TELEFONIA MÓVEL CELULAR

Em breve esta página estará em novo endereço.
Visite o novo WirelessBR

 

Apresentação

Artigos e sites em português

Artigos e sites estrangeiros

Coleção de notícias

Mensagens
de Grupos
de Discussão

APRESENTAÇÃO

 

Nota do Coordenador do Site WirelessBR: A título de apresentação, transcreve-se abaixo uma matéria obtida nos arquivos ("cache") do site de busca Google. Aparentemente  a publicação no local original está descontinuada. Eis com esta matéria estava referenciada nesta mesma SEÇÃO:
ARTIGO PUBLICADO  NO SITE DA TELESPCELULAR (http://www.telespcelular.com.br/index2.shtml)
HISTÓRICO DO SERVIÇO MÓVEL CELULAR 
http://www.telespcelular.com.br/atc_tec_historico.shtml


Site TELECO  -  http://www.teleco.com.br/ 

Este site é um parceiro informal da ComUnidade WirelessBRASIL (assim como o WirelessBR).

Trata-se de um espaço virtual com vasto e atualizado conteúdo sobre Telefonia Celular e outros assuntos de telecomunicações.
É uma referência obrigatória para quem procura dados atualizados sobre a realidade brasileira nesta área.


HISTÓRICO DO SISTEMA MÓVEL CELULAR

A evolução nas comunicações celulares

Primeira Geração de Sistemas Móveis


A partir de sua primeira geração o serviço celular passou a funcionar através da divisão de uma cidade ou região em pequenas áreas geográficas denominadas células, sendo cada uma delas servida pelo seu próprio conjunto de rádios transmissores e receptores de baixa potência. Quando a chamada de um celular alcança uma torre de transmissão e recepção, a mesma é transferida para o sistema de telefonia fixa regular. Cada célula possui diversos canais com o objetivo de prover serviços para muitos usuários simultaneamente. À medida em que um usuário se movimenta na cidade, o sinal do seu telefone celular passa automaticamente de uma célula para outra, sem sofrer interrupção.

Os Laboratórios Bell, da AT&T, desenvolveram o conceito do celular em 1947, sendo que em 1970 a própria AT&T propôs a construção do primeiro sistema telefônico celular de alta capacidade que ficou conhecido pela sigla AMPS, ou seja, Advanced Mobile Phone Service. Em 13 de Outubro de 1983, o primeiro sistema celular nos EUA entrava em operação comercial em Chicago. No entanto, a NTT (Nippon Telephone & Telegraph) havia se antecipado colocando um sistema semelhante ao AMPS em operação em 1979 na cidade de Tóquio, no Japão.

Na Europa a primeira geração de sistemas celulares era composta de diversos sistemas. O NMT (Nordic Mobile Telecommunications), adotado por diversos outros países além dos nórdicos, o TACS (Total Access Communications System), no Reino Unido, Itália, Áustria, Espanha e Irlanda, o C-450 na Alemanha e Portugal, o Radiocom 2000 na França e o RTMS na Itália. Todos esses sistemas eram bastante parecidos entre si, sendo que as principais diferenças concentravam-se no uso do espectro de freqüência e no espaçamento entre canais. O AMPS, por exemplo, opera na faixa de 869-894 MHz para recepção e 824-849 MHz para transmissão; o NMT-450 opera na faixa de 463-468 MHz para recepção e 453-458 MHz para transmissão enquanto que o NMT-900 utiliza a faixa de 935-960 MHz para recepção e 890-915 MHz para transmissão, etc. Com relação ao espaçamento entre os canais pode-se citar, por exemplo, o AMPS que adota 30 kHz, o TACS e vários outros que adotam 25 kHz, etc.

Essa primeira geração de sistemas celulares caracterizava-se basicamente por ser analógica, utilizando modulação em freqüência para voz e modulação digital FSK (Frequency Shift Keying) para sinalização. O acesso à canalização é obtido através do FDMA (Frequency Division Multiple Access). O tamanho das células situa-se na faixa de 500 metros a 10 quilômetros, sendo permitido o "handoff" ou "handover" (permite a transferência automática de ligações de uma célula para outra). Possibilita igualmente o "roaming" (transferência automática de ligações entre sistemas) entre os diferentes provedores de serviço, desde que adotem o mesmo sistema.

Segunda Geração de Sistemas Móveis

Em função da pressão de demanda, particularmente nos EUA, onde o sistema analógico havia atingido o limite de sua capacidade nas maiores áreas metropolitanas, e pela necessidade de se ter um sistema Pan Europeu na Europa, foi necessário dar início ao desenvolvimento de sistemas digitais que em princípio, além da maior capacidade, ofereciam as seguintes vantagens sobre os analógicos: técnicas de codificação digital de voz mais poderosas, maior eficiência espectral, melhor qualidade de voz, trabalham com bastante facilidade a comunicação de dados e facilitam significativamente a criptografia da informação transmitida.

Como resultado desse esforço, surgiram os sistemas GSM (Groupe Speciale Mobile/Global System for Mobile Communications) na Europa, o TDMA (Time Division Multiple Access), o CDMA (Code Division Multiple Access) nos EUA e o PDC (Japanese Personal Digital Cellular) no Japão.

O TDMA opera dividindo o tempo de um canal, que opera em uma determinada freqüência, em um certo número de partes e designando cada uma das diversas conversações telefônicas para cada uma dessas partes.

O CDMA, um forte concorrente do TDMA, é um sistema proprietário desenvolvido pela empresa QUALCOMM, baseada em San Diego, nos EUA. O sistema utiliza a técnica de espalhamento espectral e foi originalmente utilizado pelos militares para espalhar o sinal em uma faixa de espectro bastante larga, tornando as transmissões difíceis de interceptar ou mesmo interferir.

Existe também o CDMA de banda larga (Broadband CDMA ou B-CDMA), estando as patentes em poder da empresa InterDigital. Essencialmente, o B-CDMA opera partilhando o espectro de freqüência com as demais tecnologias celulares existentes.

O GSM foi adotado como padrão Europeu em meados dos anos 80 e introduzido comercialmente em 1992, operando na faixa de freqüência 935-960 MHz para recepção e 890-915 MHz para transmissão. O GSM possui uma arquitetura aberta, o que permite a combinação de equipamentos de diferentes fabricantes, possibilitando assim a manutenção de preços baixos. A seu favor, contabiliza-se ainda uma larga infra-estrutura já implantada de mais de US$ 50 bilhões de dólares, com mais de 150 redes celulares do tipo GSM-900, DCS-1800 e PCS-1900 com mais de 57 milhões de assinantes distribuídos em 98 países; mais de 45 milhões de assinantes se concentram somente na Europa Ocidental (23 países). O GSM é hoje, indiscutivelmente, o padrão mais popular implementado mundialmente.

Em resumo, os serviços de comunicações de segunda geração são baseados em sistemas de alto desempenho, alguns com capacidade, no mínimo, três vezes superior à dos sistemas de primeira geração. Caracterizam-se, em geral, pela utilização de tecnologia digital para transmissão tanto de voz quanto de sinalização.

Além dos sistemas celulares vistos até aqui, existe ainda uma outra linha de desenvolvimento, conhecida como "cordless systems" ou "cordless telephones", ou seja, sistemas sem fio ou telefones sem fio, ou ainda CT. Esses sistemas têm experimentado diferentes níveis de sucesso ao longo do tempo e encontram-se em uso em milhões de residências ao redor do mundo.

Estima-se que nos EUA existam mais de 60 milhões de telefones sem fio, dos mais diferentes tipos e/ou modelos. O seu uso era considerado ilegal na Europa nos anos 80, embora certamente um considerável número de aparelhos operasse em milhares de residências. Surgiu então um padrão europeu, o CT1 (Cordless Telephone 1), com 80 canais, operando nas faixas 914-915 MHz (móvel para base) e 959-960 MHz (base para móvel).

Vários novos padrões se sucederam ao CT1 e foram considerados digitais na medida em que digitalizavam o tráfego de voz para transmissão sobre a interface aérea. Uma das suas principais atrações é a qualidade do sinal, que é enviada a uma taxa de 32 kbit/s - os sistemas celulares digitais convencionais adotam geralmente taxas de até 13 kbit/s. Dentre esses padrões convém ressaltar o CT2 (Cordless Telephone 2), o DECT (Digital European Cordless Telephone), o PHS (Personal Handyphone System) desenvolvido no Japão e o PACS (Personal Access Communications Services ) proposto pelo Bellcore nos EUA.

O CT2 foi projetado para uso em ambientes domésticos e empresariais e pode ser usado como teleponto, ou seja, oferece ao usuário a possibilidade, quando este estiver próximo de cabinas ou postes devidamente equipados, de ingressar na rede de telefonia pública comum. O DECT oferece uma estrutura de comunicações sem fio para alta densidade de tráfego, telecomunicações de curta distância e cobre uma ampla gama de aplicações e ambientes. O PACS suporta serviços de voz, dados e imagens de vídeo para uso em interiores e microcélulas.

Como resposta à má qualidade de serviço oferecida por sistemas analógicos, à sua inabilidade de adequar capacidade à demanda e à elitização de seus serviços dada a exorbitância dos preços, surgiu, na Inglaterra, em 1989, o conceito PCN (Personal Communications Network). O "Department of Trade and Industry" (DTI), órgão governamental responsável pelo setor de telecomunicações do Reino Unido, disparou um processo de consulta sobre o desenvolvimento de um sistema rádio que fornecesse serviços bidirecionais de telecomunicações de alta qualidade, para ambientes fixos e móveis, a um custo acessível. A meta era o mercado de massa, constituído potencialmente por milhões de usuários, promovendo, desta forma, uma competição com o sistema celular. A arquitetura do sistema seria suportada por uma ampla estrutura microcelular para possibilitar o uso de terminais de baixa potência e, conseqüentemente, leves para serem transportados no bolso (pocket-size). A faixa de freqüência mais adequada estaria entre 1,7 e 2,3 GHz, por estar menos congestionada que a faixa do celular convencional, em torno dos 900 MHz, e a atenuação adicional da nova faixa seria compensada pela menor dimensão das células. Nos EUA, esse serviço, que pretende ser cada vez mais o meio de comunicações entre pessoas e não entre lugares ficou, conhecido como PCS (Personal Communications Service). O termo PERSONAL ou PESSOAIS é visto como ponto-chave em termos mercadológicos porque captura a imaginação e inspira liberdade, individualidade e algo feito sob medida. As operadoras vêem nessa solução uma forma de melhorar os serviços já oferecidos onde se incluem atualmente os celulares, os "pagers" e a própria rede fixa de telefonia convencional.

Na Europa, as primeiras aplicações de PCS surgiram no final de 1993 com o sistema DCS-1800, uma variante do GSM operando com potências menores e em uma faixa de freqüência mais alta. Em janeiro de 1998, apenas na Alemanha, França e Inglaterra, existiam cerca de 3,7 milhões de assinantes nessa tecnologia.

Terceira Geração de Sistemas Móveis

Mesmo não estando ainda os sistemas de segunda geração totalmente amadurecidos e firmemente estabelecidos, já se trabalha intensamente no desenvolvimento da terceira geração. Este trabalho está sendo liderado mais uma vez pela Europa e patrocinado pelo ITUR (International Telecommunications Union - Radiocommunications sector) e ETSI (European Telecommunications Standard Institute). O objetivo é criar um sistema móvel de terceira geração por volta do ano 2000. Esse sistema está sendo denominado UMTS (Universal Mobile Telecommunications System).

Progressos significativos já foram obtidos, como por exemplo a reserva de 230 MHz de espectro, com a aprovação de 127 países, na "World Administrative Radio Conference" (WARC) em 1992.

A topologia provável desse novo sistema será baseada em uma forma de arquitetura mista de células; células de tamanho variável serão implementadas com dimensionamento adequado para áreas geográficas específicas e em função das diferentes demandas de tráfego. Células diminutas, ou seja, picocélulas, instaladas em interiores, serão versões melhoradas das atuais tecnologias "cordless", com "handsets", isto é, aparelhos de assinante, bastante pequenos e leves; células maiores, ou seja, microcélulas e macrocélulas, poderão operar segundo características evoluídas a partir do GSM. "Handsets" diferentes precisarão reconhecer e operar indistintamente em pico, micro e macrocélulas. Ou seja, o objetivo é criar uma plataforma de rede SEM FIO, oferecendo aos usuários a possibilidade de acesso, através de ondas de rádio, como extensão do sistema telefônico do escritório quando se encontram no trabalho ou como telefone móvel convencional quando se encontram ausentes ou ainda como telefone principal de suas residências quando estão em casa.

A evolução em direção aos serviços de telecomunicações móveis universais, UMTS, muito provavelmente, deverá ter como base a estrutura do GSM. Econômica e tecnicamente falando, a criação de um padrão independente para o UMTS seria injustificável dado o enorme investimento para a viabilização das redes celulares digitais já em uso.

O objetivo do UMTS é prover um padrão universal para as comunicações pessoais com o apelo do mercado de massa e com a qualidade de serviços eqüivalente à rede fixa. Na visão UMTS, um sistema de comunicações deverá suportar diversas facilidades: (1) portadoras realocáveis, banda atribuível sob demanda (por exemplo, 2 Mbps para comunicações em ambientes internos e pelo menos 144 kbps para ambientes externos); (2) variedade de tipos de tráfego compartilhando o mesmo meio; (3) tarifação adequada para aplicações multimídia; (4) serviços personalizados; (5) facilidade de implementação de novos serviços (por exemplo, utilizando ferramentas de rede inteligente); (6) WLL (Wireless Local Loop) de banda larga, etc. O WLL de banda estreita tem sido utilizado em substituição aos fios/cabos de cobre para conectar telefones e outros dispositivos de comunicação com a rede de telefonia comutada pública, ou PSTN (Public Switched Telephone Network).

O GSM já atende a alguns destes requisitos, a uma taxa de adesão da ordem de 50 mil assinaturas por dia e prevêem-se algumas centenas de milhões de usuários por volta de 2002, época prevista para a entrada em operação do UMTS. Sem dúvida, o emprego em larga escala da tecnologia não pode ser o único fator a ser ponderado na adoção de padrões. Especificamente em relação ao UMTS, três quesitos são de primordial importância: (1) rádio acesso de banda larga; (2) "roaming" inteligente; e (3) alta capacidade. O GSM, em sua evolução natural, tem plenas condições de atender também a esses quesitos.

Os delegados do ETSI reunidos em Paris em 29/01/98 concordaram com a adoção de um padrão de interface aérea para a terceira geração que incorpora elementos de duas tecnologias: W-CDMA (Wideband Code Division Multiple Access) e TDMA/CDMA (híbrido de "Time Division Multiple Access/Code Division Multiple Access"). A versão detalhada da solução européia será apresentada à ITU (International Telecommunications Union) em junho de 1998. A rede básica do sistema deverá ter como base o GSM.

O projeto de um produto pessoal como o terminal de assinante para o celular ou PCS vem também se tornando num desafio crescente para a indústria. Os terminais têm se tornado cada vez menores, mais leves, as baterias têm durado mais e os novos modelos que surgem apresentam sempre uma série de novas características e funcionalidades.

A Hewlett-Packard Co. e outros estão tentando concentrar todas as funções de um telefone em um cartão de crédito comum. Os laboratórios de pesquisa da British Telecom, Reino Unido, estão desenvolvendo um comunicador pessoal como peça de vestuário e que combine vídeo, telefonia, comunicação de dados e um assistente digital pessoal, conhecido como PDA (Personal Digital Assistant). A Sony vem trabalhando há anos num sistema que efetua traduções em tempo real, de forma que pessoas de países diferentes possam estabelecer uma conversação normal em línguas diferentes. Adicionalmente, todo esse poder de processamento deverá estar concentrado em um único "chip".

A AT&T, divisão de "Wireless Services", está introduzindo um equipamento que permite aos usuários enviar e receber dados em uma rede celular e que recebe "e-mails" no próprio terminal equipado com uma tela de cristal líquido, LCD (Liquid Crystal Display), com capacidade para três linhas. A Nortel já introduziu um terminal GSM que combina voz digital e serviço de dados e serve também como um organizador eletrônico pessoal. O novo "Nokia 9000 Communicator" pode enviar e receber "faxes", "e-mails" e mensagens curtas, ter acesso a serviços da Internet e bases de dados, públicas ou de corporações, funcionar como calendário, livro de endereços, bloco de rascunho e calculadora. A Alcatel e a Sharp Electronics desenvolveram terminais GSM equipados com telas com capacidade gráfica onde são apresentados ícones e teclados que permitem acesso a funções com apenas um toque.

A integração da tecnologia de computação com a de comunicações e a eletrônica de estado sólido deve se constituir na base para sistemas multimídia com fantásticos poderes de processamento. Virtualmente, dentro de algum tempo, qualquer indivíduo poderá ter acesso às comunicações sem fio e estará enviando ou recebendo "e-mails", "faxes", vídeo e, na maioria dos casos, utilizando dispositivos portáteis.

Mais detalhes sobre o assunto podem ser encontrados, por exemplo, nas seguintes publicações:

  • Hélio Waldman e Michel Daoud Yacoub: Telecomunicações - Princípios e Tendências, Editora Érica, 1997.
  • Ron Schneiderman: Future talk - The changing wireless game, IEEE Press, 1997.
  • Uyless Black: Emerging communications technologies, 2nd edition, Prentice Hall series in advanced communications technologies, 1997.

[Início da página]                     [ComUnidade WirelessBrasil]

ARTIGOS E SITES EM PORTUGUÊS

 

TUTORIAL
INTRODUÇÃO ÀS COMUNICAÇÕES MÓVEIS
Autor: Dayani Adionel Guimarães
Este tutorial aborda conceitos básicos relacionados às comunicações móveis. Os fundamentos relacionados à       transmissão de informação nos canais de rádio móveis via satélite e terrestre, os fenômenos observados nesses canais e os métodos para viabilização da comunicação nesses ambientes são descritos. Várias técnicas de acesso em sistemas de comunicação móvel são também apresentadas. São apresentadas ainda as principais características de alguns dos sistemas de comunicação móvel existentes e emergentes em todo o mundo. [Leia mais]
Versão .pdf: Download em http://www.inatel.br/docentes/dayani/Publications/ArticleI


TELEFONIA CELULAR
Autor: Márcio Eduardo da Costa Rodrigues  (marcior@centroin.com.br
Esta dissertação é constituída de um capítulo de apresentação, seguido de conceitos gerais relativos aos sistemas celulares e  uma revisão dos conceitos de rádio-propagação (em especial no que tange os sistemas celulares) incluindo uma coletânea de alguns modelos empíricos aplicáveis a micro e picocélulas. [Leia mais]
Fundamentos e conceitos básicos  
Aspectos de rádio-propagação


Autora: Náiade Souza Di Rocha  (naiade_rocha@hotmail.com)


ARTIGO
Regulamentação do SMP - Serviço Móvel Pessoal
Autora: Vanessa Torres Dantas 

Aspectos básicos -O Serviço Móvel Pessoal (SMP) é o sucedâneo do Serviço Móvel Celular (SMC). Para o início da prestação do serviço algumas premissas foram estabelecidas, quais sejam:  “I – adequação de regulamentos e normas, incluindo destinação de faixas de radiofreqüência para a prestação do serviço; II – elaboração de edital licitatório para prestadoras de SMP; III – substituição de instrumentos de concessão e autorização de prestadoras de SMC por autorizações do SMP”.  O SMP é definido, de acordo com a Resolução n.º 235, de 21/09/00, como “o serviço de telecomunicações móvel terrestre de interesse coletivo que possibilita a comunicação entre estações móveis e de estações móveis para outras estações, observadas as disposições constantes da regulamentação”. A característica do SMP é possibilitar a comunicação entre estações de uma mesma área de registro do SMP ou o acesso a redes de telecomunicações de interesse coletivo. As chamadas originadas dentro de uma mesma área de registro serão consideradas locais e serão prestadas pela prestadora de SMP. Já as chamadas originadas em uma área de registro e destinada a outra área, estas serão encaminhadas por empresa prestadora de Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC), na modalidade Longa Distância Nacional ou Internacional (LDN ou LDI).  [Leia mais]


Introdução a Sistemas de Comunicações Wireless
http://diana.ee.pucrs.br/~decastro/pdf/CC_Cap1.pdf

Autora Maria Cristina Felippetto de Castro


ARTIGO
SISTEMAS MÓVEIS DE TERCEIRA GERAÇÃO
Autores: Luiz Cláudio Rosa e José Mário Bertolini Serra
in "Sistemas Móveis de Terceira Geração", GuidelineBRISA - Agosto/2002.

Abstrato: Este documento tem como objetivo apresentar uma introdução aos Sistemas Móveis de Terceira Geração, também chamados de Sistemas 3G. Para tal, iremos nos pautar nos mais recentes desenvolvimentos e marcos alcançados pela indústria de telecomunicações, bem como apresentar alguns fatos relativos ao mercado atual e futuro para os sistemas 3G.
O documento também discorre sobre a importância dos Sistemas de Terceira Geração, em relação ao desenvolvimento das comunicações, seja no âmbito interpessoal, seja no ambiente de negócios. A disponibilidade da tecnologia está diretamente correlacionada com o sucesso de todos os elos envolvidos nesta cadeia de valores, desde as operadoras, até o usuário final, passando pelos fabricantes de infra-estrutura.
Sumário: 1.Abstrato; 2.Glossário; 3.Sistemas 3G - IMT-2000; 4.Caracterizando um Sistema W-CDMA; 5.Caracterizando um Sistema CDMA2000; 6.Espectro de RF para Sistemas 3G; 7.O que acontece com a rede legada?; 8.Coréia: Um breve Estudo de Caso; 9.Razões pelas quais se deve migrar agora para 3G; 10.ANEXO-1: Características Técnicas de Sistemas CDMA2000; 11.ANEXO-2: Características Técnicas de Sistemas W-CDMA  [Leia mais]


ARTIGO
SMC - SERVIÇO MÓVEL CELULAR
 

Autor: Marcelo dos Santos
 
A Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) define o SMC como: "Serviço móvel celular é o serviço de telecomunicações móvel terrestre, aberto à correspondência pública, que utiliza sistema de radio comunicações com técnica celular, inter conectado à rede pública de telecomunicações, e acessado por meio de terminais portáteis, transportáveis ou veiculares, de uso individual". No Brasil o SMC opera na faixa de freqüências de   800 MHz (ou 0,8 GHz).
É o serviço celular que estamos utilizando hoje. [Leia mais]


Jornal Estadão Link original: http://www.estadao.com.br/tecnologia/coluna/stanton/2002/dez/30/183.htm   Visite!

A administração do espectro eletromagnético

Autor: Michael Stanton (michael@ic.uff.br)

Embora tenha sido inventada a radiocomunicação também por outras pessoas contemporâneas, inclusive pelo brasileiro Padre Landell de Moura (1861-1928) (v. www.qsl.net/lmdxc), a fama mundial de demonstrar a utilidade de rádio como meio de telecomunicação pertence a Guglielmo Marconi (1874-1937) (v. www.epub.org.br/correio/ciencia/cp011214.html). No início, o rádio foi percebido principalmente como meio de comunicação a longa distância, especialmente com navios. A radiodifusão se iniciou em 1921 nos EUA com a instalação de estações transmissoras em Pittsburgh e Nova Iorque, seguida dois anos depois pela entrada em operação de estações brasileiras, em Recife e no Rio de Janeiro (v. www.pernambuco.com/clube/historia.html).

Foram reconhecidas logo as possibilidades comerciais do novo meio de comunicação, e também os problemas de interferência quando duas estações na mesma cidade transmitem na mesma freqüência ou em freqüências próximas uma da outra, estragando a recepção de ambos os sinais. Para resolver esta situação, a justiça nos EUA adotou o princípio de "prioridade de uso": o primeiro usuário (transmissor) seria o "dono" da freqüência, e outros usuários teriam que se mudar para outras freqüências. Em 1926, este princípio não convinha para o governo do dia, e o caos resultante do seu abandono levou o congresso norte-americano a adotar a Lei do Rádio no ano seguinte. Esta lei criou o Federal Radio Agency (FRA) com a responsabilidade para a administração do espectro, determinando sozinho o uso permitido para cada freqüência e por quem ela poderia ser usada para transmissão. O importante era evitar interferência entre os sinais transmitidos em freqüências diferentes, ou na mesma freqüência em diferentes áreas geográficas. Esta responsabilidade foi posteriormente repassada para a Federal Communications Commission (FCC), quando esta entidade foi criada pela Lei das Comunicações de 1934, sendo extinta a FRA.

Hoje o espectro é alocado pela FCC para usuários (transmissores) e usos, incluindo radiodifusão, televisão aberta, sistemas de comunicação por microondas, satélites, taxistas, polícia, forças armadas e muitos outros. Um usuário recebe uma licença para transmitir certo tipo de conteúdo, numa determinada freqüência e com determinado potência de sinal. A princípio, a licença tem prazo limitado, mas quase sempre será renovada. As licenças podem ser usadas apenas para a finalidade especificada, e não podem ser vendidas ou locadas a terceiros.

Não custou muito para este modelo norte-americano ser adotado em outros países. No início dos anos 30 o governo brasileira resolveu regulamentar a exploração comercial dos rádios, através dos decretos 20.047 de 1931 e 21.111 de 1932. O decreto 20.047 criou a Comissão Técnica do Rádio, órgão da Repartição Geral dos Telégrafos, que realizava estudos e indicava ações de natureza técnica (v. http://www.intercom.org.br/papers/xxiv-ci/np10/NP10JAMBEIRO.pdf). Somente em 1962 a responsabilidade pela administração e regulamentação de radiotransmissão passaria para o Conselho Nacional de Telecomunicações (CONTEL), comissão interministerial, que tinha como sua secretaria executiva o DENTEL (Departamento Nacional de Telecomunicações), ambos criados pelo Código Brasileiro de Telecomunicações - Lei 4.117 (v. www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L4117.htm). Mais recentemente, em 1997 foi adotada a Lei Geral de Telecomunicações - Lei 9.472, que criou a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o novo responsável para regulamentar a radiotransmissão (v. www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9472.htm).

Até os dias de hoje a Anatel desempenha esta função a nível nacional, e boa parte da seu sítio na Internet se dedica à ela (v. www.anatel.gov.br/Radiofrequencia). Especialmente informativo é o quadro de Atribuição de Faixas de Freqüências no Brasil, que resume gráfica e detalhadamente o resultado deste trabalho (v. www.anatel.gov.br/Radiofrequencia/qaff.pdf). Em quase todos os países existe um órgão administrador do espectro semelhante à Anatel, e os órgãos dos diferentes países se encontram a cada três anos na Conferência Mundial de Radiocomunicações (WRC) para discutir e resolver problemas do espectro que cruzam fronteiros. A próxima WRC deverá ser realizada em Buenos Aires em dezembro de 2003 (v. www.citel.oas.org/WRC/wrc.asp).

Nos últimos anos, com o crescimento do uso de novas aplicações de rádio, o modelo tradicional de administração do espectro, também chamado de "comando e controle", vem se mostrando inadequado, pois o loteamento das freqüências para usos tradicionais criou uma escassez de freqüências livres para atribuição às aplicações novas. Por outro lado, sabe-se que muitas das freqüências atribuídas para determinadas aplicações tradicionais não vêm sendo utilizadas plenamente. Um exemplo destas é a ampla atribuição de espectro da faixa UHF para televisão, que quase não é usada mais depois da introdução de TV a cabo.

Os economistas argumentam que não faz sentido alocar desta forma um recurso escasso, e advogam o estabelecimento de um mercado para o espectro, no qual os donos possam comprar, vender, subdividir e agregar lotes do espectro, o que levaria a uma alocação mais eficiente deste recurso. Em vários países, por exemplo os EUA, adotou-se alocar espectro para uso flexível (sem aplicação específica), e foram realizadas algumas leilões de espectro, principalmente para a telefonia móvel. O sucesso destes esquemas encoraja os economistas a advogar a extensão mais ampla deste regime de administração.

Por outro lado, avanços em microeletrônica e na arquitetura de redes já vêm tendo conseqüências importantes para a tecnologia do rádio. A adoção de tecnologia digital (processamento digital de sinais - DSP) promete trazer para a comunicação sem fio a mesma convergência já alcançada pela comunicação com fio, onde todos os tipos de conteúdo podem usar não apenas os mesmos meios físicos, como podem ser encaminhados a seus destinos finais através de uma rede de dispositivos repetidores (roteadores), como faz a Internet. No caso do rádio, esta integração digital em larga escala pode até incluir a interoperação entre subredes com fio e sem fio. Alguns exemplos de novos tecnologias de rádio que estão aparecendo incluem o uso de faixa larga, tal como espectro espalhado (spread spectrum - SS) e faixa ultra-larga (ultra wideband - UWB), rádio definido por software (software defined radio - SDR) e redes em malha, incluindo redes ad-hoc.

SS e UWB permitem a utilização simultânea da mesma faixa do espectro por usuários não coordenados entre si. Em SS, supõe-se que todos os usuários de uma determinada faixa utilizem a mesma tecnologia de transmissão, e cada receptor trata o sinal de outros usuários que não lhe interessa como se fosse ruído. Este esquema é bastante usado em sistemas CDMA de telefonia celular, e em redes locais de computadores sem fio do padrão IEEE 802.11b (WiFi). O UWB transmite pulsos curtíssimos de sinais de faixa muito larga e de potência muito pequena. A princípio, estes sinais são detectados apenas por receptores sincronizados com os transmissores. O SDR permite reprojetar completamente o equipamento de rádio, empregando software para controlar as freqüências usadas para transmissão e recepção, e para determinar o esquema de modulação de sinal usada. O conceito de SDR permite que uma estação analisa seu ambiente antes de transmitir, escolhendo para uso uma freqüência atualmente ociosa. Ele também permitiria a utilização de uma freqüência oficialmente alocada a um outro usuário agora inativo - quando este volta a ocupar sua freqüência o SDR pode mudar de freqüência, para evitar causar interferência, em uma fração de segundo. Por isto, o SDR é às vezes chamados de "ágil".

Alguns usos de SS foram introduzidos nos últimos anos em faixas do espectro onde são dispensadas as licenças. Estas faixas, chamadas de ISM (Industrial, Scientific, Medical), foram reservadas inicialmente para dispositivos usando rádio de curto alcance e, portanto, de baixa potência de sinal, por exemplo, telefone sem fio, ou controle de travamento de portas. As regras de uso das faixas ISM limitam fortemente a potência dos sinais, mas, na ausência de licenças, não oferecem recursos contra a ocorrência de interferência. Entretanto, a própria existência destas faixas de "uso aberto" possibilitou a criação de uma indústria bilionária de redes locais de computadores sem fio, o WiFi. Enquanto os economistas querem privatizar o espectro através de uma economia de mercado, os visionários destas novas tecnologias advogam a liberação para o "uso aberto" de mais faixas do espectro para liberar a genialidade dos seus inventores para encontrar novas maneiras de tornar eficiente o uso deste recurso.

Estes dois correntes se encontraram em 2002, quando a FCC dos EUA resolveu criar uma força tarefa para propor como deverá agir esta agência na futura administração do espectro, face ao reconhecimento da inadequação do regime tradicional (v. www.fcc.gov/sptf). O atual presidente da FCC, Michael Powell, vem do mundo dos negócios e se dispõe a examinar novos regimes para substituir o de "comando e controle", já com 75 anos. Os dois principais regimes sugeridos pelos testemunhos que fizeram submissões à força tarefa foram o "exclusivo" (do mercado) e o "uso aberto". Especialmente bem apresentadas são as submissões do visionário David Reed, bem conhecido na comunidade Internet (www.reed.com/OpenSpectrum/FCC02-135Reed.html), e dos experientes professores Gerald Faulhauber (economia) e Dave Farber (engenharia), que comentam a posição de Reed (http://gullfoss2.fcc.gov/prod/ecfs/retrieve.cgi?native_or_pdf=pdf&id_document=6513282647). Na sua submissão Faulhaber e Farber mostram que as posições dos visionários podem ser reconciliados com as dos economistas, desde que seja permitido um grau pequeno de ruído dentro do espectro de uso exclusivo. Se este fosse limitado, seria tecnicamente viável a coexistência de usuários em freqüências fixas com outros de faixa larga superposta.

A força tarefa publicou seu relatório em novembro de 2002, e o texto está disponível em http://www.fcc.gov/sptf/report.html. (Comentários podem ser enviados até 27/1/2003.) A princípio, o relatório examina todas as propostas enviadas, e recomenda seguir uma política que combina os três regimes discutidos aqui: o tradicional "comando e controle", o "exclusivo" e o "uso aberto". É recomendada a ampla adoção do modelo "exclusivo", com a introdução de um mercado secundário em direitos de propriedade do espectro. Também é recomendado mudar o conceito de controle de interferência, deixando de realizar medições próximo do transmissor para fazê-las próximo do receptor. Também foi adotada a sugestão de Faulhaber e Farber de permitir a presença de um certo nível limitado de ruído, o que permitiria a adoção mais simples da tecnologia UWB, ou outras transmissões de faixa larga e baixa potência, em faixas sobrepostas a freqüências de uso exclusivo. O relatório também admite a aceitação de rádio "ágeis" baseados em SDR, que poderiam vagar uma freqüência rapidamente, quando seu dono vir a precisar transmitir nela. Por outro lado, o relatório não prevê facilidade em liberar para "uso aberto" novas faixas de espectro abaixo de 5 GHz, embora suponha que "uso aberto" seja considerado como padrão para o espectro acima de 50 GHz.

Enfim, as propostas encaminhadas pela força tarefa representam a primeira modificação substancial nas tradicionais regras de administração do espectro, sacramentadas pelo tempo e uso. Nas palavras finais da submissão visionária de David Reed:

"O arcabouço aberto e, em grande parte, financiado pelo usuário final da arquitetura Internet realmente mudou a cara de comunicação com fio nos últimos 25 anos. Acredito que nos encontramos bem no início de outra revolução similar que também durará 25 anos. Porém, não poderemos criar esta revolução sem antes mudar a estrutura fundamental de regulamentação de rádio para focar em sistemas de rádio adaptativos, digitais e em rede, financiados por usuários em vez de operadoras."

A FCC está se mostrando preparado para enfrentar este desafio, o que certamente vai ter um enorme impacto sobre o mercado norte-americano para equipamentos de rádio. Se a Anatel acompanhar esta virada, modificando o regime de administração do espectro no Brasil, isto facilitará a participação brasileira na exploração de mercados emergentes de radiocomunicação. Vamos esperar que seja aproveitada esta janela de oportunidade. Seria um belo tributo ao pioneirismo do Padre Landell de Moura.

O autror, Michael Stanton (michael@ic.uff.br),  é professor do Instituto de Computação da Universidade Federal Fluminense e também Diretor de Inovação da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e escreve neste espaço (do Estadão) desde junho de 2000 sobre a interação entre as tecnologias de informação e comunicação e a sociedade. Os textos destas colunas estão disponíveis para consulta

[Início da página]                     [ComUnidade WirelessBrasil]

ARTIGOS E SITES ESTRANGEIROS

 

EM CONSTRUÇÃO

[Início da página]                     [ComUnidade WirelessBrasil]

COLEÇÃO DE NOTÍCIAS

 

EM CONSTRUÇÃO

[Início da página]                     [ComUnidade WirelessBrasil]

MENSAGENS DE GRUPOS DE DISCUSSÃO

 

EM CONSTRUÇÃO

[Início da página]                     [ComUnidade WirelessBrasil]