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Portal independente de Telecomunicações e Cidadania      Coordenador Geral: Helio Rosa (rosahelio@gmail.com)    
Portal criado em 12/10/03 -  Sobre -  Atualização: 14/09/14
Grande parte do material deste Portal, textos e fotos, é coletado na web. Se algum órgão da mídia se sentir prejudicado, basta solicitar e o conteúdo será reformulado ou retirado.
O conteúdo do BLOCO (Blog Comunitário) TECNOLOGIA tem forte vinculação com os debates nos Grupos telecomHall Brasil e WirelessBR. Inscreva-se gratuitamente nestes fóruns e seja bem-vindo!
Páginas especiais registram a atuação de alguns participantes e colecionam temas em debate ao longo do tempo.

BLOCO TECNOLOGIA

Websites,  Páginas e "Posts" (Tecnologia) do WirelessBRASIL


Artigos e "posts" do jornalista Renato Cruz

Renato Cruz é jornalista, escreve uma coluna sobre tecnologia no jornal O Estado de S. Paulo.
É graduado em Jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) desde 1995; na mesma instituição obteve os diplomas de Mestrado (2000) e de Doutorado (2006) em Ciências da Comunicação. Ler mais

Textos recentes:
14/09/14
Hora de mudança

(...) Semana passada, a Apple fez o primeiro lançamento de produto em uma categoria nova desde o iPad. O Apple Watch recebeu avaliações elogiosas de especialistas em eletrônicos de consumo e de especialistas em relógios de pulso. Foi também o primeiro produto de nova categoria a ser lançado por Tim Cook, que substituiu Steve Jobs. Assim como no caso do iPod, o Apple Watch chega num mercado com vários concorrentes. O Galaxy Gear, da Samsung, está em sua segunda geração, assim como o Pebble, relógio inteligente que foi sucesso em arrecadação de fundos no site Kickstarter. Empresas como a Motorola, a Asus e a LG lançaram recentemente seus relógios inteligentes. A grande diferença em relação ao iPod é que o Apple Watch não traz nenhuma grande ruptura na comparação com os concorrentes. A Apple conseguiu algumas soluções elegantes, como mostrar os aplicativos diretamente na primeira tela. Mas o design é conservador, incorporando até uma “coroa” igual à dos relógios mecânicos." (...)


07/09/14
A força do algoritmo

10/08/14
GVT, Vivo e TIM
03/08/14
Leilão polêmico

Veja os Textos  anteriores de Renato Cruz
aqui, no Blog, no website ou nas Colunas do Estadão


Colunas da jornalista Mariana Mazza no Portal da Band

A jornalista Mariana Mazza, especialista em telecomunicações, traduz, explica e comenta um dos setores que mais cresce no Brasil, mas que ainda se mantém tão distante dos consumidores.  Há 10 anos acompanhando o setor de infraestrutura, Mariana Mazza, iniciou carreira na Anatel. Ler mais

Seleção de "colunas" recentes de Mariana Mazza:
09/09/2014
Tudo pelo serviço mais caro

"Sei que falar de orelhões não está na moda. Até porque para quem mora nos grandes centros urbanos é difícil lembrar quando foi a última vez que usamos um telefone público. Temos, todos, nossos celulares, pré ou pós pagos. Amigos fiéis, quase um apêndice do que somos hoje. Por não usarmos mais os orelhões, fica a ideia de que não precisamos mais deles. Mesmo que isso seja verdade, a perpétua luta da Anatel para extinguir esses telefones traz alguns dados que merecem reflexão sobre o universo das telecomunicações no Brasil. Na semana passada, a agência apresentou uma nova proposta de redução da planta de Telefones de Uso Público, os TUPs, como ela gosta de chamar em "anatelês". Desta vez, a autarquia quer cortar 60% da planta de orelhões do país. Se a ideia for a cabo, 461 mil telefones públicos serão desconectados. Não é a primeira vez (e, pelo visto, não será a última) que a Anatel resolve reduzir essa rede, alegando que ela está subutilizada. O interessante é que só agora a agência resolveu apresentar um número que supostamente comprovaria esse desprezo do brasileiro por seus orelhões." (...) Ler mais

28/08/2014
Manual da TIM para torturar clientes
19/08/2014
Telecomunicações não é futebol

12/08/14
A Lei do Bem e o mercado de computadores
05/08/2014
Se não pode vencê-los, compre-os

25/07/2014
Mais cinco anos sem modelo de custos


Veja "todas" as Colunas anteriores
aqui ou no Portal da Band


Textos da jornalista Cristina de Luca, editora do IDGNow!

Cristina de Luca é jornalista e Editor at large do Grupo Now!Digital; é formada em Comunicação com Master em Marketing pela PUC do Rio de Janeiro e ganhadora do Prêmio Comunique-se na categoria Tecnologia em 2005 e 2010.

Seleção de "posts" recentes no Blog Circuito de Luca:

11/09/2014
Cinco lições sobre campanhas de vídeo na internet

"Semanas atrás tive a oportunidade de ouvir Eco Moliterno, head digital da Africa, discorrer sobre o que ele próprio chamou de “cinco lições” aprendidas sobre o YouTube. Me lembrei delas hoje, depois de ler em um estudo recente da Business Insider que a receita de anúncios de vídeo online atingirá 5.6 bilhões de dólares em 2018, acima dos 2.8 bilhões de dólares de 2013, enquanto a receita de anúncios de TV vai diminuir em cerca de 13% durante o mesmo período. Segundo a BI, os anúncios de vídeo online fornecem um nível de riqueza visual e narrativa quase equivalente à TV, além de oferecer todas as vantagens do digital, incluindo segmentação avançada, rastreamento, e cada vez mais, compra programática. O CTR deles é 1,84% maior que o de todos os outros formatos de anúncios digitais. Não por acaso, Facebook e Twitter já estão oferecendo o formato e deixando o Google bastante preocupado. Principalmente no Brasil." (...) Ler mais

06/09/2014
O acesso gratuito a serviços internet no celular deve acabar? Entenda o que está em jogo
"Desde que o Marco Civil foi aprovado, uma dúvida paira no ar: o acesso gratuito oferecido por operadoras de telefonia móvel ao app do Bradesco, ao Facebook, Twitter e, agora mais recentemente, ao Vine, fere ou não a neutralidade de rede? Esta semana, a prática de oferecer acesso gratuito a certos serviços online populares para os clientes de determinadas redes móveis, denominada de “zero rating” (“cobrança zero”), foi um dos assuntos mais discutidos na Turquia, durante o encontro do Fórum de Governança da Internet (IGF). No mundo inteiro, os defensores do princípio da neutralidade de rede (que determinada que o tráfego internet não seja discriminado, atendendo a motivações econômicas ou políticas) estão preocupados com a rápida proliferação de acordos envolvendo zero rating." (...) Ler mais

26/08/2014
O fim da TV analógica e o futuro incerto do Fórum de TV Digital
"Quando o Brasil começou a preparar a transição da TV analógica para a digital, o governo Lula criou o Fórum Brasileiro de TV Digital, com a missão de auxiliar e estimular a criação e melhoria do sistema de transmissão e recepção de sons e imagens digitais no Brasil. Agora que o desligamento do sinal analógico se aproxima, o Fórum SBTVD questiona a sua existência, diante do evidente desprestígio do governo Dilma com suas atividades." (...) "Não sei quanto a vocês, mas a minha impressão é a de termos voltado às discussões de cinco anos atrás, no Fórum SBTVD, quando se discutia a inclusão ou não da interatividade nos conversores. Ou se eles deveriam ser ou não integrados aos televisores." (...)

Veja os títulos anteriores aqui ou no Blog Circuito de Luca no Portal IDGNow!


Small Cells / FemtoCells

Este website é constituído de uma Página Inicial, contendo a legislação sobre o tema, um resumo e um acompanhamento dos principais eventos. Contém ainda um Índice de artigos e notícias e uma coleção de transcrições.

Algumas definições:
(...) Femtocells são "estações de base" celulares minúsculas e de baixa potência, semelhantes aos pontos de acesso de Wi-Fi. Podem atuar como dispositivo stand-alone ou integrar gateways domésticos; e são capazes de suportar vários standards sem fio.
A diferença em relação ao Wi-Fi é que as femtocells operam em freqüências autorizadas. (...)  Fonte: Thesis -Todo mundo de olho nas femtocells  
(...) Os Femtocells são pequenos pontos de acesso (access points) celulares, que fazem o roteamento sem fio de tráfego de voz através de conexões de banda larga existentes. Um estudo da ABI Research prevê que os femtocells ganhem popularidade entre consumidores e projetos, gerando a venda de cerca de 36 milhões de equipamentos até 2012. (...)  Fonte: Computerworld - Cisco investe na tecnologia femtocell
(...) Em poucas palavras, Femtocell é uma tecnologia emergente (também conhecida por Access Point Base Station), (…) com baixos custos de implementação que permite que as ligações móveis em ambiente doméstico sejam direcionadas para redes mais amplas (como o DSL ou cabo), a partir do mesmo equipamento 3G. Em outras palavras, a tecnologia Femtocell foi concebida para unir a telefonia celular de banda larga (3G e superiores) à Internet de alta velocidade em rede fixa residencial. (...)  Fonte: Google Discovery - Você já ouviu falar em Femtocell? 

Em 24 de outubro de 2012 o Conselho Diretor da Anatel aprovou, o regulamento da femtocell, sem necessidade de licenciamento, portanto, sem pagamento ao Fistel (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações). "A célula terá potência de 1 watt na saída do transmissor (abrangência de até 120 metros) e mobilidade restrita. Com esta decisão, a Anatel impulsiona bastante o uso dessas pequenas estações para ampliar o acesso da banda larga móvel no país. O serviço pode ser fechado ou aberto e o aparelho a ser instalado pelas operadoras na residência dos assinantes não pode ser cobrado. A conexão à internet da femtocell pode ser fornecida pela operadora ou independentemente da prestadora. Ou seja, o usuário pode contratar a sua rede fixa, que conecta o aparelho, para ser o prestadora da banda larga."

Notícia recente:
Fonte: Convergência Digital
[09/09/14]  Apesar de pedirem isenção, um ano depois teles usam pouco as femtocélulas - por Luís Osvaldo Grossmann
"Depois de dois anos de pedidos e pressões, a Anatel aprovou em outubro do ano passado, a isenção da taxa de fiscalização sobre as chamadas femtocélulas, equipamentos que, na prática, substituem a rede móvel por conexões fixas de banda larga. Mas em que pese os apelos das operadoras, praticamente um ano depois da medida ainda não há uso comercial dos equipamentos. “O que temos são sete equipamentos homologados, mas ainda não temos dados sobre sua efetiva utilização. A julgar pelo que ouvi dos fabricantes, as operadoras ainda estão fazendo experiências”, revela o gerente geral de regulamentação da Anatel, Nilo Pasquali." (...) Ler mais

Ver coleção de textos em Índice de artigos e notícias


Blog "Dia a Dia" de Silvio Meira
Sobre Silvio Meira:
"Um dos nomes mais importantes do País quando o assunto é inovação e empreendedorismo, o professor Silvio Meira anunciou hoje que após 12 anos vai deixar o cargo de cientista chefe do C.E.S.A.R (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife), que ajudou a criar. A instituição é uma das mais importantes dentro do polo tecnológico Porto Digital, referência em todo o Brasil no desenvolvimento de novos talentos e startups inovadoras."
A mudança vai gerar uma nova forma de Silvio colaborar com o C.E.S.A.R, pois, como assessor, ajudará de forma mais efetiva no detalhamento e implementação dos planos estratégicos da organização." [Fonte]

Últimos "posts" no Blog "Dia a Dia" de Silvio Meira (que não utiliza letras maiúsculas em seus textos...):
04/09/14
smartX: as oportunidades e os riscos [4]

29/08/14
smartX: as oportunidades e os riscos [3]
22/08/14
smartX: as oportunidades e os riscos [2]
18/08/14
smartX: as oportunidades e os riscos [1]
"o que é smartX, aqui? é qualquer coisa que tenha computação, comunicação e controle associada a ela. um tênis com sensores que medem a distribuição de peso ao andar é uma instância de smartX, assim como uma lata de lixo que “sabe” onde o lixo que você jogou vai cair e “se move” pra lá [e “pega” o que você jogou…]. e sobre o que é este texto? é sobre o futuro destas coisas espertas, os smartX, ao nosso redor; o texto é sobre, principalmente, as oportunidades, mas também sobre os riscos. (...) 

07/08/14
sinais dos tempos [no direito, e mais]
31/07/14
futuro: o imaginado e o real
28/07/14
por mais transparência nas eleições
23/07/14
ariano suassuna, 1927 – 2014
22/07/14
como nascem os livros?…
17/07/14
pra onde vai a internet? [1]
03/06/14
a tradução universal e os call centers
27/05/14
o brasil é do tamanho da…
22/05/14
cadê os jogos educacionais móveis?
12/05/14
era copa do mundo, era de futebol… e o IRÃ decidiu com os EUA!…

Ler mais "posts" no Blog "Dia a Dia" de Silvio Meira


Desoneração tributária para redes de telecom (REPNBL)

Este website é constituído de uma Página Inicial, contendo a legislação sobre o tema, um resumo e um acompanhamento dos principais eventos. Contém ainda um Índice de artigos e notícias e uma coleção de transcrições.

1. O objetivo central deste website é acompanhar as ações de "desoneração" referentes ao REPNBL. Por aderência, estão registradas algumas matérias referentes à "desoneração da folha de pagamentos das empresas do setor de TI" e "desoneração dos "smartphones".

2. No final da página inicial estão as definições e comentários sobre as siglas COFINS, PIS/Pasep, IPI e ICMS.

3. A inspiração para organizar este website veio da leitura deste editorial da Folha SP, Desoneração caótica, do qual faço este "recorte":
(...) "O problema é que os resultados demoram a aparecer. De todas as iniciativas, a mais bem-vinda é a desoneração da folha salarial, por seu impacto na geração de empregos. As outras, porém, perseguem objetivos pouco transparentes. A escolha a dedo de setores beneficiados, além disso, amplia o balcão de negócios instalado em Brasília. Muito melhor seria uma desoneração horizontal, para a economia como um todo. Por fim, a ação do governo ignora que boa parte dos percalços das empresas resulta da dificuldade de cumprir o cipoal de regras sobre impostos. Problema, aliás, agravado pela proliferação de regimes tributários especiais.
É importante e correto desonerar. Falta, contudo, demonstrar como a política até aqui executada se coaduna com o objetivo geral de reduzir os impostos que mais oneram a produção (PIS, Cofins e ICMS) e simplificar drasticamente a legislação tributária."

4.
O Regime Especial de Tributação do Programa Nacional de Banda Larga (REPNBL) tem o objetivo de estimular os investimentos no setor de telecomunicações no Brasil por meio da desoneração fiscal. Incluído na Lei nº 12.715, de 17 de setembro de 2012, e regulamentado pelo Decreto nº 7.921, de 15 de fevereiro de 2013, o REPNBL busca promover a implantação, a ampliação e a modernização da infraestrutura de redes de telecomunicações que suportem acesso à internet banda larga.

5.
O Regime Especial de Tributação da Banda Larga (REPNBL) é um "projeto" governamental extremamente polêmico e, segundo algumas opiniões, simplesmente impossível de administrar e fiscalizar.
HR

Seleção de notícias recentes:
Leia na Fonte: Teletime
[01/09/14]  REPNBL: 15,9 bilhões de investimentos e R$ 5 bilhões de renúncia fiscal - por Helton Posseti

Leia na Fonte: Tele.Síntese
[22/08/14]  Desoneração com REPNBL custa R$ 85 milhões ao governo em julho - por Lúcia Berbert
Leia na Fonte: Convergência Digital
[18/08/14]  Minicom aprova mais R$ 217 milhões em projetos do REPNBL - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Convergência Digital
[06/08/14]  REPNBL leva o 4G para a faixa de 450 MHz

Leia na Fonte: Teletime
[05/08/14]  Claro, Embratel e Net manterão marcas independentes - por Letícia Cordeiro
Leia na Fonte: SEGS
[24/07/14]  Pequenos Provedores Fogem de Roteador Convencional

Leia na Fonte: Tele.Síntese
[18/07/14]  Teles agora querem programa de incentivo a redes, ao invés da prorrogação do REPNBL - por Lúcia Berbert
Leia na Fonte: Convergência Digital
[27/06/14]  Teles querem, mas Fazenda resiste a prorrogar isenção para o PNBL - por Luís Osvaldo Grossmann

Ler relação completa em
Índice de artigos e notícias


Espectro de 700 MHz

Este website é constituído de uma Página Inicial, contendo a legislação sobre o tema, um resumo e um acompanhamento dos principais eventos. Contém ainda um Índice de artigos e notícias e uma coleção de transcrições.

O que está acontecendo:
No final de junho de 2012 foi realizado o leilão da faixa de frequência 2,5 GHz para que ela seja usada pelas empresas vencedoras para oferta da internet 4G no Brasil, e depois disso, o governo brasileiro anunciou que realizará outro leilão em 2013, pela faixa de frequência de 700 MHz para o mesmo fim: Oferecer os serviços do 4G.
Mas qual a diferença entre as duas faixas?  Que diferença a frequência faz na hora de ofertar a internet 4G?

Uma das principais diferenças é o dinheiro gasto para implementação: O serviço na faixa de 700 MHz necessita de 5 vezes menos investimentos do que os necessários para ofertar a internet 4G na frequência 2,5 GHz, já que o número de antenas necessárias é bem menor.
Além disso, o alcance da de 700 MHz é muito maior: A faixa 2,5 GHz é ótima para regiões urbanas, mas o sinal da de 700 MHz chega a locais mais distantes, como a zona rural por exemplo. Resumindo:
- A frequência de 2,5 GHz é alta, mas sua cobertura é menor.
- A faixa de 700 MHz é um espectro baixo, mas tem a área de cobertura 5 vezes maior.
Pelo Brasil ser um país grande, quanto maior a cobertura de sinal para ofertar o 4G, melhor.

São claros os benefícios da troca da faixa 2,5 GHz para a frequência de 700 MHz na hora de distribuir o sinal do 4G. Mas, para que o cenário seja perfeito, é preciso saber o que fazer com as TVs analógicas do país, que utilizam a mesma frequência de 700 MHz que as operadoras querem utilizar para a internet 4G no Brasil. As teles não querem esperar até 2016, data limite para que todas as TVs analógicas sejam extintas no país e o Brasil só possua TVs digitais, então nos resta saber como o governo vai resolver este impasse entre a telefonia e a televisão.(...) Fonte: Internet 4G

Em 02 de maio de 2014 foram abertas duas consultas públicas, por 30 dias:
- proposta de edital de licitação para autorização de uso de radiofrequências na faixa de 700 MHz, associada à autorização para prestação do Serviço Móvel Pessoal, e
- proposta do Regulamento sobre condições de convivência entre o serviço de radiodifusão de sons e imagens do Sistema Brasileiro de Televisão Digital e os serviços telecomunicações na faixa de 698 MHz a 806 MHz.

"A Anatel aprovou em 10/07, o regulamento sobre mitigações de interferências entre o 4G e a TV Digital. Sem surpresas, a agência manteve a fé nos filtros – a serem instalados preferencialmente na saída de Estações Radio Base, mas também nas antenas receptoras dos sinais de televisão. O regulador não descarta, porém, que os celulares precisem ficar longe dos aparelhos de TV.
“Temos as bases para dar garantias aos dois setores. A interferência é uma possibilidade e diante dessa possibilidade, vemos qual o cardápio de soluções que a Anatel tem para manter a convivência dos serviços”, resumiu o relator, Marcelo Bechara. Eis o menu:
1) utilização de filtro na saída da ERB;
2) filtro na entrada do receptor de TV ou do amplificador de sinal da antena;
3) troca de posição da antena de TV;
4) troca de posição da ERB;
5) redução da potência na ERB; e
6) aumento na distância entre o terminal e o receptor de TV.
Trata-se basicamente da proposta que foi enviada à Consulta Pública e já voltou. A Anatel não aceitou, por exemplo, que a comunicação, orientação e disponibilização de filtros aos usuários fosse incluída no rol, sob o argumento de que essa será uma missão da Entidade Administradora da Digitalização da TV." [Convergência Digital]

Em 04 de agosto de 2014 o TCU determinou a suspensão do edital do leilão de 700 MHz.
Em 21 de agosto de 2014, aprovados os ajustes solicitados pelo TCU, a Anatel publicou o Edital do leilão de 700 MHz.
O leilão está previsto para o dia 30 de outubro de 2014.

Forme sua opinião! Aqui estão as últimas matérias registradas:

Leia na Fonte: Tele.Síntese
[03/09/14]  AGU já monitora ações judiciais contra leilão da faixa de 700 MHz
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[02/09/14]  Operadoras de celular pedem impugnação do edital de 700 MHz - por Miriam Aquino
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[02/09/14]  Rezende afirma que leilão de 700 MHz terá competidor estrangeiro - por Lúcia Berbert
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[01/09/14]  Europa deve dedicar 700 MHz para banda larga móvel só em 2020
Leia na Fonte: Convergência Digital
[28/08/14]  Sem GVT, TIM garante “participação incondicional” no leilão dos 700 MHz - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[27/08/14]  Abra ingressa no TCU como interessada em processo do leilão da faixa de 700 MHz - por Lúcia Berbert
Leia na Fonte: Telcomp
[26/08/14]  Compartilhamento de torres aparece como opção para acelerar limpeza do 700 MHz
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[25/08/14]  “Não tem como errar em R$ 1,5 bilhão”, responde Bernardo à Abert sobre leilão de 700 MHz - por Rafael Bucco
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[25/08/14]  Para presidente da Telefônica Vivo, preparação para leilão de 700 MHz é “cem vezes mais complexa” - por Rafael Bucco
Leia na Fonte: ABERT
[22/08/14]  Manifestação da Abert sobre o edital da faixa de 700 MHz

Leia na Fonte: Convergência Digital
[21/08/14]   Clique aqui e veja o edital de licitação da faixa de 700 MHz (PDF - 1,3 MB)


Forme sua opinião! Leia mais matérias no Índice de artigos e notícias


Blog START de Lígia Aguilhar

Lígia Aguilhar é jornalista do Link. Acompanha a onda das startups desde 2010, enquanto alimenta seu vocabulário com palavras como pitch, break-even, capital semente, MVP e anjos. Contato: ligia.aguilhar@estadao.com

Seleção de "posts" do Blog START de Lígia Aguilhar:

09/09/14
App para economizar água no banho ganha hackathon do TechCrunch Disrupt
09/09/14
Delegação de startups brasileiras é uma das maiores no TechCrunch Disrupt SF
05/09/14
Para brigar com Spotify, startup cria streaming gratuito com músicas do YouTube
05/09/14
Conheça as startups selecionadas para a turma 3 do Start-Up Brasil


Ler mais "posts" no Blog START de Lígia Aguilhar ou nesta seleção do WirelessBRASIL


Crimes Digitais, Marco Civil da Internet e Neutralidade da Rede

Este website é constituído de uma Página Inicial, que contém uma explicação da junção destes temas, face sua origem comum e um Acompanhamento dos principais eventos.
Contém ainda um Índice de Artigos e Notícias e uma coleção de transcrições.

Marco Civil - O que está acontecendo:
Em 25 de março de 2014 o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou o Marco Civil da Internet (PL 2126/11, do Executivo). A matéria foi aprovada em votação simbólica e foi encaminhada para o Senado.

Em 22 de abril de 2014 foi divulgado que "o plenário do Senado aprovou a proposta do Marco Civil da Internet em alteração ao texto aprovado na Câmara, após a acalorada discussão, que quase culminou em troca de tapas entre senadores da situação e oposição. Com isso, o texto do que é considerado a “constituição da internet”, poderá ser apresentada na conferência sobre governança da web, a NETmundial, que se realiza a partir do dia 23 em São Paulo.

Em 23 de abril de 2014 o texto do Marco Civil foi sancionado pela presidenta Dilma Rousseff  na abertura do encontro global sobre a governança da rede, o NetMundial, em São Paulo. Não houve vetos, apesar dos apelos de organizações sociais no ponto sobre guarda de dados.

Em 24 de abril de 2014 o texto da nova lei foi publicado no Diário Oficial da União. Clique aqui e veja a íntegra da Lei 12.965, de 23 de abril de 2014 (PDF - 70 KB)

Os debates agora se concentram na Regulamentação da nova Lei!

Enquanto isso...
"Nos Estados Unidos, a responsável pela neutralidade é a Comissão Federal de Comunicações (FCC na sigla em inglês), histórica defensora do princípio. O enorme provedor americano Verizon contestou com sucesso as regras da FCC sobre neutralidade. O tribunal decidiu que a comissão não tinha o direito de impedir que a Verizon cobrasse uma taxa pelo tráfego realizado em sua rede, e desde então a Verizon vem cobrando da Netflix para fornecer uma pista rápida para seu conteúdo aos assinantes da Verizon."

Empresas como Amazon, Facebook, Google, Microsoft, Twitter e Yahoo se uniram em defesa da neutralidade de rede nos Estados Unidos.

A FCC fez uma consulta pública sobre o assunto "neutralidade", encerrada em 15 de julho.
A consulta teve mais de um milhão de contribuições e a FCC deverá dar uma resposta até 15 de setembro de 2014.

Abaixo estão as últimas matérias anotadas sobre Marco Civil da Internet e Neutralidade da Rede:
Leia na Fonte: Teletime
[20/08/14]  Netflix e Comcast continuam trocando farpas

"O debate sobre neutralidade de rede ainda está longe de um consenso nos Estados Unidos, e os principais atores na discussão continuam a colocar mais lenha na fogueira. De um lado, os provedores de Internet (ISPs) tentando reverter a imagem de que são contra as regras de neutralidade (ainda que sempre com ressalvas) e, do outro, o provedor de conteúdo over-the-top (OTT) Netflix se defendendo e atacando tudo e todos. Na quinta-feira, 19, esses dois lados colocaram suas posições ao público em uma troca de farpas que também envolveu o órgão regulador, a Federal Communications Commisssion (FCC).

Em um editorial publicado no site da revista norte-americana Wired, o CEO da Netflix, Reed Hastings, voltou a fazer duras críticas aos ISPs e à própria FCC. Na visão dele, a agência tem historicamente focado apenas nas conexões de última milha, embora o problema atual seja na infraestrutura, chamando de "ponto de estrangulamento" por conta da redução de capacidade de fluxo de tráfego. "Se a FCC não expandir seu alcance para incluir essas transações, seria melhor não ter regras do que ter as que estão sendo propostas (pela Comissão) – que simplesmente legalizam a discriminação na Internet".

Hastings justifica que é necessário pouco investimento em infraestrutura, alegando que uma fibra com diâmetro de um fio de cabelo humano consegue carregar 101,7 Tbps, o que seria "suficiente para suportar praticamente cada assinante da Netflix assistindo conteúdo em HD ao mesmo tempo". Ele diz também que, enquanto a capacidade aumenta, os custos da tecnologia continuam a cair, e que "algumas poucas prateleiras de equipamentos podem ser necessárias" nos pontos de interconexão. "Nunca vamos liberar o potencial da banda larga se grandes ISPs erguem um sistema pay-to-play que cobra tanto o remetente quanto o destinatário pelo mesmo conteúdo."" (...)


Leia na Fonte: Tele.Síntese
[18/08/14]  Com um milhão de manifetações, FCC adia resposta sobre neutralidade da rede

Leia na Fonte: SEGS
[17/08/14]  Dados confidenciais de segurados são o alvo preferido de cibercriminosos - por Márcia Alves
Leia na Fonte: Exame
[14/08/14]  Com Marco Civil, projetos buscam cobrir lacunas da Internet

Leia na Fonte: IDGNow!
[14/08/14]  Entrelinhas técnicas e jurídicas do aplicativo Secret

Leia na Fonte: Jornal Dia a Dia
[12/08/14]  Caso Wikipédia: os novos desafios do direito cibernético - por Dane Avanzi
Leia na Fonte: Convergência Digita
[12/08/14]  Privacidade: Bancos revisam termos de uso para evitar conflitos

Leia na Fonte: Convergência Digita
[12/08/14]  Marco Civil: Saúde decide que o dado pertence ao cidadão

Leia na Fonte: Convergência Digital
[11/08/14]  Big data: quem vai vigiar as ações do governo? - por Ana Paula Lobo e Luiz Queiroz
Fonte: WirelessBRASIL
[26/04/14]  Marco Civil da Internet: Íntegra da Lei 12.965 de 23 de abril de 2014 (com comentários críticos inseridos no texto)

Consulte o Índice de artigos e notícias para acessar o arquivo das matérias referentes à "Crimes Digitais, Marco Civil da Internet e Neutralidade da Rede"


MVNO (Mobile Virtual Network Operator)

Este website é constituído de uma Página Inicial que contém um Resumo e um Acompanhamento através do registro dos principais eventos ligados ao tema.
Contém ainda um Índice de Artigos e Notícias que leva à uma Coleção de Transcrições

MVNOs são operadoras que não possuem espectro próprio e também não contam com infra-estrutura de rede, mas que por meio de acordos com operadoras móveis tradicionais adquirem pacotes de minutos de uso (MOU - Minutes of Use) no atacado para vender aos seus clientes.

Outras siglas sobre o tema:
- Uma MVNE - Mobile Virtual Network Enabler -(em tradução livre, "viabilizador de operadoras móveis virtuais") é uma empresa que desenvolve sistemas que permitem a qualquer outra empresa se tornar uma operadora móvel virtual (MVNO).
Sua solução inclui as funções de CRM, relacionamento com a operadora real, billing, mediação, cobrança etc.
A operadora virtual preocupa-se apenas com o marketing e com as vendas de aparelhos e simcards.
Toda a parte técnica e integração com a operadora real pode ser feita  e gerenciada pela MVNE.
Na prática, os sistemas da MVNE servem como uma ponte entre a MVNO e os sistemas da operadora real de quem a rede é alugada.

- Uma MVNE pode ou não evoluir para uma MVNA - Mobile Virtual Network Aggregator (em tradução livre, "agregador de operadoras moveis virtuais").
- Uma MVNA posiciona-se no mercado com um objetivo mais amplo, para evitar, por exemplo, que uma operadora móvel virtual concorra com a operadora que lhe proporciona as facilidades de operação, facilitando as negociações entre as empresas principais e outros parceiros envolvidos no negócio.

O que está acontecendo:
Em 28 de abril de 2014 foi aberta consulta pública (ler na Anatel) para alteração do regulamento de MVNO. "O foco é a padronização e de requisitos mínimos para a apresentação das Ofertas de Referência, no sítio da operadora, dos termos e condições gerais da oferta: contemplar o objeto da oferta, os dados do ofertante, inclusive os dados do responsável técnico, os serviços prestados e a área de atuação. Além de aspectos técnicos da oferta, que deve conter a forma de compartilhamento da rede, a previsão de um manual operacional entre as partes, eventuais equipamentos necessários, cronograma para a implementação da solução técnica, proposta de acordo de nível de serviço (SLA), dentre outros."

Em 20 de fevereiro de 2014 foi noticiado que "O projeto dos Correios de criar uma operadora de telefonia móvel virtual (MVNO) é uma iniciativa que vai além da prestação de serviços de telecomunicações. Uma parte importante do plano de negócios da estatal é integrar os serviços da MVNO aos do Banco Postal, hoje operado pelo Banco do Brasil. Conforme já foi anunciado, a MVNO será operada por uma subsidiária a ser constituída em sociedade com a Poste Mobile, a MVNO dos correios da Itália. A Poste Mobile terá 51% da sociedade, apesar de a estrutura de governança ser partilhada. A razão para o controle ser dos italianos é descaracterizar a empresa como uma estatal e assim dar mais agilidade em termos de contratação de pessoal e equipamentos.

Em 08 de maio de 2014 o Minicom, através de
Portaria, resolveu que  a "Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT poderá firmar parceria comercial visando à exploração do Serviço Móvel Pessoal por meio de Rede Virtual (RRV-SMP), nos termos da regulamentação específica expedida pela Agência Nacional de Telecomunicações - Anatel."

Relação parcial de matérias recentes (2014):
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[13/08/14]  Lançamento comercial do serviço MVNO dos Correios só em 2015 - por Fatima Fonseca

"A aprovação pelos acionistas do Grupo Poste Italiane para firmar a joint venture com a ECT para operar o serviço móvel de rede virtual (MVNO) no Brasil deve ocorrer em setembro, o que vai gerar um atraso no cronograma de constituição da empresa. Com isso, a previsão inicial, de lançar o serviço comercialmente no final deste ano não deve acontecer. “A expectativa é que esse lançamento aconteça no primeiro semestre de 2015. Estamos no fechamento de dois documentos, o acordo de acionistas e o acordo de investimentos e, como nesta época na Europa é um período de férias, devemos fechar esses acordos só em setembro. A partir daí é que vamos constituir a operadora”, informou hoje (13) Antônio Luiz Fuschino, vice-presidente de Tecnologia e Infraestrutura da ECT. “Não há mais nada de relevante sendo discutido. Após a assinatura, a joint venture (ainda sem uma marca) entrará com o pedido de licença na Anatel e a expectativa é que obtenha a autorização em seis meses”, acrescentou." (...) Ler mais

Leia na Fonte: Mobiletime
[13/08/14]  Correios aguardam italianos para formar empresa que constituirá MVNO - por Bruno do Amaral

Leia na Fonte: Teletime
[16/06/14]  Tuenti, MVNO da Telefónica, lança beta teste no México
Leia na Fonte: Convergência Digital
[28/05/14]  Virgin Mobile terá MVNO no começo de 2015 no Brasil
Leia na Fonte: Sintect Santos
[28/05/14]  Goiás terá projeto piloto dos Correios em celular - por Marcio Anselmo Farina
Leia na Fonte: Teletime
[14/05/14]  Virgin espera receber aprovações regulatórias para atuar no Brasil nas próximas semanasLeia na Fonte: Tele.Síntese
[08/05/14]  MiniCom autoriza Correios a operarem rede virtual móvel - por Lúcia Berbert (Íntegra da Portaria)
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[28/04/14]  Em consultas, a alteração das regras do MVNO e a destinação de faixas para o SeAC - por Lúcia Berbert
Leia na Fonte: Teletime
[25/04/14]  Alterações no Regulamento de MVNO vão a consulta pública
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[24/04/14]  Anatel propõe alterações no regulamento de MVNO - por Lúcia Berbert
Leia na Fonte: Convergência Digital
[24/04/14]  Anatel reduz restrições ao MVNO e obriga divulgação de ofertas na Internet - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Teletime
[20/02/14]  Operadora virtual dos Correios terá ênfase em serviços financeiros - por Samuel Possebon
Leia na Fonte: Convergência Digital
[18/02/14]  Porto Seguro Conecta: MVNO já decolou no Brasil - por Ana Paula LoboLeia na Fonte: G1
[14/02/14]  Correios querem faturar R$ 1,5 bilhão com negócio de telefonia celular

Ler mais em
Índice de artigos e notícias


Governança da Internet

Este website é constituído de uma Página Inicial, que contém uma explicação sobre o tema, entidades, "atores" e um Acompanhamento dos principais eventos ("em construção"). Contém ainda um Índice de Artigos e Notícias e uma coleção de transcrições.

Para entender o noticiário:
"Multilateralismo" x "multissetorialismo"
(...) A discussão sobre a rede tem muito mais nuances do que um confronto entre o ‘multilateralismo’, identificado com o sistema de decisões no modelo ONU, onde cada país tem seu voto, e o ‘multissetorialismo’, que defende a participação de outros interessados, notadamente o setor privado e a sociedade civil em igualdade de condições com os Estados-nação.(...) [Fonte: Convergência Digital]

Leia na Fonte: Significados
[10/06/14]  Significado de Stakeholder

Leia na Fonte: CGI.br
[27/05/14]  Documento final do NETmundial


O texto a seguir é uma adaptação do original em EXAME:

"Terminou o evento NETmundial (Conferência Multissetorial Global Sobre o Futuro da Governança da Internet), que aconteceu em 23 e 24 de Abril em São Paulo, reunindo representantes de mais de 80 países para discutir o futuro da internet.
O congresso pretende estabelecer princípios básicos para que a internet permita a livre comunicação em escala global. Também pretende rediscutir a governança da rede, reduzindo o poder dos Estados Unidos nela.

A internet, como se sabe, é uma rede distribuída, sem comando centralizado. Mas o governo dos Estados Unidos “supervisiona” as entidades que cuidam da distribuição global dos endereços IP (os números que identificam os equipamentos conectados) e dos nomes de domínio (aqueles que aparecem na barra de endereço do browser).
Além disso, organizações nos Estados Unidos, como a Internet Engineering Task Force (IETF), determinam outros aspectos técnicos da rede. Outros países querem internacionalizar mais a governança, reduzindo o poder dos americanos.
Há duas entidades – IANA e ICANN – que administram endereços IP e nomes de domínio globais (os nomes e endereços locais são administrados por entidades nacionais de cada país, como a NIC.br no Brasil).
A IANA e a ICANN são supervisionadas pelo governo dos Estados Unidos. Há várias propostas para fazer com que o controle se torne mais global. Uma delas é desvincular essas entidades do governo americano e torná-las mais abertas e transparentes.
Outra proposta é dar mais poder ao Fórum de Governança da Internet (IGF) para participar da gestão da rede. Esse grupo foi criado pela ONU em 2006, mas não tem poder deliberativo.
O Departamento do Comércio americano já declarou que não pretende renovar seu contrato de “supervisão” com a IANA, que termina em 2015. Historicamente, o controle dos endereços ficou nos Estados Unidos porque a internet nasceu lá.

O evento é organizado em conjunto pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e a /1Net, fórum que reúne entidades internacionais relacionadas com a governança da internet. O congresso principal do NETmundial aconteceu no hotel Grand Hyatt, na zona Sul de São Paulo.

A ArenaNETmundial é um evento paralelo ao NETmundial realizado no Centro Cultural São Paulo. Traz palestras, debates e shows. Participaram dele personalidades como o sociólogo espanhol Manuel Castells, o músico Gilberto Gil e Tim Bernes-Lee, considerado o pai da web."


Aqui está uma seleção de matérias recentes sobre a NetMundial
:

Leia na Fonte: Teletime
[15/08/14]  Entidades reclamam ausência de brasileiros na próxima etapa do NetMundial - por Helton Posseti

"Circulam na Internet documentos de um encontro que acontecerá na sede do Fórum Econômico Mundial na Suíça batizado de NetMundial Initiative, que seria a continuação dos debates que ocorreram em São Paulo de modo a basicamente buscar uma cooperação global para implementar os princípios que foram definidos durante o encontro de abril. A divulgação dos documentos (a lista de convidados, a agenda do evento e um briefing de atividades e objetivos) irritou alguns representantes da academia brasileira que participaram da primeira parte da discussão do Net Mundial. Pelo que foi tornado público, estes mesmos representantes não teriam sido convidados para o encontro. "É uma iniciativa da ICANN (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers) junto com o Fórum Econômico Mundial que pega o que foi construído aqui, inclusive o nome, para debater; mas ao fazer isso fica uma impressão muito ruim porque, como você vê na lista, há uma exclusão de participantes brasileiros", afirma Ronaldo Lemos, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro." (...)


Leia na Fonte: Band / Colunas
[11/06/14]  Se é ruim pra eles... - por Mariana Mazza
(Sobre a matéria Regulação de neutralidade na América Latina é nociva, diz Cisco)
Leia na Fonte: Observatorio da Imprensa
[10/06/14]  Para globalizar o marco da internet - por Thorsten Benner e Oliver Stuenke
Leia na Fonte: Teletime
[10/06/14]  Regulação de neutralidade na América Latina é nociva, diz Cisco - por Bruno do Amaral
Leia na Fonte: Significados
[10/06/14]  Significado de Stakeholder

Leia na Fonte: CGI.br
[27/05/14]  Documento final do NETmundial

Leia na Fonte: Convergência Digital
[26/05/14]  Painel da ICANN sustenta NetMundial e "globalização" até setembro de 2015 - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Convergência Digital
[23/05/14]  Impactos econômicos da vigilância em massa na Internet - por Por Ronaldo Ferraz
Leia na Fonte: JB
[20/05/14]  Forbes: Como o Brasil e a União Europeia estão quebrando a internet

Leia na Fonte: Observatório da Imprensa
[20/05/14]  Inconstitucionalidade do Marco da Internet - por Guilherme Magalhães Martins
Leia na Fonte: Convergência Digital
[12/05/14]  Governança da Internet: EUA se opõem ao modelo multilateral e conflitam com o Brasil - por Roberta Prescott
Leia na Fonte: Observatório da Imprensa
[06/05/14]  Cuidados com a regulamentação - Editorial Valor Econômico

Leia mais matérias no
Índice de Artigos e Notícias


Website de José Smolka

José de Ribamar Smolka Ramos (smolka@terra.com.br) é engenheiro eletricista (UFBa 1982), com especialização em gestão da qualidade (CETEAD/UFBa 1994) e MBA executivo (FGV RJ/Grupo Telefonica 2001). Trabalha na área de Informática desde 1980, tendo atuado em empresas das áreas financeira, industrial e serviços, estando desde 1989 na área de telecomunicações. Área principal de interesse: projeto, implantação e gestão operacional da infra-estrutura e serviços de comunicação baseados na arquitetura TCP/IP.

Últimos "posts":
06/08/14
Comentário sobre a notícia que informa a "oferta da Telefónica para compra da GVT"
"Como um dos profetas menores do cenário de telecom no Brasil, acho que posso me orgulhar de acertar de vez em quando. Vou lembrar dois casos, um deles justamente ligado à notícia que você pediu para comentar.

No passado, e quem quiser pode pesquisar nos arquivos do site Wireless Brasil (alô Hélio, tá faltando ali uma ferramenta de busca!) eu disse que achava a antiga redação do artigo 86 da LGT, que restringia as concessionárias a prestar um único serviço de telecom, uma besteira, e que isto devia ser mudado. Bom, ele foi mudado na direção que eu propunha (embora pelos motivos errados) pela Lei 12.485 de 12/09/2011.

Por conta desta mesma discussão em torno da versão antiga do artigo 86 da LGT eu me lembro de ter dito que eu achava que, no futuro, o Brasil teria somente três ou quatro grandes grupos na área de telecom, todos operando nacionalmente e oferecendo todos os serviços fixos e móveis aos seus assinantes.

Este movimento anunciado agora, para mim, é apenas mais um passo na consolidação deste cenário que previ. Até agora despontam como candidatos a ocupar aquelas posições a Oi/PT, o grupo America Movil, e, mais claramente ainda caso a aquisição da GVT se concretize, a Telefônica Vivo. Destes três, quem tem a infraestrutura mais equilibrada, em função da herança do antigo sistema Telebrás que incorporou, é a Oi. A América Móvil, principalmente por causa do legado de presença nacional da Embratel, e pela aquisição da Net, também tem uma certa vantagem neste cenário. A Telefônica Vivo tem um dilema: presença forte de serviços fixos em São Paulo, mas pouca presença, e nenhuma rede de acesso (exceto celular), fora de lá. A aquisição da GVT cobre exatamente esta lacuna, e posiciona a Telefônica Vivo como competidor nacional sério da Oi/PT em serviços fixos, coisa que a GVT, por falta de fôlego/disposição do seu controlador (Vivendi) ameaçou mas ficou no meio do caminho. Eu não me surpreenderia se a Telefônica Vivo também fosse às compras na área de TV a cabo, com alvo principalmente naquelas operadoras que já tenham começado a colocar PON na last mile. (...)

26/06/14
Mensagem de José Smolka: "Vale a pena continuar brigando por TUPs?"
13/02/14
Resposta de José Smolka à uma pergunta sobre "femtocell"
07/02/14
Comentário sobre o artigo "Telecom: qualidade do serviço sob a ótica do executivo da empresa"
03/02/14
Sobre uma "contribuição" da Proteste à Consulta Pública 53/2013 - Mensagem de José Smolka
03/02/14
Sugestão de leitura: "Migração para serviços all-IP"
23/01/14
"O mesmo mal-entendido de sempre com relação a roteamento de pacotes na Internet" (2) - Smolka responde a um debatedor
21/01/14
"O mesmo mal-entendido de sempre com relação a roteamento de pacotes na Internet" (1) - por José Smolka

Ler "posts" anteriores em  Website de José Smolka


Wi-Fi para desafogar tráfego de dados

Nota de Helio Rosa:
Estou reunindo material para organizar este novo website.
O conteúdo preliminar está disponível nestes locais: Página Inicial e Índice de artigos e notícias.
HR
Algumas matérias recentes já relacionadas:

Leia na Fonte: Teletime
[04/08/14]  Rede Wi-Fi da Oi alcança 800 mil pontos de acesso

(...) "A operadora conta com uma parceria com a rede FON, composta por 13 milhões de hotspots em 14 países, além de Boing, iPass e Meo Wifi, que somam 4 milhões de pontos de acesso. A Oi oferece acesso gratuito para assinantes de determinados planos de banda larga fixa e móvel, disponibilizando para eles um aplicativo para conexão automática à rede Wi-Fi, sem necessidade de login e senha a cada sessão."

Leia na Fonte: Convergência Digital
[15/07/14]  Escolas adotam o WiFi, mas compartilham velocidade baixa

Leia na Fonte: Convergência Digital
[24/06/14]  Copa 2014 registra tráfego de 32 terabyates de dados e é a mais conectada da história - Com informações da Oi
Leia na Fonte: Convergência Digital
[24/06/14]  Linktel fecha com Cablevisión e abre 700 hotspots na Argentina

Leia na Fonte: Convergência Digital
[04/06/14]  Copa 2014: Oi e Accor fecham parceria por rede WiFi

Leia na Fonte: Portal da Band / Colunas
[03/06/14]  Copa: somente metade dos estádios terá WiFi - por Mariana Mazza
Leia na Fonte: Convergência Digital
[30/05/14]  Oi bate 1 milhão de downloads de app para acesso à rede WiFi

Leia na Fonte: Convergência Digital
[12/05/14]  Em Madrid, Wi-Fi acompanha passageiros dos ônibus municipais - por Luís Osvaldo Grossmann e Luiz Queiroz
Leia na Fonte: Convergência Digital
[09/05/14]  Compartilhamento incrementa 4G e TIM planeja negociar para 2G,3G e 450Mhz

Leia na Fonte: Convergência Digital
[09/05/14]  Corporações: TIM busca fatia maior em mercado estimado em R$ 24,5 bilhões - por Ana Paula Lobo
Leia na Fonte: Convergência Digital
[07/05/14]  Copa 2014: Indústria descarta acordo para uso do Wi-Fi nos estádios - por Ana Paula Lobo
Leia na Fonte: Convergência Digital
[06/05/14]  O novo padrão 802.11ac e as redes corporativas - por Fernando Lobo
Leia na Fonte: Portal IDGNow! / Blog Circuito de Luca
[01/05/14]  Internet vai falhar em metade dos estádios da Copa. Por quê? - por Cristina de Luca

Consulte o
Índice de artigos e notícias para acessar o arquivo das matérias


Segurança do Processo Eleitoral com Urnas Eletrônicas

Este website é constituído de uma Página Inicial que contém um Resumo e um Acompanhamento através do registro dos principais eventos ligados ao tema.
Contém ainda um Índice de Artigos e Notícias que leva à uma Coleção de Transcrições.
Estão relacionados textos desde o ano 2000.

Aqui estão as últimas matérias relacionadas e algumas, em negrito, como sugestão de prioridade de leitura:

Leia na Fonte: G1 / Coluna "Segurança Digital"
[29/07/14]  Aplicativo para fiscalizar eleição arrecada R$ 30 mil em doações - por Altieres Rohr

"
O aplicativo "Você Fiscal" conseguiu nesta segunda-feira (28), em seis dias, alcançar a meta de R$ 30 mil de financiamento coletivo pelo site "Catarse". O aplicativo faz parte de uma iniciativa liderada pelo professor Diego Aranha, da Unicamp, cujo objetivo é permitir a fiscalização da totalização de votos durante a eleição.
O app será desenvolvido inicialmente para a plataforma Android. A ideia é que pessoas instalem o software no celular para tirar fotos dos Boletins de Urna (BUs) que são impressos ao final da eleição e expostos publicamente por cada seção eleitoral e contêm o total de votos computados para cada candidato. O próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao fim da eleição, divulga os BUs eletronicamente em um site chamado BU na Web (BUWEB) com os quais os números obtidos pelo Você Fiscal poderão ser comparados, permitindo identificar diferenças nos números.
O professor Diego Aranha, responsável pelo aplicativo, liderou uma equipe que identificou um erro na urna eletrônica durante um teste de segurança público promovido pelo próprio TSE em 2012. O erro permitia reordenar os votos cadastrados pela urna a partir do Registro Digital do Voto (RDV), um arquivo que é disponibilizado aos partidos. Com essa informação mais a ordem de votação em uma seção eleitoral, seria possível descobrir quem votou em quem." (...)

Leia na Fonte: Blog Dia a Dia
[28/07/14]  Por mais transparência nas eleições - por Silvio Meira

(...)
o professor diego aranha, da unicamp, demonstrou, no teste das urnas do TSE antes das eleições de 2012, que a nossa urna eletrônica não é tão boa como querem nos convencer. este ano, o TSE resolveu que ninguém vai testar urna nenhuma e aí a gente não vai saber se corrigiram o que diego descobriu antes da última eleição e nem, como é mais do que o caso no desenvolvimento de software [e você, leitor, vê isso nos apps que usa...], se alguma nova falha foi introduzida [na urna ou em outra parte do sistema]. diego e o time dele resolveram não ficar parados e lançaram um projeto de financiamento e uso coletivo de um sistema para fiscalizar a eleição, o #vocêFISCAL. abaixo, diego aranha fala sobre o atual estado das eleições eletrônicas no país e sobre seu esforço para aumentar a transparência do processo. a entrevista foi feita por emeio e os negritos são do blog. (...)

Leia na Fonte: Alerta Total
[05/06/14]  TSE não fará testes nas urnas, apesar do MPF em SP comprovar que votação eletrônica é vulnerável - por Jorge Serrão
Leia na Fonte: G1
[02/05/14]  A biometria nas eleições vai falhar. A dúvida é como - por por Altieres Rohr
Leia na Fonte: G1
[02/05/14]  Voto com biometria em 15 capitais será teste para Rio e SP, avalia TSE - por Mariana Oliveira
Leia na Fonte: G1
[02/05/14]  TSE gastará cerca de R$ 77 milhões para comparar digitais dos eleitores - por Mariana Oliveira
Leia na Fonte: Convergência Digital
[14/04/14]  Depois de quebra do sigilo da urna, TSE evita novos testes - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Estadão
[13/04/14]  De perguntas e respostas - Editorial Estadão (sobre entrevista concedida por Dias Toffoli)
Leia na Fonte: O Globo
[08/04/14]  Toffoli é eleito presidente do TSE e comandará o tribunal nas eleições - por Mariana Oliveira
[13/12/12]  não é a urna, é o sistema: hacker mostra como mudar resultado da eleição, e diz que mudou em 2012 - por Sílvio Meira
Leia na Fonte: Terra / Blog do Silvio Meira / dia a dia, bit a bit
[01/10/12]  a urna eletrônica e a falta de transparência nas eleições - por Silvio Meira
Fonte: Convergência Digital
[22/03/12]  UnB quebra o sigilo do voto da urna eletrônica - por Luís Osvaldo Grossmann

Consulte o Índice de Artigos e Notícias para acessar o arquivo das matérias referentes à "Segurança do Processo Eleitoral com Urnas Eletrônicas"


Blog da Flávia Lefèvre, advogada da Proteste

Flávia Lefèvre Guimarães
é advogada é Conselheira da PROTESTE - Associação de Consumidores, foi representante das entidades de defesa do consumidor no Conselho Consultivo da ANATEL de fevereiro de 2006 a fevereiro de 2009 e recentemente eleita para representar o 3º Setor no Comitê Gestor da Internet no Brasil (2014 a 2017).

28/07/14
A ANATEL e a tunga reiterada há mais de 8 anos no modelo de custos - por Flávia Lefèvre

"No mês passado li surpresa diversas matérias noticiando de forma festiva que em 2018 o valor das tarifas de interconexão iriam cair para R$ 0,02. E o que mais me deixou pasma foram as afirmações de que as alterações se dariam por conta do modelo de custos.
Isto porque, apesar de a ANATEL depois de mais de 6 anos de atraso ter contratado a consultoria para elaborar o modelo de custos, o certo é que este modelo até agora não foi apresentado à sociedade.
De acordo com o art. 42, da Lei Geral de Telecomunicações, todo ato de caráter normativo editado pela agência deve, obrigatoriamente, ser submetido à consulta pública, sob pena de serem inválidos.
(Art. 42. As minutas de atos normativos serão submetidas à consulta pública formalizada por publicação no Diário Oficial da União, devendo as críticas e sugestões merecer exame e permanecer à disposição do público na Biblioteca).
Como pode, então, o modelo de custos não ter sido submetido à consulta pública e já estar sendo utilizado pela agência?
A regulação econômica é uma das atividades mais importantes das agências, pois é a partir dela que é possível garantir dois princípios básicos dos serviços públicos essenciais: universalização e modicidade tarifária e se garantir o equilíbrio do mercado, evitando-se condições extremamente vantajosas para determinadas empresas em detrimento de outras.
O modelo de custos, neste contexto, é uma das principais ferramentas regulatórias de caráter eminentemente normativo, implicando em confronto de interesses dos diversos agentes do mercado.
Portanto, não há dúvida nenhuma de que o modelo de custos deva passar por consulta pública. E nem se diga que a Consulta Pública 40, de 2013, cumpriu essa função. Isto porque, o que foi submetido à sociedade por meio daquela consulta foi “Estudo e Proposta de Norma para fixação dos valores máximos das tarifas de uso de rede fixa do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC), dos valores de referência de uso de rede móvel do Serviço Móvel Pessoal (SMP) e de Exploração Industrial de Linha Dedicada (EILD), com base em Modelos de Custos”, conforme publicado no diário oficial de 30 de setembro de 2013, e não o modelo de custos propriamente dito." (...)
Ler mais

05/06/14
Contribuição da PROTESTE à Consulta Pública do Edital para licitação das frequências dos 700 MHz
30/05/14
Pela garantia da Neutralidade de rede no Marco Civil da Internet - por Flávia Lefèvre Guimarães
26/05/14
Backhaul e a apropriação de recursos das concessões
04/05/14
Marco Civil da Internet: conversamos com Flávia Lefèvre Guimarães, ex-integrante do conselho consultivo da ANATEL
28/04/14
Artigo de Flávia Lefèvre no IDGNow! - "Eleições 2014: Institucionalizada a intimidação"
18/03/14
Marco Civil da Internet – neutralidade, privacidade, censura e a contra-informação

Veja todos os "posts" anteriores no Blog da Flávia Lefevre


Blog TELECO 24 HORAS, de Ricardo Bueno

Perfil de Ricardo F. Bueno (foto) anotado em seu Blog:
"Senior Telecommunications Engineer with over 25 years experience in the Brazilian telecommunications market. Served as an executive in reference technology and telecommunications companies: Banco Itaú, Nextel, BCP / CLARO, BSE / CLARO and Algar Telecom. He is currently head of the Department of Engineering and Project Approach in Telecommunications Service Provider.The posts on this site reflect his personal opinion, based on his experience and knowledge of the Brazilian telecommunications market and Business Administration."

"Posts" do Blog TELECO 24 HORAS

29/07/14
Estão Bisbilhotando nossa Energia Elétrica

"Acompanhando avanços tecnológicos, não me causa estranheza o fato de que nossos medidores de consumo de energia elétrica, popularmente conhecidos como “Relógio de Luz”, estarem seguindo por caminhos evolutivos que lhes garanta inteligência suficiente para bisbilhotar nossos hábitos de consumo, através da simples “observação” de nosso consumo de energia elétrica. Se tais colocações o surpreenderam, não estranhe se começar então a receber panfletos via correio ou mensagens eletrônicas com propagandas de produtos que você visualizou em sua TV durante seus momentos de lazer. Relaxe, futuramente isto será extremamente corriqueiro. Não é de hoje que provedores de acesso à internet (ISP), bisbilhotam preferências de navegação de seus clientes, através dos “cookies”, aplicativos injetados de forma silenciosa e maliciosa em seu computador, tablet ou smartphone durante sua navegação. (...) Ler mais

07/06/14
“A Voz do Brasil”, será que ainda precisamos dela?
30/05/14
O que esperar do Mercado de Trabalho após a Copa 2014
26/04/14
Porque o 4G está tão difícil de decolar por aqui…
08/04/14
Aprendendo com os Gansos Selvagens
25/03/24
Está Aberta a Temporada de Caça ao Celular “Xing Ling”
17/03/14
Os Jovens, os Veteranos e o Mercado de Trabalho
01/03/14
Para onde Caminha nossa Telefonia
14/02/14
Os Jovens e o Efeito Manada
08/02/14
Querem desligar o Telefone da Vovó
18/01/14
Taxímetro na Energia Elétrica
04/01/14
Networking e Relacionamento Estratégico Como mantê-los aquecidos e assertivos
21/11/13
Sentirei Saudades das Emissoras de ondas médias, as “AM’s”
08/11/13
A Cobrança de “roaming” nos celulares e dispositivos móveis está com os dias contados
05/11/13
Por que o Brasil passará a utilizar 9 dígitos no celular se os EUA ainda utilizam 7?

Consulte: Blog TELECO 24 HORAS, de Ricardo Bueno


Portal e-Thesis da jornalista Jana de Paula - Coleção de matérias

Jana de Paula - Foi redatora da Revista Info do Jornal do Brasil, a primeira publicação brasileira produzida e editada por meios eletrônicos. Nesta época ganhou o prêmio de Melhor Matéria Técnica do Sucesu'86, por júri composto por membros da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).  Ler mais

15-Jul-2014
Business Intelligence (BI) pode prevenir queda de receita em negócios onde atendimento ao cliente é chave - por e-Thesis
"Pesquisa realizada pela Ovum a pedido da Amdocs, identificou grande diferença entre o que os prestadores de serviço acreditam que podem conseguir com a utilização de dados coletados e os reais benefícios que essas informações trazem. A pesquisa global destaca os benefícios inexplorados da adoção do Business Intelligence (BI) e das ferramentas de análise inteligentes, no processo de ativação de ordens (Order-to-activation ou O2A). Por exemplo, os dados recolhidos durante a ativação podem ser aproveitados para melhorar os resultados de negócios dos prestadores de serviço nas áreas de atendimento ao cliente (82%), prevenção de perda de receita (82%) e prevenção proativa de cancelamento do pedido (76%)." (...)

01-Jul-2014
O tigre digital pode ser domado pelas corporações, com benefícios - por Orange Business Services
30-Jun-2014
Ataques cibernéticos preocupam cada vez mais as organizações - por Vanson Bourne & British Telecom
16-Jun-2014
A maioria das empresas não se crê apta a evitar roubo de dados - por Instituto Ponemon & Websense
29-Mai-2014
Governos da A.Latina buscam soluções penais para uso de drogas - por Colectivo de Estudios Drogas y Derecho (CEDD) Global
24-Mai-2014
PSafe: antivírus e browser brasileiros e gratuitos - por Jana de Paula

Ver títulos anteriores colecionados
aqui ou no Portal e-Thesis


Para entender o noticiário
O que é SNOA - Sistema de Negociação de Ofertas de Atacado

O Sistema de Negociação de Ofertas de Atacado (SNOA) é uma plataforma de intermediação da negociação de produtos de atacado ofertados pelos Grupos detentores de Poder de Mercado Significativo (PMS).
Por meio do SNOA, os novos agentes poderão adquirir, de forma isonômica e não discriminatória, via internet, produtos de atacado como torres, dutos, linhas dedicadas (EILD), interconexões, acesso local e roaming - infraestruturas essenciais para agentes que estão chegando ao mercado brasileiro.
Previsto no Plano Geral de Metas de Competição da Anatel, o SNOA funcionará como uma bolsa de valores virtual, na qual serão negociados insumos de telecomunicações: os grupos econômicos com PMS ofertarão seus produtos de atacado no sistema e os interessados emitirão ordens de compra de forma livre e isonômica, remotamente pela internet. Todas as negociações de atacado serão centralizadas nessa plataforma, o que trará grande ganho de transparência nas relações comerciais de produtos de atacado do setor de telecomunicações.
Com o SNOA, novos investidores, pequenas e médias empresas, terão acesso aos insumos de atacado de forma fácil, transparente e padronizada, podendo competir mais facilmente nos mercados de varejo. Ao lançar o SNOA, a Anatel propicia melhores condições de competição e viabiliza um novo ambiente regulatório capaz de atender os anseios da sociedade por mais serviços, com preços justos e com qualidade.


Lei Geral das Antenas

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O website contém ainda um Índice de artigos e notícias e uma coleção de transcrições.

O que está acontecendo:

Neste momento a Anatel atua para regulamentar a Lei nº 11.934, de 5 de Maio de 2009 que "dispõe sobre limites à exposição humana a campos elétricos, magnéticos e eletromagnéticos".
Enquanto isso, no Congresso, tramita o PL 5013/2013 (que deverá dar origem à chamada "Lei Geral das Antenas") que "estabelece normas gerais de política urbana e de proteção à saúde e ao meio ambiente associadas à implantação e ao compartilhamento da infraestrutura de telecomunicações".

Em 07/05/14 o PL 5013/2013 passou em caráter terminativo na Câmara dos Deputados, e "deve retornar diretamente ao Senado – a única exceção é se for apresentado recurso para levá-lo ao Plenário da Câmara, o que exige 52 assinaturas. No fundo, o que as teles já esperavam era exatamente a aprovação e a volta ao Senado onde, torcem, será recuperado o texto inicial, aquele aprovado em 2012."
Em 05/06/14 a Comissão de Constituição e Justiça aprovou a redação final. "Apesar da tentativa do PV de apresentar recurso para levar à votação no Plenário da Câmara, a Lei das Antenas volta ao Senado sem essa escala, tendo prevalecido o texto que passou na Comissão Especial sobre o projeto.

Aqui estão as últimas matérias anotadas sobre estes assuntos:
Leia na Fonte: Convergência Digital
[15/07/14]  Novo relator, Walter Pinheiro (PT-BA) quer texto original da Lei das Antenas - por Luís Osvaldo Grossmann

Leia na Fonte: Convergência Digital
[05/06/14]  Lei das Antenas: texto não é votado no plenário e volta ao Senado - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Convergência Digital
[07/05/14]  Lei das Antenas passa na Câmara, mas principal medida foi anulada - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Circuito de Luca / IDG Now!
[01/05/14]  Internet vai falhar em metade dos estádios da Copa. Por quê?

Leia na Fonte: Convergência Digital
[30/04/14]  Mais de um ano depois, Minicom volta a pedir votação da Lei das Antenas - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Convergência Digital
[09/04/14]  Sem quórum, Câmara cancela votação da Lei das Antenas - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Band / Colunas
[04/04/14]  A fábula das antenas - por Mariana Mazza

Consulte o
Índice de artigos e notícias para acessar o arquivo das matérias referentes à "Lei Geral das Antenas"


Telebrás e PNBL

Este website tem uma página inicial, um Índice de artigos e notícias (remetendo à uma coleção de transcrições) e um Índice geral de "posts" .

Resumo:
A Telebrás (Telecomunicações Brasileiras S.A.) foi criada pela Lei 5.792 de 1972  como uma sociedade de economia mista vinculada ao Ministério das Comunicações. A Telebrás  se transformou em operadora do Sistema Nacional de Telecomunicações (SNT), definido dez anos antes. À época havia 927 operadoras de telecomunicações no país, quase todas privadas.
De acordo com essa lei, a estatal estava autorizada a prestar serviços de telecomunicações, desde que por empresas subsidiárias, e para tanto a companhia tinha autorização para a criação de tais companhias.
Em 1973, a exploração dos serviços públicos de telecomunicações foi unificada sob o controle de uma única empresa concessionária em cada estado, que adquiriram as demais empresas.
Em 1974, a Telebrás foi designada “concessionária geral” para todo o território nacional. Na primeira década de operação, a Telebrás saiu do patamar de 1,4 milhão de telefones, em 2,2 mil localidades, para 5,8 milhões de telefones, em 6,1 mil localidades.
Em 1988, a Constituição determinou que os serviços públicos de telecomunicações somente poderiam ser explorados pela União, diretamente ou mediante concessões a empresas sob controle acionário estatal. O Sistema Telebrás era composto por uma empresa holding (a Telebrás), uma operadora para chamadas de longa distância, nacionais e internacionais (Embratel) e 27 empresas de âmbito estadual ou local.
Em 1995, o Congresso aprovou a Emenda Constitucional 8, que pôs fim ao monopólio estatal nas telecomunicações.
A Lei no 9.472, de 16 de Julho de 1997, conhecida como LGT - Lei Geral de Telecomunicações, determinou a reestruturação e desestatização das Empresas Federais de Telecomunicações, entre elas a Telebrás. A mesma lei autorizou o governo a criar a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), órgão regulador da prestação de serviços em telecomunicações.
A Portaria de nº 196, de 20 de agosto 1988, assinada pelo então ministro das Comunicações Luiz Carlos Mendonça de Barros, dava 12 meses para que fossem adotadas as providências para a preparação de um Plano de Liquidação da estatal, que deveria ser aprovado pelo Conselho de Administração da empresa. Uma vez aprovado, o plano de liquidação seria executado por meio de uma Assembléia Geral Extraordinária de acionistas para dissolver a estatal. Mas o plano jamais chegou a ser elaborado.
Ler continuação do resumo.

Aqui está uma relação de matérias recentes:

Leia na Fonte: Teletime
[15/07/14]  Telebras quer manter atuação em transmissão de sinais para TVs - por Samuel Possebon

Leia na Fonte: Convergência Digital
[14/07/14]  Minicom: Redes de Telecom funcionaram na Copa 2014 - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Convergência Digital
[11/07/14]  Telebras negocia legado da Copa com estádios - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Convergência Digital
[27/06/14]  Telebras relata erro zero na transmissão em alta definição da Copa 2014
Leia na Fonte: Planeta Osasco
[26/06/14]  A grande farsa do avanço em Telecom para a Copa. Vamos todos fingir?

"A Copa do Mundo era uma desculpa para o Brasil resolver as questões de infraestrutura do país. Entre elas, a de telecomunicações, especialmente no que diz respeito à internet. Esse é, pelo menos, o discurso oficial. Analisando os avanços no setor, contudo, o que se percebe é que ficamos com os custos de garantir a transmissão para a FIFA, mas pouco avançamos tanto em ampliação de acesso à conexão quanto em preço e em infraestrutura.

A realidade é que, após uma queda de braço entre o governo brasileiro e a FIFA, a organizadora do evento venceu. Em outubro de 2012, durante a Futurecom, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, sustentou: "Eles [FIFA] colocam tudo como infraestrutura, mas temos que negociar. E vamos fazer isso. Não vamos ficar com a conta toda”*. Não foi o que ocorreu. Assim como em diversas outras disputas, o Governo Dilma cedeu e, por Medida Provisória, viabilizou a oferta de serviço pela Telebras. A MP 600, de 28 de dezembro de 2012, definiu que a prestação seria feita por meio da subsidiária Telebras Copa.

A Telebras tornou-se, assim, a empresa responsável pela construção da rede de fibra óptica que está sendo usada na transmissão de imagens de alta definição (HDTV – vídeo e áudio) entre as 12 arenas e o Centro Internacional de Coordenação de Transmissão (IBC), no Rio de Janeiro. De 2012 até maio de 2014, a companhia investiu R$ 89,4 milhões na implantação dessa infraestrutura para atender as demandas da Copa do Mundo de 2014. A rubrica equivale a quase todo um ano de aporte no desenvolvimento de rede para o Plano Nacional de Banda Larga (em 2013, foram investidos R$ 112,8 milhões no PNBL. Em 2012, o valor foi de R$ 104,4 milhões, conforme relatórios apresentados à Comissão de Valores Mobiliários).
(...) Ler mais

Leia na Fonte: Convergência Digital
[16/06/14]  Telebras investiu R$ 89,4 milhões para atender Copa - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Ciência em Pauta
[16/06/14]  Inclusão do Amazonas no PNBL vai reduzir custo com internet em Iranduba

Leia na Fonte: Portal Brasil
[03/06/14]  Telebrás afirma que infraestrutura para transmissão de jogos está pronta

Leia na Fonte: Tribuna na Hoje
[16/05/14]  MP quer relação de consumidores com direito a ações da Telebrás

Leia na Fonte: Teletime
[13/05/14]  Senado vai avaliar o Programa Nacional de Banda Larga

Leia mais no Índice de artigos e notícias


TV Digital: Interatividade e Ginga

Este website é constituído de uma Página Inicial, que contém um resumo explicando o tema, e um Acompanhamento dos principais eventos.
Contém ainda um Índice de Artigos e Notícias, desde 2008, e uma coleção de transcrições.

Opinião de Helio Rosa:
No processo escandaloso em que a TV Digital foi imposta à população sem o devido planejamento e à revelia dos estudos anteriores feitos pela Academia, a possibilidade de multiprogramação e interatividade foi utilizada intensivamente como  justificativa tendo em vista uma suposta utilidade para a "inclusão digital".
Batido o martelo, a multiprogramação foi proibida e a interatividade deu no que deu: não havia e não há canal de retorno!
Hoje a projetada interatividade está devidamente atropelada pelos
fenômenos da "segunda tela" e da "TV conectada".
Houve um grande esforço no desenvolvimento do Ginga, software que possibilita a interatividade mas, provavelmente, o produto não será utilizado para fins práticos.
HR

Abaixo está uma relação de matérias recentes:
Leia na Fonte: Convergência Digital
[11/07/14]  700 Mhz: Governo e Anatel fazem afagos à radiodifusão - por Luís Osvaldo Grossmann

Leia na Fonte: Teletime
[10/07/14]  Radiodifusão comemora estabelecimento de uma recepção mínima para o desligamento - por Helton Posseti
Leia na Fonte: Convergência Digital
[10/07/14]  Anatel aprova regulamento sobre interferência entre 4G e TV Digital - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Teletime
[10/07/14]  Switch-off: pelo menos 93% dos domicílios precisam captar o sinal digital - por Helton Posseti
Leia na Fonte: Convergência Digital
[10/07/14]  Ginga será obrigatório nos conversores de TV Digital para Bolsa Família (Íntegra da Port. 481 de 9 de Julho de 2014) - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Minicom
[10/07/14]  Ministério das Comunicações detalha desligamento da TV analógica
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[24/06/14]  Leilão de 4G: Conversor de TV terá acesso à internet e Ginga nacional - por Miriam Aquino
Leia na Fonte: Convergência Digital
[09/06/14]  TV digital: TOTVS e Oracle pedem Ginga nos conversores distribuídos pela Anatel - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Convergência Digital
[02/06/14]  Anatel quer Ginga nas especificações do conversor para Bolsa Família - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[24/05/14]  O fim da interatividade no celular. O Ginga tem alguma chance? - Miriam Aquino
Leia na Fonte: Convergência Digital
[22/05/14]  Sob pressão, governo aposta em celular sem Ginga para empurrar TV Digital - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Convergência Digital
[22/05/14]  Sem obrigação, Ginga terá bônus para voltar aos telefones, diz MDIC - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Convergência Digital
[19/05/14]  TV digital: Distribuição de conversores dá sobrevida ao Ginga no Brasil - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Teletime
[16/05/14]  Ministério do Desenvolvimento quer retirar exigência do Ginga no PPB dos smartphones
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[15/05/14]  Governo vai tirar exigência do Ginga no PPB dos celulares - por Lúcia Berbert
Leia na Fonte: Teletime
[06/05/14]  Tecnologia 4G para M2M no Brasil ainda é um desafio - por Bruno do Amaral
Leia na Fonte: Conv. Midiática
[03/02/14]  Governo não abandonou o Ginga - por Kiko Machado
Leia na Fonte: Blog de Orlando Barrozo
[29/01/14]  TV digital acaba com o Ginga - por Orlando Barrozo
Leia na Fonte: Notícias da TV
[23/01/14]  Governo abandona Ginga, sistema de interatividade para TV digital - por Gustavo Gindre

Consulte o Índice de Artigos e Notícias para acessar o arquivo das matérias referentes à "TV Digital: Interatividade e Ginga".


VU-M (Valor de Uso Móvel) - Tarifa de interconexão da rede de telefonia móvel

Nota de Helio Rosa:
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Destaco da "página inicial":
A título de definição do tema, permito-me transcrever alguns trechos de matérias das jornalista Mariana Mazza e Miriam Aquino:

"A interconexão é o preço pago entre as operadoras para completar as chamadas destinadas às redes concorrentes. Assim, toda vez que um cliente liga para alguém de outra companhia, a operadora está pagando um "pedágio" para completar a chamada no território inimigo. Isso vale para qualquer tipo de ligação, tanto fixa quanto móvel, embora o objeto de apuração da pretendida CPI seja apenas a taxa cobrada nas redes móveis, chamada de Valor de Uso Móvel (VU-M).

Essa tarifa é altíssima em comparação com o pedágio da rede fixa, a tarifa de Uso de Rede Local (TU-RL). Enquanto a VU-M está, em média, R$ 0,35, a TU-RL custa R$ 0,05. Essa disparidade entre as duas tarifas de interconexão tem motivos políticos. Quando a telefonia móvel ainda engatinhava, o governo criou esse desbalanceamento para incentivar as operadoras móveis. Os anos passaram, a telefonia móvel tornou-se o serviço telefônico mais usado no país e, ainda assim, as tarifas não foram equacionadas. Recentemente a Anatel fez uma redução na VU-M, mas o movimento não foi suficiente para gerar impacto real para os consumidores. Boa parte do fato de pagarmos ainda um dos mais caros serviços de telefonia móvel do mundo está no valor da interconexão." (Mariana Mazza).

"Mas, afinal, para que servem essas tarifas? A interconexão distribui os custos de investimento e manutenção de rede entre as operadoras. Este sistema de pagamento é extremamente importante em um cenário onde as companhias são obrigadas a completar as chamadas entre si. Hoje, uma companhia telefônica não pode se negar a completar uma ligação para um telefone pertencente a uma rival. Isto garante ao consumidor a continuidade do serviço, mesmo que ele seja cliente de uma empresa com poucos consumidores.

Por outro lado, operadoras com grande número de clientes acabam sendo obrigadas a fazer investimentos mais fortes em rede para manter a qualidade das chamadas. E, se a maioria dos consumidores estão em sua rede, ela acaba sendo responsável pela qualidade da maior parte das chamadas conectadas, mesmo aquelas feitas pelos consumidores de outras operadoras. Se a chamada é para a rede dela, ela é a responsável.

Assim, a interconexão tem o poder de dividir estes custos. Operadoras com maior número de clientes e, portanto, com mais chamadas recebidas também são pagas pelas rivais por meio das tarifas de rede. Mas a interconexão também tem seus efeitos nocivos.

Apesar de ser proibido por lei, há fortes indícios de que a interconexão pode gerar um subsídio cruzado entre serviços e clientes. A única confissão de que nem todo o caixa da interconexão é usado para cobrir os custos da rede partiu da TIM em 2005. O então presidente da operadora, Mario Cesar Araujo, admitiu em uma coletiva que a TIM usava os recursos da interconexão para subsidiar o custo dos aparelhos vendidos para os clientes. Esta política não é ilegal, por não usar recursos obtidos com a comercialização de outros serviços que não a telefonia móvel. Mas releva como a interconexão tem uma papel importante para o mercado e para os consumidores." (Mariana Mazza)

"Há aqueles que defendem manter a tarifa do jeito que está e mexer na forma de remuneração. Hoje a rede móvel é remunerada pelo full billing (todos pagam integralmente a taxa de terminação). A proposta inicial, de implementação do bill and keep (todos bilhetam a taxa de terminação, mas não repassam para ninguém) pleno perde força devido aos grandes riscos que pode trazer para uma base de mais de 200 milhões de celulares.

Fala-se de bill na keep parcial (nos moldes da até pouco tempo rede fixa, que só remunerava o excedente das ligações) . Estuda-se ainda implementar o bill and keep entre as empresas com PMS (poder de mercado significativo) e não PMS (as pequenas operadoras, do tipo Hoje Telecom, por exemplo?). Ou, em outras palavras, somente as pequenas não pagariam para as grandes as taxas de terminação de chamada.

Há ainda defensores da redução do valor de referência desta taxa de terminação apenas para as ligações entre as celulares. Para isso, seria necessário criar todo um arcabouço regulatório novo, que diferenciasse esta remuneração da remuneração da ligação fixa. Esta proposta, avaliam outros, pode trazer o efeito perverso de esvaziar ainda mais a telefonia fixa (cuja valor da ligação fixo/móvel continuará alta) e colocar em risco a concessão." (Miriam Aquino). HR

O que está acontecendo:
"
Em 18 de junho de 2014 o "Conselho Diretor da Anatel aprovou, em sua reunião, proposta de norma que resultará na redução dos valores máximos das tarifas de uso de rede da telefonia fixa (TU-RL), dos valores de referência de uso de rede móvel da telefonia móvel (VU-M) e de Exploração Industrial de Linha Dedicada (EILD), com reflexos nos preços pagos pelos usuários dos serviços."
"A TU-RL é a tarifa que a operadora de celular paga quando é realizada uma chamada local de um telefone celular para um telefone fixo. Já a VU-M é paga pela operadora fixa à operadora de celular numa chamada local de um fixo para celular, enquanto a EILD é a taxa usada na regulação das negociações de uso de infraestrutura." [Fonte: Web]

"Ao definir o ritmo da transição para o do modelo de custos, a Anatel indicou ao mercado os futuros valores de remuneração pelo uso das redes fixas, móveis e em EILD (Internet). Particularmente, fixou uma meta forte para a queda no serviço celular ao cravar em 1 centavo por minuto o valor da tarifa de interconexão a partir de 2018. Hoje a chamada VU-M está em 25 centavos.

O uso de um modelo de custos é perseguido desde 2003 e implica em mudar o jeito como a Anatel avalia o setor de telecomunicações. Até aqui, prevaleceu o modelo “top down”, jargão para a análise das empresas com base em “preços reais” praticados. A meta é ir para o modelo “bottom up”, que, grosso modo, analisa os custos com base em uma “empresa eficiente ideal”.

Ao fazer essa transição, a agência fez a opção por mirar as ofertas de atacado, ou seja, os custos cobrados entre as empresas pela oferta de infraestrutura. No caso da interconexão de redes móveis – quando uma chamada é para rede de outra operadora – a Anatel já iniciara a redução da VU-M ao definir valores em queda em 2013, 2014 e 2015: R$ 0,33, R$ 0,25 e R$ 0,16, respectivamente."(...)  [Fonte: Portal Convergência Digital]

Aqui estão as últimas matérias (2014) registradas:
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[04/07/14]  Zerbone: decisão sobre VU-M dá credibilidade e previsibilidade para o setor - por Miriam Aquino
Leia na Fonte: Convergência Digital
[18/06/14]  Anatel crava tarifa de interconexão a um centavo em 2018 - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Reuters
[18/06/14]  Conselho da Anatel aprova norma que poderá reduzir preços da telefonia - por Luciana Bruno
Leia na Fonte: Computerworld
[18/06/14]  Anatel aprova medida para reduzir preço dos serviços para consumidor
Leia na Fonte: Teletime
[24/02/14]  Entra em vigor nova redução do valor de referência da VU-M
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[17/02/14]  Zerbone é relator da proposta para fixação de tarifas e valores de referências baseados em custos
Leia na Fonte: Teletime
[30/01/14]  Anatel aprova nova fórmula para calcular preço da faixa de 700 MHz e da VU-M - por Helton Posseti
Leia na Fonte: Teletime
[28/01/14]  Redução da VU-M é estratégia para tornar leilão de 700 MHz mais atraente - por Samuel Possebon

Consulte o
Índice de Artigos e Notícias para acessar o arquivo das matérias referentes à "VU-M (Valor de Uso Móvel) - Tarifa de interconexão da rede de telefonia móvel"


Bens Reversíveis

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Contém ainda um Índice de Artigos e Notícias que leva à uma Coleção de Transcrições

Últimas matérias registradas:
Leia na Fonte: Blog da Flávia Lefèvre
[26/05/14]  Backhaul e a apropriação de recursos das concessões
Leia na Fonte: Convergência Digital
[22/05/14]  Operadoras devem R$ 1,3 bilhão em metas de universalização - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Convergência Digital
[23/05/14]  Para a Anatel, Telefônica desviou recursos da concessão - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Teletime
[23/05/14]  Procuradoria fala em possível má-fé da Telefônica ao não explorar o backhaul - por Helton Posseti
Leia na Fonte: Teletime
[22/05/14]  Com quatro anos de atraso, Anatel calcula saldo da troca de metas: R$ 1,363 bilhão - por Helton Posseti
Leia na Fonte: Monitor Mercantil
[15/04/14]  O terreno invadido pertence à OI ou é da União?

Leia na Fonte: Band / Colunas
[04/02/14]  No Ministério da Fazenda, a telefonia fixa ainda não morreu - por Mariana Mazza
Leia na Fonte: Teletime
[03/02/14]  Para Seae, Anatel trata de bens reversíveis de forma pouco transparente - por Helton Posseti
Leia na Fonte: Portal da Band / Colunas
[19/12/13]  Anatel quer o fim da telefonia fixa - por Mariana Mazza
Leia na Fonte: Anatel
[12/12/13]  Consulta Pública nº 53 - Processo de revisão os termos dos Contratos de Concessão do STFC ("telefonia fixa")
Leia na Fonte: Teletime
[04/12/13]  Especialista defende o princípio da proporcionalidade na análise da questão dos bens reversíveis - por Samuel Possebon

Ler mais em Índice de artigos e notícias


Website de José Roberto Souza Pinto

José Roberto de Souza Pinto (josersp@terra.com.br) é Engenheiro de Telecomunicações e de Sistemas Elétricos e Mestre em Economia, com cursos de especialização no Brasil e no Exterior , conferencista e painelista nos principais eventos de Telecomunicações realizados no Brasil , professor em cursos de regulamentação , autor de vários artigos e trabalhos , abordando as tendências de desenvolvimento do setor , as tecnologias , os serviços as redes de Telecomunicações e a regulamentação , e pesquisas sobre as tendências de evolução da regulamentação de Telecomunicações em outros Países. Ler mais

Últimos "posts":
30/05/14
Comentário sobre o artigo "Backhaul e a apropriação de recursos das concessões"
Acredito que quem teve a idéia de fazer esta troca de metas de universalização do STFC, um serviço prestado no regime público, por investimentos em rede backhaul, termo inclusive que não existe na legislação brasileira de telecomunicações, tinha em mente que o STFC não era tão prioritário quanto a geração de capacidade de rede de telecomunicações para acesso à Internet em banda larga.
Como todos sabem o acesso à Internet em banda larga é considerado como Serviço de Comunicação Multimídia ( SCM) e portanto prestado no regime privado.
Só estas observações são suficientes para se verificar que esta troca de meta de universalização por investimentos em rede para o SCM, não tinha suporte regulatório, portanto uma iniciativa, aparentemente do interesse da ANATEL e das Empresas, mas irregular.
O resto está aí, que são as consequências e pode se ver no
blog da Flávia (Lefèvre).
Na minha opinião não poderia dar certo. Acrescento que isto só foi feito em um ano e depois esquecida esta prática ou tentativa de transferir recursos de um serviço no regime público para outro serviço no regime privado.
Corrigir está ainda em tempo e talvez o melhor caminho seria cancelar estas clausulas deste contrato e reestabelecer a legalidade, apurar os valores envolvidos com as devidas correções e estabelecer de novo os compromissos das partes envolvidas.
Jose Roberto de Souza Pinto, engenheiro, mestre em economia e consultor.

15/05/14
Notícia do Teletime e artigo de José Roberto de Souza Pinto sobre a tecnologia de "Vetorização"
23/03/14
Tarifa de Telefonia Fixa - Comentário sobre o "fator de excursão" dos contratos de Concessão - por José Roberto de Souza Pinto
09/02/14
Comentário sobre repercussão do artigo "Telecom: qualidade do serviço sob a ótica do executivo da empresa"
06/02/14
e-Thesis: "Telecom: qualidade do serviço sob a ótica do executivo da empresa" - por José Roberto de Souza Pinto
26/12/13
Mensagem sobre "Bens Reversíveis"

Ler "posts" anteriores em Website de José Roberto Souza Pinto


Bloco Tecnologia do WirelessBRASIL - "Posts"  de Helio Rosa

30/07/14
Segurança do Processo Eleitoral com Urnas Eletrônicas - Novas matérias
29/07/14
A ANATEL e a tunga reiterada há mais de 8 anos no modelo de custos - Texto de  Flávia Lefèvre
06/07/14
Espectro de 700 MHz - Matérias recentes
27/06/14
Telebras e PNBL: Mais um "Retorno"... + Coleção de matérias
15/06/14
Textos da jornalista Cristina de Luca + "700MHz: alguns brasileiros terão que escolher entre usar a TV ou o celular" + "Interatividade"
14/06/14
Website do José Smolka + "Wi-Fi para desafogar o tráfego de dados" + Mazza: "Wi-Fi na Copa" + "Dados" no jogo Brasil x Croácia
13/06/14
Artigos e "posts" do jornalista Renato Cruz + 03 textos sobre "Inovação"
12/06/14
Governança da Internet + Marco Civil + Cisco + "Mariana Mazza"
11/06/14
Colunas da jornalista Mariana Mazza no Portal da Band + "Calote bilionário" + "Copa: somente metade dos estádios terá WiFi"

Ler mais "posts":
Ano Atual: 2014
Índice dos anos anteriores: 2005 - 2006 - 2007 - 2008 - 2009 - 2010 - 2011 - 2012 - 2013


EILD - Exploração Industrial de Linha Dedicada ("Banda larga por atacado")

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Contém ainda um Índice de artigos e notícias e uma coleção de transcrições.

"EILD é a sigla para denominar a "exploração industrial de linhas dedicadas", um serviço que é ofertado no mercado de atacado e não chega como oferta ao usuário final. No entanto, ele é uma ferramenta importantíssima para que o usuário final possa ter alguma opção, embora ainda restrita, no mercado de telecomunicações, seja na área de dados, seja na telefonia fixa, pois permite que o competidor possa ter acesso a uma rede de ampla capilaridade. Nesse sentido, é elemento fundamental para a promoção da competição." [Fonte]
O EILD destina-se a empresas que possuam autorização, permissão ou concessão da Anatel, para a prestação de serviços de telecomunicações a terceiros, detentoras das licenças STFC e/ou SCM. [Fonte]

Aqui estão as últimas matérias registradas:
Leia na Fonte: Teletime
[10/03/14]  TelComp contesta visão da Anatel de que EILD não é um problema do setor - por Helton Posseti
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[10/03/14]  Linha dedicada lidera pedidos de negociação no atacado - por Lúcia Berbert
Leia na Fonte: Teletime
[07/03/14]  Sistema de oferta mostra que links, e não EILD, são problema para a competição, diz Baigorri - por Helton Posseti
Leia na Fonte: Teletime
[01/11/13]  Anatel nega recursos contra regras estabelecidas no PGMC - por Helton Posseti
Leia na Fonte: Convergência Digital
[13/09/13]  PGMC: 'bolsa virtual' para oferta no atacado será ativada no dia 17
Leia na Fonte: Teletime
[14/06/13]  Anatel e TelComp divergem sobre resultados do regulamento de EILD - por Helton Posseti

Ler mais em
EILD - Exploração Industrial de Linha Dedicada ("Banda larga por atacado")


Websites e Páginas sobre Tecnologia do WirelessBRASIL (continuação)

Termos de Ajustamento de Conduta (TAC)

Rádio Digital

PGMC - Plano Geral de Metas de Competição

Espectro de 2,5 GHZ

Lei do SeAC (Serviço de Acesso Condicionado) ou "Lei da TV Paga"

SCM - Serviço de Comunicação Multimídia

PLC (Power Line Communication): "Banda larga pela rede elétrica"

Unicel: Crônica de um escândalo anunciado

Eletronet

Alguns "posts" estão colecionados em páginas especiais. Abaixo está uma relação parcial dos "posts" mais recentes.


Acima estão os "posts" mais recentes.
Consulte a relação de todos os "posts" no Índice geral do 
Bloco TECNOLOGIA.
 


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BLOCO RESISTÊNCIA
Blog do Coordenador

Nota de Helio Rosa: O BLOCO RESISTÊNCIA (Blog do Coordenador) é um exercício de cidadania contra os desmandos de toda ordem que assolam nosso BRASIL.
Sou Helio Rosa, coordenador da Portal, um engenheiro de telecom aposentado e um cidadão na ativa. Com 73 anos de idade, acompanhei e vivenciei a história recente do país e sou
testemunha ocular e sobrevivente do "atentado do aeroporto dos Guararapes", em 1966, praticado por integrantes da "luta armada" que pretendia implantar no país uma "ditadura do proletariado", de inspiração cubana, chinesa e soviética.
Não sou filiado a nenhum partido político mas não gosto de Dilma, de Lula e do PT, que considero "entidades" perniciosas ao país. Não sei como me livrar delas, a não ser pelo voto. No entanto, enquanto estão no poder, é preciso que governem para o Povo e não para o Partido. RESISTIR é preciso!
HR

BLOCO RESISTÊNCIA - Página inicial (2013)  - Índice dos anos anteriores: 2009 (2º sem) - 2010 (2º sem) - 2011 (2º sem - 1º sem) - 2012 (2º sem - 1º sem) - 2013 (2º sem - 1º sem)

Alguns "posts" estão colecionados em páginas especiais. Abaixo está uma relação parcial dos "posts" mais recentes.


"Esqueceram de mim"


"Esqueceram de nóis"


Website do Percival Puggina

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando, neste website, os links para acesso direto à uma seleção de artigos do Portal Puggina.org

Percival Puggina (foto), 68 anos, é arquiteto, empresário, escritor e titular do site www.puggina.org.
Escreve, semanalmente, artigos para vários jornais do Rio Grande do Sul, entre eles Zero Hora, além de escrever o seu próprio blog e em outros websites. Sua coluna é reproduzida por mais de uma centena de jornais.
É considerado um dos mais combativos adversários do PT no Rio Grande do Sul.
É autor de "Crônicas contra o totalitarismo"; "Cuba, a tragédia da utopia" e "Pombas e Gaviões". É membro do grupo Pensar+. 
Clique aqui  para ver a relação de seus artigos. HR

Abaixo está uma seleção de matérias recentes:
14/09/14
A HISTERIA DO "ESTADO LAICO"
"Virou moda invocar a laicidade do Estado para desqualificar opiniões, religiões e igrejas. É o tipo de coisa que só acontece no Brasil, país em que presidentes da República se atrapalham com rudimentos de português e matemática. Fosse o pensamento prática frequente entre nossa elite, tais invocações à laicidade do Estado seriam rechaçadas pelo que de fato são: ensaios totalitários visando a calar a boca da maioria da população." (...)

12/09/14
MARINA OU DILMA: NEOCOMUNISMO COM PAI NOSSO OU SEM PAI NOSSO?
"É possível que o leitor destas linhas pense que estou paranóico. Não, meu caro. Pergunto-lhe: você leu o documento final do 20º Encontro do Foro de São Paulo (aquela organização que a grande mídia nacional diz que, se existe, não fede nem cheira?). Quem lê o referido documento não só fica sabendo que o bicho existe, mas que é poderoso e bate no peito mostrando poder. O texto exalta o fato de que, em 1990, no grupo de partidos alinhados sob essa grife, apenas o PC Cubano governava um Estado nacional. Hoje, estão sob manto do FSP, entre outros, Brasil, Uruguai, Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Venezuela, El Salvador e Nicarágua. Se observar bem, verá que a lista contém a nata dos comunismos e socialismos bolivariano, cocaleiro, maconheiro, bananeiro e por aí vai. E se escrutinar caso a caso vai encontrar dirigindo esses países, em seus vários escalões, aos cachos, ex-guerrilheiros comunistas que, em momento algum, extravasaram arrependimento ou deserção das antigas fileiras. Uma parceria e tanto, essa que o Brasil integra na condição de grande benemérito e tendo o PT como sócio fundador." (...)

11/09/14
CORRUPÇÃO EM ESCALA MULTITUDINÁRIA

"O pessimista no Brasil é um sujeito bem sucedido. As pessoas olham para ele e proclamam, balançando a cabeça e sinal de assentimento: "Ele já tinha me avisado. Está acontecendo tudo direitinho". Pois é, modéstia à parte, nos últimos meses tenho me defrontado com esse tipo de sucesso. Há bom tempo proclamei que estávamos chegando ao máximo em matéria de corrupção. Contestaram-me alguns otimistas inveterados dizendo que não, que não era assim, que o poder ainda era doce e restava muito mel no pote. Mas eu não me referia ao botim remanescente. Batíamos no fundo do poço por algo bem pior do que o aumento do número de assaltantes do erário e da capacidade de operação dos pés-de-cabra administrativos e contratuais. Também estes se ampliaram muito, é verdade. A serem corretas as informações prestadas pelo ex-diretor da Petrobrás em sua delação premiada, um pool de empresas abasteceu durante longos anos, um caixa do qual se serviam duas dúzias de eminentes figuras da República. Quem tem põe, quem não tem tira." (...)

08/09/14
POLÍTICA NA CNBB E NOS TEMPLOS EVANGÉLICOS

06/09/14
CONSELHO AMIGO: NÃO PARTICIPE DESSA FARSA
08/06/14
SE CONSELHO FOSSE BOM... (sobre o Decreto 8.243/2014)

==> Ler mais aqui ou no Blog do Percival Puggina


Operação Porto Seguro
• Rosemary Noronha & Lula da Silva: Uma vergonha!

Nota de Helio Rosa:
Em 23 de março de 2013 iniciei uma série de 11 "posts" no Bloco  Resistência sobre a Operação Porto Seguro. O registro está aqui.
Minha motivação foi esta matéria: "Faz 100 dias que Lula afronta o Brasil decente com o silêncio sobre o caso de polícia em que se meteu ao lado de Rose".
Por falta de agilidade, descontinuei os "posts" mas prossegui anotando as matérias sobre o assunto, que agora estão reunidas neste website sobre a Operação Porto Seguro, com o mesmo título dos "posts": Rosemary Noronha & Lula da Silva: Uma vergonha!

O website é constituído de uma Página Inicial com um Resumo e o Acompanhamento dos principais eventos ao longo do tempo. E um Arquivo de matérias que pode ser acessado através deste link: Índice de artigos e notícias.

Para que o tema não caia no esquecimento, passo a referenciar neste espaço, diariamente, três matérias do Arquivo sobre a Operação Porto Seguro, segundo ordem cronológica de publicação na mídia.  HR

Última matéria registrada na mídia:
Leia na Fonte: R7
[24/06/14]  MPF pede demissão de primo de Rose Noronha do Ministério dos Transportes
Matérias anteriores, do Arquivo do WirelessBRASIL:
Leia na Fonte: Estadão
[27/11/12]  Governo monta estratégia para blindar Planalto de respingos da operação da PF - por Denise Madueño
Leia na Fonte: Noblat - Origem: O Estado de S. Paulo
[27/11/12]  Tolerância continuada - por Dora Kramer
Leia na Fonte: Veja / Blog do Reinaldo Azevedo
[27/11/12]  Lula, o “homem cordial”, não concedeu passaporte diplomático apenas à sua família nuclear, não; Rose também tinha o seu. Assim, sim!- por Reinaldo Azevedo
Leia na Fonte: Noblat / O Globo
[27/11/12]  Para o PT a história sempre se repete - por Marco Antonio Villa
Leia na Fonte: Noblat
[27/11/12]  Situação delicada - por Merval Pereira
Leia na Fonte: Veja
[26/11/12]  Grampo complica situação de Rose
Leia na Fonte: Veja
[26/11/12]  Filha de Rosemary de Noronha deixa cargo na Anac

Ler mais em Rosemary Noronha & Lula da Silva: Uma vergonha!


Textos de Dora Kramer

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando textos da jornalista Dora Kramer neste website, transcritos das Colunas do Estadão. HR

Dora Maria Tavares de Lima Kramer (foto) - Começou a carreira aos 18 anos, quando ainda cursava Jornalismo, escrevendo para o extinto Diário Popular (SP). Após passagem pela Agência Folha (SP), foi repórter de O Estado de São Paulo (SP) na década de 80.
Nos anos 90, foi trabalhar na sucursal brasiliense do jornal, focando ainda mais a carreira em cobertura política. Nesse período, publicou, junto com Pedro Collor de Mello, o livro Passando a limpo – a trajetória de um farsante (Record, 1992), que se tornou um best-seller. Ler mais

Últimas Colunas de Dora Kramer:
14/09/14
Acender as velas
Vista assim de baixo, do terceiro lugar nas pesquisas, a cena eleitoral obviamente não é agradável para o tucano Aécio Neves, há um mês tido por muita gente - do governo inclusive - como o provável próximo presidente da República.

O panorama virou, Marina Silva entrou no páreo carregando com ela para o cenário o fator emocional. Para o bem e para o mal. O debate cortou relações com a racionalidade e com isso ficou abalado o que era o principal trunfo do candidato do PSDB.

Ainda assim, Aécio nem pensa em se "reinventar" como um novo personagem. Uma espécie de santo guerreiro a fim de tentar nos próximos 20 dias recuperar a desvantagem na base da pancadaria. "Não vou apelar. Prefiro continuar explicando que o PT perdeu as condições de governar e a Marina ainda não adquiriu essas condições."

Na avaliação do comando da campanha do PSDB, não há outro caminho nessa reta final. Enquanto Dilma Rousseff e Marina brigam, o candidato do partido precisa abrir espaço no meio ressaltando as fragilidades das duas adversárias para tentar capitalizar prejuízos e benefícios da guerra de extermínio entre ambas.

Partindo do princípio de que a capacidade de destruição do PT é ilimitada, Dilma seria a sobrevivente, embora bem machucada, e Aécio contaria sair ileso do incêndio. O tucano certamente sabe que o fator tempo não o favorece, mas também leva em conta que o alto grau de agressividade dos ataques mútuos pode provocar alterações mais rápidas no cenário. (...)

"Outro tempo.
A atmosfera na posse do ministro Ricardo Lewandowski na presidência mostrou que o Supremo Tribunal Federal não é mais o mesmo. Onde se faziam discursos convocando o Judiciário a assumir sua parcela de responsabilidade no combate à "avalanche de delitos que sacode o País", agora o que se ressalta é o esforço da Corte para preservar o ambiente ameno entre os pares. Isso na mesa de autoridades composta, entre outros, pelos presidentes da Câmara e do Senado, ambos apontados como partícipes do esquema de corrupção da Petrobrás. Denúncia que, se comprovada, será examinada pelo STF. Pelo rumo e pelo balanço da carruagem, o ativismo pode vir a dar lugar ao inativismo judicial."


12/09/14
Iludir é preciso
11/09/14
Desfaçatez ilimitada

==> Ler mais Dora Kramer nas Colunas do Estadão ou neste website do WirelessBRASIL.


Jornal "O Estado de S. Paulo"

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando links para acesso direto à algumas matérias do jornal "Estadão" neste website, onde está listada uma seleção inicial referente à 2014. HR

Seleção de matérias das seções "Opinião"  e "Colunistas" (clique nos títulos para ler na fonte):
14/09/14
A corrupção aumenta ou diminui? - por Gaudêncio Torquato (foto)
(...) "Fechemos o circuito: Estado providencial, expansão da vida econômica, cultura arraigada no familismo (filhotismo, nepotismo), tecnodemocracia em expansão, partidos e atores políticos ganhando fatias da massa administrativa, feudos distribuídos aos integrantes da base governista, competitividade acirrada, o que esperar de um país que entrou no ranking dos emergentes? Conviver com o presente, mas deixando os pés amarrados à velha arvore dos "ismos". Ainda mais quando o portfólio de riquezas se abre para os grandes negócios (petróleo, obras de infraestrutura, logística, etc.). A potência emergente tem um olho no futuro e outro no passado.
O poder invisível que age nas entranhas da administração pública se expande. Para ele, vale a pena investir no crime contra o Estado. Ademais, a punição demora, quando ocorre. Os criminosos de colarinho branco acabam usando seu poder ($) para adiar a pena. (Estudos dão conta de que 96% dos danos à sociedade são causados por crimes de colarinho-branco.)
Fechar as comportas da corrupção mais parece utopia. Mas é possível usar a velha receita: mudando as regras da política, coisas boas poderão vir. Importa ter vontade de sustar a metástase que devasta o corpo político. E fazer circular novo sangue."

PAC 2 pela metade - Editorial
"De acordo com a organização não governamental Contas Abertas, o governo da presidente Dilma Rousseff deverá entregar o PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento) pela metade. É um resultado para lá de insatisfatório e mostra que o governo patina naquele que foi o seu principal produto na campanha eleitoral de 2010.
Conforme o 10.º Balanço do Programa de Aceleração do Crescimento, apenas 15,8% dos empreendimentos foram concluídos. Mais que o dobro disso (38,6%) ainda está em execução e 45,6% estão literalmente no papel. Em números absolutos, 7.702 foram finalizados, 18.814 estão sendo executados e 22.231 projetos não saíram do papel. Não é uma proporção honrosa para quem se elegeu como a mãe do PAC e quer ter agora a possibilidade de permanecer por mais quatro anos no Palácio do Planalto." (...)

Crescendo para baixo, como a bola de neve - Editorial Econômico
"O crescimento econômico gera mais crescimento econômico. É uma das máximas da economia. Menos mencionada é a sua inversão: o decrescimento gera decrescimento.
A Fundação Getúlio Vargas (FGV) revisou, de o,6% para 0,2%, a projeção de crescimento da economia brasileira para este ano. O decréscimo do crescimento não é episódico. Vem acontecendo a cada mês e a cada ano do mandato da presidente Dilma Rousseff. Parece um retorno ao processo de desenvolvimento do subdesenvolvimento - explicado por um economista alemão em 1966, em outras circunstâncias, mas que se aplica em parte ao quadro que estamos atravessando na economia brasileira." (...)

A razão contra a baixaria e a apelação - Editorial

Brincando com ciclovias - Editorial

Greves, direitos e responsabilidades - por José Antonio Segatto

==> Links para os registros anteriores (2014)
aqui ou diretamente no Estadão


Nos USA..."Orange is the new black".

No Brasil, na Petrobras....

 


"Post"
Leia na Fonte: Veja/Blog do Reinaldo Azevedo
[13/09/14]  O dia em que Marina chorou. Ou: Indústria de mentiras do PT pode fazer de Marina uma poderosa vítima; o tiro ainda sairá pela culatra - por Reinaldo Azevedo


Marina Silva chorou. É o que informa reportagem de Marina Dias, da Folha. Está inconformada com os ataques que estão sendo feitos pelo PT e, em particular, por Lula. Numa conversa com a repórter, no banco de trás do carro que a transportava para um hotel no Rio, na noite de quinta, afirmou emocionada: “Eu não posso controlar o que Lula pode fazer contra mim, mas posso controlar que não quero fazer nada contra ele. Quero fazer coisas em favor do que lá atrás aprendi, inclusive com ele, que a gente não deveria se render à mentira, ao preconceito, e que a esperança iria vencer o medo. Continuo acreditando nessas mesmas coisas”.

Pois é… Marina está experimentado o que é virar alvo de difamação de uma máquina que ela própria ajudou a construir e à qual serviu durante tanto tempo, inclusive como ministra. Não custa lembrar que os petistas não mudaram os seus métodos. Seguem sendo os mesmos. Eles só se tornaram mais virulentos porque são, agora, muito mais poderosos.

Marina tem motivos para reclamar. Se, como sabem, tenho enormes reservas à forma como conduz a sua postulação, é evidente que está sendo vítima de uma campanha de impressionante sordidez. Afirmar, como faz o PT, que a independência do Banco Central iria arrancar comida da mesa do brasileiro é coisa de vigaristas. Sustentar que Marina, se eleita, vai paralisar a exploração do pré-sal — como se isso dependesse só da vontade presidencial — e tirar R$ 1,3 trilhão da educação é uma formidável mentira.

Fazer o quê? Os companheiros nunca tiveram limites e sempre se comportaram, já afirmei isto aqui muitas vezes, como uma máquina de sujar e de lavar reputações. Podem lavar a biografia do pior salafrário se este virar seu aliado — e isso já aconteceu. E podem manchar a história de uma pessoa honrada se considerarem que virou uma inimiga.
(...) Ler mais


TVEJA nas eleições - com Joice Hasselmann

"Durante as eleições, a jornalista Joice Hasselmann vai apresentar e analisar as principais notícias da corrida eleitoral em parceria com os repórteres e colunistas da revista e do site, além de entrevistar políticos e especialistas. Informação, opinião e uma pitada de bom humor na nova TV da internet." [Veja]
Ler mais sobre Joice Hasselmann em A Dama das Sapatadas.

Relação parcial de vídeos recentes:
12/09/2014
O criador de "postes" do PT silencia

O Salto Agulha dessa semana é endereçado a um personagem único na história. Ele é o maior criador de “postes” da política, articulador como poucos, mas anda quietinho, quietinho sobre o Petrolão.

12/09/2014
PT é uma máquina de destruir reputações, diz Villa
A campanha de Dilma promove um ataque desleal e mentiroso à candidata do PSB, Marina Silva. A avaliação é do colunista de VEJA, Marco Antônio Villa, no Aqui entre nós com Joice Hasselmann.


05/09/2014
"Marginais do PT saquearam a Petrobras", diz Villa

No "Aqui entre nós" de hoje, os historiador Marco Antonio Villa comenta a delação premiada de Paulo Roberto Costa. O escândalo está na capa de VEJA desta semana.

12/09/2014
PT promove “briga de rua” em campanha

Embalada pelos números das últimas pesquisas, a campanha da presidente-candidata vai continuar com a estratégia do terror. A ideia é dizer ao eleitorado que, se Marina Silva for eleita, a classe C vai empobrecer e o Brasil vai regredir. Para convencer o eleitor, vale tudo, de demonizar empresários a mentir nos programas eleitorais.

11/09/2014
"A economia se tornou medíocre", diz Maílson da Nóbrega
A autonomia do Banco Central e o baixo crescimento da economia brasileira são alguns dos temas do "Aqui entre nós" com o ex-ministro da Fazenda e colunista de VEJA Maílson da Nóbrega.

Visite: TVEJA nas eleições.  Ver coleção de vídeos no WirelessBRASIL


Reportagem
Leia na Fonte: Veja
13/09/14]  O PT passa o trator. E Marina resiste - por Daniel Pereira e Mariana Barros


Apavorados diante da perspectiva de deixar o poder, petistas adotam a tática de atacar Marina Silva a qualquer custo. O resultado é uma campanha como nunca antes se viu neste país

A decisão do PT de passar o trator em Marina Silva foi tomada no dia 1º de setembro em um jantar no hotel Unique, em São Paulo, logo depois do segundo debate entre os candidatos à Presidência, no SBT. Estavam à mesa a presidente e candidata do partido, Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula, o marqueteiro João Santana, o ex-­ministro Franklin Martins, o ministro Aloizio Mercadante e o presidente do PT, Rui Falcão. Juntos, chegaram à constatação de que o fenômeno Marina era bem mais sustentável do que parecia a princípio.

Se nada fosse feito, concluíram, Marina Silva estaria sentada na cadeira de presidente da República pelos próximos quatro anos. “As pesquisas mostravam isso”, disse a VEJA um ministro do governo. “Não tínhamos alternativa a não ser partir para cima com tudo.” Àquela altura, a candidata do PSB aparecia empatada com Dilma no primeiro turno e 10 pontos à frente no segundo. Lula resumiu o clima reinante e deu a ordem de marcha: “Precisamos reagir e reorganizar a tropa”.

Como sempre nesses casos, com uma equipe azeitada, acostumada a trabalhar em conjunto há muitas campanhas e conhecedora dos limites éticos, ou da falta deles, não foi preciso ser muito explícito sobre o que precisava ser feito. O próprio diagnóstico do problema embutia sua solução. Marina tinha virado uma entidade sagrada, uma combinação de espírito da floresta com o espírito do capitalismo, metade Chico Mendes, metade Steve Jobs. Decidiu-se que o processo de destruição da candidatura Marina seria eufemisticamente chamado de “dessacralização”.

Logo a máquina de propaganda petista, comandada pelo veterano e medalhado publicitário João Santana, mostrou a que viera. Em menos de uma semana o resultado começou a aparecer no programa eleitoral de Dilma e nas inserções de televisão e rádio. Nunca se viu na história eleitoral deste país uma combinação tão violenta de mentiras, falsificações, manipulações, exageros e falsas acusações como a despejada pelo PT sobre Marina. (...)
Ler mais



 Blog do Reinaldo Azevedo


Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando os links para acesso direto aos "posts" do Blog do Reinaldo Azevedo neste website, onde está listada uma seleção inicial referente à 2014. HR

Abaixo está uma seleção dos últimos "posts" do Blog do Reinaldo Azevedo:
13/09/14
A SORDIDEZ DA CAMPANHA PETISTA E UM EXEMPLO DA “MÍDIA” CONTROLADA PELOS COMPANHEIROS;

O dia em que Marina chorou. Ou: Indústria de mentiras do PT pode fazer de Marina uma poderosa vítima; o tiro ainda sairá pela culatra;

Haddad, o “faixista”, permite táxis nas faixas de ônibus; agora só falta recuar do “faixismo ciclístico”;

12/09/14
Senado engaveta investigação sobre farsa na CPI da Petrobras;

Os absurdos da fala de Dilma na entrevista ao Globo;

PT agora diz que vai processar Marina. É piada de partido autoritário!;

Youssef ofereceu comissões a PMDB e PT por negócio, diz contadora;

 PT não fala mais em privatização da Petrobras porque privatizada ela já está: pelo PT, PMDB e PP. A mentira da hora diz respeito ao pré-sal;

 Servidor que adulterou perfis de jornalistas é… petista e estava lotado no Palácio do Planalto;

 Marina, Dilma e Aécio: crítica não é terrorismo; terrorismo não é crítica. Ou: “Esse cara sou eu”;

==> Leia mais "post" no Blog do Reinaldo Azevedo ou nesta seleção do WirelessBRASIL

Textos de Reinaldo Azevedo na Folha de S. Paulo:
12/09/14
Dilma e Marina estão certas
05/09/14
Dilma, Marina e o diabo
28/08/14
Marina: A tirana de Brasília
22/08/14
Marina Silva, o colapso do sentido
15/08/2014
Chute a santa, mas adore Dilma

==> Ver todas as Colunas de Reinaldo Azevedo na Folha de S. Paulo


Artigo
Leia na Fonte: Estadão
[12/09/14]  Abençoado por Deus e roubado com naturalidade - por Fernando Gabeira 
(íntegra)

Tá lá o corpo estendido no chão. Acabou uma época imprensada entre a crise econômica e uma profunda desconfiança da política. Não quero dizer com isso que o atual governo federal, com sua gigantesca capacidade, milhões de reais e a máquina do Estado, perderá a eleição. Não o subestimo. Quando digo que acabou uma época quero dizer que algo dentro de nós se está rompendo mais decisivamente, com as denúncias sobre o assalto à Petrobrás.

De um ponto de vista externo, você continua respeitando as leis e as decisões majoritárias. Mas internamente sabe que vive uma cisão. A contrapartida do respeito à maioria é negada quando o bloco do governo se transforma num grupo de assaltantes dos cofres públicos.

Uma fantástica máquina publicitária vai jogar fumaça nos nossos olhos. Intelectuais amigos vão dizer que sempre houve corrupção. Não se trata de um esquema de dominação. Ele tem seus métodos para confundir e argumentar.

O elenco escolhido pelo diretor da Petrobrás para encenar o grande assalto na política não chega a surpreender-me. O presidente do Senado, Renan Calheiros, e o presidente da Câmara, Henrique Alves, são atores experimentados. A diferença agora é que decidiram racionalizar. Renan e Alves viveram inúmeros escândalos separadamente. Agora estão juntos na mesma peça. Quem escreve sobre escândalos deve ser grato a eles. Com a presença num mesmo caso, Renan e Alves nos economizam um parágrafo. Partimos daí: os presidentes do Senado e da Câmara brasileira são acusados de assaltar a Petrobrás.

Deixamos para trás um Congresso em ruínas e vamos analisar o governo. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, foi acusado, o tesoureiro do PT também foi denunciado. As declarações deixam claro que Lula levou o diretor para o posto e elogiava seu trabalho na Petrobrás.

Em termos íntimos, não há governo nem Congresso para respeitar. Ambos já mudaram de qualidade. Os que se defendem afirmando que sempre houve corrupção não percebem a fragilidade do argumento. É como se estivessem diante do incêndio do Rio e alguém sussurrasse: "O Nero, lembra-se? O Nero também incendiou Roma".

Grande parte dos analistas se interessa pela repercussão do escândalo na corrida presidencial. Meu foco é outro: a repercussão na sensação de ser brasileiro. Quem talvez conheça melhor essa sensação são as pessoas que vivem em favelas, dominadas pelo tráfico ou pela milícia.

Existem diferenças entre as favelas e o Brasil que as envolve. Diante de escândalos políticos somos livres para protestar, o que não é possível nos becos e vielas. E contamos com a Justiça. No caso do mensalão, o processo foi conduzido por um juiz obstinado e com dor nas costas, pouco tolerante a artifícios jurídicos. Neste caso da Petrobrás há indícios de que o juiz Sérgio Moro, competente em analisar crimes de lavagem de dinheiro, pretende avançar nas investigações. E avançar por um território que não é virgem, mas extremamente inexplorado: o universo das empreiteiras que subornam os políticos.

Lembro-me, no Parlamento, dos esforços do velho Pedro Simon para que se investigassem também as empreiteiras nos escândalos de suborno. Falar disso no Congresso é falar de corda em casa de enforcado. Ele não conseguiu. Mas Simon queria mostrar também que os políticos não se corrompem sozinhos. Desgastados, polarizam tanto a rejeição que poucos se interessam por quem deu dinheiro e com que objetivo.

Leio nos jornais que as empreiteiras fizeram um pool de excelentes advogados e, pela primeira vez na história, vão se defender de forma coordenada. Vão passar por um momento crucial. Ainda no Congresso, apresentei projeto regulando suas atividades no exterior. A presunção era de que mesmo no exterior o suborno era ilegal para uma empresa brasileira. Alguns países já adotam essa política.

Sinceramente, não sei se o caso das empreiteiras é apenas de bons advogados. Em muitos lugares do mundo, algumas empresas assumem seus erros e se comprometem com um novo tipo de relação com as leis. Isso no Brasil seria uma decisão audaciosa. Sem o suborno, devem pensar, não há chance de ter contratos com o governo.

Se, como no mensalão, a justiça for aplicada com severidade, também as empreiteiras serão punidas. Mais uma razão para pensar numa mudança de comportamento para a qual o País já está maduro. Todo esse processo de corrupção pode ser combatido, parcialmente, a partir de nova cultura empresarial. Os outros caminhos são transparência, Polícia Federal, Justiça, liberdade de imprensa e internet.

Quando afirmo que uma época acabou, repito, não excluo a vitória eleitoral das forças que assaltam a Petrobrás. Mas, neste caso, o governo sobreviverá como um fósforo frio. Maduro, na Venezuela, vê Chávez transfigurado em passarinho. Esse truque não vale aqui, pois Lula está vivo. E no meio da confusão.

Não creio que o Congresso será melhor nem que a oposição, que não soube combinar a crítica econômica com a rejeição moral, possa realizar algo radicalmente novo. O próprio Supremo não é mais o mesmo. Modestamente, podemos esperar apenas alguma melhoras e elas vão depender de como o povo interpretará o saque à Petrobrás. Na minha idade já não me posso enganar: Senado, Câmara, governo, tudo continua sendo formalmente o que é; no juízo pessoal, são um sistema que nos assalta.

O PT, via Gilberto Carvalho, acha que a corrupção é incontrolável e propõe financiamento público de campanha. Bela manobra, como se o dinheiro da Petrobrás não fosse público. Os adversários têm tudo para desconfiar da tese. Ficariam proibidos de arrecadar com empresas, enquanto dinheiro a rodo é canalizado das estatais para o PT, que se enrola na Bandeira Nacional e grita: "O petróleo é nosso!".

Na medida em que tudo fique mais claro, talvez possamos até economizar palavras, como Renan e Alves nos economizaram um parágrafo participando do mesmo escândalo. Poderíamos usar a frase do mendigo em Esperando Godot, ao ser questionado sobre quem o espancou: os mesmos de sempre.


Reportagem
Leia na Fonte: Veja
[12/09/14]  A eficácia e os riscos do terrorismo do PT nas eleições - por Felipe Frazão e Gabriel Castro


Campanha de Dilma reedita – ainda mais agressiva – linguagem televisiva de desconstrução dos adversários para conter onda pró-Marina Silva

No auge das eleições de 2002, o PSDB levou à campanha na televisão um depoimento da atriz Regina Duarte (foto) até hoje citado – e estudado – por marqueteiros e políticos de todas as matizes. "Estou com medo", dizia a atriz, em referência ao risco de perda da estabilidade econômica conquistada pelo governo Fernando Henrique Cardoso com a possibilidade de vitória de Luiz Inácio Lula da Silva e do Partido dos Trabalhadores. Na época, o mercado financeiro vivia um período de turbulência, uma vez que fazia parte do discurso do PT demonizar a iniciativa privada e abraçar teses como o calote da dívida externa. A peça publicitária causou alvoroço na campanha petista, que reclamou do tom agressivo e do rebaixamento da campanha. Pelas mãos do marqueteiro Duda Mendonça, nasceu o slogan "a esperança venceu o medo". O PT ganhou as eleições de 2002 e as duas seguintes. Após 12 anos, contudo, é o partido que agora adota o "discurso do medo" e, para reeleger Dilma Rousseff — a presidente-candidata que já afirmou que "pode fazer o diabo quando é a hora da eleição" —, faz dele uma poderosa arma de disseminação de mentiras e boatos.

Em 2006, já instalado no Palácio do Planalto e com um novo marqueteiro, o baiano João Santana – Duda foi arrastado pelo mensalão –, o PT espalhou a suspeita de que o PSDB privatizaria a Petrobras e "venderia" a Caixa Econômica Federal se o tucano Geraldo Alckmin vencesse a disputa contra Lula. Quatro anos depois, os boatos eram que se José Serra (PSDB) derrotasse o então "poste" lançado por Lula, sua ex-ministra Dilma Rousseff, acabaria com o Bolsa Família. Nos dois casos, a avaliação no partido é que a terrorismo funcionou. Com um batalhão de militantes e capilaridade nos rincões do país, boatos como esses têm potencial para se espalhar como rastilho de pólvora. Em 2014, além desses fatores, o PT conta também com um exército virtual nas redes sociais, o que faz da artilharia ainda mais pesada. E, não bastasse, a própria presidente-candidata Dilma Rousseff, com seu padrinho político a tiracolo, têm repetido à exaustão o discurso de terrorismo eleitoral.

Acuado pela possibilidade registrada em pesquisas de que pode deixar o poder depois de três mandatos, o PT lançou uma ofensiva contra a adversária Marina Silva (PSB). Entraram em cena peças publicitárias sugerindo que a eleição de Marina provocaria insegurança institucional – ela foi comparada aos ex-presidentes Jânio Quadros e Fernando Collor, este último, ironicamente, um aliado conveniente do próprio PT. Nesta semana, veio a público a mais aterradora delas: com uma trilha sonora digna de filme de terror, o filme mostra personagens-banqueiros, de gel no cabelo e olhar de predador, conspirando ao redor de uma mesa. Na sequência, uma família de negros sentada à mesa para jantar vê a comida sumir do prato, o suco desaparecer da jarra. O tema é a autonomia do Banco Central brasileiro — proposta defendida por Marina Silva que, segundo a propaganda desinformadora do PT, daria aos bancos privados o poder de retirar das pessoas tudo que elas conquistaram nos últimos anos.

Simultaneamente ao bombardeio na TV, Dilma Rousseff ganhou fôlego nas pesquisas e a arrancada de Marina estancou. O PT não perdeu tempo: na quinta-feira, levou ao ar uma nova peça, nos mesmos moldes, na qual afirma que Marina quer “reduzir a prioridade do pré-sal”, o que acarretaria prejuízo de “1,3 trilhão de reais para a Educação e Saúde” – além de ser uma ameaça ao emprego. Nas imagens, engenheiros debatendo sobre a exploração de petróleo se alternam com crianças tendo aula com livros em branco, as mãos na cabeça em sinal de espanto e a mesa escolar vazia.

"Isso é comum nas campanhas, e o PT faz muito bem. Mas a forma que eles estão usando é exagerada. É terrorista", diz o professor Antonio Flávio Testa, da Universidade de Brasília (UnB). Ele afirma que os 11 minutos e 24 segundos na TV da campanha petista – cinco vezes maior do que o de Marina – torna desigual a guerra de informação. Na opinião de Testa, a candidata do PSB deve articular uma reação mais firme aos ataques para evitar a sangria no primeiro turno. No segundo turno, os candidatos terão o mesmo tempo de televisão. (...) Ler mais


Comentário
Leia na Fonte: Blog do Noblat
[11/09/14]  Ao bater em Marina, Aécio faz o jogo de Dilma - por Ricardo Noblat


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez chegar sua opinião a Aécio Neves, candidato do PSDB à vaga de Lula: bater em Marina Silva, como Aécio está batendo, é fazer o jogo do PT, do governo e de Dilma.

Com 12 minutos de propaganda eleitoral no rádio e na televisão dia sim, dia não, contra dois minutos de Marina, Dilma tem batido duramente na candidata do PSB.

O marqueteiro de Dilma, João Santana, dispara há 10 dias contra Marina munição antes estocada para uso no segundo turno.

O objetivo de Dilma é chegar lá com uma vantagem de pelo menos 10 pontos percentuais sobre Marina. Assim ela terá gordura para perder, se necessário.

A opinião de Fernando Henrique é compartilhada pelos partidos que apoiam Aécio. Se dependesse deles, o DEM à frente, Aécio renunciaria à candidatura para apoiar Marina desde já.

Aécio e o chamado núcleo duro da campanha dele acreditam – ou dizem acreditar – que o candidato ainda poderá disputar o segundo turno com Dilma. Daí as fortes críticas que faz à Marina.

Na manhã de ontem, por exemplo, durante sabatina promovida pelo jornal O Globo, Aécio criticou Marina dizendo que ela precisa escolher quem é – a Marina que durante 16 anos foi filiada ao PT ou a outra que passou a combater o PT e a falar em “nova política”?

Marqueteiros em geral, e analistas de pesquisas em particular, concordam que Aécio já está fora do segundo turno. Só voltará a ficar dentro se Marina cometer um grave erro de campanha. Improvável.


Entrevista: Salim Mattar
Leia na Fonte: Veja/Blogs/Geraldo Samor
[08/09/14]  Salim Mattar: “Ninguém aguenta mais” - por Geraldo Samor
[Ver perfil de Geraldo Samor]

Um dos fundadores da Localiza, Salim Mattar foi CEO da empresa até abril de 2013, ano em que a locadora completa quatro décadas de operações. Hoje ocupa a posição de executive chairman.

Salim Mattar (foto)teve seu primeiro contato com a ideia de liberalismo aos 16 anos, quando o professor de um cursinho noturno obrigou os alunos a ler "A Riqueza das Nações", de Adam Smith. Era o destino.

“Quais as chances de um curso de contabilidade, no interior de Minas Gerais, ensinar um livro tão importante?” Salim parece pensar em voz alta durante um almoço recente em Belo Horizonte, sede da Localiza, a empresa de aluguel de automóveis da qual é fundador, presidente executivo do conselho e um dos maiores acionistas.

O segundo contato veio no ano seguinte, quando leu na revista Visão excertos do livro "O caminho da servidão", do economista austríaco Friedrich Hayek, cuja tese central é de que todas as formas de coletivismo, incluindo o socialismo, levam irremediavelmente à perda das liberdades individuais.

“Li aquilo e pensei: Esse cara está falando coisas que fazem sentido e em que eu acredito.” (A Visão, já extinta, era publicada por um outro liberal, o empresário Henry Maksoud, já falecido.)

Décadas depois, Salim tomou para si a tarefa de disseminar o ideário liberal no País –principalmente agora, depois de 12 anos do PT no poder e do crescimento exacerbado da máquina estatal, da carga fiscal e do discurso antiliberal.

Seu ativismo mais direto começou nos anos 80, período em que foi fundado o Instituto Liberal no Rio, São Paulo e Belo Horizonte, e por meio do qual ajudou a financiar a tradução para o português da obra mais eloquente do ideário liberal: "A Revolta de Atlas", de Ayn Rand, uma filósofa russa naturalizada americana. Em 2000, foi um dos fundadores do Instituto Millenium, também voltado para a defesa da livre iniciativa e das liberdades individuais.

Nos últimos meses, outros empresários fizeram pronunciamentos de viés liberal, com tonalidades distintas. Rubens Ometto Silveira de Mello, da Cosan, citou Ayn Rand num discurso em Nova Iorque. Abilio Diniz disse esperar que o governo “não atrapalhe”, falando de uma medida provisória que prejudicava a BRF, e Benjamin Steinbruch criou o melhor slogan para a tese de que o Estado hoje atrapalha, dizendo que “só louco investe no Brasil.”

De uma hora pra outra, Salim Mattar não está mais falando sozinho.
Abaixo, o que ele acha das eleições que se aproximam.

Como o senhor vê o que aparenta ser o fim iminente do ciclo do PT no poder?
Acho que é hora de fazermos uma reflexão. Por que o Brasil está nesta situação, de 12 anos de PT desconstruindo o Brasil? O Brasil só não está pior porque o País é bom demais: é um país rico, com um povo trabalhador e um bom empresariado. Ninguém gosta de colocar o dedo na ferida, mas de quem é a culpa disto? Para mim, a culpa é do DEM e do PSDB. Com um Fiat Elba, cassaram o Collor, mas com o mensalão, faltou culhão ao DEM e ao PSDB para pedir o impeachment do Lula. Aí dizem: “Mas não havia clima pra isso… Lula tinha tido uma votação maciça..” Pois muito bem, mas e a lei? Onde fica a lei? Uma votação maciça põe um indivíduo acima da lei? O DEM e o PSDB têm um débito com o País. Aliás, nunca souberam fazer oposição e não aprenderam com o PT sendo oposição enquanto governavam.

E a perspectiva de eleição de Marina Silva?
Todo mundo fala da comoção que foi a morte do Eduardo. Mas tem outra comoção implícita nas pesquisas: a comoção do antipetismo.
Você vê que as pessoas querem mudança. Marina vai ser muito melhor que a Dilma porque vai ‘despetizar’ o Governo. Ao despetizar o Governo, o país melhora. Existe um ranço no atual Governo contra o capital, contra o lucro, contra o livre mercado, contra o capital estrangeiro e contra as liberdades individuais e de imprensa, contra a ética. Qualquer opositor da Dilma que vença vai fazer um trabalho de naturalmente despetizar o Governo. Ninguém aguenta mais! Aquele desabafo do Roberto Setúbal é isso: ninguém aguenta mais a mediocridade. A sociedade clama por qualquer um que não seja o PT.

Tanto faz Marina ou Aécio?
Não importa quem seja: o povo está dizendo que é anti tudo que está acontecendo atualmente: o aparelhamento da agências reguladoras, a qualidade da educação, que caiu, as obras de infraestrutura que não foram feitas a tempo… e agora tem essa delação premiada do cara da Petrobras: isso, em qualquer País sério, derruba governo, cai todo mundo! No Brasil, vai ficar por isso mesmo? Qualquer governo novo serve. Um governo que seja pior do que o da Dilma serve, porque vai ‘despetizar’ o Governo. Aécio ainda é para mim o nome certo para consertar o País. Ainda tenho esperança, faltam 30 dias e tudo pode acontecer. Se não der Aécio, que seja a Marina. Com certeza melhor do que ‘tudo isto que está aí’. Quem vencer vai receber uma herança maldita.

O empresariado está tomando posição?
Sou do grupo controlador de uma empresa listada na Bolsa, tenho acionistas, então tento não misturar as coisas, mas eu, como cidadão, não tenho mais como me calar. Estou no limite. Amo este país, acredito nele! É claro que estou colocando mais emoção nas palavras para tocar as pessoas, mas a maior parte do empresariado deseja uma mudança. Muitos não falam porque têm medo de retaliação. Todo dia a gente ouve uma história. Este Governo gera medo nas pessoas usando de sua força, do seu poder.

O senhor acha que os empresários deveriam participar mais do debate de ideias no País?
“Uma coisa é você não querer envolver sua empresa, que tem acionistas que podem até não concordar com você. Mas os empresários poderiam fazê-lo na pessoa física. Poderiam contribuir para a disseminação de idéias que possam garantir amanhã o livre mercado e mais liberdade para empreender. A gente compra seguro contra incêndio, seguro de vida e acidentes… Por que não comprar um seguro para garantir que teremos um livre mercado amanhã?”


Petrobras

A foto e as mil palavras...


Entrevista: Maílson da Nóbrega
Leia na Fonte: Veja
[10/09/14] 'Ninguém com credibilidade vai aceitar cargo de ministro submisso' - por Ana Clara Costa

Segundo o ex-ministro da Fazenda, se Dilma se reeleger, será desafio encontrar economista renomado que aceite substituir Mantega

A saída do ministro Guido Mantega de um possível segundo mandato da presidente Dilma foi confirmada na segunda-feira. Mas, segundo o economista da Tendências Consultoria e ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega, a dança da cadeira terá sido em vão. As razões para tal constatação foram escancaradas nas últimas movimentações da presidente Dilma Rousseff em sua roupagem de candidata. Dilma não só manteve sua palavra em relação à continuidade de políticas de estímulo à indústria, como também intensificou o discurso contra a independência do Banco Central. "Ninguém de nível, respeito e credibilidade vai aceitar o posto de Mantega para trabalhar num governo em que o ministro da Fazenda é uma peça decorativa. Quem for o novo ministro terá de saber que trabalhará de forma submissa. Se for presidente do BC, terá de saber que é sem autonomia. Um fantoche que executará as vontades da presidente", afirmou Maílson, em entrevista ao site de VEJA.

Em propaganda eleitoral de 30 segundos produzida pelo marqueteiro João Santana, que começou a ser veiculada nesta terça-feira, o PT lançou mão das retóricas de pobres contra ricos, negros contra brancos e banqueiros contra o povo para ilustrar a ideia de que dar autonomia ao Banco Central é o mesmo que entregar o órgão aos donos de instituições financeiras. A crença deturpada que a presidente tem em relação ao papel do BC foi destrinchada dias atrás no site Muda Mais, patrocinado pelo partido. "O que foi feito em relação a esse tema sinaliza que, caso ela se reeleja, a atuação do BC será pior do que foi até agora", explica Maílson. Leia trechos da conversa.

A saída do ministro da Fazenda foi anunciada não pela presidente, mas pela candidata. Que mensagem esse movimento transmite aos observadores da economia brasileira?

Trata-se de uma situação curiosa, sobretudo a reação do ministro. Em vez de passar o recado de que estava chateado, Mantega deveria ter ficado calado. Afinal, é natural que, mesmo numa reeleição, um chefe de governo renove sua equipe. Sobretudo no caso do Brasil, em que fracassou a reviravolta na gestão da política econômica proposta pelo governo. Se a política fracassa, é natural que se busque renovação. Por outro lado, sabe-se que a percepção de como conduzir a economia é da própria Dilma, não apenas do Mantega. Portanto, mesmo com um novo ministro, não deve haver mudança expressiva na economia.

Se a própria presidente afirmou que, caso se reeleja, manterá a mesma política econômica, qual é o objetivo de sinalizar mudança de time?

A política econômica atual revela preferências ideológicas de Mantega e Dilma. O eleitorado acreditou no que foi prometido, e isso é legítimo. Se vai dar certo, é outra história. E, particularmente, acho que já deu errado. O cenário para a política econômica está dado. A presidente já disse que não acredita na autonomia formal do Banco Central. Portanto, está claro que o BC só terá autonomia para decidir sobre a inflação caso haja risco de perda de popularidade. Ela acha que autonomia significa entregar o BC aos banqueiros, e isso pode ser visto na propaganda eleitoral. Mesmo que isso seja fruto de uma campanha sórdida e desonesta, não deixa de refletir a visão de mundo dela. O João Santana (marqueteiro de Dilma) produziu a peça publicitária sobre os banqueiros para atingir um público que tem preconceito contra bancos, associando o imaginário popular com a visão de mundo da presidente. Com isso, ele deseduca e presta um enorme desserviço. Em nenhum lugar do mundo a autonomia do BC significa entregar o órgão a um banqueiro. O que foi feito em relação a esse tema sinaliza que, caso ela se reeleja, a atuação do BC será pior do que foi até agora. Portanto, não adianta a dança da cadeira.

Aderir a um governo cuja política econômica é fracassada é um risco para a imagem do economista que almeja o cargo de ministro?

Acredito que há milhares de economistas que gostariam de disputar o cargo. Mas nenhuma pessoa de nível, respeito e credibilidade vai aceitar o posto de Mantega para trabalhar num governo em que o ministro da Fazenda é uma peça decorativa que cumpre ordem da presidente. Quem for o novo ministro terá de saber que trabalhará de forma submissa. Se for presidente do BC, terá de saber que é sem autonomia, um fantoche que executará as vontades da presidente.

A reação do BC às críticas do economista Alexandre Schwartsman evidencia essa falta de autonomia?

Há uma percepção de que a reação do BC foi imposta. Nunca o BC havia reagido a esse tipo de crítica. Ao reagir, dá vários sinais negativos. O primeiro é de que ele se incomoda com críticas. O segundo é que atribui uma interpretação ainda mais negativa às palavras. Ninguém saberia sobre o que o Alexandre Schwartsman disse ao Correio Brasiliense se não houvesse essa ação na Justiça. E, em terceiro lugar, a autoridade monetária acaba colocando de lado sua função básica, que é preservar a estabilidade da moeda. A realidade é que ele fugiu desse padrão. A reação do BC foi de intolerância e autoritarismo contra uma pessoa de alta reputação. É lamentável.

A política econômica vigente beneficiou diversos segmentos que continuam indo mal e reclamam justamente das políticas de estímulo. Por que essa constatação não instiga em Dilma uma mudança de rumo?

Acho importante dizer que a presidente não é desonesta em suas ideias. Ela tem convicções como qualquer outra pessoa. O problema é que ela é presidente. E suas convicções perderam a validade há 30 ou 40 anos. Conteúdo nacional é um conceito da época da economia fechada dos anos 1950 e 1960. Mas certamente há grupos de interesse que aplaudem e estão de pleno acordo com esse tipo de política, que é a do capitalismo de compadres. O que temos hoje é o que há de mais atrasado em política industrial, mas ela acredita ser o correto. Hoje, as empresas que estão no Brasil buscam mais renda do que lucro. O futuro delas depende muito mais de ir a Brasília. Como a indústria perdeu competitividade, por instinto de sobrevivência preferem servir ao governo. E isso é ruim porque é uma visão de mundo em que o governo escolhe o ganhador. Não são premiados os que têm capacidade de gestão, inovação e ousadia.

Mas tais problemas ainda não chegaram ao cotidiano do eleitor.

Não, porque o eleitor mediano vota olhando seu bem-estar. Ele está apostando que o futuro governo vai preservar seu nível de renda ou emprego, e não se vai ampliar a política industrial, monetária, ou melhorar o equilíbrio fiscal. São expressões que estão distantes do homem comum. E isso não é só no Brasil. O que elege um governante é um conjunto de circunstâncias onde está presente a emoção. E essa influência varia conforme os níveis de educação e cultura de um país, além do papel da imprensa.

Por que o eleitor associa a melhora da vida ao governo vigente, e não à sua própria capacidade de trabalho?

Esse pensamento está muito arraigado. Há 100 anos, só tinha um futuro quem tivesse acesso a algum governo. Hoje, em Brasília, a atividade mais intensa da população ativa é prestar concurso porque isso garante segurança e renda. Promessas eleitorais de aumento da aposentadoria e do salário mínimo são sempre populares, pois ajudam a elevar a renda. Mas de que adianta isso se, por outro lado, a inflação corrói a renda? Mesmo assim, estamos avançando. E esses avanços levam décadas. Podemos avançar em marcha lenta, mas acho difícil regredirmos.


Campanha

"Sou, mas quem não é?"


Blog do Marco Antônio Villa

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando, neste website, os links para acesso direto aos "posts" do Blog do Marco Antônio Villa.  HR

Marco Antonio Villa (foto) é Bacharel e Licenciado em História, Mestre em Sociologia e Doutor em História. Professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos (1994-2013).

Trecho de um comentário de Marco Antônio Villa:
"“O partido aparelhou o Estado”, adverte Villa. “Não só pelos seus 23 000 cargos de nomeação direta. Transformou as empresas e bancos estatais, e seus poderosos fundos de pensão, em instrumentos para o PT e sua ampla clientela. Estabeleceu uma rede de controle e privilégios nunca vista na nossa história. Em um país invertebrado, o partido desmantelou o que havia de organizado através de cooptação estatal. Foram distribuídos milhões de reais a sindicatos, associações, ONGs, intelectuais, jornalistas chapa-branca, criando assim uma rede de proteção aos desmandos do governo: são os tontons macoutes do lulopetismo, os que estão sempre prontos para a ação.”

Seleção de textos do Blog do Marco Antônio Villa e outras fontes:

09/09/14
O silêncio de Lula
(Íntegra)
Ao escolher candidatos sem consulta à direção partidária, ele transformou o PT em instrumento de vontade pessoal
Na história republicana brasileira, não houve político mais influente do que Luiz Inácio Lula da Silva. Sua exitosa carreira percorreu o regime militar, passando da distensão à abertura. Esteve presente na Campanha das Diretas. Negou apoio a Tancredo Neves, que sepultou o regime militar, e participou, desde 1989, de todas as campanhas presidenciais.

Quando, no futuro, um pesquisador se debruçar sobre a história política do Brasil dos últimos 40 anos, lá encontrará como participante mais ativo o ex-presidente Lula. E poderá ter a difícil tarefa de explicar as razões desta presença, seu significado histórico e de como o país perdeu lideranças políticas sem conseguir renová-las.

Lula, com seu estilo peculiar de fazer política, por onde passou deixou um rastro de destruição. No sindicalismo acabou sufocando a emergência de autênticas lideranças. Ou elas se submetiam ao seu comando ou seriam destruídas. E este método foi utilizado contra adversários no mundo sindical e também aos que se submeteram ao seu jugo na Central Única dos Trabalhadores. O objetivo era impedir que florescessem lideranças independentes da sua vontade pessoal. Todos os líderes da CUT acabaram tendo de aceitar seu comando para sobreviver no mundo sindical, receberam prebendas e caminharam para o ocaso. Hoje não há na CUT — e em nenhuma outra central sindical — sindicalista algum com vida própria.

No Partido dos Trabalhadores — e que para os padrões partidários brasileiros já tem uma longa existência —, após três decênios, não há nenhum quadro que possa se transformar em referência para os petistas. Todos aqueles que se opuseram ao domínio lulista acabaram tendo de sair do partido ou se sujeitaram a meros estafetas.

Lula humilhou diversas lideranças históricas do PT. Quando iniciou o processo de escolher candidatos sem nenhuma consulta à direção partidária, os chamados “postes”, transformou o partido em instrumento da sua vontade pessoal, imperial, absolutista. Não era um meio de renovar lideranças. Não. Era uma estratégia de impedir que outras lideranças pudessem ter vida própria, o que, para ele, era inadmissível.

Os “postes” foram um fracasso administrativo. Como não lembrar Fernando Haddad, o “prefeito suvinil”, aquele que descobriu uma nova forma de solucionar os graves problemas de mobilidade urbana: basta pintar o asfalto que tudo estará magicamente resolvido. Sem talento, disposição para o trabalho e conhecimento da função, o prefeito já é um dos piores da história da cidade, rivalizando em impopularidade com o finado Celso Pitta.

Mas o símbolo maior do fracasso dos “postes” é a presidente Dilma Rousseff. Seu quadriênio presidencial está entre os piores da nossa história. Não deixou marca positiva em nenhum setor. Paralisou o país. Desmoralizou ainda mais a gestão pública com ministros indicados por partidos da base congressual — e aceitos por ela —, muitos deles acusados de graves irregularidades. Não conseguiu dar viabilidade a nenhum programa governamental e desacelerou o crescimento econômico por absoluta incompetência gerencial.

Lula poderia ter reconhecido o erro da indicação de Dilma e lançado à sucessão um novo quadro petista. Mas quem? Qual líder partidário de destacou nos últimos 12 anos? Qual ministro fez uma administração que pudesse servir de referência? Sem Dilma só havia uma opção: ele próprio. Contudo, impedir a presidente de ser novamente candidata seria admitir que a “sua” escolha tinha sido equivocada. E o oráculo de São Bernardo do Campo não erra.

A pobreza política brasileira deu um protagonismo a Lula que ele nunca mereceu. Importantes líderes políticos optaram pela subserviência ou discreta colaboração com ele, sem ter a coragem de enfrentá-lo. Seus aliados receberam generosas compensações. Seus opositores, a maioria deles, buscaram algum tipo de composição, evitando a todo custo o enfrentamento. Desta forma, foram diluindo as contradições e destruindo o mundo da política.

Na campanha presidencial de 2010, com todos os seus equívocos, 44% dos eleitores sufragaram, no segundo turno, o candidato oposicionista. Havia possibilidade de vencer mas a opção foi pela zona de conforto, trocando o Palácio do Planalto pelo controle de alguns governos estaduais.

Se em 2010 Lula teve um papel central na eleição de Dilma, agora o que assistimos é uma discreta participação, silenciosa, evitando exposição pública, contato com os jornalistas e — principalmente — associar sua figura à da presidente. Espertamente identificou a possibilidade de uma derrota e não deseja ser responsabilizado. Mais ainda: em caso de fracasso, a culpa deve ser atribuída a Dilma e, especialmente, à sua equipe econômica.

Lula já começa a preparar o novo figurino: o do criador que, apesar de todos os esforços, não conseguiu orientar devidamente a criatura, resistente aos seus conselhos. A derrota de Lula será atribuída a Dilma, que, obedientemente, aceitará a fúria do seu criador. Afinal, se não fosse ele, que papel ela teria na política brasileira?

O PT caminha para a derrota. Mais ainda: caminha para o ocaso. Não conseguirá sobreviver sem estar no aparelho de Estado. Foram 12 anos se locupletando. A derrota petista — e, mais ainda, a derrota de Lula — poderá permitir que o país retome seu rumo. E no futuro os historiadores vão ter muito trabalho para explicar um fato sem paralelo na nossa história: como o Brasil se submeteu durante tantos anos à vontade pessoal de Luiz Inácio Lula da Silva.


12/08/14
Os jihadistas tupiniquins
15/07/14
Montoro, pedagogo da política
08/07/14
Os desiludidos da República

03/06/14
O governo acabou
06/05/12
Adeus, PT
08/04/14
Os gigolôs da memória
28/03/14

==> Ler mais aqui ou no Blog do Marco Antônio Villa


Comentário
Leia na Fonte: Blog do Noblat
[08/09/14]  Mar de lama ameaça a Petrobras - por Ricardo Noblat


A exemplo de Lula no caso do mensalão em 2005, quando Dilma dirá que foi traída e pedirá desculpas aos brasileiros pelo escândalo do mar de lama que entope os dutos da Petrobras, ameaçando tragar a maior empresa do continente?

No mínimo, é o que se espera dela, ex-ministra das Minas e Energia, ex-presidente do Conselho de Administração da Petrobras, e presidente da República em final de mandato.

Digamos que Dilma compete com Lula para ver quem foi mais feito de bobo por seus subordinados.

A auxiliar de mais largo prestígio nos oito anos de Lula no poder, a presidente eleita sem jamais ter sido, sequer, síndica de prédio, Dilma foi surpreendida, assim como o seu mentor, pelo escândalo do mensalão – o pagamento de propina a deputados federais para que votassem conforme a vontade do governo.

Foi surpreendida de novo quando chefiou a Casa Civil da presidência da República e ficou sabendo que um dos seus funcionários confeccionara um dossiê sobre o uso de cartões corporativos pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua mulher, dona Ruth.

Dilma pediu desculpas ao casal. O autor do dossiê conseguiu manter-se na órbita do serviço público.

Outra vez, Dilma foi surpreendida pela suspeita de malfeitos praticados por Erenice Guerra, seu braço direito na Casa Civil e, mais tarde, sucessora no comando do ministério.

Na ocasião, Dilma estava em campanha pela vaga de Lula. Para evitar danos à sua candidatura, Erenice pediu demissão. Dali a dois anos, a Justiça a inocentou por falta de provas de que roubara e deixara roubar.

Quase ao término do seu primeiro ano de governo, batizada por assessores de “a faxineira ética”, Dilma degolou seis ministros de Estado. Pesaram contra eles acusações de corrupção publicadas pela imprensa.

De lá para cá, ministérios e cargos públicos foram entregues por Dilma aos ex-ministros degolados ou a grupos políticos ligados a eles. A “faxineira ética” baixou à sepultura.

Por ora, Dilma está atônita e se recusa a falar sobre o mais novo escândalo que bate à sua porta.

Paulo Roberto Costa, chamado de Paulinho por Lula, preso em março último pela Polícia Federal como um dos cérebros da quadrilha acusada de roubar a Petrobras, começou a contar o que sabe – ou o que diz saber. Em troca, quer o perdão judicial para não ter que amargar até 50 anos de cadeia.

Dilma sabe muito bem quem é Paulinho, nomeado por Lula em 2004 para a diretoria de Abastecimento da Petrobras. Saiu dali só em 2012.

No período, compartilharam decisões, algumas delas, responsáveis por prejuízos bilionários causados à Petrobras.

Dilma mandou diretamente na empresa enquanto foi ministra das Minas e Energia e chefe da Casa Civil. Manda, hoje, via o ministro Edison Lobão, das Minas e Energia.

Lobão foi citado por Paulinho como um dos políticos integrantes da mais nova e “sofisticada organização criminosa” da praça, juntamente com mais seis senadores, 25 deputados federais e três ex-governadores.

A organização superfaturava licitações da Petrobras e desviava dinheiro para um caixa que financiava campanhas de políticos da base de apoio ao governo. Por suposto, nem Lula nem Dilma sabiam disso.

O que é mais notável: entra campanha e sai campanha da Era PT, e os adversários do governo são acusados por Lula e Dilma de se valerem da Petrobras como arma política.

Pois bem, debaixo do nariz deles, camaradas deles usaram a Petrobras como arma para enriquecer.


Alerta Total - Website de Jorge Serrão

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando links para acesso direto à algumas matérias do website Alerta Total do jornalista Jorge Serrão (foto), a partir desta página do WirelessBrasil. 

Jorge Serrão (foto), 43 anos, é Jornalista, Radialista e Professor de Comunicação e Marketing. HR

Abaixo está uma coleção parcial dos artigos publicados no Alerta Total:
09/09/14
Dilma se complica mais com a Petrobras, demite Mantega antes da hora e alopra o mercado com mentiras - por Jorge Serrão

Cadê o chefe de toda essa roubalheira? - por Márcio Accioly

Três caminhos - por Paulo Roberto Gotaç

A escolha do Presidente e o risco Marina Silva - por Arthur Chagas Diniz

Eleições e Ambientalismo - por Gélio Fregapani

Bonner errou! - por Wagner Vargas

Movimento Consulta Popular - Final - por Carlos I. S. Azambuja

08/09/14
Paulo Roberto Costa decidiu partir para delação premiada depois do “acidente” de Eduardo Campos - por Jorge Serrão


==> Ver links para uma seleção de "posts" anteriores (2014) aqui ou ler diretamente no Alerta Total


• Textos de Mary Zaidan

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando os links para acesso direto aos textos de Mary Zaidan neste website, onde está listada uma seleção inicial, "em construção".
 
Mary Zaidan é jornalista. Entre 1978 e 1985, foi repórter na emissora de rádio do Governo do Estado de Minas Gerais, a Inconfidência. Migrou para o jornalismo impresso, como subeditora de política no Jornal de Domingo (Belo Horizonte/MG). Também foi repórter de política dos jornais O Globo e O Estado de S.Paulo, em ambos na sucursal de Brasília/DF. Em São Paulo/SP, trabalhou como subeditora de política na Agência Estado, entre 1991 e 1993.
Após um período como assessora de imprensa do Governo do Estado de São Paulo, Mary Zaidan foi diretora da agência Casa do Texto. Desde 2004 assessora a agência Lu Fernandes e desde 2009 escreve artigos dominicais para o Blog do Noblat, blog político do jornalista Ricardo Noblat. Ver mais Perfil. HR

Seleção de textos de Mary Zaidan:
07/09/14
Delação e eleição

"Eleições costumam empolgar torcidas, mexer com corações e mentes. Mas o turbilhão de emoções de 2014 parece imbatível, com enredo de fazer inveja ao melhor dos ficcionistas.

A morte trágica de um candidato jovem, que mesmo com poucas chances de disputar as primeiras posições despontava como promessa sólida de liderança, e uma coadjuvante que com um único gesto rouba a cena dos protagonistas, já garantiriam sucesso à trama. Mesmo antes da inclusão de um capítulo policial.

A delação do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, sobre a corrupção deslavada que imperava – e talvez ainda impere – na estatal aparelhada pelo PT mostra que as operações têm motivação e DNA semelhantes aos do mensalão. Desviam-se recursos públicos, procede-se a lavagem do dinheiro e o distribui entre aliados para assegurar o apoio. Mas os valores envolvidos – fala-se em algo em torno de R$ 10 bilhões em quatro anos - deixariam o esquema anterior no chinelo.

Até agora, Costa acrescentou poucos nomes à lista dos suspeitos de sempre. Lá estão os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o líder do governo Romero Jucá (PMDB-RR), o ministro Edison Lobão, o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PI), além dos petistas Cândido Vacarezza (SP) e João Pizzolatti (SC), ambos já conhecidos da Polícia Federal.

Todos da base governista – bombas no colo da candidata Dilma Rousseff.

O rol incluiria ainda a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB) e o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), figuras carimbadas em investigações.

A novidade é a citação do ex-governador Eduardo Campos (PSB-PE), substituído por Marina Silva na disputa presidencial. Não que a ex-ministra esteja envolvida, mas o delator lança suspeição no quintal da candidata, obrigando-a a gastar tempo e tutano na defesa do parceiro morto."
(...) Ler mais

31/08/14
Marina, Renan & Cia
24/08/14
A nova velha política
17/08/14
E se...

10/08/14
Sobre fraudes e farsas


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• Textos de Murillo de Aragão

Murillo de Aragão é advogado, jornalista, cientista político e presidente da Arko Advice Pesquisas e sócio da LRCA Advogados. É Formado em Direito pela Faculdade de Direito do Distrito Federal (CEUB), é mestre em Ciência Política pela Universidade de Brasília e doutor em Sociologia (estudos latino-americanos) pelo Ceppac – Universidade de Brasília. [Ler mais "Perfil" em Blog do Murillo de Aragão e Website de Murillo de Aragão]

Seleção de textos de Murilo de Aragão:
Leia na Fonte: Blog do Noblat
04/09/14
Pesquisas eleitorais e suas mensagens
(Íntegra)

A divulgação simultânea, neste quarta-feira, de duas pesquisas eleitorais - Ibope e Datafolha - sobre a campanha presidencial trouxe várias mensagens importantes.

A primeira delas é a de que Marina assumiu a condição de favorita. Sem estrutura e sem tempo de televisão, conseguiu manter-se em situação de empate técnico com Dilma no primeiro turno.

Não se deve falar mais do efeito impulsionador da tragédia com Eduardo Campos. Neste momento, Marina está em posição de forte competitividade por conta de seu desempenho pessoal,

Não é pouco já que a campanha na televisão está em curso e favorece amplamente à Dilma e Aécio. Sem tempo relevante de televisão, Marina se mantém viável por conta do desejo de mudança presente na intenção de votos de muitos.

A segunda mensagem é que Marina mantém o seu favoritismo no segundo turno apesar do encurtamento de intenções de voto em relação à Dilma. Marina oscilou positivamente 1 ponto na margem de erro.

A terceira mensagem é que Dilma prossegue sendo muito viável como candidata. A onda em torno de Marina pode ter nublado tal situação. Mas as pesquisas são claras acerca da resiliência de Dilma como candidata.

Portanto, Dilma deve comemorar. O Ibope trouxe boas notícias para a presidente. Dilma continua liderando numericamente em primeiro turno (embora considerando a margem de erro de 2%, haja um empate técnico com Marina). Caiu seu índice de rejeição (de 36% para 31%) e a avaliação do governo apresentou leve melhora. Caiu, ainda, a diferença de Marina sobre Dilma em um eventual segundo turno (de 9 para 7 pontos).

Pelo seu lado, Marina ainda preserva vantagens importantes. Além de seu índice de rejeição ser de apenas 12% (contra 31% da presidente), do 1º para o 2º turno Dilma fica estável (tem 37% no 1º turno e aparece com 39% no 2º turno). Já Marina, cresceu 13 pontos (33% para 46%), percentual muito próximo ao que Aécio tem no 1º turno. Ou seja, a maioria dos eleitores do PSDB tende a ser de Marina no 2º turno.

A terceira mensagem é que Aécio Neves está praticamente descartado como competidor para o segundo turno. Depende de algum fato extraordinário para voltar à competição. Torce, por exemplo, que as delações de Paulo Roberto Costa tenham o condão de atingir à campanha eleitoral de forma muito significativa.

A quarta mensagem é a de que o favoritismo de Marina não deve ser considerado definitivo. Dilma demonstra resistência e atravessou uma série de más notícias econômicas mantendo um desempenho relevante. Mesmo com o fraco desempenho dos candidatos do PT no Rio e em São Paulo, Dilma consegue se sustentar.

Porém, até agora, as vantagens comparativas de Dilma - tempo de televisão e coalizões estaduais - ainda não se fizeram presentes para criar uma liderança folgada. O tempo passa e parece que a propaganda eleitoral terá pouco efeito para uma nova mudança radical.

Por fim, destaco, novamente, que Marina prossegue tendo uma índice de rejeição muito baixo. O que é, sem dúvida, um trunfo para um candidato que opera em elevado índice de competitividade. A volatilidade das pesquisas nas últimas semanas indica que o jogo está em aberto apesar da condição de favorita de Marina.


17/07/14
Campanha ainda demora um pouco
10/07/14
O amargo chocolate alemão
04/07/14
Não existe pecado ao sul do equador
26/06/14
Desinteresse e reprovação

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• Textos de Carlos Alberto Di Franco

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando os links para acesso direto aos textos de Carlos Alberto Di Franco neste website, onde está listada uma seleção inicial.

Carlos Alberto Di Franco é diretor do Departamento de Comunicação do Instituto Internacional de Ciência Sociais – IICS e doutor em Comunicação pela Universidade de Navarra, é diretor da Di Franco – Consultoria em Estratégia de Mídia. E-mail: difranco@iics.org.br.  HR

Seleção de textos de Carlos Alberto Di Franco:
01/09/14
Jornal determina a agenda pública (Íntegra)
Relatora de liberdade de expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), a colombiana Catalina Botero agradeceu a coragem dos jornalistas que revelam tramas de corrupção e graves violações dos direitos humanos. Em discurso no último dia do 10.º Congresso Brasileiro de Jornais, realizado em São Paulo, Catalina frisou a importância do jornalismo profissional e independente para o desenvolvimento e a manutenção dos regimes democráticos e disse ter a certeza de que “a imprensa escrita não poderá ser substituída por mensagens de 140 caracteres”.

As redes sociais e o jornalismo cidadão têm contribuído de forma singular para o processo comunicativo e propiciado novas formas de participação, de construção da esfera pública, de mobilização do cidadão. Mas as notícias que realmente importam, isto é, que são capazes de alterar os rumos de um país, são fruto não de boatos ou meias-verdades disseminadas de forma irresponsável ou ingênua, e sim de um trabalho investigativo feito dentro de rígidos padrões de qualidade, algo que está na essência dos bons jornais impressos.

A confiança da população na qualidade ética dos seus jornais tem sido um inestimável apoio para o desenvolvimento de um verdadeiro jornalismo de buldogues. O combate à corrupção e o enquadramento de históricos caciques da política nacional, alguns sofrendo o ostracismo do poder e outros no ocaso do seu exercício, só são possíveis graças à força do binômio que sustenta a democracia: imprensa livre e opinião pública informada.

“Poucas coisas podem ter o mesmo impacto que o jornal tem sobre os funcionários públicos corruptos, sobre os políticos que se ligam ao crime, que abusam do seu poder, que traem os valores e os princípios democráticos”, sublinhou Catalina. Os jornais, de fato, determinam a agenda pública e fortalecem a democracia. Políticos e governantes com desvios de conduta odeiam os jornais. Mas eles são, de longe, os grandes parceiros da sociedade. A plataforma digital reverbera, amplifica. A pauta, porém, nasce nos jornais. A frivolidade digital não faz contraponto e não edifica a democracia.

Navega-se freneticamente no espaço virtual. Uma enxurrada de estímulos dispersa a inteligência. Fica-se refém da superficialidade e do vazio. Perde-se contexto e sensibilidade crítica. A fragmentação dos conteúdos pode transmitir certa sensação de liberdade. Não dependemos, aparentemente, de ninguém. Somos os editores do nosso diário personalizado. Será? Não creio, sinceramente. Penso que há uma crescente demanda de jornalismo puro, de conteúdos editados com rigor, critério e qualidade técnica e ética. Há uma nostalgia de reportagem. É preciso recuperar, num contexto muito mais transparente e interativo, as competências e o fascínio do jornalismo de sempre.

Jornalismo sem brilho e sem alma é uma doença que pode contaminar redações. O leitor não sente o pulsar da vida. As reportagens não têm cheiro do asfalto. As empresas precisam repensar os seus modelos e investir poderosamente no coração. É preciso dar novo vigor à reportagem e ao conteúdo bem editado, sério, preciso, ético.

É preciso contar boas histórias. Com transparência e sem filtros ideológicos. O bom jornalista ilumina a cena, o repórter manipulador constrói a história. Na verdade, a batalha da isenção enfrenta a sabotagem da manipulação deliberada, da preguiça profissional e da incompetência arrogante. Todos os manuais de redação consagram a necessidade de ouvir os dois lados de um mesmo assunto. Mas alguns procedimentos, próprios de opções ideológicas invencíveis, transformaram um princípio irretocável num jogo de aparência.

A apuração de mentira representa uma das mais graves agressões à ética e à qualidade informativa. Matérias previamente decididas em guetos sectários buscam a cumplicidade da imparcialidade aparente. A decisão de ouvir o outro lado não é honesta, não se apoia na busca da verdade, mas num artifício que transmite um simulacro de isenção, uma ficção de imparcialidade. O assalto à verdade culmina com uma estratégia exemplar: repercussão seletiva. O pluralismo de fachada, hermético e dogmático, convoca pretensos especialistas para declarar o que o repórter quer ouvir. Mata-se a notícia. Cria-se a versão.

Sucumbe-se, frequentemente, ao politicamente correto. Certas matérias, prisioneiras de chavões inconsistentes que há muito deveriam ter sido banidos das redações, mostram o flagrante descompasso entre essas interpretações e a força eloquente dos números e dos fatos. Resultado: a credibilidade, verdadeiro capital de um veículo, esvai-se pelo ralo dos preconceitos.

A precipitação e a falta de rigor são outros vírus que ameaçam a qualidade. A incompetência foge dos bancos de dados. Na falta de pergunta inteligente, a ditadura das aspas ocupa o lugar da informação. O jornalismo de registro, burocrático e insosso, é o resultado acabado de uma perversa patologia: a falta de planejamento, o despreparo de repórteres e a obsessão de editores com o fechamento. Quando editores não formam os seus repórteres, quando a qualidade é expulsa pela ditadura do deadline, quando as pautas não nascem da vida real, mas de pauteiros anestesiados pelo clima rarefeito das redações, é preciso ter a coragem de repensar todos os processos.

A fortaleza do jornal não é dar notícia, é se adiantar e investir em análise, interpretação e se valer de sua credibilidade. Não é verdade que o público não goste de ler. Não lê o que não lhe interessa, o que não tem substância. Um bom texto, para um público que adquire a imprensa de qualidade, sempre vai ter interessados.


18/08/14
Democracia depende do jornalismo

Não há um único assunto relevante que não tenha nascido numa pauta do jornalismo de qualidade. Os temas das nossas conversas são, frequentemente, determinados pelo noticiário e pela opinião dos jornais. A imprensa é, de fato, o oxigênio da sociedade. As redes sociais reverberam, multiplicam, agitam. Mas o pontapé inicial é sempre das empresas de conteúdo independentes. Sem elas a democracia não funciona.(...)
04/08/14
Ativistas, militantes e criminosos
22/07/14
Gol de ficha suja
07/07/14
PT - a estratégia do ataque à mídia


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Textos de Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando os links para acesso direto aos textos de Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa neste website do WirelessBRASIL.

Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa
é professora e tradutora, e escreve semanalmente para o Blog do Noblat desde agosto de 2005. Ela também tem uma fanpage e um blog – Maria Helena RR de Sousa

Anotação em seu blog: "Só adianto que sou colaboradora entusiasmada do Blog do Noblat, onde tento aprender, com o mestre e amigo, duas coisas que julgava impossível aprender na tenra idade em que estou: ser mais paciente e menos rebelde". HR

Seleção de textos de Maria Helena RR de Souza:
01/09/14
Uma dose de Marina para o gigante
"Em 13 de agosto o destino interferiu e Marina Silva passou de vice a titular. Foi preciso escolher um vice. Em 18 dias Marina e Beto Albuquerque tiveram que lidar com a dor da perda de um amigo, com reviravoltas no partido, com o início de uma campanha eleitoral pesada, e com a definição de um programa para ser entregue ao eleitor. É de surpreender, portanto, que tenham errado apenas duas vezes, tendo que alterar o programa em menos de 24 horas. Intelectuais ligados aos dois e coordenados por Neca Setúbal, da Rede, e Maurício Rands, do PSB, repassaram as bandeiras fiadas por Marina e Eduardo.
Neca Setúbal, que a Imprensa, maliciosa, faz questão de apresentar somente como herdeira do Banco Itaú, é socióloga, educadora e escritora.
Maurício Rands não faz parte da República dos Bacharéis: não pegou o canudo e se deu por doutor. Especializou-se em Direito do Trabalho pela Universidade de Bari, Itália, e fez mestrado e doutorado em Oxford. Alguns pontos do programa de 250 páginas foram publicados em O Globo de 29/8. Destaquei alguns:" (...)


29/08/14
Aqui os sinos não dobram mais
25/08/14
Pensando em voz alta
22/08/14
Tragédia em agosto, incerteza em outubro
08/08/14
Vai encarar o Voto Nulo?  

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Blog de Ruth de Aquino

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando, neste website, os links para acesso direto aos "posts" do Blog de Ruth de Aquino.  HR

Ruth de Aquino (foto) é jornalista com mestrado em Mídia na London School of Economics e tese sobre Ética. Trabalhou na BBC, foi correspondente em Londres e Paris, editora internacional, diretora de redação e redatora-chefe. Ler mais  Email: raquino@edglobo.com.br. Twitter: @ruthdeaquino

Seleção de textos do Blog de Ruth de Aquino:
29/08/14
Transmarina e a “zelite”
"Marina considera a “luta de classes” velha e ruim. Sua ideia de elite é outra. É quem inspira e lidera
"O problema do Brasil não é sua elite, mas a falta de elite. Não tenho preconceito contra a condição econômica e social de quem quer que seja. Quero combater essa visão de apartar o Brasil, de combater a elite. Essa visão tacanha de combater as pessoas com rótulo. Precisamos fazer o debate envolvendo ideias, empresários, trabalhadores, juventudes, empreendedores sociais. Com pessoas de bem de todos os setores, honestas e competentes.”
Essa resposta desconcertante de Marina Silva no debate da Band entre os candidatos à Presidência mostra que Dilma Rousseff e Aécio Neves terão de dar um duro danado para dinamitar – ou “desconstruir” – a rival.
O Brasil do PT tem reforçado o maniqueísmo entre pobres e ricos, ou “proletariado” e “burguesia”, expressões caras da esquerda caviar-champanhe. Como se os pobres fossem todos bons, puros, generosos e vítimas – e os ricos fossem todos safados, cruéis, desnaturados e bandidos. Em nosso país, quem ganha mais de seis salários mínimos é rico.
Nos últimos tempos, sobrou fel até para a classe média. Vimos com espanto o vídeo com o discurso histérico da filósofa da USP Marilena Chauí no ano passado. Era uma festa do PT para lançar o livro 10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil: Lula e Dilma. “Odeio a classe média”, afirmou Chauí, sob aplausos, risos e “u-hus” da plateia. “A classe média é o atraso de vida. A classe média é a estupidez. É o que tem de reacionário, conservador, ignorante. Petulante, arrogante, terrorista.” Presente no palco, Lula ria e aplaudia a companheira radical petista, embora dificilmente concordasse. “A classe média é uma abominação política porque é fascista. É uma abominação ética porque é violenta”, afirmou Chauí, fundadora do PT e adepta da luta de classes.
É uma luta que Marina considera antiquada e ruim para o país. Sua ideia de elite é outra: quem se sobressai no que faz, quem inspira e lidera. Neca Setubal, socióloga, educadora, autora de mais de dez livros, defensora do desenvolvimento sustentável e herdeira do banco Itaú, é o braço direito de Marina. Com seu discurso de união e um plano de governo de 244 páginas, costurado com Eduardo Campos, Marina ameaça tornar-se presidente do Brasil, segundo as pesquisas de intenção de voto."
(...)
" A Transmarina, ao acolher a “zelite” do bem, veio para confundir. E incendiar uma eleição antes morna, entediante e previsível."


26/08/14
O que é imoral?
15/08/14
Quem tem medo de Marina?

08/08/14
A força dos nulos, brancos e indecisos
05/08/14
Os abutres e a carniça

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• Textos de Ruy Fabiano

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando os links para acesso direto aos textos de Ruy Fabiano neste website, onde está listada uma seleção inicial, "em construção".

Ruy Fabiano é jornalista, com curso de extensão em Ciência Política. Passou por algumas das principais redações do País: TV Tupi, O Globo, Última Hora, Editora Abril, Revista Visão, Gazeta Mercantil, Correio Braziliense e Agência Estado. Há 22 anos cobre a área política em Brasília. Foi, durante oito anos, colunista político diário do Correio Braziliense e da Agência Estado. Atualmente exerce a função de consultor político. [Fonte]

Seleção de textos de Ruy Fabiano:
30/08/14
O teatro eleitoral
(...) Até a candidata da situação, responsável pelo rumo presente do país, compromete-se a mudá-lo, mesmo considerando-o justo e adequado, já que estabelecido por ela. Mudar é uma espécie de palavra-chave que, mesmo não significando nada, faz um belo efeito. Alguém pergunta: “Quais suas propostas para melhorar a educação?” O mediador avisa: “O candidato dispõe de dois minutos para responder”. E aí o que se faz? Se em cinco séculos a educação continua um desafio não superado, nem sequer equacionado, como revelar a solução em dois minutos? O jeito é apelar para os slogans, em regra vazios. Se alguém tiver a pachorra de recolher as respostas dos candidatos no último debate da Band e confrontá-las umas com as outras, terá a impressão de que vieram todas da mesma fonte.(...)

23/08/14
A política da antipolítica

16/08/14
Enigmas eleitorais

09/08/14
Cenas da vida política
26/07/14
Militância diplomática
19/07/14
A sinuca do PT (e do país)
12/07/14
O tribunal da História - por Ruy Fabiano

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Reportagem
Leia na Fonte: Folha de S. Paulo
[30/08/14]  Apoio dos mais pobres deixa de ser decisivo na eleição, aponta Datafolha


No Brasil não se ganha uma eleição sem vencer entre os mais pobres, reza o lugar comum sobre as disputas presidenciais desde 1989.

Mas, a julgar pelos dados das duas mais recentes, a candidata Marina Silva (PSB) pode chegar ao Palácio do Planalto mesmo sem vencer no estrato mais pobre da população.

Os eleitores que vivem em famílias com renda de até dois salários mínimos - em torno de 40% do total - compõem a única faixa de renda em que a ex-ministra do Meio Ambiente perde para a presidente Dilma Rousseff (PT).

Neste universo, o placar está em 48% a 43% para Dilma, segundo pesquisa divulgada pelo Datafolha na sexta (28).

Marina abocanha os votos decisivos para aparecer na frente no estrato de renda seguinte (2 a 5 salários mínimos, 38% da amostra), batendo Dilma por 54% a 36%.

Na classe média tradicional e entre os mais ricos, Marina alarga sua vantagem.

Numa coalizão demográfica que avança sobre uma parte cativa da base lulista e, ao mesmo tempo, agrada à classe média e aos mais ricos, Marina derrota a preferência majoritária dos mais pobres.

Dilma ainda está segura entre os mais pobres, mas Marina entrou no eleitorado de 2 a 5 salários, que pode ser o fiel da balança e será disputado nas próximas semanas", diz o cientista político André Singer, colunista da Folha.

"Se o descolamento desse grupo de 2 a 5 salários acontecer, eles estariam saindo da coalizão com os mais pobres e indo para uma coalizão com os mais ricos" diz. "Seria inédito. Os mais pobres sempre estavam do lado ganhador." (...)

BENEFICIÁRIOS
Para o brasilianista Timothy Power, da Universidade de Oxford (Reino Unido), o "enigma" da disputa está no abandono do PT por parte de um segmento específico do eleitorado de renda baixa: os que têm se distanciado dos extremamente pobres e dos dependentes dos programas de transferência de renda.

Power elenca hipóteses. Primeira: o PT "criou a classe C", mas agora ela quer mais serviços e menos impostos, tornando-se mais parecida com a "velha classe média";.

Segunda: os que têm renda de 2 a 5 salários mínimos podem criar uma relação com Marina, que tem biografia diferente dos candidatos da oposição apresentados antes.

É nessa faixa, diz ele, que o desempenho de Marina é francamente melhor que o de José Serra (PSDB) em 2010.

"Em resumo, Dilma ganha entre os beneficiários [dos programas sociais], mas Marina vence entre os trabalhadores pobres", diz Power, para quem Dilma teria chances de se recuperar se transformasse a eleição numa espécie de plebiscito sobre a inclusão social dos últimos anos.


• Textos de Elio Gaspari

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando os links para acesso direto aos textos de Elio Gaspari neste website, onde está listada uma seleção inicial.

Elio Gaspari é um jornalista e escritor ítalo-brasileiro. Nascido na Itália, Gaspari chegou ao Brasil em 1949.  Começou a carreira jornalística num semanário chamado Novos Rumos, e depois foi auxiliar do colunista social Ibrahim Sued, passando a seguir por publicações de destaque, como o Diário de São Paulo, a revista Veja e o Jornal do Brasil. Em seus artigos, trata com ironia as personalidades. Para tanto, lança mão de personagens como Madame Natasha, professora de português que "condena a tortura do idioma" e vive concedendo "bolsas de estudo" àqueles que se expressam de modo empolado. Já Eremildo, o idiota, é uma sátira aos que usam indevidamente o dinheiro público. Ler mais na Wikipédia.  HR

Seleção de textos de Elio Gaspari:
31/08/14
As Bolsas Plebiscito de Dilma e Marina
"Marina Silva merece todos os aplausos. Anunciou em seu programa o que pretende fazer se for eleita. Ela quer criar uma "democracia de alta intensidade". O que é isso, não se sabe. Lendo-a vê-se que, sob o guarda-chuva de uma expressão bonita — “democracia direta” — deseja uma nova ordem constitucional.
Apontando mazelas do sistema eleitoral vigente, propõe outro, plebiscitário, com coisas assim: “Os instrumentos de participação — mecanismos de participação da democracia representativa, como plebiscitos e consultas populares, conselhos sociais ou de gestão de políticas públicas, orçamento democrático, conferências temáticas e de segmentos específicos — se destinam a melhorar a qualidade da democracia”. Marina parte da premissa de que “o atual modelo de democracia (está) em evidente crise". Falta provar que esteja em crise evidente uma democracia na qual elegeu-se senadora, foi ministra e, em poucas semanas, tornou-se virtual favorita numa eleição presidencial. Ela diz que nesse país em crise “a representação não se dá de forma equilibrada, excluindo grupos inteiros de cidadãos, como indígenas, negros, quilombolas e mulheres”. Isso numa eleição que, hoje, as duas favoritas são mulheres, uma delas autodefinida como negra." (...)

27/08/14
Uma ideia simples
24/08/14
O ‘faço porque posso’ de Graça Foster
20/08/14
As raízes da força de Dilma
17/08/14
A consistência dessa situação, só o desenrolar da campanha dirá

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neste website ou no Blog do Noblat, nesta Coleção.


Blog de Guilherme Fiuza

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando, neste website, os links para textos de Guilherme Fiuza, do seu Blog e outras fontes:  HR
Guilherme Fiuza (foto) é um jornalista e escritor brasileiro. Iniciou a carreira em 1987, no "Jornal do Brasil".
Entre outras redações, trabalhou também em "O Globo", do qual é hoje articulista. É colunista de política da Revista Época. Ler mais na Wikipédia.

Seleção de textos de Guilherme Fiuza, de seu blog e de outras fontes:

30/08/14
Pânico na elite vermelha

"Pela primeira vez em 12 anos, os companheiros avistam a possibilidade real de ter que largar o osso. Nem a obra-prima do mensalão às vésperas da eleição de 2006 chegara a ameaçar a hegemonia dos coitados sobre a elite branca. A um mês da votação, surgem as pesquisas indicando que o PT não é mais o favorito a continuar encastelado no Planalto. Desespero total.
Pode-se imaginar o movimento fervilhante nas centrais de dossiês aloprados. Há de surgir na Wikipédia o passado tenebroso dos adversários de Dilma Rousseff. Logo descobriremos que foram eles que sumiram com Amarildo, que depenaram a Petrobras, que treinaram a seleção contra os alemães.
É questão de vida ou morte: como se sabe, a elite vermelha terá sérias dificuldades de sobrevivência se tiver que trabalhar. Vão “fazer o diabo”, como disse a presidente, para ganhar a eleição e não perder a gerência da boca.
O Brasil acaba de assistir à queda de um avião sobre o castelo eleitoral do PT. Questionada sobre as investigações acerca da situação legal da aeronave que caiu, Dilma respondeu que não está “acompanhando isso”, e que o assunto não é do seu “profundo interesse”.
Altamente coerente. Se a presidente e seu padrinho não “acompanharam” as tragédias no governo popular — mensalão, Rosemary e grande elenco — não haveria por que terem “profundo interesse” numa tragédia que veio de fora. Eles sempre fingiram que estava tudo bem e o povo acreditou, não há por que acusar o golpe agora. Avião? Que avião?" (...)

29/08/14
O PT mostra que tem gabarito
"A mídia golpista está de novo chateando o governo popular. Só porque os missionários do PT no Planalto, no Congresso e na Petrobras foram flagrados montando uma farsa na CPI da estatal, essa imprensa burguesa que não tem mais o que fazer está novamente com manchetes escandalosas. Parece até que não conhece o modus operandi de Dilma, Lula e companhia. Para um governo que forja suas próprias contas – a céu aberto, para todo mundo ver –, qual o problema em forjar uma sessão de CPI? Nada de novo no front. O problema, esse sim escandaloso, não está na encenação, mas no palco." (...)

18/08/14
Dunga e o Brasil black bloc
02/08/14
Os abutres do bem
06/07/14
A Copa da elite vermelha

==> Ler mais aqui ou no Blog de Guilherme Fiuza ou nesta Coleção no Blog do Noblat


• Textos de Demétrio Magnoli

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando os links para acesso direto aos textos de Demétrio Magnoli neste website, onde está listada uma seleção inicial.

Demétrio Magnoli é bacharel em Ciências Sociais e Jornalismo pela Universidade de São Paulo (USP), Doutor em Geografia Humana pelo Departamento de Geografia da FFLCH-USP e pesquisador do Grupo de Análises de Conjuntura Internacional (GACINT) da USP. Como docente no Ensino Superior, foi professor das disciplinas de Geografia Política e Geografia Urbana no Departamento de Geografia da Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC-SP). Na condição de pesquisador, especializou-se nas áreas de Relações Internacionais e Geografia Política, publicando diversos ensaios e obras, entre as quais O Corpo da Pátria: imaginação geográfica e política externa no Brasil (1808-1912), pela Editora Unesp, e Uma gota de sangue – história do pensamento racial (SP, Contexto, 2009). Também organizou História das Guerras e História da Paz, ambas pela Editora Contexto. Trabalhando para a Fundação Alexandre de Gusmão do Ministério das Relações Exteriores, produziu o manual de Relações Internacionais. (...) [Fonte]
Mais abaixo estão suas matérias recentes como colunista da Folha de S. Paulo e outras fontes:

30/08/2014
A terceira utopia
23/08/2014
Zé Maria na telinha
16/08/2014
Ruptura da ruptura
09/08/2014
Santa aliança
02/08/2014
O sofisma antissemita
03/07/2014 
A narrativa ausente (Blog do Noblat)
19/06/2014] 
A lista do PT (Blog do Noblat)
12/07/2014
A razão do MTST
05/07/2014
Na marca do pênalti
28/06/2014
Pátria e partido
21/06/2014
O 'povo organizado'
14/06/2014
O califado de Mossul
07/06/2014
Supercorporativismo

==> Leia mais na web, neste website e na Folha de S. Paulo


Textos de Joaquim Falcão

Joaquim Falcão é Doutor em Educação pela Université de Génève. LL.M. pela Harvard Law School. Bacharel em Direito pela Puc-RJ. Foi conselheiro do Conselho Nacional de Justiça de junho de 2005 a junho de 2009. Diretor da FGV DIREITO RIO.
Docente do Curso de Graduação. Docente do Curso de Mestrado. Docente do Programa de Capacitação em Poder Judiciário [Fonte]

Seleção de textos de Joaquim Falcão:

06/08/14
Eleições no Brasil e o mundo
(...) "Ou seja, nós não somos notícias pelo simples fato de que as eleições podem ter um resultado incerto, mas a rota da democracia que estamos cumprindo está certa. E isto é o que importa. Aliás, o embaixador Marcos Azambuja sempre defendeu que o melhor interesse do Brasil é desaparecer, submergir, se fingir de morto sem estar. E somente colocar a cabeça para fora, de tempos em tempos, para dizer que estamos vivos, e que estamos cada vez mais fortes, ainda que não nos sintamos tanto. Se o mundo ainda conhece pouco Dilma, não tanto quanto conhecia Lula e Fernando Henrique, simplesmente desconhece Aécio Neves e Eduardo Campos. Todos e com Marina, preenchem os requisitos estabelecidos pela ordem mundial de políticos compromissados com democracia, estabilidade econômica, competição, melhor emprego e salários. Ou seja, são mundialmente indiferenciáveis. Isto basta. E isto é bom."

25/06/14
A eleitoralização da ética
05/06/14
O que falta no Supremo
02/04/14
Ficha Modelo 14
19/03/14
Com quantos ministérios se faz um governo?
06/02/14
O impasse entre o Congresso e o Executivo
09/01/14
O coração da justiça está entupido
25/12/13
Justiça brasileira condena FIFA pela primeira vez
27/11/13
O Supremo sob pressão
06/11/13
Marco Civil: o relatório final
23/10/13
O Supremo Tribunal de Pequenas Causas

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Reportagem (de 2011) sobre Eduardo Giannetti da Fonseca (um do "gurus" econômicos de Marina)
Leia na Fonte: Valor Econômico
[01/07/11] O valor do hoje - por Karla Spotorno


Eduardo Giannetti, o economista que ajudou a montar o programa de Marina Silva para disputar a presidência, ainda está em campanha. Em suas palestras, cada vez mais numerosas, diz que a melhor maneira de salvar o ambiente é taxar os produtos que poluem

Aos 54 anos, Giannetti não tem carro e pensa em virar vegetariano. A economia sustentável domina seu discurso


O economista mineiro Eduardo Giannetti da Fonseca atingiu o ápice de sua popularidade há quatro anos, quando estrelou um quadro do programa Fantástico, da TV Globo, sobre juros. Falava do tema em termos das escolhas que fazemos cotidianamente: acordo agora ou desligo o despertador e falto à academia? Pego um empréstimo hoje ou espero para trocar de carro? Assim conseguia trazer para o cidadão comum a essência do conceito de juros, tema de seu livro O Valor do Amanhã.

Para quem ainda guarda esta imagem, assistir a uma palestra dele agora reserva uma surpresa. Giannetti anda falando muito menos do amanhã. Ele agora fala do hoje. Anda preocupado – angustiado, até – com a falta de sustentabilidade do modelo econômico mundial. Não à toa, ajudou a coordenar a campanha de Marina Silva, candidata à presidência da República pelo Partido Verde. Giannetti prega uma revolução no modo de determinar os preços dos produtos e serviços. Quer incluir o ônus ambiental na conta ao consumidor. De certa forma, é calcular o valor da destruição, para as gerações futuras, e trazê-lo para valor presente.

A contabilidade hoje não computa os recursos aos quais nunca se fixou preço: o ar, a água e a luz do sol, por exemplo. Se um país perde grandes fábricas, o PIB cai. Mas se perde um rio ou uma floresta, a conta não se altera. No modelo defendido por Giannetti – sugerido no final do século passado por economistas alternativos –, os produtos e serviços que oneram o meio ambiente ficariam mais caros. Inclua nos custos de produção a emissão de dióxido de carbono (CO2). Pronto. A energia gerada por uma termoelétrica a carvão mineral pode ficar mais cara que a energia solar. “Um novo sistema de preços é o ideal, porque envolve a todos e muda o comportamento tanto do setor produtivo como do consumidor”, afirma. O argumento contrário é que isso traria inflação. Economistas liberais defendem que as novas tecnologias vinguem apenas quando as pessoas optarem livremente por elas. Giannetti diz que a construção de um modelo econômico que preserve o ambiente não pode esperar pela conscientização voluntária de empresários e consumidores. Em vez de mirar o coração, é preciso atingir o bolso.

A preocupação ambiental parece autêntica. Aos 54 anos, Giannetti não tem carro. Poderia comprar um modelo popular a cada palestra remunerada que dá. Mas prefere andar a pé. Sempre que pode vai aos compromissos pelas próprias pernas, mesmo quando isso lhe custa 40 minutos. “No caminho, vou pensando no que vou falar. Acho que até melhora meu desempenho na palestra.” Ele se muda agora em julho para a Vila Madalena, na Região Oeste de São Paulo, onde se pode fazer tudo a pé. Anda pensando em mudar a dieta e virar vegetariano. A decisão estaria alinhada a seu discurso contra a devastação causada pelo gado no mundo.

SER E PARECER
Sustentabilidade não é o único assunto de Giannetti – seu leque de opções para os contratantes inclui macroeconomia, a dicotomia entre mente e cérebro, ética e outros seis temas. Mas ela contamina qualquer de seus discursos. É um recado cuja potência vem aumentando. Não só porque Giannetti tem feito mais palestras (o número tem crescido quase 30% a cada ano, até as 71 de 2010), mas principalmente porque ele causa impacto duradouro em pessoas influentes. “É o tipo de palestrante que deve ser ouvido no máximo duas vezes por ano”, diz Horácio Lafer Piva, sócio e conselheiro da produtora de papéis Klabin, amigo de Giannetti desde o ensino fundamental. “Depois de uma palestra, você sai com questões para refletir e resolver internamente por uns seis meses.” Fabio Barbosa, presidente do conselho de administração do Santander no Brasil, diz o mesmo sobre os livros de Giannetti. Segundo ele, O Valor do Amanhã o fez mudar a maneira como tomava algumas decisões e até a forma como enxergava o crédito. “Esse livro me marcou profundamente.”

Giannetti jura que, se Marina tivesse sido eleita, ele não aceitaria nenhum cargo executivo. “Não gosto de dar ordens e me incomoda participar de reuniões”, afirma. “Não gosto do conflito, da controvérsia. Nesse sentido, sou muito individualista. Minha ambição é ver minhas ideias fecundas.” As palestras são uma ótima maneira de conseguir isso. “Ele chamou nossa atenção para a necessidade de a empresa não apenas ser, mas também parecer sustentável”, afirma Luciana Pellegrino, diretora-executiva da Associação Brasileira de Embalagens, que o ouviu num seminário internacional de embalagens em São Paulo, em março. “Ele diz que a percepção da sociedade tem um peso grande em relação às suas escolhas.”

O MONGE E O ECONOMISTA
Giannetti estreou como palestrante há mais de 20 anos. Hoje faz entre uma e duas palestras por semana. Boa parte é gratuita. A parte que é paga é muito bem paga. Elas vão de um discurso num congresso de neurocientistas e psiquiatras em Gramado, no Rio Grande do Sul (de graça) a uma apresentação em Lima, no Peru, para falar a executivos da General Electric de 13 países (paga), ou a conferências na França e em Portugal. No começo da carreira, era tímido. Por isso, anotava tudo o que pretendia falar, inclusive as piadas. Hoje, parece se divertir. Ri das próprias anedotas, repetidas à exaustão ao longo da carreira. E é afável ao responder a perguntas da plateia. Mas ainda entra em cena com um bloco, com anotações escritas à mão.

Em sala de aula, o professor Giannetti diz que valoriza mais uma conclusão errada do aluno que a reprodução correta de algo que está no livro. Ele é professor do Insper, um instituto de ensino e pesquisa de negócios e economia. O ofício lhe toma pouco tempo. No primeiro semestre, foram só 12 horas em sala. É docente de programas complementares ao currículo da graduação. Mesmo essa rotina pacata torna-se pesada quando ele mergulha na produção de um novo livro. Seu sonho, diz, é “ter uma ideia original”. Para escrever, se isola. Mesmo com o filho, Joel, um mestrando em filosofia de 25 anos, só fala por telefone. Por até quatro meses, muda-se para uma pousada em Tiradentes, Minas Gerais. “O Eduardo vira um monge. É inacreditável a capacidade de concentração dele”, afirma Isa Ferraz, documentarista que dirigiu a série O Valor do Amanhã, no Fantástico, em 2007.


Artigo
Leia na Fonte: Coluna de Rodrigo Constantino
[29/08/14]  Giannetti critica o “imbróglio fiscal” do governo Dilma. Ou: Belluzzo e Mantega, uma dupla e tanto! - por Rodrigo Constantino


Como já disse algumas vezes aqui, tenho o maior respeito e admiração por Eduardo Giannetti da Fonseca. Li quase todos os seus livros (falta apenas um), todos muito bons. Aprecio sua bagagem cultural, inclusive fora da área econômica, o que lhe permite uma visão abrangente da coisa. Portanto, fico muito honrado quando a turma da Unicamp o compara a mim para tentar difamá-lo.

Um texto assinado por Luiz Gonzaga Belluzzo, entre outros, acusa a “intolerância de um liberal”, referindo-se a Giannetti e “rebatendo” uma acusação que fez de que “a Unicamp é um produto típico do regime militar”. Para os autores, os mesmos que vêm ajudando a destruir nossa economia há décadas – quando não o Palmeiras – Giannetti “esteve mais próximo de gente bem menos refinada, como o blogueiro Rodrigo Constantino”.

Fico agradecido pela parte que me toca, e só posso rir do uso do termo “blogueiro” com claro viés pejorativo, sendo eu formado em economia pela PUC do Rio de Janeiro, aquela do Plano Real, que o pessoal da Unicamp foi contra. Quando faltam argumentos e quando o histórico de acertos para mostrar é inexistente, resta atacar o mensageiro mesmo.

Mas toda essa longa introdução foi apenas para chegar à coluna de hoje de Giannetti, e dizer que me sinto confortável de ser colocado no mesmo saco dele por gente como o Belluzzo. Se a economia da Unicamp nos ataca, isso é bom sinal. E Giannetti, no texto, mostra com fatos e argumentos, aquilo que essa turma não aprecia, como o governo Dilma levou para o buraco nossas contas públicas. Diz o economista:

Impossível ler a recente declaração do ministro Guido Mantega ao “Valor” (22/8) –”as nossas contas públicas estão absolutamente organizadas”– e não lembrar do que os ingleses definem como a primeira lei do jornalismo: “não acredite em nada até que tenha sido oficialmente negado”.

Belluzzo, que não satisfeito em fazer besteira na economia, resolveu quebrar o Palmeiras
O que já era ruim está se tornando ainda pior. Além dos problemas de execução da política fiscal, com resultados cada vez mais distantes das metas definidas pelo próprio governo, há fortes indícios de que o repertório de truques e malabarismos contábeis vem se ampliando perigosamente nos últimos meses.
[...]O aspecto mais preocupante, entretanto, são os indícios de que ao invés de abandonar o recurso à “contabilidade criativa”, como chegou a anunciar, o governo vem de fato se enredando ainda mais em práticas de disfarce e manipulação dos números.
[...] O expediente foi revelado por fiscais do Banco Central e consiste na prática de servir-se da Caixa e do Banco do Brasil a fim de efetuar pagamentos a descoberto de obrigações do Tesouro junto a beneficiários de programas sociais e produtores rurais, entre outros. Nos balanços do primeiro semestre, o saldo negativo do “cheque especial” do governo era de R$ 3,9 bilhões na Caixa e R$ 9,8 bilhões no BB.

Além de violar a Lei de Responsabilidade Fiscal, que proíbe esse tipo de operação, o expediente causa enorme prejuízo aos bancos estatais e nos aproxima mais alguns passos de perder a condição de “grau de investimento”.

Como um alcoólatra que jura largar o vício, mas sucumbe a cada nova tentação que se oferece, o governo Dilma repete a sina da oração do jovem Santo Agostinho: “Dai-me, Senhor, a temperança e a virtude, mas não já”.

Direto ao ponto. Contra fatos não há argumentos. E os fatos divulgados hoje pioram ainda mais a situação do governo:

As contas do setor público (União, Estados e municípios) registraram deficit de R$ 4,7 bilhões no mês passado, primeiro resultado negativo para meses de julho das estatísticas do Banco Central, informou a instituição nesta sexta-feira (29).

O número corresponde ao resultado primário, que é a diferente entre receitas e despesas não financeiras, ou seja, sem considerar o pagamento de juros da dívida.

Pela primeira vez nas estatísticas oficiais, que começam em dezembro de 2001, o setor público registrou três meses seguidos de resultados negativos, ou seja, com despesas acima do valor das receitas.


O que resta a Belluzzo, Mantega e companhia além de atacar o “blogueiro” da Veja? Esse pessoal criou esse caos econômico, e agora não sabe o que fazer. Mantega ainda vive em negação da realidade, criando bode expiatório de tudo que é jeito para se livrar da responsabilidade pela crise e pela recessão, que ele finge não existir.

Quando certo tipo de gente nos ataca, isso é a maior prova de que estamos no caminho certo.

PS: Se eu tivesse a certeza de que Marina Silva é Giannetti da Fonseca quando o assunto é economia, confesso que dormiria mais tranquilo diante das últimas pesquisas eleitorais. O problema é que ninguém pode ter tal certeza, nem mesmo o próprio…


Artigo
Leia na Fonte: Folha de S. Paulo
[27/08/14]  Sou Marina (até a posse) - por Diogo Mainardi (transcrição parcial)

"Sou um homem simples: acredito que, a cada quatro anos, é necessário trocar o bandido que nos governa. Tira-se um, bota-se outro qualquer em seu lugar. Nunca votei para presidente e, por isso mesmo, nunca me arrependi por ter votado num determinado candidato. (...)

Torci contra Fernando Henrique Cardoso em 1998. Torci contra Lula em 2002. Torci contra Lula --e torci muito-- em 2006. Torci contra Dilma em 2010. Agora estou torcendo novamente contra ela. Como se nota, além de ser um especialista em torcer contra, sou também um especialista em derrotas eleitorais. E quem se importa? Com tanto tempo ocioso, aprendi a esperar.

A candidatura de Marina Silva, para quem só sabe torcer contra, como eu, é muito animadora. Depois de 12 anos, há uma perspectiva real de derrotar o PT. E há uma perspectiva real de derrotar o PSDB, sem o qual o PT tende a desaparecer, pois perde seu adversário amestrado.

O conceito segundo o qual é necessário trocar, a cada quatro anos, o bandido que nos governa (Montesquieu, "O Espírito das Leis", volume 2), finalmente pode ser aplicado. Tira-se um, põe-se outro qualquer em seu lugar. O outro qualquer é Marina Silva? Eu topo.

A possibilidade de derrotar o PT -- toc, toc, toc -- é o aspecto mais atraente da candidatura de Marina Silva. Com um tantinho de empenho, porém, posso apontar outros.
(...)

Outro aspecto animador de Marina Silva é que ela sabe que o eventual apoio de um petista ou de um tucano só pode tirar-lhe votos, prejudicando suas chances de ser eleita. Isso deve persuadi-la a repelir, neste momento, qualquer tentativa exasperada de adesismo. Se ela ganhar, porém, tudo mudará: voluntários de todos os partidos irão oferecer seus préstimos, e ela, agradecida, aceitará, claro.

Assim como aceitará a serventia e a cumplicidade daqueles que, até hoje, sempre lucraram com Dilma e o PT: no empresariado, no sindicato, na cultura, na imprensa. Mas esse é outro motivo pelo qual me animo com a candidatura de Marina Silva: não espero rigorosamente nada de seu governo, e passarei a torcer contra ela um dia depois da posse. Sou um homem simples."


Artigo
Leia na Fonte: Coluna de Rodrigo Constantino
[26/08/14]  Roleta-russa, mesmo com cinco balas, ainda é melhor do que tiro certo na nuca - por Rodrigo Constantino

O que vai ser desse tiro no escuro?
Aécio Neves, mais por torcida do que convicção, tem dito que isso tudo é apenas uma “onda”, e que daqui a algumas semanas ficará mais claro o quadro eleitoral verdadeiro. Não sei se será o caso, ou se a “onda” verde virará um tsunami.

Só sei que é cada vez mais factível a “imagem do inferno”: Dilma e Marina no segundo turno, uma bizarra escolha do eleitor brasileiro quando se tem Aécio Neves e uma equipe de primeira como alternativa razoável, mesmo para um liberal crítico dos tucanos como eu.

Reinaldo Azevedo escreveu um texto indicando que pretende anular seu voto caso essa tragédia ocorra, pois se nega a votar em quem paira “acima” da política com ar messiânico, proferindo sentenças incompreensíveis. Peço vênia para discordar de meu vizinho virtual, quem muito respeito e cujos argumentos compreendo. Mas creio que sua conclusão é equivocada nesse caso.

Minha linha de raciocínio é bem simples, e foi bem resumida por um banqueiro de investimentos que comparou Marina a uma roleta-russa, e Dilma a um tiro certo no alvo. Um amigo meu acrescentou: roleta-russa com cinco balas no tambor (de seis). Que seja! Ainda há a chance de não sair bala fatal alguma, ao contrário de mais quatro anos de Dilma.

Para Reinaldo, o inimigo de nosso inimigo não é necessariamente nosso amigo, o que concordo totalmente, lembrando, como ele fez, que não temos inimigos, e sim adversários (talvez muitos petistas configurem, sim, um quadro de inimigos, pois assim nos enxergam). Marina é uma incógnita, um tiro no escuro, um risco grande. Mas Dilma é a certeza do fracasso e de mais passos rumo ao bolivarianismo.

E aqui chego no cerne da questão: o aparelhamento da máquina estatal pelo PT nesses 12 anos de poder. Esse é o grande inimigo a ser derrotado! Não podemos permitir mais quatro anos de aparelhamento, de novos ministros do STF apontados por critérios partidários e ideológicos, de mais apaniguados mamando nas tetas estatais, ocupando todos os milhares de cargos disponíveis, tomando conta das agências, fundos de pensão, estatais etc. O Brasil precisa de uma desintoxicação do PT!

Mesmo com todos os riscos que Marina representa, ainda é melhor tal mergulho no escuro do que permitir o avanço do aparelhamento petista. Depois pode ser tarde demais. Só a “troca de guarda” já faria bem ao país, à democracia, pois o poder de estrago causado pelos golpistas pendurados em tudo que é órgão público tende a ser fatal com mais quatro anos. Vide Argentina. Vide Venezuela.

Dito isso, o que em minha opinião já configura razão suficiente para não anular o voto e demonstrar indiferença entre Dilma e Marina, há alguma chance de mudança para melhor, se Marina tomar juízo e acatar os conselhos de pessoas com algum bom senso ao seu redor (e estas existem). As sinalizações nesta direção já começaram, como reforçar a importância do tripé macroeconômico, falar até em independência do Banco Central e indicar uma aproximação com o agronegócio, tão demonizado pelos “marineiros”.

Sabemos que Marina é imprevisível, e que seus assessores do PSB não falam necessariamente em seu nome. Sabemos, ainda, que o PSB vem tentando, com a própria Marina, mitigar o medo que os investidores e empresários têm dela. Por fim, sabemos que o discurso político pode mudar de acordo com o público. Dito tudo isso, Walter Feldman palestrou para investidores hoje cedo em evento do Itaú, e um amigo que estava lá me mandou o seguinte resumo: (...)

Claro que o “mercado” pode errar, não é infalível. Aconteceu antes, com o próprio Lula e também com Dilma. A turma demorou muito para acordar. Mas não deixa de ser um conforto saber que milhões de investidores do Brasil e do mundo interagindo livremente têm expressado uma visão de esperança com a crescente possibilidade de derrota de Dilma. Estou com eles nesse aspecto: nada pode ser pior do que mais quatro anos de Dilma! E não custa mencionar, a favor de Marina, que um tipo caricato como Emir Sader já a “acusa” de ser a “nova direita” (risos).

Cheguei a brincar, parafraseando Churchill em relação a Hitler, que se fosse para derrotar o PT eu falaria até uma coisa ou outra positiva sobre o próprio Diabo. A prioridade é retirar a corja atual do poder e trocar a “gerentona” que, com sua arrogância e viés ideológico nacional-desenvolvimentista, com certeza irá afundar o Brasil de vez se for reeleita. Que coloquem as cinco balas no tambor e apertem o gatilho logo de uma vez!

PS: Vale lembrar que ainda é cedo para cantar a vitória de Marina, e que o fenômeno pode, sim, ser uma onda passageira. Ainda fecho com uma digressão otimista de mais longo prazo. O Brasil precisou suportar 12 anos de PT para cair o mito do ex-operário salvador da Pátria, e hoje o PT é visto como o partido mais corrupto de todos, como de fato é. Talvez precise enfrentar agora quatro anos da seringueira pobre que quer salvar o planeta para cair a ficha de mais um mito boboca. Como o pepino econômico é grande e o abacaxi terá de ser digerido nos próximos anos, em 2018 o caminho ficará mais fácil para Aécio Neves, ou mesmo um candidato mais liberal de algum partido NOVO!"


Maria Alice "Neca" Setubal
Matéria de Junho de 2013
Leia na Fonte: O Globo
[08/06/13]  A fada madrinha de Marina Silva - por Mariana Timóteo da Costa

Herdeira do Itaú, Maria Alice Setubal (foto) capta recursos para o novo partido da ambientalista, em processo de coleta de assinaturas

SÃO PAULO - Reservada, fala pausada, estatura alta (1,76 metro) e elegante, Maria Alice Setubal também é conhecida por Neca, de “boneca”. O apelido foi dado pelo pai, o falecido dono do Banco Itaú, Olavo Setubal, encantado pela única filha mulher, nascida em 1951, a segunda de outros seis, todos homens. Maria Alice não nega suas origens de herdeira — a fortuna da família é avaliada em mais de R$ 5 bilhões —, mas procura ir além disso. Dirige uma fundação, a Tide Setubal, e fundou o Centro de Pesquisa para Educação e Cultura (Cenpec), entidade de referência no setor. Doutora em Psicologia da Educação pela PUC de São Paulo, ela também administra, ao lado do marido, um hotel-fazenda no interior paulista chamado Capoava (diárias a partir de R$ 1 mil). Atualmente, tem se dedicado a ajudar a ex-senadora Marina Silva a construir seu novo partido: a Rede Sustentabilidade.

— A Marina (Silva) fala que nós duas viramos amigas porque fomos contra os nossos destinos. Porque era para a Marina ser uma moça pobre do seringal do Acre e eu, uma moça rica da alta sociedade paulistana. Temos uma amizade muito bonita — diz.

A união improvável gerou frutos políticos: Maria Alice é articuladora essencial — cuida da captação de recursos —, uma espécie de fada madrinha, da Rede Sustentabilidade. O movimento está em processo de recolher as 500 mil assinaturas necessárias para se tornar um partido, o que deve ser concluído na próxima semana. Ela coloca ao dispor da amiga suas condições de intelectual e articuladora de posses e amigos importantes. O objetivo parece claro: lançar a candidatura de Marina à Presidência no ano que vem, investindo nos insatisfeitos com “este atual modelo de país, que bateu num teto”, comenta a empresária.

Garantindo ter doado somente como pessoa física, “nada muito significante”, para a criação da Rede, Maria Alice promove encontros e eventos para Marina. São desde cafés da manhã com empresários e outros interessados, passando pela venda de camisetas e produção de eventos, como um recente show em São Paulo de Adriana Calcanhotto e Nando Reis.

— Depois que o partido se estabelecer, vamos mobilizar doações via internet. A ideia é expandir e elaborar minucioso plano de capacitação de recursos — adianta Maria Alice, que diz acreditar que a coleta de assinaturas seja concluída na próxima semana.

O prazo para o trâmite no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é setembro. Segundo Maria Alice, as assinaturas ainda precisarão ser validadas e o material, enviado pelos Correios:

— Existe toda uma burocracia a seguir. A política é uma adrenalina, é muito bom de fazer quando você acredita numa pessoa e num projeto.

Maria Alice e Marina se conheceram em 2007, e a amizade cresceu às vésperas da campanha presidencial de 2010, quando o cineasta Fernando Meirelles convidou a empresária para participar de um vídeo em apoio a Marina. Ela acompanhou a então candidata do Partido Verde (PV) em viagens pelo Brasil, fez doações para a campanha, elaborou um plano de governo na área de Educação e disse ter ficado cada vez mais “impressionada com o carisma e o carinho que Marina desperta”. Em abril último, as duas estiveram em Paris. Encontraram-se com intelectuais, empresários e políticos.

Para Maria Alice, a maior parte das lideranças do Brasil e do mundo não enxerga a “horizontalidade da política”.

— A mesma coisa acontece com a Educação. Assim como a construção do conhecimento hoje é colaborativa, na política ela também deve ser. O nosso modelo político é um modelo do século XIX e não se adequa às condições do mundo atual. É corajoso tentar fazer alguma coisa, mesmo sem reforma política nenhuma.

A herdeira do Itaú frisa que “uma coisa é ela com a Rede e com Marina; outra coisa é ela com sua fundação e o Cenpec (referência nacional na produção de material didático, formação de professores e avaliação das escolas); e outra é o banco”.

O Itaú doou, segundo informações da época, R$ 1 milhão para a campanha de Marina em 2010, e a própria Maria Alice já admitiu que o banco pode voltar a participar em 2014, embora ainda seja cedo para qualquer definição.

marina diz que amiga virou militante da rede

Planos para o Brasil são o que aparentemente unem esta integrante da alta sociedade paulistana — mãe de três filhos e avó de dois — e a filha de seringueiros que virou senadora, ex-ministra do Meio Ambiente do governo Lula e presidenciável que obteve 20 milhões de votos na última eleição. Marina retribui os elogios à amiga.

— Somos duas pessoas com trajetórias em contextos diferentes, cujo ponto comum para a aproximação foi a Educação. O que nos levou a uma profunda amizade, compartilhando ideias e projetos, inclusive no espaço da política. Maria Alice agora é militante da Rede Sustentabilidade — afirma Marina Silva.

Maria Alice diz que a amiga “também vê como questões” eventuais restrições a uma candidatura sua, que passam por temas como religião. Será que Marina conseguiria separar o fato de ser evangélica de um Estado laico?

— Ela sempre defendeu o Estado laico. Marina nunca misturou sua fé, algo muito pessoal, com política; ao contrário de muitos outros que estão por aí — responde a empresária, para quem a amiga, se for mesmo candidata em 2014, também precisará “ter em torno dela pessoas que traduzam sua visão de estadista em políticas concretas, em implementação, que ela terá que mostrar”.

Valer conferir!
Fonte: Folha
[21/08/14] Entrevista de Maria Alice "Neca" Setubal à Folha de S. Paulo (Transcrição completa e vídeos)


Artigos de Maria Alice Setubal:
- O direito ao letramento
- A educação no país do futebol
- Autonomia individual e bem-estar social
- Novas formas de aprender e ensinar
- Os muros visíveis e invisíveis das escolas
- Educação pelos novos tempos
- Educação e proteção especial
- Tempos de educação, ética e participação
- O papel estratégico da educação
- Cooperação como eixo de sustentabilidade
- O professor no centro do debate educacional
- O que queremos do novo ministro da Educação?
- Para que servem as ONGs, afinal
- Até quando vamos tolerar desigualdades
- As novas formas de participação cidadã

Leia na Fonte: Website de Neca Setubal ("Sobre")
"Falar da minha história é falar das duas organizações que criei e das quais faço parte. No meu percurso como educadora e estudiosa desse universo se vão 25 anos de Cenpec (www.cenpec.org.br), uma organização focada em contribuir com a qualidade da educação no Brasil. Em 2005, eu e meus irmãos resolvemos resgatar o trabalho de minha mãe, Tide Setubal, criando a Fundação (www.fundacaotidesetubal.org.br) que leva seu nome e atende a região de São Miguel Paulista, onde ela também atuou com a criação do corpo de voluntariado de São Paulo. Hoje, contribuímos para o desenvolvimento local sustentável, com foco na melhoria da qualidade de vida daquela comunidade. Você pode saber mais assistindo aos vídeos abaixo."


Contra o Voto Nulo

Contra o Voto Nulo
Leia na Fonte: Blog da Ruth de Aquino
[08/08/14]  A força dos nulos, brancos e indecisos - por Ruth de Aquino (Transcrição parcial)
(...) Se você não quiser ou não puder apagar a luz e se mudar do Brasil, pense bem antes de votar nulo ou branco. Informe-se e decida. É aqui, neste país onde crescem os filhos e os netos, que as mudanças precisam acontecer. Todos os candidatos sabem disso. Tanto que os três prometem mudar. Não dá para conviver com esse noticiário escabroso de roubalheira oficial, escolas depredadas e sem professores, hospitais sem higiene, sem leitos, sem equipamento e sem médicos, barracos sem sistema de esgoto, mares e lagos poluídos, assaltantes e PMs que matam e estupram. É nocivo para a saúde ver como o Brasil maltrata os honestos e enriquece larápios. Vote em Dilma. Vote em Aécio. Vote em Campos. Mas vote mesmo, na hora da verdade."

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Contra o Voto Nulo
Leia na Fonte: Blog do Noblat
[08/08/14]  Vai encarar o Voto Nulo? - por Maria Helena RR de Souza (Transcrição parcial)
(...) Agora estamos caminhando para novas eleições, minha terceira aqui no Blog, se Deus permitir. Desta vez não vou citar um colunista genialmente espirituoso como Luis Fernando, mas um seu quase xará, o jornalista Fernando Rodrigues.
No dia 2 de agosto, ele publicou, na Folha, um texto de grande utilidade. Onde explica, desenha, o que acontece com o voto branco ou nulo. Começa por explicar que num eleitorado de 100 milhões, ganha quem obtiver 50 milhões mais um de votos. E acrescenta:
“Só que, se 20 milhões forem brancos ou nulos, a soma dos votos válidos cai para 80 milhões – e vencerá no primeiro turno o político que receber, pelo menos, 40 milhões mais um de apoios”.
Pois é. Quanto mais votos nulos, menos votos são necessários para uma vitória no primeiro turno!
As últimas pesquisas mostram dona Dilma na frente, sem larga margem para o segundo colocado. Mas se a campanha do Voto Nulo vingar, ela está eleita. (...)

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Contra o Voto Nulo
Leia na Fonte: Alerta Total
[15/08/14]  Voto nulo aliado do PT - por Helio Duque (Transcrição parcial)
(...) No Brasil dos dias atuais o voto nulo, branco o abstenção representa um formidável aliado dos governos de plantão. Com a agravante de ser uma plataforma política dos segmentos mais esclarecidos e bem informados. Exatamente aqueles que aos olhos da nação integram a opinião pública independente e crítica. Ao fazer a escolha de anular o voto expressam forte convicção de discordar das políticas públicas executadas pelos governos. Paradoxalmente pela atitude assumida, tornam-se aliados de quem exerce a administração pública em todos os níveis. No caso da República, a administração Dilma Rousseff deveria incluir no seu programa de governo forte apoio aos defensores do voto nulo, branco e abstenção. Em 2010 foi fundamenta para a sua eleição.(...)


Reportagem
Leia na Fonte: Veja
[17/08/14]  Bolsa Família, o maior colégio eleitoral do Brasil - por Gabriel Castro e Laryssa Borges (Íntegra)

Um eleitorado de 40 milhões de pessoas é influenciado pelo programa, que, especialmente no Nordeste, se tornou uma arma eleitoral incomparável

“Quem de vocês aqui gosta do Bolsa Família levanta a mão?”, brada ao microfone, do alto de um palanque improvisado, o senador Lobão Filho, candidato do PMDB ao governo do Maranhão, na pequena cidade de Barra do Corda (85.000 habitantes). A plateia reagiu imediatamente com os braços estendidos. O candidato continuou: “Isso me preocupa, porque os nossos adversários estão unidos a Aécio Neves, que já disse em todos os jornais e todas as emissoras de TV que é contra o Bolsa Família".

Filho do ministro Edison Lobão (Minas e Energia), que orbita o petismo como representante de José Sarney há anos, o candidato peemedebista convive com Aécio Neves no Senado. Os dois são colegas. O peemedebista sabe que o tucano nunca se opôs ao programa – pelo contrário, é de Aécio a proposta para transformar o programa em política permanente de Estado. Mas, nos grotões do Brasil, Lobão Filho utiliza um discurso convenientemente falso. Mesmo um candidato ligado à oligarquia recorre ao discurso de que os seus concorrentes são inimigos do povo por causa de uma oposição fictícia ao programa.

Nas últimas semanas, os candidatos a presidente (especialmente Dilma Rousseff) intensificaram as viagens a São Paulo para tentar conquistar a simpatia do eleitor paulista. A razão é óbvia: o Estado tem 32 milhões de votos, o maior número de eleitores entre as unidades da federação. Mas, na disputa deste ano, também está em jogo um "colégio eleitoral" muito mais poderoso – e leal: o dos beneficiados pelo Bolsa Família. São aproximadamente 40 milhões de eleitores, espalhados pelas 14,2 milhões de famílias que recebem o benefício. Esse grupo tende a votar na candidata petista com uma fidelidade incomparável. E, claro, essa arma é utilizada à exaustão Brasil afora, especialmente longe dos holofotes.

Neste ano, a Bahia foi a que mais recebeu repasses do governo federal no programa Bolsa Família: 1,36 bilhão de reais, segundo o Portal da Transparência do governo federal. As maiores cidades do estado são as principais beneficiárias: Salvador, com 113,8 milhões de reais neste ano, Feira de Santana, com 29,2 milhões de reais, e Vitória da Conquista, com 21,9 milhões de reais.

Há mais beneficiários do programa na Bahia do que em São Paulo, cuja população é três vezes vezes maior. Mais em Pernambuco do que em Minas Gerias. Mais no Maranhão do que no Rio de Janeiro. Isso ajuda a explicar por que o Nordeste se transformou em uma quase intransponível fortaleza eleitoral do petismo. Em 2014, até agora, o governo destinou 10,5 bilhões de reais ao programa.

Jailza Barbosa, 33, desempregada, moradora do bairro Cajazeiras, em Salvador, tem dois filhos, de 10 e 15 anos, e recebe 134 reais por mês. “O candidato em que eu vou votar é o do partido que me ajuda por causa do Bolsa Família. Não sei o nome dele, mas já estava com isso na cabeça. O programa é muito bom porque me ajuda e é a única renda que eu tenho hoje”, diz.

O número de beneficiários só tem aumentado: em 2004, eram 6,6 milhões de famílias atendidas. A elevação desde então foi de 215%, muito acima do crescimento vegetativo na população – e se deu num período em que, segundo o governo, dezenas de milhões de pesoas deixaram a pobreza. Os números ajudam a entender o que é fácil de constatar in loco.

Na cidade Central do Maranhão, onde Dilma teve 96% dos votos em 2010, é difícil encontrar alguém que saiba quais são os adversários da presidente Dilma Rousseff. E a razão principal para o apoio incondicional à petista, seja qual for o oponente, é apresentada pelos próprios eleitores. Como o lavrador Carlos Azevedo: “Para mim, a candidata é a Dilma. A gente tem medo de tirarem o Bolsa Família”, diz ele, ao lado da mulher, a dona-de-casa Marinete Viana. Ela diz ter visto na televisão a informação de que os adversários da presidente colocariam fim ao programa.

"Não me interessa saber quem são os outros candidatos", declara Claudilene Melo, que trabalha como doméstica mas também recebe o Bolsa Família.

O cenário eleitoral deve acentuar a importância do Bolsa Família para a candidatura de Dilma Rousseff. A trágica morte do candidato Eduardo Campos e a possível entrada de Marina Silva na disputa devem acentuar, por um lado, a vantagem de Dilma no Nordeste (onde Campos era mais popular) e, por outro lado, tirar votos da petista nas grandes cidades (onde Marina tem um eleitorado mais forte). Como consequência, a tendência é que o PT se encastele ainda mais no Nordeste, onde estão 52% dos beneficiados pelo Bolsa Família (a região tem apenas 27,7% da população brasileira).

"O governo vai se fiar nesses programas de transferência de renda, porque a gerência macroeconômica é débil, a inflação é crescente, o crescimento econômicio tem sido pífio", diz o professor Carlos Pereira, da Fundação Getúlio Vargas.

O efeito do Bolsa Família nas eleições de 2006 e 2010 foi objeto da análise de pesquisadores do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB). Conclusão: havia uma forte correlação entre o voto no PT e a participação no programa do governo.

Independentemente da postura dos adversários de Dilma Rousseff, a maior parte dos eleitores que recebem o Bolsa Família não arrisca apoiar aquilo que veem como uma aposta duvidosa. Para o jogo democrático, o efeito é desastroso. Se o único critério na escolha do candidato é o Bolsa Família, o eleitor vota sem levar em conta outros temas essenciais, como as políticas para saúde, segurança e o combate à corrupção. “É como se nós tivéssemos voltando para o século XIX, com os currais eleitorais fechados”, diz o professor José Matias-Pereira, da UnB.

Como o número de beneficiários do Bolsa Família cresce continuamente, é cada vez maior o contingente de eleitores que escolhe seu candidato presidencial apenas com base no receio de perder o pagamento mensal. “O coronel local está sendo substituído pelo coronel federal. Mas o padrão é o mesmo: o modelo patrimonialista onde indivíduo usa os bens do estado para se beneficiar politica ou em benefício próprio”, afirma o professor da UnB.


Renata Campos
Leia na Fonte: Estadão

[16/08/14]  Não há impedimento legal para viúva de Campos se candidatar

BRASÍLIA - Não existem impedimentos legais para que a viúva de Eduardo Campos dispute a eleição presidencial deste ano na chapa que era encabeçada pelo marido morto na quarta-feira em acidente aéreo. O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de Pernambuco, Valdecir Paschoal, afirmou ao Estado que Renata Campos (foto) está licenciada do cargo de auditora. Pelas regras eleitorais, servidores públicos podem ser candidatos desde que se afastem com antecedência mínima de três meses da eleição, que é o caso de Renata.

Enquanto o marido governou Pernambuco, Renata ficou afastada do TCE e atuou como coordenadora do conselho consultivo do programa Mãe Coruja pernambucana. Após a renúncia de Eduardo Campos para disputar o Palácio do Planalto, ela voltou apenas formalmente para o tribunal no dia 7 de abril deste ano. Contudo, já entrou no tribunal em licença maternidade. Em seguida, saiu em férias, período que se encerra no próximo dia 28. Formada em economia, Renata é auditora concursada do TCE há 20 anos.

O presidente do tribunal de contas confirmou ao Estado que Renata não trabalhou nenhum dia nos últimos quatro meses. "Ela não trabalhou nenhum dia. Tirou uma licença gestante e, em ato contínuo, férias", disse. Um dos conselheiros do TCE ouvidos pelo Estado afirmou que Renata nessa condição ela está apta a se candidatar na chapa com Marina caso queira.

A lei complementar 64, de 1990, conhecida como Lei das Inelegibilidades, estabelece que os servidores públicos que disputarão cargos eletivos têm de se licenciar com pelo menos três meses de antecedência. Dois ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmaram que o afastamento de Renata para cuidar do filho recém nascido e as férias garantem a ela os requisitos para disputar a eleição se assim desejar. De acordo com eles, a exigência tem o objetivo de evitar que o servidor use o cargo em benefício da campanha.

Vice - O nome de Renata vem sendo cogitado por aliados de Marina Silva, a provável sucessora de Eduardo Campos, para ser vice na chapa. Com 45 anos de idade, a viúva é filiada ao PSB desde 1991. Pela legislação eleitoral brasileira, uma pessoa pode disputar uma eleição desde que esteja filiada a partido político.

O prazo para registro de candidaturas foi encerrado em julho. Mas a lei prevê exceções. Uma delas é no caso de morte de candidato. Nessa circunstância, a mudança tem de ser feita em até dez dias do fato. Pessoas próximas a Renata, contudo, não consideram que ela aceitaria um convite para assumir a vaga de vice por causa dos cinco filhos. Renata acompanhava Eduardo Campos em reuniões políticas e viagens e sempre opinava sobre as decisões estratégicas da campanha. Após a morte do marido, Renata não deu nenhuma declaração pública.


Reportagem
Leia na Fonte: Estadão
[11/08/14]  Consultoria diz a clientes que Dilma é manutenção da 'mediocridade' - por Letícia Sorg e Gustavo Porto (Íntegra)

Em relatório sobre cenário eleitoral, economistas avaliam que "poste se transformou em porrete" e que situação atual da presidente deixa adversários em situação "desencorajante"

São Paulo - A consultoria Rosenberg Associados divulgou nesta segunda-feira relatório a seus clientes em que diz que "só muita torcida contra pode impedir uma pessoa racional de perceber como Dilma é favorita" e que a confirmação do cenário mais provável para as eleições mostra "continuidade da mediocridade, do descompromisso com a Lógica, do mau humor prepotente do poste que se transformou em porrete contra o senso comum".

No relatório, assinado pela economista-chefe, Thaís Zara, pelos economistas Rafael Bistafa e Leonardo França Costa e pelo estagiário Eduardo Soares Bueno, a consultoria afirma que a presidente Dilma Rousseff (PT) está "plantada numa sólida diferença para os demais que, se não é confortável, é desencorajante" para os adversários, que terão bem menos tempo no horário eleitoral do que a petista. Para a Rosenberg, Dilma vai usar seu tempo para "alertar a classe baixa de que a elite está tentando anular suas conquistas e trazer de volta um passado de dificuldades".

Ainda no comentário, a consultoria diz que, com o cenário mais provável de reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB), São Paulo "tem tudo para continuar sendo o bastião da resistência ao bolivarismo". Na avaliação da Rosenberg, é "muito profunda a admiração do povo pelo seu governador discreto, muito enraizada a rejeição ao petismo para este quadro se alterar". Já ao Senado, a consultoria vê uma disputa "emocionante", em que a "rejeição visceral a (José) Serra equilibra a luta contra o surpreendente (Eduardo) Suplicy e o politécnico (Gilberto) Kassab".

O relatório ainda cita as denúncias da ex-contadora do doleiro Alberto Youssef na revista Veja para dizer que "mudam os práticos no Poder, mas não suas práticas".

Consultada pelo Broadcast Político, serviço em tempo real da Agência Estado, a economista-chefe, Thaís Zara, afirmou que o posicionamento da consultoria é de independência. "Não temos ligação com nenhum partido político."

No final de julho, um informativo elaborado pelo banco Santander com análise de conjuntura econômica apostava em piora da economia caso Dilma subisse nas pesquisas de intenção de voto. O texto provocou mal-estar entre integrantes do Palácio do Planalto e o PT criticou a conduta da instituição por entender que o informe poderia interferir na decisão do voto.

A direção do banco se retratou publicamente e informou que os responsáveis pelo texto seriam demitidos. Dias depois, ao comentar o episódio, Dilma disse ser "inadmissível" que setores do mercado financeiro interfiram no processo eleitoral.


• Textos de Carlos Alberto Sardenberg

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando os links para acesso direto aos textos de Carlos Alberto Sardenberg neste website, onde está listada uma seleção inicial.

Carlos Alberto Sardenberg, jornalista, é âncora do programa CBN Brasil, veiculado de segunda a sexta, das 12 às 14 hs, pela CBN, rede nacional de radiojornalismo. É comentarista econômico dos programas noticiosos da CBN, do Jornal das Dez (da Globonews) e do Jornal da Globo, da TV Globo. Escreve uma coluna em O Estado de S.Paulo, às segundas-feiras, e outra, às quintas-feiras, no jornal O Globo. (...) Em 43 anos de jornalismo, trabalhou como repórter, redator e editor nos jornais O Estado de S.Paulo, Jornal do Brasil e Folha de S.Paulo. Nas mesmas funções, trabalhou ainda nas revistas Veja e IstoÉ. Ler mais "resumo biográfico". HR

Seleção de textos de Carlos Alberto Sardenberg:

07/08/14
Pode?
(...) "Mas, além de ser uma questão complexa em qualquer democracia, há entre nós um bloqueio político/eleitoral. O pessoal foge de escolhas concretas, fica no princípio geral que não compromete, mas também não resolve as diferentes situações.
Vamos falar francamente: excetuando as minorias que querem subverter a ordem capitalista, somos todos a favor da livre manifestação das ideias e também achamos que a ordem pública deve ser mantida. OK. Mas uma manifestação pode bloquear a entrada de um hospital ou de uma escola ou de uma repartição que atenda o público? O grevista pode tentar convencer o não grevista? E se o não grevista não quiser ouvir? A autoridade pública, democraticamente eleita, pode vetar manifestações em determinadas áreas da cidade ou em determinados horários? É livre o bloqueio do trânsito, como parecer ser por aqui? O grupo político tem que comunicar previamente data e trajeto da manifestação ou pode sair por aí? A polícia pode bloquear um grupo de mascarados que se aproxima de um banco, uma loja ou um prédio público? Pode prender por suspeita de que haverá um saque ou só pode agir depois que o saque começa? Aliás, o que caracteriza uma manifestação? (A reunião de duas ou mais pessoas, diz a Corte americana).
Resumo da ópera: a lei e as cortes, democraticamente, precisam dizer concretamente o que pode e o que não pode."


31/07/14
O dinheiro e a informação
10/07/14
Importar é a solução
26/06/14
Na balada
12/06/14
Só queremos o hexa

==> Leia mais na web, neste website ou no Blog do Noblat, nesta Coleção.


• 25 de julho de 1966:  O "atentado de Guararapes"

Nota de Helio Rosa:
Escrevi no topo desta coluna:
(...)
Com 73 anos de idade, acompanhei e vivenciei a história recente do país e sou testemunha ocular e sobrevivente do "atentado do aeroporto dos Guararapes", em 1966 (...)
Para não deixar este "25 de julho" passar em branco, transcrevo um texto de 2013 do jornalista Elio Gaspari.
HR

Leia na Fonte: Blog do Noblat
[15/12/13]  Eduardo Campos e o atentado de Guararapes - por Elio Gaspari

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, tinha 1 ano de vida quando aconteceu o primeiro atentado terrorista de vulto da década.

No dia 25 de julho de 1966, explodiu uma bomba no saguão do aeroporto de Guararapes, onde centenas de pessoas esperavam pelo marechal Arthur da Costa e Silva, que sucederia a seu colega Castello Branco na Presidência da República.

A explosão matou um almirante, um jornalista e feriu 14 pessoas, inclusive uma criança.

Durante a cerimônia em que Ricardo Zarattini foi justamente inocentado de qualquer responsabilidade pelo episódio, Campos relembrou uma velha desconfiança: o atentado teria sido “um episódio utilizado para dividir a resistência ao golpe”.

Sem o esclarecimento de que o atentado foi obra de militantes de esquerda, sobra a suspeita de que os militares tiveram algo a ver com a coisa. Lenda desonesta.




Atentado no Aeroporto de Guararapes, Recife, 25 de julho de 1966.

Naqueles dias, explodiram no Recife três bombas. Todas colocadas por um grupo ligado à Ação Popular, a AP. Quem montou e colocou o explosivo no aeroporto foi Raimundo Gonçalves Figueiredo, o “Raimundinho”.

Vindo para o Rio, e militando na VAR-Palmares, detonou mais duas bombas e foi assassinado em 1971.

Eduardo Campos já tinha 25 anos quando Jacob Gorender esclareceu que Zarattini nada tinha a ver com o atentado. Gorender sabia a identidade do autor.

O governador tinha 30 anos quando o “Jornal do Commercio” do Recife publicou uma reportagem definitiva sobre o assunto. Nela, havia uma entrevista do ex-padre Alípio de Freitas, que teria sido o mentor do grupo, ao repórter Gilvandro Filho.

Nas palavras de Alípio: “Morreu gente, nós lamentamos. Mas aquilo era uma guerra, tinha que haver vítimas”.


• Textos de Sandro Vaia

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando os links para acesso direto aos textos de Sandro Vaia neste website, onde está listada uma seleção inicial.

Sandro Vaia é jornalista. Foi repórter, redator e editor do Jornal da Tarde, diretor de Redação da revista Afinal, diretor de Informação da Agência Estado e diretor de Redação de “O Estado de S.Paulo”. É autor do livro “A Ilha Roubada”, (editora Barcarolla) sobre a blogueira cubana Yoani Sanchez e "Armênio Guedes, Sereno Guerreito da Liberdade"(editora Barcarolla). E.mail: svaia@uol.com.br. HR

Seleção de textos de Sandro Vaia
:
08/08/14
Os Dialetos
(...) "A presidente, em seu peculiar modo de manejar a linguagem, explicou assim qual era a sua posição sobre o denunciado arranjo entre parlamentares e diretores da Petrobras convocados para depor na CPI que deveria apurar os supostos “malfeitos” que fizeram a empresa descarrilar em negócios nebulosos como a compra da refinaria de Pasadena e a construção da refinaria Abreu e Lima:
“Vou te falar uma coisa. Acho extraordinário. Primeiro porque o Palácio do Planalto não é expert em petróleo e gás. O expert em petróleo e gás é a Petrobras. Eu queria saber se você pode me informar quem elabora perguntas sobre petróleo e gás para a oposição também. Muito obrigada. Não é o Palácio do Planalto nem nenhuma sede de nenhum partido. Quem sabe das perguntas sobre petróleo e gás só tem um lugar. Pergunta só tem um lugar no Brasil. Eu diria vários lugares no Brasil: a Petrobras e todas as empresas de petróleo e gás”.
Nem Saussurre seria capaz de estabelecer relação entre significado e significante nessa frase." (...)


01/08/14
A roda quadrada

25/07/14
Mistérios da mente
18/07/14
É "Tois" no banco
11/07/14
Os vivos e os mortos
04/07/14
Festa de trapos coloridos

==> Leia mais na web, neste website ou no Blog do Noblat, nesta Coleção


 O famigerado Decreto 8.243/2014

Nota de Helio Rosa:
01.
Estou construindo um website sobre o tema, constituído de uma Página Inicial, um Índice de Artigos e Notícias e uma coleção de transcrições.

02.

Chamado por um editorial do Estadão de “um conjunto de barbaridades jurídicas”,  por Reinaldo Azevedo de “a instalação da ditadura petista por decreto”, pelo jurista Ives Gandra Martins de "decreto ditatorial e que está bem na linha de um governo bolivariano",  o Decreto 8.243/2014 foi editado pela Presidência da República em 23/05/14, tendo sido publicado no Diário Oficial no dia 26 e entrado em vigor na mesma data.

O cientista político Bolívar Lamounier diz que o decreto dos conselhos “tem catinga de fascismo” na sua “flagrante inconstitucionalidade”, pela “indigência intelectual que exala” e por sua “mal disfarçada sonoridade ideológica populo-esquerdoide-fascistoide”, calculada para agradar a um certo público interno do PT e a setores externos que não digerem a democracia “burguesa”.

"A presidente Dilma Rousseff quer modificar o sistema brasileiro de governo. Desistiu da Assembleia Constituinte para a reforma política - ideia nascida de supetão ante as manifestações de junho passado e que felizmente nem chegou a sair do casulo - e agora tenta por decreto mudar a ordem constitucional. O Decreto 8.243, de 23 de maio de 2014, que cria a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS), é um conjunto de barbaridades jurídicas, ainda que possa soar, numa leitura desatenta, como uma resposta aos difusos anseios das ruas. Na realidade é o mais puro oportunismo, aproveitando os ventos do momento para impor velhas pretensões do PT, sempre rejeitadas pela Nação, a respeito do que membros desse partido entendem que deva ser uma democracia." (Fonte: Estadão)

"A defesa do decreto pelos ministros Aloizio Mercadante e Gilberto Carvalho, a quem ficariam subordinados os tais conselhos, não resiste a uma simples constatação: se boa fé política os movesse, o Congresso seria incluído na iniciativa com uma proposta em forma de projeto de lei, ainda que isso não corrigisse a inconsistência da iniciativa.
Mas como a ideia é exatamente substituir o Poder Legislativo por conselhos de composição ideológica afinada com o PT, a opção pelo decreto é autoexplicativa. O assembleísmo, do qual são retrato fiel as chamadas conferências nacionais do PT, representaria a "sociedade civil", no ideal petista de governo, onde o Congresso seria melhor se decorativo."
[João Bosco Rabello - jornalista]

Leia a íntegra do Decreto nº 8243 de 23 de maio de 2014
HR

Matérias registradas:

Leia na Fonte: diário do Comércio
[22/07/14]  Um decreto de poder - por José Márcio Mendonça
"Muito já se escreveu sobre o decreto 8.243 da presidente Dilma Rousseff , sobre participação popular na administração pública e sobre seus inúmeros efeitos deletérios – um deles a incomodar a Congresso Nacional, que é redução do papel do legislativo na elaboração das políticas públicas. Esvaziados já, Câmara e Senado mais esvaziados ainda ficariam. No limite, é uma agressão ao sistema representativo, com a instalação de uma espécie de democracia direta tupiniquim – fala-se até em um novo bolivarianismo. Para completar, o homem no governo que coordena todo esse projeto, o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, alheio às críticas e à iniciativa do Congresso, por indução da oposição, de anular o decreto presidencial, anuncia um outro decreto para criar as condições financeiras para financiar o funcionamento dos Conselhos Populares. Os passos são largos para tornar o fato consumado em fato consumadíssimo." (...)

Leia na Fonte: JusBrasil
[22/07/14]  Aspectos político-constitucionais do Decreto nº. 8.243 - por Ricardo Nogueira
"Publicou-se, no dia 26 de maio de 2014, o Decreto nº. 8.243, que, a despeito de dispositivos reveladores de autêntico aperfeiçoamento dos mecanismos de participação popular, pode ser nomeado de ato institucional que desvirtua a democracia representativa ao garantir a permanente influência de partidos políticos ligados aos movimentos sociais mesmo quando não tiverem sido eleito pelo povo para tomar decisões na gestão da coisa pública. Em evidente transferência da soberania do povo aos movimentos sociais, o decreto assegura mecanismo à pressão de grupos de interesses, na atuação sobre órgãos governamentais." (...)

Leia na Fonte: O Estado de S.Paulo
[22/07/14]  Vocação bolivariana - por Ives Gandra da Silva Martins
Leia na Fonte: O Estado de S.Paulo
[21/07/14]  Teimosia inconstitucional - Editorial
Leia na Fonte: Diário da Manhã
[18/07/14]  O Congresso é contra o Decreto 8.243 - por Edgard Gobbi
Leia na Fonte: R7
[17/07/14]  Artistas se mobilizam e engrossam coro contra conselhos populares
Leia na Fonte: Blog do Aluízio Amorim
[07/07/14]  Exclusivo! Advocacia Geral da União (AGU) entrou em ação e sites do mega-programa comunista do PT (Decreto 8.243) são "congelados"  - por Aluízio Amorim
Leia na Fonte: Blog do Aluízio Amorim
[02/07/14]  Por trás do decreto 8.243, a diabólica organização golísta do PT nos porões no Palácio do Planalto - por Aluízio Amorim
Leia na Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo / Veja
[02/07/14]  Câmara pode votar hoje Decreto Legislativo que repudia arroto autoritário da dupla Dilma-Gilberto Carvalho: o Decreto 8.243, aquele que abre a porta para o fim da propriedade privada. E não se trata de exagero. Basta ser alfabetizado e saber ler! Que não falte hombridade aos deputados para defender o Parlamento!
Leia na Fonte: Repórter Nacional
[30/06/14]  Brasil: pouco mais de 30 dias na companhia do Decreto nº 8.243 - por Thaiane Firmino
Leia na Fonte: Veja
[23/06/14]  O decreto bolivariano de Dilma e a farsa dos conselhos “populares” - por Daniel Jelin
Leia na fonte: Portal 100 Fronteiras
[21/06/14]  PT quer amordaçar sociedade civil - por Rodrigo Constantino
Leia na Fonte: O Estado de S.Paulo
[20/06/14]  O decreto e a realidade - Editorial
Leia na Fonte: O Povo Online
[19/06/14]  Dilma não vai recuar em decreto, diz Gilberto Carvalho
Leia na Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo
[16/06/14]  De novo, o Decreto 8.243, de Dilma. É golpista e bolivariano, sim! Ou: O que não me parece bom nas seis perguntas e seis respostas da Folha - por Reinaldo Azevedo
Leia na Fonte: consultor Jurídico
[16/06/14]  Política Nacional de Participação Social é quase impossível - por Carlos Henrique Abrão

==> Leia mais: Consulte o Índice de Artigos e Notícias do tema no WirelessBRASIL


• Textos de Dorrit Harazim

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando os links para acesso direto aos textos de Dorrit Harazim neste website, onde está listada uma seleção inicial, "em construção".

Dorrit Harazim começou a carreira jornalística em 1966 como pesquisadora da revista semanal francesa Express. Ainda em Paris, foi convidada por Mino Carta a se juntar à equipe da recém-lançada revista VEJA, em 1968. Foi repórter, editora, redatora-chefe da revista ao longo das décadas seguintes e chefiou o escritório da Editora Abril em Nova York durante cinco anos. Ao longo deste percurso recebeu 11 prêmios Abril de Jornalismo. Também trabalhou no Jornal do Brasil nos anos 1970. 
Ler mais na Wikipédia. HR

Seleção de textos de Dorrit Harazim:
27/07/14
Sem olhos em Gaza
(...) O mundo melhorou pouco de lá para cá. Hoje continua-se a tatear em Gaza, sempre às cegas. Dentro do enclave de 40 quilômetros de extensão e menos de dez quilômetros de largura vivem perto de dois milhões de palestinos ali confinados. Há três semanas eles não conseguem escapar da ratoeira transformada em campo de morte em pleno Ramadã." (...)


20/07/14
Era de incertezas
11/07/14
Seleção selfie: espetaculosa até o fim
06/07/14
O califado de olho em Messi
29/06/14
Aquarela do Brasil
22//06/14
O gol mais patético da história
08/06/14
O resgate do soldado Bergdhal
01/06/14
Um grito de sanidade
25/05/14
Visita ao Museu de História Não Natural
11/05/14
O papelão feminista fiel a Clinton
27/04/14
Pátria e morte
13/04/14
A arte de pedir desculpas à História
06/04/14
Dois diagnósticos
23/03/14
Por trás de uma cadeira

==> Leia mais na web, neste website ou no Blog do Noblat, nesta Coleção.


30/05/14 - A foto do dia
Formação de Padilha

(Recorte de uma foto publicada no blog de Reinaldo Azevedo)


Revolução de 1964 - Os 31 dias de Março e os primeiros dias de Abril
  
Website do BLOCO Resistência - Transcrição dos jornais da época

15/04/13 (Último dia desta serie de "posts")
Revolução de 1964 - Os primeiros dias de Abril (15) - Seleção de manchetes dos dias 15 e 16 Abr 1964 + Leituras complementares

Nota de Helio Rosa:
Este "post" conclui a Série sobre a os acontecimentos no entorno do dia 31 de março de 1964. Neste website estão transcritas ou referenciadas as principais notícias dos jornais da época (aqueles cujos acervos estão disponíveis na web) que foram lembradas aqui durante todo o mês de março, com prosseguimento até o dia 15 de abril, para repercutir principalmente mais dois fatos importantes: o Ato Institucional (mais tarde chamado de nº 1) e a eleição do general Humberto de Alencar Castelo Branco para presidir o Brasil em substituição ao sr. Ranieri Mazzilli, empossado pelo Congresso, com o abandono do cargo pelo Sr. João Goulart. O "post" de hoje contém também notícias e manchetes do dia 16 de abril.

Algumas das páginas dos acervos estão com imagens precárias, impossíveis de reprodução pelo método de "reconhecimento de caracteres", mas sempre será possível a leitura na fonte. Este é objetivo deste esforço: convidar e estimular a leitura do que foi registrado para que cada um possa formar sua própria opinião!
A história do "movimento revolucionário de 31 de março de 1964" passa por uma tentativa de esquecimento (ou reformulação) por parte do governo e do partido dominante que lhe dá suporte. Se alguém tem dúvida do ocorrido, deve ler os jornais da época e consultar obras de historiadores isentos.

É importante, para se situar no tempo, lembrar que na época, Rússia, China e Cuba eram ditaduras sanguinárias e havia um fortíssimo esforço desses países para exportar o comunismo para todas as nações do mundo. O Partido Comunista Brasileiro (PCB), desde sua criação, em 1922, alternou longos períodos na ilegalidade. No governo João Goulart, derrubado pelo movimento de 1964, os comunistas continuavam na ilegalidade mas seus integrantes estavam muito infiltrados no governo, conforme comprovam os jornais da época.
Daí a enorme participação popular nas famosas "Marchas da Família com Deus pela Liberdade", também chamadas de "Marchas da Vitória", após o "31 de Março" (ver Cronologia das Marchas da Família em todo o Brasil em 1964).

O "movimento revolucionário de 1964" é um momento marcante da história do Brasil, com envolvimento de toda a sociedade, e deve ser glorificado. Sempre! Não será esquecido!
HR

==> Ler a íntegra do "post" e a transcrição das matérias

Matérias transcritas nesta página:
Fonte: Acervo do Jornal do Brasil
[16/04/64]  Rio festeja a posse de Castelo

Fonte: Acervo do Jornal do Brasil
[15/04/64]  Vitória Democrática - Editorial de 15 de abril

Fonte: Acervo do Jornal do Brasil
[16/04/64]  Cruzada cívica - Editorial de 16 de abril

Fonte: Acervo do Jornal do Brasil
[16/04/64]  Discurso de posse do Presidente Castelo Branco

Leitura complementar:
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Humberto de Alencar Castelo Branco

Referências sem transcrição:
Manchetes
Acervo do Jornal do Brasil - Edição de 15 abril de 64
- Castelo toma posse e revela Ministério hoje
- Castelo Branco chega à Brasília ao meio-dia para tomar posse
- Brasília recebe seu quinto Presidente (coluna do jornalista Carlos Castello Branco)
- Castelo declara bens antes de de assumir a Presidência da República
- Ministro da Guerra diz que chegou a hora de a tropa voltar para o quartel
- Comando suspende direitos políticos de mais 67 pessoas
- Vitória democrática - Editorial
- PSD teme Ministério de tendência udenista
- Lacerda em S. Paulo adverte que a revolução não tolera pressão de interesses

Acervo do Jornal do Brasil - Edição de 16 de abril de 64
- Castelo condena radicalismo e anuncia reformas
- Castelo Branco vai estimular livre empresa com justiça social
- Posse do Presidente durou 45 minutos
- Mazzilli passa faixa a Castelo
- PSD deverá ter uma participação maior
- Mazzilli pede a Castelo que promova a recuperação econômica do Brasil

Acervo da Folha de São Paulo - Edição de 15 de abril de 64
- Castelo já Marechal assumirá às 16 horas
- Carta ao Presidente - Editorial
- Castelo - história em quatro etapas
- Adaptação do Regimento Interno ao Ato Institucional

Acervo da Folha de São Paulo - Edição de 16 de abril de 64
- Castelo pede ajuda a todos os brasileiros
- Escolhidos doze ministros; falta um
- Ministério menos político não chega a ser apolítico
- O Presidente de todos - Editorial
- Saneamento na Educação
- Castelo, o 1º Presidente a fazer declaração de bens
- Seis Ministros assumiram hoje

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Consulte a relação de todos os "posts" no Índice geral do  BLOCO Cidadania.
 


"Posts" sobre um mesmo tema colecionados em páginas especiais:

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Destaques:
- Revolução de 1964 - Artigos e notícias de jornais da época, dia a dia, durante os 31 dias de Março e os 15 primeiros dias de Abril de 1964
- "Mensalão": registro resumido do dia a dia do julgamento - Atualizado até a seção do encerramento: 53º dia (17/12/12).
- Coleção de vídeos da Veja com debates sobre o julgamento do "mensalão

A Comichão da Meia-Verdade
A partilha do butim 
A tropa do BloP - Blogueiros Progressistas
A Turma da Presidenta 
Com ou sem Tiririca, o Congresso pior fica
Controle social da mídia 
Dilma na luta armada 
Discursos e promessas de Dilma 
GOLP - Governo Lula Paralelo
Herança maldita do governo Lula
Inácio, o falastrão 
Mal assessorada, Dilma acende estopim de crise militar
"O Chefe": Livro sobre o escândalo do "mensalão" 
O escândalo do "mensalão" 
"Orvil": A "Comissão da Verdade" do Exército que assombra a esquerda brasileira 
O papel das oposições 
Revolução de 1964 - Os 31 dias de Março e os primeiros dias de Abril (transcrição dos jornais da época, dia a dia) 
Teori Zavascki, novo Ministro do STF
Xô, Dirceu! O povo não esqueceu!