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Coleção dos Editoriais de autoria de Alice Ramos publicados em seu
Portal.
(contendo título, data e pequeno trecho inicial de cada texto)
2008
Teles tentam atrasar
a portabilidade numérica [28/07/08]
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vem anunciando desde o ano
passado que até o dia 10 de março de 2009 todos os brasileiros poderão contar
com a possibilidade de mudar de operadora, levando consigo o número de sua
linha.
Vale lembrar que isso na verdade não se trata de um privilégio, mas de um
direito do cidadão que foi estabelecido no regulamento que rege a prestação do
Serviço de Telefonia Fixa Comutada (STFC) e do Serviço Móvel Pessoal (SMP).
Já os contratos de concessão do STFC, e o Termo de Autorização do STFC e do
SMP asseguram a portabilidade nos termos da regulamentação.
Entretanto existe a necessidade de esclarecer algumas informações que os
críticos da portabilidade (leia-se operadoras), insistem em manipular.
Para começar, a alegada falta de tempo para se preparar é uma falsidade. A
Anatel, no início do ano havia anunciado que o serviço entraria em vigor em
agosto de 2008.
Quem acompanhou a ‘novela’ sabe que a portabilidade numérica foi cogitada
inicialmente para ser implantada em 2006. Já em 2003 falava-se nisso. Naquela
ocasião as teles sabiam que iriam precisar fazer relevantes investimentos para
viabilizar a portabilidade, tanto que conseguiram convencer o Ministério das
Comunicações a adiar o processo.
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Corra, que a polícia
da Internet vem aí. 21/07/08
Na edição anterior desta coluna falávamos sobre a polêmica gerada em torno do
PLS 76/2000, do senador Eduardo Azeredo, e a respeito do referido projeto
aprovado no Senado no dia 10/07, dissemos enfaticamente que a Lei de Crimes
Digitais não pode ser aprovada como está.
Ocorre, porém que essa discussão não se resume a estar contra a aprovação da
lei, pelo contrário. O Brasil há muito carecia de uma legislação específica
para coibir e punir inúmeras e variadas transgressões praticadas na rede, que
vão das fraudes bancárias até a pedofilia, passando por espionagem industrial,
clonagem de cartões de crédito, celulares, disseminação de vírus, e spywares.
Sobre o que nos diz respeito, o site AliceRamos.com sempre defendeu que as
autoridades têm o dever de tomar providências para proteger os cidadãos de
ataques e roubos on-line, praticados por meliantes tecnologicamente armados.
Foi neste espaço que no dia 10/11/2003, publicamos nossa manifestação que
tinha por título Consumidor: vítima de falcatruas virtuais e reais, onde
apoiávamos a iniciativa do Departamento de Proteção de Defesa do Consumidor do
Ministério da Justiça, de disponibilizar naquela ocasião uma página com uma
série de informações sobre a regulamentação do comércio eletrônico e um
tira-dúvidas sobre quais os cuidados que deviam ser tomados para compras na
Internet, além dos procedimentos a serem adotados com o recebimento de e-mails
não autorizados, e a aplicação do Código de Defesa do Consumidor para estes
casos.
Na época já questionávamos como a Justiça poderia conceber levar um spammer a
julgamento, depois de identificá-lo, localizá-lo, prendê-lo, enquadrá-lo e – o
que era considerado quase um surrealismo: condená-lo?
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Lei de Crimes
Digitais não pode ser aprovada como está [14/07/08]
Finalmente o Brasil tem uma lei de crimes digitais, e, surpreendentemente,
após sua aprovação no Senado, na madrugada do dia 10/07, a reação da sociedade
foi a pior possível. Também não era para menos. O medo de espionagem estatal é
um dos motivos.
Antes de comentar a respeito desse fato é bom frisarmos que a referida lei foi
exaustivamente debatida com quem se interessou, e sofreu várias modificações
(afinal ela tramita há oito anos). A versão original foi completamente
alterada a fim de atender diferentes demandas.
Apesar de tardia, uma onda de protestos, porém varreu a Internet contra alguns
dispositivos que poderiam acabar colocando em risco garantias individuais,
tais como, a liberdade de expressão e de comunicação dos internautas
brasileiros.
O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) veio a público explicar o que poderia ser
criminalizado nas atividades cotidianas dos usuários de Internet. No caso as
dúvidas recaem sobre o compartilhamento de arquivos P2P, (peer-to-peer) e o
desbloqueio de consoles.
O alerta contra o PLS 76/2000, do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) diz
respeito à parte que favorece de forma desmesurada a indústria do
entretenimento, a qual tenta há anos criminalizar a distribuição de músicas e
vídeos pela rede, sem pagamento de direitos autorais.
Mesmo que essa não seja a intenção, os desdobramentos legais depois de
sancionada a lei, darão margem para entendimentos desse tipo.
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Apagão da
Internet está apenas começando [07/07/08]
Que a banda larga no Brasil é uma piada isso todo mundo está farto de saber.
Mas se tem uma coisa que causa profunda irritação nos usuários é o descaso com
a qualidade dos serviços prestados pelas operadoras, e também das autoridades
que deveriam ser competentes em fiscalizá-las.
Como todo apagão ocorrido no País (da energia, aéreo e na saúde), o da
Internet, que teria começado com a paralisação de dois roteadores em Sorocaba
(SP), a partir de quarta-feira, 02 de junho, foi fruto de negligência e falta
de investimentos em infra-estrutura.
Mas enquanto a Telefônica tentava descobrir e resolver o problema, muitas
notícias foram veiculadas com o propósito mais de debelar o “incêndio” contra
a imagem da empresa no mercado, do que deixar o público corretamente
informado.
No Brasil, como sempre, administrar virtualmente as crises que se instalam é
mais importante do que enfrentar de verdade as causas dos acidentes.
Felizmente não foi o caso de ter provocado mortes depois ter deixado os
serviços de parte do estado de São Paulo completamente off-line.
O episódio parece não ter gerado conseqüências mais graves do que transtornos
e perda de tempo, atrasos no pagamento de contas, multas aqui e ali etc. Isso
por enquanto.
Mas até quando estaremos livres das ocorrências fatais, considerando que no
País ainda não temos banda larga eficiente, e a Internet recebe cada vez mais
aplicações, tornando-se quase onipresente em nossas vidas?
Várias coisas que foram divulgadas pela Telefônica, e lamentavelmente
reproduzida sem qualquer análise crítica por quase todos os veículos de
imprensa, foram informações, no mínimo, descompromissadas.
Antes, porém é importante deixar bem evidente a gravidade da situação
provocada pela pane na Internet operada pela Telefônica.
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Brasil terá marco
regulatório para telecom e radiodifusão [30/06/08]
Encontra-se em vias de tramitar na Câmara Federal o Projeto de Lei n°
3516/2008, de autoria do deputado Bruno Rodrigues (PSDB-PE), que consolida
todo o Livro da Lei Geral de Telecomunicações (LGT).
O novo texto elimina uma série de disposições transitórias que já caducaram ou
foram revogadas, e atualiza uma série de dispositivos obsoletos, ou que já
foram cumpridos, como é o caso da criação da Agência Nacional de
Telecomunicações (Anatel).
O projeto, ao ser aprovado, dará mais poder aos consumidores, não somente como
usuários da telefonia, mas também enquanto telespectadores, na hora de cobrar
seus direitos, e até de exercer um maior controle sobre o que as emissoras
andam despejando nos lares brasileiros.
Mesmo assim, as alterações na LGT se resumiram a retirar o “lixo” legal que
transformou o Livro num emaranhado de leis, muitas delas sem sentido ou sem
aplicabilidade.
A justificativa para a consolidação, no entanto deixa claro que o resultado
final do trabalho proposto não implica na modernização das leis, ou na
introdução de novos marcos regulatórios ou dispositivos que contemplem as
inovações tecnológicas no setor, como a Internet.
Tampouco prevêem construção de novas bases legais que acolham o fenômeno da
convergência de tecnologias, com a transmissão de dados, voz e vídeo por
várias mídias.
Entretanto o novo texto da LGT nem por isso é menos importante, no que diz
respeito aos avanços que a sociedade como um todo está esperando nas
telecomunicações.
Conforme especifica, a consolidação das leis propiciará a racionalização no
acesso e manuseio e aumentará o nível de aplicabilidade das mesmas; auxiliando
a dirimir dúvidas, inclusive junto às cortes judiciais.
Segundo o deputado federal Bruno Rodrigues, a nova LGT elevará a segurança
jurídica no setor, necessária para atrair crescentes investimentos e
facilitará, sobremaneira, ao cidadão o exercício dos seus direitos e o
controle dos limites de atuação do Poder Público.
Todavia é relevante destacar que a proposta de consolidação da LGT, através do
Projeto de Lei n° 3516/2008 prepara o caminho de outro projeto, extremamente
importante para o Brasil, e que vem sendo discutido arduamente.
Trata-se do PL 29, que está em tramitação no Congresso Nacional.
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Novas regras para
telecom começam a ser debatidas [23/06/08]
Creio que depois de uma década de lesões aos direitos dos consumidores, quem é
usuário de serviços de telefonia, seja ela fixa ou celular, não pode mais se
dar ao luxo de ficar os próximos dez anos à margem do processo que irá definir
uma nova regulamentação para o setor de telecom.
Antes de entrarmos em questões polêmicas, a quem interessar possa é bom saber
que:
A revisão do Plano Geral de Outorgas (PGO), e a análise das propostas enviadas
para o Plano Geral de Atualização da Regulamentação das Telecomunicações no
Brasil (PGR), terão três audiência públicas.
A primeira será realizada em Brasília, no dia 27 de junho. A segunda em São
Paulo, dia 7 de julho, e a última em Recife, no dia 14 do mesmo mês.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou que as contribuições
para os dois planos poderão ser enviadas até dia 17 de julho, e que ambos,
estão no site www.anatel.gov.br.
Nessa página a população também poderá opinar através de um formulário do
Sistema Interativo de Acompanhamento de Consulta Pública. As regras, porém,
dessa participação foram publicadas no Diário Oficial da União e no site da
Anatel.
Quem tiver interesse em conhecer o plano de outorgas pessoalmente, pode
verificá-lo na biblioteca da agência. Fica na Quadra 06, Bloco F, Setor de
Autarquias Sul. Conforme anunciado, serão aceitas sugestões por fax, pelo
número (61) 2312-2002.
A Anatel informou ainda que as manifestações, após serem analisadas, poderão
ser incluídas na minuta que será enviada à Presidência da República.
Sobre as audiências, o que ficou decidido até o momento é que os participantes
poderão se manifestar oralmente ou por escrito. As perguntas serão respondidas
por representantes da Anatel.
Os questionamentos que não puderem ser esclarecidos na hora, a agência se
comprometeu enviar as respostas posteriormente.
Dito isso, vamos, como de praxe, colocar alguns pingos nos is:
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Fust pode acabar
financiando a fusão OI-BrT
[16/06/08]
Embora a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tenha aprovado
alterações no Plano Geral de Outorgas (PGO) para tornar possível a fusão entre
a OI e a Brasil Telecom, ainda pairam muitas dúvidas sobre essa transação.
Não bastassem essas mudanças - sejamos francos - serem casuísticas, como têm
sido inúmeros decretos e leis aprovados desde que o Brasil é Brasil, a Anatel
não deixou claro o que será feito dos Serviços de Comunicação Multimídia (SCM)
do Sistema Telefônico Fixo Comutado (STFC).
Até um pouco antes da aprovação do novo PGO, havia a proposta de fazer
separação entre o SCM e o Serviço de Telefônico Fixo Comutado (STFC).
Resolução, aliás, que se fosse tomada estaria cumprindo o que determina o PGO,
que exige a criação de empresas separadas para prestar tais serviços.
Mas a idéia de cumprir essa determinação desagradou as teles profundamente.
A ponto de Luiz Eduardo Falco, presidente da OI, ter se pronunciado dizendo
que se começassem a colocar “coisas espúrias” no PGO, poderiam inviabilizar a
operação (de fusão da OI-BrT).
As “coisas espúrias” às quais se referiu o executivo (ou seja, cumprir a lei)
afetariam as operadoras na mesma proporção do tamanho de suas redes que operam
em 97% do território nacional.
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Nota do coordenador da ComUnidade
Editorias anteriores sobre este tema:
FUST poderá financiar
banda larga pública? [02/06/08]
O papel da TI na
Justiça sem papel [09/06/08]
É inegável que o Poder Judiciário brasileiro passa atualmente por uma
revolução, e como em todas elas, os revolucionários tendem a enfrentar a
oposição dos conservadores.
Essa é uma síntese das conclusões formuladas durante a 14ª Edição do Congresso
de Inovação na Gestão Pública (Conip), realizada em São Paulo, entre os dias 3
a 5 de junho.
Entre os diversos temas abordados durante o evento, um dos que mais chamaram a
atenção foram os tratados no Conip Judiciário.
Embora o processo judicial eletrônico tenha sido instituído pela Lei 11.419,
de 19/12/2006, regulamentado pelo presidente Lula, em dezembro de 2007, e os
Juizados Federais Especiais já movimentarem cerca de dois milhões de processos
digitais, ainda existem sérios entraves para que o uso das Tecnologias da
Informação e Comunicação (TIC’s) seja amplamente difundido na Justiça.
Não bastasse existir as dificuldades naturais geradas pelas tecnologias
entrantes, tais como a falta de interoperabilidade entre as diferentes
soluções implementadas em alguns tribunais, e os necessários cuidados com a
segurança da informação, o Poder Judiciário vive um paradoxo:
Ao mesmo tempo em que se moderniza, e contabiliza algumas experiências
extremamente bem sucedidas do uso do processo eletrônico para agilizar o
andamento de processos, reduz custos com papel e facilita o acompanhamento
pelos cidadãos, continua emperrado nas práticas e mentalidade anacrônicas de
alguns.
Só para essa situação ficar bem cristalina: anacronismo consiste num erro
cronológico, em que se atribui a uma época, ou a um personagem da história,
sentimentos, costumes que são de outra época. Também significa falta de
alinhamento, consonância com um determinado período de tempo.
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FUST poderá financiar
banda larga pública? [02/06/08]
Mais de R$. 7 bilhões e oito anos depois, o governo segue sem saber onde vai
colocar tanto dinheiro sobrando do Fundo de Universalização dos Serviços e
Telecomunicações (FUST).
É a velha história de sempre:
Enquanto o Ministério das Comunicações e a Anatel titubeiam quanto a liberar
esse dinheiro para a iniciativa privada, os candidatos a graninha fácil se
multiplicam mais do que moscas varejeiras em lixão.
Todos querem ‘beliscar’ um pedacinho.
Invariavelmente os que propõem alguma aplicação para o FUST, defendem, antes de
qualquer coisa, seus próprios e muitas vezes impublicáveis interesses.
Desde a instituição do FUST, pela Lei 9998, em 2000, inúmeras opiniões
mirabolantes já foram formuladas por grupos, aqui e ali, tentando por as mãos
nos bilhões parados nos cofres públicos.
As teles, ONGs e mesmo setores do governo já inventaram um sem número de
propostas “altruístas”, “patrióticas” e “denodadas” para supostamente promover a
inclusão digital.
Já ameaçaram até ressuscitar a Telebrás e criar uma Supertele Nacional. Essa
última, apesar de operacionalmente ter sido viabilizada com a fusão da OI e
Brasil Telecom, legalmente, porém, ela ainda não existe.
Para falar a verdade se formos colocar na ponta do lápis o número de movimentos
pró-gastança do FUST que já surgiram neste País, e analisá-los, daria uma tese
de mestrado ou doutorado.
Ninguém quer ter uma conversa séria, com projetos estratégicos, inteligentes e
especialmente, competentes quanto à governança e à extensão dos resultados, bem
como o alcance aos, por direito, beneficiários. Ou seja: os cidadãos.
Em 2006 o Tribunal de Contas da União chegou à conclusão de que as barreiras
para a implantação do FUST incluíam a ausência de políticas, prioridades e
diretrizes para aplicação dos recursos. Isso se deu pela falta de atuação do
Ministério das Comunicações.
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Nota do coordenador da ComUnidade
Editorias anteriores sobre este tema:
Brasil quer emergir
como potência mundial em TI [26/05/08]
Próxima de completar 20 anos no Brasil, a acentuada disseminação da Internet e
seu uso continuam em franca ascensão. O detalhe, porém é que agora, pelo menos
dentro das empresas, esse crescimento vem ganhando novos contornos.
Isso porque à medida que o comércio eletrônico avança e se consolida, surge a
necessidade de se otimizar todos os processos que envolvem gestão e cadeia de
valor.
Daí a forma mais eficaz de tal sinergia ser alcançada é tirando o melhor
proveito possível das ferramentas on-line. Ao que tudo indica essa tendência
de crescimento vem estimulando outra: a da sofisticação.
Redes locais sem fio, ERP, entre vários outros avanços vêm exigindo cada vez
mais velocidade e largura de banda.
Segundo divulgou o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br),
entidade civil criada para implementar as decisões e projetos do Comitê Gestor
da Internet, os computadores estão presentes em 95% das empresas brasileiras.
A constatação é um dos itens do documento produzido pelo Centro de Estudos
sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br), a partir de
números levantados entre 2,3 mil empresas com dez funcionários ou mais,
pertencentes ao setor organizado da economia no Brasil, listadas na Relação
Anual de Informações Sociais (RAIS) e no Cadastro Central de Empresas do IBGE.
O estudo denominado TIC Empresas, que está em sua terceira edição, apresenta
dados sobre a penetração e uso da Internet em companhias de todo o País,
incluindo indicadores sobre o uso das Tecnologias da Informação e da
Comunicação (TICs), comércio eletrônico, governo eletrônico, segurança na rede
e habilidades no uso das TICs.
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Incentivo ao
software a caminho, nova CPMF também [19/05/08]
Estima-se que as exportações do setor de software deverão saltar dos atuais
US$. 100 milhões para US$. 500 milhões (um aumento de 500%), e que a geração
de empregos provavelmente irá crescer 20%.
Não estamos falando dos EUA e nem da Índia. Essas projeções, por incrível que
pareçam, são a respeito do Brasil.
Quem as formulou foi André Fonseca, presidente da Virtus, uma das cinco
maiores empresas nacionais de software que se originou da fusão de outras
sete: Automatos, Dedalus, Intelekto, Biosalc, Trellis, Visionnaire, Volans. A
companhia tem como acionistas, inclusive, a Intel Capital e a Ideiasnet.
Apesar dos números serem, por um lado, conservadores (do ponto de vista do
mercado mundial), e por outro, promissores (a partir de um País como o Brasil,
sem tradição na exportação de software), o otimismo demonstrado não foi
gratuito.
A estimativa do executivo tomou por base a nova política de desenvolvimento
produtivo cujas medidas anunciadas pelo governo federal, dia 12/05, trouxeram
uma certa esperança ao mercado de software.
Entre elas a triplicação dos recursos mobilizados pelo Programa de
Financiamento às Exportações (Proex), para 2008.
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IPhone nas redes 3G do Brasil é ilusão
[12/05/08]
O anúncio da América Móvil, controladora da
operadora Claro no Brasil, de que fechou acordo com Apple para comercializar o
IPhone por aqui, deixou os consumidores e muitos players brasileiros em
polvorosa.
Grande parte da imprensa então, nem se fala. Os motivos? Inúmeros, mas a
ansiedade do público, açodada por quem vai faturar com a venda dos aparelhos
(e não estou me referindo somente a Apple), tem sido o principal combustível
desse frenesi.
Enquanto o danado do aparelho não chega oficialmente às prateleiras deste lado
do hemisfério, o consolo dos entusiastas tem sido o comércio paralelo de
IPhones desbloqueados e uma infinidade de matérias, tutoriais e comentários
escrutinando o gadget Internet a fora.
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Fusão da OI e BrT provocará queda na
qualidade dos serviços. [05/05/08]
A fusão das duas grandes operadoras, Brasil Telecom e OI, que darão origem a
uma mega empresa brasileira de telecomunicações tem sido marcada por uma certa
desconfiança da sociedade organizada.
Também não é para menos. Em geral as decisões mais importantes no setor de
telecom, envolvendo o interesse público, quando não são tomadas em segredo
mantendo-se a população à distância, não deixa claro que benefícios os
consumidores irão ter com as mudanças.
Fica realmente difícil para o mercado entender como a criação pura e simples
de um monopólio ainda maior, a partir de duas empresas que já detinham um
monopólio natural, poderia estimular a concorrência.
Mesmo assim o acordo para a compra da Brasil Telecom pela OI foi fechado na
semana passada. Para tanto, ambas as companhias precisaram desfazer um
emaranhado de participações societárias.
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TV digital, sinal de propaganda enganosa?
[28/04/08]
Que a tv digital é uma tecnologia revolucionária ninguém discute. Mas como
toda tecnologia entrante sua implementação é difícil, cara, inacessível a
maioria da população e sem visibilidade quanto a sua aplicação prática.
Justamente nesse momento é que surgem as dúvidas e junto com elas, os
oportunistas. A começar pela escolha do padrão japonês visando atender apenas
os interesses comerciais de um grupo de emissoras.
Mesmo após o início das transmissões digitais essa decisão ainda é questionada
e segue cercada de polêmicas. São tantas, que só num País como o Brasil as
coisas são conduzidas de forma tão nebulosa e o responsável ainda permanece
ministro das Comunicações.
Todavia como o padrão já foi imposto mesmo, restou para os consumidores
somente a decisão sobre adquirir, ou não, um conversor de tv digital para
poder assistir a bendita inovação.
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Seu CPF pode estar na xepa da Internet
[14/04/08]
Segundo o Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança
no Brasil (CERT.br), um dos serviços coordenados pelo Núcleo de Informação e
Coordenação do Ponto BR (NIC.br), ocorreu um aumento da ordem de 519% nas
notificações de ataques a servidores web, no primeiro trimestre de 2008,
comparado ao mesmo período do ano anterior.
Esse desempenho descomunal das atividades ilícitas na Internet refere-se à
possibilidade de crackers hospedarem e disseminarem códigos maliciosos de
forma relativamente anônima.
Essa informação foi repassada por Cristine Hoepers, analista de segurança do
CERT.br que acrescentou o fato de a maioria desses ataques estarem
relacionados a links colocados em e-mails fraudulentos.
Sendo assim, melhor do que ficar decorando estatísticas sobre
vulnerabilidades, seria observar o que elas podem nos dizer.
Se servidores web estão sendo invadidos através de links em e-mails, é por que
esses e-mails estão sendo abertos, e se esses links estão sendo clicados,
muitos usuários estão bancando os incautos.
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Greve de auditores fiscais paralisa
indústrias de celulares [07/04/08]
Sete indústrias do setor de eletroeletrônicos e celulares foram obrigadas a
paralisar suas linhas de produção, e dar “folga” a sete mil funcionários.
Entre elas Samsung, Nokia, Panasonic e Sony.
Essa informação é apenas um item na extensa lista de absurdos que estão
acontecendo por todo Brasil, por causa da greve dos auditores fiscais da
Receita Federal.
No início da semana passada, a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos
Eletroeletrônicos (Eletros) divulgou que as empresas ligadas à entidade já
contabilizavam uma semana de atrasos na importação de componentes e problemas
relacionados à exportação.
Os prejuízos se avolumaram e algumas empresas já estão cogitando mudar os
contratos de fornecimento para outro País. Levando daqui investimentos e
postos de trabalho de pessoas que precisam e querem trabalhar, mas não têm um
emprego estável como o de funcionário público.
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Pobres estão mais expostos a ataques virtuais
e Spam [31/03/08]
Assim como a epidemia de dengue que grassa vergonhosamente no Rio de Janeiro,
a epidemia de spams, ataques de vírus, cavalos de tróia, worms, bots,
keyloggers e spywares, e toda sorte de códigos maliciosos, encontra ambiente
propício para se proliferar onde abunda a pobreza e a falta de informação.
Embora seja algo que a primeira vista possa parecer uma percepção do senso
comum, não se trata de especulação. Apenas 12% dos analfabetos e pessoas que
cursaram até a educação infantil conseguiram, de fato, perceber algum problema
de segurança no uso da Internet.
Sendo que, adicionalmente, dentre os que têm renda até um salário mínimo – e
usam a Internet – apenas 14% declararam ter se deparado com problemas de
segurança na rede. No outro extremo, 43% dos que têm nível superior foram
específicos em relatar tais problemas, e também 43% das famílias que
perceberam isso têm renda superior a cinco salários mínimos.
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Telefonia celular a caminho da
universalização [24/03/08]
A Agência Nacional de Telecomunicações divulgou o resultado dos números de
celulares ativados e constatou que fevereiro de 2008 foi um mês promissor para
esse mercado.
O Distrito Federal ainda é o campeão da teledensidade móvel brasileira, com
índice de 119,47, ou 1,19 telefone por habitante (um crescimento de 0,3% em
relação ao mesmo período do ano anterior) seguido pelo Rio de Janeiro com
80,98, com elevação de 0,5%.
Já em terceiro está o Mato Grosso do Sul, com 79,26 e que apresentou
crescimento de 0,7%.
Uma interessante disseminação, ainda mais se for incluído nessa lista o Pará,
que surpreendeu com um crescimento percentual maior do que o das capitais da
Região Sudeste: foi de 2,3% da teledensidade em fevereiro.
Seguindo tendência parecida, o campeão nordestino foi o Maranhão, que obteve
2,44% mantendo-se na liderança.
Em 12 meses, Roraima, Sergipe e Acre ficaram no topo do ranking com taxas de
crescimento de 39,18%, 35,95% e 33,45%, respectivamente. Sendo que Sergipe
teve um crescimento de 2,17.
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O Cartel dos Analistas de Sistemas [17/03/08]
A magistral caneta do Senado Federal ainda não fez seu derradeiro traço no
Projeto de Lei 607/2007, do senador Expedito Júnior (PR-RO), porém os efeitos
de sua tramitação vem desencadeando sérias controvérsias no mercado de
nacional de TI.
A última assertiva inconformada partiu de Cláudio Nasajon, presidente da
Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e
Internet – Rio de Janeiro (Assespro-RJ), durante o lançamento de um Caderno,
produzido pela entidade, traçando o Perfil do Mercado de Trabalho de TI no
estado. A solenidade aconteceu na sede da Federação das Indústrias do Estado
do Rio de Janeiro (Firjan), dia 12 de março.
O evento organizado pela regional Rio da Assespro na verdade foi para divulgar
o que eu classifico (até certo ponto) como uma boa notícia: existe entre as
empresas de tecnologia uma grande demanda por profissionais qualificados,
portanto, teoricamente há uma significativa quantidade de vagas de trabalho
disponível, somente esperando candidatos para elas.
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Redução do ISS para TI no Rio está ameaçada
[10/03/08]
Voltamos à carga no Projeto de Lei 1250/2007, que visa incentivar o setor de
TI na capital do Rio de Janeiro, reduzindo a carga tributária de 5% para 2%
entre as empresas do setor:
Sobre os questionamentos levantados na edição anterior desta coluna, algumas
coisas foram esclarecidas, outras nem tanto.
Recapitulando o final do “episódio”, comentávamos sobre o boletim da
Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e
Internet – Rio de Janeiro (Assespro-RJ), n° 653, de 22 a 28 de fevereiro de
2008, que divulgou a suposta ação de um político que estaria fazendo pedido de
informações sem relevância, somente por diferenças políticas com o prefeito.
O autor da “informação”, o sr. Newton Palhano, consultor jurídico da Assespro,
no decorrer da semana passada, respondeu aos nossos e-mails explicando por fim
que o fato do boletim ter citado um deputado como o criador de obstáculos foi
(conforme já tínhamos cogitado) apenas um erro de revisão.
Algo que a meu ver é de somenos importância, já que um pequeno lapso desses
ocorre até nas grandes redações, e não compromete em nada a reputação e a
credibilidade do veículo e de seus profissionais.
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Politicagem barra redução do ISS no Rio
[03/03/08]
A votação da Lei 1250/2007, que reduz para 2% a alíquota do Imposto sobre
Serviços de Qualquer Natureza (ISS), para as empresas de Informática com sede
na cidade do Rio de Janeiro foi cancelada.
A sessão da Câmara Municipal de Vereadores que apreciaria a matéria estava
prevista para ocorrer no dia 18 de fevereiro. Portanto, já transcorreram duas
semanas desde que esse disparate foi cometido.
Disparate sim, porque, segundo declarou Newton Palhano, consultor jurídico da
Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e
Internet – Rio de Janeiro (Assespro-RJ), a votação não aconteceu por que um
“deputado”(?) teria solicitado vistas e informações a respeito de alguns
pontos da justificativa do projeto.
Até aí, nada de mais, pois pedidos de vistas para esclarecimentos são ritos
ordinários na tramitação de qualquer projeto de lei. A gravidade do problema
está nas alegações que teriam sido usadas pelo referido político.
O boletim Assespro Direto, nº 653 - 22 a 28 de fevereiro de 2008 - dá conta
que esse político teria “constatado” falta de dados que comprovem quantas
empresas voltariam para o Rio após a implementação da redução do imposto,
valor previsto de incremento do ISS nesses casos, entre outras coisas.
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Como será a telefonia depois da portabilidade
numérica? [25/02/08]
A partir de agosto deste ano, São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná,
Goiás, Mato Grosso do Sul, e Piauí começarão a usar a portabilidade numérica
nas telefonias fixa e móvel. O restante do País passará a contar com o serviço
gradativamente entre novembro de 2008 e 1° de março de 2009, se tudo de certo
e correr nos conformes.
A informação foi divulgada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)
e vem finalmente atender a uma demanda da sociedade, que há tempos vinha
clamando por mudanças significativas no mercado de telecom que atendessem a
expectativa do consumidor e não apenas das operadoras.
O modelo de portabilidade numérica, escolhido para o Brasil - e orientado -
segundo informou a agência, com base numa consulta pública envolvendo perto de
mil contribuições da sociedade, em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e
Fortaleza, é a que permite o deslocamento do número telefônico para outra
operadora, dentro da mesma área local.
O que significa dizer que o usuário poderá, no caso da telefonia fixa,
solicitar a manutenção de seu número quando a mudança for restrita ao mesmo
município ou conjunto de localidades com continuidade urbana – conhecida como
área conurbada. Ler mais
Impostos continuam esmagando o setor de
Serviços [18/02/08]
O setor de Serviços continua sendo impedido de crescer graças à falta de
interesse do governo federal em elaborar políticas para desonerar e
desburocratizar o segmento econômico que mais riquezas gera.
Isso lembra alguma coisa? A inesquecível e não saudosa MP 232, do ex-ministro
Antônio Palocci, que pretendia tirar nas costas dos prestadores de serviço o
que o governo dizia ser “necessário” para o equilíbrio das contas públicas?
Isso ocorreu poucos meses antes da denúncia que levou ao esquema do Mensalão.
Nos faz recordar também a recém extinta CPMF que, entre outras fábulas, foi
alegado que o País sofreria as conseqüências com a perda de arrecadação. Como
no caso anterior, ficou provado que isso não era verdadeiro.
Qual seria a nova desculpa para a crescente tributação sobre os prestadores?
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Novas regras para os velhos problemas dos
celulares [11/02/08]
A partir desta semana os usuários de telefones celulares contarão com novas
regras que, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), visam
melhorar a qualidade dos serviços prestados pelas operadoras.
Medidas, aliás, que chegam com grande atraso se considerarmos a forte expansão
que o setor experimentou nos últimos anos. De acordo com estimativa da
agência, o Brasil atingiu os 120 milhões de celulares em 2007.
Uma das mudanças previstas vem alterar práticas altamente lesivas aos
consumidores que são obrigados a ficar horas e às vezes até dias para
conseguir, por exemplo, o cancelamento de uma linha.
Agora, pelas novas regras, uma solicitação dessas terá que ser executada em
até 24 horas;
Além disso, cobranças feitas com dois meses de atraso precisarão passar por
negociação com o consumidor.
Já as chamadas para os serviços de emergências serão gratuitas e poderão ser
realizadas mesmo se o usuário estiver fora da área aonde reside.
Em relação aos créditos de pré-pagos, essas ligações poderão ser efetuadas
mesmo se os créditos estiverem vencidos.
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Oi, Brasil Telecom! Tudo bem? [28/01/08]
Diz o novíssimo “Aulete Digital”, projeto de dicionário on-line coordenado
pela parceria entre a “Globo.com” e a “Lexikon”, que “botar as barbas de
molho” significa, literalmente, “aproveitar a experiência alheia, e tomar
precaução quanto a perigo ou ameaça”. Parece ser mesmo a melhor atitude a
tomar ante o rumorosíssimo caso da fusão Oi / Brasil Telecom, operação de
compra e venda de ações entre duas empresas gigantes que vem batendo o recorde
de ‘versões oficiais’. A cada declaração, mudam o tom e as cores do negócio, a
importância da transação para o mercado brasileiro, e o nome dos responsáveis
pela bênção/condenação do processo.
Até agora os fatos não permitem concluir que a fusão seja benéfica para a
sociedade e o consumidor brasileiro, já que trata com pesos e medidas
diferentes as regras do jogo.
Ou seja: se Oi e Brasil Telecom podem se fundir para enfrentar a concorrência,
tomando para isso dinheiro emprestado do BNDES, as outras empresas do setor
também devem poder, se seguirem as mesmas regras. Não é o que acontece. Tão
logo a operação foi divulgada, executivos da Embratel, Telefônica,Tim e Claro
voaram para Brasília a fim de pedir isonomia no tratamento da questão. Se
pediram, é porque ela (ainda) não existe.
Se ainda não existe, é o caso de perguntar por que o anúncio atropelou a
regulamentação existente no setor — a chamada Lei de Outorgas.
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Crescimento da Ethernet abrirá novo mercado
[14/01/08]
O avanço da Ethernet sobre as redes metropolitanas abre 2008 com boas notícias
para quem trabalha com roteadores IP e switches Ethernet.
As operadoras de telecomunicações iniciaram seus movimentos para transpor seus
modelos de negócios baseados nos transportes SDH e SONET. Esse tipo de
tecnologia tinha seu cronograma para depreciação estabelecida para ocorrer
entre 15 anos e três décadas.
Não obstante as teles terem hesitado por muito tempo em se mover nessa
direção, em função de recuperar o que investiu em SONET, parece providencial
que a iniciativa das telcos em simplificar suas redes agora, aconteça num
momento no qual todo o mercado de TI está aquecido.
Isso porque, os cortes nos gastos com tecnologia da informação que as
operadoras fizeram para aumentar a eficiência de suas finanças, afetaram
pontualmente alguns segmentos do setor de TI (especialmente fornecedores de
serviços).
Com o mercado de TI em alta, as atuais alterações nas redes provavelmente não
terão impacto significativo no balanço das empresas provedoras de serviços
desta vez. Mesmo porque todo esse andamento era de se esperar.
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No geral, 2008 será promissor [07/01/08]
As perspectivas para o mercado nacional de TI em 2008 podem ser ainda melhores
do que foram em 2007.
Segundo especialistas e alguns executivos da área, as metas previstas para o
ano passado (cujos balanços ainda não foram divulgados) superaram as
expectativas mais otimistas.
A tendência é que o ritmo de crescimento se mantenha estável em 2008, porém
existem ressalvas em relação à conjuntura internacional. Ainda assim o setor
de TI foi um dos segmentos mais prósperos e aquecidos da economia brasileira
em 2007.
A estimativa é que o incremento dos serviços em TI tenha subido 14% em relação
a 2006. Uma bela linha ascendente, diga-se, considerando que percentualmente o
índice ultrapassou o crescimento até do PIB. Essa oportuna e pertinente
avaliação foi comentada pelo presidente do Sindicato das Empresas de
Informática do Estado do Rio de Janeiro (Seprorj), Benito Paret.
Já em escala planetária, as projeções divulgadas pelo Gartner Group, dão conta
que, neste ano, as despesas com serviços de tecnologia da informação em todo
mundo estarão na casa dos 6%. O que significa algo maior do que os US$ 730
milhões previstos para o ano fiscal de 2007.
Sobre a iniciativa privada, sua atuação tem sido mais agressiva em relação à
criação de oportunidades de negócios, porém de forma mais madura e
freqüentemente pautada na filosofia de modernidade.
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2007
A Síndrome dos Pobrezinhos [14/12/07]
Uma interessante pesquisa, realizada pela Nokia, publicada recentemente
mostrou as tendências da vida digital entre, aproximadamente, 900 milhões de
clientes da companhia, além de formadores de opinião e líderes de mercado de
17 Países.
Segundo o estudo, até 2012, 25% de todo o entretenimento consumido no mundo
será criado e compartilhado por membros de comunidades, e grupos. Isso
significa que, em até cinco anos, o crescimento da Web 2.0 fará com que as
grandes empresas de comunicação percam o controle sobre os conteúdos.
Executivos da operadora constataram que as tendências indicam que as pessoas
possuem um genuíno desejo de gerar seu próprio conteúdo, e de fazer remixagens,
e passá-lo adiante. A análise demonstrou que a mídia social colaborativa está
cada vez mais em alta.
Hoje, 39% dos entrevistados assistem tv pela Internet; 35% compram músicas em
arquivos MP3 e 25% para dispositivos móveis; 23% adquirem filmes em formato
digital; 46% utilizam regularmente Internet móvel, 37% em um dispositivo
móvel; 29% usam blogs regularmente; 28% acessa sites de redes sociais; 22%
utilizam tecnologias como o Skype; 17% participam de jogos multiplataforma
on-line e outros 17% enviam conteúdo à Internet a partir de dispositivos
móveis. Ler mais
Nova Telebrás pode ser o Operador Nacional
das Redes IP [10/12/07]
A ressurreição da Telebrás seria considerada uma teoria conspiratória de
véspera de eleições não fosse as declarações do ministro das Comunicações,
Hélio Costa, a menos de um mês, de que a Telebrás poderia coordenar o uso de
fibras ópticas ociosas de estatais no projeto de ampliação das redes de banda
larga a 90% do País. Iniciativa que consumirá cerca de R$. 2,5 a R$. 3 bilhões
em três anos.
Anúncio aliás que fez elevar muito o valor das ações da Telebrás na Bolsa de
Valores. No dia 16/11 a PN foi a 200% e a ON a 218,18%. No dia 19 despencaram
para 22,22% e 31,42%, respectivamente.
Tal oscilação levou a Bolsa a requisitar, na ocasião, explicações que
justificassem a alta das ações e teve como resposta um pedido da Telebrás para
que as mesmas fossem bloqueadas. O que foi prontamente negado.
Mas as esquisitices não se resumiram a números.
Há três semanas a associação de provedores, Rede Global Info, que reúne cerca
de 600 dessas empresas no Brasil, classificou como ufanista a idéia de se usar
a Telebrás para fazer inclusão digital. O presidente da entidade, Jorge de La
Rocque, disse que a reedição da estatal ignora o histórico do governo em gerar
serviços de qualidade ruim e preços altos quando opera em segmentos onde a
iniciativa privada é mais competente.
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Ressurreição da Telebrás começa a tomar forma
[03/12/07]
Quem já ouviu comentários na imprensa sobre um eventual terceiro mandato
presidencial para Lula, e achou absurda essa idéia, ainda não viu nada.
Nos bastidores do governo federal se cogita a ressurreição do Sistema
Telebrás. Isso mesmo. Querem exumar um defunto que está a 9 anos enterrado em
dívidas trabalhistas. A notícia chega a parecer folclórica, mas para o
pesadelo da nação, ela é verdadeira e vem tomando forma.
Mas os disparates não param por aqui. As informações que nos foram repassadas
por fontes seguríssimas dão conta de que a Eletronet pode ser igualmente
reativada, ou pelo menos parte de sua infra-estrutura.
Alguma coisa nesse sentido já andou circulando por aí, o que mais assusta é
que não se trata de boato, ou de conversa descompromissada, nem mero debate de
véspera de eleições. Estão batendo mesmo nessa tecla com cada vez mais força.
A estranha e oportunista idéia de tentar salvar uma estatal mergulhada em
dívidas com fornecedores, e, outros credores – cujo passivo pode chegar à casa
dos R$. 700 milhões - é tão confusa quanto sua própria história e falência.
Ninguém diz como será feito.
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Videoconferência é refutada pelo jogo do
poder [26/11/07]
A decisão do governo federal em vetar o projeto de lei do senador Tasso
Jereissati (PSDB-CE), que institui o uso obrigatório da videoconferência nos
interrogatórios de presos condenados, ou de réus em liberdade condicional ou
provisória, é mais uma inequívoca e explícita demonstração de desprezo das
autoridades constituídas pelos interesses, segurança, e bem estar da
sociedade.
O motivo principal ao veto é pelo fato de que a proposta partiu da oposição.
Especialmente porque na mesma semana duas decisões importantes para a
Presidência da República estiveram em curso:
Uma é sobre a prorrogação do recolhimento de CPMF, a outra é a respeito da
cassação do mandato de Renan Calheiros, com quem Lula tem relação de
compadrio.
Impedindo que uma proposta de grande clamor nacional, como o uso da
videoconferência em interrogatórios, seja aprovada, o governo pretende mostrar
poder de fogo contra a oposição e usar o veto como instrumento de barganha
para aprovação da CPMF.
A sociedade que continue a pagar com seus impostos os “passeios” aéreos de
Fernandinho Beira-Mar pelo País e de outros criminosos perigosos, bem como
alguns meliantes de colarinho branco, para serem interrogados pessoalmente nos
tribunais, ou para meramente assistirem uma audiência de instrução.
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Mundo rejeita ICANN
[19/11/07]
O Fórum de Governança de Internet (FGI), realizado no Rio de Janeiro de 12 a
15 de novembro, embora tenha colocado em pauta uma variedade de temas
relevantes, por assim dizer, on-demand em relação às necessidades globais da
rede, a sua marca foi, sem dúvida, o ‘clamor planetário’ por uma Internet
desvinculada do governo dos EUA.
Logo na abertura o ministro da Cultura, Gilberto Gil, defendeu que a
Organização das Nações Unidas (ONU) assumisse o gerenciamento da rede.
Mesmo não havendo consenso de que a ONU seria a instituição mais recomendada
para substituir a Organização da Internet para Designação de Nomes e Números
(da sigla em inglês, ICANN), e a própria ONU rejeitar a idéia, já passou da
hora do mundo ter um novo gestor internacional.
Um órgão mais paritário, não somente na composição da diretoria, mas de fato.
Hoje o ICANN tem relações muito estreitas, porque não dizer íntimas, com o
Departamento de Comércio dos EUA.
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Rede Globo quer criar reserva de mercado
[12/11/07]
Um certo segmento do setor de telecomunicações brasileiro consolidou
definitivamente sua vocação como submundo. Muito antes da privatização do
Sistema Telebrás, sabidamente sem lisura e acompanhamento da população, as
negociatas escusas sempre pautaram as ações dos maiores protagonistas desse
mercado.
Lugar, aliás, povoado por lobistas de todo tipo de índole, gangsters de vários
calibres, e gente não recomendável assumindo postos que deveriam ser ocupados
apenas por pessoas sérias.
Lamentavelmente a sociedade está perto de viver ‘novos tempos de censura’ com
algumas diferenças.
É que agora a motivação para uma nova censura não tem cunho político
ideológico, e sim mercadológico. Além disso, não é contra o País inteiro, como
na época da ditadura, e nem feita pelo poder executivo.
A nova censura quer bloquear somente as operadoras de telefonia e está sendo
patrocinada pelos donos dos veículos de comunicação de massa, através dos
mecanismos e instituições do jogo democrático.
De acordo com informações divulgadas pela Agência Câmara, o Parlamento analisa
o Projeto de Lei 29/07, do deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC), que dá às
empresas de telefonia fixa e móvel o direito de produzir e distribuir conteúdo
eletrônico, desde que sejam constituídas e sediadas no Brasil ou que a maioria
de seu capital esteja em poder de pessoas residentes no País. As emissoras de
rádio e os canais de televisão, com base na legislação em vigor, querem ter
exclusividade na prestação desses serviços.
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Setor de TI do Rio
se mobiliza pela redução de ISS [05/11/07]
A urgente necessidade de redução da carga tributária sobre os setores
produtivos e destravar o crescimento do País, são coisas sobre as quais o
presidente Lula já deixou claro, em recente pronunciamento, que não está em
interessado em fazer. Ele afirmou isso no dia 25 de outubro, na ocasião em que
se reuniu com os cem maiores empresários do País.
Disse categoricamente que a carga tributária não deve cair no curto prazo,
pois o País ainda estaria precisando desse dinheiro.
Embora Lula estivesse mencionando a manutenção da cobrança da malfadada CPMF,
o fato é que diversos impostos e taxas que os governos municipais, estaduais,
e federal se permitem cobrar dos contribuintes, são ilegais ou
desproporcionais com a realidade da economia.
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Tropas das Elites
planejam impedir inclusão digital [29/10/07]
“Informação é poder”, diz um certo adágio que acabou se tornando bastante
popular. Entretanto essa idéia é incompleta, pois informação só se
consubstancia em poder mediante a capacidade de transformar dados em algo
útil. Esse princípio se aplica tanto a indivíduos como a nações.
Sabendo disso alguns setores influentes no governo federal estão tentando, a
qualquer custo, atrasar projetos de Inclusão Digital. Especialmente porque a
intenção primordial das atuais políticas governamentais é emplacar projetos do
Governo Eletrônico (Gesac), começando pelos municípios e interligando-os a
redes estaduais, dotando o País inteiro de estruturas e instrumentos de
comunicação.
Equivale dizer que o objetivo final dessas medidas é disponibilizar Internet à
população nos mesmos moldes como já é feito com as redes de águas e esgotos e
energia elétrica. Há projetos bastante desenvolvidos para disseminar Internet
também através das concessionárias de energia elétrica.
Ou seja: os cidadãos brasileiros poderiam interagir com a rede mundial de
computadores bastando apenas solicitar a conexão, ao prestador em seu
município, assim como faz para ter um relógio medidor de energia, ou um
hidrômetro.
O que naturalmente transformaria o acesso à Internet em commodity e
conseqüentemente reduziria significativamente os preços.
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Mercado de redes
se rearticula [22/10/07]
A delicada situação em que se envolveu a empresa Cisco (fabricante de soluções
de conectividade, segurança de dados, telefonia IP e backbones de redes) com
as autoridades brasileiras, na última semana, suscitou temores sobre o futuro
do mercado de redes no Brasil.
Tal apreensão é, aliás, justificável, uma vez que o episódio ainda tem
potencial para trazer muitos desdobramentos negativos.
E olha que nem estou falando de méritos legais, já que isso afetará apenas os
protagonistas do mesmo e quem eventualmente estiver envolvido.
O pior é para quem, apostando na evolução das redes 3G, incluindo aí o
esperado WiMAX, não ter idéia do que virá pela frente.
Embora o Brasil ainda esteja engatinhando nessa área, é inegável que a
participação da Cisco em tudo que é equipamento destinado a fazer a internet
funcionar no País, é maciça. Afinal, ela é líder mundial.
O que nos torna altamente dependentes da multinacional nesse quesito. A
propósito a Cisco, segundo os melhores especialistas, como o engenheiro
Eduardo Prado, andava ensaiando investir mais em WiMAX, muito embora tenha
sido o último grande vendor de rede a aderir à tecnologia.
Se por um lado, vários segmentos da imprensa especializada continuam tentando
apurar os fatos para saber o que realmente virá por aí (e só conseguem
pronunciamentos frios de assessores), por outro, empresários do setor procuram
interagir intensamente entre si.
Uns buscam dimensionar melhor a situação, outros rearticulam seus negócios e
estratégias. Contudo o ‘ensurdecedor’ silêncio que impera no mercado tem
motivado várias especulações.
Mas isso não é o que causa mais estranheza, já que, segundo a Polícia Federal,
mais de 30 empresas nacionais e estrangeiras estão em sua lista, incluindo
parceiros. Por isso dá para compreender porque muitos estão ‘calados’.
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Brasil, campeão
mundial em computadores e roubos digitais [15/10/07]
Não seria impreciso dizer que os paradoxos brasileiros são parecidos com os
bugs num software recém desenvolvido. Um pequeno mau funcionamento nas rotinas
de um programa pode alterar significativamente o resultado do serviço para o
qual foi criado, ou inviabilizá-lo por completo.
A diferença é que em relação ao Brasil, os bugs (ou defeitos) de ‘fabricação’
da matriz política se incorporam ao sistema social e, não raro, se transformam
em suas principais ‘sub-rotinas’.
O que era para ser um erro passa a ser característica, pois, diferente do que
faria um desenvolvedor de aplicativos, os gestores governamentais parecem não
estar interessados em corrigir eventuais desvios provocados por políticas
equivocadas.
Um desses problemas foi apontado pelo Pew Institute Research, dos EUA.
Uma pesquisa realizada pelo instituto de pesquisa americano mostrou que a
maior elevação no uso de computadores do mundo, nos últimos cinco anos,
aconteceu no Brasil.
Subiu de 22% em 2002, para 44% em 2007. Contudo essa utilização é bem menos
disseminada do que em Países desenvolvidos, como a Suécia, onde 82% dos
entrevistados responderam que usam a tecnologia.
O estudo ouviu mil pessoas em 35 Países e concluiu que embora o uso de
computadores tenha aumentado significativamente nos Países pobres, ou
classificados como ‘em desenvolvimento’ (o caso do Brasil), fica evidente o
abismo digital em que ainda estão mergulhadas essas nações.
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Leilão da telefonia
móvel favorece chegada do Wimax [08/10/07]
Futurecom 2007 terminado, já podemos ver um novo cenário no mercado de
telecomunicações especialmente com o leilão promovido pela Anatel de 74 dos
105 lotes da telefonia móvel colocado a disposição dos interessados.
As operadoras Claro, Oi, Tim, Vivo, e Options que foram vitoriosas nos lotes
licitados vão poder oferecer mais alternativas de serviços em diversas regiões
do País aonde não operavam.
A Claro vai atuar nos estados do Amapá, Amazonas, Pará, Maranhão, Roraima, e
nos municípios de Londrina e Tamarana (PR); a Vivo atenderá todo Nordeste do
País e o estado de Minas Gerais.
A Oi entrará no estado de São Paulo. Já a TIM poderá ampliar a oferta de
serviços prestados com o aumento da faixa de radiofreqüência nas regiões nas
quais atua devido ao acréscimo das radiofreqüências obtidas. O mesmo se dará
com as demais prestadoras.
A novidade ficou por conta da entrada da Options no mercado de telefonia
móvel.
Todas as concorrentes terão um prazo de 12 meses para entrar em operação e a
expectativa da Anatel é que a licitação, tenha como conseqüência, a melhora no
atendimento do serviço à sociedade, resultante da redução dos preços e aumento
das facilidades geradas pela competição, além de preparar a rede dos serviços
móveis para a entrada da terceira geração (3G).
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Na internet
vítima pode virar réu [01/10/07]
Com o crescimento, ainda que tímido, das redes de alta velocidade sem fio,
segurança na Internet voltou à pauta do dia no Brasil.
Contudo isso não chega a ser uma novidade, pois desde o início do ano muitos
alertas, pesquisas e congressos, por todo planeta, se ocuparam com a crescente
profissionalização das quadrilhas que agem livremente na Internet.
Não elegeria esse tema como prioridade para o momento, não fosse um outro
perigo iminente, para o qual me vi na obrigação de informar ao público.
Pode parecer estranho, mas a ameaça a qual me refiro não vem de criminosos,
nem de invasores de sistemas alheios, e sim das cabeças dos que deveriam ser
os responsáveis pela segurança dos usuários da rede.
Venho notando que um certo entendimento tem tomado forma entre alguns setores
de segurança pública, segurança da informação, jurídico e talvez do mercado
financeiro:
A de que um proprietário de uma rede doméstica sem fio eventualmente poderia
ser criminalizado e punido, caso alguém usasse indevidamente sua rede para
cometer crimes, sem seu consentimento ou conhecimento.
Pode parecer surreal, mas a verdade é que certos ‘especialistas’ andam falando
aqui e ali que, em determinados casos, as vítimas de um crime cibernético
podem estar exercendo um papel na consecução do delito do qual é alvo.
Em outras palavras isso também quer dizer que: se você usar seu computador
para navegar na internet, e por não saber configurar antivírus, antispywares,
ou por uma ação inadvertida ele for invadido, seja para roubarem a senha de
sua conta corrente, ou transformado em zoombie machine (máquina zumbi),
ficando a mercê de criminosos, eventualmente isso poderia ser interpretado
como cumplicidade.
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Telefônica usa
tática comercial predadora [24/09/07]
Com estilo muito próprio a tele espanhola Telefônica, vem demonstrando de
forma inequívoca a que veio.
Considerando sua manifesta intenção de ampliar sua base na América Latina,
elevando o número de clientes de 122 para 150 milhões até 2009, já vemos com
clareza que pretendem alcançar o objetivo a qualquer custo.
O anúncio feito por José María Alvarez-Pallete, diretor-geral da Telefônica,
no inicio de setembro, deixou claro que a companhia quer aproveitar o
presumido crescimento econômico da região, para também poder crescer.
O executivo acredita que até 2015 a população economicamente ativa deverá se
ampliar em 16%, e que o número de residências de classe média aumentará para
15 milhões, projetando mais 50 milhões de pessoas para essa classe social até
o final da década.
Números muito interessantes, na minha opinião. Ainda mais levando em conta que
no mundo a corporação experimentou um crescimento da ordem de 125,4%, no
último trimestre.
Até aqui nada de errado. O problema todo está nos métodos duvidosos utilizados
para alcançar essas metas.
Ocorre que, em agosto, a Net andou colidindo de frente com a tele por causa da
Telefônica Trio. Enquanto se tratava de uma briguinha com um concorrente que
tem dificuldades de disputar o mercado sem ajuda da velha, rançosa e
ditatorial política do passado das Organizações Globo, nada tínhamos a
declarar contra a Telefônica.
Entretanto, por mais que a Net não seja um exemplo de empresa no que diz
respeito aos direitos do consumidor (vide os processos que correm contra a
operadora no Poder Judiciário), a acusação que a mesma fez de que a Telefônica
usava de propaganda enganosa, revelou-se procedente.
Quem disse isso foi o Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária (Conar),
que recomendou mudança no comercial do produto baseado em triplo play.
A Net, autora da denúncia, indicou que o preço inicialmente cobrado (na época)
de R$. 99,90 e anunciado como oferta, na verdade não deixava claro para os
consumidores que ainda seriam obrigados a contratar provedor, no valor de R$.
19,90, e pagar a assinatura do telefone fixo, de R$. 37,98.
A surpresa desagradável viria na primeira fatura, com um valor majorado de R$.
127,78.
As entidades de defesa do consumidor Idec, Proteste e Defenda São Paulo,
denunciaram também uma série de irregularidades no contrato de prestação do
triplo play e em outros serviços da empresa. Algumas cláusulas foram
classificadas como obscuras e privilegiava excessivamente a prestadora.
A Telefônica se defendeu dizendo que já tinha alterado a propaganda por
iniciativa própria.
Ler mais.
Cinco anos de
militância e obstinação [17/09/07]
O site AliceRamos.com completa hoje cinco anos no ar!
É possível que algumas pessoas ainda estejam se perguntando: Como isso foi
acontecer? Ou: Quem deixou esse pessoal assumir um veículo de comunicação
on-line para dizer o que pensam, e falar o que muitos ainda não têm coragem,
mesmo supostamente vivendo num regime de liberdade?
É o que também venho me perguntando, desde o lançamento.
Para quem não sabe, ou não teve a oportunidade de experimentar, dizer o que
precisa ser dito, com clareza, objetividade, coerência, responsabilidade, e
destemor, é bom avisar que existe um preço a ser pago. E geralmente ele é bem
alto.
E posso garantir a vocês que pagamos essa conta todos os dias.
Não foram poucas vezes que vozes insatisfeitas afirmaram que não iríamos
longe.
No começo (em Setembro de 2002), ‘os especialistas’, por não terem entendido a
proposta, julgaram que site autoral como o AliceRamos.com não teria êxito no
Brasil. Ler
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Prudente, Anatel
aguarda tempestade passar [10/09/07]
Sensata a decisão da Anatel de não analisar o processo de compra da TVA pela
Telefônica. No dia 5 de setembro Ronaldo Sardenberg, presidente da agência
reguladora, deu a entender que se manteria em compasso de espera sobre a
transação da operadora espanhola. Isso até que no Congresso os parlamentares
acirrassem os ânimos sobre a criação de uma CPI para investigar o negócio.
A idéia de dar um tempo foi oportuna. Mesmo porque é do conhecimento de todos
que essa CPI seria apenas um oportunismo barato, uma tática rasteira e
desesperada do presidente do Senado, Renan Calheiros, para tentar ofuscar um
pouco a visão do público sobre as denúncias de corrupção que pesam contra ele.
De outra forma se a Anatel tivesse insistido em analisar os detalhes técnicos
da transação Telefônica / TVA, os lobistas de Renan iriam fazer a festa, uma
vez que também não têm conseguido refutar as evidências investigadas pela
Polícia Federal.
Sendo assim, irão aproveitar toda e qualquer chance que tiverem para tumultuar
o País com suas demandas inúteis e manobras estapafúrdias.
Às vezes penso que esses grupos só não provocam um desastre maior no meio da
sociedade, para livrar seus correligionários desonestos e só porque o
custo-benefício de tal façanha não seria convidativo para eles.
Então um atraso por motivos irrelevantes, como as dores de Renan Calheiros,
apenas prejudica o consumidor, pois manterá um concorrente a menos no mercado
de telecom. Ler mais
Caso Telefônica -
TVA: a revolta dos insatisfeitos [03/09/07]
A compra de parte da TVA pela Telefônica vem provocando pesadelos em certos
grupos, cujas famas já são bem conhecida de todos.
Aliás, esse ódio contra a Telefônica foi preconizado aqui no AliceRamos.com
por Eduardo Prado, consultor de Novos Negócios & Tecnologia na área Wireless,
e ex – colunista do site, quando, em matéria especial para a Coluna Infocenter,
do dia 8 de novembro de 2006, Prado declarou:
“A raiva contra a Telefônica ainda vai ser muito maior. Por quê? Enquanto todo
mundo está buscando uma saída no edital de 3,5 GHz que está encalacrado até
agora, a Telefônica deu a ‘volta por cima’ e foi logo mirar no filet mignon da
banda de 2,5 GHz que é bem melhor para serviços multimídia que a banda de 3,5
GHz do edital atual. A banda de 2,5 GHz ainda, de lambuja, permite Mobilidade
Restrita. Existe respaldo jurídico para a Telefônica montar uma operação de
WiMAX em 2,5 GHz? Existe sim. Chama-se Resolução nº 429 de 13/02/2006 da
ANATEL. Para ficar melhor para a Telefônica basta apenas a ANATEL – algum dia
no futuro – aprovar a aquisição da TVA pela mesma. Esperemos então!”
Eis que esse dia chegou e, de um lado desse ‘ringue’ do mercado de
telecomunicações encontra-se, por motivos duvidosos, o presidente do Senado,
Renan Calheiros. Ler
mais
Telemedicina em
franca expansão [27/08/07]
A expansão do mercado de videoconferência é uma tendência irreversível e vem
afetando positivamente a prestação de serviços nos mais variados segmentos.
Atualmente uma das áreas que melhor proveito tem tirado das soluções
colaborativas sem dúvida é da saúde.
Entre as vantagens podemos destacar: Redução de tempo e dos custos na hora de
definir se pacientes precisam ser ou não removidos, permitindo um melhor
gerenciamento dos recursos; acesso rápido a especialistas em casos de
acidentes e emergências; alívio da pressão sobre hospitais já comprometidos
pela falta de leitos; possibilidade de um só médico alcançar um número maior
de pessoas; cooperação e integração de pesquisadores com o compartilhamento de
registros clínicos; e maior qualidade dos programas educacionais para médicos
e residentes localizados em zonas fora de centros especializados, evitando
assim o isolamento intelectual.
Mais do que uma ferramenta, a telemedicina ou telesaúde se tornou um conceito,
quase um novo ramo da medicina tal seu valor utilitário para profissionais do
setor. Ler
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STF tem medo de
tecnologia? [20/08/07]
Apesar de não ser a primeira vez que o Supremo Tribunal Federal (STF)
surpreende a sociedade com decisões polêmicas, e em muitos casos, discutíveis,
devemos admitir que o órgão ainda consegue causar espanto com certos
‘entendimentos’.
No dia 14/08 a Segunda Turma do STF considerou, por unanimidade, “que
interrogatório realizado por meio de videoconferência viola os princípios
constitucionais do devido processo legal e da ampla defesa”.
O relator do processo de julgamento de Habeas Corpus, o ministro Cezar Peluso,
declarou que “a adoção da videoconferência leva à perda de substância do
próprio fundamento do processo penal e torna a atividade judiciária mecânica e
insensível’”. Acompanharam nesse conservadorismo os ministros Celso de Mello,
Gilmar Mendes, e Eros Grau.
Acrescento que o resultado dessa decisão beneficiará diretamente um indivíduo
condenado a mais de 14 anos de prisão por extorsão mediante seqüestro e roubo,
preso em flagrante delito.
Somente por esse ‘incômodo detalhe’ de ter uma videoconferência entre o juiz e
o réu, o processo-crime aberto contra um criminoso na 30ª Vara Criminal do
Foro Central de São Paulo, foi – pasmem - ANULADO – a partir do
interrogatório. Ler
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Globo tenta
atrapalhar avanços da tele nacional [13/08/07]
Como seria de esperar, o estudo sobre a fusão das operadoras OI e
BrasilTelecom com o objetivo de se criar uma tele nacional vem provocando as
mais variadas reações no mercado. Especialmente depois que o próprio ministro
das Comunicações, Hélio Costa, veio a público defender a idéia.
Evidentemente nenhum player pretende correr o risco de perder sua parte no
bolo para a concorrência, por menor que seja. Dessa forma é até compreensível
que exista uma certa apreensão por parte de todos.
Sendo assim, certamente podemos aguardar muitas discussões e anúncios dos mais
mirabolantes possíveis, prontamente oferecidos pelo governo, pelos
ministérios, pela Anatel e executivos das teles e das emissoras de tv junto
com seus assessores, ao menor sinal de discordância.
Dessa forma não podemos nos furtar em analisar, comentar e apontar o que em
nosso entender é o mais apropriado para o Brasil. Sublinho que o Brasil a que
me refiro é o da população em geral.
Não tenho nada contra as multinacionais, pelo contrário, acho que o mercado
deve contar sempre com a bem vinda livre concorrência. Desde que baseada na
ética e na competência.
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Apagão aéreo
reacende idéia da telepresença [06/08/07]
Acidentes, crises e outras situações fortuitas são coisas que toda pessoa ou
empresa pode eventualmente ter que enfrentar em algum momento. Por esses
motivos planos de contingência, projetos de segurança, e infra-estruturas
redundantes são criados para oferecer alternativas de sobrevivência aos
negócios.
O certo seria que essas providências fossem implementadas em tempos de
relativa tranqüilidade. Mas para certos acontecimentos parece que não há
previsão possível. Este talvez fosse o caso da crise no setor aéreo,
evidenciada por dois monstruosos desastres que ceifou a vida de centenas de
pessoas e destruiu muitas famílias.
Apesar de ter sido visualizada por poucos como algo previamente anunciado, a
maior parte dos brasileiros desconhecia o quão grave eram os problemas.
Nesse período de acidentes aéreos, todo cuidado é pouco. Ainda mais por se
tratar de um ‘apagão’ de infra-estrutura. Isso indica que transtornos sérios
podem durar longo tempo, e nem sempre dá para ter certeza onde vai pipocar o
próximo. O melhor a se fazer, enquanto os setores desorganizados da sociedade
batem cabeças, é achar outras vias para manter os relacionamentos comerciais.
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A culpa não é das
Telecomunicações [30/07/07]
O recuo do governo em relação ao uso de bloqueadores de celulares em presídios
não foi uma decisão fácil e nem rápida. A medida faz parte do Programa
Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci) que inclui uma série de
projetos. Os mesmos serão implementados até 2010, visando diminuir a
criminalidade no País através de ações sistemáticas de combate ao crime, com
aquisição de equipamentos e melhoria das condições social e profissional dos
policiais.
Posteriormente serão definidas ações articuladas de inserção dos jovens na
sociedade, aliadas à manutenção da coesão do território nacional. Nesse
contexto entrarão os investimentos em telecomunicações para dificultar a
comunicação entre criminosos presos.
Só que ao contrário do que vimos no passado recente, os antigos bloqueadores
estão fora de cogitação, pois os riscos de ficarem obsoletos de uma hora para
outra são grandes e os prejuízos, enormes.
Em vez disso, o que setores do governo vêm defendendo agora é a aquisição de
rastreadores móveis, os quais permitem ouvir conversas, localizar e fazer o
rastreamento das ligações de celulares dos criminosos.
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Nossos dados
cadastrais estão à venda. [23/07/07]
Quem tem um telefone hoje em dia e pode dizer que jamais foi contatado por um
operador de telemarketing tentando empurrar algum produto? Provavelmente
ninguém.
Mesmo o consumidor que eventualmente nunca tenha possuído um telefone fixo ou
celular, não estará livre de tais ligações. Basta ativar o mais singelo dos
aparelhos, ainda que pré-pago, e em pouco tempo estará na mira dos
‘telemercadejadores’ de plantão.
As ofertas vão desde propostas para aquisição de cartões de crédito, a pedidos
de contribuições para alguma instituição de caridade, (que muitas vezes nem
existem) a cobranças indevidas, passando pelos planos de minutos das
diferentes operadoras de telefonia.
Invariavelmente pegando o usuário de surpresa, e principalmente em horários
inconvenientes.
E não adianta solicitar a retirada do nome da lista telefônica e nem do
‘script de atendimento’ de quem te ligou. Ou ainda dizer que a “pessoa
procurada não existe naquele número.”
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Vai pagar imposto?
Desembolse para declarar [17/07/07]
A certificação digital se tornou uma realidade bem antes do imaginado. Pelo
menos é o que sugeriu a reação de alguns setores do empresariado que se
surpreenderam com a obrigatoriedade da certificação digital na hora de
declarar seus impostos.
Convenhamos que ninguém tem uma bola de cristal para adivinhar o que a Receita
Federal anda planejando, se isso não for posto a público oficialmente.
Entretanto, qualquer executivo que se mantenha minimamente informado saberia
discernir que estávamos caminhando a passos rápidos para a era da assinatura
digital.
Portanto, não é surpresa que mais cedo ou mais tarde a exigência de
certificação para pessoas jurídicas seria anunciada. Mas infelizmente o
problema não se restringe a um mero desacerto no cronograma de eventos.
Como sempre o Leão anda com sua boca voraz aberta e desta vez decidiu repassar
o custo da transação para o já espoliado contribuinte. Nesse roldão foram
apanhadas as empresas que optaram por fazer suas declarações pelo lucro real.
Terão que desembolsar quase R$. 1.300,00 só para estar em dia com os impostos.
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Web colaborativa
pode aumentar faturamento [09/07/07]
A Web 2.0 deve proporcionar bons resultados financeiros para as empresas que
souberem distinguir o quanto antes - novas oportunidades de negócios na
segunda geração da Internet. O que não significa necessariamente que vencerá a
concorrência quem conseguir lançar seu produto ou serviço primeiro.
Mesmo porque, para ser ter sucesso nesses novos tempos, as empresas precisarão
como nunca usar de criatividade, aliada a um forte estímulo à inteligência
coletiva de seus colaboradores, proporcionando-lhes ambiente e espaço para a
difusão de idéias que favoreçam o surgimento de inovações ousadas. Sem
mencionar que é imprescindível ter excelência absoluta na prestação de
serviços e, orientando isso tudo, uma inequívoca convicção do papel social da
organização.
Papel social para empresas privadas cujo objetivo é o lucro?
Mas que história é essa?
Colaboração é a palavra-chave do momento. Algo que até agora somente
interessou aos usuários finais, residenciais, escovadores de bits, ou
entusiastas dos diversos movimentos que incentivam o uso do código aberto, vem
ganhando adeptos de peso no mundo empresarial.
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Quem tem chances na
Sociedade da Informação? [02/07/07]
Na última sexta-feira a Apple conseguiu sacudir o mercado de tecnologia dos
EUA com a venda da primeira leva do seu iPhone: uma solução móvel que reúne
celular, navegador web, tocadores de música e vídeo, ou seja, uma pequena jóia
da geração 3G para a qual, Steve Jobs, conseguiu (como sempre), atrair a
atenção da mídia mundial e o sonho de consumo dos fanáticos por tecnologia.
Mas o que há de tão especial nesse aparelhinho? O que ele oferece de tão
importante que outros produtos parecidos não o fizeram?
Bem, “trata-se de um novo paradigma para interfaces móveis”, diriam alguns
especialistas. Alguns gurus de tecnologia dos EUA o estão chamando de ‘marco’.
Outros apontariam que o design é ‘lindo’. A indústria de TI poderia
classificá-lo como uma ‘grande oportunidade de negócios’, já que a Apple
estima que irá vender 10 milhões de unidades em 2008 (algo em torno de 1% do
mercado mundial). Analistas de tendências não teriam dificuldades em admitir
que se o IPhone não for o telefone do futuro, pelo menos está no caminho
certo. Ler mais
MIT Desenvolve
Energia Elétrica Wireless [25/06/07]
Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT) deram início
aos testes das tecnologias que permitem transmitir energia elétrica através do
ar, sem o uso de fios. Os resultados demonstraram, com sucesso, que é possível
carregar baterias de celulares, players MP3, notebooks, à distância, sem
necessidade de conectá-los a tomadas.
A Revista Science publicou, no dia 7 de junho, o artigo intitulado Wireless
Power Transfer via Strongly Coupled Magnetic Resonances, dos cientistas André
Kurs, Aristeidis Karalis, Robert Moffatt, J. D. Joannopoulos, Peter Fisher,
Marin Soljacic, no qual eles declaram que conseguiram alimentar uma lâmpada de
60watts, à distância de dois metros com uma eficiência de 40%.
O foco da pesquisa se concentrou na ressonância de campos magnéticos, os quais
estejam próximos e entre ‘espirais de indução fortemente unidos’. Muito
interessante, mas o que isso significa em português claro?
Quer dizer que, ao entrar num café, em outros locais públicos, e até mesmo em
casa, os usuários de dispositivos móveis poderiam recarregar as baterias de
seus gadgets sem precisar colocá-los na tomada. Mas o efeito prático da
invenção não se restringiria a isso. Como a transmissão é baseada em campos
magnéticos, significa dizer que as pessoas poderão energizar seus aparelhos
via ‘wireless’ sem serem eletrocutados.
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Sonhos Loucos De Uma
Internet De Verão [18/06/07]
CDMA ou GSM? Não faz muito tempo que muitos se perguntavam qual das duas
tecnologias despontariam no crescente e promissor mundo sem fio. O mundo fez
suas apostas. Ganhou quem escolheu o GSM.
Embora à época o resultado tenha sido um tanto óbvio, uma vez que mais da
metade do planeta já havia se decidido quando a disputa se acirrou, a Vivo (ao
contrário do que sugere seu nome) apostou como nunca em CDMA.
Foi um equívoco que poderia ter culminado em falência se não fosse essa
operadora ter admitido em tempo que cometera um erro estratégico. Menos mal.
Daí em diante procurou criar sua rede GSM e uni-la ao seu quase sistema
‘legado’. Fato que não mudou muito a sofrida rotina dos pobres clientes da
operadora, pelo menos no que diz respeito ao atendimento. Um ‘tro-ló-ló’
desengonçado (seja lá o que isso quer dizer) que pode ser classificado como um
verdadeiro desastre para ficar mais claro.
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Sucesso da
InfoBrasil 2007 [04/06/07]
Quem foi ao Centro de Negócios do SEBRAE Ceará, no período de 23 a 26 de maio,
no mínimo ficou se perguntando o que havia acontecido na InfoBrasil de 2007.
Esta coluna ao final do evento em 2006, trazia como título "InfoBrasil termina
de forma inesperada", e quem se der ao trabalho de ler a referida coluna, (a
mesma se encontra na combo box do site) poderá mensurar a diferença entre as
duas.
A meu ver, e essa opinião foi compartilhada pela maioria dos participantes,
fossem eles, expositores, palestrantes, visitantes e a própria imprensa, o que
ocasionou esta mudança radical ainda que, o evento tenha sido decidido e
realizado em tempo recorde, quase impossível, foram dois fatores que fizeram a
grande diferença: a parceria firmada com o Atlântico (CPqD), empresa que
apesar de até a InfoBrasil não ser ainda tão conhecida do grande público, e
sobre quem voltaremos a falar brevemente aqui na coluna, com a A2 Comunicação,
e a mudança do formato, que dessa vez focou claramente e de forma certa na
área de negócios, atingindo ai seus objetivos, foi fundamental para o sucesso
do evento. Ler mais
Conversão
Pulso/Minuto na Telefonia Local Beneficia Todos Os Usuários [21/05/07]
Circula pela Internet uma mensagem apócrifa divulgando dados falsos e
alertando sobre supostos aumentos na conversão do modelo de tarifação pulso
para minuto dos serviços telefônicos do Brasil. Nunca é demais alertar nossos
leitores para essa distorção, mas neste caso vamos um pouco além, para
esclarecer algumas dúvidas sobre este processo.
Os contratos de concessão do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC), vigentes
até dezembro de 2005, estabeleciam como base de tarifação nas chamadas locais,
uma unidade denominada “pulso”. Era um sistema analógico ultrapassado,
desenvolvido na década de 1930, com muitas desvantagens.
Por exemplo: duas chamadas de mesma duração podiam ser tarifadas com valores
diferentes devido à forma aleatória com que o pulso inicial (entre zero e
quatro minutos) era aplicado.
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Microsoft Brasil
lança as linhas de segurança corporativa. [23/04/07]
A Microsoft Brasil lança amanhã, dia 24 de abril, as linhas de soluções de
segurança corporativa, ForeFront, e as de gerenciamento de infra-estrutura,
System Center. O encontro contará com a presença do gerente geral da divisão
de Servers, Eduardo Campos, e Ana Cláudia Oliveira, gerente de produtos e
serviços de segurança, ambos da Microsoft Brasil, que apresentarão as
principais funcionalidades dos novos produtos, que oferecem uma
infra-estrutura mais segura e fácil de gerenciar.
A linha de produtos Microsoft Forefront se propõe a açambarcar todo um
conjunto de funcionalidades de segurança, presentes em diversas camadas da
plataforma Microsoft. Algumas dessas ferramentas já existiam, do lado dos
servidores, com o nome de Antigen.
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PHISHING - Velhos
Problemas, Novas Tecnologias. [10/04/07]
O termo "phishing" aplicado à Tecnologia da Informação e Internet é conhecido
há mais de dez anos, embora a maioria dos usuários desconheça o seu
significado. Por outro lado, todos sabem do que se trata o conto do vigário e
outros tantos mais conhecem o significado dos termos engenharia social, golpe,
estelionato, pernada. Logo, o termo acima, cunhado especificamente para a
Internet define a prática de ludibriar usuários incautos na Internet,
possibilitando obter, na maioria das vezes por meios toscos, e com a plena
cooperação da vítima, de dados sigilosos que podem abrir a porta de sua conta
bancária.
Sempre houve e haverá a figura do incauto, daquele que pode ser facilmente
ludibriado por outrem, com base muitas vezes na lábia ou na oferta enganosa de
vantagens. É a velha estória das pirâmides, da venda do Pão de Açúcar, da
pressa em virar milionário, ou simplesmente a própria incapacidade de
compreender o sistema. O fato é que muitas pessoas, e até mesmo os usuários
mais competentes e informados, estão vulneráveis a alguma forma de “phishing”,
bastando muitas vezes uma distração em um raro momento de falta de vigilância.
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Nós, as telecom,
vamos "mesmo" invadir a praia das TVs? [26/03/07]
Desde julho de 2006 o mercado das teles e das empresas de comunicação
aguardava ansioso o martelo da Anatel bater em relação à intenção de compra da
Telemar sobre a operadora de TV a cabo WayTV. Seria, afinal, a primeira
empresa de comunicações a comprar uma operadora de TV, apesar de já se saber
que todas elas estão de olho no mercado de televisão, mesmo antes de as
primeiras discussões sobre TV digital despontarem no horizonte. A surpresa
ficou por conta da decisão da Anatel de dizer “não”. E o “não” veio,
arrancando suspiros de alívio em toda a comunidade televisiva, notadamente na
ABTA, a Associação Brasileira de TV por assinatura.
Para a ABTA, a agência mostrou coerência. “Esta decisão mostra que a Agência
Nacional de Telecomunicações agiu em defesa do marco regulatório do mercado.
Estava claro para a ABTA que este pedido tinha que ser negado”, disse
Alexandre Annenberg, diretor executivo da ABTA. “Um marco regulatório firme é
a garantia de que os investidores precisam, e ele não pode ser alterado por
casuísmos", complementa.
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Um Embaixador Na
Anatel [12/03/07]
Não precisava ser o Ronaldo Sardenberg para afirmar que é preciso fazer uma
completa reforma estrutural na legislação das telecomunicações e radiodifusão
no Brasil. Não é preciso ser embaixador do Brasil na ONU para perceber o quão
obsoleta é nossa atual legislação.
Qualquer um que se interesse um pouco mais pelo assunto pode perceber isso.
Mas a afirmação não veio de qualquer um.
E sim dele, Ronaldo Sardenberg. Convidado pelo presidente Lula para ser
conselheiro da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e, ao que parece,
futuro presidente da agência tocou na ferida, em entrevista à Folha de São
Paulo no início da semana passada.
Para quem não leu nem ouviu falar, podemos discutir aqui alguns pontos
levantados pelo embaixador, com os quais concordo em gênero, número e grau.
O primeiro: a lei da radiodifusão, por exemplo, vem dos anos 60.
Naquela época, não havia nem fax, as máquinas de escrever dominavam as
redações de todo o País (e por que não do mundo?) e a TV dava seus primeiros
passinhos por aqui, em enormes caixotes a válvula, com tela em preto e branco.
Muita coisa mudou de lá para cá, não acham?
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Na corrida entre a
China e os EUA, quem perde é o Brasil
[26/02/07]
Engana-se quem acha que os Estados Unidos serão líderes da Internet por muito
tempo. A China (mais uma vez ela) corre para ter mais internautas do que os
americanos, e a data prevista para a ultrapassagem já está definida: antes do
fim da década. Por enquanto, os 181 milhões de usuários conectados dão uma
margem folgada aos EUA, mas enquanto o ritmo de crescimento americano diminui,
o chinês cresce à razão de 23% ao ano.
Eram 111 milhões no fim de 2005, e no fim de 2006 o super País chegou a 137
milhões. Como todo mundo sabe, a China vive a sua explosão de crescimento, com
uma velocidade média de 10% ao ano. Vai interferir no gigante americano?
Claro.
Enquanto isso, aqui no Brasil (10º lugar nesse ranking), o Nosso Guia finge
que não é com ele. Discute as coisas erradas no momento errado.
Após o trauma que foi a morte do pequeno João Hélio e que revoltou o mundo
inteiro, o Poder Executivo deveria priorizar a discussão da matriz social que
gera distorções e monstruosidades desse tipo, em vez de perder tempo com o
texto de uma lei e tentar tapar o sol com a peneira.
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Da Barbárie, Do
Lamaçal e Do Caos [12/02/07]
Desculpem os leitores desta colunista, assombrada que estou pelas notícias que
parecem decretar a morte da esperança e o fim da civilização no Brasil. A
morte estúpida de João Hélio Fernandes, de seis anos, arrastado pelas ruas do
Rio de Janeiro, sinaliza para todos nós uma desesperança que ultrapassa
qualquer limite. Parece que o País foi tomado pela barbárie, ao assistirmos
diariamente a um massacre interminável de inocentes e ao júbilo do demônio.
O espetáculo de horrores com que somos brindados diariamente pela disputa
encarniçada pelo dinheiro público, tungado descaradamente da sociedade
produtiva brasileira, atinge a todos os poderes. O que deveria ser uma vocação
pública transforma-se no mais abjeto mercenarismo.
Não importa o ambiente. O que importa discutir hoje é quem se apropria de mais
dinheiro. O País, já sem alma, perde também a vergonha, e se transforma numa
nação de qué-qués claudicantes e incapazes, corrompidos espetacularmente no
maior esquema de compra de votos jamais visto.
A se crer na teoria “Orloff”, Chávez é o Nosso Guia de amanhã, não teremos não
apenas massacrado a esperança, mas também a teremos banida e exilada.
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Sobre o PAC e suas
Pirotecnias [20/01/07]
O Brasil é reconhecido por muitas qualidades e riquezas naturais, tanto quanto
por suas mazelas e misérias de um povo cantado em versos, prosa, novelas e
filmes, marcado por uma riqueza natural ímpar, onde não faltam espécimes
animais, sui-generis. As pacas e antas encontram-se entre os animais mais
representativos de nossa fauna, tão presentes que não nos furtamos de nominar
uma pessoa supostamente estúpida de “anta”. Agora, as pacas poderão receber o
mesmo privilégio, se associadas ao PAC. É o caso então de perguntar:
Será que devemos nos considerar todos umas antas?
A pirotecnia, o factóide e o show político passaram a dominar a agenda
política do País, onde os governantes atualmente são, sobretudo seres
midiáticos. Sobressaem-se aqueles que melhor flertam com a mídia.
Parodiando o ex-presidente americano Bill Clinton, “trata-se do nível de
audiência, estúpido!” Por este motivo o espetáculo acaba se sobrepondo ao
conteúdo, já que para o “marketeiro” o que vale é a embalagem, e o que
predomina é a inação.
Um bom exemplo do PAC, que devemos analisar sob o olhar perscrutador do
“animal negocial” é o ramo de TI, tão vasto quanto heterogêneo.
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O que podemos
esperar de 2007? [15/01/07]
Pensando exclusivamente em termos tecnológicos, é muito improvável que
apareçam novidades significativas durante o ano, como algum conceito
revolucionário. Pelo menos até o momento o que podemos esperar é apenas e tão
somente aprimoramentos de ações que talvez não tenham se revelados tão
estáveis enquanto produtos, em 2006.
É certo sim, que veremos mais e melhores computadores, notebooks, equipamentos
de infra-estrutura e sempre, essencialmente, mais rapidez, confiabilidade e
preços mais baixo. Afinal, a relação custo versus performance tem caído
vertiginosamente. E a tendência é que continue a cair.
A ‘novidade’ talvez seja mesmo que teremos mais e o melhor do mesmo, com mais
qualidade e preços cada vez menores.
Celulares que fazem mais e custam menos, e o mesmo, vale para tudo que está
relacionado com TI e Telecom. Este fenômeno, que vai baratear cada vez mais o
hardware e o software de prateleira, não será no, entanto, acompanhado pela
redução do custos dos serviços.
Infelizmente, na visão dos compradores de TI, não foi possível ainda, tornar o
fator humano mais barato do que ele já é. Os processos de terceirização e
outsourcing do passado já maturaram, e a verdade é que ‘ainda não é possível
trocar mão de obra humana por robôs chineses’.
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2006
Tropeços,
preparativos, e esperanças para um futuro melhor
[14/12/06]
O que dizer de um ano em que um Boing da então melhor companhia aérea do mundo
se espatifa no chão, matando 154 brasileiros? E o que pensar desse mesmo ano
quando pensamos que daqui a muitos anos lembraremos da entrada triunfante do
astro Thierry Henry na nossa área sob os olhos estupefatos de 180 milhões de
brasileiros e a apatia de Roberto "Meião" Carlos? Isso sem falar no apagão
aéreo, sem precedentes no país e que causa espanto no exterior. Muitos
certamente dirão que esse seria um ano para ser esquecido. Para outros, apesar
dos inúmeros contratempos e decepções , por vezes pesados até demais , foi um
ano em que avançamos. Eu estou no time dos que pensam que apesar de tantos
problemas estamos caminhando, mesmo que a passos de tartaruga . É chegada a
hora do recesso do descanso e das comemorações habituais de final de ano e
temos de tirar também um pouquinho do nosso tempo para as reflexões
indispensáveis e necessárias.
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A Grande Inclusão
[03/12/06]
No país da exclusão, 80 milhões de pessoas nunca tiveram acesso ao computador,
segundo o último levantamento do IBGE. Taí uma boa discussão. A análise fria
dos números do IBGE nos dá uma noção exata do quanto ainda precisamos evoluir.
Aliás, é preciso evoluir sempre. Principalmente um país que está há décadas em
desenvolvimento e patinando na duríssima missão de se tornar um país, se não
desenvolvido como as grandes potencias mundiais, pelo menos um pouco melhor de
se viver.
Por outro lado, diz o levantamento, que se 80 estão de fora, 100 estão do lado
de dentro. Do lado do acesso à informação. Vale dizer então que estamos no
caminho certo? Talvez! É uma questão de ponto de vista. Ou não?
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Que FUST é esse?
[13/11/06]
Em meio ao emaranhado de siglas e nomenclaturas próprios do regime burocrático
brasileiro, que mais se assemelha a uma ´estupidocracia´ no sentido literal do
termo, aquele onde todo o poder é conferido à casta burocrática, temos que
desbastar uma verdadeira floresta de siglas A verdadeira adoração ao Estado e
seus supostos divinos poderes tem levado a uma profusão de taxas e
contribuições, a um eufemismo para a adoção de impostos escorchantes.
Se há algo que sempre uniu as diferentes vertentes políticas neste país, ao
longo dos últimos 500 anos, apenas parafraseando o mandatário de plantão, é a
disposição para inventar Fundos, que mais parecem sacos sem fundo, e cuja
destinação poucos conhecem. A verdade é que tais fundos, ou buracos negros da
administração, servem a diversos propósitos, menos aqueles que deveriam ser a
sua destinação original.
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Blogs: Novos
domínios resolvem?
[08/10/06]
Perto de alcançar um milhão de domínios até novembro,
a Internet brasileira vive dias de reorganização, com a liberação pelo Comitê
Gestor da Internet no Brasil do uso dos endereços específicos para blogs,
fotologs, videologs e páginas de colaboração de conteúdo conhecidas como “wiki”.
Os novos domínios —“blog.br”, “flog.br”, “vlog.br” e “wiki.br” — podem ser
registrados já a partir de 25 de outubro, após um período de reserva que
começa hoje, 9, e vai até 20 de outubro. Mas atenção: o prazo é válido apenas
para internautas que já tenham páginas com algum desses conteúdos, informa o
site Nic.br. [Ler
mais]
Quatro anos de
informação, perseverança e continuidade [24/09/06]
• Pelo os editores
Permanecer fiel ao princípio de informar não cada vez mais, mas cada vez
melhor ao leitor que nos prestigia.
Procurar sempre o melhor articulista para analisar aquele determinado segmento
do mercado de TI e TELECOM. Avaliar de forma incansável que importância tem
esta ou aquela informação para entregar o máximo de relevância a quem nos
visita durante os poucos minutos em que se lêem notícias na web. Agregar, numa
única palavra, e na melhor acepção desta palavra, “inteligência” às mancheias
de notícias que jorram por todo os cantos nesses tempos de web.
[Ler mais]
Batalha pelo WiMax
tem novo round [11/09/06]
Foi para o ‘espaço’, pelo menos por enquanto, o leilão das freqüências 3,5GHz
e 10,5GHz de WiMax que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)
pretendia realizar. Antes disso, porém, o país assistiu a uma série de embates
judiciais promovidos por associações de prestadoras de serviços, que tentam
limitar, e se possível até impedir, a participação das teles fixas no certame.
Apesar da cizânia que a agência provocou no mercado de telecom (pressionada
por essas associações) ao tentar barrar as operadoras nas áreas aonde já
exploram a banda larga fixa, foi o Tribunal de Contas da União (TCU) quem
bateu o martelo e suspendeu o leilão, mas por motivos muito diferentes dos
alegados pelas entidades beligerantes.
[Leia mais]
A disputa pelo
WiMax [05/09/06]
Se não fosse o parecer favorável da Justiça Federal de manter as teles
fixas na disputa pelas freqüências WiMax, 3,5GHz e 10,5GHz, neste momento
essas empresas estariam a ver navios.
O que seria um contra-senso. Tanto se fala em fomentar a competitividade e
quando a oportunidade aparece, a Anatel se posiciona contrária. Quando
pensamos que a agência já deu tudo que tinha para dar, ela se supera, e da
forma mais negativa possível.
Desde o surgimento do WiMax, especialistas de telecomunicações sempre
avalizaram a participação das empresas de telefonia fixa como uma
tendência natural, e altamente bem-vinda.
Inúmeras vezes grandes consultores do mercado de telecom disseram que ‘as
teles fixas estão com a faca e o queijo na mão’, se referindo à
necessidade das mesmas investirem em WiMax por suas inegáveis vantagens
competitivas.
Aqui mesmo no site AliceRamos.com, tivemos vários desses profissionais
emitindo suas opiniões a respeito.
[Leia mais]
Análise das
tendências do VoIP [20/08/06]
Conforme havia mencionado na edição anterior desta coluna, não poderia
deixar de analisar a chegada do VoIP às residências brasileiras. Sobre
isso destaquei a alta carga tributária que massacra o setor de
telecomunicações, a perda de renda por parte das famílias, e o aperto
financeiro das empresas como os principais motivos encontrados por alguns
para tentar explicar por que a telefonia fixa saiu de moda.
Embora não sejam novidades, pelo menos em um desses pontos cabe uma
reflexão mais detida.
A grande verdade é que o poder aquisitivo da maior parte da população
despencou, e isso foi um dos fatores que contribuiu, de certa forma, para
o recuo das receitas do sistema de telefonia fixa comutada. Ocorre porém
que esse fator não teria uma influência tão significativa, ou mesmo pouca
influência, se não tivesse acontecido juntamente com o vultoso crescimento
da telefonia celular, e da disseminação cada vez mais intensa das novas
tecnologias, como por exemplo o Skype que pode ser usado na versão free.
[Leia mais]
Baixo
Crescimento da Telefonia Fixa [13/08/07]
Chamou minha atenção recentemente a divulgação dos dados referentes ao
faturamento e perspectivas de crescimento das empresas de telefonia fixa,
que demonstram mais claramente um caminho rumo à estagnação de suas
receitas. Tal comportamento, com a queda no faturamento da telefonia fixa
e redução cada vez maior no número de terminais, não foi compensada mais
uma vez pela agregação de novos serviços, como a banda larga. Tal
comportamento parece determinar uma tendência cristalizada, que pode
apontar até para uma redução continuada de receitas.
Será que falar ao telefone saiu de moda então? Enquanto alguns tentam
encontrar explicação para tal fenômeno, na alta carga tributária que
massacra o setor, ou na perda de renda por parte das famílias, ou ainda no
aperto financeiro das empresas, que fazem de tudo para reduzir seus custos
em telefonia fixa, (oportunamente, comentaremos sobre o uso do Skype e
VoIP) fatores aliás que não podem ser ignorados, talvez devamos procurar
encontrar os motivos reais para tal frustração de receitas em outros
lugares, como falaremos mais adiante.
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Guerra no front
das telecomunicações [31/07/07]
A OI celular arrematou por R$ 123 milhões a Way TV, operadora de cabo e
banda larga com o intúito de oferecer serviços de tv por assinatura. O
leilão que teve o lance inicial em R$ 80 milhões foi realizado na Bovespa,
dia 27/07. Com a aquisição o Grupo Telemar poderá operar nas cidades
mineiras de Belo Horizonte, Barbacena, Poços de Caldas e Uberlândia.
Apesar da Oi ter saído vitoriosa sobre a Net Serviços, que também estava
na disputa, o que vimos durante a semana foi uma enxurrada de informações
contraditórias sendo veiculadas a esmo, quase todas baseadas em
suposições.
Certas notícias alardeavam que a compra poderia ser contestada, outras
declaravam que a Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) teria
afirmado que a lei proibia a oferta do serviço. Enquanto isso o próprio
presidente da ABTA, Christopher Torto, declarava que a operadoras de tv
não iriam lutar contra uma tendência mundial (se referindo à entrada das
empresas de telefonia no mercado televisivo), e que a organização não se
oporia de forma alguma à participação da Telemar, através da OI, no leilão
da Way TV.
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Multinacionais
apóiam crimes da China [24/07/06]
As denúncias da Anistia Internacional de que gigantes da internet como
Google e Yahoo, entre outras empresas, teriam capitulado diante das
imposições da China para exercerem censura na internet, deixou boa parte
da população do planeta perplexa e indignada.
Apesar de tamanho absurdo creio que é necessário, porém, fazer algumas
ponderações.
Todo mundo sabe, de longa data, que o governo chinês é prodigioso em
cometer crimes contra a humanidade. Prendem, arrastam para cadeia e até
matam, se julgarem necessário, qualquer pessoa que ousar emitir uma
opinião que desagrade, ou seja considerada subversiva aos olhos do Partido
Comunista Chinês. Censurar a imprensa e a internet, portanto é café
pequeno para eles.
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Arriscada
operação da Vivo no GSM [16/07/06]
Henrique Granadeiro, chairman e chief executive officer (CEO) da Portugal
Telecom - controladora da Vivo, declarou recentemente à imprensa
internacional que a operadora brasileira está avaliando a construção de
uma rede GSM/EDGE escalável a WCDMA e que essa evolução seria feita até o
final deste ano. A idéia divulgada é a de manter as atuais operações em
CDMA, migrando posteriormente ambas as tecnologias para a terceira geração
(3G).
Se as informações passadas pelo mais alto executivo da companhia forem
mesmo confirmadas é muito provável que a medida venha beneficiar a Vivo no
futuro. As principais vantagens ocorreriam especialmente em relação ao
roaming GSM digital que permitirá a operadora atingir todo país, sem ficar
dependendo das redes analógicas nos estados onde ela não está presente, e
evitará que a Vivo fique exposta a fraudes e clonagens como vem ocorrendo
com o CDMA.
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Recife vai
produzir software para celulares [09/07/06]
Se por um lado o anúncio da redução irrisória das tarifas de telefonia
fixa não conseguiu empolgar a ninguém na última semana, por outro, certas
coisas que acontecem no setor de telecomunicações e TI não têm preço.
Esse é o caso da inauguração do Laboratório Samsung / Centro de Estudos e
Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R) de Cooperação em Ciência e
Tecnologia, numa das mais importantes capitais do nordeste.
De acordo com Sérgio Cavalcanti, superintendente do C.E.S.A.R o referido
centro de pesquisas irá estudar tecnologias para telefonia móvel. Entre os
projetos a serem implementados está incluído o desenvolvimento de software
para celulares na área de entretenimento digital, a exemplo de jogos e
outros aplicativos inovadores como cronômetros.
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Nossa tv será
japonesa [02/07/06]
Como tudo indicava o governo assinou decreto, na última quinta-feira
(29/06), definindo o ISDB-T como o padrão do Sistema Brasileiro de TV
Digital (SBTVD-T). O documento estabelece regras para implantação do
sistema japonês no país, mas deixa as diretrizes para elaboração das
especificações técnicas a cargo do Comitê de Desenvolvimento, que também
ficará incumbido da criação do Fórum do SBTVD-T.
O referido fórum terá por objetivo desenvolver as políticas relacionadas
ao desenvolvimento e implantação do sistema, bem como das inovações
tecnológicas.
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Legislação sobre
internet avança [25/06//06]
Na semana passada o Senado Federal deu mais um importante passo no sentido
de aprovar uma legislação mais rigorosa para coibir práticas criminosas na
internet.
A Comissão de Educação daquela casa legislativa aprovou o parecer do
Senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) ao Projeto de Lei do Senado nº 76/2000
de autoria do Senador Renan Calheiros (PMDB - AL), que tipifica condutas
realizadas mediante uso de rede de computadores ou internet, ou que sejam
praticadas contra sistemas informatizados e similares, além de outras
providências.
É bom que se diga que o referido parecer vem preencher uma lacuna que, se
não permitia, no mínimo dificultava a caracterização de crimes cometidos
via internet e dava margem para muita polêmica. Tipo de coisa – diga-se de
passagem – que é um prato cheio para rábulas de porta-de-cadeia praticarem
a exaustão chicanas forenses na defesa de indivíduos inescrupulosos.
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Delicada decisão
sobre tv digital [17/06/05]
Qual modelo de tv digital o Brasil irá adotar é uma decisão bastante
sensível e difícil, especialmente para o governo federal. Pressionado por
todos os lados, o fato é que se o Presidente da República der um passo em
falso a respeito desse assunto corre o sério risco de acabar isolando o
país do restante da América Latina em termos tecnológicos, entre outros
problemas. Uma culpa que certamente recairá em grande medida sobre os
radiodifusores.
Embora a Presidência da República não confirme oficialmente a opção do
Brasil, existem porém, fortes indícios de que o padrão japonês deverá ser
o escolhido. A aposta do governo é na contrapartida que |