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Outubro 2007               Índice Geral do BLOCO

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01/10/07
 
Internet: Governança e Neutralidade

Olá,
ComUnidade WirelessBRASIL!
 
Estamos dando mais uma passadinha  pelo Thesis da nossa participante Jana de Paula e pela coluna/blog "Circuito" da Cristina de Luca no "Convergência Digital".  :-)
 
Anotamos este "post" da Cristina:

[17/09/07]   
Neutralidade na Internet: a próxima fronteira

E recortamos: (...) O tema da "neutralidade das redes" será, sem dúvida, um dos mais polêmicos entre todos em discussão na segunda edição do Internet Governance Forum (IGF), que acontecerá no Rio de Janeiro, em novembro de 2007. (...)
 
Numa mensagem de janeiro deste ano registramos as "definições" rápidas dos termos "Governança" e "Neutralidade" para entender o noticiário da época:
(...) não confundir "Neutralidade da Internet" com "Governança da Internet": 

O tema "Governança" envolve o "controle de fato" exercido pelos Estados Unidos que é o principal administrador da internet desde que a web foi criada como um projeto militar nos anos 60. E a contestação que paises como Brasil, China, Índia e, mais recentemente, a União Européia, fazem sobre este controle.

(...) Em jogo está a preservação do princípio da "neutralidade da rede", que nasceu com a internet e deu-lhe o caráter aberto e democrático que teve até agora. Ainda vigente, a "neutralidade" proíbe as grandes empresas telefônicas e operadoras de cabo, que são donas das redes físicas pelas quais trafegam as informações, de discriminar os usuários, garantindo o fluxo livre e rápido das informações online, sem privilégios quanto à velocidade dos serviços oferecidos. (...) [EUA começam a discutir o futuro da internet - Editorial: Comitê Gestor da Internet

Numa certa mensagem, o nosso "momentaneamente sumido" Courtnay Guimarães escrevia esta introdução sobre "neutralidade":

(...) "Caros, vale a pena acompanhar de perto o desenrolar dessa arenga, que acontece neste momento, em especial, nos tribunais e congresso americano.
O resumo é que as empresas de telefonia querem mudar o jogo, cobrando coisas diferentes para os serviços "especiais" (dados, vídeo, etc), que hoje rolam soltos no mundo IP.
É uma mudança enorme no atual modelo de internet, e é, de certa forma, algo esperado (que as operadoras de telecomunicações queiram dominar serviços de conteúdo).
Vamos acompanhar e imaginar as conseqüências na terra brasillis.  Courtnay Guimarães"    (...) 

Voltando à Governança.
Na realidade o fórum sobre governança é muito mais abrangente do que a reclamação do domínio americano.
 
O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) foi criado pela Portaria Interministerial nº 147, de 31 de maio de 1995 e alterada pelo Decreto Presidencial nº 4.829, de 3 de setembro de 2003, para coordenar e integrar todas as iniciativas de serviços Internet no país, promovendo a qualidade técnica, a inovação e a disseminação dos serviços ofertados.
Composto por membros do governo, do setor empresarial, do terceiro setor e da comunidade acadêmica, o CGI.br representa um modelo de governança na Internet pioneiro no que diz respeito à efetivação da participação da sociedade nas decisões envolvendo a implantação, administração e uso da rede. Com base nos princípios de multilateralidade, transparência e democracia, desde julho de 2004 o CGI.br elege democraticamente seus representantes da sociedade civil para participar das deliberações e debater prioridades para a internet, junto com o governo.
 
E o ICANN?Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (Corporação para Atribuição de Nomes e Números na Internet)?
Bem, fica para uma próxima mensagem, ufa!  :-))
 
Agora, devidamente ambientados, vamos ler e entender as referências de hoje?  :-)
 
Fonte: Thesis
[17/09/07]   Governança de web no Rio de Janeiro por Equipe Thesis
 
Fonte: Convergência Digital
[17/09/07]    Neutralidade na Internet: a próxima fronteira por Cristina De Luca
 
Fonte: "Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR" - NIC.br.
[18/04/07]   Neutralidade da rede
 
Fonte: CGI.br
[03/09/07]   Fórum para a Governança da Internet se reúne no Rio de Janeiro de 12 a 15 de novembro de 2007    
 
Comentários?
 
Boa leitura!
Um abraço cordial
Helio Rosa
Thienne Johnson
 
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Fonte: Thesis
[17/09/07]   Governança de web no Rio de Janeiro por Equipe Thesis   

O Comitê Gestor da Internet no Brasil - CGI.br organiza e participa do IGF 2007 - Fórum sobre Governança da Internet (Internet Governance Forum), que acontece no Rio de Janeiro, entre os dias 12 e 15 de novembro. O foco do encontro será "A Governança da Internet para o Desenvolvimento" e cinco grandes temas estarão em discussão: acesso, diversidade, abertura (openess), segurança e recursos críticos.

Esta será a segunda edição do fórum anual, que ocorreu pela primeira vez em Atenas, Grécia, em novembro de 2006. O evento recebeu aproximadamente 1500 participantes de várias nações, entre eles representantes de governos, do setor privado, de organizações não-governamentais, da comunidade da Internet e da mídia. A expectativa para este ano é de receber cerca de 2 mil pessoas de mais de 100 países.

Para o CGI.br, que coordena as atividades da Internet no Brasil, trata-se de uma oportunidade para ampliar a discussão de temas importantes e necessários ao desenvolvimento da rede mundialmente. Um dos pontos positivos do evento é justamente o fato de que contará com múltiplos atores: governantes, sociedade civil e iniciativa privada. "O fórum não foi idealizado para especialistas, pois busca exatamente no debate da sociedade, encontrar propostas para a Internet", explica o Prof. Hartmut Richard Glaser, diretor do NIC.br, Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR, braço executivo do CGI.br.

Constituído por membros do governo, do setor empresarial, do terceiro setor e da comunidade acadêmica, o CGI.br configura um modelo pioneiro na efetiva participação de toda a sociedade nas decisões relativas a implantação, administração e uso da rede. Durante o IGF 2007 haverá sessões plenárias, encontros abertos e workshops temáticos para discutir assuntos específicos e apresentar boas práticas desenvolvidas em diversos países, incluindo o Brasil.

Agenda

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Fonte: Convergência Digital
[17/09/07]    Neutralidade na Internet: a próxima fronteira por Cristina De Luca
 

De um lado, as empresas de telecomunicações, que acabam de obter do Departamento de Justiça dos Estados Unidos parecer favorável ao tratamento dos pacotes de informação que trafegam pela Internet de modo diferenciado. Do outro, os defensores da democratização das comunicações, que consideram o desejo das teles de controlar a rede lógica, a partir do controle da rede física, um risco para a liberdade de uso da rede.
Está criado o cenário para mais uma importante demarcação de direitos no ciberespaço.
Quando é obrigatória a isonomia no tratamento de pacotes? E quando pode haver cobrança diferenciada, dependendo de características da prestação do serviço?
O tema da "neutralidade das redes" será, sem dúvida, um dos mais polêmicos entre todos em discussão na segunda edição do Internet Governance Forum (IGF), que acontecerá no Rio de Janeiro, em novembro de 2007.
O IGF reunirá representantes de governos, da sociedade civil, da iniciativa privada e da academia, que poderão, ao fim dos debates, produzir um relatório final que reflita as diversas posições existentes.
"Na lógica diplomata, feita de pequeníssimos avanços, este seria o primeiro passo para garantir que os próximos IGFs possam ter um mínimo de deliberação", afirma Gustavo Gindre direto de Genebra, ao reatar as deliberações do grupo consultivo que prepara o segundo IGF.
 
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Fonte: "Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR" - NIC.br.
[18/04/07]   Neutralidade da rede
 
Carlos Afonso, Diretor da Rede de Informações para o Terceiro Setor (RITS) fez uma breve porém polêmica apresentação durante o Fórum Internacional de Software Livre, FISL. Sob o tema "Neutralidade da Internet: Todos os datagramas são iguais perante a rede", o palestrante discutiu técnicas de gerenciamento de tráfego, que têm sido praticadas por grandes provedores de acesso, sob uma perspectiva crítica, com ênfase na privacidade do usuário final.
 
O conflito apontado por Carlos surge quando as grandes empresas que operam os principais backbones da internet começam a analisar o conteúdo semântico dos pacotes de dados que trafegam por seus equipamentos. Há várias justificativas técnicas para esse procedimento, como aumentar a eficiência e qualidade de streams multimídia, ou melhorar a confiabilidade de tráfego voip. Porém há um conflito de interesses, quando empresas que são originariamente de telecomunicações começam a atuar como fornecedores de conteúdo multimídia. Nesse caso, um operador poderia utilizar técnicas de 'traffic shaping' para intervir negativamente na eficiência do serviço, dando ao usuário a impressão de que o serviço é ruim. Carlos Afonso citou o exemplo da BrasilTelecom?, que recentemente declarou a público praticar a análise de datagramas, 'para maior segurança do usuário'. Segundo ele, todas as operadoras brasileiras fazem análise de conteúdo, mas os padrões de proteção à privacidade que elas seguem não são claros. Carlos falou para um auditório bem cheio, que contribuiu com perguntas críticas aos modelos de governança e legislação praticados atualmente na internet. A discussão que se seguiu revelou uma boa dose de desconfiança por parte do público em relação à Anatel e às operadoras brasileiras de banda larga.
 
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Fonte: CGI.br
[03/09/07]   Fórum para a Governança da Internet se reúne no Rio de Janeiro de 12 a 15 de novembro de 2007    
 
UNIC Rio de Janeiro (03/09/07) - Representantes de governo, do setor privado, de organizações não-governamentais, da comunidade da Internet e da mídia comparecerão ao segundo encontro do Fórum para a Governança da Internet (Internet Governance Forum - IGF), que acontecerá no Rio de Janeiro, entre os dias 12 e 15 de novembro.
 
A conferência, que será realizada no Hotel Windsor Barra, terá como foco “A Governança da Internet para o Desenvolvimento”. As discussões girarão em torno de cinco grandes temas: acesso, diversidade, abertura (openness), segurança e recursos críticos. São esperados cerca de dois mil participantes provenientes de mais de 100 países. 
 
“O encontro do Rio”, disse Markus Kummer, Coordenador Executivo do Secretariado do Fórum, “se fundamentará no sucesso do primeiro encontro de Atenas (Grécia), mas irá além ao incluir novos assuntos e tentar encontrar novos formatos. Há um grande interesse em iniciativas que visem proteger as crianças e que possibilitem o acesso à Internet para pessoas com deficiência”.
 
Por outro lado, o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, vê o Fórum como “uma chance de colaboração entre diversos stakeholders, baseada na troca de informação e compartilhamento de melhores práticas”.
 
“Essa nova forma de cooperação internacional é, ao mesmo tempo, inclusiva e igualitária” disse o Secretário-Geral. “E dá aos governos, ao setor privado e a sociedade civil, incluindo comunidades acadêmicas e técnicas, a oportunidade de trabalhar em conjunto para uma Internet sustentável, forte, segura e estável”.
 
Além das sessões plenárias, haverá encontros abertos e workshops temáticos para discutir assuntos específicos e apresentar boas práticas. Apresentações e debates envolverão representantes de governos, o setor privado e a sociedade civil e acadêmica de diversos países do mundo.
 
O IGF não é um organismo de decisão, e sim um espaço para o diálogo para todos aqueles envolvidos na discussão dos assuntos ligados à governança da Internet. A reunião do Rio não terá um documento final, mas tentará incentivar um diálogo aberto e inclusivo entre os participantes sobre políticas públicas relativas à Internet e criar novas dinâmicas entre as instituições participantes.
 
O primeiro Fórum em Atenas viu o surgimento de diversas “Coalizões Dinâmicas” formadas por membros de governos, do setor privado e da sociedade civil para discutir assuntos como privacidade, identidade digital e a proposta de uma “Carta dos Direitos da Internet”. O encontro do Rio de Janeiro dará espaço a estas Coalizões para permitir que os participantes possam colaborar ainda mais nestas questões.
 
Hadil da Rocha Vianna, Diretor para Assuntos Científicos e Tecnológicos do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, foi nomeado co-presidente do Grupo de Conselheiros do Fórum para a Governança da Internet, que vai ajudar na preparação do encontro do Rio. O outro co-presidente é Nitin Desai, o Conselheiro Especial do Secretário-Geral da ONU para a Governança da Internet.  
 
Os 47 membros do Grupo de Conselheiros, que assumem o cargo a título pessoal, vêm do governo, do setor privado e da sociedade civil, incluindo comunidades acadêmicas e técnicas, representando todas as regiões do planeta (veja a lista dos membros em www.intgovforum.org/ADG_members.htm).
 
O Fórum para a Governança da Internet é resultado da fase segunda fase da Cúpula Mundial da Sociedade da Informação, que ocorreu em Túnis, em 2005. Na Agenda de Túnis para a Sociedade da Informação, os governos pediram ao Secretário-Geral da ONU para convocar “um novo Fórum para dialogar sobre políticas” relativas a assuntos relacionados a elementos-chave da governança da Internet.
 
O encontro inaugural do Fórum, que aconteceu em Atenas em novembro de 2006, contou com 1.350 participantes, incluindo 397 delegados de 97 Estados-Membros e 152 jornalistas. “O encontro colocou lado-a-lado pessoas que normalmente não se sentariam sob um mesmo teto”, disse Kummer. “E encorajou o diálogo em assuntos de interesse comum entre pessoas que normalmente não interagiriam”.
 
A natureza informal do encontro de Atenas, onde todos participaram de forma eqüitativa, foi visto como a chave para seu sucesso. Os participantes afirmaram que a Internet deve ser acessível, segura e de fácil uso para todos, e pediram que a cooperação entre os diversos atores que fazem a Internet funcionar aumente com o principal objetivo de identificar os problemas que precisam ser resolvidos na governança da Internet. Diversas iniciativas surgiram neste contexto na forma das chamadas “Coalizões Dinâmicas” – parcerias em áreas como spam, acesso ao conhecimento e liberdade de expressão.
 
Durante a sessão de consultas que aconteceu em maio, em Genebra, houve consenso em continuar a discussão em torno dos quatro assuntos discutidos em Atenas – acesso, diversidade, abertura (openness) e segurança – além de adicionar um novo tema: recursos críticos. Os participantes também concordaram que no Fórum do Rio de Janeiro o tema principal deveria continuar sendo “A Governança da Internet para o Desenvolvimento”.
 
Os cinco assuntos cobrem uma extensa gama de temas relativos ao funcionamento da Internet. Acesso inclui infra-estrutura, conectividade e o papel dos governos e do setor privado em melhorar o acesso a todos. Assuntos ligados à diversidade e à abertura cobrem a promoção do conteúdo local, diversidade cultural, o número de idiomas usado na Internet, e acesso por grupos marginalizados como povos indígenas e pessoas com deficiência.
 
Segurança significa, entre outras coisas, cibersegurança, segurança da Internet e a luta contra os cibercrimes. “Recursos críticos da Internet” cobre assuntos relacionados à infra-estrutura e o gerenciamento dos recursos da Internet, incluindo administração dos endereços do nome do domínio e do protocolo da Internet (IP), administração do sistema do servidor central, padrões técnicos, interconexão, e infra-estrutura de telecomunicações.
 
O Fórum voltará a se reunir na Índia, em 2008 e no Egito, em 2009.
 
Jornalistas que gostariam de participar do Fórum devem se registrar em: http://intgovforum.org/register/index.php
 
Para maiores informações, visite o site http://www.intgovforum.org e http://www.igfbrazil2007.br.
 
Contatos:
No Rio de Janeiro:
Valéria Schilling, Centro de Informação das Nações Unidas,
tel: 21 2253 2211,
valeria@unicrio.org.br

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