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JOSÉ SMOLKA |
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TELECOMUNICAÇÕES - "MENSAGENS-ARTIGOS" |
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Esta página é mantida pelo Coordenador da ComUnidade WirelessBrasil com autorização de José Smolka
Ano 2003
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ComUnidade WirelessBrasil Grupos de Discussão: Série de artigos sobre VoIP: Artigo 05 - [02/05/06] Artigo - [09/01/06]
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2003 Transcrições "Perguntei se havia uma tendência da telefonia em migrar para internet..."
----- Original Message -----
Sent: Friday, October 17, 2003 11:37 AM
Subject: Re: [wireless.br] Duvidas
A pergunta do Estevam: Pessoal, estou no segundo período de Engenharia de Telecomunicações( FUMEC ), certa vez durante uma palestra de um engenheiro da Siemens na faculdade, ele falava sobre alguns produtos da Siemens relacionados a telefonia por protocolo, perguntei se havia uma tendência da telefonia em migrar para internet. Ele me respondeu que a rede atual não suportaria esse fluxo de transmissão de dados, e nem nos próximos anos seria viável a transmissão de tanta informação pela internet. Surgiu-se então um polemica na faculdade sobre esse assunto, a internet comporta ou não esse fluxo de informação? A sua pergunta tem muitas possíveis respostas, e muita controvérsia. Vou tentar dar, rapidamente, a minha opinião. Historicamente, temos visto os serviços de dados prestados pelas concessionárias de serviços de telecomunicações, no mundo todo, convergirem de uma "salada" de tecnologias (X.25, Frame-Relay, etc.), que criam redes e serviços incompatíveis, para um único padrão: TCP/IP. A utilização universal dos protocolos de rede (IP) e transporte (TCP ou UDP) sobre uma malha de segmentos de transmissão física extremamente variada é que caracterizam a rede chamada de Internet (com "i" maiúsculo). A partir desta rede comum, desde que os usuários concordem na utilização dos mesmos protocolos de aplicação, é possível construir serviços de alcance global. Alguns destes consensos já existem, como, por exemplo, nos serviços de correio eletrônico (protocolo SMTP) ou acesso remoto a hosts (protocolo TELNET). Agora, o serviço de transporte de voz, estilo telefonia (também conhecido como VoIP), é uma outra conversa. A opinião que "a rede atual não suportaria este volume de tráfego, nem seria viável, nos próximos anos", conforme você citou na sua mensagem, corresponde a um dos extremos da velha "guerra religiosa" entre os chamados netheads (com formação tipicamente em TI e ciência da computação) e os telcoheads (com formação clássica em telecomunicações). A opinião no outro extremo do espectro é "pra que tanta complicação? Já temos plena condição de convergir todos os serviços para a rede TCP/IP". Em minha opinião, embora minha simpatia seja pela posição nethead, nenhum dos dois lados está completamente certo. diga-se, de passagem, que a opinião telcohead sobre o assunto já é uma evolução, porque até um tempo atrás eles nem sequer consideravam a idéia de convergir os serviços de telecom sobre uma rede TCP/IP. Hoje se questiona não mais a viabilidade técnica, mas a capacidade de transporte do volume de tráfego. A posição telcohead atual é a seguinte: para efetuar a convergência sobre TCP/IP é necessário configurar serviços baseados em protocolos de aplicação mais sofisticados que os atuais, para poder garantir níveis de qualidade do serviço (QoS) equivalentes aos da rede telefônica atual. Essa posição está na base das proposições para a montagem das chamadas "next generation networks" (NGNs). Concordo em parte com essa posição, porque os protocolos de aplicação atuais não conseguem garantir QoS equivalente quando o volume de tráfego escala para níveis industriais, mas as proposições NGN que vi até agora, especialmente no caso de redes de telefonia móvel, ofendem minha convicção que a regra KISS (keep it simple, stupid!) é sempre a melhor opção. Leve em conta, também, o seguinte fato: os fornecedores tradicionais de equipamentos de telecomunicações sempre trabalharam com margens de lucro semelhantes às da IBM nos bons tempos do reinado dos mainframes. Quando se começa a falar seriamente em convergir serviços em um ambiente aberto, e o espírito dos sistemas abertos começa a bater nesta praia, acho muito natural que estas instituições comecem a adotar posições defensivas, tais como "o problema é muito complexo", "não dá para garantir QoS equivalente", ou "não tem como agüentar o volume de tráfego". Minha opinião é: assim como a IBM também tentou (e não conseguiu) deter a onda de sistemas abertos com este tipo de argumentação, os fornecedores de telecom também não irão conseguir. A velocidade com que soluções convergentes sobre TCP/IP serão adotadas pelas concessionárias vai depender, em grande parte, do quanto os engenheiros responsáveis pelas áreas de planejamento técnico conheçam o assunto e tenham (ou não) uma postura, segundo L. F. Veríssimo, "mais ortodoxa que rótulo de maizena". De todas as objeções levantadas, acho esta do volume de tráfego a pior de todas, porque a rede de serviços de dados TCP/IP tem apenas uma pequena fração dos recursos totais de transmissão física das concessionárias. A maior parte dos links de rádio, fibra ótica, multiplexadores PDH e SDH, etc., está alocada para transporte dos canais de voz e sinalização da rede telefônica tradicional. Se a rede IP tivesse um vlume de recursos de transmissão equivalente, a capacidade de transporte de tráfego seria, em minha opinião, também equivalente (ou, talvez, maior). J. R. Smolka ----- Original Message -----
From: jose.smolka@vivo.com.br
Sent: Wednesday, May 21, 2003 2:57
PM
Subject: [wireless.br] QoS e TCP/IP
Perguntas: Poderia me explicar o conceito (ou indicar material), desses padrões de medição de qualidade de voz na camada 3 da arquitetura TCP/IP ? -RSVP -Diffserv -Agente SNMP(MIB 2) (Quem vier com piadinha de Man in black , vai ver heim ? :-)) -Gitter etc etc etc.... O protocolo RSVP (Resource reSerVation Protocol) faz parte de uma proposta de garantia de QoS conhecida como IntServ (Integrated Services), hoje meio obsoleta. DiffServ é uma proposta para administrar o QoS estritamente na camada 3, via sinalização no byte TOS (Type Of Service) do header dos pacotes IP. Já o MPLS (MultiProtocol Label Switching) cria um mecanismo extra-IP para definir a maneira de encaminhamento do tráfego, via a agregação de um header adicional (o label) onde podem ser especificadas as características de encaminhamento dos pacotes IP dentro da malha de roteadores MPLS-aware. Adicionalmente as características do label podem ser mapeadas para eventuais features de garantia de QoS da camada 2 utilizada na transmissão (p. ex.: ATM ou Frame-Relay) Agente SNMP é um programa executado em um elemento de rede (roteador, switch, etc.), cuja função é reportar para um outro programa (gerente SNMP) o status operacional do elemento gerenciado. As informações sobre o status do elemento gerenciado são armazenadas em uma estrutura de dados chamada MIB (Management Information Base), e as interações entre o agente e o gerente SNMP são mediadas pelo protocolo SNMP (Simple Network Management Protocol). Estas interações podem ser resumidas em três tipos: -SET - o gerente manda o agente ajustar algum elemento da MIB para um valor específico (isto pode utilizado para sinalização com o elemento gerenciado, zerar contadores, estabelecer valores "gatilho", etc.); - GET - o gerente solicita que o agente transmita para ele o valor corrente de um ou mais elementos da MIB (serve para acompanhar o "estado de saúde" do elemento gerenciado, coletar estatísticas, etc. - P.S.: para a parte de estatísticas ainda existe o complemento de agentes/gerentes/MIBs RMON, ou Remone MONitoring); -TRAP - o gerente define circunstâncias nas quais o agente deve enviar para ele uma mensagem de alerta (serve para definir alarmes). Com este modelo você pode montar uma estrutura (ou, se quiser um nome mais "marqueteiro", um framework) para fazer a gerência dos elementos da sua rede e/ou interligados à sua rede (gerência dos hosts, das aplicações que executam nos hosts, dos bancos de dados que suportam as aplicações nos hosts, etc.). Mas a gerência da rede não é um fim em si mesma, ela é uma das ferramentas para você administrar os aspectos de disponibilidade do QoS contratado com os seus clientes/fornecedores. Detalhe: O SNMP evoluiu da sua versão original (renomeada para SNMP v1). Até onde sei, existem duas versões posteriores, SNMP v2 e SNMP v3, com suas correspondentes estruturas de dados: MIB 2 e MIB 3. Acho que você realmente queria dizer jitter, não? :) Tudo bem... todo mundo está sujeito a problemas de grafia. :-) Quando você fala de QoS, na verdade você está querendo especificar duas características para o serviço: - disponibilidade, medida em termos de qual a probabilidade do usuário conseguir acesso ao serviço na hora/local desejados; e - performance, definida por indicadores objetivos ou subjetivos do desempenho, conforme percebido pelo usuário. Quando falamos de redes de transmissão de dados, existem três fatores principais que afetam a performance dos serviços (e afetam de forma diferente, conforme a natureza do serviço): - delay - que é a medida do tempo de trânsito dos pacotes entre os hosts que querem se comunicar; - jitter - que é a medida da variação do atraso (é comum especificar delay e jitter em conjunto, tipo tempo de trânsito médio de x milissegundos, mais ou menos y milissegundos, com z% de probabilidade); - loss - que é a medida da probabilidade de perda de pacotes durante a transmissão, por congestionamento, corrupção ou qualquer outro motivo que impeça do pacote ser entregue ao host de destino. Quanto ao etc. etc. etc. perguntado, vou deixar para outra oportunidade, porque, sinceramente, tem é muito etc. ainda para falar!!! Também recebi pedidos de referências sobre o tema de QoS. vão algumas (não necessariamente completos, não necessariamente os melhores para cada caso individual): 1. Para uma primeira abordagem um pouco mais light, tem uns artigos online (meio antigos) e um tutorial (extenso, e cobrindo muito mais que QoS) da Network Magazine: http://www.networkmagazine.com/shared/article/showArticle.jhtml?articleId=8711196 http://www.networkmagazine.com/shared/article/showArticle.jhtml?articleID=8702413 http://www.networkmagazine.com/static/tutorial/index.html 2. Montes de referências (no site ou indicados nele) na Ohio State University: http://www.cis.ohio-state.edu/~jain/refs/ipqs_ref.htm 3. Mais um monte de referências (também muito mais que QoS) em: http://techlibrary.commweb.com/data/web/cweb/cweb_index.jsp 4. Existem vários white papers nos sites dos fabricantes de equipamentos, só precisa paciência para surfar nos sites até encontrar algo que seja mais do que puro marketing. 5. Um livro que merece atenção: Engineering Internet QoS, de Sanjay Jha e Mahbub Hassan (Artech House, 2002). Cobre inclusive redes wireless.Tem na Amazon por US$ 85,00. Não encontrei citação dele no site da Livraria Cultura nem no da Siciliano. Bom, acho que por ora é só... Inté outra hora, pessoal!! :-) J. R. Smolka Nota de José
Smolka sobre as duas mensagens abaixo:
Sobre NGNs e TCP/IP
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From: jose.smolka@vivo.com.br
Sent: Tuesday, May 20, 2003 11:01
AM
Subject: [Celld-group] Sobre NGNs e
TCP/IP
Tenho acompanhado o assunto convergência de serviços há muito tempo, e desde 1996 (nesta época trabalhava em uma operadora de telefonia fixa) eu dizia ao pessoal de projeto de serviços de comunicação de dados: vocês estão implantando redes estatísticas (baseadas na então "novidade" do frame-relay) e redes determinísticas, achando que isso vai solucionar o problema do cliente? Seria melhor vocês pensarem na oferta de uma rede pública TCP/IP. Bom, eu era (e sou, apesar da formação acadêmica em engenharia) da área de TI, portanto minhas opiniões esbarraram na mentalidade "not invented here", que ainda é uma praga que nos atormenta (se tiver aí alguém que conheça uma operadora de telecom onde a área de engenharia de redes e a área de TI convivam em pacífica harmonia, eu quero conhecer o case). Como falado na notícia, por causa da pressão por redução de custos operacionais, e também pela necessidade de se "diferenciar" perante a concorrência, e poder criar a percepção de "valor" no cliente (as aspas são por ironia sobre como isso vem sendo feito, não porque eu acredite que isso não é importante) as operadoras wireline estão começando a investir a sério na convergência. Em minha opinião, a proposta NGN é apenas mais uma tentativa de "ensinar truque novo a cachorro velho", e, apesar do discurso sobre preservação do investimento ser válido (com o perdão aos puristas e fundamentalistas sobre religião, "Deus só criou o mundo em sete dias porque Ele não tinha que se preocupar com a base instalada"), os principais interessados nesta via "evolutiva" das redes de telecomunicações são os grandes fabricantes de equipamentos de telecomunicações, especialmente na área de comutação. Eu vejo o seguinte cenário: as operadoras wireline já montaram, via um "recorte" virtual da infra-estrutura de transmissão SDH (alguns também colocaram switches ATM, mas acho isso completamente desnecessário), um backbone de tráfego puramente TCP/IP. Com as técnicas modernas de engenharia de tráfego na camada 3 da arquitetura TCP/IP (MPLS, DiffServ, etc.) elas estão em posição para fazer ofertas muito agressivas de serviços com QoS diferenciado para o mercado corporativo, por exemplo: _ VPN - formação de grupo fechado de comunicação entre os sites do cliente (com ou sem a possibilidade de acesso remoto via dial-up - wireline ou wireless - ou, o que deveria colocar as operadoras de telefonia celular com as barbas de molho, via WLAN); - VoIP - possibilidade de interconexão (ou melhor ainda, substituição) da estrutura de PABX do cliente, cortando os custos de ligação de voz entre sites da mesma empresa (especialmente os interurbanos e internacionais); - Outsourcing - ofertar ao cliente a possibilidade de terceirizar, total ou parcialmente, a sua infra-estrutura de comunicação de voz/dados interna, inclusive com a oferta de "data centers" para co-locação da infra-estrutura de TI. Tudo isso já vem sendo feito, e está ficando cada dia mais agressivo. E os custos de expansão desta nova estrutura, tanto em termos geográficos, como em termos de capacidade ou implementação de novos serviços, é feito por uma fração do custo associado à evolução das redes telefônicas tradicionais. Então eu pergunto: porquê gastar mundos e fundos para preservar a evolução de uma tecnologia que, em minha opinião, sofre do mesmo mal que os Mainframes da década de 80? A quem realmente interessa isso? Um modelo evolutivo calcado na oferta de serviços para o mercado corporativo com a gradual expansão para o mercado SOHO e doméstico/pessoal me parece muito mais sensato. Minha proposição é: - fazer o deployment da estrutura pública TCP/IP em paralelo com a rede tradicional; - migração acelerada de serviços para a nova rede; - descontinuação gradual da estrutura antiga. Vou um pouco além nessa visão. Considerando a realidade do mercado brasileiro, o mercado corporativo é onde as operadoras podem esperar um faturamento estável e crescente, porque (a menos que o perfil sÓcio-econômico da sociedade mude) o mercado doméstico/pessoal que pode pagar pelos serviços já está mais que 100% atendido. O mercado corporativo vai demandar cada vez mais ofertas completas de serviços, envolvendo acessos de voz, dados, acesso remoto fixo e móvel, etc. Portanto acho que o movimento de concentração das operadoras está apenas começando. Dentro de uns 5 anos, vejo um modelo com (idealmente) quatro ou (realisticamente) três grandes operadoras telecom, todas com footprint nacional, e todas ofertando todo o portfolio de serviços: voz e dados, wireline e wireless (celular e/ou WLAN). J. R. Smolka Nota de José Smolka:
The
GSM Choice in USA
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From: jose.smolka@vivo.com.br
Sent: Thursday, May 15, 2003 11:13 AM
Subject: Re: [Celld-group] FW: The
GSM Choice in USA
Aos colegas do grupo, Nota de José Smolka:
Centrino
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From: jose.smolka@vivo.com.br
Sent: Wednesday, May 14, 2003 6:04 PM
Subject: Re: [wireless.br] Re: Wi-FI
Brasil Telecom
Virgílio, Nota de josé Smolka: Voltando ao tópico de segurança... As mensagens que não entraram nesta coletânea essencialmente tratavam de duas visões distintas: eu estava comentando sobre a segurança (ou falta dela) intrínseca nos sistemas de transmissão wireless, tanto celular como WLAN. A mensagem abaixo foi a (pen)última deste tema. Depois disso, teve uma mensagem da Maria Melo que explica muito bem as características de cada interface aérea, e o grau de vulnerabilidade a escuta inerente a cada uma. CDMA e WLAN ----- Original Message -----
From: jose.smolka@vivo.com.br
Sent: Friday, May 02, 2003 4:33 PM
Subject: [Celld-group] CDMA e WLAN
Requentando um tópico da semana passada...
Nota de José Smolka:
Interoperação
de plataformas SMS para envio de mensagens dos assinantes de uma operadora
para assinantes de outra operadora.
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From: jose.smolka@vivo.com.br
Sent: Tuesday, April 29, 2003 9:31 AM
Subject: Re: [Celld-group] Convenio SMS entre Brasil x
Inglaterra
Atenção aos "xiitas" de plantão: NÃO ESTOU FALANDO MAL DE NENHUMA TECNOLOGIA EM PARTICULAR!!! :-) Feito o "disclaimer", vamos ao problema em si: interoperação de plataformas SMS para envio de mensagens dos assinantes de uma operadora para assinantes de outra operadora. Todas as plataformas SMS que ouvi falar até hoje (por "plataforma" entenda: um computador, com algumas placas especializadas de comunicação para interagir com a sinalização da rede telefônica, e executando uma aplicação de manuseio das mensagens - nada de muito especial, realmente, mas o preço que cobram por isso!!!) suportam conexão TCP/IP com outras plataformas, usando um protocolo de aplicação chamado SMPP (short message peer-to-peer protocol). Desde que haja um acordo comercial entre as operadoras, nada impede que as mensagens SMS sejam repassadas de uma plataforma para outra através de uma conexão TCP/IP - leia-se: via Internet, ou link dedicado, ou qualquer outra forma que as operadoras concordem em utilizar para criar um canal de comunicação entre as suas redes IP (lógico, segurança será sempre uma preocupação, mas é um problema perfeitamente tratável). Algumas operadoras (p/ ex.: a TIM, pelo que já disseram em outra mensagem aqui no grupo) provavelmente já fizeram os acordos necessários. As outras provavelmente também farão algo semelhante, porque o lado técnico é realmente muito simples. J. R. Smolka Segurança da informação em transmissões celulares ----- Original Message -----
From: jose.smolka@vivo.com.br
Sent: Tuesday, April 22, 2003 5:02 PM
Subject: [Celld-group] Segurança da informação em transmissões
celulares
Pergunta do Fábio: Abusando um pouco mais do seu conhecimento. Estava lendo algumas documentações sobre este assunto e os autores colocavam que se pretendo fazer uma conexão wireless segura, eu precisava me preocupar com a segurança da Carrier até minha empresa, pois na parte AIR (Wireless) a segurança estaria sendo realizada e meus dados estariam seguros. Isto é realmente verdade ? Se sim, posso concluir que, preciso apenas me preocupar com a conexão da Carrier (VIVO) até minha companhia. Como o tema da sua pergunta saiu do trilho original, mudei o título. Segurança da informação é um assunto bem vasto, por isso vou tentar ser breve. Normalmente os atacantes (especialmente aqueles cuja motivação é apenas financeira) levam em conta a relação custo/benefício de um ataque. Tecnicamente falando, é possível fazer scanning da faixa de freqüências utilizadas, identificar e decodificar o conteúdo de uma conexão de telefonia celular. Em ordem decrescente de vulnerabilidade a um ataque deste tipo (IMHO) classifico as tecnologias de transmissão nesta ordem: AMPS, TDMA, GSM e CDMA. Para a maioria das situações, o custo de montar um ataque deste gênero excede muito o benefício da informação obtida. Acho que as informações que você localizou sobre a segurança intrínseca dos dados durante a transmissão wireless (supondo que elas tem origem técnica, e não marketing) tem base neste fato. Então, falando genericamente, os seus dados estariam mais expostos durante a fase wireline da transmissão. Porém, cada caso merece uma avaliação de risco. Se você tem peculiaridades que podem tornar a situação acima inválida, então você deve adotar medidas de proteção que sejam compatíveis com o seu grau de risco. O melhor é adotar uma "defesa em profundidade", que desencoraja rapidamente os atacantes triviais, obriga os atacantes realmente perigosos a perder tempo e deixar rastros da sua atividade (o que facilita a detecção e captura do perpetrador), e limita o dano causado por um eventual sucesso do ataque. J. R. Smolka Possibilidade de roaming entre as redes WLAN e 1xRTT ----- Original Message ----- Nota de José Smolka: VPN e 1XRTT ----- Original Message -----
From: jose.smolka@vivo.com.br
Sent: Thursday, April 17, 2003 3:39
PM
Subject: [Celld-group] __Dúvida_1XRTT_versus_WLAN_!_!
Pergunta do Fabio: Baseando no que você informou abaixo, não preciso fazer nada diferente para formar um tunelamento numa rede 1XRTT, o processo é igual a uma rede local ou Wan IP. Preciso ter um Servidor (Firewall) que irá iniciar a VPN e preciso ter uma entidade (Cliente) preparada para receber a conexão VPN, independente se no meio teremos uma Rede CDMA 1XRTT. Estou correto ?" Essencialmente sim. Pelo que você falou, o que vocês estão fazendo é um acesso dial-up wireless para um host exposto de forma segura à Internet (protegido por um firewall). O processo de autenticação e admissão da conexão é padrão. A questão básica é: se eu quero que o tráfego entre o cliente e o servidor seja sigiloso, onde ocorrerá o processo de cifragem/decifragem das mensagens? Se o seu dispositivo de acesso agüenta o tranco, uma solução é como vc mencionou. Usar um client de acesso remoto seguro (o tal VPN client), que estabelece o "túnel" criptografado entre o host cliente e (tipicamente) o firewall de entrada da sua rede privativa. Sei que a Checkpoint tem soluçãodeste tipo, e, provavelmente, existem outras na praça. Agora, se o seu dispositivo de acesso não é assim tão "fashion", uma hipótese seria o provedor de acesso iniciar o túnel (assumindo que o tráfego está razoavelmente seguro contra eavesdropping entre o cliente e o servidor de acesso). As implementações de PDSN existentes no mercado oferecem esta possibilidade? Não sei. Se for o caso, é melhor discutir com o pessoal técnico da operadora. J. R. Smolka |