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Definições:
SAR:
O padrão de exposição dos telefones celulares emprega
uma unidade de medição conhecida como Nível de Absorção
Especifica ( SAR - "Specific Absorption Rate"). A
Resolução 303, de julho de 2002, publicada pela ANATEL,
segue as diretrizes internacionais e adota o valor de 2
W/kg, na faixa de freqüência dos aparelhos utilizados no
Brasil, independente da tecnologia.
Cellular
Telephone Specific Absorption Rate (SAR)
The SAR is a value that corresponds to the relative amount
of RF energy absorbed in the head of a user of a wireless
handset. The FCC limit for public exposure from cellular
telephones is an SAR level of 1.6 watts per kilogram (1.6
W/kg). Specific Absorption Rate (SAR) for Wireless Phones
and Devices Available at FCC Web Site.
Artigos e Notícias
•
[05/09/06]
Comissão adia votação de projeto sobre radiação eletromagnética
• [31/08/06]
Estudo conclui que celular não causa câncer - IDG Now! /
iMasters
• [14/08/06]
Os
mitos do telefone celular - Por Manoel Fernandes, Yahoo!
Tecnologia
• [31/03/06]
Estudo: uso prolongado de celular eleva risco de tumor -
Fórum PCs
•
[20/01/06] Estudo afirma que celulares não aumentam risco
de câncer (link
descontinuado - transcrição abaixo)
•
[21/12/04] Celulares
podem afetar o DNA, diz estudo - IDG Now! (link descontinuado -
transcrição abaixo)
•
[25/9/03] Normas
para torre de telefonia celular são aprovadas por comissão
•
[07/04/03]
SAR e Radiação de Terminais Celulares - Eduardo Tude -
Tutorial do Site Teleco
•
[11/12/02] Anatel se
integrará ao comitê da OMS que discute a radiação de campos
eletromagnéticos (link descontinuado - transcrição abaixo)
•
[19/06/02]
Celular pode afetar o cérebro, diz estudo
•
[02/05/01]
Celulares e outros aparelhos eletrônicos podem ser uma ameaça à
saúde
•
Sistemas Móveis e Saúde - Autor: Marilson Duarte Soares
•
Considerações sobre os Efeitos à Saúde Humana da Irradiação
Emitida por Antenas de Estações Rádio-Base de Sistemas Celulares
Autores:
Maurício Henrique Costa Dias e Gláucio Lima Siqueira
• Site:
Abricem - Associação
Brasileira de Compatibilidade Eletromagnética
• Site da
MMF -
Mobile Manufacturers Forum (página em português)
•
Site
Pró Aula :: Entendendo a
Radiação da Telefonia Celular
•
Uso
de celulares em postos de gasolina
•
Celular proibido - Multa para donos de postos de gasolina em SP
é ilegal - por Leonardo Pantaleão
O
que distingue as duas "irmãs" é a capacidade (ou não)
da radiação em arrancar elétrons dos átomos sobre os
quais incide, transformando-os em íons, daí o nome. Essa
capacidade está diretamente relacionada à freqüência da
radiação, pois a física quântica determina que a energia
dos fótons (as partículas que compõem a radiação) é
proporcional à freqüência da mesma.
Assim,
para ser ionizante, a freqüência tem de ser maior que 100
milhões de GHz, compreendendo, por exemplo, raios
ultra-violeta, raios-X e os raios gama (parece ficção
científica?). A não-ionizante corresponde ao que usualmente
denominamos "ondas de rádio" (microondas, ondas
curtas, médias, etc.), bem como o infravermelho e a luz visível.
Logicamente,
ser do bem ou do mal está relacionado (como tudo na vida!) ao
uso que se faz delas. As ionizantes vão ter aplicações na
medicina, em diagnóstico e radioterapia, por exemplo, embora
todos saibamos que uma exposição exagerada a raios-X esteja
relacionado ao aparecimento de câncer. Isso se dá pela
alteração da estrutura molecular dos componentes das células.
Já
as não-ionizantes também podem ser perigosas, embora
seu principal efeito sobre o organismo seja térmico, devido
à absorção da energia pelo organismo, que acaba sendo
aquecido no processo - aliás, este é o princípio
de funcionamento do forno de microondas: as moléculas de água
do alimento absorvem a radiação de microondas e a convertem
em agitação térmica. Vale lembrar que apesar disso estamos
constantemente imersos em ondas de rádio - só que em geral a
intensidade do campo eletromagnético é tão fraco que não
chega a preocupar. As polêmicas exceções se dão na
proximidade de antenas transmissoras (como as torres de
celular) e linhas de alta tensão.
Acho
que em linhas gerais é isso - desculpem qualquer
imprecisão! Querendo, depois a gente desenvolve mais o
tema...
Abraços,
José
Haroldo de Assis Cavalcante
Tele Centro Oeste Celular
Div.
de Infra-Estrutura Computacional
----- Original Message -----
From: Helio Rosa
To: Celld-group@yahoogrupos.com.br ; wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Sent: Friday, October 15, 2004 3:26 PM
Subject: [wireless.br] Ainda "Radiação e Saúde"
Olá, ComUnidade!
Helio Rosa escrevendo.
Olá, Fernando Botelho!
Obrigado pela participação! (sua mensagem está lá embaixo, para quem ainda não
viu...) :-)
Olá, Grimaldo!!!!
Há quanto tempo! Que bom que você está aí! :-)
Reapresentando o Grimaldo à ComUnidade: :-)
Ele foi o idealizador e fundador da nossa pioneira Seção Radiação que está em
http://www.wirelessbrasil.org/wirelessbr/secoes/sec_radiacao.html.
Até o ano passado, este era seu "resumo biográfico", contante da citada Seção:
O idealizador desta Seção, José Grimaldo da Silva (jgrimaldo@uol.com.br), é
graduado em Engenharia Elétrica, opção Eletrônica, pela Universidade Federal
da Bahia. Especializou-se em Técnicas de Transmissão Digital, a nível de
Pós-Graduação, pela PUC-RIO, através da Embratel. Possui MBA em Gestão
Empresarial pela FGV.
Atualmente é Coordenador da área de Planejamento de Rede da Oi (TNL PCS S/A).
Quem tiver interesse no assunto fica convidado para visitar a Seção e sugerir
novos artigos para atualizá-la.
Alguém mais para comentar este pedido de ajuda?
Como se compara com a "radiação celular" (aparelho e ERB)? :-)
Vamos lá? :-)
"Moro no interior do estado de São Paulo em um edifício de 12 andares.
Recentemente o sindico alugou o topo do edifício para um provedor de Internet
instalar antenas do sistema Wireless 2.4GHz.
O sitema é composto por uma antena omini de 8DBi , Rádio de 15DBi (lucent) e
amplificador de 1W .
Acredito que seja uma configuração padrão para provedores.
Moro no 12º andar. e tenho dúvidas se isso pode afetar minha saude.
Devo me preocupar e tentar tirar o sistema daqui ? Obrigado!"
----- Original Message -----
From: José Grimaldo da Silva - BA
To: 'wirelessbr@yahoogrupos.com.br'
Sent: Friday, October 15, 2004 11:54 AM
Subject: RES: [wireless.br] Radiação e Saúde
Prezado Helio,
Seguem as informações solicitadas.
Morar no 12º andar não é problema, ou seja, não precisa se preocupar em tentar
tirar o sistema.
O que recomendamos, é que o sindico solicite da empresa responsável pelo
projeto, a elaboração de um Laudo Pratico contendo medidas de radiações
eletromagnéticas feitas nesse andar, comprovando que os valores atendem aos
limites de radiação, no caso ocupacional devido a distância, estabelecidos
pela Anatel, através da Resolução Nº 303, de 02 de julho de 2002.
Quanto a definição de SAR, sugerimos o seguinte:
No portal do "telecom.com.br" temos um documento do Eduarde Tude intitulado
"SAR e Radiação de Terminais Celulares" que esclarece esse conceito.
-----Mensagem original-----
De: Helio Rosa [mailto:helyr@uol.com.br]
Enviada em: sexta-feira, 15 de outubro de 2004 07:33
Para: Celld-group@yahoogrupos.com.br; wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Assunto: [wireless.br] Radiação e Saúde
Olá, ComUnidade WirelessBRASIL
Helio Rosa escrevendo.
Temos aqui uma pergunta interessante.
Por favor, vamos ajudar?
"Moro no interior do estado de São Paulo em um edifício
de 12 andares.
Recentemente o sindico alugou o topo do edifício para um provedor de Internet
instalar antenas do sistema Wireless 2.4GHz.
O sitema é composto por uma antena omini de 8DBi , Rádio de 15DBi (lucent) e
amplificador de 1W .
Acredito que seja uma configuração padrão para provedores.
Moro no 12º andar. e tenho dúvidas se isso pode afetar minha saude.
Devo me preocupar e tentar tirar o sistema daqui ? Obrigado!"
No embalo, alguém pode nos explicar o que é "Specific Absorption Rate" (SAR) e
como se aplica neste caso?
Temos uma Seção no Giga Site que trata do assunto "radiação x saúde" mas com
enfoque na telefonia celular.
Está em http://www.wirelessbrasil.org/wirelessbr/secoes/sec_radiacao.html
Vamos repercutir?
Eem frente, ComUnidade! :-)
Obrigado!
Um abraço cordial
Helio Rosa
----- Original Message -----
From: Fernando Botelho
To: wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Sent: Friday, October 15, 2004 9:48 AM
Subject: Re: [wireless.br] Radiação e Saúde
Hélio,
Pela aproximação com o assunto abaixo, envio notícia colhida agora há pouco no
site http://informatica.terra.com.br/interna/0,,OI402856-EI553,00.html, que
anuncia outro estudo médico (recente), descrevendo escomprometimento de função
auditiva - neurinoma do acústico - em razão o uso de aparelho móvel-celular.
Todos sabemos que é polêmica a questão, mas, por se tratar de assunto recente
e pela importância da discussão, resolvi aproveitar o ganho da sua mensagem e
trazer ao conhecimento geral esta nova nota.
Abs.,
Fernando Botelho
mailto:fernandobotelho@terra.com.br
http://www.wirelessbrasil.org/fernando_botelho/fb01.html
----- Original Message -----
From: Marcio Rodrigues
To: wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Sent: Friday, October 15, 2004 10:18 PM
Subject: Re: [wireless.br] Radiação e Saúde
A Resolução da Anatel que apresenta os limites de exposição humana à radiação
eletromagnética é a Res. No. 303.
Muito provavelmente, a radiação que chega até você estará distante dos limites
máximos descritos em tal resolução. Isso por dois motivos básicos: há um bom
isolamento entre sua casa e a antena (paredes, laje, ...), especialmente para
uma freqüência relativamente alta como 2,4 GHz; você mora exatamente abaixo da
antena. Embora seja uma antena de baixo ganho, certamente a radiação para
baixo é muito pequena. Ou seja, se é o caso de alguém se preocupar, que seja o
morador do edifício ao lado, que está de "cara" para a antena, e não você.
Em todo caso, como recomendou outro colega, um laudo radiométrico tira sua
dúvida.
Um detalhe interessante. Observando, por alto, a configuração desse sistema,
há grandes chances de que esse provedor esteja violando, e muito (!), a
Resolução No. 365 da Anatel, que dispõe sobre os limites máximos de emissão de
potência para sistemas de radiação restrita (onde inclui-se a faixa não
licenciada de 2,4 GHz). Em geral, esses provedores não entendem absolutamente
nada disso e "atocham" na potência, gerando interferência em quem usa a mesma
faixa e segue as normas!
[ ],
Marcio Rodrigues
Transcrições
Celulares podem afetar o DNA, diz estudo
- (link descontinuado)
Terça-feira, 21 dezembro de 2004 - 14:20
IDG Now!
Pesquisadores europeus descobriram que radiação
de ondas de rádio emitidas por telefones celulares pode danificar o DNA em
certas condições no laboratório. Esta foi a conclusão de um estudo chamado "Reflex",
que levou quatro para ser concluído e utilizou US$ 4 milhões, majoritariamente
patrocinados pela União Européia.
A pesquisa foi encerrada em maio deste ano e
tiveram seus resultados publicados na internet no início do mês. Segundo
anúncio nesta terça-feira (21/12) de Franz Adlkofer, diretor executivo da
Verum Foundation for Behavior and Environment, coordenadora do Reflex, tanto
altas como baixas freqüências afetam células em sistemas celulares
individuais.
Os resultados não podem ser automaticamente
transferidos para seres humanos, que são completamente diferentes por
possuírem complexos sistemas celulares. Porém ele alertou que descobertas
semelhantes foram descobertas em ratos de laboratório, o que constitui uma
grande preocupação.
De acordo com o pesquisador, atualmente mais
pessoas possuem telefones celulares do que telefones fixos e esta diferença
vem crescendo a cada ano.
O relatório final da pesquisa apontou que após
serem expostas a radiação semelhante à emitida por celulares, células isoladas
apresentaram aumentos significantes na dupla hélice do DNA e deformidade
incapaz de ser auto regenerada.
Os pesquisadores utilizaram níveis de radiação
com taxa de absorção específica (SAR) entre 0,3 e 2 Watts por quilograma
(W/kg), sendo que celulares emitem sinais de rádio com SAR entre 0,5 e 1 W/kg.
A SAR é utilizada para medir o nível de absorção de energia pelos tecidos e a
Comissão Internacional de Proteção a Radiação Não Ionizante recomenda níveis
de até 2 W/kg.
Adlkofer recomendou mais pesquisas sobre o
assunto, principalmente sobre o impacto em ratos de laboratório.
John Blau - IDG News Service, Alemanha
Estudo afirma que celulares não aumentam risco de
câncer
Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2006
No maior estudo do tipo até o momento, um grupo de
pesquisas afirmou que o uso de telefones celulares não eleva as
chances de um tumor. A análise acompanhou 2782 pessoas naquele
país e não encontrou relação entre o uso de aparelhos celulares
e um maior risco de tumores cerebrais.
O estudo, conduzido pelo projeto internacional
Interphone, foi publicado no British Medical Journal e comprovou
que também não há evidência de tumores são mais freqüentes no
lado da cabeça em que o celular é usado. Segundo a publicação,
os relatos de câncer relacionados ao uso do telefone teriam sido
exagerados.
O estudo envolveu pesquisadores da Universidade de
Leeds e do Instituto de Pesquisa do Câncer da Universidade de
Nottingham. Eles falaram com 966 pessoas com diagnóstico de
tumor cerebral e 1716 pessoas sãs em cinco áreas do Reino Unido.
Todos foram entrevistados sobre o uso de seus celulares nos
últimos dez anos, considerando a freqüência de ligações e o tipo
de telefones que usaram.
O Comitê Nacional de Proteção Radiológica daquele país
comemorou os resultados do estudo, mas afirmou que isso não dá
aos celulares um atestado de saúde. A entidade disse que não
mudará de posição quanto a estimular o uso moderado do celular,
especialmente entre crianças.
Celular pode afetar o cérebro, diz estudo (link descontinuado)
Quarta-feira, 19 de junho de 2002 - 14h54
SÃO PAULO - Cientistas da
Autoridade de Segurança Nuclear e de Radiação (STUK) da Finlândia divulgaram
hoje uma pesquisa preocupante: eles afirmam que os telefones celulares causam
mudanças em algumas células do corpo humano, com possibilidade de afetar
negativamente o cérebro.
Os cientistas avaliaram em laboratório, durante dois anos, o comportamento de
células de vasos sanguíneos quando expostas à radiação. Durante os testes, a
radiação provocou um aumento nas atividades de centenas de proteínas presentes
nas células. Uma das proteínas, a hsp27, parecia "avisar" que a radiação estava
agredindo a proteção sanguínea do cérebro. Essa proteção é uma espécie de
barreira celular, que protege o cérebro da entrada de substâncias tóxicas.
O estudo da Associação será apresentado em um seminário em Québec, no Canadá, na
semana que vem.
Regulamento sobre exposição a campos eletromagnéticos entra em vigor
(link descontinuado)
Quinta, 11 de julho de 2002 - 15h07
Da Redação
Entrou em vigor ontem, 10, a resolução que aprova o regulamento sobre limitação
da exposição a campos elétricos, magnéticos e eletromagnéticos nas faixas de
radiofreqüência entre 9 KHz e 300 GHz. O documento teve por base as diretrizes
da Comissão Internacional para Proteção Contra Radiações Não-Ionizantes (ICNIRP),
adotadas anteriormente como referência pela Anatel.
O regulamento estabelece limites para a exposição humana a campos elétricos,
magnéticos e eletromagnéticos, associados à operação de estações transmissoras
de radiocomunicação de serviços de telecomunicações, entre as quais se destacam
as estações radiobase (ERBs), utilizadas pelas operadoras de telefonia celular.
Os limites adotados incluem um fator de radiação 50 vezes mais baixo do que se
considera potencialmente perigoso quanto aos efeitos provocados pela radiação
não-ionizante.
Também estão definidos no regulamento os métodos de avaliação e os procedimentos
a serem observados para o licenciamento de ERBs e para certificação dos
telefones celulares. Os aspectos relacionados com as obras civis para construção
de torres e avaliações sobre o impacto dos equipamentos na estética de áreas
urbanas ficaram de fora do regulamento, já que no entendimento da Anatel estas
são atribuições dos poderes públicos municipais.
As operadoras de celulares que possuem estações transmissoras de
radiocomunicações licenciadas terão um prazo de dois anos, a partir da data da
publicação do regulamento (10/7), para avaliação e adequação das mesmas às suas
exigências, sendo que, ao final do primeiro ano, deverão ter pelo menos 50%
delas devidamente avaliadas.
O regulamento será apresentado em breve à sociedade por meio de uma cartilha a
ser publicada pela Anatel. A cartilha terá linguagem acessível à população, com
o propósito de permitir o entendimento das ações da agência referentes à
segurança quanto às ondas eletromagnéticas.
A entrada em vigor do instrumento, de todo modo, não exclui o acompanhamento da
Anatel de novas pesquisas que estudem o impacto das radiações não-ionizantes
sobre o ser humano.
ANATEL SE INTEGRARÁ AO COMITÊ DA OMS QUE DISCUTE RADIAÇÃO DE CAMPOS
ELETROMAGNÉTICOS (link desconhecido)
Brasília, 11 de dezembro de 2002
A Organização Mundial de Saúde (OMS) convidou informalmente a Agência Nacional
de Telecomunicações – Anatel a se integrar ao Comitê Internacional de
Assessoramento (da sigla em inglês IAC) do Projeto EMF (Eletromagnetic Field ou
Campo Eletromagnético), que discutirá, até 2005, os efeitos da radiação
não-ionizante
(que é gerada pelos equipamentos de telecomunicações, entre outros) sobre a
saúde humana.
A formalização do convite deve ocorrer nos próximos dias, o que levará a Agência
a participar, já a partir do próximo ano, das reuniões do Comitê, que funciona
na sede da OMS, em Genebra (Suiça). O anúncio foi feito pelo gerente-geral de
Certificação e Engenharia do Espectro da Agência, Francisco Carlos Giacomini
Soares, durante o
“Seminário de Direito em Telecomunicações”, que teve início nessa terça-feira,
dia 10, e que encerrou-se na tarde desta quarta-feira, dia 11, em Brasília.
Soares proferiu palestra sobre o tema “Radiação Não-Ionizante e seus efeitos na
Saúde e no Meio Ambiente” no Seminário, promovido pela Network Eventos. O
gerente-geral também informou que a Agência iniciará a distribuição, em breve,
da Cartilha Informativa, cujos exemplares serão distribuídos em locais públicos
(como
aeroportos, rodoviárias e shoppings) com o objetivo de esclarecer a população
sobre o atual estágio dos estudos internacionais, conduzidos pela OMS, em torno
do assunto.
“As cartilhas terão duas versões: uma para a população em geral, com informações
mais genéricas e didáticas; e outra que objetiva oferecer informações técnicas
àqueles envolvidos com o processo de instalação de torres e antenas de serviços
de telecomunicações”, esclareceu Soares. Os municípios são os responsáveis pelos
aspectos civis das obras, como altura das torres, distâncias de afastamento e
instalação de cabos e equipamentos em logradouros públicos, enquanto que a
Agência cuida especificamente dos seus aspectos técnicos e operacionais.
SEM PÂNICO
O gerente-geral lembrou que a acelerada expansão pela qual passam os serviços
móveis celulares em todo o mundo, e, em especial no Brasil, criou na população
preocupações sobre os efeitos dos aparelhos (hand sets) e das torres de Estação
Rádio-base (ERB´s) sobre a saúde. “Mas não são somente esses equipamentos que
emitem radiação: um aparelho de televisão ou uma lâmpada também emitem”.
Soares, no entanto, alertou: o assunto não é motivo de pânico, como o que
testemunha freqüentemente nos debates e eventos dos quais participa na qualidade
de responsável pelo setor da Anatel que cuida do assunto.
Para demonstrar a improcedência desses temores Soares citou as avaliações
realizadas, há cerca de um mês, pelos técnicos da Agência na Avenida Paulista
(na cidade de São Paulo). “Todas as medidas realizadas no coração da capital
paulista -onde se concentram antenas de vários serviços, como celular, torres de
WLL (para
telefonia fixa sem fio), televisão, rádio, paging e trunking - ficaram abaixo
dos limites máximos fixados pela regulamentação (Resolução 303/2002, de julho
último) e, nesses níveis, a radiação não tem efeito nenhum conhecido pelos
estudos internacionais”, acrescentou.
Soares esclareceu que até julho de 2004 todas as estações de transmissão de
serviços de telecomunicações implantadas antes da Resolução 303 devem estar
enquadradas aos parâmetros estabelecidos pela regulamentação brasileira, das
quais 50% até julho do ano que vem (2003). “A Anatel trata a não-apresentação do
Relatório de Conformidade, pela empresa responsável pela estação, como falta
grave, o que pode levar inclusive ao desligamento dos equipamentos”, alertou.
As novas estações já estão obrigadas a iniciar operação dentro dos padrões
exigidos e, para os aparelhos celulares, não há necessidade de adaptação, já que
são previamente avaliados para serem certificados/homologados e terem o uso
comercial autorizado.
Assessoria de Imprensa – Anatel
(*) O idealizador desta Seção,
José Grimaldo da Silva (jgrimaldo@uol.com.br),
é graduado em Engenharia Elétrica, opção Eletrônica,
pela Universidade Federal da Bahia. Especializou-se
em Técnicas de Transmissão Digital, a nível de Pós-Graduação,
pela PUC-RIO, através da Embratel. Possui MBA em Gestão
Empresarial pela FGV.
Atualmente é Coordenador
da área de Planejamento de Rede da Oi (TNL PCS S/A).
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