ComUnidade
WirelessBrasil
Grupos
de Discussão:
Série de artigos sobre VoIP:
Artigo 05 - [02/05/06]
Sinalização
Artigo 04 - [23/05/06]
Dimensionamento VoIP (WAN)
Artigo 03 - [18/05/06]
Roteadores e QoS
Artigo 02 -
[11/05/06]
TCP/IP for not-so dummies
Artigo 01 -
[04/05/06]
Voip - Introdução
Artigo - [09/01/06]
Métodos de Codificação de Voz – Uma Introdução
|
Assuntos das
Mensagens
[09/08/06]
HSPA x EVDO rev A? Pode ser coisa do
passado...
[19/07/06] IPv6, multihomed hosts
e possibilidades...
[03/07/06] Vivo indo pra GSM?
Será verdade? Mas em que espectro???
[24/05/06] Fernando Botelho
comenta a "Série sobre VoIP" de José Smolka
[18/05/06] Celulares nos Presídios:
Interferência via satélite
[28/02/06] All-IP radical ou
gradual, eis a questão...
[22/02/06] TV Digital - Um troço natimorto!!!
[22/02/06] "TV Digital" + "Mobile TV": HELP!!
[17/01/06]
cdma2000 1xEV-DO: Tecnologia, Serviços e Mercado
Transcrições
HSPA x EVDO rev A? Pode ser coisa do
passado...----- Original Message
-----
From: José de Ribamar Smolka Ramos
To: wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Sent: Wednesday, August 09, 2006 2:58 PM
Subject: [wireless.br] HSPA x EVDO rev A? Pode ser coisa do passado...
Sei que esse negócio de ficar fazendo "quoting" da imprensa é mais da
praia do Courtnay, mas achei bom demais para deixar passar em
branco...
Sprint opta pelo WiMAX e impulsiona MMDS no mundo
TELETIME ON LINE - 08/08/2006
Os operadores de MMDS no Brasil (e no mundo) estão exultantes. Esta
terça, dia 8, está sendo considerada histórica pelo fato de a Sprint,
uma das maiores operadoras de telefonia celular nos EUA, ter decidido
pela adoção da tecnologia WiMAX em suas futuras redes de serviços
móveis banda larga. Mas o que tem a ver a decisão da Sprint com o
Brasil e com o MMDS? Conforme fato relevante da Sprint, ela está
planejando desenvolver a sua rede WiMAX nas faixas de 2,5 GHz, aquelas
usadas para o MMDS, tanto nos EUA quanto por aqui. Lá, a Sprint tem
cerca de 85% do mercado de licenças de MMDS. Aqui, a maior parte das
empresas licenciadas para operar nesta freqüência faz parte da
associação Neotec, que por sua vez lidera, ao lado da Sprint, um
comitê internacional de desenvolvimento do WiMAX sobre a faixa de 2,5
GHz, comitê esse que congrega ainda operadoras na Ásia, Canadá e
outros operadores da América Latina. Na prática, a conseqüência é que
Brasil e Sprint estão seguindo o mesmo caminho.
Havia grande expectativa em relação à decisão da Sprint pelo WiMAX. A
pressão era grande para que a empresa optasse por tecnologias HSDPA ou
W-CDMA (atualmente a Sprint opera com plataforma CDMA/EV-DO), mas
prevaleceu a análise estratégica do que as redes de 2,5 GHz poderão
ser complementares à atual faixa usada para serviços móveis (note-se
que a Sprint não abandonou o EVDO/CDMA em sua rede celular atual). A
nova rede que a Sprint deve construir com base nas licenças que ela já
controla na casa dos 2,5 GHz poderá cobrir 100 milhões de pessoas em
100 cidades até 2008. Motorola, Intel e Samsung são os principais
fornecedores aliados no projeto, que envolverá investimentos de US$ 1
bilhão em 2007 e de US$ 1,5 bilhão a US$ 2 bilhões em 2008. Os
primeiros pilotos começam no final do ano que vem, para lançamento
comercial em 2008.
Espera-se que esta seja a maior operação WiMAX do mundo. Hoje, existem
algumas aplicações comerciais na faixa de 2,5 GHz na Coréia do Sul (Korea
Telecom) e no Japão (KDDI e DoCoMo). O próximo grande passo
tecnológico deve ser dado no final do ano, quando a Intel lança
comercialmente os primeiros chips já prontos para processamento do
WiMAX e de redes Wi-Fi de forma integrada. Estes chips deverão estar
em notebooks e PDAs normalmente encontrados no varejo, como acontece
hoje com o Wi-Fi.
Trabalho conjunto
O desenvolvimento que a associação brasileira Neotec, a Sprint e
outras tentam dar ao WiMAX no comitê de desenvolvimento internacional
da tecnologia tem como objetivo buscar a harmonização da canalização
da faixa de 2,5 GHz (MMDS) e a especificação das condições para
roaming do serviço. Ao contrário da faixa de 3,5 GHz, cuja canalização
mínima prevista pela Anatel é de 1,75 MHz, no Brasil o MMDS já
trabalha com canais de 5 MHz, e esta canalização pode subir para 10
MHz e até 40 MHz, pelos estudos em andamento. As operadoras de MMDS
possuem um pedaço de 200 MHz de espectro dos 2,5 GHz
2,5 GHz no Brasil
O MMDS (2,5 GHz) é uma faixa regulamentada e comercialmente disponível
no Brasil, onde a tecnologia é, aliás, das mais desenvolvidas no
mundo. Nenhum outro país tem mais de 100 mil assinantes de TV paga
digital na faixa, nem tantas aplicações de dados e voz como o Brasil.
A transmissão de conteúdos em alta definição, como a realizada durante
a Copa do Mundo pela TVA, também nunca havia sido feita na faixa dos
2,5 GHz antes. Note-se que o desenvolvimento da tecnologia WiMAX lá
fora está acontecendo exatamente ao mesmo tempo em que ela se
desenvolve no Brasil. Na semana passada, por exemplo, começaram os
testes na cidade de São Paulo. Os dados do último Atlas Brasileiro de
Telecomunicações, editado pela revista TELETIME, mostram que no Brasil
há licenciamento da faixa de MMDS em 484 cidades, o que representa
mais de 105 milhões de pessoas atendidas, 30 milhões de domicílios
(que incluem 84% dos domicílios classe A brasileiros, 79% dos
domicílios classe B, 69% dos domicílios classe C e 57% dos domicílios
classe D e E) e 73,4% do potencial de consumo nacional. Das 484
cidades, 322 estão efetivamente em operação técnica (não quer dizer
que as operadoras estejam vendendo serviços, mas estão ativadas).
Outras faixas
A decisão da Sprint é, também, um impulso para o WiMAX como um todo, e
deve estimular inclusive a ocupação das faixas de 3,5 GHz, que estão
em processo de licitação no Brasil, com edital já lançado pela Anatel.
Os chips fabricados pela Intel tendem a ser transparentes em relação à
faixa e em relação à canalização, ou seja, funcionarão tanto para o
WiMAX sobre MMDS quanto para o WiMAX em outras freqüências. Os
operadores de MMDS, contudo, têm mais a comemorar, primeiro porque já
têm a licença, depois porque a largura de banda é maior e porque a
licença de MMDS permite o serviço de TV por assinatura, o que a
licença para a faixa de 3,5 MHz não permite (nesse caso, apenas os
serviços associados ao SCM são permitidos). E o MMDS não tem
limitações de capital nem as obrigações da TV a cabo. Samuel Possebon
Saudações pós-celulares
J. R. Smolka
IPv6,
multihomed hosts e possibilidades...
----- Original Message -----
Sent: Wednesday,
July 19, 2006 9:02 AM
Subject: [wireless.br] IPv6,
multihomed hosts e possibilidades...
Falando em IPv6... Estava "xeretando" o que anda
acontecendo com os working groups do IETF (www.ietf.org/html.charters/wg-dir.html)
que estão tratando de mobilidade com IPv6, e encontrei um grupo
interessante, chamado monami6 (Mobile
Nodes and Multiple Interfaces in IPv6). A página do grupo no site
do IETF é
www.ietf.org/html.charters/monami6-charter.html, e eles mantém uma
página adicional em www.nautilus6.org/ietf/monami6/.
O assunto é novo (o grupo só foi estabelecido em
outubro do ano passado), mas já desenha algumas coisas muito
interessantes. Em particular, vou transcrever para vcs os cenários
descritos em um dos documentos draft do grupo (Motivations
and Scenarios for Using Multiple Interfaces and Global Addresses
em www.ietf.org/internet-drafts/draft-ietf-monami6-multihoming-motivation-scenario-00.txt).
Boa leitura... Em outro post farei comentários adicionais.
Mona is just
getting out of a meeting with customers in a building. She calls her
head office. This audio communication is initiated via a private
wireless local area network (WLAN) link realized over one of the
available WI-FI hot-spots in the building. This is going to be a long
call and she must attend another meeting a few minutes drive from here.
She walks to a taxi stand, and boards a taxi. The audio communication is
automatically transferred to the public wireless metropolitan area
network (WMAN) over the WIMAX network deployed in the city, with no
interruption of the communication.
Oliver is on his way to work waiting
at a train station. He uses this opportunity and the presence of a WLAN
hot-spot to download the news from his favorite on-line news channel.
While Oliver is downloading the news, he receives a phone call over a
wide area cellular link. Oliver decides he wishes to initiate a video
flow for this communication. The bandwidth and traversal delay of the
wide area cellular link is not adequate for the video conference, so
both flows (video/audio) are transferred to the WLAN link provided by
the hot-spot. This transfer occurs transparently and without affecting
the other active flows.
Nami works at home for a publishing
company. She has an in-house network and get access to the Internet via
ADSL, a public 802.11b WLAN from the street and satellite. She has
subscribed to the cheapest ADSL service with limited uplink bandwidth.
Also, the satellite link she has access to is downlink only, but it is
extremely cheap for TV broadcasting. She has noticed the 802.11b link is
unreliable at some point in time during the day, so she chooses to send
requests and periodic refreshments for joining the TV broadcasting via
ADSL rather than 802.11b although it is free. On the other hand, she has
configured her network to use the 802.11b link at night to publish web
content comprising video. Once a week, she communicates with overseas
peer staff by videoconferencing. Voice being the most important, she has
configured her VoIP session over ADSL. Video is sent at maximum rate
when 802.11b is working fine, otherwise the video is sent at lower rate.
Alice is a paramedic. Her ambulance is
called at the scene of a car accident. She initiates a communication to
a hospital via a wide area cellular link for the relay of low bit-rate
live video from the site of the crash to assess the severity of the
accident. It is identified that one of the passengers has suffered a
severe head injury. The paramedic decides to consult a specialist via
video conferencing. This session is initiated from the specialist via
the same wide area cellular link. Meanwhile, the paramedic requests for
the download of the patient medical records from the hospital servers.
The paramedic decides in mid-session that the wide area cellular link is
too slow for this download and transfers the download to the ambulance
satellite link. Even though this link provides a significantly faster
bit rate it has a longer traversal delay and only down-link is available.
For this, only the downstream of the download is transferred while
upstream proceeds over the wide area cellular link. Connectivity with
the ambulance is managed over a WLAN link between the paramedic and the
ambulance. Even though the paramedic has performed a partial hand-off
for the transfer of the download down-stream to the satellite link, the
upstream and the video conferencing session remains on the wide area
cellular link. This serves best the time constraint requirements of the
real time communications.
Max drives his car and constantly
keeps some sort of Internet connectivity through one of the available
access technologies. His car navigator downloads road information from
the Internet and his car-audio plays on-line audio streaming. When his
car passes an area where both high-data-rate WLAN and low-data rate
cellular network are available, it distributes load to the WLAN access
and the cellular network access. When his car passes an area where only
a wide coverage-range cellular network is available, the connection is
maintained via the cellular network.
Dr. Ingrid performs an operation via
long-distance medical system. She watches a patient in a battlefield
over the screen which delivers real-time images of the patient. Sensors
on her arms deliver her operational actions and a robot performs the
actual operation in the battlefield. Since the operation is critical,
the delivery of patient images and Dr. Ingrid's action is done by
bi-casting from/to multiple interfaces bound to a distinct technology or
distinct radio range. So in case packets are delayed or one of the
interfaces fails to maintain connectivity to the network, her distant
operation can be continued.
Roku is at the airport waiting to
board the plane. She receives a call from her husband. This audio
communication is received via a wireless local area network (WLAN) link
realized over one of the available hot-spots. She knows this is going to
be a long flight and wishes to catch up on some work. Roku uses a WLAN
connection to download the necessary data. However, there is not enough
time and she decides to accelerate the download. Her notebook is
equipped with an additional WLAN interface. She decides to use this
additional WLAN interface to connect to another access point, and
distribute the different download flows between the two wireless
interfaces.
[ ]'s
J. R. Smolka
Vivo indo pra GSM?
Será verdade? Mas em que espectro???
----- Original Message -----
From: José de Ribamar Smolka Ramos
To: wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Sent: Monday, July 03, 2006 12:00 AM
Subject: Re: [wireless.br] Vivo indo pra GSM? Será verdade? Mas em
que espectro???
Pergunta:
Sabemos
que no EVDO, a VOZ trafega em CDMA1x. E no WCDMA, que é uma evolução do
GSM? A VOZ no WCDMA trafega em code division (CDMA) ou time division (GSM)?
Pendente de revisão pelos especialistas em interface aérea, até onde sei
no EVDO existem portadoras separadas para o serviço de voz e para o
serviço de dados.
Quanto a chamar o WCDMA de evoluçào do GSM é discutível. O WCDMA, que
veio no contexto da proposta UMTS da ITU-T, é um padrão de interface
aérea. Se vc quer dizer que os padrões do GSM para sinalização e
controle dos handsets e BTS serão mantidos (e , eventualmente
expandidos) sobre esta nova interface aérea, então acho que tudo bem.
Teoricamente estes protocolos poderiam ser transportados sobre outros
tipos de interface aérea, mas acho que ninguém vai se dar a este
trabalho.
Não sei ao certo qual a solução para o serviço de dados na interface
aérea WCDMA, mas suspeito que seja algo parecido com o CDMA 1X. Neste
caso, sempre que o tráfego de voz aumentar na BTS, os usuários de dados
irão sofrer. Para obter taxa máxima só se não houver praticamente
nenhuma concorrência de tráfego de voz no mesmo setor/portadora.
Também não sei detalhes, mas uma vez que já está na rua um upgrade da
interface aérea WCDMA para possibilitar serviço de dados de maior
capacidade (HSDPA e, quem sabe, em breve o HSUPA), suspeito que tenham
tentado algo parecido com o que foi feito no EVDO - portadoras separadas
para voz e dados. O problema com isso é que cada portadora do WCDMA
ocupa 3 vezes a banda de uma portadora CDMA 1X (por isso é que um se
chama 1X e o outro W - de wideband).
Se alguém por aí quiser me dar uma "aula" destas interfaces aéreas, sou
todo ouvidos.
[ ]'s
J. R. Smolka
Fernando Botelho comenta a "Série sobre VoIP" de José Smolka
----- Original Message -----
From: José de Ribamar Smolka Ramos
To: wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Sent: Wednesday, May 24, 2006 7:15 PM
Subject: [wireless.br] Re: Fernando Botelho comenta a "Série sobre VoIP"
de José Smolka
Um simples obrigado seria muito pouco. A gentileza do Dr. Fernando
Botelho (abaixo) em seus elogios ao trabalho que estamos publicando é
muito estimulante, e me dá a certeza de que estamos no caminho certo.
Quanto ao pedido de autorização para citar este trabalho, está dada, já
que não paira em mim a menor dúvida que, quando o fizer, o Dr. Fernando
Botelho procederá, como sempre, com correção e ética inatacáveis.
Cabe aqui, também, meu agradecimento público ao Hélio Rosa, pelo
trabalho incansável de bastidores para formatação, publicação e
divulgação deste trabalho.
Meus profundos e sinceros agradecimentos, também, às pessoas que tem
contribuído com alertas de incorreções e sugestões.
Estou honrado e envaidecido por ser merecedor de tal tipo de atenção, e
espero poder continuar à altura de tão grandes expectativas.
Muito obrigado a todos!
J. R. Smolka
-------------------------------------
----- Original Message -----
From: Helio Rosa
To: Celld-group@yahoogrupos.com.br ; wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Cc: Alice Ramos ; Jana de Paula ; Daniela Braun ; Eduardo Tude
Sent: Wednesday, May 24, 2006 2:27 PM
Subject: [Celld-group] Fernando Botelho comenta a "Série sobre VoIP"
Olá, ComUnidade WirelessBRASIL !
Helio Rosa escrevendo.
Nesta ComUnidade (Portal em www.wirelessbrasil.org) interagimos e
compartilhamos conhecimentos com muita cordialidade, cortesia,
tolerância e paz - sempre fazendo novos amigos!
Temos vivido e vivenciado bons momentos comunitários em nossos Grupos.
Abaixo, está o registro de um desses momentos: Fernando Botelho comenta
a "Série sobre VoiP" de José Smolka.
Agradeço ao Fernando por ter me incluído na "intermediação" e também a
autorização para divulgação da mensagem nos fóruns.
Os mais antigos já o conhecem pelas suas preciosas participações e passo
a apresentá-lo aos recém-chegados:
FERNANDO NETO BOTELHO (fernandobotelho@terra.com.br):
- é Magistrado de carreira do Estado de Minas Gerais (há 15 anos);
- é Juiz de Direito Titular da 4a. Vara de Feitos Tributários do Estado
de Minas Gerais - em Belo Horizonte;
- possui MBA-Master Business of Administration em Gestão de
Telecomunicações, pela FGV/Ohio University-USA (2001/2002);
- foi Membro do Comitê de Defesa dos Usuários de Telecomunicações da
ANATEL (mandato 2002/2003);
- é autor do livro "As Telecomunicações e o FUST" (ed. Del Rey - 2001);
- é Membro da ABDI-Associação Brasileira de Direito de Informática e
Telecomunicações;
- foi Diretor de TI da AMAGIS - Associação dos Magistrados de MG;
- é autor de artigos, palestras, e trabalhos doutrinários sobre
regulação de telecomunicações.
Uma imensa coleção de mensagens e trabalhos de Fernando Botelho pode ser
vista na página comunitária:
TELECOMUNICAÇÕES - QUESTÕES JURÍDICAS
Obrigado, Fernando!
Mensagens como esta consolidam e muito o espírito comunitário!
Parabéns, José Smolka
Boa leitura!
Um abraço cordial
Helio Rosa
heliorosa@wirelessbrasil.org
Da equipe de moderadores dos Grupos Celld-group e WirelessBr
Coordenador da ComUnidade WirelessBRASIL e do Giga Site WirelessBR
"Owner" do Celld-group: Leonardo Pedrini
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----- Original Message -----
From: Fernando Botelho
To: Helio Rosa ; Helio Rosa
Sent: Wednesday, May 24, 2006 9:17 AM
Subject: Re: [Celld-group] Artigo 04 - Parte 1: "Série sobre VoIP" de
José Smolka - "Dimensionamento VoIP (WAN)"
Amigo, Hélio,
Estou não só acompanhando, mas, antecipando-me à sua sugestão abaixo,
estou estudando, linha-a-linha, e desde o primeiro momento, todo esse
excepcional trabalho que o dr. JOSÉ DE RIBAMAR SMOLKA SANTOS está
disponibilizando nos grupos.
Fiquei tão interessado que li também, quando da abertura da primeira
parte do estudo, o artigo "Bellheads x Netheads" que ele cita como
princípio da discussão e base primitiva da divergência (que se fez
inicialmente técnica) entre a engenharia do tráfego na comutação por
circuitos (Erlang) e a engenharia na comutação por pacotes.
Estou para enviar a você há dias esta mensagem para pedir-lhe que
intermedeie um sincero e modesto agradecimento ao dr. SMOLKA, por este
esforço e pelo brilho, invulgar, de sua apresentação, que tem como
característica - anunciada por ele no início do trabalho - de servir a
uma compreensão ampla, e não necessariamente derivada da origem técnica
(engenharia).
Por isso, ela irá se tornar histórica, pois, num ano ainda "zero" (eu
penso) de VoIP no Brasil - pelo menos em termos de problemas,
questionamentos, e soluções de conflitos (administrativos e/ou
judiciais) - o estudo funciona como um importante "abre-alas" de
esclarecimento técnico da operação, mas voltado para aqueles inúmeros
(hoje, a quase-unanimidade da população brasileira) que não sabem ao
certo o que significa, na prática, mais esse anglicismo (VoIP = voice
over internet protocol) que põe, em "contato" técnico (ou, faz a
interface por "gateways" double-face) as duas maiores estruturas de
comunicação criadas pela humanidade (a comunicação convencional por voz
e a comunicação por máquinas conectadas através da rede mundial de
pacotes).
Digo isso com o entusiasmo de quem acaba de ler mais um "pedaço"
(abaixo) do estudo; entusiasmo que aumenta a cada capítulo que o dr.
SMOLKA vai liberando nos grupos (há muito tempo deixei de "seguir"
novelas pela TV...rs...mas, confesso, que abro minha caixa postal,
atualmente, esperando pelo próximo capítulo do trabalho VoIP que ele vai
enviando por seu intermédio...rs).
Gostaria ainda de dizer que, nesse momento, estou escrevendo, também, um
trabalho jurídico sobre a tributação de VoIP - afinal, temos que pensar
em $$$ (que, vindo junto com a aplicação, atrai, como ímã, os olhos,
sempre de Lince, do erário brasileiro).
Por fazê-lo, estou inserido, já, num debate do assunto no meio jurídico,
mas que apenas começa, e para isso estou lendo textos e textos de
engenharia, esquemas gráficos, e aprendendo algo sobre a história da
engenharia de tráfego e sua evolução.
Considero o trabalho do dr. SMOLKA o melhor desses (citei-o, por isso -
com os créditos e referências a sua página no Wirelessbr - numa
apresentação recente, que fiz, quanto ao aspecto da tributação, pelo
ICMS, dos serviços "bilhetados" de VoIP, há duas semanas, em SP...fui
convidado a apresentar esse mesmo tema no próximo seminário da ABETEL-
Associação Brasileira de Estudos Tributários de Telecomunicações, no RJ,
onde pretendo novamente referenciar o estudo por ele feito).
Também meu trabalho escrito vai ganhando algumas passagens referenciais
desse trabalho do dr. SMOLKA - aos quais também vou atribuindo, claro,
os créditos e origem respectiva.
Peço-lhe, caro amigo, que faça chegar a ele esta minha mensagem, com
meus sinceros agradecimentos pela brilhante exposição que ele está
fazendo, pelo seu esforço desapegado, e transmita-lhe minha solicitação
(ainda que com as desculpas pelo atraso frente à menção que já fiz,
recentemente, em SP !) para referenciá-lo nas apresentações e texto
sobre o assunto.
Grande abraço,
Fernando Botelho
fernandobotelho@terra.com.br
http://www.wirelessbrasil.org/fernando_botelho/fb01.html
Celulares nos Presídios: Interferência via satélite
----- Original Message -----
From: José de Ribamar Smolka Ramos
To: wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Sent: Thursday, May 18, 2006 10:53 AM
Subject: [wireless.br] Re: Celulares nos Presídios: Interferência via
satélite
Perguntas:
- Não haveria possibilidade de utilizar-se, na composição da solução, RF
emitida por satélites e estações terrenas, e, não, por ERBs (uploads/downolads
de sinais de RF em bandas próprias da capacidade espectral-satelital -
banda Ku, por ex.?) ??
(...)
- Não seria possível usar-se essa alternativa, e a banda de transmissão
e sua infra-estrutura verticalizada, para "jogar-se",
diretamente nos pátios das penitenciárias (e deles, para a ionosfera),
ondas de RF em bandas Ku e outra ??
- E com essas bandas de RF não se poderia causar ambiente de
interferência direta nos sinais de RF emitidos pela ERB ou
micro-célula da telefonia móvel (bandas A, B, C, D, E) ali presentes ???
(...)
- O que vc acha dessa cogitação ? É absurda ?
Versão curta da resposta: é absurda sim.
Por uma série de motivos:
1. O próprio objetivo de separação de serviços em bandas de freqüência
diferentes é evitar interferência. Portanto, sinais (por mais fortes que
sejam) em uma banda não interferem no serviço em outra banda. Os
satélites que já estão no espaço tem os seus "transponders" já
sintonizados em determinadas bandas, distintas de outros serviços (ex:
telefonia celular), e, como todo mundo sabe, fazer alterações de
engenharia no satélite já em órbita é uma proposição, no mínimo,
difícil. Salvo em casos excepcionais (como o do telescópio Hubble) isto
nem sequer é cogitado.
2. Mesmo que o item 1 fosse superado, para conseguir uma potência de
sinal de interferência efetiva na superfície da terra, qual deve ser a
potência do transmissor do satélite? Lembre: a potência do sinal cai com
o quadrado da distância percorrida. Levando-se em consideração a forma
como o sinal na banda desejada penetra bem ou mal na atmosfera,
as condições climática variáveis, etc. etc., creio que a potência do
transmissor embarcado no satélite seria proibitiva, mesmo para satélites
de órbita baixa.
3. Se isto não fosse bastante, ainda tem a questão de "atingir o alvo"
com precisão. Satélites geoestacionários/ geosíncronos orbitam a ~35786
Km de altitude. Como conseguir a "focalização" do sinal exatamente no
segmento (pequeno) da superfície onde fica o presídio, sem atingir
tambem uma grande área em volta? Não conheço nenhuma antena que consiga
este efeito de "lente" de RF. Que eu saiba, este tipo de precisão
exigiria algum tipo de laser de RF (que eu também
desconheço). E os satélites de órbita baixa? O problema é manter o foco
enquanto o satélite percorre a órbita, alterando constantemente o ângulo
de visada e a distância para o alvo. Neste caso, a "lente" de RF teria
que ser variável. E teriam que haver vários satélites dedicados à
tarefa, porque satélites de órbita baixa passam quase metade da órbita
"invisíveis" para um determinado ponto do solo.
[ ]'s
J. R. Smolka
"All-IP
radical ou gradual, eis a questão..."
----- Original Message -----
From: José de Ribamar Smolka Ramos
To: wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Sent: Tuesday, February 28, 2006 12:51 AM
Subject: [wireless.br] All-IP
Parafraseando Shakespeare: All-IP radical ou gradual, eis a
questão...
Creio que todos concordamos que a Internet (para a qual foi inventado o
stack de protocolos de comunicação TCP/IP) é a coisa mais
disruptiva que já aconteceu para os modelos de negócio já estabelecidos
na indústria da comunicação (jornais, revistas, televisão, rádio,
telefone - será que esqueci alguém?)
Interessante é notar que a própria indústria, alegremente, gerou no seu
interior algo que, agora, é visto como ameaçador, e que necessita ser
controlado, moldado, de forma a preservar interesses.
Porque o que está em jogo, agora, não é mais a prestação de serviços
personalizados para clientes corporativos, ou a redução de custos
operacionais. Agora é o modo como o usuário consome o produto, e quais
formas de "packaging" do conteúdo criam percepção de valor, que
vão ser afetados.
Os "key players" nesta história são: os consumidores, os
criadores de conteúdo, e os provedores dos canais pelos quais o conteúdo
é entregue ao consumidor. Sobre os consumidores já falamos um bocado.
A versão curta é: gradual substituição da audiência passiva por uma
audiência ativa, engajada em procurar os conteúdos e canais de
distribuição que melhor lhe convenha - no tempo e no espaço. Neste
cenário (com uma estimativa entre 5 a 10 anos para que ele passe a ser
dominante) os métodos atuais para agregar a audiência em
segmentos perdem a validade. Em termos de marketing, os métodos de
análise de mercado vão ter que evoluir para entender uma audiência cada
vez mais fragmentada, cada vez mais individual.
A situação dos criadores de conteúdo não é tão ruim, mas também está
longe de ser tranqüila. Os desafios neste nível são: como criar "packages"
de conteúdo (e publicidade) que consigam atrair e reter a atenção desta
audiência multifacetada? Como sobreviver num ambiente onde as barreiras
de entrada, tecnológicas e financeiras, estão caindo ao ponto em que,
literalmente, cada indivíduo pode criar seu próprio conteúdo e
disponibilizá-lo para o mundo? Como garantir que o seu direito de autor
seja respeitado?
Mas a verdadeira batalha, aquela que estamos vendo somente a superfície
através das notícias, e, das quais, TV digital é apenas uma entre várias
situações semelhantes, é como ficará o direito de mediar a entrega do
conteúdo para os consumidores. Vou enfatizar: a capacidade de coletar os
dados brutos sobre o comportamento da
audiência, neste contexto de ultra-personalização, vale seu peso em
ouro.
Em alguns segmentos da indústria o modelo de negócio foi historicamente
desenvolvido em torno de um usuário cativo, porque o canal de acesso ao
serviço era exclusivo. No caso do rádio e da TV, broadcast
unidirecional, em faixas de freqüência que tem de ser obtidas mediante
licitação e/ou concessão do poder público, para
receptores dedicados e passivos. No caso da telefonia (fixa e móvel) foi
construída uma rede especializada, e over-engineered, para o
transporte de apenas um tipo de dados: voz humana. Neste sentido, a
grande diferença entre a posição dos serviços de rádio/TV e os serviços
de telefonia é que as transmissoras de rádio/TV também são, pelo menos
em parte, produtoras de conteúdo, além de canais de entrega.
O aparecimento das operadoras de TV a cabo criou algumas mudanças no
cenário antigo, mas nada comparado com o que aconteceu depois. Mas as
mudanças posteriores acabaram posicionando estas operadoras de
forma curiosa: hoje elas são competidoras das empresas de telefonia.
Os verdadeiros agentes de mudança foram as empresas de telefonia (embora
inconscientes de todos os desdobramentos que viriam). Ao assumirem o
papel de provedores de acesso (que foi inicialmente
desempenhado pelos serviços de BBS) elas entraram em um jogo sem saída:
"comoditizaçã" da banda de passagem. Cada vez mais os usuários acham
normal pagar "flat rate" por bandas de acesso na ordem dos megabits por
segundo. E isso não vai mudar. E a "last mile", que antes era
exclusividade delas, hoje é disputada pelas operadoras de TV a cabo e
provedores de acesso wireless fixo. E o Wi-Max já está ali na
esquina. Portanto, minha opinião é simples: o acesso à rede continuará
sendo tarifado em regime "flat rate", e o custo para o usuário será
declinante, com bandas disponíveis cada vez mais altas.
Um alerta aqui para as operadoras celulares. Elas ainda apostam que a
mobilidade é um diferencial que permite a elas fugir da "comoditização"
do acesso. Isto não vai durar, por um motivo simples: muito poucos
usuários tem necessidades reais de acesso que exigem mobilidade, a
maioria deles não é móvel, e sim nômade, e à medida
que os demais provedores de acesso em banda larga conseguem tornar seus
serviços mais ubíquos, quem vai, realmente, estar disposto a pagar um
prêmio pela mobilidade?
E qual é o modelo de negócio dos provedores de conteúdo que já são
all-IP? Simples: cada um se entende diretamente com seus clientes, e
cobra pelos seus serviços de acordo com o que julgue ser a percepção
de valor atribuída a eles. Se este modelo persistir, as telcos e
celcos estarão no pior dos mundos - vendendo commodities, onde a
única maneira de garantir margens decentes é através de brutal
administração dos custos operacionais. Isto é o que, popularmente, é
conhecido como "entertainment bypass".
Para ficar ainda mais divertido, considere também o posicionamento dos
fornecedores de equipamentos para a indústria de comunicações. Durante
muito tempo eles tiveram uma vida confortável, com gordas
margens garantidas por um mercado cativo de clientes. E isto também está
mudando, por pressão dos operadores - que querem cortar no CAPEX e OPEX
do seu negócio, e pela entrada de novos players - que,
tradicionalmente, eram fornecedores de equipamentos apenas para a área
de TI das empresas, e que já perceberam a possibilidade de aumentar suas
margens vendendo para estes novos clientes.
Falando genericamente, a postura adotada pelos fornecedores tradicionais
é tentar administrar o processo de mudança, "guiando" as operadoras de
acordo com a sua visão de como a guinada para serviços all-IP
deve ocorrer. Isto só tem tido (relativo) sucesso porque as operadoras
tem se deixado levar. Mas é bom lembrar que o comportamento das
operadoras é extremamente "benchmark-driven". Todo mundo observa
o que as principais operadoras estão fazendo, e, se algumas das grandes
formadoras de opinião (Verizon, Vodafone, etc.) mudarem de postura, o
efeito manada será inevitável. O que acontece então com empresas como
Lucent, Nortel, Ericsson e assemelhadas?
Basta olhar o processo de "desmanche" que a IBM viveu na década de 90 do
século passado.
A aposta corrente das telcos e celcos, uma vez que
triple-play e quadruple-play viraram mantras corporativos,
gira em torno do IP Multimedia Subsystem (IMS). Reduzindo ao
básico, a proposta do IMS é ser um "middleware" através do qual
as telcos/celcos podem ofertar aos provedores de conteúdo IP um serviço
terceirizado de autorização
de acesso, autenticação de usuários e tarifação pelo acesso ao conteúdo
(o bom e velho AAA). De quebra - e esta é a parte elegante da proposta -
o IMS torna-se o ponto ideal para coletar os dados que permitirão às
telcos/celcos prestar serviços de "business intelligence" aos
provedores de conteúdo (e ao mercado publicitário)
para que eles consigam entender o comportamento dos usuários de forma
mais ampla (algo parecido com o que o Wal-Mart inaugurou no mercado do
varejo).
Contam (se é verdade, não sei, mas com dizem na Itália, "si non é
vero, é bene trovatto") que no vestiário da Seleção Brasileira,
antes do jogo Brasil x URSS na copa de 66 (ou 62, sei lá), o Vicente
Feola, então técnico da Seleção, descreveu para os jogadores o que eles
deviam fazer. Fulano ia passar para sicrano, que ia até a linha
de fundo, e ia passar para beltrano, que ia fazer o gol. Então o
Garrincha teria perguntado: "Doutor Feola, a jogada é boa, mas alguém já
combinou com os russos para eles deixarem a gente fazer isso tudo?"
Em minha opinião o IMS tem o mesmo tipo de problema. Alguém já combinou
com os provedores de conteúdo para que eles embarquem o esquema? Porque,
se eles não concordarem, o "entertainment bypass" irá se
consolidar.
Qual, então, a conclusão que podemos tirar de toda esta conversa?
All-IP é uma proposição válida de negócio hoje? Ou é melhor
esperar?
A resposta é: depende de como cada segmento da indústria quiser correr
riscos agora em busca de uma posição favorável no futuro.
Considerando que, em geral, os top executives da indústria,
responsáveis pelo "shareholder-value enhancement", são mais
ortodoxos que rótulo de Maizena, minha expectativa é que a política do
"deixa como está para ver como é que fica" vai continuar ainda por algum
tempo.
O fator crítico, que vai forçar a decisão de correr o risco de
canibalização da receita atual (porque o risco à sobrevivência a longo
prazo ficará intolerável), é a velocidade com que o mercado consumidor
irá aderir às novidades ofertadas por novos prestadores de serviço, já
nascidos all-IP.
Isto é meio como discutir se a predação de ovos e filhotes de
dinossauros pelos primeiros mamíferos foi suficiente para explicar a
extinção, ou se algo mais (tipo um grande meteoro) foi necessário. O
tempo nos dirá.
[ ]'s
J. R. Smolka
"TV Digital - Um troço natimorto!!!"
----- Original Message -----
From: José de Ribamar Smolka Ramos
To: wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Sent: Wednesday, February 22, 2006
5:55 PM
Subject: [wireless.br] Re: TV Digital - Um troço natimorto!!!
Courtnay, às vezes não sei qual das partes do seu userid
prevalece, a zen ou a enigmática :o)
Mas, vamos ao assunto...
Coutnay escreveu:
-----------------------------------
(...) filosóficamente, deveríamos estar discutindo o
conceito de "broadcast" como algo predominantemente destinado a sair do
"mainstream" do modelo de comunicação de vídeo, tal como o conhecemos.
Broadcast atendia a uma necessidade enorme de sincronicidade de
transmissão, muito mais por parte do TRANSMISSOR que do público,
bastando dizer que o primeiro broadcast mundial por satélite foi a
abertura dos jogos de berlin (olimpíadas) onde um tal de Hittler queria
dizer ao mundo coisas sobre a superioridade ariana...(...)
-----------------------------------
Começando pelo fim, creio que vc estava querendo se referir a
transmissão de TV de longa distância (não sei se microondas ou cabo
submarino), porque certamente não existiam satélites (de nenhuma
espécie, exceto a lua) em torno da terra em 1936.
Como posição filosófica, eu concordo com vc, porque sou um dos que
acreditam que, no final, o mundo será all-over-IP e Internet-like
(fixo, nômade ou móvel). Porque este é o único modelo que permite
flexibilidade total para a entrega de conteúdo no formato, local e tempo
que o usuário quiser.
Agora, quais serão os modelos de negócio bem-sucedidos para este cenário
é uma outra conversa. Certamente não serão como os atuais, por uma série
de motivos.
Também entendo (e, muitas vezes, compartilho) a animosidade contra os
modelos "mainstream" de entrega de informação ao usuário. Alguém
já definiu o grande empresariado brasileiro como sendo "a vanguarda do
atraso", e isto não é um fenômeno do século XX. Herdamos isto da
metrópole colonial portuguesa: o péssimo hábito de sempre tentar
encontrar uma maneira de sangrar a "viúva" (quem não acreditar, procurem
o texto completo da carta de Pero Vaz de Caminha - além de descrever o "achamento"
do Brasil, aproveita para pedir a El-Rey uma "boquinha" na corte para um
parente dele).
Estes caras não acreditam em evoluir seus modelos de negócio para andar
na frente do mercado. O que eles acreditam é na criação de barreiras
regulatórias (via lobby político) que permitam manter sua "cash-cow"
intocada. Só que isto não adianta. Basta ver o exemplo recente da
indústria fonográfica. As distribuidoras de conteúdo (gravadoras) e os
produtores de conteúdo (músicos) deveriam estar refletindo sobre novos
modelos de negócio (iTunes-like) em vez de tentar reprimir
iniciativas P2P (Napster-like).
Coutnay escreveu:
----------------------------------
(...) Atualmente, vivemos uma imensa revolução de
costumes para o personalizado e assíncrono, restando poucas coisas de
apelo mundial broadcástico, e me pergunto se os meus filhos vao querer
coordenar as agendas deles para estarem idiotamente sentados na sala de
estar as 8 para ver alguma coisa mentirosa em forma de telejornal, ou se
preferirão estar confortávelmente onde-quer-que-estejam com seus
i-want-everything-with-me vendo o-que-quer-que-queiram.(...)
-----------------------------------------------
Certo. Vou apropriar, agora, uma série de termos e conceitos citados no
relatório "The end of television as we know it" (IBM Business
Consulting Services - conforme citei no meu último post).
O que vc citou é tratado no relatório como um "abismo entre gerações". O
mercado consumidor de TV (agregando como "TV" todas as formas de
assistir a conteúdo de vídeo) pode ser dividido, hoje, em duas grandes
categorias: os passivos (quem ainda se contenta em ficar "abostado" na
frente do aparelho de TV convencional, assistindo uma programação
imposta pelas redes de distribuição - inclusive, e, especialmente, a
publicidade - no máximo fazendo um pouco de "channel surfing" via
controle remoto) e os envolvidos (que querem liberdade de formato - para
poder assistir no tipo de dispositivo mais conveniente, liberdade de
horário - para assistir quando lhes for mais conveniente, e liberdade de
movimento - para assistir onde for mais conveniente).
Basicamente o mercado consumidor de TV, hoje, poderia ser dividido em
80% de passivos e 20% de envolvidos. Mas os envolvidos podem,
tranqüilamente, ficar cantarolando a música dos Stones: "time is on
my side... yes it is..."
Para um horizonte de 5 anos a IBM acha (e eu concordo) que as mudanças
na proporção relativa de passivos e envolvidos não serão tão drásticas.
Mas, certamente, elas serão inevitáveis no horizonte de 10 a 15 anos.
Portanto os atuais "broadcasters" teriam entre 5 e 10 anos para
reformular seus modelos de negócio.
Se eles não fizerem isto,
(1) o mercado os deixará para trás, consumindo conteúdo de outros
distribuidores e provedores, que terão propostas percebidas como sendo
de maior valor, e
(2) ao perceber que a audiência se diluiu, o mercado publicitário não
estará mais disposto a pagar os preços cobrados pelos tradicionais "spots"
de 30
segundos - e isto responde por cerca de 50% da receita bruta deles.
Os conselhos para tentar evitar o desastre são simples, e NÃO tem nada a
ver com barreiras regulatórias:
(a) Aproveite o horizonte de prováveis 5 anos de trégua para, usando o
modelo atual como base de geração de receita, financiar experimentos com
novos modelos de geração e distribuição de conteúdo;
(b) Experimente (develop, trial, refine, roll-out, repeat) novos
modelos para geração, distribuição e comercialização de conteúdo, com
enfática recomendação que os experimentos sejam baseados em padrões
abertos.
Conclusão: "this is the beginnig of the end... adapt or succumb"
Coutnay escreveu:
----------------------------------
(...) Venho de 20 anos de revoluções e já vi
muitas coisas altamente interessantes do ponto de vista de engenharia
sucumbirem ao efeito de manada.(...)
-------------------------------------------------
So do I, pal. Been there, done that.
Não sei se vc já viu o modelo de "hype cycle" que o Gartner Group
usa para avaliar o posicionamento de tecnologias no mercado (tem uma
descrição no site deles -
www.gartner.com ). A mídia é muito focada (e, portanto,
co-responsável) no trecho entre o "technological trigger" e o "peak
of inflated expectations". Os primeiros roll-outs
práticos geralmente levam as pessoas a notar que aquilo não é a panacéia
que haviam previsto, portanto a queda para o "disillusion trough".
O que eu procuro fazer, profissionalmente, é tentar amenizar a queda
pelo vale e levar as coisas o mais rápido possível através da "enlightment
ramp" para atingir o "productivity plateau".
Coutnay escreveu:
------------------------------------------
(...) E por causa disso, vaticino para a estória
que vem por ai, TV digital (broadcasting) em qqer padrão é um troço
MORTO e ZUMBIZANTE (como diria o Raul).
IPTV e qqer forma de transmissão assíncrona ou de distribuição
p2p-co-hosted (Modelos Akamai/Inktomi), sobre redes IP (sejam fixas,
WiMAx, ou Why-I-Don'-Think-About-It-Before) são a plataforma de
evolução que comporão uma nova value cloud ao redor desses
MultiCasting.
Todo o resto, quem viver, uns 5 anos a mais, verá o retumbante
desabamento dessas maravilhosas discussões pointless.(...)
---------------------------------------------
Por tudo que já disse antes, concordo em gênero e número. Só discordo do
grau.
Coutnay escreveu:
------------------------------
(...) Basta lembrar de alguns gráficos de 96, 97,
sobre uma maravilhosa rede de terceira geração, de cujos padrões, se eu
não me engano, havia um que chamava ITU-2000 ,supostamente a se
implementado no ano 2000, juntamente com o fim do mundo e o bug
do milênio, em suma, coisas q notadamente não aconteceram.
Veremos... (...)
---------------------------------
Pois é... Mas quem disse que a indústria de telecomunicações (fixa e
móvel) é imune ao mesmo tipo de miopia que ataca a indústria de TV,
assim como a indústria fonográfica?
Estão achando que coisas como o IMS vai colocá-los em posição
necessariamente privilegiada na mediação da experiência de uso de novos
serviços/conteúdos pelos usuários? Acordem!!! O temido "entertainment
bypass" já começou!!!
Pois é... veremos...
Smolka
"TV Digital" + "Mobile TV": HELP!!
----- Original Message -----
From: José de Ribamar Smolka Ramos
To: wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Sent: Wednesday, February 22, 2006
11:04 AM
Subject: Re: [wireless.br] "TV Digital" + "Mobile TV": HELP!!!
Para dizer a verdade, ainda estou "digerindo" um lote de informações
sobre este assunto... E com muitas reflexões, que pretendo discutir com
o grupo em breve, principalmente induzidas pelo artigo produzido pelo
IBM Business Consulting Services (The end of television as we
know it) citado em um dos últimos posts do Eduardo Prado.
Mas, por enquanto, vou me limitar aos pontos levantados pelo Gabriel.
Helio pergunta:
-----------------------------------------
1. A decisão pelo "padrão fixo" condiciona ou
influi na decisão pelo "padrão móvel"? Há algum "atrelamento"?
-----------------------------------------
Gabriel responde:
---------------------------------------
A escolha de padrões diferentes para cada caso é
possível, mas praticamente inviável, por problemas regulatórios (faixa
de freqüências) e de transmissão principalmente. O transmissor utilizado
para a TV fixa é também o que transmite para dispositivos móveis (no
ISDB e DVB), assim dois padrões implicariam em dobrar os recursos
necessários para transmissão. Implicaria também em uma sub-utilização
desses recursos, que ninguém irá pagar, e replicação da cadeia de
produção de conteúdo.
--------------------------------------------
Smolka comenta:
Creio que, embora o problema econômico associado à escolha deste ou
aquele padrão não seja desprezível, o real motivo para a "briga de foice
no escuro" é: quem vai ter o maior controle (e informações) sobre o
comportamento do usuário? Mais divagações sobre isto mais tarde em outro
post, mas, para mim, está claro que, para conseguir
construir uma proposta que possa ter percepção de valor pelos usuários
(tanto do ponto de vista de produção de conteúdo, como para a produção
de material publicitário efetivo), será necessário um grande esforço de
CRM, e para "popular" estas bases de dados de forma efetiva (porque
estes dados irão valer o seu peso em ouro)
você precisa estar de frente para o usuário, registrando como ele
assiste, onde assiste, que comerciais ele vê (ou opta por não ver) e
quais ele responde, etc. etc. Basta perguntar então: em cada modelo
proposto, quem leva a melhor neste jogo de controlar o acesso do usuário
à programação? As emissoras tradicionais? As operadoras de
telecom (fixas e/ou móveis)? As operadoras de TV a cabo? Novos entrantes
com formatos diferenciados (ex.: IPTV)? À primeira vista, para mim,
estas respostas caracterizam bem os grupos de interesse que estão no
lobby por cada padrão proposto.
Helio pergunta:
------------------------
2. O sinal da "Mobile TV" chega no celular via
"Estação Rádio Base (ERB)" do sistema celular ou teremos um chip no
celular que o transforma num "mini" aparelho de TV recebendo sinais do "antenão"
convencional lá em cima do morro? Ou ambos?
--------------------------------------------
Gabriel responde:
-----------------------------------
No DVB, a recepção é feita por um decodificador à
parte do sistema de telefonia, as faixas de freqüência, modulação e
codificação são diferentes para os dois sinais. Na IFA os modelos de
móveis apresentados tinham um "treco" grudado no topo, com uma
anteninha.
No entanto, as ERBs já estão instaladas, e distribuídas de acordo com a
concentração de dispositivos móveis, o que torna bem provável a presença
do transmissor de TV em algumas ERBs, mas isso depende também do modelo
de negócios adotado, não consigo imaginar uma anteninha da Globo numa
ERB da Vivo :)
---------------------------------------------
Smolka comenta:
As duas coisas (e muito mais) são possíveis. Um chip extra no handset
celular, com uma freqüência de broadcast adicional é, se não entendi
errado, exatamente o que a Qualcomm vem propondo com o MediaFLO. A
tecnologia disponível permite a montagem de modelos de negócio os mais
variados e, IMHO, vamos ver "strange bedfellowships", tais
como o que vc mencionou - associações entre distribuidoras de TV e
operadoras de telefonia celular, até que (talvez) algum modelo de
negócio se mostre dominante.
-----------------------------------
Helio pergunta:
---------------------------------------
3. E a "interatividade" (fixa e móvel) - vai usar
que "canal"?
----------------------------------------
Gabriel responde:
-----------------------------------------
Na móvel, GPRS é sem dúvida a mais forte opção, é
uma opção válida inclusive para o retorno fixo. Outras opções:
RCT - Return Channel Terrestrial (DVB-RCT), A Wireless Return Channel
system in the VHF/UHF Bands for Interactive Terrestrial TV incorporating
Multiple Access OFDM.
PLC - Já bastante comentado na lista, ainda que não como RC 450 MHz (Blast)
- Sei que existe, mas não conheço.
Dial-up - Velho, mas funciona, se bem que com a chegada de VoIP perde um
pouco o sentido.
ADSL, cabo, WiFi, WiMAX, etc... O RC pode ser deixado em aberto, cada
usuário ou cada região provê ao STB um acesso à Internet como quiser.
Muitos modelos comerciais de STB (DVB) têm um conector para ethernet,
nunca vi um STB japonês.
----------------------------------
Smolka comenta:
----------------------------------------------
Provavelmente todos estes, e talvez mais alguns. Basicamente é o mesmo
problema da resposta anterior. Na falta de um modelo de negócio claro,
os proponentes de cada padrão estão tentando cobrir todos os ângulos.
Algumas soluções podem parecer estranhas, mas vamos ter que esperar para
ver quem sobreviverá ao crivo do mercado.
Quanto às duas últimas perguntas (detalhes e status das experiências em
andamento no Brasil, e o lado industrial), vou deixar para lá, por
alguns motivos:
(a) já gastei mais tempo do que podia respondendo até aqui :o(
(b) não tenho realmente informação para poder responder isto
Terminando, uma curiosidade e uma mensagem:
A curiosidade é: quais foram as duas perguntas que o Gabriel não
respondeu? Na lista dele, faltam os números 4 e 6.
-----------
Helio perguntou:
4. E o tal de "streaming"? O que é mesmo? Satisfaz o usuário?
6. E as considerações sobre o "espectro de freqüências"? Quem gasta e
quem economiza "banda" na "Mobile TV"?
-----------
E a mensagem:
You gotta be bad, you gotta be bold, you gotta be wiser
You gotta be hard, you gotta be tough, you gotta be stronger
You gotta be cool, you gotta be calm, you gotta stay together
All I know, all I know, love will save the day
Smolka
cdma2000 1xEV-DO: Tecnologia, Serviços e Mercado
----- Original Message -----
Sent: Tuesday,
January 17, 2006 4:32 PM
Subject: Re: FW: [wireless.br]
cdma2000 1xEV-DO: Tecnologia, Serviços e Mercado
Para o Evandro e Arakaki
Arakaki escreveu (sobre o artigo " Voice over IP" abaixo
transcrito)
(...) Parece-me que a Rev.A ainda será sobre
tecnologia CDMA e não garantirá a redução da latência para 30 ms,
necessário para uma conversação agradável por VoIP. Assim, entendo que
apenas a Rev.B do 1XEVDO
conseguirá isso, quando então, além de oferecer 74Mbps pro usuário
final, a Qualcomm migrará para a tecnologia OFDM... (...)
Com absoluta certeza, isto tudo é CDMA2000 (leia-se Qualcomm). A rev.A
do EV-DO promete um bocado de coisas com respeito a QoS, que,
supostamente, tornaria mais confortável o uso de aplicações multimídia
(VoIP incluso). Mas isto ainda precisa ser provado na prática.
Concordo que, a esta altura, os planos para o EV-DO subiram no telhado,
e uma migração direta para OFDM é muito mais provável, mas mesmo com os
níveis de latência altos do EV-DO rev.0, e sem garantia de QoS na
interface aérea, aplicações VoIP estilo Skype podem muito bem funcionar
(e até surprender pela qualidade da voz).
Afirmações do tipo "VoIP só é viável se o atraso máximo for de X ms, com
jitter máximo de Y% e perda máxima de Z%" são enganosas, porque o grau
de "sobrevivência" da chamada diante de um ambiente de rede
hostil depende diretamente das características da aplicação (sempre é
bom lembrar: isto é packet-switching networking, e VoIP é mais uma
aplicação - camada 7 do modelo OSI - a ser transportada pela rede).
Se considerarmos o jeito que a voz é "empacotada" em telefones celulares
(CDMA ou GSM), minha sensação é que a rede IP subjacente vai ter que ser
extremamente superdimensionada (mesmo com todas as features de
QoS ativadas), porque esta aplicação, montada em cima de vocoders que
comprimem muito, e com quase nada de processamento adicional (afinal, vc
está tentando "enfiar" esta aplicação em um handset que, tipicamente,
tem um "cérebro" um tanto limitado), acaba ficando extremamente sensível
a variações inesperadas nos parâmetros de qualidade da rede (delay,
jitter e perda).
O sub-produto desta forma de abordar as aplicações multimídia são
exigências tamanhas sobre a rede IP que ela, no final das contas,
acabaria sendo apenas uma rede de emulação de circuitos. Só tem um
detalhe: o protocolo IP não foi desenhado para isso, e nenhum esquema de
QoS vai conseguir reproduzir um ambiente circuit-switching. E se
esquemas no nível 2 vem em mente (virtual wires e quetais),
pense de novo, porque eles só tem alcance até os limites físicos de
implementação de cada sub-rede nível 2. Para seguir adiante o sinal
vai ter de "subir um degrau" e passar por roteadores IP, e vc volta ao
ponto inicial: circuit-switching emulation de pé quebrado.
Por outro lado, já vi referências a chamadas usando o soft-phone Skype
com qualidade considerada aceitável mesmo quando o delay (unidirecional)
excedia 600 ms e a perda de pacotes (perda real ou perda gerada por
jitter excessivo) passava de 50%!!!
Então, minha conclusão é:
- existirão usuários de VoIP sobre a estrutura atual de EV-DO rev.0?
Sim.
- Eles ficarão satisfeitos com a qualidade das chamadas? Depende do tipo
de aplicação VoIP que eles usarem.
- Isto vai melhorar no EV-DO rev.A? Provavelmente sim, mas ainda
precisamos ver como as features de QoS na interface aérea irão
coexistir e cooperar com as features de QoS da rede IP.
BTW, embora não saiba os detalhes, suspeito que o cenário GSM (aí
considerando GPRS, HSDPA e HSUPA) é mais ou menos parecido.
[ ]'s
Smolka
-------------------------------------------------------------------
Voice over IP
Voice over IP (VoIP) refers to the set of
mechanisms that allow the sending of voice communications over a
packet-based IP (Internet Protocol) network. 1xEV-DO Rev A introduces new
features including end-to-end application-level Quality of Service (QoS) to
the wireless network that allow service providers to deliver high quality
voice services across their EV-DO infrastructure.
Drivers for VoIP over EV-DO Rev. A
For service operators, there are three primary drivers for VoIP: network
efficiency, more efficient use of spectrum and the ability to enhance voice
service portfolios.
Network efficiency
Network efficiencies are achieved by using existing resources more
efficiently and by consolidating multiple networks, systems, and support
organizations. As voice communications move toward digital techniques, the
logic of merging separate networks for voice calls and for data sessions is
inescapable. Converging the network onto one common, packet-based
infrastructure will dramatically reducing the number of systems, employees
and facilities required.
Spectrum efficiency
Operating parallel voice and data networks is an inefficient use of spectrum
- especially in a CDMA environment where 1xRTT and EV-DO technologies use
1.25 megahertz of spectrum for each radio channel. Using separate radio
channels for voice and data prohibits load balancing between the two
services, and reduces overall trunking efficiency. As in the case of
wireline networks, a transition to VoIP enables wireless carriers to
converge all uses, voice and data and other multimedia, onto the same
spectrum, eliminating the need for redundant channels, increasing trunking
efficiency, and making better overall use of the spectrum.
Advanced Service Creation
VoIP enables the rapid creation of advanced services. Once carriers have a
VoIP network in place they own a rich service creation environment in which
new services can be created much more easily than they can be in the
MSC-centric architecture of legacy cellular networks. New services beyond
the traditional telephone services (call-waiting, multi-party calling, call
forwarding, etc.) are possible when voice and data communications travel
over the same network. Examples include push-to-talk, video telephony,
click-to-dial, whiteboarding, and advanced accessibility features.
1xEV-DO Rev A and VoIP
1xEV-DO Rev A adds several advancements for VoIP and other multimedia
traffic.
Increased channel capacity on both the forward and reverse links
Compared to EV-DO Rev. 0, EV-DO Rev. A increases the peak forward link data
rate to 3.1 Mbps and the peak reverse link data rate to 1.8 Mbps. The
dramatically enhanced uplink data rate will enable Rev. A networks to
support significantly more voice connections than is possible under Rev. 0.
QoS support over the air link with multiple flows
The EV-DO forward link uses TDM to send packets to various users, which
requires a scheduling function to decide which user should gain access to
the air link at any given time. EV-DO Rev. A has added the ability for the
forward link scheduler to coordinate the use of the EV-DO air link with the
various devices that will be using it. Therefore, data devices, which need
high data rates but are insensitive to packet delay and jitter, can be
handled in one way, while voice devices that need lower data rates but that
are highly sensitive to packet delay and jitter will be handled a different
way. On the reverse link EV-DO Rev. A permits the use of higher power for
QoS packets in order to reduce the number of transmissions and retries
necessary to successfully send these packets.
Support for short and multi-user packets
Unlike many data applications, voice applications transmit relatively short
packets on a regular basis. In EV-DO Rev. 0, the rigid structure of the
physical layer leads to inefficient transmission of these short packets.
EV-DO Rev. A has addressed this problem in two ways. Unlike Rev. 0, which
allows packets sent over the traffic channel to be a minimum of 128 bytes
long, Rev. A supports a wide variety of shorter packets, with physical layer
packet lengths as low as 16 bytes. These packets can be transmitted in less
time, and allow more users to access the network with low latency. In
addition, EV-DO Rev. A includes support for multi-user packets. This
capability allows a long physical layer packet (with its associated
overhead) to be addressed to separate users, again reducing air link
overhead as well as per-user delay.
Support for header compression
In current networks the overhead (non-voice information) required to direct
traffic from source to destination is typically 40 bytes and results in an
inefficient overhead to payload ratio of 2:1. For example, 20 msec of speech
from an 8 kbps voice coder is 160 bits, or 20 bytes, while the associated IP,
UDP, and RTP headers used for VoIP routing and control are 40 bytes. Such
inefficiency affects the capacity of the network to handle voice traffic.
EV-DO Rev. A supports compression of these headers, from 40 bytes down to
approximately 2 bytes, thus enabling high VoIP capacity.
Enhanced Idle State Protocol support for faster, variable, paging
While a delay of several seconds in connecting to a server is not noticeable
with most data applications, real-time applications such as voice are quite
different. Paging channels in digital cellular networks, and EV-DO
networks in particular, are logical control channels that allow the devices
to receive control messages. Slow paging channels would manifest themselves
as slow setup times, slow reaction to dialed digits, etc. during a voice
call. Rev. A has addressed this issue by creating a variable, faster paging
cycle.
Voice over IP is the natural progression for mobile networks as operators
begin to expand their deployments of packet data systems. Airvana is
embracing EV-DO Rev. A technology to deliver an end-to-end application-level
QoS to the wireless network, enabling service providers to deliver
high-quality voice services alongside data and multimedia applications.
Airvana is the first company to demonstrate VoIP over EV-DO with QoS.
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