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Fonte: Wikipédia, a
enciclopédia livre
Escândalo do
mensalão
Escândalo do Mensalão ou "Esquema de compra de votos
de parlamentares" é o nome dado à maior crise política sofrida pelo governo
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2005/2006 no Brasil.
No dia 14 de maio de 2005, aconteceu a divulgação pela imprensa de uma
gravação de vídeo na qual o ex Chefe do DECAM/ECT, Maurício Marinho,
solicitava e também recebia vantagem indevida para ilicitamente beneficiar
um falso empresário - na realidade o advogado curitibano Joel Santos Filho,
o denunciante da corrupção, que para colher prova material do crime, faz-se
passar por empresário - interessado em negociar com os Correios. Na
negociação então estabelecida com o falso empresário, Maurício Marinho
expôs, com riqueza de detalhes, o esquema de corrupção de agentes públicos
existente naquela empresa pública, conforme se depreende da leitura da
reportagem divulgada na revista Veja, com a capa "O vídeo da corrupção em
Brasília", Edição de 18 de maio de 2005, com a matéria “O Homem Chave do
PTB”, referindo-se a Roberto Jefferson, o homem por trás do esquema naquela
estatal.
Segundo o Procurador Geral da República, Antonio Fernando Barros e Silva de
Souza, na Denúncia Oficial que apresentou e foi acolhida pelo Supremo
Tribunal Federal[27], o ex Deputado Federal Roberto Jefferson, então
Presidente do PTB, acuado, pois o esquema de corrupção e desvio de dinheiro
público, com a divulgação do vídeo feito por Joel Santos Filho estava
focado, em um primeiro momento, em dirigentes dos Correios indicados pelo
PTB, resultado de sua composição política com integrantes do Governo,
divulgou, inicialmente pela imprensa, detalhes do esquema de corrupção de
parlamentares, do qual fazia parte, esclarecendo que parlamentares que
compunham a chamada "base aliada" recebiam, periodicamente, recursos do
Partido dos Trabalhadores em razão do seu apoio ao Governo Federal,
constituindo o que se denominou como "mensalão".
O neologismo mensalão, popularizado pelo então deputado federal Roberto
Jefferson em entrevista que deu ressonância nacional ao escândalo, é uma
variante da palavra "mensalidade" usada para se referir a uma suposta
"mesada" paga a deputados para votarem a favor de projetos de interesse do
Poder Executivo. Segundo o deputado, o termo já era comum nos bastidores da
política entre os parlamentares para designar essa prática ilegal.
A palavra "mensalão" foi então adotada pela mídia para se referir ao caso. A
primeira vez que a palavra foi grafada em um veículo de comunicação de
grande reputação nacional ocorreu no jornal Folha de S.Paulo, na matéria do
dia 6 de junho de 2005. A palavra, tal como ela é, foi utilizada também na
mídia internacional sempre acompanhada de uma pseudo-tradução. Em espanhol
já foi traduzida como "mensalón" e em inglês como "big monthly allowance"
(grande pagamento mensal) e "vote-buying" (compra de votos).
Entre 22 a 27 de agosto de 2007, o Supremo Tribunal Federal (STF), o
tribunal máximo do Brasil, iniciou o julgamento dos quarenta nomes
denunciados pelo Procurador Geral da República, em 11 de abril de 2006. O
STF recebeu praticamente todas as denúncias feitas contra cada um dos
acusados, o que os fez passar da condição de denunciados à condição de réus
no processo criminal, devendo defender-se das acusações que lhes foram
imputadas perante a Justiça e, posteriormente, devendo ser julgados pelo
STF. Os deputados acusados que conseguiram se reeleger nas eleições de 1º de
outubro de 2006, poderão enfrentar mais um processo de perda de mandato.
Foi descoberto em julho de 2008, durante uma investigação sobre o banqueiro
Daniel Dantas, que o Banco Opportunity foi uma das principais fontes de
recursos do mensalão. Através do Banco Opportunity Daniel Dantas era o
gestor da Brasil Telecom, controladora da Telemig e da Amazonia Telecom. As
investigações apontaram que essas empresas de telefonia injetaram R$ 127
milhões nas contas da DNA Propaganda, administrada por Marcos Valério, o
que, segundo a PF, alimentava o Valerioduto, esquema de pagamento ilegal a
parlamentares. A Polícia Federal pôde chegar a essa conclusão após a Justiça
ter autorizado a quebra de sigilo do computador central do Banco Opportunity.
Em 2011, já depois do fim dos dois mandatos do presidente Lula, relatório
final da Polícia Federal confirmou a existência do mensalão. O documento de
332 páginas foi a mais importante peça produzida pelo governo federal para
provar o esquema de desvio de dinheiro público e uso para a compra de apoio
político no Congresso durante o Governo Lula. Dias depois, o real relatório
veio à público mostrando que o documento não se tratava de um relatório
final da Polícia Federal e sim uma investigação complementar feita a pedido
do Ministério Público cujo objetivo era mapear as fontes de financiamento do
valerioduto, e que o documento não comprovara a existência do "mensalão".
Ler mais na
Wikipédia
Consulte também a coleção
de "posts" contendo a transcrição completa do "O
Chefe": Livro sobre o escândalo do "mensalão"
16/01/12
•
O escândalo do "mensalão" (32) - Sumário (com links para consulta) das
"Alegações finais do Procurador Geral da República ao STF"
08/01/12
•
O escândalo do "mensalão" (31) - Veja: "A quadrilha agradece" + Sumário (com
links para consulta) das "Alegações finais do Procurador Geral da República
ao STF"
12/09/11
•
O escândalo do "mensalão" (30)
- Resumo das alegações e acusações feitas pelo Procurador-Geral da República
ao STF
Nota de Helio Rosa:
Quem tem tempo e disposição para ler 390 laudas divididas em 792 tópicos de
um processo judicial?
No esforço pessoal para que o "escândalo do mensalão" não caia no
esquecimento e o processo possa ser consultado e compreendido pelo cidadão
comum, li, transcrevi e fiz um resumo das alegações finais do Ministério
Público da União ao STF, assinadas pelo procurador-geral da República,
Roberto Gurgel.
A transcrição das "alegações finais" do Procurador está registrada, por
partes, numa serie de "posts" no Bloco Cidadania.
Nesta página, a título de resumo, transcrevo uma notícia e um extrato das
alegações e requerimentos de condenações, inseridas nos tópicos do processo,
com links para consulta rápida da transcrição feita a partir de cópia xerox
do documento original. Repito a informação contida em um dos últimos "posts":
a ferramenta virtual de copiar-colar introduziu truncamentos devido à baixa
qualidade do xerox. Precisei fazer ajustes manuais e, portanto, eventuais
incorreções - involuntárias - são de minha responsabilidade. Em caso de
dúvida, por favor,
consulte o
documento original!
Do mesmo modo que
Procurador-Geral, os réus do processo também fizeram suas alegações finais.
O prazo dado pelo relator, ministro Joaquim Barbosa, do STF, expirou em 8 de
setembro e a mídia começa a referenciar algumas delas.
Agora Joaquim Barbosa vai elaborar seu voto. A expectativa é de que os réus
sejam julgados no plenário da Corte no início de 2012.
Acompanhe o processo e forme sua opinião!
Abaixo está a notícia
Roberto Gurgel apresenta alegações finais da PGR na ação penal do Mensalão
e, logo após, o extrato das alegações e acusações.
HR.
Ler mais 10/09/11
•
O escândalo do "mensalão" (29) - Alegações finais do Procurador Geral da
República ao STF: Transcrição do item 10. Duda Mendonça e Zilmar Fernandes -
Conclusão
Está concluída a transcrição das "Alegações
Finais do Procurador da República" sobre o processo do mensalão.
A mudança do formato original do documento (pdf) para o de "página web" foi
um trabalho de copiar-colar, página por página, com necessidade de ajustes
manuais, e as incorreções, involuntárias, são de minha responsabilidade. O
download do original, em formato .pdf, pode ser feito a partir
deste link.
O prazo final dado pelo relator, ministro Joaquim Barbosa do STF, para os
acusados apresentarem suas alegações finais, expirou em 8 de setembro. Agora
Barbosa vai elaborar seu voto. A expectativa é de que os réus sejam julgados
no plenário da Corte no início de 2012.
Helio Rosa
Alegações finais do Procurador Geral da República ao STF
Consulte o
documento original!
"Posts" no BLOCO CIDADANIA
1.
INTRODUÇÃO
2.
QUADRILHA
2.1
NÚCLEO POLÍTICO
2.2
NÚCLEO OPERACIONAL
2.3
NÚCLEO FINANCEIRO
CONCLUSÃO
3.
CÂMARA DOS DEPUTADOS
3.1
CORRUPÇÃO
3.2
PRIMEIRO PECULATO
3.3
SEGUNDO PECULATO
4.
BANCO DO BRASIL: BÔNUS DE VOLUME
5.
BANCO DO BRASIL: VISANET
6.
BANCO RURAL: GESTÃO FRAUDULENTA
7.
BANCO RURAL: LAVAGEM DE DINHEIRO
8.
PARTIDOS DA BASE ALIADA DO GOVERNO FEDERAL
INTRODUÇÃO
8.1
PARTIDO PROGRESSISTA-PP
8.2
PARTIDO LIBERAL-PL
8.3
PARTIDO TRABALHISTA BRASILEIRO - PTB
8.4
PARTIDO DO MOVIMENTO DEMOCRÁTICO BRASILEIRO-PMDB
9.
PARTIDO DOS TRABALHADORES: LAVAGEM DE DINHEIRO
9.1
PAULO ROCHA
9.2
JOÃO MAGNO
9.3
PROFESSOR LUIZINHO
9.4
ANDERSON ADAUTO
10.
DUDA MENDONÇA E ZILMAR FERNANDES
11.
CONCLUSÃO
09/09/11
•
O escândalo do "mensalão" (28) - Alegações finais do Procurador Geral da
República ao STF: Transcrição do item 9. Partido dos Trabalhadores - 9.2
João Magno - 9.3 Professor Luizinho - 9.4 Anderson Adauto
08/09/11
•
O escândalo do "mensalão" (26) - Alegações finais do Procurador Geral da
República ao STF: Transcrição do item 8. Distribuição de vantagem indevida
para parlamentares integrantes da base aliada do Governo - 8.4 - Partido do
Movimento Democrático Brasileiro - PMDB
Nota: O documento é extenso e está
sendo transcrito por partes.
O download do original, em formato .pdf, pode ser feito a partir
deste link.
HR
07/09/11
•
O escândalo do "mensalão" (25) - Alegações finais do Procurador Geral da
República ao STF: Transcrição do item 8. Distribuição de vantagem indevida
para parlamentares integrantes da base aliada do Governo - 8.3 - Partido
Trabalhista Brasileiro - PTB
06/09/11
•
O escândalo do "mensalão" (24) - Alegações finais do Procurador Geral da
República ao STF: Transcrição do item 8. Distribuição de vantagem indevida
para parlamentares integrantes da base aliada do Governo - 8.2 - Partido
Liberal - PL
04/09/11
•
O escândalo do "mensalão" (27) - Alegações finais do Procurador Geral da
República ao STF: Transcrição do item 9. Partido dos Trabalhadores - Lavagem
de dinheiro - 9.1 - Paulo Rocha
Nota de Helio Rosa:
Estou transcrevendo este extenso documento por partes, na ordem original de
seus itens.
Permito fazer um pequeno salto e transcrevo hoje este item 9, para
"homenagear" o Congresso do PT...
Ler mais
O download do original, em formato .pdf, pode ser feito a partir
deste link.
03/09/11
•
O escândalo do "mensalão" (23) - Alegações finais do Procurador Geral da
República ao STF: Transcrição do item 8. Distribuição de vantagem indevida
para parlamentares integrantes da base aliada do Governo - 8.1 - Partido
Progressista - PP
01/09/11
•
O escândalo do "mensalão" (22) - Alegações finais do Procurador Geral da
República ao STF: Transcrição do item 8. Distribuição de vantagem indevida
para parlamentares integrantes da base aliada do Governo - Introdução
30/08/11
•
O escândalo do "mensalão" (21) - Alegações finais do Procurador Geral da
República ao STF: Transcrição do item 7. Banco Rural - Lavagem de Dinheiro
28/08/11
•
O escândalo do "mensalão" (20) - Alegações finais do Procurador Geral da
República ao STF: Transcrição do item 6. Banco Rural - Gestão Fraudulenta
22/08/11
•
O escândalo do "mensalão" (19) - Alegações finais do Procurador Geral da
República ao STF: Transcrição do item 5. Banco do Brasil - Visanet
19/08/11
•
O escândalo do "mensalão" (18) - Alegações finais do Procurador Geral da
República ao STF: Transcrição do item 4. Banco do Brasil - Bônus de Volume
17/08/11
•
O escândalo do "mensalão" (17) - Alegações finais do Procurador Geral da
República ao STF: Transcrição do item 3. Câmara dos Deputados - 3.3 - Segundo
peculato
16/08/11
•
O escândalo do "mensalão" (16) - Alegações finais do Procurador Geral da
República ao STF: Transcrição do item 3. Câmara dos Deputados - 3.2 - Primeiro
peculato
14/08/11
•
O escândalo do "mensalão" (15) - Alegações finais do Procurador Geral da
República ao STF: Transcrição do item 3. Câmara dos Deputados - 3.1 - Corrupção
21/07/11
•
O escândalo do "mensalão" (14) - Alegações finais do Procurador Geral da
República ao STF: Transcrição do item "2.3 - Núcleo Financeiros"
18/07/11
•
O escândalo do "mensalão" (13) - Alegações finais do Procurador Geral da
República ao STF: Transcrição do item "2.2 - Núcleo Operacional"
15/07/11
•
O escândalo do "mensalão" (12) - Alegações finais do Procurador Geral da
República ao STF: Transcrição do item "2.1- Núcleo Político"
12/07/11
•
O escândalo do "mensalão" (11) - Alegações finais do Procurador Geral da
República ao STF: Transcrição dos itens "1. Introdução" e "2. Quadrilha"
10/07/11
•
O escândalo do "mensalão" (10) - Início da transcrição das Alegações Finais
do Procurador-Geral ao STF: "O mensalão foi o pior ataque à democracia"
O documento é extenso e será transcrito por
partes.
O download do original, em formato .pdf, pode ser feito a partir
deste link.
Mais abaixo está o Sumário do documento e os "links ativos" para o "post"
com a transcrição dos itens "1. Introdução" e "2. Quadrilha".
Aqui está um trecho de matéria sobre o assunto:
(...) As alegações finais são o último pronunciamento da Procuradoria Geral
antes que o Supremo julgue o caso. O procurador-geral reitera as acusações a
36 réus acusados de sete crimes: corrupção ativa e passiva, formação de
quadrilha, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, evasão de divisas e
peculato (uso de cargo ou função pública para obter vantagem indevida). Ele
excluiu o ex-ministro petista Luiz Gushiken e Antonio Lamas, irmão de
Jacinto Lamas, ex-tesoureiro do ex-PL.
Gurgel diz que a quadrilha tinha três núcleos: o político, o operacional e o
financeiro. Treze pessoas são acusadas de participação direta nesses
núcleos: além de Dirceu, apontado como o cabeça do esquema, e Valério,
acusado de operá-lo, a peça menciona o então presidente do PT e hoje
assessor do Ministério da Defesa José Genoino, Delúbio Soares e o então
secretário-geral petista, Sílvio Pereira, entre outros.
"Como dirigentes máximos do PT, tanto do ponto de vista formal quanto
material, os réus estabeleceram engenhoso esquema de desvio de recursos de
órgãos públicos e de empresas estatais, e de concessões de benefícios
diretos ou indiretos a particulares em troca de ajuda financeira. O objetivo
era negociar apoio político ao governo no Congresso, pagar dívidas
pretéritas, custear gastos de campanha e outras despesas do PT", diz a
acusação.
O procurador é taxativo ao falar de Dirceu: "As provas coligidas no curso do
inquérito e da instrução criminal comprovaram, sem sombra de dúvida, que
José Dirceu agiu sempre no comando das ações dos demais integrantes dos
núcleos político e operacional do grupo criminoso. Era, enfim, o chefe da
quadrilha". (...)
Ler mais
19/05/11
•
O escândalo do "mensalão" (9) - "Não há risco de prescrição, mas de
absolvição" - por Manoel Pastana, procurador da República no Rio Grande
(...) Fiz a representação com base nos
elementos probatórios presentes na ação de improbidade, que expressamente
mostram fatos delituosos que teriam sido praticados pelo ex-Presidente e que
têm conexão (relação direta) com os fatos apurados na ação penal do mensalão.
Por isso deve ser apurada a responsabilidade criminal (a responsabilidade
civil e administrativa está sendo apurada na ação de improbidade) na ação
penal que tramita no STF para que a prova não seja pulverizada e resulte em
impunidade.
Há quem diga que a defesa seria beneficiada com a demora do processo em
decorrência do aditamento da denúncia para incluir Lula na ação penal.
Ocorre que, como dito antes, a inclusão não trará benefício aos demais
acusados, quanto à prescrição.
De mais a mais, mormente as defesas dos apontados como líderes, sabem que a
absolvição deles é certa, pois não deixaram vestígios probatórios; logo,
quanto mais rápido julgar o processo, melhor para eles, inclusive, já
comemoravam antecipadamente. A situação deles vai complicar e muito se o
ex-Presidente Lula for denunciado. Aí a possibilidade de serem condenados é
grande; caso contrário, a absolvição é certa.(...)
Ler mais
09/05/11
•
O escândalo do "mensalão" (8) - Procurador gaúcho responsabiliza Lula por
mensalão
(...) Ao fazer a investigação e elaborar a peça acusatória que baseia a ação
penal sobre o mensalão, que tramita no Supremo Tribunal Federal, a
Procuradoria Geral da República livrou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva de responsabilidade sobre os fatos que marcaram o seu primeiro
mandato. O procurador da República no Rio Grande do Sul Manoel Pastana, no
entanto, agora quer modificar essa situação. No dia 17 de abril, ele
encaminhou ao procurador geral da República, Roberto Gurgel, uma
representação em que pede a responsabilização criminal de Lula pela
existência do mensalão. O Congresso em Foco teve acesso exclusivo à
representação.
Para Pastana, há provas da responsabilidade do ex-presidente na montagem do
esquema de captação e distribuição de recursos para aliados que ficou
conhecido como mensalão. A assessoria de Lula foi procurada, mas não prestou
nenhum esclarecimento à reportagem do Congresso em Foco.
(...)
Ler mais
06/04/11
•
O escândalo do "mensalão" (7) - "Veja": Os avatares do mensalão
(...) Na crença hinduísta, um avatar é
a materialização na terra de uma entidade divina. No mundo cibernético, é a
representação virtual de uma pessoa, normalmente uma projeção daquilo que
alguém gostaria de ser ou de alguma situação com a qual gostaria de
conviver. Esse conceito também tem aplicação no mundo político. Quase seis
anos depois da revelação de um dos mais amplos esquemas de corrupção já
descobertos, o mensalão, o PT tenta reconstruir a imagem dos antigos
integrantes da cúpula do partido que protagonizaram o escândalo. Assim como
os bonequinhos que povoam o universo virtual os avatares petistas também são
representações idealistas, criadas para imprimir na opinião pública urna
imagem irreal dos envolvidos. A saber, a de que todos eles são probos,
vítimas de uma grande conspiração "da mídia". Como tais, eles travam uma
guerra santa para provar sua inocência. O ex-deputado José Genoíno é o
exemplo mais recente dessa fantasia. Presidente do PT na ocasião do
escândalo, ele assinou falsos contratos para justificar a entrada de
dinheiro de corrupção nos cofres do partido. Seu avatar impressiona pela
ousadia.(...)
Nota: "Veja" relaciona em destaque, no início da reportagem, estes "avatares":
José Dirceu: homem de negócios, distante de assuntos que envolvem o
governo; José Genoíno: assessor do ministro da Defesa e candidato a
ministro do Tribunal de Contas da União; Delúbio Soares: um
injustiçado que luta para retornar ao PT; Luiz Gushiken: um consultor
de negócios que não se envolve mais com política; João Paulo Cunha:
deputado presidente da respeitável comissão de Constituição e Justiça da
Câmara.
Ler mais
•
O escândalo do "mensalão" (6) - "PF torna o mensalão indesmentível" -
Editorial O Globo
(...) Vitorioso em 2006, o presidente
mudou o discurso do final de 2005. O mensalão virou uma “farsa”, engendrada,
segundo a militância, pela “mídia golpista” — tese fantasiosa lapidada por
alguns intelectuais orgânicos. Lançou-se, inclusive, campanha para anistiar
Dirceu na Câmara.
Mas a Polícia Federal, a pedido do ministro relator do processo no STF,
Joaquim Barbosa, fez investigações do caso, cujas conclusões foram reveladas
pela revista “Época”.
Não só o esquema do valerioduto foi confirmado, como acabaram as dúvidas
sobre um ponto relevante: foi, sim, desviado dinheiro público do Banco do
Brasil, por meio da Visanet, empresa de cartões de crédito na qual o BB
tinha participação.
Entre as novidades encontradas pela PF — numa atuação à altura de um
organismo de Estado, como deve ser, e não do governo de turno — está o elo
entre pessoa do círculo de amizades do ex-presidente Lula, o segurança Freud
Godoy, e o valerioduto. Ele recebeu do esquema R$ 98 mil, por serviços de
segurança prestados a Lula na campanha de 2002 e na fase de transição para a
posse.
Fechou-se mais um circuito entre a cúpula lulopetista e o esquema. Pelas 332
páginas do relatório da PF desfilam, entre muitos outros, o atual ministro
Fernando Pimental — ajudado na campanha de 2004 em BH —, o indefectível
senador Romero Jucá (PMDB-RR) e o empresário Daniel Dantas. Aparece até o
tucano Pimenta da Veiga, remunerado por serviços advocatícios.
A investigação não será anexada ao processo, pois reabriria todos os prazos,
para satisfação dos mensaleiros. Mas pode justificar novas denúncias. E deve
tornar menos factível a previsão de Delúbio Soares, mensaleiro, tesoureiro
petista na época da operação de lavanderia financeira, de que tudo acabaria
como uma “piada de salão”.
Espera-se que não. (...)
Ler mais
05/04/11
•
O escândalo do "mensalão" (5) - "Com a chancela da PF" - Artigo de Dora
Kramer sobre o "mensalão"
(...) A conclusão dos trabalhos da PF justamente no momento em que o PT, sob
a liderança de Lula, se empenha em convencer o País de que o mensalão não
existiu, surge como um obstáculo poderoso à campanha de reabilitação dos
petistas envolvidos a fim de influir no julgamento do Supremo.
Estão ali relacionadas e detalhadas as três etapas do processo: captação,
contratos superfaturados de publicidade das agências de Marcos Valério e
"coletas" junto a empresas privadas; lavagem do dinheiro, por meio de
simulação de empréstimos ou prestação de serviços; distribuição aos
beneficiários em espécie, cheques ou transferência bancária.
São citados novos nomes além dos 40 réus iniciais (hoje são 38), entre eles
um ministro, seis deputados, um senador, um ex-senador, dois jornalistas, um
prefeito, um ex-ministro filiado ao PSDB, um ator, um empresário e o
ex-assessor pessoal de Lula Freud Godoy, demitido depois do envolvimento no
caso da compra do dossiê contra José Serra em 2006.
Ao que se saiba não há, entre as provas, nada tão contundente como
confissões, gravações ou recibos passados, o que enseja desde já
especulações de que o Supremo não teria elementos irrefutáveis para condenar
à prisão os envolvidos.
Mas, de qualquer modo, ficou mais difícil o PT e Lula difundirem a tese de
que tudo não passou de uma invenção da imprensa e da oposição interessada em
derrubar o então presidente da República.
Entre outros motivos porque o que agora se acrescenta aos fatos já
conhecidos tem a chancela da Polícia Federal, que propiciou momentos de
autoexaltação a Lula no relato dos feitos de seu governo no combate à
corrupção.(...)
Ler mais
•
O escândalo do "mensalão" (4) - Editorial Estadão: " Um golpe para Lula" +
"OAB e oposição pedem investigação"
(...) A Polícia Federal (PF) levou nada menos de 6 anos para confirmar que o
esquema petista de pagamentos ilícitos a políticos conhecido como mensalão,
trazido à tona em 2005, não é a "farsa" de que fala cinicamente o
ex-presidente Lula, mas um fato objetivo, documentado e que não comporta
mais de uma interpretação. Assim não fosse, o Supremo Tribunal Federal (STF)
não teria aceito praticamente na íntegra a denúncia do então
procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, contra os 40
membros da "organização criminosa" liderada pelo titular da Casa Civil, José
Dirceu, e autora do maior escândalo de corrupção já identificado no
País.(...)
Ler mais
•
O escândalo do "mensalão" (3) - "Prescrição do crime de formação de
quadrilha esvazia processo do mensalão"
(...) O processo de desmantelamento do esquema conhecido como mensalão
federal (2005), a pior crise política do governo Lula, já tem data para
começar: será a partir da última semana de agosto, quando vai prescrever o
crime de formação de quadrilha. O crime, citado por mais de 50 vezes na
denúncia do Ministério Público - que foi aceita pelo Supremo Tribunal
Federal (STF) -, é visto como uma espécie de "ação central" do esquema, mas
desaparecerá sem que nenhum dos mensaleiros tenha sido julgado. Entre os 38
réus do processo, 22 respondem por formação de quadrilha.(...)
(...) O que mais conspira contra o processo:(...)
Toffoli quer julgar
Antes de chegar ao STF, o ministro José Antonio Dias Toffoli advogou para o
PT, foi da liderança do PT na Câmara e na Casa Civil era hierarquicamente
subordinado a José Dirceu. Mesmo assim, ele deve participar do julgamento.
Seus colegas de tribunal, reservadamente, têm criticado essa postura (...)
Ler mais
03/04/11
•
O escândalo do "mensalão" (2) - Revista Época: A anatomia do "valerioduto"
(íntegra da reportagem)
(...) ÉPOCA obteve o relatório final da Polícia Federal sobre o caso do
mensalão. Ele revela que o dinheiro usado por Marcos Valério veio dos cofres
públicos e traz novas provas e acusações contra dezenas de políticos.
Autores: Diego Escosteguy. Com Mariana Sanches, Murilo Ramos, Humberto
Maia Junior, Danilo Thomaz, Marcelo Rocha, Andrei Meireles e Leonel Rocha.
Era uma vez, numa terra não tão distante, um governo que resolveu botar o
Congresso no bolso. Para levar a cabo a operação, recorreu à varinha de
condão de um lobista muito especial, que detinha os contatos, os meios e o
capital inicial para fazer o serviço.
Em contrapartida, o lobista ganharia contratos nesse mesmo governo, de modo
a cobrir as despesas necessárias à compra. Ganharia também acesso irrestrito
aos poderosos gabinetes de seu cliente, de maneira a abrir novas
perspectivas de negócios. Fechou-se o acordo – e assim se fez: o lobista
distribuiu ao menos R$ 55 milhões a dezenas de parlamentares da base aliada
do governo. O governo reinou feliz para sempre.
Mas somente por dois anos. Há seis anos, em junho de 2005, pela voz do vilão
e ex-deputado Roberto Jefferson, a fantástica história do maior escândalo de
corrupção já descoberto no país, conhecido como mensalão, veio a público. O
governo quase ruiu.
Seu líder, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse que “devia
desculpas” ao país. Os dirigentes do PT, o partido responsável pelo negócio
com o lobista, caíram um após o outro, abalroados pelas evidências de que,
não, aquela não era uma história de ficção: era tudo verdade.
Sobrevieram as investigações de uma CPI (a última que chegou a funcionar
efetivamente no país) e a enfática denúncia do procurador-geral da
República, que qualificou o grupo como uma “organização criminosa”, liderada
pelo primeiro-ministro informal desse governo, o petista José Dirceu.
A realidade dos fatos abateu-se sobre as lideranças do partido. Tarso Genro,
um deles, falou em refundar o partido. Lula pediu desculpas mais uma vez. O
então deputado José Eduardo Cardozo reconheceu que houve mensalão, e que era
preciso admitir os fatos.
Parecia que haveria um saudável processo de depuração ética em Brasília.
Parecia. Os anos passaram, e a memória dos fatos esvaiu-se lentamente,
carregada pelo esforço dos mesmos líderes petistas de reconfigurar o que
acontecera através das lentes da má ficção.
Dirceu começou a declarar que não houve compra de votos. Petistas disseram
que o esquema não fazia sentido, uma vez que, como eram governistas, não
precisariam receber dinheiro para votar com o governo – esquecendo que o
valerioduto também contemplava o pagamento de campanhas políticas com
dinheiro sujo.
Delúbio Soares, o tesoureiro que coordenou os pagamentos, disse que tudo se
tornaria piada de salão. Agora, obteve apoio para voltar ao partido, de onde
fora expulso quando era conveniente a seus colegas. Por fim, quando estava
prestes a terminar seu mandato, Lula avisou aos petistas: “O mensalão foi
uma farsa. Vamos provar isso”.
São as voltas que o planeta político dá. Em Brasília, como se percebe, ele
gira com especial rapidez. José Eduardo Cardozo agora é ministro da Justiça.
Foi sob o comando dele que a Polícia Federal produziu sigilosamente um
documento devastador, cujas 332 páginas resultam demolidoras para muitos dos
próceres da República.
Trata-se do relatório final da Polícia Federal sobre o caso do mensalão, que
encerra oficialmente os seis anos de extensas investigações conduzidas por
delegados, agentes e peritos especializados no combate ao crime organizado.
A peça já está sobre a mesa do procurador-geral da República, Roberto
Gurgel, e deverá seguir em breve para o gabinete do ministro Joaquim
Barbosa, o relator do caso do mensalão no Supremo Tribunal Federal.(...)
Ler mais
•
O escândalo do "mensalão" (1) - Duas entrevistas com Ivo Patarra, autor do
livro "O Chefe" - Índice do livro disponível na web (links)
Nota de Helio
Rosa:
O livro "O Chefe", sobre o escândalo do mensalão, foi transcrito
integralmente neste BLOCO e o registro está nesta página:
"O Chefe": Livro sobre o escândalo do "mensalão"
Lula e Dirceu querem reescrever a história do "mensalão".
Para facilitar o trabalho da dupla, esta série de "posts" mostrou o que
está escrito. HR
Matérias transcritas neste "post":
Fonte: Observatório da Imprensa
[19/09/06]
Livro sobre o mensalão está disponível na internet - por Gisele Pecchio
Dias
Fonte: Observatório da Imprensa
[19/09/06]
O "Observatório da Imprensa" entrevista Ivo Patarra, autor do livro "O
Chefe" - por Gisele Pecchio Dias
Fonte: Mídia sem Máscara
[26/03/10]
Entrevista com Ivo Patarra, autor de "O Chefe" - por Klauber Cristofen
Pires
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