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O espectro de 2,5 GHz
10/05/09
Transcrição de mensagem:•
"Espectro de 2,5 GHz" -
Mais uma "aula" - TelecomOnline: "2,5 GHz: os caminhos mais adequados" por
Newton Scartezini"
01.
Este é o trecho
inicial de uma matéria "de fôlego", uma aula de ambientação sobre o
tema polêmico, anotada num "post" anterior:
Fonte: Teletime -
"Revista Teletime - edição Fev 2009"
"Sempre que o assunto
envolve destinação do espectro de frequências, tecnologias e
definições regulatórias, o ambiente se torna explosivo.
Isso já aconteceu quando houve, no passado, a discussão sobre a
faixa do SMP, que poderia privilegiar o GSM ou o CDMA, dependendo da
decisão.
E o mesmo vale agora para a definição da faixa de 2,5 GHz, no
Brasil utilizada por operadores de MMDS (historicamente um
serviço de TV por assinatura por micro-ondas), mas cada vez mais
cobiçada para serviços de banda larga por WiMax e, também, pela
indústria de telefonia móvel."
02.
O registro das
mensagens e "posts" sobre o tema está sendo feito no
BLOCO
e nesta Seção da site comunitário WirelessBR:
Espectro de 2,5 GHz
03.
O portal
TelecomOnline
publicou outra aula sobre o tema, mais enxuta e objetiva, com
os fundamentos básicos.
Como sempre, recomendamos a leitura na fonte, para conhecer o site e
usufruir as demais informações da página.
Mas o artigo vai transcrito mais abaixo:
Fonte: Telecom Online
2,5 GHz: os caminhos mais adequados
por Newton Scartezini
----------------------------------------------------------
Prefira ler no original!
As duas figuras, muito grandes, foram reduzidas aqui para se adequar ao
formato do Grupo.
* Newton
Scartezini é sócio da Horizontes Consultoria e membro do comitê de
infraestrutura da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São
Paulo)
O debate atualmente em curso sobre a destinação da faixa de 2,5 a 2,69
GHz está confinado às áreas técnicas da Anatel e das empresas
interessadas e não captou a atenção devida da imprensa não
especializada, talvez porque o tema tenha sido tratado com um viés
excessivamente técnico e jurídico, deixando de lado suas implicações
para o mercado e para os usuários dos serviços de telecomunicações.
Para um melhor entendimento do assunto, é útil rever seus fundamentos:
1. Situação atual
As primeiras licenças outorgadas para essa faixa datam de 1994 e se
destinam ao serviço MMDS (Serviço de Distribuição de Sinais Multiponto
Multicanal) para a distribuição de sinais de TV por assinatura. As
licenças então outorgadas são:
- NET Serviços – Recife, Fortaleza e Porto Alegre
- Telefônica Sistemas de TV – Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre e
São Paulo
- Sky – Goiás, Brasília e Belém
- TV Show - Fortaleza
A Lei Geral de Telecomunicações, de 16/07/1997, estabelece que as
outorgas pré existentes podem ser prorrogadas por igual período, a
pedido do interessado, desde que tenha havido a adequação dos
instrumentos de outorga aos termos da Lei Geral. Com base na Lei e no
pedido dos interessados, a Anatel publicou a Consulta Pública N° 2/2009,
com os seguintes objetivos:
- Adequar os instrumentos de outorga de 1994 à Lei Geral de
Telecomunicações
- Prorrogar a autorização do uso das rádio freqüências de 2500 a 2690
MHz por 15 anos, até 16 de Fevereiro de 2024, para o serviço MMDS.
A prorrogação das licenças foi dada baseada na regulamentação atual (Res.
429), conforme diagrama abaixo:
Ler mais em:
2,5 GHz:
os caminhos mais adequados
Matérias recentes:
Fonte: Teletime
[05/05/09]
Para ABTA, banda
larga wireless não é prerrogativa do SMP por Samuel Possebon
Fonte: Teletime
[04/05/09]
WiMAX Fórum certifica equipamentos da Motorola
em 2,5 GHz por Helton
Posseti
Fonte: Convergência
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[30/04/09]
2,5GHz: Emília Ribeiro promete apresentar seu voto esta semana por Luís
Osvaldo Grossmann
Fonte: Tele.Síntese
[30/04/09]
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Berbert
Fonte: Teletime
[30/04/09]
Mudança do 2,5 GHz e TVA/Telefônica entram na
pauta da próxima semana por Mariana
Mazza
Fonte: e-Thesis
[16/04/09]
Espectro para mobilidade: quem dá mais? por Jana de Paula
Fonte: Convergência Digital
[15/04/09]
Casa Civil intervém na questão do 2,5GHz e
quer contrapartidas por Ana Paula
Lobo
Fonte: Tele.Síntese
[14/04/09]
Plínio Aguiar quer limpeza da faixa de 2,5 GHz e fim do MMDS por Lia
Ribeiro Dias
Fonte: Teletime
[14/04/09]
Conselheiro da Anatel quer toda a faixa de 2,5 GHz para SMP
Fonte: Tele.Síntese
[14/04/09]
Polêmica sobre faixa de 2,5 GHz chega à Câmara
Fonte: Teletime
[08/04/09]
Teles e fabricantes retomam pressão por mais
espectro em 2,5 GHz
Fonte: Tele.Síntese
[25/03/09]
Anatel deve adiar de novo decisão sobre
TVA/Telefônica e 2,5 GHz
Fonte: Convergência Digital
[06/03/09]
Abinee pede definição da Anatel com relação às
faixas 2,5GHz e 3,5GHz
-------------------------------------
Fonte: BLOCO
10/05/09
•
"Espectro de 2,5 GHz" - Mais uma "aula" - TelecomOnline: "2,5 GHz: os
caminhos mais adequados" por Newton Scartezini"
06/05/09
•
"Espectro de 2,5 GHz": "Espectro para mobilidade: quem dá mais? por Jana de
Paula" + Notícia: "Empresas de MMDS temem ser prejudicadas"
19/03/09
•
WiMAX de Março (07) - 2009 - "Receitas
crescerão 4,500% em 2009" + "Nokia opta por LTE" + "Cara, cadê meu WiMax?" +
"2,5 GHz e futuro do MMDS"
18/02/09
•
Espectro: MMDS + "2.5 GHz" (3) - Anatel
prorroga licenças MMDS + Decisão sobre "2.5 GHz" desagrada mercado +
Associação GSM acusa Anatel
16/02/09
•
Espectro: MMDS + "2.5 GHz" (2) - Comentários
de Rubens Kuhl
14/02/09
•
Espectro: MMDS + "2.5 GHz" (1)
20/01/09
•
"Anatel
prepara licitação para ampliar cobertura da TV paga" + "Tudo" sobre MMDS
TRANSCRIÇÕES DE ARTIGOS E NOTÍCIAS RECENTES
Prefira sempre ler na fonte!
Fonte:
Teletime - "Revista Teletime - edição Fev 2009"
Sempre que o assunto
envolve destinação do espectro de frequências, tecnologias e definições
regulatórias, o ambiente se torna explosivo.
Isso já aconteceu quando houve, no passado, a discussão sobre a faixa do SMP,
que poderia privilegiar o GSM ou o CDMA, dependendo da decisão. E o mesmo vale
agora para a definição da faixa de 2,5 GHz, no Brasil utilizada por operadores
de MMDS (historicamente um serviço de TV por assinatura por micro-ondas), mas
cada vez mais cobiçada para serviços de banda larga por WiMax e, também, pela
indústria de telefonia móvel.
Com a banda larga se
tornando parte definitiva do negócio de telefonia celular, um problema
imediato que se coloca para as operadoras é garantir fôlego para continuar
competindo com as outras plataformas. E fôlego, nesse ambiente, se traduz um
uma palavra: espectro.
O que pode acontecer quando a base de usuários de Internet pelas redes de
telefonia celular passar dos cerca de 1,7 milhão atuais (ou pouco mais de 1%
de penetração sobre a base total), segundo dados da Anatel, para percentuais
mais expressivos de 8% como os registrados já hoje nos EUA, ou 30%, como os
registrados na Europa, segundo dados da GSM Association?
Será que a infraestrutura das operadoras móveis terá capacidade para fazer
frente à crescente demanda por mais banda e maiores velocidades de acesso?
A resposta para essa questão é óbvia: não, simplesmente porque existe uma
limitação na quantidade de dados que se pode transmitir em uma fatia limitada
do espectro.
A melhor alternativa para empresas de telefonia celular é, portanto, ampliar a
fatia do espectro em que operam, comportando assim um número maior de usuários
e taxas de transmissão mais elevadas. Esse é o horizonte futuro que tem
balizado uma parte significativa da disputa por espectro nesse momento.
Não por acaso, o começo de 2009 tem sido marcado por uma forte disputa pelo
espectro de 2,5 GHz, com discussões acaloradas entre fornecedores e
operadores, e com acirradas disputas de pontos de vista dentro da própria
Anatel. A batalha parece ainda estar longe do fim.
Além de parte do negócio dos operadores de MMDS, as frequências de 2,5 GHz são
fundamentais para as operadoras móveis no futuro, já que a evolução
tecnológica das redes 3G, chamada de LTE (Long Term Evolution), está toda
programada para acontecer nesta parcela do espectro. Ou seja, para os
operadores de celular, garantir a ocupação da faixa de 2,5 GHz equivale a
fazer um seguro para pelo menos os próximos dez anos.
Os fornecedores tradicionais de redes para teles móveis e a GSM Association
são mais enfáticos quando alertam para a importância de espectro adicional das
operadoras. Mas os operadores, até para não passar recibo de que estejam
trabalhando com limitações, expõem menos este problema.
"A necessidade que existe para as operadoras é função da tecnologia que existe
para a evolução futura. O LTE precisara de frequências adicionais na faixa de
2,5 GHz. É uma questão da tecnologia, mas não quer dizer que a rede atual
esteja limitada", diz Javier Rodriguez, vice-presidente de redes da Vivo.
Já João Cox, da Claro, reconhece que o uso das redes 3G para acesso a dados
limitará, em algum momento, a capacidade das redes
Mais espaço
Para Lourenço Coelho, vice-presidente comercial e de marketing da Ericsson, a
questão é um pouco mais urgente: "Estamos verificando que existe um grande
aumento de tráfego com as redes 3G. Daqui a pouco, com esta ampliação do
tráfego de dados, a migração do fixo para o móvel e os serviços de vídeo, vai
faltar espectro", diz ele, ressaltando que este espectro que falta precisará
vir de algum lugar.
"As operadoras de telefonia celular investiram bilhões, e por isso não podem
ficar sem perspectiva de evolução. No caso da tecnologia LTE, são necessários
mais 40 MHz por operador. Se no Brasil trabalhamos com um cenário de quatro
operadores, serão necessários mais 160 MHz", diz o executivo, que lembra que a
faixa de 2,5 GHz está ocupada por um serviço que hoje tem pouco mais de 300
mil assinantes (o MMDS).
No Brasil, segundo a GSM Association, os operadores de celular têm, em média,
80 MHz de banda, contra cerca de 90 MHz em mercados avançados (como Europa e
EUA). A associação vem justamente pressionando para garantir, do ponto de
vista político, esse espaço adicional futuro no espectro às operadoras móveis,
alegando que nos EUA, por exemplo, já existe uma reserva adicional de 300 MHz
para as empresas de telefonia celular.
Mas o outro lado do problema também se coloca: se por um lado existem pelo
menos quatro grandes operadores de telefonia móvel, com cerca de 150 milhões
de usuários, brigando para garantir um futuro tranquilo, por outro dar a eles
o espectro pedido poderia criar uma reserva de mercado a estas mesmas quatro
empresas, impedindo a entrada de novos concorrentes, que poderiam vir pela
tecnologia WiMax.
Pouca gente sabe, mas em 2005 a empresa ClearWire (que depois veio a formar
uma joint venture para exploração de WiMax com a Sprint, nos EUA) tentou
adquirir a operadora de MMDS ITSA, que opera em cidades como Brasília, Belo
Horizonte e Goiânia. Os executivos da empresa vieram ao Brasil, foram à Anatel
pedir uma sinalização positiva mas, como não ficaram animados com o que
ouviram, desistiram do negócio.
O que a Anatel disse a eles na ocasião foi que não havia certeza se o serviço
de MMDS continuaria existindo no futuro e se as frequências continuariam nas
mãos dos atuais controladores.
Já naquele momento, havia uma corrente de interpretação dentro da agência que
acreditava que o espectro de 2,5 GHz era precioso demais para ficar na mão de
alguns operadores de TV por assinatura.
Ricardo Tavares, vice-presidente da GSM Association, disse em entrevista ao
TELETIME News em janeiro que no passado o aumento de espectro para as empresas
poderia significar uma ameaça à competição, mas hoje todos os países já contam
com pelo menos três competidoras. "Hoje há competição na região", diz ele. A
GSM Association tem feito um intenso trabalho de lobby em coordenação com os
principais fornecedores junto aos 14 mercados emergentes importantes (exceto
China), que hoje concentram um terço dos usuários de telefonia celular no
mundo, para conseguir espaço para tecnologias de evolução do GSM (HSPA e LTE)
nas faixas de 2,1 GHz e 2,5 GHz.
A argumentação dos operadores de MMDS, contudo, é diferente. Eles entendem que
pelo fato de o MMDS ter uma regra convergente, desde o princípio pensado para
ofertar vários serviços, incluindo TV, ele é uma alternativa inovadora que o
país deveria explorar, e não extinguir.
"O fato de termos apenas 300 mil assinantes do serviço não é justificativa
para a Anatel acabar com o MMDS. Os investimentos foram feitos, mas boa parte
do potencial do MMDS ainda não pôde ser explorado por conta da falta de
equipamentos homologados", diz José Luiz Frauendorf, diretor geral da Neotec,
associação que representa as empresas que hoje exploram a faixa de 2,5 GHz. A
questão da homologação é crítica: quando a Anatel percebeu que haveria a
necessidade de repartir o espectro de 2,5 GHz, suspendeu o licenciamento de
equipamentos de WiMax na faixa, atrasando o plano das operadoras de MMDS.
Entre estas empresas estão a Telefônica (que adquiriu a operação de MMDS da
TVA), a Sky (que está em processo de aquisição das licenças da ITSA) e a Net
Serviços, que tem licenças de MMDS em Porto Alegre, Curitiba e Recife.
Investimentos
Em carta encaminhada à Anatel no dia 26 de novembro de 2008, obtida com
exclusividade por TELETIME, a Telefônica deixa clara a sua insatisfação com a
escolha feita pela Anatel de retardar as homologações de equipamentos de WiMax
para a faixa de 2,5 GHz. A empresa informa que, desde que conseguiu
autorização da agência para operar MMDS, em julho de 2007, investiu mais de R$
100 milhões na digitalização dos serviços, programas de expansão comercial e
outras ações técnicas voltadas para o aumento do número de assinantes e
melhoria na qualidade do serviço. "Até o momento, em razão de não existirem
equipamentos homologados para a prestação do serviço através da tecnologia
WiMax, continuamos sem a possibilidade de ofertar novos produtos, o que acaba
restringindo a competição nos mercados onde atuamos", protesta a operadora.
Coelho, da Ericsson, defende o alinhamento do
Brasil às tecnologias que estão sendo adotadas em outros países, sobretudo na
Europa, o que significa dizer que o país deve reservar a faixa de 2,5 GHz para
a tecnologia LTE. "Já tivemos experiências de trazer para o Brasil tecnologias
sem escala e elas acabaram ficando para trás", diz, citando o CDMA e o TDMA.
"O WiMax móvel está patinando no mundo todo. Nós vamos insistir nisso",
questiona o executivo. A Ericsson é um dos maiores fornecedores mundiais de
equipamentos e suas apostas estão todas sobre o LTE, com ênfase no mercado
europeu e na imensa base de celulares GSM da Europa, e é natural que esta seja
sua abordagem.
Não é o que pensam fornecedores que apostam
no WiMax, como Motorola e Intel.
Mas é o que pensam grandes empresas de telefonia celular, como a Claro.
Segundo João Cox, presidente da operadora, o problema central na discussão do
futuro da faixa de 2,5 GHz é não deixar o Brasil de fora de um padrão mundial.
Para Frauendorf, da Neotec, é uma falácia falar em alinhamento tecnológico no
caso da banda larga. "A realidade brasileira é outra. O WiMax é uma tecnologia
de banda larga fixa e, eventualmente, móvel, que foi pensada para outras
realidades diferentes da europeia. Por isso que países como Rússia, Índia e
diversos países da América Latina têm apostado muito nessa plataforma".
"O que nós achamos é que a Anatel tem que dar total flexibilidade a qualquer
operador para explorar serviços em qualquer faixa de frequência", diz Emílio
Loures, gerente de novas tecnologias da Intel. "A neutralidade tecnológica é
fundamental. A agência já fez isso na faixa de 3,5 GHz, prevendo a mobilidade
nesta faixa, e precisa agora fazer o mesmo na faixa de 2,5 GHz";, diz Loures.
Ele lembra que existem muitos municípios que não têm nenhum operador na faixa
de 2,5 GHz e que precisam ser atendidos.
"O que precisa ficar claro é que em nenhum lugar a UIT ou quem quer que seja
disse que a faixa de 2,5 GHz deve ser reservada exclusivamente ao serviço
móvel, muito menos aos atuais operadores de serviços móveis", diz Frauendorf.
A regulamentação brasileira sobre a faixa de 2,5 GHz (Resolução 429/2006)
prevê o seu uso para o Serviço de Comunicação Multimídia, o que em tese
habilitaria qualquer empresa a pleitear frequências para a prestação de
serviços de dados. Mas como hoje se trata de uma faixa atrelada ao MMDS, a
Anatel precisaria definir, antes, como pretende conduzir a questão de novas
outorgas para o serviço de TV paga.
Esse é um dos temas que estão em discussão na agência.
As operações de MMDS existentes hoje (com base nas autorizações expedidas pela
agência) cobrem 320 municípios brasileiros, que representam cerca de 25
milhões de domicílios, o que representa um pouco menos da metade do total
nacional. Não são 320 outorgas, naturalmente, mas como o raio de cobertura é
amplo, uma licença de MMDS pega muitas vezes dezenas de municípios.
Assim, quase 60% do potencial de consumo do país está nessas áreas cobertas
pelas licenças de MMDS, que ocupam 100% da faixa que poderia ser utilizada na
casa dos 2,5 GHz. Ou seja, quem quiser entrar nesse mercado daqui para frente
terá que fazê-lo onde não estão as operadoras de MMDS, ou negociar com elas.
Por esta razão é que uma das discussões mais importantes do ano deve ser a
revisão da Resolução 429/2006, quando o futuro da faixa de 2,5 GHz será
desenhado.
TELETIME teve acesso a uma das possibilidades desenhadas pela Anatel e que
poderia ter sido colocada em consulta pública.
Pelos planos da Anatel, o MMDS operaria em caráter primário na faixa de 2.500
MHz a 2.690 MHz apenas até 31 de dezembro de 2012.
Depois disso, o serviço passaria a ter caráter primário apenas nas subfaixas
2.500 MHz a 2.530 MHz e 2.570 MHz a 2.650 MHz.
Nas subfaixas 2.530 MHz a 2.570 MHz e 2.650 MHz a 2.690 MHz, a operação seria
em caráter secundário.
Em sentido oposto, o SMP poderia operar em caráter secundário em toda a faixa
até 31 de dezembro de 2012.
Após esta data, o serviço passaria a ser primário nas subfaixas 2.530 MHz a
2.570 MHz e 2.650 MHz a 2.690 MHz, no lugar do MMDS.
E seria mantida a destinação de 110 MHz para o SCM, em caráter primário nas
mesmas subfaixas definidas em 2006: 2.500 MHz a 2.530 MHz e 2.570 MHz a 2.650
MHz.
A novidade é que o serviço de telefonia fixa também passaria a ser previsto em
caráter secundário na subfaixa 2.500 MHz a 2690 MHz.
Estudo
Mas na última hora, a Anatel mudou os planos. O conselheiro Antônio Bedran
avaliou que seria importante promover um estudo mais amplo sobre o uso da
faixa de 2,5 GHz, analisando as reais demandas e separando o que é lobby
daquilo que é realidade. Não há prazo para que este estudo seja concluído, nem
para a publicação da consulta pública que definirá o futuro da faixa de 2,5
GHz.
Da mesma maneira, a Anatel deve dar encaminhamento à renovação das outorgas
dos 11 operadores de MMDS cujas licenças vencem em fevereiro desde ano. São as
operações de MMDS em São Paulo, Rio, Curitiba e Porto Alegre pertencentes à
TVA, as licenças de Goiânia, Belém e Brasília da ITSA, as autorizações da Net
Serviços para Recife, Porto Alegre e Curitiba da Net Serviços e a licença da
TV Show em Fortaleza.
Com isso, é esperado que estas operadoras consigam a renovação das outorgas
por mais 15 anos, o que significará que até 2024 as faixas estarão ocupadas,
pelo menos nestas grandes cidades. E com a decisão da Anatel, abre-se o
precedente para que todas as dezenas de outorgas de MMDS existentes no país
também sejam renovadas. Isso não significa que a agência não possa, com base
na observação de que o espectro esteja sendo utilizado de maneira ineficiente,
tirar frequências dos operadores de MMDS no futuro.
O que fica claro, contudo, é que a decisão é muito mais complexa do que parece
e envolve interesses comerciais dos grandes fornecedores de redes 3G;
perspectiva de crescimento e competitividade dos grandes operadores de
telefonia móvel; o interesse de empresas que pretendem usar a faixa de 2,5 GHz
para o serviço de banda larga por meio de redes WiMax, como a Telefônica; o
interesse dos fornecedores de equipamentos para WiMax; e, obviamente, os
usuários dos serviços de telecomunicações.
O tema, que já havia sido alvo de comentários do deputado Paulo Bornhausen (DEM/SC),
defensor da posição dos operadores de MMDS, deve retornar ao Congresso em
2009.
Também o Tribunal de Contas da União está acompanhando o tema, movido por uma
denúncia anônima. O ministro-relator do caso no TCU, Raimundo Carreiro, deixou
essa preocupação clara em seu voto. "Diante desse contexto, reveste-se de
grande importância qualquer serviço novo a ser oferecido pelos atuais
prestadores na faixa de freqüência de 2,5 GHz, bem como a prorrogação das
autorizações para uso dessa faixa, situações que exigirão novas licitações
e/ou ajustes nos atuais termos relativamente a prazos, valores e condições, a
serem estabelecidas pela Anatel conforme o caso", avaliou Carreiro.
São amostras do que deve vir pela frente.
A ainda existem uma série de outras faixas do espectro que devem gerar
polêmicas semelhantes
Outras faixas polêmicas
3,5 GHz - Também existe uma disputa para definir se ela será destinada para o
SCM com tecnologia WiMax ou se parte dela será destinada ao serviço móvel na
tecnologia LTE.
700 MHz - Há pressão para que ela seja utilizada para serviços móveis e para
cobertura de áreas remotas, mas hoje está destinada à transição
da TV digital.
800 MHz (hoje ocupadas pela banda A analógica do celular) -
Poderia ser redistribuída, e as sobras nas faixas de 1,9 GHz e 2,1 GHz,
pleiteadas para o SMP.
450 MHz - Definida pela UIT como propícia para sistemas móveis em áreas
remotas, também é objeto de estudos pela Anatel.
---------------------------------------------------------
Fonte: Teletime
[05/05/09]
Para ABTA, banda
larga wireless não é prerrogativa do SMP por Samuel Possebon (samuca@convergecom.com.br)
Com a perspectiva de uma definição da Anatel em relação ao uso da faixa de 2,5
GHz, a ABTA (que representa os operadores de TV paga em geral) e a Neotec
(representante das principais operadoras de MMDS) estão afinando discursos e
devem encampar, alinhadas, a batalha pela preservação do espaço reservado às
operadoras atuais. A ABTA deve, nos próximos dias, se manifestar formalmente
ao conselho da Anatel em relação às suas posições em defesa das empresas de
MMDS. Como argumento, usará as teses que já vêm sendo defendidas pelas
empresas individualmente ou pela Neotec: a de que os serviços de banda larga
sem fio não são prerrogativas das operadoras móveis. Segundo a argumentação da
ABTA, os operadores de MMDS estão, há muito tempo, desenvolvendo expertise e
tecnologia para a oferta de serviços de banda larga por meio das frequências
de 2,5 GHz, baseadas na convicção de que teriam o direito de uso a estas
faixas. Com a discussão atual da Anatel acerca da redistribuição do espectro
de 2,5 GHz, as empresas de MMDS temem ser prejudicadas.
A ABTA também endossará o discurso das empresas de MMDS, de que não pretendem
prestar o serviço móvel, mas apenas o serviço de banda larga nomádico, já
permitido pela legislação atual do MMDS. Segundo a associação, esta é uma
alternativa concreta para atender às demandas de massificação da banda larga
no Brasil, país que, por seu tamanho e disparidades regionais, requer soluções
alternativas.
Sobre a discussão de que o espectro para o MMDS estaria superdimensionado
frente ao tamanho reservado para operadoras móveis, o argumento é que, dada a
natureza atual, com vídeo, e futura do serviço (com grandes taxas de
transmissão de dados para muitos usuários) esse espectro é necessário. Além
disso, os serviços de 3G, dizem os operadores de TV paga, sequer utilizam as
faixas específicas para eles destinadas. Por fim, as empresas argumentam que a
Anatel está obstruindo o desenvolvimento de uma tecnologia pronta para que se
ganhe tempo para o desenvolvimento de uma tecnologia alternativa (LTE).
A conselheira da Anatel Emília Ribeiro relata o processo que prevê a revisão
da destinação do 2,5 GHz. A matéria pode ser apreciada na reunião desta
semana, dia 8. O texto, no entanto, ainda precisa passar por consulta pública
caso seja aprovado nesta semana.
Vale lembrar que hoje controlam outorgas de MMDS, entre outras empresas, a
Telefônica/TVA, a Net Serviços e a Sky (após a aquisição da ITSA), que são as
maiores operadoras de TV paga do Brasil.
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Fonte: e-Thesis
[16/04/09]
Espectro para mobilidade: quem dá mais? por Jana de Paula
O consultor Newton Scartezini, que participou de todas as edições do
RioWireless, importante arena para debate dos players de mobilidade, se disse
surpreso que, após as oito anteriores, a de ontem, a nona, realizada num hotel
da Barra da Tijuca (RJ), foi a primeira em que, mais do que divergências em
torno da convergência, houve, de fato, um ponto comum, real, das idéias
apresentadas. E o ponto para o qual todos convergiram foi a necessidade de
mais espectro. Palestrantes e assistência presentes, oriundos de cada elo
chave da cadeia, se esmeraram em explicar - e tentar compreender - como,
porque e quando o mercado brasileiro de mobilidade precisará de mais espectro.
Mas, como bem lembrou o diretor do WiMAX Forum no Brasil, Luiz C. Moraes Rego,
"uma coisa é a prática, outra coisa é power point". De qualquer forma, o
recado do governo foi dado: "O que queremos, no momento, é a apresentação de
contrapartidas. Mais do que palavras, queremos que nos apresentem projetos
concretos que impliquem sustentabilidade econômica. O que vamos fazer com o
espectro? Para decidirmos isto precisamos de sugestões concretas que resultem
em ampliação de nossa capacidade educacional", disse André Barbosa Filho,
assessor especial da Casa Civil.
Mais do que necessidade de espectro, os presentes ao 9º RioWireless trataram,
especificamente, da faixa dos 2,5GHz. Ricardo Tavares, vice-presidente de
políticas públicas da GSM Association (GSMA), foi peremptório: "Com o atual
espectro disponível estaremos paralisados até 2015. Nas áreas urbanas o
colapso está previsto para acontecer já em 2010, quando todo espectro
utilizado nas grandes capitais estará ocupado. A única forma de evitar isso é
com a banda em 2,5GHz". Hoje, os 2,5GHz estão largamente ocupados pelas MMDS,
prestadoras de TV aberta do país e, antes mesmo de se rearranjar o espectro (o
que Edilson Ribeiro dos Santos, superintendente de Radiofreqüência e
Fiscalização da Anatel, disse que será feito), a GSMA já se preocupa em
definir quanto vai ficar com quem:
"A idéia é usar a banda de 2,5GHz de maneira estruturada. As operadoras de
MMDS vão mudar de tecnologia analógica para digital. Com isso, todos os seus
serviços passam a ocupar menos espectro. Assim, acreditamos que esta faixa
possa ser reutilizada destinando-se duas vezes 70 MHz (subida e descida) para
o WiMAX, 50 MHz para as MMDS e 140 MHz para as quatro operadoras de redes
móveis brasileiras (Telefônica, Oi, Claro e TIM) implantarem serviços em LTE.
A visão da GSMA é de que estas faixas sejam regulamentadas este ano e
leiloadas no ano que vem e a concessão seja baseada no conceito de banda
neutra em termos de tecnologia", disse Tavares.
Quanto aos preços a serem praticados, Tavares imagina que, como de praxe, o
preço mínimo elaborado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sirva de base
para garantir preços competitivos. Sua sugestão é que se use o modelo do
contrato de concessão da 3G, de dezembro de 2007, em que se previu o uso de
parte do custo para expansão da rede, com cunho de inclusão social.
Governo se mantém agnóstico
Mas ainda é cedo para se fazer o tratado de Tordesilhas dos 2,5GHz. E neste
caminho é de bom alvitre que se aproveitem todos os recursos disponíveis, de
todos os players dispostos a colaborar, sejam eles do ecossistema do WiMAX ou
da LTE. Sim, porque se o espectro foi o tema principal do evento de ontem,
grande foi o leque de apresentação das próximas soluções em LTE para o mercado
local. Mas, se o peso das quatro operadoras de redes móveis é grande e
incontestável seu poder no mercado local, o governo, pelo que depreendeu de
ontem, não pretende abandonar o WiMAX.
O próprio Plínio Aguiar, da Casa Civil, destacou que a meta do governo é
formatar um modelo de uso de um bem público (o espectro) que atenda a
coletividade e que também traga remuneração do negócio e retorno do capital.
"A utilização de banda larga nas escolas, através do acordo de uso da rede de
DSL das teles, foi o primeiro grande encontro da iniciativa pública e privada
no mercado de comunicações brasileiro, que também pode ser expandido para o
uso das tecnologias sem fio. Onde a cobertura cabeada for mais difícil, ela
pode ser complementada por WiMAX, WiBro, 3G etc." Ou seja, o governo estuda a
adoção de todas as novas tecnologias disponíveis.
Esta postura da Casa Civil trouxe uma brisa primaveril ao espírito dos
apostadores do ecossistema de WiMAX presentes ao 9º RioWireless. Muitos dentre
eles se ressentem de forma dramática dos atrasos na regulamentação do mercado
de WiMAX no Brasil. Contratos postergados, acordos que não se realizam,
necessidade de se adiar estratégias agressivas de atuação no mercado são
fatores que mexem com os nervos dos players de WiMAX, nos mais diversos níveis
- rede, dispositivos, homologação, treinamento, marketing e um longo etc. A
ótica é que, se o espectro será agnóstico e o governo mantém compromisso de
adoção de WiMAX, as coisas estão melhores do que se esperava, para o lado do
WiMAX. Já que quanto a LTE a situação já é clara - as MNO brasileiras migrarão
em sua direção, como seguidoras do mundo GSM/3GPP/LTE
Quem chega primeiro
"Estamos num momento em que muito se fala em LTE. Os grandes vendors de origem
européia se engajam neste ambiente tecnológico. Mas, na prática,, há um atraso
da LTE em relação ao WiMAX", disse o professor Moraes Rego, do escritório
brasileiro do WiMAX Forum. Ele lembra que montar um ecossistema não é coisa
que aconteça da noite para o dia. E como, de fato, não há muita diferença
tecnológica entre as duas tecnologias, a vantagem é de quem chegar primeiro,
em âmbito mundial.
O caso brasileiro tem suas características próprias, sobretudo no tocante aos
2,5GHz: Enquanto não se organizar esta banda de freqüências, as coisas ficam
paradas. "A prioridade número um é espectro. A prioridade número dois é
espectro. E a prioridade número três é espectro", enfatizou o professor Moraes
Rego.
3,5GHz começa a caminhar
No caso dos 3,5GHz as coisas parecem caminhar mais claramente,com a
perspectiva de regulamentação de seu uso para o WiMAX em um mês, segundo
anúncio feito pela Anatel. "Pouca gente sabe, mas o WiMAX Fórum do Brasil tem
participação importante nisso. Contribuímos de forma responsável para o
chamado 'refarming', ou a reorganização dos 3,5GHz, de maneira que este
processo não causasse problemas aos atuais proprietários das suas licenças de
uso. Ou seja, num acordo de cavaleiros, negociou-se com as operadoras que
detêm atualmente o espectro, um modo de chegarmos a um consenso e apoio
mútuo", destacou ele.
MMDS, WiMAX, 3G, LTE: todos querem os 2,5GHz
Quanto aos 2,5GHz, é uma questão ainda em aberto. Como lembrou o professor
Moraes Rego, pouco se divulga que os 2,5GHz foram legados gratuitamente às
MMDS, há 15 anos, por força da necessidade de disseminação do sinal de TV
paga, que não chegava a determinadas áreas. Ou seja, as operadoras de MMDS
receberam o espectro para repetirem o sinal de satélite e permitir o acesso da
TV paga em várias localidades onde o cabo não chegava a contento, num modelo
de negócios que permitia a venda de publicidade. A tecnologia analógica
adotada na época consumia muito espectro e, portanto, elas ganharam 190MHz
para prestarem o serviço.
Após esta concessão, os donos das faixas investiram em tecnologia digital.
Esta digitalização da tecnologia de radiodifusão e uma série de novas
capacidades de compressão de dados etc. reduzem, hoje, a necessidade de
espectro para as transmissões de TV por parte das MMDS.
O caso da TVA
Entre o segmento das MMDS, a TVA foi a que mais avançou, pois, já que ela
dispunha de espectro, decidiu utilizá-lo para a prestação de outros tipos de
serviços. Surgiu daí sua opção pela prestação de serviços de WiMAX. Mas, neste
ínterim, a TVA foi vendida para a Telefônica que, com a transação, certamente
adquiriu um benefício muito grande a um custo excelente. E como a Telefônica,
por DNA, tende a se comprometer com a LTE, não se sabe qual o caminho se irá
tomar, aí, quando as coisas ficarem definidas.
A força da UIT
Ora, à pressão do mercado pelo uso da faixa dos 2,5GHz para outros serviços
que não a TV paga acrescentou-se, ao final de 2007, a decisão da UIT de
reservar a faixa de 2,5GHz para mobilidade plena numa base tecnológica
agnóstica. A Anatel é uma das signatárias da UIT e costuma seguir as decisões
do organismo internacional. Assim, quando o governo renovou as licenças das
MMDS, há pouco mais de um mês, ele contingenciou seu uso à existência de um
mercado de mobilidade, o que demonstra por si só que a Anatel pretende mesmo
seguir o caminho apontado pela UIT.
Hoje a situação em relação aos 2,5GHz está no seguinte: Em um ano, tem que se
levantar quanto custa o uso faixa de mobilidade e, no mesmo período,
estabelecer as regras de uso da faixa e o quanto dela será destinado aos
vários serviços e tecnologias. Sim, porque hoje, segundo os players presentes
ao 9º Rio Wireless, os 2,5GHz são uma das faixas chaves para se garantir o
crescimento da banda larga móvel sem apagões, nem interrupção de estratégias
de investimentos por um colapso na disponibilidade de espectro.
O que ocorre nos bastidores do poder
As operadoras de MMDS e agora a Telefônica, através da TVA, tentam mobilizar
os políticos para que se destine uma ampla faixa dos 2,5GHz para elas, as
atuais licenciadas. Mas os players de WiMAX não estão ociosos. E enquanto os
apostadores da LTE acenam com alguns trials a serem iniciados ao final deste
ano, além da própria força do setor, o grupo que aposta no WiMAX também quer
sensibilizar os legisladores e políticos, apresentando o WiMAX como uma
tecnologia que já tem seu ecossistema formado e pode apresentar um 'book' com
430 implementações e um ecossistema composto de 750 atores. Os dois pontos
chaves do lobby do WiMAX é a importância alegada por seu ecossistema quanto ao
impacto positivo na sociedade, sua capacidade de ampliar penetração em banda
larga a custos palatáveis e seu DNA, que o permite navegar com desenvoltura no
roadmap das tecnologia IP.
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