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PLC - Power Line
Communication -
Banda larga pela rede elétrica
Atualização em 27/04/09
• PLC - Power Line Communication -
Banda larga pela rede elétrica - Informações básicas - Trabalhos acadêmicos
+ Os artigos mais significativos + Coleção de links + Notícias
recentes
01.
Este é o "Serviço ComUnitário" sobre "Power Line
Communication (PLC) ou "Banda larga pela rede elétrica".
O "Serviço" se completa com o debate do tema.
"Resumos" com informações sobre este e outros temas são
reciclados regularmente para recordação e ambientação dos
recém-chegados.
Contamos com a colaboração de todos para as necessárias atualizações e
eventuais correções.
Precisamos de mais informações/links sobre trabalhos
técnicos e acadêmicos para "abastecer" este Resumo! Obrigado!!! :-)
Experiências e opiniões? :-)
Resumo: Power Line Communicantions (PLC) é um sistema que permite a
transmissão de sinais de telecomunicações através dos mesmos condutores
usados na rede elétrica. Apesar de esta tecnologia ser, de certo modo,
antiga, atualmente ela vem ganhando grande destaque em virtude da
possibilidade de resolver o problema da chamada ‘última milha’ da
internet, ou seja, conseguindo levar o acesso à internet a todas as
pessoas. Além dessa forma de utilização as PLC’s também mostram
aplicabilidade nas áreas de vídeo sob demanda, telefonia IP, serviços de
monitoração e vigilância, monitoramento de transito, automação
residencial, etc.
Neste trabalho, propõe-se definir os conceitos básicos e o funcionamento
desta tecnologia, ao mesmo tempo em que se faz uma análise sobre os
benefícios e desafios de sua efetiva implementação.
[Nov 2008]
Análise sobre a tecnologia PLC (Power Line Communicantions) por
André Umberto Faccioni ( andreumberto@yahoo.com.br)
( Download
.pdf)
Resumo: Este artigo tem o intuído de apresentar uma
analise sobre a tecnologia que emprega a comunicação de dados que utiliza
a rede elétrica como meio de ransmissão chamada de Power Line
Communication (PLC). Esta tecnologia é utilizada desde 1920 por muitas
companhias de energia elétrica para efetuar telemedição e telecomando de
equipamentos em subestações. Atualmente com novas técnicas de modulação e
barateamento de sistemas de telecomunicações, se torna possível a
aplicação em massa desta tecnologia para ser implantada em sistemas de
telemetria, automação e até mesmo disponibilizar o acesso a internet banda
larga para usuários finais. Portando, este artigo irá abordar algumas
aplicações da tecnologia PLC no Brasil, alguns aspectos regulatórios sobre
esta nova tecnologia e destaca o projeto em desenvolvimento na
pré-incubadora do SENAI-Florianópolis.
[26/02/08]
Power Line Communication - PLC: A informação que vem pela tomada por
Alessandro F. Cunha
É apresentado neste artigo um sistema de transmissão
em banda larga onde o custo de implantação para o usuário final é muito
mais baixo do que os sistemas tradicionais, uma vez que aproveita uma
infra-estrutura existente em quase 100% dos lares mundiais: a rede de
energia elétrica.´
Para ler mais é preciso cadastro gratuito no link
acima.
08.
Aqui está nossa coleção (parcial) de textos sobre o tema:
Fonte: Convergência Digital - Cobertura Futurecom
[13/10/09]
Será a hora e a vez da banda larga via rede elétrica? - por Luis Oswaldo
Grossman
Fonte: Convergência Digital
[12/11/09]
Aneel já trabalha no regulamento para Smart Grid - por Luís Osvaldo
Grossmann
Fonte: Teletime
[11/11/09]
Distribuidoras de
energia continuam indecisas sobre licitação
Fonte: Teletime
[11/11/09]
Falta de
padronização internacional é obstáculo
Fonte: Convergência Digital
[01/09/09]
Banda Larga via rede elétrica: Para ter competição, área técnica da Aneel
admite rever regra - por Luís Osvaldo Grossmann
Fonte: Convergência Digital
[31/08/09]
Banda Larga via rede elétrica: Copel diz que regulamento enterra oferta do
serviço
Fonte: Convergência Digital
[18/08/09]
Banda Larga via rede elétrica: Dúvida sobre receita adia decisão da Aneel
- por Luís Osvaldo Grossmann
Fonte: Revista InCorporativa
Fonte: Telebrasil
Fonte: Diário do Nordeste - Tecnoguia
[02/04/09]
Banda
Larga na tomada: Coelce testa internet via rede elétrica
(transcrição nesta página)
Fonte: AVOL - Antônio Viana Online
[17/09/07]
Conexão via rede elétrica é opção no lar
(transcrição nesta página)
Fonte: FNDC - Origem: Estadão
[08/03/09]
Anatel quer internet pela tomada por Gerusa Marques e Leonardo Goy
Fonte: INFO
[18/02/09] Banda larga a 110
volts por Rosa Sposito, da INFO (transcrição
nesta página)
Fonte: Convergência Digital
[13/11/08]
Banda larga incrementa demanda por circuitos de alta capacidade por Ana
Paula Lobo
Fonte: INFO Online
Fonte: Tele.Síntese
[27/08/08]
Indústria está otimista com regulamentação de PLC por Bruno De Vizia
(bruno@momentoeditorial.com.br)
Fonte: Computerworld
[30/08/07]
Internet por rede elétrica: a revolução nascerá por Taís Fuoco
Fonte: Computerworld
[30/08/07]
Internet por rede elétrica: a revolução que não chegou a nascer por
Vinicius Cherobino
Fonte: Computerworld
Fonte: Computerworld
09.
Coleção de "posts" anteriores:
12/11/09
•
PLC
(15) - Banda larga pela rede elétrica: Página comunitária + Matérias recentes
30/08/09
• PLC
(14) - Banda larga pela rede elétrica: Internet via rede da Copel pode
chegar em 2011
12/07/09
•
PLC (13) - Banda larga pela rede elétrica: Resolução na reta final +
Oportunidade para pequenos provedores? + Mercado de trabalho para telecom?
15/05/09
• O
que é "Smart Grid"? + PLC (12): Telebrasil: "Smart Grid, PLC e operadoras de
telecomunicações podem somar"
30/04/09
•
PLC (11) - Banda larga pela rede elétrica: Atualização da Seção PLC + 02
matérias + Informação sobre "adaptadores domésticos"?
12/03/09
•
PLC (10) - Banda larga pela rede elétrica: "Anatel quer internet pela tomada"
28/12/08
•
PLC
(09) - Banda larga pela rede elétrica - Informações básicas + Notícias
recentes 13/11/08
•
PLC
(08) - Banda larga pela rede elétrica - Informações básicas + Notícias
recentes
23/09/08
•
PLC
(07) - Banda larga pela rede elétrica + Convergência: "Regulamentação pode
inviabilizar projetos atuais" + "Eletronet"
19/09/08
•
PLC (06) - Banda larga pela rede elétrica + Artigo do Teletime + Informações
básicas
18/09/08
•
PLC
(05) - Banda larga pela rede elétrica + "Mitos e Verdades no e-Thesis +
Informações básicas + Consulta Pública
29/08/08
•
PLC
(04) - Banda larga pela rede elétrica - Informações básicas + Consulta
Pública
02/05/08
•
PLC - Power Line Communication (03) - Banda larga pela rede elétrica -
Mensagem de Carlos Carneiro
• PLC
- Power Line Communication (02) - Banda larga pela rede elétrica
01/10/07
•
PLC -
Power Line Communication (01)
13/09/06
• PLC
e BPL (Dados pela rede elétrica)
------------------------------------------------
Fonte: Diário do Nordeste - Tecnoguia
[2/04/09]
Banda
Larga na tomada: Coelce testa internet via rede elétrica
Regulamentada pela Anatel, a tecnologia de acesso em banda larga via rede
elétrica já está em teste no Ceará
A tecnologia de acesso à internet através da rede de energia elétrica,
autorizada este mês pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), já
está em teste no Ceará. A Coelce, concessionária do setor elétrico no Estado,
está realizando testes com a tecnologia PLC (Power Line Communication) ou BPL
(Broadband over Power Lines), que permite ao usuário conectar-se à internet em
alta velocidade através das tomadas da rede elétrica em sua residência ou
local de trabalho.
Quando o serviço estiver disponível, para acessar a internet via rede
elétrica, será necessário apenas um modem para captar o sinal da rede em
qualquer ponto de energia. A rede elétrica cobre 95% da população nacional. No
Ceará, a Coelce é responsável por 98% da cobertura de energia elétrica. Assim,
com a tecnologia PLC, a internet em banda larga será acessível a praticamente
toda a população.
Segundo Roberto Gentil, responsável pela área de Planejamento e Engenharia da
Coelce, onde nasceu o projeto-piloto para implantação dessa tecnologia no
Ceará, o projeto ainda ‘‘está muito embrionário’’. Por isso, o engenheiro
explica que ainda não há previsão de data para início de operação do serviço
para o usuário doméstico, nem informação sobre o custo ou velocidade da
conexão. Mas, para Gentil, a expectativa em termos gerais é de que esse tipo
de acesso comece a se tornar realidade no país a partir do próximo ano.
Os testes no Ceará estão sendo realizados em Fortaleza, na avenida Beira-Mar,
onde foram instaladas câmeras de monitoramento da via pública. O serviço é
fornecido gratuitamente à Ciops (Coordenadoria Integrada de Operações de
Segurança), que acessa as imagens e as informações das câmeras através da
tecnologia PLC. Além desta aplicação, a Coelce também pretende testar conexões
de internet banda larga sem fio (Wi-Fi) com dois grandes clientes localizados
naquela área e criar um ponto de atendimento ao cliente, tudo tendo como
infra-estrutura de comunicação a rede PLC. Roberto Gentil explica que, como as
redes elétricas em fase de teste são de baixa tensão, não contínuas, sua
interligação será feita por cabos de fibra ótica.
Monte sua rede
A tecnologia PLC não é novidade, já que há muito tempo ela foi desenvolvida,
mas só agora está liberada no Brasil para uso comercial. Enquanto o serviço
não vem pela rede da Coelce, o usuário pode tirar proveito dessa tecnologia se
quiser distribuir o sinal da internet de um provedor de banda larga — como o
Velox, por exemplo — pelos cômodos de sua casa, sem precisar quebrar paredes
ou passar fios entre os ambientes.
Já são vendidos em lojas de informática os adaptadores (chamados de ‘‘bridges’’,
ou ‘‘pontes’’) que são plugados na tomada de energia e aos quais podem ser
conectados os computadores que terão acesso à rede doméstica. Na edição de 17
de setembro de 2007, o Tecnoguia do Diário do Nordeste publicou um teste com
os primeiros dispositivos disponíveis no mercado local para acesso à internet
pela rede elétrica residencial. O aparelho testado foi o kit Duo-Pack PLC, que
vem com dois adaptadores PLC, da marca Plug-Facil, vendido à época por R$ 389.
A instalação dos dois adaptadores é fácil, um processo ‘‘plug-and-play’’ em
que basta plugar o dispositivo na rede elétrica (de 110 a 220 V) e conectá-lo
à placa de rede do PC. ‘‘As duas bridges estão em cross-over, o que dispensa a
utilização de um switch para ligar micro a micro. Ou seja, basta ligar as duas
às tomadas e às placas de rede dos micros e eles estarão se comunicando’’,
explicou o consultor de informática Marcos Monteiro.
A conexão via PLC oferece alta velocidade de transmissão dos dados, comparável
a outras opções de conexão disponíveis. Enquanto a velocidade da rede cabeada
convencional é de 100 Mbps e da rede sem fio Wi-Fi é de 54 Mbps, para os
dispositivos PLC Plug-Facil ela é de 56Mbps. Mas, no acesso à internet, tudo
vai depender da velocidade do provedor.
---------------------------------------
Fonte: AVOL - Antônio Viana Online
17/09/07
Conexão via rede elétrica é opção no lar
Já disponível no mercado cearense, os dispositivos PLC distribuem o sinal da
internet na rede elétrica
Com o barateamento dos PCs, tanto desktops como notebooks, já é comum os
usuários domésticos contarem com mais de um computador em casa. Essa tendência
faz crescer a demanda por soluções simplificadas e acessíveis que permitam ao
usuário criar uma rede doméstica para compartilhar dados e o acesso à internet
entre seus PCs. Além do Wi-Fi, que possibilita distribuir a rede sem fio, uma
outra opção que começa a chegar ao mercado também oferece praticidade para
quem deseja acessar a rede de qualquer lugar da casa sem precisar estender
fios de conexão de um cômodo para outro. A solução, ou melhor, a conexão chega
ao PC através da rede elétrica já instalada nas residências.
A tecnologia para isso é a PLC (Power Line Communication), disponível no
mercado na forma de adaptadores (‘‘bridges’’, ou ‘‘pontes’’) que são plugados
na tomada de energia e aos quais podem ser conectados os computadores. Sua
vantagem é que, como utiliza uma infra-estrutura já disponível, não necessita
de obras no prédio para ser implantada. O TecnoGuia testou um dos primeiros
dispositivos disponíveis no mercado local, o kit Duo-Pack PLC, que vem com
dois adaptadores PLC, da marca Plug-Facil, à venda nas lojas iByte em
Fortaleza.
A instalação dos dois adaptadores é fácil, um processo ‘‘plug-and-play’’ em
que basta plugar o dispositivo na rede elétrica (de 110 a 220 V) e conectá-lo
à placa de rede do PC. ‘‘As duas bridges estão em cross-over, o que dispensa a
utilização de um switch para ligar micro a micro. Ou seja, basta ligar as duas
às tomadas e às placas de rede dos micros e eles estarão se comunicando’’,
explica o consultor de informática Marcos Monteiro.
Velocidades
Com a instalação fácil e a conexão estabelecida, um próximo passo nos testes
foi comparar a velocidade da comunicação via PLC em relação às outras opções
disponíveis. Enquanto a velocidade da rede cabeada convencional é de 100 Mbps
(Megabits por segundo) e da rede sem fio Wi-Fi é de 54 Mbps, para os
dispositivos PLC Plug-Facil ela é de 56Mbps. Um dos testes foi o chamado ‘‘ping’’,
que envia um volume de dados para saber quanto tempo leva para chegar e ser
respondido. Em um minuto, foram enviados 10.000 bytes. Na rede com fio, a
resposta veio em 2 milissegundos. Na rede sem fio, a média foi de 7,30 ms. Na
rede com PLC foi de 24 ms.
No teste de download, um arquivo ISO de 698 MB foi disponibilizado em um
servidor. Na rede com fio, o arquivo era baixado a uma taxa de 9,70 MBps,
contra 2,30 MBps na rede sem fio e 1,20 MBps na PLC. Já no teste com um
medidor de conexão (disponível no site www.marcosmonteiro.com.br), a rede com
fio chegou a 76 Mbps, enquanto que a sem fio ficou em 18 Mbps e a PLC ficou em
8 Mbps.
Avaliação
Como esperado, a conexão cabeada sempre apresenta velocidade e desempenho
superior. A conexão PLC apresentou desempenho inferior à sem fio. Mas, segundo
Marcos Monteiro, nessa comparação deve-se levar em conta a estrutura da
residência onde a tecnologia é usada — neste caso, uma casa construída há
cerca de 30 anos. Vale também salientar que, para uso doméstico, quando as
aplicações se resumem à conexão com a internet, o desempenho da conexão PLC em
relação às demais não vai fazer diferença. ‘‘Não há problemas quanto a
compartilhar a internet, já que a banda que a tecnologia oferece está acima
das bandas largas oferecidas pelos provedores de acesso que há no Brasil’’,
garante o consultor.
Na avaliação do consultor, a rede com fio é mais interessante, mas os custos
com obras e a pouca flexibilidade são muitas vezes desvantajosas. Por esta
razão a rede sem fio ou a rede PLC acabam sendo uma alternativa bastante
interessante. ‘‘Apesar dos testes demonstrarem uma melhor qualidade na rede
sem fio, esta pode sofrer bastante variação dependendo do ambiente em que se
está propondo implantá-la. Assim, em alguns casos a PLC é a melhor indicação e
mais barata, mas cada caso deve ser muito bem analisado’’, aconselha.
-----------------------
Fonte: INFO
[18/02/09]
Banda larga a 110
volts por Rosa Sposito, da INFO
A mesma tomada em que você liga o carregador de bateria do notebook, o
micro-ondas e a TV também começa a trazer a conexão de banda larga. Pelo
menos nos 150 apartamentos que estão testando a internet por rede elétrica
no piloto da AES Eletropaulo Telecom, em São Paulo.
É a tecnologia BPL (Broadband Power Line), na sigla usada nos Estados
Unidos, ou PLC (Power Line Communication), na da Europa, um novo concorrente
para o ADSL, o cabo, o satélite e o 3G. Parte do grupo de energia AES, a
empresa pretende fornecer a solução para as operadoras, que comercializarão
o serviço nas casas. Sob a coordenação da engenheira Teresa Vernaglia, 43
anos, diretora-geral da AES Eletropaulo Telecom, a companhia investiu 20
milhões de reais no projeto. Veja o que ela contou a INFO.
- Como a banda larga por rede elétrica vem sendo testada?
Teresa - Iniciamos os testes em 20 prédios na região de Moema, em São Paulo,
em novembro de 2007. Na fase seguinte, ampliamos a cobertura para 300
prédios, com 15 mil domicílios, em mais dois bairros: Cerqueira César e
Pinheiros. São regiões já atendidas principalmente por ADSL e cable modem e
com usuários bastante críticos.
- Quantos usuários vocês têm hoje?
São mais de 150 apartamentos, todos residenciais. Eles não pagam pelo
serviço, estão nos ajudando a avaliar a tecnologia na vida real, para que a
gente possa ter certeza, por exemplo, que o modem funciona em qualquer
tomada.
- O uso de banda larga na rede elétrica trará aumento na conta de luz?
Não, só o que consome energia é o modem. O fato de os dados estarem passando
pela rede elétrica não afeta o consumo de energia. Eles simplesmente usam a
mesma rede.
- Houve casos de interferência na transmissão de dados quando alguém liga um
secador de cabelos ou um liquidificador, por exemplo?
Avaliar a performance do serviço no ambiente real foi justamente um dos
objetivos dos testes. Observamos que existem situações em que um ou outro
eletrodoméstico influencia na performance. Mas, quando isso acontece, existe
um filtro que é colocado na tomada e elimina a interferência.
- Quando começará a oferta comercial da banda larga por rede elétrica?
Estamos conversando com várias operadoras e acreditamos que essa solução
estará sendo vendida no primeiro trimestre deste ano.
- Tecnicamente, como funciona o BPL?
Os dados vêm pela rede de fibra óptica e, ao chegar embaixo de um
transformador, passam por um gateway, que modula o sinal óptico e injeta na
rede elétrica de baixa tensão. Cada transformador alimenta um grupo de
residências ou prédios. No edifício, o sinal é transferido para a rede
elétrica interna, de forma que todas as tomadas de todos os apartamentos
passam a ter esse sinal disponível. Com o modem que fica plugado na tomada,
o sinal é extraído da rede elétrica e convertido novamente em dados, que vão
para o computador por meio do cabo de rede Ethernet.
- Foi preciso instalar mais fibra óptica para atender aos 300 prédios do
teste?
Instalamos 70 quilômetros de fibra óptica. Foi um complemento para estender
a fibra da nossa rede até o transformador, que fica na rua. Do transformador
até o prédio usamos a rede de baixa tensão, que ilumina as residências.
--------------------------------------
Fonte: e-Thesis
[16/09/08]
Banda larga na rede elétrica: mitos e verdades por Jana de Paula
Aprove ImagemExpira no próximo dia 29 de setembro o prazo dado pela Anatel
para a consulta pública ao regulamento do uso da rede elétrica para internet
em banda larga. Para a maioria dos players Aprove Imagemenvolvidos neste
mercado, esta regulamentação traz à discussão um tema de interesse e que
movimenta vários pesos pesados das áreas de energia, telecomunicações e
fabricantes há alguns anos.
Neste debate, porém, dois conceitos são apresentados como verdade absoluta
quando, de fato, não passam de 'ouro de tolo'. Ou seja, de que será possível
ampla e irrestrita banda larga em 98% da rede elétrica e, por conseguinte, à
mesma proporção do território nacional. E o que faz da interferência a
outros serviços de telecom um vilão invencível. Nesta conversa com Rogerio
Botteon Romano (foto), pesquisador de telecomunicações da Gerência de
Infra-estrutura de Redes do CPqD, foram abordados estes mitos e levantados
os modelos de negócios factíveis, em curto e médio prazos.
Enquanto não se regulamenta o uso da rede externa de energia elétrica, o PLC
- Power Line Communications, ou sistema de telecom que utiliza a rede
elétrica de distribuição como meio de transmissão - vai sendo adotado para
implantação de redes locais privadas no cabeamento interno, ou seja, na
parte da rede do usuário, seja ele corporativo ou residencial. A Light, do
Rio de Janeiro, tem este serviço de telecom para prédios residenciais. A
Cemig, de Belo Horizonte, para residências e escolas. A maior, a
Eletropaulo, fornece o PLC na rede interna para soluções residenciais,
corporativas e de ensino na Região Metropolitana de São Paulo, além de
vários outros projetos semelhantes prestados pelas diversas concessionárias
de energia elétrica do país.
O que se deseja agora é regulamentar o uso da rede externa, como nova
alternativa de fornecimento de banda larga em ampla escala. De fato, a rede
elétrica tem potencial para transmitir multimídia (canais de TV), telefonia
(voz) e internet em banda larga. Isto tudo adicionado a outro portfólio que
inclui medição e balanço energético, com redução de custo eficiente. Este
modelo já é adotado em mercados maduros, como nos Estados Unidos e no Reino
Unido. Mas, para que a rede elétrica no país atue como mais um meio de
transmissão de serviços de comunicação é necessário um amplo entendimento e
a realização de minuciosos modelos de negócios que tragam rentabilidade e
confiabilidade.
Até que se chegue a este consenso, algumas questões devem ser levantadas - e
respondidas. Como será o modelo de banda larga via rede elétrica externa do
país? As concessionárias de energia elétrica concederão suas redes para
outros players, inclusive os de telecom? Ou atuarão diretamente no mercado?
Que tipos de rede terão preferência? Uma rede totalmente fixa, com fibra
óptica na interligação da central de transmissão com a subestação de
eletricidade? Ou se dará prioridade a uma rede híbrida, onde a interligação
dos dois serviços será feita por tecnologias de radiofreqüência, como Wi-Fi
e WiMAX? Que tipo de 'limpeza' será exigida da rede elétrica para que ela
esteja apta a transmitir em IP?
O fato é que o uso da rede elétrica para provimento de serviço em banda
larga dá uma forte 'mexida' no mercado. Além da disposição das
concessionárias da rede propriamente ditas, é fundamental a participação,
desde o DNA deste tipo de serviços, da Associação Brasileira de Normas
Técnicas (ABNT), que terá que trabalhar em estreita parceria com a Anatel e
a Aneel, as agências reguladoras de telecom e de energia elétrica. Um fato é
claro: ao final do processo haverá um ganho bastante democrático: os
serviços de telecom ganham um novo meio de transmissão, as concessionárias
de energia podem se transformar em rede toda IP - e estar mais aptas a
coibir roubos e evitar acidentes; e o usuário, além de receber banda larga
pela velha rede elétrica, terá um serviço mais eficiente de fornecimento de
eletricidade e, consequentemente, de melhor custo/benefício. Um verdadeiro
nirvana...
Quem disputa nesta arena
O problema são os passos que se deve dar para atingir este admirável mundo
novo. Como já dito, a primeira providência, após a regulamentação, as
especificações e as definições de praxe, é a escolha do modelo ou modelos de
negócios. "Para quem já tem backbone de fibra óptica, o negócio é bom de
imediato. E, para quem não tem, é bastante viável o uso de rede WiMAX, com
IP, numa solução híbrida. Assim, quem é que está mais próximo da
rentabilidade? Primeiro quem tem backbone; depois, o dono da rede elétrica;
e, em seguida, os vendors de infra-estrutura, modems e outros dispositivos
móveis ou fixos e de serviços. No caso específico das concessionárias há um
ganho extra: elas podem adotar o uso corporativo na própria rede, com
significativa economia", avalia Romano.
Segundo o especialista, o CPqD tende mais para o modelo do PLC como
integrante de uma solução híbrida, ou seja, composta de fibra, WMAX e/ou
Wi-Fi, até para o mercado ganhar força. "Já que não é preciso instalar a
rede, as soluções sem fio podem se mostrar atraentes, sobretudo em situações
que requeiram muitos repetidores", acrescenta Romano. Uma vantagem do PLC
surge de imediato: sua adoção em áreas de alta densidade populacional, pois,
ao contrário do DSL, por exemplo, o sistema permite que a rede se regenere e
se amplifique.
O modelo com inclusão digital
Muito se fala, nesta etapa de consultas e sugestões, sobre uma possível
capacidade da banda larga via rede elétrica em projetos de inclusão social.
De fato, existe o piloto coordenado pela Aptel PLC Brasil - com FITec, Cemar,
Eletropaulo, Celg, EBA, Samurai, Positivo e Star One - para levar banda
larga (45 Mbps) numa escola de ensino fundamental com 365 alunos em
Barrerinhas, no Maranhão. O projeto de inclusão social e digital tem o apoio
do Sebrae e da Secretaria Estadual de Saúde. Como este há outros - o
Restinga, em Porto Alegre (RGS), o Bandeirante, em São Paulo (SP). Mas, pelo
número e o porte dos players envolvidos nestes projetos, que se pode
classificar de pequeno porte, é possível enxergar o nível de parceria
envolvido e os custos implicados.
"Não vejo a inclusão digital como a principal aplicação do PLC. Prefiro
acreditar que há outras formas de ele decolar", adverte Romano. Aí, novas
questões se pousam. Quem vai realizar as instalações necessárias? O próprio
governo? Haverá planos de metas de inclusão digital para os players
interessados, como no caso das outorgas da 3G?Estarão as concessionárias de
energia elétrica dispostas a reduzir a tarifa de concessão de eletricidade
diante do aumento de receita originário destes serviços de banda larga
através de sua rede? Como se vê, antes de se pensar em projetos de inclusão
de grande porte, mais uma vez, é preciso se elaborar um minucioso plano que
inclua um detalhado calendário de retorno sobre investimentos (ROI).
"Como já disse, os modelos de negócio mais viáveis para o PLC atualmente são
o que implicam outro tipo de meio acoplado a ele, seja fibra óptica ou
tecnologias de radiofreqüência. As grandes cidades, com seus amplos
backbones de fibra óptica, podem ser consideradas o filé mignon deste
negócio. As áreas com pouca densidade populacional não são atualmente o
melhor mercado. Mas, com a regulamentação do PLC e a elaboração de um
minucioso ROI é possível torná-lo rentável. A oferta de equipamentos ainda é
incipiente, sobretudo internamente. O modem com gerenciador é um equipamento
fundamental, por exemplo. Hoje há alguns players estrangeiros competindo no
mercado local. A Current (dos EUA), por exemplo, realiza testes com a
Eletropaulo em projetos de telecom em prédios residenciais (banda indoor)",
pondera o especialista.
Interferência, o vilão
Está constatado, principalmente em redes que adotam meios sem fio, que
existem problemas de interferências em linhas de visada. Também, nas redes
externas de PLC já implantadas no mundo, notou-se o quanto os
eletro-domésticos 'sujam ' a rede elétrica, bem como alguns tipos de
lâmpadas compactas. Mas tudo é uma questão de especificação. Assim, a
interferência, que é o problema número um quando se trata de PLC, pode, sim,
ser mitigada. Até porque a capacidade de interferência em outras redes não é
exclusiva do PLC.
As redes de TV a cabo, quando há rompimento do cabo coaxial, também são
fortes poluidoras e trata-se de uma rede super utilizada. Mas, por ser um
serviço regulamentado, quando há vazamento, seja por falha técnica, humana
ou vandalismo, ou seja por conectores mal feitos e/ou mal instalados, é
possível o controle, monitoramento e mitigação dos problemas verificados. O
mesmo ocorrerá ao PLC, depois de regulamentado e, por ser uma rede
subutilizada, seus problemas não serão maiores que o verificado neste
exemplo da TV a cabo.
"Trata-se de um segmento onde a regulamentação é indispensável. Todos os
países que adotam este tipo de serviço elaboraram suas regras. O fato é que
o PLC está numa freqüência que pode interferir em vários serviços, já que
trabalha numa faixa ampla - de 1,7 MHz a 30 MHz. E, como atua em todas as
faixas em modulação similar ao DSL, ao TLC e ao rádio etc., a interferência
deve ser controlada para a prestação de um serviço de qualidade. Hoje a
mitigação deste problema está avançada. O CPqD fez vários testes nos
chamados PLC de segunda geração e constatou isso", disse Romano.
Em longo prazo, o PLC pode se transformar em opção tecnológica para
implantação da rede de comunicação orientada nos conceitos de SmartGrid,
além de rede de acesso externo à banda larga.
Os tipos de PLC
Há três tipos de rede PLC. O de média tensão (20 kV - 11,9 kV) é usado
exclusivamente pelas concessionárias de energia elétrica. O de baixa tensão
(220V-110V) é o indicado para o uso da rede de distribuição de energia das
concessionárias no fornecimento de serviços de telecom para residenciais e
escritórios. Há ainda PLC na rede interna, de uso do cabeamento interno de
prédios e casas para estabelecer redes locais privadas.
No caso de um PLC em rede de baixa tensão, que é o que leva banda larga
outdoor, o backbone de internet é levado pela mesma tensão dos
transformadores (tensão média). Ou seja, a banda larga chega até os
transformadores em média tensão e é distribuída para as casas em redes de
baixa tensão (220 V-110 V). Neste ponto da rede é que também são instalados
os regeneradores de PLC (para controlar interferências). O backbone de
internet também pode vir direto da subestação (por fibra óptica). Quanto ao
cliente, ele instala um modem PLC em sua casa e passa a ter banda larga.
PLC nas faixas de 80 MHz a 1,6 MHz
De início (há dez anos), o plano entre os pioneiros, era de as próprias
concessionárias de energia se tornarem as fornecedoras de serviços de
telecom. Os sistemas PLC foram desenvolvidos inicialmente por pesquisadores
da Nor.Web - empresa formada entre Northern Telecom (Nortel) e United
Utilities. As primeiras redes de telecom em PLC basearam-se em fibra óptica,
numa rede totalmente com fio. Neste caso, o centro de operação do sistema de
comunicações é interligado à subestação de energia elétrica por fibra óptica
e transmitido ao consumidor até a rede primária de média tensão/PLC (o
transformador instalado nas ruas, dos quais se bifurcam os fios para as
residências) As residências, tecnicamente, recebem a chamada rede secundária
de baixa tensão (a conexão entre a rede primária e a secundária seria a
última milha).
Assim, enquanto na concessão de telefonia fixa comutada o xis da questão é a
última milha, na da rede elétrica a ponta principal fica entre o
transformador e a subestação, que é onde se instala a rede de transmissão de
dados, voz imagem etc.
A rede híbrida
No caso da rede híbrida, a estação de base, ou centro de operações
(telefonia, multimídia e internet), é interligada à rede secundária de baixa
tensão (a que fica nas vias públicas, no transformador), dispensando a
interligação com a subestação. A banda larga chega sem fio na casa do
cliente, com uma vantagem: o cliente que dispuser de uma antena wireless,
femtocell, Wi-Fi, WiMAx etc. pode adquirir mobilidade nesta rede. Este tipo
de rede híbrida WLAN-PLC está num estágio entre a segunda e a terceira
geração.
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Fonte: Telebrasil
[12/08/03]
PLC de nova geração para a última milha
A tecnologia PLC (power line communications) permite que os fios de cobre
que levam a energia elétrica em 50Hz transportem canais de telecomunicações
em banda larga, na faixa de 1 a 30 MHz. A idéia do PLC não é nova, mas agora
surge revigorada, com chips de última geração para modems que vão utilizar a
rede de energia elétrica para se comunicarem. Na Internet (Yahoo), são mais
de 22 mil itens sobre o assunto.
De acordo com um participante do IV Seminário sobre Broad Band Over Power
Line, realizado no Rio de Janeiro pela Associação de Empresas Proprietárias
de Infra-estrutura e de Sistemas Privados de Telecomunicações, o modelo PLC
não constitui uma panacéia, mas sim uma nova alternativa para a última
milha. A equação econômica do investimento a ser feito para o PLC, em cada
caso, decidirá se a nova tecnologia surge como um sério competidor numa
rede, hoje, fechada ao unbundling (desregramento).
Dotada de alta capilaridade, a rede de distribuição de energia elétrica com
PLC entra como novo meio para dar banda larga ao usuário, competindo com as
redes de pares de cobre das empresas telefônicas, dotadas de modems xDSL (x
digital subscriber line), ou das redes de televisão a cabo, equipadas com
cable modems.
– Na Europa, as aplicações PLC passam do estágio de experiências-piloto para
o comercial e os EUA vão ser o grande impulsionador desse mercado – disse
Dymitr Wajsman, diretor da Aptel e membro da UPLC (United Power Line Council).
Na tecnologia PLC, os fios de energia atuam como um duto para conduzir
sinais de rádio. O consumidor residencial ou comercial "pluga" na tomada de
energia – agora também de TCs – o seu computador. Os condutores de energia
não devem atuar como antenas. A Resolução 305 da Anatel (de 26 de julho de
2002) limita a 30 microvolts/m, até 30 m, o campo irradiado.
Na versão PLC anterior, o sinal de telecomunicações era introduzido no
enrolamento secundário do transformador de distribuição de energia (aquele
que fica no poste e baixa a tensão de 6 KV para 220 V) e que pode servir de
100 a 300 domicílios. A rede de telecomunicações precisava chegar até esse
transformador.
A nova geração PLC introduz o sinal de telecomunicações (a 40 Mbit/s) num
estágio superior da rede de distribuição elétrica, formado por
transformadores de média tensão (13,8 KV até 34,5 KV) ligados em anel ou
grade e cuja cobertura geográfica de usuários é muito maior.
Empresas de energia elétrica como Copel, CEB, Cemig, Ligth, Eletropaulo,
Excelsa e CELG, dentre outras, já conduzem experimentos-piloto na área de
telecomunicações PLC e modems, que, por sua vez, serão montados no Brasil.
Um dos desafios econômicos do sistema PLC é o investimento necessário para
prover às camadas superiores de gerenciamento dos sinais de
telecomunicações, tal como fazem as operadoras de telecom.
Surgem agora miniempresários que oferecem serviços em banda larga para
prédios e condomínios. Dados típicos de Curitiba (PR) indicam taxas de
adesão de R$ 150 e mensalidades de R$ 49 – menores que via ADSL – para
velocidade de 300 kbit/s a 2 Mbit/s. (JCF)
Modems PLC serão fabricados no Brasil
A Enterprise Buenos Ayres – EBA –, com sede em Miami, Flórida (EUA), tem
filiais em Campinas (SP), Florianópolis (SC) e negócios na Espanha e vai
fabricar dentro de 90 dias modems PLC (power line communications) em Santa
Rita do Sapucaí (MG) – onde fica localizado o Inatel –, que serão utilizados
na rede de distribuição de energia elétrica.
No Brasil, Copel, CEB, Cemig, Ligth, Eletropaulo, Excelsa e CELG, dentre
outras, já conduzem experimentos-piloto na área de telecomunicações PLC e
vão formar o mercado inicial para a produção da EBA Brasil.
A tecnologia do chip set para os modems é da DS2 espanhola e constitui cerca
de 60% do custo do equipamento, já montado na China e agora no Brasil, para
diminuir impostos.
Do ponto de vista operacional, uma estação master para processamento de
sinal é ligada por uma unidade de acoplamento à rede de baixa tensão (220 V)
que serve de 45 a 60 domicílios e nela injeta um sinal de 45 Mbit/s.
Cada usuário é dotado de um modem PLC que provê a quatro portas em sistema
de rede local Ethernet, a 2 Mbit/s. A estação master vai ligada por rede
Ethernet de alta velocidade a um sistema de telecomunicação de hierarquia
superior (anel óptico).
Ao detalhar um sistema PLC, Alexandre de Moura Vidal, da EBA Brasil, mostrou
que a faixa de 1 a 30 MHz disponível para banda larga pode ser dividida em
três subfaixas, cada uma carreando 1.280 portadoras. Tais portadoras são
alocadas dinamicamente entre os diversos usuários. A modulação utilizada
para melhor robustez é OFDM – S2 (orthogonal frequency division multiplexing).
Copel de olho nas telecomunicações
Empresas de energia elétrica sempre lidaram com telecomunicações e agora se
voltam para a área de distribuição de sinais, na chamada última milha. A
empresa estatal de energia elétrica do Paraná – Copel – já na década de 50
lidava com telecomunicações unidirecionais.
Nos anos 60, a Copel cuidou da eletrificação rural com sistemas carrier. Nos
anos 80, ela adotou o rádio SHF (desativado em 2001). Em 1994, a Copel
inaugurou seu backbone óptico, que deverá alcançar 82% da população em 2005.
A empresa, que serve a 3 milhões de consumidores de energia – dos tipos
residencial (77%), comercial e rural –, possui 91 mil pontos de
transformação urbanos e 225 mil rurais.
Segundo Lourival Lovato, da Copel, os mercados potenciais para o uso da
tecnologia PLC (power line communications) na Copel são os poderes públicos
(29 mil consumidores), os serviços públicos (3,4 mil consumidores) e órgãos
do Estado (1,5 mil).
Na área rural, com poucos consumidores por transformador, o uso de PLC é
economicamente mais difícil. A meninas dos olhos da Copel é vender para o
Governo do Paraná a idéia da tecnologia PLC – com investimentos a fundo
perdido – para levar a 2.037 escolas estaduais serviços Internet de banda
larga.
A Copel foi a 5ª empresa do Brasil a ganhar da Anatel autorização para o SLE
(Serviço Limitado Especial) e em 2002 para SCM (Serviço de Comunicação
Multimídia), que a habilita a penetrar no segmento residencial com banda
larga. A Copel oferece mais de 10 produtos de TCs ao mundo corporativo, em
diversas tecnologias e formatos.
O projeto Irma (italiano) é para o gerenciamento remoto de medidores de
energia elétrica e por extensão gás – ainda que eletricidade e gás formem um
casamento explosivo – e água. O Irma utiliza tecnologia da Enel (o medidor é
do tamanho de uma caneta) e conta com US$ 1 milhão de investimentos da CE a
fundo perdido.
A Copel, representante latino-americana do projeto, conduz desde 1999
experiência de medição remota de medidores, em Londrina (PR), em parceria
com o Sercomtel, que fornece comunicações a 2,4 Kbit/s. Um concentrador
varre a cada 20 minutos os dispositivos medidores sob sua supervisão e envia
os sinais para uma central. O custo da medição deve ficar abaixo de R$ 1,
para ser viável economicamente.
Na área de PLC, a Copel montou em 2001, em Curitiba (PR), uma demonstração
juntamente com a empresa suíça Ascom. A Copel vem efetuando experiências em
banda larga utilizando a tecnologia PLC com equipamentos EBA e Ascom. "O
desafio é montar o modelo de negócios", admitiu Lourival Lovato.
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