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Maio 2012

31/05/12
Relatório de Joaquim Barbosa sobre o mensalão (1) - Transcrição (por partes)

Nota de Helio Rosa:
Sobre o "mensalão" já registramos neste espaço, na íntegra:
- "O Chefe": Livro sobre o escândalo do "mensalão" 
- Alegações finais do Procurador Geral da República ao STF

Hoje inicio a transcrição do Relatório, com o resumo do processo, que o ministro Joaquim Barbosa (foto) lerá na sessão de julgamento no Supremo Tribunal Federal.
A íntegra do texto está disponível no site do STF, em formato pdf.
Abaixo, está uma matéria que comenta este trabalho do ministro Barbosa.
Logo após, a transcrição das 13 páginas iniciais do Relatório, de um total de 122.
HR

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Leia na Fonte: Congresso em Foco
[10/05/12]  Joaquim Barbosa divulga relatório do mensalão - por Rudolfo Lago

Ministro apresenta o texto com o resumo do processo que lerá na sessão de julgamento no Supremo Tribunal Federal. Veja o que ele diz

Joaquim Barbosa aceitou a denúncia de Roberto Gurgel contra a "sofisticada organização criminosa" que criou o mensalão

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa informou, durante sessão do plenário hoje (10), que tornou disponível no site do Supremo Tribunal Federal na internet seu relatório com um resumo do processo do mensalão. O relatório de Barbosa foi concluído no final do ano passado. O texto descreve a denúncia da Procuradoria Geral da República contra 38 réus envolvidos com o esquema, tem 122 páginas e narra como agiu a “sofisticada organização criminosa” para “garantir a continuidade do projeto poder do Partido dos Trabalhadores, mediante a compra de suporte político de outros partidos”. A denúncia foi feita pelo então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, e, no julgamento que acontecerá ainda este ano, será defendida pelo atual procurador, Roberto Gurgel.

De acordo com o rito acertado pelo STF ontem (9) para o julgamento do mensalão, Joaquim Barbosa, como relator do processo, será o segundo a falar. Primeiro, Roberto Gurgel terá cinco horas para fazer a acusação. Em seguida, Joaquim Barbosa terá uma hora para ler o resumo do seu relatório. Ele informou que fará, para essa leitura, um texto menor, de cerca de três páginas. Para que os ministros tivessem conhecimento prévio de seu relatório, o ministro divulgou o texto.

Inicialmente, a denúncia feita por Antonio Fernando de Souza era contra 40 pessoas. Mas o ex-secretário-geral do PT Sílvio Pereira foi afastado por ter colaborado com as investigações e o ex-deputado José Janene (PP-SP) morreu.

De acordo com a denúncia, a “sofisticada organização criminosa” era “dividida em setores de atuação”, e “se estruturou profissionalmente para a prática de crimes como peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, gestão fraudulenta, além das mais diversas formas de fraude”. Os réus são divididos em grupos. O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, Sílvio Pereira e o ex-presidente do PT José Genoino foram o primeiro grupo, que, para garantir o projeto de poder do PT, criou um esquema para comprar “suporte político” de outros partidos e garantir o financiamento de suas campanhas eleitorais. (...)  Ler mais


30/05/12
Controle da mídia: do que estamos falando? - por Carlos Orsi

Nota de Helio Rosa:
Permito-me repetir esta "ladainha" de outros "posts" neste espaço:
(...) Mas, Leonel Brizola - que dispensa apresentações - num momento de total franqueza, em 21 de março de 1964, alguns dias antes da "Revolução", definiu o que é "democratizar a imprensa".
Pasmem e registrem este trecho do jornal da época:
Fonte: Acervo do Jornal do Brasil (pág 04)
[21/03/64]   Brizola: Agitação atingirá os quartéis - Coluna do Castello
(...) Mostra-se o dirigente esquerdista impressionado com a mobilização dos jornais e diz que uma das etapas da luta consiste em "democratizar a imprensa". Respondendo à pergunta, citou uma "fórmula intermediária" possível: a entrega dos jornais aos partidos políticos e o controle da publicidade por um organismo único. (...)

O "controle social da mídia" e sua "democratização", e um "marco regulatório das comunicações" (tudo sinônimo de censura à imprensa), são os focos de toda a militância petista.
Não custa lembrar que D. Dilma, que faz um discurso de liberdade da imprensa mas não coíbe estes movimentos, reiniciou sua carreira política através do PDT de Leonel Brizola.
HR

Leia na Fonte: Amálgama
[16/05/12]  Controle da mídia: do que estamos falando? - por Carlos Orsi

Carlos Orsi:
Jornalista e escritor. De 2005 a 2010, foi editor de Ciência do site do Estadão. Recentemente, publicou o romance de FC Guerra justa (2010) e O livro dos milagres: A ciência por trás das curas pela fé, das relíquias sagradas e dos exorcismos (2011), além de organizar e participar de uma coletânea de contos de autores brasileiros em homenagem a Sherlock Holmes e ao gênero policial.

A discussão está tomada por uma confusão generalizante que serve tanto aos stalinistas enrustidos quanto aos oligopolistas irresponsáveis.

Dia desses me toquei de que já tenho 22 anos de carreira (!) como jornalista, tendo começado a trabalhar no segundo ano de faculdade. Entre outras coisas, isso significa que a geração que vai sair das escolas de Jornalismo neste ano estava nascendo ao mesmo tempo em que comecei a ganhar (pouco) dinheiro neste negócio. Isso também reflete algo a respeito dos anos de formação da minha vocação jornalística, aquele período em que fiquei sem saber se queria ser economista, engenheiro ou advogado e acabei caindo nisto aqui. Foi o período imediatamente seguinte ao fim da ditadura, entre 1985 e 1989, onde liberdade de imprensa, de sátira e de crítica eram temas quentíssimos. Jornalistas, humoristas e cartunistas eram os heróis da resistência, e o povo entrava na faculdade de Jornalismo sonhando em derrubar governos, não casamentos de celebridades ou técnicos de futebol.

Por essas e outras, “controle da mídia” é uma tecla emocionalmente delicada para mim, e finalmente resolvi escrever algo mais longo sobre o assunto. Já havia me manifestado de modo meio tangencial a respeito, por exemplo, aqui.

A discussão sobre o tema, ao menos na medida em que chega ao grande público, me parece tomada por uma confusão generalizante que serve aos extremistas dos dois lados — tanto aos stalinistas (não muito) enrustidos quanto aos oligopolistas irresponsáveis. Essa confusão trata de pôr num mesmo balaio coisas como TV/rádio aberta, jornal/revista impressa, TV/rádio digital ou por assinatura, regulamentação da profissão de jornalista. Mas são todos temas muito diferentes, que requerem tratamento diversificado. Quando se fala em “marco regulatório da mídia” sem distinguir uma coisa da outra, a reação de gente como eu é de algo entre mera desconfiança e puro pânico. (...)

Ler transcrição completa da matéria


27/05/12
A Comichão da Meia-Verdade (21) - Sociólogo Paulo Roberto de Almeida: "Dou-me o direito de discordar" (sobre a Comissão da Verdade)

Nota de Helio Rosa:
Transcrevo mais abaixo esta matéria ("post" no blog de Paulo Roberto de Almeida):

Lei na Fonte: Blog Diplomatizzando
[16/05/12]   Dou-me o direito de discordar (Comissao da "Verdade") - por Paulo Roberto de Almeida

Faço um recorte, como motivação para a leitura:
(...) Como ex-integrante de dois desses grupos que se alinharam contra o regime militar, posso dizer, com pleno conhecimento de causa, que nenhum de nós estava lutando para trazer o Brasil de volta para uma 'democracia burguesa', que desprezávamos. Nós pretendíamos um regime revolucionário, que, inevitavelmente, começaria fuzilando burgueses e latifundiários."(...)

A revista Veja, em sua edição do sábado 19 (data de capa 23/05/2012), reproduziu trecho desta postagem, desta forma:

O sociólogo Paulo Roberto de Almeida (foto) , que pertenceu a grupos de insurreição armada contra o regime militar brasileiro, colocou a questão com muita clareza:
"Como ex-integrante de dois desses grupos que se alinharam contra o regime militar, posso dizer, com pleno conhecimento de causa, que nenhum de nós estava lutando para trazer o Brasil de volta para uma 'democracia burguesa', que desprezávamos. Nós pretendíamos um regime revolucionário, que, inevitavelmente, começaria fuzilando burgueses e latifundiários."
Essa é a verdade. É uma afronta à história tentar romantizar ou edulcorar as ações, os métodos, as intenções e as ligações com potências estrangeiras dos terroristas que agiram no Brasil durante o período militar.

Sobre Paulo Roberto de Almeida:
Doutor em Ciências Sociais, com vocação acadêmica voltada para os temas de relações internacionais, em geral, de história diplomática do Brasil em particular e para questões gerais do desenvolvimento econômico. Profissionalmente, sou membro da carreira diplomática desde 1977. Minhas preocupações cidadãs voltam-se para os objetivos do desenvolvimento nacional, do progresso social e da inserção internacional do Brasil. Entendo que quatro das condições básicas para que tais objetivos sejam atingidos podem ser resumidas como segue: uma macroeconomia estável, uma microeconomia competitiva, uma alta qualidade dos recursos humanos e abertura ao comércio internacional e aos investimentos estrangeiros. Para meus trabalhos ver o site http://www.pralmeida.org/. [Fonte]
HR

Lei na Fonte: Blog Diplomatizzando
[16/05/12]   Dou-me o direito de discordar (Comissao da "Verdade") - por Paulo Roberto de Almeida

Sobre isto:

A presidente Dilma Rousseff empossou nesta quarta-feira, em Brasília, os sete integrantes da Comissão Nacional da Verdade, grupo de trabalho que irá apurar violações de direitos humanos durante a ditadura militar, entre os anos de 1946 e 1988. Com voz embargada, a presidente negou que o colegiado busque “revanchismo” ou a possibilidade de “reescrever a história”. Ex-integrante da organização clandestina VAR-Palmares, a presidente se emocionou ao relembrar os “sacrifícios humanos irreparáveis” daqueles que lutaram pela redemocratização do país...
peço licença para discordar.

Como ex-integrante de dois desses grupos que alinharam contra o regime militar, no final dos anos 1960 e início dos 1970, posso dizer, com pleno conhecimento de causa, que NENHUM de nós estava lutando para trazer o Brasil de volta para uma "democracia burguesa", que desprezávamos.

O que queríamos, mesmo, era uma democracia "popular", ou proletária, mas poucos na linha da URSS, por nós julgada muito "burocrática" e já um tantinho esclerosada.

O que queríamos mesmo, a maioria, era um regime à la cubana, no Brasil, embora alguns preferissem o modelo maoista, ainda mais revolucionário.

Os soviéticos -- e seus servidores no Brasil, o pessoal do Partidão -- eram considerados reformistas incuráveis, e nós pretendíamos um regime revolucionário, que, inevitavelmente, começaria fuzilando burgueses e latifundiários. Éramos consequentes com os nossos propósitos.

Sinto muito contradizer quem de direito, mas sendo absolutamente sincero, era isso mesmo que TODOS os desses movimentos, queríamos.

Essa conversa de democracia é para não ficar muito mal no julgamento da história.

Estávamos equivocados, e eu reconheço isso.
Posso até dar o direito a outros de não reconhecerem e não fazerem autocrítica, por exemplo, dizer que nós provocamos, sim PROVOCAMOS, o endurecimento do regime militar, quando os ataques da guerrilha urbana começaram. Isso é um fato.

Enfim, tem gente que pode até querer esconder isso.
Mas eles não têm o direito de deformar a história ou mentir...
Paulo Roberto de Almeida


26/05/12
A Comichão da Meia-Verdade (20) - Dilma nomeia assessor "isento" e ministro da Justiça participa das reuniões iniciais da "Comissão da Verdade"

Nota de Helio Rosa:
Já comentei que a presidente Dilma descumpriu a Lei da Comissão da Verdade ao nomear integrantes sem a necessária isenção, prevista no texto legal que cita explicitamente que os membros devem ter "condições de atuar com imparcialidade no exercício das competências da Comissão".

O descumprimento continua na nomeação de, pelo menos, um dos assessores,
o ex-subprocurador-geral da República Wagner Gonçalves que, boquirroto, já defende publicamente que o Ministério Público (MP) proponha ações contra responsáveis por crimes ocorridos durante a ditadura.

Apesar da afirmação governamental que a Comissão da Verdade é "de Estado" e não "de governo", todos sabem que isto é uma falácia: a Comissão funciona no âmbito da Casa Civil de uma presidente ex-guerrilheira e o revanchismo é explícito nas declarações dos envolvidos.

"Não deu outra": a "tutela" do Planalto se evidencia pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que tem comparecido às reuniões da Comissão. Ele justificou a sua presença como "meramente administrativa". Todo mundo acreditou.
O Brasil não é constituído apenas de um "povão" incauto e inculto. Há uma enorme parcela da sociedade que é bem informada, instruída, e que pensa!
Juízo, D. Dilma!

As "Comissões Paralelas" dos Clubes Militares terão muito que fiscalizar.
HR

Matérias transcritas:
Leia na Fonte: Folha
[25/05/12]  Dilma nomeia assessores da Comissão da Verdade - por Kelly Matos

Leia na Fonte: Estadão
[25/05/12]  Assessor da Comissão da Verdade defende ações contra torturadores

Leia na Fonte: Estadão
[24/05/12]  Ministro assiste às reuniões da Comissão da Verdade - por Tânia Monteiro

Ler transcrições das matérias


24/05/12
A Comichão da Meia-Verdade (19) - "A Comissão da Verdade e a verdade histórica" - por Ives Gandra Silva Martins

Nota de Helio Rosa:
Anoto na Wikipédia:
"Ives Gandra da Silva Martins (São Paulo, 12 de fevereiro de 1935) é um advogado tributarista, professor e prestigiado jurista brasileiro.
Atualmente é o presidente do Centro de Extensão Universitária, professor emérito da Universidade Mackenzie e professor honoris causa do Centro Universitário FIEO.
Membro da Academia Paulista de Letras, do Instituto dos Advogados de São Paulo, da Ordem dos Advogados, secção de São Paulo, conselheiro vitalício do São Paulo Futebol Clube e ex-presidente do Conselho Consultivo do São Paulo Futebol Clube."

Transcrevo, após a matéria citada no título do "post" esta outra, já veiculada neste espaço: 
Fonte: Direito Administrativo em Debate
[28/01/11]  Os Borgs e a comissão da verdade - por Ives Gandra da Silva Martins
HR

Leia na Fonte: Estadão
[26/05/12]  A Comissão da Verdade e a verdade histórica - por Ives Gandra Silva Martins

Depois de muita expectativa - e com grande exposição na mídia -, foi constituída comissão para "resgatar a verdade histórica" de um período de 42 anos da vida política nacional, objetivando, fundamentalmente, detectar os casos de tortura na luta pelo poder. A História é contada por historiadores, que têm postura imparcial ao examinar os fatos que a conformaram, visto serem cientistas dedicados à análise do passado. Os que ambicionam o poder fazem a História, mas, por dela participarem, não têm a imparcialidade necessária para a reproduzir.

A Comissão da Verdade não conta, em sua composição, com nenhum historiador capaz de apurar, com rigor científico, a verdade histórica da tortura no Brasil, de 1946 a 1988. O primeiro reparo, portanto, que faço à sua constituição é o de que "não historiadores" foram encarregados de contar a História daquele período. Conheço seis dos sete membros da comissão e tenho por eles grande respeito, além de amizade com alguns. Não possuem, no entanto, a qualificação científica para o trabalho que lhes foi atribuído.

O segundo reparo é que estiveram envolvidos com os acontecimentos daquele período. Em debate com o ex-deputado Ayrton Soares, em programa de Mônica Waldvogel, perguntou-me o amigo e colega - que defendia a constituição de comissão para essa finalidade, enquanto eu não via necessidade de sua criação - se eu participaria dela, se fosse convidado. Disse-lhe que não, pois, apesar de ser membro da Academia Paulista de História, estive envolvido nos acontecimentos. Inicialmente, dando apoio ao movimento para evitar a ameaça de ditadura e garantir as eleições de 1965, como, de resto, fizeram todos os jornais da época. No dia 2 de setembro de 1964, o jornal O Globo, em seu editorial, escrevia: "Vive a nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vinculações políticas, simpatias ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é essencial à democracia, a lei, a ordem". (...)

Ler transcrições das matérias


25/04/12
GOLP - Governo Lula Paralelo (19) - Franklin Martins, "o espírito que anima o grito em favor da censura no Brasil"

Franklin Martins (fotos), ex-guerrilheiro e ex-sequestrador, era descrito nos arquivos do antigo SNI como “perigoso e propenso a atirar por pouca coisa". [Fonte: Honoráveis Terroristas: Franklin Martins]. Isto nos tempos da "luta armada".
Mas, mesmo fora do "governo oficial", hoje ainda é um homem perigoso, pelo menos para a democracia.

Este trecho de um editorial do Estadão, quando Franklin ainda comandava a SECOM, não deixa dúvidas:
(...) Já não se pode dizer o mesmo, por outro lado, do combativo ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência. Franklin Martins tem uma história de lutas que fala por si.
Aliás, essa é uma de suas grandes afinidades com Dilma Rousseff. Diferentemente de Lula, o pragmático esperto, para quem o que interessa é apenas o que convém a sua desmedida ambição de poder, Franklin Martins é "ideológico". Suas ameaças, portanto, devem ser levadas em consideração, para o futuro. (...) Fonte: Texto, contexto e subtexto - Editorial Estadão, 09/10/10]

Franklin de Sousa Martins (foto) hoje é um dos sócios fundadores do Instituto Lula, que sucedeu o Instituto Cidadania que, como todos sabem, atua como um verdadeiro "governo paralelo" ao governo Dilma.
Sabe-se, pela mídia, que Martins exerceu  e exerce enorme influência sobre Lula.

Mesmo contra a orientação "oficial" da Presidente Dilma, Martins, ostensivamente, "é o espírito que anima o grito em favor da censura no Brasil". [Fonte: O nome dele é Franklin Martins!]
Não desiste nunca do seu projeto de controle social da mídia através de um marco regulatório das comunicações.

Sabe-se também pela mídia, que o "Instituto Lula" tem fortes interesses na África.
Franklin Martins esteve recentemente naquele continente, onde grava entrevistas para o documentário “Presidentes africanos”, da Cinevideo (empresa da sua namorada), contratada pela EBC ("TV Pública" ou "TV Lula"). A série retrata 15 países da África.

Nas matérias abaixo, pode-se conhecer melhor este "homem perigoso", inclusive sua atuação na luta armada, pelas suas próprias palavras.
HR

Matérias transcritas:
Leia na Fonte: Scribd
[29/06/10]  Honoráveis Terroristas: Franklin Martins

Leia na Fonte: Veja / Blog de Reinaldo Azevedo
[21/09/10]  O nome dele é Franklin Martins! - por Reinaldo Azevedo

Leia na Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
[06/03/12]  Franklin Martins

Leia na Fonte: Jornaleco
[27/03/07]   Valeu a pena - por Christina Fontenelle

Leia na Fonte: Sub-Ótica
[01/06/06]  Íntegra da entrevista do Franklin Martins à Carta Maior

Leia na Fonte: Website de Franklin Martins
[04/09/69]  Manifesto do seqüestro do embaixador americano. Rio (1969)

Leia na Fonte: Veja / Blog de Reinaldo Azevedo
[11/04/12]  Namorada de Franklin Martins vence contrato para programa que estava a cargo de “blogueiro progressista” - por Reinaldo Azevedo

Leia na Fonte: Vote Brasil
[22/09/10]  'TV Lula' contrata empresa onde atua filho de Franklin Martins

Leia na Fonte: Política Livre - Origem: Portal Imprensa
[14/04/12]  EBC questiona matéria da “Folha” sobre empresa ligada a ex-ministro

Leia na Fonte: Jornal de Angola
[30/03/12]  Antigo ministro brasileiro elogia imprensa angolana

Ler transcrições das matérias


24/05/12
Estadão: Os bons companheiros - por Demétrio Magnoli

Nota de Helio Rosa:
A partir de amanhã (25) até domingo, ocorrem em Salvador dois eventos em um só: o III Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas e a reunião da Comissão Especial criada para analisar o Marco Civil da Internet.

O "Marco Civil da Internet" tem frequentado a mídia também com título de "Marco Regulatório da Internet"
.

Acompanho este tema há um bom tempo e, quem se interessar por mais detalhes, poderá se atualizar nesta página do WirelessBRASIL: "
Crimes Digitais e Marco Civil da Internet".
Este assunto relaciona-se intimamente ao "Controle Social da Mídia".

Uma das "estrelas" no encontro dos "Blogueiros Sujos" será Franklin Martins.
(...) Franklin Martins foi alçado à chefia do Ministério das Comunicações para articular a criação de uma imprensa chapa-branca e, paralelamente, erguer o edifício do "controle social da mídia". A sucessão, contudo, representou uma descontinuidade parcial, que se traduziu pelo afastamento de Martins e pela renúncia ao ensaio de cerceamento da imprensa.(...)

Estou coletando algumas matérias sobre o ex-guerrilheiro e sequestrador Franklin Martins (assunto do próximo "post")
.

O trecho acima sobre Martins foi retirado deste artigo de hoje na página de "Opinião" do Estadão, transcrito mais abaixo (vale conferir!):
Leia na fonte: Estadão
[24/05/12]   Os bons companheiros - por Demétrio Magnoli (foto)
HR

Ler transcrição da matéria


23/05/12
A Comichão da Meia-Verdade (18) - Historiador Marco Antonio Villa: "Verdade? Que verdade?"

Nota de Helio Rosa:
Marco Antonio Villa é Historiador. Professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos. Bacharel e Licenciado em História, Mestre em Sociologia e Doutor em História. É autor de "O Nascimento da República", entre outros.
Reinaldo Azevedo comentou sobre Marco Antonio Villa:
"Num ambiente infestado de vigaristas intelectuais, de covardes, de trapaceiros, o historiador Marco Antonio Villa é uma das notáveis exceções. Sim, há outros intelectuais capazes de apontar algumas fraudes influentes, mas ficam calados. Ele tem a coragem de falar o que pensa. Fiz com ele uma das melhores entrevistas publicadas na antiga revista Primeira Leitura, em 2005. E que fique claro! Recomendo os livros de Villa não porque concorde sempre com ele, mas porque reconheço nele um pensador independente."

Permito-me dois recortes nas matérias citadas neste "post", destacadas para evidenciar, nas palavras de um historiador conceituado, o que tenho repetido à exaustão: a "luta armada" não visava a democracia, mas a instalação de uma ditadura do proletariado no Brasil.
(...) Mas — e não pode ser deixado de lado — ocorreram ações por parte dos grupos de luta armada que vitimaram dezenas de brasileiros. Evidentemente que são atos distintos. A repressão governamental ocorreu sob a proteção e a responsabilidade do Estado. Contudo, é possível enquadrar diversos atos daqueles grupos como violação dos direitos humanos e, portanto, incurso na lei 12.528. (...)
(...) Argumentam que não havia outro meio de resistir à ditadura, a não ser pela força. Mais um grave equívoco: muitos dos grupos existiam antes de 1964 e outros foram criados logo depois, quando ainda havia espaço democrático (basta ver a ampla atividade cultural de 1964-1968). Ou seja, a opção pela luta armada, o desprezo pela luta política e pela participação no sistema político e a simpatia pelo foquismo guevarista antecedem o AI-5 (dezembro de 1968), quando, de fato, houve o fechamento do regime.(...)

Opino que a presidente Dilma e demais egressos dos grupos guerrilheiros, no seu atual projeto de Poder, precisam recontar a história. Quando dizem que pegaram em armas pela democracia, estão faltando com a verdade. Simples assim.
Boris Casoy, em 16/05/12, não me deixa falando sozinho: confiram neste vídeo do YouTube:
"Boris Casoy comenta a Comissão da Verdade".
HR

Matérias transcritas mais abaixo:
Leia na Fonte: Blog do Villa - Origem: O Globo
[22/05/12]  Verdade? Que verdade? - por Marco Antonio Villa

Leia na Fonte: Blog do Villa - Origem: Folha
[19/05/08]  Falácias sobre a luta armada na ditadura - Por Marco Antônio Villa

Ler transcrições das matérias


23/05/12
A Comichão da Meia-Verdade (17) - Íntegra do discurso de Dilma na Comissão da Verdade + Matérias sobre o tema

Nota de Helio Rosa:
Em fevereiro de 2011 comecei esta Série de "posts" com título propositalmente irônico de "A Comichão da Meia-Verdade".
Os "posts" foram rareando pois a grande mídia praticamente "esqueceu" o assunto, que sempre continuou fervilhando nos "porões" na blogosfera progressista e sites afins.

O que era ironia tornou-se realidade e a comichão de contar a meia verdade do confronto do regime militar contra a "luta armada" chegou ao seu climax com o grande evento midiático da instalação da Comissão da Verdade (foto)

Com engulhos, azias e urticárias, agora a "comichão" é minha, de acompanhar a mídia e reativar a Série para registrar o andamento da Comissão dita  "da Verdade" empossada no dia 16 de maio.

Vou dar continuidade também à outra Série: "Orvil": A "Comissão da Verdade" do Exército que assombra a esquerda brasileira.
O "Orvil" (palavra "livro" escrita ao contrário) está disponível para download neste link. Trata-se de um arquivo em formato .pdf, cópia xerox do original.

O "Orvil", cujo título original seria "As tentativa de tomado do poder", é um trabalho de fôlego. "A mando do general Leônidas Pires Gonçalves, o projeto foi desenvolvido pelo Centro de Informações do Exército (CIE). Cerca de uma dúzia de oficiais trabalhou em segredo no Orvil durante três anos. Como o livro não foi publicado, entrou na lista dos documentos sigilosos das Forças Armadas."
Estou reformatando o Orvil e vou divulgar seu conteúdo em forma de "posts" diários.

Já iniciei outra Série com os pronunciamentos dos militares inativos sobre o tema. O título é "Militares: a voz ativa dos inativos" e nela pretendo acompanhar também as atividades dos Clubes Militares que estão organizando Comissões paralelas para acompanhar a "oficial".
Resistir é preciso!
HR

Matérias transcritas mais abaixo:

Leia na Fonte: BLOCO Resistência / WirelessBRASIL
[20/02/11]  Introdução da página existente com o título: A Comichão da Meia-Verdade

Leia na Fonte: Folha
[16/05/12]  Leia a íntegra do discurso de Dilma na Comissão da Verdade

Leia na Fonte: IG
[17/05/12]  Maioria da Comissão da Verdade quer investigar apenas militares - por Wilson Lima

Leia na Fonte: Veja / Blog de Reinaldo Azevedo
[17/05/12]  A grande falha lógica do discurso de Dilma - por Reinaldo Azevedo

Ler transcrições das matérias


22/05/12
Militares: A voz ativa dos inativos" (2) - Gen Ex inativo Leônidas Pires Gonçalves: Comissão da Verdade é 'moeda falsa'

Nota de Helio Rosa:
01.
O ex-ministro do Exército do governo José Sarney, o general inativo Leônidas Pires Gonçalves  (foto) "atacou a presidente Dilma Rousseff e a Comissão da Verdade instalada na quarta-feira, em solenidade no Palácio do Planalto, classificando-a de -uma moeda falsa, que só tem um lado' e de "completamente extemporânea". Ao jornal O Estado de S. Paulo, Leônidas disse que a presidente Dilma deveria ter 'a modéstia' de deixar de olhar o passado e olhar para frente, 'para o futuro do País'".

02.
O nome do Gen. Leônidas é sempre lembrado num importante episódio político do país.
"Após a eleição indireta de Tancredo Neves, (Leônidas Pires Gonçalves) foi escolhido para ser o seu ministro do Exército. Com a morte de Tancredo, foi quem garantiu a posse de seu vice, José Sarney, contrapondo-se ao que desejavam certos setores do exército, que pretendiam dar posse ao Presidente da Câmara dos Deputados, Ulysses Guimarães." [Wikipédia]

03.
Como ministro do Exército, é fato notório e verdadeiro que designou uma equipe de oficiais que trabalharam vários anos na confecção de um famoso relatório, em formato de livro, há muito disponível na internet.
Na mídia, recebeu o nome de "ORVIL" (palavra "livro" escrita ao contrário) que é um relato dos "porões da luta armada".
Este trabalho tem alta credibilidade, pois é baseado nos arquivos dos serviços de informações das forças armadas, contém uma infinidade de referências à publicações da época (a  grande maioria da própria esquerda esquerda), tudo disponível nas grandes bibliotecas. O ORVIL possui 953 páginas e 1.700 pessoas são citadas.

Numa entrevista, o jornalista Lucas Figueiredo comenta:

(...) "O Exército põe o dedo numa ferida que boa parte da esquerda sempre jogou debaixo do tapete: todos os grupos que participaram da luta armada queriam derrubar a ditadura militar para instalar uma ditadura de viés comunista ou socialista. Ninguém pensava em reconduzir ao poder o presidente deposto, João Goulart. Mas a esquerda acabou criando a lenda de que todos os grupos buscavam a democracia.
Outra questão é o envolvimento – pequeno, mas verdadeiro – de guerrilheiros de esquerda com o terrorismo, ou seja, com ações contra a população, e não apenas o inimigo militar. Por fim, estão relatados casos em que militantes de esquerda foram assassinados por seus próprios companheiros, como Márcio Leite de Toledo e Carlos Alberto Maciel Cardoso, ambos da ALN (Aliança Libertadora Nacional), e Francisco Jacques Moreira de Alvarenga, da RAN (Resistência Armada Nacional). O justiçamento de companheiros de luta, praticado por alguns grupos, ainda hoje é um tabu para a esquerda."(...)

02.
Claro que a imprensa patrulhada passa ao largo da existência do ORVIL mas sua credibilidade poder ser considerada semelhante (ou muito maior) que à o do livro "Brasil: nunca mais?", pois sabe-se que muitos dos presos políticos (por relatos deles mesmos) nunca sofreram nenhuma tortura.

Sobre "Brasil: nunca mais" anoto na web (o grifo é meu)

(...) A estratégia foi genial. Um grupo de advogados e religiosos queria preparar um relatório sobre a tortura e assassinato de militantes de esquerda, mas seu conteúdo não poderia ser questionado e tratado como parcial. Então os responsáveis, sob a liderança do então cardeal-arcebispo de São Paulo, D. Paulo Evaristo Arns, tiveram a ideia de usar documentos das próprias Forças Armadas, ou seja, os processos do Superior Tribunal Militar. Neles havia depoimentos de réus que, mesmo presos e sob a tutela de um Estado ditatorial, ousaram denunciar casos de tortura e morte de militantes. Para ter acesso a isso, advogados tiraram, legalmente, cada um dos mais de 700 processos do STM e fizeram cópias. Isso durou seis anos, no mais absoluto sigilo, custou o equivalente hoje a US$ 600 mil, doados por uma entidade religiosa estrangeira.(...) [Fonte]

O ORVIL nunca foi divulgado oficialmente e o Gen. Leônidas explica os motivos, nas matérias transcritas mais abaixo.

O ORVIL está disponível para download, na íntegra, no site "A verdade Sufocada", em formato pdf, não raro com páginas de leitura árdua pois é um "xerox do xerox".
Estou fazendo, num esforço pessoal, uma republicação, em "formato de página web" e o trabalho está disponível neste link.

Sobre o ORVIL, mantenho desde março de 2011 uma Série de "posts" disponível nesta página: "Orvil": A "Comissão da Verdade" do Exército que assombra a esquerda brasileira, que estará reativada em breve.
HR

Matérias transcritas mais abaixo:

Leia na Fonte: Estadão
[18/05/12]  Comissão da Verdade é 'moeda falsa', diz general - por Tânia Monteiro

Leia na Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
[31/03/12]  Leônidas Pires Gonçalves

Leia na Fonte: Terra Magazine
[20/05/08]  General Leônidas: "Revanchismo tem que acabar" - por Claudio Leal (Entrevista, Parte 1)

Leia na fonte: Terra Magazine
[20/05/08]  General Leônidas: "Sociedade gritou por 1964" - por Claudio Leal ((Entrevista, Parte 1)

Leia na Fonte: NetSaber
[18/04/07]   Reportagem do Correio/Estado de Minas obtém cópia da obra sigilosa que a Força produziu há 19 anos para contar sua versão da luta armada: 1,7 mil pessoas são citadas - por Lucas Figueiredo, do Estado de Minas

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19/05/12
Militares: A voz ativa dos inativos" (1) - Estadão: Lei do silêncio - por Romulo Bini Pereira, Gen Ex inativo

Nota de Helio Rosa:
Está em andamento - e não é de hoje - uma construção muito bem planejada e executada de desprestígio das Forças Armadas por parte dos membros dos governos petistas. A face explícita desse movimento, no momento, é a Comissão da Verdade.

Participantes do atual governo, no passado, tentaram, com a força das armas, implantar no país uma ditadura do proletariado, no modelo soviético, chinês e cubano e isto não é minha opinião, é um fato histórico.
Foram derrotados, foram anistiados, trabalharam incansavelmente, chegaram ao poder por meios democráticos e hoje governam o pais. Mas também operam para enfraquecer as Forças Armadas.
Qual seu objetivo final? Só podemos imaginar mas não temos provas para acusar. Com certeza são objetivos inconfessáveis e nada democráticos.
A consequência imediata é que o país está indefeso, com suas Forças Armadas desaparelhadas.

Os militares inativos, (reserva e reformados) estão amparados por Lei para opinar sobre qualquer assunto, inclusive sobre política, como qualquer cidadão.
Creio que vale uma explicação simples: militares "aposentados", na "reserva", podem ser reconvocados para o serviço ativo, em casos excepcionais; os "reformados" são os aposentados que atingiram uma idade elevada e não poderão mais ser convocados.

Nesta nova Série vou divulgar seus pronunciamentos, que contam com meu total estímulo para que venham a público, mesmo que eu não concorde, eventualmente, com algum  conteúdo.
Espero que a sociedade civil pensante, bem informada e indignada, possa acompanhar e auxiliar este processo de "resistência".

Abaixo está este primeiro texto:
Leia na Fonte: O Estado de S.Paulo
[12/05/12]   Lei do silêncio - de Romulo Bini Pereira, Gen Ex R1

No dia 14 o Estadão cita novamente o Gen Rômulo Bini nesta matéria:
Leia na Fonte: O Estado de S.Paulo
[14/05/12]  Clube Naval cria comissão da verdade paralela à oficial - por Tânia Monteiro

Por oportuno, em complemento à estes comentários acima, transcrevo este artigo de 2007, muito atual:
Leia na Fonte: Alerta Total
[12/04/07Revanchismo - por Paulo Napoleão Nogueira da Silva
HR

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17/05/12
MAV - "Militância em Ambientes Virtuais" (2) - Revista Veja: "Guerrilha digital envenena o Twitter"

Nota de Helio Rosa:
01.
O primeiro "post" desta nova Série está aqui:
MAV - "Militância em Ambientes Virtuais" (1) - A "patrulha do PT" na web - Conheça a organização, o treinamento e as pessoas envolvidas

O MAV - "Militância em Ambientes Virtuais", no momento, é um laboratório de experiência que se desenvolve principalmente em S. Paulo, para atuar efetivamente já na próxima eleição.
Como está ligado intimamente à cúpula do PT, sua sigla tem aparecido como MAVPT na mídia.

Recorto um pequeno trecho "post" anterior:

(...) Adolfo Pinheiro (coordenador do movimento) não deixa dúvidas sobre o MAV: "Vamos espalhar núcleos de militantes virtuais por todo o país". "Quando sai algo contra um governo petista, a mídia faz escândalo, dá página inteira no jornal. Temos que ir para cima".
Opino que quando a mídia publica "algo contra um governo petista", normalmente é para denunciar escândalos e corrupção (que D. Dilma rebatizou de malfeitos). Assim, a sigla MAV também poderia ser redefinida como "Mentira Ataca a Verdade".(...)

02.
A Veja, em edição recente, publicou um texto sobre o tema, que transcrevo mais abaixo (vale conferir!):
Leia na Fonte: Veja
[12/05/12]  Falcão e os insetos: guerrilha digital envenena o Twitter
Falcão, no caso, é Rui Falcão (foto), presidente do PT, em franca campanha ostensiva contra a liberdade de imprensa, particularmente contra a revista Veja.

A matéria comenta como o PT usa mecanismos virtuais ("robôs") para falsear as estatísticas do Twitter, replicando automaticamente mensagens do seu interesse.
Conheça termos como "memes", "hashtags" e "astroturfing", que passam a ser encontrados com frequência na mídia.

03.
Reinaldo Azevedo (foto), articulista da Veja, comentou a reportagem em seu famoso Blog (mais de 100.000 acessos diários):
Leia na Fonte: Veja / Blog de Reinaldo Azevedo
[14/05/[12]    Uma pergunta aos internautas do Brasil: “É legítimo mentir, enganar e trapacear na rede?” - por Reinaldo Azevedo

04.
Ainda sobre o assunto, vale conhecer (principalmente o "áudio", muito bem explicado), do vídeo encontrado no Blog "Notícia Final": MAVPT - Núcleo de Militância em Ambientes Virtuais.
Não tive tempo de pesquisar nada sobre seu autor mas encontrei outros vídeos interessantes de sua autoria no YouTube.
HR

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14/05/12
Comissão da Verdade: "Estadão" tem seu dia de "Carta Capital" + Correio Braziliense: "Militares lançam contraofensiva"

Nota de Helio Rosa:
Já citei em várias oportunidades este fato conhecido dos leitores de jornais e portais: antes da última eleição presidencial dois órgãos da mídia se posicionaram politicamente, em editoriais, sobre os candidatos: O "Estadão" apoiou Serra/PSDB e a revista "Carta Capital" apoiou Dilma/PT.
Este posicionamento é comum em grandes jornais estrangeiros, mas ganhou um ar inusitado no Brasil.

Sou leitor assíduo do jornal Estadão ("papel" e web) e esporádico, do portal Carta Capital.
O Estadão, apesar do posicionamento explícito, na minha opinião, não se deixou contaminar e continuou a fazer seu jornalismo tradicional, buscando ouvir fontes com posições conflitantes.

Mas, "ninguém" é perfeito.
Nos últimos dias, creio que o Estadão fez uma pequena "manobra" em sua redação, que define as pautas com muita antecedência. Publicou um artigo de um general inativo e no dia seguinte, criticou a reação dos militares.

No dia 12 publicou em sua página de Opinião este artigo:
[12/05/12]   Lei do silêncio - de Romulo Bini Pereira, Gen Ex R1

No dia seguinte, na mesma página, mas agora em Editorial (que, em princípio representa a opinião do jornal e não é assinado) publicou um posicionamento, com um estranho "sabor" de "Carta Capital":
[13/05/12]   A comissão escalada

Destaco este trecho do Editorial:
(...) Ainda assim, oficiais da reserva das Forças Armadas tentaram desqualificar a iniciativa da presidente, prevista, aliás, no Programa Nacional de Direitos Humanos, assinado pelo então presidente Lula em dezembro de 2009. Eles atacaram Dilma por não ter demonstrado "desacordo" com as suas ministras que deram declarações condenando a ditadura e acusaram a comissão de "revanchismo" por não prever a inclusão de representantes da caserna - como se devesse ser uma espécie de órgão paritário.(...)

O texto cita a declaração de D. Dilma que a Comissão da Verdade "é um órgão de Estado e não de um governo".
Todos sabem que isto é uma falácia, pois a Comissão vai funcionar dentro da Casa Civil de uma Presidente ex-guerrilheira.

Além disso, nem todos conhecem, mas o Estadão deve saber muito bem esta explicação do jornalista Alexandre Garcia (matéria transcrita mais abaixo - o grifo é meu):

(...) A Nação inteira respirou aliviada quando o Congresso aprovou o projeto do governo e os banidos e asilados começaram a voltar, entre eles o mais famoso de todos, Fernando Gabeira, que havia sequestrado, junto com Franklin Martins, o embaixador americano. E o Brasil viveu em paz por 30 anos, elegendo presidentes, descobrindo escândalos de corrupção, ganhando copas do mundo.
Até que a dupla Tarso Genro, ministro da Justiça, e seu secretário de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, resolveram desenterrar o passado para se vingar de supostos algozes de seus companheiros de esquerda revolucionária.
Criaram um órgão para isso. Puseram tudo num decreto, e passaram para o Gabinete Civil, da Ministra Dilma. De lá, o calhamaço foi para a assinatura do presidente Lula, envolvido, na Dinamarca, com a empulhação do “aquecimento global”. Lula alega que assinou sem ver. E eu fico curioso por saber se a assinatura tem valor, porque aqui no Brasil havia um presidente em exercício, José Alencar.(...)

Alexandre Garcia referia-se ao decreto do PNDH-3, explicado neste artigo de 2010 (transcrição mais abaixo - grifo meu):
(...) Para isso, o programa propõe a criação de um grupo de trabalho formado por membros da Casa Civil, dos Ministérios da Justiça e da Defesa e da Secretaria Especial de Direitos Humanos para elaborar, até o próximo mês de abril, um projeto de lei que institua uma Comissão Nacional da Verdade, que teria a tarefa de examinar abusos cometidos durante o regime militar.(...)

O Editorial do Estadão lembra trecho da Lei da Comissão:

(...) Além disso, a lei excluiu da comissão ocupantes de cargos executivos em partidos políticos ou de comissão em quaisquer ramos do Poder público, bem como quem quer que não tenha condições de atuar com imparcialidade.(...)

E comenta:
(...) A julgar por seus integrantes, a comissão deverá se pautar pelo equilíbrio e o tratamento criterioso das evidências que encontrar nos arquivos oficiais, embora as suas pesquisas devam reabrir feridas quem sabe já cicatrizadas entre os familiares dos torturados, mortos e desaparecidos - e perturbar pessoas próximas daqueles que cuidaram de manter em segredo o que faziam nos porões da repressão.(...)

Lamentável, Sr. Estadão, não ter citado o que o "Estado de Minas" - e toda a sociedade informada - percebeu de imediato: Neutralidade da Comissão da Verdade é duvidosa (transcrição mais abaixo).

O Sr. Estadão "esqueceu" também de citar no seu Editorial que o regime militar teve origem num "movimento anti-comunista" da sociedade civil (O PCB - Partido Comunista do Brasil, estava na ilegalidade muito antes da "Revolução de 1964", mais exatamente desde 07 de maio de 1947, quando o Brasil rompeu relações a URSS) e o texto do Editorial passa ao largo da "luta armada". Não há nenhuma dúvida que muitos dos grupos de esquerda, originários de PCB, que foram combatidos pelo regime militar, já atuavam antes de 64, e seu objetivo era a instalação no país da chamada "ditadura do proletariado". Basta ler os jornais da época e/ou procurar referências no Google e na Wikipédia. Estes grupos constituíram a chamada "luta armada" e continuaram atuando após 64. Seus remanescentes hoje querem simplesmente reescrever a história, que o Estadão conhece muito bem!

Faltou a coragem e a imparcialidade que teve Alexandre Garcia no seu artigo:
(...) O decreto cria um órgão para estudar a revogação da pacificadora Lei de Anistia. Orienta a punição dos torturadores, mas não dos seqüestradores, assassinos e terroristas. Preserva, assim, soldados da guerra revolucionária como os ministros Dilma, Franklin e Minc. E vai atrás de coronéis da reserva.(...)

Pois é. O Estadão, em seu dia de "Carta Capital", pelo menos neste Editorial, nivelou-se à um reles "blogueiro progressista". Lamentável!
HR

Matérias transcrita mais abaixo:

Leia na Fonte: Estado de Minas
[12/05/12]   Neutralidade da Comissão da Verdade é duvidosa - por Junia Gama e Diego Abreu

Leia na Fonte: Arquivo, etc.
[05/01/10]   Vingança ou maluquice? - por Alexandre Garcia

Leia na Fonte: O Estado de S.Paulo
[12/05/12]   Lei do silêncio - de Romulo Bini Pereira, Gen Ex R1

Leia na Fonte: O Estado de S.Paulo
[13/05/12]   A comissão escalada

Leia na Fonte: Correio Braziliense
[12/05/12]   Militares lançam contraofensiva

Leia na Fonte: BBC Brasil em São Paulo
[13/01/10]   Entenda a polêmica sobre a Comissão Nacional da Verdade - por Caio Quero

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12/05/12
Decreto com nomes dos integrantes da Comissão da Verdade + Íntegra da Lei que criou a Comissão + "Apologia da tortura" : Artigo do "isento" membro José Carlos Dias, que é tio do advogado de José Dirceu

Nota de Helio Rosa:
Transcrevo abaixo, para registro, informações sobre a Comissão da Verdade (decreto que designou os integrantes e texto da Lei que criou a Comissão"), além de outras matérias.

01.
Meu primeiro comentário vai para... José Carlos Dias.

O artigo 2 da Lei cita, entre outros, este atributo de quem não pode participar da Comissão:
(...) § 1o  Não poderão participar da Comissão Nacional da Verdade aqueles que: (...)
(...) "- não tenham condições de atuar com imparcialidade no exercício das competências da Comissão".(...)

"Até as pedras sabem" que o foco principal da Comissão da Verdade é o chamado "regime militar".

O Sr.
José Carlos Dias, ex-ministro da Justiça, deveria declarar-se impedido, no mínimo, por ter escrito este artigo em 2006 (transcrito mais abaixo):
Leia na Fonte: Fundação Perseu Abramo
[24/11/06]  Apologia da tortura - por José Carlos Dias

Recorto um trecho (os grifos são meus):
(...) "Advoguei intensamente na defesa de perseguidos políticos durante aquele período, várias centenas de pessoas me confiaram mandato, outras causas defendi, por procuração outorgada pelo cônjuge ou pelos pais, na busca desesperada do ente querido que houvera desaparecido. Daí porque não só procurei defender vidas, na tutela de suas liberdades, como tentei salvá-las em vão, tornando-me patrono de memórias de seres, sem que muitas vezes se alcançasse sequer o atestado de óbito."
Afirmo em plena consciência, sob a fé do meu grau, como cidadão, como cristão, que me sinto no dever de testemunhar publicamente que o hoje coronel Ustra, vulgo dr. Tibiriçá, terá sido dos mais violentos repressores do regime militar imposto ao país, responsável pelas torturas e mortes no calabouço do DOI-Codi durante os quatro ou cinco anos em que foi lá comandante. Guardo em minha memória e em meu arquivo morto capítulos terríveis de tortura e de morte por mim testemunhados no compulsar de autos, nos relatos de testemunhas e de vítimas de violência.(...)

Sobre José Carlos Dias a Wikipédia informa (o grifo é meu):
"Ao longo de sua carreira, exerceu as funções públicas: Presidente da Comissão de Justiça e Paz de São Paulo; Secretário da Justiça do estado de São Paulo durante o governo de Franco Montoro, de 1983 a 1987; Ministro da Justiça durante o governo Fernando Henrique Cardoso, de julho de 1999 a abril de 2000. Atualmente, é sócio do escritório "Dias e Carvalho Filho - Advogados.

Em 2000 a revista "Isto É" publicou uma entrevista com o então ministro da Justiça José Carlos Dias:
Leia na Fonte: Isto É
[25/01 00]  "Vim para ousar" - por Andrei Meireles e Wladimir Gramacho

Transcrevo a introdução da matéria: (o grifo é meu)
"Ministro da Justiça defende a legalização do jogo e o fim da promiscuidade de advogados com o crime
O advogado José Carlos Dias ganhou fama atuando em dois tipos de causas bem diferentes. Tirou muita gente da cadeia nos tempos da ditadura e fez a defesa de alguns dos mais badalados criminosos do colarinho-branco. Em sua carreira profissional, adquiriu gosto por uma boa polêmica. Seus primeiros seis meses no Ministério da Justiça provam isso. Dias mostrou-se um ardoroso defensor da proibição da venda de armas no Brasil, bateu de frente com os propagandistas da pena de morte e vem pregando mudanças radicais na legislação penal. Em duas horas de entrevista a ISTOÉ, exercitou sua língua afiada. Criticou a gestão financeira de seu antecessor Renan Calheiros e o caminho trilhado pelo ex-ministro Nelson Jobim ao pular da Justiça para o Supremo Tribunal Federal. Entrou também em terrenos controversos ao se manifestar a favor da legalização do jogo do bicho e da reabertura dos cassinos no País. Mas também falou sobre temas mais amenos: fez uma apaixonada defesa do direito de as mulheres exibirem seus seios nas praias brasileiras."

José Carlos Dias é tio do famoso advogado José Luis de Oliveira Lima, defensor de José Dirceu, Cacciola, Dantas e Abdelmassih.
Faço dois recortes da matéria Advogado dos diabos que cita o tio e o sobrinho:
(...) "Outra ponte com o poder é o tio José Carlos Dias, ministro da Justiça durante o governo FHC, a quem José Luis chama “segundo pai” e agradece as indicações dos primeiros grandes clientes."(...)
(...) A mesma regra parece seguir o tio do entrevistado, José Carlos Dias, que me contou ter indicado o sobrinho para o ex-ministro José Dirceu porque já era advogado dos diretores do Banco Rural – acusados de prover recursos para o mensalão e que apresentam depoimentos conflitantes com os de Dirceu.(...)

02.
Do mesmo modo, estaria impedida a advogada Rosa Maria Cardoso da Cunha – que defendeu, além de outros, durante o regime militar, D. Dilma e seu ex-marido, Carlos Franklin Paixão de Araújo. (Lembro que a mídia recente tem informado que o Sr. Franklin Paixão atua como consultor da presidente Dilma na gestão da Comissão da Verdade).
"Aos 65 anos, Rosa Maria Cardoso da Cunha é dona de um escritório de advocacia no Rio de Janeiro."

D. Rosa Maria e o Sr. Dias podem ser cidadãos exemplares e, ao longo de suas vidas profissionais, podem ter desenvolvido "desprendimento moral, desinteresse, nobreza ou independência de caráter", que são atributos de pessoas isentas, segundo o dicionário Houaiss.
Podem até ter hoje "condições de atuar com imparcialidade no exercício das competências da Comissão" (texto da Lei).
Mas, no passado, não foram pessoas isentas em relação ao regime militar.

Além disso, ambos possuem escritórios de advocacia e os holofotes da mídia serão muito bons para os "negócios jurídicos".
Assim, permito-me opinar, com a experiência de 71 anos de vida, que ambos não "têm condições de atuar com imparcialidade".

03.
No meu entender, a presidente Dilma deixou de cumprir a Lei que ela própria assinou, ao designar estes dois integrantes "isentos". Creio que, de imediato, estas designações podem ser contestadas na Justiça.

Nos próximos "posts" pretendo localizar mais informações sobre os demais integrantes da Comissão da Verdade", além do que foi informado pela Presidência, que omitiu o fato fundamental da advogada Rosa Maria Cardoso da Cunha ter atuado na defesa de Dilma e seu ex-marido.

A Presidente da República continua menosprezando e insultando a inteligência de um enorme segmento pensante e bem informado da sociedade.
HR

Matérias transcritas mais abaixo:

Leia na Fonte: Agência Brasil
[11/05/12]  Diário Oficial publica decreto com nomes dos integrantes da Comissão da Verdade - por Renata Giraldi

Leia na Fonte: Diário Oficial da União
[11/05/12]  Decreto com nomes dos integrantes da Comissão da Verdade

Leia na Fonte: Folha
[10/05/12]  Planalto usa Wikipédia e omite dados sobre advogada de Dilma em perfis de comissão - Lucas Ferraz

Leia na Fonte: Fundação Perseu Abramo
[24/11/06]  Apologia da tortura - por José Carlos Dias

Leia na Fonte: Palácio do Planalto
[18/09/11]  Lei que criou a Comissão Nacional da Verdade no âmbito da Casa Civil da Presidência da República

Leia na Fonte: Isto É
[25/01/00 "Vim para ousar" (Entrevista com José Carlos Dias) - por Andrei Meireles e Wladimir Gramacho

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03/05/12
"Ongoing, grupo português que comprou parte do 'iG', tem forte influência de José Dirceu" + "iG" revela detalhes do livro “Memórias de uma guerra suja”

Comecemos com uma pequena montagem com trechos da mídia, como "resumo ambientativo" para, mais abaixo, ler mais detalhes.

01.
"O grupo português OnGoing comprou parte do Portal iG, que é controlado pela Oi.

Passam para os portugueses as áreas de conteúdo e publicidade. As de serviço digital e acesso à internet continuam com a empresa de telefonia.

A Yahoo! e o Grupo RBS também haviam demonstrado interesse, mas perderam a parada para a OnGoing, que já estão no Brasil: é acionista minoritária (29,1%) da empresa Ejesa, que edita os jornais “Brasil Econômico”, “O Dia”, “Marca” e “Meia Hora”."

"Trata-se de um grupo de comunicação que tem uma forte influência do chefe de quadrilha (segundo a Procuradoria Geral da República) e deputado cassado por corrupção José Dirceu (PT). Nos bastidores de Brasília, ele é tratado como sócio — e alguns chegam a dizer “dono” — do jornal “Brasil Econômico”, do qual é colunista."

"Evanise Santos, namorada do “chefe de quadrilha” (segundo a PGR), é diretora de marketing do jornal e da própria Ejesa." (Fonte transcrita mais abaixo: Reinaldo Azevedo)

02.
"Último Segundo" é o site noticioso do Portal iG.

Na minha opinião, a linha editorial do "iG" sofrerá forte influência de José Dirceu, principalmente nestas vésperas do julgamento do mensalão, ou em sua defesa direta ou para desviar a atenção do processo.

Ontem foram publicadas estas matérias no "iG", todas transcritas mais abaixo, relacionadas ao livro “Memórias de uma guerra suja”, dos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros, com grande repercussão na mídia:

Leia na Fonte: iG / Último Segundo
[02/05/12]   Nomes da Comissão da Verdade ainda não foram escolhidos - por Wilson Lima
Leia na Fonte: iG / Último Segundo
[02/05/12]   “Militantes de esquerda foram incinerados em usina de açúcar” - por Tales Faria
Leia na Fonte: iG / Último Segundo
[02/05/12]   “Delegado Fleury foi morto pelos militares" - por Tales Faria
Leia na Fonte: iG / Último Segundo
[02/05/12]   “Delegado Fleury foi morto pelos militares" - por Tales Faria

03.
O envolvimento de Dirceu com os portugueses vem de longa data e, por coincidência, acompanhei, nas origens, o assunto que volta à mídia.

Em 14 Ago 2010, no "BLOCO Tecnologia" do WirelessBRASIL, fiz um "post" com este título:
"Telefonica+PT+Vivo+Oi+TIM" (8) - O balcão governamental de negócios

Sem link na web, na época, copie do papel, um trecho de artigo da Veja que indicava a participação ativa de José Dirceu em negociações envolvendo um grupo português chamado "Ongoing". No texto, não confundir: encontramos uma mesma sigla com dois significados: PT (Portugal Telecom) e PT (Partido dos Trabalhadores):

02.
Neste registro, citava ainda o link para uma matéria mais antiga, de 05 Ago 2005, que vinculava José Dirceu à PT - Portugal Telecom:
Agenda mostra que Dirceu encontrou-se com representante da Portugal Telecom

Aqui está o trecho copiado da Veja:
(...)
O ingresso da Portugal Telecom (PT) na Oi evidencia ainda o avanço do grupo português Ongoing no Brasil.
Comandado pelo empresário Nuno Vasconcellos, a Ongoing tornou-se recentemente um dos principais acionistas individuais na PT. Contou para isso com financiamentos concedidos por bancos públicos do seu país, conferidos sob os auspícios do primeiro-ministro Sócrates Vasconcellos, que herdou da família uma fábrica de sabão, é hoje um dos homens mais ricos de Portugal, dono de jornais e canais de TV, todos afinados com os socialistas. sua influência já cruzou o Atlântico, numa velocidade bem superior à das caravelas de Pedro Álvares Cabral.
No último ano a Ongoing lançou por aqui o jornal Brasil Econômico, além de ter fechado a compra do carioca O Dia.
A Ongoing, na verdade, possui 30% da Empresa Jornalística Econômico, que é a dona, juridicamente, desses jornais no Brasil, no limite que a legislação permite para a participação de estrangeiros em empresas do setor. Os demais 70% pertencem à brasileira Maria Alexandra Mascarenhas Vasconcellos , que vem a ser... mulher de Nuno Vasconcellos.O português soube como cultivar suas sesmarias em solo brasileiro. José Dirceu assina uma coluna no jornal. Além disso, Evanise dos Santos, mulher de Dirceu, é diretora de marketing do Brasil Econômico.
O ex-ministro nunca escondeu que defendia o ingresso da telefônica portuguesa na Oi, como manifestou mais de uma vez. Foi padrinho de casamento da PT com o PT
.(...)

03.
Visto o passado, voltemos ao presente.

Reinaldo Azevedo, da Veja, retorna ao tema e faz registro (transcrição mais abaixo) em seu Blog:
Leia na Fonte: Veja / Blog de Reinaldo Azevedo
[18/04/12]   Grupo português ligado a José Dirceu, “chefe de quadrilha” (segundo a PGR), assume o controle de conteúdo e publicidade do Portal iG

De lá recorto este trecho:

(...) Para Fernão Lara Mesquita, jornalista e atual administrador do jornal O Estado de S. Paulo, mistério é coisa que não existe: “Se viesse um dia a cair no Brasil, Sherlock Holmes ficaria desempregado. Não há nada para descobrir. É tudo ’sexo explícito’”, refere.
Segundo ele, Dirceu “é o especialista nos trabalhos sujos. Tudo o que é realmente grande na roubalheira geral está a cargo dele”. Fernão Mesquita inclui na polêmica o caso Ongoing, grupo que considera o “cavalo de troia” da estratégia para o domínio multimédia no universo lusófono.
Num momento em que “o Brasil é o maior exemplo histórico de execução de um projeto de tomada de poder pelo controle dos meios de difusão da cultura ‘burguesa’”, a Ongoing “e os banqueiros por trás dela vieram a calhar”, aponta. A Ongoing, acionista da PT [Portugal Telecom], da Impresa e da Zon, é liderada, no Brasil, por Agostinho Branquinho, que não quis falar à VISÃO, invocando o seu “período de jejum” da política portuguesa. É amigo e companheiro de partido de Relvas.(...)


04.
Opino que, de uma maneira ou de outra, o "Núcleo" que controla o país para seu "projeto de poder permanente" vai, comendo pelas bordas, se apossando também da chamada grande mídia.

Por oportuno permito-me lembrar trecho de um "post" recente:

Em 2009 e 2010 fiz um acompanhamento cerrado do tema 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), como assunto ligado à telecom, pois esperava-se que a enorme e desatualizada legislação técnica existente pudesse ser debatida neste evento. Não foi.

As "frases de ordem" mais comuns, tanto na Conferência como na atual "blogosfera progressita" são "democratização das comunicações" e "controle social da mídia".
Usem o Google e tentem achar estas definições com precisão. Se encontrarem alguma coisa, será pura enrolação.

Mas, Leonel Brizola - que dispensa apresentações - num momento de total franqueza, em 21 de março de 1964, alguns dias antes da "Revolução", definiu o que é "democratizar a imprensa".
Pasmem e registrem:
Fonte: Acervo do Jornal do Brasil (pág 04)
[21/03/64]   Brizola: Agitação atingirá os quartéis - Coluna do Castello

(...) Mostra-se o dirigente esquerdista impressionado com a mobilização dos jornais e diz que uma das etapas da luta consiste em "democratizar a imprensa". Respondendo à pergunta, citou uma "fórmula intermediária" possível: a entrega dos jornais aos partidos políticos e o controle da publicidade por um organismo único. (...)

05.
Pois é, a "democratização da imprensa" está em pleno andamento, acontecendo legalmente, sob nossos barbas.
Tema para meditação...
HR

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03/05/12
MAV - "Militância em Ambientes Virtuais" (1) - A "patrulha do PT" na web - Conheça a organização, o treinamento e as pessoas envolvidas

Nota de Helio Rosa:
Estou fazendo uma série de "posts" de alerta ao cidadão desavisado sobre a crescente organização do PT para ocupar cada vez mais espaço na web com vistas ao seu "projeto permanente de poder".

No WirelessBRASIL há uma página especializada sobre
- A tropa do BloP - Blogueiros Progressistas e um primeiro "post" sobre o
- Levante Popular da Juventude.

São movimentos no mundo virtual que se ramificam no "mundo real" através de oficinas, reuniões, acampamentos e congressos.

Hoje vou "iluminar" o MAV - "Militância em Ambientes Virtuais", laboratório de experiência que se desenvolve principalmente em S. Paulo, para atuar efetivamente já na próxima eleição.

A criação do MAV foi decidida no 4º congresso do PT, em setembro e ocorreu em outubro de 2011, conforme dois registros transcritos mais abaixo (Folha e Blog de Aluizio Amorim).

O coordenador do MAV é o militante Adolfo Pinheiro Fernandez (foto), 36, que atuou na campanha de Aloizio Mercadante ao governo paulista em 2010. Em setembro de 2011 tentou articular um ato contra a revista "Veja" após a publicação de reportagem sobre o ex-ministro José Dirceu.

Não encontrei na web nenhuma informação adicional sobre Adolfo Pinheiro, sempre citado como "militante petista".

Adolfo Pinheiro não deixa dúvidas sobre o MAV: "Vamos espalhar núcleos de militantes virtuais por todo o país". "Quando sai algo contra um governo petista, a mídia faz escândalo, dá página inteira no jornal. Temos que ir para cima".

Opino que quando a mídia publica "algo contra um governo petista", normalmente é para denunciar escândalos e corrupção (que D. Dilma rebatizou de malfeitos). Assim, a sigla MAV também poderia ser redefinida como "Mentira Ataca a Verdade".

Aparecido Luiz da Silva, secretário de Comunicação do PT define onde está inserido o novo movimento: “Inovamos muito na comunicação do partido. Modernizamos o Portal Linha Direta e conseguimos ampliar a quantidade de acessos. Produzimos a Revista Linha Direta, newsletters e enviamos SMS para os celulares de militantes convidando para atividades. Tudo isso com o objetivo de aproximar e criar um canal cada vez mais direto de comunicação. O mesmo vale com as redes sociais. Temos nosso perfil e página no Facebook, twitter e Orkut”.

Adolfo Pinheiro integra a equipe que percorrerá o Estado de S. Paulo treinando os militantes petistas para a atuação nas redes. Segundo ele, as oficinas vão discutir comunicação nas redes, legislação eleitoral, estratégia e campanha.
As oficinas serão realizadas em "LAN Houses" em cidades das Macrorregiões paulistas.

Na minha opinião, estão sendo visados principalmente os jovens de famílias com menor poder aquisitivo e, por consequência, menos informados sobre o perigo para a democracia que o MAV representa. São as pessoas incautas e incultas da periferia.

Os petistas dizem que a nova ferramenta também poderá ajudar seus candidatos a enfrentar boatos na rede com maior rapidez. "No ano passado, demoramos demais a rebater calúnias contra Dilma sobre aborto e luta armada", afirma Pinheiro.

Com paciência de Jó, tendo sal de frutas e "dramin" contra enjôo à mão, acompanhei um vídeo (referência mais abaixo) em que o entrevistado é Renato Simões - secretário nacional de Movimentos Populares e Políticas Setoriais do PT. Aos 7 min da exibição, Simões informa que os MAV serão constituídos por grupos de 9 pessoas e, para os da minha geração, não há como não comparar com os "Grupos dos 11" de Brizola "avô", em atuação antes da Movimento Anticomunista de 64. Os "onze" de Brizola não chegaram a fazer grandes estragos mas dos "nove" do MAV podemos esperar o pior para a democracia. São verdadeiros ninhos de serpentes e espero que não tenham sucesso.

Reinaldo Azevedo, da Veja, resume tudo com sua costumeira objetividade e contundência (matéria transcrita mais abaixo):

(...) A oposição é apenas um de seus alvos. O outro é o jornalismo independente. Desde que chegou ao poder, o PT encetou várias ações para tentar censurar a imprensa. Duas delas foram mais descaradas: a proposta de criação do Conselho Federal de Jornalismo e a introdução de mecanismos de restrição à liberdade de pensamento no Plano Nacional de Direitos Humanos. A sociedade rejeitou as duas coisas. Isso não quer dizer que o partido tenha se dado por satisfeito e se conformado em viver num país em que informação e opinião são livres.

Na Internet, no jornalismo impresso e também na TV, ex-jornalistas tiveram a pena alugada pelo petismo para agredir lideranças da oposição e, ainda com mais energia, a imprensa. Tentam desacreditá-la para dar, então, relevo às verdades do partido. Alguém poderia dizer: “Até aí, Reinaldo, tudo bem! Eles estão fazendo a guerra de opinião”. Não está tudo bem, não! Esse trabalho é financiado com dinheiro público — sejam verbas do governo federal e de governos estaduais ou municipais do partido, sejam verbas de estatais. Vale dizer: é o dinheiro público que financia uma campanha suja que é de interesse de uma legenda.

Essas publicações — blogs, sites e revistas sustentados com dinheiro dos cidadãos — formam uma espécie de central de produção de difamações que a tal “MAV” vai espalhar pela rede. O núcleo mais forte está em São Paulo, mas o próprio partido anuncia que está criando outros país afora. Assim, meus caros, já não se pense mais no PT como o partido que aparelha apenas sindicatos, movimentos sociais, ONGs, autarquias, estatais, fundos de pensão e, obviamente, o estado brasileiro. Não! Os petistas decidiram aparelhar também a Internet.(...)


Estes são os petistas envolvidos na coordenação do MAV, anotados na web até o momento:
- Adolfo Pinheiro Fernandez - militante do PT e coordenador do MAV
- Aparecido Luiz da Silva, o Cidão, - secretário de Nucleação do PT
- Renato Simões - secretário nacional de Movimentos Populares e Políticas Setoriais do PT

Estes movimentos nas redes sociais, com certeza, poderão se unir em momentos especiais mas, por enquanto, são coordenados por grupos nem sempre afinados: os "blogueiros progressistas" pelo "PC do B", o "Levante Popular da Juventude" pelo MST e o MAV - "Militância em Ambientes Virtuais", pelo próprio PT.

Há uma única certeza: o povo votante é apenas "massa de manobra". Não há um projeto de governo para melhorar o país, apenas um ''projeto de poder permanente".
A sociedade organizada e o povo ordeiro e trabalhador precisam acompanhar estas ações e aprender a combater estes ninhos de venenosas serpentes.
HR

Matérias transcritas mais abaixo:

Leia na Fonte: Blog do Aluizio Amorim
[30/04/12]  Patrulha Cibernética do PT ataca na web - por Aluízio Amorim

Fonte: UOL/Folha
[18/10/11]  PT treina 'patrulha virtual' para atuar em redes sociais

Leia na Fonte: Veja / Blog de Reinaldo Azevedo
[30/04/12]  Como o PT solapa a liberdade na Internet para agredir os indivíduos livres, a imprensa e a oposição - por Reinaldo Azevedo

Leia na Fonte: WikiNotícias
[04/08/08]  Deputado brasileiro manifesta apoio a guerrilheiro das FARC (sobre Renato simões)

Fonte: Youtube
[27/10/11]  Criação dos MAV's foi tema de debate ao vivo na internet (Link para vídeo no YouTube)

Leia na Fonte: Vinícius Assumpção
[08/11/11]  PT realiza plenária na internet sobre militância em ambientes virtuais

Leia na Fonte: Portal da Band
[09/09/11]  Campinas: prefeito ‘ressuscita’ Renato Simões

Leia na fonte: Mav PT SP
[02/06/11]  Secretário de comunicação fala em entrevista da importância do nucleo MavPt-SP - por Adolfo Pinheiro Fernandez

Ler transcrições das matérias