TV DIGITAL - INTERATIVIDADE - GINGA

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Atualização: 08/05/09

 
 


TV Digital - Interatividade - Ginga


Consulte:
Resultado de pesquisa de matérias sobre GINGA feita na Coluna CIRCUITO da jornalista Cristina de Luca

Coleção de notícias recentes


Relação de "posts" anteriores no BLOCO sobre Interatividade e Ginga:

12/04/09
TV Digital (42) - Interatividade: "O que é Java DTV? Tem custo ou não?" por Cristina De Luca
06/04/09
TV Digital (41) - Interatividade: "TV Digital: Que Ginga?" por Cristina de Luca
05/04/09
TV Digital (40) - Interatividade: Resumo sobre a "Guerra dos Gingas" + "Amanhã o Fórum SBTVD se reúne para decidir"
04/03/09
TV Digital (36) - A guerra dos "Gingas"
08/10/08
TV Digital (33) - Interatividade e Ginga - Interação com a empresa "Intacto"
07/10/08
TV Digital (32) - Interatividade e Ginga - "Resumo" corrigido e ampliado + Coleção de notícias
05/10/08
TV Digital (31) - Interatividade e Ginga - Dois artigos sobre TV Digital
01/10/08
TV Digital (30) - Interatividade e Ginga: Resumo + Coleção de notícias
26/09/08
TV Digital (26) - Ainda o Fórum SBTVD + "Ginga" + "Interatividade"
25/09/08
TV Digital (25) - O que é o Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD)
28/02/08
TV Digital (22) - "Royalties ameaçam lançamento oficial do Ginga"
TV Digital (21) - Coleção de Mensagens sobre "Set Top Box"
28/11/07
TV Digital (18) - Começa domingo! - Testes de alguns conversores
11/10/07
TV Digital (12) - Set-top Box (coleção de mensagens)
TV Digital (11) - "Na TV, no computador e no celular"
04/10/07
TV Digital (10) - TV Digital sem interatividade e sem Ginga
03/10/07
TV Digital (9) -"Espectro" + "Set-top box" + "Faltam profissionais" +" Cursos sobre"
TV Digital (8) - O "middleware" Ginga e a interatividade


Atualizado em 08/05/09

TV Digital - Interatividade e Ginga - "Resumo" corrigido e ampliado + Coleção de notícias

OBS:
O texto básico desta página é o do seguinte "post" do BLOCO:
01/10/08
TV Digital (30) - Interatividade e Ginga: Resumo + Coleção de notícias

Foram acrescentadas, em cor marrom, informações atualizadas, antecedendo uma reformulação do texto: contamos com a compreensão de todos!
Todas as informações apresentadas foram retiradas de matérias da mídia eletrônica.
Os comentários adicionais são de responsabilidade de Helio Rosa.

01.
Para os recém-chegados e para os que estão se interessando agora pelo tema, temos em andamento em nossos Grupos duas "Séries" de mensagens sobre TV:  

1. "TV Digital", com ênfase nos problemas técnicos como "padrão", espectro, "middleware", "set top box", início das transmissões, "One Seg", etc).

2. "TV Pública" ou "TV Brasil" ou "TV Lula" ou "TV do PT", significando a nova rede "Empresa Brasil de Comunicação" com nome de fantasia "TV Brasil", resultante da fusão de duas empresas já existentes - Radiobrás e Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp) que o governo criou por Medida Provisória

E lembramos também que há um "tema genérico sobre TV pública" na mídia, que abrange o universo das emissoras públicas, educativas, culturais, universitárias, legislativas e comunitárias.

02.
É uma longa "tradição" na ComUnidade acompanhar programas governamentais sem fazer política partidária, com espírito crítico, para "ajudar a dar certo".
De um modo geral, independente do governo de plantão, os programas são bons mas não vingam por incompetência e má administração, falta de acompanhamento e auditoria e, não raro, muita malandragem e corrupção.
 
Estamos acompanhando a implantação da TV Digital.
Sem maiores considerações, vemos que a imposição de um padrão sem levar em conta os estudos anteriores patrocinados pelo próprio governo e a precipitada implantação parecem obedecer à fatores outros que não os diretamente ligados ao interesse da população.

O início prematuro das transmissões, a ausência de estudos sobre os canais de retorno no "mundo real" e a venda de conversores capengas é simplesmente um escândalo.
Mas está aí e veio para ficar.
Agora tem que dar certo, com transparência, sem enganação ou prejuízo para o consumidor.
No momento, nossa ajuda é procurar entender, para depois fiscalizar.

Agradeço a todos que, nos bastidores, enviaram críticas, correções e sugestões!

03.
Middleware, os "Gingas", os "interesses", a "Academia pragmática", o "canal de retorno", o "Fórum Nacional de TV Digital"...

Definição de middleware

Muito genericamente, "middleware" (alguns traduzem como "mediador") é um programa ou software intermediário que interliga outros dois aplicativos que normalmente encontram-se em camadas diferentes.

No caso da TV Digital é a ligação entre o "ambiente software/hardware" do receptor de TV e o "ambiente" do conversor (set-top box).
Nesta situação, um "programador de interatividade" pode "operar" apenas o "middleware" sem necessidade de maiores conhecimentos sobre os dois ambientes.

Outros "padrões"

Pelo que consta, ainda não existe um padrão universal de middleware para TV Digital.
"Lá fora" três grupos principais tentam formalizar um padrão aberto:
- a Europa com sistema DVB tenta padronizar o MHP,
- os Estados Unidos com ATSC tenta o DASE e
- o Japão com ISDB tenta o ARIB.

Não temos maiores informações sobre o o middleware japonês Broadcast Markup Language (BML). Mas consta que está incluído nas normas técnicas do Fórum de TV Digital.

O Ginga

O SBTVD - "Sistema Brasileiro de TV Digital" especificou um middleware com a denominação de Ginga para ser o "padrão" nacional e está sendo desenvolvido pela PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) e pela UFPB (Universidade Federal da Paraíba). 

O Ginga é o único componente genuinamente nacional  do "sistema nipo-brasileiro" de TV Digital.

A PUC-Rio e a UFPB foram contratadas pelo governo federal em 2005 para o desenvolvimento. Por falta de recursos, o ritmo foi desacelerado em 2006 tendo sido necessário o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência e Tecnologia.
No total, o FUNTTEL (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações) investiu 5,7 milhões de reais no desenvolvimento do Ginga.

Ainda não entendi bem a "mecânica da coisa" mas, aparentemente, o governo contratou junto às universidades a elaboração de uma "especificação" que se confunde com um protótipo ou "produto acabado" básico.
Como é aberto, as empresas o recebem gratuitamente e o modificam para embuti-lo em seu equipamento. E, antes da comercialização, tudo teria que ser homologado  ou certificado com o "selo de conformidade Ginga".

Nada consta se o contrato entre o governo e as universidades está ou será concluído com a entrega do "produto".

A PUC-Rio (que é uma universidade particular) e a UFBP (que é federal), travam uma feroz batalha para emplacar seus sub-sistemas.
Consta que, no momento, existem apenas duas empresas fornecedoras do middleware (Ginga) no Brasil - a TQTVD e a Mopa (comentários mais abaixo).

O middleware desenvolvido pela PUC-Rio é conhecido como Ginga-NCL, Ginga 1.0 ou Ginga NCL-Lua.
O middleware desenvolvido pela UFPB é conhecido como Ginga-J ou Ginga Java.

Do website do Ginga anotamos estas duas "manchetes":

• O Ginga-NCL foi desenvolvido pela PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro). Ele define um ambiente de apresentação para aplicações declarativas escritas em NCL (Nested Context Language) e sua linguagem de script Lua.

Em 29/04/09 a UIT - União Internacional de Telecomunicações que trabalha na normatização do IPTV, aprovou a linguagem NCL e seu ambiente de apresentação Ginga-NCL, tecnologias genuinamente brasileiras, criadas para oferecer interatividade plena em sistemas de TV Digital, como recomendação internacional, sob o número H.761.

• O Ginga-Java foi desenvolvido pela UFPB (Universidade Federal da Paraíba). Ele provê uma infra-estrutura de execução de aplicações baseadas na linguagem Java, com facilidades especificamente voltadas para o ambiente de TV digital.

Assim, vemos que o middleware Ginga pode ser dividido em dois subsistemas principais, que permitem o desenvolvimento de aplicações seguindo dois paradigmas de programação diferentes. Dependendo das funcionalidades requeridas no projeto de cada aplicação, um paradigma possuirá uma melhor adequação que o outro.

O "OpenGinga"
Atualização em 27/02/09

Open Ginga é uma implementação de código aberto do Ginga, o middleware do Sistema Brasileiro de TV Digital.
As aplicações que executam no Ginga podem ser classificadas em duas categorias dependendo se o conteúdo inicial da aplicação é declarativo ou procedural.
O ambiente de execução que processa aplicações NCL é chamado de Ginga-NCL e o ambiente que controla a execução de aplicações baseadas na Java DTV é chamado de Ginga-J..
Atualmente, estamos disponibilizando uma versão beta da implementação do ambiente procedural do middleware (Ginga-J).
O ambiente declarativo, Ginga-NCL, pode ser obtido através do Portal do Software Público. Nós próximos meses estaremos disponibilizando neste site versões preliminares do release que conterá os dois ambientes (Ginga-NCL e Ginga-J) integrados, bem com a implementação de todas as APIs Java propostas para o Ginga-J, inclusive as APIs de inovações brasileiras.
O OpenGinga foi projetado para plataformas PC com o sistema operacional Linux. Com o OpenGinga instalado, um computador com suporte a hardware específico, pode ser usado como um receptor de TV Digital.
Este projeto é financiado pela FINEP (Financiadora do Estudos e Projetos)

[Fonte: OpenGinga]
Consta que o OpenGinga é baseado no GEM e portanto possui partes sujeiras à royalties.

Os "interesses comerciais"
 
Os interesses comerciais, como sempre, são enormes.
O middleware totalmente desenvolvido no país representa uma grande oportunidade para as empresas que desenvolvem de softwares que poderão explorar tanto no mercado nacional quanto internacional novas formas de interatividade.

Consta que o Ginga-NCL da PUC-Rio esteja pronto e em condições de ser "embarcado" (jargão bastante usado da mídia) nos conversores (set-top box).

O Ginga Java parece ser a melhor aposta devido à universalização do Java. Mas está "sub judice" pois utilizou em seu desenvolvimento módulos proprietários sujeitos ao pagamento de royalties para a empresa americana Via Licensing. Isto parece surpresa na mídia recente mas já é noticiado desde 2006.

O Ginga Java e a parceria com a Sun 

Para solucionar o impasse o "Grupo do Ginga-Java" fez parceria com a Sun Microsystem para desenvolver "aplicativos substitutos" que permitam uma versão "free". Consta que o interesse da Sun é vender "grandes sistemas" para as emissoras de TV que precisarão armazenar "terabytes" de informação.
Mas não está descartada uma versão que permitiria a cobrança pelo licenciamento.

Atualização em 24/02/09:
(...) Falando sobre interatividade por conversores tradicionais para TVs, Soares revela que há um empecilho. “Ainda está pendente uma questão de propriedade intelectual da parte Java do Ginga”, diz. “Temos duas versões do Java, uma antiga com base na especificação Gem, e a nova se baseia no pacote da Sun.” (...)

A nova especificação feita pela Sun recebeu o nome de Java DTV.
Trata-se de uma plataforma aberta, interoperável e sem cobrança de royalties que permite a implementação de serviços interativos com a linguagem Java de código aberto para Ginga-J, o Padrão da TV Digital Brasileira.

A especificação anterior baseava-se no Globally Executable MHP (GEM) sujeita ao pagamento de royalties.

Com a oficialização, o Java DVT deverá ser repassado do Fórum SBTVD para a ABNT, que deverá certificar a especificação para que a tecnologia aberta seja oficializada como padrão na criação de ferramentas de interatividade na TV Digital brasileira.
A partir do momento em que a ABNT certificar o Java DVT, o Open-Ginga será distribuído para fabricantes de equipamentos, como conversores ou TVs, para que haja a integração customizada segundo cada empresa em seus aparelhos.

O Ginga-NCL e a parceria com a Intel

O mercado é impaciente e não espera a "burocracia"...
A Mopa (Mopa Embedded Systems) nasceu a partir de uma encubadora da Universidade da Paraíba e implantou fábricas de software em João Pessoa (PB) e Natal (RN), com o objetivo de transformar o Ginga em produto.

As empresas TOTVS e a Quality estabeleceram uma aliança chamada TQTVD (TOTVS - QUALITY para TV Digital) e desenvolvem o middleware AstroTV que é uma "implementação comercial 100% compatível com a especificação brasileira do Middleware Ginga".
A empresa pretende criar uma rede com desenvolvedores, já  batizada de AstroDevNete e pretende "educar"  o mercado sobre seu produto, além de oferecer treinamento para os desenvolvedores.

A Intel anunciou um acordo com a TQTVD para suporte do middleware "AstroTV". O grande diferencial da plataforma da Intel, segundo a TQTVD, desenvolvedora dessa aplicação, é o tempo de resposta de processamento.

Atualização em 24/02/09:
(...) Na próxima reunião, o Conselho Deliberativo do Fórum SBTVD deve aprovar o pedido de ingresso da Intel no seu quadro de associados. Já estão lá duas fortes concorrentes nos mercados de dispositivos portáteis: a Qualcomm e a Stmicroeletronics. (...)

"Rua Santa Efigênia"

Assim, verifica-se que o Ginga, dado como "pronto" pelas universidades, exigirá ainda um grande esforço de programação para embuti-lo nos conversores, que deverão posteriormente ser homologado.
Enquanto os "grandes" debatem no Fórum SBTVD, uma pequena empresa da Rua Santa Ifigênia, que concentra lojas de eletrônicos no centro de São Paulo, lançou um conversor de TV digital com a parte do Ginga que não tem problemas de royalties. O nome do aparelho é ZBT-620, e é fabricado pela Neo Security com o "Mopa" embarcado. Não consta que tenha sido homologado ou certificado. A conferir.

Atualização em 24/02/09:
...) Além disso, os conversores populares a 200 reais ainda não chegaram ao mercado - há apenas um modelo da Proview que custa 299 reais. Estes modelos não estão prontos para a interatividade, pois não têm o middleware Ginga. Mas só 650 mil brasileiros têm TV Digital - não interativa -, e ainda não precisam de um novo modelo. (...)


O "Fórum Nacional de TV Digital"
 
O Fórum SBTVD (ou Fórum Nacional de TV Digital) é uma entidade muito estranha. Não possui e-mail para contato, não há uma relação dos integrantes em seu portal (e em nenhuma notícia) e "entidades de classe"  não participam do Fórum conforme o art. 10 do seu Estatuto:  Não serão aceitas na composição do presente Fórum, em quaisquer categorias ou cargos, entidades de classe, constituídas sob qualquer forma societária." [Fonte: TV Digital (25) - O que é o Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD)]
 
Atualização em 24/02/09:
Contatos para a imprensa
* Pólo de Comunicação
Fone: (11) 5573.4749
Maria Emília Farto - Jornalista responsável

memilia@polodecomunicacao.com.br
Fabiana Albuquerque
fabiana@polodecomunicacao.com.br

Conta que possua apenas com 11 membros, sendo que quatro da indústria – dois do segmento de transmissão e dois de aparelhos de recepção; quatro da radiodifusão; dois de universidades e um da indústria de software.

Atualização em 24/02/09:
Nesta página estão as relações de associados dos seguintes setores:
- Setor de Radiodifusão,
- Setor de Indústria e Recepção,
- Setor Acadêmico,
- Setor da Indústria de Transmissão,
- Setor da Indústria de Software e
- Sócios Efetivos


Podem participar do Fórum, com direito à voto, "Emissoras de radiodifusão", "Fabricantes de equipamentos de recepção ou transmissão", "Indústrias de software" e "Entidades de ensino e pesquisa que desenvolvam atividades diretamente relacionadas ao sistema brasileiro de TV Digital".

 
O Fórum SBTVD, uma organização colegiada responsável pela implantação da TV Digital, não possui representantes das "entidades de classe", nem das operadoras de telefonia. Representantes dos consumidores? Aparentemente, nem pensar! O tempo passa, e tudo se passa como se o povo continuasse sendo "apenas um detalhe", conforme estabeleceu a famosa mas de triste lembrança, Zélia de Melo, quando ministra do Collor.
 
Este Fórum parece ter poderes de uma "agência de regulação e execução" e tudo se passa como se o Governo, que fez enorme esforço na imposição de um padrão, agora "não tem mais nada com isso". Posso estar paranóico mas é muito estranho...
 
Consta, no entanto, que o Fórum não tem tanta autonomia assim, pois suas decisões precisam ser referendadas "Comitê de Desenvolvimento do SBTVDT", criado pelo decreto 231, de 27 de novembro de 2003. Dele fazem parte a Casa Civil da Presidência da República e os Ministérios das Comunicações; da Ciência e Tecnologia; o Ministério da Cultura; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; da Educação; da Fazenda; do Planejamento, Orçamento e Gestão; das Relações Exteriores; e a Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica da Presidência da República. Ufa!
 
O Fórum é presidido pelo diretor de tecnologia da rede SBT/Silvio Santos.

Atualização em 24/02/09:
O atual presidente do Fórum SBTVD é Frederico Nogueira, vice-presidente do Grupo Bandeirantes.


Não está muito claro se o Fórum tem preferência por um dos sub-sistemas mas se opõe fortemente à liberação prematura do Ginga-NCL antes do Ginga-Java pois quer garantir que os aparelhos que forem para o mercado sejam compatíveis entre si. "Meno male".

As principais entidades da área de software - Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), a Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), a Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) e a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação, Software e Internet (Assespro) pressionam para que o Ginga-NCL possa ser "embarcado" de imediato, sem esperar pelo Ginga-Java.

 
Repetindo, está evidenciado o forte conflito de interesses comerciais entre fabricantes de conversores, radiodifusores, desenvolvedores de software e até da "Academia"!
Esses interesses não permitiram a participação de fabricantes no grupo de trabalho que está, ao lado da Sun Microsystems, desenvolvendo a versão do Ginga Java free. Até porque quem entra nesse grupo é obrigado a assinar um contrato dizendo que não vai cobrar patente.
Esse grupo é composto de apenas sete empresas, entre elas - duas de radiodifusão - Globo e SBT - e duas de software - TQTVD e Hyrix. Este número é considerado bem aquém do ideal para a discussão técnica e da mobilização necessária de um setor que pode estar tendo pela frente uma chance única de ganhar presença mundial.
 
Se não fossem os interesses comerciais, aparentemente não haveria necessidade de disputa pois consta que as atualizações dos softwares poderiam ser feitas "pelo ar" (o bom e velho "éter"), pelas próprias emissoras. E também através de download da Internet e inserção no "set-top box" com o uso de um "pen drive".  A conferir.

O Canal de Retorno ou de Interatividade
A batalha na área de software é apenas uma parte da guerra pois sem "canal de retorno" não haverá interatividade.
 
Continuando com nossa estranheza em relação ao Fórum SBTVD, vemos que as operadoras de telecom - fixas e móveis - ainda não participam.
Os executivos do Fórum afirmaram que há uma mobilização para atrai-las, principalmente porque houve uma decisão significativa: não há "canal de retorno", mas sim "canal de interatividade" (ah, bom!), e esse pode ser ocupado pela tecnologia mais adequada - 3G, ADSL, WiMAX, entre outras.

E comento: Pois é, parece que, ao planejar a interatividade, que ajudou a justificar a importância da TV Digital para a "inclusão", esqueceram de um pequeno "detalhe": o canal de retorno. 

Pode não ser o único mas certamente é um grande fantasma para a TV Digital destepaís: A "banda larga em 3G" e o iPhone e similares estão aí... e a IPTV também.

Nada muito preocupante, ao que parece: se não vingar por aqui já se aposta nestaAméricaLatina...
O vice-ministro de Comunicações e Assuntos Interiores do Japão ofereceu almoço em Brasília à autoridades brasileiras e embaixadores latino-americanos e o nosso ministro Helio Costa já até falou em empréstimo do BNDS à Argentina.
Por que será que me lembrei do bordão "não existe almoço de graça"? 

Projeto Ginga CDN

Atualização em 26/02/09
(...) Ginga CDN não é mais uma implementação do Ginga, como a AstroTV, da TQTVD, ou a OpenGinga, projeto encabeçado pela Universidade Federal da Paraíba. Ginga CDN é o acrônimo de Ginga Code Development Network, projeto submetido ao CTIC (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologias Digitais para Informação e Comunicação), gerido pela RNP, aprovado e com contrato assinado desde 20 de fevereiro. A expectativa é de que os recursos comecem a ser liberados agora, no início de março. O que faz do Ginga CDN o primeiro projeto financiado pelo CTIC.

Criado pelo governo federal com o objetivo de desenvolver a competência nacional para inovação em comunicações digitais, o CTIC prevê a instalação de redes temáticas nos moldes do que vem acontecendo em outras áreas de Pesquisa e Desenvolvimento. Entenda-se por redes temáticas a articulação de diversos grupos e laboratórios interessados em investigar e propor soluções para desafios tecnológicos. No caso da TV Digital, nas áreas de codificação, transmissão, recepção, acesso, interatividade, middleware, aplicações e serviços.

O projeto Ginga CDN propõe a criação, gerenciamento e operação de uma rede de desenvolvedores de código para o middleware Ginga composta pelas seguintes instituições: UFPB, PUC-Rio,UFRN-DIMap ,UFRN – DCA, UERN, PUC-Caldas, UNIFACS, UFPel, UFG, UFSCar, UFC, Mackenzie, USP-LSI, UFRGS e CEFET-CE.(...)

Fonte: TV Digital: Já ouviu falar no Ginga CDN?

 
Temos em nossos fóruns muitos participantes atuando na área técnica e na produção de conteúdo.

Como disse no início, a "tentativa de resumo" acima foi feita apenas com base nas matérias abaixo.  :-)
Vamos corrigir e complementar?
 
Fonte: HojeMídia
[sem data]   TV Digital avança por outras telas
Fonte: Gazeta Mercantil
Fonte: Convergência Digital
Fonte: Adnews
[24/09/08]   Em debate, o potencial da TV digital no Brasil por Christiane Aguiar - Redação Adnews
Fonte: IDG Now!
[24/09/08]   Indústria de software pressiona por interatividade na TV digital por Daniela Moreira, editora assistente do IDG Now! 
Fonte: Convergência Digital
[24/09/08]   TV Digital: Entidades de Software endossam Ginga 1.0 por Ana Paula Lobo 
Fonte: Convergência Digital
[24/09/08]   TV Digital: Operadoras ainda não assustam, mas preocupam por Ana Paula Lobo 
Fonte: B2B magazine
[24/09/08]   TV digital interativa: sem data certa para estrear por Thiago Borges  
Fonte: Convergência Digital - Coluna Circuito
[23/09/09]   É hora de o Brasil ficar à reboque na TV Digital? por Cristina De Luca 
Fonte: BemParaná
[19/09/08]   TV Digital - Maior interatividade na TV 
Fonte: Convergência Digital
[12/09/08]   TV Digital: Um caminho sem volta para a conectividade por Cristina De Luca, especial para o Convergência Digital 
Fonte: Convergência Digital
[01/09/08]   Brasil vai à UIT para validar o Ginga como padrão IPTV por Cristina de Luca, especial para o Convergência Digital 
Fonte: Reuters
Fonte: Blog de Ranato Cruz - Estadão
[08/03/08]   As patentes e a TV digital interativa por Renato Cruz 

04.
O Portal TELECO possui uma Seção Especial que define o que é a TV Digital e acompanha o seu processo de implantação no Brasil.
Ainda no TELECO (enorme conteúdo!):
- Cronograma de implantação da TV Digital no Brasil
Dúvidas sobre TV Digital? 

05.
Consulte:

Resultado de pesquisa de matérias sobre GINGA feita na Coluna CIRCUITO da jornalista Cristina de Luca

Coleção de notícias recentes

Boa leitura!
Um abraço cordial
Helio Rosa