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Coordenador Geral: Helio Rosa (rosahelio@gmail.com)

A COMICHÃO DA MEIA-VERDADE

 
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Nota de Helio Rosa
Há alguns dias estou utilizando o serviço conhecido como "Alerta Do Google" para receber, via e-mail, matérias da web sobre a "Comissão da Verdade", automaticamente, quando são publicadas. Nas primeiras remessas recebi muitos artigos e notícias sobre o tema, com datas anteriores à inscrição.

Passo a fazer uma seleção dessas notícias numa nova Série de "posts" com o título propositalmente irônico de "Comichão da Meia-Verdade", para ressaltar minha opinião de que a motivação da "Comissão da Verdade" é o "desejo veemente" de exaltar e transformar em heróis os guerrilheiros participantes da "luta armada" que combateram o regime militar, não com o objetivo de restaurar a democracia, mas de instalar uma "ditadura do proletariado" com inspiração soviética. Como todos nós sabemos, alguns dos ex-guerrilheiros hoje participam do Governo.
A Lei da Anistia não foi suficiente para algumas dessas pessoas que continuam sua luta, agora com outras armas. Querem por que querem contar a meia-verdade do conflito. As perguntas que não querem calar: será que ainda professam as ideologias alienígenas consideradas como "vanguardas do atraso"? Que tipo de "democracia" pretendem para o Brasil?

Se a Comissão vingar (no sentido de ser aprovada), para dar o exemplo, deveria começar seu trabalho pela presidenta de todos os brasileiros, Dilma Rousseff, que tem contado a todos que sofreu torturas quando prisioneira mas que não disse ainda o que fazia como guerrilheira.

As Forças Armadas há muito "voltaram para os quartéis" e hoje subordinam-se totalmente ao Poder Civil. A continuidade de um "estado de vingança e de retaliação" contra os militares só enfraquece a Nação, literalmente, no sentido em que estas Forças estão desaparelhadas e os com salários baixíssimos. Se um governo democrático teme suas próprias Forças Armadas, com certeza não está bem intencionado. É tempo dos "egressos da luta armada" também voltarem para seus "quartéis". A "verdade verdadeira" é um assunto para historiadores, que no devido tempo, farão o seu trabalho profissional e isento. HR

Recorte do dicionário Houaiss:
Comichão:
Substantivo feminino. 
1. Prurido ('sensação cutânea desconfortável que leva um indivíduo a coçar ou friccionar a pele')
2. (Sentido figurado) Desejo veemente; tentação <queria atirar, sentia uma comichão no dedo do gatilho>
3. (Sentido figurado) Sensação de ansiedade; insofrimento, impaciência <a espera interminável criava comichões em seu corpo>

 

Do Google:
"Meia-verdade é uma mentira inteira”  (Provérbio iídiche) HR

 


18/09/12
A Comichão da Meia-Verdade (23) - Reinaldo Azevedo: A Comissão da Verdade dá um golpe no próprio texto que a criou e já pode ser chamada de Comissão da Mentira

Leia na Fonte: Blog do Reinado Azevedo / Veja
[18/09/12]   A Comissão da Verdade dá um golpe no próprio texto que a criou e já pode ser chamada de Comissão da Mentira. Ou: Antevi cada passo da tramoia - por Reinaldo azevedo (foto)     Obs: Grifos e cores constantes da Fonte

Um dos capítulos de “O País dos Petralhas II – O inimigo agora é o mesmo”, o 7º, chama-se “Photoshop na história”. Reúne justamente textos sobre a tal “Comissão da Verdade” e desmonta os mitos de que o país assistiu, entre 1964 e 1985, à luta do Bem contra o Mal. Errado! Nos seus extremos, era a luta do Mal contra o Mal. Felizmente os democratas de verdade conseguiram operar a transição para um regime de liberdades.

Muito bem! Dilma criou a tal da Comissão da Verdade. Existe uma lei que a embasa. Nela — explico tudo abaixo —, está claro de modo inquestionável, insofismável e irrespondível que a comissão teria de apurar violações dos direitos humanos ocorridas a partir de 1946, pouco importando se seus agentes eram de direita ou de esquerda.

O que foi que Tio Rei escreveu aqui? Que dariam um golpe na comissão; que só seriam apurados eventuais crimes cometidos por agentes do Estado a partir de 1964 e que as esquerdas não seriam investigadas. Ao contrário! São as heroínas da democracia. Dito e feito! Na mosca! Batata! Ontem, a comissão mandou o texto legal às favas e decidiu que só serão apurados os crimes cometidos por um dos lados. Entenderam? A Comissão da Verdade, tão apaixonada pela democracia, não respeita uma lei aprovada pelo Congresso!!!

Aqui e ali, leio ignorâncias assim: “Todos os crimes cometidos pelas esquerdas foram apurados pelo Regime Militar, e seus autores foram processados e punidos…”. Mentira! Há gente que jamais respondeu a processo e que, ora vejam!, ainda foi indenizada como perseguida pelo regime! No dia 11 de maio tratei das questões relevantes sobre essa lei. Cumpre destacar que, agora ao menos, a dita-cuja ganha a sua real feição: trata-se de uma “Comissão da Revanche”.  Relembro o essencial daquele artigo.

(...)
Dilma nomeou a tal Comissão da Verdade. Haverá uma solenidade com a presença de todos os ex-presidentes para dar posse ao grupo etc. e tal. A presidente, nesse particular, não imita Lula. Procura dar a certas decisões de governo a inflexão de política de estado e se mostrar menos exclusivista e mais tolerante do que o antecessor. Certamente a sua vaidade não rivaliza com a dele porque a de ninguém rivaliza. Não se esqueçam de que, quando Obama se elegeu nos EUA, o Apedeuta quase deu de ombros e sugeriu que inovação mesmo teria sido aquele país eleger um operário… Não sei se vocês entenderam esse particularíssimo ponto de vista… Mas fiz digressão. Volto. Estão nomeados os sete: José Carlos Dias (ex-ministro da Justiça no governo FHC), Gilson Dipp (ministro do STJ e do TSE), Rosa Maria Cardoso da Cunha (amiga e ex-advogada de Dilma), Cláudio Fonteles (ex-procurador-geral da República no governo Lula), Maria Rita Kehl (psicanalista), José Paulo Cavalcanti Filho (advogado e escritor), Paulo Sérgio Pinheiro (atual presidente da Comissão Internacional Independente de Investigação da ONU para a Síria).
(…)

Qualquer historiador, não importa a corrente que abrace ou a ideologia, se tiver uma mínimo de seriedade e não for mero esbirro de partido ou grupo, repudia o próprio fundamento dessa comissão: COM A DEVIDA VÊNIA, SÓ DITADURAS ESTABELECEM VERDADES OFICIAIS DE ESTADO EM MATÉRIA DE HISTÓRIA! Como o Brasil não é uma ditadura, trata-se de um despropósito conceitual somado a outro despropósito aplicado. O problema dessa comissão é que ela já nasce de uma mentira inserida em sua própria redação, como demonstrei aqui em artigo publicado no dia 6 de março.

Vocês já leram, por acaso, a íntegra da lei que criou a Comissão Nacional da Verdade? Quando quiserem, o texto está aqui. Vocês verão por que é importante fazê-lo caso queiram formar um juízo consequente da realidade. Não se esqueçam. Uma das causas daquela crise que alcançou centenas de militares da reserva foram declarações feitas pela ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos), segundo quem a Comissão da Verdade poderia resultar em processos criminais. Não pode! 

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18/09/12
A Comichão da Meia-Verdade (22) - Em resolução divulgada no Diário Oficial da União, Comissão da Verdade decide que vai apurar só ações do regime

Leia na Fonte: O Estado de S.Paulo
[18/09/12]   Comissão vai apurar só ações do regime - por Leonencio Nossa

Colegiado confirma que se limitará aos crimes praticados por agentes públicos na ditadura; militares queriam incluir atos de militantes de esquerda

A Comissão Nacional da Verdade confirmou nessa segunda-feira, 17, que não investigará supostos crimes praticados por adversários da ditadura militar brasileira (1964-1985). Em resolução divulgada no Diário Oficial da União, os integrantes do grupo ressaltam que analisarão apenas violações de direitos humanos praticadas por agentes públicos ou pessoas a serviço do Estado.

Desde a instalação do grupo pela presidente Dilma Rousseff, em maio, setores militares da reserva pedem que os justiçamentos e execuções praticados por militantes de esquerda sejam investigados, numa forma de rebater discursos de grupos de direitos humanos. Representantes da comissão, no entanto, sempre disseram que o objetivo do grupo é investigar somente os crimes do regime militar.

No texto publicado no Diário Oficial da União, os integrantes da comissão aproveitaram para deixar claro, também, que não vão reexaminar processos das comissões de Anistia e de Mortos e Desaparecidos - pessoas que tiveram seus pedidos de compensação e indenização rejeitados passaram a recorrer ao grupo. Ler mais


27/05/12
A Comichão da Meia-Verdade (21) - Sociólogo Paulo Roberto de Almeida: "Dou-me o direito de discordar" (sobre a Comissão da Verdade)

Nota de Helio Rosa:
Transcrevo mais abaixo esta matéria ("post" no blog de Paulo Roberto de Almeida):

Lei na Fonte: Blog Diplomatizzando
[16/05/12]   Dou-me o direito de discordar (Comissao da "Verdade") - por Paulo Roberto de Almeida

Faço um recorte, como motivação para a leitura:
(...) Como ex-integrante de dois desses grupos que se alinharam contra o regime militar, posso dizer, com pleno conhecimento de causa, que nenhum de nós estava lutando para trazer o Brasil de volta para uma 'democracia burguesa', que desprezávamos. Nós pretendíamos um regime revolucionário, que, inevitavelmente, começaria fuzilando burgueses e latifundiários."(...)

A revista Veja, em sua edição do sábado 19 (data de capa 23/05/2012), reproduziu trecho desta postagem, desta forma:

O sociólogo Paulo Roberto de Almeida (foto) , que pertenceu a grupos de insurreição armada contra o regime militar brasileiro, colocou a questão com muita clareza:
"Como ex-integrante de dois desses grupos que se alinharam contra o regime militar, posso dizer, com pleno conhecimento de causa, que nenhum de nós estava lutando para trazer o Brasil de volta para uma 'democracia burguesa', que desprezávamos. Nós pretendíamos um regime revolucionário, que, inevitavelmente, começaria fuzilando burgueses e latifundiários."
Essa é a verdade. É uma afronta à história tentar romantizar ou edulcorar as ações, os métodos, as intenções e as ligações com potências estrangeiras dos terroristas que agiram no Brasil durante o período militar.

Sobre Paulo Roberto de Almeida:
Doutor em Ciências Sociais, com vocação acadêmica voltada para os temas de relações internacionais, em geral, de história diplomática do Brasil em particular e para questões gerais do desenvolvimento econômico. Profissionalmente, sou membro da carreira diplomática desde 1977. Minhas preocupações cidadãs voltam-se para os objetivos do desenvolvimento nacional, do progresso social e da inserção internacional do Brasil. Entendo que quatro das condições básicas para que tais objetivos sejam atingidos podem ser resumidas como segue: uma macroeconomia estável, uma microeconomia competitiva, uma alta qualidade dos recursos humanos e abertura ao comércio internacional e aos investimentos estrangeiros. Para meus trabalhos ver o site http://www.pralmeida.org/. [Fonte]
HR

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26/05/12
A Comichão da Meia-Verdade (20) - Dilma nomeia assessor "isento" e ministro da Justiça participa das reuniões iniciais da "Comissão da Verdade"

Nota de Helio Rosa:
Já comentei que a presidente Dilma descumpriu a Lei da Comissão da Verdade ao nomear integrantes sem a necessária isenção, prevista no texto legal que cita explicitamente que os membros devem ter "
condições de atuar com imparcialidade no exercício das competências da Comissão".

O descumprimento continua na nomeação de, pelo menos, um dos assessores,
o ex-subprocurador-geral da República Wagner Gonçalves que, boquirroto, já defende publicamente que o Ministério Público (MP) proponha ações contra responsáveis por crimes ocorridos durante a ditadura.

Apesar da afirmação governamental que a Comissão da Verdade é "de Estado" e não "de governo", todos sabem que isto é uma falácia: a Comissão funciona no âmbito da Casa Civil de uma presidente ex-guerrilheira e o revanchismo é explícito nas declarações dos envolvidos.

"Não deu outra": a "tutela" do Planalto se evidencia pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que tem comparecido às reuniões da Comissão. Ele justificou a sua presença como "meramente administrativa". Todo mundo acreditou.
O Brasil não é constituído apenas de um "povão" incauto e inculto. Há uma enorme parcela da sociedade que é bem informada, instruída, e que pensa!
Juízo, D. Dilma!

As "Comissões Paralelas" dos Clubes Militares terão muito que fiscalizar.
HR

Matérias transcritas:
Leia na Fonte: Folha
[25/05/12]  Dilma nomeia assessores da Comissão da Verdade - por Kelly Matos
Leia na Fonte: Estadão
[25/05/12]  Assessor da Comissão da Verdade defende ações contra torturadores

Leia na Fonte: Estadão
[24/05/12]  Ministro assiste às reuniões da Comissão da Verdade - por Tânia Monteiro

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23/05/12
A Comichão da Meia-Verdade (18) - Historiador Marco Antonio Villa: "Verdade? Que verdade?"

Nota de Helio Rosa:
Anoto na Wikipédia: "Ives Gandra da Silva Martins (São Paulo, 12 de fevereiro de 1935) é um advogado tributarista, professor e prestigiado jurista brasileiro.
Atualmente é o presidente do Centro de Extensão Universitária, professor emérito da Universidade Mackenzie e professor honoris causa do Centro Universitário FIEO.
Membro da Academia Paulista de Letras, do Instituto dos Advogados de São Paulo, da Ordem dos Advogados, secção de São Paulo, conselheiro vitalício do São Paulo Futebol Clube e ex-presidente do Conselho Consultivo do São Paulo Futebol Clube."

Transcrevo, após a matéria citada no título do "post", esta outra, já veiculada neste espaço, que vale reler: 
Fonte: Direito Administrativo em Debate
[28/01/11]  Os Borgs e a comissão da verdade - por Ives Gandra da Silva Martins
HR
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Leia na Fonte: Estadão
[26/05/12]  A Comissão da Verdade e a verdade histórica - por Ives Gandra Silva Martins


Depois de muita expectativa - e com grande exposição na mídia -, foi constituída comissão para "resgatar a verdade histórica" de um período de 42 anos da vida política nacional, objetivando, fundamentalmente, detectar os casos de tortura na luta pelo poder. A História é contada por historiadores, que têm postura imparcial ao examinar os fatos que a conformaram, visto serem cientistas dedicados à análise do passado. Os que ambicionam o poder fazem a História, mas, por dela participarem, não têm a imparcialidade necessária para a reproduzir.

A Comissão da Verdade não conta, em sua composição, com nenhum historiador capaz de apurar, com rigor científico, a verdade histórica da tortura no Brasil, de 1946 a 1988. O primeiro reparo, portanto, que faço à sua constituição é o de que "não historiadores" foram encarregados de contar a História daquele período. Conheço seis dos sete membros da comissão e tenho por eles grande respeito, além de amizade com alguns. Não possuem, no entanto, a qualificação científica para o trabalho que lhes foi atribuído.

O segundo reparo é que estiveram envolvidos com os acontecimentos daquele período. Em debate com o ex-deputado Ayrton Soares, em programa de Mônica Waldvogel, perguntou-me o amigo e colega - que defendia a constituição de comissão para essa finalidade, enquanto eu não via necessidade de sua criação - se eu participaria dela, se fosse convidado. Disse-lhe que não, pois, apesar de ser membro da Academia Paulista de História, estive envolvido nos acontecimentos. Inicialmente, dando apoio ao movimento para evitar a ameaça de ditadura e garantir as eleições de 1965, como, de resto, fizeram todos os jornais da época. No dia 2 de setembro de 1964, o jornal O Globo, em seu editorial, escrevia: "Vive a nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vinculações políticas, simpatias ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é essencial à democracia, a lei, a ordem". Ler mais


23/05/12
A Comichão da Meia-Verdade (18) - Historiador Marco Antonio Villa: "Verdade? Que verdade?"

Nota de Helio Rosa:
Marco Antonio Villa é Historiador. Professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos. Bacharel e Licenciado em História, Mestre em Sociologia e Doutor em História. É autor de "O Nascimento da República", entre outros.
Reinaldo Azevedo comentou sobre Marco Antonio Villa:
"Num ambiente infestado de vigaristas intelectuais, de covardes, de trapaceiros, o historiador Marco Antonio Villa é uma das notáveis exceções. Sim, há outros intelectuais capazes de apontar algumas fraudes influentes, mas ficam calados. Ele tem a coragem de falar o que pensa. Fiz com ele uma das melhores entrevistas publicadas na antiga revista Primeira Leitura, em 2005. E que fique claro! Recomendo os livros de Villa não porque concorde sempre com ele, mas porque reconheço nele um pensador independente."

Permito-me dois recortes nas matérias citadas neste "post", destacadas para evidenciar, nas palavras de um historiador conceituado, o que tenho repetido à exaustão: a "luta armada" não visava a democracia, mas a instalação de uma ditadura do proletariado no Brasil. Opino que a presidente Dilma e demais egressos dos grupos guerrilheiros, no seu atual projeto de Poder, precisam recontar a história. Quando dizem que pegaram em armas pela democracia, estão faltando com a verdade. Simples assim.

(...) Mas — e não pode ser deixado de lado — ocorreram ações por parte dos grupos de luta armada que vitimaram dezenas de brasileiros. Evidentemente que são atos distintos. A repressão governamental ocorreu sob a proteção e a responsabilidade do Estado. Contudo, é possível enquadrar diversos atos daqueles grupos como violação dos direitos humanos e, portanto, incurso na lei 12.528. (...)
(...) Argumentam que não havia outro meio de resistir à ditadura, a não ser pela força. Mais um grave equívoco: muitos dos grupos existiam antes de 1964 e outros foram criados logo depois, quando ainda havia espaço democrático (basta ver a ampla atividade cultural de 1964-1968). Ou seja, a opção pela luta armada, o desprezo pela luta política e pela participação no sistema político e a simpatia pelo foquismo guevarista antecedem o AI-5 (dezembro de 1968), quando, de fato, houve o fechamento do regime.(...)
HR

Matérias transcritas mais abaixo:
Leia na Fonte: Blog do Villa - Origem: O Globo
[22/05/12]  Verdade? Que verdade? - por Marco Antonio Villa

Leia na Fonte: Blog do Villa - Origem: Folha
[19/05/08]  Falácias sobre a luta armada na ditadura - Por Marco Antônio Villa

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23/05/12
A Comichão da Meia-Verdade (17) - Íntegra do discurso de Dilma na Comissão da Verdade + Matérias sobre o tema

Nota de Helio Rosa:
Em fevereiro de 2011 comecei esta Série de "posts" com título propositalmente irônico de "A Comichão da Meia-Verdade".
Os "posts" foram rareando pois a grande mídia praticamente esqueceu o assunto, que sempre continuou fervilhando nos "porões" na blogosfera progressista e sites afins.

O que era ironia tornou-se realidade e a comichão de contar a meia verdade do confronto do regime militar contra a "luta armada" chegou ao seu climax com o grande evento midiático da instalação da Comissão da Verdade.

Com engulhos, azias e urticárias, agora a comichão é minha, de acompanhar a mídia e reativar a Série para registrar o andamento da Comissão dita  "da Verdade" empossada no dia 16 de maio.

Vou dar continuidade também à outra Série: "Orvil": A "Comissão da Verdade" do Exército que assombra a esquerda brasileira.
O "Orvil" (palavra "livro" escrita ao contrário) está disponível para download neste link. Trata-se de um arquivo em formato .pdf, cópia xerox do original.

O "Orvil", cujo título original seria "As tentativa de tomado do poder", é um trabalho de fôlego. "A mando do general Leônidas Pires Gonçalves, o projeto foi desenvolvido pelo Centro de Informações do Exército (CIE). Cerca de uma dúzia de oficiais trabalhou em segredo no Orvil durante três anos. Como o livro não foi publicado, entrou na lista dos documentos sigilosos das Forças Armadas."
Estou reformatando o Orvil e vou divulgar seu conteúdo em forma de "posts" diários.

Já iniciei outra Série com os pronunciamentos dos militares inativos sobre o tema. O título é "Militares: a voz ativa dos inativos" e nela pretendo acompanhar também as atividades dos Clubes Militares que estão organizando Comissões paralelas para acompanhar a "oficial".
Resistir é preciso!
HR

Matérias transcritas mais abaixo:

Leia na Fonte: BLOCO Resistência / WirelessBRASIL
[20/02/11]  Introdução da página existente com o título: A Comichão da Meia-Verdade

Leia na Fonte: Folha
[16/05/12]  Leia a íntegra do discurso de Dilma na Comissão da Verdade

Leia na Fonte: IG
[17/05/12]  Maioria da Comissão da Verdade quer investigar apenas militares - por Wilson Lima

Leia na Fonte: Veja / Blog de Reinaldo Azevedo
[17/05/12]  A grande falha lógica do discurso de Dilma - por Reinaldo Azevedo

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21/03/11
A Comichão da Meia-Verdade (16) - Artigo de Roberto Campos, sempre atual: "A nostalgia das ossadas"
(...) Durante nossos "anos de chumbo", não só os guerrilheiros sofreram; 104 militares, policiais e civis, obedecendo a ordens de combate ou executados por terroristas, perderam a vida. Sobre esses, há uma conspiração de silêncio e, obviamente, nenhuma proposta de indenização. Qualquer balanço objetivo do decênio 1965-75 revelará que no Brasil houve repressão e desenvolvimento econômico (foi a era do "milagre brasileiro"), enquanto nos socialismos terceiromundistas e no leste europeu houve repressão e estagnação.(...)
(...) As décadas de 60 e 70, no auge da Guerra Fria, foram épocas de imensa brutalidade. Merecem ser esquecidas, e esse foi o objeto da Lei de Anistia, que permitiu nossa transição civilizada do autoritarismo para a democracia. Deixemos em paz as ossadas. Nada tenho contra a monetização da saudade, representada pela indenização às famílias das vítimas. Essa indenização é economicamente factível no nosso caso. Os democratas cubanos, quando cair a ditadura de Fidel Castro, é que enfrentariam um problema insolúvel se quisessem criar uma "comissão especial" para arbitrar indenizações aos desaparecidos. Isso consumiria uma boa parte do minguado PIB cubano!
Nosso problema é saber se a monetização da saudade deve ser unilateral, beneficiando apenas as famílias dos que se opunham à revolução de 1964. Há saudades, famílias e ossadas de ambos os lados.(...) Ler mais


21/03/11
A Comichão da Meia-Verdade (15) - O jornalista Jorge Serrão comenta a nova novela do SBT que considera "eficiente peça de propaganda ideológica na crescente campanha de desmoralização das Forças Armadas"
(...) A ficção nem sempre imita bem a realidade. E quando a distorce, ainda ajuda a perpetuar inverdades sobre a História. O SBT vai estrear no dia 5 de abril, às 10h 30min, a novela “Amor e Revolução”. Pelo trailer divulgado até agora, tudo indica que a obra será mais uma eficiente peça de propaganda ideológica na crescente campanha de desmoralização das Forças Armadas no Brasil pós-1964.
O Alto Comando do Exército já está muito preocupado com os efeitos deste verdadeiro “golpe” psicossocial. Produto de consumo popular, a novela coincide com a intenção do governo de instituir a tal Comissão da Verdade - que visa a investigar exclusivamente os crimes (mortes, torturas, desaparecimentos, perseguições) atribuídos aos militares na repressão à luta armada que sonhava implantar o comunismo no Brasil, nas décadas de 60-70.
O Alerta Total já cansou de alertar aos membros do Exército, Marinha e Aeronáutica. Desde a década de 70, existe uma evidente intenção de desmoralizar as Forças Armadas no Brasil. O objetivo psicossocial é criar uma antipatia tão grande com as Legiões. Para que se chegue à “natural conclusão” de que o Brasil não precisa tanto de Forças Armadas.(...) Ler mais


21/03/11
A Comichão da Meia-Verdade (14) - Uma comissão "chapa branca" - por Luiz Eduardo Rocha Paiva
(...) Os discursos sinalizam a parcialidade do Executivo onde a expressiva influência e presença de ex-guerrilheiros comprometem o processo de criação e a condução da CV. Cabe ao Legislativo corrigir as distorções do Projeto de Lei, a fim de assegurar autonomia e equilíbrio na Comissão, compondo-a com pessoas de pensamento distinto em relação aos setores por ela afetados, de preferência por historiadores. Uma Comissão facciosa alçará ex-guerrilheiros e ex-terroristas a heróis e vítimas inocentes, justificando, omitindo ou pintando seus crimes como ações de admirável idealismo democrático. Isso, por si só, levará à satanização de ex-agentes da lei, não importando, aos propósitos revanchistas, quem tenha violado direitos humanos. Muitos cidadãos defenderam o Estado por missão e idealismo, atributo não exclusivo da esquerda como alguns hipócritas propagam. Com base num quadro maniqueísta haverá intensa campanha para rever a Lei de Anistia, prevalecendo a corrente de maior poder político, pois o direito é filho do poder.(...)  Ler mais


17/03/11
A Comichão da Meia-Verdade (13) - "Ministro da Justiça confirma que somente serão investigados os crimes dos militares. Para o governo, a luta armada não cometeu crime algum, não matou nem mutilou nenhum inocente" - por Carlos Newton

(...) Nenhuma palavra do ministro sobre os efeitos negativos da luta armada. Isso significa que o governo está realmente fechado em torno da blindagem dos crimes cometidos pelos guerrilheiros e terroristas que lutaram contra a ditadura, inclusive matando e mutilando pessoas inocentes, que nada tinham a ver com o regime militar.
É público e notório que houve excessos dos dois lados, mas o governo Dilma Rousseff quer buscar a verdade exclusivamente no tocante aos crimes cometidos em nome do Estado. É uma decisão injusta e antidemocrática.
Todos os crimes devem ser investigados, independentemente de quem os tenha cometido. Criminosos não têm coloração política. Podem ser verde oliva, vermelhos, verdes ou amarelos. No fundo, são apenas criminosos.
Se não investigar todos os crimes, este país estará buscando apenas a meia verdade, ou a “menas verdade”, como gostava de dizer Lula, nos velhos tempos de liderança sindical, quando nem sonhava com a Presidência da República.(...) Ler mais



15/03/11
A Comichão da Meia-Verdade (12) - "Dirceu quer apurar os crimes dos militares na ditadura e deixar de fora os crimes da luta armada. Assim, é melhor trocar o nome e instituir a Comissão da Meia Verdade" - por Carlos Newton

(...) Agora, vêm José Dirceu e seus áulicos do PT, que o seguem cegamente, a empurrar o governo de Dilma Rousseff para um despenhadeiro político. Mas por quê? Só Freud explica, e o faz facilmente. Qualquer um pode imaginar o inveja e o ódio que Dirceu devota a Dilma Rousseff. Em seu inflado ego, quem devia estar agora no Planalto era ele, o verdadeiro mentor do governo Lula, e não ela, uma simples substituta. Entao, se a presidente entrar em fria, o problema é dela.(...)
(...) A atual ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, que apoia Dirceu e defende ardentemente a Comissão da Verdade, naquela época nem tinha nascido, não sabe nada por vivência. Entrou facilmente no canto do cisne entoado por Dirceu, que se comporta como se a reação à ditadura tivesse sido empreendida por grandes defensores da democracia, e todo o pessoal da luta armada sonhava em convocar eleições livres e diretas. Negativo. Isso não existiu. Éramos todos marxistas, fidelistas e guevaristas, estávamos obcecados pela charmosa revolução cubana. Queríamos pegar em armas, como eles fizeram, e descer vitoriosos a Sierra Maestra, digo, a Serra do Mar. Esta era a realidade, não se pode mudar a História, mas Dirceu insiste.(...)
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A Comichão da Meia-Verdade (11) - "Por que o governo do PT insiste em provocar as Forças Armadas e prestigiar os réus do mensalão? O que está ganhando com isso? Nada vezes nada" - por Carlos Newton
(...) Por que mexer com as Forças Armadas, a essa altura do campeonato, quando o país é governado por uma ex-guerrilheira e está tudo bem, em condições ideais de temperatura e pressão? Por que essa ânsia de demonstrar que no Brasil de hoje quem manda é o governo do PT, e os outros poderes são meros coadjuvantes, embora independentes entre si?
Na verdade, os poderes (o que inclui também o poder militar, que jamais deve ser menosprezado) precisam ser harmônicos e se respeitar. Não pode haver confrontos entre eles. Isso é tão óbvio que nem precisaria estar sendo escrito ou lembrado. Mas é que os ânimos estão esquentando, desnecessariamente, em função da falta de habilidade e da prepotência de determinados atores da cena política, que se sentem na condição de protagonistas.(...)

(...) Imaginem, por exemplo, se as Forças Armadas vão permitir uma Comissão da Verdade que investigue as torturas e atrocidades cometidas pelos militares, mas jogue no buraco negro do esquecimento os crimes cometidos pelos guerrilheiros que enfrentavam a ditadura, como o caso do atentado a bomba em São Paulo, ocorrido em 1968 e que feriu gravemente um morador das proximidades, que teve uma perna amputada.
Segundo o jornalista Elio Gaspari, participou dessa ação terrorista a então jovem Dilma Rousseff. E o pior, o líder do atentado recebe hoje uma Bolsa-ditadura muito mais elevada do que a pensão paga ao inocente morador que foi mutilado. Além disso, a gravidade dessa ação terrorista foi um dos motivos alegados pelo regime militar para o retrocesso do Ato Institucional nº 5, no final de 1968.
E dá para entender a situação atual? Ah, Francelino Pereira, que país é esse? Quando você perguntou isso, na época em que era um dos parlamentares que serviam à ditadura, todo mundo levou na brincadeira. Mas na verdade é preciso perguntar sempre: Que país é esse? (...) Ler mais



14/03/11
A Comichão da Meia-Verdade (10) - O que quer o governo, a Verdade ou a "comissão da verdade"? Mortos no Araguaia: de quem é a culpa?

Nota de Helio Rosa:
Tudo  o que a presidente Dilma não precisa - e nem quer - é uma crise militar no início do seu governo.
As Forças Armadas, por força de continuada propaganda negativa, levaram e levam a fama de não querer abrir os arquivos "da luta armada".  Balela. A cúpula da esquerda, nos 16 anos dos governos FHC e Lula, passou ao largo de providências objetivas nesse sentido. Não há o menor interesse em dar a conhecer às novas gerações que integrantes desses governos fizeram a "luta armada" para instalar uma ditadura comunista radical no país, de inspiração e financiamento chinês, soviético e cubano. Eram traidores da Pátria: simples assim.  E que democracia não estava em seus planos. Esta é a história que já está escrita e registrada. E a "Anistia", ampla, geral e irrestrita, anistiou a todos. Agora é com os historiadores...
Dilma começa seu governo sem a oposição formal dos partidos que deveriam fazê-la. Como inicia com aparente seriedade e elogiada pela mídia, certos integrantes da cúpula do PT sentem que perdem força e que seu propalado "projeto Dilma" não é bem aquele que esperavam. Certos elementos, entre eles José Dirceu, desafeto do "primeiro ministro" Palocci, começam a defender a "Comissão da Verdade" pois, aparentemente,  tudo que precisam - e querem - é uma bela crise militar para enfraquecer o governo Dilma. De qualquer modo, esta é mais uma herança maldita, concebida, gestada e criada pelo governo Lula. Dilma não tem o que temer das Forças Armadas, recolhidas às suas atividades rotineiras; mas não se pode dizer o mesmo em relação ao PT... A conferir. HR    Ler mais

 


13/03/11
A Comichão da Meia-Verdade (9) - Carlos Chagas: "A verdade tem duas faces" + Revista Época: Artigo sobre o ministro Fernando Pimentel ("Desenvolvimento") e sua participação na luta armada
(...) O problema é que essa Comissão da Verdade se constituirá para revelar e denunciar crimes de tortura e de assassinato cometidos ao tempo e à sombra da ditadura, uns por militares, outros por civis. Atos execráveis, daqueles que não se esquece nem se perdoa, mas hoje insuscetíveis de punição por força da Lei de Anistia. Era o Estado extrapolado pelos então detentores do poder, desinteressados em punir agentes e mandantes responsáveis pelo horror.
O diabo está em que, do lado dos que pretendiam derrubar o regime pelas armas, substituindo uma ditadura por outra, excessos também foram cometidos. Militares, delegados de polícia e empresários viram-se assassinados pelos terroristas, ditos revolucionários. Diplomatas foram seqüestrados. Bombas ceifaram vidas de inocentes. A Lei da Anistia também beneficiou esse monte de trogloditas.(...)
(...)Enquanto a presidente fez treinamento militar, mas não praticou ações armadas, Pimentel participou de duas, arrojadas, na linha de frente e com revólver e pistola na mão: o assalto bem-sucedido a um carro pagador, em Canoas, Rio Grande do Sul, no qual usou um revólver calibre 38, e a azarada tentativa de sequestro do cônsul americano Curtis Carly Cutter, em Porto Alegre, em que empunhou uma 45, respectivamente em março e abril de 1970. (...) Ler mais


11/03/11
A Comichão da Meia-Verdade (8) - Os militares e as vítimas da ditadura - Editorial O Globo
(...) A forma, porém, como a questão começou a ser encaminhada, na fase final da Era Lula, semeou discórdias. Numa demonstração de, no mínimo, desastrada insensibilidade política, o governo passado permitiu que grupos da esquerda autoritária, incrustados no poder, utilizassem a terceira versão do Programa Nacional de Direitos Humanos para propor, na prática, a revisão da Lei de Anistia, a fim de permitir a condenação na Justiça de agentes públicos autores de sequestros, tortura, assassinatos etc.(...)
(...) A divulgação do documento [do Ministério da Defesa] serve, ao menos, para a reafirmação de alguns pontos. Como o de que os familiares têm direito de saber o destino de parentes sob custódia do Estado — mesmo que fosse de um braço semiclandestino dele. Os militares, por sua vez, não precisam se preocupar com o revanchismo, já descartado pela Justiça, mas têm razão ao reivindicar a apuração de crimes cometidos pela esquerda armada.
A história precisa ser contada por inteiro."  Ler mais



10/03/11
A Comichão da Meia-Verdade (7) - Comissão da Verdade vira jogo de empurra-empurra entre poderes - por Camila Campanerut
(...) Líderes da Câmara e representantes do Planalto vêm promovendo um jogo de empurra-empurra para atrasar a instalação da Comissão Nacional da Verdade –cuja proposta é “promover o esclarecimento dos casos de torturas, mortes, desaparecimentos forçados, ocultação de cadáveres e sua autoria” durante a ditadura militar (1964-1985).
Enquanto o governo continua anunciando que o tema é prioritário e tenta evitar atrito entre os ministérios da Defesa e Direitos Humanos, parlamentares não querem assumir o ônus de dar início ao debate.
Depois de um pouco mais de dois meses de trabalho do Executivo e um do Legislativo, a meta de priorizar a implantação da comissão ainda é apenas uma promessa.(...) Ler mais

 



09/03/11
A Comichão da Meia-Verdade (6) - "Em documento enviado a Jobim, Exército diz que projeto reabre feridas"

Extrato de uma nota recente de Helio Rosa (íntegra no final deste "post"):
(...)
As Forças Armadas há muito "voltaram para os quartéis" e hoje subordinam-se totalmente ao Poder Civil. A continuidade de um "estado de vingança e de retaliação" contra os militares só enfraquece a Nação, literalmente, no sentido em que essas Forças estão desaparelhadas e com os salários baixíssimos. Se um governo democrático teme suas próprias Forças Armadas, com certeza não está bem intencionado. É tempo dos "egressos da luta armada" também voltarem para seus "quartéis". A "verdade verdadeira" é um assunto para historiadores que, no devido tempo, farão o seu trabalho profissional e isento. HR  Ler mais
 



05/03/11
A Comichão da Meia-Verdade (5) - Programa "Espaço Aberto" de Alexandre Garcia: Vídeo do debate entre Wadih Damous, Mamede Said e Jair Bolsonaro + Artigos dos participantes, sobre o tema
(...) Ao assumir, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, falou da necessidade de uma “Comissão da Verdade” para pôs luz no período do governo militar. O novo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general José Elito Carvalho Siqueira, disse que o Brasil não tem que se envergonhar de seu passado e teria recebido uma repreensão da presidente.
O “Espaço Aberto” discute esse assunto com o jurista Wadih Damous, presidente da OAB-RJ, o advogado e professor da UnB Mamede Said, que faz um doutorado sobre a “Comissão da Verdade”, e o deputado Jair Bolsonaro, do PP-RJ, ex-oficial do Exército.  Veja vídeo aqui(...) Ler mais

 



03/03/11
A Comichão da Meia-Verdade (4) - Artigo de Leandro Fortes: "Ministério da Justiça traz consultoria internacional para estimular Comissão da Verdade"
Nota de Helio Rosa:
Recorto o trecho final do artigo de Leandro Fortes e comento:
(...) Para uma das principais estudiosas do conceito de Justiça de Transição no Brasil, a professora Deisy Ventura, do Instituto de Relações Internacionais da USP, o principal impeditivo para se punir os criminosos da ditadura é a presença, ainda, de figuras importantes do regime militar na vida política brasileira, como o senador José Sarney (PMDB-AP), aliado de primeira hora dos golpistas de 1964. “Coisas assim dão a impressão de ter sido muito natural o Brasil ter vivido sob uma ditadura”, explica a professora. (...)

A professora. Deisy e o jornalista Leandro não citam ou comentam, talvez por ser muito natural, isto que outro jornalista, Lucas Figueiredo, declara em uma entrevista referindo-se ao livro "Orvil" motivo de uma série de "posts neste Blog:
"O Exército põe o dedo numa ferida que boa parte da esquerda sempre jogou debaixo do tapete: todos os grupos que participaram da luta armada queriam derrubar a ditadura militar para instalar uma ditadura de viés comunista ou socialista. Ninguém pensava em reconduzir ao poder o presidente deposto, João Goulart. Mas a esquerda acabou criando a lenda de que todos os grupos buscavam a democracia. Outra questão é o envolvimento – pequeno, mas verdadeiro – de guerrilheiros de esquerda com o terrorismo, ou seja, com ações contra a população, e não apenas o inimigo militar. Por fim, estão relatados casos em que militantes de esquerda foram assassinados por seus próprios companheiros, como Márcio Leite de Toledo e Carlos Alberto Maciel Cardoso, ambos da ALN (Aliança Libertadora Nacional), e Francisco Jacques Moreira de Alvarenga, da RAN (Resistência Armada Nacional). O justiçamento de companheiros de luta, praticado por alguns grupos, ainda hoje é um tabu para a esquerda."

É muito natural a "Comissão da Verdade" não se interessar pelos crimes cometidos pelos guerrilheiros da luta armada... HR
 


27/02/11
A Comichão da Meia-Verdade (3) - Artigo de Pedro Venceslau: "Nada mais que a verdade?" [Entidades pressionam governo e Congresso para a criação da Comissão da Verdade]

Nota de Helio Rosa
"Orvil" (palavra "livro" escrita ao contrário) é o livro escrito pelo Exército sobre a "luta armada". É um verdadeiro fantasma que aterroriza a esquerda brasileira e os egressos da luta armada.  O "Orvil" será transcrito, na íntegra, neste blog, a partir de março.

O insuspeito jornalista Lucas Figueiredo comentou o "Orvil" numa
entrevista:
(...) A mando do general Leônidas Pires Gonçalves, o projeto foi desenvolvido pelo Centro de Informações do Exército (CIE). Cerca de uma dúzia de oficiais trabalhou em segredo no Orvil durante três anos. Como o livro não foi publicado, entrou na lista dos documentos sigilosos das Forças Armadas. Mas algum militar acabou contrabandeando uma cópia para fora do QG do Exército. Nos 19 anos seguintes, apenas 15 cópias artesanais do Orvil foram feitas e passaram a circular em um grupo fechado de militares e civis de extrema direita.(...)

(...) O Exército põe o dedo numa ferida que boa parte da esquerda sempre jogou debaixo do tapete: todos os grupos que participaram da luta armada queriam derrubar a ditadura militar para instalar uma ditadura de viés comunista ou socialista. Ninguém pensava em reconduzir ao poder o presidente deposto, João Goulart. Mas a esquerda acabou criando a lenda de que todos os grupos buscavam a democracia. Outra questão é o envolvimento – pequeno, mas verdadeiro – de guerrilheiros de esquerda com o terrorismo, ou seja, com ações contra a população, e não apenas o inimigo militar. Por fim, estão relatados casos em que militantes de esquerda foram assassinados por seus próprios companheiros, como Márcio Leite de Toledo e Carlos Alberto Maciel Cardoso, ambos da ALN (Aliança Libertadora Nacional), e Francisco Jacques Moreira de Alvarenga, da RAN (Resistência Armada Nacional). O justiçamento de companheiros de luta, praticado por alguns grupos, ainda hoje é um tabu para a esquerda.(...)

(...) Ambos são documentos valiosíssimos ["Orvil" e "Brasil: Nunca mais"]. Todas as versões do regime militar são bem-vindas para os estudiosos, e cabe a eles dissecá-las.(...)

Transcrição neste "post": Artigo de Pedro Venceslau: "Nada mais que a verdade? Ler mais


22/02/11
A Comichão da Meia-Verdade (2) - Ives Gandra: "Os Borgs e a Comissão da Verdade" + Marcio Sotelo Felippe: "John Rawls e a Comissão da Verdade"
Gandra: (...) Pessoalmente, como combati o regime de então - sofri em 1969, inclusive, pedido de confisco de meus bens e abertura de um IPM (Inquérito Policial Militar), processos felizmente arquivados - e participei da Anistia Internacional, enquanto tinha um ramo no Brasil, por ser visceralmente contra a tortura, sinto-me à vontade para criticar a “ideologização” dos fatos passados, a meu ver enterrados com a Lei da Anistia, de 1979.
Que os historiadores imparciais -e não os ideólogos- contem a verdadeira história da época, pois são para isso os mais habilitados. (...)
Sotelo: (...) O jurista Ives Gandra, contumaz defensor de posições de extrema direita, publicou há alguns dias na Folha de São Paulo artigo critico sobre a Comissão da Verdade. As opiniões do articulista devem ser respeitadas como exercício soberano e sagrado da liberdade de expressão, mas ao expor sua tese o articulista cometeu impropriedades factuais e conceituais.(...) Ler mais


20/02/11
A Comichão da Meia-Verdade (1) - Artigo de Alexandre Garcia: "As duas verdades" + Íntegra do Projeto de Lei que Cria a "Comissão Nacional da Verdade"

Sumário das transcrições:
Fonte: Blog do Planalto
[13/05/10]   Comissão da Verdade para investigar violação aos direitos humanos‎
Fonte: Só Notícias
[11/01/11]   As duas verdades - por Alexandre Garcia
Fonte: Veja - Blog de Ricardo Setti
[21/01/11]   A Comissão da Verdade não é revanchista nem vai perseguir ninguém, diz ex-ministro de Direitos Humanos de FHC. Conheça o projeto de lei inteiro e julgue você mesmo
Fonte: Blog do Planalto
[13/05/10]   Integra do Projeto de de Lei que cria a Comissão Nacional da Verdade, no âmbito da Casa Civil da Presidência da República   Ler mais