1ª CONFECOM
MÁRCIO PATUSCO
ComUnidade WirelessBrasil

Agosto 2009        -         Home


08/08/09

1ª Confecom (18) : Empurrando com a barriga

----- Original Message -----
From: Marcio Patusco
To: Helio Rosa
Sent: Saturday, August 08, 2009 2:00 AM
Subject: 1ª Confecom (18) : Empurrando com a barriga
 
Olá ComUnidade !
 
Bem...Deveria ser uma semana de grandes  decisões...No entanto, quase nada aconteceu ...Mais uma vez...Na reunião do governo com os representantes dos empresários da Comissão Organizadora (CO) , no último dia 5 de agosto, estes pediram mais tempo para analisarem sua participação na conferência.
 
Mas, há indícios de que algumas cisões começam a acontecer.
Aparentemente, o bloco dos empresários já não está tão unido assim. As empresas que compõem a Abrafix, e mais algumas emissoras de radiodifusão, parecem inclinadas a romper e já aceitam continuar na CO.
Ficou marcada mais uma reunião entre eles e governo, no dia 13 de agosto (arrrh!), para uma decisão final sobre a participação empresarial.
Possivelmente, haveria também uma reunião com representantes das entidades sociais, no dia 12 de agosto, na busca de pontos de vista que facilitem o consenso. 
 
Os ministros responsáveis pela realização da conferência buscam formas de estimular o entendimento dos diversos segmentos da CO, para que todas as propostas possam ser efetivamente discutidas por todos dentro das etapas da Confecom. Entretanto, na declaração dos próprios ministros,  caso os empresários decidam não participar a "conferência se realizaria de qualquer jeito".
 
Estão em questionamento pelos empresários alguns tópicos que representam condicionantes de sua participação, tais como : estabelecimento de premissas  de defesa do capital nacional nas comunicações, não haver alterações na regulamentação de radiodifusão, a forma de aprovação das propostas e a distribuição percentual dos delegados pelos segmentos da CO.
 
Enquanto não se tiver essas definições, o Regimento Interno continuará sendo a maior pendência, no momento, para a continuidade dos trabalhos na realização da conferência. Vários governos estão exatamente esperando a publicação do regimento para poderem emitir os decretos de convocação para suas etapas estaduais. Alguns já o fizeram , mas outros estão no aguardo de uma formalização maior.
 
Abaixo, artigos de referência.
 
Marcio Patusco
 
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Sumário das transcrições:

Fonte: Observatório do Direito à Comunicação
[05/08/09]  
Empresários ganham mais uma semana para avaliar regimento interno
 
Fonte: Observatório do Direito à Comunicação - Origem: Caros Amigos
[05/08/09]  
Dulci garante conferência mesmo que sem empresários por Lúcia Rodrigues
 
Fonte: Tele.Síntese
[05/08/09]   
Teles, Band e Rede TV! decidem permanecer na Confecom - por Lúcia Berbert  
 
Fonte: Teletime
[06/08/09]  
Decisão da Abert de deixar Confecom não foi unânime por Mariana Mazza

Fonte: Teletime
[05/08/09]  
"Estamos diante de um problema político", diz Franklin Martins sobre a Confecom - por Mariana Mazza
 
Fonte: Comissão Nacional Pró-Conferência Nacional de Comunicação
[07/08/09]   ABRAÇO convoca rádios comunitárias e critica empresários

Fonte: Telebrasil
[24/07/09]  
CONFECOM: o que as siglas revelam - João Carlos Fonseca
 
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Transcrições: 

Fonte: Observatório do Direito à Comunicação
[05/08/09]  
Empresários ganham mais uma semana para avaliar regimento interno
 
A tentativa do governo de acomodar os interesses do empresariado para evitar a saída do setor do processo de organização e realização da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) atrasará em, no mínimo, mais uma semana a publicação do regimento interno. Em reunião realizada nesta quarta-feira (5) com os ministros Hélio Costa (Comunicações), Franklin Martins (Secretaria de Comunicação Social) e Luiz Dulci (Secretaria-Geral da Presidência), os representantes dos empresários na Comissão Organizadora Nacional (CON) pediram mais cinco dias para analisar as propostas apresentadas pelo governo para tentar resolver os pontos considerados polêmicos do regimento.
 
Apenas na próxima quinta-feira é que empresários e governos voltarão a se encontrar. Até lá, os ministros prometem realizar uma reunião também com os representantes da sociedade civil na CON para tentar chegar a uma proposta consensual.
 
A indefinição sobre o regimento da Confecom, que já deveria ter sido editado há mais de um mês, afeta tanto o desenrolar político como a própria organização do processo. No regimento, devem estar previstos o número e a forma de eleição de delegados, a divisão destas vagas entre os diferentes setores, bem como quais serão os temas abordados pela conferência e a forma de discussão das propostas. Sem estas regras, as conferências estaduais não podem ser realizadas, sob pena de serem invalidadas como etapas da Confecom. O atraso compromete, inclusive, o calendário previsto pelo decreto que convocou a conferência [saiba mais] .
 
Os ministros Hélio Costa e Franklin Martins afirmaram, em entrevista concedida após a reunião, que não há previsão de mudanças no calendário e que o governo federal garante a realização da Confecom. Segundo Martins, o problema a ser superado agora é político. Ou seja, o problema é a manutenção do empresariado na Confecom.
 
Durante a reunião, três pontos apresentados pelos empresários como condições à sua participação na conferência foram tratados: o estabelecimento de premissas aos debates da conferência, que garantissem a defesa do capital nacional nas comunicações e retirassem da pauta temas relacionados à atualização dos marcos regulatórios da radiodifusão; a forma de aprovação de propostas dentro da Comissão Organizadora e a divisão das vagas de delegados na etapa nacional.
 
Costa e Martins disseram que os empresários concordaram com a proposta de não estabelecer premissas dentro do regimento e que a conferência tenha como premissas os princípios constitucionais para as comunicações. “Os empresários não estavam entendendo a importância da conferência. Nós esclarecemos isso”, disse Costa.
 
Sobre a proporção dos delegados, a proposta que está sobre a mesa e que os empresários ainda irão avaliar é a divisão 40-40-20: 40% para representantes da sociedade civil, 40% para o empresariado e 20% para o governo (em todos os níveis). Os empresários vinham defendendo a paridade entre os três setores. A proposta do governo não muda substancialmente a questão que está no cerne da condição imposta pelo empresariado de entrar na conferência em pé de igualdade com os movimentos sociais.
 
Já em relação aos trâmites da Comissão Organizadora Nacional, a proposta em questão é o estabelecimento de um quórum qualificado para a aprovação de qualquer medida. Até agora, os empresários queriam ter direito a veto dentro da CON. Na prática, com o quórum qualificado, isso segue sendo possível. Basta que os representantes do setor votem de forma unificada, o que já vem acontecendo.
 
Ainda não há data prevista para a reunião entre o governo e os representantes dos movimentos sociais.
 
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Fonte: Observatório do Direito à Comunicação - Origem: Caros Amigos
[05/08/09]  
Dulci garante conferência mesmo que sem empresários por Lúcia Rodrigues
 
[Título original: Dulci: Conferência de Comunicação acontece mesmo sem setor empresarial]
 
O ministro chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, afirmou ontem em São Paulo, que a 1ª Conferência Nacional de Comunicação será realizada na data prevista, de 01 a 03 de dezembro, mesmo que o setor empresarial se retire das discussões. Para ele, a Conferência não perde legitimidade por não ter em seu fórum os empresários. Apenas a abrangência será mais restrita.
 
O ministro conversou com a reportagem de Caros Amigos durante o seminário internacional que discutiu a crise e as estratégias sindicais, promovido pela CUT (Central Única dos Trabalhadores), em que participou na qualidade de conferencista. O evento antecedeu a abertura oficial do 10º congresso da entidade, que está marcada para ocorrer hoje, 04, a partir das 19h30, no Expo Center Norte, na capital paulista.
 
Além da Conferência de Comunicação, o ministro também falou a Caros Amigos sobre a redução da taxa de juros e do spread (diferença entre os juros que são cobrados pelo banco ao tomador do empréstimo e o valor que é pago ao emprestador dos recursos ao banco) bancário e sobre reforma tributária.
 
Confira a seguir os principais trechos da entrevista com Luiz Dulci.
 
Caros Amigos – O senhor acredita que a Conferência de Comunicação vai ocorrer na data prevista?
Luiz Dulci – Vai. Não há nenhuma possibilidade de não ocorrer a Conferência de Comunicação, da mesma forma que a de Educação. Todas as conferências vão ocorrer.
 
Caros Amigos – Na data definida?
Luiz Dulci – Na data definida. O esforço é para que o empresariado também participe. Os movimentos populares sabem que a participação do empresariado é importante. A conferência ocorrerá do mesmo jeito, se os empresários se afastarem. Mas será diferente.
 
Caros Amigos – O senhor considera que perde a legitimidade?
Luiz Dulci – Não. Não perde a legitimidade, mas perde a abrangência. É muito importante esse debate e essa reflexão conjunta, com um setor que está passando por uma tremenda transformação, no universo da digitalização.
Por isso, é importante que ocorra uma discussão conjunta, porque depois vamos ter de aprovar novas leis no Congresso Nacional. Se o setor empresarial se afastar, a Conferência será feita com quem quiser, mas acho que isso não é bom nem para a Conferência, nem para o próprio setor empresarial.
 
Caros Amigos – O senhor acredita que os empresários se retiram do fórum?
Luiz Dulci – Espero que permaneçam. [...]
 
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Fonte: Tele.Síntese
[05/08/09]   
Teles, Band e Rede TV! decidem permanecer na Confecom - por Lúcia Berbert  
 
Os representantes dos empresários terão mais uma reunião na próxima quinta-feira (13) com os ministros responsáveis pela realização da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), para decidir se continuam ou não participando do evento. A posição dos empresários, entretanto, não é mais unânime. A Telebrasil (Associação Brasileira de Telecomunicações), que representa as teles, e a Abra (Associação Brasileira de Radiodifusores), que reúne a Band e a Rede TV!, anunciaram que vão continuar na comissão organizadora do evento.
 
Na reunião com os empresários hoje, os ministros Hélio Costa (Comunicações), Franklin Martins (Comunicação Social) e Luiz Dulci (Secretaria-Geral da Presidência) apresentaram uma proposta sobre os pontos mais polêmicos do regimento interno da conferência, como o quórum para votação. O governo propôs um quórum qualificado com 40% dos empresários, 40% das entidades sociais e 20% do próprio governo, que é o maior usuário de comunicação. Mas não aceitaram o poder de veto, reivindicado pelos empresários.
 
“Nós começamos a conversar no sentido de que se faça uma coisa que não implique direito de veto a ninguém, mas que se estimule o entendimento e o debate. Agora, a proposta está sendo construída”, disse Martins. Costa, por sua vez, disse que as premissas dos empresários em relação ao direito de propriedade e liberdade de expressão foram garantidas, já que são preceitos assegurados na Constituição.
 
Os dois ministros também não consideram que o atraso na aprovação do regimento interno irá inviabilizar a realização da conferência. “É claro que vai dar tempo, não vejo nenhuma dificuldade, gastamos um pouquinho mais de dias para completar o regimento interno, mas a maioria das conferências são feitas num prazo de dois meses”, disse Costa. Ele assegurou que muitos estados já estão fazendo reuniões preparatórias extra-oficialmente.
 
Martins disse o governo aposta no que considera melhor para a conferência, que possa se realizar com a participação de todos os segmentos, de modo que resulte em algo fecundo e com isso se possa aprovar subsídios e fundamentos para uma política pública na área de comunicação que responda mais aos tempos de agora e os que estão chegando. “Nós estamos trabalhando para resolver o problema, para que as empresas participem, agora a conferência será realizada de qualquer jeito, o governo convocou”, ressaltou.
 
Quanto à liberação dos recursos cortados para realização da Confecom, os ministros disseram que já está praticamente resolvida, mas que muito pode ser feito antes disso. “Sinceramente, a parte do dinheiro não é a questão mais difícil de resolver. O difícil é contornar o problema político”, disse Martins.
 
Além da nova reunião com os empresários, os três ministros vão se reunir também com os representantes das entidades sociais, em busca de consenso. A data deste encontro, porém, ainda não foi marcada.
 
Para os representantes das entidades sociais, a falta de uma definição por parte dos empresários é uma forma de protelar a realização do evento. Os ministros disseram que a possibilidade de adiamento da conferência não foi discutida.
 
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Fonte: Teletime
[06/08/09]  
Decisão da Abert de deixar Confecom não foi unânime por Mariana Mazza

 
As tensões em torno da possível saída das empresas da comissão organizadora da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) não se resumem apenas às reuniões para negociação com o governo, como a que ocorreu nessa quarta-feira, 5. Dentro das associações, nem todos concordam com o posicionamento que vem sendo adotado por seus representantes. É o caso da Abert, que não estaria totalmente unida na decisão de abandonar a conferência.
 
Segundo fontes, a Record teria sido voto vencido nas discussões internas da associação sobre que caminho adotar na Confecom. No fim, prevaleceu a posição da Globo, outra associada da Abert e mais incomodada com o rumo que o evento pode tomar. A emissora teme que a conferência se volte para debates sobre o modelo da radiodifusão no Brasil, onde a empresa, por ser a líder do mercado, ficaria mais exposta.
 
Os atritos internos, no entanto, não são privilégio da radiodifusoras quando o tema é a Confecom. Nas telecomunicações, associações como a Telebrasil - que ainda está disposta a participar do evento - também não contam com apoio pleno de seus associados. Entre as teles, a polêmica é oposta a das emissoras: boa parte das empresas entende que jamais deveria ter entrado na Confecom e que não há sentido para permanecer na organização do evento.
 
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Fonte: Teletime
[05/08/09]  
"Estamos diante de um problema político", diz Franklin Martins sobre a Confecom - por Mariana Mazza
 
A organização da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), agendada para dezembro deste ano, continua turbulenta. Nesta quarta-feira, 5, empresários se reuniram com os ministros Hélio Costa (Comunicação), Franklin Martins (Secretaria de Comunicação Social) e Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência) para debater a continuidade dos segmentos empresariais no evento. E praticamente nada ficou acertado, a não ser que uma nova reunião será feita na próxima semana, provavelmente na quinta-feira, 13. A maior parte das associações empresariais, contudo, manifestou formalmente a intenção de sair da organização da Confecom.
 
A falta de um desfecho conclusivo na reunião se deu por conta de um apelo feito pelo governo. A maior parte das associações empresariais estava disposta a deixar hoje mesmo a comissão organizadora da conferência, mas os ministros pediram mais uma semana para que os empresários repensassem sua decisão. A contraproposta do governo para tentar manter as empresas é a possibilidade de criação de um "quórum qualificado" para a deliberação dos assuntos mais polêmicos.
 
O aceno do governo não atende exatamente as demandas empresariais, que queriam ter algum tipo de veto sobre os temas que lhe são mais sensíveis. Mesmo assim, ainda há quem possa repensar a estratégia a partir da proposta. A sugestão dada é que se mantenha os pesos de 40% para o segmento das entidades civis, 40% para o segmento empresarial e 20% para o governo. Contudo, os temas polêmicos só poderiam ser aprovados com 60% mais um, ou seja, não seria possível aprovar a entrada de temas na pauta sem que exista o aval de uma parte mínima de todos os segmentos.
 
Segundo o ministro Franklin Martins, o quórum pode ser discutido mais amplamente, "desde que não implique direito de veto para ninguém". A proposta deverá ser apresentada também ao segmento que reúne as entidades civis, que não participaram da reunião de hoje. Este encontro não tem data confirmada, mas pode ocorrer na próxima terça-feira, 11. Mesmo com as novas reuniões sendo agendadas, Martins admite que a situação não é simples. "Estamos diante de um problema político, sem dúvida nenhuma."
 
Debandada
 
Seis das oito associações empresariais que compõem a comissão organizadora da Confecom chegaram na reunião decididas a deixar a conferência. A lista inclui, por exemplo, Abert, Abrafix, ABTA e ANJ. As duas que ainda consideram a possibilidade de atuar mais concretamente na construção da pauta são a Telebrasil e a Abra. No entanto, fontes não descartam que a permanência das duas associações seja apenas para "fazer média" com o governo. Isso porque ambas teriam insinuado a intenção de permanecer no debate, mas deixando formalmente o grupo de organização do evento.
 
Caso esse posicionamento se confirme, na prática, isso funcionaria como uma saída tática, tal qual a das demais associações.Isso porque a tão falada saída das empresas da Confecom nada mais é do que a decisão por não mais compor o grupo organizador, em um sinal de que as empresas não concordam com a pauta que está sendo construída.
 
O abandono de qualquer empresa não significa necessariamente de que elas não participarão de debates futuros no evento caso assim achem conveniente.
 
Participantes do encontro desta quarta contam que Telebrasil e Abra estariam unidas para continuar negociando as demandas encaminhadas ao governo por meio de uma carta entregue a Hélio Costa na semana passada. O principal apelo da carta é a definição do quórum qualificado para a deliberação dos temas polêmicos, medida esta que conta com a boa vontade do governo, conforme exposto hoje.
 
Outros apelos, como a criação de uma espécie de lista de assuntos proibidos, onde o destaque é o "controle social da mídia", interpretado pelas empresas com um prenúncio de censura, não contou com a mesma simpatia dos ministros. "As empresas trazem uma série de premissas para a participação da Confecom que já estão contempladas pela Constituição Federal", afirmou Hélio Costa, citando a liberdade de imprensa como um exemplo desses instrumentos constitucionais que protegem as empresas de uma censura qualquer.
 
Expectativa
 
O clima geral entre empresários e membros do governo é que há poucas chances das associações empresariais mudarem de posição até a próxima reunião. Assim, quem estaria decidido a abandonar a Confecom deve manter sua posição. A decisão só não foi mantida hoje porque, frente ao pedido dos representantes do governo, as associações se viram na obrigação de consultar mais uma vez seus associados. Vale ressaltar, no entanto, que a decisão que quase foi fincada nesta quarta sobre a saída das empresas não foi tomada aleatoriamente.
 
Representantes das associações que hoje estiveram com os ministros encontraram-se na terça, 4, para fechar uma posição do segmento. Neste encontro, a escolha dos dissidentes Telebrasil e Abra não estava completamente fechada, demonstrando as dúvidas que ainda pairam sobre as empresas com relação às vantagens de participar da Confecom. O apelo do governo para que as empresas repensem a decisão de deixar a organização do encontro surpreendeu alguns empresários, que acreditam ser mais produtivo para a conferência que as associações empresariais deixem logo o debate.
 
Fatura política
 
O encontro da tríade de ministro com as associações empresariais oculta ainda uma preocupação com a fatura política de um eventual abandono massivo da Confecom pelas empresas. Até o momento, as negociações estavam sendo feitas apenas com o ministro das Comunicações, Hélio Costa. Mas o encontro com Dulci e Martins repartiu as responsabilidades sobre a possível saídas das empresas. Segundo fontes, o governo parece temer que as empresas o acusem de ter inviabilizado a participação no encontro, daí o esforço em negociar com as associações. "O papel do governo é estimular o debate e não ficar retrancando", resumiu Franklin Martins em coletiva à imprensa.
 
Enquanto o impasse se mantém, o governo tem cada vez menos tempo para organizar a Confecom. Mesmo assim, Hélio Costa mostrou-se confiante de que o evento será realizado dentro do previsto e destacou que diversos estados têm se organizado voluntariamente para debater as pautas que pretendem ver na Confecom. Diante do problema com a permanência das empresas, a falta de verbas para o evento tornou-se um drama menor. Mesmo assim, os R$ 6 milhões contingenciados dos R$ 8 milhões previstos ainda não foram restituídos.
 
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Fonte: Comissão Nacional Pró-Conferência Nacional de Comunicação
[07/08/09]   ABRAÇO convoca rádios comunitárias e critica empresários
 
Em nota pública, entidade convoca sua base a se somar às Comissões Estaduais Pró-Conferência e denuncia estratégia dos empresários tornarem “impraticáveis os prazos para a realização da Conferência este ano”.
 
A Abraço - Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária convoca todas as Rádios Comunitárias do país para se juntarem às Comissões Pró-Conferência de seus estados e organizarem uma grande mobilização pela realização da Conferência Nacional de Comunicação verdadeiramente democrática.
 
Ratificamos a importância de uma conferência com a participação do governo, reresentantes dos movimentos sociais e empresários e até agora fizemos de tudo para que isso aconteça e se os empresários se recusarem a não participarem do processo é responsabilidade unica e exclusivamente deles e em nada afetará a legitimidade da Confecom.
 
Pois os empresários, em reunião na última quarta-feira (05/08/2009) , com ministros do Governo Lula deixaram nitída sua estratégia de tornar os prazos impraticáveis para a realização da Conferência este ano.
 
Os capitalistas da mídia solicitaram mais uma vez o adiamento por mais uma semana, para a aprovação do Regimento Interno.
 
A proposta de 40 % de delegados para a mídia comercial é uma afronta aos princípios da democracia que estamos construindo, por dar uma gigantesca representatividade para quem é uma parcela insignficante da população, contra a qual a Abraço se opõe radicalmente.
 
Também estão tentando reduzir o debate da Confecom com a apresentação de premissas que garantam uma Conferência exclusiva para discutir os interesses da Radiodifusão Comercial diante do Processo de Convergência Técnológica, sem o minimo de controle social e participação do estado na fiscalização do sistema privado de comunicação.
 
A Abraço reafirma a necessidade de uma Conferência ampla e democrática para permitir a regulamentação adequada dos artigos constitucionais que tratam da comunicação, os quais esperam, desde 1988, quando ela foi promulgada, para colocar este setor em ordem.
 
Mais exatamente, deverão ser tratados nesta I Confecom temas como:
(a) novo marco regulatório
(b) reorganização dos sistemas, com o fortalecimento dos sistemas  estatal e público
(c) revisão das concessoões já fornecidas com mudanças constitucionais que garantam maior transparência nos processos de concessão e de renovação de concessão
(d) desenvolvimento de padrão de rádio digital
(e) dissolver o inconstitucional e impune oligopólio da mídia
(f) garantir um marco legal para internet para garantir os direitos dos usuários e não à censura na rede (AI-5 Digital)
(g) regionalização da produção
(h) espaço para produção independente
(i) controle público da mídia
(j) TV comunitárias no sinal aberto
(l) garantia da diversidade racial , cultural e religiosa na midia
(m) imediata instalação do Conselho de Comunicação Social o qual está inativo há mais de um ano.
 
Quanto aos assuntos referentes à comunicação comunitária, a Abraço defende intransigentemente, que a I Confecom aborde os seguintes temas:
(a) o fortalecimento da radiodifusão comunitária, enquanto sistema público não estatal
(b) as dimensões regulatórias necessárias como o processo de desburocratizaçã o para a execução de serviço
(c) aumento de potência para garantir a universalidade do acesso, repercutindo um conceito mais amplo de comunidade
(d) financiamento público, com a criação de um fundo, com percentuais  dos recursos que são gastos com públicidade pública no sistema privado, destinados para os os sistemas públicos e comunitários
(e) da anistia para quem foi condenado ou esteja em processo judicial, com a devolução do equipamnetos já apreendidos, em respeito à decisões que consideram a operação sem licença como uma falta administrativa apenas
(f) redistribuição dos canais de forma a garantir a complementaridade dos sistemas público, estatal e privado com destinação de 1/3 dos mesmos para cada segmento
(g) garantia de acesso à digitalização de forma subsidiada
(h) descriminalização do serviço de radiodifusão comunitária
(i) destinação de parte dos recursos publicitários poder publico e das estatais para as rádios comunitárias
 
Executiva Nacional
 
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Fonte: Telebrasil
[24/07/09]  
CONFECOM: o que as siglas revelam - João Carlos Fonseca
 
As conferências nacionais, nascidas em 1941, envolvem a participação da sociedade sobre temas básicos como saúde, segurança pública, áreas trabalhista e sindical e agora comunicações. A 1ª Conferência Nacional da Comunicação – CONFECOM –acontecerá de primeiro a 3 de dezembro deste ano, em Brasília. Aqui, registros que ajudam a situar as forças em jogo.
 
Pela Portaria nº 185, de 26/05/2009, do Ministério das Comunicações, foi criada a Comissão Organizadora da Conferência Nacional de Comunicação – CONFECOM. O documento define os integrantes da Comissão Organizadora, formada por representantes da sociedade e do Poder Público, responsável pela realização da conferência.
 
De acordo com o ministro das Comunicações, Hélio Costa, a pauta do evento será definida pela Comissão, “não havendo nenhum assunto tabu, pois o Governo tem interesse em ver a discussão sobre os rumos da comunicação no País avançar”. Pela sociedade civil, integram a Comissão Organizadora da CONFECOM 16 representantes e mais 32 suplentes.
 
Comissão Organizadora da CONFECOM
 
A seguir, as organizações que compõem a Comissão Organizadora da CONFECOM, pela sociedade civil (estão grifadas em negrito aquelas que também são do Movimento Nacional Pró-Conferência de Comunicação):
 
Associação Brasileira de Canais Comunitários (ABCCOM); Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (Abepec); Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert); Associação Brasileira de Radiodifusores (Abra); Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço); Associação Brasileira de Provedores Internet (Abranet); Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA); Associação dos Jornais e Revistas do Interior do Brasil (Adjori Brasil); Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner); Associação Nacional de Jornais (ANJ); Central Única dos Trabalhadores (CUT); Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj); Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão (Fitert); Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC); Coletivo Brasil de Comunicação Social (Intervozes); e Associação Brasileira de Telecomunicações (TELEBRASIL).
 
O Movimento Nacional Pró-Conferência de Comunicação (CNPC) é composto por 36 entidades nacionais da sociedade civil. É um movimento de amplo espectro refletindo interesses diversos. Sete dessas organizações participam da Comissão Organizadora da CONFECOM, pela sociedade civil, e terão direito a voto, como delegados natos, no evento a ser realizado em Brasília (DF), de primeiro a 3 de dezembro deste ano.
 
O Movimento se autodefine como “uma articulação composta por entidades da sociedade civil, universidades, representantes da Câmara dos Deputados e movimentos sociais, construída na esteira do movimento Pró-Conferência, criado oficialmente ao final do Encontro Nacional de Comunicação, realizado em junho de 2007.
 
A iniciativa à época foi da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) e da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara. Hoje, a Comissão é composta por mais de 30 entidades da sociedade civil de caráter nacional, além da CDHM e do Ministério Público Federal”.
 
Movimento Nacional Pró-Conferência
 
Compõem o Movimento Nacional Pró-Conferência de Comunicação as seguintes entidades (grifadas em negrito aquelas que também são da Comissão Organizadora da CONFECOM)
 
ABCCOM – Associação Brasileira de Canais Comunitários; Abepec – Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais; ABGLT – Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais; ABI – Associação Brasileira de Imprensa; Abong – Associação Brasileira de ONGs; Abraço – Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária; ABTU – Associação Brasileira de TV Universitária; Amarc-Brasil – Associação Mundial das Rádios Comunitárias; ANDI – Agência de Notícias dos Direitos da Infância; Arpub – Associação das Rádios Públicas do Brasil; Astral – Associação Brasileira de TVs e Rádios Legislativas.

Também fazem parte: Campanha quem financia a baixaria é contra a cidadania; CEN – Coletivo de Entidades Negras; CFP – Conselho Federal de Psicologia; Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara do Deputados; Comissão de Legislação Participativa; Conferp – Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas; Conub – Conselho Nacional de Umbanda; CUT – Central Única dos Trabalhadores; Enecos – Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social; Fenaj – Federação Nacional dos Jornalistas; Fenajufe – Federação Nacional dos Servidores do Judiciário e do Ministério Público Federal; Fitert – Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Rádio e Televisão; Fittel – Federação Interestadual dos Trabalhadores em Telecomunicações; FNDC – Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação; Fórum de Entidades Nacionais de Direitos Humanos.

Além do Inesc – Instituto de Estudos Sócio-econômicos; Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social; LaPCom – Laboratório de Políticas de Comunicação; MNDH – Movimento Nacional de Direitos Humanos; MNU – Movimento Negro Unificado; MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra; OAB – Ordem dos Advogados do Brasil; PFDC – Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão – Ministério Público Federal; Renoi – Rede Nacional dos Observatórios da Imprensa; UNE – União Nacional dos Estudantes.

Acesse aqui para ler a matéria “Conferência Nacional Preparatória das Comunicações:
Panorama de um megaevento histórico – I

Acesse aqui para ler a matéria “Conferência Nacional Preparatória das Comunicações: Panorama de um megaevento histórico – II
 
Acesse aqui para ler a Portaria 185 do Minicom que cria a Comissão Organizadora (pdf)
 

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