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Leia na Fonte: Blog do Rodrigo Constantino
[03/06/15]  BNDES: o banco do bolivarianismo petista - por Rodrigo Constantino

Continuo “brincando” com os dados da planilha fornecida pelo próprio BNDES, e o espanto também continua. Nada que não fosse totalmente esperado, mas é que quando colocamos assim, com os dados oficiais, em uma imagem tão clara que captura toda uma narrativa, o espanto que se segue é natural.

Então, como já disse aqui, o BNDES é praticamente o banco de fomento da Odebrecht, certo? E Angola é o grande destino final dos recursos, certo? Mas vamos, agora, ver a torta com a proporção de todos os destinos, para ter uma noção mais acurada do papel do BNDES no exterior:


Total: US$ 11,8 bilhões. Fonte: BNDES
[Fonte: Blog do Rodrigo Constantino]

Uau! É isso mesmo, leitor: dos quase US$ 12 bilhões emprestados pelo BNDES para obras no exterior, cinco países concentram quase 90% do total! E não pense você que teremos países como Peru, Chile, México ou Colômbia na lista. Não! Esses países um pouco mais sérios não merecem financiamento para obras de nossas construtoras. São eles: Angola, Argentina, República Dominicana, Venezuela e Cuba. Não é uma beleza?

Argentina e Venezuela dispensam introdução: são os camaradas do peito do PT, parceiros do bolivarianismo tupiniquim. Cuba, claro, é o papai ideológico da turma, o grande guru, a meta, o objetivo, o sonho, o ponto de chegada. Angola é comandada por uma ditadura socialista, e a filha do homem está na lista da Forbes: uma bilionária (Lulinha ainda chega lá). República Dominicana, bem, o que dizer, né?

Uma pessoa mais desconfiada poderia suspeitar que há algo muito estranho nessa escolha dos destinos de tantos bilhões do nosso dinheiro, não é mesmo? Qual o critério? Será que se um filósofo conservador acusasse o BNDES de ter se transformado num banco de fomento do bolivarianismo sob o PT ele deveria ser tido como paranóico? Será que o Foro de São Paulo tem alguma coisa a ver com a escolha dos destinos?

Claro, alguém mais cínico poderia alegar que o comunismo é secundário nessa história, e que os países são escolhidos porque neles é mais fácil fazer esquemas pouco transparentes e muito corruptos. Pode ser. Mas quem foi que disse que uma coisa anula a outra? O comunismo sempre foi um paraíso para os corruptos e inescrupulosos! Pergunte a Fidel Castro e a toda nomenklatura soviética…

Que triste fim esse do BNDES petista: tornou-se um instrumento bolivariano, um apêndice do Foro de São Paulo, o braço financeiro de regimes ditatoriais e/ou falidos em parceria com grandes conglomerados nacionais dispostos a fechar os olhos para esses “detalhes”, desde que a grana pesada continue entrando em seus caixas. CPI do BNDES já!