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O protocolo ENUM
específico, conhecido como E.164.arpa, traduz números de
telefone como endereços da internet e vice-versa.
Por exemplo, o número de telefone 555-1234 seria expresso na
forma de um endereço de internet como
4.3.2.1.5.5.5.e164.arpa.
ENUM: a
integração de acesso a serviços em redes
Com a explosão do uso de máquinas
de facsímile (fax) no início dos anos 90, o que coincidiu no
EUA com o início da Internet comercial, não tardou para alguém
descobrir a possibilidade de economizar telefonemas de longa
distância, combinando o uso de correio eletrônico para envio
de fax. A idéia seria de enviar a mensagem via correio até
um servidor de fax, de onde seria reenviada via chamada telefônica
local à máquina fax do destinatário. Isto foi descrito
primeiro por Carl Malamud e Marshall Rose em 1993, e pode ser
encontrado, por exemplo em RFC 1529. Estes dois montaram uma
cooperativa de entidades e pessoas dispostas a operar
servidores fax para suas localidades, que passou a oferecer um
serviço público e gratuito de fax (v. www.tpc.int).
Desde 1995, o serviço é administrado por Darren Nickerson, e
hoje atinge mais de 30 países. No Brasil, servidores operam
apenas nas cidades de Rio de Janeiro, Campinas e Manaus,
possivelmente por desconhecimento da existência deste serviço
de outras entidades que pudessem participar da cooperativa.
Ao que eu saiba, foi esta a primeira aplicação que usava a
Internet junto com a rede de telefonia para implementar um
serviço. Mais recentemente surgiu a telefonia IP, que
estendeu para a Internet alguns padrões de comunicação
usadas em telefonia convencional, e que possibilita que duas
(ou mais) pessoas conversarem usando transmissão via a
Internet, quando pelo menos uma delas está usando um telefone
convencional. A tendência é que a comunicação entre as
pessoas passe a ter sempre mais opções de se realizar, e já
podemos citar correio eletrônico, fax, pager, mensagens
instantâneas, telefone IP, telefone celular e telefone fixo.
A lista continua crescendo, e envolvendo diferentes redes e
sistemas de entrega. Em conseqüência, criou-se um problema sério,
o de gerir as informações sobre estas alternativas de
acesso. Afinal, um cartão de visitas pode-se tornar pequeno
para caber todas as alternativas, e ainda mais não resolve o
problema de manter atualizadas as informações.
Uma solução muito interessante
apareceu há menos de um ano com a proposta de uma modificação
do Domain
Name System (DNS), o diretório global de nomes
usados na Internet, para incluir nele a capacidade de tradução
de nomes DNS para outros nomes, e não apenas para endereços
de computadores. O novo objeto guardado em repositórios DNS
se chama um NAPTR (Naming Authority Pointer), e ele inclui uma
fórmula (algoritmo) usada para fazer esta tradução (v. RFC
2915). Para um dado nome de consulta, poderá haver várias
objetos NAPTR, que gerariam diferentes opções para fazer
acesso ao recurso remoto, e estas alternativas poderiam
incluir serviços alternativos, como telefonia, fax e correio
eletrônico. Através deste mecanismo poderíamos associar
todas estas diversas formas de acesso a um único nome de
referência, desde que este pudesse ser bem definido.
Uma solução possível para
este nome de referência é o número de telefone do
interessado, que muito bem poderia identificá-lo unicamente.
Para permitir criar um nome DNS a partir de um número telefônico,
o RFC 2916 propõe a seguinte correspondência: a partir do número
internacional do telefone, no formato +55 21 2717 0970, por
exemplo, forma-se o nome DNS 0.7.9.0.7.1.7.2.1.2.5.5.e164.arpa.
Nesta transformação invertemos a ordem dos dígitos e
separamos estes por pontos, acrescentando o sufixo e164.arpa.
(E.164 é a recomendação da União Internacional de
Telecomunicações (ITU) que define o plano de numeração dos
telefones.) Este esquema foi batizado de ENUM, de número
eletrônico. A combinação do ENUM com o uso de registros
NAPTR permitiria então indicar as diferentes formas de
contatar uma pessoa, por exemplo, através de telefonia
Internet, correio eletrônico, telefone convencional ou fax,
em ordem de preferência, e o sistema de quem deseja realizar
a ligação poderá escolher a forma mais apropriada na hora.
Em função disto seria necessário anunciar, portanto, apenas
um número de contato, o número de telefone, para cada
pessoa, e o DNS proveria todas as demais informações.
Este esquema caiu no gosto de
muitos, por causa da escala da operação necessária para
montar a base de dados do DNS correspondendo ao domínio e164.arpa.
Isto já provocou um cabo de guerra entre duas empresas
potentes da era moderna, por um lado, a Network Solutions Inc.
(NSI), que agora pertence à Verisign Inc, a gigante da
certificação digital, e administra os nomes DNS dos domínios
.com, .net e .org, e, por outro, a NeuStar Inc., que
supervisiona a lista de números telefônicas para América do
Norte.
Mais significativo, talvez, seja
o súbito interesse da própria ITU pela Internet. Durante
muitos anos, a ITU, órgão da ONU que representa os
interesses da comunidade de empresas de telecomunicações até
recentemente monopólios estatais na maioria de países,
defendia fortemente uma alternativa à tecnologia Internet
chamada OSI (Open Systems Interconnection). Em muitos países,
inclusive no Brasil, a tecnologia OSI chegou a ser decretada
como a única solução admissível legalmente para montar
redes de computadores, sob o controle do monopólio estatal de
telecomunicações. Esta camisa de força acabou sendo rompida
pelas vantagens técnicas, administrativas e econômicas da
alternativa Internet, que subverteu o esquema OSI,
inicialmente na comunidade acadêmica internacional e nas
redes corporativas das grandes empresas. A OSI ruiu nos anos
90 com a explosão da Internet comercial. Mais recentemente os
interesses tradicionais da ITU têm sido ainda mais
pressionados pelo aparecimento da telefonia IP, que poderá
transitar na Internet, esculhambando todo o esquema
cuidadosamente montado pela ITU para manter controle da
telefonia internacional nas mãos das empresas tradicionais de
telecomunicações.
A proposta da criação do domínio
e164.arpa objetiva estender o DNS para o terreno da ITU, que
administra a numeração E.164. Seria, portanto, algo natural
que a ITU assumisse a responsabilidade por administrar o novo
domínio. Ainda não se sabe exatamente o que isto significa,
mas o pessoal da ITU já saiu em campo em defesa deste novo
projeto (www.itu.int/infocom/enum).
E é um projeto vultoso, porque é de se esperar que o tráfego
de consultas a este domínio seja pelo menos tão intenso
quanto o tráfego atual do DNS, que passa pelos 12 servidores
do domínio raiz. A principal preocupação da ITU é com os níveis
mais altos da hierarquia da numeração E.164, que dependerá
de servidores continentais, e depois nacionais. Aliás, é
explícito que haveria uma administração nacional em cada país
para seu quinhão do domínio e164.arpa, e é mais do que
claro que esta deveria ser exercida por empresas de
telecomunicações. Resta ver quais as conseqüências disto
em termos de custo ao consumidor, quando hoje em dia vemos que
o Registro.br cobra R$40 por ano para cadastrar um nome DNS
convencional. Devemos lembrar também que, enquanto cadastrar
um domínio DNS convencional dá o direito de criar outros
subdomínios, isto não seria uma alternativa para o cliente
final do domínio e164.arpa, por este domínio não ser
organizado hierarquicamente para usuários finais (exceto para
aquelas organizações que utilizem DDR - discagem direta ao
ramal). Dá para entender porque poderia interessar a muitos a
existência deste mercado, e seria de esperar que pudesse ser
encontrada uma forma de descentralizar seu atendimento e
promover concorrência em ofertar o serviço para beneficiar
os usuários.
Como cada país terá que
resolver este problema individualmente, este será mais um que
futuramente cairá no colo tanto do Comitê Gestor Internet,
como da Anatel.
Michael Stanton
(michael@ic.uff.br),
que é professor titular de redes do Instituto de Computação
da Universidade Federal Fluminense, escreve neste espaço
todas as semanas sobre a interação entre as tecnologias de
informação e comunicação e a sociedade. Os textos das
colunas anteriores também estão disponíveis para consulta.
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Origem: http://worldtelecom.idg.com.br/wt/revista/39/0006
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Protocolos da nova geração
Várias empresas em todo o mundo já implantaram redes baseadas no protocolo IP e estão buscando meios para aproveitar esses investimentos oferecendo, por exemplo, serviços de fax e voz. Entretanto, para que isso seja possível, é necessário haver mecanismos que viabilizem a “conversa” entre a rede telefônica pública comutada e a internet. É aí que entra o Enum, um poderoso protocolo que está atraindo o interesse de várias operadoras de telecomunicações e provedores de internet em todo o mundo. E o movimento atual rumo às plataformas de rede convergentes representa uma excelente oportunidade para essa novidade.
O Enum, cujo desenvolvimento conta com a ajuda de empresas como Cisco, Lucent, Nortel, Alcatel e AT&T, permite que o usuário disque um número de telefone através de seu navegador e acesse uma URL que reúne todos os recursos de internet a que tem direito, como endereço de voz sobre IP, e-mail e endereço na Web. Em resumo, o Enum promete oferecer ao usuário um único ponto de contato para vários dispositivos de comunicação, de telefones a PCs e aparelhos de fax.
O IETF (Internet Engineering Task Force) finalizou as especificações do protocolo há cerca de um ano e os primeiros produtos e serviços baseados nessa tecnologia poderão ser lançados até o final de 2001. O mercado corporativo, na opinião dos especialistas, será o primeiro segmento a adotar essa novidade. Empresas que administram seus próprios sistemas de telefonia poderão mapear os números de telefone de seus funcionários em um serviço privativo, que irá indicar os seus respectivos endereços IP, e-mail, números de fax e de telefones celulares. Por meio do Enum, essas empresas também poderão encaminhar chamadas para funcionários em trânsito.
À medida que as corporações utilizarem o novo protocolo para direcionar chamadas internas para suas redes IP, deverão experimentar expressiva redução nos gastos com chamadas internas e de longa distância entre as filiais. Entretanto, essa economia não irá se materializar até que o Enum esteja disponível na internet e alcance uma massa crítica de usuários corporativos, o que ainda deverá levar alguns anos.
A União Internacional das Telecomunicações (UIT), que administra a numeração telefônica em âmbito global, se reuniu em setembro passado para discutir a estratégia para um serviço Enum público mundial. Os fabricantes esperam que desse encontro surja um consenso sobre o serviço, mas a verdade é que o Enum global pode demorar a chegar o que, segundo os analistas, não impede o movimento das empresas em direção ao protocolo.
Várias companhias americanas, com destaque para as especializadas em numeração telefônica, estão fazendo testes com o Enum, que atraíram centenas de candidatos, inclusive desenvolve-dores de soft-ware e hardware e provedores de serviços. Os primeiros produtos baseados no protocolo provavelmente serão telefones, PABX e gerenciadores de chamadas capacitados para internet, destinados a grandes empresas.
A previsão é que o uso inicial dessa tec-nologia acontecera em conjunto com uma outra tecnologia emergente de telefonia IP, denominada Session Initiation Protocol (SIP). O SIP é um protocolo de sinalização utilizado para chamadas telefônicas pela internet, conferências multimídia, sessões de chat e comunicação interativa. Há quem ache que o Enum irá apontar para um endereço SIP e, daí, para um endereço IP. Os primeiros testes com SIP foram feitos no meio do ano e a maior parte dos fabricantes que anunciaram planos de suporte ao Enum já os oferecem ao SIP.
Um dos principais benefícios do Enum é que ele ajudará no período de migração dos usuários de um sistema PABX tradicional para um IP. Ele poderá ser usado como um banco de dados central, que informa se uma pessoa tem ou não um número no PABX tradicional, o que exigiria uma conversão, ou uma URL SIP, que poderia ser utilizada para encaminhar a chamada para um telefone IP local ou externo.
Há, entretanto, duas áreas consideradas nebulosas nos serviços Enum: segurança e desempenho. Segundo os fabricantes, os serviços de telefonia IP ainda precisam se tornar tão seguros e rápidos quanto os atuais serviços telefônicos. [ Carolyn Duffy Marsan - Network World/EUA ]
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Site da ITU sobre ENUM
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http://www.itu.int/osg/spu/enum/
http://www.globalenum.com/
How can ENUM become a Global Utility?
ENUM establishes a way to link telephone numbers to the global Internet. It can provide a way to reach multiple communication services using a single phone number.
ENUM is a standard adopted by the Internet Engineering Task Force (IETF) that uses the domain name system (DNS) to map telephone numbers to Web addresses or uniform resource locators (URL). The goal of the ENUM standard is to provide a single number to replace the multiple numbers and addresses for an individual's home phone, business phone, fax, cell phone, and e-mail.
ENUM is a convergence of the Public Switched Telephone Network (PSTN) and IP networks. The former is recognized mostly as a network for voice communication through circuit switch technology and the latter for data communication through packet switch technology. This convergence involves the mapping of a telephone number from the public switched telephone network to Internet functionalities.
The protocol itself is defined in the standards track document "E.164 Number and DNS" (RFC 2916) that provides facilities to resolve E.164 telephone numbers into other resources or services on the Internet.
E.164 is contained within the international telecommunication numbering plan. E.164 details the components of the numbering structure and the digit analysis required to successfully route calls through the PSTN. This numbering plan allows each participating country the assignment of a unique number code. Each code calls for a numbering plan administrator. For the country code of "1" designated for North America, Neustar, Inc. is the U.S. Government sanctioned plan administrator of the master database of unique telephone numbers for North America while Telcordia Technologies, Inc. (an SAIC Company) provides critical data routing services for the completion of PSTN calls at the local exchange point.
Both the E.164 and DNS numbering plans utilize distinct and independent networks of communication with each being dependent upon the administration of a database of unique numbers, commonly referred to as a registry. Verisign, Inc. is the government sanctioned entity that dominates the registry requirement for the DNS function most notably for the .com top level domain.
The implementation of RFC 2916 in its entirety offers the potential of a new utility both global in reach and impact. The Geneva, Switzerland based International Telecommunications Union (ITU) and the Internet Architecture Board (IAB) have been working to produce an industry-standard solution using public infrastructure to be managed by each of the countries that participate in the international numbering plan. It has been agreed to not break the e164 grouping which means that each of the current national telephone numbering authorities will be asked to decide who will provision ENUM services within its borders. Further, the IETF working group has recommended to populate ENUM with the e164.arpa domain, consistent with RFC 2916.
U.S. Government agencies participating in key roles to this initiative include the Department of State (www.state.gov) which manages U.S. relations with the ITU and the National Telecommunications and Information Administration (www.ntia.doc.gov). It is expected that The U.S. Department of Commerce (www.commerce.gov) which oversees the Internet DNS root server system and the Federal Communications Commission (www.fcc.gov) by way of its oversight of the North American Numbering Plan will provide a certain level of oversight that will shape the implementation and operation of the ENUM utility.
Using as an example the 10 digit phone number (and country code) +1-440-951-7997, the ENUM process for converting this phone number into a DNS address is as follows:
remove all characters, save the +, to read: +14409517997
all characters are removed and dots are placed between these digits: 1.4.4.0.9.5.1.7.9.9.7 (in DNS terms, each digit between the dots can then become a defined and distributed zone. For this example, delegation to North America at the country code zone designation of "1". The same can be accomplished at the area code zone, as an example.
the order of the digits is the reversed: 7.9.9.7.1.5.9.0.4.4.1
the ENUM domain e164.arpa is put at the end: 7.9.9.7.1.5.9.0.4.4.1.e164.arpa
The basic phone number, in this example, 1-440-951-7997, is the input. The output is the Fully Qualified Domain Name, in this example being 7.9.9.7.1.5.9.0.4.4.1.e164.arpa, that can be used by DNS.
A key function of the ENUM protocol, as defined by RFC 2915, is the development of Naming Authority Pointer Records (NAPTR) that define the service field options that can be associated with a particular telephone number. When a query is performed to the fully qualified ENUM domain name, the NAPTR records define the end-points that can be performed in an order of preference.
When a normal phone call is placed, session initiation is directed through the packet switched Internet IP network (or passed off from the the circuit switch network to the IP network). A look-up is performed in the ENUM registry database where an authoritative name server is then defined via the NAPTR records attached. The seamless end-point can lead to a telephone device, fax machine, web site, cell phone, or e-mail address as defined by the host party of the telephone number.
A common description of this convergence is the ability to call a voice-enabled IP terminal from a conventional telephone. ENUM processing allows the host party the ability to link as many services (or devices) to a telephone number as is desired. ENUM functionality provides the user the ability to have a single point of contact (such as a phone number) to be used for all methods of both voice and data exchange, thus converging the independent functions of the circuit switched PSTN and packet switched DNS. ENUM is a voluntary technology, making it easier to find alternatives to circuit switched technology, that consumers or enterprises may choose to use to facilitate communications.
RFC 2916 provides certain clarity to the administration of ENUM. It provides for global guidance by way of its use of the existing E164 international telephone numbering system that calls for each country (as defined by E164) to manage its own unique telephone numbering database. It also defines for ENUM to be implemented under a single root or "golden tree" thus securing a single Internet database of URL resolution deemed as crucial for its efficiency.
This golden tree designates e164.arpa as the exclusive domain to be associated with Global ENUM interoperability. Delegation of the e164.arpa DNS name server has been appointed to the RIPE Network Coordination Centre by the Internet Architecture Board. Following these guidelines of RFC 2916, possible administrative models for the implementation of a Global ENUM have been under discussion.
Each country (most likely its designated telephone numbering plan authority) will be allowed to send a request to RIPE for registry delegation into the e164.arpa Global ENUM spectrum, likely a test bed environment to start. RIPE will then announce publicly this request for delegation. The United States has made clear that its participation in Global ENUM must allow for competition in as many administrative and functional operations as feasible. The existing model of registry/registrar used in DNS can provide such a mechanism of competition while preserving the efficiencies deemed consistent with maintaining a golden tree (e164.arpa domain). This type of administrative model is shown below:

Under this model, the Telephone Service Provider (TSP) could act as the Tier 3 ENUM Service Provider. A customer would request its TSP as an agent to initiate name service for an authorized telephone number. The TSP would contact a Tier 2 registrar where NAPTR records would be assigned. This would define all of the end-points of the telephone number identified by the customer and be stored at the Tier 2, registrar level, database. The Tier 2 registrar would request the x.e164.arpa Tier 1 registry to point its name service to the fully qualified domain name represented by the phone number. Each country would have its own Tier 1 registry. Tier 0 represented by RIPE - NCC would act as the clearinghouse for each of the Tier 1 registries providing seamless and global continuity. Competition would exist at each of the Tiers either through multiple providers (Tier 2 and Tier 3) or through a competitive bidding process (Tier 1).
Issues exist regarding ENUM administration, most notably those involving change of service. When a request for ENUM service has been initiated by a customer, the end result is a unique domain name populated into the DNS that is assigned to the original telephone number. Any number of occurrences could take place later once this has been initiated such as:
a cancellation of telephone service to the number by the telephone service provider
a customers desire to change telephone service providers
a customers desire to change its telephone number
a desire by the telephone service provider to change registrars
These type of normal occurrences could lead to a compromise of the ENUM database. For example, an end-user that moves to a new location and changes phone numbers. The fully qualified domain name (and associated NAPTR records) would no longer resolve or potentially resolve to a new party that gets assigned the original phone number by the telephone service provider. To circumvent these occurrences, various policies are being formulated that would have the effect of automatically discontinuing or porting ENUM related services upon change of service within in any part of the scheme.
A second issue to ENUM involves that of privacy concerns. Whereas the current DNS provides a WHOIS service for each domain name registration that makes public certain contact information of each registrant, ENUM would provide additional phone numbers to this contact information, all located in a single and centralized database at the Tier 2 level. Policy issues and measures of enforcement will be necessary to limit third party mining of this single source of customer contact information. ENUM being a voluntary service allows the population of this database to be at the discretion of the end-user/customer (registrant).
A third issue to ENUM is in the validation process. Measures will need to be in place that reduce the possibility of a fully qualified domain name:
being populated to a specific telephone number where the party initiating the request is unauthorized
to the unauthorized adding, changing or deleting of the NAPTR records attached
from the porting of NAPTR records to a new phone number by an unauthorized party
from an unauthorized deletion from the database
It is likely that the Tier 3 ENUM Service Provider will be responsible for such validation related services.
The financial model of ENUM will likely pattern that of the existing DNS model. Customers will be charged for a domain name registration that will be associated to the single telephone number. This would be an annual per unit transaction fee that produces the new and unique domain name to be populated to the ENUM database. The customer will be able to associate as many end-points to this new domain as is desired (cell phone, fax, e-mail address, URL, etc). Each end-point desired by the customer is likely to involve a fee in addition to the original DNS transaction fee.
A fairly large and well represented industry group was formed in 2001 to address ENUM implementation in the United States and can be found here. Additional industry information can be found in the Links section. Industry current events can be found in the Notes section.
(Note: The ENUM designation of E164.arpa, per RFC 2916, is a government and private industry cooperative effort for a standard implementation into the global landscape. This does not disqualify implementation of alternative domains - with similar applications or dialing plans - for private or niche market use. The discussion here, and administrative models presented, pertain to the global interoperability of ENUM relevant to the .arpa domain.)
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Quarta, 12 de março
de 2003 - 16h03
Computerworld
O Brasil é um dos cinco países autorizados pela UIT( União
Internacional de Telecomunicações) a realizar projetos piloto
com o protocolo ENUM(Telephone Number Mapping) - padrão
adaptado pelo IETF(Internet Engineering Task Force) e que usa os
DNS (Domain Name System) para mapear números de telefone e
endereço na Web ou URL (Uniform Resource Locators).
"Além do Brasil, a Inglaterra, os Estados Unidos, a
Alemanha e a Itália também receberam a autorização da UTI
para desenvolver o protocolo", informou Ivan Moura Campos,
representante do Comitê Gestor de Internet Brasil.
O objetivo do padrão ENUM é prover um único código para
substituir os múltiplos números e endereços de um telefone
individual doméstico, telefone de empresas, fax, celulares e
email.
A adoção deste protocolo provocará mudanças significativas
no uso da Internet no mundo. Exatamente por isso, lembra Campos,
os Estados Unidos - que irão promover testes com o ENUM em
Orlando, na Flórida - ainda não decidiram qual será o órgão
responsável pelos registros do novo domínio.
De acordo ainda com o executivo do Comitê Gestor da Internet
Brasil, a Anatel(Agência Nacional de Telecomunicações)
validou, no segundo semestre de 2002, o uso do ENUM no País.
Mas, até o momento, não há nenhum projeto em andamento.
[ Paula Zaidan ]
WASHINGTON (Reuters) - O governo
dos Estados Unidos deu seu apoio a um padrão emergente que
pode simplificar as comunicações pessoais por meio de um único
número de contato para comunicações pessoais ou via
Internet.
O Departamento de Comércio
afirmou na quinta-feira que apoiará um sistema de numeração
eletrônica, conhecido como ENUM, o qual deve permitir que os
consumidores tenham um único identificador capaz de unir números
de telefone, email e serviço de mensagens instantâneas, máquinas
de fax e celulares.
Em carta ao Departamento de
Estado, Nancy Victory, secretária-assistente do Departamento
de Comércio, disse que os Estados Unidos endossarão o esforço,
mas trabalharão para garantir que a privacidade e segurança
dos usuários sejam protegidas e a inovação e competição
sejam encorajadas.
"Chegou a hora de os
Estados Unidos serem mais ativos quanto a essa questão",
escreveu Victory. "Devemos garantir que o ENUM possa ser
implementado de maneira favorável ao consumidor, de maneira
segura e competitiva".
Victory disse que o Departamento
do Comércio vai atuar com o Departamento de Estado e com a
Comissão Federal de Comunicações para ajudar a estabelecer
a rede.
O ENUM já conquistou apoio em
13 outros países, e uma organização internacional de
telecomunicações vem trabalhando para definir padrões em
base mundial.
O padrão ENUM específico,
conhecido como E.164.arpa, traduz números de telefone como
endereços da Internet e vice-versa. Por exemplo, o número de
telefone 555-1234 seria expresso na forma de um endereço de
Internet como 4.3.2.1.5.5.5.e164.arpa. Os usuários não
teriam de digitar tudo isso, porque os browsers para a Web ou
telefones avançados provavelmente automatizarão o processo.
Os proponentes do sistema dizem
que o ENUM simplificará as comunicações, já que um número
de contato pode ser aplicado a um telefone, caixa de mensagens
de email ou máquina de fax, dependendo da aplicação. O padrão
permitiria que os usuários obtenham acesso a serviços de
Internet via teclado telefônico.
O padrão vai desempenhar um
papel importante num momento em que cada vez mais tráfego
telefônico circula pela Internet. Muitas companhias grandes já
usam telefonia baseada na rede mundial para economizarem
dinheiro com chamadas de longa distância entre escritórios.
O ENUM pode ajudar as novas tecnologias a superarem muitos
obstáculos, afirmam seus defensores.
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atualizada em 27/10/2003 |
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