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19/01/09

• "Loteamento" da Anatel: "Sucessão no congresso tem reflexos na Anatel" - Artigo do Estadão

----- Original Message -----
From: Helio Rosa
To: Celld-group@yahoogrupos.com.br ; wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Sent: Monday, January 19, 2009 9:37 PM
Subject: "Loteamento" da Anatel: "Sucessão no congresso tem reflexos na Anatel" - Artigo do Estadão
 
Olá, ComUnidade WirelessBRASIL!
 
Repito uma velha ladainha: não fazemos política partidária na ComUnidade.
Mas somos críticos em relação aos governos de plantão.
Gostamos de acompanhar e fiscalizar projetos para "ajudar a dar certo".
No entanto, as "fronteiras" ficam difíceis quando o governo, numa aberração institucional, se confunde com um partido político.

O Presidente da República não lê jornais porque sente azia.
Nós também sentimos enorme desconforto e indignação diante de determinadas notícias, mas lemos assim mesmo, pois precisamos formar opinião própria, para não ficarmos reféns de interesses alheios.

Fonte: Yahoo! Notícias  Origem: Estadão
[19/01/09]   Sucessão no congresso tem reflexos na Anatel (transcrição abaixo)
Recorte:
(...) No governo, prevalece a seguinte ideia: se o acerto no parlamento fortalecer o PT, a vaga será ocupada pelo PMDB. Por outro lado, se os peemedebistas saírem vitoriosos no Congresso, elegendo o deputado Michel Temer (SP) para a presidência da Câmara e José Sarney (AP) ou Garibaldi Alves (RN) para o Senado, caberá ao PT indicar o conselheiro na agência reguladora. (...)
 
Sobre o tema "loteamento" da Anatel e demais Agências, já fizemos "posts" anteriormente:
 
01/09/08
Emilia Ribeiro e o "loteamento" da Anatel (transcrito lá no final)
Recortes:
A agência é um órgão de Estado, e não do governo. A idéia é que seja um organismo independente de todas as pressões. Defende o mercado da ingerência indevida do governo; defende a sociedade das distorções criadas pelo mercado; defende as empresas participantes do abuso de poder de mercado de empresas dominantes. (...)  Fonte: O Globo Online - Coluna de Miriam Leitão - O erro original

18/06/08
Fusão Oi/BrT e PGO (11) - Editorial do Estadão: "Loteamento de Agências"
Recorte:
 
(...) Desde o início do primeiro mandato, o governo do presidente Lula vem trabalhando para destruir o sistema de agências reguladoras. Agências desse tipo, existentes em países desenvolvidos, são órgãos de Estado, não de governo. Devem funcionar com independência política, proporcionando estabilidade e previsibilidade às condições de investimento em setores básicos, como energia, transportes e telecomunicações. O presidente Lula e seus principais auxiliares nunca aceitaram essa concepção, assim como jamais aceitaram os critérios de impessoalidade e competência na gestão pública. (...)
Fonte: Estadão - Editorial - [18/06/08]   Loteamento de agências
 
Boa leitura!
Um abraço cordial
Helio Rosa
 
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Fonte: Yahoo! Notícias  Origem: Estadão
[19/01/09]   Sucessão no congresso tem reflexos na Anatel
 
A disputa pelo controle das presidências do Senado e da Câmara não influi só no jogo de poder no Congresso. Ela pesa também na disputa para uma vaga no conselho diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Essa definição vai depender da composição política negociada em torno das presidências da Câmara e do Senado e será usada como moeda de troca nas negociações. Assim como no Congresso, a briga pela vaga da Anatel está entre o PT e o PMDB, partido do ministro das Comunicações, Hélio Costa.
 
No governo, prevalece a seguinte ideia: se o acerto no parlamento fortalecer o PT, a vaga será ocupada pelo PMDB. Por outro lado, se os peemedebistas saírem vitoriosos no Congresso, elegendo o deputado Michel Temer (SP) para a presidência da Câmara e José Sarney (AP) ou Garibaldi Alves (RN) para o Senado, caberá ao PT indicar o conselheiro na agência reguladora.
 
O posto na Anatel, vago desde novembro, com a saída de Pedro Jaime Ziller, pertence originalmente ao PT - dentro da partilha do setor entre os partidos. Se o critério for mantido, o mais cotado para assumir o cargo é o economista João Rezende, chefe-de-gabinete do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Além de ser ligado politicamente a um dos ministros mais próximos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Rezende tem a seu favor o fato de ter presidido a concessionária de telefonia fixa Sercomtel, de Londrina, no Paraná.
 
Mas se a indicação ficar a cargo do PMDB, a probabilidade é de que o escolhido seja o superintendente de Serviços Privados da Anatel, Jarbas Valente. Ele tem o apoio de Hélio Costa e do presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg.
 
Valente esteve perto de assumir uma vaga aberta em 2007, mas Costa teve de abrir mão da indicação em favor de Emília Ribeiro. Ela chegou ao cargo de conselheira com o apoio de José Sarney (PMDB-AP).
 
Caso Valente seja preterido novamente, ele deverá voltar à disputa em novembro deste ano, quando vence o mandato do conselheiro Plínio de Aguiar Júnior. O segundo nome de Hélio Costa para o cargo é o de seu secretário de Telecomunicações, Roberto Pinto Martins.
 
Outro nome que chegou a ser cotado, mas perdeu força, foi o do professor Márcio Wohlers. Ligado à Unicamp, ele foi indicado pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho.
 
Mas qualquer decisão, já se sabe, só será tomada depois que o cenário da sucessão no Congresso desanuviar. Como a posição oferecida na Anatel é considerada importante, ela pode facilitar a costura de um acordo político que ajude a pôr um ponto final no conflito de interesses entre PT e PMDB.
 
Aliados do presidente Lula avaliam que é prioritário encontrar uma solução que acomode satisfatoriamente os interesses do PMDB no processo sucessório do Congresso. O Planalto já sabe que setores peemedebistas começam a se interessar por um afastamento político gradual do atual governo, vislumbrando a possibilidade de vitória do PSDB nas eleições presidenciais de 2010.
 
Qualquer erro na condução desse processo pode desgastar a relação com o PMDB e servir como pretexto para o desembarque do partido da base de sustentação no Congresso. O governo quer evitar isso a qualquer preço, ainda mais agora, diante do cenário de crise econômica que ronda o País: o enfraquecimento da base tornaria mais difícil as tentativas do governo para tentar contorná-la. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
 
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01/09/08
 
----- Original Message -----
From: Helio Rosa
To:
Celld-group@yahoogrupos.com.br ; wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Sent: Monday, September 01, 2008 3:29 PM
Subject: Emilia Ribeiro e o "loteamento" da Anatel
Olá, ComUnidade WirelessBRASIL!
 
01.
Em diversas mensagens anteriores fizemos esta pergunta visando o debate:

A Anatel está aparelhada em termos de "quadros técnicos" para suportar a atual carga de trabalho, tão complexa e diversificada?
Tem condições de trabalhar com independência e isenção no interesse da população?
 
02.
Da mídia recente anotamos:
 
Emília Maria Silva Ribeiro está muito perto de se tornar a primeira mulher a ocupar cargo no Conselho Diretor da Anatel. Por 13 votos a favor, contra cinco, seu nome foi aprovado na Comissão de Infra-estrutura do Senado nesta quarta-feira, 20/08.
 
Emilia Ribeiro é formada em Administração de Empresas, é Bacharel em Direito e hoje trabalha como assessora técnica da presidência do Senado Federal. Foi recomendada para a Anatel pelo PMDB. É apadrinhada por José Sarney (PMDB-AP) e Renan Calheiros (PMDB-AL), senadores com quem trabalhou na presidência do Senado.
 
Emília Ribeiro tem pouca experiência no setor e seu conhecimento da área é por meio do Conselho Consultivo do qual é integrante, há cerca de dois anos. O Conselho Consultivo da Anatel é um órgão de assessoramento do Conselho Diretor e não tem poder deliberativo.

Desde 1981, exerce funções ligadas ao Executivo ou ao Legislativo. Já trabalhou na assessoria de comunicação social do Congresso Nacional e como assessora nos Ministérios da Educação, do Planejamento, do Desenvolvimento Urbano, do Meio Ambiente e do Interior, além da Secretaria de Projetos Especiais da Presidência da República e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis.
 
03.
Este recorte da coluna da jornalista Miriam Leitão constou de uma mensagem anterior sobre a 'independência das agências reguladoras": 
 
(...) O governo Lula transformou as agências em apêndices dos ministérios. Ao fazer isso, produziu um recuo no tempo. Voltou-se aos departamentos anexos aos ministérios que decidiam preços dos serviços públicos; como o departamento de águas e energia elétrica, o dos combustíveis, entre outros, de viva memória e nenhuma saudade. Foi para substituir esses apêndices que surgiu a moderna regulação.
A agência é um órgão de Estado, e não do governo. A idéia é que seja um organismo independente de todas as pressões. Defende o mercado da ingerência indevida do governo; defende a sociedade das distorções criadas pelo mercado; defende as empresas participantes do abuso de poder de mercado de empresas dominantes. (...)  Fonte: O Globo Online - Coluna de Miriam Leitão -
O erro original

Vale recordar também o editorial do Estadão sobre o tema (transcrito mais abaixo):
 
(...)  O governo petista cumpre o seu programa: em breve não restará no Brasil uma única agência reguladora digna desse nome. Uma a uma, todas vêm sendo submetidas ao loteamento de cargos e ao aparelhamento, como todo o resto da administração pública federal. Agora chegou a vez do PMDB, que será favorecido com a próxima nomeação para uma diretoria da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Ao chegar ao governo, em 2003, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva queixou-se de ser o último a saber das decisões tomadas por diretores de agências. Demonstrando não entender a diferença entre órgão de governo e órgão de Estado, chegou a reclamar de uma “terceirização” de funções e poderes governamentais. Não havia nenhuma terceirização. Mas tem havido, nos últimos anos, um evidente e escandaloso processo de nomeações orientadas por critérios exclusivamente políticos, no sentido mais ignóbil dessa expressão. (...)
 
(...) Desde o início do primeiro mandato, o governo do presidente Lula vem trabalhando para destruir o sistema de agências reguladoras. Agências desse tipo, existentes em países desenvolvidos, são órgãos de Estado, não de governo. Devem funcionar com independência política, proporcionando estabilidade e previsibilidade às condições de investimento em setores básicos, como energia, transportes e telecomunicações. O presidente Lula e seus principais auxiliares nunca aceitaram essa concepção, assim como jamais aceitaram os critérios de impessoalidade e competência na gestão pública. (...)
Fonte: Estadão - Editorial - [18/06/08]   Loteamento de agências
 
04.
Para formar opinião, ler de várias fontes é preciso:
 
 
Fonte: Convergência Digital
 
Fonte: Web Site John Cutrim
[11/07/08]   
Escolha política na Anatel: Sarney ganha mais uma
 
Fonte: Gazeta Mercantil
[14/08/08]  
Senado não vota indicação de Emília
 
Estas duas transcrições são feitas com reservas pois não identifiquei se o conteúdo é do jornalista ou tem origem em opiniões dos leitores:
 
Fonte: "Conversa Afiada" - Blog de Paulo Henrique Amorim
[27/08/08]  
"El gran acuerdo" Senado vota em Emília e na "BrOi"
 
Fonte: Blog de Paulo Henrique Amorim
 
Boa leitura!
Um abraço cordial
Helio Rosa
 
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Fonte: Estadão - Editorial
[18/06/08]  
Loteamento de agências
 
O governo petista cumpre o seu programa: em breve não restará no Brasil uma única agência reguladora digna desse nome. Uma a uma, todas vêm sendo submetidas ao loteamento de cargos e ao aparelhamento, como todo o resto da administração pública federal. Agora chegou a vez do PMDB, que será favorecido com a próxima nomeação para uma diretoria da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Ao chegar ao governo, em 2003, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva queixou-se de ser o último a saber das decisões tomadas por diretores de agências. Demonstrando não entender a diferença entre órgão de governo e órgão de Estado, chegou a reclamar de uma “terceirização” de funções e poderes governamentais. Não havia nenhuma terceirização. Mas tem havido, nos últimos anos, um evidente e escandaloso processo de nomeações orientadas por critérios exclusivamente políticos, no sentido mais ignóbil dessa expressão.
 
Com a escolha de pessoa indicada pelos senadores José Sarney (PMDB-AP) e Renan Calheiros (PMDB-AL), a Anatel terá preenchidas cinco diretorias, número necessário para a votação do novo Plano Geral de Outorgas (PGO), tornado necessário para a regularização da compra da Brasil Telecom pela Oi - antiga Telemar, do Grupo Jereissati. Os dois peemedebistas defendem a nomeação de uma assessora especial da presidência do Senado, Emília Ribeiro. Formada em administração e direito, foi nomeada em 2006 para o Conselho Consultivo da Anatel e daí decorre toda a sua experiência no setor de telecomunicações.
 
O episódio é especialmente instrutivo para quem pretenda estudar os estilos de ação desse governo. Durante sete meses ficou vago o assento do quinto diretor da Anatel, enquanto se discutia uma indicação política.
 
Tudo se passou, nesse tempo, como se a agência não fosse mais que um apêndice do Executivo, sujeito às disputas e ao toma-lá-dá-cá das conveniências político-eleitorais. Isso é a negação mais elementar do conceito de agência reguladora. Além disso, quem for nomeado assumirá o posto com a missão de regularizar uma operação realizada com estímulo do governo e sob sua proteção. Seu papel, portanto, será cumprir ordens de um ministro ou de quem estiver acompanhando o caso da compra da Brasil Telecom.
 
O loteamento, segundo reportagem do Estado, foi resolvido já no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com base no acordo, a diretoria vaga há sete meses deve caber ao PMDB. A próxima vaga será aberta em novembro e pertencerá, em princípio, à cota do PT. No Brasil, partidos, grupos e políticos influentes têm cotas na administração: essa é a concepção dominante de coisa pública. O nome cotado é o professor Márcio Wohlers, indicado pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Luciano Coutinho, articulador da compra da Brasil Telecom.
 
Para a opinião pública, o caso mais ostensivo de loteamento e aparelhamento de uma agência foi o da Anac, responsável pela definição de normas para a aviação civil. Dois dos mais graves acidentes da história da aviação brasileira, com centenas de mortos, chamaram a atenção para um quadro espantoso de incompetência. A sucessão de tragédias acabou resultando no afastamento de toda uma diretoria. Os desmandos facilitados pela relação promíscua entre Executivo e agência continuam, no entanto, aparecendo, com as denúncias sobre a articulação da venda da Varig.
 
A desmoralização da Agência Nacional do Petróleo (ANP) começou com a nomeação de um presidente escolhido com base em critério político e ideológico. O resultado mais ostensivo dessa escolha foi a desastrada revelação da descoberta do Campo de Tupi.
 
Desde o início do primeiro mandato, o governo do presidente Lula vem trabalhando para destruir o sistema de agências reguladoras. Agências desse tipo, existentes em países desenvolvidos, são órgãos de Estado, não de governo. Devem funcionar com independência política, proporcionando estabilidade e previsibilidade às condições de investimento em setores básicos, como energia, transportes e telecomunicações. O presidente Lula e seus principais auxiliares nunca aceitaram essa concepção, assim como jamais aceitaram os critérios de impessoalidade e competência na gestão pública.
 
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Fonte: O Globo
[13/08/08]  
Sérgio Guerra critica indicação de Emília Ribeiro para Anatel
 
Contrariando as expectativas de aprovação do nome de Emília Ribeiro para assumir vaga no Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB, leu há pouco seu relatório criticando o que ele chamou de "politização das indicações". Sérgio Guerra considerou Emília não capacitada para o cargo. É dele o que segue:
 
- As indicações não podem ser baseadas em relações de amizade, afinidade e compadrio. A politização das indicações para as agências reguladoras têm servido de porto seguro para apaziguar políticos. Em que pese as boas referências que temos a respeito da indicada, temos de considerar, entretanto, que o currículo ora apresentado  não se mostra convincente para atestar de forma inquestionável sua capacitação para o cargo. Por esta razão, exortamos nossos pares a acompanhar com especial atenção argüição da candidata.
 
Emilia Ribeiro é formada em Administração de Empresas, é Bacharel em Direito e hoje trabalha como assessora técnica da presidência do Senado Federal. Foi recomendada para a Anatel pelo PMDB. É apadrinhada por José Sarney (PMDB-AP) e Renan Calheiros (PMDB-AL), senadores com quem trabalhou na presidência do Senado.
 
Ribeiro ainda será sabatinada pela Comissão de Infra-estrutura (CI), mas só na semana que vem. Isso porque Demóstenes Torres (DEM-GO) pediu mais tempo para estudar a matéria - pedido prontamente atendido pelo presidente da comissão, senador Marconi Perillo (PSDB-GO).
 
Interessa ao governo que a Anatel reformule o Plano Geral de Outorgas (PGO), o que permitirá a conclusão da compra da Brasil Telecom pela Oi, uma transação de R$ 12,3 bilhões. Como uma das cinco cadeiras do Conselho Diretor da Anatel estava vaga desde novembro do ano passado, com a saída de José Leite Pereira Filho, o voto de Emília, já sabido a favor da transação bilionária, poderá ser voto de minerva, num grupo, hoje, dividido.
 
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Fonte: Convergência Digital
[20/08/08]   Emília Ribeiro vence primeira batalha e diz que banda larga pública é sua prioridade na Anatel por Luiz Henrique Ferreira 
 
Emília Maria Silva Ribeiro está muito perto de se tornar a primeira mulher a ocupar cargo no Conselho Diretor da Anatel. Por 13 votos a favor, contra cinco, seu nome foi aprovado na Comissão de Infra-estrutura do Senado nesta quarta-feira, 20/08.
 
Apesar de o relator da matéria, senador Sérgio Guerra (PSDB/PE), ter explicitado que o currículo dela não era "convincente" para o cargo, Emília Ribeiro "convenceu" a maioria dos senadores de que está preparada para exercer a função de conselheira da Agência. "Estou satisfeita com a decisão e os votos contrários são naturais", avaliou Emília Ribeiro.
 
Na opinião do senador Demostenes Torres (DEM/GO), que pediu vistas da matéria e apresentou seu relatório em separado, Emília não será uma boa gestora, em decorrência dos compromissos que ela tem com o Governo. "Quem vai para a Agência não tem que pensar no Governo mas, sim, pensar no país. Votei contra na Comissão e votarei contra no plenário também", desabafou.
 
Para o senador, a Advogada Emília Ribeiro - também Assessora da Presidência do Senado na gestão José Sarney (PMDB-MA) e depois na de Renan Calheiros (PMDB-AL) - foi anunciada como alguém do Governo que chega para mudar a lei e referendar o negócio da fusão Oi (ex-Telemar) e Brasil Telecom, que pelas normas atuais seria ilegal.
 
"O Senado assumirá a responsabilidade por mais essa omissão, pois a fusão prenuncia-se como um dos mais escabrosos casos de ilegalidade no âmbito da política brasileira, além de ser moralmente desonesta", disparou Demóstenes Torres.
 
Durante a sessão, apenas dois senadores inquiriram a sabatinada: José Agripino Maia (DEM/RN) e Marconi Perillo (PSDB/GO). Maia questionou onde Emília Ribeiro poderia ser útil ao Brasil na Anatel, uma vez que ela não é engenheira  nem é do ramo de Telecomunicações. Ele deixou claro que a advogada estaria indo para a Agência, de forma a "servir" os interesses governamentais relativos à fusão.
 
Perillo também reforçou a questão da fusão e perguntou para a sabatinada se ela teria algum conhecimento sobre o negócio da fusão e o impacto que isso poderá produzir na telefonia fixa. O senador também indagou como Emília Ribeiro se portará diante desse fato e de outros do setor, de forma a não se deixar influenciar politicamente pelo Governo, em detrimento de decisões técnicas no âmbito do Conselho Diretor da Agência.
 
Emília Ribeiro salientou que nasceu para ser administradora pública e para "servir ao país". A sabatinada citou os lugares por onde passou e ressaltou que participou de diversas discurssões como o Bolsa-escola; a Lei de Diretrizes e Base (LDB); e questões relacionadas com telecomunicações, depois que passou a ocupar vaga no Conselho Consultivo da Anatel.
 
A sabatinada também ressaltou que a ida dela para a Anatel não é definitiva para a fusão, uma vez que o negócio ainda não está sendo tratado dentro da Agência e precisa de uma anuência prévia. "O que a Agência está tratando hoje a pedido do Ministério das Comunicações é a revisão do Plano Geral de Outorgas e o Plano Geral de Atualização da Regulamentação", frisou.
 
Emília Ribeiro ainda defendeu em suas respostas que o grande desafio do setor e, particularmente, da Anatel é a massificação da oferta dos serviços de banda larga, de preferência, que eles tenham caráter público. "Eu vou para a Agência para completar e dar idéias nas decisões", assinalou.
 
A indicação do PMDB bancada pelo senador José Sarney (AP), apoiada também pelo peemedebista Renan Calheiros (AL) e assumida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, agora, precisa ser referendada pelo Plenário do Senado. A data da votação ainda não foi definida.
 
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Fonte: Web Site John Cutrim
[11/07/08]    Escolha política na Anatel: Sarney ganha mais uma
 
Segundo informa o blogue da jornalista Cristiana Lôbo do portal G1, já está no Senado a indicação de Emília Ribeiro para a diretoria da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). De acordo com ela, esta escolha representa mais uma vitória do senador José Sarney, que fez a indicação ao presidente Lula, que a acolheu, apesar de resistências da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil)
''A indicação de um diretor da Anatel neste momento não representa apenas mais um cargo no governo - que, a bem da verdade, deveria ser uma indicação técnica e não política porque as agências reguladoras são órgãos técnicos e, particularmente, de promover a regulação sob a ótica da defesa do usuário. É que neste momento, está em discussão na Anatel mudanças no Plano Geral de Outorgas - mudanças que vão permitir a compra da BrasilTelecom pela Oi'', afirma Cristiana.
Disputavam a vaga com Emília o professor da Unicamp, Márcio Wohlers, especialista em telecomunicações que participou da elaboração da Lei Geral de Telecomunicações ao qual contava com o apoio do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, e o superintendente de serviços privados da Anatel, Jarbas Valente, que tinha o apoio do presidente da agência, Ronaldo Sardenberg.
O assunto é tão importante que a Anatel já deixou claro que a decisão só poderá ser tomada quando o quadro de diretores estiver completo - são quatro diretores e o presidente. Neste momento, com quatro votantes, dois diretores se manifestaram pela possibilidade de compra da BrasilTelecom pela Oi e dois querem impor restrições à nova supertele que surgirá desta compra. O quinto nome, portanto, será o fiel da balança - é que decidirá se vai ou não haver restrições para a nova tele.
O preenchimento político das vagas nas agências reguladoras foi criticado pelo deputado Júlio Semeghini (PMDB-SP), que integra a Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara. Segundo ele, as nomeações têm de seguir critérios técnicos e não ter o objetivo político de lotear cargos.
Emília Ribeiro foi assessora do gabinete de José Sarney na presidência do Senado e continuou na gestão de Renan Calheiros. Além disso, foi assessora parlamentar de Paulo Renato de Souza quando ocupou o Ministério da Educação. Nos dois trabalhos, Emília fez amizades em vários partidos, inclusive no DEM. Ela tem pouca experiência no setor e seu conhecimento da área é por meio do Conselho Consultivo do qual é integrante, há cerca de dois anos. Não se tem notícia de formação da indicada na área de telefonia - embora já seja uma conselheira, sem direito a voto, da Anatel.
Por John Cutrim   johncutrim@hotmail.com
 
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Fonte: Gazeta Mercantil
[14/08/08]  
Senado não vota indicação de Emília
 
A candidata do senador José Sarney (PMDB-AM) ao cargo de conselheira da Agência Nacio

Brasília., 14 de Agosto de 2008 - A candidata do senador José Sarney (PMDB-AM) ao cargo de conselheira da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Emília Ribeiro, sofreu ontem constrangimento na sessão plenária da Comissão de Infra-Estrutura do Senado, responsável pela sabatina para avaliar e aprovar sua indicação.
O senador Demóstenes Torres (DEM-GO), da oposição, solicitou vistas ao processo e suspendeu a votação do parecer sobre Emília Ribeiro, depois de o relator Sérgio Guerra (PSDB-PE) ter alegado insuficiência curricular da candidata ao cargo para a qual foi indicada pelo ex-presidente da República e pelo ex-presidente do Senado, Renan Calheiros, de quem foi assessora.
"O currículo não se mostra convincente para atestar de forma inquestionável a capacitação para o cargo", avaliou Guerra em seu relatório, alertando os seus companheiros do Senado para a tarefa de "acompanhar com especial atenção a argüição da candidata", antes de aprová-la.
Apesar da restrição que apresentou ao currículo da candidata, que é assessora daquela casa, Guerra evitou declarar seu voto contrário. A sessão foi acompanhada pelos conselheiros da Anatel Ronaldo Sardenberg (presidente), que deixou a sessão antes do encerramento, Antônio Bedran e Plínio Aguiar, que não quiseram se manifestar.
Sardenberg vem defendendo a necessidade de completar o quadro de conselheiros, com uma vaga aberta desde a saída de José Leite em novembro de 2007. Considerado um dos ícones do setor, Leite participou de todo o processo de abertura do mercado de telecomunicações e da consolidação do órgão regulador. O currículo do antecessor torna mais frágil a avaliação, à qual Guerra foi fiel, que o mercado faz da indicada.
Com o pedido de vistas, a nova data da sabatina é incerta. O Senado está sob recesso branco por causa da campanha eleitoral nos municípios, para escolha de prefeitos e vereadores. "Pode ser na próxima semana (a votação); tem muita gente interessada nisso", disse o relator à Gazeta Mercantil, ao deixar a sessão. Formalmente, sempre existe a possibilidade de o governo retirar o nome do candidato antes da sabatina, caso avalie que pode ser derrotado.
A indicação de nomes para a Anatel é uma atribuição do presidente da República, após encaminhamento de lista de indicados à Casa Civil pelo ministério das Comunicações. O ministro Hélio Costa, que encaminhou o nome de Emília junto com os de Jarbas Valente (superintendente de Serviços Privados da Agência) e do professor Márcio Wolhers (Unicamp), pertence ao mesmo partido de Sarney e Calheiros, o PMDB. Valente e Wohlers foram preteridos.
Apesar de ter sua capacidade questionada, Emília deixou a comissão dando-se como aprovada para a função e, em ato falho, incluiu-se no processo de decisão sobre a fusão da Oi com a BrT, uma atividade exclusiva dos titulares do conselho diretor. "Eu não sou o voto decisivo para decidir a questão. Há quatro conselheiros competentes discutindo o assunto e eu sou apenas mais um voto para decidir", afirmou, alegando que sua ida para a Agência agora ou mais à frente, por causa do adiamento da votação na comissão, não vai alterar a apreciação do negócio.
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 3)(Márcio de Morais)

 


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