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Coleção dos Editoriais de autoria de Alice Ramos publicados em seu
Portal.
(contendo título, data e pequeno trecho inicial de cada texto)
2008
É hora de reflexão e
Balanço no Governo [15/12/08]
O fim de mais um ano, e o prenúncio de um novo, à luz das várias metodologias
de avaliação de resultados, exigem das instituições, sejam elas públicas ou
privadas, um sem número de ações. As contábeis, as de acompanhamento e
fechamento de projetos, o índice de alcance das metas planejadas, enfim, as
realizações e a contabilização de ganhos e perdas.
No Governo, os Gestores do alto escalão sabem muito bem que ao final de cada
ano, hão de se lhes medir a messe, hão de se lhes contar os passos, até por
que, os atos e projetos de governo, não são feitos. São cultivados!
Para o Presidente Lula, é hora de medir a colheita, vem aí o BGU (Balanço
Geral da União; o pronunciamento ao Congresso Nacional, à nação etc.). É hora
de tomar e de prestar contas, de mostrar os feitos como também os débitos que
são muitos.
Nas Comunicações, o Presidente (não o povo) não terá do que reclamar, a seara
resultou em bons frutos, o celeiro está cheio de boas novas. Ações que de
início pareciam tímidas resultaram em saltos quânticos, que contribuíram na
árdua tarefa de socialização do acesso às tecnologias da informação e
comunicações, elos da cadeia capazes de impactar positivamente na evolução da
infra-estrutura social aos níveis que o País reclama.
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TELEBRÁS - mitos e
verdades [01/12/08]
Tudo aconteceu em apenas quatro horas e quatro minutos, contrariando as
expectativas iniciais de especialistas que imaginavam que um evento de tamanha
complexidade pudesse consumir o dia todo. Às 14 horas e quatro minutos do dia
29 de julho de 1998, o leiloeiro Alexandre Runte, experiente no ofício, bateu
seu martelo pela última vez naquela jornada.
Era o final de um leilão especial, transmitido ao vivo para todo o País pela
televisão; Realizado na sede da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, e que teve
uma batalha campal tomando as ruas pelos que eram contrários a privatização, o
leilão colocou fim a uma era de 26 anos no Brasil: a do monopólio estatal das
telecomunicações.
Por 22,1 bilhões de reais, as empresas do Sistema Telebrás acabavam de ser
privatizadas, sem levar em conta os protestos da população.
A partir daquele instante, teve início uma era, cuja característica principal
almejava-se, seria a universalização e a competição entre as operadoras nas
áreas de telefonia fixa – local e longa distância – e telefonia celular, novos
investimentos na ampliação da capacidade instalada, melhoria da qualidade na
prestação de serviços à população, com preços justos e com o Estado deixando
de ser empresário para desempenhar o papel de formulador de políticas
públicas, de regulador e fiscalizador dos serviços.
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Videoconferência: A
luz no fim do túnel [17/11/08]
Esta coluna se sente revigorada ao ver a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)
do Senado aprovar ainda que “sob certas condições” autorização para o uso da
videoconferência pela justiça. Ainda não é uma grande vitória, mas, após
tantas derrotas, e por tanto tempo encampando a bandeira da videoconferência
por entender que ela é um enorme avanço na nossa justiça tão arcaica, o fato
nos mostra que ainda existe uma luz no fim do túnel.
Foram muitas vezes em que nos sentimos clamando no deserto e muitos golpes
desferidos contra o uso dessa tão importante tecnologia. Chegamos a pensar em
desistir. Afinal, não somos lobistas de nenhuma empresa e só não desistimos
por acreditar que a política tecnofóbica haveria de ser vencida. Não
desistimos também por sentir o clamor de toda sociedade brasileira que deseja
e merece um pouco de tranqüilidade e, mais, clama pelos seus direitos. E
agora? O que podemos esperar da proposta que segue para a Câmara?
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Jogo do poder
impinge nova derrota à videoconferência [03/11/08]
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que julgou inconstitucional a Lei
11.819 de 2005 do Estado de São Paulo é mais uma decisão equivocada quanto ao
uso da videoconferência em interrogatórios e, também, mais uma clara
demonstração do total desprezo das autoridades pela segurança, e pelo bem
estar da sociedade brasileira.
Diz o ministro Carlos Aires Brito: “O juiz natural não é o juiz virtual. O
juiz natural é um juiz que vê e é visto e que o réu tem o direito de ouvir e
ser ouvido in natura”.
Não é a primeira vez que o Superior Tribunal Federal (STF) surpreende a
sociedade com decisões polêmicas, e em muitos casos, discutíveis, mas é
necessário admitir que desta vez o órgão se superou ao causar tamanho espanto
com certas interpretações.
Para comprovar, basta ler o Projeto de Lei 139/2006 de 16/05/2006, apresentado
pelo senador Tasso Jereissati (PSDB – CE), a respeito do tema.
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Será o fim do mundo?
[29/09/08]
De tempos em tempos o ‘fim do mundo’ volta à tona, como agora, quando a ruína
financeira americana espreita não somente a roda da ciranda financeira,
anunciando o fim tardio da orgia do cassino, mas evidenciando o contágio
praticamente irreversível de todo o sistema econômico global. Se formos
procurar lições na história, tudo leva a crer que o resultado final de tudo
isto será uma abundante produção de material para estudos acadêmicos e muitos
livros de história econômica, que descreverão a mãe de todas as pirâmides.
Tudo parece se resumir ao golpe generalizado e em escala inaudita aplicado por
um pequeno número de CEO’s pilantras, cujo único compromisso é o lucro
imediato e a irrigação do próprio bolso, dominados pela avidez sórdida que
enterra instituições centenárias em prol do enriquecimento moralmente
desonesto, e que no final das contas tem gerado um sentimento momentâneo de
pânico que exige soluções drásticas, tais como a injeção de US$ 700B no
mercado. Pior: as decisões sobre o futuro econômico da humanidade repousam,
logo sobre quem, nos ombros de políticos. Nada mais coerente...
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Teles orquestram
golpe contra a portabilidade [25/08/08]
As operadoras de telecomunicações em vez de se prepararem, e até se unirem
para viabilizar a portabilidade numérica – prevista em contrato há dez anos -
resolveram se congregar para apostar num jogo sujo:
Querem procrastinar o máximo possível o serviço, e até inviabilizá-lo, uma vez
que os custos da implantação não são retornáveis. Sendo assim, não será
surpresa se resolverem lançar mão de qualquer expediente para colocar
obstáculos no caminho da Anatel, inclusive a sabotagem.
É o que pode ser depreendido das missivas enviadas à Agência Nacional de
Telecomunicações (Anatel), pela “sete irmãs” das telecomunicações brasileiras.
Por duas vezes no mesmo mês, não somente pediram prorrogação do início da
portabilidade (de 1° de setembro de 2008, para 1° de janeiro de 2009), como
alegaram falta de tempo para se preparar (uma década), e para completar os
testes. Ler
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Supertele ameaça
estado democrático de direito [17/08/08]
Quando o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes
concedeu dois habeas corpus seguidos a Daniel Dantas – conhecido lobista da
privatização da telefonia - logo após ter sido preso pela Polícia Federal na
Operação Satiagraha, a ordem democrática e o estado de direito sofreram forte
desgaste.
Em primeiro lugar, a população que já andava desconfiada da isenção do Poder
Judiciário quando se trata de julgar processos movidos por pessoas da alta
sociedade, agora passou a ter certeza que, pelo menos no STF, a justiça está a
serviço da elite econômica e trata-se mesmo de um tribunal dos ricos.
Segundo, o efeito do hábeas corpus, foi muito além de libertar Daniel Dantas
da cadeia, uma vez que:
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Supertele vai
atropelar direitos dos consumidores [04/08/08]
Grande parte das articulações em torno da supertele, apelidada de BrOI,
demonstra existir uma intensa atividade subterrânea no submundo das
telecomunicações.
Considerando os interesses em jogo - bem como os personagens escusos ligados a
banqueiros, empreiteiros e ao governo, que povoam as páginas policiais por
traficarem influência e dinheiro público - fica cada vez mais claro como será
o Brasil com a atuação de uma supertele.
Para começar: a fossa na qual a BrOi vem sendo formada é a mesma de onde
surgiu a privatização da telefonia em 1998. Há dez anos o discurso
político-ideológico vigente (dos petralhas e cia.) afirmava que a venda do
Sistema Telebrás era uma conspiração contra o País, pois a elite estaria
vendendo a nação, e que a população pagaria caro por serviços de péssima
qualidade.
Por conta disso houve até guerra campal entre manifestantes e a polícia em
frente da Bolsa de Valores do Rio, enquanto lá dentro, no auditório, o governo
entregava o Sistema Telebrás de bandeja.
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Teles tentam atrasar
a portabilidade numérica [28/07/08]
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vem anunciando desde o ano
passado que até o dia 10 de março de 2009 todos os brasileiros poderão contar
com a possibilidade de mudar de operadora, levando consigo o número de sua
linha.
Vale lembrar que isso na verdade não se trata de um privilégio, mas de um
direito do cidadão que foi estabelecido no regulamento que rege a prestação do
Serviço de Telefonia Fixa Comutada (STFC) e do Serviço Móvel Pessoal (SMP).
Já os contratos de concessão do STFC, e o Termo de Autorização do STFC e do
SMP asseguram a portabilidade nos termos da regulamentação.
Entretanto existe a necessidade de esclarecer algumas informações que os
críticos da portabilidade (leia-se operadoras), insistem em manipular.
Para começar, a alegada falta de tempo para se preparar é uma falsidade. A
Anatel, no início do ano havia anunciado que o serviço entraria em vigor em
agosto de 2008.
Quem acompanhou a ‘novela’ sabe que a portabilidade numérica foi cogitada
inicialmente para ser implantada em 2006. Já em 2003 falava-se nisso. Naquela
ocasião as teles sabiam que iriam precisar fazer relevantes investimentos para
viabilizar a portabilidade, tanto que conseguiram convencer o Ministério das
Comunicações a adiar o processo.
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Corra, que a polícia
da Internet vem aí. 21/07/08
Na edição anterior desta coluna falávamos sobre a polêmica gerada em torno do
PLS 76/2000, do senador Eduardo Azeredo, e a respeito do referido projeto
aprovado no Senado no dia 10/07, dissemos enfaticamente que a Lei de Crimes
Digitais não pode ser aprovada como está.
Ocorre, porém que essa discussão não se resume a estar contra a aprovação da
lei, pelo contrário. O Brasil há muito carecia de uma legislação específica
para coibir e punir inúmeras e variadas transgressões praticadas na rede, que
vão das fraudes bancárias até a pedofilia, passando por espionagem industrial,
clonagem de cartões de crédito, celulares, disseminação de vírus, e spywares.
Sobre o que nos diz respeito, o site AliceRamos.com sempre defendeu que as
autoridades têm o dever de tomar providências para proteger os cidadãos de
ataques e roubos on-line, praticados por meliantes tecnologicamente armados.
Foi neste espaço que no dia 10/11/2003, publicamos nossa manifestação que
tinha por título Consumidor: vítima de falcatruas virtuais e reais, onde
apoiávamos a iniciativa do Departamento de Proteção de Defesa do Consumidor do
Ministério da Justiça, de disponibilizar naquela ocasião uma página com uma
série de informações sobre a regulamentação do comércio eletrônico e um
tira-dúvidas sobre quais os cuidados que deviam ser tomados para compras na
Internet, além dos procedimentos a serem adotados com o recebimento de e-mails
não autorizados, e a aplicação do Código de Defesa do Consumidor para estes
casos.
Na época já questionávamos como a Justiça poderia conceber levar um spammer a
julgamento, depois de identificá-lo, localizá-lo, prendê-lo, enquadrá-lo e – o
que era considerado quase um surrealismo: condená-lo?
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Lei de Crimes
Digitais não pode ser aprovada como está [14/07/08]
Finalmente o Brasil tem uma lei de crimes digitais, e, surpreendentemente,
após sua aprovação no Senado, na madrugada do dia 10/07, a reação da sociedade
foi a pior possível. Também não era para menos. O medo de espionagem estatal é
um dos motivos.
Antes de comentar a respeito desse fato é bom frisarmos que a referida lei foi
exaustivamente debatida com quem se interessou, e sofreu várias modificações
(afinal ela tramita há oito anos). A versão original foi completamente
alterada a fim de atender diferentes demandas.
Apesar de tardia, uma onda de protestos, porém varreu a Internet contra alguns
dispositivos que poderiam acabar colocando em risco garantias individuais,
tais como, a liberdade de expressão e de comunicação dos internautas
brasileiros.
O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) veio a público explicar o que poderia ser
criminalizado nas atividades cotidianas dos usuários de Internet. No caso as
dúvidas recaem sobre o compartilhamento de arquivos P2P, (peer-to-peer) e o
desbloqueio de consoles.
O alerta contra o PLS 76/2000, do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) diz
respeito à parte que favorece de forma desmesurada a indústria do
entretenimento, a qual tenta há anos criminalizar a distribuição de músicas e
vídeos pela rede, sem pagamento de direitos autorais.
Mesmo que essa não seja a intenção, os desdobramentos legais depois de
sancionada a lei, darão margem para entendimentos desse tipo.
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Apagão da
Internet está apenas começando [07/07/08]
Que a banda larga no Brasil é uma piada isso todo mundo está farto de saber.
Mas se tem uma coisa que causa profunda irritação nos usuários é o descaso com
a qualidade dos serviços prestados pelas operadoras, e também das autoridades
que deveriam ser competentes em fiscalizá-las.
Como todo apagão ocorrido no País (da energia, aéreo e na saúde), o da
Internet, que teria começado com a paralisação de dois roteadores em Sorocaba
(SP), a partir de quarta-feira, 02 de junho, foi fruto de negligência e falta
de investimentos em infra-estrutura.
Mas enquanto a Telefônica tentava descobrir e resolver o problema, muitas
notícias foram veiculadas com o propósito mais de debelar o “incêndio” contra
a imagem da empresa no mercado, do que deixar o público corretamente
informado.
No Brasil, como sempre, administrar virtualmente as crises que se instalam é
mais importante do que enfrentar de verdade as causas dos acidentes.
Felizmente não foi o caso de ter provocado mortes depois ter deixado os
serviços de parte do estado de São Paulo completamente off-line.
O episódio parece não ter gerado conseqüências mais graves do que transtornos
e perda de tempo, atrasos no pagamento de contas, multas aqui e ali etc. Isso
por enquanto.
Mas até quando estaremos livres das ocorrências fatais, considerando que no
País ainda não temos banda larga eficiente, e a Internet recebe cada vez mais
aplicações, tornando-se quase onipresente em nossas vidas?
Várias coisas que foram divulgadas pela Telefônica, e lamentavelmente
reproduzida sem qualquer análise crítica por quase todos os veículos de
imprensa, foram informações, no mínimo, descompromissadas.
Antes, porém é importante deixar bem evidente a gravidade da situação
provocada pela pane na Internet operada pela Telefônica.
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Brasil terá marco
regulatório para telecom e radiodifusão [30/06/08]
Encontra-se em vias de tramitar na Câmara Federal o Projeto de Lei n°
3516/2008, de autoria do deputado Bruno Rodrigues (PSDB-PE), que consolida
todo o Livro da Lei Geral de Telecomunicações (LGT).
O novo texto elimina uma série de disposições transitórias que já caducaram ou
foram revogadas, e atualiza uma série de dispositivos obsoletos, ou que já
foram cumpridos, como é o caso da criação da Agência Nacional de
Telecomunicações (Anatel).
O projeto, ao ser aprovado, dará mais poder aos consumidores, não somente como
usuários da telefonia, mas também enquanto telespectadores, na hora de cobrar
seus direitos, e até de exercer um maior controle sobre o que as emissoras
andam despejando nos lares brasileiros.
Mesmo assim, as alterações na LGT se resumiram a retirar o “lixo” legal que
transformou o Livro num emaranhado de leis, muitas delas sem sentido ou sem
aplicabilidade.
A justificativa para a consolidação, no entanto deixa claro que o resultado
final do trabalho proposto não implica na modernização das leis, ou na
introdução de novos marcos regulatórios ou dispositivos que contemplem as
inovações tecnológicas no setor, como a Internet.
Tampouco prevêem construção de novas bases legais que acolham o fenômeno da
convergência de tecnologias, com a transmissão de dados, voz e vídeo por
várias mídias.
Entretanto o novo texto da LGT nem por isso é menos importante, no que diz
respeito aos avanços que a sociedade como um todo está esperando nas
telecomunicações.
Conforme especifica, a consolidação das leis propiciará a racionalização no
acesso e manuseio e aumentará o nível de aplicabilidade das mesmas; auxiliando
a dirimir dúvidas, inclusive junto às cortes judiciais.
Segundo o deputado federal Bruno Rodrigues, a nova LGT elevará a segurança
jurídica no setor, necessária para atrair crescentes investimentos e
facilitará, sobremaneira, ao cidadão o exercício dos seus direitos e o
controle dos limites de atuação do Poder Público.
Todavia é relevante destacar que a proposta de consolidação da LGT, através do
Projeto de Lei n° 3516/2008 prepara o caminho de outro projeto, extremamente
importante para o Brasil, e que vem sendo discutido arduamente.
Trata-se do PL 29, que está em tramitação no Congresso Nacional.
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Novas regras para
telecom começam a ser debatidas [23/06/08]
Creio que depois de uma década de lesões aos direitos dos consumidores, quem é
usuário de serviços de telefonia, seja ela fixa ou celular, não pode mais se
dar ao luxo de ficar os próximos dez anos à margem do processo que irá definir
uma nova regulamentação para o setor de telecom.
Antes de entrarmos em questões polêmicas, a quem interessar possa é bom saber
que:
A revisão do Plano Geral de Outorgas (PGO), e a análise das propostas enviadas
para o Plano Geral de Atualização da Regulamentação das Telecomunicações no
Brasil (PGR), terão três audiência públicas.
A primeira será realizada em Brasília, no dia 27 de junho. A segunda em São
Paulo, dia 7 de julho, e a última em Recife, no dia 14 do mesmo mês.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou que as contribuições
para os dois planos poderão ser enviadas até dia 17 de julho, e que ambos,
estão no site www.anatel.gov.br.
Nessa página a população também poderá opinar através de um formulário do
Sistema Interativo de Acompanhamento de Consulta Pública. As regras, porém,
dessa participação foram publicadas no Diário Oficial da União e no site da
Anatel.
Quem tiver interesse em conhecer o plano de outorgas pessoalmente, pode
verificá-lo na biblioteca da agência. Fica na Quadra 06, Bloco F, Setor de
Autarquias Sul. Conforme anunciado, serão aceitas sugestões por fax, pelo
número (61) 2312-2002.
A Anatel informou ainda que as manifestações, após serem analisadas, poderão
ser incluídas na minuta que será enviada à Presidência da República.
Sobre as audiências, o que ficou decidido até o momento é que os participantes
poderão se manifestar oralmente ou por escrito. As perguntas serão respondidas
por representantes da Anatel.
Os questionamentos que não puderem ser esclarecidos na hora, a agência se
comprometeu enviar as respostas posteriormente.
Dito isso, vamos, como de praxe, colocar alguns pingos nos is:
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Fust pode acabar
financiando a fusão OI-BrT
[16/06/08]
Embora a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tenha aprovado
alterações no Plano Geral de Outorgas (PGO) para tornar possível a fusão entre
a OI e a Brasil Telecom, ainda pairam muitas dúvidas sobre essa transação.
Não bastassem essas mudanças - sejamos francos - serem casuísticas, como têm
sido inúmeros decretos e leis aprovados desde que o Brasil é Brasil, a Anatel
não deixou claro o que será feito dos Serviços de Comunicação Multimídia (SCM)
do Sistema Telefônico Fixo Comutado (STFC).
Até um pouco antes da aprovação do novo PGO, havia a proposta de fazer
separação entre o SCM e o Serviço de Telefônico Fixo Comutado (STFC).
Resolução, aliás, que se fosse tomada estaria cumprindo o que determina o PGO,
que exige a criação de empresas separadas para prestar tais serviços.
Mas a idéia de cumprir essa determinação desagradou as teles profundamente.
A ponto de Luiz Eduardo Falco, presidente da OI, ter se pronunciado dizendo
que se começassem a colocar “coisas espúrias” no PGO, poderiam inviabilizar a
operação (de fusão da OI-BrT).
As “coisas espúrias” às quais se referiu o executivo (ou seja, cumprir a lei)
afetariam as operadoras na mesma proporção do tamanho de suas redes que operam
em 97% do território nacional.
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Nota do coordenador da ComUnidade
Editorias anteriores sobre este tema:
FUST poderá financiar
banda larga pública? [02/06/08]
O papel da TI na
Justiça sem papel [09/06/08]
É inegável que o Poder Judiciário brasileiro passa atualmente por uma
revolução, e como em todas elas, os revolucionários tendem a enfrentar a
oposição dos conservadores.
Essa é uma síntese das conclusões formuladas durante a 14ª Edição do Congresso
de Inovação na Gestão Pública (Conip), realizada em São Paulo, entre os dias 3
a 5 de junho.
Entre os diversos temas abordados durante o evento, um dos que mais chamaram a
atenção foram os tratados no Conip Judiciário.
Embora o processo judicial eletrônico tenha sido instituído pela Lei 11.419,
de 19/12/2006, regulamentado pelo presidente Lula, em dezembro de 2007, e os
Juizados Federais Especiais já movimentarem cerca de dois milhões de processos
digitais, ainda existem sérios entraves para que o uso das Tecnologias da
Informação e Comunicação (TIC’s) seja amplamente difundido na Justiça.
Não bastasse existir as dificuldades naturais geradas pelas tecnologias
entrantes, tais como a falta de interoperabilidade entre as diferentes
soluções implementadas em alguns tribunais, e os necessários cuidados com a
segurança da informação, o Poder Judiciário vive um paradoxo:
Ao mesmo tempo em que se moderniza, e contabiliza algumas experiências
extremamente bem sucedidas do uso do processo eletrônico para agilizar o
andamento de processos, reduz custos com papel e facilita o acompanhamento
pelos cidadãos, continua emperrado nas práticas e mentalidade anacrônicas de
alguns.
Só para essa situação ficar bem cristalina: anacronismo consiste num erro
cronológico, em que se atribui a uma época, ou a um personagem da história,
sentimentos, costumes que são de outra época. Também significa falta de
alinhamento, consonância com um determinado período de tempo.
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FUST poderá financiar
banda larga pública? [02/06/08]
Mais de R$. 7 bilhões e oito anos depois, o governo segue sem saber onde vai
colocar tanto dinheiro sobrando do Fundo de Universalização dos Serviços e
Telecomunicações (FUST).
É a velha história de sempre:
Enquanto o Ministério das Comunicações e a Anatel titubeiam quanto a liberar
esse dinheiro para a iniciativa privada, os candidatos a graninha fácil se
multiplicam mais do que moscas varejeiras em lixão.
Todos querem ‘beliscar’ um pedacinho.
Invariavelmente os que propõem alguma aplicação para o FUST, defendem, antes de
qualquer coisa, seus próprios e muitas vezes impublicáveis interesses.
Desde a instituição do FUST, pela Lei 9998, em 2000, inúmeras opiniões
mirabolantes já foram formuladas por grupos, aqui e ali, tentando por as mãos
nos bilhões parados nos cofres públicos.
As teles, ONGs e mesmo setores do governo já inventaram um sem número de
propostas “altruístas”, “patrióticas” e “denodadas” para supostamente promover a
inclusão digital.
Já ameaçaram até ressuscitar a Telebrás e criar uma Supertele Nacional. Essa
última, apesar de operacionalmente ter sido viabilizada com a fusão da OI e
Brasil Telecom, legalmente, porém, ela ainda não existe.
Para falar a verdade se formos colocar na ponta do lápis o número de movimentos
pró-gastança do FUST que já surgiram neste País, e analisá-los, daria uma tese
de mestrado ou doutorado.
Ninguém quer ter uma conversa séria, com projetos estratégicos, inteligentes e
especialmente, competentes quanto à governança e à extensão dos resultados, bem
como o alcance aos, por direito, beneficiários. Ou seja: os cidadãos.
Em 2006 o Tribunal de Contas da União chegou à conclusão de que as barreiras
para a implantação do FUST incluíam a ausência de políticas, prioridades e
diretrizes para aplicação dos recursos. Isso se deu pela falta de atuação do
Ministério das Comunicações.
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Nota do coordenador da ComUnidade
Editorias anteriores sobre este tema:
Brasil quer emergir
como potência mundial em TI [26/05/08]
Próxima de completar 20 anos no Brasil, a acentuada disseminação da Internet e
seu uso continuam em franca ascensão. O detalhe, porém é que agora, pelo menos
dentro das empresas, esse crescimento vem ganhando novos contornos.
Isso porque à medida que o comércio eletrônico avança e se consolida, surge a
necessidade de se otimizar todos os processos que envolvem gestão e cadeia de
valor.
Daí a forma mais eficaz de tal sinergia ser alcançada é tirando o melhor
proveito possível das ferramentas on-line. Ao que tudo indica essa tendência
de crescimento vem estimulando outra: a da sofisticação.
Redes locais sem fio, ERP, entre vários outros avanços vêm exigindo cada vez
mais velocidade e largura de banda.
Segundo divulgou o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br),
entidade civil criada para implementar as decisões e projetos do Comitê Gestor
da Internet, os computadores estão presentes em 95% das empresas brasileiras.
A constatação é um dos itens do documento produzido pelo Centro de Estudos
sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br), a partir de
números levantados entre 2,3 mil empresas com dez funcionários ou mais,
pertencentes ao setor organizado da economia no Brasil, listadas na Relação
Anual de Informações Sociais (RAIS) e no Cadastro Central de Empresas do IBGE.
O estudo denominado TIC Empresas, que está em sua terceira edição, apresenta
dados sobre a penetração e uso da Internet em companhias de todo o País,
incluindo indicadores sobre o uso das Tecnologias da Informação e da
Comunicação (TICs), comércio eletrônico, governo eletrônico, segurança na rede
e habilidades no uso das TICs.
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Incentivo ao
software a caminho, nova CPMF também [19/05/08]
Estima-se que as exportações do setor de software deverão saltar dos atuais
US$. 100 milhões para US$. 500 milhões (um aumento de 500%), e que a geração
de empregos provavelmente irá crescer 20%.
Não estamos falando dos EUA e nem da Índia. Essas projeções, por incrível que
pareçam, são a respeito do Brasil.
Quem as formulou foi André Fonseca, presidente da Virtus, uma das cinco
maiores empresas nacionais de software que se originou da fusão de outras
sete: Automatos, Dedalus, Intelekto, Biosalc, Trellis, Visionnaire, Volans. A
companhia tem como acionistas, inclusive, a Intel Capital e a Ideiasnet.
Apesar dos números serem, por um lado, conservadores (do ponto de vista do
mercado mundial), e por outro, promissores (a partir de um País como o Brasil,
sem tradição na exportação de software), o otimismo demonstrado não foi
gratuito.
A estimativa do executivo tomou por base a nova política de desenvolvimento
produtivo cujas medidas anunciadas pelo governo federal, dia 12/05, trouxeram
uma certa esperança ao mercado de software.
Entre elas a triplicação dos recursos mobilizados pelo Programa de
Financiamento às Exportações (Proex), para 2008.
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IPhone nas redes 3G do Brasil é ilusão
[12/05/08]
O anúncio da América Móvil, controladora da
operadora Claro no Brasil, de que fechou acordo com Apple para comercializar o
IPhone por aqui, deixou os consumidores e muitos players brasileiros em
polvorosa.
Grande parte da imprensa então, nem se fala. Os motivos? Inúmeros, mas a
ansiedade do público, açodada por quem vai faturar com a venda dos aparelhos
(e não estou me referindo somente a Apple), tem sido o principal combustível
desse frenesi.
Enquanto o danado do aparelho não chega oficialmente às prateleiras deste lado
do hemisfério, o consolo dos entusiastas tem sido o comércio paralelo de
IPhones desbloqueados e uma infinidade de matérias, tutoriais e comentários
escrutinando o gadget Internet a fora.
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Fusão da OI e BrT provocará queda na
qualidade dos serviços. [05/05/08]
A fusão das duas grandes operadoras, Brasil Telecom e OI, que darão origem a
uma mega empresa brasileira de telecomunicações tem sido marcada por uma certa
desconfiança da sociedade organizada.
Também não é para menos. Em geral as decisões mais importantes no setor de
telecom, envolvendo o interesse público, quando não são tomadas em segredo
mantendo-se a população à distância, não deixa claro que benefícios os
consumidores irão ter com as mudanças.
Fica realmente difícil para o mercado entender como a criação pura e simples
de um monopólio ainda maior, a partir de duas empresas que já detinham um
monopólio natural, poderia estimular a concorrência.
Mesmo assim o acordo para a compra da Brasil Telecom pela OI foi fechado na
semana passada. Para tanto, ambas as companhias precisaram desfazer um
emaranhado de participações societárias.
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TV digital, sinal de propaganda enganosa?
[28/04/08]
Que a tv digital é uma tecnologia revolucionária ninguém discute. Mas como
toda tecnologia entrante sua implementação é difícil, cara, inacessível a
maioria da população e sem visibilidade quanto a sua aplicação prática.
Justamente nesse momento é que surgem as dúvidas e junto com elas, os
oportunistas. A começar pela escolha do padrão japonês visando atender apenas
os interesses comerciais de um grupo de emissoras.
Mesmo após o início das transmissões digitais essa decisão ainda é questionada
e segue cercada de polêmicas. São tantas, que só num País como o Brasil as
coisas são conduzidas de forma tão nebulosa e o responsável ainda permanece
ministro das Comunicações.
Todavia como o padrão já foi imposto mesmo, restou para os consumidores
somente a decisão sobre adquirir, ou não, um conversor de tv digital para
poder assistir a bendita inovação.
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Seu CPF pode estar na xepa da Internet
[14/04/08]
Segundo o Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança
no Brasil (CERT.br), um dos serviços coordenados pelo Núcleo de Informação e
Coordenação do Ponto BR (NIC.br), ocorreu um aumento da ordem de 519% nas
notificações de ataques a servidores web, no primeiro trimestre de 2008,
comparado ao mesmo período do ano anterior.
Esse desempenho descomunal das atividades ilícitas na Internet refere-se à
possibilidade de crackers hospedarem e disseminarem códigos maliciosos de
forma relativamente anônima.
Essa informação foi repassada por Cristine Hoepers, analista de segurança do
CERT.br que acrescentou o fato de a maioria desses ataques estarem
relacionados a links colocados em e-mails fraudulentos.
Sendo assim, melhor do que ficar decorando estatísticas sobre
vulnerabilidades, seria observar o que elas podem nos dizer.
Se servidores web estão sendo invadidos através de links em e-mails, é por que
esses e-mails estão sendo abertos, e se esses links estão sendo clicados,
muitos usuários estão bancando os incautos.
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Greve de auditores fiscais paralisa
indústrias de celulares [07/04/08]
Sete indústrias do setor de eletroeletrônicos e celulares foram obrigadas a
paralisar suas linhas de produção, e dar “folga” a sete mil funcionários.
Entre elas Samsung, Nokia, Panasonic e Sony.
Essa informação é apenas um item na extensa lista de absurdos que estão
acontecendo por todo Brasil, por causa da greve dos auditores fiscais da
Receita Federal.
No início da semana passada, a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos
Eletroeletrônicos (Eletros) divulgou que as empresas ligadas à entidade já
contabilizavam uma semana de atrasos na importação de componentes e problemas
relacionados à exportação.
Os prejuízos se avolumaram e algumas empresas já estão cogitando mudar os
contratos de fornecimento para outro País. Levando daqui investimentos e
postos de trabalho de pessoas que precisam e querem trabalhar, mas não têm um
emprego estável como o de funcionário público.
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Pobres estão mais expostos a ataques virtuais
e Spam [31/03/08]
Assim como a epidemia de dengue que grassa vergonhosamente no Rio de Janeiro,
a epidemia de spams, ataques de vírus, cavalos de tróia, worms, bots,
keyloggers e spywares, e toda sorte de códigos maliciosos, encontra ambiente
propício para se proliferar onde abunda a pobreza e a falta de informação.
Embora seja algo que a primeira vista possa parecer uma percepção do senso
comum, não se trata de especulação. Apenas 12% dos analfabetos e pessoas que
cursaram até a educação infantil conseguiram, de fato, perceber algum problema
de segurança no uso da Internet.
Sendo que, adicionalmente, dentre os que têm renda até um salário mínimo – e
usam a Internet – apenas 14% declararam ter se deparado com problemas de
segurança na rede. No outro extremo, 43% dos que têm nível superior foram
específicos em relatar tais problemas, e também 43% das famílias que
perceberam isso têm renda superior a cinco salários mínimos.
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Telefonia celular a caminho da
universalização [24/03/08]
A Agência Nacional de Telecomunicações divulgou o resultado dos números de
celulares ativados e constatou que fevereiro de 2008 foi um mês promissor para
esse mercado.
O Distrito Federal ainda é o campeão da teledensidade móvel brasileira, com
índice de 119,47, ou 1,19 telefone por habitante (um crescimento de 0,3% em
relação ao mesmo período do ano anterior) seguido pelo Rio de Janeiro com
80,98, com elevação de 0,5%.
Já em terceiro está o Mato Grosso do Sul, com 79,26 e que apresentou
crescimento de 0,7%.
Uma interessante disseminação, ainda mais se for incluído nessa lista o Pará,
que surpreendeu com um crescimento percentual maior do que o das capitais da
Região Sudeste: foi de 2,3% da teledensidade em fevereiro.
Seguindo tendência parecida, o campeão nordestino foi o Maranhão, que obteve
2,44% mantendo-se na liderança.
Em 12 meses, Roraima, Sergipe e Acre ficaram no topo do ranking com taxas de
crescimento de 39,18%, 35,95% e 33,45%, respectivamente. Sendo que Sergipe
teve um crescimento de 2,17.
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O Cartel dos Analistas de Sistemas [17/03/08]
A magistral caneta do Senado Federal ainda não fez seu derradeiro traço no
Projeto de Lei 607/2007, do senador Expedito Júnior (PR-RO), porém os efeitos
de sua tramitação vem desencadeando sérias controvérsias no mercado de
nacional de TI.
A última assertiva inconformada partiu de Cláudio Nasajon, presidente da
Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e
Internet – Rio de Janeiro (Assespro-RJ), durante o lançamento de um Caderno,
produzido pela entidade, traçando o Perfil do Mercado de Trabalho de TI no
estado. A solenidade aconteceu na sede da Federação das Indústrias do Estado
do Rio de Janeiro (Firjan), dia 12 de março.
O evento organizado pela regional Rio da Assespro na verdade foi para divulgar
o que eu classifico (até certo ponto) como uma boa notícia: existe entre as
empresas de tecnologia uma grande demanda por profissionais qualificados,
portanto, teoricamente há uma significativa quantidade de vagas de trabalho
disponível, somente esperando candidatos para elas.
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Redução do ISS para TI no Rio está ameaçada
[10/03/08]
Voltamos à carga no Projeto de Lei 1250/2007, que visa incentivar o setor de
TI na capital do Rio de Janeiro, reduzindo a carga tributária de 5% para 2%
entre as empresas do setor:
Sobre os questionamentos levantados na edição anterior desta coluna, algumas
coisas foram esclarecidas, outras nem tanto.
Recapitulando o final do “episódio”, comentávamos sobre o boletim da
Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e
Internet – Rio de Janeiro (Assespro-RJ), n° 653, de 22 a 28 de fevereiro de
2008, que divulgou a suposta ação de um político que estaria fazendo pedido de
informações sem relevância, somente por diferenças políticas com o prefeito.
O autor da “informação”, o sr. Newton Palhano, consultor jurídico da Assespro,
no decorrer da semana passada, respondeu aos nossos e-mails explicando por fim
que o fato do boletim ter citado um deputado como o criador de obstáculos foi
(conforme já tínhamos cogitado) apenas um erro de revisão.
Algo que a meu ver é de somenos importância, já que um pequeno lapso desses
ocorre até nas grandes redações, e não compromete em nada a reputação e a
credibilidade do veículo e de seus profissionais.
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Politicagem barra redução do ISS no Rio
[03/03/08]
A votação da Lei 1250/2007, que reduz para 2% a alíquota do Imposto sobre
Serviços de Qualquer Natureza (ISS), para as empresas de Informática com sede
na cidade do Rio de Janeiro foi cancelada.
A sessão da Câmara Municipal de Vereadores que apreciaria a matéria estava
prevista para ocorrer no dia 18 de fevereiro. Portanto, já transcorreram duas
semanas desde que esse disparate foi cometido.
Disparate sim, porque, segundo declarou Newton Palhano, consultor jurídico da
Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e
Internet – Rio de Janeiro (Assespro-RJ), a votação não aconteceu por que um
“deputado”(?) teria solicitado vistas e informações a respeito de alguns
pontos da justificativa do projeto.
Até aí, nada de mais, pois pedidos de vistas para esclarecimentos são ritos
ordinários na tramitação de qualquer projeto de lei. A gravidade do problema
está nas alegações que teriam sido usadas pelo referido político.
O boletim Assespro Direto, nº 653 - 22 a 28 de fevereiro de 2008 - dá conta
que esse político teria “constatado” falta de dados que comprovem quantas
empresas voltariam para o Rio após a implementação da redução do imposto,
valor previsto de incremento do ISS nesses casos, entre outras coisas.
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Como será a telefonia depois da portabilidade
numérica? [25/02/08]
A partir de agosto deste ano, São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná,
Goiás, Mato Grosso do Sul, e Piauí começarão a usar a portabilidade numérica
nas telefonias fixa e móvel. O restante do País passará a contar com o serviço
gradativamente entre novembro de 2008 e 1° de março de 2009, se tudo de certo
e correr nos conformes.
A informação foi divulgada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)
e vem finalmente atender a uma demanda da sociedade, que há tempos vinha
clamando por mudanças significativas no mercado de telecom que atendessem a
expectativa do consumidor e não apenas das operadoras.
O modelo de portabilidade numérica, escolhido para o Brasil - e orientado -
segundo informou a agência, com base numa consulta pública envolvendo perto de
mil contribuições da sociedade, em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e
Fortaleza, é a que permite o deslocamento do número telefônico para outra
operadora, dentro da mesma área local.
O que significa dizer que o usuário poderá, no caso da telefonia fixa,
solicitar a manutenção de seu número quando a mudança for restrita ao mesmo
município ou conjunto de localidades com continuidade urbana – conhecida como
área conurbada. Ler mais
Impostos continuam esmagando o setor de
Serviços [18/02/08]
O setor de Serviços continua sendo impedido de crescer graças à falta de
interesse do governo federal em elaborar políticas para desonerar e
desburocratizar o segmento econômico que mais riquezas gera.
Isso lembra alguma coisa? A inesquecível e não saudosa MP 232, do ex-ministro
Antônio Palocci, que pretendia tirar nas costas dos prestadores de serviço o
que o governo dizia ser “necessário” para o equilíbrio das contas públicas?
Isso ocorreu poucos meses antes da denúncia que levou ao esquema do Mensalão.
Nos faz recordar também a recém extinta CPMF que, entre outras fábulas, foi
alegado que o País sofreria as conseqüências com a perda de arrecadação. Como
no caso anterior, ficou provado que isso não era verdadeiro.
Qual seria a nova desculpa para a crescente tributação sobre os prestadores?
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Novas regras para os velhos problemas dos
celulares [11/02/08]
A partir desta semana os usuários de telefones celulares contarão com novas
regras que, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), visam
melhorar a qualidade dos serviços prestados pelas operadoras.
Medidas, aliás, que chegam com grande atraso se considerarmos a forte expansão
que o setor experimentou nos últimos anos. De acordo com estimativa da
agência, o Brasil atingiu os 120 milhões de celulares em 2007.
Uma das mudanças previstas vem alterar práticas altamente lesivas aos
consumidores que são obrigados a ficar horas e às vezes até dias para
conseguir, por exemplo, o cancelamento de uma linha.
Agora, pelas novas regras, uma solicitação dessas terá que ser executada em
até 24 horas;
Além disso, cobranças feitas com dois meses de atraso precisarão passar por
negociação com o consumidor.
Já as chamadas para os serviços de emergências serão gratuitas e poderão ser
realizadas mesmo se o usuário estiver fora da área aonde reside.
Em relação aos créditos de pré-pagos, essas ligações poderão ser efetuadas
mesmo se os créditos estiverem vencidos.
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Oi, Brasil Telecom! Tudo bem? [28/01/08]
Diz o novíssimo “Aulete Digital”, projeto de dicionário on-line coordenado
pela parceria entre a “Globo.com” e a “Lexikon”, que “botar as barbas de
molho” significa, literalmente, “aproveitar a experiência alheia, e tomar
precaução quanto a perigo ou ameaça”. Parece ser mesmo a melhor atitude a
tomar ante o rumorosíssimo caso da fusão Oi / Brasil Telecom, operação de
compra e venda de ações entre duas empresas gigantes que vem batendo o recorde
de ‘versões oficiais’. A cada declaração, mudam o tom e as cores do negócio, a
importância da transação para o mercado brasileiro, e o nome dos responsáveis
pela bênção/condenação do processo.
Até agora os fatos não permitem concluir que a fusão seja benéfica para a
sociedade e o consumidor brasileiro, já que trata com pesos e medidas
diferentes as regras do jogo.
Ou seja: se Oi e Brasil Telecom podem se fundir para enfrentar a concorrência,
tomando para isso dinheiro emprestado do BNDES, as outras empresas do setor
também devem poder, se seguirem as mesmas regras. Não é o que acontece. Tão
logo a operação foi divulgada, executivos da Embratel, Telefônica,Tim e Claro
voaram para Brasília a fim de pedir isonomia no tratamento da questão. Se
pediram, é porque ela (ainda) não existe.
Se ainda não existe, é o caso de perguntar por que o anúncio atropelou a
regulamentação existente no setor — a chamada Lei de Outorgas.
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Crescimento da Ethernet abrirá novo mercado
[14/01/08]
O avanço da Ethernet sobre as redes metropolitanas abre 2008 com boas notícias
para quem trabalha com roteadores IP e switches Ethernet.
As operadoras de telecomunicações iniciaram seus movimentos para transpor seus
modelos de negócios baseados nos transportes SDH e SONET. Esse tipo de
tecnologia tinha seu cronograma para depreciação estabelecida para ocorrer
entre 15 anos e três décadas.
Não obstante as teles terem hesitado por muito tempo em se mover nessa
direção, em função de recuperar o que investiu em SONET, parece providencial
que a iniciativa das telcos em simplificar suas redes agora, aconteça num
momento no qual todo o mercado de TI está aquecido.
Isso porque, os cortes nos gastos com tecnologia da informação que as
operadoras fizeram para aumentar a eficiência de suas finanças, afetaram
pontualmente alguns segmentos do setor de TI (especialmente fornecedores de
serviços).
Com o mercado de TI em alta, as atuais alterações nas redes provavelmente não
terão impacto significativo no balanço das empresas provedoras de serviços
desta vez. Mesmo porque todo esse andamento era de se esperar.
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No geral, 2008 será promissor [07/01/08]
As perspectivas para o mercado nacional de TI em 2008 podem ser ainda melhores
do que foram em 2007.
Segundo especialistas e alguns executivos da área, as metas previstas para o
ano passado (cujos balanços ainda não foram divulgados) superaram as
expectativas mais otimistas.
A tendência é que o ritmo de crescimento se mantenha estável em 2008, porém
existem ressalvas em relação à conjuntura internacional. Ainda assim o setor
de TI foi um dos segmentos mais prósperos e aquecidos da economia brasileira
em 2007.
A estimativa é que o incremento dos serviços em TI tenha subido 14% em relação
a 2006. Uma bela linha ascendente, diga-se, considerando que percentualmente o
índice ultrapassou o crescimento até do PIB. Essa oportuna e pertinente
avaliação foi comentada pelo presidente do Sindicato das Empresas de
Informática do Estado do Rio de Janeiro (Seprorj), Benito Paret.
Já em escala planetária, as projeções divulgadas pelo Gartner Group, dão conta
que, neste ano, as despesas com serviços de tecnologia da informação em todo
mundo estarão na casa dos 6%. O que significa algo maior do que os US$ 730
milhões previstos para o ano fiscal de 2007.
Sobre a iniciativa privada, sua atuação tem sido mais agressiva em relação à
criação de oportunidades de negócios, porém de forma mais madura e
freqüentemente pautada na filosofia de modernidade.
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