com ou sem Tiririca, o Congresso pior fica (6) -
Reportagem do G1: "59 deputados federais que tomam posse são processados por
crimes"
(...)
Juntos, os 59 deputados do levantamento deste ano respondem a pelo menos 92
processos – em alguns casos, o deputado é acusado pelo Ministério Público por
mais de um crime. A maioria das acusações se refere à administração pública,
como crime contra a Lei de Licitações, peculato (quando o funcionário público se
apropria de bens ou valores públicos) e corrupção. Há ainda casos de crime
contra o sistema financeiro, crimes eleitorais e até crimes contra a pessoa,
como homicídio e lesão corporal.
O desembargador Fernando Tourinho Neto, que atua no Tribunal Regional Federal da
1ª Região e é vice-presidente da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), afirma
que é preciso cautela para não condenar antecipadamente um cidadão que responde
a processo judicial.
“Uma pessoa ser denunciada não quer dizer que praticou o fato. Isso vai para
instrução, para ser apurado. Pode ser condenada, mas pode ser inocentada. A
Constituição prevê a presunção de inocência, até que haja uma condenação
transitada em julgado. A Constituição é para todos, o direito protege a todos
nós”, afirma o magistrado. (...) Ler
mais
01/02/11
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Com ou sem Tiririca, o Congresso pior fica (5) - Novo Congresso,
velhas práticas - por Gerson Camarotti, Isabel Braga e Adriana Vasconcelos
(...)
Num clima de revolta e traição na base aliada, insatisfeita por causa de cargos
e liberação de emendas, o PT tenta evitar hoje que esse clima contamine a
disputa entre o petista Marco Maia (PT-RS) e Sandro Mabel (PR) pela presidência
da Câmara dos Deputados. Já sabendo que a presidente Dilma Rousseff só espera
passar a eleição de hoje para anunciar cortes e minar alguns feudos
peemedebistas como Furnas, o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), aliado
de primeira hora do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mandou recados duríssimos
para o governo: não aceitará ser um aliado incômodo e vai brigar por cargos para
o partido.
Já de olho na reabertura das indicações do segundo escalão no governo, Henrique
Alves, reconduzido pela quinta vez ao cargo de líder do PMDB, aproveitou ontem a
reunião da bancada para reclamar dos ataques desferidos contra o partido e da
perda de cargos nas estatais. Ele avisou que não aceitará que o PMDB seja
achincalhado.(...) Ler mais