Resultado de pesquisa de matérias
sobre GINGA feita na Coluna
CIRCUITO
da jornalista Cristina de Luca
Cristina de Luca (cristina.deluca@gmail.com) é Diretora de Conteúdo da produtora
de serviços de valor agregado para telefonia celular Gol Mobile e colunista
do site Convergência Digital; é formada em Comunicação com Master em
Marketing pela PUC do Rio de Janeiro e ganhadora do Prêmio Comunique-se de
2005 na categoria Tecnologia.
Cristina vem se destacando na cobertura dos problemas da
interatividade da TV digital.
Parabéns, Cristina, pelo excelente trabalho de informação!
Fonte: Coluna "Circuito" de Cristina de Luca -
Convergência Digital
[07/05/09]
TV Digital: Ginga-NCL é agora recomendação H.761 da UIT
Confirmado. Ao apagar das luzes do mês de abril, mais precisamente no dia
29, o grupo da União Internacional de Telecomunicações que trabalha na
normatização do IPTV, aprovou a linguagem NCL e seu ambiente de apresentação
Ginga-NCL, tecnologias genuinamente brasileiras, criadas para oferecer
interatividade plena em sistemas de TV Digital, como recomendação
internacional, sob o número H.761.
Além de definir a linguagem NCL, a recomendação descreve os requisitos para
a construção da máquina de apresentação Ginga-NCL, responsável
pela exibição e controle de aplicações NCL.
Significa que o Ginga-NCL, especificação aberta de de propriedade
intelectual da PUC-Rio, resultado de pesquisas realizadas no Laboratório
TeleMídia de seu Departamento de Informática, passa, agora, a compor uma
série de recomendações para IPTV, aprovadas no mesmo dia. Medida que já está
sendo considerada pelos especialistas um marco importante. Isso por que
permitirá aos fabricantes começarem a aplicar as especificações dos seus
produtos. Ou seja: o Ginga-NCL passa a ser o primeiro framework de
aplicações multimídia para serviços IPTV aprovado pela UIT-T.
A UIT defende um ambiente padronizado para IPTV, com objetivo de colocar um
ponto final na profusão de abordagens incompatíveis, as quais tornam os
assinantes reféns de conteúdos produzidos por determinados fornecedores de
serviços. Seria mais fácil para o usuário IPTV, por exemplo,consumir o
conteúdo de seus países de origem.
Entre as normas aprovadas recentemente pela UIT estão ainda, além do NCL e
do Ginga NCL, (1) a recomendação ITU-T H.720 que dá a visão geral do a
arquitetura e componentes funcionais de um terminal IPTV e fornece uma
descrição de alto nível funcionalidade necessária para suportar serviços de
IPTV; (2) a ITU-T H.721, que descreve e especifica o funcionalidades do
terminal IPTV dispositivos como set-top boxes e televisores digitais para
serviços básicos IPTV e estabelece também& condições sobre qualidade de
serviço (QoS) para entrega de conteúdos IPTV; (3) a H.701 - sobre
recuperação de erros na entrega de conteúdos IPTV; (4) a H.760 - que dá uma
visãop geral sobre a aplicação multimídia para IPTV; (5) a H.750, que aborda
a especificação de metadados para Serviços de IPTV; (6) e a H.622.1, que
aborda a arquitetura e os requisitos funcional para redes domésticas de
apoio a serviços IPTV.
Na prática, apesar da nova Recomendação H.761 - Nested Context Language (NCL)
and Ginga-NCL for IPTV Services definir a linguagem NCL como padrão UIT-T
para a construção de aplicações multimídia destinadas ao ambiente de TV
interativa, a adoção de fato pelo mercado é uma tarefa que pode ser muito
auxiliada pela expansão, no Brasil, das aplicações interativas para o SBTVD.
O esforço de padronização internacional teve início há quase dois anos,
quando pesquisadores brasileiros presentes às primeiras reuniões do então
chamado "focus group on IPTV" da UIT foram convidados por delegados
japoneses a apresentar a arquitetura Ginga do SBTVD. A partir de então,
pesquisadores da PUC-Rio começaram a participar das delegações brasileiras
organizadas pela Anatel para a defesa da proposta brasileira junto aos
delegados da UIT-T no "study group 16 - codificação, sistemas e aplicações
multimídia".
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Fonte: Coluna "Circuito" de Cristina de Luca -
Convergência Digital
[27/04/09]
TV Digital: Sun garante que compra pela Oracle não muda negociação
A reunião desta segunda-feira, 27/04, do Conselho Deliberativo do Fórum
SBTVD definiu alguns pontos importantes.
"No que diz respeito ao Ginga-J, a negociação continua. Haverá uma reunião
amanhã 928), lá nos Estados Unidos, para discutir valores. O que nos foi
dito é que a compra pela Oracle não muda nada do que já estava em
andamento", explica André Barbosa, asssessor especial da Casa Civil, com
assento no Fórum.
"Ficaram de nos dar uma resposta até sexta-feira. E se ela chegar aos
valores que consideramos ideal para a indústria, o presidente do Fórum já
está autorizado a enviar a norma Ginga-J com as APIs Java DTV para a ABNT,
para a consulta pública. Do ponto de vista técnico, a especificação já está
aprovada", concluiu ele.
O valor de referência para negociação é abaixo do US$ 0,69 cobrados hoje e o
mais próximo possível de US$ 0,40 pretendidos pela indústria, e que já é o
valor praticado como alguns fabricantes multinacionais.
Há pessoas no Fórum otimistas quanto o resultado das negociações com a Sun.
Agora, no que diz respeito a este aspecto, a melhor postura é aguardar os
dedobramentos dessa negociação. Talvez, por isso, a posição oficial do Fórum
SBTVD, segundo sua assessoria de imprensa, é a de que ainda não há uma
posição final a respeito da especificação do Ginga para conversores fixos e
TVs com conversores embutidos.
Um membro do Conselho Deliberativo resumiu em poucas palavras a situação:
"Dizer que a decisão foi protelada, é muito forte. Dizer que nada foi
decidido, é muito forte também".
Decidido mesmo, hoje, segundo André Barbosa, foi a criação de um grupo ad
doc para auxiliar o Peru na adoção do padrão nipo-brasileiro de TV Digital.
A primeira atividade deverá ser auxiliar os peruanos na criação de seu
próprio Fórum, Depois auxiliá-los com relação a harmonização das
especificidades técnicas dos padrões Arib, SBTVD e do próprio Fórum perunao
durante a definição do o seu sistema.
A intenção do Brasil é se colocar a disposição de todos os outros países da
América do Sul que decidirem adotar o padrão nipo-brasileiro, tanto no que
diz respeito à cooperação técnica, como para auxiliá-los também na criação
de seus próprios fóruns e articular para que os fóruns de todos os países
formem um grande fórum internacional da região.
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Fonte: Coluna "Circuito" de Cristina de Luca -
Convergência Digital
[23/04/09]
TV Digital: Forum SBTVD tem reunião decisiva
Que o leitor tire as suas própria conclusões.
Para que a interatividade chegue de fato à TV Digital até julho, como
garantiu o Ministro Hélio Costa, não há mais tempo a perder.
O Fórum SBTVD terá que cumprir a promessa de referendar o Ginga-J no máximo
até o fim de maio; vai ter que enviar a especificação para a ABNT, onde
ficará em consulta técnica por um mês (junho todo) para que a versão final
possa vir a ser liberada para a indústria no mês de julho, como assegurou o
ministro.
A reunião do Conselho Deliberativo do Fórum, agendada para a próxima
segunda-feira, 27 de abril, será decisiva para que esse prazo se cumpra.
A ver.
Há quem diga que nessa reunião, o Conselho Deliberativo já votará a
especidficação do Ginga-J, com Java DTV, consolidada nos últimos dias pelo
Módulo Técnico. Informação não confirmada oficialmente pelo Fórum, onde
reina o silêncio, nefasto para todos.
Quanto mais transparente for o trabalho do Fórum, melhor para toda a
sociedade. Se o Java DTV já está aprovado, porquê não revelar logo a escolha
e explicar os próximos passos de validação? Ela é de interesse de muitos. E
o atraso não aplacará as polêmicas, caso elas venham a surgir.
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Fonte: Coluna "Circuito" de Cristina de Luca -
Convergência Digital
[09/04/09]
TV Digital: O que é Java DTV? Tem custo ou não? por Cristina De Luca
Depois de passar os dois últimos dias tentando ouvir o Fórum SBTVD sobre os
motivos que o levou a não anunciar oficialmente a decisão do Conselho
deliberativo pelo uso do middleware fixo completo, incluindo a nova
especificação do Ginga-J, decidi publicar a entrevista feita na
terça-feira,07/04, com Paulo Riskalla, líder da área de Software OEM da Sun
Microsystems para América Latina.
Do Fórum continuei ouvindo esta semana que "nada foi decidido, ainda", "não
há sobre o que falar", "e a decisão não deve sair esta semana, só na
próxima", embora muitas fontes confirmem o contrário.
Procurei a Sun, então, para tentar entender, exatamente, o que é o Java DTV.
E tentar saber que custos sobre ele poderiam ser objeto de uma negociação
que, segundo algumas fontes, estaria atrasando o anúncio oficial do Fórum
SBTVD.
Riskalla foi didático e objetivo.
"Java DTV é um conjunto de APIs, que pode ser considerado uma única API
dentro do Ginga-J e que, funcionalmente, substitui o GEM. Sua especificação
foi criada a quatro mãos, pela Sun e um grupo definido pelo Fórum", diz. "A
especificação é, portanto, de co-propriedade da Sun e do Fórum SBTVD. O
Fórum tem a possibilidade de harmonizar a especificação com os outros
módulos do Ginga e, se quiser, fazer a implementação ou apenas determinar
que empresas o façam. O Fórum também pode definir que tipo de licença deverá
reger essa implementação", explicou.
Então, não há nenhuma cobrança da Sun para o Java DTV?
"Não há custos sobre a especificação", responde Riskalla. Pode haver
cobrança sobre uma implementação. O Fórum pode pedir que a Sun ou qualquer
outra empresa faça uma implementação de referência. Para isso há custo. Há
custo para o desenvolvimento da implementação comercial e pode haver
cobrança por ela. Mas não houve qualquer pedido do Fórum para a Sun nesse
sentido".
E a própria Sun, vai fazer uma implementação comercial da especificação Java
DTV? _ quis saber. Segundo Riskalla, isso é uma possibilidade, mas ainda não
está nos planos da companhia. O que a Sun fez foi deixar disponível para
download em seu site a versão 1.0 da especificação que foi entregue ao
Fórum. "Posso te dizer que, desde março, quando foi liberada, já tivemos um
pouco mais de 600 downloads", afirma Riskalla.
Mas se a Sun ainda não tem planos de fazer uma implementação comercial, e
submetê-la ao Java Community Process (JCP) e ao Sun Certified Programmer
(SCP) para que vire uma JCR certificada, alguma outra empresa pode fazê-lo?
"Sim. E passar a cobrar de qualquer um que faça uso da tecnologia aprovada
lá", explica Riskalla.
Sobre o quê, então, há custos na relação da Sun com o Fórum?
Riskalla explica que há cobrança sobre implementações comerciais da Sun
usadas no middleware, como a máquina virtual Java, o Java TV e o JMF. "E
posso assegurar que por termos interesse em ver o mercado brasileiro e
latino americano crescer, definimos um valor bastante agressivo,
competitivo, diferente de tudo que trabalhamos no mundo. É um valor para o
teto, que pode cair em negociações envolvendo grandes volumes. Um valor para
ajudar o mercado a decolar", explica o executivo.
Sobre esses valores, e a a possibilidade de queda deles em uma provável nova
rodada de negociação do Fórum com a Sun, Riskalla não pode falar. Mas sua
entrevista me levou a fazer outra série de perguntas para fontes do Fórum,
integrantes ou não do Conselho Deliberativo.
Que APIs integram o GEM e do MHP foram substituídas pelo Java DTV?
Saem as APIs Havi e Davic e entram inovações brasileiras como a inclusão das
APIs LWUIT, para tratamento de interface, que possibilita levar para a TV
conquistas das interfaces dos celulares como ícones que rodam, mudam de
lugar, etc.
"GEM" e "MHP" são a espinha dorsal especificações da interatividade camada
do Blu-ray, da plataforma "tru2way", e de middlwares adotados na Itália,
Coreia, e outros países europeus. O que o Brasil está propondo é uma
espeinha dorsal nova, royalty-free/open. Razão de um dos maiores argumentos
favoráveis do Java DTV é o fato do Brasil ter a oportunidade de deixar de
ser um seguidor de tecnologias, pora se tornar um propositor.
Quem propôs a renegociação de valores com a Sun?
A Eletros, representante dos fabricantes de televisores e conversores. A
Eletros sempre alimentou o desejo de ter o menor preço possível para os
componentes de software. O estranho é que componentes como a Máquina Virtual
Java não são de fornecimento exclusivo da Sun. Podem ser adquiridos de
outros fabricantes. E o próprio desenvolvedor do middleware pode fazer tudo
do zero, já que todas as APIs são públicas. Segundo algumas fontes, é
possível desenvolver um middleware do zero. E arcar apenas com os custos de
certificação, para poder usar marcas como Java, entre outras.
O Fórum SBTVD tem interesse em desenvolver uma implementação de referência
do Ginga-J com o Java DTV?
Essa possibilidade chegou a ser discutida e depois perdeu força para a
corrente que defende que o Fórum SBTVD investa no desenvolvimento de uma
suite de testes de conformidade para implementações do middleware Ginga. Até
porquê, teoricamente o projeto Ginga CDN, financiado pelo governo, deve
desenvolver uma implementação Ginga de referência e dar contibuidade às
pesquisas de novas tecnologias que possam vir a ser incorporadas ao
middleware Ginga. Um trabalho que deverá render os primeiros frutos em um
ano, no cenário mais otimista.
Perguntas ainda sem resposta
Durante toda a semana procurei confirmar com o Fórum SBTVD os motivos que
levaram ao adiamento do anúncio de escolha do Ginga-J com o Java DTV. Como o
Java DTV faz uso de APIs da implementação Java TV, onde existe cobrança de
licenciamento por parte da Sun, é bem possível que a negociação pendente com
a empresa passe por aí.
De todo modo, a opinião geral era a de que este detalhe deveria ter sido
negociado lá atrás, em março de 2008, quando da assinatura do memorando com
a Sun. E não agora.
Há quem veja nesse pedido uma manobra para voltar a atrasar todo o processo.
Definido o uso do Java DTV, o Módulo Técnico do Fórum SBTVD precisa
consolidar o trabalho de especificação do Ginga-J e submetê-la mais uma vez
à aprovação do Conselho Deliberativo. Os mais otimistas dizem que isso deve
acontecer na próxima reunião do Conselho, no dia 27 de abril, uma vez que
dia 21 é feriado e, no meio de caminho, muitos de seus membros esatrão no
NAB Show, em Las Vegas.
Caso aprovada na reunião do dia 27, a especificação do Ginga-J segue para
consulta pública na ABNT e referendo do Comitê de Desenvolvimento. Processo
que deve consumir todo o mês de maio, já que demora no mínimo 30 dias.
Resumo da ópera: dá tempo para ter conversores com middleware no mercado
antes do Natal?
Os mais otimistas dizem que sim. Os pessimistas dizem que não. E que se a
interatividade for postergarda para 2008, será muito mais complicado
defender o padrão brasileiro nos países latino americanos.
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Acertou quem disse que poderia ser uma das reunões mais longas do Coselho
Deliberativo do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital. No início da
manhã desta segunda-feira, 06/04, parecia o contrário. A informação,
recebida às 10h, foi de que a decisão, na votação do Conselho Deliberativo,
foi, de fato, pelo Java-DTV.
Mas, no meio da tarde, por volta das 16h30, a informação da assessoria de
imprensa do Fórum SBTVD, contudo, não foi a esperada.
Oficialmente, "a decisão do Fórum SBTVD ainda não foi tomada". E, sim, se
dará esta semana. Mais, ninguém se atreveu a dizer. Data, prazo para um
anúncio? "Deve sair ao longo desta semana", recebi por SMS.
Cruzem os dedos, senhores. O Fórum SBTVD não só precisou, como, agora,
demonstra toda a sua 'ginga' e jogo de cintura em mais esse capítulo em
torno da definição do middleware para os conversores fixos e televisores com
conversores embutidos. Detalhes importantes estão em negociação.
E é sempre bom lembrar que qualquer decisão do Conselho Deliberativo passa
pelo crivo do Comitê de Desenvolvimento do Governo Federal - formado pelos
ministros - que pode referendá-la ou não. Geralmente o governo confirma a
decisão do Conselho Deliberativo. Mas pode discordar e assumir o ônus de
decidir diferentemente, como aconteceu com a decisão pela obrigatoriedade do
DRM no conversor.
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Esta segunda-feira, 06/04, é um dia importante para o Fórum SBTVD e o
futuro do mercado de TV Digital no Brasil. Pela primeira vez desde que foi
criado, o Fórum poderá tomar uma decisão sem consenso, por voto. Na pauta,
a especificação do middleware Ginga para receptores fixos e televisores
com receptores embutidos. E, ironia das ironias, para decidir que Ginga
teremos, o Fórum precisará mostrar toda a sua 'ginga'.
Passados quinze dias da última reunião do Conselho Deliberativo, ninguém
arrisca um palpite. "Pode ser a reunião mais rápida ou a mais longa da
história do SBTVD". "Tudo pode acontecer". "As opniões continuam muito
divididas", formam as frases mais ouvidas nos últimos dias.
Uma coisa é certa. Se realmente tomada hoje _ como espera a maioria e
deseja o Conselho Deliberativo, formado por treze conselheiros dos setores
de Recepção, Radiodifusão, Software, Transmissão e sete representantes
indicados pelo Poder Executivo _ a decisão deixará ao menos um segmento
industrial feliz: o de software, que terá finalmente uma diretriz clara
para trabalhar.
Explico.
O middleware Ginga é desenvolvido em três partes: uma é o Ginga-NCL, já
definido; a outra, o Ginga-J, sobre o qual pairam as dúvidas; e a
terceira, uma camada comum a esses dois módulos, declarativo e procedural,
encarregado da comunicação entre eles, de modo a balancear o uso do melhor
em termos de performance para a aplicação interativa.
É possível ter aplicações interativas só usando o módulo NCL? É. E já
existem várias delas em teste no mercado. É inegável que a linguagem NCL,
somada à linguagem Lua _ interativa, com alto poder computacional (é sete
vezes mais eficiente em termos de utilização que o Action Script,
utiizando um espaço quarenta vezes menor) e de penetração (já é uma das
linguagens mais usadas no mundo na área de entretenimento) _ dá aos
desenvolvedores brasileiros a oportunidade de resolver de forma fácil e
eficiente um conjunto muito grande de tarefas da TV digital.
Mas é igualmente inegável que só com NCL/Lua, podemos deixar de fazer
coisas de forma tão eficiente quanto Java faz. Por quê? Porque o Java dá
conta de tarefas computacionais mais complexas, como as necessárias a
transações que demandem requisitos de segurança forte.
Qual o melhor dos mundos? Ter os dois. Razão pela qual tantos defendem
esse caminho.
São maioria? Impossível prever, dizem todos os integrantes do Fórum com
quem tive a oportunidade de conversar, de diversos segmentos, software,
academia, radiodifusão, indústria de receptores, governo...
Sendo, o Conselho Deliberativo do Fórum SBTVD precisará definir, então,
que especificação de Ginga-J usar: a com GEM (Globally Executable MHP) ou
a com Java-DTV (especificação livre recém criada pela Sun)? Qual das duas
abre mais portas para o padrão brasileiro no mercado internacional?
Sobretudo nos países latino americanos, onde o lobby do padrão DVB,
europeu, vem usando a indefinição em torno da especificação do middleware
Ginga para receptores fixos e televisores como argumento contrário ao
padrão nipo brasileiro? E aí,novamente, as opiniões se dividem. Há quem
advogue que a única forma de manter o argumento "livre de royalties" para
o middleware seja optar pelo Java-DTV. E há quem acredite que a boa
penetração do GEM em outros mercados possa facilitar a disseminação do
padrão nipo brasileiro em outros países.
Uma decisão o mais rápido possível aceleraria também os complexos
trabalhos de harmonização do middleware brasileiro com os diferentes
padrões de middleware existentes, e de adequação aos requisitos gerados
pela convergência tecnológica com outras redes (Internet e telefonia
móvel, entre as principais).
A guerra dos Ginga é ruim para os negócios
Considerando que o Ginga é o único componente genuinamente nacional do
"sistema nipo-brasileiro" de TV Digital, a definição da especificação que
tanta curiosidade gera em outros mercados, faria muito bem aos negócios,
nos mercados interno e externo.
Quer um bom exemplo?
Daria ainda mais brilho ao cartão de visitas do SBTVD na próxima NAB Show,
de 17 a 23 de abril, em Las Vegas, onde o Fórum SBTVD participará, este
ano com estande próprio. Segundo a assessoria de imprensa do Fórum, já
estão confirmadas a presença, no mesmo espaço, da UFPB - Universidade
Federal da Paraíba e das empresas Mopa, Telavo, Transtel Conti e EiTV.
Outras empresas, como a TQTVD e a HXD Interactive Television, também
articulam a ida ao evento.
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Fonte: Coluna "Circuito" de Cristina de Luca -
Convergência Digital
[23/03/09]
TV Digital: Fórum SBTVD adia decisão sobre Ginga para início de abril
Conforme o previsto, a decisão final para especificação do middleware do
SBTVD por parte do Fórum foi adiada para daqui a 15 dias, no dia 6 de
abril, quando acontece a próxima reunião do Conselho Dliberativo. A
informação é da assessoria de imprensa da entidade. Despois de ouvir
atentamente todas as considerações e análises de cada módulo, os
conselheiros decidiram, de posse das apresentações, consultarem seus pares
antes de baterem o martelo.
Afinal, em jogo estão muitos interesses comerciais em torno do middleware
Ginga e da própria exploração da interatividade no SBTVD.
Conforme já dito antes, a especificação da parte declarativa do Ginga (o
Ginga-NCL) está pronta e em condições de, não só ser embarcada nos
conversores, televisores e celulares, como servir de base para o
desenvolvimento de diversos tipos de aplicações interativas.
A especificação da parte procedural (a Ginga-J) vive a disputa entre o
módulo GEM e o módulo Java-DTV. Em torno dela, perguntas a serem
respondidas:
1 - Até que ponto a definição pelo Java-DTV, desenvolvido a partir de
recente especificaão entregue pela SUN, e portanto livre de patentes
submarinas, maximiza ganhos com tecnologia nacional e minimiza
dependências estrangeiras e pagamentos de royalties?
2 - O quanto o país ganha em autonomia nesse padrão?
3 - O quanto o pagamento dos royalties e das prováveis patentes submarinas
do GEM inviabilizam a sua escolha?
4 - A adoção do GEM é realmente garantia de interoperabilidade? De
compatibilidade com os sistemas internacionais, possibilitando o uso aqui
de aplicativos criados fora e/ou a exportação de aplicações criadas aqui?
Os módulos Técnico, de Mercado e de Propriedade Intelectual fizeram suas
apresentações ao Conselho Deliberativo do Fórum SBTVD. A indefinição
quanto ao domínio tecnológico do JavaDTV e o pagamento de royalties do GEM
são, sim, limitantes que precisam ser avaliados com cuidado. Mas não são
os únicos.
A sorte está lançada, portanto.
E o consenso será muito difícil.
A academia está rachada. Há quem defenda a tese de que o Ginga-J não é
essencial para a interatividade. A parte declarativa NCL/Lua dá conta do
recado. Há também votos declarados à adoção do GEM, por parte de
pesauisadores da Universidade Federal da Paraíba, envolvidos com outros
projetos internacionais que fazem uso do padrão. E há ainda os que
defendam o Java-DTV, como chance única do Brasil, dono de uma das maiores
comunidades de desenvolvedores java do mundo, estar na dianteira da
evolução tecnológica não só da interatividade da TV Digital aberta, mas
também da IPTV.
No segmento de radiodifusão, acontece o mesmo. A Rede Globo, por exemplo,
é uma das que não admite a interatividae sem o módulo Java, embora todas
as aplicações interativas já colocadas em teste por ela tenham sido
escritas usando somente o módulo declarativo, em NCL/Lua. E Há outras
emissoras bastante satisfetias com essas aplicações declarativas apenas.
Entre a indústria de conversores e receptores há predileção pelo GEM. Mas,
mais do que isso, há o claro interesse de alongar o máximo as discussões.
Há muito produto pronto para chegar o mercado, antes daqueles que passarão
a incorporar todos os recursos necessários à interatividade.
A expectativa, conforme já o esperado é de que a decisão possa levar mais
um mês, no mínimo, mas dificilmente se alongará mais, já que o próprio
presidente do Fórum SBTVD, Frederico Nogueira, está disposto a evitar
atrasos. "Não vou enrolar com esse assunto. Vou botar para votar. Em abril
a gente fecha o assunto interatividade, seja para o bem, seja para o mal,
por unanimidade ou não", disse em entrevista concedida em Janeiro ao
Convergência Digital.
Se vai conseguir, só o tempo dirá. Embora, depois desta segunda-feira,
23/03, há quem jure que se a decisão não for tomada no dia 6, da semana do
dia 21 não passa. E ela é emblemática para o país. "Liberdade, ainda que
tardia" pode vir a ser o mote do Fórum SBTVD. Afinal, dia 21 de abril
remete à inconfidência mineira (21 de abril é dia de Tiradentse) e 22 de
abril, ao descobrimento do Brasil.
No ar, o Ginga-NCL 0.10.1 ...
...a mais nova versão da implementação de referência do Ginga-NCL . Já
disponível para download no Portal do Software Público.
Diz a PUC-Rio que além de oferecer novas funcionalidades e uma nova
arquitetura, baseada em componentes de software, essa implementação é mais
estável que as anteriores.
Entre as principais novidades estão:
- Código baseado em Componentes de Software, com a possibilidade de
carregamento dinâmico dos módulos necessários para a apresentação de cada
aplicação NCL, conforme a demanda. E a manutenção do middleware por meio
de atualizações em tempo de operação;
- Gerência de Contexto, para que perfis de usuários possam ser criados e
modificados, conforme suas preferências de exibição, localização,
dispositivos, etc. Significa que essas preferências podem ser acessadas
por aplicações NCL e NCLua por meio das variáveis globais NCL, para
personalização e adaptação ao contexto;
- Nova camada de abstração de hardware no Ginga Common Core (gingacc-system),
para facilitar ainda mais o porte entre plataformas;
- Apresentação de aplicações NCL remotas (http://...), por download;
- Maior aderência a Norma ABNT (NCL e NCLua);
- Maior estabilidade do player XHTML (links);
- Implementação Ginga pronta para acomodar outros subsistemas que não
somente o Ginga-NCL;
- Diversas outras melhorias, que podem ser encontradas nos arquivos
Changelog de cada componente.
Usuários do Ginga Live CD 1.0 já contam com todas essas facilidades, já
que possuem o Ginga-NCL 0.10.1 ali embutido. Usuários do Ginga Virtual
Set-top Box devem aguardear umnovo release, previsto para breve.
Desenvolvedores do middleware devem atualizar seu código para Rev. 21. O
Wiki de Compilação e instalação também já está atualizado, em http://svn.softwarepublico.gov.br/trac/ginga/wiki/Building_Wiki_GingaNCL.
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Fonte: Coluna
Circuito de Cristina de Luca - Convergência Digital
[04/03/09]
TV Digital: Guerra para quê e para quem?
Março será decisivo para o Ginga-J.
Tudo o que o Brasil não precisa agora é de outra guerra no já tão polêmico
mercado de TV Digital, como a que começou a se desenhar nesta quarta-feira,
04/03, com o movimento feito pela Sun em defesa do Java DTV. Legítimo, por
sinal, já que a especificação de um módulo Java isento de royalties e patentes
submarinas foi um pedido do governo brasileiro, prontamente atendido pela
empresa, que viu nele a possibilidade de conquista de novos mercados.
Vamos aos fatos.
Nos últimos meses - e alguns chegam a afirmar que por indução da indústria de
receptores - o Fórum do SBTVD decidiu rever todo o processo de especificação
do Ginga. O momento era oportuno. Afinal, o módulo técnico estava 100% voltado
para o trabalho de adequação ao Ginga-J da especificação do Java DTV entregue
pela Sun.
O Conselho Deliberativo do Fórum, então, definiu a data de 23 de março para
que todos os grupos apresentassem estudos sobre todas as possibilidades de
formação do middleware _ Ginga-NCL puro, Ginga-NCL com Ginga-J/GEM, e Ginga
NCL com Ginga-J/Java DTV _ para tomada de decisão e encaminhamento de uma
norma Ginga para conversores fixos e televisores com conversores embutidos
para o Conselho de Desenvolvimento (formado pelos ministros) e para apreciação
da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
"Não só o Módulo Técnico apresentará estudos. Também os Módulos de Mercado e
de Propriedade Intelecutal farão suas análises", comenta o professor Guido
Lemos, da Universidade Federal da Paraíba, membro do Conselho Deliberativo e
coordenador do desenvolvimento do Ginga-J.
O problema é que não há consenso sobre qual é hoje a melhor escolha para o
país. Nem mesmo entre os integrantes do Módulo Técnico. As opiniões estão
muito divididas.
Há quem acredite, como a Sun e seus parceiros, que a opção do Ginga completo e
aberto, com NCL e Java DTV, é a melhor escolha. Mas tudo pode acontecer. Até
mesmo a definição de que o Ginga-J será mesmo com o GEM, posição defendida
pela Universidade Federal da Paraíba. Não está descartada nem mesmo a opção
remota de que a norma do middleware para os conversores fixos inclua apenas o
Ginga-NCL.
No que diz respeito ao desenvolvimento do Ginga-J, todas as opções têm
vantagens e desvantagens. No quesito "interoperabilidade", a vantagem é do GEM.
Já no quesito armazenamento, a balança pende para o Java DTV. E ainda há
dúvidas se no quesito custo, também.
"Embora a Sun diga que o Java DTV é isento de royalties, isso não quer dizer
que ele não tem custo de licenciamento", afirma Guido. "O Módulo de
propriedade Intelectual está estudando isso", completa o professor.
Ninguém consegue responder com absoluta certeza também o quanto mais o GEM
acresce no preço final do middleware. Há quem fale entre U$ 1,5 de U$ 2 por
receptor, considerando apenas o custo de licenciamento atual. Mas o valor pode
aumentar caso o detentor de alguma possível patente submarina decida exercer
seu direito de cobrar por ela.
Moral da história: dia 23, a sorte do Ginga-J estará lançada. Caso considere
os estudos elucidativos, o Conselho poderá decidir no mesmo dia, e encaminhar
sua decisão para que seja referendada pelo Conselho de Desenvolvimento.
Aprovada, a intenção é que até o fim de março, a norma do Ginga-J entre em
consulta pública na ABNT.
Havendo qualquer tipo de ruído ou pedido de novos esclarecimentos, o tempo de
decisão pode ser maior. Mas o próprio presidente do Fórum SBTVD, Frederico
Nogueira, já manifestou publicamente, em entrevista exclusiva concedida do
Convergência Digital, em janeiro, que no que depender dele não haverá mais
atrasos. "Não vou enrolar com esse assunto. Vou botar para votar. Em abril a
gente fecha o assunto interatividade, seja para o bem, seja para o mal, por
unanimidade ou não", disse.
Em que ponto está o Java DTV?
O primeiro draft completo do Ginga-J com o Java DTV deve estar pronto amanhã,
segundo Guido Lemos, que coordena o trabalho.
"Corremos bastante. Trabalhamos no Carnaval. Hoje faltam poucos ajustes. Ontem
já entreguei uma versão para correr no Fórum", disse ele. "O Java DTV não
podia faltar nessa matriz de decisão. Ela está sendo muito bem feita. Estamos
maduros para tomar uma decisão", disse ele. "Pode não ser uma decisão unânime,
mas será uma decisão madura".
Tomara. O país agradece.
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Fonte: Coluna
Circuito de Cristina de Luca - Convergência Digital
[28/02/09]
TV Digital: versão 1.0 do Ginga Live CD já está disponível
Os pesquisadores do Laboratório TeleMidia da PUC-Rio acabam de publicar na
cominudade Ginga do Portal do Softwarte Público a imagem ISO da versão 1.0 do
Ginga Live CD para download.
O Ginga Live CD é uma distribuição do sistema operacional Linux auto-contido
em um CD, capaz de ser inicializado, utilizado e encerrado sem a necessidade
de instalação do sistema ou configurações avançadas. O objetivo é oferecer um
ambiente de execução e testes de aplicações NCL e NCLua com opções para busca
de conteúdo a partir de diversas fontes.
Para isso, segundo o pessoal do TeleMidia, além do sistema operacional Linux,
o CD contém uma versão atualizada da implementação de referência do Ginga-NCL
e uma interface gráfica avançada que representa mais um passo na busca por uma
plataforma amigável para testes e apresentações de aplicações NCL e NCLua. As
aplicações podem ser buscadas do próprio CD, que contém alguns exemplos, do
Clube NCL e do dispositivo de armazenamento USB de preferência do
desenvolvedor NCL (pendrives, HDs externos, etc.).
Para baixar a imagem ISO do Ginga Live CD, clique em http://www.ncl.org.br (a
ISO tem 362 MB) .Use programas como Nero ou CD Burner XP para queimar o Live
CD a partir dessa imagem ISO. E não deixe de ler as notas da versão
disponíveis na interface gráfica.
TV Digital: se o operador de rede é bom para as públicas, por que não para
todas?
A boa notícia da criação de um operador nacional de rede para as emissoras
públicas no Sistema Brasileiro de TV Digital, definida ontem através da Norma
Geral para Execução dos Serviços de Televisão Pública Digital nº 01/2009,
publicada no D.O.U pelo Ministério das Comunicações, foi recebida por Gustavo
Gindre, coordenador geral do Instituto de Estudos e Projetos em Comunicação e
Cultura (INDECS), com reservas.
"Se o operador de rede é bom para as públicas, por que não adotá-lo também
para as emissoras privadas? Afinal, estamos lidando com espectro _ que é um
bem público e finito e com recursos do BNDES _ que também são públicos e
finitos!!! _ que financiarão a infra-estrutura de transmissão das emissoras
privadas. Com espectro e dinheiro públicos, nada mais justo que o governo
cobrasse das concessionárias a otimização de ambos, através do uso do operador
de rede", argumenta Gustavo, um dos maiores defensores da figura de um
operador nacional de rede para todo o SBTVD.
Na opinião de Gindre, ao adotar o operador de rede para as emissoras públicas,
por oposição o governo reconhece o equívoco do Decreto 5820. Tudo para deixar
que cada emissora privada explore como quiser os 6 Mhz do canal de televisão.
Segundo Gindre, há o comemorar na norma, mas também muito a lamentar. Como,
por exemplo, a exclusão do Canal Saúde, da NBr e da TV Sesc, que já estão
funcionando, da rede nacional de comunicação pública digital que terá a
operação compartilhada. Bem como a inclusão na mesma rede do tal Canal da
Cidadania, a ser construído pelo MiniCom, considerado por Gindre uma
"incógnita".
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Fonte: Coluna
Circuito de Cristina de Luca - Convergência Digital
[25/02/09]
Você já ouviu falar do Ginga CDN?
Você já ouviu falar do Ginga CDN?
Não. Ginga CDN não é mais uma implementação do Ginga, como a AstroTV, da TQTVD,
ou a OpenGinga, projeto encabeçado pela Universidade Federal da Paraíba. Ginga
CDN é o acrônimo de Ginga Code Development Network, projeto submetido ao CTIC
(Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologias Digitais para Informação
e Comunicação), gerido pela RNP, aprovado e com contrato assinado desde 20 de
fevereiro. A expectativa é de que os recursos comecem a ser liberados agora,
no início de março. O que faz do Ginga CDN o primeiro projeto financiado pelo
CTIC.
Criado pelo governo federal com o objetivo de desenvolver a competência
nacional para inovação em comunicações digitais, o CTIC prevê a instalação de
redes temáticas nos moldes do que vem acontecendo em outras áreas de Pesquisa
e Desenvolvimento. Entenda-se por redes temáticas a articulação de diversos
grupos e laboratórios interessados em investigar e propor soluções para
desafios tecnológicos. No caso da TV Digital, nas áreas de codificação,
transmissão, recepção, acesso, interatividade, middleware, aplicações e
serviços.
O projeto Ginga CDN propõe a criação, gerenciamento e operação de uma rede de
desenvolvedores de código para o middleware Ginga composta pelas seguintes
instituições: UFPB, PUC-Rio,UFRN-DIMap ,UFRN – DCA, UERN, PUC-Caldas, UNIFACS,
UFPel, UFG, UFSCar, UFC, Mackenzie, USP-LSI, UFRGS e CEFET-CE.
As primeiras tarefas de pesquisadores dessas 13 instituições serão:
1. Estabeler um arquitetura base de referência para implementação de
componentes para o middleware Ginga e um ambiente de desenvolvimento de baixo
custo (baseado em computador pessoal) para execução e testes de componentes e
aplicações para TV Digital;
2. Estabeler um rede de desenvolvimento distribuído para esses componentes
através, inicialmente, dos parceiros contratos para o projeto (as 13
instituições) e, no futuro, agregar colaboradores de outros paises que
utilizem o middleware Ginga ou padrões com ele compatíveis, além de empresas
brasileiras ou estrangeiras interessadas em atuar no mercado de
desenvolvimento de middleware e aplicações para TV Digital;
3. Divulgar e evoluir a tecnologia Ginga, a curto prazo, para implantação do
SBTVD.
Espera-se que boa parte do trabalho desses pesquisadores se transforme em
produtos e/ou serviços e torne acessíveis tecnologias relacionadas ao
desenvolvimento do middleware Ginga, beneficiando empresas que atuam na área,
aumentando sua competitividade no mercado de desenvolvimento de software para
TV Digital.
Nas próxima semanas, Raoni Kulesza, da UFPB e um dos coordenadores do projeto,
deve colocar no ar o site institucional do Ginga CDN em http://gingacdn.lavid.ufpb.br.
@@@@@@
O Ginga CDN e o OpenGinga
Não à toa, a arquitetura base e o ambiente de baixo custo para desenvolvimento
de componentes e aplicações para o middleware Ginga terá como ponto departida
o código atual do OpenGinga, impulsionando assim a velocidade e aqualidade do
seu desenvolvimento.
Para quem não sabe, o OpenGinga pretende virar um projeto de código aberto com
licença GPL GNU GeneralPublic License Version 2 (GPLv2) desenvolvido na
Universidade da Paraíba, no LAVID. Sua versão final ainda não foi liberada,
por conta do atraso na especificação final do Ginga-J, atraso na definição
daespecificação Ginga-J, diante da necessidade de substituição do GEM, padrão
internacional que contém APIs de programação Java sujeita à cobrança de
royalties, pelas APIs do Java-DTV, livres de royalties, recém liberadas pela
SUN para o Fórum SBTVD.
Enquanto isso não contece, o LAVID/UFPB está trabalhando na liberação de uma
versão educacional do OpenGinga, ainda com as APIs do GEM, para treinamento de
desenvolvedores de aplicações interativas para TV Digital.
O que vinha intrigando a comunidade é porque, até agora, o desenvolvimento do
OpenGinga não vinha seguindo o modelo de desenvolvimento OpenSource,
disponibilizando os fontes do que já foi feito para análise, testes e
contribuições, mesmo que parcialmente (dado que o processo é mesmo
incremental). E porque não está disponível no Portal do Software Público, na
comunidade Ginga, ou em alguma plataforma similar ao Sourceforge, ao Java.net,
ao Google Code, etc?
Até aqui, embora licenciado sob licença GPLv2, quem tentou licenciar o
OpenGinga esbarrou em barreiras impostas pela Universidade da Paraíba.
@@@@@@
SBTVD: É chegada a hora do desenvolvimento de aplicações interativas
Recentemente, pesquisadores do laboratório Telemidia, da PUC-Rio,
disponibilizaram na comunidade Ginga do Portal do Software Público ferramentas
livres para desenvolvimento e testes no ambiente Ginga-NCL. Entre elas o Ginga
Live CD, lançado durante o Free Software Rio 2008. O objetivo do Ginga Live CD
é oferecer um ambiente de testes de aplicações NCL e NCLua com opções para
busca de conteúdo a partir de diversas fontes. É bom lembrar que o Ginga-NCL é
o padrão para o desenvolvimento de aplicações intarativas em dispositivos
móveis de acesso á TV Digital.
O Live CD contém a implementação de referência do Ginga-NCL e uma interface
gráfica avançada e amigável para testes e apresentação de aplicações NCL e
NCLua. As aplicações podem ser buscadas do próprio CD, que contém alguns
exemplos do Clube NCL, e/ou de dispositivos de armazenamento USB (pendrives,
HDs externos, etc.).
O pessoal da TQTVD também prepara um kit de ambiente de desenvolvimento para
integrantes da rede de parceiros AstroDevNet, criada no fim do ano passado
para fomentar o desenvolvimento produtos específicos para t-commerce,
t-banking, aplicativos de uso pessoal, mensageiros eletrônicas, jogos, entre
outras aplicações inrativas para TV Digital. O kit da TQTVD terá desde o
emulador para PC do middleware AstroTV, até conversores digitais para
desenvolvimento, testes e prototipagem de aplicativos.
@@@@@@
CTIC: Atrasos no cronograma
O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologias Digitais para Informação
e Comunicação (CTIC) deveria ter divulgado o resultado de sua primeira
iniciativa de financiamento de projetos até o dia 14 de novembro de 2008. A
divulgação das propostas aprovadas seria feita primeiro por e-mail e tornada
pública, em dezembro, na página do CTIC na Internet. Mas não está lá.
A iniciativa começou em meados do ano passado, com o envio de uma
carta-convite a cerca de 30 grupos de universidades e centros de pesquisa
brasileiros. Em pouco tempo, 35 propostas de projetos recebidas foram
avaliadas por uma comissão de especialistas, que selecionou 20 e as distribuiu
em oito linhas de atuação. Os grupos tiveram 15 dias para reformular seus
projetos conforme as sugestões da banca. As novas propostas foram apresentadas
em workshop no final de outubro para a comissão e os demais grupos.
A contratação é decidida pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, com base no
impacto estratégico de cada linha de atuação. Daí a prioridade para o
middleware Ginga, alma do SBTVD.
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Sexta-feira, Fevereiro 13, 2009
Interatividade chega à TV Digital no segundo semestre
"Em abril a gente fecha o assunto interatividade, seja para o bem ou seja
para o mal, por unanimidade, ou não", afirmou o presidente do fórum SBTVD e
vice-presidente do Grupo Bandeirantes, Frederico Nogueira. "Não tenho dúvida
ao afirmar que teremos conversores com Ginga à venda no mercado já no
segundo semestre deste ano", garantiu.
Oferecer interatividade ao telespectador brasileiro em 2009 é uma das
prioridades do Fórum SBTVD. O módulo técnico que, hoje, trabalha nas
especificações da API 'royalties free' do Java-DTV, tem prazo para encerrar
o trabalho.
E se a expressão para o bem ou para o mal foi usada por Frederico para
ressaltar que a decisão pode ser tomada sem consenso, em um grupo que se
orgulha de ter chegado até aqui deliberando sempre com anuência de todos,
para outros membros do Fórum isso pode representar a possibilidade de ter a
interatividade no mercado mesmo sem a API Java DTV estar especificada.
Entre as outras prioridades do Fórum SBTV para 2009 estão a consolidação da
implantação da transmissão no país o aumento da produção HD por parte das
emissoras.
"Fechamos o ano de 2008 com 11 cidades com transmissão digital: 10 capitais
e uma no interior. A meta é fechar 2009 com as 26 capitais com sinal digital
e boa parte das cidades de maior porte, com mais de 1 milhão de habitantes,
também. Vamos trabalhar nesse sentido", disse.
Quanto ao aumento da produção HD (High Definition), já em abril, com o
lançamento da programação 2009, Frederico assegura que duas grandes redes
terão 100% das sua programação em HD e as outras três redes, no mínimo 50%.
Hoje, apenas uma emissora tem 100% da sua produção HD. As outras oscilam
entre entre 50% e 25%. Ela não cita nomes, mas sabe-se que além da Globo,
hoje já com sua produção 100% HD, a própria Band iniciará a programação 2009
totalmente HD.
Leia a íntegra da reportagem publicada pelo Convergência Digital no dia 10 de
fevereiro.
Ah. Tem mais. Uma nova campanha de divulgação dos benefícios da TV Digital
estará no ar, em pleno Carnaval, em todo o país. Com o título "Democracia
Digital", a iniciativa quer, principalmente, explicar ao telespectador que
qualidade digital não é exclusividade dos assinantes da TV por Assinatura.
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Terça-feira, Dezembro 30, 2008
Ginga-NCL nos celulares ganha um empurrão do governo
A informação é do bravo Luiz Queiroz, lá no Convergência Digital, que apesar
do recesso, não deixar passar essa boa notícia para as empresas de software
que apostaram na TV Digital.
Portaria Interministerial 237, publicada nesta
terça-feira (30/12) no Diário Oficial da União alterando as normas dos
Processos Produtivos Básicos (PPBs) para fabricação de celulares no Brasil,
estabelece, em seu Artigo 4°, que a partir de 1° de janeiro de 2010, 5% dos
celulares fabricados no Brasil beneficiados por incentivos fiscais da Lei de
Informática ou do Pólo Industrial de Manaus deverão ter, obrigatoriamente, o
middleware GINGA-NCL.
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# TV DIGITAL - Como resultado da conversa entre o ministro Hélio Costa e o
presidente do BNDES, Luciano Coutinho, na última segunda-feira, o banco
decidiu refazer seus procedimentos, considerados complexos e burocráticos,
para facilitar a liberação de recursos provenientes de uma linha de crédito
de R$ 1 bilhão concedida pelo Programa de financiamento à TV digital (Protvd).
Entre elas, está a redução do piso para financiamentos diretos, sem a
necessidade da intermediação de um agente financeiro, de R$ 10 milhões para
R$ 5 milhões. A medida vai beneficiar pequenas emissoras regionais.
# TV DIGITAL II - Vem aí o II Encontro de nossa Comunidade Ginga do Portal
do Software Público Brasileiro. Será semana que vem, segunda e terça-feira,
durante o Free Software Rio 2008, que acontece na Bolsa de Valores do Rio de
Janeiro. Pesquisadores do Laboratorio TeleMidia, da PUC-Rio, estarão
presentes para palestras e um bate-papo informal com nossos membros e
interessados na tecnologia da TV Digital Interativa. Membros da comunidade
devem ter recebido um convite, por e-mail, para fazer inscrição na sala
temática Ginga, cortesia do Proderj. Cheque o seu e-mail.
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Terça-feira, Dezembro 02, 2008
Sun anuncia entrega do JavaDTV ao Fórum SBTVD
Só hoje, depois de eleito o novo Conselho do Fórum SBTVD, a SUN emitiu
comunicado, através de sua assessoria de imprensa, anunciando a entrega do
JavaDTV ao grupo, que agora o transformará em norma. Na verdade, a entrega
oficial ao Fórum ocorreu há quase um mês, no último dia 10 de novembro.
"Nossa intenção é ter uma proposta de norma do Ginga-J, baseada nas APIs do
JavaDTV, pronta em dezembro, para encaminhamento à ABNT antes do fim do
ano", me afirmou o professor Guido Lemos, coordenador do trabalho do módulo
técnico do SBTVD, poucos dias depois.
Uma vez na ABNT, a especificação do Ginga Java será aberta para consulta
pública, que poderá levar de 30 a 60 dias.
Portanto, em termos de APIs, o Ginga Java deverá ter a seguinte composição:
* JavaDTV (API equivalente funcional ao GEM, desenvolvida para não pagamento
de royalties)
* JavaTV
* JMF
* SBTVD (APIs de inovação brasileira)
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Terça-feira, Outubro 14, 2008
SP: ITV promove curso de desenvolvimento para TV Digital
O profesor Valdecir Becker, da ITV Produções Interativas, avisa: já estão
abertas as inscrições para o curso de desenvolvimento de aplicações para TV
Digital Interativa, usando o middleware Ginga, que vai acontecer em São
Paulo, na sede da Faculdade IBTA, na Avenida Paulista, entre os dias 11 a 14
de novembro, das 9h às 12h30 e das 14h às 18h.
O curso é uma iniciativa do Laboratório Telemídia da PUC-Rio, desenvolvedor
do Ginga, e da própria ITV Produções Interativas. Apresenta os conceitos
necessários para desenvolver aplicações interativas para TV digital, nas
linguagens NCL e LUA, ambas criadas pela PUC-Rio. Serão abordadas as
tecnologias envolvidas e que dão suporte à interatividade na TV digital
brasileira; as linguagens NCL e LUA, especificadas pela ABNT; e as APIs de
comunicação NCL-LUA.
Para participar basta ter alguma familiaridade com linguagens de marcação,
como o HTML e o XML. Desenvolvedores de conteúdo interativo, jornalistas e
produtores, gerentes de interatividade, publicitários, designers,
programadores, alunos de comunicação, informática e engenharia serão muito
bem-vindos.
O preço é que não é nada convidativo: R$ 1.290,00 à vista (R$ 1096,50 para
inscrições até 25/10), ou R$ 1.440,00 em duas parcelas mensais de R$ 720.
Mas vale cada centavo.
Ao concluir o curso, o aluno terá domínio da linguagem e dos softwares
usados para desenvolver e testar programas de TV interativos no padrão
Ginga.
Clique aqui para conferir o programa do curso. E aqui para fazer a
inscrição.
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Quarta-feira, Outubro 01, 2008
Conversores com Ginga devem chegar ao mercado até maio
O Fórum de TV Digital decidiu na última segunda-feira (29), em uma de suas
reuniões quinzenais, que os primeiros conversores de TV Digital embarcados
com o "Ginga" - o middleware aberto do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD)-
estarão prontos para interatividade e para entrar no mercado até maio de
2009. Publiquei ontem, na coluna Circuito, no Convergência Digital.
Para valer, a decisão precisa ser referendada também pelo Comitê de
Desenvolvimento do SBTVDT, criado pelo decreto 231, de 27 de novembro de
2003. Dele fazem parte a Casa Civil da Presidência da República e os
Ministérios das Comunicações; da Ciência e Tecnologia; o Ministério da
Cultura; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; da Educação; da
Fazenda; do Planejamento, Orçamento e Gestão; das Relações Exteriores; e a
Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica da Presidência da
República.
Mas creio que não haverá problema. O governo brasileiro está sendo muito
cobrado por governos latino-americanos interessados em adotar o modelo
brasileiro de TV Digital, justamente por conta da interatividade. Querem ver
funcionando.
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Sexta-feira, Setembro 12, 2008
Intel entra no mercado de TV Digital também no Brasil
No caminho da miniaturização, abrindo novos mercados, a Intel trabalha com
quatro segmentos de mercado onde crescer: embeeded, MID (mobile Internet
Devices), Consummer Eletronics (set-top-boxes topo de linha) e os Nettopd ou
Netbooks.
Aqui no Brasil, a área de Consummer Eletronics começa a focar na TV Digital,
com set-top-boxes que usarão o primeiro System on Chip Intel, lançado no
último IDF, o CE2110. Vi um protótipo desse rodando no SET 2008, realizado
no fim de agosto, em São Paulo. O novo chip da Intel oferece alta
performance de processamento para sinais de áudio e vídeo. A Tecsys colocará
três modelos de set-top-boxes no mercado, ainda este ano, com marcas de
terceiros: Amplimatic e Jabil (fabricante multinacional). Um deles será para
recepção por satélite. Os outros dois, terrestre.
A Intel está prevendo um crescimento exponencial no mercado de set-top-boxes
a taxas de 30% até 2012. Também em 2012, o Brasil deverá ser o segundo maior
mercado de set-top-boxes avançado com recursos de interatividade e
conectividade, que demandam uma caixa com maior capacidade de memória,
software embutido (no nosso caso, o Ginga).
Tanto que anunciou também um acordo com a TQTVD para suporte do AstroTV,
implementação do Ginga. O grande diferencial da plataforma da Intel, segundo
a TQTV, que desenvolveu essa aplicação que vocês vêm aí no vídeo, é o tempo
de resposta de processamento.
Para os telespectadores brasileiros, interatividade na TV ainda é um
conceito muito distante. Uma fronteira nova no mundo da radiodifusão.
Explorar essa fronteira, do ponto de vista de desenvolvimento de aplicações
- atendendo primeiro às demandas das radiodifusoras e, em seguida, das
agências de propaganda _ tem animado os desenvolvedores de software no
Brasil.
Algumas aplicações interativas criadas apenas para mostrar o potencial deste
mercado foram apresentados por empresas como o C.E.S.A.R, a TQTVD, a Mopa e
a HXD durante o SET 2008, realizado no fim de agosto em São Paulo. Uma
dessas aplicações, bem complexa, rodava em uma plataforma Intel CE2110.
Desenvolvida combinando as linguagens NCL, Lua e Java, fazendo uso da
capacidade de memória flash do receptor para armazenamento de pequenas
aplicações enviadas pelo canal de retorno, a aplicação se aproximava muito
do conceito apresentado pela Intel e a Yahoo! no último IDF, de aproximar a
internet da televisão usando interatividade para oferecer ao usuários
pequenos aplicativos baixadas e usados na telona. Américo Tomé considera o
Ginga e a plataforma desenvolvida pela Intel em parceria com a Yahoo
completamente complementares.
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Terça-feira, Setembro 09, 2008
Não fale em canal de retorno, fale em canal de interatividade
Uma das maiores preocupações quando se menciona o desenvolvimento de
aplicações interativas para a TV Digital no Brasil tem sido com as opções de
canal de retorno. A pergunta é obrigatória a cada demonstração, a cada
discussão de liberação de especificações do Ginga para fabricantes de
conversores.
A escolha da tecnologia do canal de retorno é uma decisão de cada
radiodifusora. A norma sete do SBTVD prevê o uso de diversas tecnologias
para o canal de retorno. Mas as duas que têm gerado mais interesse são a 3G
(HSDPA) e a banda larga por cabo.
Na opinião de Roberto Franco, presidente do Fórum SBTVD, o Brasil não
especificou um canal de retorno. Especificou o canal de interatividade. E
elencou uma série de tecnologias que o dão suporte.
- Nós não definimos um meio físico da interatividade. Nós definimos a camada
de protocolo, a interface de comunicação com os dispositivos que suportarão
a interatividade: ADSL, dial-up, 2,5G, 3G, e qualquer outra plataforma
padronizada internacionalmente.
Como seria feira a tarifação? Mais uma vez, dependerá do modelo de negócio
de cada radiodifusora. Das parcerias que será capaz de negociar.
(Publicada dia 08/09/2008 10:31 na coluna Circuito, do Convergência Digital)
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Sexta-feira, Setembro 05, 2008
Procura-se interessado em embarcar o Ginga-NCL no celular
O SET 2008, realizado semana passada em São Paulo, não só foi um marco para
o início das discussões no Fórum SBTVD sobre a entrada da interatividade na
agenda dos radiodifusores e fabricantes de receptores. Foi também um sinal
de que o maior dos temores da indústria nacional de software não está longe
de acontecer. E o alerta veio justamente do setor onde a norma para
interatividade já está publicada: O dos celulares e dos terminais 1-SEG,
símbolos da portabilidade do SBTVD.
Embora nenhum dos fabricantes com aparelhos já há venda no mercado tenha se
interessado em embarcar o Ginga-NCL nos dispositivos - falo de Samsung, Semp
Toshiba, e outros - e boa parte das demonstração de interatividade da TV
Digital em celulares rodem em aparelhos da Nokia, equipados com o sistema
operacional aberto Symbian, já existem iniciativas em curso, fora do Brasil,
para inclusão do NCL em celulares, completamente fora das especificações do
padrão SBTVD para mobilidade.
Uma delas rodava discretamente em um cantinho do estande da Primotech21,
implementada pela softwarehouse Access (www.access-company.com), com atuação
nos Estados Unidos, China e Japão. O celular era um Samsung à venda pela
Vivo, com recepção do sinal digital de TV. A aplicação foi desenvolvida para
ser apresentada à Rede Globo.
O temor das empresas brasileiras que investem tempo e dinheiro em aplicações
consonantes com o padrão adotado pelo SBTVD é o de que empresas
estrangeiras, como a desses japoneses, comecem a "forçar a barra" para
colocar o BML no Brasil. O BML é defenestrado pela academia e pelas empresas
de software do setor.
Segundo os japoneses da Access responsáveis pela demonstração, a empresa tem
interesse em parcerias com empresas brasileiras para o desenvolvimento de
aplicações em cima da implementação NCL feita pela empresa.
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Sexta-feira, Agosto 29, 2008
Eletros contesta fracasso da TV Digital
Carlos Goya, diretor da Eletros e coordenador do módulo de mercado do Fórum
de TV Digital, foi enfático hoje, na SET, ao comentar as cobranças da mídia
sobre a oferta de televisores e conversores para TV Digital. Segundo ele, o
modelo não fracassou e as vendas estão rigorosamente dentro do planejamento
traçado pelos fabricantes para esses meses inciais de transmissões digitais
no Brasil.
As estatísticas da Eletros ainda não são oficiais, mas já apontam 15 empresas
vendendo TVs e conversores, e entre 70 mil a 80 mil unidades vendidas até o
momento. A massificação, que virá com o ganho de escala e queda de preços,
segundo ele, depende fundamentalmente da desoneração tributária pedida há
dois anos pelos fabricantes, não atendidos pelo governo até hoje. (Como
choram, não?)
Segundo Carlos Goya, o sucesso da TV Digital quem vai definir é o
consumidor.
E o que nós consumidores queremos, no entender a Eletros, é a combinação de
qualidade, preço e percepção ddos reais benefícios que ele terá.
Na questão qualidade, Goya afirma com todas as letras que as especificações
técnicas do SBTVD é a mais avançada e a mais robusta existente hoje no
mundo.
"As normas de recepção estavam sempre escritas e nossas empresas
desenvolvendo os produtos. O resultado é a chegada ao mercado de receptores
de grande qualidade, incorporando avanços tecnológicos que não eram usadas
em projetos globais do fabricantes", disse ele, centrando na recepção, sem
tocar em outros recursos como a interatividade.
"A indústria de televisores está vivendo um momento de transição tecnológica
interessante, do analógico para o digital, dos tubos para o LCD e para o
plasma. O consumidor ainda confunde o televisor de LCD com o televisor
digital", explicou Goya, conclamando todos os atores desse mercado (governo,
fabricantes e radiodifusores) a divulgarem o que é o TV Digital.
A conclusão da Eletros é que o Brasil é um caso de sucesso na implantação da
TV Digital e a adoção da tecnologia vai seguir um cronograma lento, que pode
até ser acelerado mediante a tomada de decisões corretas.
"O que mais prejudica o crescimento de um novo mercado é o ruído de
comunicação. Dizer não compre agora que o preço vai baixar, ou não compre
agora porque o Ginga vai ficar pronto logo, atrapalham muito", queixou-se
Goya, em nome da Eletros. E essa foi sua única menção ao middleware tido por
todos como o maior dos avanço do modelo brasileiro.
O curioso é que os fabricantes de software acusam a própria Eletros de fazer
o que Goya criticou: informar a grandes anunciantes, potenciais
desenvolvedores de aplicações interativas, para não desenvolverem para o
Ginga. Porquê? É algo que pretendo perguntar ao próprio Goya assim que o
painel do qual ele participa aqui no SET 2008, neste momento, terminar.
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Quinta-feira, Agosto 28, 2008
TV Digital Visiontec lança conversor a R$ 299
A Visiontec lança esta semana, no SET 2008, um conversor "de baixo custo "
para TV Digital. Apenas com 16Mb de memória, saída HDMI e todos os
requisitos necessários para levar ao usuário uma melhor experiência da
recepção de áudio e imagem de alta resolução, o VT7100 chegará aos 12 mil
postos de venda da rede de 70 distribuidores com os quais a empresa trabalha
a R$ 299.
Esse aliás, passou a ser o preço mágico dos conversores mais simples no
país. Com exceção dos conversores da Proview.
Até o Natal, a empresa pretende liberara para venda outro modelo da família
VT7000, o VT7000A, com 64Mb de memória, rodando a implementação Ginga Astro,
da TQTVD, vídeo IP e PVR, com HD com capacidade para gravação de até 20
horas de vídeo em alta. Modular, segundo Ricardo Minari, gerente de
tecnologia da Visiontec, o preço dependerá do recurso escolhido pelo
usuário: só o Ginga, só o PVR, só o decodificador IP, dois deles combinados
ou completo, com os três recursos.
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Quarta-feira, Agosto 27, 2008
Desenvolvedores unidos por uma especificação Ginga 1.0
As empresas que integram o segmento de software do Fórum Brasileiro de TV
Digital decidiram cerrar fileiras em torno da idéia lançada aqui por David
Britto, da TQTVD, de lançamento de uma especificação 1.0 do Ginga, o
middleware interativo do SBTVD.
- Estamos muito próximos de tornar isso uma realidade, pois além de
contarmos com o apoio da academia e dos representantes do Governo Federal na
entidade, estamos trabalhando também para ter a adesão de outros setores
importantes, afirma Salustiano Fagundes, da HXD Interactive Television.
- Queremos destravar a questão da interatividade que é, sem dúvidas, um dos
pilares essenciais do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre. O
problema hoje não é mais de natureza técnica, continua ele.
- Os cases que estamos fazendo sinalizam que a interatividade no Brasil já
pode começar de forma muito positiva e bacana com o que já temos
especificado nas normas do Fórum.
Na SET (Broadcast & Cable 2008), evento que começa nesta quarta-feira,
27/08, no Centro de Exposição Imigrantes, em São Paulo, várias produtoras
como a HXD, a TQTVD e a ITV estarão demonstrando aplicações interativas
baseadas no Ginga.
Essas aplicações interativas, que serão transmitidas experimentalmente em
sinal aberto por emissoras de televisão como Globo, SBT e Record, estarão em
demonstração nos estandes do Fórum SBTVDT, da Linear, da Zinwell do Brasil,
da Mopa, da TQTVD.
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Quarta-feira, Agosto 20, 2008
TV Digital: Ginga corrige bug na versão 0.9.28
Já está disponível para a Comunidade Ginga no Portal do Software Público a
revisão número número 15 do código-fonte do Ginga 0.9.28 corrigindo um bug
na implementação de referência do Ginga-NCL detectado logo após o
lançamento, semana passada.
A revisão 15 pode ser baixada em http://svn.softwarepublico.gov.br/trac/ginga
Da mesma forma, também já está disponível para download o Ginga-NCL Virtual
STB, já atualizado com a nova release do Ginga-NCL. Aos que haviam instalado
a primeira release da versão 0.9.28, os desenvolvedores da linguagem
recomendam a atualização imediata.
- http://www.softwarepublico.gov.br/dotlrn/clubs/ginga/gingancl
- http://www.ncl.org.br/ferramentas/fedora-fc7-ginga-i386.zip
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Sexta-feira, Agosto 15, 2008
TV Digital: no ar, o Clube NCL de aplicações interativas
O "Clube NCL" é um repositório de aplicações interativas desenvolvidas em
NCL/Lua.
O endereço? http://clube.ncl.org.br
A intenção maior é a promoção da tecnologia NCL e da integração dos
desenvolvedores para formarmos uma comunidade mais ativa e participante. Não
se pode esquecer que muito do código NCL pode e deve virar uma biblioteca
para reuso no desenvolvimento de aplicações, como acontece freqüentemente
com linguagens orientadas a objeto.
Entre as ferramentas de autoria disponíveis para download no site, está o
NCL Eclipse v.1.0alpha, que citei na coluna anterior e que também acaba de
ganhar um site didático (http://laws.deinf.ufma.br/~ncleclipse/).
Também já estão disponíveis no Clube cinco aplicações NCL/Lua para download,
resultados de parcerias entre a PUC-Rio e empresas produtoras de conteúdo.
Cada aplicação possui sua própria licença de uso Creative Commons. Todas são
testadas e aprovadas para execução pela implementação de referência do
Ginga-NCL (C++) e, conseqüentemente, para execução pelo Set-top Box Virtual
Ginga-NCL.
O lançamento oficial do Clube deve acontecer em breve. Só então começará o
cadastramento de usuários, para que todos na comunidade possam contribuir...
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Implementação de referência do Ginga-NCL (C++) ganha nova versão
E o código-fonte já encontra-se disponível no Portal do Software Público
(http://svn.softwarepublico.gov.br/trac/ginga).
Segundo o comunicado oficial, essa versão, batizada de 0.9.28, está ainda
mais estável, com diversos bugs corrigidos e em maior conformidade com as
normas ABNT.
O Set-top Box Virtual Ginga-NCL também foi atualizado para suporte à versão
0.9.28. O download dessa nova máquina virtual para o VMWare Player já está
disponível em no Portal do Software Público ou no site Ginga-NCL.
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Os pesquisadores da PUC-Rio também acabam de disponibilizar para download um
novo tutorial sobre NCL e TV Digital, produzido para a Jornada de
Atualização em Informática (JAI) no Congresso da Sociedade Brasileira de
Computação (CSBC), realizado em julho passado, e também os slides das aulas.
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Quinta-feira, Agosto 14, 2008
Por uma especificação 1.0 para o middleware Ginga
Salustiano Fagundes, diretor da HXD Interactive Television e da Hirix
Engenharia de Software, faz coro com David Britto, diretor técnico da TQTVD,
sobre a necessidade de desenvolvimento de uma especificação 1.0 para o
middleware Ginga.
"Realmente está passando do momento de termos um release 1.0 do Ginga no
mercado e a maior parte das empresas do setor de software e serviços que
participam do Fórum acreditam que isso é plenamente possível", diz ele.
"O Ginga é a mais significativa inovação do SBTVD, porém é importante
ressaltar que ainda existem barreiras ao seu uso, algumas delas muito claras
e visíveis, outras nem tanto e, por isso mesmo, difíceis de serem
trabalhadas", argumenta Salustiano.
E fala com propriedade. A Hirix é uma das primeiras empresas brasileiras a
criar uma divisão para trabalhar com o padrão brasileiro de TV Digital
interativa. Foi responsável por uma das primeiras transmissões comerciais de
interatividade na TV, em dezembro do ano passado, junto com o início das
transmissões do SBTVD. E ainda, no início do ano, da aplicação NCL/Lua para
a declaração de imposto de renda de isentos que foi apresentada na abertura
do Fórum TIC em Brasília, disponinilizada como software público para uso do
Governo Federal.
"Acreditamos nas oportunidade que o Ginga traz, razão pelo qual já estamos
investindo desde 2005 nessa área", afirma ele.
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Quarta-feira, Agosto 13, 2008
TV Digital: Interatividade, com Ginga, entra na agenda
No fim de agosto, quando o salão do Centro de Exposições Imigrantes, em São
Paulo, abrir suas portas para receber os participantes do Congresso SET
2008, o Sistema Brasileiro de TV Digital, com perdão ao gerundismo, deverá
estar inciando um novo ciclo: o da interatividade. Dezenas de aplicações,
desenvolvidas em parcerias entre radiodifusores, produtores de set-top-boxes
e desenvolvedores de middlewares baseados no padrão Ginga estarão em
exposição, demonstrando que, a despeito de todas as críticas, tecnicamente
já é possível ter interatividade na TV Digital, embora local e bastante
básica para tempos de Internet.
Pode-se afirmar, sem medo de erro, que a pressa em inaugurar as transmissões
digitais em dezembro foi a grande responsável pela desilusão da mídia e,
conseqüentemente, do público, com a TV Digital. Hoje, na prática,
set-top-boxes caríssimos, que nada mais fazem que brindar seus usuários com
melhor som e imagem _ praticamente imperceptíveis para os consumidores que
já podiam pagar pelo cabo _ são os vilões dessa história.
Para decolar, o SBTVD precisa de set-top-boxes baratos e interatividade: as
grandes promessas do governo. Acontece que, se nada for feito no campo da
política industrial, ainda corremos o risco de ver esse sonho brasileiro
naufragar. E isso nada tem a ver com a polêmica em torno da patentes
submarinas e o pagamento de royalties pelo uso do GEM e do Java. Depende,
muito mais, do modelo de negócio dos produtores de set-top-boxes, dos
produtores de software, dos radiodifusores.
E onde está a luz no fim do túnel? David Britto, diretor técnico da TQTVD,
membro do Fórum SBTVD e levantador da polêmica sobre a necessidade de
pagamento de royalties, aponta os caminhos.
Semana que vem, a TQTVD, empresa nascida da parceria da TOTVS com a Quality,
mostra em público muito do que já vem apresentado ao seleto público do Fórum
SBTVD. E um pouco mais. A maior novidade é o início de licenciamento do
Astro, seu middleware baseado no Ginga, já rodando em uma série de
set-top-boxes com ampla capacidade de memória, a ponto de já permitir o uso
de aplicações com diversos níveis de interatividade. Incluindo a maior
delas, através do uso de um celular com funções de comunicação de dados.
Vi várias dessas aplicações ainda rodando em set-top-boxes de pouca memória,
da Positivo e da Visiontec, e posso afirmar que o desempenho, embora ruim
para os padrões perseguidos, ainda consegue ser melhor que o das aplicações
interativas que rodam hoje no set-top-box da Net Digital que tenho em casa.
Quem já tentou usar o Canal Plus do SportTV, agora, durante os jogos
Olímpicos, sabe do que estou falando.
Uma das aplicações desenvolvidas pela TQTVD demonstrada em primeira mão,
semana passada, na última reunião do Fórum SBTVD, mescla código NCL/Lua (o
jogo de tetris) com código Java (o guia de programação obtido diretamente
das informações envidas pelo ar pela própria emissora).
"Chegou a hora de discutirmos o middlaware e as especificações mínimas
necessárias para ver este mercado florescer", advoga David. "Precisamos
definir o que será o Ginga 1.0, sem tirar o Java da norma", diz ele, para
quem falar em GEM já é uma página virada.
Só com NCL e Lua já é possível ter um grau de interatividade muito bom na TV
Digital. E isso estará demonstrado na Set também por outras empresas, além
da TQTVD, como a iTV Produções Interativas, parceira da Record e da TV
Cultura, com provas de conceito rodando redondas em set-top-boxes da ZinWell
e Visiontec.
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Como fica a questão do Java?
A definição de especificações do middleware 1.0 passa pelo anúncio, na Set,
da criação de um grupo de desenvolvedores brasileiros interessados em
validar as especificações abertas para os módulos Java usados nos
set-top-boxes, incluindo o Java Virtual Machine. O status de desenvolvimento
dessas especificações, que estão sendo refeitas pela Sun em conjunto com
membros do SBTVD, deverá ser apresentado no congresso por Rob Glidden e
Calinel Pasteanu.
Essa especificação aberta será a base para o novo Ginga-J, que será
totalmente reescrito.
A participação no grupo será aberta a toda a comunidade de desenvolvedores
Java, mediante à assinatura de um documento comprobatório do compromisso de
liberação de patentes.
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Quando será o Congresso da Set?
O SET 2008 e a 17ª edição da feira Broadcast & Cable acontecem entre os dias
27 e 29 de agosto. Para mais informações e acesso à programação completa,
veja o link: http://www.set.com.br/eventos/set2008/default.htm.
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Você, da área de software, deve participar do SET
O desenvolvimento de aplicações interativas para TV Digital em NCL/Lua ainda
engatinha no país. Traçando um paralelo com os primórdios da internet,
estamos hoje na fase da escrita de código sem as adequadas ferramentas de
autoria. Lembra de quando escrevíamos HTML sem a juda de aplicações como o
Hto Dog, o FrontPage ou o DreamWeaver, só para citar a acedia evolutiva do
HTML? Pois é...
Hoje a TQTVD, dona de vasta experiência em aplicações interatias para TV
Digital, mas no padrão Europeu (já desenvolve para esse mercado desde 2002),
procura não só parceiros para o desenvolvimento de aplicações usando sua
implementação do Ginga, o Astro, como vê com bons olhos (e um negócio
promissor) o desenvolvimento de ferramentas de autoria, por exemplo.
A PUC tem duas, bastante acadêmica, que merecem um trato: O NCL Composer, já
disponível para toda a comunidade Ginga no portal do Software Público; e,
mais recentemente, ainda em fase de debugging por beta testers, como esta
que voz fala, uma outra baseada no Eclipse.
Outra ponta promissora é o de implementações do Ginga, como o Astro, para
celulares.
Portanto, o Set 2008 será uma excelente oportunidade de entrar em contato
com toda a cadeia produtiva de aplicações interativas para TV Digital, recém
descobertas pelas emissoras de TV como relevantes ferramentas alavancadoras
da receita publicitária.
Na grade do Congresso há uma mesa dirigida ao assunto, comandada por
Aguinaldo Boquimpani, da TQTVD. Ele apresentará casos típicos de negócio
para radiodifusores, desenvolvedores de conteúdo e agências de publicidade
no uso das tecnologias NCL, Lua e Java, combinadas. Boquimani exemplificará
cenários em que a interatividade já foi testada com sucesso em
implementações comerciais do Ginga, como a das imagens a seguir, de
aplicações criadas pela TQTVD.