Rádio Digital
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Série sobre "Rádio Digital" (12) - UnB testa o sistema DRM - Digital Radio Mondiale |
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01 de July de 2007 |
27/06/07 Olá, ComUnidade WirelessBRASIL! O relatório dos testes das emissoras que optaram pelo IBOC ainda não veio a público. E a UnB começa os testes do DRM em julho. E o ministro das Comunicações quer decidir tudo em setembro... Olá, ministro Xará Costa, pra que essa pressa, sô? :-) Quem sabe algum participante "brasiliense" poderá atuar como repórter e acompanhar os testes da UnB informando aos Grupos? Vale também entrevistar o agoniado ministro... :-) Lembro um "recorte" da mensagem de ontem: (...) Hélio Costa não descartou a adoção de mais de um padrão, já que o americano não faz transmissões em ondas curtas (OC). O europeu, por sua vez, não contempla a FM. “A proposta do rádio digital no Brasil vem com a exigência de que seja atendido o rádio AM, FM e OC. O sistema Iboc já tem testes sendo conduzidos no Brasil atendendo AM e FM e estamos iniciando entendimentos para que seja conduzido teste de OC com o sistema europeu, que é o único que tem OC”. (...) De novo... Olá, ministro Xará Costa! Que tal aproveitar a "super equipe" de universidades e institutos de pesquisas que desenvolveram o "padrão brasileiro de TV Digital" para estudar também este assunto, com bastante tempo e muita "verba"? Pra que essa pressa, sô? |
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Série sobre "Rádio Digital" (11) |
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Autoria de Admin Adj
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01 de July de 2007 |
Este é mais um "Serviço ComUnitário". :-) 01.
"Rádio Digital": continuamos com a "Série" de mensagens para reciclagem e ambientação. Nosso objetivo é ampliar o debate para que nossos participantes e leitores formem sua opinião. 02. O Rádio Digital tem sido um tema recorrente em nossos fóruns, por iniciativa dos Coordenadores e Moderadores dos Grupos. O assunto tem estado na mídia espaçadamente e também é polêmico como a "irmã" TV Digital. Mas não tem dado ibope. :-) Como tem acontecido "neste país", o padrão IBOC já está escolhido, estações já estão operando e agora é preciso fazer "consultas públicas" e "reunir comissões" para sacramentar o fato consumado. (...) Em relação a rádio digital, em fase de testes há dois anos, Hélio Costa afirmou que o governo deverá adotar o sistema norte-americano IBOC. “A intenção do governo é optar pelo IBOC, mas sem os radiodifusores brasileiros tenham que pagar royalties”. (...) No caso da "TV Digital" ainda tivemos a participação das universidades e institutos de pesquisas. No "Rádio Digital" é diferente: é uma decisão não técnica que, na verdade, corresponde à escolha de uma empresa sem licitação. Leiam este recorte e façam as contas: (...) Segundo o presidente da Abert, o modelo de negócio definido pela Ibiquity para o Brasil prevê que não seja cobrada a licença. O consórcio irá ter remuneração apenas sobre os transmissores e receptores. De acordo com ele, o mercado no Brasil é de cerca de 200 milhões de receptores. (...) Nada contra o IBOC, pode ser que venha a ser mesmo considerado o melhor mas não há justificativa para uma escolha sem estudos técnicos e sem a participação da universidade.
Até os testes que estão sendo realizados pelas emissoras autorizadas ainda não vieram à público. Vejam este comentário do conselheiro da Anatel, Ara Apkar Minassian: (...) A cada seis meses, explicou o conselheiro, as emissoras que realizam testes terão de gerar relatórios sobre a funcionalidade, vantagens e desvantagens obtidos nos seus experimentos. Esses relatórios serão disponibilizados na página da agência na internet (www.anatel.gov.br), para acesso da população em geral e em especial aos radiodifusores, para comentários e avaliação final da Anatel. (...) Fonte: Anatel apresenta projeto do rádio digital no Senado Nos últimos dias, o ministro Costa, aparentemente melhor assessorado, mudou a fala: "Hélio Costa não descartou a adoção de mais de um padrão, já que o americano não faz transmissões em ondas curtas (OC). O europeu, por sua vez, não contempla a FM. “A proposta do rádio digital no Brasil vem com a exigência de que seja atendido o rádio AM, FM e OC. O sistema Iboc já tem testes sendo conduzidos no Brasil atendendo AM e FM e estamos iniciando entendimentos para que seja conduzido teste de OC com o sistema europeu, que é o único que tem OC”. (...) A mídia especializada - que tem sido pouco "investigativa" - está nos devendo um "especial isento" sobre o tema. 03. Aqui está o "sumário" das transcrições de hoje: Fonte: Revista Publicidad Fonte: Agência Brasil - Telebrás Fonte: TIInside Fonte: JB Online Fonte: Meios & Publicidade
04. Artigos e Notícias referenciados nas mensagens anteriores: Vejam relação no final desta mensagem 05. O site TELECO possui uma Seção Radio Digital no Brasil. O site comunitário WirelessBR também possui uma Seção Rádio Digital e uma Seção DAB - Digital Audio Broadcasting com dois trabalhos do nosso participante Gilmar Gomes da Cruz Júnior.
Estas mensagens estão sendo registradas no BLOCO - Blog dos Coordenadores da Comunidade e na Seção Rádio Digital do site WirelessBR.
Boa leitura! Um abraço cordial Helio Rosa -------------------------------------- Artigos e Notícias referenciados nas mensagens anteriores: Fonte: Revista Publicidad Fonte: Agência Brasil - Telebrás Fonte: Observatório do Direito à Comunicação Fonte: JC Online [09/05/07] Os padrões de Rádio DigitalUm ótimo resumo num texto de Marcelo Alencar, professor titular da UFCG e Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Telecomunicações (SBrT) - Transcrição na mensagem Fonte IDG Now! [27/09/05] Doze emissoras de rádio testam sinal digital (link descontinuado - ler trasncrição aqui) - Transcrição na mensagem Fonte: Teleco [04/07/05] Tutorial Rádio Digital por Juarez Quadros do Nascimento, ex-Ministro das Comunicações e engenheiro eletricista. - Transcrição na mensagem Fonte: Informativo Sete Pontos Artigo Técnico: [Nov 2004] DAB Eureka 147 por Takashi Tome, pesquisador em telecomunicações da Fundação CPqD e membro do SinTPq e FITTEL. |
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Série sobre "Rádio Digital" (10) - Helio Costa: "A intenção do governo é optar pelo IBOC" |
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Autoria de Admin Adj
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04 de June de 2007 |
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03/06/07 "Rádio Digital": continuamos com a "Série" de mensagens para reciclagem e ambientação. Nosso objetivo é ampliar o debate para que nossos participantes e leitores formem sua opinião.
O Rádio Digital tem sido um tema recorrente em nossos fóruns, por iniciativa dos Coordenadores e Moderadores dos Grupos. O assunto tem estado na mídia espaçadamente e também é polêmico como a "irmã" TV Digital. Mas não tem dado ibope. :-) Como tem acontecido "neste país", o padrão IBOC já está escolhido, estações já estão operando e agora é preciso fazer "consultas públicas" e "reunir comissões" para sacramentar o fato consumado. A mídia especializada - que tem sido pouco "investigativa" - está nos devendo um "especial" sobre os testes que estão sendo realizados. Recortes de matérias transcritas mais abaixo: (...) Em relação a rádio digital, em fase de testes há dois anos, Hélio Costa afirmou que o governo deverá adotar o sistema norte-americano IBOC. “A intenção do governo é optar pelo IBOC, mas sem os radiodifusores brasileiros tenham que pagar royalties”. (...) (...) A cada seis meses, explicou o conselheiro, as emissoras que realizam testes terão de gerar relatórios sobre a funcionalidade, vantagens e desvantagens obtidos nos seus experimentos. Esses relatórios serão disponibilizados na página da agência na internet (www.anatel.gov.br), para acesso da população em geral e em especial aos radiodifusores, para comentários e avaliação final da Anatel. (...) Fonte: Helio Costa defende produção nacional na ampliação da Rádio e TV Digitais Aqui está o "sumário" das transcrições de hoje: Artigos e Notícias referenciados nas mensagens anteriores:
Fonte: Abert [30/05/07] Helio Costa defende produção nacional na ampliação da Rádio e TV Digitais O ministro das Comunicações Hélio Costa afirmou hoje que o Ministério vai defender a produção nacional na implantação da rádio e TV digitais. O ministro participou da sessão de abertura dos trabalhos do 24º Congresso Brasileiro da Radiodifusão. Hélio Costa comparou a receita das empresas de telecomunicações e do setor da radiodifusão. As teles, de capital internacional, lucraram R$ 126 bilhões em 2006, enquanto as rádios e tevês nacionais lucraram R$ 14 bilhões. “A questão não é ser contra o investimento estrangeiro, mas temos que preservar a qualidade da radiodifusão nacional”, afirmou Costa. Sobre TV digital, o ministro informou como deverá proceder em relação à proteção dos direitos autorais. “A Europa, Japão e Estados Unidos enfrentam problemas para proteger conteúdo e no Brasil não será diferente. A tendência é que o governo leve em consideração a lei de proteção autoral que já existe”, disse. Em relação a rádio digital, em fase de testes há dois anos, Hélio Costa afirmou que o governo deverá adotar o sistema norte-americano IBOC. “A intenção do governo é optar o IBOC, mas sem os radiodifusores brasileiros tenham que pagar royalties”. Hélio Costa também prometeu que o Ministério vai solicitar à Câmara a revisão da autorização de funcionamento de 83 rádios em situação pendente. As discussões para adoção tecnológica do padrão de rádio digital brasileiro deverão considerar aspectos importantes do veículo para garantir a sobrevivência do segmento. O alerta partiu da professora de Comunicação da UnB, Nélia Del Bianco, durante apresentação no Seminário sobre Rádio Digital, promovido hoje, pela Câmara. A professora disse que o processo de adoção deve atender a gratuidade de acesso ao rádio e oferecer uma programação gratuita, não inviabilizando a oferta de dados e serviços pagos, além de proporcionar qualidade de aúdio, fator que caracteriza o veículo. Ela defendeu menor custo do aparelho receptor para que se possa popularizar o acesso, evitando assim, a divisão digital. Outro ponto importante diz respeito ao aproveitamento de parque técnico. Segundo ela, a escolha da tecnologia deve permitir um bom aproveitamento do parque instalado. “Embora haja um desejo de se adotar o padrão Iboc, o ideal seria que não tivéssemos uma tecnologia proprietária”, frisou. Na opinião da professora, os radiodifusores querem o Iboc, porque a tecnologia oferece uma possibilidade de se manter na mesma freqüência, sem que haja necessidade de novas concessões. “As outras possibilidades são fora da banda, ou seja, os radiodifusores teriam que migrar para outra faixa e, nessa migração, aqueles que já estão estabelecidos se sentem ameaçados”, disparou. Nélia salientou que, na hora da escolha, também devemos considerar a portabilidade. Ela afirmou que a tecnologia escolhida não pode interferir na transmissão terrestre e ainda deve possibilitar uma adequada recepção móvel. Segundo a professora, é importante observar a tecnologia do ponto de vista da interatividade em si e com outros meios. Outra questão defendida por ela é a necessidade de uma tecnologia que proporcione a coevolução e a coexistência com o sistema analógico existente. “No caso do rádio digital, assim como na TV Digital, deve ocorrer um período de transmissão simultânea de conteúdo, até que o número de receptores digitais possibilite ficar com o novo formato”, enfatizou.
Fonte: Adnews O conselheiro substituto da Anatel, Ara Apkar Minassian, apresentou ao Conselho de Comunicação Social (CCS) do Senado Federal um panorama da digitalização da radiodifusão sonora no Brasil. A sessão foi presidida pelo conselheiro do CCS, Arnaldo Niskier. Durante a sessão de apresentação, Minassian afirmou que a digitalização será um salto para a revitalização da radiodifusão sonora, devido à qualidade de áudio próxima à de um CD para as emissoras de ondas médias e curtas, as quais se tornarão tão atrativas para o ouvinte e o anunciante como hoje são as emissoras FM.
O conselheiro relacionou as seis emissoras que obtiveram autorização para realizar testes com o sistema de rádio digital na faixa de freqüência modulada (FM) e outras cinco que preferiram fazer experimentos na faixa de ondas médias (OM). Todas elas optaram pelo sistema norte-americano IBOC, por ser hoje o mais desenvolvido para fazer a transmissão digital no mesmo canal da estação analógica e ter custo de implementação baixo. Já a Faculdade de Tecnologia da Universidade de Brasília (UnB) realizou testes em ondas curtas (OC) com o sistema DRM, desenvolvido por um consórcio internacional. Minassian adiantou que a Anatel está prestes a autorizar mais uma instituição a realizar testes com sistema DRM: a emissora estatal Radiobrás (em Brasília e no Rio de Janeiro), em ondas médias (OM). O sistema DRM acaba de desenvolver a possibilidade de utilização do mesmo canal da estação em OM, tanto para o sinal analógico como para o digital, o que representa menores custos para sua implementação.
O conselheiro informou, ainda, que até o momento não houve interesse dos radiodifusores na realização de testes com os sistemas Eureka (europeu) e NISDB-T (japonês). O europeu tem alto custo de implementação, e operação fora da faixa do canal de FM, o que por sua vez também tem encarecido o preço dos receptores. Já o segundo, pode vir a despertar interesse quando da definição do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD), visto que ele é compatível com o padrão de televisão digital ISDB-T.
Cerca de 95% da população brasileira tem acesso ao rádio, conforme Minassian, o que dá uma medida da importância e alcance desse meio de comunicação no país. "Ele exerce papel fundamental no interior e na Amazônia", assegurou, destacando as transmissões em ondas médias e curtas, que têm maior alcance e cobertura. A cada seis meses, explicou o conselheiro, as emissoras que realizam testes terão de gerar relatórios sobre a funcionalidade, vantagens e desvantagens obtidos nos seus experimentos. Esses relatórios serão disponibilizados na página da agência na internet (www.anatel.gov.br), para acesso da população em geral e em especial aos radiodifusores, para comentários e avaliação final da Anatel.
Por enquanto, a falta de oferta de receptores de rádio digital no país é uma barreira que torna os testes com sinal digital inacessíveis à população, mas Minassian acredita que, em breve, essa questão será superada com a entrada inicial de produtos importados e o progressivo crescimento da produção pela indústria nacional. "Não cabe aqui pensarmos em um sistema que promova a exclusão social; o modelo terá de atender também à população de baixa renda", afirmou. "Para massificar o rádio digital acredita-se que o processo deve se iniciar por receptores instalados em automóveis; sendo que nas residências acontecerá num segundo momento."
De acordo com Minassian, haverá um período no processo de digitalização em que o ouvinte terá ao seu dispor tanto o sinal analógico quanto o digital (simulcasting), para não prejudicar os que ainda possuam aparelhos analógicos. Durante o período de simulcasting poderão ocorrer interferências entre transmissões analógicas e digitais. Isso deixará de ocorrer no momento em que seja desligado o sinal analógico, quando será possível perceber as melhores características do sinal digital - robustez, baixo nível de ruídos e eficiência no uso do espectro.
O conselheiro esclareceu que a Anatel se limitará a analisar o processo de digitalização pelo ponto de vista técnico. Eventuais desdobramentos de caráter político, como fixação de políticas públicas, política industrial e outros, estão fora do âmbito dos experimentos atuais. O objetivo da agência é colocar à disposição da sociedade e das autoridades envolvidas o resultado dos testes alcançados após avaliação procedida por 13 instituições privadas e públicas, radiodifusores e universidade. Fonte: TI Inside
Fonte: Fazendo Média A maneira como está sendo conduzido o processo de digitalização do rádio no Brasil aponta para um possível "cala-boca tecnológico" das rádios livres e comunitárias. Esse foi o alerta dos movimentos sociais na Audiência Pública sobre rádio digital, realizada na última quarta-feira, dia 22, na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Os movimentos receiam que os testes que têm sido realizados com o padrão de rádio digital estadunidense Iboc (In-Band-On-Channel) façam parte de uma estratégia para tornar sua implantação no país um "fato consumado". A preocupação deve-se ao fato de que o Iboc reduz a capacidade de democratização do espectro de radiodifusão, dificultando o surgimento de novas emissoras. Até o momento, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) concedeu 12 autorizações de testes com rádios digitais, 11 dos quais com o padrão Iboc. A única autorização de testes com o sistema Digital Radio Mondiale (DRM) foi publicada no Diário Oficial no último dia 17. As autorizações vêm sendo expedidas desde setembro de 2005. "Algumas emissoras de rádio - a título de estarem testando o sistema e com o apoio do Ministério das Comunicações - compraram equipamentos do sistema de rádio digital Iboc, dos Estados Unidos. Elas ficaram isentas da taxa de licenciamento da IBiquity Digital Corporation, empresa responsável pelo sistema Iboc. As demais, que não participaram deste processo, não terão este privilégio ao adotar o sistema posteriormente", denuncia o manifesto aprovado na audiência. O DRM e o Iboc são os dois sistemas aprovados pela União Internacional de Telecomunicações (UIT). Movimentos pressionam A audiência reuniu cerca de 100 pessoas, dentre jornalistas, estudantes, representantes de rádios e TVs comunitárias, sindicatos e entidades do terceiro setor. O deputado Carlos Minc, presidente da audiência, abriu a discussão e chamou ao microfone Cláudia de Abreu, representante do grupo ComunicAtivistas. Cláudia disse que as emissoras comerciais querem a adoção do Iboc porque temem a distribuição de novas concessões de rádio. "O Estado tem obrigação de dar a melhor utilização possível ao espectro de radiodifusão, que é público", afirmou a jornalista. Mário Augusto Jakobskind, membro da Comissão de Direitos Humanos e Liberdade de Imprensa da ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e colunista deste fazendomedia.com, questionou a pressa na escolha dos padrões de rádio e TV digitais a serem adotados no país. Ele ressaltou o caráter político da questão, que é muitas vezes tratada como meramente técnica, e destacou a importância da participação da sociedade. "Estamos diante de uma encruzilhada. É preciso que haja mobilização popular em torno deste tema", disse. Antes da intervenção do secretário de Serviços de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações, Joanilson Ferreira, outros representantes da sociedade civil organizada foram ouvidos. Tião Santos (Rede Brasil de Comunicação), Geraldo Pereira (Conselho de Comunicação Social) e Marcos Araújo (diretor de Comunicação do MST) reivindicaram que o governo chame a sociedade para o debate sobre a digitalização do rádio para que se possa desenvolver uma solução democrática para o país. Com a palavra, o MiniCom "Essa é a minha décima reunião com movimentos pela democratização da comunicação e destaca-se pela participação popular", impressionou-se o representante do Ministério das Comunicações. Joanílson tratou de jogar a batata quente no colo da Anatel. Ele disse que a realização de testes com rádio digital é responsabilidade da Agência. O secretário também livrou a barra do MiniCom quando o assunto foi a repressão às rádios comunitárias: "Rádio não outorgada não é problema do Ministério, mas da Anatel", afirmou. Joanílson disse que o MiniCom precisa agir dentro do marco legal e a lei não é boa. "Os problemas precisam ser resolvidos com uma nova Lei Geral, pois a atual é de 1962", justificou. Para o secretário, outro grande problema é a quantidade de processos relativos à radiodifusão comunitária sob avaliação do Ministério. Segundo ele, são cerca de 10 mil processos para serem apreciados por apenas 13 analistas. O representante do Ministério das Comunicações garantiu, no entanto, que nenhuma decisão sobre o padrão de rádio digital a ser adotado será tomada em menos de um ano. Questionado pelo professor da Universidade Federal Fluminense Adilson Cabral, coordenador do boletim "Sete Pontos", sobre a viabilidade de um Sistema Brasileiro de Rádio Digital (SBRD), Joanílson disse que o MiniCom está aberto a propostas. Ele recomendou que a sociedade civil encaminhasse um documento nesse sentido ao Ministério. Após a recomendação, os participantes da audiência entregaram ao representante do MiniCom um manifesto redigido pelos ComunicAtivistas e assinado por mais de 30 entidades que menciona o SBRD dentre outras reivindicações. Além disso, Joanílson disse que, de acordo com a demanda, o MiniCom poderá dar isenção de impostos para testes com DRM ou outro modelo. Mito desfeito Para surpresa dos presentes, Joanílson disse que o Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) sobre rádios comunitárias atestou serem as rádios comerciais as verdadeiras responsáveis pela interferência causada na comunicação com aviões e helicópteros em São Paulo. Segundo o secretário, essas rádios transmitem em até 200% acima da potência permitida, extrapolando os limites do dial. Por muito tempo, o argumento da interferência em serviços essenciais de radiodifusão foi utilizado para criminalizar as rádios comunitárias. Notícia veiculada na página da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) sob o título "Denuncie a radiodifusão ilegal" emprega esse argumento contra as rádios de baixa potência: "Por transmitirem na freqüência que bem entendem, essas emissoras interferem não apenas no sinal das rádios e televisões comerciais, mas também em serviços essenciais, como a comunicação aeronáutica e a comunicação entre viaturas da polícia, ambulâncias e corpo de bombeiros", diz o texto. Apoio do Ministério Público Na segunda rodada de intervenções, o jornalista e professor Marcos Dantas, ex-Subsecretário de Planejamento, Orçamento e Administração do Ministério das Comunicações no governo Lula, fez duras críticas ao processo de digitalização do rádio e da TV. Segundo ele, as decisões são políticas. Dantas afirmou que, na época em que o país decidia entre as faixas VHF e o UHF para transmissão da televisão aberta, o UHF foi boicotado por permitir maior democratização do espectro. "O VHF foi imposto pelos atores sociais que quiseram o oligopólio", disse. O Subprocurador Geral de Direitos Humanos do Ministério Público Estadual do Rio, Leonardo Chaves, solidarizou-se com os movimentos sociais. Ele se comprometeu a ajudar no caso e orientou os movimentos a procurarem também o Ministério Público Federal. A assessoria do deputado Carlos Minc distribuiu cópias dos projetos referentes à radiodifusão comunitária nos quais seu gabinete está trabalhando. Um deles cria a Frente Parlamentar em Defesa das Rádios Comunitárias (Projeto de Resolução Nº 1200/2005). Bloco do improviso Após a audiência, alguns participantes realizaram uma manifestação na Praça XV para alertar a população sobre a questão política envolvida na digitalização do rádio e da TV no Brasil. Alguns problemas técnicos quase frustraram a mobilização. O Bloco dos Seqüelados não pôde comparecer e o compositor Darcy da Mangueira (co-autor e "puxador" da música feita para o ato) teve que ir embora antes do início da manifestação, que atrasou em uma hora. Mesmo assim, os ativistas improvisaram. Ao som da marcha "Tire o Dedo do Meu Digital" e da batucada promovida pela juventude do PAN (Partido dos Aposentados da Nação), os manifestantes estenderam faixas e distribuíram panfletos informativos às pessoas que passavam no local. "Radio e TV digital: nada de escolher padrão sem debate com a população", dizia a faixa carregada pelos estudantes da Universidade Federal Fluminense. A mobilização, assim como a Audiência Pública, foram filmadas por membros da ABD&C (Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas). A TV Alerj também registrou a audiência. Manifesto em defesa da participação da sociedade na implantação do rádio digital no Brasil O processo de implantação da tv digital em nosso país teve início em novembro de 2003, com o decreto da Presidência de República que instituiu o Sistema Brasileiro de TV Digital. Recentemente a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão de São Paulo instaurou procedimentos para garantir o acompanhamento da discussão por parte da sociedade civil. O objetivo é garantir a inclusão digital prevista no decreto do governo. O espectro eletromagnético é ocupado através de concessões públicas. Como tal, não pode ser de propriedade de quem quer que seja, apenas administrado, ainda que para fins comerciais. É inadmissível que o processo de digitalização do rádio possa estar sendo realizado sem qualquer tipo de participação da sociedade. Não há proposta oficial do governo. Algumas emissoras de rádio - a título de estarem testando o sistema e com o apoio do Ministério das Comunicações - compraram equipamentos do sistema de rádio digital IBOC, dos Estados Unidos. Elas ficaram isentas da taxa de licenciamento da IBiquity, empresa responsável pelo sistema Iboc. As demais, que não participaram deste processo, não terão este privilégio ao adotar o sistema posteriormente. Segundo especialistas do setor, o sinal digital no Iboc é transmitido no canal adjacente e gera sérias interferências, ainda não totalmente estudadas. Ao ocupar os canais adjacentes aumenta a largura do canal ocupado por uma estação, reduzindo-se a possibilidade de aumento do espectro eletromagnético, o que seria viável pela tecnologia digital. Ou seja, uma das possibilidades mais revolucionárias no sistema digital, que é a de incorporar novos atores à radiodifusão, é prejudicada por este sistema. Estes e outros pontos precisam ser discutidos por toda a sociedade. Não há motivos para uma decisão apressada que poderá trazer sérias conseqüências no futuro. Queremos a participação da sociedade brasileira no processo de decisão sobre o novo sistema de rádio digital. É necessária a criação de um Sistema Brasileiro de Rádio Digital, que garanta uma decisão democrática.
As diversas denúncias sobre as atitudes do ministro Hélio Costa em relação ao tema da implantação da radiodifusão digital e seu boicote à política de implementação do software livre pelo governo Lula deixaram militantes defensores da democratização da comunicação indignados. O evento “De Costas para Hélio Costa”, realizado no Rio de Janeiro e em São Paulo, foi uma mostra de que o tema podia e devia ser popularizado. Em todos os locais e entidades onde discutíamos o tema e a organização do ato, a solidariedade às reivindicações era imediata. Imediata também a percepção de que as pessoas estavam fora do debate porque consideravam os temas (rádio, tv digital e software livre) no âmbito da tecnologia, sem terem ainda atentado às questões políticas subliminares. O ato “De Costas para Hélio Costa” foi mais do que uma manifestação de um grupo de pessoas e entidades em defesa do software livre e de um padrão digital nacional de rádio e tv. Foi um momento de “comunhão” entre diversas entidades que tem como bandeira a democratização da comunicação e outras que não tem o tema como prioridade, mas que estavam lá para mostrar que também estão juntos nesta luta. Os manifestantes, tanto no Rio como em São Paulo, também realizaram o lacre da Anatel, em protesto contra o fechamento contínuo de emissoras. São cerca de dez por dia, segundo dados da própria Anatel. No Rio, o lacre foi simbólico. Passamos uma faixa de interdição por volta do prédio e colamos um auto de infração explicando que o fechamento estava sendo feito pelo descumprimento da Constituição: artigo 3º (Uma sociedade livre, justa e solidária), 5º (Direito de livre expressão), 215 e 216 (difusão da cultura brasileira) e 220 (Manifestação pacífica de idéias e pensamentos). Em SP, o fechamento foi objetivo: usaram um cadeado de verdade para fechar a porta principal e a polícia foi chamada pela direção regional da Anatel. Rádio digital A relação entre a manifestação na Anatel e a defesa de um padrão digital nacional é total: a implantação do padrão estadunidense Iboc nas rádios brasileiras, nada mais é do que a defesa de um sistema que irá criar dificuldades de captação das emissões de baixa potência. Ou seja: na calada, sem mexer na lei, vai se impedir o funcionamento das rádios livres e comunitárias em nosso país. Ninguém tem coragem de vir a público defender o fim das emissoras comunitárias. Mas uma jogada tecnológica poderá pôr fim a elas. O sistema está sendo, segundo HC, apenas “testado”. Mas depois que as emissoras comprarem o equipamento necessário – o que já está acontecendo, com isenção de impostos – certamente vai vir aquela conversa do fato consumado. Foi assim com os transgênicos. E esse não é o único problema. O sistema Iboc ainda não é um sistema consolidado e não foi homologado sequer pela FCC (Federal Communication Comission), que regulamenta as tecnologias do setor existentes nos EUA. Segundo o engenheiro Takashi Tome, em artigo na edição 21 do informativo eletrônico Sete Pontos, no Iboc o sinal digital é transmitido no canal adjacente e gera sérias interferências, ainda não totalmente estudadas. Ao ocupar os canais adjacentes aumenta a largura do canal ocupado por uma estação, reduzindo-se a possibilidade de aumento do espectro eletromagnético, possível pela tecnologia digital. Ou seja, uma das possibilidades mais revolucionárias no sistema digital, que é a incorporar novos atores na radiodifusão, é prejudicada por este sistema. E as emissoras que continuarem a emitir no padrão analógico (as livres e comunitárias) terão dificuldades em serem captadas. Tv Digital Qual não foi minha surpresa ao assistir a reportagem sobre tv digital no Jornal da Globo de sexta-feira, dia 28 de outubro, e ver o sr. HC defendendo o padrão digital nacional. O mesmo HC que afirma em entrevista ao Estado de São Paulo no dia 12 de julho: “Lamentavelmente, confesso que não temos condição de fazer um padrão de tv digital”. A reportagem do Estadão fez referência às reuniões que seriam marcadas por HC com representantes dos consórcios americano, europeu e japonês. E lembra que esta negociação teve início ainda no governo FHC, mas foi suspensa após a entrada de Miro Teixeira, primeiro ministro das Comunicações do governo Lula, quando o governo federal passou a falar em um padrão nacional para o setor. HC, logo após tomar posse no ministério, passou a se reunir com radiodifusores para tratar do tema, ignorando o Comitê Consultivo do SBTVD (Sistema Brasileiro de Tv Digital) que reúne diversos segmentos sociais para tratar do tema. Inclusive representantes de emissoras de tv. E formou um grupo de trabalho no ministério para negociar diretamente com representantes das emissoras sobre o tema. Em entrevista ao Tela Viva News o ministro rebateu o questionamento feito por entidades sociais: “Quem é que vai colocar a Tv digital no ar? São as empresas. São elas que vão realmente fazer o trabalho. Se elas não quiserem não vai haver tv digital”, esquecendo o fato de que quem gere um canal de rádio ou tv é um mero concessionário de bem público. Afinal, o mesmo argumento poderia ser usado, então, para dar poder às empresas de ônibus (outra concessão) de definirem a forma que querem trafegar pelas vias públicas. Amigo dos amigos HC foi elogiado no 17º Congresso da Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão e Telecomunicações (SET), no dia 21 de setembro: “a radiodifusão está em um momento privilegiado por receber um ministro cuja origem é o nosso setor”, disse o presidente da Abert, José Pizani. Já Johnny Saad, presidente da Abra, outra entidade representativa dos empresários de rádio e tv, chegou a dizer, sobre a implantação do sistema digital de radiodifusão, que “até o sindicato das senhoras da Amazônia foi ouvido, mas não os empresários do setor”, omitindo o fato que os empresários também fazem parte do grupo que discute o tema desde o inicio do governo Lula. Mudança de discurso A mudança da postura oficial do ministro certamente tem relação com as mobilizações da sociedade civil, que se posicionou em manifestações públicas e abaixo-assinados contra a implantação de um sistema de tv digital importado, que aumentaria a dependência econômica e tecnológica do país. Não é demais lembrar que, na época da implantação do sistema de cabodifusão, a sociedade civil estava organizada na luta pelo direito à democratização da comunicação e exigiu participar da implantação do sistema. Foi o que garantiu os canais de acesso público, que alguns consideravam impossíveis. “Imagina se os parlamentares vão mostrar o que fazem”, diziam os pessimistas. Hoje, o paradigma mudou. Eles disputam para ver quem sai melhor na fita. Até mesmo as empresas de tv paga que não usam o cabo, e não precisariam obedecer a lei, passaram a oferecer estes canais. Com exceção do canal comunitário, que por falta de disposição de luta de nossos representantes na comissão que propôs a lei, foi estabelecido sem garantias de viabilização financeira. Em boa parte dos municípios brasileiros acabou sendo tomado por pequenas empresas interessadas unicamente em ter um canal para seus produtos e serviços. Apesar destes erros de percurso, fruto da omissão das entidades organizadas, é louvável a existência dos canais de acesso público. Que – repito - não existiriam sem a organização e as manifestações públicas realizadas pelas entidades. E agora? Agora é hora da sociedade civil centrar esforços para que o padrão Iboc nas rádios não seja oficializado. Não faz sentido se importar um padrão dos EUA para as rádios se há condições aqui de desenvolver um padrão brasileiro, incorporando o que de melhor tiver nos padrões existentes. No caso das tvs, ainda são poucas as emissoras comunitárias e elas não chegam a tirar público das grandes emissoras. Diferente do rádio, onde muitas comunidades deixam de ouvir as emissoras comerciais para ouvir a rádio comunitária. Essa diferença faz com que o posicionamento por um padrão inviabilizador das emissões em baixa potência no rádio seja tão firme. A luta será grande, mas alguma vez já se alcançaram conquistas sociais sem batalhas?
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Série sobre "Rádio Digital" (09) - "Ecos" do seminário do dia 29 na Câmara |
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Autoria de Admin Adj
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30 de May de 2007 |
Série sobre "Rádio Digital" (09) - "Ecos" do seminário do dia 29 na Câmara "Rádio Digital": continuamos com a "Série" de mensagens para reciclagem e ambientação. Nosso objetivo é ampliar o debate para que nossos participantes e leitores formem sua opinião. O Rádio Digital tem sido um tema recorrente em nossos fóruns, por iniciativa dos Coordenadores e Moderadores dos Grupos. O assunto tem estado na mídia espaçadamente e também é polêmico como a "irmã" TV Digital. Mas não tem dado ibope. :-) Como tem acontecido "neste país", o padrão IBOC já está escolhido, estações já estão operando e agora é preciso fazer "consultas públicas" e "reunir comissões" para sacramentar o fato consumado. A mídia especializada - que tem sido pouco "investigativa" - está nos devendo um "especial" sobre os testes que estão sendo realizados. Dois recortes das matérias transcritas mais abaixo: (...) O sistema digital de rádio norte-americano, preferido pelos radiodifusores privados em detrimento do japonês e do europeu, não é unanimidade entre os especialistas que participaram hoje do seminário "O rádio digital", promovido pelo Conselho de Altos Estudos e pela Rádio Câmara. (...) (...) A transição para um sistema de rádio digital, nesse momento de grandes transformações tecnológicas, pode não ser adequada para o país, na avaliação do diretor de Administração e Finanças da Associação de Comunicação Educativa Roquete Pinto (Acerp), Orlando Guilhon. “Amanhã você vai ter um aparelho com texto, imagem, áudio e computador. O dia em que isso popularizar, você tem que estar preparado, senão vai fazer uma migração e daqui a cinco anos vai descobrir que, por exemplo, seu áudio melhorou, mas você precisa ter um outro aparelho para transmitir imagem”, disse ele, hoje (29), em evento na Câmara. (...)
Aqui está o "sumário" das transcrições de hoje: Artigos e Notícias referenciados nas mensagens anteriores: ----------------------------------------------- Brasília - A transição para um sistema de rádio digital, nesse momento de grandes transformações tecnológicas, pode não ser adequada para o país, na avaliação do diretor de Administração e Finanças da Associação de Comunicação Educativa Roquete Pinto (Acerp), Orlando Guilhon. “Amanhã você vai ter um aparelho com texto, imagem, áudio e computador. O dia em que isso popularizar, você tem que estar preparado, senão vai fazer uma migração e daqui a cinco anos vai descobrir que, por exemplo, seu áudio melhorou, mas você precisa ter um outro aparelho para transmitir imagem”, disse ele, hoje (29), em evento na Câmara. Além disso, o alto custo da migração para o sistema de rádio digital põe em risco emissoras de pequeno porte como as universitárias, comunitárias, públicas e educativas, segundo Guilhon. “Se essa disputa for focada apenas na capacidade de custo operacional, possivelmente as rádios comunitárias e educativas, culturais e universitárias vão ficar fora dessa capacidade competitiva”, afirma ele. Na avaliação do presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Daniel Slaviero, para migrar para o sistema digital, uma rádio terá que gastar enter US$ 120 mil e US$ 150 mil. Ele afirma que esses valores cairão com o passar do tempo. “Esse é um processo gradual começando pelos grandes centros e grandes emissoras e com ganho de escala isso vai barateando para que haja penetração em todas as rádios do país.” O custo da migração não deve ser o ponto central das discussões, na avaliação de Orlando Guilhon. “Não está em jogo apenas quanto custa a migração para o digital, está em jogo também a quem beneficia essa migração, como fazer com que a sociedade de uma forma geral possa se beneficiar disso e não só os empresários da comunicação.” A inclusão da população e a democratização da informação também devem ter papel central no momento da escolha do melhor padrão para ser adotado no Brasil. “Interessa uma rádio e televisão melhor na qualidade, na transmissão de dados e imagem desde que o acesso a esses bens e serviços seja democratizado pelo conjunto da população. È preciso despertar na população a percepção de que comunicação é um dado da cesta básica da cidadania tão importante quanto trabalho, alimento, saúde e educação.” A implantação da rádio digital no Brasil foi discutida no seminário Rádio Digital – Uma revolução na Radiodifusão Brasileira, realizado hoje (29) na Câmara dos Deputados, em Brasília.
----------------------------------------------- Fonte: MS Notícias - Mato Grosso do Sul [29/05/07] Sistema norte-americano de rádio digital não é unanimidade O sistema digital de rádio norte-americano, preferido pelos radiodifusores privados em detrimento do japonês e do europeu, não é unanimidade entre os especialistas que participaram hoje do seminário "O rádio digital", promovido pelo Conselho de Altos Estudos e pela Rádio Câmara. O governo brasileiro deve decidir ainda neste ano qual sistema de transmissão digital será adotado para o rádio. Além dos norte-americanos, europeus e japoneses, o Brasil pode também desenvolver pesquisas no assunto e criar uma alternativa nacional para a tecnologia. O sistema norte-americano, conhecido como In Band On Channel (Iboc), é de propriedade da empresa IBiquity, que cobra royalties mas mantém as mesmas freqüências já em uso pelas emissoras. De acordo com o superintendente de serviços de comunicação de massa da Agência Nacional de Telcomunicações, Ara Minassian, cerca de 20 emissoras brasileiras já testam o sistema, mas os resultados ainda são insuficientes para que o governo tome uma decisão. Ele antecipou, no entanto, que a agência terá dificuldades em disponibilizar novos canais para a transição digital caso seja esse o sistema escolhido. Isso porque além do canal em que a emissora transmite o sinal analógico serão necessários mais quatro canais adjacentes para levar o sinal digital. "Invariavelmente nós vamos ter problemas na hora de implementar a digitalização em todas as capitais. Fatalmente algumas estações terão de ser, se não momentaneamente desligadas, pelo menos submetidas a um controle muito grande do espectro. Se serão usadas as faixas laterais, no efeito cascata teremos o reflexo de um sinal digital em cima do outro", explicou. Para o presidente da Associação das Rádios Públicas Brasileiras e diretor da Rádio MEC, Orlando Guilhon, é preciso afastar o foco da questão meramente técnica para que a sociedade participe dessa decisão. Ele criticou o sistema norte-americano de transmissão. "Devemos levar em consideração um conjunto complexo de fatores para tomar essa decisão. Se eu pegar só um fator, o Iboc deve ser rejeitado porque exige o pagamento de R$ 5 mil dólares para uma licença. E que custa de 25 mil a 30 mil dólares para uma emissora de porte médio fazer essa transição. Esse custo inviabiliza o sistema. As rádios comunitárias, públicas, educativas e culturais estão fora desse processo de transição digital", analisou. A discussão interessa à indústria, aos radiodifusores comerciais, públicos e comunitários e à sociedade em geral, já que haverá necessidade de trocar os transmissores das cerca de 5 mil emissoras autorizadas, além dos aparelhos de rádio. Existem 200 milhões de receptores no Brasil, entre rádios portáteis, fixos e instalados em carros. Com a digitalização, haverá uma melhora na qualidade do áudio - a rádio AM terá qualidade de FM, a FM terá som de CD, e será possível transmitir até quatro canais dentro da mesma freqüência. Além disso, com a nova tecnologia, as informações, antes exclusivamente sonoras, passam a ser transmitidas em bits, o que torna possível às emissoras enviar textos e fotos (para aparelhos que tenham visor).
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Série sobre "Rádio Digital" (08) - Câmara promove seminário amanhã (29) |
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Autoria de Admin Adj
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30 de May de 2007 |
Série sobre "Rádio Digital" (08) - Câmara promove seminário amanhã (29) "Rádio Digital": continuamos com a "Série" de mensagens para reciclagem e ambientação. :-) O Rádio Digital tem sido um tema recorrente em nossos fóruns, por iniciativa dos Coordenadores e Moderadores dos Grupos. O assunto tem estado na mídia espaçadamente e também é polêmico como a "irmã" TV Digital. Mas não tem dado ibope. :-) Como tem acontecido "neste país", o padrão IBOC já esta escolhido, estações já estão operando e agora é preciso fazer "consultas públicas" e "reunir comissões" para sacramentar o fato consumado. Já me perguntaram o que é que temos contra o IBOC. :-) Resposta: Não temos nada nem contra, nem a favor, nem "muito pelo contrário". :-) Nosso objetivo é ampliar o debate para que nossos participantes e leitores formem sua opinião. Mas vai agora uma "fustigada" na mídia: que tal ir perguntar à emissoras que estão realizando os testes, como vão...os testes? :-) Um entrevista com os diretores técnicos das estações seria muito oportuna. Cremos que não deve haver nenhuma cláusula de sigilo nos resultados... Abaixo está nossa colaboração transcrevendo, do site TELECO, a relação das emissoras. Vamos lá? :-) Aqui está o "sumário" das transcrições de hoje: Fonte: Observatório do Direito à Comunicação
Artigos e Notícias referenciados nas mensagens anteriores: --------------------------------------------- A Câmara dos Deputados promove amanhã (29), seminário para discutir a adoção da tecnologia digital na radiodifusão brasileira. O evento, que será realizado no auditório Nereu Ramos, reunirá especialistas e parlamentares para debater a implantação do rádio digital no País a partir da avaliação das leis em vigor e do que precisa ser atualizado. Com a digitalização, deverá ocorrer uma melhora na qualidade do áudio - a rádio AM terá qualidade de FM, e a FM terá som de CD, e será possível transmitir até quatro canais dentro da mesma freqüência. Além disso, com a nova tecnologia, as informações, antes exclusivamente sonoras, passam a ser transmitidas em bits, o que tornará possível o envio de textos e fotos (para aparelhos que tenham visor). Durante o seminário, os participantes vão conferir uma demonstração de transmissão digital e poderão avaliar e comparar a diferença tecnológica entre os sistemas. Conselho O Ministério das Comunicações já constituiu o Conselho Consultivo de Rádio Digital, que vai elaborar o planejamento da escolha do sistema a ser adotado. O grupo tem seis meses para apresentar um relatório com recomendações de regras para a rádio digital brasileira. Clique aqui para conferir a programação do seminário ---------------------------------------------------------- Fonte: Teleco [16/03/07] Testes de Rádio Digital Relação das emissoras autorizadas Apresenta-se a seguir as autorizações para execução de Serviço Especial para Fins Científico ou Experimentais dadas pela Anatel para testes de Rádio Digital no Brasil. As autorizações são válidas por 1 ano. Rádios AM Ondas Médias | Emissora | Cidade | Ato | Data | | Rádio Mundial | Rio de Janeiro/RJ | 59.985 | 08/08/2006 | | Rádio Excelsior Ltda | São Paulo/SP | 59.986 | 08/08/2006 | | Rádio e TV Record | São Paulo/SP | 56.805 | 14/03/2006 | | Radiobrás | Brasília/DF | 56.641 | 09/03/2006 | Sistema Atual de Radiodifusão | Itapevi/SP | 55.990 | 14/02/2006 | | Rádio Sociedade da Bahia | BA | 54.199 | 22/11/2005 | Rádio e Televisão Bandeirantes | São Paulo/SP | 53.102 | 26/09/2005 | | Rádio Gaúcha | Porto Alegre/RS | | 16/09/2005* | | Rádio Tiradentes | Belo Horizonte/MG | 52.697 | 12/09/2005 |
* autorização prorrogada por mais 1 ano. Ondas Curtas | Emissora | Cidade | Ato | Data | | Faculdade de Tecnologia da Universidade de Brasília. | Brasília/DF | 56.054 | 15/02/2006 |
Rádios FM | Emissora | Cidade | Ato | Data | | Rádio Vox 90 | Americana/SP | 58.671 | 31/05/2006 | Rádio Cultura de Campinas | Campinas /SP | 55.997 | 13/02/2006 | Rádio Santo Antônio de Posse Stereo Som | Santo Antônio de Posse/SP | 55.993 | 13/02/2006 | | Rádio 99 FM Stereo | Santo André SP | 54.200 | 23/11/2005* | | Sompur SP | São Paulo/SP | 53.101 | 26/09/2005 | | Rádios Itapema FM | Porto Alegre/RS | 52895 | 16/09/2005* | | Rádio Excelsior | São Paulo/SP | 52.696 | 12/09/2005 | Sistema Clube de Comunicação Ltda | Ribeirão Preto/SP | 62.797 | 18/12/2006 |
* autorização prorrogada por mais 1 ano. |
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