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Atualização: 25/02/09

 

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BLOCO - Blog ComUnitário


 


TV Digital no celular - "One Seg"


25/02/09

• TV Digital no celular via "One Seg": Resumo + Coleção de artigos

 
01.
Este é o "Serviço Comunitário" sobre "TV Digital.

O objetivo do "Serviço" é informar e estimular o "compartilhamento" das opiniões, conhecimentos e experiências dos participantes.
Estamos também em "campanha" para incentivar a interação de nossos membros com as autoridades, entidades públicas e da sociedade civil e com a mídia.
Neste "maravilhoso novo mundo conectado" a participação individual é possível e faz uma enorme diferença!
 
Nesta mensagem vamos tratar do "One Seg" que é a transmissão do sinal digital para receptores portáteis.

Como ninguém "pautou", a mídia não toca no assunto...
Sei não... acho que o povão via preferir gastar mais um pouco e comprar um celular com TV Digital do que adquirir um suspeitíssimo decodificador (set-top box) sem interatividade... :-)
Numa ida à S. Paulo procurei um celular Samsung V820 só pra ver uma demonstração... Até parece...acabou tudo, não tinha nem pra remédio, sô!  :-))
 
Mais abaixo transcrevemos o imperdível trabalho do consultor legislativo Cláudio Nazareno: O caso da radiodifusão no celular
O link é para download do arquivo .pdf
 
02.
"Resumo-resumido" com montagem de recortes:  :-)

"Como é sabido, o Brasil adotou o sistema japonês ISDB em 2006. Sua operação comercial terá início em 2007. Nesse sistema, o canal de televisão de 6 MHz de largura é dividido em 13 segmentos.
Cada segmento comporta transmissões de até 400 kbps e o central, de melhor recepção, é utilizado para o serviço de radiodifusão para aparelhos celulares.
Esse serviço é chamado de "One Seg" (ou "One-Seg" ou "OneSeg" ou "1 Seg"). 

Embora a taxa de transmissão seja até inferior que a do EVDO, como os dados são comprimidos (no padrão H.264), a qualidade apresentada é melhor que no serviço telefônico. Prova do sucesso do One Seg são os 5 milhões de aparelhos dotados de recepção ISDB e com telas de até 5 polegadas vendidos no Japão até fevereiro de 2007, com apenas um ano de funcionamento do serviço."
 
"Dos 13 segmentos, doze são usados para envio de sinal em MPEG2 para aparelhos de TV e um é usado para enviar MPEG4 para aparelhos móveis.
O sinal em MPEG4 tem resolução QVGA (320 pixels x 240 pixels), o que significa que é mais adequado para ser reproduzido em pequenos aparelhos, como celulares.
A resolução é baixa mas usuário não nota este detalhe."
 
"Já são encontrados no mercado dois modelos de telefone celular com TV digital: o Samsung V820, com preço de R$ 1.000 até R$ 720 e o Semp Toshiba CTV41, de R$ 899 até R$ 629.
Outros aparelhos que já estão à venda, principalmente pela internet são: uma Mini TVdigital MPTV TV3521 da Semp Toshiba encontrada no Globoshoping por 929,00 a R$ 998,50, e um dispositivo receptor para automóveis da Zinwell ZM-B1000. Há também inúmeras marcas de PenTVs no mercado, dispositivo USB para recepção em computadores e laptops que custam em média R$ 200." 
 
"Junto à transmissão de TV são enviados dados, que podem prover informações adicionais sobre a programação que está sendo transmitida.
A Japan Broadcasting, emissora nacional japonesa, envia notícias e informações sobre o tempo com seus programas, e planeja serviços interativos.
Se o aparelho utilizado é um celular, fica mais fácil estabelecer o sinal de retorno."
 
"Vale lembrar que a TV digital, terrestre em UHF é aberta, gratuita e não precisa de assinatura".
 
"Em Belo Horizonte o sinal digital "1Seg", das TVs abertas, já é uma realidade! Na região metropolitana, a mobilidade do sinal digital vai criar novos hábitos no transporte público."

03.
Continuando com o texto da mensagem anterior registrada no BLOCO: 
02/12/07
TV Digital (20) - Dois podcasts de Renato Cruz + "One Seg" 
 
Renato Cruz é jornalista do Estadão e mantém um Blog em http://blog.estadao.com.br/blog/cruz/.
Vale conhecer!

Aqui está um recorte do seu post de 20/12/07:

(...) Mas a televisão digital nipo-brasileira estréia incompleta.
De quatro grandes novidades que a tecnologia permite, está disponível somente uma: a alta definição, que melhora a imagem.

O telespectador terá de esperar pelas outras três.

A interatividade permite serviços parecidos com os da internet. Não foi integrada aos equipamentos a tempo.
A multiprogramação possibilita transmitir mais de um programa simultâneo, num só canal. Não interessou à maioria das emissoras.
Com a mobilidade, dá para assistir a TV aberta, de graça, no celular. Não existem aparelhos que funcionem nas redes de telefonia móvel do Brasil.
“Os aparelhos devem chegar ao mercado ao longo do ano que vem”, afirmou Marco Aurélio Rodrigues, presidente da Qualcomm do Brasil, empresa que criou a tecnologia CDMA, base da terceira geração da telefonia celular. (...)

Renato é um "resumidor" de primeira! :-)

04.
Transcrevemos abaixo algumas matérias sobre One Seg:

Fonte: Blog da TV Digital
[03/07/08]   A TV em qualquer lugar por Edson Siquara

Fonte: Globominas.com
[16/09/08]   Conheça os dispositivos one-seg lançados no mercado

Fonte: Folha de S.Paulo
[02/12/07]   Aparelho para uso com computador custa menos

Fonte: Sterling
[21/11/07]   Sterling testa receptores One Seg em ISDB-Tb com sucesso total em São Paulo

Fonte: Jornal Tudo Bem
[05/10/06]   Celulares se transformam em TV digital  

Fonte: IDG Now!
[03/04/06]   Japão estréia TV digital móvel  Por Martyn Williams, para o IDG Now!

05.
Temos também estes links mas ainda não fomos lá conferir: fica a "dica":  

TV aberta já chegou ao celular
Tectoy terá sintonizador USB para TV digital
Empresas de comunicações planejam multimídia para celulares 
Promessa de TV aberta em celular é algo absurdo, diz Siemens

Comentários? Opiniões?
Ao debates!  :-)

Boa leitura!
Um abraço cordial
Helio Rosa

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Nota:
Encontramos via Google este excelente trabalho do consultor legislativo Cláudio Nazareno:
Desmistificado a convergência - O caso da radiodifusão no celular 
Está transcrito mais abaixo mas recomendamos ler o original em formato .pdf.
 
O trabalho está datado de julho de 2007 e ainda não faz referência à 3G mas isto não invalida a ótima análise.
A visão de um consultor legislativo tem enorme importância na formação da opinião dos congressistas.
Vamos ler, meditar e debater?  :-)
 
No site da Câmara dos Deputados encontrei outros trabalhos do Nazareno mas ainda não conferi...ufa!  :-)
Estão relacionados no final desta mensagem.
 
Cláudio Nazareno claudio.nazareno@camara.gov.br possui graduação em Engenharia Elétrica pela Universidade de Brasília (1990) e mestrado em Tecnologias de Controle de Poluição das Águas - Cranfield University (2001). Desde 2003 é Consultor Legislativo nas áreas de ciência e tecnologia, comunicações e informática da Câmara dos Deputados. Tem experiência nas áreas de telecomunicações, comunicação social e engenharia eletrônica e sanitária.
 
Parabéns, Cláudio!

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DESMISTIFICANDO A CONVERGÊNCIA - O CASO DA RADIODIFUSÃO NO CELULAR
 
ESTUDO
JULHO/2007
 
Cláudio Nazareno
Consultor Legislativo da Área XIV
Comunicação Social, Informática, Telecomunicações,
Sistema Postal, Ciência e Tecnologia
 
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1. APRESENTAÇÃO
 
As operadoras de telefonia celular estão distribuindo conteúdo produzido por emissoras de radiodifusão e outras produtoras nas modalidades transmissão ao vivo (streaming) e descarga de conteúdo sob-demanda (ou download de vídeo on-demand). As implicações dessa nova modalidade de distribuição, o esclarecimento da nova fronteira tecnológica entre a radiodifusão e a telefonia móvel e suas possíveis implicações legais são o motivo deste trabalho.
 
2. TECNOLOGIA, SERVIÇOS E NEGÓCIOS
 
Quando surgiram os primeiros celulares com rádios incorporados ninguém se preocupou com a junção dos dois serviços no mesmo aparelho. Talvez pelos fatos de
que os rádios já eram portáteis e o usuário, pelo menos aquele mais tecnológico, pôde perceber claramente que ele estava recebendo o sinal de FM pelas ondas do rádio e o do celular pelas torres de sua operadora. Mas no caso da televisão no celular, a percepção, não só do público, mas principalmente dos agentes do setor, foi marcado por um misto de receio, esperança e excitação.
 
A distribuição de conteúdo audiovisual pelas operadoras é feita dentro da faixa de freqüências por elas utilizada para a operação de seu serviço de celular. Como as
operadoras possuem capacidade ociosa na sua rede instalada, oferecem novos serviços aos seus usuários através de comunicação de dados. Dessa forma, mediante o tráfego de dados, o usuário pode acessar a Internet, baixar conteúdos diversos, como ring-tones ou trailers, ou assistir televisão via streaming.
 
Como as Tecnologias de celular disponíveis comercialmente no Brasil, 1xRTT e EVDO (no CDMA) e EDGE (no GSM), possibilitam o transporte a taxas mais elevadas que nas gerações anteriores, a operadora passa então a operar reservando uma fração de sua capacidade de transporte para o uso de diversos novos serviços que não a tradicional ligação de voz. Cada Estação Rádio Base (ERB), que determina a célula ao qual o usuário está momentaneamente conectado, possui capacidade limitada de conexões e varia de acordo com a tecnologia empregada e, ainda, de acordo com o tipo de ligação, seja dados ou voz.
Tomando como exemplo o caso do CDMA, enquanto uma ERB comporta até 290 pessoas, ou canais, em comunicação de voz, cada conexão de dados 1xRTT ocupa o espaço de até 8 usuários em conversação (ligação de voz).
Na tecnologia GSM a situação é semelhante, embora, devido às baixas taxas do GPRS, o tráfego de voz não seja tão afetado. Todavia, caso o tráfego de dados cresça, e atualmente ele se limita a 5% do total, ele será limitado pelo tráfego de voz que possui prioridade até regulamentar. Assim, a operadora desconecta os usuários de dados, o que prioriza, na prática, o faturamento de minutos.
A tecnologia EVDO é limitada a 50 usuários por célula e, por ser somente para dados, não há competição com os usuários de voz.
 
Restringindo nossa análise para a comunicação de vídeo, da tabela anterior pode-se verificar que a velocidade de transmissão de vídeo no padrão EVDO se
aproxima da do DVD, esta de 30 quadros por segundo. Logicamente, as imagens para celular não rivalizam em qualidade com as do padrão DVD. Elas são muito menores, sendo dimensionadas para telas de até duas polegadas.
 
Neste ponto é importante esclarecer que, devido a limitações da regulamentação, o SMP é um serviço muito mais convergente que seu correspondente na telefonia fixa, o STFC. Enquanto o SMP é um serviço de telecomunicações sem limite de velocidade para dados, o STFC possui limite de 64 kbps.
 
Dessa forma, caso as operadoras desejem ofertar comunicações acima dessa taxa necessitarão obrigatoriamente de uma licença adicional, como, por exemplo, de Serviço de Comunicação Multimídia - SCM.
 
Embora a tecnologia celular avance constantemente e suas taxas de transmissão de dados sejam sempre crescentes, a chegada da televisão digital representará não só uma revolução tecnológica, mas também uma melhor alternativa técnica para a transmissão de televisão para os celulares.
 
Como é sabido, o Brasil adotou o sistema japonês ISDB em 2006. Sua operação comercial terá início em 2007. Nesse sistema, o canal de televisão de 6 MHz de largura é dividido em 13 segmentos. Cada segmento comporta transmissões de até 400 kbps e o central, de melhor recepção, é utilizado para o serviço de radiodifusão para aparelhos celulares.
 
Esse serviço é chamado de One Seg. Embora a taxa de transmissão seja até inferior que a do EVDO, como os dados são comprimidos (no padrão H.264), a qualidade apresentada é melhor que no serviço telefônico. Prova do sucesso do One Seg são os 5 milhões de aparelhos dotados de recepção ISDB e com telas de até 5 polegadas vendidos no Japão até fevereiro de 2007, com apenas um ano de funcionamento do serviço.
 
Sob a ótica da maximização do uso das ERBs e do aumento do tráfego e, conseqüentemente, das receitas, uma ERB sem uso é considerada investimento sem retorno.
Logo, canais disponíveis e não utilizados para voz (e a maior parte dos usuários geram poucos minutos de tráfego, haja vista a enorme proporção de celulares pré-pagos) podem ser utilizados para dados. Dessa forma, novos serviços para os usuários de maior poder aquisitivo podem ser explorados na tentativa de gerar mais receita, uma vez que o aumento do volume de minutos demonstrou ser difícil em um sistema fortemente ancorado em celulares pré-pagos utilizado, principalmente, por assinantes de menor renda.
 
Outra alternativa para o aumento do tráfego seria reduzir o custo do minuto da ligação. No entanto, essa não é a aposta das operadoras. O aumento do consumo dos clientes do serviço pré-pago é considerado como sendo ligado ao incremento da atividade econômica do País e à elevação da renda. Por isso, ao invés de reduzir margens, preferem direcionar os esforços para os clientes mais abastados, pois os novos serviços têm potencial para se tornar fonte de receitas mais rentável.
Enquanto o preço dos minutos se transformou em commodity, caindo de valor de maneira constante por causa da concorrência do setor, os downloads de conteúdo podem, de maneira relativa, gerar mais receita com menos tempo de utilização da infra-estrutura. Um minuto de conversa gera em torno de R$0,50 e uma descarga de ring-tone ou de um episódio de desenho animado custa R$ 4,00, em média.
No caso dos conteúdos gratuitos, como é o atual caso da televisão via streaming, a operadora ganha fidelizando o cliente, mantendo sua atenção no aparelho por maior tempo. Atualmente, o streaming da televisão aberta é oferecido de maneira gratuita e se encontra na fase chamada de teasing para despertar o interesse dos usuários. Certamente, caso o serviço comece a consumir banda considerável das operadoras, ele começará a ser tarifado. No entanto, com o advento da televisão digital, esse cenário é pouco provável.
Há algum impedimento legal para as operadoras de celular transmitirem televisão? Esse será o ponto focado no próximo tópico.
 
3. ENQUADRAMENTO LEGAL
 
A regulamentação do Serviço Móvel Pessoal, como é chamada a telefonia móvel, permite que, sob a mesma licença, as operadoras possam trafegar voz e dados.
O SMP é definido pela Regulamentação da Anatel como um "serviço de telecomunicações móveis"; desta forma, qualquer conteúdo pode trafegar por suas redes. Assim, qualquer programação, mesmo que oriunda da radiodifusão, pode ser transportada pelas operadoras de telefonia móvel para seus assinantes utilizando-se a faixa de freqüências que lhe foi licenciada para operar o serviço.
Nessa prática, as operadoras não estão prestando um serviço de radiodifusão. O motivo é que, enquanto o SMP é um serviço privado, disponível somente para assinantes e, portanto, pago, a radiodifusão é livre, pública e gratuita, configurando-se então como serviços distintos.
Avançando-se um pouco mais na questão legal, surge o interrogante: poderia se cobrar para transmitir algo que é de livre recepção?
 
Vejamos o caso da televisão por assinatura via cabo. As operadoras são obrigadas, por lei, a transmitir o sinal da televisão aberta. No entanto, elas cobram por isso, uma vez que não há assinatura gratuita para o serviço de TV a cabo.
De maneira análoga, não permitir que as operadoras de celular cobrem por disponibilizar seus meios para transmitir televisão configuraria um tratamento assimétrico, no mínimo, com relação às operadoras de televisão por assinatura.
 
Mas alguns questionamentos ainda podem ser feitos. A distribuição desses conteúdos deveria ser regulamentada? Uma vez que os serviços de televisão por assinatura são vinculados ao meio de transmissão (DTH, MMDS, TV a cabo) caberia regulamentar a distribuição de conteúdo no serviço móvel?
 
Em primeiro lugar, é preciso lembrar que as obras audiovisuais são regulamentadas pela Ancine.
Conforme Medida Provisória que criou o órgão, qualquer distribuidor deve recolher a taxa correspondente (do Condecine) para cada conteúdo ofertado aos usuários. Dessa forma, pode-se dizer que o governo já arrecada por esse serviço e, embora o órgão das telecomunicações não regulamente a distribuição desses conteúdos, o governo, através de sua agência de promoção de cinema, já o faz.
Nesse caso, para gerar um novo tributo no âmbito das telecomunicações, algo sempre do interesse do Estado, deveria ser criado um novo fator gerador que justifique sua instituição.
 
Se por um lado a distribuição pelas operadoras não causa problemas legais, sua interferência na produção, inserção e programação de matérias de natureza jornalística, sim.
Essas são atividades que possuem limite à participação do capital estrangeiro, no caso, de trinta por cento.
Outro empecilho é que as empresas de telecomunicações, além de poderem ser constituídas como Sociedades Anônimas, o que impossibilita o controle de propriedade, não possuem limites para o controle por não brasileiros.
Essas restrições ao capital estrangeiro também se aplicam à produção de conteúdo jornalístico. Vejamos o que diz a Constituição Federal:
 
Art. 222. A propriedade de empresa jornalística e de radiodifusão sonora e de sons e imagens é privativa de brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos, ou de pessoas jurídicas constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede no País.
 
§ 1
Em qualquer caso, pelo menos setenta por cento do capital total e do capital votante das empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens deverá
pertencer, direta ou indiretamente, a brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos, que exercerão obrigatoriamente a gestão das atividades e estabelecerão o conteúdo da programação.
 
§ 2
A responsabilidade editorial e as atividades de seleção e direção da
programação veiculada são privativas de brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos,
em qualquer meio de comunicação social.
 
Do trecho constitucional destacado pode-se entender que, embora a retransmissão integral do conteúdo de radiodifusão por parte das operadoras seja constitucional, a modificação, seleção e inserção de conteúdo de matérias de cunho jornalístico (atividades de programação da grade horária) é impedido pela Constituição.
Esse limite também se aplica a todas as empresas coligadas, conforme disposto na lei que regulamentou o artigo constitucional.
 
Todavia, essa discussão sobre a produção de matéria jornalística não está restrita somente aos limites impostos pela Constituição. A Justiça, em sentença da qual cabe recurso, considerou extensível o alcance da Lei de Imprensa aos conteúdos veiculados na Internet pelo fato das informações ali postadas poderem ser caracterizadas como notícias, publicadas em caráter periódico e para várias pessoas ao mesmo tempo.
Dessa forma e embora a lei seja de 1967, décadas antes da Internet existir, a Lei de Imprensa também regulamentaria a produção de matérias transmitidas por entidades que não empresas jornalísticas e de radiodifusão.
Assim, assuntos como crimes de injúria, calúnia e difamação e o direito de resposta estariam sujeitos a essa lei, independentemente da mídia ou do meio utilizado para veicular a matéria.
 
Continuaria em aberto, porém, a questão de se as empresas de telecomunicações, distintas das jornalísticas e de radiodifusão, caso veiculassem conteúdo
jornalístico, estariam ou não sujeitas, além da Lei de Imprensa, ao limite constitucional, aqui já discutido, de participação para o capital estrangeiro.
 
A temática ganhará ainda outro complicador tecnológico já em dezembro de 2007, ou início de 2008, com o advento da televisão digital e do serviço, já descrito, One Seg.
Devido à flexibilidade de alternância entre os serviços de radiodifusão e de telecomunicações que serão possíveis com a nova tecnologia, a identificação clara da fronteira entre os serviços será mais indefinida ou, até, imperceptível para o usuário.
Todavia, apesar da inovação tecnológica, a situação legal da recepção do One Seg pelo aparelho pode ser considerada similar à hoje existente na recepção de rádio (FM) pelos celulares. Ou seja, trata-se, apenas, da recepção em um aparelho diferente da usual televisão.
 
A difusão do One Seg deverá eliminar a oferta do serviço similar por parte das operadoras (streaming de TV ao vivo) e isso terá aspectos positivos para ambos os atores. Pelo lado das emissoras, a óbvia vantagem será a portabilidade, e a possibilidade de serem assistidas, a qualquer momento e em qualquer lugar, por um potencial de 100 milhões de pessoas (quando todos os assinantes do SMP tiverem aparelhos com televisão incorporada).
Pelo lado dos telespectadores, um aumento considerável na qualidade da imagem (passando de 1 a 15 quadros, no sistema atual, para 25 quadros por segundo, com maior robustez do sinal e em telas maiores).
 
Para as operadoras de celular, a liberação dos canais de dados da função streaming gratuito possibilitará a oferta de mais serviços de conteúdo audiovisual pagos, para clientes já mais fidelizados com o formato.
Por outro lado, como o serviço One Seg também transmite dados, o telespectador poderá interagir com a programação e, quando o fizer, poderá sair da radiodifusão e entrar na telecomunicação acessando, por exemplo, a Internet via operadora celular. Dessa forma, enquanto o usuário assiste à televisão no seu celular ele está sendo convidado a gerar tráfego e receita para a operadora via uma comunicação de dados.
 
Novamente o usuário ganha com esses novos serviços. Ganhar, no entanto, é um conceito relativo. O usuário estará sujeito a pressões cada vez maiores para
consumir mais e mais serviços e algumas salvaguardas deveriam ser estabelecidas para proteger as camadas mais vulneráveis de usuários, tais como crianças, adolescentes e até, porque não, consumidores compulsivos. Esses poderão sofrer com contas exorbitantes no final do mês quando descobrirem o tamanho da fatura resultante da descarga sem controle de conteúdo.
Quem é pai sabe o quanto uma criança gosta de assistir ao mesmo desenho do fundo do mar de calça quadrada. Igualmente, aqueles que gostariam de ver novamente as curvas estonteantes e generosas de alguma beldade super-exposta da vez não hesitarão em selecionar o download mais uma vez. Existirão também aqueles que não se conterão quando receberem ofertas imperdíveis no celular. Essa é outra prática comum no estrangeiro, onde são mandados alertas (via SMS) para os clientes consumirem quando próximos da loja parceira da operadora móvel. O número de pessoas que não conseguirá, certamente no início, pagar as faturas, certamente será grande. Os serviços terão que contar com proteções, do contrário, corre-se o risco de repetir o modelo do finado serviço 0900. Esses podem ser considerados efeitos colaterais da sociedade de consumo em que vivemos e que estamos incorporando através de novas tecnologias e modelos de negócios.
 
4. CONCLUSÕES
 
Pelos exemplos de aplicações comerciais já existentes e aqui analisados, a convergência celular-radiodifusão já é uma realidade. As operadoras já ofertam conteúdo televisivo como parte integrante do seu pacote de serviços de comunicações móveis. E essa oferta pode ser considerada legal mesmo que quando cobrada dos assinantes, desde que tenham sido depositadas as taxas correspondentes aos conteúdos ofertados e que os mesmos não sofram nenhum tipo de alteração. O poder público já regulamenta a distribuição de conteúdo através do Condecine e estas independem do veículo utilizado. Portanto, não caberia nova regulamentação e, conseqüentemente, taxação. O pagamento das taxas do Fistel e da outorga já seriam tributos suficientes para as operadoras de telefonia móvel explorarem todas as possibilidades de serviço que a licença permite.
 
A transmissão ao vivo da televisão pelo serviço móvel está, no entanto, fadada a ser progressivamente substituída com o início da televisão digital e do One Seg, inerente ao sistema japonês.
O novo modelo de negócios será uma interessante evolução que permitirá ao usuário assistir à televisão e interagir com a programação. Utilizando-se de um serviço de radiodifusão no aparelho receptor móvel, poderá se alternar para o tráfego de dados de acordo com os enlaces (ícones e botões) ofertados durante a programação.
Esse modelo ganha-ganha para as operadoras e emissoras é interessante do ponto de vista da exploração econômica, pois a radiodifusão ganha mobilidade e mais telespectadores.
A radiodifusão ganha em valor e certamente aumentará seu faturamento.
As operadoras ganharão com mais tráfego de dados sendo gerado pela indução constante ao cliente durante a programação para o consumo de produtos e serviços. Os anunciantes da televisão também ganharão pois seus produtos serão assistidos em uma nova mídia e terão novos canais de vendas, as operadoras.
 
Todavia, deve ser avaliado se nessa situação ganhadora os usuários/clientes/telespectadores enfrentarão riscos demasiados, apesar das óbvias vantagens tecnológicas.
Pelo lado da oferta de serviços e pela comodidade de poder assistir a televisão, gratuitamente e com mobilidade, é inegável o avanço.
Trabalhadores que façam uso de longas horas de transporte público, apenas para citar um exemplo, contariam com um precioso aliado para suportar o tempo perdido. Nesse sentido, mediante o uso de um serviço gratuito, enquanto no transporte público, eles seriam alçados ao mesmo nível de conforto e praticidade em que vivem os cidadãos mais abastados que se utilizam de PDAs e de telefones inteligentes no banco traseiro de seus carros.
Por outro lado, poderemos estar ofertando à população uma nova isca eletrônica que poderá aumentar não só as contas de celular mas, também, o consumo das pessoas que realizarem compras ou trafegarem mais do que o devido, ou por não perceber ou, até, por distúrbios compulsivos. Igualmente, as crianças e adolescentes devem ser resguardados de conteúdos inadequados. Apenas um Enter no aparelho admitindo possuir mais de 18 anos não pode ser considerada proteção suficiente.
O avanço da tecnologia é inevitável. Vivemos em um mundo cada vez mais bombardeado de serviços e produtos que, ao mesmo tempo em que facilitam nossa vida, tornando-a mais prazerosa, tem o poder de nos transformar de usuários e telespectadores (hoje em momentos separados), para clientes, consumistas, talvez até compulsivos, interativos, multimidiáticos e on-line “vinte e quatro por sete”. O celular terá importante responsabilidade por esse novo comportamento.

Ver outros trabalhos de Cláudio Nazareno neste "post":
28/09/08
TV Digital (28) - Ainda "One Seg" + Trabalho sobre TV no Celular - Leitura obrigatória - Autor: Cláudio Nazareno

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TRANSCRIÇÕES:

Fonte: Blog da TV Digital
[03/07/08]   A TV em qualquer lugar por Edson Siquara

Em Belo Horizonte o sinal digital 1-Seg, das TVs abertas, já é uma realidade! Na região metropolitana, a mobilidade do sinal digital vai criar novos hábitos no transporte público.
O laboratório de RF (Rádio Freqüência) da TV Globo Minas, por exemplo, está desenvolvendo kits (antenas e monitores) que serão instalados em ônibus, no metrô, em táxis e trens. As viagens vão ter mais informação e entretenimento, ao vivo, com o serviço de vídeo e áudio das TVs abertas e gratuitas. Os passageiros vão ver as novelas e telejornais da Globo, em qualquer lugar e em tempo real.
Nos próximos anos, serão oferecidos também conteúdos de vídeo de outras operadoras, como as empresas de celular, usando 3G, acesso via WiMax e outras tecnologias, e até mesmo satélite. Estamos pensando sempre em criar novas aplicações para a mobilidade. Você tem alguma idéia? Mande pra gente.

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Fonte: Globominas.com
[16/09/08]   Conheça os dispositivos one-seg lançados no mercado

A mobilidade e a portabilidade são características da TV digital no Brasil. Por causa dessa aplicação, novos produtos que recebem o sinal digital foram lançados. Já são encontrados no mercado dois modelos de telefone celular com TV digital: o Samsung V820, com preço de R$ 1.000 até R$ 720 e o Semp Toshiba CTV41, de R$ 899 até R$ 629.

Outros aparelhos que já estão à venda, principalmente pela internet são: uma Mini TVdigital MPTV TV3521 da Semp Toshiba encontrada no Globoshoping por 929,00 a R$ 998,50, e um dispositivo receptor para automóveis da Zinwell ZM-B1000. Há também inúmeras marcas de PenTVs no mercado, dispositivo USB para recepção em computadores e laptops que custam em média R$ 200. 

O sinal enviado para esses dispositivos é o one-seg, que é diferente do sinal HDTV recebido em televisores. A imagem é sempre com qualidade digital, livre de fantasmas, chuviscos e interferências. Vele lembrar que a TV digital, terrestre em UHF é aberta, gratuita e não precisa de assinatura. Em Belo Horizonte e algumas cidades da região metropolitana, São Paulo, Rio de Janeiro e Goiânia a TV Globo já iniciou sua transmissão digital. Conheça aqui alguns modelos de produtos one-seg.

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Fonte: Folha de S.Paulo
[02/12/07] Aparelho para uso com computador custa menos

A transmissão de sinal portátil, que é para computadores e dispositivos móveis, em baixa definição e conhecida como OneSeg, deverá ser o grande mercado da TV digital inicialmente, afirma Marcelo Gomes, gerente de engenharia da Comsat. O motivo é o preço mais baixo dos conversores.

A empresa irá lançar, em 17 de dezembro, um conversor desse tipo que custará R$ 350.
A TecToy é outra empresa que lançou apenas conversores para computadores. O dispositivo parece uma pendrive e custa R$ 369.

A Philips e a Gradiente estão oferecendo equipamentos semelhantes por R$ 370 e R$ 399, respectivamente. Esse tipo de dispositivo não exigirá nenhum tipo de antena, como é o caso dos conversores.

O sinal também poderá ser captado por celulares, mas nenhum fabricante anunciou aparelho com decodificador embutido. A previsão é que eles comecem a ser lançados no primeiro semestre de 2008.

No Japão, os celulares que captam TV digital ultrapassaram 10 milhões de unidades em julho deste ano, informou a Associação Japonesa de Eletrônicos e TI.

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Fonte: Sterling
[21/11/07]   Sterling testa receptores One Seg em ISDB-Tb com sucesso total em São Paulo

A Sterling do Brasil Ltda testou com total sucesso a recepção dos sinais digitais, já oficialmente transmitidos pela TV Globo de São Paulo, em 30fps, com sinais já em ISDB-Tb , ou seja, já no padrão brasileiro.

Os testes de recepção foram realizados com diferentes receptores One Seg da onTimetek em diversos locais da periferia de São Paulo, sem que houvesse nenhuma falha na recepção.

Dentro em breve, os mesmos testes serão realizados na cidade de Curitiba, mais precisamente na RPC – Rede Paranaense de Comunicação, quando a emissora tiver o seu transmissor instalado em caráter experimental, o que ocorrerá durante o mês de Dezembro de 2007.

Este é mais um marco na história da nossa empresa, pois no momento somente a Sterling do Brasil possui receptores móveis (USB e Car STBox) com a capacidade de receber sinais em ISDB-Tb.

Os receptores móveis One Seg da onTimetek começam à ser comercializados no Brasil pela Sterling do Brasil Ltda, atendendo às especificações do padrão amplamente discutido e recentemente adotado, o ISDB-Tb.

Fonte: Jornal Tudo Bem
[05/10/06]   Celulares se transformam em TV digital

Tecnologia permite que o usuário veja os programas a qualquer hora e em qualquer lugar 
 
Serviço está disponível em alguns aparelhos desde 1º de abril, e com uma novidade: a transmissão, antes analógica, agora é digital
Os telefones celulares do Japão ganharam mais uma função a partir de 1º de abril: TV. Alguns modelos já ofereciam, desde 2004, a recepção de sinais analógicos, mas agora o processo virou digital, algo inédito no mundo. Há muitas diferenças entre os dois sinais. Mesmo estando em movimento, a imagem da TV digital não fica “chuviscada”, sem contar as vantagens da interatividade e de se ter acesso a informações em tempo real, como a cotação do dólar ou a previsão do tempo.
 
E tudo de graça. Depois de comprar o celular compatível com a tecnologia, o usuário não paga nada para ver os programas das emissoras, já que a transmissão é aberta, como os sinais recebidos em casa. Assim, as pessoas poderão ver TV a qualquer hora e em qualquer lugar (desde que coberto pelos sinais).
 
Além dos celulares, a recepção dos sinais digitais pode ser feita por outros aparelhos móveis, como navegadores de carro e notebooks. Alguns modelos já foram lançados, mas outros deverão chegar ao mercado nos próximos meses. Entre os telefones, estão disponíveis somente três modelos, dois da AU e um da DoCoMo, que tem tela de 2,5 polegadas e autonomia de bateria para três horas de programação. A Vodafone deve lançar o primeiro aparelho compatível em junho, coincidindo com o início da Copa da Alemanha
 
Batizado de One Seg, o serviço usa um dos 13 segmentos em que o canal é dividido no padrão japonês de televisão digital. Apesar de o cliente não pagar nada para ter o sinal de TV aberta, a DoCoMo espera aumentar seu faturamento entre dezenas e centenas de bilhões de ienes, segundo o vice-presidente Kunio Ishikawa. Isso porque as pessoas se sentem compelidas a trocar o aparelho e a usar mais os serviços de dados.
 
O Japão conta com 91 milhões de telefones celulares, segundo dados do final de março – desses, 51,1 milhões de assinantes são da DoCoMo. A empresa criou uma série de conteúdos que estão relacionados aos programas de TV, para que o novo serviço gere tráfego e, em conseqüência, receita. Até 2008, o sinal de TV aberta para o celular terá o mesmo conteúdo que o transmitido para os televisores no Japão. Depois disso, a produção será específica, o que deve aumentar a interatividade do serviço.
 
Horário de almoço

O W41H é um dos dois modelos da operadora AU compatível com o sistema digital de transmissão, que passou a funcionar no país no começo deste mês
O horário nobre da TV aberta vista pelos japoneses no celular, segundo a DoCoMo, tem sido a hora do almoço, muito provavelmente por quem estaria no trabalho. A a operadora detectou, ainda, um grande número de usuários que assistem à TV enquanto falam ao telefone.
 
No último dia 8, a DoCoMo lançou o conteúdo dos canais fechados, a TV paga multicanal via satélite. Por se tratar de um serviço novo, a operadora não tem como dimensionar a receptividade e o mercado. Mas um dos apelos do serviço de canais pagos via satélite será a oferta de canais de áudio, já que o rádio ainda não foi convertido ao padrão digital no arquipélago.
 
Outros países já oferecem serviços de TV pelo celular, porém usando tecnologias diferentes. A Nokia vem fazendo testes na Alemanha e na França, com transmissões digitais “terrestres”, embora não ofereça a tecnologia disponível por aqui. Na Coréia do Sul, os sinais são enviados por satélite. Nos EUA, a maior operadora de celular do país oferece a MobiTV, que fornece TV ao vivo para alguns telefones e aparelhos portáteis, usando streaming via web.
 
Sinais analógicos acabam em 2011
 
O modelo P901iTV, por enquanto o único da DoCoMo, tem tela de 2,5 polegadas e autonomia de bateria para três horas de programaçãoEm dezembro de 2003, os canais abertos começaram a fazer transmissões digitais em Tokyo, Osaka e Aichi. Até o final de 2006, todo o Japão estará coberto pelos sinais de TV da nova era. Ao que tudo indica, essa tecnologia chegou para ficar, mesmo porque as transmissões analógicas, que chegam às casas dos telespectadores há mais de 50 anos no Japão, será extinta definitivamente em 2011.
 
O maior problema, porém, está no custo. Para receber os sinais digitais, é preciso ter um aparelho de TV compatível ou um decodificador. Como a nova forma de transmissão permite receber imagens de alta definição, o resultado só é obtido em um televisor com tela de plasma ou cristal líqüido. Se, por exemplo, um decodificador foi conectado a um aparelho comum de tubo, a qualidade quase não se altera.
 
É preciso também uma antena UHF para captar os sinais. Se a região for montanhosa ou cheia de prédios, a captação pode ser prejudicada, sendo necessário fazer contrato com uma empresa de TV a cabo.
 
Nas lojas, uma TV de cristal líqüido de 32 polegadas com decodificador embutido para sinais digitais é facilmente encontrada por menos de 200 mil ienes. Quem preferir, pode comprar o decodificador separado por valores aproximados de 70 mil ienes.
 
As fabricantes acreditam que o preço tende a cair com a popularização do novo sistema. Até 2005, foram produzidos 1,63 milhão de aparelhos de TV e decodificadores digitais, e a previsão do mercado é de que esse número dobre ou mesmo triplique nos próximos anos, com a entrada da transmissão também em outras províncias do arquipélago.
 
Até então, imagens de alta definição eram transmitidas somente por emissoras do sistema BS, mesmo assim com a necessidade de uma TV de plasma ou cristal líqüido para ver a melhora na qualidade. A diferença é que os canais abertos não cobram taxas.
 
Modelos disponíveis para tv digital*
*A autonomia se refere ao uso contínuo do aparelho na função de TV; os preços foram divulgados pelas operadoras na época do lançamento e podem variar de uma loja para outra
 
Operadora   Modelo    Lançamento    Autonomia   Preço
DoCoMo      P901iTV   março/06       3h              40 mil ienes
AU             W33SA    dezembro/05   2h45          24 mil ienes
AU             W41H      fevereiro/06    3h45          22 mil ienes
Vodafone    905SH      junho/06        4h             25 mil ienes
 
Vantagens da tv digital
 
- Imagem de alta definição (se for utilizada uma TV de plasma ou cristal líqüido) e som com qualidade de CD.
 
- Informações sobre programas e notícias em tempo real. Em um jogo de futebol, por exemplo, é possível ver a partida e saber de outros resultados em um quadro que aparece no canto da tela, acessado pelo controle remoto do aparelho.
 
- Participação em programas interativos, como responder perguntas, enquetes ou pesquisas.
 
- Possibilidade de ver imagens de TV em veículos e telefones celulares, sem as interferências que aparecem quando se está em movimento.
 
Províncias com tv digital para celular

Ibaraki, Saitama, Chiba, Tokyo, Kanagawa, Toyama, Gifu, Aichi, Mie, Kyoto, Osaka, Hyogo, Nara, Shizuoka, Shiga, Wakayama, Aomori, Iwate, Miyagi, Akita, Yamagata, Fukushima, Gunma, Tochigi, Niigata, Yamanashi, Nagano, Fukuoka e Okinawa
 
Previsão para outras províncias:
Maio: Fukui
Junho: Hokkaido
Julho: Ishikawa
Outubro: Tottori, Shimane, Hiroshima, Yamaguchi, Tokushima, Ehime e Kochi
Dezembro: Okayama, Kagawa, Saga, Nagasaki, Kumamoto, Oita, Miyazaki e Kagoshima
 

 
Fonte: IDG Now!
[03/04/06]   Japão estréia TV digital móvel  Por Martyn Williams, para o IDG Now!
 
Tóquio – País iniciou transmissão de programação digital para celulares no sábado (01/04).
 
Um serviço de TV digital voltado a celulares e outros dispositivos móveis estreou no Japão, no sábado (01/04).
Chamado "one-seg", o serviço oferece transmissão simultânea de diversos canais de TV terrestre e está disponível sem custos.
As transmissões começam em diversos pontos do país e, em Tóquio, os usuários devem ter acesso a pelo menos sete canais por meio do serviço.
A mobilidade faz parte do serviço japonês de TV digital, que divide a transmissão digital de cada canal de TV em 13 segmentos, dos quais 12 são usados para envio de sinal em MPEG2 para aparelhos de TV e um é usado para enviar MPEG4 para aparelhos móveis.
O sinal em MPEG4 tem resolução QVGA (320 pixels x 240 pixels), o que significa que é mais adequado para ser reproduzido em pequenos aparelhos, como celulares.
Junto à transmissão de TV são enviados dados, que podem prover informações adicionais sobre a programação que está sendo transmitida.
A Japan Broadcasting, emissora nacional, envia notícias e informações sobre o tempo com seus programas, e planeja serviços interativos. Se o aparelho utilizado é um celular, fica mais fácil estabelecer o sinal de retorno.
Entre os potenciais clientes, o serviço já é bastante conhecido, segundo uma pesquisa realizada com 6 mil pessoas no início de março pela NTT Advertising.
Mais da metade das pessoas consultadas tinha ouvido falar do one-seg e a maioria alegou que utilizaria o serviço para matar o tempo enquanto espera por algum compromisso.
Notícias, tempo e música foram os programas classificados como os mais atrativos, segundo a pesquisa.
Aparelhos prontos para utilizar o serviço já estão no mercado, com planos de mais lançamentos.
A NTT DoCoMo, maior operadora de celular do Japão, oferece um aparelho da Panasonic e a KDDI tem dois modelos disponíveis – um da Hitachi e outro da Sanyo. A Vodafone KK planeja oferecer um dispositivo compatível com o one-seg ainda neste ano.
Com o novo serviço, o Japão se torna o segundo país a oferecer transmissão digital para celulares – a Coréia do Sul iniciou um serviço similar em dezembro de 2005.
*Martyn Williams é editor do IDG News Service, em Tóquio.