|
WirelessBrasil
Bloco
RESISTÊNCIA
Página inicial
Sobre
*
Bloco
TECNOLOGIA
|
Para pesquisar uma
palavra ou frase nesta página, utilize a "facilidade" do seu
navegador. Na barra de menus, faça: Editar
--> Localizar (Explorer e Firefox) ou Controlar página atual
--> Encontrar na página (Google Chrome) e preencha o campo
correspondente na janela aberta.
Nota de Helio Rosa
Há alguns dias estou utilizando o serviço conhecido como "Alerta Do Google"
para receber, via e-mail, matérias da web sobre a "Comissão da Verdade",
automaticamente, quando são publicadas. Nas primeiras remessas recebi muitos
artigos e notícias sobre o tema, com datas anteriores à inscrição.
Passo a fazer uma seleção dessas notícias numa nova Série de "posts" com o
título propositalmente irônico de "Comichão da Meia-Verdade", para
ressaltar minha opinião de que a motivação da "Comissão da Verdade" é o
"desejo veemente" de exaltar e transformar em heróis os guerrilheiros
participantes da "luta armada" que combateram o regime militar, não com o
objetivo de restaurar a democracia, mas de instalar uma "ditadura do
proletariado" com inspiração soviética. Como todos nós sabemos, alguns dos
ex-guerrilheiros hoje participam do Governo.
A Lei da Anistia não foi suficiente para algumas dessas pessoas que
continuam sua luta, agora com outras armas. Querem por que querem contar a
meia-verdade do conflito. As perguntas que não querem calar: será que ainda
professam as ideologias alienígenas consideradas como "vanguardas do
atraso"? Que tipo de "democracia" pretendem para o Brasil?
Se a Comissão vingar (no sentido de ser aprovada), para dar o exemplo,
deveria começar seu trabalho pela presidenta de todos os brasileiros, Dilma
Rousseff, que tem contado a todos que sofreu torturas quando prisioneira mas
que não disse ainda o que fazia como guerrilheira.
As Forças Armadas há muito "voltaram para os quartéis" e hoje subordinam-se
totalmente ao Poder Civil. A continuidade de um "estado de vingança e de
retaliação" contra os militares só enfraquece a Nação, literalmente, no
sentido em que estas Forças estão desaparelhadas e os com salários baixíssimos.
Se um governo democrático teme suas próprias Forças Armadas, com certeza não
está bem intencionado. É tempo dos "egressos da luta armada" também voltarem
para seus "quartéis". A "verdade verdadeira" é um assunto para
historiadores, que no devido tempo, farão o seu trabalho profissional e
isento. HR
Recorte do dicionário Houaiss:
Comichão:
Substantivo feminino.
1. Prurido ('sensação cutânea desconfortável que leva um indivíduo a coçar
ou friccionar a pele')
2. (Sentido figurado) Desejo veemente; tentação <queria atirar, sentia uma
comichão no dedo do gatilho>
3. (Sentido figurado) Sensação de ansiedade; insofrimento, impaciência <a
espera interminável criava comichões em seu corpo>
Do Google:
"Meia-verdade é uma mentira inteira” (Provérbio iídiche) HR
18/09/12
•
A Comichão da Meia-Verdade (23) - Reinaldo Azevedo: A Comissão da Verdade dá
um golpe no próprio texto que a criou e já pode ser chamada de Comissão da
Mentira
Leia na Fonte: Blog do
Reinado Azevedo / Veja
[18/09/12]
A Comissão da Verdade dá um golpe no próprio texto que a criou e já pode ser
chamada de Comissão da Mentira. Ou: Antevi cada passo da tramoia - por
Reinaldo azevedo (foto) Obs: Grifos e cores constantes da Fonte
Um
dos capítulos de “O País dos Petralhas II – O inimigo agora é o mesmo”,
o 7º, chama-se “Photoshop na história”. Reúne justamente textos sobre a
tal “Comissão da Verdade” e desmonta os mitos de que o país assistiu,
entre 1964 e 1985, à luta do Bem contra o Mal. Errado! Nos seus
extremos, era a luta do Mal contra o Mal. Felizmente os democratas de
verdade conseguiram operar a transição para um regime de liberdades.
Muito bem! Dilma criou a tal da Comissão
da Verdade. Existe uma lei que a embasa. Nela — explico tudo abaixo —,
está claro de modo inquestionável, insofismável e irrespondível que a
comissão teria de apurar violações dos direitos humanos ocorridas a
partir de 1946, pouco importando se seus agentes eram
de direita ou de esquerda.
O que foi que Tio Rei escreveu aqui? Que
dariam um golpe na comissão; que só seriam apurados eventuais crimes
cometidos por agentes do Estado a partir de 1964 e que
as esquerdas não seriam investigadas. Ao contrário! São as heroínas da
democracia. Dito e feito! Na mosca! Batata! Ontem, a comissão mandou o
texto legal às favas e decidiu que só serão apurados os crimes cometidos
por um dos lados. Entenderam? A Comissão da Verdade, tão apaixonada pela
democracia, não respeita uma lei aprovada pelo Congresso!!!
Aqui e ali, leio ignorâncias assim: “Todos
os crimes cometidos pelas esquerdas foram apurados pelo Regime Militar,
e seus autores foram processados e punidos…”. Mentira! Há gente que
jamais respondeu a processo e que, ora vejam!, ainda foi indenizada como
perseguida pelo regime! No dia
11 de maio
tratei das questões relevantes sobre essa lei. Cumpre destacar que,
agora ao menos, a dita-cuja ganha a sua real feição: trata-se de uma
“Comissão da Revanche”. Relembro o essencial daquele artigo.
(...)
Dilma nomeou a tal
Comissão da Verdade. Haverá uma solenidade com a presença de todos os
ex-presidentes para dar posse ao grupo etc. e tal. A presidente, nesse
particular, não imita Lula. Procura dar a certas decisões de governo a
inflexão de política de estado e se mostrar menos exclusivista e mais
tolerante do que o antecessor. Certamente a sua vaidade não rivaliza com
a dele porque a de ninguém rivaliza. Não se esqueçam de que, quando
Obama se elegeu nos EUA, o Apedeuta quase deu de ombros e sugeriu que
inovação mesmo teria sido aquele país eleger um operário… Não sei se
vocês entenderam esse particularíssimo ponto de vista… Mas fiz
digressão. Volto. Estão nomeados os sete: José Carlos Dias
(ex-ministro da Justiça no governo FHC), Gilson Dipp (ministro do STJ e
do TSE), Rosa Maria Cardoso da Cunha (amiga e ex-advogada de Dilma),
Cláudio Fonteles (ex-procurador-geral da República no governo Lula),
Maria Rita Kehl (psicanalista), José Paulo Cavalcanti Filho (advogado e
escritor), Paulo Sérgio Pinheiro (atual presidente da Comissão
Internacional Independente de Investigação da ONU para a Síria).
(…)
Qualquer historiador, não importa a
corrente que abrace ou a ideologia, se tiver uma mínimo de seriedade e
não for mero esbirro de partido ou grupo, repudia o próprio fundamento
dessa comissão: COM A DEVIDA VÊNIA, SÓ DITADURAS ESTABELECEM
VERDADES OFICIAIS DE ESTADO EM MATÉRIA DE HISTÓRIA! Como o
Brasil não é uma ditadura, trata-se de um despropósito conceitual somado
a outro despropósito aplicado. O problema dessa comissão é que ela já
nasce de uma mentira inserida em sua própria redação, como demonstrei
aqui em
artigo publicado no dia 6 de março.
Vocês já leram, por acaso, a íntegra da
lei que criou a Comissão Nacional da Verdade? Quando quiserem, o texto
está
aqui.
Vocês verão por que é importante fazê-lo caso queiram formar um juízo
consequente da realidade. Não se esqueçam. Uma das causas daquela crise
que alcançou centenas de militares da reserva foram declarações feitas
pela ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos), segundo quem a
Comissão da Verdade poderia resultar em processos criminais. Não pode!
Ler mais
18/09/12
•
A Comichão da Meia-Verdade (22) - Em resolução divulgada no Diário Oficial
da União, Comissão da Verdade decide que vai apurar só ações do regime
Leia na Fonte: O
Estado de S.Paulo
[18/09/12]
Comissão vai apurar só ações do regime - por Leonencio Nossa
Colegiado
confirma que se limitará aos crimes praticados por agentes públicos na
ditadura; militares queriam incluir atos de militantes de esquerda
A Comissão Nacional da Verdade confirmou nessa segunda-feira, 17, que não
investigará supostos crimes praticados por adversários da ditadura militar
brasileira (1964-1985). Em resolução divulgada no Diário Oficial da União,
os integrantes do grupo ressaltam que analisarão apenas violações de
direitos humanos praticadas por agentes públicos ou pessoas a serviço do
Estado.
Desde a instalação do grupo pela presidente Dilma Rousseff, em maio, setores
militares da reserva pedem que os justiçamentos e execuções praticados por
militantes de esquerda sejam investigados, numa forma de rebater discursos
de grupos de direitos humanos. Representantes da comissão, no entanto,
sempre disseram que o objetivo do grupo é investigar somente os crimes do
regime militar.
No texto publicado no Diário Oficial da União, os integrantes da comissão
aproveitaram para deixar claro, também, que não vão reexaminar processos das
comissões de Anistia e de Mortos e Desaparecidos - pessoas que tiveram seus
pedidos de compensação e indenização rejeitados passaram a recorrer ao
grupo.
Ler mais
27/05/12
•
A Comichão da Meia-Verdade (21) - Sociólogo Paulo Roberto de Almeida:
"Dou-me o direito de discordar" (sobre a Comissão da Verdade)
Nota de Helio Rosa:
Transcrevo mais abaixo esta matéria ("post" no blog de Paulo Roberto de
Almeida):
Lei na Fonte: Blog Diplomatizzando
[16/05/12]
Dou-me o direito de discordar (Comissao da "Verdade") - por Paulo
Roberto de Almeida
Faço um recorte, como motivação para a leitura:
(...) Como ex-integrante de dois desses grupos que se alinharam contra o
regime militar, posso dizer, com pleno conhecimento de causa, que nenhum de
nós estava lutando para trazer o Brasil de volta para uma 'democracia
burguesa', que desprezávamos. Nós pretendíamos um regime revolucionário,
que, inevitavelmente, começaria fuzilando burgueses e latifundiários."(...)
A revista Veja, em sua edição do sábado 19 (data de capa 23/05/2012),
reproduziu trecho desta postagem, desta forma:
O s ociólogo
Paulo Roberto de Almeida (foto) , que pertenceu a grupos de insurreição
armada contra o regime militar brasileiro, colocou a questão com muita
clareza:
"Como ex-integrante de dois desses grupos que se alinharam contra o regime
militar, posso dizer, com pleno conhecimento de causa, que nenhum de nós
estava lutando para trazer o Brasil de volta para uma 'democracia burguesa',
que desprezávamos. Nós pretendíamos um regime revolucionário, que,
inevitavelmente, começaria fuzilando burgueses e latifundiários."
Essa é a verdade. É uma afronta à história tentar romantizar ou edulcorar as
ações, os métodos, as intenções e as ligações com potências estrangeiras dos
terroristas que agiram no Brasil durante o período militar.
Sobre Paulo Roberto de Almeida:
Doutor em Ciências Sociais, com vocação acadêmica voltada para os temas de
relações internacionais, em geral, de história diplomática do Brasil em
particular e para questões gerais do desenvolvimento econômico.
Profissionalmente, sou membro da carreira diplomática desde 1977. Minhas
preocupações cidadãs voltam-se para os objetivos do desenvolvimento
nacional, do progresso social e da inserção internacional do Brasil. Entendo
que quatro das condições básicas para que tais objetivos sejam atingidos
podem ser resumidas como segue: uma macroeconomia estável, uma microeconomia
competitiva, uma alta qualidade dos recursos humanos e abertura ao comércio
internacional e aos investimentos estrangeiros. Para meus trabalhos ver o
site http://www.pralmeida.org/. [Fonte]
HR
Ler mais
26/05/12
•
A Comichão da Meia-Verdade (20) - Dilma nomeia assessor "isento" e ministro
da Justiça participa das reuniões iniciais da "Comissão da Verdade"
Nota de Helio Rosa:
Já comentei que a presidente Dilma descumpriu a
Lei da Comissão da Verdade ao nomear integrantes sem a necessária
isenção, prevista no texto legal que cita explicitamente que os membros
devem ter "condições
de atuar com imparcialidade no exercício das competências da Comissão".
O descumprimento continua na nomeação de, pelo menos, um dos
assessores, o
ex-subprocurador-geral da República Wagner Gonçalves que, boquirroto,
já defende publicamente que o Ministério Público (MP) proponha ações contra
responsáveis por crimes ocorridos durante a ditadura.
Apesar da afirmação governamental que a Comissão da Verdade é "de Estado" e
não "de governo", todos sabem que isto é uma falácia: a Comissão funciona no
âmbito da Casa Civil de uma presidente ex-guerrilheira e o revanchismo é
explícito nas declarações dos envolvidos.
"Não deu outra": a "tutela" do Planalto se evidencia pelo ministro da
Justiça, José Eduardo Cardozo, que tem comparecido às reuniões da Comissão.
Ele justificou a sua presença como "meramente administrativa". Todo mundo
acreditou.
O Brasil não é constituído apenas de um "povão" incauto e inculto. Há uma
enorme parcela da sociedade que é bem informada, instruída, e que pensa!
Juízo, D. Dilma!
As "Comissões Paralelas" dos Clubes Militares terão muito que fiscalizar.
HR
Matérias transcritas:
Leia na Fonte: Folha
[25/05/12]
Dilma nomeia assessores da Comissão da Verdade - por Kelly Matos
Leia na Fonte: Estadão
[25/05/12]
Assessor da Comissão da Verdade defende ações contra torturadores
Leia na Fonte: Estadão
[24/05/12]
Ministro assiste às reuniões da Comissão da Verdade - por Tânia Monteiro
Ler mais
23/05/12
•
A Comichão da Meia-Verdade (18) - Historiador Marco Antonio Villa: "Verdade?
Que verdade?"
Nota de Helio Rosa:
Anoto na Wikipédia: "Ives Gandra da Silva Martins (São Paulo, 12 de
fevereiro de 1935) é um advogado tributarista, professor e prestigiado
jurista brasileiro.
Atualmente é o presidente do Centro de Extensão Universitária, professor
emérito da Universidade Mackenzie e professor honoris causa do Centro
Universitário FIEO.
Membro da Academia Paulista de Letras, do Instituto dos Advogados de São
Paulo, da Ordem dos Advogados, secção de São Paulo, conselheiro vitalício do
São Paulo Futebol Clube e ex-presidente do Conselho Consultivo do São Paulo
Futebol Clube."
Transcrevo, após a matéria citada no título do "post", esta outra, já
veiculada neste espaço, que vale reler:
Fonte: Direito Administrativo em Debate
[28/01/11]
Os Borgs e a comissão da verdade - por Ives Gandra da Silva Martins
HR
--------------------------------------------------------------
Leia na Fonte:
Estadão
[26/05/12]
A Comissão da Verdade e a verdade histórica - por Ives Gandra Silva
Martins
Depois
de muita expectativa - e com grande exposição na mídia -, foi constituída
comissão para "resgatar a verdade histórica" de um período de 42 anos da
vida política nacional, objetivando, fundamentalmente, detectar os casos de
tortura na luta pelo poder. A História é contada por historiadores, que têm
postura imparcial ao examinar os fatos que a conformaram, visto serem
cientistas dedicados à análise do passado. Os que ambicionam o poder fazem a
História, mas, por dela participarem, não têm a imparcialidade necessária
para a reproduzir.
A Comissão da Verdade não conta, em sua composição, com nenhum historiador
capaz de apurar, com rigor científico, a verdade histórica da tortura no
Brasil, de 1946 a 1988. O primeiro reparo, portanto, que faço à sua
constituição é o de que "não historiadores" foram encarregados de contar a
História daquele período. Conheço seis dos sete membros da comissão e tenho
por eles grande respeito, além de amizade com alguns. Não possuem, no
entanto, a qualificação científica para o trabalho que lhes foi atribuído.
O segundo reparo é que estiveram envolvidos com os acontecimentos daquele
período. Em debate com o ex-deputado Ayrton Soares, em programa de Mônica
Waldvogel, perguntou-me o amigo e colega - que defendia a constituição de
comissão para essa finalidade, enquanto eu não via necessidade de sua
criação - se eu participaria dela, se fosse convidado. Disse-lhe que não,
pois, apesar de ser membro da Academia Paulista de História, estive
envolvido nos acontecimentos. Inicialmente, dando apoio ao movimento para
evitar a ameaça de ditadura e garantir as eleições de 1965, como, de resto,
fizeram todos os jornais da época. No dia 2 de setembro de 1964, o jornal O
Globo, em seu editorial, escrevia: "Vive a nação dias gloriosos. Porque
souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vinculações
políticas, simpatias ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que
é essencial à democracia, a lei, a ordem".
Ler mais
23/05/12
•
A Comichão da Meia-Verdade (18) - Historiador Marco Antonio Villa: "Verdade?
Que verdade?"
Nota de Helio Rosa:
Marco Antonio Villa é Historiador. Professor do Departamento de
Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos. Bacharel e
Licenciado em História, Mestre em Sociologia e Doutor em História. É autor
de "O Nascimento da República", entre outros.
Reinaldo Azevedo comentou sobre Marco Antonio Villa:
"Num ambiente infestado de vigaristas intelectuais, de covardes, de
trapaceiros, o historiador Marco Antonio Villa é uma das notáveis exceções.
Sim, há outros intelectuais capazes de apontar algumas fraudes influentes,
mas ficam calados. Ele tem a coragem de falar o que pensa. Fiz com ele uma
das melhores entrevistas publicadas na antiga revista Primeira Leitura, em
2005. E que fique claro! Recomendo os livros de Villa não porque concorde
sempre com ele, mas porque reconheço nele um pensador independente."
Permito-me dois recortes nas matérias citadas neste "post", destacadas para
evidenciar, nas palavras de um historiador conceituado, o que tenho repetido
à exaustão: a "luta armada" não visava a democracia, mas a instalação de uma
ditadura do proletariado no Brasil. Opino que a presidente Dilma e demais
egressos dos grupos guerrilheiros, no seu atual projeto de Poder, precisam
recontar a história. Quando dizem que pegaram em armas pela democracia,
estão faltando com a verdade. Simples assim.
(...) Mas — e não pode ser deixado de
lado — ocorreram ações por parte dos grupos de luta armada que vitimaram
dezenas de brasileiros. Evidentemente que são atos distintos. A repressão
governamental ocorreu sob a proteção e a responsabilidade do Estado.
Contudo, é possível enquadrar diversos atos daqueles grupos como violação
dos direitos humanos e, portanto, incurso na lei 12.528. (...)
(...) Argumentam que não havia outro meio de resistir à ditadura, a não ser
pela força. Mais um grave equívoco: muitos dos grupos existiam antes de 1964
e outros foram criados logo depois, quando ainda havia espaço democrático
(basta ver a ampla atividade cultural de 1964-1968). Ou seja, a opção pela
luta armada, o desprezo pela luta política e pela participação no sistema
político e a simpatia pelo foquismo guevarista antecedem o AI-5 (dezembro de
1968), quando, de fato, houve o fechamento do regime.(...)
HR
Matérias transcritas mais abaixo:
Leia na Fonte: Blog do Villa - Origem: O Globo
[22/05/12]
Verdade? Que verdade? - por Marco Antonio Villa
Leia na Fonte: Blog do Villa - Origem: Folha
[19/05/08] Falácias
sobre a luta armada na ditadura - Por Marco Antônio Villa
Ler mais
23/05/12
•
A Comichão da Meia-Verdade (17) - Íntegra do discurso de Dilma na Comissão
da Verdade + Matérias sobre o tema
Nota de Helio Rosa:
Em fevereiro de 2011 comecei esta Série de "posts" com título propositalmente
irônico de "A
Comichão da Meia-Verdade".
Os "posts" foram rareando pois a grande mídia praticamente esqueceu o assunto,
que sempre continuou fervilhando nos "porões" na blogosfera progressista e sites
afins.
O que era ironia tornou-se realidade e a comichão de contar a meia verdade do
confronto do regime militar contra a "luta armada" chegou ao seu climax
com o grande evento midiático da instalação da Comissão da Verdade.
Com engulhos, azias e urticárias, agora a comichão é minha, de acompanhar a
mídia e reativar a Série para registrar o andamento da Comissão dita "da Verdade"
empossada no dia 16 de maio.
Vou dar continuidade também à outra Série:
"Orvil":
A "Comissão da Verdade" do Exército que assombra a esquerda brasileira.
O "Orvil" (palavra "livro" escrita ao contrário) está
disponível para download neste link. Trata-se de um arquivo em formato .pdf,
cópia xerox do original.
O "Orvil", cujo título original seria "As tentativa de tomado do poder", é um
trabalho de fôlego. "A mando do general Leônidas Pires Gonçalves, o projeto
foi desenvolvido pelo Centro de Informações do Exército (CIE). Cerca de uma
dúzia de oficiais trabalhou em segredo no Orvil durante três anos. Como o livro
não foi publicado, entrou na lista dos documentos sigilosos das Forças Armadas."
Estou reformatando o Orvil
e vou divulgar seu conteúdo em forma de "posts" diários.
Já iniciei outra Série com os pronunciamentos
dos militares inativos sobre o tema. O título é "Militares: a
voz ativa dos inativos" e nela pretendo acompanhar também as atividades dos
Clubes Militares que estão organizando Comissões paralelas para acompanhar a
"oficial".
Resistir é preciso!
HR
Matérias transcritas mais abaixo:
Leia na Fonte: BLOCO
Resistência / WirelessBRASIL
[20/02/11] Introdução da página existente com o título: A
Comichão da Meia-Verdade
Leia na Fonte: Folha
[16/05/12]
Leia a íntegra do discurso de Dilma na Comissão da Verdade
Leia na Fonte: IG
[17/05/12]
Maioria da Comissão da Verdade quer investigar apenas militares - por Wilson
Lima
Leia na Fonte: Veja / Blog de Reinaldo Azevedo
[17/05/12]
A grande falha lógica do discurso de Dilma - por Reinaldo Azevedo
Ler mais
21/03/11
•
A Comichão da Meia-Verdade (16) - Artigo de Roberto Campos, sempre atual: "A
nostalgia das ossadas"
(...) Durante nossos "anos de chumbo",
não só os guerrilheiros sofreram; 104 militares, policiais e civis,
obedecendo a ordens de combate ou executados por terroristas, perderam a
vida. Sobre esses, há uma conspiração de silêncio e, obviamente, nenhuma
proposta de indenização. Qualquer balanço objetivo do decênio 1965-75
revelará que no Brasil houve repressão e desenvolvimento econômico (foi a
era do "milagre brasileiro"), enquanto nos socialismos terceiromundistas e
no leste europeu houve repressão e estagnação.(...)
(...) As décadas de 60 e 70, no auge da Guerra Fria, foram épocas de imensa
brutalidade. Merecem ser esquecidas, e esse foi o objeto da Lei de Anistia,
que permitiu nossa transição civilizada do autoritarismo para a democracia.
Deixemos em paz as ossadas. Nada tenho contra a monetização da saudade,
representada pela indenização às famílias das vítimas. Essa indenização é
economicamente factível no nosso caso. Os democratas cubanos, quando cair a
ditadura de Fidel Castro, é que enfrentariam um problema insolúvel se
quisessem criar uma "comissão especial" para arbitrar indenizações aos
desaparecidos. Isso consumiria uma boa parte do minguado PIB cubano!
Nosso problema é saber se a monetização da saudade deve ser unilateral,
beneficiando apenas as famílias dos que se opunham à revolução de 1964. Há
saudades, famílias e ossadas de ambos os lados.(...)
Ler mais
21/03/11
•
A Comichão da Meia-Verdade (15) - O jornalista Jorge Serrão comenta a nova
novela do SBT que considera "eficiente peça de propaganda ideológica na
crescente campanha de desmoralização das Forças Armadas"
(...) A ficção nem sempre imita bem a
realidade. E quando a distorce, ainda ajuda a perpetuar inverdades sobre a
História. O SBT vai estrear no dia 5 de abril, às 10h 30min, a novela “Amor
e Revolução”. Pelo trailer divulgado até agora, tudo indica que a obra será
mais uma eficiente peça de propaganda ideológica na crescente campanha de
desmoralização das Forças Armadas no Brasil pós-1964.
O Alto Comando do Exército já está muito preocupado com os efeitos deste
verdadeiro “golpe” psicossocial. Produto de consumo popular, a novela
coincide com a intenção do governo de instituir a tal Comissão da Verdade -
que visa a investigar exclusivamente os crimes (mortes, torturas,
desaparecimentos, perseguições) atribuídos aos militares na repressão à luta
armada que sonhava implantar o comunismo no Brasil, nas décadas de 60-70.
O Alerta Total já cansou de alertar aos membros do Exército, Marinha e
Aeronáutica. Desde a década de 70, existe uma evidente intenção de
desmoralizar as Forças Armadas no Brasil. O objetivo psicossocial é criar
uma antipatia tão grande com as Legiões. Para que se chegue à “natural
conclusão” de que o Brasil não precisa tanto de Forças Armadas.(...)
Ler mais
21/03/11
•
A Comichão da Meia-Verdade (14) - Uma comissão "chapa branca" - por Luiz
Eduardo Rocha Paiva
(...) Os discursos sinalizam a
parcialidade do Executivo onde a expressiva influência e presença de
ex-guerrilheiros comprometem o processo de criação e a condução da CV. Cabe
ao Legislativo corrigir as distorções do Projeto de Lei, a fim de assegurar
autonomia e equilíbrio na Comissão, compondo-a com pessoas de pensamento
distinto em relação aos setores por ela afetados, de preferência por
historiadores. Uma Comissão facciosa alçará ex-guerrilheiros e
ex-terroristas a heróis e vítimas inocentes, justificando, omitindo ou
pintando seus crimes como ações de admirável idealismo democrático. Isso,
por si só, levará à satanização de ex-agentes da lei, não importando, aos
propósitos revanchistas, quem tenha violado direitos humanos. Muitos
cidadãos defenderam o Estado por missão e idealismo, atributo não exclusivo
da esquerda como alguns hipócritas propagam. Com base num quadro maniqueísta
haverá intensa campanha para rever a Lei de Anistia, prevalecendo a corrente
de maior poder político, pois o direito é filho do poder.(...)
Ler mais
17/03/11
•
A Comichão da Meia-Verdade (13) - "Ministro da Justiça confirma que somente
serão investigados os crimes dos militares. Para o governo, a luta armada
não cometeu crime algum, não matou nem mutilou nenhum inocente" - por Carlos
Newton
(...) Nenhuma palavra do ministro sobre
os efeitos negativos da luta armada. Isso significa que o governo está
realmente fechado em torno da blindagem dos crimes cometidos pelos
guerrilheiros e terroristas que lutaram contra a ditadura, inclusive matando
e mutilando pessoas inocentes, que nada tinham a ver com o regime militar.
É público e notório que houve excessos dos dois lados, mas o governo Dilma
Rousseff quer buscar a verdade exclusivamente no tocante aos crimes
cometidos em nome do Estado. É uma decisão injusta e antidemocrática.
Todos os crimes devem ser investigados, independentemente de quem os tenha
cometido. Criminosos não têm coloração política. Podem ser verde oliva,
vermelhos, verdes ou amarelos. No fundo, são apenas criminosos.
Se não investigar todos os crimes, este país estará buscando apenas a meia
verdade, ou a “menas verdade”, como gostava de dizer Lula, nos velhos tempos
de liderança sindical, quando nem sonhava com a Presidência da
República.(...)
Ler mais
15/03/11
•
A Comichão da Meia-Verdade (12) - "Dirceu quer apurar os crimes dos
militares na ditadura e deixar de fora os crimes da luta armada. Assim, é
melhor trocar o nome e instituir a Comissão da Meia Verdade" - por Carlos
Newton
(...) Agora, vêm José
Dirceu e seus áulicos do PT, que o seguem cegamente, a empurrar o governo de
Dilma Rousseff para um despenhadeiro político. Mas por quê? Só Freud
explica, e o faz facilmente. Qualquer um pode imaginar o inveja e o ódio
que Dirceu devota a Dilma Rousseff. Em seu inflado ego, quem devia estar
agora no Planalto era ele, o verdadeiro mentor do governo Lula, e não ela,
uma simples substituta. Entao, se a presidente entrar em fria, o
problema é dela.(...)
(...) A atual ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, que apoia
Dirceu e defende ardentemente a Comissão da Verdade, naquela época nem tinha
nascido, não sabe nada por vivência. Entrou facilmente no canto do cisne
entoado por Dirceu, que se comporta como se a reação à ditadura tivesse sido
empreendida por grandes defensores da democracia, e todo o pessoal da luta
armada sonhava em convocar eleições livres e diretas. Negativo. Isso não
existiu. Éramos todos marxistas, fidelistas e guevaristas, estávamos
obcecados pela charmosa revolução cubana. Queríamos pegar em armas, como
eles fizeram, e descer vitoriosos a Sierra Maestra, digo, a Serra do Mar.
Esta era a realidade, não se pode mudar a História, mas Dirceu insiste.(...)
Ler mais
•
A Comichão da Meia-Verdade (11) - "Por que o governo do PT insiste em
provocar as Forças Armadas e prestigiar os réus do mensalão? O que está
ganhando com isso? Nada vezes nada" - por Carlos Newton
(...) Por que mexer com as Forças
Armadas, a essa altura do campeonato, quando o país é governado por uma
ex-guerrilheira e está tudo bem, em condições ideais de temperatura e
pressão? Por que essa ânsia de demonstrar que no Brasil de hoje quem manda é
o governo do PT, e os outros poderes são meros coadjuvantes, embora
independentes entre si?
Na verdade, os poderes (o que inclui também o poder militar, que jamais deve
ser menosprezado) precisam ser harmônicos e se respeitar. Não pode haver
confrontos entre eles. Isso é tão óbvio que nem precisaria estar sendo
escrito ou lembrado. Mas é que os ânimos estão esquentando,
desnecessariamente, em função da falta de habilidade e da prepotência de
determinados atores da cena política, que se sentem na condição de
protagonistas.(...)
(...) Imaginem, por exemplo, se as Forças Armadas vão permitir uma Comissão
da Verdade que investigue as torturas e atrocidades cometidas pelos
militares, mas jogue no buraco negro do esquecimento os crimes cometidos
pelos guerrilheiros que enfrentavam a ditadura, como o caso do atentado a
bomba em São Paulo, ocorrido em 1968 e que feriu gravemente um morador das
proximidades, que teve uma perna amputada.
Segundo o jornalista Elio Gaspari, participou dessa ação terrorista a então
jovem Dilma Rousseff. E o pior, o líder do atentado recebe hoje uma
Bolsa-ditadura muito mais elevada do que a pensão paga ao inocente morador
que foi mutilado. Além disso, a gravidade dessa ação terrorista foi um dos
motivos alegados pelo regime militar para o retrocesso do Ato Institucional
nº 5, no final de 1968.
E dá para entender a situação atual? Ah, Francelino Pereira, que país é
esse? Quando você perguntou isso, na época em que era um dos parlamentares
que serviam à ditadura, todo mundo levou na brincadeira. Mas na verdade é
preciso perguntar sempre: Que país é esse? (...)
Ler mais
14/03/11
•
A Comichão da Meia-Verdade (10) - O que quer o governo, a Verdade ou a
"comissão da verdade"? Mortos no Araguaia: de quem é a culpa?
Nota de Helio Rosa:
Tudo o que a presidente Dilma não precisa - e nem quer - é uma crise
militar no início do seu governo.
As Forças Armadas, por força de continuada propaganda negativa, levaram e
levam a fama de não querer abrir os arquivos "da luta armada". Balela. A
cúpula da esquerda, nos 16 anos dos governos FHC e Lula, passou ao largo de
providências objetivas nesse sentido. Não há o menor interesse em dar a
conhecer às novas gerações que integrantes desses governos fizeram a "luta
armada" para instalar uma ditadura comunista radical no país, de inspiração
e financiamento chinês, soviético e cubano. Eram traidores da Pátria:
simples assim. E que democracia não estava em seus planos. Esta é a
história que já está escrita e registrada. E a "Anistia", ampla, geral e
irrestrita, anistiou a todos. Agora é com os historiadores...
Dilma começa seu governo sem a oposição formal dos partidos que deveriam
fazê-la. Como inicia com aparente seriedade e elogiada pela mídia, certos
integrantes da cúpula do PT sentem que perdem força e que seu propalado
"projeto Dilma" não é bem aquele que esperavam. Certos elementos, entre eles
José Dirceu, desafeto do "primeiro ministro" Palocci, começam a defender a
"Comissão da Verdade" pois, aparentemente, tudo que precisam - e querem - é
uma bela crise militar para enfraquecer o governo Dilma. De qualquer modo,
esta é mais uma herança maldita, concebida, gestada e criada pelo governo
Lula. Dilma não tem o que temer das Forças Armadas, recolhidas às suas
atividades rotineiras; mas não se pode dizer o mesmo em relação ao PT... A
conferir. HR
Ler mais
13/03/11
•
A Comichão da Meia-Verdade (9) - Carlos Chagas: "A verdade tem duas faces" +
Revista Época: Artigo sobre o ministro Fernando Pimentel ("Desenvolvimento")
e sua participação na luta armada
(...) O problema é que essa Comissão da
Verdade se constituirá para revelar e denunciar crimes de tortura e de
assassinato cometidos ao tempo e à sombra da ditadura, uns por militares,
outros por civis. Atos execráveis, daqueles que não se esquece nem se
perdoa, mas hoje insuscetíveis de punição por força da Lei de Anistia. Era o
Estado extrapolado pelos então detentores do poder, desinteressados em punir
agentes e mandantes responsáveis pelo horror.
O diabo está em que, do lado dos que pretendiam derrubar o regime pelas
armas, substituindo uma ditadura por outra, excessos também foram cometidos.
Militares, delegados de polícia e empresários viram-se assassinados pelos
terroristas, ditos revolucionários. Diplomatas foram seqüestrados. Bombas
ceifaram vidas de inocentes. A Lei da Anistia também beneficiou esse monte
de trogloditas.(...)
(...)Enquanto a presidente fez treinamento militar, mas não praticou ações
armadas, Pimentel participou de duas, arrojadas, na linha de frente e com
revólver e pistola na mão: o assalto bem-sucedido a um carro pagador, em
Canoas, Rio Grande do Sul, no qual usou um revólver calibre 38, e a azarada
tentativa de sequestro do cônsul americano Curtis Carly Cutter, em Porto
Alegre, em que empunhou uma 45, respectivamente em março e abril de 1970.
(...) Ler mais
11/03/11
•
A Comichão da Meia-Verdade (8) - Os militares e as vítimas da ditadura -
Editorial O Globo
(...) A forma, porém, como a questão
começou a ser encaminhada, na fase final da Era Lula, semeou discórdias.
Numa demonstração de, no mínimo, desastrada insensibilidade política, o
governo passado permitiu que grupos da esquerda autoritária, incrustados no
poder, utilizassem a terceira versão do Programa Nacional de Direitos
Humanos para propor, na prática, a revisão da Lei de Anistia, a fim de
permitir a condenação na Justiça de agentes públicos autores de sequestros,
tortura, assassinatos etc.(...)
(...) A divulgação do documento [do Ministério da Defesa] serve, ao menos,
para a reafirmação de alguns pontos. Como o de que os familiares têm direito
de saber o destino de parentes sob custódia do Estado — mesmo que fosse de
um braço semiclandestino dele. Os militares, por sua vez, não precisam se
preocupar com o revanchismo, já descartado pela Justiça, mas têm razão ao
reivindicar a apuração de crimes cometidos pela esquerda armada.
A história precisa ser contada por inteiro."
Ler mais
10/03/11
•
A Comichão da Meia-Verdade (7) - Comissão da Verdade vira jogo de
empurra-empurra entre poderes - por Camila Campanerut
(...) Líderes da Câmara e
representantes do Planalto vêm promovendo um jogo de empurra-empurra para
atrasar a instalação da Comissão Nacional da Verdade –cuja proposta é
“promover o esclarecimento dos casos de torturas, mortes, desaparecimentos
forçados, ocultação de cadáveres e sua autoria” durante a ditadura militar
(1964-1985).
Enquanto o governo continua anunciando que o tema é prioritário e tenta
evitar atrito entre os ministérios da Defesa e Direitos Humanos,
parlamentares não querem assumir o ônus de dar início ao debate.
Depois de um pouco mais de dois meses de trabalho do Executivo e um do
Legislativo, a meta de priorizar a implantação da comissão ainda é apenas
uma promessa.(...)
Ler mais
09/03/11
•
A Comichão da Meia-Verdade (6) - "Em documento enviado a Jobim, Exército diz
que projeto reabre feridas"
Extrato de uma nota recente de Helio
Rosa (íntegra no final deste "post"):
(...) As Forças Armadas
há muito "voltaram para os quartéis" e hoje subordinam-se totalmente ao
Poder Civil. A continuidade de um "estado de vingança e de retaliação"
contra os militares só enfraquece a Nação, literalmente, no sentido em que
essas Forças estão desaparelhadas e com os salários baixíssimos. Se
um governo democrático teme suas próprias Forças Armadas, com certeza não
está bem intencionado. É tempo dos "egressos da luta armada" também voltarem
para seus "quartéis". A "verdade verdadeira" é um assunto para historiadores
que, no devido tempo, farão o seu trabalho profissional e isento. HR
Ler mais
05/03/11
•
A Comichão da Meia-Verdade (5) - Programa "Espaço Aberto" de Alexandre
Garcia: Vídeo do debate entre Wadih Damous, Mamede Said e Jair Bolsonaro +
Artigos dos participantes, sobre o tema
(...) Ao assumir, a ministra da Secretaria de
Direitos Humanos, Maria do Rosário, falou da necessidade de uma “Comissão da
Verdade” para pôs luz no período do governo militar. O novo ministro-chefe
do Gabinete de Segurança Institucional, general José Elito Carvalho
Siqueira, disse que o Brasil não tem que se envergonhar de seu passado e
teria recebido uma repreensão da presidente.
O “Espaço Aberto” discute esse assunto com o jurista Wadih Damous,
presidente da OAB-RJ, o advogado e professor da UnB Mamede Said, que faz um
doutorado sobre a “Comissão da Verdade”, e o deputado Jair Bolsonaro, do
PP-RJ, ex-oficial do Exército.
Veja vídeo aqui(...)
Ler mais
03/03/11
•
A Comichão da Meia-Verdade (4) - Artigo de Leandro Fortes: "Ministério da
Justiça traz consultoria internacional para estimular Comissão da Verdade"
Nota de Helio Rosa:
Recorto o trecho final do artigo de Leandro Fortes e comento:
(...) Para uma das principais estudiosas do conceito
de Justiça de Transição no Brasil, a professora Deisy Ventura, do Instituto
de Relações Internacionais da USP, o principal impeditivo para se punir os
criminosos da ditadura é a presença, ainda, de figuras importantes do regime
militar na vida política brasileira, como o senador José Sarney (PMDB-AP),
aliado de primeira hora dos golpistas de 1964. “Coisas assim dão a
impressão de ter sido muito natural o Brasil ter vivido sob uma
ditadura”, explica a professora. (...)
A professora. Deisy e o jornalista Leandro não citam ou comentam, talvez
por ser muito natural, isto que outro jornalista, Lucas Figueiredo,
declara em uma entrevista referindo-se ao livro "Orvil" motivo de uma série
de "posts neste Blog:
"O Exército põe o
dedo numa ferida que boa parte da esquerda sempre jogou debaixo do tapete:
todos os grupos que participaram da luta armada queriam derrubar a ditadura
militar para instalar uma ditadura de viés comunista ou socialista. Ninguém
pensava em reconduzir ao poder o presidente deposto, João Goulart. Mas a
esquerda acabou criando a lenda de que todos os grupos buscavam a
democracia. Outra questão é o envolvimento – pequeno, mas verdadeiro – de
guerrilheiros de esquerda com o terrorismo, ou seja, com ações contra a
população, e não apenas o inimigo militar. Por fim, estão relatados casos em
que militantes de esquerda foram assassinados por seus próprios
companheiros, como Márcio Leite de Toledo e Carlos Alberto Maciel Cardoso,
ambos da ALN (Aliança Libertadora Nacional), e Francisco Jacques Moreira de
Alvarenga, da RAN (Resistência Armada Nacional). O justiçamento de
companheiros de luta, praticado por alguns grupos, ainda hoje é um tabu para
a esquerda."
É muito natural a "Comissão
da Verdade" não se interessar pelos crimes cometidos pelos guerrilheiros da
luta armada... HR
27/02/11
•
A Comichão da Meia-Verdade (3) - Artigo de Pedro Venceslau: "Nada mais que a
verdade?" [Entidades pressionam governo e Congresso para a criação da
Comissão da Verdade]
Nota de Helio
Rosa
"Orvil" (palavra "livro" escrita ao contrário) é o livro escrito pelo
Exército sobre a "luta armada". É um verdadeiro fantasma que aterroriza a
esquerda brasileira e os egressos da luta armada. O "Orvil" será
transcrito, na íntegra, neste blog, a partir de março.
O insuspeito jornalista Lucas Figueiredo comentou o "Orvil" numa
entrevista:
(...) A mando do general Leônidas Pires Gonçalves, o projeto foi
desenvolvido pelo Centro de Informações do Exército (CIE). Cerca de uma
dúzia de oficiais trabalhou em segredo no Orvil durante três anos. Como o
livro não foi publicado, entrou na lista dos documentos sigilosos das Forças
Armadas. Mas algum militar acabou contrabandeando uma cópia para fora do QG
do Exército. Nos 19 anos seguintes, apenas 15 cópias artesanais do Orvil
foram feitas e passaram a circular em um grupo fechado de militares e civis
de extrema direita.(...)
(...) O Exército põe o dedo numa ferida que boa parte da esquerda sempre
jogou debaixo do tapete: todos os grupos que participaram da luta armada
queriam derrubar a ditadura militar para instalar uma ditadura de viés
comunista ou socialista. Ninguém pensava em reconduzir ao poder o presidente
deposto, João Goulart. Mas a esquerda acabou criando a lenda de que todos os
grupos buscavam a democracia. Outra questão é o envolvimento – pequeno, mas
verdadeiro – de guerrilheiros de esquerda com o terrorismo, ou seja, com
ações contra a população, e não apenas o inimigo militar. Por fim, estão
relatados casos em que militantes de esquerda foram assassinados por seus
próprios companheiros, como Márcio Leite de Toledo e Carlos Alberto Maciel
Cardoso, ambos da ALN (Aliança Libertadora Nacional), e Francisco Jacques
Moreira de Alvarenga, da RAN (Resistência Armada Nacional). O justiçamento
de companheiros de luta, praticado por alguns grupos, ainda hoje é um tabu
para a esquerda.(...)
(...) Ambos são documentos valiosíssimos ["Orvil" e "Brasil: Nunca mais"].
Todas as versões do regime militar são bem-vindas para os estudiosos, e cabe
a eles dissecá-las.(...)
Transcrição neste "post": Artigo de Pedro
Venceslau: "Nada
mais que a verdade?"
Ler mais
22/02/11
•
A Comichão da Meia-Verdade (2) - Ives Gandra: "Os Borgs e a Comissão da
Verdade" + Marcio Sotelo Felippe: "John Rawls e a Comissão da Verdade"
Gandra: (...) Pessoalmente, como
combati o regime de então - sofri em 1969, inclusive, pedido de confisco de
meus bens e abertura de um IPM (Inquérito Policial Militar), processos
felizmente arquivados - e participei da Anistia Internacional, enquanto
tinha um ramo no Brasil, por ser visceralmente contra a tortura, sinto-me à
vontade para criticar a “ideologização” dos fatos passados, a meu ver
enterrados com a Lei da Anistia, de 1979.
Que os historiadores imparciais -e não os ideólogos- contem a verdadeira
história da época, pois são para isso os mais habilitados. (...)
Sotelo: (...) O jurista Ives Gandra, contumaz defensor de posições de
extrema direita, publicou há alguns dias na Folha de São Paulo artigo
critico sobre a Comissão da Verdade. As opiniões do articulista devem ser
respeitadas como exercício soberano e sagrado da liberdade de expressão, mas
ao expor sua tese o articulista cometeu impropriedades factuais e
conceituais.(...)
Ler mais
20/02/11
•
A Comichão da Meia-Verdade (1) - Artigo de Alexandre Garcia: "As duas
verdades" + Íntegra do Projeto de Lei que Cria a "Comissão Nacional da
Verdade"
Sumário das transcrições:
Fonte: Blog do Planalto
[13/05/10]
Comissão da Verdade para investigar violação aos direitos humanos
Fonte: Só Notícias
[11/01/11]
As
duas verdades - por Alexandre Garcia
Fonte: Veja - Blog de Ricardo Setti
[21/01/11]
A Comissão da Verdade não é revanchista nem vai perseguir ninguém, diz
ex-ministro de Direitos Humanos de FHC. Conheça o projeto de lei inteiro e
julgue você mesmo
Fonte: Blog do Planalto
[13/05/10]
Integra do Projeto de de Lei que cria a Comissão Nacional da Verdade, no
âmbito da Casa Civil da Presidência da República
Ler mais
|