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Fonte: CorreioWeb
[02/08/07]   Aparelho para escuta de rádio digital custará pelo menos R$ 60
 
O consumidor terá que trocar o aparelho de rádio para ouvir as rádios digitais. A expectativa do Ministério das Comunicações é de que o aparelho mais barato custe de R$ 60 a R$ 70. O Ministro das Comunicações, Hélio Costa, imagina que em um ano todo o sistema tenha migrado para o digital. “As empresas de fabricação Sansung e Sony me informaram que farão um rádio que custará em torno disso”, afirma o ministro.
 
O novo rádio terá as duas opções. Irá recepcionar tanto as rádios AM e FM atuais, em sinal analógico, quanto as novas rádios que transmitirão em sinal digital. Para iniciar a fabricação dos novos rádios, as empresas esperam a decisão do governo federal sobre qual sistema de transmissão será adotado pelo país, o que deve ocorrer em no máximo 60 dias. Outra opção que poderá chegar ao mercado brasileiro são os conversores. O aparelho permite que os rádios atuais captem as transmissões digitais. Ele hoje é utilizado nos Estados Unidos e na Europa. Mas o ministro tem dúvidas sobre sua utilização no Brasil, “a menos que custasse no máximo R$ 10”, diz.
 
Os novos rádios não recepcionarão as rádios de ondas curtas (OC) e o ministério ainda não sabe como fazer para que essas rádios cheguem ao consumidor. “O rádio de ondas curtas foi perdendo posição nos últimos anos. Não temos mais de 50 emissoras no Brasil, se tivermos. Ficamos sem ter como medir o impacto que causaria acrescentar o dispositivo de ondas curtas em um rádio AM e FM digital, porque encareceria o rádio. Talvez possamos fazer um rádio exclusivamente de ondas curtas ou um receptor. É uma questão de conversar com a indústria”, explica o ministro.
 
Para baratear ainda mais o preço do novo rádio, o governo federal estuda a possibilidade de fazer um acordo com as indústrias. A idéia é fazer um acordo em que os empresários diminuam a margem de lucro e o governo diminua os impostos. “Uma questão foi levantada pelos empresários do setor e eu vou levar ao presidente da República: Eles me disseram que 40% é a margem do lucro do revendedor e 35% são impostos. Tem que ter uma discussão nesse sentido”, adianta o ministro das Comunicações. [Agência Brasil]