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Fevereiro 2011
16/02/11
•
O papel das oposições (16) - "Enfim, na oposição" - por Merval Pareira
(...) Não está em discussão, nem para as
centrais sindicais nem para a oposição, se a decisão correta é manter o
acordo anterior, que define o mínimo pelo crescimento do PIB dos dois anos
anteriores, ou se a economia não aguenta um aumento maior que o definido
pelo governoTudo indica que, tecnicamente, o governo está correto em querer
restringir esse aumento diante do descalabro das contas públicas.
O que está acontecendo no Congresso é que a oposição decidiu afinal assumir
seu papel na luta política, assim como sempre fez o PT na oposição.
Defender um aumento maior do salário mínimo é sempre uma posição confortável
para oposicionistas, e a promessa de um mínimo de R$ 600 foi benéfica para a
candidatura oposicionista.
As centrais sindicais, por seu turno, também fazem seu papel criando
dificuldades para o governo, a favor de seus associados. Ou pelo menos
fingem.(...)
Ler mais10/02/11
•
O papel das oposições (15) - Oposição pra quê? - por José Serra
(...) Para o maior partido da oposição, perder-se em disputas internas seria
apequenar-se. Saímos das urnas com quase 44 milhões de votos, vencendo a
eleição presidencial em 11 estados. O PSDB fez oito governadores; o DEM,
dois, e tivemos ainda o apoio do governador de Mato Grosso do Sul. Aqueles
que votaram em nós queriam que ganhássemos, mas sabiam que podíamos perder.
A oposição, portanto, é tão legítima quanto o governo; ela também expressa a
vontade do eleitor e tem um mandato.
Não podemos deixar o eleitorado que nos apoiou sem representação. É ele,
inicialmente, que precisa receber uma resposta e convencer-se de que não
jogou seu voto fora. Até porque as ditaduras também têm governos, mas só as
democracias contam com quem possa vigiá-los, fiscalizá-los, em nome do
eleitor. Por isso a oposição tem de ter posições claras, ser ativa, sem se
omitir nem se amedrontar. Uma eleição presidencial não é uma corrida de
curta duração, de 45 dias, mas uma maratona de quatro anos. E ninguém corre
parado.(...)
Ler mais
06/02/11
•
O papel das oposições (14) - Ruy Fabiano: "Oposição carreirista" + Fernando
Henrique Cardoso: "Tempo de muda"
Fabiano: (...) Os dois partidos,
derrotados nas eleições presidenciais do ano passado, estão hoje mais
voltados a duelos internos marcados por ambições pessoais que aos deveres de
oposição.
O resultado é inevitável: os compromissos partidários – e eleitorais – estão
sendo negligenciados. Já se passou mais um de mês da posse do novo governo e
não se ouve a voz da oposição. Assuntos não faltam. O rol de denúncias –
feitas exclusivamente pela imprensa - começou já na escalação do ministério,
em que alguns nomeados protagonizaram escândalos e foram mantidos
ministros.(...)
(...) O eleitor, ao escolher quem o governará, escolhe, por tabela, quem
exercerá a fiscalização em seu nome. É essa a essência do jogo democrático.
Sem oposição, não há democracia. Para além dessas obviedades, há também o
que se pode chamar de burrice estratégica.
O PSDB não saiu das eleições inteiramente derrotado. Perdeu por pouco a
eleição presidencial, mas conquistou os principais estados da federação –
entre eles, os dois mais ricos e populosos, São Paulo e Minas Gerais.
Somando-se suas vitórias às do DEM, metade da população brasileira – e a
imensa maioria da população escolarizada e politizada - está sendo governada
pela oposição ao governo federal, respondendo pela gestão de mais de 60% do
PIB.
Estão aí meios mais que favoráveis para que difunda seus objetivos
programáticos, aponte as incongruências do adversário e obtenha condições
legítimas de reconquistar o poder federal.(...)
FHC: (...) A presidente tem um estilo diferente do antecessor, não
necessariamente porque tenha o propósito de contrastar, mas porque seu jeito
é outro. Mais discreta, com menos loquacidade retórica. Mais afeita aos
números, parece ter percebido, mesmo sem proclamar, que recebeu uma herança
braba de seu patrono e de si mesma. Nem bem assume e seus porta-vozes
econômicos já têm de apelar para as mágicas antigas (quanto foi mal falado o
doutor Delfim, que nadava de braçada nos arabescos contábeis para esconder o
que todos sabiam!), porque a situação fiscal se agravou.
(...) Há, sim, muita coisa para dizer nesta hora de "muda". Ou a oposição
fala, e fala forte, sem se perder em questiúnculas internas, ou tudo
continuará na toada de tomar a propaganda por realização. Mesmo porque, por
mais que haja nuances, o governo é um só Lula-Dilma, governo do PT ao qual
se subordinam ávidos aliados.(...)
Ler mais
Nota de Helio Rosa:
Repito uma "nota" anterior:
No Brasil, hoje, não há um movimento real de oposição realizada por partidos
políticos que perderam (todos eles) o respeito e a credibilidade.
A oposição real, não aos governos, mas aos desmandos dos governos, tem sido
feita por jornais e revistas.
O artigo citado no título de um
"post" anterior prega a necessidade de um
movimento apartidário de oposição.
Enquanto os partidos não se decidem e um movimento apartidário não decola, a
"oposição aos desmandos" pode e deve ser feita pelo cidadão isolado,
"pessoa física", que precisa utilizar todas as facilidades eletrônicas de
comunicações para se manifestar, criticar, sugerir, espernear e canalizar
sua indignação. Estamos fazendo nossa parte neste blog Resistência. HR
02/02/11
•
O papel das oposições (13): Dora Kramer: "Por água abaixo" + Marcos
Coimbra: "O novo Congresso" + Marcelo de Moraes: "Vitória de ACM (DEM) tem
Aécio (PSDB) como sócio"
Dora Kramer: (...) Nesta hora em que a
base governista oficializa que o Congresso é um híbrido de almoxarifado do
Palácio do Planalto com cartório para despachos de interesses específicos,
caberia à oposição fornecer um discurso para a sociedade.
No mínimo para informar que não compactua com certas práticas, que está
atenta às agruras do Parlamento. Dizer que é minoria, perdeu a eleição, mas
não perdeu o juízo, o discernimento, a compostura nem a capacidade de
perceber o que acontece debaixo do seu nariz e à vista de todos: a ruptura
do Legislativo com a realidade do País que supostamente representa.
No lugar disso, PSDB e DEM vêm a público afagar os respectivos umbigos,
ignorando os 43 milhões de eleitores que acabaram de atribuir à oposição a
tarefa de denunciar os erros e propor as correções.
Quem está interessado em discutir o Brasil? Pelo visto até o momento,
ninguém. Inclusive porque o ambiente não é propício. Se alguém propõe um
tema, logo é acionado o porrete de matar debate materializado na
desqualificação do debatedor mediante a justificativa de que seus interesses
são meramente táticos ou estratégicos visando a um objetivo eleitoral.(...)
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Janeiro 2011
29/01/11
•
O papel das oposições (12): Oposição autofágica - por Ruy Fabiano
(...) A oposição brasileira encontrou
finalmente o objeto central de seu combate: ela própria. Ignorou até aqui
todo o processo de montagem do governo Dilma, incluindo denúncias contra
ministros, os desastres do Enem, os escândalos na Funasa e em Furnas e até a
tragédia das chuvas, que evidenciaram mais uma vez o descaso do Estado para
um drama recorrente.
Mesmo o anúncio de refiliação ao PT de uma das principais peças do Mensalão,
Delúbio Soares – com o apoio explícito do próprio Lula -, passou batido. O
PT acha que ele foi injustiçado, muito embora esse veredicto caiba ao
Judiciário. Nem um pio da oposição. (...)
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07/01/11
•
O papel das oposições (11): "Sombra e água fresca" - por Dora Kramer
(...) E, pelo jeito, não souberam perceber
ainda o erro e, mais grave, não valorizaram os votos recebidos. A oposição
atua na lógica de murici: cada um trata de si. E a ninguém ocorre tratar das
questões políticas já em pauta. (...)
(...) Ao se omitir, a oposição desdenha não apenas de seus eleitores como se
mostra desprovida da noção de que é uma força política cujo dever primordial
é participar da vida do País, se ainda se pretende no direito de voltar a
governar o Brasil.(...)
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Dezembro 2010
21/12/10
•
O papel das oposições (10): Blog do Alon: "Não pergunte, não diga" + Quem é
Alon Feuerwerker
(...) Os governadores do PSDB receberam
críticas por reafirmarem o óbvio na reunião de Maceió, semana passada: não
vão fazer oposição ao governo federal. Na pseudofederação brasileira faltam
aos estados condições mínimas para bater de frente com a União.
Nem São Paulo, Minas Gerais ou Paraná podem. Quanto mais, por exemplo,
Alagoas, Roraima ou Tocantins.
Se os governadores petistas não fizeram oposição ao então presidente
Fernando Henrique Cardoso, por que deveriam agora os tucanos estaduais agir
diferente?(...)
(...) Tucanos e petistas são dois partidos geniais. Observe-se a formação
dos governos, em Brasília e nos estados, e se verá a ocupação maciça de
cargos pela turma da casa, que entretanto consegue emplacar o rótulo de
"fisiológicos" nos coitados dos aliados que tentam arrancar uma coisinha
aqui e outra ali.
Para concluir, uma constatação. O tradicional lero-lero de fim de mandato é
agravado desta vez por certo detalhe. Quem teria o que dizer, Dilma, está
calada. E o noticiário vai sendo preenchido pelo lame duck e por quem perdeu
a eleição. Com as naturais consequências.(...)
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19/12/10
•
O papel das oposições (9): Augusto Nunes: "Quem se elege pela oposição e se
rende ao Planalto é só mais um colaboracionista"
(...) Nessa versão 2010 do espetáculo da
covardia, como observou Reinaldo Azevedo, não há um único parágrafo, uma só
sílaba, sequer uma vírgula que impeça um Tarso Genro de subscrevê-lo. O
palavrório nem procura camuflar a rendição sem luta, a traição aos eleitores
que souberam só agora que a relação com o governo de Dilma Rousseff, se
depender dos tucanos, será regida pelo signo do servilismo. “Um Estado como
Alagoas, que concentra os piores indicadores sociais do país, não pode se
dar ao luxo de brigar com o governo federal”, subordinou-se o anfitrião
Teotônio Vilela Filho. “Nós dependemos, e muito, dos repasses de verbas e
programas federais”.
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•
O papel das oposições (8): A Síndrome da Mulher de Lot - por Nivaldo
Cordeiro
(...) s forças que de fato estão na
oposição no Brasil, os liberais e conservadores, estão em sua maior parte
fora dos partidos políticos oficiais. Estão dispersas e são minoritárias
porque não estão unidas. Elas é que representam a alma coletiva brasileira,
apegada que é aos valores tradicionais e à ética liberal-conservadora. A
revolução gramsciana em cinqüenta anos conseguiu distorcer a burocracia
estatal e os partidos políticos, de tal sorte que a chamada direita foi
expulsa do debate político e da representação. (...)
Ler mais
18/12/10
•
O papel das oposições (7): Ruy Fabiano: "Oposição a favor" + Maria Helena
Rubinato: "Brasil inzoneiro"
Fabiano: (...) A julgar pelo manifesto dos
governadores tucanos em Maceió, o PT continuará sendo beneficiário de uma
democracia sem oposição. E os seus problemas, mais uma vez, decorrerão da
voracidade fisiológica das alianças internas que sustentam o governo.(...)
(...) Afinal, ele acaba de inaugurar um novo sistema de governo. A
Inzoneirocracia. Sem derramamento de sangue, sem revoltas populares, sem
golpes militares ou civis, ele conseguiu o impossível: não temos mais
oposição. Serão todos a favor.
Rubinato: É um governo forte sem um ditador. De adesão por amor e não na
marra. Tudo espontâneo, todos unânimes em reconhecer que do PT para o povo
só fluem coisas boas e que, por isso, o certo é aderir. Por amor.
Amor a quê? Ora, isso deixo à imaginação de cada um de vocês.(...)
Ler mais
17/12/10
•
O papel das oposições (6): "44
milhões de votos órfãos" - por Sandro Vaia
Nota de Helio Rosa:
Excelente artigo de Sandro Vaia, vale conferir.
Repito uma "nota" anterior:
No Brasil, hoje, não há um movimento real de oposição realizada por partidos
políticos que perderam (todos eles) o respeito e a credibilidade.
A oposição real, não aos governos, mas aos desmandos dos governos, tem sido
feita por jornais e revistas.
O artigo citado no título do
"post" anterior prega a necessidade de um
movimento apartidário de oposição.
Enquanto os partidos não se decidem e um movimento apartidário não decola, a
"oposição aos desmandos" pode e deve ser feita pelo cidadão isolado,
"pessoa física", que precisa utilizar todas as facilidades eletrônicas de
comunicações para se manifestar, criticar, sugerir, espernear e canalizar
sua indignação. Estamos fazendo nossa parte neste blog Resistência. HR
Recorte do artigo de Sandro Vaia:
(...) Agora algumas lideranças do partido falam em “refundação”. Os 8
governadores que elegeu se reuniram em Maceió esta semana e decidiram que
não cabe a eles fazer oposição, porque o projeto de país que eles defendem
se limita a ficar bem com o governo federal para receber verbas. Mas
“refundar” o que, se o próprio partido não sabe nem o que é nem o que quer?
Assim, de recuo em recuo,o grande projeto da oposição brasileira parece ser
esse: morrer aos poucos, quietinha, sem fazer barulho pra não acordar
ninguém.E deixar 44 milhões de votos órfãos de pai e mãe.
Ler mais
Novembro 2010
30/11/10
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O papel das oposições (5): Rodrigo Constantino: "O papel da oposição" +
Sérgio Fausto: Recado eleitoral
(...) O papel da oposição é fundamental para
fortalecer a democracia. Hibernar por quatro anos para reaparecer nas
eleições é suicídio político. Compreende-se o receio de enfrentar um governo
popular como o do presidente Lula, mas ter deixado de fazê-lo foi como dar
um tiro no próprio pé. Com Dilma na presidência, sem o mesmo carisma, esta
negligência passa a ser indefensável. (...)
(...) O povo merece o contraditório, até para poder julgar melhor os atos do
governo. Quando a oposição está fragilizada, desorganizada e passiva, a
democracia corre perigo. A experiência mexicana mostrou como isso pode ser
fatal. A oposição precisa resolver seus problemas internos e assumir seu
papel legítimo em prol da democracia brasileira. Milhões de brasileiros
contam com isso. (...)
28/11/10
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O papel das oposições (4): "Votos tucanos" - por Marcos Coimbra + Artigo
sobre a representatividade e atuação dos partidos: "Zumbis da representação
política" - por Marco Aurélio Nogueira
(...) Mas, mesmo que sejam personagens
melífluas obcecadas por poder e influência, partidos são estruturas vivas
que querem se reproduzir. Sabem quando estão em risco. Percebem quando os
cidadãos os convertem em elemento da paisagem e motivo de escárnio ou piada.
Sentem que precisam fazer algo para não naufragarem e não perderem espaço
político, prestígio ou poder de veto.
Podem então tomar duas atitudes: ou maximizam os recursos de poder de que
dispõem para manter alguma força e ensaiar uma "repaginação", ou vão de
cabeça erguida para a berlinda, reconhecem os erros e se esforçam para
ressurgir. Se a primeira atitude costuma ter sucesso no curto prazo, é
trágica no tempo largo, pois cristaliza o que existe de pior nos partidos e
os condena à condição de mortos-vivos. É na segunda atitude, portanto, que
estão as melhores esperanças e perspectivas.(...)
•
O papel das oposições (3): "O Brasil precisa de um movimento apartidário de
oposição"
Artigo: Procura-se um partido de oposição - por Carlos U. Pozzobon
(...) O que ficou claro é que o Brasil precisa de um partido de oposição. Ou
melhor, de um movimento apartidário de oposição. Um movimento que seja capaz
de reunir intelectuais, de escrever um programa de reformas que o Brasil
precisa, e que se disponha a arregimentar simpatizantes em todo o país. Em
2010 a coligação Brasil Pode Mais mostrou eleitoralmente que não pode nada
porque não entendeu o Brasil. Está na hora de os brasileiros se darem conta
de que precisam de um movimento político que seja efetivamente de oposição,
e de preparar um candidato com a sorte de ter para seu adversário alguém tão
insípido e mau político quanto José Serra, e tão desastrado quanto o PSDB e
seus marqueteiros.(...)
14/11/10
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O papel das oposições (2): Tulipa Beetle: "Será que a oposição continuará a
ser exercida por jornais e revistas?" + "Artigo: "Recôndita (des)harmonia?"
+ Entrevista: '45% dos brasileiros disseram não'
Comentário de Tulipa Beetle: (*)
Que bom seria se os partidos de oposição deixassem de eximir-se de exercê-la
como têm feito dentre outras coisas por intimidação pelos índices de
popularidade do presidente e passassem a considerar os quarenta e três
milhões de votos obtidos por Serra, como um estímulo a uma nova postura. Ou
será que a oposição continuará a ser exercida por jornais e revistas?
(*) Tulipa Beetle (pseudônimo) é advogada e estudiosa dos problemas
brasileiro
09/11/10
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O papel das oposições (1) - Dois artigos do Estadão: "Qual oposição?" - por
José Álvaro Moisés e "Uma nova cara para o PSDB" - por Luis Aureliano Gama
de Andrade
Comentário de Tulipa Beetle
(*):
Está mais que na hora de a oposição mostrar que ainda existe. Um partido que
permanece muitos anos no poder precisa ser fiscalizado bem de perto para não
perder o foco na administração e descambar para cuidar somente de manter-se
onde está.. O partido que continua no governo, contando com a atual
conhecida complacência da oposição parece bem à vontade para trazer de volta
a CPMF, imposto que não trouxe melhoras reais para a saúde, que foi a razão
de sua criação. Os partidos de oposição devem se unir para juntos mostrar
que estão ao lado do povo. Essa união se faz necessária já.
(*) Tulipa Beetle (pseudônimo) é advogada e estudiosa dos problemas
brasileiros
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