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O "WAP WORLD" - Uma visão geral da "Wireless WEB" |
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Helio Fonseca Rosa |
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O
"WAP WORLD" - Uma visão geral da "Wireless WEB"
(atualizado em 17/10/2000)
Mas surgiu uma novidade no final da atual segunda geração.Um novo tipo de aparelho telefônico celular já está em uso principalmente na Europa e também em alguns paises asiáticos e Estados Unidos. E com ele surge um novo espaço cibernético ( ou seria um sub-espaço ?). Algumas indústrias do setor começam a chamá-lo MMM-Mobile Media Mode; alguns órgãos da imprensa utilizam os termos "Internet Móvel" ou "Internet Portátil". Outros o denominam "Wireless WEB" (WEB sem fio). Mas nos sites europeus os termos mais comuns são "WAP WEB"e "WAP World" (Mundo WAP).
WAP é a sigla para "Wireless Application Protocol" (Protocolo para Aplicações sem fio"). Simplificadamente, WAP é um vasto conjunto de especificações com o objetivo de padronizar as interações entre dispositivos portáteis (móveis, sem fio) e a WEB. Este protocolo foi elaborado inicialmente por quatro empresas ( Phone.com - antiga Unwired Planet, Ericsson, Nokia e Motorola) reunidas no famoso WAP Forum, que conta hoje com mais de uma centena de associados.
WAP já é um padrão de fato e pretende ser global.
Há poucos anos, a Unwired Planet inventou uma linguagem para construção de páginas especiais da WEB que pudessem ser acessadas por um mini-navegador (UP.Browser) instalado em telefones celulares. A linguagem era a HDML - Handheld Devices Markup Language (Linguagem de marcação (de textos) para dispositivos portáteis). O WAP Forum especificou a WML - Wireless Markup Language (Linguagem de Marcação (de textos para dispositivos ) sem fio).
WML é uma linguagem baseada na XML - Extensible Markup Language. Como a HTML e a HDML, é uma variante das especificações SGML - Standardized Generalized Markup Language. O WAP Forum proporciona uma definição formal das especificações desta linguagem.
O serviço "semelhante" que empresas e bancos oferecem no momento aqui no Brasil é baseado em uma tecnologia chamada SMS - Short Message System. Numa comparação simplista, a SMS utiliza um celular comum para trafegar mensagens mas não permite o acesso à WEB; um celular WAP, que contém um mini-browser embutido, além de trafegar mensagens pode navegar pelas mini-páginas da WEB escritas em WML.
Na WEB que conhecemos os sites
(locais) são constituídos de pages (páginas).
Páginas são arquivos com extensão .html.
A primeira página de um site é a Home Page.
A partir da HDML surgiram os conceitos de decks e cards.
Na Wireless WEB o mini-site é chamado de deck
(maço, grupo ou conjunto) e a mini-page é chamada de card.
Deck é um arquivo com extensão .wml.
Card é o conteúdo de uma única mini- tela.
Um site é um conjunto de pages.
Um deck é um conjunto de cards.
Mas as telas dos celulares estão crescendo, já podem ser roladas, os PDA têm
mini-telas "gigantes" e o jargão que vai se firmando já era
esperado: mini-sites ou "WAP sites", mini-pages ou
"WAP pages", " WAP phones''
(celulares WAP), WAP browsers, etc. No entanto, no código da
linguagem WML os textos das WAP pages estão contidos entre as tags <card>
e </card> e isto não vai mudar.
Esta é a 3G. Será ? Talvez devesse ser chamada de 3G versão 1.0. Uma nova versão já está aí (ou será a 4G ?), pelo menos em protótipos acabados. São os novíssimos "Wireless Information Devices" (Dispositivos de Informação sem fio) : portáteis, com telas maiores, sem teclas, com sistemas operacionais próprios, combinando voz, imagens (a cores) e dados, tudo com total segurança.
A infra-estrutura de hardware na retaguarda da WAP WEP evidentemente é mais complexa. Para simplificar a explicação vamos sacrificar o rigor técnico.
Na WEB convencional encontramos clientes e servidores. Clientes são os navegadores (browsers) e os servidores (servers) são os computadores dos provedores de serviços de Internet ( ISP - "Internet Service Providers"). Estes servidores, entre outras atividades, hospedam páginas estáticas de HTML ou produzem páginas resultantes de aplicações dinâmicas construidas no momento em que são solicitadas ("on the fly").
Na WAP WEB não é diferente. Os clientes são os mini-browsers ou WAP browsers embutidos nos dispositivos portáteis e os servidores continuam hospedando mini-pages estáticas e aplicações. Mas surge a figura de um novo tipo de servidor : é o WAP Gateway . Gateway, de um modo geral, é o termo para um conjunto de software e hardware (um computador !) que permite a comunicação entre componentes de várias redes. O WAP browser vai se ligar ao WAP Gateway através do sistema telefônico instalado.
A comunicação entre clientes e servidores é constituida basicamente de troca de "solicitações". O WAP Gateway pode ser entendido como um "conversor de solicitações".
Vejamos o que acontece na WEB convencional:
1. O usuário inicializa seu browser e especifica uma URL (digita um endereço no campo apropriado);
2. O browser analisa o endereço e envia uma solicitação para o servidor usando o protocolo HTTP ( protocolo para Internet).
3. O servidor analisa a solicitação. Se for é uma página comum, estática, ela é localizada; se for uma aplicação dinâmica (por exemplo, uma consulta a um banco de dados) o programa correspondente é disparado e uma página-resposta é gerada (isto pode ocorrer no próprio servidor do provedor ou em qualquer outro da rede).
4. O servidor coloca um cabeçalho HTTP na página resposta e a envia de volta ao browser.
5. O browser analisa e exibe o resultado na tela do micro.
Na WAP WEB, evidentemente, as coisas são mais complicadas, mas só um pouco. Vejamos:
1. O usuário utiliza um celular WAP para solicitar o endereço (escolhendo um item em um menu, por exemplo).
2. O WAP browser do celular analisa e envia a solicitação ao servidor WAP (WAP Gateway). Neste trecho da transmissão é utilizado o protocolo WAP e não o HTTP.
. O Wap Gateway analisa e "converte" o protocolo WAP em HTTP; a solicitação é então enviada a um servidor WEB comum e está na rede.
4. O servidor do destino faz o seu trabalho como visto anteriormente e envia a resposta ( com protocolo HTTP) ao WAP Gateway.
5. O servidor WAP analisa o que recebeu, valida o código WML, remove o cabeçalho HTTP e acrescenta o cabeçalho WAP e envia ao celular WAP.
6. O WAP Browser analisa e exibe o resultado na sua mini-tela.
Neste ponto Você deve estar especulando como começar a utilizar estas informações de forma concreta se o "serviço" WAP ainda não está disponível no Brasil. Vamos por partes.
Você já estudou um pouco de WML e está
apto a construir seu primeiro programa.
Você escolhe seu editor de textos preferido e digita seu código. Você
nomeia seu arquivo e atribui uma extensão .wml, salvando-o
com a opção somente-texto (se o editor acrescentar uma
extensão diferente por conta própria basta renomear o arquivo). O programa
é gravado no seu disco rígido, por exemplo.
Para visualizar o resultado Você utiliza um aparelho telefônico celular simulado
por software, obtido por meio de um download grátis.
O resultado era o esperado e agora Você deseja publicá-lo na WEB para que
outras pessoas possam acessá-lo através de um simulador ou de um celular WAP.
Você pode hospedar sua WAP page no seu próprio provedor se o mesmo já
estiver configurado para tal ( vamos tratar deste assunto
logo adiante). Ou pode hospedá-lo em vários provedores WAP que oferecem este
serviço gratuitamente, num processo muito simples.
Se não estiver muito seguro na codificação, mesmo assim Você pode
construir sua mini-page em editores do tipo WYSIWYG em que o
texto é digitado e o código correspondente é gerado automaticamente.
Editores deste tipo estão disponíveis para download grátis ou para uso
on-line.
A mini-tela do celular WAP pode exibir figuras monocromáticas mas na WAP WEB
devem estar contidas em arquivos com extensão .wbmp. Do
mesmo modo, existem conversores de imagens para uso on-line ou via download grátis.
Você já encontra disponíveis também WAP sites de busca
para localizar endereços interessantes que Você pode visitar desde já com
seu simulador.
Os principais fabricantes de celulares WAP disponibilizam na WEB para download (alguns grátis) poderosas ferramentas para desenvolvedores normalmente chamadas de SDK - Software Developer's Kit; algumas vêm acompanhadas de programas que transformam seu micro num verdadeiro servidor, permitindo o teste de aplicações dinâmicas.
Como foi dito, o servidor do seu provedor deve estar configurado para hospedar seus arquivos .vml e outros do WAP World. O seu browser convencional consegue identificar o tipo de arquivo que recebe (HTML, imagem,audio, video, etc.) por meio de um dado contido no cabeçalho da informação enviada pelo servidor, isto é, pelo tipo do MIME, que é a sigla para Multipurpose Internet Mail Extension. Por exemplo. se o MIME for do tipo "text/html" ou do tipo "image/gif" o browser sabe que está recebendo um arquivo html e uma imagem gif.
O procedimento adequado será
solicitar ao "Webmaster" do seu provedor as providências necessárias.
No site da Gelon.net (http://gelon.net) há um aplicativo
on-line que envia uma solicitação de uma página WML ao servidor indicado no
campo do endereço e oferece um diagnóstico Veja o resultado de um teste real
(os dados do provedor - não configurado, no caso - foram omitidos):
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But the correct way to configure the web server is to add the following 5 mime-types to the server configuration file.
| Content | MIME type | Extension |
| WML source | text/vnd.wap.wml | Wml |
| Compiled WML | Application/vnd.wap.wmlc | Wmlc |
| WMLScript source | text/vnd.wap.wmlscript | Wmls |
| Compiled WMLScript | Application/vnd.wap.wmlscriptc | Wmlsc |
| Wireless bitmap | image/vnd.wap.wbmp | wbmp |
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