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MVNO - "Mobile Virtual
Network Operator" - Operadora Móvel Virtual
23/02/09
• MVNO - "Operadora Móvel Virtual" - "O que é" + Coleção de Matérias
Este é o "Serviço ComUnitário" sobre MVNO
(Mobile Virtual Network Operator).
O objetivo do "Serviço" é informar e estimular o
"compartilhamento" das opiniões, conhecimentos e experiências dos
participantes.
O "Serviço" se completa com o debate do tema.
As perguntas recorrentes são:
A regulamentação sobre MVNO "sai", com tantos interesses conflitantes?
MVNO é viável no Brasil?
01.
MVNO?
Quequéisssô? :-)
MVNOs são operadoras que não possuem
espectro próprio e também não contam com infra-estrutura de rede, mas que
por meio de acordos com operadoras móveis tradicionais adquirem pacotes de
minutos de uso (MOU - Minutes of Use) no atacado para vender aos
seus clientes.
Num "post" de 2006 fizemos esta "brincadeira
didática" para explicar MVNO:
(...) Imagine o "lance": O
empreendedor Ronaldinho Gaúcho, sabendo que uma operadora de
celular, mesmo com capacidade ociosa não tem mais interesse em clientes de
baixa renda, decide montar uma operadora virtual, a "RoCell", alugando
minutos "no atacado" da operadora e revendendo "no varejo" para seu enorme
e fiel público. A "RoCell" nada mais é do que uma "operadora móvel
virtual" ou MVNO (Mobile Virtual Network Operator).
A MVNO "RoCell", na versão mais "pura", é uma modelo de negócio em que a
operadora virtual não possui redes, torres, nem equipamentos. Mas são
possíveis todos os modelos "intermediários". Uma grande variedade de
serviços pagos ou não, poderá estar disponível, por exemplo, num SIM
card, o famoso "chip".
Mas, este tipo de "novo negócio", como muitos outros, esbarra no problema
já conhecido da "regulamentação" pela Anatel.(...)
03.
Esta matéria de 2007 dá uma idéia das opções e dificuldades da Anatel sobre
o tema.
Fonte: Teletime
[18/04/07]
Anatel deverá
escolher entre dois modelos de MVNO por
Ivone Santana
A Anatel deverá escolher entre dois modelos de operadora móvel de rede
virtual (MVNO) e limitar sua atuação aos grandes centros, onde a
infra-estrutura está completa.
Não tem sentido falar de operadoras virtuais
em áreas onde não existem operadoras reais, afirmou o o conselheiro da
agência, José Leite Pereira Filho.
Em um modelo haveria uma outorga de SMP
para a operadora interessada, porém sem atribuição de faixas de freqüência,
ou apenas uma faixa mínima.
No outro modelo - aplicado em alguns países
europeus - não existiria outorga específica para o serviço móvel; caberia à
interessada somente informar à Anatel sua intenção de vender no varejo e o
processo de compra de minutos no atacado de uma operadora real.
Como a MVNO torna-se responsável pela qualidade na prestação do serviço, a
regulamentação deverá ser muito rígida, de modo a também garantir que essas
empresas tenham acesso ao tráfego no atacado, disse Leite.
Segundo o
conselheiro, as MVNOs deverão atuar em nichos, deixando o perfil de
operadora ampla para as donas das redes físicas.
Para o presidente da Acel - entidade que representa as operadoras móveis -,
Ercio Alberto Zilli, as MVNOs são mais concorrentes do que parceiras de suas
associadas, pois disputarão os melhores clientes.
Ele afirma que o mercado
brasileiro ainda não está maduro para esse tipo de negócio e que haverá uma
guerra de preços com redução de margens de lucro.
Por outro lado, o presidente da TelComp - representa as operadoras
competitivas -, Luiz Cuza, rebate e afirma que as MVNOs já estão atrasadas e
que deveriam ter sido autorizadas a lançar o serviço há dois anos. A
expectativa agora é de que o tema entre para consulta pública ainda em 2007.
04.
De outra matéria recortamos
este trecho sobre "modelos":
(...)
Não há um modelo único. Cada empresa pode inventar o seu, defende Tello. De
empresas do varejo, como Casas Bahia a companhias aéreas, como Gol e TAM,
são citadas como possíveis candidatas. "Há dois tipos de empresas que se
interessam, aquelas com grande valor de marca, grande base de clientes e
canal de distribuição, e as operadoras fixas que podem criar uma móvel
virtual para chegar ao quadri-play (telefonia fixa, móvel, internet e TV a
cabo)." (...) [Fonte:
Operadora virtual está distante da regulamentação
05.
Sobre MVNE ou Mobile Virtual Network
Enabler
Uma MVNE é uma empresa que desenvolve sistemas que
permitem a qualquer outra empresa se tornar uma operadora móvel virtual (MVNO).
Sua solução inclui as funções de CRM, relacionamento com a
operadora real, billing, mediação, cobrança etc.
A operadora virtual preocupa-se apenas com o marketing e com as vendas de aparelhos e simcards.
Toda a parte técnica e integração com a operadora real pode ser feita e gerenciada pela
MVNE.
Na prática, os sistemas da MVNO servem como uma ponte entre a MVNO e os
sistemas da operadora real de quem a rede é alugada.
06.
Sobre "Regulamentação"
De outra matéria recortamos:
(...) Desnecessário mencionar, que a ausência de
regulamentação traz grandes prejuízos às empresas que se dispõe a realizá-la
em âmbito nacional.
Isto por que as mesmas passam a atuar em uma zona
cinzenta, dado que não se pode identificar se a atividade de MVNO
enquadra-se como sendo de telecomunicação e, portanto, sujeita a registro
perante a Anatel, ou não.
Em suma, a falta de regulamentação faz com que o
risco de uma fiscalização discricionária, pela Anatel, em face de tais
empresas passe a ser uma constante indesejável.
No entanto, e passados mais de 10 (dez)
anos da entrada em vigor da Lei Geral de Telecomunicações, uma excelente
iniciativa promovida pela Anatel promete acabar, de uma vez por todas, com a
indefinição trazida pela falta de regulamentação da atividade de MVNO.
Nesse sentido, foi lançada, em 16 de junho
de 2008, a Consulta Pública nº 22 na qual a Anatel tornou pública a proposta
do “Plano Geral de Atualização da Regulamentação das Telecomunicações no
Brasil – PGR”.
Referido documento tem o propósito de
apresentar as ações a serem realizadas pela Anatel nos próximos anos, com o
objetivo de atualizar a regulamentação das telecomunicações no Brasil,
inserindo-se nesse pacote a regulamentação da atividade de MVNO.
[Fonte: ["MVNO" - Mobile Virtual Network Operators –
Anatel prioriza a tão esperada regulamentação]
Coleção de
matérias
Fonte: Teleco
[25/01/10]
MVNO: A
proposta é boa, mas deve melhorar - por Luciano Costa
Fonte: Teletime
[02/10/09]
As operadoras virtuais estão para chegar. E agora? - por Petrônio Nogueira,
da Accenture
Fonte: Teletime
[23/09/09]
Canção Nova e Claro lançam simcard para católicos - por Fernando Paiva
Fonte: Teletime
[11/09/09]
Belmobile sugere modelo alternativo à MVNO (SIMcards customizados) - por
Fernando Paiva
Fonte: Teletime
[20/03/09]
Accenture de olho no mercado brasileiro de MVNOs - por Fernando Paiva
Fonte: Teletime
[23/06/09]
BT
analisará regulamento de MVNO no Brasil - por Fernando Paiva
Fonte: Teletime
[14/08/08]
Empresa francesa de
olho no mercado brasileiro de MVNOs
Fonte: Teletime
[14/08/08]
Empresa brasileira
cria plataforma para MVNOs
Fonte: Teletime
[14/11/08]
MVNOs estão
próximas de virar realidade no Brasil
Fonte: Teletime
[18/08/08]
Sercomtel quer se
expandir como MVNO no Paraná
Fonte: Everis
[08/10/07]
Operadora virtual está distante da regulamentação
Fonte: e-Thesis [04/11/08]
MVNO: a abordagem de segmentação é a única
possível? por Paull Merry
Fonte: Convergência
Digital :: 22/03/2007
[23/03/07]
Vivo
ainda crê em compartilhamento
por Ana Paula Lobo
Fonte: Thesis
[23/03/07]
Blyk: MVNO pan-européia
por Jana de Paula
Fonte: Convergência
Digital
[23/03/07]
3G: rede única com espectro compartilhado
por Ana Paula Lobo
Fonte: Tele.Síntese
[08/03/07]
Leite quer MVNO nas capitais brasileiras por
Miriam Aquino
Fonte: Thesis
[18/07/07] Condutor
de negócios por Jana de Paula
Fonte: IDGNow!
[31/10/06]
Operadora sob medida por
Eduardo Tude, Diretor do Teleco
Fonte: UOL Economia [23/01/06]
Brasil Telecom e Oi tentaram colocar o
modelo de operadora virtual em prática em 2004 por
Taís Fuoco - Valor Online
Fonte: Thesis
[23/04/07]
MVNO para WiMAX, na Rússia
por WiMAX Day
Fonte: Carta Capital [14/02/07]
Celulares virtuais por
André Siqueira
Fonte: Teleco
[15/09/06]
MVNOs - Modelos de Negócio
por Rafael Frade,
Consultor de Negócios e Tecnologia da Promon.
Fonte: Thesis
[26/09/06]
MVNO: além da vã filosofia
por Jana de Paula
Fonte: Thesis
[09/05/07]
Virgin: medo do WiMAX?
por WiMAX Day
Fonte: Convergência
Digital
[11/10/07]
Correios
de Portugal disputam telefonia com MVNO
por Ana Paula Lobo
Fonte:
CBEJI - Centro Brasileiro de Estudos Jurídicos da Internet
[24/03/05] Primeiro
o VOIP, agora as MVNO, os novos desafios para a ANATEL
por Hélio Moraes [ Pinhao e Koiffman Advogados]
Fonte: FonteMídia /
Cache do Google
[02/06/03]
Emissora de TV inicia em julho próximo a sua
entrada no mercado de MVNO (Mobile Virtual Network Operator). Serviços
inicialmente serão oferecidos na Europa.
[MTV adota tecnologia da SmartTrust para oferecer serviços móveis pelo
telefone celular]
Fonte: Thesis
[12/08/07] MVNO
a caminho da MVNE
por Guy Zibi
Fonte: Thesis
[16/07/07]
MVNO: (nem tão) más notícias
por
Pyramid Research
Fonte: Teleco
[08/11/04]
Mobile Virtual Network Operators - MVNO - O
que está faltando?
por
Raul Aguirre
- Managing Partner da DiamondCluster International no Brasil e América
Latina
Fonte: ITweb
[08/10/07] Operadora
virtual está distante da regulamentação por
Carlos Eduardo Valim/Gazeta Mercantil
Fonte: WirelessBR (republicação em 18/09/06)
[Mar 2002]
Parceria em redes móveis já desperta interesse por
Jana de Paula
Fonte: BLOCO
[18/09/06]
MVNO (Mobile Virtual Network Operator) Leia mais sobre MVNO no
e-Thesis:
Tela ociosa: modelo ganha-ganha da telefonia
móvel
Telecom na América Latina e Caribe:
tendências em 2008
MVNO e impostos
MVNO a caminho da MVNE
Mercado organizado
Sprint e Clearwire juntas
Condutor de negócios
MVNO: (nem tão) más notícias
Virgin: medo do WiMAX?
MVNO para WiMAX, na Rússia
Blyk: MVNO pan-européia
Terceirizar é preciso
Sprint Nextel: êxodo
O forte, o popular e o cliente
MVNO: além da vã filosofia
Relação de "posts" anteriores
no BLOCO:
25/01/10
•
MVNO -
"Operadora Móvel Virtual" (19) - SIMcard customizado: "quase" uma MVNO
25/01/10
•
MVNO -
"Operadora Móvel Virtual" (18) - Teleco: "A proposta é boa, mas deve melhorar"
- por Luciano Costa
30/12/09
• MVNO -
"Operadora Móvel Virtual" (17) - Texto da Consulta Pública nº 50 - Regulamento
sobre Exploração do Serviço Móvel Pessoal por meio de rede virtual (RRV-SMP)
25/12/09
•
MVNO -
"Operadora Móvel Virtual" (16) - Nova ambientação
14/11/08
•
MVNO
- "Operadora Móvel Virtual" (15) - Comentário do participante Rubens
•
MVNO
- "Operadora Móvel Virtual" (14) - Opinião do consultor José Roberto de
Souza Pinto
12/11/08
• MVNO
- "Operadora Móvel Virtual" (13) - "O que é" + Coleção de Matérias
11/11/07
•
MVNO
= "Operadora Móvel Virtual" (12) - Opinião de Jose Roberto de Souza Pinto,
Consultor e participante da ComUnidade
09/11/07
•
MVNO
= "Operadora Móvel Virtual" (11) - WiMAX e MVNO: uma loucura?
04/11/07
•
MVNO
= "Operadora Móvel Virtual" (10)
02/11/07
• MVNO
= "Operadora Móvel Virtual" (09)
31/10/07
• MVNO
= "Operadora Móvel Virtual" (08)
30/10/07
•
MVNO
= "Operadora Móvel Virtual" (07)
29/10/07
•
MVNO
= "Operadora Móvel Virtual" (06)
28/10/07
•
MVNO
= "Operadora Móvel Virtual" (05)
27/10/07
•
MVNO
= "Operadora Móvel Virtual" (04)
26/10/07
•
MVNO
= "Operadora Móvel Virtual" (03)
24/10/07
•
MVNO
= "Operadora Móvel Virtual" (02)
22/10/07
•
MVNO = "Operadora Móvel Virtual" (01)
2006
30/09/06
•
MVNO
- Mobile Virtual Network Operator (3)
26/09/06
• MVNO
- Mobile Virtual Network Operator (2)
18/09/06
• MVNO
(Mobile Virtual Network Operator)
05.
Transcrição:
Fonte: Almeida - Corporate Law
[02/10/08]
"MVNO" - Mobile Virtual Network Operators –
Anatel prioriza a tão esperada regulamentação
Mobile Virtual Network Operator (“MVNO”)
ou, no vernáculo, Operador Virtual Móvel pode ser definido como o operador
que, por não possuir rede própria, opera comprando minutos das operadoras
existentes no atacado e vendendo-os no varejo. As operadoras, sim, são as
detentoras de licenças, tecnologia e infra-estrutura necessárias para o
oferecimento de serviços de telefonia celular.
No Brasil o exercício das atividades de
telecomunicação é regulamentado, em linhas gerais, pela Lei n° 9.472, de 16
de julho de 1997 (“Lei Geral de Telecomunicações”) e o Anexo à Resolução da
Agência Nacional de Telecomunicações (“ANATEL”) nº 73, de 25 de novembro de
1998 (“Regulamento dos Serviços de Telecomunicações”).
A questão é que, apesar da experiência
internacional em termos de MVNOs, a exemplo de gigantes como a Virgin
Móbile, Tele 2, Sainsbury, Carphone Warehouse, dentre outras, o Brasil, não
obstante o vertiginoso crescimento da demanda pelos serviços de comunicação
de dados e voz, ainda não dispõe de um regulamento específico para esta
importante atividade comercial.
Desnecessário mencionar, que a ausência de
regulamentação traz grandes prejuízos às empresas que se dispõe a realizá-la
em âmbito nacional. Isto por que as mesmas passam a atuar em uma zona
cinzenta, dado que não se pode identificar se a atividade de MVNO
enquadra-se como sendo de telecomunicação e, portanto, sujeita a registro
perante a Anatel, ou não. Em suma, a falta de regulamentação faz com que o
risco de uma fiscalização discricionária, pela Anatel, em face de tais
empresas passe a ser uma constante indesejável.
No entanto, e passados mais de 10 (dez)
anos da entrada em vigor da Lei Geral de Telecomunicações, uma excelente
iniciativa promovida pela Anatel promete acabar, de uma vez por todas, com a
indefinição trazida pela falta de regulamentação da atividade de MVNO.
Nesse sentido, foi lançada, em 16 de junho
de 2008, a Consulta Pública nº 22 na qual a Anatel tornou pública a proposta
do “Plano Geral de Atualização da Regulamentação das Telecomunicações no
Brasil – PGR”.
Referido documento tem o propósito de
apresentar as ações a serem realizadas pela Anatel nos próximos anos, com o
objetivo de atualizar a regulamentação das telecomunicações no Brasil,
inserindo-se nesse pacote a regulamentação da atividade de MVNO.
A justificativa dada pela Anatel para tal
atualização é a de que as telecomunicações são mais causa do que
conseqüência no desenvolvimento de um país. Para esta Agência, a compreensão
do papel das telecomunicações como instrumento de aceleração do
desenvolvimento econômico e social, trazendo sustentabilidade e melhor
qualidade de vida ao cidadão, deve orientar a elaboração dos seus
regulamentos, com ênfase nos aspectos que levem ao aumento da
competitividade do país, à criação de empregos, dentre outros fatores
listados.
As reflexões advindas desde a entrada em
vigor da Lei Geral de Telecomunicações levaram a Anatel, com base nos
princípios regulatórios que norteiam a atuação do setor, a identificar
“objetivos” que servirão de subsídio para as correções das insuficiências
havidas na oferta de telecomunicações no Brasil.
Dentre esses objetivos a Anatel destacou,
no longo e detalhado Anexo à Consulta Pública n° 22, especialmente:
i) a massificação do acesso em banda larga;
ii) a necessidade de redução das barreiras ao acesso e ao uso dos serviços
de telecomunicações por classes de menor renda;
iii) a ampliação do uso de redes e serviços de telecomunicações;
iv) a diversificação da oferta de serviços de telecomunicações para
atendimento a segmentos específicos de mercado;
v) a necessidade de se assegurar níveis adequados de competição e
concorrência na exploração de serviço, além de outros de igual importância.
Com base nesses objetivos a Anatel definiu
propósitos estratégicos que indicarão aos diversos agentes econômicos do
setor de telecomunicações como os mesmos participarão no esforço para
atingi-los, no sentido de desenvolver as telecomunicações no Brasil.
Destaca-se, por exemplo, a criação de
ambiente favorável ao surgimento e fortalecimento de novos prestadores de
pequeno e médio porte em nichos específicos de mercado; o estabelecimento de
modelo de competição com condições favoráveis ao uso das redes
compartilhadas e multiplicidade de acesso; o estímulo à competição pela
adoção de assimetrias regulatórias entre Grupos com e sem Poder de Mercado
Significativo.
E no bojo de todas essas diretrizes
estratégicas encontra-se, finalmente, o propósito específico de
Regulamentação dos Serviços para ampliação da oferta e da competição dos
sistemas STFC (revenda); SMP (Regulamento para Operação Virtual no SMP); SCM
(revenda) e Provimento de capacidade satelital (revenda).
Na Consulta Pública nº 22, a Anatel propõe
um pacote de ações a ser realizado em curto, médio e longo prazo, tendo por
finalidade alterar o Plano Geral da Regulamentação das Telecomunicações no
Brasil – PGR, de modo a corrigir imperfeições, ajustar-se a evolução do
cenário das telecomunicações e, ainda, regulamentar as atividades carentes
de normatização, a exemplo, dos MVNOs.
É importante esclarecer, que os trabalhos
de regulamentação ainda estão em fase embrionária, dado que o que a Consulta
Pública em referência menciona é que existem objetivos a serem perseguidos
de modo a atender as necessidades e melhorar a prestação dos serviços de
telecomunicações no Brasil. A boa notícia é que, conforme acima mencionado,
dentro das ações de curto prazo, a Consulta Pública nº 22 dispõe
expressamente sobre a necessidade de regulamentação para a atividade dos
Operadores Virtuais Móveis (MVNOs).
De acordo com a Anatel foi deliberada a
realização de cinco audiências públicas nas quais será facultado a todos os
interessados fazer comentários, suscitar dúvidas e questionamentos, bem como
textos alternativos e substitutivos, quando envolverem sugestões de inclusão
ou alteração, parcial ou total, a qualquer dispositivo do Plano Geral de
Atualização da Regulamentação das Telecomunicações.
Três audiências públicas já foram
realizadas, respectivamente, nas cidades de Brasília, São Paulo e Recife, e
as restantes ocorrerão em Belém, em 22 de julho de 2008, e em Porto Alegre,
em 29 de julho de 2008, de acordo com o calendário proposto pela Anatel.
Por meio de uma simples análise dos motivos
que levaram a Anatel a realizar à citada proposta de atualização da
regulamentação das telecomunicações no Brasil constata-se, claramente, que
um dos maiores objetivos desta Agência é o de promover a mais ampla
competição no âmbito do setor.
A vinda da regulamentação para os MVNOs
certamente acirrará a competição entre aqueles que já prestam tais serviços
e os que pretendem explorá-lo, dado que a existência de regras claras para o
exercício de tal atividade acaba por estimular as empresas que antes tinham
receio de operar no mercado de telecomunicações, por estarem sujeitas a
fiscalizações por parte da Anatel. Por outro lado, quando a regulamentação
for editada, passará a ser inegável a existência da necessária segurança
jurídica para o exercício de tal atividade no Brasil.
No caso específico dos MVNOs, ao que
parece, não resta mais dúvida acerca da inserção dessa atividade no conjunto
daquelas que possibilitam a oferta de telecomunicação e que, portanto,
estarão sujeitas à sua concessão, permissão ou autorização na forma da lei.
No entanto, e considerando que não existe,
até o momento, base legal definitiva caracterizando, ou não, a revenda de
minutos como atividade de telecomunicação, resta aguardar o desenrolar da
Consulta Pública nº 22, sem se esquecer que um grande passo já foi dado em
direção à definição de regras para a exploração da atividade de MVNO no
Brasil.
O Almeida Advogados conta com uma equipe de
profissionais com ampla expertise em questões relacionadas ao direito
regulatório, sobretudo no campo das telecomunicações, colocando-se a
disposição para quaisquer outros esclarecimentos que se façam necessários a
respeito do assunto.
Fonte: Teletime
[14/08/08]
Empresa francesa de
olho no mercado brasileiro de MVNOs
A francesa Sisteer se classifica como uma MVNE, ou Mobile Virtual Network
Enabler. Em bom português, isso significa que ela desenvolve sistemas que
permitem a qualquer empresa se tornar uma operadora móvel virtual (MVNO, na
sigla em inglês). Sua solução inclui as funções de CRM, relacionamento com a
operadora real, billing, mediação, cobrança etc. À operadora virtual basta
se preocupar com o marketing e com as vendas de aparelhos e simcards. Toda a
parte técnica e integração com a operadora real pode ser feita pela
plataforma da Sisteer e gerenciada pela empresa.
O diretor comercial da Sisteer, Hayann Balafrej, esteve esta semana no
Brasil para participar de uma série de encontros com empresários
brasileiros. A companhia francesa acredita que as primeiras operadoras
virtuais surgirão em breve no País, tão logo a Anatel crie a regulamentação
necessária para isso. A Sisteer já conta com um representante no Brasil, o
francês Jean-Luc Treff, e pode vir a abrir um escritório local se conseguir
fechar um contrato de fornecimento de sua plataforma.
França
Na França, a plataforma da Sisteer gerencia hoje aproximadamente 1,5 milhão
de usuários de telefonia móvel de quatro MVNOs. Seus clientes são as
operações virtuais da Virgin, do Carrefour, da Breizh (uma operadora
dedicada ao povo da Bretanha), e a Simacom (operadora com foco no mercado de
imigrantes africanos). Todas essas MVNOs funcionam sobre a rede da Orange.
Segundo Balafrej, essas operadoras virtuais têm como alvo nichos que a
Orange não atenderia bem sozinha. "As operadoras reais não devem temer as
MVNOs. Em vez disso, devem escolher a dedo aquelas que irão utilizar a sua
rede", aconselha o executivo.
Fernando Paiva
-----------------------------------------
Fonte: Teletime
[14/08/08]
Empresa brasileira
cria plataforma para MVNOs
A Triad Systems, empresa brasileira especialista em sistemas de co-billing,
anuncia o desenvolvimento de uma plataforma para operadoras virtuais (MVNOs,
na sigla em inglês). Trata-se de um sistema que engloba uma série de funções
essenciais para qualquer operadoras de telefonia, como mediação, billing,
cobrança de inadimplentes, vendas e oferta de serviços de valor adicionado.
Além de prover a plataforma, a Triad pode também fazer o gerenciamento para
a operadora virtual. Na prática, esse sistema serve como uma ponte entre a
MVNO e os sistemas da operadora real de quem a rede é alugada. "Com a
experiência que temos em co-billing, adquirimos know-how para intermediar o
relacionamento e os pagamentos entre MVNOs e operadoras", explica a diretora
de novos negócios da Triad, Flávia Pollo.
A executiva aposta que a gradual saturação do mercado brasileiro de
telefonia celular abrirá espaço para diversas MVNOs. Ela espera também que
as operadoras virtuais ajudem no crescimento de serviços de valor
adicionado, pois poderão oferecer conteúdo específico para o nicho atendido.
Como não existe nenhum caso concreto de MVNO em atividade no País, ainda não
se sabe como será exatamente o modelo de negócios entre as operadoras
virtuais e as donas das redes. Mas Flávia prevê que provavelmente haverá nos
contratos alguma cláusula estabelecendo limites máximos para a inadimplência
de clientes da MVNO. Isso obrigará as operadoras virtuais a adotarem
soluções e procedimentos de cobrança ainda mais sofisticados que aqueles
adotados pelas teles atuais.
Primeiro cliente
A Triad já tem contrato com uma futura MVNO, cujo nome não pode ser
revelado. Segundo Flávia, essa MVNO está neste momento negociando o aluguel
da rede com uma operadora real e aguarda ainda a aprovação de uma
regulamentação da Anatel sobre o assunto para poder lançar o serviço.
Fernando Paiva
-------------------------------------------
Fonte: Teletime
[14/11/08]
MVNOs estão
próximas de virar realidade no Brasil
publicidade
As operadoras móveis virtuais (MVNOs, na sigla em inglês) são uma realidade
há alguns anos em países desenvolvidos onde a penetração de telefonia
celular supera 100% da população. No Brasil, onde a teledensidade móvel já
passou de 70%, a regulamentação ainda não permite a revenda de serviços de
telefonia celular, mas diversas fontes ouvidas por TELETIME News têm
recebido a sinalização da Anatel de que a consulta pública para a exploração
do serviço sairá ainda este ano.
Por conta disso, existem no mercado movimentos intensos de empresas se
preparando para montar operadoras virtuais. Há rumores de que um canal de TV
e uma grande rede varejista estariam estudando concretamente essa
possibilidade.
Um dos sinais de que a aparição das MVNOs está próxima é a movimentação dos
fornecedores de sistemas para esse tipo de operação. A brasileira Triad
Systems, experiente na área de co-billing, acabou de desenvolver uma
plataforma para MVNOs e confirma já ter um contrato fechado com uma futura
operadora virtual. Paralelamente, Hayann Balafrej, diretor comercial da
Sisteer, empresa que fornece a plataforma para a operação virtual da Virgin
na França, esteve esta semana no Brasil para fazer contatos por aqui.
Na opinião de Balafrej, as MVNOs não devem ser encaradas pelas operadoras
tradicionais como meras concorrentes. Em vez disso, podem ser vistas como
aliadas na busca de nichos de mercado. Ele cita o exemplo de MVNOs com foco
em grupos étnicos na Europa. Há também aquelas que miram em determinadas
faixas etárias. A Virgin, por exemplo, faz sucesso entre os jovens
franceses, segmento em que a Orange, operadora que cede a rede para a MVNO,
não ia muito bem, explica o executivo. "Uma marca forte, uma boa rede de
distribuição e uma grande base de consumidores são fatores decisivos para o
sucesso de uma operadora virtual em qualquer país", lista Balafrej.
Internacional
Em alguns países europeus, a participação de MVNOs na base de assinantes
móveis é significativa. Na Bélgica, 30% da base de usuários pertencem a
operadoras virtuais. Na Alemanha e no Reino Unido, esse percentual é de 20%
e 15%, respectivamente.
O preço do airtime oferecido pelas operadoras tradicionais às MVNOs tem
sempre um desconto em relação ao preço normal. Na Europa, esse desconto
costuma ser de 35% a 40%, mas pode chegar a até 65%. "Depende do grau de
autonomia da operadora virtual em relação à dona da rede", explica o
executivo da Sisteer. Na maioria dos países onde a regulamentação permite a
revenda de serviços móveis, as operadoras tradicionais não são obrigadas a
abrir suas redes.
Entre as nações emergentes, a figura da MVNO está nascendo agora. Além do
Brasil, é sabido que há negociações em curso para a instalação de operadoras
virtuais na Índia e na África do Sul. No caso desses mercado, o maior
desafio é o elevado percentual de redes assinantes pré-pagos.
Fernando Paiva
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Fonte: Teletime
[18/08/08]
Sercomtel quer se
expandir como MVNO no Paraná
A Sercomtel aguarda que a Anatel crie as regras necessárias para o
surgimento de operadoras virtuais de telefonia celular (MVNO, na sigla em
inglês) para expandir seu serviço de telefonia celular em 97 municípios do
Paraná localizados a um raio de até 150 km de Londrina, onde fica a sede da
companhia. "A Sercomtel goza de grande prestígio: sua marca é conhecida em
toda a região. Seremos com certeza uma das primeiras a adquirir licença para
operação virtual", afirma o presidente da operadora, Gabriel Ribeiro de
Campos.
Atualmente, a rede móvel da Sercomtel cobre apenas duas cidades paranaenses:
Londrina e Tamarana. Os 97 municípios para os quais a operadora gostaria de
se expandir como uma MVNO são os mesmos onde ela já tem autorização para
prestar o serviço de telefonia fixa. Vários deles não estão cobertos hoje
por nenhuma operadora celular.
A última previsão da Anatel era de que o regulamento de operadoras virtuais
- ou operadoras "credenciadas", como a agência prefere chamar - fosse levado
ao conselho diretor ainda este ano, para em seguida entrar em consulta
pública. Mas ainda não há sinal de quando isso efetivamente acontecerá.
Fernando Paiva
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Fonte: Everis
[08/10/07]
Operadora virtual está distante da regulamentação
Discussão sai da pauta da Anatel e Brasil continua fora de uma tendência
mundial. Está longe de acontecer a regulação para permissão das operadoras
móveis virtuais, empresas que têm marca mas não têm infra-estrutura.
A falta
de clareza da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do Ministério
das Comunicações sobre o tema e o receio de entrar em atrito com as
concessionárias colocam a discussão longe da pauta de prioridades do governo
e, com isso, o Brasil continua fora de uma tendência mundial.
As MVNO (sigla em inglês para operadora virtual de rede móvel) são empresas,
normalmente vindas de outro setor, que vendem serviços de celular de marca
própria, mas como não possuem rede, alugam a de uma concessionária, pagando
por tempo de uso. Elas colocam novas marcas conhecidas no mercado e aumentam
a competição.
Virgin, ESPN e Disney entraram no negócio nos Estados Unidos,
com resultados diversos.
A primeira virou o maior sucesso do modelo,
enquanto as outras duas fecharam as portas.
Na Europa, esse perfil de
operadoras tem tido mais facilidade.
Segundo o consultor espanhol da Everis, Jesús Martin Tello, um motivo para o
surgimento das virtuais em alguns países foi o interesse da agência
reguladora local em aumentar a competitividade.
Mas para se fazer isso é
preciso cuidado. "Quando um país precisa de muito investimento em telecom, a
competição pode baixar margens e as operadoras entendem a mensagem como uma
falta de incentivos para investir", diz.
No Brasil, o consultor acredita que a chegada do modelo não receberá apoio
das operadoras já instaladas. Apesar de agregarem receita adicional por
alugarem a rede, a competição seria prejudicial devido à baixa receita por
usuário (Arpu).
Para não desagradar as empresas, a Anatel estaria evitando
discutir o tema.
As características do mercado são decisivas para definir como as operadoras
vão se posicionar frente às virtuais. "Na Europa, elas foram bem recebidas
porque surgiram quando havia penetração de celulares superior a 100% na
população. Já as operadoras americanas não gostaram pois o modelo apareceu
quando havia 60%", diz Tello.
No Brasil, a penetração ainda nem chegou aos 60%. A maior parte dos
celulares é de pré-pagos e neles a receita média é baixa, de R$ 5 a R$ 7 por
mês, afirma o diretor de regulatório da Vivo, Alberto de Mattos. Para ele,
preocupa a inclusão no edital da consulta pública de terceira geração (3G) a
obrigatoriedade de as operadoras disponibilizarem espectro a qualquer
empresa que solicite. "Podemos (e já fazemos) aluguel de banda entre nós,
por determos licenças equivalentes, mas alugar banda para quem não cumpre as
mesmas regras é complicado", advertiu Mattos, durante o FutureCom, em
Florianópolis.
Aliás o assunto foi pouco comentado durante o evento na última semana, o que
pode ser avaliado como termômetro indicando que o momento é desfavorável
para a chegada desse modelo de negócio. O tema teve destaque em 2006, quando
até o presidente da Brasil Telecom GSM na época, Paulo Sacramento, anunciou
que em 2004 sua empresa tentou fazer parceria com a Oi para criar uma MVNO
em São Paulo.
Perguntado se a questão das virtuais deixou a pauta da Anatel, o
superintendente da agência Edilson Ribeiro dos Santos disse que "umas
tecnologias pegam e outras não". Para ele, a questão teria menores riscos se
houvesse resolução para a desagregação de rede. "Se uma virtual começar a
crescer e roubar mercado da operadora da qual utiliza a rede, ela pode ser
boicotada."
No norte da Europa, as virtuais apareceram sem regulação, com sucesso no
Reino Unido, Noruega e Suécia. Mas a Dinamarca é um caso em que elas
prejudicaram o mercado. "Lá surgiram apenas MVNO de baixo custo e, para
competir, as operadoras de rede pararam seus projetos de 3G", conta Tello.
Na Bélgica, por outro lado, há maior participação de virtuais, que
representam 20% do mercado. E, inclusive, a Base, que era terceira colocada,
com fatia de 5%, decidiu comprar virtuais, chegando a 20% do segmento.
A Virgin Mobile, do grupo de Richard Branson, foi a primeira a aparecer, em
1999, e se tornou o maior exemplo mundial, fechando junho com mais de 4,8
milhões de clientes. Ela usava a rede da Sprint e tinha melhor avaliação dos
usuários que a própria operadora de quem dependia para oferecer serviços.
"Muito do seu sucesso se deve a ter conseguido um acordo com a operadora de
rede que hoje seria impossível", avalia Tello. A Sprint Nextel acabou
comprando participação na MVNO, que há duas semanas, anunciou oferta de
ações, que deve superar os US$ 467,5 milhões.
Não há um modelo único. Cada empresa pode inventar o seu, defende Tello. De
empresas do varejo, como Casas Bahia a companhias aéreas, como Gol e TAM,
são citadas como possíveis candidatas. "Há dois tipos de empresas que se
interessam, aquelas com grande valor de marca, grande base de clientes e
canal de distribuição, e as operadoras fixas que podem criar uma móvel
virtual para chegar ao quadri-play (telefonia fixa, móvel, internet e TV a
cabo)."
O certo é que, uma vez regulamentada, a rapidez de surgimento de virtuais é
grande. No Chile, o primeiro país sul-americano a aprovar as MVNO, a
expectativa é que entre seis e oito meses apareça a primeira. Na Espanha, em
um ano surgiram cinco, sete devem estrear até o fim do ano e, em 2008 outras
cinco virão.
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