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Coleção dos Editoriais de autoria de Alice Ramos publicados em seu
Portal.
(contendo título, data e pequeno trecho inicial de cada texto)
2009
Confusão made in
Backhaul [13/04/09]
Faltando pouco tempo para o encerramento do prazo final da Proposta de
Consulta Pública do Regulamento do Plano Geral de Metas para Universalização
do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) prestado em regime público – PGMU -
que foi aprovado, pelo Decreto no 4.769, de 27 de junho de 2003,
posteriormente alterado pelo Decreto no 6.424, de 4 de abril de 2008, a
agência recebe duras críticas, de autoridades do setor, e de entidades que
representam os interesses da sociedade.
O Conselho consultivo da Anatel promoveu reunião no último dia 27 de março,
para discutir sobre os bens reversíveis e o backhaul, quem sabe na tentativa
de minimizar,as dúvidas que são infindáveis sobre esse assunto, bem como as
críticas contundentes que saem de todas as partes envolvidas diretamente, como
as que foram feitas pelo ex-presidente da agência, Renato Navarro Guerreiro
que questionou duramente a postura da Anatel. e colocou em dúvida a atuação
recente da agência reguladora, dizendo claramente entre outras coisas, que:
“Backhaul não é suporte do STFC, pois se trata de rede de dados.”
Já o procurador da República Paulo José da Rocha Júnior, fez coro ao
posicionamento de Guerreiro, e deu ênfase quanto à necessidade de se repensar
um novo cenário para o setor, levando em conta a evolução dos serviços da área
de telecomunicações que cresce a passos largos, e ganha mais importância a
cada dia. Ler mais
Pro Teste convoca:
Vamos à luta [16/03/09]
Após anos de lutas dos usuários pelo término da cobrança da assinatura básica
onde tiveram parcas vitórias, logo derrubadas pela justiça, a PRO TESTE –
Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, tomou a decisão de protocolar
junto a Anatel, no dia 20/02/09 que seja instaurado processo para a REVISÃO
EXTRAORDINÁRIA DOS CONTRATOS DE CONCESSÃO DOS SERVIÇOS DE TELEFONIA FIXA
COMUTADA.
Enquanto aguarda a resposta da agência reguladora, que tem como prazo legal 90
dias para se pronunciar lançou também uma Campanha na Internet no sentido de
mobilizar a população a se engajar na luta por uma tarifa para a telefonia
fixa, chamada de “tarifa flat” cujo valor seria de R$. 14,00 mensais, já com
os impostos incluídos, valor infinitamente menor do que os atuais R$. 40,00 em
média que hoje são cobrados.
A tarifa flat segundo o justo pleito da PRO TESTE, daria ao assinante o
direito de fazer ligações locais ilimitadas, e a iniciativa lançada no último
dia 10, vem recebendo apoio expressivo da comunidade, e pode ser acessada
através do link:
http://www.proteste.org.br/map/show/168886/src/477091.htm.
A colunista conversou longamente com a competente guerreira, advogada, Flávia
Lefevre Guimarães, personagem conhecida e respeitada nesse segmento, que nos
repassou com uma lucidez e coerência admirável, todos os pontos que embasam
essa reivindicação.
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Ecos da
Portabilidade [27/02/09]
Diante da repercussão inesperada por parte dos leitores do site após a
publicação da matéria Portabilidade chega ao Rio de Janeiro, seja através de
e-mails, ligações, comentários e solicitações de orientação sobre o tema e em
especial sobre a portabilidade fixa (STFC), a colunista decidiu visitar
pessoalmente todas, (ou quase) as lojas das operadoras para ver como estava
sendo a convivência entre os dois lados. Na verdade o maior interesse era
principalmente observar como estava sendo feito o atendimento ao consumidor. E
acreditem, me deparei com situações inesperadas, outras extremamente bizarras
e até algumas completamente inaceitáveis.
Mas antes do meu relato que é longo quero prestar um esclarecimento ao
competente e respeitado Helio Rosa, que escreveu:
“A nossa Alice Ramos também volta ao tema em Editorial, mas bate forte mesmo é
no serviço” normal “das Operadoras: :-)
A colunista explica mais uma vez que não é técnica, e, portanto, não se propôs
a explorar profundamente o tema, e que, além disso, existem inúmeros colegas e
companheiros altamente capacitados a desempenhar esse papel do qual
humildemente declina, não se sentindo, pois, “cobrada por fazer parte da D.
Mídia”. Ler mais
Portabilidade chega
ao Rio de Janeiro [09/02/09]
Essa coluna deveria ser iniciada dizendo: Alvíssaras! Finalmente estamos
livres, chegou a tão sonhada portabilidade numérica e nossos problemas
terminaram.
E era exatamente isso que a colunista imaginava ou melhor dizendo, sonhava,
quando no dia 16 de maio de 2005, escreveu a coluna cujo título era: Quando a
portabilidade numérica sairá do papel? E em um dos trechos da matéria eu
dizia: Um fator extremamente positivo é que essa mudança na forma de operar as
redes irá aumentar a concorrência entre as empresas que já exploram o mercado
de telefonia, e facilitará o ingresso de novos players, com preços
extremamente mais atraentes e serviços de melhor qualidade. Sim, porque uma
vez que nos for facultada a condição de migrar de uma operadora à outra, não
serão os belos comerciais de tv que segurarão os clientes insatisfeitos. A
menos que todas elas comecem a agir de forma ‘cartelizada’, e resolvam baixar
a qualidade dos serviços até um determinado patamar para que não haja
diferenças no mercado.
E não é que antes mesmo de receber o que parecia ser nossa carta de alforria,
o castelo de sonhos já está desfeito? Pois ainda que com a portabilidade
chegando ao Rio, o que temos no dia a dia é um serviço de péssima qualidade
técnica, preços absurdamente altos e um atendimento que ultrapassa todas as
formas de desrespeito com quem tem como única culpa, pagar sua fatura todos os
meses. Ler mais
Crise made in TI
[26/01/09]
Tão logo eclodiu a crise no segmento financeiro americano e a ruína de
instituições financeiras estratégicas como por exemplo, o Lehman Brothers,
essa colunista ainda que sem ser nenhuma especialista no assunto, opinou sobre
o cenário que poderíamos esperar para o mercado de TI no Brasil.
Dissemos na ocasião, que crises fazem parte da história, mas que sempre legam
mudanças, seja de regulação de funcionamento de mercados, ou na balança do
poder econômico e financeiro.
Tivemos a ousadia de de traçar alguns possíveis cenários que com a escassez de
crédito e dinheiro, teriam com certeza forte impacto no mercado brasileiro.
Mas até então não tínhamos informações sobre o real tamanho da crise, como
também não podíamos imaginar que a mesma viesse a gerar uma recessão global de
tamanhas proporções.
O ano de 2008 terminou já com um cenário muito diferente, Bolsas em
queda,moedas desvalorizadas, as maiores economias do planeta assustadas,
atravessando enormes turbulências e os governantes injetando dinheiro público
nas instituições e empresas na tentativa de tentar estancar a quebradeira que
mais se assemelhava a um castelo de cartas. E concluímos, perguntando o que
nos reservaria o novo ano que se aproximava.
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