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Coordenador Geral: Helio Rosa (rosahelio@gmail.com)

MAL ASSESSORADA, DILMA ACENDE ESTOPIM DE CRISE MILITAR

 
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Nota de Helio Rosa:
(registrada no primeiro "post" desta Série)

Selecionei e transcrevo mais abaixo, matérias que permitirão a ambientação e acompanhamento do noticiário sobre a atual "crise" militar.
Permito-me um temerário resumo:

Consta que os clubes militares (Exército, Marinha e Aeronáutica) divulgaram, no dia 16 de fevereiro, uma nota censurando a Presidente da República por declarações de suas ministras que conflitam com posições assumidas no seu discurso de vencedora das eleições e de posse.

Os Clubes são entidades civis, fora da cadeia de comando do Ministério da Defesa e das Forças Armadas e os signatários são militares inativos que podem opinar legal e livremente sobre qualquer assunto, inclusive sobre política.

A Presidente, certamente mal informada e mal assessorada, resolveu intervir e a nota foi retirada do portal do Clube Militar (do Exército).

Os bastidores reais desta intervenção são desconhecidos e várias versões foram divulgadas.

Na sequência, militares inativos, insatisfeitos com esta intervenção presidencial, publicaram um manifesto, em forma de abaixo-assinado, que vem recebendo muitas adesões, pois a mídia divulgou que todos seriam punidos disciplinarmente. As adesões, de civis e militares inativos, podem ser feitas a partir
deste website.

Comento:
Enquanto o Ministério da Defesa estiver nas mão de pessoas despreparadas para o cargo e sem afinidades concretas com os militares, a crise permanecerá em estado latente, sujeita a eventuais erupções, como esta.

O sucateamento das Forças Armadas e e os baixos salários dos militares são os problemas concretos que precisam ser resolvidos com urgência, pois comprometem a segurança da nação.

Do mesmo modo, ao contrário do que diz a militância do partido governista, o país foi e está pacificado pela Lei da Anistia e é preciso coibir o revanchismo de uma minoria raivosa e defasada do sentimento do povo ordeiro e trabalhador.

A Presidente precisa esquecer seu passado de combatente da luta armada e assumir seu papel de estadista, e enfrentar estes problemas de peito aberto, posicionado-se publicamente, de forma cristalina, sobre estes temas. No momento, sua atuação é um andar sobre uma linha de sombra, que a diminui como autoridade máxima do país.
HR

 

26/04/12
Mal assessorada, Dilma acende estopim de crise militar (15) - General inativo, autor do manifesto "Não Passarão", comenta e critica entrevista de Celso Amorim à IstoÉ

Nota de Helio Rosa:
Este é "post" nº 15 desta Série.

01.
Faço uma visita ao website A verdade Sufocada que hospeda o manifesto "Alerta à Nação: "Eles que venham. Por aqui não passarão!".
O Manifesto registra, entre militares inativos e civis, um total de 2944 signatários (computado no dia 23).

02.
Transcrevo abaixo estas matérias:

Leia na Fonte: DefesaNet
[21/04/12]  Uma visão crítica da entrevista do Dr. Celso Amorim à Revista “ISTO É” - por Marco Antonio Felício da Silva

Leia na Fonte: IstoÉ
[02/04/12]  Celso Amorim, ministro da Defesa, entrevistado pela "IstoÉ"

Leia na Fonte: A Verdade Sufocada
[28/02/12]  Alerta à Nação: "Eles que venham. Por aqui não passarão!" (Manifesto de militares inativos)

02.
Dora Kramer, conceituada jornalista e articulista, que escreve para importantes órgãos da mídia, faz um pequeno comentário sobre o tema "Comissão da Verdade" em sua coluna de hoje no Estadão:
Leia na Fonte: O Estado de S. Paulo
[26/04/12]  Carga Pesada
"No forno.
Criada por lei aprovada no ano passado, a Comissão da Verdade deverá ser finalmente constituída em maio.
No governo assegura-se que a demora nada tem a ver com a resistência de militares.
Guarda, antes, relação com questões políticas. Provavelmente relacionadas ao ajuste cirúrgico necessário à escolha dos sete nomes para o equilíbrio de forças na composição do grupo."

03.
Comento.
Esta Comissão é uma "crise anunciada" que vai durar dois anos, se nada acontecer neste longo caminho.
A presidente Dilma Rousseff não tem estatura de estadista para levar esta situação a bom termo. Não tem sequer autonomia como chefe da nação, tolhida pelo "presidencialismo de coalizão", refém da "base supostamente aliada" e do seu "padrinho" Lula.
Os militares da ativa estão cumprindo ordeiramente suas obrigações constitucionais, apesar do desaparelhamento e dos baixos salários. Os inativos estão pacificamente desfrutando sua merecida aposentadoria.
Juízo, D. Dilma!
HR

Ler transcrições das matérias


23/04/12
Mal assessorada, Dilma acende estopim de crise militar (14) - "31 de março – Patriótica Paciência" - por Ivan Monteiro

Nota de Helio Rosa:
Este é "post" nº 14 desta Série.

Transcrevo mais abaixo este artigo:
Leia na Fonte: Alerta Total
[10/04/12]  31 de março – Patriótica Paciência - por Ivan Monteiro

Permito-me, nesta Nota, fazer este "recorte", como incentivo à leitura do texto completo:
(...)
Exemplo típico de estorvo em começo de trabalho foi cometido pela senhora Eleonora Menicucci, no seu discurso de posse na Secretaria de Políticas Para a Mulher. Se bem me lembro, antes de assumir, a Presidente Dilma reuniu os Comandantes Militares e solicitou não fossem comemorados os feitos revolucionários. Tudo acordado. Acordado com os militares. Faltou avisar a turma.

Destarte, no dia 10 de fevereiro último, lá vai Dona Eleonora no seu discurso de posse, relembrando tempos de cela, levantando mil problemas a enfrentar na pasta, mostrando conhecimento, provocando esperanças, até que a boca grande não se aguenta e surge a frase desnecessária: “Quero neste momento render minhas homenagens às mulheres e aos homens, que tombaram na luta contra a ditadura e não podem participar deste momento histórico do nosso país.” Histórico? Haja paciência.

Além de desnecessária e infeliz a frase é também incompleta. Faltaram as palavras que tomo a liberdade de introduzir no parágrafo da Secretária: “Quero neste momento render minhas homenagens às mulheres e aos homens, que tombaram na luta contra a ditadura militar e pela implantação da ditadura do proletariado, e não podem participar deste momento histórico do nosso país”. Aí ficou perfeito e acabado.

Ou alguém acredita que após mourejar na luta armada, sofrer na clandestinidade, conseguida a vitória, os militantes abandonariam seus propósitos e iriam implantar a democracia plena na terra Tupi, afastar-se do palco generosos e convocar eleições diretas. Se o amigo acredita, mais uma vez peço, esqueça-me.

Dona Eleonora esqueceu seu passado, a maioria da turma esqueceu, estão convictos no discurso e na mente que lutaram apenas contra a ditadura. Se Dona Miriam Leitão acha que o pensamento das Forças Armadas não foi atualizado, impossível reclamar do pensamento de seus amigos atingido por uma lipo radical nas suas principais ideias.

Dona Eleonora atirou ao vento, os Clubes Militares responderam ao fogo e Dona Dilma se irritou. Com sua companheira de cárcere que provocou o desastre? Parece que não. Chamou o Ministro da Defesa e deu-lhe uma “chapuletada”. Quem o Senhor Ministro convocou? Os Comandantes das Forças. Haja paciência! (...)


Leia a íntegra da matéria.


17/04/12
Mal assessorada, Dilma acende estopim de crise militar (13) - Os primeiros nomes "isentos" cogitados para a Comissão da Verdade

Nota de Helio Rosa:
Este é "post" nº 13 desta Série.

01.
D. Dilma está em vias de perpetrar mais uma imensa trapalhada que pode aumentar ainda mais a crise com os militares, especialmente os inativos.
A contaminação dos "ativos" será uma indesejável mas previsível possibilidade, com imprevisíveis consequências.
A "Comissão da Verdade", mesmo centrada na Casa Civil, poderia ser formada de pessoas e historiadores totalmente isentos. Mas não será assim.

Uma ex-guerrilheira no Poder poderia sentir-se tentada, como parece, em praticar um revanchismo particular por ter "perdido" a luta armada.
Mas uma estadista saberia muito bem conter estes impulsos vingativos, no interesse maior da nação que foi e está pacificada pela Lei da Anistia. Principalmente porque na sua função de Presidente é também Comandante-Chefe das Forças Armadas.
Que Comandante é essa que quer desprestigiar, enfraquecer e humilhar suas tropas e atiçar a população contra elas?

D. Dilma, que como guerrilheira sempre atuou na "retaguarda" (como se sabe pela mídia), continua a proceder da mesma forma, agora na presidência da Nação.
Parece que falta-lhe coragem moral de enfrentar a sociedade, de peito aberto, de cara limpa, e dizer exatamente qual é sua ideologia, quais são seus pensamentos, qual é sua verdadeira intenção com a Comissão da Verdade.

Por via das dúvidas, D. Dilma continua "oculta", protegida por um grupo de escudeiros(as). Nesta linha de conduta, agora lança "balões de ensaio", através do seu ministro da Justiça, divulgando os primeiros nomes que poderiam integrar a Comissão da Verdade, obviamente, para testar uma eventual reação dos militares.
Diga-se claramente, lamentáveis nomes. Lamentáveis porque não são isentos. Todos podem ser exemplares cidadãos e cidadãs mas deveriam se declarar, desde já, impedidos de participar da Comissão.

Se D. Dilma está eivada de boas intenções, se quer mesmo somente resgatar a história no período considerado pela "Lei da Comissão", então será preciso informar isso à sociedade, sem sombras de dúvidas, e enfrentar a ira da militância. Em qualquer situação, tudo leva a crer que continua pessimamente assessorada neste tema, isto é, na minha humilde opinião, pois seu consultor principal para esses temas é seu ex-marido e ex-guerrilheiro, Carlos Franklin Paixão de Araújo [Fonte desta informação, transcrita mais abaixo]

02.
Ente os nomes citados/cogitados estão:

- Nilmário Miranda, que foi preso político durante três anos e um mês, tendo sido libertado em 1975. [Fonte: Wikipédia] Nilmário preside a Fundação Perseu Abramo, vinculada ao PT.

- Marlon Weichert - Procurador de S. Paulo, que trabalha em processos contra militares que atuaram no regime militar, como Carlos Brilhante Ustra. Transcrevo mais abaixo um resumo biográfico que relaciona suas atuações nesses processos, anotados no site "Tortura Nunca Mais/RJ".

- Belisário dos Santos Júnior, que possui um extenso e belo currículo. Anoto, num artigo de 2006 esta referencia sobre o autor: "Belisário dos Santos Jr., advogado, foi defensor de presos e perseguidos políticos durante o regime militar e membro da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo; atualmente é Secretário da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo." [Fonte]

- Clarice Herzog, viúva de Vladimir Herzog. Numa entrevista, transcrita mais abaixo, D. Clarice declara, quando perguntada sobre a Comissão da Verdade: (...) "Sou absolutamente a favor da abertura de todos os arquivos. Mas defendo a punição dos culpados. Não anistio os torturadores. As pessoas que foram presas, assassinadas, estavam reagindo a um estado de exceção, a um golpe militar que derrubou um presidente eleito. Na Argentina, no Uruguai, no Chile, os golpistas foram punidos. Só no Brasil há perdão para a tortura política, um crime de lesa-humanidade, imprescritível."

- Vera Paiva, filha do ex-deputado Rubens Paiva, desaparecido durante a ditadura militar. É professora de psicologia na USP e coordenadora do Núcleo de Estudos para a Prevenção da Aids (NEPAIDS) da universidade. Seu discurso foi vetado na cerimônia de instalação da comissão da Verdade e está transcrito mais abaixo.

03.
Ao mesmo tempo...

Noblat informou, em 29 de março, em seu famoso Blog:

"A ministra Maria do Rosário, dos Direitos Humanos, tem uma explicação para o fato de a Comissão da Verdade, aprovada pelo Congresso em novembro último, ainda não ter saído do papel: o salário dos seus futuros integrantes está sendo considerado baixo. Pelo menos essa é a desculpa oferecida por várias pessoas sondadas para fazer parte da Comissão. O salário é de R$ 12 mil. (...)

O ministro Cardoso deveria citar também quem foi convidado e não aceitou, e por quais motivos.
Pelo visto, 12 mil é uma "merreca" e só vão sobrar mesmo os "isentos", que trabalharão até "de grátis", para dar vazão ao seu raivoso revanchismo.

04.
Tudo leva a crer que teremos uma longa crise pelos próximos dois anos. Crise esta que não interesse à Nação nem ao povo, ordeiro e trabalhador. Crise esta que tem um nome: Presidente Dilma Roussef.
HR

Matérias transcritas mais abaixo:

Leia na Fonte: G1
[16/04/12]  Dilma escolhe nomes da Comissão da Verdade - por Evandro Éboli

Leia na Fonte: Clipping MP - Origem: Globo
[15/04/12]  "O ministro Cardozo (Justiça) faz consulta e convites para compor os sete integrantes da Comissão da Verdade - por Ilimar Franco

Leia na Fonte: Clipping MP - Origem: Valor Econômico
[05/04/12]  Planalto tenta esvaziar pressão contra Lei da Anistia - por Fernando Exman

Leia na Fonte: TJ Brasília
[30/06/11]  O Direito à Verdade no Brasil: Entrevista com Marlon Weichert

Fonte: Sul 21
[21/11/11]  Discurso que Vera Paiva faria na cerimônia de criação da Comissão da Verdade

Leia na Fonte: Tortura Nunca Mais - RJ
[2009]   Marlon Alberto Weichert (Medalha Chico Mendes)

Leia na Fonte: Valor
[30/09/11]  Clarice Herzog: Quem é essa mulher, 36 anos depois - por Paulo Totti

Ler transcrições das matérias
 


04/04/12
Mal assessorada, Dilma acende estopim de crise militar (12) - Miriam Leitão, mais uma jornalista à beira do "descontrole"

Nota de Helio Rosa:
Este é "post" nº 12 desta Série.

O "post" nº 07 teve este título: Miriam Leitão mantém o estopim aceso e
O "post" nº 10 este: A "Comissão da Verdade" da Miriam Leitão

Referencio também este "Post": Márcia de Almeida, uma jornalista "fora de controle": "Foi a maior alma lavada ver os torturadores e assassinos acuados..."

01.
Leitor assíduo de Miriam Leitão, continuo acompanhando suas publicações.
Seus textos sobre economia, de um modo geral, são muito bons mas têm seus altos e baixos; isto é comum em jornalistas e articulistas "workaholics", viciados em trabalho, e alguns escritos sofrem com a "correria". Mesmo assim, Miriam Leitão, como articulista, é muito boa na área de economia.

Mas D. Miriam agora resolveu criar sua própria "Comissão da Verdade" e, infelizmente, parece ter trocado seu diploma de jornalista pela velha carteirinha do "PC do B", pelo qual militou durante o regime militar.

No "post" de nº 10, acima citado, convidei D. Miriam para dar o exemplo e dar seu depoimento sobre sua militância: (...) Quais eram suas convicções políticas na época de sua citada militância? Quais eram suas leituras inspiradoras? Em que movimentos atuou? Era somente simpatizante? Por que foi presa? Como foram suas sessões de tortura? Como foi seu julgamento pelo Tribunal Militar? Foi justo? Teve amplo direito de defesa? Foi absolvida? Guardou cópia dos autos ou recuperou-os posteriormente?  Como estão hoje seus pensamentos sobre os temas que a preocupavam na época da militância? Considera-se ainda uma militante? (...).

Outra jornalista, também chamada Miriam, nos adianta alguma coisa, neste seu pequeno e recente "post":

Fonte: Blog de Miriam Macedo
[02/03/12]   Mesmo nome, mesma profissão. Mesma verdade? - por Miriam Macedo

"Como eu, Miriam Leitão é repórter e (como eu) foi militante do PC do B, que fez a guerrilha do Araguaia, no Pará, junto com a AP, para a implantação de uma ditadura comunista no Brasil.
Para o PC do B/AP, de linha maoista-albanesa, a democracia (eleições, pluripartidarismo, imprensa livre etc) era instrumento burguês para a opressão do trabalhador.
Miriam Leitão (como eu) foi presa em 73. Ela, no Espírito Santo; eu, em Brasília. Quando eu saí da cadeia, menti descaradamente dizendo ter sido torturada. Lorota. Não me tocaram num fio de cabelo. Míriam Leitão saiu denunciando que 'soltavam cães e cobras' em cima dela."

Permito-me repetir este meu comentário sobre a jornalista Miriam Macedo feito neste espaço:
"Miriam Macedo escreveu, em junho de 2011, um antológico e corajoso "post" em seu Blog: A verdade: eu menti, admitindo que, durante 40 anos, mentiu sobre o fato de de ter sido torturada"

02.
Citei acima que alguns textos de Miriam Leitão parecem "meio corridos" e, por isso, superficiais.
Mas os artigos sobre a "Comissão da Verdade", pela sensibilidade do tema, tenho certeza, recebem toda a atenção de D. Miriam.

Assim, não pode ter sido esquecimento do próprio texto da Lei que criou a "Comissão da Verdade", quando D. Miriam fez este comentário sobre recente atuação de procuradores da República que tentavam contornar a Lei da Anistia:
(...) A Lei da Anistia de 1979 está em vigor, mas o que ganha cada vez mais apoio é a tese de que os crimes permanentes — de sequestro e ocultação de cadáver — não estão cobertos pela Lei porque ainda não acabaram, já que não apareceram nem as pessoas nem os corpos. (...)

Para "dar força" aos procuradores, a competente jornalista "esqueceu" de citar que a Lei que criou a "Comissão da Verdade" menciona outra Lei,
no 9.140, de 4 de dezembro de 1995, que contém em seu Art. 01 o seguinte:
(...) São reconhecidos como mortas, para todos os efeitos legais, as pessoas que tenham participado, ou tenham sido acusadas de participação, em atividades políticas, no período de 2 de setembro de 1961 a 5 de outubro de 1988, e que, por este motivo, tenham sido detidas por agentes públicos, achando-se, deste então, desaparecidas, sem que delas haja notícias. (...)

Claro, D. Miriam poderia desconhecer este "detalhe" que não registrou em seu texto mas, se isto aconteceu, faltou-lhe competência e cometeu um enorme "pecado jornalístico" ao omitir uma crucial informação ao leitor. Um jornalista isento teria informado a impropriedade da ação dos procuradores.

03.
Miriam Leitão não desiste da sua própria "Comissão da Verdade".

O jornal O Globo, que abriga em seu "domínio www" o Blog da Miriam Leitão e registra suas Colunas, publicou um Editorial já citado e transcrito aqui neste espaço:
Leia na Fonte: Noblat/O Globo
[19/03/12]  Sem vencidos e vencedores - Editorial O Globo (sobre a Comissão da Verdade)

D. Miriam fez que não entendeu o recado e continua sua militância.
Em mais uma coluna, em brilhante estilo de "bloqueira progressista", furiosa e revanchista, volta à carga.
D. Miriam não foi na porta do Clube Militar cuspir, xingar nem atirar ovos, mas é o que faz, com elegância, usando seu teclado.

O texto é outro primor de desfaçatez.
Novamente D. Miriam consegue passar ao largo de guerrilheiros, sequestradores, assaltantes, terroristas, assassinos e "justiçadores", que pegaram em armas, não para combater o regime militar e restaurar a democracia, mas para instalar uma ditadura do proletariado, com inspiração e financiamento soviético, chinês e cubano.

Alguns dos trechos da sua Coluna, com pequenas adaptações, servem para definir a própria atuação da D. Miriam, que continua "militando".
Aqui vão alguns deles, "adaptados":

"A ditadura acabou há 27 anos. D. Miriam ainda não encontrou tempo para repor os fatos históricos sobre a luta armada, corrigir versões canhestras dadas à época, quando a imprensa foi silenciada e agora está livre, e de fazer uma reflexão madura sobre esses, e tantos outros, fatos trágicos."

"O erro é que os ex-militantes, que na democracia têm atuado na mídia, permanecem com a mesma versão delirante dos fatos e a transmitem aos seus leitores numa reprodução inaceitável de um conjunto de valores perigoso para a democracia."

"Quando o assunto é o que houve entre 1964 e 1985, jovens leitores, que nada têm a ver com aquele tempo, estão sendo ensinados que os guerrilheiros da luta armada tentavam livrar o Brasil de perigos e não cometeram erros.".

Não acreditem em mim, leiam o texto revanchista, transcrito mais abaixo:
Leia na fonte: O Globo - Blog de Miriam Leitão
[31/03/12]  Encontro adiado - por Miriam Leitão - por Miriam Leitão

Pois é, a renomada Miriam Leitão, com atuação e estilo mais sofisticado, está se tornado mais uma jornalista tão "fora de controle" como D. Márcia de Almeida, citada em "post" anterior.
Como leitor assíduo de D. Miriam, resumo minha decepção em duas palavras: "Que pena"!
HR

Matérias transcritas mais abaixo:
Leia na fonte: O Globo - Blog de Miriam Leitão
[16/03/12]   Duas semanas intensas - por Miriam Leitão
Leia na fonte: O Globo - Blog de Miriam Leitão
[31/03/12]   Encontro adiado - por Miriam Leitão
Fonte: Yahoo! Notícias
[16/03/12]   Justiça Federal do Pará rejeita denúncia contra o major Curió

Ler transcrições das matérias
 


30/03/12
Mal assessorada, Dilma acende estopim de crise militar (11) - A "Comissão da Verdade" da Miriam Leitão

Nota de Helio Rosa:
Este é "post" nº 11 desta Série.
O "post" nº 07 teve este título: Miriam Leitão mantém o estopim aceso

No texto abaixo faço referência à duas entrevistas, defasadas no tempo, feitas pelo jornalista Alberto Dines, do "Observatório da Imprensa", com Miriam Leitão: a mais recente, em 13 de março de 2012 e a anterior, em 21 de agosto de 2007.

01.
Reafirmo o que disse num "post" anterior: sou admirador e leitor assíduo da jornalista Miriam Leitão, especializada em economia.

Reafirmo também que, na minha opinião, ela apequenou-se quando decidiu arvorar-se em defensora da Comissão da Verdade no seus aspecto de buscar apenas a "verdade" sobre os militares que atuaram na repressão do regime militar contra os integrantes da chamada "luta armada", "luta" esta, cujo objetivo - fartamente sabido - era instalar no país uma ditadura do proletariado de inspiração chinesa, cubana e soviética.

D. Miriam ficou diminuída como articulista ao abordar apenas um lado da questão, violando frontalmente a busca do quesito "isenção" que deve nortear o trabalho de todo
jornalista e articulista, portanto "formador de opinião". Deve-se apresentar ao leitor, ouvinte ou telespectador, no mínimo, os dois lados de uma questão.

Aparentemente, D. Miriam não gosta de divulgar que foi "militante esquerdista" durante o regime militar.
E essa sua militância passada, provavelmente explica sua dificuldade de isenção ao tratar do tema.
Em recente entrevista que concedeu ao jornalista Alberto Dines, no dia 13 de março, D. Miriam citou muito, mas muito "en passant", que tinha sido torturada.
Provavelmente, por isso, tem sua visão muito pessoal da "verdade". Nada contra, se ela não fosse uma renomada jornalista e articulista, formadora de opinião.

Ao comentar esta entrevista, o jornalista Mauro Malin assim começa seu texto (transcrito mais abaixo):
"A Comissão da Verdade ainda não foi nomeada pela presidente Dilma Rousseff, mas começou a funcionar por obra de jornalistas liderados por Miriam Leitão".

Volto a citar esta entrevista mais adiante.

02.
Há pouco tempo Miriam Leitão entrevistou o general inativo Luiz Eduardo Rocha Paiva.
Recorto este trecho:
(...)
MIRIAM LEITÃO: Um lado foi punido. A presidente Dilma Rousseff ficou presa três anos e foi submetida a tortura.
ROCHA PAIVA: Sim, ela diz que foi submetida a torturas. A senhora tem certeza?
MIRIAM LEITÃO: Ah, eu acredito nela...
ROCHA PAIVA: Ah, e eu não sei. (...)


Na minha opinião, ambos, entrevistadora e entrevistado, perderam uma boa oportunidade de explorar um pouco mais o tema, em benefício dos telespectadores e leitores.
D. Miriam poderia, por exemplo, ter perguntado ao general se ele acreditava que ela mesma tinha sido torturada.
E o general poderia ter perguntado sobre sua atuação como "militante de esquerda".
Mas, sobre isso, nada mais foi dito nem perguntado...

O assunto não foi explorado na ocasião, então, exploro eu.

03.
A cidadã Dilma Vana Rousseff Linhares, por sua atuação na luta armada durante o regime militar, foi presa e condenada em primeira instância a seis anos de prisão. Já havia cumprido três quando o Superior Tribunal Militar reduziu sua condenação a dois anos e um mês. Teve também seus direitos políticos cassados por dezoito anos. Posteriormente foi beneficiada pela Lei da Anistia. O verbete "Dilma Rousseff" na Wikipédia é extenso, detalhado e cita todos os movimentos guerrilheiros em que ela atuou. Vale conferir.

A cidadã Miriam Azevedo de Almeida Leitão, "como outros jornalistas de sua geração, foi militante de esquerda. Foi presa e torturada grávida, antes de iniciar a carreira de repórter". [Época]

Em 2007 Miriam Leitão foi entrevistada pelo mesmo Alberto Dines e faço este recorte:
(...) E (Miriam Leitão) recordou do dia do seu julgamento: "Eu lembro do dia do meu julgamento em que eu estava na frente daqueles homens fardados e não togados - e eu preferia os togados aos fardados, com todos os erros do Judiciário".(...)

Não encontrei mais referências sobre este assunto.
Assim, concluo que, por sua militância esquerdista, Miriam foi presa, torturada, julgada por um tribunal militar e, aparentemente, absolvida.

04.
Volto então à recente entrevista que Miriam Leitão concedeu ao mesmo Dines, no mesmo "Observatório".

Sobre o interesse de Miriam no tema "Comissão da Verdade", Dines pergunta:
- "Foi o fato de você ter sofrido grandes vicissitudes durante o regime militar?"

Miriam responde:
- "Não, eu me coloquei à parte, eu sou repórter, eu sou jornalista. Você sabe, como é jornalista, jornalista gosta de uma boa história, cada um escolhe sua especialidade, isso não significa que a gente não veja o que está acontecendo no todo". (...)

Bem, como leitor compulsivo, eu também gosto das boas histórias contadas pelos jornalistas, mesmo aquelas em que eles mesmos são protagonistas.

05.
O general Rocha Paiva, na já citada entrevista que concedeu à Miriam Leitão citou, referindo-se à presidente Dilma:
"- Ela era da VAR-Palmares, que lançou o carro-bomba que matou o soldado Mario Kozel Filho. A comissão não vai chamá-la, por quê?"

Comento:
O general Rocha Paiva colocou o dedo na ferida: D. Dilma, ex-guerrilheira, que assinou a Lei da Comissão da Verdade (íntegra no final desta página) deveria dar o exemplo e ser a primeira a dar seu depoimento, espontaneamente, contanto não somente suas vicissitudes, mas toda a verdade sobre sua participação na luta armada.

Isto também é válido para D. Miriam Leitão, que não assinou nenhuma Lei mas está fazendo sua "Comissão" particular.
Como leitor, permito-me formular o convite, inspirado no general Rocha Paiva, para que D. Miriam espontaneamente dê seu depoimento, que conte sua história, história que jornalistas adoram contar e leitores adoram ler.

Quais eram suas convicções políticas na época de sua citada militância? Quais eram suas leituras inspiradoras? Em que movimentos atuou? Era somente simpatizante? Por que foi presa? Como foram suas sessões de tortura? Como foi seu julgamento pelo Tribunal Militar? Foi justo? Teve amplo direito de defesa? Foi absolvida? Guardou cópia dos autos ou recuperou-os posteriormente?  Como estão hoje seus pensamentos sobre os temas que a preocupavam na época da militância? Considera-se ainda uma militante?

Este depoimento de D. Miriam, será de extrema importância e, se for totalmente honesto e esclarecedor, poderá servir de modelo para os demais militantes de esquerda, não só simpatizantes mas também os ex-guerrilheiros, ex-sequestradores, ex-assaltantes, ex-terroristas, ex-assassinos e ex-"justiçadores" que serão ouvidos pela Comissão da Verdade, se esta não se concentrar apenas nos militares...

06.
D. Miriam não precisa se preocupar com eventuais retaliações de qualquer tipo, tanto para ela, como para os "ex" acima citados, pois estamos em plena vigência da Leia da Anistia e a Comissão da Verdade, instituída por Lei, não visa punir ninguém, apenas resgatar a história.
Se bem que D. Miriam parece não acreditar muito nisso, pelo menos quanto aos militares.
Na entrevista ela declara, literalmente:
"Se vai haver, ou não haver, processos depois, é uma discussão que a justiça terá, o
Supremo terá, o ministério público vai fazer sua discussão" (...)

Da minha parte, também não acredito muito nisso. A leitura repetida da LEI Nº 12.528, DE 18 DE NOVEMBRO DE 2011 que criou a Comissão Nacional da Verdade no âmbito da Casa Civil da Presidência da República, não consegue dirimir minhas dúvidas. Para quem ainda não leu, vai transcrita mais abaixo neste "post".

Sobre o tema, transcrevo também esta matéria: "Ministro da Justiça confirma que somente serão investigados os crimes dos militares. Para o governo, a luta armada não cometeu crime algum, não matou nem mutilou nenhum inocente", assinada por Newton Carlos.

07.
Se D. Miriam contar sua história, poderá desfazer a péssima impressão deixada durante a recente entrevista que concedeu ao Alberto Dines, registrada nestes três vídeos: Parte 1 - Parte 2 - Parte 3

Que fique bem claro: a péssima impressão foi minha, pois a interessantíssima conversa entre dois ícones do jornalismo, no meu entender, foi uma preciosa aula de desfaçatez sobre como abordar apenas um lado da questão da luta armada durante o regime militar. Que linda performance! Como disse em texto anterior, passou-se ao largo de guerrilheiros, sequestradores, assaltantes, terroristas, assassinos e "justiçadores", que pegaram em armas, não para combater o regime militar e restaurar a democracia, mas para instalar uma ditadura do proletariado, com inspiração e financiamento alienígena.

Já divulguei neste espaço (Série "A Comichão da Meia-Verdade") uma lista de declarações de ex-integrantes da luta armada sobre o real objetivo do movimento: a instalação de uma ditadura do proletariado no Brasil.
Mas este vídeo, do insuspeito Fernando Gabeira, serve como um resumo e uma confirmação: Nós queríamos implantar o comunismo no Brasil: A Ditadura do Proletariado

06.
Ah, ia esquecendo: Dines perguntou à D. Miriam qual seria sua pauta de novas investigações sobre desaparecidos e torturadores.

Se D. Miriam resolver adotar a boa e velha "isenção jornalística" em sua pauta, poderá abordar as barbáries cometidas pelos guerrilheiros como, por exemplo, o "
atentado do aeroporto dos Guararapes", sobre o qual tenho especial interesse em saber mais detalhes e reavivar minha memória pois fui testemunha ocular e sobrevivi.

Outras barbaridades cometidas pelos guerrilheiros, para compor uma nova e eventual pauta da D. Miriam, podem ser obtidas neste vídeo, uma compilação livre de imagens de jornais e filmes, mas que retratam bem a outra "verdade": Brasil, guerrilha e terror - A verdade escondida

Com a palavra, D. Miriam Leitão!
HR

Matérias transcritas mais abaixo:
Leia na Fonte: Observatório da Imprensa
[14/03/12]   Miriam Leitão mostra um caminho - por Por Mauro Malin
Fonte: Época
[05/12/07]   Uma referência no jornalismo econômico
Leia na Fonte; Wikipédia
[06/03/12]  Fernando Gabeira
Leia na Fonte: Tribuna da Imprensa
[15/03/11] - "Ministro da Justiça confirma que somente serão investigados os crimes dos militares. Para o governo, a luta armada não cometeu crime algum, não matou nem mutilou nenhum inocente" - por Carlos Newton
Leia na Fonte: Observatório da Imprensa
[22/08/07]  O jornalismo multimídia de Míriam Leitão - por Lilia Diniz
-
Lei que Criou a Comissão Nacional da Verdade no âmbito da Casa Civil da Presidência da República

Ler transcrições das matérias
 


25/03/12
Mal assessorada, Dilma acende estopim de crise militar (10) - "O risco de uma Comissão do Acerto de Contas" - por Denis Rosenfield

Nota de Helio Rosa:
Este é o décimo "post" desta Série, registrada também aqui.

Do artigo transcrito mais abaixo destaco:
(...) Nessa perspectiva, a posição da presidente Dilma Rousseff de ameaçar punir os militares que reagiram às declarações de duas ministras que propugnaram pela revogação da Lei da Anistia não se coaduna com a imparcialidade que deve presidir a Comissão da Verdade.
Se fosse para chamar os militares da reserva à hierarquia (saliente-se que, na reserva, eles têm direito à livre emissão de posições políticas), ela deveria ter feito a mesma coisa com as ministras envolvidas, desautorizando-as.
Sob essa ótica, os militares têm razão em ter reagido, pois estão defendendo uma lei de pacificação nacional. Ministras não são indivíduos privados, mas pessoas públicas. De fato, o que elas fizeram foi dar um impulso a um processo de formação da opinião pública que viesse a propiciar uma revogação dessa lei.
(...)

Sobre o autor:
Denis Rosenfield é graduado em filosofia na Universidade Nacional Autônoma do México, “Doutor de Estado” pela Universidade de Paris I (Panthéon Sorbonne), em 1982, e pós-doutor na Ecole Normale Supérieure de Fontenay-St.Cloud, em 1999.
Rosenfield leciona filosofia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e é pesquisador I-A do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). É autor de vários livros e artigos em português, francês e espanhol, além de ser professor visitante em universidades da França, Alemanha, Argentina e Estados Unidos.
É articulista dos jornais “O Estado de S. Paulo” e “Folha de São Paulo” e editor da revista “Filosofia Política”. Escreveu, entre outras obras, “Retratos do mal” (Jorge Zahar, 2003). Fonte]

Para ressaltar sua postura atual, recorto de uma entrevista que Denis Rosenfield concedeu à revista Veja:
Veja - O senhor foi de esquerda e trabalhou para o PT. Como se define hoje politicamente?
Denis - Sou liberal, mas aceito práticas da social-democracia em situações de miséria extrema. Tanto é que sou a favor do programa Bolsa Família, desde que se crie igualdade de oportunidades para que todos os brasileiros possam prover seu próprio sustento. Não vejo problema nenhum em ser chamado de direitista. Se direita no Brasil significa a defesa da liberdade pessoal, do estado e do direito de propriedade, sou de direita, sim, com muito orgulho.[Fonte]
HR

Transcrição:
Leia na Fonte: Instituto Millennium - Origem: Folha de S.Paulo
[23/03/12]   O risco de uma Comissão do Acerto de Contas - por Denis Rosenfield
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23/03/12
Mal assessorada, Dilma acende estopim de crise militar (9) - "Comandante-em-Chefe" Dilma: bombeira ou incendiária?

Nota de Helio Rosa:
Este é o nono "post" desta Serie, registrada também aqui.

Contrariando seus discursos, D. Dilma parece decidida a perpetuar a "crise" com os militares. Tudo levar a crer que a desejável "presidente estadista" não consegue se desvincular do seu passado guerrilheiro.
No recente imbróglio da "nota do clube militar" que resultou no "manifesto dos militares inativos", D. Dilma parecia ter sido vítima de péssimo assessoramento do ministro Amorim, da Defesa.
Agora, permito-me ficar na dúvida. O "embate" como os militares teria sido premeditado numa demonstração de força para evitar reações contra a Comissão da Verdade?

Nas vésperas das comemorações do "Movimento anticomunista de 1964", gestado na sociedade civil, que resultou na intervenção militar, abre-se nova frente de conflito com as Forças Armadas: a Secretaria de Direitos Humanos, vinculada à Presidência da República, quer entrar nos quartéis e verificar as condições a que os presos militares estão submetidos.
Mesmo numa situação "normal" isto seria um disparate; em situação de "crise" é simplesmente uma temeridade.

Recorto desta notícia de 04 Jan 2011 - Dilma repreende general do GSI por fala sobre ditadura:
(...) Torturada na época da ditadura, Dilma fez um discurso, no dia da posse, em que afirmou não ter ressentimentos e rancores. Antes mesmo de assumir, ela chamou os comandantes das Forças Armadas para dizer que não haveria "revanchismo" e pedir que não houvesse por parte dos militares "glorificação" do golpe de 31 de março de 1964, que derrubou o presidente João Goulart e implantou uma ditadura de 21 anos no País.(...)

Na minha opinião, o "Movimento anticomunista de 1964" deve ser comemorado e glorificado - e muito - por toda a sociedade, não só pelos militares inativos.
Qualquer dúvida se foi ou não um movimento da sociedade civil pode ser tirada num artigo transcrito mais abaixo, uma "aula" de resistência contra o comunismo, que começou muito antes de 1964: A luta contra o comunismo em 1964.  Como esquecer isso? Como não comemorar?

Quanto aos militares da ativa, devem cumprir as determinações de seus Comandantes e evitar qualquer atitude de insubordinação.

D. Dilma: bombeira ou incendiária?
Que Deus ilumine nossa Presidente e Comandante-em-Chefe das Forças Armadas!
HR

Matérias transcritas mais abaixo

Leia na Fonte: O Estado de S. Paulo
[22/ 03/12]  Projeto que prevê inspeção em centros de detenção desagrada a setores das Forças - por Alana Rizzo
Leia na Fonte: O Estado de S. Paulo
[22/ 03/12]  Governo quer checar situação de presídios militares - por Alana Rizzo
Leia na Fonte: Blog de Percival Puggina
[18/03/12]   Os inimigos da Anistia - por Percival Puggina
Fonte: Homem Culto
[28/10/07]   A luta contra o comunismo em 1964 (Como foi organizada a Marcha da Família)

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20/03/12
Mal assessorada, Dilma acende estopim de crise militar (8) - A "gerência da crise" + Editoriais e artigos + Íntegra da Lei que criou a "Comissão da Verdade"

Nota de Helio Rosa:
Este é o oitavo "post" desta Série.
Permito-me lembrar:
A presidente Dilma, pessimamente assessorada por Celso Amorim, ministro da Defesa, parece ter dado aval à ameaça de punir os militares inativos que assinaram um recente Manifesto.
O Manifesto era e é pertinente e o autor e signatários não são passíveis de qualquer punição, pois agiram dentro da lei.

Em bom português, todo o episódio foi uma enorme trapalhada por parte das autoridades envolvidas. Mas teve o grande mérito de trazer à publico a discussão sobre a "Comissão da Verdade", restrita até então à chamada blogosfera, principalmente à "blogosfera progressista" ou "governo-petista".

Com uma suposta "crise militar" à vista, a "grande mídia" se apossou do tema, registrou e comentou as repercussões iniciais da "caserna inativa" e agora o assunto "Comissão da Verdade" está na berlinda. Já não era sem tempo!

Os militares inativos estão muito bem na foto. Visitei o site "Verdade sufocada" e anotei o total de adesões ao Manifesto na manhã desta terça: 2.393 signatários, incluindo civis.
As manifestações individuais e entrevistas têm sido ponderadas e em excelente nível.
Os militares inativos são parte interessada nesta situação delicada e não se espera que retraiam, pelo contrário, espera-se que defendam seus pontos de vista com ardor e desenvoltura, dentro da lei e da ordem. Assim procedendo, terão sempre a seu lado a sociedade civil informada e ordeira.

O imbróglio "Comissão da Verdade" está vinculado ao tema da revisão da "Lei da Anistia" pois tudo leva a crer que o objetivo maior, não escrito, é a punição dos militares envolvidos na repressão à luta armada durante o regime militar.

A "Comissão da Verdade" é uma excrescência.
Se houvesse realmente a necessidade de tal comissão, ela deveria funcionar no âmbito do Congresso Nacional que, apesar dos pesares, ainda é a "Casa do Povo".

Entre outros, cito um precioso precedente sobre a criação de uma Comissão Especial que funcionou no Senado:
"Instalada em julho de 2008 pelo Senado e integrada por experientes e respeitados juízes, procuradores de Justiça e criminalistas, a Comissão de Reforma do Código de Processo Penal vem estudando medidas que, se forem aprovadas, podem acabar com os problemas acarretados por magistrados de primeira instância que se aliam a delegados de polícia e passam a agir politicamente, perdendo a isenção e a imparcialidade para decidir o mérito de processos criminais." [Fonte: O juizado de instrução]

O Congresso, dominado pelo Executivo, abriu mão desta oportunidade e editou uma Lei que criou a "Comissão da Verdade" no âmbito da Casa Civil da Presidência! (íntegra mais abaixo).

Já opinei antes e repito: esta é uma crise artificial e desnecessária, criada pelo governo petista.
A sociedade brasileira foi e está pacificada pela Lei da Anistia e é preciso coibir o revanchismo de uma minoria raivosa e defasada do sentimento do povo ordeiro e trabalhador.

No cenário político norte-americano e nas grandes corporações é comum a figura do "gerenciador de crises".
No momento é necessário que todos os segmentos da sociedade envolvidos nesta situação delicada, acionem seus "gerentes de crise" para agirem - e interagirem - no interesse maior da nação brasileira.

As Forças Armadas há muito "voltaram para os quartéis" e hoje subordinam-se totalmente ao Poder Civil. A continuidade de um "estado de vingança e de retaliação" contra os militares só enfraquece a Nação, literalmente, no sentido em que estas Forças estão desaparelhadas e os com salários baixíssimos. Se um governo democrático teme suas próprias Forças Armadas, com certeza não está bem intencionado. É tempo dos "egressos da luta armada" também voltarem para seus "quartéis". A "verdade verdadeira" é um assunto para historiadores, que no devido tempo, farão o seu trabalho profissional e isento. Agora é o que se espera da apressada "Comissão da Verdade".

Espera-se também que a presidente Dilma se conduza como uma estadista na solução destes problemas pois sua responsabilidade é total, como Presidente da República e como Comandante em Chefe das Forças Armadas. A verdadeira "gerência da crise" está em suas mãos e não pode ser delegada.
HR

Matérias transcritas neste "post":

Leia na Fonte: Noblat/O Globo
[19/03/12]  Sem vencidos e vencedores - Editorial O Globo (sobre a Comissão da Verdade)
Leia na Fonte: Blog do Merval
[20/03/12]  Momento tenso - Merval Pereira
Leia na Fonte: Blog do Edson Sombra - Origem: Folha de São Paulo
[19/03/12]  Respeito à Anistia - Editorial Folha de S. Paulo
Leia na Fonte: Estadão
[20/03/12]  Entre a acusação fictícia e o direito à verdade - por Fábio Tofic

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15/03/12
Mal assessorada, Dilma acende estopim de crise militar (7) - Miriam Leitão mantém o estopim aceso + Entrevistas com generais inativos

Nota de Helio Rosa:
Continuo com esta Série, já no seu sétimo "post".
Em texto anterior neste espaço, especulei que Lula orientou Dilma a "esfriar" a "crise" provocada por uma nota publicada no site do Clube Militar, que teria sido retirada por pressão do ministro Amorim, da Defesa  (com eventual aval da Presidente), que posteriormente teria determinado a punição de militares inativos que assinaram um Manifesto criticando sua indevida e ilegal intervenção no citado Clube, entidade jurídica civil. (ufa!)

Os militares manifestantes não foram punidos pois estão amparados por lei. Os presidentes dos clubes, os comandantes militares, a presidente Dilma e seu despreparado ministro Amorim, no bom estilo marinheiro, submergiram, certamente em profundidade de periscópio, e estão só observando...

A competente e conhecidíssima jornalista da área econômica, Miriam Leitão, sabe-se lá porque cargas d'água, resolveu palpitar em seara estranha à sua atividade. Nada contra, estamos numa democracia e, assim como os militares inativos, ela tem todo o direito de opinar e se manifestar sobre qualquer assunto.

Mas D. Miriam não ficou bem na fita. Despreparada sobre o tema, teve uma recaída de "blogueira progressista" e fez serviço da militância governo-petista defendendo a Comissão da Verdade, no seu aspecto mais criticado, que é a apuração de responsabilidades somente dos militares que atuaram na repressão da luta armada. A renomada jornalista ficou diminuída neste episódio.
D. Miriam, experiente repórter, que de ingênua não tem nada, sabe muito bem que o propósito final (não escrito) da bendita comissão é a revogação da Lei da Anistia para punir os militares. Talvez seja exagero e a Comissão se destine apenas a manter pressão sobre os militares. O tempo dirá.

No artigo transcrito mais abaixo, D. Miriam passa ao largo de guerrilheiros, sequestradores, assaltantes, terroristas, assassinos e "justiçadores", todos devidamente anistiados pela Lei da Anistia e que têm participado e continuam participando dos governos petistas, democraticamente eleitos,  que conduzem os destinos do país.

Mas quem sou eu, simples leitor, para dar aulas de jornalismo para D. Miriam?
Para lecionar sobre o tema, convoco o mestre Ricardo Noblat e recorto de um dos seus textos:

(...) Todo governo tem pessoas destacadas para espalhar versões de fatos que mais o favoreçam. As versões começam a ser criadas logo de manhã, à primeira leitura dos jornais. São aperfeiçoadas ao longo do dia de acordo com a evolução do noticiário.
Ao cair da tarde ou no início da noite, são servidas a jornalistas ávidos por uma palavra oficial.
Antes de pisar pela primeira vez numa redação, o jornalista é informado sobre uma das cláusulas pétreas do código que deve orientar todos os seus passos. A cláusula: é obrigatório ouvir o “outro lado” de uma questão.
Se a questão tiver vários lados, todos devem ser ouvidos. Assim se produzirá uma narrativa mais isenta.
Na teoria, funciona. Na prática, nem sempre. Com frequência, o leitor acaba sendo contemplado com versões contraditórias de um mesmo fato. E fica sem saber ao certo o que aconteceu – e como.
Jornalista é pago (ou deveria ser) para esgotar a maioria de suas dúvidas, só voltando à redação com uma história que tivesse começo, meio e fim.
Uma história assim não dispensa a audiência do “outro” ou de tantos “outros lados” de uma questão. Mas uma coisa é ouvi-los e registrar o que disseram de crível e de relevante, desprezando o resto.
Outra, muito diferente, é se prestar ao papel de porta-voz de manipuladores que se empenham em plantar o que lhes interessa.(...)

D. Miriam cita também que os militares não atualizaram seu pensamento.
D. Miriam sabe muito bem que isto não aconteceu e nem vai acontecer, pois a formação que recebem na caserna não permite esta flexibilidade quando se trata de comunistas e corruptos.
Atualizar certos pensamentos é uma possibilidade aberta apenas para alguns simpatizantes de guerrilheiros, sequestradores, assaltantes, terroristas, assassinos e "justiçadores", que pegaram em armas, não para combater o regime militar e restaurar a democracia, mas para instalar uma ditadura do proletariado, com inspiração e financiamento alienígena.
Mas os ex-lutadores armados também são ótimos no quesito "atualização de pensamento". A ditadura do proletariado "já era", agora o nome é "presidencialismo de coalizão" cuja ferramenta de poder é a mais deslavada corrupção.

Estou adorando o último livro de Miriam Leitão sobre economia e a saga da moeda brasileira. Recomendo.
Recomendo também à D. Miriam que, se vai desviar sua atenção da economia para a história recente do Brasil, pesquise muito e tome algumas aulas particulares com o Noblat.
Depois, quem sabe, poderá nos brindar com entrevistas com os anistiados ex-guerrilheiros, ex-sequestradores, ex-assaltantes, ex-terroristas, ex-assassinos e ex-"justiçadores", tanto com os que estão no governo como os que renegaram a luta armada, e estes não são poucos!

Ah, ia esquecendo! Recomendo também à D. Miriam a assessoria de um bom jurista para explicar, bem explicadinha, a Lei da Anistia, que está em vigor e não é "ex".

Ah, ia esquecendo (2): aos 70 anos entendo um pouco de "Anistia":
testemunha ocular e sobrevivente do "atentado do aeroporto dos Guararapes" em 1966, seus autores (creio que ainda desconhecidos) estão anistiados em minha mente e em meu coração. Anistiados mas não esquecidos.
Nesta idade, eu poderia dizer à D. Miriam, adaptando o poeta: Menina, eu vi!
HR

Abaixo estão transcritas estas matérias:

Leia na Fonte: ClippingMP - Origem: O Globo
[11/03/12]  Círculo militar - por Míriam Leitão

Leia na Fonte: UPEC
[13/03/12]  Carta do Cel Gobbo (inativo) à Miriam Leitão

Leia na Fonte: O Globo
[03/02/12]  General duvida que Dilma tenha sido torturada na ditadura - por Miriam Leitão (Entrevista com o general inativo Rocha Paiva)

Leia na Fonte: O Estado de S. Paulo
[14/03/12]  Brasil terá 'Comissão do Revanchismo e Inverdade', afirma general da reserva - por Tânia Monteiro (Entrevista com o general inativo, Marco Antonio Felício, autor do Manifesto)

Ler transcrições das matérias


09/03/12
Mal assessorada, Dilma acende estopim de crise militar (6) - No "O Globo", entrevista com o general inativo Marco Antonio Felício, autor do Manifesto

Leia na Fonte: O Globo
[09/03/12]  General que escreveu manifesto não teme ser punido por Amorim
(...)
Autor do manifesto que inflamou a relação entre militares, Ministério da Defesa e a presidente Dilma Rousseff, o general Marco Antonio Felicio diz não temer ser punido pelo que escreveu, por entender que não há base legal para tal. Ele evoca lei aprovada pelo ex-presidente José Sarney que garantiria aos militares da reserva o direito de se expressar sem que fossem punidos. Ex-analista do Centro de Informações do Exército (CIE), Felicio receia que agentes do Estado sejam execrados pela Comissão da Verdade e ainda duvida ter havido tortura ou execução de presos políticos, apesar de admitir ter havido excessos "em ambos os lados combatentes" na guerra contra atos da "subversão marxista-leninista". Ele aceitou dar entrevista ao GLOBO desde que ela fosse por e-mail. Perguntou ao repórter se ele era patriota. Ao ser questionado se respeitava a autoridade do ministro da Defesa Celso Amorim e da presidente Dilma, respondeu: "Tanto quanto eles respeitam a minha".

O GLOBO: A presidente Dilma Rousseff ameaçou prender pelo menos um militar da reserva como reação ao manifesto com críticas ao ministro Celso Amorim e à Comissão da Verdade. Como autor do documento redigido, o senhor temeu que fosse o senhor?

GENERAL MARCO FELICIO: Não temi e não temo, pois, usei do direito que a lei me faculta. A liberdade de expressão com responsabilidade. A verdade e somente a verdade.  Ler a íntegra


09/03/12
Mal assessorada, Dilma acende estopim de crise militar (5) - Sandro Vaia: "A habilidade que sobrou aos antecessores, principalmente a Nelson Jobim, faltou a Celso Amorim"

Nota de Helio Rosa:
O experiente jornalista Sandro Vaia não deveria ficar na dúvida sobre o texto do manifesto - que não deixa a menor dúvida! - e pergunta em seu artigo abaixo transcrito:
(...) Mas não reconhecem a sua autoridade como ministro, pura e simplesmente, ou não reconhecem a sua autoridade para proibir e mandar tirar do ar o manifesto dos clubes militares?(...)

O trecho do Manifesto que não deixa dúvida é este (grifo meu):
(...) Em uníssono, reafirmamos a validade do conteúdo do Manifesto publicado no site do Clube Militar (leia aqui), a partir do dia 16 de fevereiro próximo passado, e dele retirado, segundo o publicado em jornais de circulação nacional, por ordem do Ministro da Defesa, a quem não reconhecemos qualquer tipo de autoridade ou legitimidade para fazê-lo.(...)

No mais, Sandro Vaia não tem nenhuma dúvida sobre a atuação do Ministro da Defesa Celso Amorim:

(...) "A habilidade que sobrou aos antecessores, principalmente a Nelson Jobim, faltou a Celso Amorim, que conseguiu, em muito menos tempo, arrumar mais encrenca com os militares do que o governo anterior em 8 anos de mandato."(...)

(...) "Provavelmente, se o ministro tivesse respeitado a lei 7.524, os manifestos lá jazeriam, sepultados sob a indiferença da maior parte da opinião pública, como jazem tantos outros.
(A lei 7.524 diz: Respeitados os limites estabelecidos na lei civil, é facultado ao militar inativo, independentemente das disposições constantes dos Regulamentos Disciplinares das Forças Armadas, opinar livremente sobre assunto político, e externar pensamento e conceito ideológico, filosófico ou relativo à matéria pertinente ao interesse publico). A ânsia de demonstrar autoridade, porém, às vezes é mais forte, principalmente para quem acredita que a autoridade nasce da extrapolação do exercício do poder e não da clareza da legitimação moral."(...)
(...) "Talvez, com essa crise, Celso Amorim aprenda que sempre é melhor governar pelo exemplo do que pela força."

Mais abaixo, transcrevo novamente neste espaço virtual, o Manifesto, publicado no website "A Verdade Sufocada", onde se pode acompanhar diariamente a quantidade e a lista de adesões de militares inativos e civis.
Registro anotado hoje, às 18:00h: Total  1556  adesões, sendo 619 civis.
HR

Leia na Fonte: Noblat / O Globo
[09/03/12]   O ministro e os militares
Leia na Fonte: A Verdade Sufocada
[28/02/12] - Alerta à Nação: "Eles que venham. Por aqui não passarão!" (Manifesto de militares inativos)

Ler transcrições das matérias


07/03/12
Mal assessorada, Dilma acende estopim de crise militar (4) - O Globo: "Governo exagerou ao punir oficiais da reserva, diz historiador"

Nota de Helio Rosa:
A presidente Dilma, é claro, vai fazer o possível e o impossível para manter Amorim no Ministério da Defesa.
Mas, em se tratando da D. Dilma que todos nós estamos aprendendo a conhecer, é provável que tenha perdido a confiança em seu ministro, pois este imbróglio que teve início com uma nota publicada no site do Clube Militar, foi uma sequência impressionante de desinformação e mal assessoramento. Como já citei, os bastidores são nebulosos mas a tendência é que sejam descortinados com o tempo. Se/quando isso isso acontecer, quem se importará?

Mas a crise está posta e o Ministro Amorim desgastado em todos os sentidos.
Quem vai "despachar" agora com a Sra. Presidente?

Explico a pergunta:
D. Dilma pratica o chamado governo de coalizão, que resulta na distribuição de ministérios aos partidos da base aliada.
O jornalista Ricardo Noblat, um mestre, define com precisão esta nova técnica de governar:
"Para não governar com eles (líderes dos partidos), Dilma criou um modelo novo de administração e de falso compartilhamento de poder. Os partidos indicam nomes para os ministérios. Dilma costuma aceitá-los. Mas é ela que emplaca os secretários-executivos dos ministérios. E é com eles que governa. O modelo não vai bem. Ministros e secretários-executivos se encaram com desconfiança. As engrenagens da máquina pública rangem e ela não se mexe – a não ser devagar. Então Dilma tem mais um ataque de nervos e distribui desaforos. Depois esperneia por que o ataque vazou para a imprensa. Salve-se quem puder!" ("Post" no blog do Noblat: O Matriarcado)

Cedo ou tarde, D. Dilma vai ter que fazer algum tipo de "coalizão", no bom sentido, também com os militares, da ativa e da reserva. Melhor que tome a iniciativa e faça logo, sem pressão, como uma estadista e como Comandante-em-Chefe das Forças Armadas, responsável maior pela defesa da nação. Já passou da hora.
Espera-se que ela faça o reaparelhamento das Forças, o reajuste dos salários dos militares e conduza com isenção e equilíbrio a "bendita" Comissão da Verdade.
HR

Matérias transcritas mais abaixo:

Leia na Fonte: O Globo
[05/03/12]  Governo exagerou ao punir oficiais da reserva, diz historiador
Leia na Fonte: O Estado de S.Paulo
[07/03/12]  Militar prefere verbas a pensar em ações autoritárias - por Dora Kramer
Leia na Fonte: ClippingMP - Origem: Valor Econômico
[07/03/12]  Dilma reforça poderes de Celso Amorim na Defesa - por Fernando Exman e Daniela Martins
Fonte: ClippingMP - Fonte: O Estado de S. Paulo
[07/03/12]  Amorim pede que militares 'respeitem autoridade' - por Leôncio Nossa

Ler transcrições das matérias


06/03/12
Mal assessorada, Dilma acende estopim de crise militar (3) - Amorim, mesmo a perigo no cargo, declara que Comandantes foram orientados a punir

Nota de Helio Rosa:
Visito o site "A Verdade Sufocada", que hospeda o Manifesto de militares inativos "Eles que venham. Por aqui não passarão" e anoto o número atualizado de adesões: 1.072.

O jornalista Merval Pereira, comentou em seu blog (03 Mar), que o "destino do Ministro da Defesa Celso Amorim está diretamente ligado à sua capacidade de resolver a crise envolvendo os militares da reserva. As críticas à Comissão da Verdade e a posições de membros do governo Dilma levaram a uma posição radicalizada do governo, alimentada pelo Ministro da Defesa, que em nenhum momento tentou contornar a crise através do diálogo."

Com o mesmo entendimento, a jornalista Margrit Schmidt comentou: "o ministro da Defesa, Celso Amorim, ao contrário de seu antecessor Nelson Jobim, que se notabilizou como excelente bombeiro, é um conhecido e repudiado incendiário."
Com outro renomado "bombeiro", Lula, hospitalizado, quem ajudará a apagar este "incêndio no cerrado"?

Confirmando a previsão dos dois jornalistas, Amorim, com extrema inabilidade, e repassando a responsabilidade da crise, declarou hoje "que os comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica foram orientados a punir os militares da reserva que assinaram o manifesto contra a Comissão da Verdade e que pôs em xeque a autoridade do ministro".
Aparentemente Amorim está isolado, continua desinformado, e certamente precisa de orientação para reler - e entender - o Manifesto. E a Lei 7524/86 que permite militar inativo opinar livremente. Os militares inativos que se manifestaram estão amparados por lei específica e não estão sujeitos à nenhuma punição!
Amorim coloca em "sinuca de bico" tanto Dilma como os Comandantes militares.
Como Amorim não é companheiro de guerrilha de Dilma, esta falação pode ser interpretada como os estertores de um moribundo. A conferir.
Repito o que escrevi anteriormente:
O sucateamento das Forças Armadas e e os baixos salários dos militares são os problemas concretos que precisam ser resolvidos com urgência, pois comprometem a segurança da nação.
Do mesmo modo, ao contrário do que diz a militância do partido governista, o país foi e está pacificado pela Lei da Anistia e é preciso coibir o revanchismo de uma minoria raivosa e defasada do sentimento do povo ordeiro e trabalhador.

HR

Matérias transcritas mais abaixo:
Leia na Fonte: Jornal de Brasília - Coluna de Margrit Schmidt
[03/03/12]  Fogo no Cerrado - por Margrit Schmidt
Leia na Fonte: O Globo/ Blog do Merval
[03/03/12]  Amorim a perigo - por Merval Pereira
Leia na Fonte: O Globo
[06/03/12]  Amorim: punição de militares está nas mãos dos comandantes
Fonte: Noblat/O Globo
[05/03/12]  Nota de Repúdio do Instituto Vladimir Herzog

Ler transcrições das matérias


03/03/12
Mal assessorada, Dilma acende estopim de crise militar (2) - Aumenta adesão ao manifesto + Miriam Leitão entrevista general Rocha Paiva

Nota de Helio Rosa
A mídia parece que não se lembrou, então lembro eu.
Em janeiro de 2011 (notícia transcrita mais abaixo) a presidente Dilma repreendeu o general José Elito de Carvalho Siqueira, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), por dizer em entrevista que não é motivo de vergonha para o País o desaparecimento de presos políticos durante a ditadura militar. José Elito pediu desculpas a Dilma pela declaração polêmica, segundo fontes do Planalto.
Do texto da notícia, destaco este trecho: "Dilma fez um discurso, no dia da posse, em que afirmou não ter ressentimentos e rancores. Antes mesmo de assumir, ela chamou os comandantes das Forças Armadas para dizer que não haveria "revanchismo" e pedir que não houvesse por parte dos militares "glorificação" do golpe de 31 de março de 1964, que derrubou o presidente João Goulart e implantou uma ditadura de 21 anos no País."

Outra matéria, de anteontem, (ver mais abaixo) cita, sobre o manifesto da crise: "No texto os militares afirmam que Maria Rosário tem acenado com a possibilidade de ações judiciais para criminalizar agentes da repressão, enquanto Eleonora Menicucci teria usado a cerimônia de posse, em 10 de fevereiro, para disparar “críticas exacerbadas aos governos militares”, ocasião em que foi aplaudida por todos os presentes ao evento, inclusive por Dilma Rousseff."

Queira ou não queira, são dois pesos e duas medidas da Sra. Presidente. Será que Dilma Rousseff teria coragem de vir a público reafirmar que não haverá revanchismo e que vai fazer respeitar a Lei da Anistia? Ou informar que mudou de opinião?

A mídia também não especulou, especulo eu.
Na visita que Dilma fez à Lula em S.Paulo, certamente foi aconselhada pelo padrinho a "maneirar" com os militares e deixar a temperatura esfriar. A conferir.
Mas a crise está posta e a entrevista de Miriam Leitão, na Globo News, com o general inativo Rocha Paiva mantém a chama acesa (transcrição na íntegra, mais abaixo)
A lista de adesões ao manifesto continua aumentando e já conta com 647 nomes, incluindo civis (18:20h de 3 de março).

Repito o que escrevi ontem:
O sucateamento das Forças Armadas e e os baixos salários dos militares são os problemas concretos que precisam ser resolvidos com urgência, pois comprometem a segurança da nação.
Do mesmo modo, ao contrário do que diz a militância do partido governista, o país foi e está pacificado pela Lei da Anistia e é preciso coibir o revanchismo de uma minoria raivosa e defasada do sentimento do povo ordeiro e trabalhador.

Dilma reagiu ao início da crise com o espírito da antiga guerrilheira. Precisa encerrá-la como estadista, para o bem da nação.
HR

Transcrições nesta página:
Leia na Fonte: Estadão
[04/01/11 Dilma repreende general do GSI por fala sobre ditadura - por Leonencio Nossa, Eugênia Lopes e Rosa Costa
Leia na Fonte: Ucho.Info
01/03/12]   Decisão de Dilma de punir militares da reserva é irresponsabilidade de quem desconhece a democracia - por Ucho Haddad
Leia na Fonte: O Globo
[03/02/12]  Militares reagem e aumenta adesão a manifesto contra o governo - por Evandro Éboli
Leia na Fonte: O Globo
[03/02/12]  General duvida que Dilma tenha sido torturada na ditadura - por Miriam Leitão   
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02/03/12
Mal assessorada, Dilma acende estopim de crise militar (1)

Nota de Helio Rosa:
Selecionei e transcrevo mais abaixo, matérias que permitirão a ambientação e acompanhamento do noticiário sobre a atual "crise" militar.
Permito-me um temerário resumo:
Consta que os clubes militares (Exército, Marinha e Aeronáutica) divulgaram, no dia 16 de fevereiro, uma nota censurando a Presidente da República por declarações de suas ministras que conflitam com posições assumidas no seu discurso de vencedora das eleições e de posse.
Os Clubes são entidades civis, fora da cadeia de comando do Ministério da Defesa e das Forças Armadas e os signatários são militares inativos que podem opinar legal e livremente sobre qualquer assunto, inclusive sobre política.
A Presidente, certamente mal informada e mal assessorada, resolveu intervir e a nota foi retirada do portal do Clube Militar (do Exército).
Os bastidores reais desta intervenção são desconhecidos e várias versões foram divulgadas.
Na sequência, militares inativos, insatisfeitos com esta intervenção presidencial, publicaram um manifesto, em forma de abaixo-assinado, que vem recebendo muitas adesões, pois a mídia divulgou que todos seriam punidos disciplinarmente. As adesões, de civis e militares inativos, podem ser feitas a partir
deste website.

Comento:
Enquanto o Ministério da Defesa estiver nas mão de pessoas despreparadas para o cargo e sem afinidades concretas com os militares, a crise permanecerá em estado latente, sujeita a eventuais erupções, como esta.
O sucateamento das Forças Armadas e e os baixos salários dos militares são os problemas concretos que precisam ser resolvidos com urgência, pois comprometem a segurança da nação.
Do mesmo modo, ao contrário do que diz a militância do partido governista, o país foi e está pacificado pela Lei da Anistia e é preciso coibir o revanchismo de uma minoria raivosa e defasada do sentimento do povo ordeiro e trabalhador.
A Presidente precisa esquecer seu passado de combatente da luta armada e assumir seu papel de estadista, e enfrentar estes problemas de peito aberto, posicionado-se publicamente, de forma cristalina, sobre estes temas. No momento, sua atuação é um andar sobre uma linha de sombra, que a diminui como autoridade máxima do país.
HR

Matérias transcritas mais abaixo:

Leia na Fonte: Alerta Total
[18/02/12]  Íntegra da nota dos clubes militares
Leia na Fonte: O Estado de S.Paulo
[21/02/12]   Militares criticam opiniões de ministras e omissão de Dilma - por Tânia Monteiro
Leia na Fonte: Folha
[22/02/12]   Dilma é alvo de militares por opinião de ministras
Leia na Fonte: O Estado de S.Paulo
[24/02/12]   Dilma intervém em crítica de militares - por Tânia Monteiro
Leia na Fonte: Folha
[23/02/12]   Clubes militares recuam de crítica a Dilma por opinião de ministras
Leia na Fonte: Clube Militar
[29/02/12]   Mensagem aos associados (Nota do presidente do Clube Militar)
Leia na Fonte: DefesaNet
[02/03/12]  "Nota de Esclarecimento" do presidente do Clube Naval (sobre o Manifesto dos Clubes Militares)
Leia na Fonte: ClippingMP - Origem: Correio Braziliense
[25/02/12]   Governo Dilma cogitou punir militares por crime de desrespeito a superiores - por Júnia Gama
Leia na Fonte: JusBrasil
Lei 7524/86 permite militar inativo opinar livremente
Fonte: Academia Brasileira de Defesa
[27/02/12]   O “Manifesto” Dos Clubes  Militares (posicionamento da Academia Brasileira de Defesa)
Leia na Fonte: A Verdade Sufocada
[28/02/12]   Alerta à Nação: "Eles que venham. Por aqui não passarão!" (Manifesto de militares inativos)
Leia na Fonte: O Estado de S.Paulo
[02/03/12]   General da reserva diz que recorrerá se for punido por manifesto contra ministras - por Tânia Monteiro
Leia na Fonte: O Estado de S.Paulo
[02/03/12]   Após 'bronca' de Dilma, militares endurecem reação ao governo - por Tânia Monteiro    
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