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Outubro 2007               Índice Geral do BLOCO

O conteúdo do BLOCO tem forte vinculação com os debates nos Grupos de Discussão  Celld-group e WirelessBR. Participe!



01/10/07
 
PLC - Power Line Communication (01)

Olá, ComUnidade WirelessBRASIL!
 
Mais um "Serviço ComUnitário".  :-)
 
Em setembro de 2006 fizemos um "post" sobre o tema PLC - que a mídia rebatizou de "banda larga pela rede elétrica":
PLC e BPL (Dados pela rede elétrica)

Em janeiro voltamos ao tema.
 
Vamos fazer uma nova ambientação lembrando alguns textos e resgando outros ainda não veiculados em nossos fóruns?
•  PLC e BPL (Dados pela rede elétrica) - A sigla PLC para "Power Line Communication" designa a tecnologia que permite a transmissão de dados pela rede elétrica. Se o volume dos dados é muito grande, configurando a "banda larga", a tecnologia usada é a BPL - "Broadband Service Over Power Lines". Estas são definições simplistas e mais detalhes poderão ser encontrados na Seção Powerline Communications do site WirelessBR.

Este pequeno artigo de Thienne Johnson apresenta outras siglas: PLC, BPL, DPL e PLT ... Qual a diferença? :

"Power Line Communication (PLC) é uma tecnologia que usa as redes de transmissão de energia elétrica para transmitir dados.
Em diversos artigos, a tecnologia PLC é também chamada de PLT (Power Line Telecoms), BPL (Broadband over Power Lines) ou DPL (Digital Power Line), mas o uso dessas denominações para significar a mesma tecnologia não é exata.
Vamos aos detalhes. Existem 2 classes de PLC
PLIC -  Power Line ou Internal Telecoms (também chamado de BPL In-House): É usada na rede elétrica residencial para fornecer serviço de rede local, como o sistema Homeplug. Pode-se integrar PLC e WiFi e receber dados a uma distância de algumas centenas de pés.
PLOC - Power Line Telecoms: É a rede de comunicação entre sub-estações elétricas e as redes residenciais. Os modems PLC usam 11 volts e transmitem em alta frequência (1.6 a 30 MHz). A velocidade assimétrica de um modem é, geralmente, de 256 kbps a 2.7 Mbps. No repetidor situado no medidor, a velocidade é de até 45 Mbps e pode ser conectado a até 256 modems PLC. Nas estações de média voltagem, a velocidade pode chegar a até 135 Mbps. Para conectar à Internet, pode-se usar backbones de fibra ou redes sem fio.
A tecnologia BPL (Broadband over Power Lines) é o uso de tecnologia PLOC para fornecer acesso de banda larga à Internet através das linhas de energia elétrica. Um computador (ou outro dispositivo) deve possuir um modem BPL ligado à rede elétrica em um prédio equipado para ter o acesso de alta-velocidade.
Já a tecnologia DPL (Digital Power Line) é uma tecnologia anterior, usada para transmitir dados a 1 Mbps pela rede elétrica, projetada pela Nortel Networks. Foi desenvolvida na década de 90, mas foi abandonada devido à dificuldades de implementação." Ler no original.

Em junho tivemos dois comentários em nossos Grupos:
 
----- Original Message -----
From: Dagoberto Luiz Schonardie
To:
wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Sent: Wednesday, June 06, 2007 8:31 AM
Subject: [wireless.br] Res:PLC:
Brasil Telecom terá banda larga pela rede elétrica a partir de setembro
Pelo que foi noticiado a BRT irá oferecer uma solução de rede local (LAN) via PLC para o usuário compartilhar a sua conexão de "banda larga" (ADSL) entre os computadores da sua residência. Isto os usuários já fazem através de redes cabeadas ou através de redes wireless WiFi domésticas. Portanto esta solução não trará maiores benefícios aos consumidores com relação ao acesso à Internet em "banda larga" ou concorrência entre entre as operadoras. Compartilhar uma "banda larga" de 250, 400, 600 ou 800kbps a 200Mbps me parece uma piada de mau gosto, pois esta é a realidade da BRT no Rio Grande do Sul.
Dagoberto Luiz Schonardie
Procergs DTO/SSR
www.procergs.rs.gov.br
 
 
----- Original Message -----
From: Jose Eduardo Moura
To:
wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Sent: Wednesday, June 06, 2007 12:39 PM
Subject: Re: [wireless.br] Res:PLC:
Brasil Telecom terá banda larga pela rede elétrica a partir de setembro
Uma questão....
Pelo que havia entendido esta solução de distribuição ia ser não só residencial ( casas especificamente se falando), mas também para prédios residenciais.... Se esta segunda opção, distribuição dentro dos prédios for válida, então o Sistema pode ser interessante....Do contrário não traz nada de novo que um equipamento Wi-Fi de 200 "cruzeiros" não faça....
Grande Abraço,
Jose Eduardo Moura
 
Mais alguém envolvido com projetos de PLC para comentar e/ou dar um depoimento?
 
Aqui estão as transcrições de hoje (prefira sempre ler no original!):
 
Fonte: Computerworld
[30/08/07]   Internet por rede elétrica: a revolução nascerá por Taís Fuoco
 
Fonte: Computerworld
[30/08/07]   Internet por rede elétrica: a revolução que não chegou a nascer por Vinicius Cherobino
 
Fonte: Computerworld
 
Fonte: Redação PSL - Brasil
[03/05/07]   Banda larga pela rede elétrica: Aneel prepara regulamento para 2008
 
Fonte: Computerworld
[20/04/07]   Barreirinhas terá conexão gratuita à web pela rede elétrica em julho
 
Fonte: Computerworld
[30/03/07]   Banda larga pela rede elétrica leva telemedicina a bairro gaúcho por Taís Fuoco
 
Fonte: Computerworld
 

Fonte: JB Online
[05/01/07]   Porto Alegre tem internet pela tomada 
 
Boa leitura!
Um abraço cordial
Helio Rosa
Thienne Johnson
 
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Fonte: Computerworld
[30/08/07]   Internet por rede elétrica: a revolução nascerá por Taís Fuoco
 
Para presidente da Aptel, adoção de redes inteligentes de energia é algo 'irreversível' que trará ganhos incontestáveis. Usá-las para acesso à web será o passo seguinte.
 
A visão de que o PLC é uma tecnologia inviável para o Brasil está “defasada”, na avaliação de Pedro Luiz de Oliveira Jatobá, presidente da Aptel (Associação de Empresas Proprietárias de Infra-estrutura e Sistemas Privados de Telecomunicações).
 
Segundo ele, “se afirmações como essa tivessem sido feitas há dois anos, eu seria obrigado a concordar”, disse ele. De acordo com Jatobá, “as ineficiências e deficiências internas das distribuidoras de energia são hoje os grandes motivadores para o uso do PLC”, reiterou.
 
Segundo o executivo, desde 2002 os Estados Unidos implantaram o conceito da “smart grid”, ou rede inteligente de energia, diante das preocupações com as vulnerabilidades da rede elétrica frente a questões de segurança nacional.
 
De acordo com Jatobá, a idéia foi agregar funcionalidades de gestão e recursos de telecomunicações que aproximassem essas redes elétricas dos parâmetros de uma rede de dados.
 
“O PLC passa a ser atrativo porque usa o meio físico que já era da rede elétrica”, explicou. Nos Estados Unidos, segundo ele, já existe “uma quantidade razoável de projetos”. No Texas, por exemplo, já existem duas em operação comercial, com as distribuidoras de energia Centerpoint e Texas Utility, em que a integradora é a IBM, salientou Jatobá.
 
Segundo ele, na Europa o conceito evoluiu ainda mais, para o de rede energética eficiente, no controle dos desperdícios em meio às preocupações com o esgotamento das fontes renováveis de energia.
 
No Brasil, lembrou o executivo, as perdas com desvio de energia, nos chamados “gatos”, são estimadas em quase 5 bilhões de reais por ano. “Isso seria suficiente para custear uma rede inteligente”, ponderou.
 
Na Itália, citou Jatobá, o país adotou, há quatro anos, a decisão de modernizar as redes elétricas. Hoje, a nação está na fase final de troca dos cerca de 30 milhões de medidores por modelos eletrônicos, projeto que também conta com a IBM como parceira.
 
Por tudo isso, ele afirma que a adoção de redes inteligentes de energia, que permitam o tráfego de dados pela rede elétrica, é algo “irreversível”. “Os ganhos são incontestáveis”, reiterou.
 
Em relação aos argumentos de que a implantação dessa tecnologia seria cara no Brasil por falta de escala, ele rebate dizendo que “o Brasil tem 50 milhões de medidores de energia. Por isso, escala não será problema”, afirmou.
 
Uma vez que as empresas de energia modernizem suas redes, carregar informações por esses dutos  “usar ou não [a rede para acesso à internet] vai depender do modelo de negócios e da regulamentação de cada local”.
 
Segundo ele, a tecnologia pode ter preços “totalmente competitivos” com outras como WiFi e WiMax. “Elas podem até ser complementares”, ressaltou.
 
O PLC em si é o acoplador que, colocado no transmissor de energia, coloca a informação em uma freqüência diferente da energia trafegada. Jatobá explica que esse acoplador “ainda é importado, mas assim que tiver escala poderá ser produzido no Brasil”.
 
O executivo informa que “várias empresas de energia do Brasil avaliam a migração de suas redes para as inteligentes”. A AES Eletropaulo, por exemplo, tem feito apresentações públicas em que mostra que estuda essa possibilidade na companhia, citou.
 
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Fonte: Computerworld
[30/08/07]   Internet por rede elétrica: a revolução que não chegou a nascer por Vinicius Cherobino

Especialista afirma que empresas do setor perderam a janela de oportunidade e que o único mercado que restou está em atuações pontuais.

É tão rotineiro que não se nota. Nos cabos de transmissão de eletricidade, no alto dos postes e nos túneis subterrâneos, a eletricidade percorre distancias enormes abastecendo todos os cantos do Brasil com energia. Há uma tecnologia, contudo, que pode levar a internet nesta mesma infra-estrutura – que começou a ser instalada no Brasil em 1930 – chamada PLC (Power Line Communication ou internet via rede elétrica).
 
Leia Mais: "A adoção em massa da internet por rede elétrica é inexorável", defende especialista
 
Ao contrário da energia elétrica – longa em com freqüência baixa –, o sinal de telecomunicações é muito mais curto e tem uma freqüência altíssima. Na prática, qualquer interrupação no sinal ou falha na rede pode gerar perdas irrecuperáveis. Estas características podem resumir os caminhos da PLC no Brasil. Como o seu sinal, a PLC mostrou-se delicada e frágil para o ambiente de telecomunicações no País, de uma revolução alardeada para uma opção de nicho.
 
Andre Litmanowicz, sócio da consultoria iCG e ex-presidente da Arthur D. Little, conta que, em 2004, começou a ter reuniões com as empresas do setor para discutir a viabilidade do PLC. Naquele momento, defende, havia uma demanda imensa por acesso à internet, com poucos competidores – sem as empresas de telefonia e de televisão a cabo – e com baixa qualidade de serviço. “Hoje, o mercado é altamente competitivo e definido por preço. O único caminho do PLC atualmente está em aplicações especiais”, acredita. Litmanowicz participou de oito projetos pilotos em distribuidoras de energia e, até hoje, nenhum foi lançado ao mercado.
 
Um prédio de escritórios que quer economizar com cabos, o Governo que aproveita a instalação elétrica das escolas públicas para garantir acesso à internet ou uma rede de varejo que não pode passar cabeamento em uma estrutura congelada, estes são alguns dos exemplos que, para o especialista, a adoção do PLC faz sentido. “Nestes exemplos, é garantida a escala e o preço pode ser diluído pelo número de usuários. Assim, a tecnologia fica com um custo viável”, comenta.
 
A idéia de que a internet por rede elétrica pode ser a resposta para a inclusão digital de áreas afastadas ou rurais, muito afastadas dos grandes centros, é enganosa. De acordo com o especialista, o PLC só é possível na chamada ‘última milha’ – do poste ao aparelho – o que reduz a disponibilidade da adoção da tecnologia. “O negócio de energia é escala, assim como comunicação. O PLC só tem preço competitivo com adoção maciça, com muitos consumidores para diluir o custo dos aparelhos”, aponta.
 
Acima de tudo, destaca o especialista, existem outros dilemas maiores para as empresas de energia. Estimativas apontam que o setor perde 5 bilhões de reais por ano com ‘gatos’ e perdas de distribuição, além da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e as suas regulamentações. “Se a empresa falar para o acionista, “vou fazer PLC”, vai ouvir: “primeiro resolve o problema principal da distribuição, dos ‘gatos’ e das perdas durante a distribuição”. Esta é uma questão que precisa ser resolvida”, conclui Andre Litmanowicz.
 
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Fonte: Computerworld
[18/05/07]   Brasil Telecom terá banda larga pela rede elétrica a partir de setembro por Taís Fuoco

Companhia, que atua em 10 estados entre as regiões Centro-Oeste, Sul e Norte, pretende que cada tomada da residência do assinante seja um ponto de banda larga.
 
A Brasil Telecom está na fase final de testes técnicos para implantar a banda larga pela rede elétrica na casa do assinante. Dessa forma, todas as tomadas da residência do usuário se transformarão em um ponto de banda larga.
 
A iniciativa faz parte da estratégia de lançamento do serviço de TV pela internet (IPTV) da operadora, que deve acontece de forma comercial em setembro, segundo Sebastião Nascimento, que a Brasil Telecom trouxe da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para ser o consultor responsável pelo projeto.
 
Segundo ele, a companhia já estuda a tecnologia Power Line Communication (PLC) indoor - só dentro da casa ou do prédio - há cerca de um ano. Nos primeiros testes, ele conta, "a tecnologia deixava a desejar em relação à interferência de outros eletrodomésticos". A conexão era boa até que outro aparelho eletrodoméstico fosse ligado na casa.
 
A nova geração de equipamentos, entretanto, permite conexões a 200 Mbps - na anterior a velocidade era de 14 Mbps - e trouxe uma novidade para minimizar as interferências: uma técnica de modulação usada para a transferência das informações cujos dispositivos utilizam múltiplas portadoras, ao invés de uma única, na versão anterior.
 
"Não há como eliminar 100% da interferência, mas é possível minimizar bastante", afirma o consultor. Os fabricantes dos chipsets também tiveram o cuidado, nas versões mais recentes, de filtrar a banda dos radioamadores, outra medida para reduzir interferências.
 
A Brasil Telecom testou duas fabricantes de chipsets nos pilotos realizados em seus laboratórios: a espanhola DS2 e a americana Intelom. "Os resultados foram semelhantes e bastante satisfatórios", segundo Nascimento, o que mostrou que a tecnologia é viável.
 
"A vantagem é que cada tomada de uma casa pode ser um ponto de internet", ressaltou. A intenção da Brasil Telecom é que o PLC indoor seja parte do pacote de banda larga que vai oferecer a partir de setembro, com a IPTV, para que o usuário não tenha restrições para assistir a programação, enquanto um irmão estiver navegando na internet ou mandando e-mails, por exemplo.
 
No caso da tecnologia indoor, ele explica que a operadora não precisa de acordo com a companhia de energia elétrica, já que fica restrita à casa do usuário. "Só é preciso homologar o serviço e os equipamentos na Anatel", esclareceu.
 
Segundo ele, a Brasil Telecom "é a primeira a fazer testes com a tecnologia de forma mais elaborada" e a intenção é lançá-la comercialmente em toda a sua região. "Não há limites geográficos", reiterou.
 
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Fonte: Redação PSL - Brasil
[03/05/07]   Banda larga pela rede elétrica: Aneel prepara regulamento para 2008
 
Agência de energia elétrica discute o assunto em evento nesta quinta e sexta-feira, em Brasília (DF), para que equipe técnica apresente esboço da regulamentação. Além de debater os vários aspectos do tema, o encontro, que acontece na sede da Aneel, em Brasília (DF), irá subsidiar os estudos da Aneel para a elaboração de regulamento específico sobre o emprego comercial da tecnologia que será proposto pela área técnica em 2008.
 

A tecnologia ainda não está disponível de forma comercial no País, segundo a agência, mas já está em fase de testes por empresas brasileiras como a CEEE, do Rio Grande do Sul, Light, do Rio de Janeiro, Eletropaulo, de São Paulo, Companhia Paranaense de Energia (Copel) e Companhia Energética de Goiás (Celg).
 
O encontro terá a participação de especialistas brasileiros e estrangeiros envolvidos no estudo da tecnologia. Um dos convidados internacionais é o professor da Universidade de Karlsruhe, da Alemanha, Klaus Dostert, que falará sobre as possibilidades e limitações do uso da rede de distribuição de energia elétrica para comunicação sob o ponto de vista europeu.
 
Nos dois dias do evento, serão apresentados os avanços da regulamentação do uso da tecnologia no Brasil e as regras adotadas nos Estados Unidos, Europa e Ásia pelas empresas concessionárias de energia elétrica.
 
Na programação, está prevista a discussão sobre os benefícios da tecnologia para a redução dos custos operacionais das empresas de energia elétrica. Haverá ainda palestra sobre a regulamentação, instalações experimentais e testes com público da tecnologia PLC.
 
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Fonte: Computerworld
[20/04/07]   Barreirinhas terá conexão gratuita à web pela rede elétrica em julho

O projeto experimental "Vila Digital" vai custar 1,2 milhão de reais e terá duração de dois anos na cidade do Maranhão.
 
Os moradores da cidade maranhense de Barreirinhas vão poder se conectar gratuitamente à internet de banda larga a partir de julho deste ano, em 150 pontos entre escolas, postos de saúde, órgãos públicos, residências e pequenas empresas, dentro do projeto "Vila Digital" promovido entre o Ministério das Comunicações e associações de empresas.
 
O projeto experimental vai custar 1,2 milhão de reais e terá duração de dois anos. O ministério participa do projeto como cooperador técnico, por meio do programa Gesac (Governo Eletrônico Serviço de Atendimento ao Cidadão), segundo comunicado distribuído à imprensa.
 
A iniciativa faz parte da estratégia da pasta de diversificar as tecnologias usadas no Gesac. Hoje, os 3,4 mil pontos do programa usam satélite, uma tecnologia mais cara que opções como ADSL, PLC ou WiMax. Atualmente, a fornecedora de infra-estrutura dos 3,4 mil pontos é a Comsat, cujo controle deverá ser adquirido pela BT, segundo anúncio de hoje.
 
Também integram o projeto das vilas digitais a Eletrobrás (Centrais Elétricas Brasileiras), Eletronorte (Centrais Elétricas do Norte do Brasil), Cemar (Companhia Energética do Maranhão), a Prefeitura de Barreirinhas e a Aptel (Associação de Empresas Proprietárias de Infra-estrutura e Sistema Privados de Telecomunicações).
 
Como quase 100% dos cabos de energia elétrica atingem as casas de Barreirinhas, o governo vai usar a tecnologia PLC (Power Line Communication) na versão mais recente, onde a velocidade de tráfego pode atingir 200 Mbps. "A velocidade é 20 vezes maior quando foram feitos os primeiros testes",em 2004, afirma o presidente da Aptel, Pedro Luiz Jatobá, que coordena o projeto, no comunicado.
 
Barreirinhas foi escolhida porque tem um dos mais baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do País, classificada na 5.287ª posição entre os municípios brasileiros. Com 40 mil habitantes, a cidade é a porta de entrada do Parque dos Lençóis Maranhenses, e tem um grande movimento de turistas, mas pouca infra-estrutura, de acordo com o ministério.
 
Porto Alegre (bairro Restinga) e Candiota (RS), Pirenopólis (GO), e São Paulo, capital (bairro Bexiga), também estão em fase de planejamento para fazer os testes de acesso à internet pela rede elétrica.
 
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Fonte: Computerworld
[30/03/07]   Banda larga pela rede elétrica leva telemedicina a bairro gaúcho por Taís Fuoco
 
Parceria entre empresa de TI do município, Senai e posto de saúde local vai garantir exames remotos à população carente de Restinga.
 
A rede de banda larga através da energia elétrica implantada no bairro de Restinga, em Porto Alegre (RS), em dezembro passado está prestes a gerar mais um benefício aos 100 mil habitantes da região, além da internet gratuita e do posto de acesso a serviços da concessionária de energia de forma mais rápida.
 
A Procempa, companhia de tecnologia da informação (TI) do município gaúcho, responsável pela implantação da rede de quatro quilômetros que hoje cobre o bairro através das torres de alta tensão da concessionária de energia elétrica do estado (CEEE), acertou com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e com a Secretaria Municipal de Saúde uma outra aplicação, cujos primeiros testes começam em abril.
 
"A Secretaria de Saúde se interessou em criar essa nova aplicação porque um dos flagelos da região é a questão da saúde - e mais especificamente do pré-natal para as mulheres grávidas do bairro", disse André Imar Kulczynski, diretor-presidente da Procempa, em entrevista ao COMPUTERWORLD.
 
Segundo ele, a necessidade de exames de ultrassonografia periódicos pelas grávidas que não dispõem de um convênio particular de saúde era uma dificuldade no bairro afastado da cidade. Restinga fica a cerca de 45 quilômetros do hospital público e o tempo entre o pedido do médico e o retorno da paciente com o resultado era longo demais, o que poderia, inclusive, comprometer a gravidez.
 
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Fonte: Computerworld
[26/03/07]   Banda larga pela rede elétrica: o Brasil quer fazer parte por Taís Fuoco
 
Presidente da Aptel detalha, em entrevista exclusiva, projeto das "vilas digitais", que vai levar a tecnologia a localidades om até 50 mil habitantes, de forma gratuita. 
 
O acesso à internet em altas velocidades pela rede elétrica não é um assunto novo, mas ainda não encontrou seu caminho como modelo de negócios no Brasil. A chegada da tecnologia como alternativa para cabos, satélites ou fios de cobre parece, no entanto, só uma questão de tempo.
 
Pedro Luiz Jatobá, presidente da Associação de Empresas Proprietárias de Infra-estrutura e Sistemas Privados de Telecomunicações (Aptel), antigo defensor da tecnologia, explica, nesta entrevista exclusiva, o projeto das "vilas digitais", que vai levar a opção de banda larga a populações carentes do País, de forma gratuita, como forma de embasar a criação do plano de negócios e colocar o Brasil definitivamente na rota da web pela rede elétrica. Acompanhe.
 
COMPUTERWORLD – Como surgiu o projeto das vilas digitais?
Pedro Luiz Jatobá – Já tivemos vários testes da tecnologia nas condições brasileiras. Em Barreirinhas (MA), por exemplo, houve um teste com apenas três pontos (uma escola, um centro de artesanato e a Secretaria de Saúde municipal) em abril de 2004, durante seis meses.
 
Apesar de pequeno, esse teste foi bastante significativo do ponto de vista do desempenho. Como um estudo da Telebrasil mostrou que municípios com até 50 mil habitantes têm pouco acesso a serviços de telecomunicações, focamos nosso objetivo nessas pequenas comunidades.
 
As vilas ou cidades digitais serão o campo experimental no qual a população vai usar a web pela rede elétrica gratuitamente, por dois anos, e fornecer os subsídios para a criação do modelo de negócio.  Serão quatro campos de testes em diferentes regiões do país onde esta tecnologia será testada, em conjunto com outras, para atendimento das demandas locais por serviços digitais de comunicação e informação.
 
CW – Que outras regiões receberão o serviço, além de Barreirinhas?
Jatobá - A cidade agroindustrial de Candiota, no Rio Grande do Sul, também será palco de projeto semelhante, enquanto Pirinópolis, em Goiás, estuda adotar. A Eletropaulo também avalia em que região de São Paulo pode testar a tecnologia. Em São Paulo, inclusive, a empresa de energia já implantou o PLC em um condomínio popular, para otimizar a medição do gasto de energia, mas não se interessou em explorar o outro negócio possível – o do acesso à internet. Na época, eles poderiam ter levado banda larga a todas as residências do condomínio.
 
CW – Há muito tempo se fala na opção de acesso à internet pela rede elétrica. A tecnologia tem evoluído com o tempo?
 
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Fonte: Computerworld
[01/03/07]   Banda larga pela rede elétrica: a terceira onda está prestes a explodir
 
Alguns a chamam da “terceira onda de conexão”, outros de “banda larga sobre rede elétrica” (BPL, da sigla em inglês). Para Tim Barhorst, especialista em TI, é o futuro.
 
“A velocidade é equivalente ao serviço de cabo e um pouco mais rápida do que no tradicional DSL”, garante Tim Barhorst, entusiasta da tecnologia. “Mas a velocidade não é assíncrona, o que significa que você tem o mesmo desempenho recebendo ou enviando dados”.
 
Barhorst recebe sua conexão de internet via BPL, aproveitando a rede elétrica que chega até a sua casa, fornecida pela empresa Duke Energy e com o acesso à web feito pela Current Communications.
 
Usuários de BPL tendem a ficar muito mais comuns nos próximos cinco anos. Chris Rodin, analista da Parks Associates, de Dallas, EUA, estima que existe cerca de 150 mil usuários da tecnologia nos Estados Unidos. Ele afirma, no entanto, que esse número deve subir para 2,5 milhões em 2011, especialmente em áreas rurais nas quais o cabo ou o DSL não chegam.
 
Benefícios do grid inteligente
 
“O ímpeto da adoção do BPL esbarra na falta de desejo das companhias de energia em competir com a AT&T ou Time Warner”, afirma Rodin. Contudo, a oferta de serviços de internet surge como um benefício associado da mudança das empresas de eletricidade para os chamados “grids inteligentes”, o que inclui componentes como sensores e controles interativos.
 
O especialista afirma que uma empresa de energia só percebe, hoje, que um transformador está queimado depois que o cliente ligou para reclamar. “Com o grid inteligente, será possível ter respostas rápidas e manutenção pró-ativa. Assim, a oferta de serviços de internet no varejo aparece como a cereja no bolo”, acredita.
 
Os benefícios de um grid inteligente incluem a diminuição nas paradas de fornecimento, além de reduzir as perdas na transmissão de energia. “Diariamente, cerca de 500 mil moradores dos EUA sofrem falhas no fornecimento de energia de, pelo menos, duas horas”, diz Clark Gellings, vice-presidente do Electric Power Research Institute. Dados do instituto dão conta de que as perdas anuais com produtividade chegam a 180 bilhões de dólares.
 
Gellings destaca que um grid inteligente será capaz de reduzir essas quedas em 80%. Assim como dos 7% em média da energia perdida durante a transmissão, que pode ser reduzido em 10%. Na mesma medida, os clientes vão poder ter medidores que reportam automaticamente o uso, eliminando a necessidade dos leitores. Fica aberta, também, a possibilidade de dar descontos para, por exemplo, quem diminuir o uso durante as horas de pico.
 
Além disso, os grids inteligentes oferecem a oportunidade perfeita de adicionar novos serviços, a transmissão de dados incluído. “Existe um grande interesse no tema. É o cálice sagrado do setor de energia elétrica poder usar a mesma rede para transmitir eletricidade e dados, mas por diversos anos foi muito complicado”. Para ele, o BPL só se mostrou realidade depois de diversos avanços tecnológicos.
 
“Estamos no ponto de revolução da indústria”, afirma Ralph Vogel, porta-voz da Utility.net, uma integradora de BPL baseada em Los Angeles. “A nossa posição é parecida com a do DSL no final dos anos 90: as pessoas ouviram falar da tecnologia e, ainda que não estejamos tão presentes na vida dos clientes, agora estamos disponíveis”.
 
Ele destaca que passar cabos de fibra em uma casa pode custar cerca de 1.500 dólares, enquanto a BPL não demanda nada disso. “Algumas modificações no grid são necessárias, além de um novo medidor, mas o total é menor do que 150 dólares por residência”, complementa.
 
Lamont Wood – Computerworld, EUA
 
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Fonte: JB Online
[05/01/07]   Porto Alegre tem internet pela tomada

CAXIAS DO SUL, 5 de janeiro de 2007 - A tecnologia de comunicação por linha de energia (Power Line Communication - PLC), que permite acesso à internet por meio de energia elétrica, está sendo usada no Centro Administrativo Regional da Restinga (CAR), bairro periférico de Porto Alegre, desde os últimos dias do ano passado. Esta é a primeira rede de acesso à web pela linha de energia elétrica do Estado e, seguramente, a primeira em área pública. Administrada pela Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação de Porto Alegre (Procempa), a rede possui 3,5 quilômetros e é a maior em extensão do País para fins de inclusão social. Dados, imagens e voz trafegam a 45 megabits por segundo, velocidade 850 vezes superior à da linha discada.
 
"Este é um projeto piloto iniciado no último quadrimestre de 2006, que teve como objetivo interligar 24 órgãos do municio naquela região. A extensão até o CAR foi um complemento", informa o diretor técnico da Procempa, Zilmiro Tartari, acrescentando que a rede PLC é de baixo custo, pois utiliza a infra-estrutura já existente para transmissão e distribuição dos cabos de energia elétrica, dispensando obras novas de instalação. A rede conta com parcerias da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e CETA-Senai.
 
De acordo com Tartari, a prefeitura gaúcha investiu R$ 25 mil para colocar cabos de fibra ótica em um pequeno trecho até a rede elétrica do bairro Restinga, cuja distância do centro da capital é 40 km. "Para viabilizar o projeto fizemos parcerias com a CEEE e com a Hiper Trade, fornecedora de equipamentos PLC da Mitsubishi", explica o diretor técnico, lembrando que a Eletropaulo está testando esta tecnologia em laboratório (ver texto abaixo). "O governo federal viu e gostou. Já estamos trocando informações com Brasília, pois existe um projeto em andamento num posto de saúde e numa escola", adianta.
 
Respondendo interinamente pela presidência da Procempa, Tartari diz que a empresa chegou com fibra óptica até uma subestação próxima ao bairro e com um emulador jogou o sinal para a rede elétrica. "O sinal de internet entra em média tensão e perde força no caminho. Por isso, colocamos amplificadores para potencializar o sinal a cada 500 metros", explica o diretor técnico. "Na Praça Esplanada, na área central do bairro, a tecnologia sem fio permite o acesso gratuito aos portadores de notebooks", complementa.
 
"Estamos no início de uma grande revolução, que coloca a tecnologia a serviço da democratização da informação na periferia", disse o prefeito José Fogaça, acrescentando que a comunicação inovadora tornará a capital gaúcha uma referência internacional em novas tecnologias de transmissão de dados para fins sociais. "Nesta primeira etapa, além do CAR Restinga, encontram-se conectados à rede o posto de saúde Macedônia, a Escola Municipal Alberto Pasqualini e o posto local do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (AEP Senai) e o Centro Administrativo Regional da Restinga (CAR Extremo Sul). Nós colocamos dois totens de auto-atendimento, um da CEEE e outro do município, nos quais a população vai poder consultar contas de luz e os serviços prestados pela Prefeitura", diz Tartari.
(Guilherme Arruda - InvestNews)

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