JOSÉ SMOLKA

TELECOMUNICAÇÕES - "MENSAGENS-ARTIGOS"

Esta página é mantida pelo Coordenador da  ComUnidade WirelessBrasil com autorização de José Smolka

Ano 2006


ComUnidade WirelessBrasil

Grupos de Discussão:

 

Série de artigos sobre VoIP:

 Artigo 05 - [02/05/06]  
Sinalização 

 Artigo 04 - [23/05/06]  
Dimensionamento VoIP (WAN)  

 Artigo 03 - [18/05/06]  
Roteadores e QoS

 Artigo 02 -  [11/05/06]  
TCP/IP for not-so dummies

 Artigo 01 -  [04/05/06]  
Voip - Introdução    

Artigo - [09/01/06]  
Métodos de Codificação de Voz – Uma Introdução

 


Assuntos das Mensagens
 

[09/08/06]    HSPA x EVDO rev A? Pode ser coisa do passado...
[19/07/06]    IPv6, multihomed hosts e possibilidades...
[03/07/06]    Vivo indo pra GSM? Será verdade? Mas em que espectro???
[24/05/06]    Fernando Botelho comenta a "Série sobre VoIP" de José Smolka
[18/05/06]    Celulares nos Presídios: Interferência via satélite
[28/02/06]    All-IP radical ou gradual, eis a questão...
[22/02/06]    TV Digital - Um troço natimorto!!!
[22/02/06]    "TV Digital" + "Mobile TV": HELP!!
[17/01/06]    cdma2000 1xEV-DO: Tecnologia, Serviços e Mercado


Transcrições



HSPA x EVDO rev A? Pode ser coisa do passado...

----- Original Message -----
From: José de Ribamar Smolka Ramos
To: wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Sent: Wednesday, August 09, 2006 2:58 PM
Subject: [wireless.br] HSPA x EVDO rev A? Pode ser coisa do passado...

Sei que esse negócio de ficar fazendo "quoting" da imprensa é mais da praia do Courtnay, mas achei bom demais para deixar passar em branco...

Sprint opta pelo WiMAX e impulsiona MMDS no mundo
TELETIME ON LINE - 08/08/2006
Os operadores de MMDS no Brasil (e no mundo) estão exultantes. Esta terça, dia 8, está sendo considerada histórica pelo fato de a Sprint, uma das maiores operadoras de telefonia celular nos EUA, ter decidido pela adoção da tecnologia WiMAX em suas futuras redes de serviços móveis banda larga. Mas o que tem a ver a decisão da Sprint com o Brasil e com o MMDS? Conforme fato relevante da Sprint, ela está planejando desenvolver a sua rede WiMAX nas faixas de 2,5 GHz, aquelas usadas para o MMDS, tanto nos EUA quanto por aqui. Lá, a Sprint tem cerca de 85% do mercado de licenças de MMDS. Aqui, a maior parte das empresas licenciadas para operar nesta freqüência faz parte da associação Neotec, que por sua vez lidera, ao lado da Sprint, um comitê internacional de desenvolvimento do WiMAX sobre a faixa de 2,5 GHz, comitê esse que congrega ainda operadoras na Ásia, Canadá e outros operadores da América Latina. Na prática, a conseqüência é que Brasil e Sprint estão seguindo o mesmo caminho.
Havia grande expectativa em relação à decisão da Sprint pelo WiMAX. A pressão era grande para que a empresa optasse por tecnologias HSDPA ou W-CDMA (atualmente a Sprint opera com plataforma CDMA/EV-DO), mas prevaleceu a análise estratégica do que as redes de 2,5 GHz poderão ser complementares à atual faixa usada para serviços móveis (note-se que a Sprint não abandonou o EVDO/CDMA em sua rede celular atual). A nova rede que a Sprint deve construir com base nas licenças que ela já controla na casa dos 2,5 GHz poderá cobrir 100 milhões de pessoas em 100 cidades até 2008. Motorola, Intel e Samsung são os principais fornecedores aliados no projeto, que envolverá investimentos de US$ 1 bilhão em 2007 e de US$ 1,5 bilhão a US$ 2 bilhões em 2008. Os primeiros pilotos começam no final do ano que vem, para lançamento comercial em 2008.
Espera-se que esta seja a maior operação WiMAX do mundo. Hoje, existem algumas aplicações comerciais na faixa de 2,5 GHz na Coréia do Sul (Korea Telecom) e no Japão (KDDI e DoCoMo). O próximo grande passo tecnológico deve ser dado no final do ano, quando a Intel lança comercialmente os primeiros chips já prontos para processamento do WiMAX e de redes Wi-Fi de forma integrada. Estes chips deverão estar em notebooks e PDAs normalmente encontrados no varejo, como acontece hoje com o Wi-Fi.

Trabalho conjunto
O desenvolvimento que a associação brasileira Neotec, a Sprint e outras tentam dar ao WiMAX no comitê de desenvolvimento internacional da tecnologia tem como objetivo buscar a harmonização da canalização da faixa de 2,5 GHz (MMDS) e a especificação das condições para roaming do serviço. Ao contrário da faixa de 3,5 GHz, cuja canalização mínima prevista pela Anatel é de 1,75 MHz, no Brasil o MMDS já trabalha com canais de 5 MHz, e esta canalização pode subir para 10 MHz e até 40 MHz, pelos estudos em andamento. As operadoras de MMDS possuem um pedaço de 200 MHz de espectro dos 2,5 GHz

2,5 GHz no Brasil
O MMDS (2,5 GHz) é uma faixa regulamentada e comercialmente disponível no Brasil, onde a tecnologia é, aliás, das mais desenvolvidas no mundo. Nenhum outro país tem mais de 100 mil assinantes de TV paga digital na faixa, nem tantas aplicações de dados e voz como o Brasil. A transmissão de conteúdos em alta definição, como a realizada durante a Copa do Mundo pela TVA, também nunca havia sido feita na faixa dos 2,5 GHz antes. Note-se que o desenvolvimento da tecnologia WiMAX lá fora está acontecendo exatamente ao mesmo tempo em que ela se desenvolve no Brasil. Na semana passada, por exemplo, começaram os testes na cidade de São Paulo. Os dados do último Atlas Brasileiro de Telecomunicações, editado pela revista TELETIME, mostram que no Brasil há licenciamento da faixa de MMDS em 484 cidades, o que representa mais de 105 milhões de pessoas atendidas, 30 milhões de domicílios (que incluem 84% dos domicílios classe A brasileiros, 79% dos domicílios classe B, 69% dos domicílios classe C e 57% dos domicílios classe D e E) e 73,4% do potencial de consumo nacional. Das 484 cidades, 322 estão efetivamente em operação técnica (não quer dizer que as operadoras estejam vendendo serviços, mas estão ativadas).

Outras faixas
A decisão da Sprint é, também, um impulso para o WiMAX como um todo, e deve estimular inclusive a ocupação das faixas de 3,5 GHz, que estão em processo de licitação no Brasil, com edital já lançado pela Anatel. Os chips fabricados pela Intel tendem a ser transparentes em relação à faixa e em relação à canalização, ou seja, funcionarão tanto para o WiMAX sobre MMDS quanto para o WiMAX em outras freqüências. Os operadores de MMDS, contudo, têm mais a comemorar, primeiro porque já têm a licença, depois porque a largura de banda é maior e porque a licença de MMDS permite o serviço de TV por assinatura, o que a licença para a faixa de 3,5 MHz não permite (nesse caso, apenas os serviços associados ao SCM são permitidos). E o MMDS não tem limitações de capital nem as obrigações da TV a cabo. Samuel Possebon

Saudações pós-celulares

J. R. Smolka


IPv6, multihomed hosts e possibilidades...

----- Original Message -----

Sent: Wednesday, July 19, 2006 9:02 AM
Subject: [wireless.br] IPv6, multihomed hosts e possibilidades...

Falando em IPv6... Estava "xeretando" o que anda acontecendo com os working groups do IETF (www.ietf.org/html.charters/wg-dir.html) que estão tratando de mobilidade com IPv6, e encontrei um grupo interessante, chamado monami6 (Mobile Nodes and Multiple Interfaces in IPv6). A página do grupo no site do IETF é www.ietf.org/html.charters/monami6-charter.html, e eles mantém uma página adicional em www.nautilus6.org/ietf/monami6/.

O assunto é novo (o grupo só foi estabelecido em outubro do ano passado), mas já desenha algumas coisas muito interessantes. Em particular, vou transcrever para vcs os cenários descritos em um dos documentos draft do grupo (Motivations and Scenarios for Using Multiple Interfaces and Global Addresses em www.ietf.org/internet-drafts/draft-ietf-monami6-multihoming-motivation-scenario-00.txt).

Boa leitura... Em outro post farei comentários adicionais.


Mona is just getting out of a meeting with customers in a building. She calls her head office. This audio communication is initiated via a private wireless local area network (WLAN) link realized over one of the available WI-FI hot-spots in the building. This is going to be a long call and she must attend another meeting a few minutes drive from here. She walks to a taxi stand, and boards a taxi. The audio communication is automatically transferred to the public wireless metropolitan area network (WMAN) over the WIMAX network deployed in the city, with no interruption of the communication.

Oliver is on his way to work waiting at a train station. He uses this opportunity and the presence of a WLAN hot-spot to download the news from his favorite on-line news channel. While Oliver is downloading the news, he receives a phone call over a wide area cellular link. Oliver decides he wishes to initiate a video flow for this communication. The bandwidth and traversal delay of the wide area cellular link is not adequate for the video conference, so both flows (video/audio) are transferred to the WLAN link provided by the hot-spot. This transfer occurs transparently and without affecting the other active flows.

Nami works at home for a publishing company. She has an in-house network and get access to the Internet via ADSL, a public 802.11b WLAN from the street and satellite. She has subscribed to the cheapest ADSL service with limited uplink bandwidth. Also, the satellite link she has access to is downlink only, but it is extremely cheap for TV broadcasting. She has noticed the 802.11b link is unreliable at some point in time during the day, so she chooses to send requests and periodic refreshments for joining the TV broadcasting via ADSL rather than 802.11b although it is free. On the other hand, she has configured her network to use the 802.11b link at night to publish web content comprising video. Once a week, she communicates with overseas peer staff by videoconferencing. Voice being the most important, she has configured her VoIP session over ADSL. Video is sent at maximum rate when 802.11b is working fine, otherwise the video is sent at lower rate.

Alice is a paramedic. Her ambulance is called at the scene of a car accident. She initiates a communication to a hospital via a wide area cellular link for the relay of low bit-rate live video from the site of the crash to assess the severity of the accident. It is identified that one of the passengers has suffered a severe head injury. The paramedic decides to consult a specialist via video conferencing. This session is initiated from the specialist via the same wide area cellular link. Meanwhile, the paramedic requests for the download of the patient medical records from the hospital servers. The paramedic decides in mid-session that the wide area cellular link is too slow for this download and transfers the download to the ambulance satellite link. Even though this link provides a significantly faster bit rate it has a longer traversal delay and only down-link is available. For this, only the downstream of the download is transferred while upstream proceeds over the wide area cellular link. Connectivity with the ambulance is managed over a WLAN link between the paramedic and the ambulance. Even though the paramedic has performed a partial hand-off for the transfer of the download down-stream to the satellite link, the upstream and the video conferencing session remains on the wide area cellular link. This serves best the time constraint requirements of the real time communications.

Max drives his car and constantly keeps some sort of Internet connectivity through one of the available access technologies. His car navigator downloads road information from the Internet and his car-audio plays on-line audio streaming. When his car passes an area where both high-data-rate WLAN and low-data rate cellular network are available, it distributes load to the WLAN access and the cellular network access. When his car passes an area where only a wide coverage-range cellular network is available, the connection is maintained via the cellular network.

Dr. Ingrid performs an operation via long-distance medical system. She watches a patient in a battlefield over the screen which delivers real-time images of the patient. Sensors on her arms deliver her operational actions and a robot performs the actual operation in the battlefield. Since the operation is critical, the delivery of patient images and Dr. Ingrid's action is done by bi-casting from/to multiple interfaces bound to a distinct technology or distinct radio range. So in case packets are delayed or one of the interfaces fails to maintain connectivity to the network, her distant operation can be continued.

Roku is at the airport waiting to board the plane.  She receives a call from her husband. This audio communication is received via a wireless local area network (WLAN) link realized over one of the available hot-spots. She knows this is going to be a long flight and wishes to catch up on some work. Roku uses a WLAN connection to download the necessary data. However, there is not enough time and she decides to accelerate the download. Her notebook is equipped with an additional WLAN interface. She decides to use this additional WLAN interface to connect to another access point, and distribute the different download flows between the two wireless interfaces.


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J. R. Smolka


Vivo indo pra GSM? Será verdade? Mas em que espectro???

----- Original Message -----
From: José de Ribamar Smolka Ramos
To: wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Sent: Monday, July 03, 2006 12:00 AM
Subject: Re: [wireless.br] Vivo indo pra GSM? Será verdade? Mas em que espectro???

Pergunta:
Sabemos que no EVDO, a VOZ trafega em CDMA1x. E no WCDMA, que é uma evolução do GSM? A VOZ no WCDMA trafega em code division (CDMA) ou time division (GSM)?

Pendente de revisão pelos especialistas em interface aérea, até onde sei no EVDO existem portadoras separadas para o serviço de voz e para o serviço de dados.

Quanto a chamar o WCDMA de evoluçào do GSM é discutível. O WCDMA, que veio no contexto da proposta UMTS da ITU-T, é um padrão de interface aérea. Se vc quer dizer que os padrões do GSM para sinalização e controle dos handsets e BTS serão mantidos (e , eventualmente expandidos) sobre esta nova interface aérea, então acho que tudo bem. Teoricamente estes protocolos poderiam ser transportados sobre outros tipos de interface aérea, mas acho que ninguém vai se dar a este trabalho.

Não sei ao certo qual a solução para o serviço de dados na interface aérea WCDMA, mas suspeito que seja algo parecido com o CDMA 1X. Neste caso, sempre que o tráfego de voz aumentar na BTS, os usuários de dados irão sofrer. Para obter taxa máxima só se não houver praticamente nenhuma concorrência de tráfego de voz no mesmo setor/portadora.

Também não sei detalhes, mas uma vez que já está na rua um upgrade da interface aérea WCDMA para possibilitar serviço de dados de maior capacidade (HSDPA e, quem sabe, em breve o HSUPA), suspeito que tenham tentado algo parecido com o que foi feito no EVDO - portadoras separadas para voz e dados. O problema com isso é que cada portadora do WCDMA ocupa 3 vezes a banda de uma portadora CDMA 1X (por isso é que um se chama 1X e o outro W - de wideband).

Se alguém por aí quiser me dar uma "aula" destas interfaces aéreas, sou todo ouvidos.

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J. R. Smolka

 


Fernando Botelho comenta a "Série sobre VoIP" de José Smolka

----- Original Message -----
From: José de Ribamar Smolka Ramos
To: wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Sent: Wednesday, May 24, 2006 7:15 PM
Subject: [wireless.br] Re: Fernando Botelho comenta a "Série sobre VoIP" de José Smolka

Um simples obrigado seria muito pouco. A gentileza do Dr. Fernando Botelho (abaixo) em seus elogios ao trabalho que estamos publicando é muito estimulante, e me dá a certeza de que estamos no caminho certo.

Quanto ao pedido de autorização para citar este trabalho, está dada, já que não paira em mim a menor dúvida que, quando o fizer, o Dr. Fernando Botelho procederá, como sempre, com correção e ética inatacáveis.

Cabe aqui, também, meu agradecimento público ao Hélio Rosa, pelo trabalho incansável de bastidores para formatação, publicação e divulgação deste trabalho.

Meus profundos e sinceros agradecimentos, também, às pessoas que tem contribuído com alertas de incorreções e sugestões.

Estou honrado e envaidecido por ser merecedor de tal tipo de atenção, e espero poder continuar à altura de tão grandes expectativas.

Muito obrigado a todos!

J. R. Smolka

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----- Original Message -----
From: Helio Rosa
To: Celld-group@yahoogrupos.com.br ; wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Cc: Alice Ramos ; Jana de Paula ; Daniela Braun ; Eduardo Tude
Sent: Wednesday, May 24, 2006 2:27 PM
Subject: [Celld-group] Fernando Botelho comenta a "Série sobre VoIP"

Olá, ComUnidade WirelessBRASIL !
Helio Rosa escrevendo.
Nesta ComUnidade (Portal em www.wirelessbrasil.org) interagimos e compartilhamos conhecimentos com muita cordialidade, cortesia, tolerância e paz - sempre fazendo novos amigos!

Temos vivido e vivenciado bons momentos comunitários em nossos Grupos.
Abaixo, está o registro de um desses momentos: Fernando Botelho comenta a "Série sobre VoiP" de José Smolka.

Agradeço ao Fernando por ter me incluído na "intermediação" e também a autorização para divulgação da mensagem nos fóruns.

Os mais antigos já o conhecem pelas suas preciosas participações e passo a apresentá-lo aos recém-chegados:
FERNANDO NETO BOTELHO (fernandobotelho@terra.com.br):
- é Magistrado de carreira do Estado de Minas Gerais (há 15 anos);
- é Juiz de Direito Titular da 4a. Vara de Feitos Tributários do Estado de Minas Gerais - em Belo Horizonte;
- possui MBA-Master Business of Administration em Gestão de Telecomunicações, pela FGV/Ohio University-USA (2001/2002);
- foi Membro do Comitê de Defesa dos Usuários de Telecomunicações da ANATEL (mandato 2002/2003);
- é autor do livro "As Telecomunicações e o FUST" (ed. Del Rey - 2001);
- é Membro da ABDI-Associação Brasileira de Direito de Informática e Telecomunicações;
- foi Diretor de TI da AMAGIS - Associação dos Magistrados de MG;
- é autor de artigos, palestras, e trabalhos doutrinários sobre regulação de telecomunicações.

Uma imensa coleção de mensagens e trabalhos de Fernando Botelho pode ser vista na página comunitária: TELECOMUNICAÇÕES - QUESTÕES JURÍDICAS

Obrigado, Fernando!
Mensagens como esta consolidam e muito o espírito comunitário!
Parabéns, José Smolka

Boa leitura!
Um abraço cordial
Helio Rosa
heliorosa@wirelessbrasil.org
Da equipe de moderadores dos Grupos Celld-group e WirelessBr
Coordenador da ComUnidade WirelessBRASIL e do Giga Site WirelessBR
"Owner" do Celld-group: Leonardo Pedrini


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----- Original Message -----
From: Fernando Botelho
To: Helio Rosa ; Helio Rosa
Sent: Wednesday, May 24, 2006 9:17 AM
Subject: Re: [Celld-group] Artigo 04 - Parte 1: "Série sobre VoIP" de José Smolka - "Dimensionamento VoIP (WAN)"

Amigo, Hélio,

Estou não só acompanhando, mas, antecipando-me à sua sugestão abaixo, estou estudando, linha-a-linha, e desde o primeiro momento, todo esse excepcional trabalho que o dr. JOSÉ DE RIBAMAR SMOLKA SANTOS está disponibilizando nos grupos.

Fiquei tão interessado que li também, quando da abertura da primeira parte do estudo, o artigo "Bellheads x Netheads" que ele cita como princípio da discussão e base primitiva da divergência (que se fez inicialmente técnica) entre a engenharia do tráfego na comutação por circuitos (Erlang) e a engenharia na comutação por pacotes.

Estou para enviar a você há dias esta mensagem para pedir-lhe que intermedeie um sincero e modesto agradecimento ao dr. SMOLKA, por este esforço e pelo brilho, invulgar, de sua apresentação, que tem como característica - anunciada por ele no início do trabalho - de servir a uma compreensão ampla, e não necessariamente derivada da origem técnica (engenharia).

Por isso, ela irá se tornar histórica, pois, num ano ainda "zero" (eu penso) de VoIP no Brasil - pelo menos em termos de problemas, questionamentos, e soluções de conflitos (administrativos e/ou judiciais) - o estudo funciona como um importante "abre-alas" de esclarecimento técnico da operação, mas voltado para aqueles inúmeros (hoje, a quase-unanimidade da população brasileira) que não sabem ao certo o que significa, na prática, mais esse anglicismo (VoIP = voice over internet protocol) que põe, em "contato" técnico (ou, faz a interface por "gateways" double-face) as duas maiores estruturas de comunicação criadas pela humanidade (a comunicação convencional por voz e a comunicação por máquinas conectadas através da rede mundial de pacotes).

Digo isso com o entusiasmo de quem acaba de ler mais um "pedaço" (abaixo) do estudo; entusiasmo que aumenta a cada capítulo que o dr. SMOLKA vai liberando nos grupos (há muito tempo deixei de "seguir" novelas pela TV...rs...mas, confesso, que abro minha caixa postal, atualmente, esperando pelo próximo capítulo do trabalho VoIP que ele vai enviando por seu intermédio...rs).

Gostaria ainda de dizer que, nesse momento, estou escrevendo, também, um trabalho jurídico sobre a tributação de VoIP - afinal, temos que pensar em $$$ (que, vindo junto com a aplicação, atrai, como ímã, os olhos, sempre de Lince, do erário brasileiro).
Por fazê-lo, estou inserido, já, num debate do assunto no meio jurídico, mas que apenas começa, e para isso estou lendo textos e textos de engenharia, esquemas gráficos, e aprendendo algo sobre a história da engenharia de tráfego e sua evolução.

Considero o trabalho do dr. SMOLKA o melhor desses (citei-o, por isso - com os créditos e referências a sua página no Wirelessbr - numa apresentação recente, que fiz, quanto ao aspecto da tributação, pelo ICMS, dos serviços "bilhetados" de VoIP, há duas semanas, em SP...fui convidado a apresentar esse mesmo tema no próximo seminário da ABETEL- Associação Brasileira de Estudos Tributários de Telecomunicações, no RJ, onde pretendo novamente referenciar o estudo por ele feito).

Também meu trabalho escrito vai ganhando algumas passagens referenciais desse trabalho do dr. SMOLKA - aos quais também vou atribuindo, claro, os créditos e origem respectiva.

Peço-lhe, caro amigo, que faça chegar a ele esta minha mensagem, com meus sinceros agradecimentos pela brilhante exposição que ele está fazendo, pelo seu esforço desapegado, e transmita-lhe minha solicitação (ainda que com as desculpas pelo atraso frente à menção que já fiz, recentemente, em SP !) para referenciá-lo nas apresentações e texto sobre o assunto.
Grande abraço,

Fernando Botelho
fernandobotelho@terra.com.br
http://www.wirelessbrasil.org/fernando_botelho/fb01.html


Celulares nos Presídios: Interferência via satélite

----- Original Message -----
From: José de Ribamar Smolka Ramos
To: wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Sent: Thursday, May 18, 2006 10:53 AM
Subject: [wireless.br] Re: Celulares nos Presídios: Interferência via satélite

Perguntas:
- Não haveria possibilidade de utilizar-se, na composição da solução, RF emitida por satélites e estações terrenas, e, não, por ERBs (uploads/downolads de sinais de RF em bandas próprias da capacidade espectral-satelital - banda Ku, por ex.?) ??
(...)
- Não seria possível usar-se essa alternativa, e a banda de transmissão e sua infra-estrutura verticalizada, para "jogar-se",
diretamente nos pátios das penitenciárias (e deles, para a ionosfera), ondas de RF em bandas Ku e outra ??
- E com essas bandas de RF não se poderia causar ambiente de interferência direta nos sinais de RF emitidos pela ERB ou
micro-célula da telefonia móvel (bandas A, B, C, D, E) ali presentes ???
(...)
- O que vc acha dessa cogitação ? É absurda ?


Versão curta da resposta: é absurda sim.

Por uma série de motivos:

1. O próprio objetivo de separação de serviços em bandas de freqüência diferentes é evitar interferência. Portanto, sinais (por mais fortes que sejam) em uma banda não interferem no serviço em outra banda. Os satélites que já estão no espaço tem os seus "transponders" já sintonizados em determinadas bandas, distintas de outros serviços (ex: telefonia celular), e, como todo mundo sabe, fazer alterações de engenharia no satélite já em órbita é uma proposição, no mínimo, difícil. Salvo em casos excepcionais (como o do telescópio Hubble) isto nem sequer é cogitado.

2. Mesmo que o item 1 fosse superado, para conseguir uma potência de sinal de interferência efetiva na superfície da terra, qual deve ser a potência do transmissor do satélite? Lembre: a potência do sinal cai com o quadrado da distância percorrida. Levando-se em consideração a forma como o sinal na banda desejada penetra bem ou mal na atmosfera,
as condições climática variáveis, etc. etc., creio que a potência do transmissor embarcado no satélite seria proibitiva, mesmo para satélites de órbita baixa.

3. Se isto não fosse bastante, ainda tem a questão de "atingir o alvo" com precisão. Satélites geoestacionários/ geosíncronos orbitam a ~35786 Km de altitude. Como conseguir a "focalização" do sinal exatamente no segmento (pequeno) da superfície onde fica o presídio, sem atingir tambem uma grande área em volta? Não conheço nenhuma antena que consiga este efeito de "lente" de RF. Que eu saiba, este tipo de precisão exigiria algum tipo de laser de RF (que eu também
desconheço). E os satélites de órbita baixa? O problema é manter o foco enquanto o satélite percorre a órbita, alterando constantemente o ângulo de visada e a distância para o alvo. Neste caso, a "lente" de RF teria que ser variável. E teriam que haver vários satélites dedicados à tarefa, porque satélites de órbita baixa passam quase metade da órbita "invisíveis" para um determinado ponto do solo.
[ ]'s
J. R. Smolka


"All-IP radical ou gradual, eis a questão..."

----- Original Message -----
From: José de Ribamar Smolka Ramos
To: wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Sent: Tuesday, February 28, 2006 12:51 AM
Subject: [wireless.br] All-IP

Parafraseando Shakespeare: All-IP radical ou gradual, eis a questão...

Creio que todos concordamos que a Internet (para a qual foi inventado o stack de protocolos de comunicação TCP/IP) é a coisa mais disruptiva que já aconteceu para os modelos de negócio já estabelecidos na indústria da comunicação (jornais, revistas, televisão, rádio, telefone - será que esqueci alguém?)

Interessante é notar que a própria indústria, alegremente, gerou no seu interior algo que, agora, é visto como ameaçador, e que necessita ser controlado, moldado, de forma a preservar interesses.
Porque o que está em jogo, agora, não é mais a prestação de serviços personalizados para clientes corporativos, ou a redução de custos operacionais. Agora é o modo como o usuário consome o produto, e quais formas de "packaging" do conteúdo criam percepção de valor, que vão ser afetados.

Os "key players" nesta história são: os consumidores, os criadores de conteúdo, e os provedores dos canais pelos quais o conteúdo é entregue ao consumidor. Sobre os consumidores já falamos um bocado.
A versão curta é: gradual substituição da audiência passiva por uma audiência ativa, engajada em procurar os conteúdos e canais de distribuição que melhor lhe convenha - no tempo e no espaço. Neste cenário (com uma estimativa entre 5 a 10 anos para que ele passe a ser dominante) os métodos atuais para agregar a audiência em
segmentos perdem a validade. Em termos de marketing, os métodos de análise de mercado vão ter que evoluir para entender uma audiência cada vez mais fragmentada, cada vez mais individual.

A situação dos criadores de conteúdo não é tão ruim, mas também está longe de ser tranqüila. Os desafios neste nível são: como criar "packages" de conteúdo (e publicidade) que consigam atrair e reter a atenção desta audiência multifacetada? Como sobreviver num ambiente onde as barreiras de entrada, tecnológicas e financeiras, estão caindo ao ponto em que, literalmente, cada indivíduo pode criar seu próprio conteúdo e disponibilizá-lo para o mundo? Como garantir que o seu direito de autor seja respeitado?

Mas a verdadeira batalha, aquela que estamos vendo somente a superfície através das notícias, e, das quais, TV digital é apenas uma entre várias situações semelhantes, é como ficará o direito de mediar a entrega do conteúdo para os consumidores. Vou enfatizar: a capacidade de coletar os dados brutos sobre o comportamento da
audiência, neste contexto de ultra-personalização, vale seu peso em ouro.

Em alguns segmentos da indústria o modelo de negócio foi historicamente desenvolvido em torno de um usuário cativo, porque o canal de acesso ao serviço era exclusivo. No caso do rádio e da TV, broadcast unidirecional, em faixas de freqüência que tem de ser obtidas mediante licitação e/ou concessão do poder público, para receptores dedicados e passivos. No caso da telefonia (fixa e móvel) foi construída uma rede especializada, e over-engineered, para o transporte de apenas um tipo de dados: voz humana. Neste sentido, a grande diferença entre a posição dos serviços de rádio/TV e os serviços de telefonia é que as transmissoras de rádio/TV também são, pelo menos em parte, produtoras de conteúdo, além de canais de entrega.

O aparecimento das operadoras de TV a cabo criou algumas mudanças no cenário antigo, mas nada comparado com o que aconteceu depois. Mas as mudanças posteriores acabaram posicionando estas operadoras de forma curiosa: hoje elas são competidoras das empresas de telefonia.

Os verdadeiros agentes de mudança foram as empresas de telefonia (embora inconscientes de todos os desdobramentos que viriam). Ao assumirem o papel de provedores de acesso (que foi inicialmente desempenhado pelos serviços de BBS) elas entraram em um jogo sem saída: "comoditizaçã" da banda de passagem. Cada vez mais os usuários acham normal pagar "flat rate" por bandas de acesso na ordem dos megabits por segundo. E isso não vai mudar. E a "last mile", que antes era exclusividade delas, hoje é disputada pelas operadoras de TV a cabo e provedores de acesso wireless fixo. E o Wi-Max já está ali na esquina. Portanto, minha opinião é simples: o acesso à rede continuará sendo tarifado em regime "flat rate", e o custo para o usuário será declinante, com bandas disponíveis cada vez mais altas.

Um alerta aqui para as operadoras celulares. Elas ainda apostam que a mobilidade é um diferencial que permite a elas fugir da "comoditização" do acesso. Isto não vai durar, por um motivo simples: muito poucos usuários tem necessidades reais de acesso que exigem mobilidade, a maioria deles não é móvel, e sim nômade, e à medida que os demais provedores de acesso em banda larga conseguem tornar seus serviços mais ubíquos, quem vai, realmente, estar disposto a pagar um prêmio pela mobilidade?

E qual é o modelo de negócio dos provedores de conteúdo que já são all-IP? Simples: cada um se entende diretamente com seus clientes, e cobra pelos seus serviços de acordo com o que julgue ser a percepção de valor atribuída a eles. Se este modelo persistir, as telcos e celcos estarão no pior dos mundos - vendendo commodities, onde a única maneira de garantir margens decentes é através de brutal administração dos custos operacionais. Isto é o que, popularmente, é conhecido como "entertainment bypass".

Para ficar ainda mais divertido, considere também o posicionamento dos fornecedores de equipamentos para a indústria de comunicações. Durante muito tempo eles tiveram uma vida confortável, com gordas margens garantidas por um mercado cativo de clientes. E isto também está mudando, por pressão dos operadores - que querem cortar no CAPEX e OPEX do seu negócio, e pela entrada de novos players - que, tradicionalmente, eram fornecedores de equipamentos apenas para a área de TI das empresas, e que já perceberam a possibilidade de aumentar suas margens vendendo para estes novos clientes.

Falando genericamente, a postura adotada pelos fornecedores tradicionais é tentar administrar o processo de mudança, "guiando" as operadoras de acordo com a sua visão de como a guinada para serviços all-IP deve ocorrer. Isto só tem tido (relativo) sucesso porque as operadoras tem se deixado levar. Mas é bom lembrar que o comportamento das operadoras é extremamente "benchmark-driven". Todo mundo observa o que as principais operadoras estão fazendo, e, se algumas das grandes formadoras de opinião (Verizon, Vodafone, etc.) mudarem de postura, o efeito manada será inevitável. O que acontece então com empresas como Lucent, Nortel, Ericsson e assemelhadas?
Basta olhar o processo de "desmanche" que a IBM viveu na década de 90 do século passado.

A aposta corrente das telcos e celcos, uma vez que triple-play e quadruple-play viraram mantras corporativos, gira em torno do IP Multimedia Subsystem (IMS). Reduzindo ao básico, a proposta do IMS é ser um "middleware" através do qual as telcos/celcos podem ofertar aos provedores de conteúdo IP um serviço terceirizado de autorização
de acesso, autenticação de usuários e tarifação pelo acesso ao conteúdo (o bom e velho AAA). De quebra - e esta é a parte elegante da proposta - o IMS torna-se o ponto ideal para coletar os dados que permitirão às telcos/celcos prestar serviços de "business intelligence" aos provedores de conteúdo (e ao mercado publicitário) para que eles consigam entender o comportamento dos usuários de forma mais ampla (algo parecido com o que o Wal-Mart inaugurou no mercado do varejo).

Contam (se é verdade, não sei, mas com dizem na Itália, "si non é vero, é bene trovatto") que no vestiário da Seleção Brasileira, antes do jogo Brasil x URSS na copa de 66 (ou 62, sei lá), o Vicente Feola, então técnico da Seleção, descreveu para os jogadores o que eles deviam fazer. Fulano ia passar para sicrano, que ia até a linha
de fundo, e ia passar para beltrano, que ia fazer o gol. Então o Garrincha teria perguntado: "Doutor Feola, a jogada é boa, mas alguém já combinou com os russos para eles deixarem a gente fazer isso tudo?"

Em minha opinião o IMS tem o mesmo tipo de problema. Alguém já combinou com os provedores de conteúdo para que eles embarquem o esquema? Porque, se eles não concordarem, o "entertainment bypass" irá se consolidar.

Qual, então, a conclusão que podemos tirar de toda esta conversa?
All-IP é uma proposição válida de negócio hoje? Ou é melhor esperar?
A resposta é: depende de como cada segmento da indústria quiser correr riscos agora em busca de uma posição favorável no futuro.
Considerando que, em geral, os top executives da indústria, responsáveis pelo "shareholder-value enhancement", são mais ortodoxos que rótulo de Maizena, minha expectativa é que a política do "deixa como está para ver como é que fica" vai continuar ainda por algum tempo.

O fator crítico, que vai forçar a decisão de correr o risco de canibalização da receita atual (porque o risco à sobrevivência a longo prazo ficará intolerável), é a velocidade com que o mercado consumidor irá aderir às novidades ofertadas por novos prestadores de serviço, já nascidos all-IP.

Isto é meio como discutir se a predação de ovos e filhotes de dinossauros pelos primeiros mamíferos foi suficiente para explicar a extinção, ou se algo mais (tipo um grande meteoro) foi necessário. O tempo nos dirá.

[ ]'s
J. R. Smolka

 


"TV Digital - Um troço natimorto!!!"

----- Original Message -----
From: José de Ribamar Smolka Ramos
To: wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Sent: Wednesday, February 22, 2006 5:55 PM
Subject: [wireless.br] Re: TV Digital - Um troço natimorto!!!

Courtnay, às vezes não sei qual das partes do seu userid prevalece, a zen ou a enigmática :o)

Mas, vamos ao assunto...

Coutnay escreveu:
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 (...) filosóficamente, deveríamos estar discutindo o conceito de "broadcast" como algo predominantemente destinado a sair do "mainstream" do modelo de comunicação de vídeo, tal como o conhecemos. Broadcast atendia a uma necessidade enorme de sincronicidade de transmissão, muito mais por parte do TRANSMISSOR que do público, bastando dizer que o primeiro broadcast mundial por satélite foi a abertura dos jogos de berlin (olimpíadas) onde um tal de Hittler queria dizer ao mundo coisas sobre a superioridade ariana...(...)
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Começando pelo fim, creio que vc estava querendo se referir a transmissão de TV de longa distância (não sei se microondas ou cabo submarino), porque certamente não existiam satélites (de nenhuma espécie, exceto a lua) em torno da terra em 1936.

Como posição filosófica, eu concordo com vc, porque sou um dos que acreditam que, no final, o mundo será all-over-IP e Internet-like (fixo, nômade ou móvel). Porque este é o único modelo que permite flexibilidade total para a entrega de conteúdo no formato, local e tempo que o usuário quiser.

Agora, quais serão os modelos de negócio bem-sucedidos para este cenário é uma outra conversa. Certamente não serão como os atuais, por uma série de motivos.

Também entendo (e, muitas vezes, compartilho) a animosidade contra os modelos "mainstream" de entrega de informação ao usuário. Alguém já definiu o grande empresariado brasileiro como sendo "a vanguarda do atraso", e isto não é um fenômeno do século XX. Herdamos isto da metrópole colonial portuguesa: o péssimo hábito de sempre tentar encontrar uma maneira de sangrar a "viúva" (quem não acreditar, procurem o texto completo da carta de Pero Vaz de Caminha - além de descrever o "achamento" do Brasil, aproveita para pedir a El-Rey uma "boquinha" na corte para um parente dele).

Estes caras não acreditam em evoluir seus modelos de negócio para andar na frente do mercado. O que eles acreditam é na criação de barreiras regulatórias (via lobby político) que permitam manter sua "cash-cow" intocada. Só que isto não adianta. Basta ver o exemplo recente da indústria fonográfica. As distribuidoras de conteúdo (gravadoras) e os produtores de conteúdo (músicos) deveriam estar refletindo sobre novos modelos de negócio (iTunes-like) em vez de tentar reprimir iniciativas P2P (Napster-like).

Coutnay escreveu:
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(...) Atualmente, vivemos uma imensa revolução de costumes para o personalizado e assíncrono, restando poucas coisas de apelo mundial broadcástico, e me pergunto se os meus filhos vao querer coordenar as agendas deles para estarem idiotamente sentados na sala de estar as 8 para ver alguma coisa mentirosa em forma de telejornal, ou se
preferirão estar confortávelmente onde-quer-que-estejam com seus i-want-everything-with-me vendo o-que-quer-que-queiram.(...)

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Certo. Vou apropriar, agora, uma série de termos e conceitos citados no relatório "The end of television as we know it" (IBM Business Consulting Services - conforme citei no meu último post).

O que vc citou é tratado no relatório como um "abismo entre gerações". O mercado consumidor de TV (agregando como "TV" todas as formas de assistir a conteúdo de vídeo) pode ser dividido, hoje, em duas grandes categorias: os passivos (quem ainda se contenta em ficar "abostado" na frente do aparelho de TV convencional, assistindo uma programação imposta pelas redes de distribuição - inclusive, e, especialmente, a publicidade - no máximo fazendo um pouco de "channel surfing" via controle remoto) e os envolvidos (que querem liberdade de formato - para poder assistir no tipo de dispositivo mais conveniente, liberdade de horário - para assistir quando lhes for mais conveniente, e liberdade de movimento - para assistir onde for mais conveniente).

Basicamente o mercado consumidor de TV, hoje, poderia ser dividido em 80% de passivos e 20% de envolvidos. Mas os envolvidos podem, tranqüilamente, ficar cantarolando a música dos Stones: "time is on my side... yes it is..."

Para um horizonte de 5 anos a IBM acha (e eu concordo) que as mudanças na proporção relativa de passivos e envolvidos não serão tão drásticas. Mas, certamente, elas serão inevitáveis no horizonte de 10 a 15 anos. Portanto os atuais "broadcasters" teriam entre 5 e 10 anos para reformular seus modelos de negócio.

Se eles não fizerem isto,
(1) o mercado os deixará para trás, consumindo conteúdo de outros distribuidores e provedores, que terão propostas percebidas como sendo de maior valor, e
(2) ao perceber que a audiência se diluiu, o mercado publicitário não estará mais disposto a pagar os preços cobrados pelos tradicionais "spots" de 30
segundos - e isto responde por cerca de 50% da receita bruta deles.

Os conselhos para tentar evitar o desastre são simples, e NÃO tem nada a ver com barreiras regulatórias:

(a) Aproveite o horizonte de prováveis 5 anos de trégua para, usando o modelo atual como base de geração de receita, financiar experimentos com novos modelos de geração e distribuição de conteúdo;

(b) Experimente (develop, trial, refine, roll-out, repeat) novos modelos para geração, distribuição e comercialização de conteúdo, com enfática recomendação que os experimentos sejam baseados em padrões abertos.

Conclusão: "this is the beginnig of the end... adapt or succumb"

Coutnay escreveu:
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(...) Venho de 20 anos de revoluções e já vi muitas coisas altamente interessantes do ponto de vista de engenharia sucumbirem ao efeito de manada.(...)
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So do I, pal. Been there, done that.

Não sei se vc já viu o modelo de "hype cycle" que o Gartner Group usa para avaliar o posicionamento de tecnologias no mercado (tem uma descrição no site deles - www.gartner.com ). A mídia é muito focada (e, portanto, co-responsável) no trecho entre o "technological trigger" e o "peak of inflated expectations". Os primeiros roll-outs
práticos geralmente levam as pessoas a notar que aquilo não é a panacéia que haviam previsto, portanto a queda para o "disillusion trough". O que eu procuro fazer, profissionalmente, é tentar amenizar a queda pelo vale e levar as coisas o mais rápido possível através da "enlightment ramp" para atingir o "productivity plateau".

Coutnay escreveu:
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(...) E por causa disso, vaticino para a estória que vem por ai, TV digital (broadcasting) em qqer padrão é um troço MORTO e ZUMBIZANTE (como diria o Raul).

IPTV e qqer forma de transmissão assíncrona ou de distribuição p2p-co-hosted (Modelos Akamai/Inktomi), sobre redes IP (sejam fixas, WiMAx, ou Why-I-Don'-Think-About-It-Before) são a plataforma de evolução que comporão uma nova value cloud ao redor desses MultiCasting.

Todo o resto, quem viver, uns 5 anos a mais, verá o retumbante desabamento dessas maravilhosas discussões pointless.(...)

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Por tudo que já disse antes, concordo em gênero e número. Só discordo do grau.

Coutnay escreveu:
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(...) Basta lembrar de alguns gráficos de 96, 97, sobre uma maravilhosa rede de terceira geração, de cujos padrões, se eu não me engano, havia um que chamava ITU-2000 ,supostamente a se implementado no ano 2000, juntamente com o fim do mundo e o bug do milênio, em suma, coisas q notadamente não aconteceram.
Veremos... (...)

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Pois é... Mas quem disse que a indústria de telecomunicações (fixa e móvel) é imune ao mesmo tipo de miopia que ataca a indústria de TV, assim como a indústria fonográfica?

Estão achando que coisas como o IMS vai colocá-los em posição necessariamente privilegiada na mediação da experiência de uso de novos serviços/conteúdos pelos usuários? Acordem!!! O temido "entertainment bypass" já começou!!!

Pois é... veremos...
Smolka


"TV Digital" + "Mobile TV": HELP!!

----- Original Message -----
From: José de Ribamar Smolka Ramos
To: wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Sent: Wednesday, February 22, 2006 11:04 AM
Subject: Re: [wireless.br] "TV Digital" + "Mobile TV": HELP!!!

Para dizer a verdade, ainda estou "digerindo" um lote de informações sobre este assunto... E com muitas reflexões, que pretendo discutir com o grupo em breve, principalmente induzidas pelo artigo produzido pelo IBM Business Consulting Services (The end of television as we know it) citado em um dos últimos posts do Eduardo Prado.

Mas, por enquanto, vou me limitar aos pontos levantados pelo Gabriel.

Helio pergunta:
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1. A decisão pelo "padrão fixo" condiciona ou influi na decisão pelo "padrão móvel"? Há algum "atrelamento"?
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Gabriel responde:
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A escolha de padrões diferentes para cada caso é possível, mas praticamente inviável, por problemas regulatórios (faixa de freqüências) e de transmissão principalmente. O transmissor utilizado para a TV fixa é também o que transmite para dispositivos móveis (no ISDB e DVB), assim dois padrões implicariam em dobrar os recursos necessários para transmissão. Implicaria também em uma sub-utilização desses recursos, que ninguém irá pagar, e replicação da cadeia de produção de conteúdo.
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Smolka comenta:
Creio que, embora o problema econômico associado à escolha deste ou aquele padrão não seja desprezível, o real motivo para a "briga de foice no escuro" é: quem vai ter o maior controle (e informações) sobre o comportamento do usuário? Mais divagações sobre isto mais tarde em outro post, mas, para mim, está claro que, para conseguir
construir uma proposta que possa ter percepção de valor pelos usuários (tanto do ponto de vista de produção de conteúdo, como para a produção de material publicitário efetivo), será necessário um grande esforço de CRM, e para "popular" estas bases de dados de forma efetiva (porque estes dados irão valer o seu peso em ouro)
você precisa estar de frente para o usuário, registrando como ele assiste, onde assiste, que comerciais ele vê (ou opta por não ver) e quais ele responde, etc. etc. Basta perguntar então: em cada modelo proposto, quem leva a melhor neste jogo de controlar o acesso do usuário à programação? As emissoras tradicionais? As operadoras de
telecom (fixas e/ou móveis)? As operadoras de TV a cabo? Novos entrantes com formatos diferenciados (ex.: IPTV)? À primeira vista, para mim, estas respostas caracterizam bem os grupos de interesse que estão no lobby por cada padrão proposto.

Helio pergunta:
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2. O sinal da "Mobile TV" chega no celular via "Estação Rádio Base (ERB)" do sistema celular ou teremos um chip no celular que o transforma num "mini" aparelho de TV recebendo sinais do "antenão" convencional lá em cima do morro? Ou ambos?
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Gabriel responde:
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No DVB, a recepção é feita por um decodificador à parte do sistema de telefonia, as faixas de freqüência, modulação e codificação são diferentes para os dois sinais. Na IFA os modelos de móveis apresentados tinham um "treco" grudado no topo, com uma anteninha.
No entanto, as ERBs já estão instaladas, e distribuídas de acordo com a concentração de dispositivos móveis, o que torna bem provável a presença do transmissor de TV em algumas ERBs, mas isso depende também do modelo de negócios adotado, não consigo imaginar uma anteninha da Globo numa ERB da Vivo :)

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Smolka comenta:
As duas coisas (e muito mais) são possíveis. Um chip extra no handset celular, com uma freqüência de broadcast adicional é, se não entendi errado, exatamente o que a Qualcomm vem propondo com o MediaFLO. A tecnologia disponível permite a montagem de modelos de negócio os mais variados e, IMHO, vamos ver "strange bedfellowships", tais como o que vc mencionou - associações entre distribuidoras de TV e operadoras de telefonia celular, até que (talvez) algum modelo de negócio se mostre dominante.
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Helio pergunta:
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3. E a "interatividade" (fixa e móvel) - vai usar que "canal"?
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Gabriel responde:
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Na móvel, GPRS é sem dúvida a mais forte opção, é uma opção válida inclusive para o retorno fixo. Outras opções:

RCT - Return Channel Terrestrial (DVB-RCT), A Wireless Return Channel system in the VHF/UHF Bands for Interactive Terrestrial TV incorporating Multiple Access OFDM.

PLC - Já bastante comentado na lista, ainda que não como RC 450 MHz (Blast) - Sei que existe, mas não conheço.

Dial-up - Velho, mas funciona, se bem que com a chegada de VoIP perde um pouco o sentido.

ADSL, cabo, WiFi, WiMAX, etc... O RC pode ser deixado em aberto, cada usuário ou cada região provê ao STB um acesso à Internet como quiser.

Muitos modelos comerciais de STB (DVB) têm um conector para ethernet, nunca vi um STB japonês.

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Smolka comenta:
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Provavelmente todos estes, e talvez mais alguns. Basicamente é o mesmo problema da resposta anterior. Na falta de um modelo de negócio claro, os proponentes de cada padrão estão tentando cobrir todos os ângulos. Algumas soluções podem parecer estranhas, mas vamos ter que esperar para ver quem sobreviverá ao crivo do mercado.

Quanto às duas últimas perguntas (detalhes e status das experiências em andamento no Brasil, e o lado industrial), vou deixar para lá, por alguns motivos:

(a) já gastei mais tempo do que podia respondendo até aqui :o(

(b) não tenho realmente informação para poder responder isto

Terminando, uma curiosidade e uma mensagem:

A curiosidade é: quais foram as duas perguntas que o Gabriel não respondeu? Na lista dele, faltam os números 4 e 6.
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Helio perguntou:
4. E o tal de "streaming"?  O que é mesmo? Satisfaz o usuário?
6. E as considerações sobre o "espectro de freqüências"?  Quem gasta e quem economiza "banda" na "Mobile TV"?

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E a mensagem:
You gotta be bad, you gotta be bold, you gotta be wiser
You gotta be hard, you gotta be tough, you gotta be stronger
You gotta be cool, you gotta be calm, you gotta stay together
All I know, all I know, love will save the day


Smolka


cdma2000 1xEV-DO: Tecnologia, Serviços e Mercado

----- Original Message -----

Sent: Tuesday, January 17, 2006 4:32 PM
Subject: Re: FW: [wireless.br] cdma2000 1xEV-DO: Tecnologia, Serviços e Mercado

 
Para o Evandro e Arakaki

Arakaki escreveu (sobre o artigo "Voice over IP" abaixo transcrito)

(...)  Parece-me que a Rev.A ainda será sobre tecnologia CDMA e não garantirá a redução da latência para 30 ms, necessário para uma conversação agradável por VoIP. Assim, entendo que apenas a Rev.B do 1XEVDO
conseguirá isso, quando então, além de oferecer 74Mbps pro usuário final, a Qualcomm migrará para a tecnologia OFDM...
  (...)

Com absoluta certeza, isto tudo é CDMA2000 (leia-se Qualcomm). A rev.A do EV-DO promete um bocado de coisas com respeito a QoS, que, supostamente, tornaria mais confortável o uso de aplicações multimídia
(VoIP incluso). Mas isto ainda precisa ser provado na prática.

Concordo que, a esta altura, os planos para o EV-DO subiram no telhado, e uma migração direta para OFDM é muito mais provável, mas mesmo com os níveis de latência altos do EV-DO rev.0, e sem garantia de QoS na interface aérea, aplicações VoIP estilo Skype podem muito bem funcionar (e até surprender pela qualidade da voz).

Afirmações do tipo "VoIP só é viável se o atraso máximo for de X ms, com jitter máximo de Y% e perda máxima de Z%" são enganosas, porque o grau de "sobrevivência" da chamada diante de um ambiente de rede
hostil depende diretamente das características da aplicação (sempre é bom lembrar: isto é packet-switching networking, e VoIP é mais uma aplicação - camada 7 do modelo OSI - a ser transportada pela rede).

Se considerarmos o jeito que a voz é "empacotada" em telefones celulares (CDMA ou GSM), minha sensação é que a rede IP subjacente vai ter que ser extremamente superdimensionada (mesmo com todas as features de QoS ativadas), porque esta aplicação, montada em cima de vocoders que comprimem muito, e com quase nada de processamento adicional (afinal, vc está tentando "enfiar" esta aplicação em um handset que, tipicamente, tem um "cérebro" um tanto limitado), acaba ficando extremamente sensível a variações inesperadas nos parâmetros de qualidade da rede (delay, jitter e perda).

O sub-produto desta forma de abordar as aplicações multimídia são exigências tamanhas sobre a rede IP que ela, no final das contas, acabaria sendo apenas uma rede de emulação de circuitos. Só tem um detalhe: o protocolo IP não foi desenhado para isso, e nenhum esquema de QoS vai conseguir reproduzir um ambiente circuit-switching. E se esquemas no nível 2 vem em mente (virtual wires e quetais), pense de novo, porque eles só tem alcance até os limites físicos de implementação de cada sub-rede nível 2. Para seguir adiante o sinal
vai ter de "subir um degrau" e passar por roteadores IP, e vc volta ao ponto inicial: circuit-switching emulation de pé quebrado.

Por outro lado, já vi referências a chamadas usando o soft-phone Skype com qualidade considerada aceitável mesmo quando o delay (unidirecional) excedia 600 ms e a perda de pacotes (perda real ou perda gerada por jitter excessivo) passava de 50%!!!

Então, minha conclusão é:
- existirão usuários de VoIP sobre a estrutura atual de EV-DO rev.0? Sim.
- Eles ficarão satisfeitos com a qualidade das chamadas? Depende do tipo de aplicação VoIP que eles usarem.
- Isto vai melhorar no EV-DO rev.A? Provavelmente sim, mas ainda precisamos ver como as features de QoS na interface aérea irão coexistir e cooperar com as features de QoS da rede IP.

BTW, embora não saiba os detalhes, suspeito que o cenário GSM (aí considerando GPRS, HSDPA e HSUPA) é mais ou menos parecido.
[ ]'s
Smolka
 
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Voice over IP
 
Voice over IP (VoIP) refers to the set of mechanisms that allow the sending of voice communications over a packet-based IP (Internet Protocol) network.  1xEV-DO Rev A introduces new features including end-to-end application-level Quality of Service (QoS) to the wireless network that allow service providers to deliver high quality voice services across their EV-DO infrastructure.

Drivers for VoIP over EV-DO Rev. A
For service operators, there are three primary drivers for VoIP: network efficiency, more efficient use of spectrum and the ability to enhance voice service portfolios.
Network efficiency
Network efficiencies are achieved by using existing resources more efficiently and by consolidating multiple networks, systems, and support organizations. As voice communications move toward digital techniques, the logic of merging separate networks for voice calls and for data sessions is inescapable. Converging the network onto one common, packet-based infrastructure will dramatically reducing the number of systems, employees and facilities required.
Spectrum efficiency
 
Operating parallel voice and data networks is an inefficient use of spectrum - especially in a CDMA environment where 1xRTT and EV-DO technologies use 1.25 megahertz of spectrum for each radio channel.  Using separate radio channels for voice and data prohibits load balancing between the two services, and reduces overall trunking efficiency.  As in the case of wireline networks, a transition to VoIP enables wireless carriers to converge all uses, voice and data and other multimedia, onto the same spectrum, eliminating the need for redundant channels, increasing trunking efficiency, and making better overall use of the spectrum.
Advanced Service Creation
VoIP enables the rapid creation of advanced services. Once carriers have a VoIP network in place they own a rich service creation environment in which new services can be created much more easily than they can be in the MSC-centric architecture of legacy cellular networks. New services beyond the traditional telephone services (call-waiting, multi-party calling, call forwarding, etc.) are possible when voice and data communications travel over the same network.  Examples include push-to-talk, video telephony, click-to-dial, whiteboarding, and advanced accessibility features.
 
1xEV-DO Rev A and VoIP
 
1xEV-DO  Rev A adds several advancements for VoIP and other multimedia traffic.
Increased channel capacity on both the forward and reverse links
 
Compared to EV-DO Rev. 0, EV-DO Rev. A increases the peak forward link data rate to 3.1 Mbps and the peak reverse link data rate to 1.8 Mbps.  The dramatically enhanced uplink data rate will enable Rev. A networks to support significantly more voice connections than is possible under Rev. 0.
QoS support over the air link with multiple flows
The EV-DO forward link uses TDM to send packets to various users, which requires a scheduling function to decide which user should gain access to the air link at any given time.  EV-DO Rev. A has added the ability for the forward link scheduler to coordinate the use of the EV-DO air link with the various devices that will be using it.  Therefore, data devices, which need high data rates but are insensitive to packet delay and jitter, can be handled in one way, while voice devices that need lower data rates but that are highly sensitive to packet delay and jitter will be handled a different way.  On the reverse link EV-DO Rev. A permits the use of higher power for QoS packets in order to reduce the number of transmissions and retries necessary to successfully send these packets.  
Support for short and multi-user packets
 Unlike many data applications, voice applications transmit relatively short packets on a regular basis. In EV-DO Rev. 0, the rigid structure of the physical layer leads to inefficient transmission of these short packets.  EV-DO Rev. A has addressed this problem in two ways.  Unlike Rev. 0, which allows packets sent over the traffic channel to be a minimum of 128 bytes long, Rev. A supports a wide variety of shorter packets, with physical layer packet lengths as low as 16 bytes.  These packets can be transmitted in less time, and allow more users to access the network with low latency.  In addition, EV-DO Rev. A includes support for multi-user packets.  This capability allows a long physical layer packet (with its associated overhead) to be addressed to separate users, again reducing air link overhead as well as per-user delay.
Support for header compression
In current networks the overhead (non-voice information) required to direct traffic from source to destination is typically 40 bytes and results in an inefficient overhead to payload ratio of 2:1. For example, 20 msec of speech from an 8 kbps voice coder is 160 bits, or 20 bytes, while the associated IP, UDP, and RTP headers used for VoIP routing and control are 40 bytes.  Such inefficiency affects the capacity of the network to handle voice traffic. EV-DO Rev. A supports compression of these headers, from 40 bytes down to approximately 2 bytes, thus enabling high VoIP capacity.
 
Enhanced Idle State Protocol support for faster, variable, paging
While a delay of several seconds in connecting to a server is not noticeable with most data applications, real-time applications such as voice are quite different.   Paging channels in digital cellular networks, and EV-DO networks in particular, are logical control channels that allow the devices to receive control messages.  Slow paging channels would manifest themselves as slow setup times, slow reaction to dialed digits, etc. during a voice call. Rev. A has addressed this issue by creating a variable, faster paging cycle.  
Voice over IP is the natural progression for mobile networks as operators begin to expand their deployments of packet data systems.  Airvana is embracing EV-DO Rev. A technology to deliver an end-to-end application-level QoS to the wireless network, enabling service providers to deliver high-quality voice services alongside data and multimedia applications. Airvana is the first company to demonstrate VoIP over EV-DO with QoS.