1ª CONFECOM
MÁRCIO PATUSCO
ComUnidade WirelessBrasil

Agosto 2009        -         Home


29/08/09

• 1ª Confecom (21) : Enfim um acordo

de Marcio Patusco <marciopatusco@oi.com.br>
para Helio Rosa e Grupos
data 29 de agosto de 2009 00:22
assunto 1ª Confecom (21) : Enfim um acordo

Olá, ComUnidade!

As dúvidas sobre a realização da Confecom se avolumaram tanto que acabaram ganhando a grande mídia. O Estadão, em editorial no dia 24 de agosto, mencionava o impasse das visões de empresários e sociedade civil. No entanto, no dia seguinte, o acordo para as questões remanescentes da conferência foi costurado, e finalmente se vai poder avançar na discussão do Regimento Interno. Espera-se que em 1º de setembro possam ser iniciadas as discussões efetivas para definição do regimento.

O acordo fechado mantém a divisão de representatividade em 20% para o governo, 40% para a sociedade civil e 40% para os empresários. O quórum qualificado para as votações ficou em 60%, mas com obrigatoriedade de ter votação de pelo menos um representante de cada segmento, o que na prática pode funcionar como um veto em assuntos sensíveis.

Em pronunciamento, o presidente da Abra, que continua na conferência, conclamou as outras entidades que abandonaram a Confecom a repensarem as suas participações, de forma a fortalecerem os posicionamentos conjuntos de suas entidades.

Ao mesmo tempo em que a Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) da Câmara dos Deputados cria um grupo de trabalho para elaborar propostas de legislação para telecomunicações, a Confecom vira tema de audiências públicas em outras Comissões da mesma Câmara, e vira objeto de aprofundamento de suas perspectivas no Ministério da Cultura e de entidades dos servidores do judiciário. Isso demonstra que o assunto do marco regulatório ganha momentum, perpassando iniciativas em outras áreas. Para que não haja desperdício de esforços , estas iniciativas não devem perder o alinhamento na construção de propostas que possam ser aproveitadas na elaboração da nova legislação de comunicações do Brasil.

No Rio de Janeiro, pelo decreto Nº 42.003 de 25 de agosto de 2009, o governador do Estado convocou a etapa estadual da Confecom. Ela se realizará de 30 de outubro a 1º de novembro de 2009. Vários outros estados já fizeram suas convocações e outros estão ultimando seus decretos de convocação. Com a instituição do Regimento Interno da conferência nacional, a partir da próxima semana, outras conferências municipais e estaduais também terão seus decretos emitidos.

Dessa forma, parece que finalmente a 1ª Confecom começa a ganhar corpo.

Abaixo, relação de referências e suas transcrições.
Boa Leitura.

Marcio Patusco

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Sumário das transcrições:

Fonte: Estadão
[24/08/09]  A Conferência Nacional de Comunicação - Editorial

Fonte: Tele.Síntese
[25/08/09]  Governo, empresários e movimento social selam acordo para a Confecom - por Lúcia Berbert

Fonte: Teletime
[25/08/09]  Comissão da Confecom acerta quórum qualificado para assuntos "sensíveis" - por Redação

Fonte: Teletime
[26/08/09]  Johnny Saad pede para setor rever a participação na Confecom - por Fernando Lauterjung

Fonte: Teletime
[26/08/09]  Confecom vira tema de audiências na Câmara dos Deputados - por Mariana Mazza

Fonte: Teletime
[26/08/09]  CCT pode criar grupo de trabalho para discutir nova legislação para telecomunicações - por Redação

Fonte: Observatório do Direito à Comunicação
[26/08/09]  Servidores do judiciário federal manifestam-se pela Confecom - por Leonor Costa - Fenajufe

Fonte: Observatório do Direito à Comunicação
[26/08/09]  Ministério da Cultura inicia debates preparatórios

Fonte: Observatório do Direito à Comunicação
[26/08/09] Governo do Rio de Janeiro convoca Conferência Estadual

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Transcrições:

Fonte: Estadão
[24/08/09]  A Conferência Nacional de Comunicação - Editorial

Está num impasse a realização da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), convocada no dia 16 de abril por meio de decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Seis das oito entidades empresariais que integravam a Comissão Organizadora Nacional, encarregada de preparar a conferência, marcada para o início de dezembro, abandonaram o barco. São elas: a Associação Brasileira de Rádio e Televisão, a Associação Nacional de Jornais, a Associação Nacional dos Editores de Revistas, a Associação Brasileira de TV por Assinatura, a Associação dos Jornais e Revistas do Interior do Brasil e a Associação Brasileira de Provedores de Internet. Apenas a Associação Brasileira de Telecomunicações, que representa as teles, e a Associação Brasileira de Radiodifusores, que congrega a Band e a RedeTV!, decidiram prosseguir no grupo, mas o mal-estar continua. A cisão, que retirou da comissão organizadora a maior parte da mídia brasileira, pôs em xeque a legitimidade da Conferência.

A ideia de uma conferência para o setor não é má. Desde 2003, o governo federal já realizou eventos semelhantes para debater outras áreas, que vão da cultura à juventude, e eles foram úteis em apontar problemas, carências e demandas que podem ser resolvidos pelo poder público. A Conferência Nacional de Comunicação, no entanto, tem uma particularidade. O seu tema, "Construção de direitos e de cidadania na era digital", conforme estabeleceu o decreto de convocação, envolve não apenas os chamados "movimentos sociais", mas diz respeito, diretamente, às empresas que atuam na comunicação social. Se esse grupo se manifesta desconfortável com os rumos das discussões - a ponto de retirar-se dos preparativos da Confecom -, um sinal amarelo se acende.

Uma expressão está no centro do impasse: "controle social da mídia". Como ela não consta da legislação em vigor, o que se entende por "controle social da mídia" não está bem definido. Cada um dá à expressão o significado que mais lhe apetece. Para alguns, ela significa apenas a vigência de mecanismos democráticos e impessoais de regulamentação e de regulação das emissoras, que, como concessionárias de serviço público, devem prestar contas de suas atividades à autoridade. Nada de errado com isso. Nas principais democracias, os regimes de regulação preservam o interesse público. Para outros, contudo, a mesma expressão pode abrigar condutas que venham a ferir os princípios da livre iniciativa e da liberdade de expressão, dando margem para que se persigam estações de rádio e de televisão com base em ideologias abstrusas e assembleísmos. Daí para o autoritarismo, não é preciso dizer, basta um pequeno passo.

Em virtude da imprecisão do slogan em que se converteu o "controle social da mídia", o receio do empresariado se justifica. É natural que uma conferência dessa natureza debata os marcos regulatórios, mas é também necessário que, nela, não se agridam princípios constitucionais - e é aí, precisamente, que reside o desconforto das entidades dissidentes. Elas alegam que os parâmetros que disciplinariam o escopo dos debates, a serem aprovados pela comissão organizadora, não ficaram suficientemente claros. Daí não se descartar a hipótese de que a 1ª Conferência Nacional de Comunicação possa vir a se converter num comício partidário para atacar os meios de comunicação comerciais. O risco não é pequeno, sobretudo quando se leva em conta que 2010 é um ano eleitoral e que setores do governo talvez queiram se valer das resoluções da conferência para ameaçar as redes privadas.

Com efeito, os ataques às redes comerciais são recorrentes entre os porta-vozes dos movimentos engajados nos preparativos da Confecom, mas quase nada se fala sobre o aparelhamento das emissoras públicas e estatais, que também deveria ser combatido pelos que dizem defender a democracia. Não restam dúvidas quanto à necessidade de que os antigos vícios da radiodifusão, como o oligopólio e a crescente vinculação entre interesses religiosos e estações de rádio e TV, além da instrumentalização dos meios públicos, sejam rapidamente superados. Mas a partidarização da conferência pode pôr tudo a perder. O afastamento das entidades empresariais da fase preparatória da conferência deve servir de alerta para que o governo reconduza sua iniciativa aos trilhos adequados.

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Fonte: Tele.Síntese
[25/08/09]  Governo, empresários e movimento social selam acordo para a Confecom - por Lúcia Berbert

Governo, empresários e entidades sociais fecharam hoje um acordo para dar continuidade aos preparativos da Conferência Nacional de Comunicação, prevista para acontecer na primeira semana de dezembro. A proposta que prevaleceu foi de designação de 1.500 delegados, sendo 40% escolhidos pelos movimentos sociais, 40% pelos empresários e 20% pelo governo. O quórum qualificado para votar os temas mais sensíveis ficou em 60%, mas terá que ter pelo menos um representante de cada um dos três segmentos envolvidos.

Segundo o ministro Hélio Costa, essa nova versão do quórum qualificado impede o poder de veto, posição que não é acompanhada por todas as entidades sociais, que consideram uma forma de controle dos temas principais. Eles também discordam da divisão da representatividade, argumentando que o setor empresarial não representa 40% da sociedade, mas acabaram aceitando o acordo, temendo que o evento ficasse inviabilizado. A única entidade que votou contra o acordo foi a Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, soltou nota reclamando do esforço do governo para manter os empresários na conferência a ponto de comprometer as negociações que, no futuro, irá interferir nos debates e aprovações de documentos.

As duas entidades empresariais, que ainda continuam na comissão organizadora do evento, queriam o quórum qualificado para as votações importantes de 60% mais um, porém aceitaram a nova proposta. Somente continuam na comissão organizadora da Confecom a Telebrasil, que representa as operadoras de telecom, e a Abra, que reúne a Band e a Rede TV!. A Abert (de radiodifusores), Abranet (dos provedores), ABTA (das TVs por assinatura), Aner, Adjori e ANJ (da mídia impressa) oficializaram a saída da coordenação da conferência em decorrência da impossibilidade de acordo, sobretudo com relação à definição dos temas secundários do evento.

Na próxima terça-feira, os três segmentos vão discutir a minuta do regimento interno da Confecom, com os termos acordados, quando será testada a possibilidade de aprovação com o quórum definido. A previsão é de que o documento, que balizará as etapas regionais da conferência, deve estar aprovado. Depois disso, o governo enviará sugestão aos governos estaduais para que convoquem os debates nas suas regiões.os ministros Luiz Dulci (Secretaria-geral da Presidência) e Franklin Martins (Secretaria de Comunicação Social) também participaram da reunião.

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Fonte: Teletime
[25/08/09]  Comissão da Confecom acerta quórum qualificado para assuntos "sensíveis" - por Redação

A comissão organizadora da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) definiu nesta terça-feira, 25, como funcionará os percentuais de representatividade de cada um dos segmentos participantes do evento, que servirá tanto para a escolha de delegados quanto para a votação de pautas. Ao fim, prevaleceu a proposta do governo de manter a distribuição em 40% para os movimentos sociais, 40% para as representações empresariais e 20% para a esfera pública. O ponto, no entanto, que causou maior ruído continuou sendo o "quórum qualificado" para a votação de matérias consideradas sensíveis.

Na primeira reunião do dia, entre empresários e representantes de movimentos sociais, o clima esquentou. Tudo por conta da insistência das associações empresariais que permaneceram na comissão organizadora - Telebrasil e Abra - em manter as demandas feitas por meio de uma carta aos ministros no mês passado. Esta carta de reivindicações foi apresentada como uma última tentativa das associações em permanecer na organização do evento. Após concluir que suas demandas não haviam sido plenamente atendidas, seis associações, encabeçadas pela Abert, deixaram a comissão.

A Telebrasil repisou a proposta de que o quórum qualificado para assuntos sensíveis deveria ser de 60% mais um voto, fazendo com que sempre fosse necessário o apoio de pelo menos um participante de cada segmento mesmo com a maioria configurada. A proposta vinha sendo interpretada pelos movimentos sociais como um veto velado, uma vez que um único voto era capaz de se opor à maioria. O impasse só foi resolvido na reunião realizada à tarde, desta vez com a presença dos ministros Hélio Costa (Comunicações), Franklin Martins (Secretaria de Comunicação Social) e Luiz Dulci (Secretaria-Geral da Presidência da República).

Voto de todos

Com a intermediação dos ministros, descartou-se a proposta dos "60% mais um". Só que o espírito da sugestão se manteve na proposta final. O acerto foi de que o quórum qualificado será de 60% para as matérias consideradas sensíveis. Mas, dentro destes 60% deverá, necessariamente, haver no mínimo um voto de cada um dos segmentos representados, quais sejam entidades civis, empresas e governo. Assim, nenhuma pauta polêmica poderá ser aprovada pela maioria simplesmente. Essa regra tem sido considerada por algumas entidades ainda como um veto velado, já que a oposição de um segmento pode invalidar uma pauta apoiada pela totalidade dos outros dois segmentos.

Para o ministro Hélio Costa, a questão está plenamente resolvida, com consenso de todos os participantes. "Todo mundo deve ter saído satisfeito, senão teriam se manifestado em contrário", avaliou o ministro. Mas o próprio Costa frisou que uma das entidades civis fez questão de votar contra a proposta, o que ficará registrado na ata da reunião de hoje. A entidade foi o Coletivo Intervozes, que acabou se silenciando após o encontro para evitar novas polêmicas.

Da parte das entidades sociais, a aposta agora é encontrar apoio em pequenas empresas de mídia para garantir que a regra não impeça a discussão de pautas importantes. A maior dificuldade deste segmento é que ele não é homogêneo, congregando várias associações civis que defendem posições bastante díspares em alguns assuntos. Do lado dos segmentos empresariais, há um certo conforto para que as associações que permaneceram na comissão organizadora continuem na Confecom com o quórum aprovado hoje. "Mantido o que foi acertado até agora, nós ficamos", afirmou José Fernandes Pauletti, representante da Telebrasil.

Delegados

Nos debates de hoje, os movimentos sociais conseguiram uma vitória frente à relativa derrota na briga pelo quórum - as entidades civis defendiam maior representação para este segmento do que os 40% fixados. O governo cedeu e ampliou o número de delegados para os debates regionais de 1,2 mil para 1,5 mil. "Nós avançamos em alguns pequenos, mas significativos pontos para os movimentos sociais como o número de delegados", avaliou a representante do FNDC, Roseli Goffman.

Só que a definição de delegados está longe de ser um ponto pacífico. Os percentuais de 40%/40%/20% dos segmentos serão utilizados na distribuição dos representantes nos debates locais. Mas as entidades que hoje compõem a comissão organizadora da Confecom não devem ser as únicas a escolher os delegados. Associações que deixaram a organização da conferência poderão indicar representantes para as 600 vagas de delegados destinadas ao segmento empresarial. Esta hipótese já havia sido criticada publicamente pela deputada Luiza Erundina (PSB/SP) em pronunciamento na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) na semana passada.

Mas, o ministro Hélio Costa confirmou que esta é uma possibilidade concreta. "Se a representação dos empresários assim quiser, é possível. Depende exclusivamente deles (empresários)", afirmou. No encontro, o governo não só teria acenado positivamente a esta recuperação das associações que abandonaram o evento como mostrou-se interessado em fomentar essa participação. A lógica do governo é fomentar a participação de entidades que não foram escaladas como representações empresariais na comissão organizadora.

Regimento

O primeiro teste sobre o real consenso que se formou hoje será na próxima semana. Ficou agendada para a próxima terça-feira, 1º de agosto, uma nova reunião para a votação do regimento interno da Confecom. Como o tema é considerado sensível, será usado o quórum qualificado de 60%, com participação mínima de todos os segmentos. O governo será o responsável pela consolidação da minuta de regimento que será levada à votação. A aprovação do documento permitirá a realização, oficial, dos encontros regionais preparatórios da Confecom. A grande plenária nacional continua agendada para os dias 1º, 2 e 3 de dezembro deste ano.

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Fonte: Teletime
[26/08/09]  Johnny Saad pede para setor rever a participação na Confecom - por Fernando Lauterjung

Johnny Saad, presidente da Abra, associação de radiodifusores encabeçada pelo Grupo Bandeirantes e pela RedeTV!, fez na abertura do Congresso da SET, nesta quarta, 26, um apelo às empresas para que revejam suas posições em relação à Confecom. Segundo Saad, a conferência é uma oportunidade de fazer uma revisão do setor de mídia e que deveria ser um momento de união. "Se formos (à conferência) divididos, vamos enfraquecer o setor", disse. Segundo ele, é preciso discutir a possibilidade de se fazer multiprogramação na televisão e, sobretudo, qual será o modelo de negócios permitido. "Não brigamos pelo sistema mais avançado, que permite mobilidade, multiprogramação e HD? E agora não vamos discutir o modelo de negócios? Esse setor tem problema, a ficará pior se não discutirmos o modelo", disse. A multiprogramação, em sua opinião, seria uma forma de garantir o aumento da oferta de conteúdo ao telespectador. "Nós temos visto a criação de novos canais brasileiros? Eu não vi!", disse no congresso dos engenheiros de televisão. Vale lembrar, a Abra entrou com um pedido de liminar para suspender a proibição da transmissão em multiprogramação nos canais digitais. O julgamento de mérito deve levar algum tempo, já que o tribunal responsável pela análise pediu para ouvir o Ministério Público antes de tomar uma decisão.

"Nós precisamos produzir mais e produzir no Brasil. Para isso, precisamos desentupir vários canos", continuou o presidente da Abra. Segundo Saad, se alguém criar hoje um novo canal, "pode ser o melhor do mundo", não vai conseguir distribuição. "Precisamos de um mínimo de 50% de produção nacional na televisão", disse, levando a discussão para a TV por assinatura.

Presente na abertura, o presidente da Abert, Daniel Pimentel Slaviero, evitou a polêmica. "Estamos vivendo em um ambiente complexo. As questões colocadas pelo presidente da Abra precisam ser discutidas", disse. Seu discurso, no entanto, foi no sentido de valorizar o modelo existente. Ele lembrou o papel da radiodifusão para levar cultura, informação e entretenimento à população e garantiu que a TV e rádio continuarão sendo as mídias mais importantes no futuro.

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Fonte: Teletime
[26/08/09]  Confecom vira tema de audiências na Câmara dos Deputados - por Mariana Mazza

Faltando praticamente apenas dois meses para a realização da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), o evento passou a concentrar boa parte das atenções dos deputados que cotidianamente tratam de assuntos envolvendo a comunicação. Nesta quarta-feira, 26, os deputados da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) aprovaram um requerimento da deputada Cida Diogo (PT/RJ) para a realização de uma audiência pública sobre a situação em que se encontra os trabalhos de condução da Confecom.

Cida Diogo é presidente da subcomissão constituída neste ano especialmente para acompanhar a conferência. A data da audiência ainda não foi definida, assim como quem será convidado para o debate.

Enquanto a CCTCI organiza-se para discutir a Confecom, a Comissão de Direitos Humanos (CDH) antecipou-se e fez hoje uma audiência sobre o tema. Participaram do debate a deputada Luiza Erundina (PSB/SP), representante da Câmara na comissão organizadora do evento; Jonas Valente, representante do coletivo Intervozes; e Roseli Goffman, representante do FNDC. Os parlamentares presentes no encontro lamentaram a ausência de um representante do governo na discussão. As empresas também não mandaram representantes.

Nas apresentações, os participantes fizeram um resumo dos últimos acontecimentos que encheram de polêmica a comissão organizadora da Confecom. A saída de seis das oito associações representativas das empresas foi criticada pelos presentes e a deputada Luiza Erundina lamentou o esforço que teve que ser feito para manter as duas entidades restantes. "Nós avaliamos que, apesar de as concessões terem sido grandes demais, nós conseguimos pelo menos duas associações de empresas na discussão", avaliou. As duas entidades empresariais que permanecem na organização são a Abra (radiodifusores) e Telebrasil (telecomunicações).

Quórum

O acerto feito ontem de um quórum qualificado para a votação de assuntos considerados sensíveis também foi objeto de ressalvas na audiência pública. Para a deputada, a escolha feita de estipular um mínimo de 60% dos votos, com participação de todos os três segmentos representados - empresas, movimentos sociais e governo - mantém a idéia de "veto", repudiada pelas entidades civis. "A maioria das entidades queria 50% mais um, que é o quórum de qualquer democracia", criticou.

As entidades que participaram da audiência ressaltaram que não cederam por temer que a Confecom acontecesse. "O governo convocou a conferência. Então não vimos a possibilidade de ela não acontecer", sublinhou Jonas Valente. A preocupação teria sido mais política do que prática, com o risco de que a sociedade se visse "acossada", nas palavras da psicóloga Roseli Goffman, caso se opusesse à proposta. "Não era o nosso plano A, não era o nosso plano B, nem o nosso plano C. Era o plano possível", afirmou Roseli sobre o quórum acertado.

A preocupação agora é que a regra dos 60% de votos para a aprovação de pautas polêmicas não acabe esterilizando o debate na Confecom. "É sabido que nenhum dos três blocos é homogêneo", afirmou Valente, referindo-se aos segmentos representados na comissão organizadora. "O problema é que se criou um quórum para a aprovação de matérias polêmicas que é muito difícil de ser atingido", complementou.

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Fonte: Teletime
[26/08/09]  CCT pode criar grupo de trabalho para discutir nova legislação para telecomunicações - por Redação

A pedido do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), a Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) poderá criar um grupo de trabalho misto (em conjunto os deputados) para elaborar uma proposta de legislação para as telecomunicações, criando um novo marco regulatório para o setor.

O pedido surgiu de uma discussão em torno da criação de um grupo de trabalho para discutir TVs comunitárias, o que está sendo objeto de um projeto de lei do senador Renato Casagrande (PSB-ES) relatado pelo senador Lobão Filho (PMDB-MA).

O senador Gerson Camata (PMDB-ES) recomendou que toda e qualquer proposição sobre telecomunicações produzida por esse grupo seja encaminhada como portaria e não a título de legislação definitiva, sequer como decreto-legislativo. Para ele, esta é a única maneira de as normas não ficarem obsoletas em relação às inovações tecnológicas. As informações são da Agência Senado.

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Fonte: Observatório do Direito à Comunicação
[26/08/09]  Servidores do judiciário federal manifestam-se pela Confecom - por Leonor Costa - Fenajufe

A última reunião ampliada da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União (Fenajufe) em Brasília incluiu em sua pauta a discussão sobre o processo de construção da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). Entre os vários pontos incluídos no Plano de Lutas, estão os que ressaltam a importância da participação da Fenajufe e dos seus sindicatos de base nas mobilizações nos estados e em nível nacional, em conjunto com as várias organizações sociais e sindicais.

Os delegados aprovaram uma moção de repúdio à justificativa apresentada pela maioria das entidades empresariais que abandonaram a Comissão Organizadora e também reivindicando que a Confecom seja um verdadeiro espaço de debates e definição de políticas públicas para a democratização da comunicação.

A moção será encaminhada às entidades que compõem a Comissão Nacional Organizadora e aos ministérios envolvidos: Casa Civil, Comunicações, Ciência e Tecnologia, Cultura, Educação, Justiça, Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e Secretaria-Geral da Presidência da República.

A coordenadora de comunicação da Fenajufe, Sheila Tinoco, orienta que os sindicatos encaminhem essa moção às comissões estaduais pró-conferência e às entidades envolvidas no processo da Confecom em seus respectivos Estados.

Confira o conteúdo da moção:

“Os delegados do Judiciário Federal e Ministério Público da União, presentes na Reunião Ampliada deliberativa, nos dias 15 e 16 de agosto, em Brasília, dando continuidade à aprovação do Plano de Lutas e moções da XV Plenária Nacional da Fenajufe, representando 30 sindicatos estaduais, frente à conjuntura da construção e realização da Confecom consideram e entendem:

- Que a convocação da 1ª Conferência Nacional de Comunicação, realizada pelo governo Lula, atende não só a reivindicação dos movimentos sociais como repara uma dívida histórica do Estado brasileiro em relação à democratização da comunicação;

- Que as Conferências representam um dos instrumentos sociais da classe trabalhadora, que tem o propósito de colaborar na elaboração de políticas públicas para o país, não se configurando o fim em si mesmas e não substituindo a luta de classe;

- Que a postura das entidades dos movimentos sociais que compõem a Comissão Organizadora Nacional sempre foi de dialogar e viabilizar a elaboração do Regimento Interno, visando a construção da primeira Confecom com respeito e defesa de todos os princípios constitucionais;

- Que durante todo o processo instituído da Conferência e da Comissão Organizadora o Governo tem se manifestado com o compromisso na realização da Confecom, caminhando sempre para uma construção tripartite, com caráter amplo e democrático;

- Que foram realizadas no governo atual mais de sessenta Conferências e muitas inéditas, com ampla participação da sociedade civil;

- Que o objetivo das Conferências é apontar ações e diretrizes que representem a vontade da sociedade civil servindo de referência para o governo na construção de políticas públicas;

- Que a Fenajufe representa mais de cem mil servidores públicos e integra o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação – FNDC, junto com outras entidades que compõem a Comissão Organizadora, entre elas CUT, Fitert, Abraço, CFP, Fenaj, entidades que lutam pela democratização dos meios de comunicação e pela construção de uma conferência cidadã e dos trabalhadores.

Os delegados presentes nesta Reunião Ampliada da Fenajufe repudiam:

- A justificativa apresentada pela maioria das entidades empresariais que abandonaram a Comissão Organizadora, em nota que não retrata a realidade do debate interno da Comissão Organizadora Nacional;

- Processo de embarreiramento construído pela maioria das entidades empresariais na Comissão Organizadora, desde sua instituição em que impuseram condições mínimas para participar da Confecom, estabelecendo restrições de temas a serem debatidos e exigindo quorum qualificado de 2/3 mais 1 para votação na Comissão Organizadora e no processo da Confecom;

- Qualquer quórum que configure poder de veto para qualquer segmento, inviabilizando a aprovação de propostas e diretrizes para a construção de uma política pública de comunicação, e percentual que não garanta o processo democrático e republicano que deve caracterizar a 1ª Conferência Nacional de Comunicação”.

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Fonte: Observatório do Direito à Comunicação
[26/08/09]  Ministério da Cultura inicia debates preparatórios

O atual cenário da regulação das comunicações no país foi tema da primeira palestra preparatória para a realização da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Cobnfecom), em dezembro deste ano. O debate aconteceu na última sexta-feira (21), na sede do Ministério da Cultura (MinC). As palestras ocorrerão todas as sextas-feiras, até 25 de setembro, das 9h às 12h30.

Nesse primeiro debate, participaram, pelo MinC, o chefe de gabinete da secretaria executiva, Carlos Vieira Filho, e o coordenador geral de TV e Plataformas Digitais da Secretaria do Audiovisual, Octávio Penna Piranti, além do diretor da TV Cultura, Gabriel Priolli, e o professor de Comunicação Social da Universidade de Brasília (UnB), Murillo César Ramos.

Carlos Vieira Filho informou sobre a criação de um Grupo de Trabalho no ministério pela dimensão e importância da comunicação e da cultura para a promoção da inclusão social. “A cultura e a comunicação andam juntas e têm uma origem muito forte. Se existe alguma separação é metodológica e para o Ministério da Cultura essa questão da comunicação sempre foi uma questão central. Dessa forma, foi criado um Grupo de Trabalho para acompanhar esses ciclos de palestras visando discutir temas, aprofundar questões e trazer uma contribuição estruturada para a pauta da Conferência Nacional de Comunicação”, esclareceu.

O professor Murillo César Ramos fez uma explanação sobre os dispositivos constitucionais pertinentes à comunicação e à telecomunicação, destacando a importância da discussões partirem da Constituição, que são as primícias fundamentais de qualquer política pública. “Eu quero descer no chão da Constituição, para mostrar que as questões fundamentais estão no chão da Constituição”, explicou.

Gabriel Priolli, da TV Cultura, ressaltou que no âmbito da Confecom uma grande contribuição será possível nesse momento se simplesmente produzir uma reforma constitucional. “Se a perspectiva for querer fazer uma grande reforma universal, acho que vai ser muito difícil. Se o assunto se centrar nas discussões dos dispositivos constitucionais, na questão do seu ajuste e na questão da sua aplicatividade, nós teríamos elementos de mudança profunda no cenário”, justificou.

A primeira Conferência Nacional de Comunicação, que terá como tema Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital, será realizada de 1º a 3 de dezembro, em Brasília.

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Fonte: Observatório do Direito à Comunicação
[26/08/09] Governo do Rio de Janeiro convoca Conferência Estadual

Decreto da Confecom Estadual

DECRETO Nº 42.003 DE 25 DE AGOSTO DE 2009 DISPÕE SOBRE A CONVOCAÇÃO DA 1ª CONFERÊNCIA
ESTADUAL DE COMUNICAÇÃO DO RIO DE JANEIRO – CONECOM/RJ E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições constitucionais e legais, tendo em vista o disposto no Decreto Federal de 16 de abril de 2009, publicado no Diário Oficial da União de 17.04.2009, e o que consta do Processo nº E-12/601583/2009,
DECRETA:
Art. 1º – Fica convocada a 1ª Conferência Estadual de Comunicação do Rio de Janeiro – CONECOM/RJ, a realizar-se no Rio de Janeiro, no período de 30 de outubro a 01 de novembro de 2009, sob a coordenação da Subsecretaria de Comunicação Social da Secretaria de Estado da Casa Civil.
§ 1° – A 1ª Conferência Estadual de Comunicação do Rio de Janeiro – CONECOM/ RJ será Presidida pelo Subsecretário de Comunicação Social da Secretaria de Estado da Casa Civil e em eventuais impedimentos por representante por ele indicado.

§ 2° – A 1ª Conferência Estadual de Comunicação do Rio de Janeiro – CONECOM/ RJ contará com a participação de delegados representantes da Sociedade Civil, eleitos nas Conferências Regionais, bem como de delegados representantes do Poder Público.

Art. 2º – A Comissão Organizadora da 1ª Conferência Estadual de Comunicação do Rio de Janeiro – CONECOM/RJ será instituída através de Portaria do Subsecretário de Comunicação Social da Secretaria de Estado da Casa Civil, sendo composta por representantes da Sociedade Civil e do Poder Público, tendo como finalidade a elaboração de seu Regimento.

Parágrafo Único – O Secretário de Estado Chefe da Casa Civil, mediante Resolução, editará o Regimento da 1ª Conferência Estadual de Comunicação do Rio de Janeiro – CONECOM/RJ que disporá sobre a organização e o funcionamento da Conferência nas etapas regionais, inclusive sobre o processo democrático de escolha de seus delegados e demais deliberações.

Art. 3º – A organização e logística necessárias à realização da 1ª Conferência Estadual de Comunicação do Rio de Janeiro – CONECOM/RJ ficarão a cargo da Subsecretaria de Comunicação Social da Secretaria de Estado da Casa Civil, que contará com a colaboração da Comissão Organizadora instituída nos termos do disposto do caput do Art. 2º deste Decreto.

Art. 4º – As despesas com a realização da 1ª Conferência Estadual de Comunicação do Rio de Janeiro – CONECOM/RJ correrão à conta de recursos orçamentários da Secretaria de Estado da Casa Civil.

Art. 5º – Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação.
Rio de Janeiro, 25 de agosto de 2009
SÉRGIO CABRAL


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