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Portal independente de Telecomunicações e Cidadania      Coordenador Geral: Helio Rosa (rosahelio@gmail.com)    
Portal criado em 12/10/03 -  Sobre -  Atualização: 21/10/14
Grande parte do material deste Portal, textos e fotos, é coletado na web. Se algum órgão da mídia se sentir prejudicado, basta solicitar e o conteúdo será reformulado ou retirado.
O conteúdo do BLOCO (Blog Comunitário) TECNOLOGIA tem forte vinculação com os debates nos Grupos telecomHall Brasil e WirelessBR. Inscreva-se gratuitamente nestes fóruns e seja bem-vindo!
Páginas especiais registram a atuação de alguns participantes e colecionam temas em debate ao longo do tempo.

BLOCO TECNOLOGIA

Websites,  Páginas e "Posts" (Tecnologia) do WirelessBRASIL


Small Cells / FemtoCells

Este website é constituído de uma Página Inicial, contendo a legislação sobre o tema, um resumo e um acompanhamento dos principais eventos. Contém ainda um Índice de artigos e notícias e uma coleção de transcrições.

Algumas definições:
(...) Femtocells são "estações de base" celulares minúsculas e de baixa potência, semelhantes aos pontos de acesso de Wi-Fi. Podem atuar como dispositivo stand-alone ou integrar gateways domésticos; e são capazes de suportar vários standards sem fio.
A diferença em relação ao Wi-Fi é que as femtocells operam em freqüências autorizadas. (...)  Fonte: Thesis -Todo mundo de olho nas femtocells  
(...) Os Femtocells são pequenos pontos de acesso (access points) celulares, que fazem o roteamento sem fio de tráfego de voz através de conexões de banda larga existentes. Um estudo da ABI Research prevê que os femtocells ganhem popularidade entre consumidores e projetos, gerando a venda de cerca de 36 milhões de equipamentos até 2012. (...)  Fonte: Computerworld - Cisco investe na tecnologia femtocell
(...) Em poucas palavras, Femtocell é uma tecnologia emergente (também conhecida por Access Point Base Station), (…) com baixos custos de implementação que permite que as ligações móveis em ambiente doméstico sejam direcionadas para redes mais amplas (como o DSL ou cabo), a partir do mesmo equipamento 3G. Em outras palavras, a tecnologia Femtocell foi concebida para unir a telefonia celular de banda larga (3G e superiores) à Internet de alta velocidade em rede fixa residencial. (...)  Fonte: Google Discovery - Você já ouviu falar em Femtocell? 

Em 24 de outubro de 2012 o Conselho Diretor da Anatel aprovou, o regulamento da femtocell, sem necessidade de licenciamento, portanto, sem pagamento ao Fistel (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações). "A célula terá potência de 1 watt na saída do transmissor (abrangência de até 120 metros) e mobilidade restrita. Com esta decisão, a Anatel impulsiona bastante o uso dessas pequenas estações para ampliar o acesso da banda larga móvel no país. O serviço pode ser fechado ou aberto e o aparelho a ser instalado pelas operadoras na residência dos assinantes não pode ser cobrado. A conexão à internet da femtocell pode ser fornecida pela operadora ou independentemente da prestadora. Ou seja, o usuário pode contratar a sua rede fixa, que conecta o aparelho, para ser o prestadora da banda larga."

Notícia recente:
Leia na Fonte: Teletime
[15/10/14] TIM instalará small cells em postos da rede Ipiranga


Visando expandir sua estratégia de small cells, a TIM anunciou nesta quarta-feira, 15, uma parceria com a rede de postos de combustíveis Ipiranga para instalar as antenas no País. De acordo com o presidente da operadora, Rodrigo Abreu, a ideia é aumentar a capilaridade, mas há problema com regulação e licenciamento. "O acordo é interessante porque possibilita uma única negociação para o País inteiro e é uma experiência de uso real de small cells", disse ele em conversa com jornalistas após apresentação na Futurecom. Mas ele reclama: "Agora, para ser massificado, ser expandido, é absolutamente necessário tratar de licenciamento e de taxa de fiscalização".

Essa expansão da estratégia de redes heterogêneas (HetNet) da TIM continua tendo como fornecedores empresas como Alcatel-Lucent e Huawei. O processo de instalação de small cells nos postos já começou, mas ainda não foi definida a extensão do projeto. "Ainda estamos em discussão de roll-out dos acordos, então não tem um número de postos ainda, mas vai ser grande", garantiu.

Segundo Abreu, o problema regulatório é que as taxas de fiscalização das small cells (que não são beneficiadas pela desoneração do Fistel por terem potência acima de 1 W) são proibitivas. "Hoje uma small cell cobre uma área que varia de sete a dez vezes menos que uma macro, dependendo da capacidade e da configuração de potência e série de parâmetros técnicos. Se você imaginar que vai ter dez vezes mais small cells para uma determinada cobertura equivalente (a de uma macro) e ter que pagar dez vezes mais imposto que uma macrocélula, obviamente isso é um empecilho econômico", declara.

Outro problema é o licenciamento. O presidente da TIM explica que esse processo para qualquer célula, independente do tamanho, leva tempo demais. "Para cada uma small cell, que tem o tamanho de uma caixa de pizza e não tem necessidade de infraestrutura, você tem que passar por licenciamento de mais um ano, e isso inviabiliza".

Ver coleção de textos em Índice de artigos e notícias


Artigos e "posts" do jornalista Renato Cruz

Renato Cruz é jornalista, escreve uma coluna sobre tecnologia no jornal O Estado de S. Paulo.
É graduado em Jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) desde 1995; na mesma instituição obteve os diplomas de Mestrado (2000) e de Doutorado (2006) em Ciências da Comunicação. Ler mais


Seleção de textos recentes:

19/10/14
Engenharia da vida

"A biologia vive uma revolução comparável à que a tecnologia da informação passou nas últimas décadas. O que vem desencadeando isso é o encontro da linguagem binária dos computadores com as quatro bases que formam o material genético. Robôs nanométricos que combatem câncer, impressão de órgãos humanos e programação de bactérias e de vírus são alguns dos projetos que existem em laboratório, e podem causar grande impacto quando forem aplicados em escala comercial.
É claro que é preciso ter muito mais cuidado com os impactos de novas tecnologias em um setor como a biologia, quando comparada com a informática. A saúde das pessoas não suporta a ideia de beta permanente, de produtos e serviços que nunca estão em sua forma final, tão comum no mundo da internet.
Cada vez mais, no entanto, as empresas iniciantes capazes de mudar o mundo vão vir daí. Ferramentas e conceitos da tecnologia de informação são adaptados para o desenvolvimento de tecnologias biológicas.
Um exemplo disso é o Project Cyborg, da Autodesk, empresa conhecida principalmente pelo software de projetos Autocad. Desenvolvido pelo braço de pesquisas da empresa, o Project Cyborg serve para desenvolver projetos em nanoescala, o que inclui modelagem e simulação molecular. Enquanto o Autocad é voltado para arquitetos e engenheiros, os usuários do Project Cyborg são biólogos moleculares.
(...) Ler mais


12/10/12
O gargalo das patentes


09/10/14
Por que o comando da Oi mudou

A situação da Oi reflete o insucesso da política pública de criação de “campeões nacionais”, adotada nos últimos anos. A dívida de R$ 46,2 bilhões que a empresa tenta equacionar teve origem, em boa parte, na compra da Brasil Telecom, em 2008. A operação era proibida pela regulamentação da época, e o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto presidencial para permiti-la.
Na época, o governo chegou a anunciar que criaria uma “supertele nacional” para fazer frente a gigantes estrangeiros que atuam por aqui, como a espanhola Telefónica (dona da Vivo) e a mexicana América Móvel (dona de Claro, Embratel e Net). Falava-se até em lançar operações em outros países.
(...)

05/10/14
Mais mobilidade

28/09/14
Para onde queremos ir

21/09/14 
Política de banda larga

Veja os Textos  anteriores de Renato Cruz
aqui, no Blog, no website ou nas Colunas do Estadão


Colunas da jornalista Mariana Mazza no Portal da Band

A jornalista Mariana Mazza, especialista em telecomunicações, traduz, explica e comenta um dos setores que mais cresce no Brasil, mas que ainda se mantém tão distante dos consumidores.  Há 10 anos acompanhando o setor de infraestrutura, Mariana Mazza, iniciou carreira na Anatel. Ler mais

Seleção de textos recentes de Mariana Mazza:

15/10/14
A gigante sangra
"Desde o fechamento do primeiro turno das eleições muita coisa aconteceu no mundo das telecomunicações. Quase todas associadas, direta ou indiretamente, à sobrevivência da maior empresa de telefonia do país, a Oi. Nesse meio tempo, a companhia perdeu seu presidente, passou de potencial compradora da TIM para alvo de negociações de grupos europeus pelo que restou de seu capital e viu sua nova parceira, a Portugal Telecom, cair de joelhos na Europa. O efeito dominó começou com um calote sofrido pelo grupo português, que apesar de chegar ao Brasil como salvador da Oi, trouxe na mala ainda mais problemas.

Em julho deste ano, a Rio Forte, sociedade de investimentos do português Grupo Espírito Santo, deixou de pagar 897 milhões de euros à Portugal Telecom. Apesar do calote, Brasil e Portugal selaram acordo no mesmo mês para unir as companhias telefônicas Oi e Portugal Telecom, confiantes de que a associação traria novo ânimo para as contas das duas empresas. Pelo visto o plano não deu certo.

Durante o maior evento de telecomunicações do país, a Futurecom, que ocorre nesta semana em São Paulo, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, voltou a mexer no caso. Chamou o calote da Rio Forte de “desfalque” no caixa da Oi e culpou a jogada pelo mau desempenho financeiro da companhia nos últimos meses. É a tentativa de transformar o problema da Portugal Telecom em bode expiatório das falhas que a megatele nacional já apresentava muito antes do malfadado acordo.

Vejamos os números. A Oi deve hoje nada mais nada menos do que R$ 46,2 bilhões. O montante é quase quatro vezes seu valor de mercado, estimado em R$ 12,26 bilhões. Por muito menos o Brasil já viu companhias pedirem recuperação judicial. Ao que parece, o que mantém a Oi viva nos últimos tempos é o fato de ela ser uma concessionária de serviços públicos e sua íntima ligação com a BNDESpar, braço de investimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)."
(...) Ler mais

30/09/14
Mais um leilão sem surpresas
23/09/14
Serviço clandestino é mal menor?

18/09/2014
A banda larga nas eleições
09/09/2014
Tudo pelo serviço mais caro


Veja "todas" as Colunas anteriores
aqui ou no Portal da Band


Telequest - Website de Ethevaldo Siqueira

Ethevaldo Siqueira é escritor, consultor e colunista, especialista em novas tecnologias. Cobre o setor há 40 anos, entrevistando cientistas, participando de congressos e visitando exposições, laboratórios e universidades no Brasil e no mundo. Relação de podcasts na CBN.
Ver Perfil detalhado.

Seleção de textos do Telequest:

07/10/14
Microsoft lança campanha para incentivar jovens a aprender programação

A Microsoft lança hoje no Brasil a campanha #EuPossoProgramar, que tem o objetivo de estimular o aprendizado da linguagem de programação entre jovens de 12 a 25 anos. O curso preparado para incentivar crianças e adolescentes a darem os primeiros passos no universo da tecnologia está disponível no site www.eupossoprogramar.com. O conteúdo foi desenvolvido em parceria com entidades como Code.org e OIJ (Organização Ibero-Americana da Juventude), entre outras.

eu_posso2.jpgCom a campanha #EuPossoProgramar, a Microsoft reafirma seu compromisso para que o aprendizado de programação e a capacitação na área de tecnologia sejam um caminho para milhares de jovens terem acesso a melhores oportunidades no futuro. A iniciativa é parte do YouthSpark, programa global de cidadania da Microsoft com foco na juventude.

De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa de desemprego entre jovens brasileiros de 16 a 24 anos foi de 13,8% em agosto deste ano ante uma taxa de 5% entre a população geral do conjunto de seis regiões metropolitanas do país. A campanha #EuPossoProgramar ocorre também nos demais países da América Latina, onde 22 milhões de jovens não estudam e nem trabalham, segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho).

"Um dos principais objetivos da Microsoft é promover a programação como parte fundamental do currículo escolar e a integração da tecnologia ao processo educacional. Por essa razão, incluímos o tema na Agenda Final de Políticas para a Juventude Pós-2015, em um trabalho realizado com a OIJ", diz Hernán Rincón, presidente da Microsoft para América Latina. "Estamos confiantes de que a linguagem do código em breve será parte do currículo de muitas escolas na América Latina, tornando possível um crescimento ainda maior da região ", afirma.

Para marcar o lançamento da campanha no Brasil, a Microsoft organiza hoje um evento com jovens de escolas públicas, privadas e ONGs parceiras. O encontro será na sede da empresa no país, em São Paulo, e contará com a presença de empreendedores como Vinicius Gracia, cofundador do aplicativo Easy Taxi, e Douglas Almeida, CEO do Stayfilm, rede social brasileira que cria filmes únicos e surpreendentes. Ambos contarão suas experiências com o aprendizado de programação.

"A iniciativa YouthSpark já atingiu no Brasil mais de 10 milhões de pessoas e foi responsável por transformar a vida de alguns jovens brasileiros. Queremos que essas histórias se multipliquem e que o aprendizado da linguagem de programação seja uma via para que mais crianças e adolescentes tenham um futuro melhor no país", afirma Katia Gianone, diretora de comunicação e cidadania da Microsoft Brasil.

Qualquer jovem pode se beneficiar com o aprendizado de computação básica, independentemente da profissão que planeja seguir no futuro. A programação permeia hoje os mais diversos aspectos do dia a dia e, segundo especialistas, pode ser considerada a alfabetização do século 21. Aprender os princípios básicos de programação pode ajudar jovens a desenvolver habilidades de pensamento crítico, lógica e solução de problemas e, dessa maneira, se destacar em diversas áreas, incluindo o empreendedorismo.

Veja abaixo alguns dos principais benefícios ligados ao aprendizado de programação:

1. Desenvolver habilidades para resolver problemas lógicos; estimula a criatividade e pensamento crítico, habilidades do século 21 necessárias em qualquer setor.

2. Aumento das oportunidades de emprego. Atualmente, não há mão de obra suficiente para suprir a demanda no setor de tecnologia.

3. Aumento da capacidade de adaptação ao estilo de vida atual. O mundo depende cada vez mais de tecnologia. Para atingir seu pleno potencial, os jovens precisam ter ampla compreensão de como a tecnologia funciona e de como fazê-la funcionar para eles.

4. Faz com que o empreendedorismo se torne uma opção concreta. As grandes empresas têm surgido graças ao conhecimento da linguagem de programação. Os empreendedores são capazes de capitalizar seu conhecimento para a criação e o crescimento de seus negócios.

"Estamos muito animados com o fato de poder trabalhar com a Microsoft para derrubar os mitos sobre programação, um campo fundamental para todos os estudantes, seja qual for a carreira que desejam seguir. Sei que uma hora programando pode ser o suficiente para inspirar alunos a aprenderem mais, abrindo infinitas possibilidades para o resto de suas vidas ", disse Hadi Partovi, da Code.org. A entidade liderada por Partovi tem diversos outros cursos para quem quiser aprender mais sobre programação.


15/09/14
Dilma mente ao prometer banda larga para todos - por Ethevaldo Siqueira

22/09/14
Já pensou em se conectar à Internet através da luz?

LG G2 Lite chega ao mercado brasileiro

O lento progresso da competitividade na indústria de Meios de Pagamento

Os celulares como meios de pagamento

Estudo revela os perigos de sites que duram 24 hs

==> Ler mais em Telequest - Website de Ethevaldo Siqueira


Textos da jornalista Cristina de Luca, editora do IDGNow!

Cristina de Luca é jornalista e Editor at large do Grupo Now!Digital; é formada em Comunicação com Master em Marketing pela PUC do Rio de Janeiro e ganhadora do Prêmio Comunique-se na categoria Tecnologia em 2005 e 2010.

Parabéns Cristina de Luca!
Recorto do Telequest, website de Ethevaldo Siqueira:
"A jornalista de Tecnologia vencedora deste ano (2014) foi Cristina De Luca – mais do que merecedora. O melhor desse prêmio é ser decidido por dezenas de milhares de colegas de profissão. Quero sempre ser julgado por meus pares. Ninguém se candidata nem faz campanhas. As escolhas e a votação são absolutamente espontâneas, não induzidas, com base no conjunto de nosso trabalho."

Seleção de "posts" recentes no Blog Circuito de Luca:
06/10/2014
M-commerce já deixou de ser tendência
Em 2014, 67% das pessoas afirmam já ter realizado pelo menos uma compra pelo celular ou tablet, em 2013, esse percentual era de 57%
30/09/2014
Brasileiros passam oito horas por dia usando várias telas
Média é maior que a global e também superior a de todos os países da América Latina participantes do estudo AdReaction LatAm, da Millward Brown
25/09/2014
Como lidar com as recentes mudanças no algoritmo do Facebook
De acordo com o Facebook, estas mudanças começarão a ser implantadas aos poucos. Os resultados já começam a ser percebidos pelos usuários brasileiros
06/09/2014
O acesso gratuito a serviços internet no celular deve acabar? Entenda o que está em jogo
"Desde que o Marco Civil foi aprovado, uma dúvida paira no ar: o acesso gratuito oferecido por operadoras de telefonia móvel ao app do Bradesco, ao Facebook, Twitter e, agora mais recentemente, ao Vine, fere ou não a neutralidade de rede? Esta semana, a prática de oferecer acesso gratuito a certos serviços online populares para os clientes de determinadas redes móveis, denominada de “zero rating” (“cobrança zero”), foi um dos assuntos mais discutidos na Turquia, durante o encontro do Fórum de Governança da Internet (IGF). No mundo inteiro, os defensores do princípio da neutralidade de rede (que determinada que o tráfego internet não seja discriminado, atendendo a motivações econômicas ou políticas) estão preocupados com a rápida proliferação de acordos envolvendo zero rating." (...) Ler mais

26/08/2014
O fim da TV analógica e o futuro incerto do Fórum de TV Digital
"Quando o Brasil começou a preparar a transição da TV analógica para a digital, o governo Lula criou o Fórum Brasileiro de TV Digital, com a missão de auxiliar e estimular a criação e melhoria do sistema de transmissão e recepção de sons e imagens digitais no Brasil. Agora que o desligamento do sinal analógico se aproxima, o Fórum SBTVD questiona a sua existência, diante do evidente desprestígio do governo Dilma com suas atividades." (...) "Não sei quanto a vocês, mas a minha impressão é a de termos voltado às discussões de cinco anos atrás, no Fórum SBTVD, quando se discutia a inclusão ou não da interatividade nos conversores. Ou se eles deveriam ser ou não integrados aos televisores." (...)

Veja os títulos anteriores aqui ou no Blog Circuito de Luca no Portal IDGNow!


Blog START de Lígia Aguilhar

Lígia Aguilhar é jornalista do Link. Acompanha a onda das startups desde 2010, enquanto alimenta seu vocabulário com palavras como pitch, break-even, capital semente, MVP e anjos. Contato: ligia.aguilhar@estadao.com

Seleção de "posts" do Blog START de Lígia Aguilhar:

06/10/14
Google traz evento de empreendedorismo para o Brasil


O Google vai promover pela primeira vez no Brasil o Google for Entrepreneurs Week, seu evento anual para empreendedores com palestras e workshops sobre empreendedorismo e tecnologia.

Durante cinco dias, de 20 a 25 outubro, oito cidades brasileiras vão sediar o evento. São elas: Belo Horizonte, Brasília, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, Uberaba e Teresina.

Essa é a terceira edição do evento, que no ano passado reuniu 4,5 mil empreendedores em 45 cidades e 31 países. A programação da edição brasileira
já está disponível .

As inscrições vão até o dia 12 outubro e os participantes serão escolhidos por meio de um sorteio
.

07/010/14
Trampos.co recebe investimento do fundo Evolution
06/10/14
Google traz evento de empreendedorismo para o Brasil
03/10/14
500 Startups promove brasileira Bedy Yang a sócia-gerente
02/10/14
Startup cria serviço de homenagem póstuma com QR Code

02/10/14
Acelera Partners, da Microsoft, seleciona startups para segunda rodada de apoio

01/10/14
Um raio-x da Voltem, a aposta do Hotel Urbano para competir com o Airbnb

Ler mais "posts" no Blog START de Lígia Aguilhar ou nesta seleção do WirelessBRASIL


Segurança do Processo Eleitoral com Urnas Eletrônicas

Este website é constituído de uma Página Inicial que contém um Resumo e um Acompanhamento através do registro dos principais eventos ligados ao tema.
Contém ainda um Índice de Artigos e Notícias que leva à uma Coleção de Transcrições.
Estão relacionados textos desde o ano 2000.

Aqui estão algumas matérias relacionadas:
Leia na Fonte: O Globo / Panorama Político
[04/10/14]  Hackers tentam invadir TSE - por Ilimar Franco


"O sistema tecnológico do TSE sofreu um ataque de hackers há duas semanas. Foram feitas 200 mil tentativas de acesso por segundo. A ofensiva dos piratas foi detida. Integrantes do Tribunal explicam que, se a operação tivesse êxito, poderia provocar um “entupimento da totalização” dos votos. Isso poderia retardar o anúncio do resultado amanhã e daria munição para derrotados se apresentarem como vítimas de fraudes.
O ataque e a eleição de amanhã
O bombardeio dos hackers foi detectado pelo aparato de defesa, constituído por clones do sistema verdadeiro espalhados pelo mundo. Para conter a tentativa, o sistema foi tirado do ar e o mesmo esta sendo feito nas horas que antecedem a votação. A ação orquestrada partiu do exterior e suspeita-se que se trata de uma mera competição. Ganha o hacker que entrar. Um assessor do TSE garantiu que a votação nunca esteve em risco. Explicou que as urnas eletrônicas são um sistema isolado e cada seção imprime o resultado. Os dados são criptografados em cartões “flashcard”. E a transmissão é feita por linhas exclusivas que são contratadas de empresas de telecomunicações."

Leia na Fonte: Estadão
[04/10/14]  Toffoli confirma tentativa de ataque ao sistema do TSE, mas diz que não houve invasão - por Ricardo Britto


Presidente do Tribunal Superior Eleitoral destacou que tentativas desse tipo acontecem cotidianamente; hackers tentaram entrar no sistema de comunicação

Brasília - O presidente Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Dias Toffoli, confirmou na manhã deste sábado (4) que houve uma tentativa de ataque ao sistema tecnológico da Corte. Contudo, o ministro disse que os hackers não chegaram a invadir o sistema. "Acontece cotidianamente (a tentativa de invasão), mas não chegaram a a entrar no sistema do TSE porque exatamente o nosso sistema de defesa fez a proteção", disse ele, em entrevista coletiva após a cerimônia para verificação do sistema que gerencia a totalização dos resultados das urnas eletrônicas.

Dias Toffoli destacou que a tentativa de invasão não ocorreu no sistema de totalização dos votos. A assessoria de imprensa do TSE esclareceu que a ação ocorreu no sistema de comunicação entre o TSE e os tribunais regionais eleitorais (TREs).
(...)  Ler mais

Leia na Fonte: Dia a Dia, Bit a Bit - Blog de Sílvio Meira
[01/10/14]  será que dá pra… CLONAR URNAS? - por Sílvio Meira

(...)
"a resposta à pergunta do título deste texto é… sim, dá pra clonar urnas. e também dá pra criar muitas barreiras contra as tentativas de clonar urnas, e quase todas elas exigem –especialmente do ponto de vista de credibilidade- um sistema eleitoral nacional, informatizado ou não, muito mais transparente do que o que existe hoje.
que é quase como se a gente tivesse que sair do SEIN [o sistema que existe hoje, que simplesmente existe, imposto quase como dádiva…] para um DASEIN, um sistema que seria inerentemente social e, portanto, necessariamente criado em conjunto com e compartilhado com a sociedade que o usa, inteligível e auditado por ela. quem sabe, talvez, o pessoal de informática do TSE devesse ler [mais] heidegger…"  Ler íntegra do texto

Leia na Fonte: UnB
[25/09/14]  Sobre o "Inserator", programa encontrado no sistema de votação do TSE
- Entrevista com o Prof. Pedro Antonio Dourado de Rezende do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Brasília
25 de setembro de 2014

Leia na Fonte: G1 / Blog Segurança Digital
[23/09/14]  Análise encontra novas falhas de segurança na urna eletrônica - por Altieres Rohr
(foto)
"Uma análise de segurança realizada na urna eletrônica identificou três novos problemas em potencial na urna, um deles idêntico a outra vulnerabilidade encontrada na urna em 2012, além de um sistema de geração de mídias que possui conexão com a internet. As brechas foram divulgadas na semana passada em um seminário na Universidade Federal da Bahia, mas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia sido comunicado formalmente pelo PDT, partido que encomendou a análise, em uma petição no início do mês.
O blog Segurança Digital procurou o tribunal para comentar as questões levantadas, mas não recebeu uma resposta até a tarde desta terça-feira (23). Caso seja enviado, o posicionamento do TSE sobre os pontos neste post será incluído."
(...) Ler mais

Leia na Fonte: UOL
[29/08/14]  TSE admite que urna não é totalmente segura - por Bruna Borges
"A cada eleição, a confiabilidade da urna eletrônica usada no país é colocada em xeque. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) admite que os mecanismos para evitar sabotagens na urna eletrônica "nem sempre 'garantidamente' impedem uma fraude", mas defende que o sistema é aperfeiçoado à medida que é exposto a riscos e vulnerabilidades. Especialistas consultados pelo UOL afirmam que o sistema eletrônico de votação utilizado no país não é totalmente confiável e não permite auditoria." (...)

Leia na Fonte: Brasil Contra Corrupção
[26/08/14]  Jornal da Band denuncia fraude nas urnas eletrônicas (reportagem e vídeo) - com Ricardo Boechat
(foto)

Leia na Fonte: FecomercioSP
[18/07/14]  Fraude em urnas eletrônicas é preocupação nas eleições

Leia na Fonte: UOL
[29/08/14]  Urna eletrônica pode ser fraudada? Especialistas explicam - por Bruna Borges
(...)
"Até onde sei, dentre as democracias atuais, só no Brasil as votações oficiais são regulamentadas, executadas e julgadas por uma mesma instituição. Mais precisamente, por um ramo atípico do judiciário cuja cúpula congrega metade dos juízes da Corte Suprema, os quais não se constrangem em alardear, até em sentenças, a falaciosa suposta invulnerabilidade do sistema de votação que eles controlam", declarou Rezende.
Questionado a respeito da concentração de poder, o TSE não se posicionou sobre a crítica feita pelos especialistas nem respondeu sobre a possibilidade de ser criado um órgão independente para administrar as eleições.
(...)

Leia na Fonte: G1 / Coluna "Segurança Digital"
[29/07/14]  Aplicativo para fiscalizar eleição arrecada R$ 30 mil em doações - por Altieres Rohr

"
O aplicativo "Você Fiscal" conseguiu nesta segunda-feira (28), em seis dias, alcançar a meta de R$ 30 mil de financiamento coletivo pelo site "Catarse". O aplicativo faz parte de uma iniciativa liderada pelo professor Diego Aranha, da Unicamp, cujo objetivo é permitir a fiscalização da totalização de votos durante a eleição.
O app será desenvolvido inicialmente para a plataforma Android. A ideia é que pessoas instalem o software no celular para tirar fotos dos Boletins de Urna (BUs) que são impressos ao final da eleição e expostos publicamente por cada seção eleitoral e contêm o total de votos computados para cada candidato. O próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao fim da eleição, divulga os BUs eletronicamente em um site chamado BU na Web (BUWEB) com os quais os números obtidos pelo Você Fiscal poderão ser comparados, permitindo identificar diferenças nos números.
O professor Diego Aranha, responsável pelo aplicativo, liderou uma equipe que identificou um erro na urna eletrônica durante um teste de segurança público promovido pelo próprio TSE em 2012. O erro permitia reordenar os votos cadastrados pela urna a partir do Registro Digital do Voto (RDV), um arquivo que é disponibilizado aos partidos. Com essa informação mais a ordem de votação em uma seção eleitoral, seria possível descobrir quem votou em quem." (...)

Leia na Fonte: Blog Dia a Dia
[28/07/14]  Por mais transparência nas eleições - por Silvio Meira

(...)
o professor diego aranha, da unicamp, demonstrou, no teste das urnas do TSE antes das eleições de 2012, que a nossa urna eletrônica não é tão boa como querem nos convencer. este ano, o TSE resolveu que ninguém vai testar urna nenhuma e aí a gente não vai saber se corrigiram o que diego descobriu antes da última eleição e nem, como é mais do que o caso no desenvolvimento de software [e você, leitor, vê isso nos apps que usa...], se alguma nova falha foi introduzida [na urna ou em outra parte do sistema]. diego e o time dele resolveram não ficar parados e lançaram um projeto de financiamento e uso coletivo de um sistema para fiscalizar a eleição, o #vocêFISCAL. abaixo, diego aranha fala sobre o atual estado das eleições eletrônicas no país e sobre seu esforço para aumentar a transparência do processo. a entrevista foi feita por emeio e os negritos são do blog. (...)

Leia na Fonte: Alerta Total
[05/06/14]  TSE não fará testes nas urnas, apesar do MPF em SP comprovar que votação eletrônica é vulnerável - por Jorge Serrão
Leia na Fonte: G1
[02/05/14]  A biometria nas eleições vai falhar. A dúvida é como - por Altieres Rohr
Leia na Fonte: O Globo
[08/04/14]  Toffoli é eleito presidente do TSE e comandará o tribunal nas eleições - por Mariana Oliveira
[13/12/12]  não é a urna, é o sistema: hacker mostra como mudar resultado da eleição, e diz que mudou em 2012 - por Sílvio Meira
Leia na Fonte: Terra / Blog do Silvio Meira / dia a dia, bit a bit
[01/10/12]  a urna eletrônica e a falta de transparência nas eleições - por Silvio Meira
Fonte: Convergência Digital
[22/03/12]  UnB quebra o sigilo do voto da urna eletrônica - por Luís Osvaldo Grossmann

Consulte o Índice de Artigos e Notícias para acessar o arquivo das matérias referentes à "Segurança do Processo Eleitoral com Urnas Eletrônicas"


Blog "Dia a Dia, Bit a Bit" de Silvio Meira

Sobre Silvio Meira:
"Um dos nomes mais importantes do País quando o assunto é inovação e empreendedorismo, o professor Silvio Meira anunciou hoje que após 12 anos vai deixar o cargo de cientista chefe do C.E.S.A.R (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife), que ajudou a criar. A instituição é uma das mais importantes dentro do polo tecnológico Porto Digital, referência em todo o Brasil no desenvolvimento de novos talentos e startups inovadoras."
A mudança vai gerar uma nova forma de Silvio colaborar com o C.E.S.A.R, pois, como assessor, ajudará de forma mais efetiva no detalhamento e implementação dos planos estratégicos da organização." [Fonte]

Últimos "posts" no Blog "Dia a Dia, Bit a Bit" de Silvio Meira (que não utiliza letras maiúsculas em seus textos...):

06/10/14
inovação é… criação coletiva

01/10/14
será que dá pra… CLONAR URNAS?

um bom número de profissionais, entre eles advogados, engenheiros e cientistas, tenta, há tempos, alertar a sociedade para os problemas do sistema eleitoral informatizado nacional, vasta maioria dos quais criada e mantida pela total falta de transparência do processo eleitoral e dos múltiplos componentes digitais [hardware e software] que tratam de sua implementação. pra entender como o sistema, como um todo, é observado de fora para dentro, invista meia hora de seu tempo numa exposição da dra. maria aparecida cortiz, num debate recente na bahia, que foi captada no vídeo a seguir. (Ver vídeo aqui)

a “cara” do vídeo é uma visão estruturada de como parece funcionar o processo eleitoral eletrônico, desde o desenvolvimento do código até a publicação dos resultados. talvez você não ache que vale a pena entender tal complexidade. pelo sim, pelo não, vamos dar razões pelas quais todos os eleitores brasileiros deveriam estar preocupados com o estado das cosias no SEIN, o sistema eleitoral informatizado nacional, e faremos isso citando trechos de uma entrevista do professor pedro a. d. rezende, da UnB, a fernando barros, no mês de setembro p.p., para uma matéria da revista info.

a entrevista [não publicada na íntegra mas que está, completa, no site do prof. rezende] tá cheia de perguntas técnicas e respostas sofisticadas que demandam, na maioria, conhecimento bem acima da média de quem não tem formação computacional e entendimento do cenário particular do SEIN. ainda assim, e como motivação para você realmente assistir o vídeo acima, é possível, lendo apenas as duas perguntas e respostas abaixo, entender o tamanho do problema e imaginar o que pode acontecer na eleição de domingo. FB, nas perguntas abaixo, é o repórter fernando barros e PR é o professor pedro rezende. e os negritos e as cores são aqui do blog.

a primeira pergunta é…

FB: Funções de data e relógio podem ser alteradas facilmente na urna eletrônica?

PR:  As configurações de data e hora do relógio interno da una podem ser alteradas por um programa da própria urna que já esteja preparada e lacrada, isto é, pronta para votação. Para esse programa rodar, entretanto, ele precisa de alguns dados externos que são instalados, durante a etapa de preparação, em mídia própria (pen drives), chamada mídia de ajuste de data e hora, ou abreviadamente ADH. Quando um tal pen drive ADH é colocado numa urna já pronta, e esta urna é ligada, essas funções podem ser alteradas facilmente, antes do verdadeira data programada para a votação.

Assim é possível fazer a urna entrar em modo de votação bem antes da hora certa, propiciando o tipo de fraude chamado de “urna clonada”, que, simplificadamente, faz uma votação antes da hora, grava e guarda os resultados, recarrega a urna para ser enviada para a seção eleitoral correspondente com a data e horário corretos, e depois troca os resultados antes da transmissão. Como esse risco é real, o TSE toma alguns cuidados para a geração dessa mídia ADH, tais como só poder ser gravada mediante senha, por programa próprio do TSE, o qual só pode ser rodado por agentes autorizados em cerimônia pública, conforme norma administrativa, e ter prazo de validade, tanto para o inicio quando para o final de sua utilidade.

e a segunda é…

FB: Quais são os momentos críticos para manipulação de resultados?

PR: Em sistemas informatizados de votação como o do TSE, classificados como de primeira geração, caracterizada por não permitirem recontagem de votos, e portanto também caracterizada pela integridade do resultado depender completamente da honestidade dos programas utilizados nas urnas e nas demais etapas do processo de votação, qualquer momento em que um tal programa é transmitido, configurado, encapsulado em software, instalado ou inicializado, é momento potencialmente crítico para manipulação dos resultados. Isso deve ter ficado claro no esforço interpretativo que precisei desenvolver para responder às duas primeiras perguntas. 

Não deve ser à toa, portanto, que todos os países onde em algum momento se adotou ou se usou sistemas de votação de primeira geração para eleições oficiais, eventualmente os abandonaram, a maioria em favor de sistemas de segunda ou terceira geração. Exceto até aqui o Brasil, onde, talvez não por acaso, talvez mais se gaste com propaganda institucional destinada a “vender” a adoção do sistema em uso. Enquanto a história dessa evolução tecnológica segue sem valor jornalístico para a mídia corporativa, que segue ganhando dinheiro com essa propaganda, conforme ressalto em recente entrevista ao portal UOL sobre o tema.

~.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*~

a resposta à pergunta do título deste texto é… sim, dá pra clonar urnas. e também dá pra criar muitas barreiras contra as tentativas de clonar urnas, e quase todas elas exigem –especialmente do ponto de vista de credibilidade- um sistema eleitoral nacional, informatizado ou não, muito mais transparente do que o que existe hoje.

que é quase como se a gente tivesse que sair do SEIN [o sistema que existe hoje, que simplesmente existe, imposto quase como dádiva…] para um DASEIN, um sistema que seria inerentemente social e, portanto, necessariamente criado em conjunto com e compartilhado com a sociedade que o usa, inteligível e auditado por ela. quem sabe, talvez, o pessoal de informática do TSE devesse ler [mais] heidegger

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"o que é smartX, aqui? é qualquer coisa que tenha computação, comunicação e controle associada a ela. um tênis com sensores que medem a distribuição de peso ao andar é uma instância de smartX, assim como uma lata de lixo que “sabe” onde o lixo que você jogou vai cair e “se move” pra lá [e “pega” o que você jogou…]. e sobre o que é este texto? é sobre o futuro destas coisas espertas, os smartX, ao nosso redor; o texto é sobre, principalmente, as oportunidades, mas também sobre os riscos. (...) 

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Espectro de 700 MHz

Este website é constituído de uma Página Inicial, contendo a legislação sobre o tema, um resumo e um acompanhamento dos principais eventos. Contém ainda um Índice de artigos e notícias e uma coleção de transcrições.

Mais abaixo: Primeiros ecos" do leilão realizado em 30/09/14

O que está acontecendo:
No final de junho de 2012 foi realizado o leilão da faixa de frequência 2,5 GHz para que ela seja usada pelas empresas vencedoras para oferta da internet 4G no Brasil, e depois disso, o governo brasileiro anunciou que realizará outro leilão em 2013, pela faixa de frequência de 700 MHz para o mesmo fim: Oferecer os serviços do 4G.
Mas qual a diferença entre as duas faixas?  Que diferença a frequência faz na hora de ofertar a internet 4G?

Uma das principais diferenças é o dinheiro gasto para implementação: O serviço na faixa de 700 MHz necessita de 5 vezes menos investimentos do que os necessários para ofertar a internet 4G na frequência 2,5 GHz, já que o número de antenas necessárias é bem menor.
Além disso, o alcance da de 700 MHz é muito maior: A faixa 2,5 GHz é ótima para regiões urbanas, mas o sinal da de 700 MHz chega a locais mais distantes, como a zona rural por exemplo. Resumindo:
- A frequência de 2,5 GHz é alta, mas sua cobertura é menor.
- A faixa de 700 MHz é um espectro baixo, mas tem a área de cobertura 5 vezes maior.
Pelo Brasil ser um país grande, quanto maior a cobertura de sinal para ofertar o 4G, melhor.

São claros os benefícios da troca da faixa 2,5 GHz para a frequência de 700 MHz na hora de distribuir o sinal do 4G. Mas, para que o cenário seja perfeito, é preciso saber o que fazer com as TVs analógicas do país, que utilizam a mesma frequência de 700 MHz que as operadoras querem utilizar para a internet 4G no Brasil. As teles não querem esperar até 2016, data limite para que todas as TVs analógicas sejam extintas no país e o Brasil só possua TVs digitais, então nos resta saber como o governo vai resolver este impasse entre a telefonia e a televisão.(...) Fonte: Internet 4G

Em 02 de maio de 2014 foram abertas duas consultas públicas, por 30 dias:
- proposta de edital de licitação para autorização de uso de radiofrequências na faixa de 700 MHz, associada à autorização para prestação do Serviço Móvel Pessoal, e
- proposta do Regulamento sobre condições de convivência entre o serviço de radiodifusão de sons e imagens do Sistema Brasileiro de Televisão Digital e os serviços telecomunicações na faixa de 698 MHz a 806 MHz.

"A Anatel aprovou em 10/07, o regulamento sobre mitigações de interferências entre o 4G e a TV Digital. Sem surpresas, a agência manteve a fé nos filtros – a serem instalados preferencialmente na saída de Estações Radio Base, mas também nas antenas receptoras dos sinais de televisão. O regulador não descarta, porém, que os celulares precisem ficar longe dos aparelhos de TV.
“Temos as bases para dar garantias aos dois setores. A interferência é uma possibilidade e diante dessa possibilidade, vemos qual o cardápio de soluções que a Anatel tem para manter a convivência dos serviços”, resumiu o relator, Marcelo Bechara. Eis o menu:
1) utilização de filtro na saída da ERB;
2) filtro na entrada do receptor de TV ou do amplificador de sinal da antena;
3) troca de posição da antena de TV;
4) troca de posição da ERB;
5) redução da potência na ERB; e
6) aumento na distância entre o terminal e o receptor de TV.
Trata-se basicamente da proposta que foi enviada à Consulta Pública e já voltou. A Anatel não aceitou, por exemplo, que a comunicação, orientação e disponibilização de filtros aos usuários fosse incluída no rol, sob o argumento de que essa será uma missão da Entidade Administradora da Digitalização da TV." [Convergência Digital]

Em 04 de agosto de 2014 o TCU determinou a suspensão do edital do leilão de 700 MHz.
Em 21 de agosto de 2014, aprovados os ajustes solicitados pelo TCU, a Anatel publicou o Edital do leilão de 700 MHz.
O leilão foi realizado em 30 de setembro de 2014.

Forme sua opinião! Aqui estão as últimas matérias registradas:


Leia na Fonte: Estadão
[04/10/14]  O preço da pressa - Editorial

(...) "Contrariando o interesse e a disposição das operadoras, o Ministério das Comunicações forçou a rápida realização do leilão, para apropriar-se dos resultados ainda este ano e, assim, evitar a deterioração mais aguda das contas públicas. Uma grande operadora desistiu de participar do leilão, não houve disputa pelos lotes leiloados (por isso o ágio foi próximo de zero) e dois lotes ficaram sem nenhuma oferta. O governo pagou por sua avidez." (...)
"Tendo forçado a realização do leilão nas atuais circunstâncias, o ministro Paulo Bernardo acabou reconhecendo que as coisas não saíram como ele esperava. "Do ponto de vista do Tesouro, é negativo que a arrecadação tenha sido menor. Do ponto de vista do Ministério (das Comunicações), não vamos desenvolver o setor como queríamos", admitiu."
(...)

Leia na Fonte: Band / Colunas
[30/09/14]  Mais um leilão sem surpresas - Mariana Mazza
Leia na Fonte: Teletime
[30/09/14]  Empresas ainda avaliam se cumprirão metas do 2,5 GHz com outras faixas
Leia na Fonte: Teletime
[30/09/14]  Ausência da Oi aumenta a distância entre o 4G e a radiodifusão

Leia na Fonte: Convergência Digital
[30/09/14]  Anatel: Sobras reduzem chance de interferência entre 4G e TV Digital - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Convergência Digital
[30/09/14]  Anatel espera que Claro, TIM e Vivo paguem mais R$ 423 milhões
Leia na Fonte: Convergência Digital
[30/09/14]  Sem disputa, Claro, TIM, Vivo e Algar Telecom levam 4G com desconto
Leia na Fonte: Convergência Digital
[30/09/14]  Leilão 4G: Faixa que seria da Oi fica deserta
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[30/09/14]  Leilão de 700 MHz arrecada R$ 5,85 bi, queda de 29% ao que esperava o governo - por Lúcia Berbert
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[30/09/14]  Anatel vai assinar contrato de 700 em novembro e arrecadação final será entre R$ 4,9 a R$ 5,3 bi - por Miriam Aquino
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[30/09/14]  Claro e TIM pagam ágio de 1% e Telefônica Vivo e Algar o preço mínimo no leilão de 700 MHz
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[30/09/14]  Preço alto e menos uso inibiram a disputa por 700 MHz, afirmam compradores - por Lúcia Berbert
Leia na Fonte: Teletime
[30/09/14]  Sem surpresas e sem disputa, lotes nacionais são arrematados por Claro, TIM e Vivo

Leia na Fonte: Convergência Digital
[21/08/14]   Clique aqui e veja o edital de licitação da faixa de 700 MHz (PDF - 1,3 MB)


Forme sua opinião! Leia mais matérias no Índice de artigos e notícias


DESTAQUE
Leia na Fonte: G1 / Blog Segurança Digital
[23/09/14]  Análise encontra novas falhas de segurança na urna eletrônica - por Altieres Rohr
(foto)
"Uma análise de segurança realizada na urna eletrônica identificou três novos problemas em potencial na urna, um deles idêntico a outra vulnerabilidade encontrada na urna em 2012, além de um sistema de geração de mídias que possui conexão com a internet. As brechas foram divulgadas na semana passada em um seminário na Universidade Federal da Bahia, mas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia sido comunicado formalmente pelo PDT, partido que encomendou a análise, em uma petição no início do mês.
O blog Segurança Digital procurou o tribunal para comentar as questões levantadas, mas não recebeu uma resposta até a tarde desta terça-feira (23). Caso seja enviado, o posicionamento do TSE sobre os pontos neste post será incluído."
(...)

São quatro problemas:
- uma fragilidade na geração de números aleatórios para fins de segurança – idêntica àquela que foi descoberta em 2012 em um teste de segurança promovido pelo TSE;
- um código chamado de "Inserator" que retorna uma chave de segurança embutida no código, o que significa que qualquer pessoa com acesso ao código da urna também tem acesso a essa chave;
- uma segunda chave embutida no código usado para proteger mídias;
- a possibilidade de conexão com a internet em um sistema que gera mídias no TSE. (Entenda as falhas em detalhes abaixo.)
(...) Ler mais

Veja mais abaixo nesta coluna:
Segurança do Processo Eleitoral com Urnas Eletrônicas


Eleições, Telecomunicações e Banda Larga

Leia na Fonte: Convergência Digital
[23/09/14]  Candidatas não agradam nas propostas para universalizar a banda larga - por Luiz Queiroz

Leia na Fonte: Convergência Digital
[23/09/14]  Marina é dúbia sobre patentes de software e defende livre escolha por usuários - por Luiz Queiroz

Leia na Fonte: Estadão
[21/09/14]  Política de banda larga - por Renato Cruz


Leia na Fonte: Band / Colunas
[18/09/14]  A banda larga nas eleições - por Mariana Mazza

Leia na Fonte: Blog da Flávia Lefèvre
[16/09/14]  A universalização da Banda Larga proposta pela Presidente Dilma Rousseff (Entrevista) - por Flávia Lefèvre

Leia na Fonte: Telequest
[15/09/14]  Dilma mente ao prometer banda larga para todos - por Ethevaldo Siqueira

Leia na Fonte: Tele.Síntese
[12/09/14]  Novo governo tem que aproveitar revisão dos contratos para redesenhar telecom - por Lia Ribeiro Dias


Website de José Roberto Souza Pinto

José Roberto de Souza Pinto (josersp@terra.com.br) é Engenheiro de Telecomunicações e de Sistemas Elétricos e Mestre em Economia, com cursos de especialização no Brasil e no Exterior , conferencista e painelista nos principais eventos de Telecomunicações realizados no Brasil , professor em cursos de regulamentação , autor de vários artigos e trabalhos , abordando as tendências de desenvolvimento do setor , as tecnologias , os serviços as redes de Telecomunicações e a regulamentação , e pesquisas sobre as tendências de evolução da regulamentação de Telecomunicações em outros Países. Ler mais

Últimos "posts":
27/08/14
Artigo: "Prevenir ou remediar, qual a melhor política?"

"Certamente você já pensou neste tema, e até tem tomado medidas no sentido de se prevenir.

Basicamente as políticas públicas são implementadas em função da existência de recursos que são obtidos de toda a sociedade por meio de taxas e impostos de uma maneira geral, que em suma são dos contribuintes, que pagam e esperam receber em troca os benefícios em termos de serviços públicos, nas áreas como saúde, educação, segurança entre outras.

A questão é como estão sendo aplicados estes recursos, em que áreas, qual é a prioridade, são técnica e economicamente as melhores soluções, são viáveis e até que ponto representa o desejo da sociedade.

Estudos demonstram que os custos de atendimento da saúde e segurança pública e despesas com presídios são sempre mais elevados do que investimentos em prevenção, como na área de saneamento básico, educação e muitas outras atividades na linha preventiva.

Neste campo podemos também incluir as questões do consumo de água e energia em comparação com alternativas de uso de energias limpas como o vento e a energia solar e renováveis, sem desprezar o potencial de outras fontes.

Por outro lado, vemos também como crítico o nível de poluição dos rios e outras fontes que sem dúvida é provocado principalmente pela deficiência no nível educacional da população e pela falta de uma cultura de preservação e sua redução passa naturalmente pela solução destes problemas.

Certamente temos inúmeras iniciativas neste campo da prevenção e também não podemos abandonar os que já estão doentes, assim como não tomar medidas coercitivas na segurança pública entre outras, que são caracteristicamente para remediar os problemas que estão aí e tem que ser enfrentados numa política de curto prazo.

O que precisamos na realidade é de uma mudança cultural, no seio das famílias e das escolas com uma ampla campanha educativa promovida por todos os setores responsáveis da sociedade, evitando o desperdício e atuando preventivamente em todos os setores.

Talvez seja necessário incorporar em todos os currículos das escolas e universidades esta matéria e também formar profissionais altamente especializados nesse tipo de atitude e procedimento, que atuariam na multiplicação desses conhecimentos. Teríamos que ter um compromisso formal com os políticos, com os três poderes e dirigentes de grandes empresas e investidores."
(...)  Ler mais

30/05/14
Comentário sobre o artigo "Backhaul e a apropriação de recursos das concessões"
15/05/14
Notícia do Teletime e artigo de José Roberto de Souza Pinto sobre a tecnologia de "Vetorização"
23/03/14
Tarifa de Telefonia Fixa - Comentário sobre o "fator de excursão" dos contratos de Concessão - por José Roberto de Souza Pinto
09/02/14
Comentário sobre repercussão do artigo "Telecom: qualidade do serviço sob a ótica do executivo da empresa"

Ler "posts" anteriores em Website de José Roberto Souza Pinto


Blog da Flávia Lefèvre, advogada da Proteste

lávia Lefèvre Guimarães
é advogada é Conselheira da PROTESTE - Associação de Consumidores, foi representante das entidades de defesa do consumidor no Conselho Consultivo da ANATEL de fevereiro de 2006 a fevereiro de 2009 e recentemente eleita para representar o 3º Setor no Comitê Gestor da Internet no Brasil (2014 a 2017).

16/09/14
A universalização da Banda Larga proposta pela Presidente Dilma Rousseff - por Flávia Lefèvre

"A Campanha Banda Larga é um Direito Seu, da qual a PROTESTE faz parte junto com muitas outras entidades ligadas aos direitos do consumidor e à comunicação, está promovendo os Diálogos Conectados para tratar da  universalização do acesso à internet e da garantia de direitos digitais com os principais candidatos à Presidência da República. 

A primeira a aceitar o convite foi a Presidente e Candidata Dilma Rousseff. O encontro aconteceu no Sindicato dos Engenheiros de São Paulo, no último dia 9 de setembro. O encontro foi gravado e o link para acessar o vídeo é o seguinte:
 http://www.interrogacaostream.net/seesp/dialogosconectados/  

A primeira parte do debate tratou da necessidade de implantação de infraestrutura para universalizar o acesso à internet, o segundo bloco tratou de direitos relativos ao Marco Civil da Internet – neutralidade e privacidade e o terceiro, tratou de programas de inclusão e cultura digital. 

Passo a comentar sobre as considerações que a Presidenta e candidata Dilma Rousseff fez sobre infraestrutura de banda larga. Ela se diz favorável à universalização da banda larga, mas entende que é necessária a edição de uma lei específica, alegando que a extensão do regime público para o serviço de comunicação de dados (=banda larga) por meio de decreto significaria um ato voluntarioso da Presidência da República e que implicaria em grande judicialização por parte das empresas que operam no setor  (51:30 min do video). 

Dilma também disse que, sendo reeleita, implantaria redes de acesso à internet de alta capacidade em 90% do país até o final do próximo mandato (3:09 do vídeo), garantindo velocidade de provimento de 25Mbps. 

Considerando que os investimentos necessários para a universalização, deverão se dar não só pela iniciativa privada, mas também pelos cofres públicos, pelas vias referidas pela candidata – Orçamento da União e financiamentos à juros subsidiados, e eu acrescento o FUST -  a primeira pergunta que se apresenta é a seguinte: Dilma pretende financiar a implantação de redes com recursos públicos mesmo sem estar em vigor a lei de universalização defendida por ela? Ou seja, pretende fazer investimento público em redes privadas? 

Vejam que a aprovação de uma lei de universalização da banda larga implicará necessariamente na revisão de todo o modelo que estruturou o setor de telecomunicações a partir das privatizações ocorridas em 1998, e que está definido na Lei Geral de Telecomunicações. Tenho certeza que uma lei que afetará grandes interesses políticos, econômicos e sociais, não levará menos de 3 anos para ser sancionada. E, certamente, Dilma Rousseff conhece bem esta realidade.  

Sendo assim, se a candidata afirma que promoverá a implantação de redes de alta capacidade em 90% do país, nos próximos quatro anos e que o regime público só pode ser imposto por lei, estaria admitindo financiar com recursos públicos redes privadas, sem as garantias de estabelecimentos de metas de universalização e de continuidade e sem a prerrogativa de estabelecer que parte da capacidade dessas redes esteja reservada prioritariamente para políticas públicas de inclusão digital? 

Concordo e defendo há muito tempo que seria muito bom que a LGT fosse revista e vejo a proposta da candidata, de mandar ao Congresso projeto de lei visando uma lei de universalização da banda larga, muito positiva. 

Mas, e até a edição da lei? Sou absolutamente contra reverter volumosos recursos públicos para a implantação de redes privadas, sem que se possa impor função social a elas e que sirvam exclusivamente às finalidades de lucro da iniciativa privada.  

E, mais do que ser contra, entendo que tal medida seria ilegal, tendo em vista o que dispõe o § 1º, do art. 65, da LGT, no sentido de que os serviços de interesse coletivo e essenciais não podem ser explorados apenas no regime privado.  (...) Ler mais

28/07/14
A ANATEL e a tunga reiterada há mais de 8 anos no modelo de custos - por Flávia Lefèvre
05/06/14
Contribuição da PROTESTE à Consulta Pública do Edital para licitação das frequências dos 700 MHz
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Pela garantia da Neutralidade de rede no Marco Civil da Internet - por Flávia Lefèvre Guimarães
26/05/14
Backhaul e a apropriação de recursos das concessões
04/05/14
Marco Civil da Internet: conversamos com Flávia Lefèvre Guimarães, ex-integrante do conselho consultivo da ANATEL
28/04/14
Artigo de Flávia Lefèvre no IDGNow! - "Eleições 2014: Institucionalizada a intimidação"
18/03/14
Marco Civil da Internet – neutralidade, privacidade, censura e a contra-informação

Veja todos os "posts" anteriores no Blog da Flávia Lefevre


Desoneração tributária para redes de telecom (REPNBL)

Este website é constituído de uma Página Inicial, contendo a legislação sobre o tema, um resumo e um acompanhamento dos principais eventos. Contém ainda um Índice de artigos e notícias e uma coleção de transcrições.

1. O objetivo central deste website é acompanhar as ações de "desoneração" referentes ao REPNBL. Por aderência, estão registradas algumas matérias referentes à "desoneração da folha de pagamentos das empresas do setor de TI" e "desoneração dos "smartphones".

2. No final da página inicial estão as definições e comentários sobre as siglas COFINS, PIS/Pasep, IPI e ICMS.

3. A inspiração para organizar este website veio da leitura deste editorial da Folha SP, Desoneração caótica, do qual faço este "recorte":
(...) "O problema é que os resultados demoram a aparecer. De todas as iniciativas, a mais bem-vinda é a desoneração da folha salarial, por seu impacto na geração de empregos. As outras, porém, perseguem objetivos pouco transparentes. A escolha a dedo de setores beneficiados, além disso, amplia o balcão de negócios instalado em Brasília. Muito melhor seria uma desoneração horizontal, para a economia como um todo. Por fim, a ação do governo ignora que boa parte dos percalços das empresas resulta da dificuldade de cumprir o cipoal de regras sobre impostos. Problema, aliás, agravado pela proliferação de regimes tributários especiais.
É importante e correto desonerar. Falta, contudo, demonstrar como a política até aqui executada se coaduna com o objetivo geral de reduzir os impostos que mais oneram a produção (PIS, Cofins e ICMS) e simplificar drasticamente a legislação tributária."

4.
O Regime Especial de Tributação do Programa Nacional de Banda Larga (REPNBL) tem o objetivo de estimular os investimentos no setor de telecomunicações no Brasil por meio da desoneração fiscal. Incluído na Lei nº 12.715, de 17 de setembro de 2012, e regulamentado pelo Decreto nº 7.921, de 15 de fevereiro de 2013, o REPNBL busca promover a implantação, a ampliação e a modernização da infraestrutura de redes de telecomunicações que suportem acesso à internet banda larga.

5.
O Regime Especial de Tributação da Banda Larga (REPNBL) é um "projeto" governamental extremamente polêmico e, segundo algumas opiniões, simplesmente impossível de administrar e fiscalizar.
HR

Seleção de notícias recentes:
Leia na Fonte: Teletime
[01/09/14]  REPNBL: 15,9 bilhões de investimentos e R$ 5 bilhões de renúncia fiscal - por Helton Posseti

Leia na Fonte: Tele.Síntese
[22/08/14]  Desoneração com REPNBL custa R$ 85 milhões ao governo em julho - por Lúcia Berbert
Leia na Fonte: Convergência Digital
[18/08/14]  Minicom aprova mais R$ 217 milhões em projetos do REPNBL - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Convergência Digital
[06/08/14]  REPNBL leva o 4G para a faixa de 450 MHz

Leia na Fonte: Teletime
[05/08/14]  Claro, Embratel e Net manterão marcas independentes - por Letícia Cordeiro
Leia na Fonte: SEGS
[24/07/14]  Pequenos Provedores Fogem de Roteador Convencional

Leia na Fonte: Tele.Síntese
[18/07/14]  Teles agora querem programa de incentivo a redes, ao invés da prorrogação do REPNBL - por Lúcia Berbert
Leia na Fonte: Convergência Digital
[27/06/14]  Teles querem, mas Fazenda resiste a prorrogar isenção para o PNBL - por Luís Osvaldo Grossmann

Ler relação completa em
Índice de artigos e notícias


Crimes Digitais, Marco Civil da Internet e Neutralidade da Rede

Este website é constituído de uma Página Inicial, que contém uma explicação da junção destes temas, face sua origem comum e um Acompanhamento dos principais eventos.
Contém ainda um Índice de Artigos e Notícias e uma coleção de transcrições.

Marco Civil - O que está acontecendo:
Em 25 de março de 2014 o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou o Marco Civil da Internet (PL 2126/11, do Executivo). A matéria foi aprovada em votação simbólica e foi encaminhada para o Senado.

Em 22 de abril de 2014 foi divulgado que "o plenário do Senado aprovou a proposta do Marco Civil da Internet em alteração ao texto aprovado na Câmara, após a acalorada discussão, que quase culminou em troca de tapas entre senadores da situação e oposição. Com isso, o texto do que é considerado a “constituição da internet”, poderá ser apresentada na conferência sobre governança da web, a NETmundial, que se realiza a partir do dia 23 em São Paulo.

Em 23 de abril de 2014 o texto do Marco Civil foi sancionado pela presidenta Dilma Rousseff  na abertura do encontro global sobre a governança da rede, o NetMundial, em São Paulo. Não houve vetos, apesar dos apelos de organizações sociais no ponto sobre guarda de dados.

Em 24 de abril de 2014 o texto da nova lei foi publicado no Diário Oficial da União. Clique aqui e veja a íntegra da Lei 12.965, de 23 de abril de 2014 (PDF - 70 KB)

Os debates agora se concentram na Regulamentação da nova Lei!

Enquanto isso...
"Nos Estados Unidos, a responsável pela neutralidade é a Comissão Federal de Comunicações (FCC na sigla em inglês), histórica defensora do princípio. O enorme provedor americano Verizon contestou com sucesso as regras da FCC sobre neutralidade. O tribunal decidiu que a comissão não tinha o direito de impedir que a Verizon cobrasse uma taxa pelo tráfego realizado em sua rede, e desde então a Verizon vem cobrando da Netflix para fornecer uma pista rápida para seu conteúdo aos assinantes da Verizon."

Empresas como Amazon, Facebook, Google, Microsoft, Twitter e Yahoo se uniram em defesa da neutralidade de rede nos Estados Unidos.

A FCC fez uma consulta pública sobre o assunto "neutralidade", encerrada em 15 de julho.
A consulta teve mais de um milhão de contribuições e a FCC deverá dar uma resposta até 15 de setembro de 2014.

Abaixo estão as últimas matérias anotadas sobre Marco Civil da Internet e Neutralidade da Rede:
Leia na Fonte: Teletime
[20/08/14]  Netflix e Comcast continuam trocando farpas

"O debate sobre neutralidade de rede ainda está longe de um consenso nos Estados Unidos, e os principais atores na discussão continuam a colocar mais lenha na fogueira. De um lado, os provedores de Internet (ISPs) tentando reverter a imagem de que são contra as regras de neutralidade (ainda que sempre com ressalvas) e, do outro, o provedor de conteúdo over-the-top (OTT) Netflix se defendendo e atacando tudo e todos. Na quinta-feira, 19, esses dois lados colocaram suas posições ao público em uma troca de farpas que também envolveu o órgão regulador, a Federal Communications Commisssion (FCC).

Em um editorial publicado no site da revista norte-americana Wired, o CEO da Netflix, Reed Hastings, voltou a fazer duras críticas aos ISPs e à própria FCC. Na visão dele, a agência tem historicamente focado apenas nas conexões de última milha, embora o problema atual seja na infraestrutura, chamando de "ponto de estrangulamento" por conta da redução de capacidade de fluxo de tráfego. "Se a FCC não expandir seu alcance para incluir essas transações, seria melhor não ter regras do que ter as que estão sendo propostas (pela Comissão) – que simplesmente legalizam a discriminação na Internet".

Hastings justifica que é necessário pouco investimento em infraestrutura, alegando que uma fibra com diâmetro de um fio de cabelo humano consegue carregar 101,7 Tbps, o que seria "suficiente para suportar praticamente cada assinante da Netflix assistindo conteúdo em HD ao mesmo tempo". Ele diz também que, enquanto a capacidade aumenta, os custos da tecnologia continuam a cair, e que "algumas poucas prateleiras de equipamentos podem ser necessárias" nos pontos de interconexão. "Nunca vamos liberar o potencial da banda larga se grandes ISPs erguem um sistema pay-to-play que cobra tanto o remetente quanto o destinatário pelo mesmo conteúdo."" (...)


Leia na Fonte: Tele.Síntese
[18/08/14]  Com um milhão de manifetações, FCC adia resposta sobre neutralidade da rede

Leia na Fonte: SEGS
[17/08/14]  Dados confidenciais de segurados são o alvo preferido de cibercriminosos - por Márcia Alves
Leia na Fonte: Exame
[14/08/14]  Com Marco Civil, projetos buscam cobrir lacunas da Internet

Leia na Fonte: IDGNow!
[14/08/14]  Entrelinhas técnicas e jurídicas do aplicativo Secret

Leia na Fonte: Jornal Dia a Dia
[12/08/14]  Caso Wikipédia: os novos desafios do direito cibernético - por Dane Avanzi
Leia na Fonte: Convergência Digita
[12/08/14]  Privacidade: Bancos revisam termos de uso para evitar conflitos

Leia na Fonte: Convergência Digita
[12/08/14]  Marco Civil: Saúde decide que o dado pertence ao cidadão

Leia na Fonte: Convergência Digital
[11/08/14]  Big data: quem vai vigiar as ações do governo? - por Ana Paula Lobo e Luiz Queiroz
Fonte: WirelessBRASIL
[26/04/14]  Marco Civil da Internet: Íntegra da Lei 12.965 de 23 de abril de 2014 (com comentários críticos inseridos no texto)

Consulte o Índice de artigos e notícias para acessar o arquivo das matérias referentes à "Crimes Digitais, Marco Civil da Internet e Neutralidade da Rede"


MVNO (Mobile Virtual Network Operator)

Este website é constituído de uma Página Inicial que contém um Resumo e um Acompanhamento através do registro dos principais eventos ligados ao tema.
Contém ainda um Índice de Artigos e Notícias que leva à uma Coleção de Transcrições

MVNOs são operadoras que não possuem espectro próprio e também não contam com infra-estrutura de rede, mas que por meio de acordos com operadoras móveis tradicionais adquirem pacotes de minutos de uso (MOU - Minutes of Use) no atacado para vender aos seus clientes.

Outras siglas sobre o tema:
- Uma MVNE - Mobile Virtual Network Enabler -(em tradução livre, "viabilizador de operadoras móveis virtuais") é uma empresa que desenvolve sistemas que permitem a qualquer outra empresa se tornar uma operadora móvel virtual (MVNO).
Sua solução inclui as funções de CRM, relacionamento com a operadora real, billing, mediação, cobrança etc.
A operadora virtual preocupa-se apenas com o marketing e com as vendas de aparelhos e simcards.
Toda a parte técnica e integração com a operadora real pode ser feita  e gerenciada pela MVNE.
Na prática, os sistemas da MVNE servem como uma ponte entre a MVNO e os sistemas da operadora real de quem a rede é alugada.

- Uma MVNE pode ou não evoluir para uma MVNA - Mobile Virtual Network Aggregator (em tradução livre, "agregador de operadoras moveis virtuais").
- Uma MVNA posiciona-se no mercado com um objetivo mais amplo, para evitar, por exemplo, que uma operadora móvel virtual concorra com a operadora que lhe proporciona as facilidades de operação, facilitando as negociações entre as empresas principais e outros parceiros envolvidos no negócio.

O que está acontecendo:
Em 28 de abril de 2014 foi aberta consulta pública (ler na Anatel) para alteração do regulamento de MVNO. "O foco é a padronização e de requisitos mínimos para a apresentação das Ofertas de Referência, no sítio da operadora, dos termos e condições gerais da oferta: contemplar o objeto da oferta, os dados do ofertante, inclusive os dados do responsável técnico, os serviços prestados e a área de atuação. Além de aspectos técnicos da oferta, que deve conter a forma de compartilhamento da rede, a previsão de um manual operacional entre as partes, eventuais equipamentos necessários, cronograma para a implementação da solução técnica, proposta de acordo de nível de serviço (SLA), dentre outros."

Em 20 de fevereiro de 2014 foi noticiado que "O projeto dos Correios de criar uma operadora de telefonia móvel virtual (MVNO) é uma iniciativa que vai além da prestação de serviços de telecomunicações. Uma parte importante do plano de negócios da estatal é integrar os serviços da MVNO aos do Banco Postal, hoje operado pelo Banco do Brasil. Conforme já foi anunciado, a MVNO será operada por uma subsidiária a ser constituída em sociedade com a Poste Mobile, a MVNO dos correios da Itália. A Poste Mobile terá 51% da sociedade, apesar de a estrutura de governança ser partilhada. A razão para o controle ser dos italianos é descaracterizar a empresa como uma estatal e assim dar mais agilidade em termos de contratação de pessoal e equipamentos.

Em 08 de maio de 2014 o Minicom, através de
Portaria, resolveu que  a "Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT poderá firmar parceria comercial visando à exploração do Serviço Móvel Pessoal por meio de Rede Virtual (RRV-SMP), nos termos da regulamentação específica expedida pela Agência Nacional de Telecomunicações - Anatel."

Relação parcial de matérias recentes (2014):
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[13/08/14]  Lançamento comercial do serviço MVNO dos Correios só em 2015 - por Fatima Fonseca

"A aprovação pelos acionistas do Grupo Poste Italiane para firmar a joint venture com a ECT para operar o serviço móvel de rede virtual (MVNO) no Brasil deve ocorrer em setembro, o que vai gerar um atraso no cronograma de constituição da empresa. Com isso, a previsão inicial, de lançar o serviço comercialmente no final deste ano não deve acontecer. “A expectativa é que esse lançamento aconteça no primeiro semestre de 2015. Estamos no fechamento de dois documentos, o acordo de acionistas e o acordo de investimentos e, como nesta época na Europa é um período de férias, devemos fechar esses acordos só em setembro. A partir daí é que vamos constituir a operadora”, informou hoje (13) Antônio Luiz Fuschino, vice-presidente de Tecnologia e Infraestrutura da ECT. “Não há mais nada de relevante sendo discutido. Após a assinatura, a joint venture (ainda sem uma marca) entrará com o pedido de licença na Anatel e a expectativa é que obtenha a autorização em seis meses”, acrescentou." (...) Ler mais

Leia na Fonte: Mobiletime
[13/08/14]  Correios aguardam italianos para formar empresa que constituirá MVNO - por Bruno do Amaral

Leia na Fonte: Teletime
[16/06/14]  Tuenti, MVNO da Telefónica, lança beta teste no México
Leia na Fonte: Convergência Digital
[28/05/14]  Virgin Mobile terá MVNO no começo de 2015 no Brasil
Leia na Fonte: Sintect Santos
[28/05/14]  Goiás terá projeto piloto dos Correios em celular - por Marcio Anselmo Farina
Leia na Fonte: Teletime
[14/05/14]  Virgin espera receber aprovações regulatórias para atuar no Brasil nas próximas semanasLeia na Fonte: Tele.Síntese
[08/05/14]  MiniCom autoriza Correios a operarem rede virtual móvel - por Lúcia Berbert (Íntegra da Portaria)
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[28/04/14]  Em consultas, a alteração das regras do MVNO e a destinação de faixas para o SeAC - por Lúcia Berbert
Leia na Fonte: Teletime
[25/04/14]  Alterações no Regulamento de MVNO vão a consulta pública
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[24/04/14]  Anatel propõe alterações no regulamento de MVNO - por Lúcia Berbert
Leia na Fonte: Convergência Digital
[24/04/14]  Anatel reduz restrições ao MVNO e obriga divulgação de ofertas na Internet - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Teletime
[20/02/14]  Operadora virtual dos Correios terá ênfase em serviços financeiros - por Samuel Possebon
Leia na Fonte: Convergência Digital
[18/02/14]  Porto Seguro Conecta: MVNO já decolou no Brasil - por Ana Paula LoboLeia na Fonte: G1
[14/02/14]  Correios querem faturar R$ 1,5 bilhão com negócio de telefonia celular

Ler mais em
Índice de artigos e notícias


Governança da Internet

Este website é constituído de uma Página Inicial, que contém uma explicação sobre o tema, entidades, "atores" e um Acompanhamento dos principais eventos ("em construção"). Contém ainda um Índice de Artigos e Notícias e uma coleção de transcrições.

Para entender o noticiário:
"Multilateralismo" x "multissetorialismo"
(...) A discussão sobre a rede tem muito mais nuances do que um confronto entre o ‘multilateralismo’, identificado com o sistema de decisões no modelo ONU, onde cada país tem seu voto, e o ‘multissetorialismo’, que defende a participação de outros interessados, notadamente o setor privado e a sociedade civil em igualdade de condições com os Estados-nação.(...) [Fonte: Convergência Digital]

Leia na Fonte: Significados
[10/06/14]  Significado de Stakeholder

Leia na Fonte: CGI.br
[27/05/14]  Documento final do NETmundial


O texto a seguir é uma adaptação do original em EXAME:

"Terminou o evento NETmundial (Conferência Multissetorial Global Sobre o Futuro da Governança da Internet), que aconteceu em 23 e 24 de Abril em São Paulo, reunindo representantes de mais de 80 países para discutir o futuro da internet.
O congresso pretende estabelecer princípios básicos para que a internet permita a livre comunicação em escala global. Também pretende rediscutir a governança da rede, reduzindo o poder dos Estados Unidos nela.

A internet, como se sabe, é uma rede distribuída, sem comando centralizado. Mas o governo dos Estados Unidos “supervisiona” as entidades que cuidam da distribuição global dos endereços IP (os números que identificam os equipamentos conectados) e dos nomes de domínio (aqueles que aparecem na barra de endereço do browser).
Além disso, organizações nos Estados Unidos, como a Internet Engineering Task Force (IETF), determinam outros aspectos técnicos da rede. Outros países querem internacionalizar mais a governança, reduzindo o poder dos americanos.
Há duas entidades – IANA e ICANN – que administram endereços IP e nomes de domínio globais (os nomes e endereços locais são administrados por entidades nacionais de cada país, como a NIC.br no Brasil).
A IANA e a ICANN são supervisionadas pelo governo dos Estados Unidos. Há várias propostas para fazer com que o controle se torne mais global. Uma delas é desvincular essas entidades do governo americano e torná-las mais abertas e transparentes.
Outra proposta é dar mais poder ao Fórum de Governança da Internet (IGF) para participar da gestão da rede. Esse grupo foi criado pela ONU em 2006, mas não tem poder deliberativo.
O Departamento do Comércio americano já declarou que não pretende renovar seu contrato de “supervisão” com a IANA, que termina em 2015. Historicamente, o controle dos endereços ficou nos Estados Unidos porque a internet nasceu lá.

O evento é organizado em conjunto pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e a /1Net, fórum que reúne entidades internacionais relacionadas com a governança da internet. O congresso principal do NETmundial aconteceu no hotel Grand Hyatt, na zona Sul de São Paulo.

A ArenaNETmundial é um evento paralelo ao NETmundial realizado no Centro Cultural São Paulo. Traz palestras, debates e shows. Participaram dele personalidades como o sociólogo espanhol Manuel Castells, o músico Gilberto Gil e Tim Bernes-Lee, considerado o pai da web."


Aqui está uma seleção de matérias recentes sobre a NetMundial
:

Leia na Fonte: Teletime
[15/08/14]  Entidades reclamam ausência de brasileiros na próxima etapa do NetMundial - por Helton Posseti

"Circulam na Internet documentos de um encontro que acontecerá na sede do Fórum Econômico Mundial na Suíça batizado de NetMundial Initiative, que seria a continuação dos debates que ocorreram em São Paulo de modo a basicamente buscar uma cooperação global para implementar os princípios que foram definidos durante o encontro de abril. A divulgação dos documentos (a lista de convidados, a agenda do evento e um briefing de atividades e objetivos) irritou alguns representantes da academia brasileira que participaram da primeira parte da discussão do Net Mundial. Pelo que foi tornado público, estes mesmos representantes não teriam sido convidados para o encontro. "É uma iniciativa da ICANN (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers) junto com o Fórum Econômico Mundial que pega o que foi construído aqui, inclusive o nome, para debater; mas ao fazer isso fica uma impressão muito ruim porque, como você vê na lista, há uma exclusão de participantes brasileiros", afirma Ronaldo Lemos, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro." (...)


Leia na Fonte: Band / Colunas
[11/06/14]  Se é ruim pra eles... - por Mariana Mazza
(Sobre a matéria Regulação de neutralidade na América Latina é nociva, diz Cisco)
Leia na Fonte: Observatorio da Imprensa
[10/06/14]  Para globalizar o marco da internet - por Thorsten Benner e Oliver Stuenke
Leia na Fonte: Teletime
[10/06/14]  Regulação de neutralidade na América Latina é nociva, diz Cisco - por Bruno do Amaral
Leia na Fonte: Significados
[10/06/14]  Significado de Stakeholder

Leia na Fonte: CGI.br
[27/05/14]  Documento final do NETmundial

Leia na Fonte: Convergência Digital
[26/05/14]  Painel da ICANN sustenta NetMundial e "globalização" até setembro de 2015 - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Convergência Digital
[23/05/14]  Impactos econômicos da vigilância em massa na Internet - por Por Ronaldo Ferraz
Leia na Fonte: JB
[20/05/14]  Forbes: Como o Brasil e a União Europeia estão quebrando a internet

Leia na Fonte: Observatório da Imprensa
[20/05/14]  Inconstitucionalidade do Marco da Internet - por Guilherme Magalhães Martins
Leia na Fonte: Convergência Digital
[12/05/14]  Governança da Internet: EUA se opõem ao modelo multilateral e conflitam com o Brasil - por Roberta Prescott
Leia na Fonte: Observatório da Imprensa
[06/05/14]  Cuidados com a regulamentação - Editorial Valor Econômico

Leia mais matérias no
Índice de Artigos e Notícias


Website de José Smolka

José de Ribamar Smolka Ramos (smolka@terra.com.br) é engenheiro eletricista (UFBa 1982), com especialização em gestão da qualidade (CETEAD/UFBa 1994) e MBA executivo (FGV RJ/Grupo Telefonica 2001). Trabalha na área de Informática desde 1980, tendo atuado em empresas das áreas financeira, industrial e serviços, estando desde 1989 na área de telecomunicações. Área principal de interesse: projeto, implantação e gestão operacional da infra-estrutura e serviços de comunicação baseados na arquitetura TCP/IP.

Últimos "posts":
06/08/14
Comentário sobre a notícia que informa a "oferta da Telefónica para compra da GVT"
"Como um dos profetas menores do cenário de telecom no Brasil, acho que posso me orgulhar de acertar de vez em quando. Vou lembrar dois casos, um deles justamente ligado à notícia que você pediu para comentar.

No passado, e quem quiser pode pesquisar nos arquivos do site Wireless Brasil (alô Hélio, tá faltando ali uma ferramenta de busca!) eu disse que achava a antiga redação do artigo 86 da LGT, que restringia as concessionárias a prestar um único serviço de telecom, uma besteira, e que isto devia ser mudado. Bom, ele foi mudado na direção que eu propunha (embora pelos motivos errados) pela Lei 12.485 de 12/09/2011.

Por conta desta mesma discussão em torno da versão antiga do artigo 86 da LGT eu me lembro de ter dito que eu achava que, no futuro, o Brasil teria somente três ou quatro grandes grupos na área de telecom, todos operando nacionalmente e oferecendo todos os serviços fixos e móveis aos seus assinantes.

Este movimento anunciado agora, para mim, é apenas mais um passo na consolidação deste cenário que previ. Até agora despontam como candidatos a ocupar aquelas posições a Oi/PT, o grupo America Movil, e, mais claramente ainda caso a aquisição da GVT se concretize, a Telefônica Vivo. Destes três, quem tem a infraestrutura mais equilibrada, em função da herança do antigo sistema Telebrás que incorporou, é a Oi. A América Móvil, principalmente por causa do legado de presença nacional da Embratel, e pela aquisição da Net, também tem uma certa vantagem neste cenário. A Telefônica Vivo tem um dilema: presença forte de serviços fixos em São Paulo, mas pouca presença, e nenhuma rede de acesso (exceto celular), fora de lá. A aquisição da GVT cobre exatamente esta lacuna, e posiciona a Telefônica Vivo como competidor nacional sério da Oi/PT em serviços fixos, coisa que a GVT, por falta de fôlego/disposição do seu controlador (Vivendi) ameaçou mas ficou no meio do caminho. Eu não me surpreenderia se a Telefônica Vivo também fosse às compras na área de TV a cabo, com alvo principalmente naquelas operadoras que já tenham começado a colocar PON na last mile. (...)

26/06/14
Mensagem de José Smolka: "Vale a pena continuar brigando por TUPs?"
13/02/14
Resposta de José Smolka à uma pergunta sobre "femtocell"
07/02/14
Comentário sobre o artigo "Telecom: qualidade do serviço sob a ótica do executivo da empresa"
03/02/14
Sobre uma "contribuição" da Proteste à Consulta Pública 53/2013 - Mensagem de José Smolka
03/02/14
Sugestão de leitura: "Migração para serviços all-IP"
23/01/14
"O mesmo mal-entendido de sempre com relação a roteamento de pacotes na Internet" (2) - Smolka responde a um debatedor
21/01/14
"O mesmo mal-entendido de sempre com relação a roteamento de pacotes na Internet" (1) - por José Smolka

Ler "posts" anteriores em  Website de José Smolka


Wi-Fi para desafogar tráfego de dados

Nota de Helio Rosa:
Estou reunindo material para organizar este novo website.
O conteúdo preliminar está disponível nestes locais: Página Inicial e Índice de artigos e notícias.
HR
Algumas matérias recentes já relacionadas:

Leia na Fonte: Teletime
[04/08/14]  Rede Wi-Fi da Oi alcança 800 mil pontos de acesso

(...) "A operadora conta com uma parceria com a rede FON, composta por 13 milhões de hotspots em 14 países, além de Boing, iPass e Meo Wifi, que somam 4 milhões de pontos de acesso. A Oi oferece acesso gratuito para assinantes de determinados planos de banda larga fixa e móvel, disponibilizando para eles um aplicativo para conexão automática à rede Wi-Fi, sem necessidade de login e senha a cada sessão."

Leia na Fonte: Convergência Digital
[15/07/14]  Escolas adotam o WiFi, mas compartilham velocidade baixa

Leia na Fonte: Convergência Digital
[24/06/14]  Copa 2014 registra tráfego de 32 terabyates de dados e é a mais conectada da história - Com informações da Oi
Leia na Fonte: Convergência Digital
[24/06/14]  Linktel fecha com Cablevisión e abre 700 hotspots na Argentina

Leia na Fonte: Convergência Digital
[04/06/14]  Copa 2014: Oi e Accor fecham parceria por rede WiFi

Leia na Fonte: Portal da Band / Colunas
[03/06/14]  Copa: somente metade dos estádios terá WiFi - por Mariana Mazza
Leia na Fonte: Convergência Digital
[30/05/14]  Oi bate 1 milhão de downloads de app para acesso à rede WiFi

Leia na Fonte: Convergência Digital
[12/05/14]  Em Madrid, Wi-Fi acompanha passageiros dos ônibus municipais - por Luís Osvaldo Grossmann e Luiz Queiroz
Leia na Fonte: Convergência Digital
[09/05/14]  Compartilhamento incrementa 4G e TIM planeja negociar para 2G,3G e 450Mhz

Leia na Fonte: Convergência Digital
[09/05/14]  Corporações: TIM busca fatia maior em mercado estimado em R$ 24,5 bilhões - por Ana Paula Lobo
Leia na Fonte: Convergência Digital
[07/05/14]  Copa 2014: Indústria descarta acordo para uso do Wi-Fi nos estádios - por Ana Paula Lobo
Leia na Fonte: Convergência Digital
[06/05/14]  O novo padrão 802.11ac e as redes corporativas - por Fernando Lobo
Leia na Fonte: Portal IDGNow! / Blog Circuito de Luca
[01/05/14]  Internet vai falhar em metade dos estádios da Copa. Por quê? - por Cristina de Luca

Consulte o
Índice de artigos e notícias para acessar o arquivo das matérias


Blog TELECO 24 HORAS, de Ricardo Bueno

Perfil de Ricardo F. Bueno (foto) anotado em seu Blog:
"Senior Telecommunications Engineer with over 25 years experience in the Brazilian telecommunications market. Served as an executive in reference technology and telecommunications companies: Banco Itaú, Nextel, BCP / CLARO, BSE / CLARO and Algar Telecom. He is currently head of the Department of Engineering and Project Approach in Telecommunications Service Provider.The posts on this site reflect his personal opinion, based on his experience and knowledge of the Brazilian telecommunications market and Business Administration."

"Posts" do Blog TELECO 24 HORAS

29/07/14
Estão Bisbilhotando nossa Energia Elétrica

"Acompanhando avanços tecnológicos, não me causa estranheza o fato de que nossos medidores de consumo de energia elétrica, popularmente conhecidos como “Relógio de Luz”, estarem seguindo por caminhos evolutivos que lhes garanta inteligência suficiente para bisbilhotar nossos hábitos de consumo, através da simples “observação” de nosso consumo de energia elétrica. Se tais colocações o surpreenderam, não estranhe se começar então a receber panfletos via correio ou mensagens eletrônicas com propagandas de produtos que você visualizou em sua TV durante seus momentos de lazer. Relaxe, futuramente isto será extremamente corriqueiro. Não é de hoje que provedores de acesso à internet (ISP), bisbilhotam preferências de navegação de seus clientes, através dos “cookies”, aplicativos injetados de forma silenciosa e maliciosa em seu computador, tablet ou smartphone durante sua navegação. (...) Ler mais

07/06/14
“A Voz do Brasil”, será que ainda precisamos dela?
30/05/14
O que esperar do Mercado de Trabalho após a Copa 2014
26/04/14
Porque o 4G está tão difícil de decolar por aqui…
08/04/14
Aprendendo com os Gansos Selvagens
25/03/24
Está Aberta a Temporada de Caça ao Celular “Xing Ling”
17/03/14
Os Jovens, os Veteranos e o Mercado de Trabalho
01/03/14
Para onde Caminha nossa Telefonia
14/02/14
Os Jovens e o Efeito Manada
08/02/14
Querem desligar o Telefone da Vovó
18/01/14
Taxímetro na Energia Elétrica
04/01/14
Networking e Relacionamento Estratégico Como mantê-los aquecidos e assertivos
21/11/13
Sentirei Saudades das Emissoras de ondas médias, as “AM’s”
08/11/13
A Cobrança de “roaming” nos celulares e dispositivos móveis está com os dias contados
05/11/13
Por que o Brasil passará a utilizar 9 dígitos no celular se os EUA ainda utilizam 7?

Consulte: Blog TELECO 24 HORAS, de Ricardo Bueno


Portal e-Thesis da jornalista Jana de Paula - Coleção de matérias

Jana de Paula - Foi redatora da Revista Info do Jornal do Brasil, a primeira publicação brasileira produzida e editada por meios eletrônicos. Nesta época ganhou o prêmio de Melhor Matéria Técnica do Sucesu'86, por júri composto por membros da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).  Ler mais

15-Jul-2014
Business Intelligence (BI) pode prevenir queda de receita em negócios onde atendimento ao cliente é chave - por e-Thesis
"Pesquisa realizada pela Ovum a pedido da Amdocs, identificou grande diferença entre o que os prestadores de serviço acreditam que podem conseguir com a utilização de dados coletados e os reais benefícios que essas informações trazem. A pesquisa global destaca os benefícios inexplorados da adoção do Business Intelligence (BI) e das ferramentas de análise inteligentes, no processo de ativação de ordens (Order-to-activation ou O2A). Por exemplo, os dados recolhidos durante a ativação podem ser aproveitados para melhorar os resultados de negócios dos prestadores de serviço nas áreas de atendimento ao cliente (82%), prevenção de perda de receita (82%) e prevenção proativa de cancelamento do pedido (76%)." (...)

01-Jul-2014
O tigre digital pode ser domado pelas corporações, com benefícios - por Orange Business Services
30-Jun-2014
Ataques cibernéticos preocupam cada vez mais as organizações - por Vanson Bourne & British Telecom
16-Jun-2014
A maioria das empresas não se crê apta a evitar roubo de dados - por Instituto Ponemon & Websense
29-Mai-2014
Governos da A.Latina buscam soluções penais para uso de drogas - por Colectivo de Estudios Drogas y Derecho (CEDD) Global
24-Mai-2014
PSafe: antivírus e browser brasileiros e gratuitos - por Jana de Paula

Ver títulos anteriores colecionados
aqui ou no Portal e-Thesis


Para entender o noticiário
O que é SNOA - Sistema de Negociação de Ofertas de Atacado

O Sistema de Negociação de Ofertas de Atacado (SNOA) é uma plataforma de intermediação da negociação de produtos de atacado ofertados pelos Grupos detentores de Poder de Mercado Significativo (PMS).
Por meio do SNOA, os novos agentes poderão adquirir, de forma isonômica e não discriminatória, via internet, produtos de atacado como torres, dutos, linhas dedicadas (EILD), interconexões, acesso local e roaming - infraestruturas essenciais para agentes que estão chegando ao mercado brasileiro.
Previsto no Plano Geral de Metas de Competição da Anatel, o SNOA funcionará como uma bolsa de valores virtual, na qual serão negociados insumos de telecomunicações: os grupos econômicos com PMS ofertarão seus produtos de atacado no sistema e os interessados emitirão ordens de compra de forma livre e isonômica, remotamente pela internet. Todas as negociações de atacado serão centralizadas nessa plataforma, o que trará grande ganho de transparência nas relações comerciais de produtos de atacado do setor de telecomunicações.
Com o SNOA, novos investidores, pequenas e médias empresas, terão acesso aos insumos de atacado de forma fácil, transparente e padronizada, podendo competir mais facilmente nos mercados de varejo. Ao lançar o SNOA, a Anatel propicia melhores condições de competição e viabiliza um novo ambiente regulatório capaz de atender os anseios da sociedade por mais serviços, com preços justos e com qualidade.


Lei Geral das Antenas

Este website é constituído de uma Página Inicial, que contém a Legislação e um Acompanhamento dos principais eventos.
O website contém ainda um Índice de artigos e notícias e uma coleção de transcrições.

O que está acontecendo:

Neste momento a Anatel atua para regulamentar a Lei nº 11.934, de 5 de Maio de 2009 que "dispõe sobre limites à exposição humana a campos elétricos, magnéticos e eletromagnéticos".
Enquanto isso, no Congresso, tramita o PL 5013/2013 (que deverá dar origem à chamada "Lei Geral das Antenas") que "estabelece normas gerais de política urbana e de proteção à saúde e ao meio ambiente associadas à implantação e ao compartilhamento da infraestrutura de telecomunicações".

Em 07/05/14 o PL 5013/2013 passou em caráter terminativo na Câmara dos Deputados, e "deve retornar diretamente ao Senado – a única exceção é se for apresentado recurso para levá-lo ao Plenário da Câmara, o que exige 52 assinaturas. No fundo, o que as teles já esperavam era exatamente a aprovação e a volta ao Senado onde, torcem, será recuperado o texto inicial, aquele aprovado em 2012."
Em 05/06/14 a Comissão de Constituição e Justiça aprovou a redação final. "Apesar da tentativa do PV de apresentar recurso para levar à votação no Plenário da Câmara, a Lei das Antenas volta ao Senado sem essa escala, tendo prevalecido o texto que passou na Comissão Especial sobre o projeto.

Aqui estão as últimas matérias anotadas sobre estes assuntos:
Leia na Fonte: Convergência Digital
[15/07/14]  Novo relator, Walter Pinheiro (PT-BA) quer texto original da Lei das Antenas - por Luís Osvaldo Grossmann

Leia na Fonte: Convergência Digital
[05/06/14]  Lei das Antenas: texto não é votado no plenário e volta ao Senado - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Convergência Digital
[07/05/14]  Lei das Antenas passa na Câmara, mas principal medida foi anulada - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Circuito de Luca / IDG Now!
[01/05/14]  Internet vai falhar em metade dos estádios da Copa. Por quê?

Leia na Fonte: Convergência Digital
[30/04/14]  Mais de um ano depois, Minicom volta a pedir votação da Lei das Antenas - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Convergência Digital
[09/04/14]  Sem quórum, Câmara cancela votação da Lei das Antenas - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Band / Colunas
[04/04/14]  A fábula das antenas - por Mariana Mazza

Consulte o
Índice de artigos e notícias para acessar o arquivo das matérias referentes à "Lei Geral das Antenas"


Telebrás e PNBL

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Resumo:
A Telebrás (Telecomunicações Brasileiras S.A.) foi criada pela Lei 5.792 de 1972  como uma sociedade de economia mista vinculada ao Ministério das Comunicações. A Telebrás  se transformou em operadora do Sistema Nacional de Telecomunicações (SNT), definido dez anos antes. À época havia 927 operadoras de telecomunicações no país, quase todas privadas.
De acordo com essa lei, a estatal estava autorizada a prestar serviços de telecomunicações, desde que por empresas subsidiárias, e para tanto a companhia tinha autorização para a criação de tais companhias.
Em 1973, a exploração dos serviços públicos de telecomunicações foi unificada sob o controle de uma única empresa concessionária em cada estado, que adquiriram as demais empresas.
Em 1974, a Telebrás foi designada “concessionária geral” para todo o território nacional. Na primeira década de operação, a Telebrás saiu do patamar de 1,4 milhão de telefones, em 2,2 mil localidades, para 5,8 milhões de telefones, em 6,1 mil localidades.
Em 1988, a Constituição determinou que os serviços públicos de telecomunicações somente poderiam ser explorados pela União, diretamente ou mediante concessões a empresas sob controle acionário estatal. O Sistema Telebrás era composto por uma empresa holding (a Telebrás), uma operadora para chamadas de longa distância, nacionais e internacionais (Embratel) e 27 empresas de âmbito estadual ou local.
Em 1995, o Congresso aprovou a Emenda Constitucional 8, que pôs fim ao monopólio estatal nas telecomunicações.
A Lei no 9.472, de 16 de Julho de 1997, conhecida como LGT - Lei Geral de Telecomunicações, determinou a reestruturação e desestatização das Empresas Federais de Telecomunicações, entre elas a Telebrás. A mesma lei autorizou o governo a criar a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), órgão regulador da prestação de serviços em telecomunicações.
A Portaria de nº 196, de 20 de agosto 1988, assinada pelo então ministro das Comunicações Luiz Carlos Mendonça de Barros, dava 12 meses para que fossem adotadas as providências para a preparação de um Plano de Liquidação da estatal, que deveria ser aprovado pelo Conselho de Administração da empresa. Uma vez aprovado, o plano de liquidação seria executado por meio de uma Assembléia Geral Extraordinária de acionistas para dissolver a estatal. Mas o plano jamais chegou a ser elaborado.
Ler continuação do resumo.

Aqui está uma relação de matérias recentes:

Leia na Fonte: Teletime
[15/07/14]  Telebras quer manter atuação em transmissão de sinais para TVs - por Samuel Possebon

Leia na Fonte: Convergência Digital
[14/07/14]  Minicom: Redes de Telecom funcionaram na Copa 2014 - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Convergência Digital
[11/07/14]  Telebras negocia legado da Copa com estádios - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Convergência Digital
[27/06/14]  Telebras relata erro zero na transmissão em alta definição da Copa 2014
Leia na Fonte: Planeta Osasco
[26/06/14]  A grande farsa do avanço em Telecom para a Copa. Vamos todos fingir?

"A Copa do Mundo era uma desculpa para o Brasil resolver as questões de infraestrutura do país. Entre elas, a de telecomunicações, especialmente no que diz respeito à internet. Esse é, pelo menos, o discurso oficial. Analisando os avanços no setor, contudo, o que se percebe é que ficamos com os custos de garantir a transmissão para a FIFA, mas pouco avançamos tanto em ampliação de acesso à conexão quanto em preço e em infraestrutura.

A realidade é que, após uma queda de braço entre o governo brasileiro e a FIFA, a organizadora do evento venceu. Em outubro de 2012, durante a Futurecom, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, sustentou: "Eles [FIFA] colocam tudo como infraestrutura, mas temos que negociar. E vamos fazer isso. Não vamos ficar com a conta toda”*. Não foi o que ocorreu. Assim como em diversas outras disputas, o Governo Dilma cedeu e, por Medida Provisória, viabilizou a oferta de serviço pela Telebras. A MP 600, de 28 de dezembro de 2012, definiu que a prestação seria feita por meio da subsidiária Telebras Copa.

A Telebras tornou-se, assim, a empresa responsável pela construção da rede de fibra óptica que está sendo usada na transmissão de imagens de alta definição (HDTV – vídeo e áudio) entre as 12 arenas e o Centro Internacional de Coordenação de Transmissão (IBC), no Rio de Janeiro. De 2012 até maio de 2014, a companhia investiu R$ 89,4 milhões na implantação dessa infraestrutura para atender as demandas da Copa do Mundo de 2014. A rubrica equivale a quase todo um ano de aporte no desenvolvimento de rede para o Plano Nacional de Banda Larga (em 2013, foram investidos R$ 112,8 milhões no PNBL. Em 2012, o valor foi de R$ 104,4 milhões, conforme relatórios apresentados à Comissão de Valores Mobiliários).
(...) Ler mais

Leia na Fonte: Convergência Digital
[16/06/14]  Telebras investiu R$ 89,4 milhões para atender Copa - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Ciência em Pauta
[16/06/14]  Inclusão do Amazonas no PNBL vai reduzir custo com internet em Iranduba

Leia na Fonte: Portal Brasil
[03/06/14]  Telebrás afirma que infraestrutura para transmissão de jogos está pronta

Leia na Fonte: Tribuna na Hoje
[16/05/14]  MP quer relação de consumidores com direito a ações da Telebrás

Leia na Fonte: Teletime
[13/05/14]  Senado vai avaliar o Programa Nacional de Banda Larga

Leia mais no Índice de artigos e notícias


TV Digital: Interatividade e Ginga

Este website é constituído de uma Página Inicial, que contém um resumo explicando o tema, e um Acompanhamento dos principais eventos.
Contém ainda um Índice de Artigos e Notícias, desde 2008, e uma coleção de transcrições.

Opinião de Helio Rosa:
No processo escandaloso em que a TV Digital foi imposta à população sem o devido planejamento e à revelia dos estudos anteriores feitos pela Academia, a possibilidade de multiprogramação e interatividade foi utilizada intensivamente como  justificativa tendo em vista uma suposta utilidade para a "inclusão digital".
Batido o martelo, a multiprogramação foi proibida e a interatividade deu no que deu: não havia e não há canal de retorno!
Hoje a projetada interatividade está devidamente atropelada pelos
fenômenos da "segunda tela" e da "TV conectada".
Houve um grande esforço no desenvolvimento do Ginga, software que possibilita a interatividade mas, provavelmente, o produto não será utilizado para fins práticos.
HR

Abaixo está uma relação de matérias recentes:
Leia na Fonte: Convergência Digital
[11/07/14]  700 Mhz: Governo e Anatel fazem afagos à radiodifusão - por Luís Osvaldo Grossmann

Leia na Fonte: Teletime
[10/07/14]  Radiodifusão comemora estabelecimento de uma recepção mínima para o desligamento - por Helton Posseti
Leia na Fonte: Convergência Digital
[10/07/14]  Anatel aprova regulamento sobre interferência entre 4G e TV Digital - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Teletime
[10/07/14]  Switch-off: pelo menos 93% dos domicílios precisam captar o sinal digital - por Helton Posseti
Leia na Fonte: Convergência Digital
[10/07/14]  Ginga será obrigatório nos conversores de TV Digital para Bolsa Família (Íntegra da Port. 481 de 9 de Julho de 2014) - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Minicom
[10/07/14]  Ministério das Comunicações detalha desligamento da TV analógica
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[24/06/14]  Leilão de 4G: Conversor de TV terá acesso à internet e Ginga nacional - por Miriam Aquino
Leia na Fonte: Convergência Digital
[09/06/14]  TV digital: TOTVS e Oracle pedem Ginga nos conversores distribuídos pela Anatel - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Convergência Digital
[02/06/14]  Anatel quer Ginga nas especificações do conversor para Bolsa Família - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[24/05/14]  O fim da interatividade no celular. O Ginga tem alguma chance? - Miriam Aquino
Leia na Fonte: Convergência Digital
[22/05/14]  Sob pressão, governo aposta em celular sem Ginga para empurrar TV Digital - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Convergência Digital
[22/05/14]  Sem obrigação, Ginga terá bônus para voltar aos telefones, diz MDIC - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Convergência Digital
[19/05/14]  TV digital: Distribuição de conversores dá sobrevida ao Ginga no Brasil - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Teletime
[16/05/14]  Ministério do Desenvolvimento quer retirar exigência do Ginga no PPB dos smartphones
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[15/05/14]  Governo vai tirar exigência do Ginga no PPB dos celulares - por Lúcia Berbert
Leia na Fonte: Teletime
[06/05/14]  Tecnologia 4G para M2M no Brasil ainda é um desafio - por Bruno do Amaral
Leia na Fonte: Conv. Midiática
[03/02/14]  Governo não abandonou o Ginga - por Kiko Machado
Leia na Fonte: Blog de Orlando Barrozo
[29/01/14]  TV digital acaba com o Ginga - por Orlando Barrozo
Leia na Fonte: Notícias da TV
[23/01/14]  Governo abandona Ginga, sistema de interatividade para TV digital - por Gustavo Gindre

Consulte o Índice de Artigos e Notícias para acessar o arquivo das matérias referentes à "TV Digital: Interatividade e Ginga".


VU-M (Valor de Uso Móvel) - Tarifa de interconexão da rede de telefonia móvel

Nota de Helio Rosa:
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Destaco da "página inicial":
A título de definição do tema, permito-me transcrever alguns trechos de matérias das jornalista Mariana Mazza e Miriam Aquino:

"A interconexão é o preço pago entre as operadoras para completar as chamadas destinadas às redes concorrentes. Assim, toda vez que um cliente liga para alguém de outra companhia, a operadora está pagando um "pedágio" para completar a chamada no território inimigo. Isso vale para qualquer tipo de ligação, tanto fixa quanto móvel, embora o objeto de apuração da pretendida CPI seja apenas a taxa cobrada nas redes móveis, chamada de Valor de Uso Móvel (VU-M).

Essa tarifa é altíssima em comparação com o pedágio da rede fixa, a tarifa de Uso de Rede Local (TU-RL). Enquanto a VU-M está, em média, R$ 0,35, a TU-RL custa R$ 0,05. Essa disparidade entre as duas tarifas de interconexão tem motivos políticos. Quando a telefonia móvel ainda engatinhava, o governo criou esse desbalanceamento para incentivar as operadoras móveis. Os anos passaram, a telefonia móvel tornou-se o serviço telefônico mais usado no país e, ainda assim, as tarifas não foram equacionadas. Recentemente a Anatel fez uma redução na VU-M, mas o movimento não foi suficiente para gerar impacto real para os consumidores. Boa parte do fato de pagarmos ainda um dos mais caros serviços de telefonia móvel do mundo está no valor da interconexão." (Mariana Mazza).

"Mas, afinal, para que servem essas tarifas? A interconexão distribui os custos de investimento e manutenção de rede entre as operadoras. Este sistema de pagamento é extremamente importante em um cenário onde as companhias são obrigadas a completar as chamadas entre si. Hoje, uma companhia telefônica não pode se negar a completar uma ligação para um telefone pertencente a uma rival. Isto garante ao consumidor a continuidade do serviço, mesmo que ele seja cliente de uma empresa com poucos consumidores.

Por outro lado, operadoras com grande número de clientes acabam sendo obrigadas a fazer investimentos mais fortes em rede para manter a qualidade das chamadas. E, se a maioria dos consumidores estão em sua rede, ela acaba sendo responsável pela qualidade da maior parte das chamadas conectadas, mesmo aquelas feitas pelos consumidores de outras operadoras. Se a chamada é para a rede dela, ela é a responsável.

Assim, a interconexão tem o poder de dividir estes custos. Operadoras com maior número de clientes e, portanto, com mais chamadas recebidas também são pagas pelas rivais por meio das tarifas de rede. Mas a interconexão também tem seus efeitos nocivos.

Apesar de ser proibido por lei, há fortes indícios de que a interconexão pode gerar um subsídio cruzado entre serviços e clientes. A única confissão de que nem todo o caixa da interconexão é usado para cobrir os custos da rede partiu da TIM em 2005. O então presidente da operadora, Mario Cesar Araujo, admitiu em uma coletiva que a TIM usava os recursos da interconexão para subsidiar o custo dos aparelhos vendidos para os clientes. Esta política não é ilegal, por não usar recursos obtidos com a comercialização de outros serviços que não a telefonia móvel. Mas releva como a interconexão tem uma papel importante para o mercado e para os consumidores." (Mariana Mazza)

"Há aqueles que defendem manter a tarifa do jeito que está e mexer na forma de remuneração. Hoje a rede móvel é remunerada pelo full billing (todos pagam integralmente a taxa de terminação). A proposta inicial, de implementação do bill and keep (todos bilhetam a taxa de terminação, mas não repassam para ninguém) pleno perde força devido aos grandes riscos que pode trazer para uma base de mais de 200 milhões de celulares.

Fala-se de bill na keep parcial (nos moldes da até pouco tempo rede fixa, que só remunerava o excedente das ligações) . Estuda-se ainda implementar o bill and keep entre as empresas com PMS (poder de mercado significativo) e não PMS (as pequenas operadoras, do tipo Hoje Telecom, por exemplo?). Ou, em outras palavras, somente as pequenas não pagariam para as grandes as taxas de terminação de chamada.

Há ainda defensores da redução do valor de referência desta taxa de terminação apenas para as ligações entre as celulares. Para isso, seria necessário criar todo um arcabouço regulatório novo, que diferenciasse esta remuneração da remuneração da ligação fixa. Esta proposta, avaliam outros, pode trazer o efeito perverso de esvaziar ainda mais a telefonia fixa (cuja valor da ligação fixo/móvel continuará alta) e colocar em risco a concessão." (Miriam Aquino). HR

O que está acontecendo:
"
Em 18 de junho de 2014 o "Conselho Diretor da Anatel aprovou, em sua reunião, proposta de norma que resultará na redução dos valores máximos das tarifas de uso de rede da telefonia fixa (TU-RL), dos valores de referência de uso de rede móvel da telefonia móvel (VU-M) e de Exploração Industrial de Linha Dedicada (EILD), com reflexos nos preços pagos pelos usuários dos serviços."
"A TU-RL é a tarifa que a operadora de celular paga quando é realizada uma chamada local de um telefone celular para um telefone fixo. Já a VU-M é paga pela operadora fixa à operadora de celular numa chamada local de um fixo para celular, enquanto a EILD é a taxa usada na regulação das negociações de uso de infraestrutura." [Fonte: Web]

"Ao definir o ritmo da transição para o do modelo de custos, a Anatel indicou ao mercado os futuros valores de remuneração pelo uso das redes fixas, móveis e em EILD (Internet). Particularmente, fixou uma meta forte para a queda no serviço celular ao cravar em 1 centavo por minuto o valor da tarifa de interconexão a partir de 2018. Hoje a chamada VU-M está em 25 centavos.

O uso de um modelo de custos é perseguido desde 2003 e implica em mudar o jeito como a Anatel avalia o setor de telecomunicações. Até aqui, prevaleceu o modelo “top down”, jargão para a análise das empresas com base em “preços reais” praticados. A meta é ir para o modelo “bottom up”, que, grosso modo, analisa os custos com base em uma “empresa eficiente ideal”.

Ao fazer essa transição, a agência fez a opção por mirar as ofertas de atacado, ou seja, os custos cobrados entre as empresas pela oferta de infraestrutura. No caso da interconexão de redes móveis – quando uma chamada é para rede de outra operadora – a Anatel já iniciara a redução da VU-M ao definir valores em queda em 2013, 2014 e 2015: R$ 0,33, R$ 0,25 e R$ 0,16, respectivamente."(...)  [Fonte: Portal Convergência Digital]

Aqui estão as últimas matérias (2014) registradas:
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[04/07/14]  Zerbone: decisão sobre VU-M dá credibilidade e previsibilidade para o setor - por Miriam Aquino
Leia na Fonte: Convergência Digital
[18/06/14]  Anatel crava tarifa de interconexão a um centavo em 2018 - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Reuters
[18/06/14]  Conselho da Anatel aprova norma que poderá reduzir preços da telefonia - por Luciana Bruno
Leia na Fonte: Computerworld
[18/06/14]  Anatel aprova medida para reduzir preço dos serviços para consumidor
Leia na Fonte: Teletime
[24/02/14]  Entra em vigor nova redução do valor de referência da VU-M
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[17/02/14]  Zerbone é relator da proposta para fixação de tarifas e valores de referências baseados em custos
Leia na Fonte: Teletime
[30/01/14]  Anatel aprova nova fórmula para calcular preço da faixa de 700 MHz e da VU-M - por Helton Posseti
Leia na Fonte: Teletime
[28/01/14]  Redução da VU-M é estratégia para tornar leilão de 700 MHz mais atraente - por Samuel Possebon

Consulte o
Índice de Artigos e Notícias para acessar o arquivo das matérias referentes à "VU-M (Valor de Uso Móvel) - Tarifa de interconexão da rede de telefonia móvel"


Bens Reversíveis

Este website é constituído de uma Página Inicial que contém um Resumo e um Acompanhamento através do registro dos principais eventos ligados ao tema.
Contém ainda um Índice de Artigos e Notícias que leva à uma Coleção de Transcrições

Últimas matérias registradas:
Leia na Fonte: Blog da Flávia Lefèvre
[26/05/14]  Backhaul e a apropriação de recursos das concessões
Leia na Fonte: Convergência Digital
[22/05/14]  Operadoras devem R$ 1,3 bilhão em metas de universalização - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Convergência Digital
[23/05/14]  Para a Anatel, Telefônica desviou recursos da concessão - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Teletime
[23/05/14]  Procuradoria fala em possível má-fé da Telefônica ao não explorar o backhaul - por Helton Posseti
Leia na Fonte: Teletime
[22/05/14]  Com quatro anos de atraso, Anatel calcula saldo da troca de metas: R$ 1,363 bilhão - por Helton Posseti
Leia na Fonte: Monitor Mercantil
[15/04/14]  O terreno invadido pertence à OI ou é da União?

Leia na Fonte: Band / Colunas
[04/02/14]  No Ministério da Fazenda, a telefonia fixa ainda não morreu - por Mariana Mazza
Leia na Fonte: Teletime
[03/02/14]  Para Seae, Anatel trata de bens reversíveis de forma pouco transparente - por Helton Posseti
Leia na Fonte: Portal da Band / Colunas
[19/12/13]  Anatel quer o fim da telefonia fixa - por Mariana Mazza
Leia na Fonte: Anatel
[12/12/13]  Consulta Pública nº 53 - Processo de revisão os termos dos Contratos de Concessão do STFC ("telefonia fixa")
Leia na Fonte: Teletime
[04/12/13]  Especialista defende o princípio da proporcionalidade na análise da questão dos bens reversíveis - por Samuel Possebon

Ler mais em Índice de artigos e notícias


Bloco Tecnologia do WirelessBRASIL - "Posts"  de Helio Rosa

30/07/14
Segurança do Processo Eleitoral com Urnas Eletrônicas - Novas matérias
29/07/14
A ANATEL e a tunga reiterada há mais de 8 anos no modelo de custos - Texto de  Flávia Lefèvre
06/07/14
Espectro de 700 MHz - Matérias recentes
27/06/14
Telebras e PNBL: Mais um "Retorno"... + Coleção de matérias
15/06/14
Textos da jornalista Cristina de Luca + "700MHz: alguns brasileiros terão que escolher entre usar a TV ou o celular" + "Interatividade"
14/06/14
Website do José Smolka + "Wi-Fi para desafogar o tráfego de dados" + Mazza: "Wi-Fi na Copa" + "Dados" no jogo Brasil x Croácia
13/06/14
Artigos e "posts" do jornalista Renato Cruz + 03 textos sobre "Inovação"
12/06/14
Governança da Internet + Marco Civil + Cisco + "Mariana Mazza"
11/06/14
Colunas da jornalista Mariana Mazza no Portal da Band + "Calote bilionário" + "Copa: somente metade dos estádios terá WiFi"

Ler mais "posts":
Ano Atual: 2014
Índice dos anos anteriores: 2005 - 2006 - 2007 - 2008 - 2009 - 2010 - 2011 - 2012 - 2013


EILD - Exploração Industrial de Linha Dedicada ("Banda larga por atacado")

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"EILD é a sigla para denominar a "exploração industrial de linhas dedicadas", um serviço que é ofertado no mercado de atacado e não chega como oferta ao usuário final. No entanto, ele é uma ferramenta importantíssima para que o usuário final possa ter alguma opção, embora ainda restrita, no mercado de telecomunicações, seja na área de dados, seja na telefonia fixa, pois permite que o competidor possa ter acesso a uma rede de ampla capilaridade. Nesse sentido, é elemento fundamental para a promoção da competição." [Fonte]
O EILD destina-se a empresas que possuam autorização, permissão ou concessão da Anatel, para a prestação de serviços de telecomunicações a terceiros, detentoras das licenças STFC e/ou SCM. [Fonte]

Aqui estão as últimas matérias registradas:
Leia na Fonte: Teletime
[10/03/14]  TelComp contesta visão da Anatel de que EILD não é um problema do setor - por Helton Posseti
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[10/03/14]  Linha dedicada lidera pedidos de negociação no atacado - por Lúcia Berbert
Leia na Fonte: Teletime
[07/03/14]  Sistema de oferta mostra que links, e não EILD, são problema para a competição, diz Baigorri - por Helton Posseti
Leia na Fonte: Teletime
[01/11/13]  Anatel nega recursos contra regras estabelecidas no PGMC - por Helton Posseti
Leia na Fonte: Convergência Digital
[13/09/13]  PGMC: 'bolsa virtual' para oferta no atacado será ativada no dia 17
Leia na Fonte: Teletime
[14/06/13]  Anatel e TelComp divergem sobre resultados do regulamento de EILD - por Helton Posseti

Ler mais em
EILD - Exploração Industrial de Linha Dedicada ("Banda larga por atacado")


Websites e Páginas sobre Tecnologia do WirelessBRASIL (continuação)

Termos de Ajustamento de Conduta (TAC)

Rádio Digital

PGMC - Plano Geral de Metas de Competição

Espectro de 2,5 GHZ

Lei do SeAC (Serviço de Acesso Condicionado) ou "Lei da TV Paga"

SCM - Serviço de Comunicação Multimídia

PLC (Power Line Communication): "Banda larga pela rede elétrica"

Unicel: Crônica de um escândalo anunciado

Eletronet

Alguns "posts" estão colecionados em páginas especiais. Abaixo está uma relação parcial dos "posts" mais recentes.


Acima estão os "posts" mais recentes.
Consulte a relação de todos os "posts" no Índice geral do 
Bloco TECNOLOGIA.
 


"Páginas especiais":

Homenagem
Fernando "Fervil" Villela

Mensagens e Artigos

Fernando Botelho
Flávia Lefèvre
Rogério Gonçalves

Técnica e Legislação
"Loteamento" da Anatel
Portabilidade Numérica
TV Digital - Informações básicas
TV Digital - "TV no Celular - Tecnologia "One Seg"
TV Digital: Interatividade e Ginga
TV Digital - Multiprogramação
1ª Confecom
WiMAX

Colaboradores
Relação de trabalhos e artigos

Incentivo
Quadro de Currículos
Márcia Furukawa Couto

 

BLOCO RESISTÊNCIA
Blog do Coordenador

Nota de Helio Rosa: O BLOCO RESISTÊNCIA (Blog do Coordenador) é um exercício de cidadania contra os desmandos de toda ordem que assolam nosso BRASIL.
Sou Helio Rosa, coordenador da Portal, um engenheiro de telecom aposentado e um cidadão na ativa. Com 73 anos de idade, acompanhei e vivenciei a história recente do país e sou
testemunha ocular e sobrevivente do "atentado do aeroporto dos Guararapes", em 1966, praticado por integrantes da "luta armada" que pretendia implantar no país uma "ditadura do proletariado", de inspiração cubana, chinesa e soviética.

Não sou filiado a nenhum partido político mas não gosto de Dilma, de Lula e do PT, que considero "entidades" perniciosas ao país. Não sei como me livrar delas, a não ser pelo voto. No entanto, enquanto estão no poder, é preciso que governem para o Povo e não para o Partido. RESISTIR é preciso!
HR

BLOCO RESISTÊNCIA - Página inicial (2013)  - Índice dos anos anteriores: 2009 (2º sem) - 2010 (2º sem) - 2011 (2º sem - 1º sem) - 2012 (2º sem - 1º sem) - 2013 (2º sem - 1º sem)

Alguns "posts" estão colecionados em páginas especiais. Abaixo está uma relação parcial dos "posts" mais recentes.


Leia na Fonte: Coluna do Ricardo Setti / Veja
[21/10/14] TSE rejeita pedido de Dilma para censurar reportagem do site de VEJA


"O ministro Admar Gonzaga, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou nesta terça-feira ação da presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) que tentava impedir que o Google listasse nos resultados de busca a reportagemDez fatos econômicos que você precisa saber antes de votar”, publicada no site de VEJA em 3 de outubro." (...) Nem o site de VEJA nem a Editora Abril, responsável pela publicação do conteúdo eletrônico de VEJA, são partes do processo.(...)

Leia na Fonte: Veja
[03/10/14]
  10 fatos econômicos que você precisa saber antes de votar

01. Comprar carros não é mais tão simples. Por quê?
O governo protelou até onde foi possível, mas permitiu a subida dos juros a partir de 2012. Com os financiamentos mais caros, menos brasileiros se sentem seguros para assumir uma dívida tão alta como é a compra de um veículo. Além disso, diante do crescimento baixo da economia, os bancos se tornaram mais criteriosos na hora de conceder empréstimos, o que fez com que menos brasileiros tivessem acesso a crédito. O resultado é que as montadoras enfrentam um de seus piores anos, com queda de 9% nas vendas de veículos somente em 2014. Com isso, as fábricas passaram a demitir. O setor automotivo, que inclui também as fábricas de autopeças, é um dos maiores empregadores da indústria brasileira. Se o setor vai mal, o emprego é sacrificado. Segundo o IBGE, a indústria automotiva já demitiu mais de 8.000 funcionários até agosto deste ano.

02. A inflação voltou para ficar. Isso faz diferença?
A inflação tem sido o grande inimigo dos brasileiros. No acumulado de doze meses, ela bate 6,5%. Esse patamar é o teto da meta estabelecida há quase vinte anos com o objetivo de domar a alta dos preços que era tão feroz no Brasil nos anos 1980. O centro da meta é de 4,5% e é esse número que deve ser perseguido pelo Banco Central, o órgão responsável por controlar o indicador. A inflação, contudo, tem sido sentida com muito mais força pelos brasileiros do que os 6,5% indicam. Aluguéis, mensalidades escolares, compras de supermercado e preços de serviços têm sofrido reajustes mais dolorosos. Alimentos, por exemplo, subiram 8% em 2013 e 4,8% no acumulado de janeiro a agosto de 2014. Já os serviços subiram 6,64% nos primeiros oito meses nesse mesmo período. A inflação só não está mais alta porque há os chamados preços administrados, como a gasolina, energia elétrica e impostos, como o IPVA, por exemplo. São valores que precisam da chancela de governos federal, estaduais e municipais para serem reajustados. O governo dispõe de mecanismos para contribuir com o controle da inflação, como redução dos gastos públicos, por exemplo. Contudo, essa não tem sido a diretriz da atual presidente. Ela tem sacrificado o controle inflacionário em função de políticas de aumento de gastos. Outra forma de controlar a inflação é subindo os juros. Na prática, com juros mais altos, a população reduz o consumo num primeiro momento e os preços se reequilibram. O problema é que o BC não teve liberdade para subir juros quando necessário. No momento em que recebeu o aval, passou a elevá-los, mas já era tarde demais. Há três anos o Brasil não consegue trazer a inflação para o centro da meta.

03. Os ricos estão cada vez mais ricos. O que aconteceu?
Está engavetado no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) um estudo inédito que mostra uma realidade bem diferente da que vem sendo pregada pelo PT na campanha eleitoral de Dilma Rousseff. O mostra que a concentração de renda aumentou no Brasil entre 2006 e 2012. Dados do Imposto de Renda dos brasileiros coletados por pesquisadores do Instituto mostram que os 5% mais ricos do país detinham, em 2012, 44% da renda. Em 2006, esse porcentual era de 40%. Os brasileiros que fazem parte da seleta parcela do 1% mais rico também viram sua fatia aumentar: passou de 22,5% da renda em 2006 para 25% em 2012. O mesmo ocorreu para o porcentual de 0,1% da população mais rica, que se apropriava de 9% da renda total do país em 2006 e, em 2012, de 11%. Outro estudo feito pelos mesmos pesquisadores, usando dados da Pnad e do imposto de renda, mostram que houve sim crescimento da renda durante os governos petistas. Porém, diz o estudo, "os ricos se apropriaram da maior parte desse crescimento”.

04. O dólar disparou. Isso é um problema?
Quando a presidente Dilma assumiu, o dólar estava cotado a 1,68 real. Hoje, está em 2,49 reais. As razões da subida são muitas e incluem desde erros cometidos pelos governantes até uma tendência internacional de alta da moeda. No caso do Brasil, os problemas internos contaram mais que as situações vindas de fora. Quando o dólar custava menos que 1,70 real, o governo o considerava baixo demais e começou a cobrar mais impostos sobre os investimentos estrangeiros que eram feitos no país. O objetivo era limitar a entrada de dólares justamente para sua cotação subir. Num primeiro momento, não adiantou nada. Mas, conforme os investidores foram perdendo a confiança no Brasil, os dólares, de fato, começaram a minguar. Com isso, a moeda passou a subir até superar o patamar de 2 reais. O dólar mais alto encarece os produtos que o Brasil importa, como gasolina e trigo. Mas, por outro lado, beneficia os exportadores brasileiros. O dólar começou a subir tanto que o governo mudou de ideia. Descobriu que, se moeda ficasse muito cara, a inflação subiria muito — o que é ruim para o bolso da população e pode gerar um alto índice de desaprovação nas urnas. Assim, por meio do Banco Central, o governo começou a estimular a entrada de dólares. Os efeitos dessas ações, no entanto, não impediram a moeda de subir. Aliás, quanto mais as pesquisas mostram que a presidente Dilma tem chances de se reeleger, mais dólares deixam o Brasil e mais alto fica o valor da moeda americana.

05. O setor elétrico está em crise. Como isso afeta o seu bolso?
Com o intuito de reduzir a conta de luz em cerca de 20%, a presidente Dilma anunciou, em 2012, um pacote de medidas para o setor elétrico. Em suma, as geradoras e distribuidoras que levam a energia até as residências teriam de se adaptar a novas regras que, num primeiro momento, reduziria seus ganhos. Nem todas as geradoras aceitaram os novos termos e deixaram de fornecer para o mercado regulado, que é o jargão do setor para explicar o mercado residencial. Com isso, a oferta de energia se arrefeceu para as residências. Outro agravante foi a estiagem que atingiu o centro-sul do país. As distribuidoras que estavam descontratadas, ou seja, precisavam fechar novos contratos com as geradoras para oferecer energia aos brasileiros, tiveram de comprar energia a um preço cinco vezes maior no mercado de curto prazo. As distribuidoras também tiveram de arcar com o custo das termelétricas. Devido à estiagem, muitas hidrelétricas não conseguiram suprir a demanda de energia. Por isso as térmicas, que são movidas a combustível e por isso são mais caras, tiveram de assumir o fornecimento. Sem caixa para bancar esse aumento de custo, as distribuidoras tiveram de pedir ajuda ao governo e reajustar a tarifa de energia dos brasileiros. Resultado disso é que o corte na conta de luz anunciado em 2012 causou tamanho desequilíbrio no mercado que gerou um ônus de mais de 60 bilhões de reais para o país. Essa conta está sendo paga pelos consumidores, por meio do aumento da conta de luz, e pelos contribuintes, que financiam a ajuda que o governo deu às distribuidoras.

06. Contas públicas estão um desastre. E daí?
O que o governo faz do dinheiro arrecadado com impostos pagos pela população é de grande importância. Pena que os governantes não se preocupam muito em prestar esclarecimentos sobre esses gastos. Por isso muitos brasileiros nem sabem ao certo o que são as contas públicas, que nada mais é do que o fluxo de caixa do governo — ou seja, o dinheiro que recebe em impostos e como esse valor é aplicado para o bem estar da população. A forma como o governo gasta o dinheiro público é um indicador importantíssimo da saúde financeira do país, sobretudo no caso do Brasil, que tem de pagar mensalmente os juros sobre sua dívida com outros países, investidores, bancos nacionais e estrangeiros, entre outros credores. Para pagar os juros, é preciso economizar mensalmente. Ou seja, gastar menos do que se arrecada. Assim, consegue-se o superávit primário, que é o jargão econômico usado para descrever essa economia. Quando o governo não cumpre o superávit, tem de aumentar sua dívida para conseguir pagar os juros. É como se o governo recebesse dos brasileiros o valor suficiente para pagar seus compromissos mas, por má gestão, não conseguisse pagar as contas devidas. Assim, ele toma mais empréstimo em nome dos brasileiros para conseguir pagar os juros.
O governo Dilma tem deixado de lado o superávit. Somente em 2011 conseguiu cumpri-lo. Em 2014, o governo precisa economizar 80,7 bilhões de reais para o pagamento de juros. Até agora, a economia não passa de 4 bilhões de reais. O prejuízo de se ter as contas públicas no vermelho é o mesmo que se tem quando um indivíduo entra no cheque especial. Ao gastar mais do que ganha, o cliente paga juros mais caros e o banco começa a restringir seu acesso a mais crédito. Se sua renda cai, o cliente pode entrar numa bola de neve que, cedo ou tarde, pode fazer com que ele venda bens para saldar suas dívidas. Ele perde credibilidade na praça e corre o risco de ter que diminuir outros gastos com saúde e educação para pagar dívidas.

07. Arrumar trabalho não é mais tão fácil. Por quê?
Com a inflação no teto da meta, os juros começaram a subir e o emprego, consequentemente, deu sinais de esgotamento. A criação de vagas com carteira assinada em 2014 (até agosto) é a mais baixa desde 2002, início da série histórica disponibilizada pelo Ministério do Trabalho. Dados do Ministério mostram que, em 2014, alguns segmentos já registram mais demissões do que contratações. É o caso do Comércio, que fechou mais de 6.000 vagas nos oito primeiros meses deste ano. Não à toa, justamente o setor varejista, que foi o que mais cresceu durante o boom econômico dos últimos anos, é a ponta mais sensível à variação no bolso da população. Com a inflação acima do teto da meta (de 6,5% ao ano) e os juros em seu maior patamar desde 2011 (11% ao ano), a renda e o consumo diminuem. Os brasileiros estão também menos confiantes de que terão emprego no ano que vem, como mostra levantamento recente da CNI. O mercado de trabalho é o principal termômetro da economia. Se os empresários estão confiantes, investem e criam emprego. Mas, diante dos problemas econômicos que se colocam, a confiança do empresário também está no nível mais baixo da história, segundo a CNI.

08. Os brasileiros estão mais endividados. Quem discorda?
Com a inflação corroendo a renda da população e as parcelas de financiamentos abocanhando grandes pedaços do orçamento das famílias, é natural que o consumo caia. As vendas no varejo, por exemplo, cresceram apenas 4,2% no primeiro semestre — o segundo pior resultado desde 2006, diz o IBGE. Além disso, o último dado de inadimplência contabilizado pela Serasa mostrou que 57 milhões estão com contas em atraso. Um número recorde que representa mais de 40% da população adulta. Nessa dinâmica, o mercado de trabalho tem papel vital. Numa situação de pleno emprego, ainda que as dívidas assustem, tem-se a perspectiva de conseguir pagá-las. Esse já não é o caso, segundo aponta a pesquisa da CNI, que mostra que os brasileiros estão temerosos em perder o emprego e não conseguir recolocação.

09. A Petrobras foi devastada. E daí?
A Petrobras é uma empresa mista. Uma fatia minoritária pertence a investidores e a outra, majoritária, está sob o comando do governo. A Petrobras opera num setor estratégico, que é o óleo e gás, e por isso é compreensível que tenha entre seus acionistas o governo. Contudo, a empresa se transformou num centro de corrupção operado por partidos políticos. Isso significa que o governo deixa à disposição de legendas alguns cargos estratégicos da empresa. O escândalo envolvendo o doleiro Alberto Yousseff e o ex-diretor da empresa Paulo Roberto Costa trata justamente disso: as denúncias apontam que o diretor favorecia determinadas empresas prestadoras de serviços para, em troca, receber propina e repassá-la parcialmente a partidos políticos. A derrocada da empresa significa que boa parte do dinheiro público investido lá dentro, pois o governo é seu maior acionista, foi pelo ralo. Dinheiro dos contribuintes brasileiros, que não sabem ao certo como foi gasto, investido ou desviado. Mesmo com o benefício de ser a "dona" do pré-sal, a Petrobras tem 300 bilhões de reais de dívida. É a empresa de petróleo mais endividada do mundo. Mais da metade dessa dívida será paga pelo governo, ou seja, novamente pelo dinheiro dos impostos dos brasileiros.

10. O país está em recessão técnica. O que é isso?
O Produto Interno Bruto (PIB) é o resultado de todas as riquezas produzidas pelo país. É um dos principais sinais de que a economia está avançando, a população está vendo sua renda aumentar e mais empregos estão sendo gerados. Quando o PIB cai, sinaliza que essa riqueza recuou. Se cai por dois trimestres consecutivos, o país entra em recessão técnica. E isso não é bom. O PIB é importante porque sintetiza em um único número os resultados de políticas do governo, o ânimo dos empresários para investir e criar emprego e o ímpeto de consumo da população. Quando não há nenhuma crise grave no mundo e, mesmo assim, o PIB de um país mostra retração, significa que algum desses três fatores (ou todos eles) não vão nada bem. O governo tem afirmado que o PIB brasileiro, que recuou 0,6% no primeiro semestre de 2014, vai mal por causa da crise internacional. Fica difícil acreditar nisso quando apenas o Brasil está em recessão, se comparado aos Estados Unidos, à Alemanha, à França e outros países atingidos pela crise financeira de 2008. O problema de se estar em recessão é que o país se torna menos atrativo para investimentos que geram emprego. Uma empresa alemã, por exemplo, investirá mais na filial do país que mais cresce, não daquele que está em recessão. Um PIB ruim cria um círculo vicioso. E revertê-lo não é fácil, nem rápido.


Editorial
Leia na Fonte: O Estado de S. Paulo
[21/10/14]  O fecho de uma luta amarga - Editorial Estadão
(Íntegra)

A campanha pelo Planalto entrou na reta final no debate televisivo de domingo à noite - o penúltimo da série - em que Dilma Rousseff e Aécio Neves descobriram a pólvora. Deixaram de trocar golpes baixos porque as pesquisas encomendadas pelos respectivos comitês mostraram o repúdio da maioria dos entrevistados ao torneio de ofensas pessoais a que se entregaram no confronto anterior, meros três dias antes. Faz muito tempo, porém, que os candidatos a cargos executivos sabem, também a partir de levantamentos de opinião, que o eleitor se irrita quando o "bate" prevalece sobre o debate, menos por fidelidade aos valores da ética pública do que por se sentir irrelevante enquanto a pancadaria corre solta. Na clássica percepção de uma eleitora, registrada numa pesquisa qualitativa, "quando brigam, os políticos deixam de falar para nós".

A apelação às vezes compensa, mas pode enganar. Tendo acabado a caneladas com as chances de Marina Silva chegar ao segundo turno, Dilma tratou de repetir a dose com Aécio. Só que ele replicou na mesma moeda, e deu no que deu. Como breve contra a baixaria, a reprovação popular é preferível à intervenção do Estado. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) baniu trechos de nada menos de 14 peças de propaganda para evitar a degradação do horário eleitoral em "baile do risca-faca", no dizer do presidente da Corte, ministro Dias Toffoli. O problema é que as iniciativas de engenharia moral do TSE, apesar da motivação louvável, tolhem a liberdade de expressão dos candidatos e parecem ignorar a capacidade dos brasileiros de punir, eles próprios, os responsáveis por arrastar a competição eleitoral à sarjeta, como ocorre nos cada vez mais virulentos spots que permeiam a programação das emissoras.

Malgrado o tom aceitável do debate de anteontem, a cinco dias da votação o panorama é o que se poderia esperar de uma disputa amarga e polarizada. Toda eleição, como se sabe, é uma escolha entre continuidade e mudança. Também esta, mas com a incendiária peculiaridade de se travar não entre o partido no poder e os que ambicionam substituí-lo. É entre PT e anti-PT. O eleitor antipetista votará em Aécio menos, talvez, pelos atributos que tiver demonstrado possuir para conduzir o Brasil do que por encarnar afinal, ao cabo de uma campanha marcada por uma sequência de reviravoltas sem precedentes, a esperança de remover do Planalto a legenda que, tendo aspirado, ao surgir, ao monopólio da decência, é vista como a força propulsora do que a política nacional tem de mais execrável.

Com a agravante crucial de que, não bastassem o aparelhamento do Estado iniciado por Lula e a deslavada licenciosidade dos companheiros na manipulação dos bens públicos, Dilma deixou um raro legado de incompetência administrativa e retrocesso generalizado, com a inflação em alta, a economia à beira da recessão e as contas públicas na UTI. Nem "o social" escapou. Este ano, pela primeira vez desde 2003, a miséria parou de cair. A rigor, teve um ligeiro aumento, com o contingente de miseráveis subindo de 10,9 milhões para 11,1 milhões. Por último - e nem de longe menos importante - assomam os escândalos da Petrobrás. Do que se deu a conhecer das delações premiadas do seu ex-diretor Paulo Roberto Costa, o PT ficava com a parte do leão das propinas pagas por empreiteiras atrás de contratos superfaturados com a estatal.

Do pedágio de 3% sobre o valor do negócio, 2% foram para a legenda de Dilma, ajudando a irrigar a sua campanha em 2010. A presidente-candidata não se livrará desta abominação até o fechamento das urnas do domingo - pelo menos. Em desespero de causa, nos últimos dias ela tentou mudar a ladainha de que de nada sabia das lambanças na Petrobrás, mas, para variar, enredou-se nas palavras. Incerta, primeiro disse numa entrevista que "se houve desvio de dinheiro público…", para emendar, "se houve, não; houve, viu?". Achando, talvez, que teria ido longe demais, preferiu depois falar em "indícios" de desvio, ressalvando que falta saber "quanto foi e quem foi". É o pânico diante de um tema que pode custar-lhe a reeleição. A prova dos nove poderá ser antevista no debate da Globo, na sexta-feira.


Entrevista
Leia na Fonte: Blog do Noblat
[21/10/14]  Dilma Rousseff se beneficia com o uso da máquina pública - por
Gabriel Garcia

Para cientista político Marcus André Melo (foto), mobilização de recursos públicos interrompeu trajetória ascendente de Aécio.

O Brasil conhecerá no próximo domingo (26) quem será o novo presidente da República. Nesta reta final da campanha, a massificação do uso da máquina pública federal favoreceu a candidata à reeleição, a presidente Dilma Rousseff (PT).
Para o cientista político da Universidade Federal de Pernambuco, Marcus André Melo, a mobilização de tais recursos interrompeu uma trajetória ascendente do candidato Aécio Neves (PSDB), que ultrapassou a petista logo na primeira pesquisa realizada no segundo turno.
Ontem, confirmou-se o peso do uso da máquina. Dilma passou, numericamente, Aécio na pesquisa do Datafolha, o que não tinha conseguido. Continuam tecnicamente empatados, mas com vantagem para a petista: 52% dos votos válidos contra 48%.
De acordo com o especialista, haverá intensificação no discurso dos aliados do governo para desconstruir a imagem de Aécio. Marcus acredita, no entanto, que os ataques ao adversário de Dilma não surtem o mesmo efeito que teve na campanha de Marina Silva (PSB).
Ainda segundo ele, é inexplicável como Dilma, vendida em 2010 como gerente eficiente, não tenha percebido a corrupção que perfura a credibilidade e as contas da Petrobras.
(...)
Ler entrevista


TVEJA nas eleições - com Joice Hasselmann

"Durante as eleições, a jornalista Joice Hasselmann vai apresentar e analisar as principais notícias da corrida eleitoral em parceria com os repórteres e colunistas da revista e do site, além de entrevistar políticos e especialistas. Informação, opinião e uma pitada de bom humor na nova TV da internet." [Veja]
Ler mais sobre Joice Hasselmann em A Dama das Sapatadas. Consulte também o Blog da Joice Hasselmann.

Relação parcial de vídeos recentes:
21/10/14
Pesquisas: o triunfo da margem de erro

A presidente-candidata, Dilma Rousseff, apareceu pela primeira vez à frente de Aécio Neves, no segundo turno, na pesquisa Datafolha de ontem. Ela tem 52%. Ele 48%. Mas se aplicarmos a margem de erro tudo pode estar igual. Será?

21/10/14
"Quem acredita em pesquisas?", questiona Lauro Jardim

O Giro de reportagem de VEJA acompanha a corrida de Aécio Neves e Dilma Rousseff nos últimos dias de campanha. Lauro Jardim, no "Seu Voto no Radar", fala dos erros e oscilações da pesquisas eleitorais.

20/10/14
Para acabar com o show de mentiras, tem que acabar com o horário eleitoral

O colunista de VEJA Reinaldo Azevedo critica a decisão do TSE de impor censura prévia às inserções das campanhas porque a mentira continua sendo contada de um outro jeito. Segundo Reinaldo, para acabar com a mentirada, tem que por fim ao horário eleitoral. Ele comenta também os números da pesquisa Datafolha.

20/10/14
"O maior risco da política é o delírio", diz Fausto

No "Direto ao Ponto", o cientista político e superintendente executivo do iFHC, Sergio Fausto, comenta a nova divisão do país, entre PT e PSDB, e o perfil desses eleitores.

18/10/14
Os tentáculos do "partido-polvo", o grande aliado do PT
São muitos políticos envolvidos e apadrinhados em esquemas de corrupção. Eles integram a tal instituição do "partido-polvo", que é aliado íntimo do PT quando o assunto é desviar dinheiro.

17/10/14
"O PT é o símbolo da corrupção", diz Villa

Segundo o historiador e colunista de VEJA, Marco Antonio Villa, é necessário refundar o estado brasileiro da tamanha corrupção implantada pelo PT de Lula e Dilma.


Veja mais vídeos em TVEJA nas eleições.  Ver coleção de títulos no WirelessBRASIL


Textos de Ricardo Noblat em seu BLOG

O jornalista Ricardo José Delgado Noblat (Recife, 7 de agosto de 1949) é formado pela Universidade Católica de Pernambuco. Noblat foi editor-chefe do Correio Braziliense e da sucursal do Jornal do Brasil em Brasília. Atualmente, Noblat mantém um blog, o Blog do Noblat, no portal do jornal O Globo. Ler mais Perfil na Wikipédia.

Relação parcial dos últimos "textos do Noblat":
21/10/14
Aparentemente sóbrio, Lula fala mal da imprensa e cita jornalistas
"Lula foi além, ontem à noite, do limite da irresponsabilidade.
Em comício ao lado de Dilma em Itaquera, distrito da Zona Leste da capital paulista, ele falou mal da imprensa – até aí nada demais. É direito dele. E nada tem de original.
Mas a certa altura do seu discurso, ele citou os nomes dos jornalistas Miriam Leitão, do jornal O Globo, e de William Bonner, apresentador do Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão.
- Daqui para frente é a Miriam Leitão falando mal da Dilma na televisão, e a gente falando bem dela (Dilma) na periferia. É o (William) Bonner falando mal dela no “Jornal Nacional”, e a gente falando bem dela em casa. Agora somos nós contra eles - ameaçou Lula.
As cerca de cinco mil pessoas reunidas para escutá-lo foram ao delírio. Mais tarde, no teatro da Universidade Pontifícia de São Paulo, no bairro de Perdizes, Lula voltou a criticar a imprensa. E a citar Míriam Leitão e a Rede Globo.
Não dá para afirmar que ele tenha bebido antes de discursar. Aparentava estar sóbrio. Dilma e líderes do PT que testemunharam os discursos de Lula sorriram com o que ele disse. Certamente não pensaram numa coisa – e se pensaram não deram importância.
A saber: Lula expôs dois jornalistas à ira dos seus seguidores fanáticos."
(...) Ler mais

20/10/14
Uma tremenda molecagem de Lula!

17/10/14
No debate do SBT, Aécio fez picadinho de Dilma


==> Veja mais textos de Noblat e "posts" diversos no Blog do Noblat.


Textos de Dora Kramer

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando textos da jornalista Dora Kramer neste website, transcritos das Colunas do Estadão.
A partir de 14 de outubro de 2014 o Estadão passou a exigir a adesão à um dos seus planos de assinatura para acesso ao conteúdo online. Estou avaliando se haverá continuidade neste acompanhamento.
HR

Dora Maria Tavares de Lima Kramer (foto), começou a carreira aos 18 anos, quando ainda cursava Jornalismo, escrevendo para o extinto Diário Popular (SP). Após passagem pela Agência Folha (SP), foi repórter de O Estado de São Paulo (SP) na década de 80.
Nos anos 90, foi trabalhar na sucursal brasiliense do jornal, focando ainda mais a carreira em cobertura política. Nesse período, publicou, junto com Pedro Collor de Mello, o livro Passando a limpo – a trajetória de um farsante (Record, 1992), que se tornou um best-seller. Ler mais

Últimas Colunas de Dora Kramer:
21/10/14
Leite derramado


"Evidentemente não se pode atribuir à Justiça os defeitos nem se resolvem por meio de interferência legal os problemas decorrentes do uso de mistificação e da mentira nas campanhas eleitorais. Mas há parâmetros a serem observados a fim de se resguardar os limites da legalidade e, com eles, um grau razoável de civilidade entre os concorrentes.

Essa percepção parece ter levado o Tribunal Superior Eleitoral a adotar, desde a semana passada, uma atitude mais rigorosa nesta eleição. Suspendeu peças publicitárias dos candidatos Dilma Rousseff e Aécio Neves por serem consideradas de conteúdo meramente ofensivo e que fugiam do objetivo do horário eleitoral da apresentação das propostas e do perfil dos oponentes.

Decisão algo questionável, por inédita, uma vez que há exemplos de casos de propagandas agressivas em outras campanhas que não foram suspensas, e também por ensaiar um flerte com o controle de conteúdo - em português claro, censura.

Na realidade, o que o TSE fez foi tentar passar a tranca depois de a porta ter sido arrombada. Por falta de aviso não foi. Desde o início do ano passado o ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello, por três vezes presidente do TSE nos últimos 20 anos, vem alertando para os riscos de uma tendência mais "flexível" em relação à legislação existente entre os integrantes do tribunal."
(...)  Ler mais

19/10/14
A volta do cipó

17/10/14
Cenário enigmático

==> Ler mais textos de Dora Kramer nas Colunas do Estadão. Ver coleção parcial neste website do WirelessBRASIL.


 Blog do Reinaldo Azevedo

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando os links para acesso direto aos "posts" do Blog do Reinaldo Azevedo neste website, onde está listada uma seleção inicial referente à 2014. HR
Abaixo está uma seleção dos últimos "posts"
do Blog do Reinaldo Azevedo:

21/10/14
O cutista e petista que preside a ANA adere ao terrorismo eleitoral da água. Quem está no lodo é a República


Alto endividamento faz Moody’s rebaixar nota da Petrobras

Aécio sobre pesquisas: “O Brasil saberá responder nas urnas”

Helôôô!!! Estatais brasileiras chegaram à era do socialismo “socialite”, gente!


BB dribla regra ao emprestar para amiga de chefe do banco

Vaccari, Dilma, a galinha e as raposas

Tesoureiro do PT, considerado peça-chave do petrolão, é um dos homens fortes da campanha de Dilma

Mercados despencam à esteira das bobagens de Dilma. Ou: Lula tem razão! A culpa é mesmo das elites!


PT celebra a política do ódio; em discurso, Dilma admite que degola pessoas, mas, à moda do Estado Islâmico, diz que a culpa é do adversário. Os fascistoides estão assanhados e esqueceram que, se ganharem, terão de governar — e essa será a parte mais difícil;

Com a arrogância e truculência características, PT já canta vitória. É cedo pra isso! Os tucanos têm um exemplo a seguir: Aécio! Ou ele não estaria no segundo turno;

TSE pune as duas campanhas com perda de tempo no horário eleitoral;

20/10/14
No Datafolha feito hoje, Dilma tem 52% dos válidos, e Aécio, 48%;

Petistas usam foto fraudada de Neymar em campanha. É o vale-tudo!;

Lewandowski defende tese petista de financiamento de campanha em meio o imbróglio da Petrobras. É o fim da picada!


Veja aqui os comentários de Reinaldo Azevedo feitos durante o debate na Record, dia 19, domingo. HR

==> Leia mais "posts" no Blog do Reinaldo Azevedo ou nesta seleção de títulos do WirelessBRASIL

==> Textos de Reinaldo Azevedo na Folha de S. Paulo:

17/10/14
Declaração de voto
10/10/14
Reacionários em pânico
03/10/14
A urna de domingo e os ladrões

==> Ver todas as Colunas de Reinaldo Azevedo na Folha de S. Paulo


Website do Percival Puggina

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando, neste website, os links para acesso direto à uma seleção de artigos do Portal Puggina.org

Percival Puggina (foto), 68 anos, é arquiteto, empresário, escritor e titular do site www.puggina.org. Escreve, semanalmente, artigos para vários jornais do Rio Grande do Sul, entre eles Zero Hora, além de escrever o seu próprio blog e em outros websites. Sua coluna é reproduzida por mais de uma centena de jornais.
É considerado um dos mais combativos adversários do PT no Rio Grande do Sul.
É autor de "Crônicas contra o totalitarismo"; "Cuba, a tragédia da utopia" e "Pombas e Gaviões". É membro do grupo Pensar+. 
Clique aqui  para ver a relação de seus artigos. HR

Abaixo está uma seleção de matérias recentes:
21/10/14
OS DE “PENSIERO DEBOLE” E OS DE MIOLO MOLE

(...)
"Tem mais. Quando Paulo Roberto Costa, na denúncia premiada, relatou que o falecido senador tucano Sérgio Guerra recebera propina de R$ 10 milhões para encerrar uma CPI da Petrobras em 2009, o PT alvoroçou-se. Estava ali, segundo o pensamento fraco petista, tudo que precisava para compensar, um pouco, o dano causado pela mina de escândalos em que, sob seu comando, se converteu a maior empresa estatal brasileira. No entanto, qualquer pessoa que não tenha miolo mole percebe que ao reconhecer como verídico esse específico crime atribuído ao falecido senador, o PT está admitindo publicamente que ele mesmo, de corpo inteiro, agiu na outra ponta desse mesmo crime, pagando propina ao tucano. Que um partido faça isso e o confesse sem pejo, é pensamento fraco, é relativismo moral. Que a suprema mandatária da nação reconheça tudo publicamente, durante um debate, não tem adjetivo que sirva. Que milhões de eleitores achem tudo muito natural e vibrem com a genial “sacada” do talento petista, é coisa de quem tem miolo mole, incapaz de juntar “b” com “a” para fazer “ba”."

19/10/14
NÃO HÁ MAL QUE SEMPRE DURE  
A partir de 1930, superados os tempos em que as divergências políticas se resolviam com a mão no sabre ou o dedo no gatilho, a política rio-grandense foi crescendo em civilidade. Eram fortes os confrontos entre PSD e PTB, entre Arena e MDB, entre PDS e PMDB, mas a convivência se mantinha em limites razoáveis.

Graças a isso, minha geração nunca presenciou um antipetebismo, um antipedessismo, um antiarenismo ou um antipeemedebismo. Daí uma certa surpresa com o surgimento do antipetismo, força política com inusitada disposição para agir, tanto no campo da produção intelectual quanto na militância de rua. Sobrepondo-se aos partidos, o antipetismo desempenhou papel decisivo na sucessão estadual gaúcha de 2002, definindo as surpreendentes oscilações que se observaram ao longo do processo eleitoral.

Todos os analistas que se debruçaram sobre aquele pleito, dentro e fora do PT, foram unânimes em sublinhar esse fenômeno. Tarso Genro, então derrotado, também atribuiu ao antipetismo o resultado da eleição. O cientista político Giusti Tavares qualificou tal dito como tautológico, equivalendo a dizer que o PT perdeu porque seu adversário ganhou.

Nestes dias, estamos assistindo o antipetismo surgir como força política dominante em diversas unidades da Federação. Foi ela que primeiro viu em Marina Silva uma possibilidade de interromper a hegemonia petista no pleito de outubro. Foi ela que, tão logo o petismo fez os estragos de costume na imagem da acreana, mudou-se para o Aécio Neves, produzindo a reviravolta contada pelas urnas do dia 5 deste mês. É ela que agora, no Rio Grande do Sul, se mobiliza para impedir a reeleição de Tarso Genro. É ela que, nacionalmente, motiva a ação da oposição mais visível ao governo Dilma exercida por intelectuais e jornalistas com acesso a alguns meios de comunicação. E é ela que proporciona uma intensa mobilização oposicionista de massa, cotidiana e diuturna nas redes sociais. O antipetismo encontrou nessa nova mídia, tão caseira quanto universal, uma ferramenta de difusão de informações, de ditos e contraditos, assumindo à conta própria, aquilo que a oposição político-partidária não consegue fazer. (...)

16/10/14
NÃO PODEMOS ESMORECER! 

10/10/14
A CASA CAIU


==> Ler mais relação de títulos aqui e textos completos no Blog do Percival Puggina


Jornal "O Estado de S. Paulo"

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando links para acesso direto à algumas matérias do jornal "Estadão" neste website, onde está listada uma seleção inicial referente à 2014.

A partir de 14 de outubro de 2014 o Estadão passou a exigir a adesão à um dos seus planos de assinatura para acesso ao conteúdo online. Estou avaliando se haverá continuidade neste acompanhamento. HR

Seleção de matérias das seções "Opinião"  e "Colunistas" (clique nos títulos para ler na fonte):
20/10/14

Fora da margem de erro - por Denis Lerrer Rosenfield
(Leia este texto também em O Globo)

Deve-se ter a maior prudência na reação à divulgação das pesquisas de opinião

O segundo turno da eleição presidencial é imprevisível. Por isto mesmo, recomenda-se cautela, devendo-se, assim, evitar qualquer tipo de entusiasmo, para um lado ou para outro. Os gregos chamavam tal atitude de phronesis, que normalmente se traduz por “prudência” ou “cautela”. Ela significa orientar-se com cuidado na imprevisibilidade, na particularidade, das coisas do mundo.

Neste contexto, deve-se ter a maior prudência na reação à divulgação das pesquisas de opinião, pois os institutos erraram e feio. Há problemas evidentes de metodologia ou de execução que ficaram flagrantes. Os números se dissociaram da realidade. O argumento, por exemplo, do diretor de um dos institutos mais importantes, de que os institutos medem apenas tendências é para incautos ou desavisados. Se assim fosse, não deveriam alardear que a sua margem de acerto se faz, por exemplo, em um universo de duas mil entrevistas, com dois pontos para mais ou para menos. Tal margem de erro, nem ela correspondeu à realidade.

A observação se faz necessária, pois os parâmetros de orientação a partir de pesquisas perderam completamente a credibilidade. Seus números devem ser vistos com cuidado. Deixaram de constatar mudanças importantes que estavam ocorrendo. Seria necessário, isto sim, um reconhecimento dos erros, uma pesquisa séria sobre por que ocorreram, e não tentativas reiteradas de mascarar a realidade.

Poderíamos considerar os erros em pesquisas eleitorais e de opinião como sendo de duas ordens, a saber: erros amostrais e erros não amostrais.

ERROS AMOSTRAIS

São os erros originados do desenho da amostra da pesquisa. A amostra, vale lembrar, precisa ser representativa da população que está sendo pesquisada. No Brasil, por exemplo, para a construção da amostra das pesquisas eleitorais utilizam-se cotas. As entrevistas seguem critérios de seleção de entrevistados como sexo, faixa etária, escolaridade, região e renda familiar mensal.

Um tipo de erro amostral seria, por exemplo, atribuir um maior peso aos entrevistados da Região Sudeste do país. Se uma amostra correta, que seja representativa da população, sinaliza que se precisa aplicar 500 entrevistas nessa região, então se determinado instituto aplicar 550 entrevistas isso significa que a amostra torna-se desproporcional à população pesquisada, redundando em um erro.

Para evitar erros amostrais é preciso que um estatístico produza a amostra baseando-se em dados estatísticos oficiais, dentre os quais os resultados do Censo de 2010 e da PNAD mais recente.

ERROS NÃO AMOSTRAIS

São erros que poderíamos denominar de execução. Vejamos alguns deles:

Questões enunciadas de forma errada, seja por apresentarem dúvidas sobre sua interpretação, seja por serem tendenciosas em relação às respostas possíveis.

A ordem da pergunta dos questionários também poderá contaminar a respostas dos entrevistados.

Pesquisadores mal treinados, sem experiência e ávidos por um “trabalho extra” em períodos eleitorais. Institutos precisam contratar pesquisadores e não “perguntadores”.

A inflação do mercado de pesquisas em períodos eleitorais, com escassez de mão de obra qualificada, faz com que os institutos contratem pessoas que não possuem o mínimo domínio sobre os procedimentos metodológicos necessários para a aplicação de um questionário de pesquisa eleitoral.

No período eleitoral os institutos, além de trabalhar com falta de pesquisadores qualificados, se deparam com a escassez de tempo. Quase três mil entrevistas — às vezes, muito mais — precisam ser realizadas em dois dias — ou, ainda, em até um dia e meio. Trata-se, além de uma enorme operação logística, de uma grande chance para que as fraudes ocorram. Acossados pelo tempo, os próprios pesquisadores, sem encontrar o perfil desejado, podem muito bem “inventar” questionários.

A hipótese de que questionários sejam inventados é extremamente razoável, uma vez que não haveria tempo necessário para realizar a conferência de, conforme sustenta a literatura especializada, um mínimo de 20% dos questionários aplicados.

Essa conferência pode ser realizada in loco, por fiscais, ou por telefone, sendo esta última modalidade a mais comum. De posse dos questionários, os conferencistas ligam para confirmar se a pessoa foi mesmo entrevistada e se suas informações sobre perfil socioeconômico são coerentes com o que está declarado no questionário.

A conferência é um processo demorado porque, em muitos casos, é preciso tentar contato por várias vezes com o entrevistado selecionado para conferência. Não é, poderíamos dizer, o trabalho de uma tarde ou um dia. É algo que leva tempo, conferindo às pesquisas uma maior confiabilidade e uma maior certeza de que fraudes não ocorreram durante o processo de aplicação dos questionários.

Em períodos “normais”, esses erros de execução tendem a ser menores, pois há mais tempo para realizar as pesquisas, empreender as conferências e, ainda, treinar novos pesquisadores.

Mas durante o período eleitoral é diferente. Há falta de tempo, escassez de mão de obra qualificada e urgência em divulgar os resultados. Essas variáveis fazem com que a qualidade das pesquisas eleitorais tenda a diminuir.

Por fim, uma nota: os eleitores também podem ser os “culpados” pelos erros, uma vez que sempre se mostra possível a mudança de opinião a partir de “ondas” que ocorrem, por exemplo, de um dia para outro. Contudo, as ondas quase se transformaram em verdadeiros tsunamis, dados os erros das pesquisas. Mas isso parece ser menos válido para os levantamentos de tipo boca de urna, em que o eleitor já votou.

Nada disto, contudo, deve servir de ensejo para que se estabeleça qualquer restrição no que diz respeito à divulgação de pesquisas. A censura deve — ou deveria — ser coisa do passado. Trata-se de um problema que o próprio mercado resolve, pois a perda de credibilidade dos institutos incide diretamente sobre eles. A sua perda de imagem é algo grave.

Um fardo regional - Editorial
Mais uma das consequências negativas da política econômica do governo Dilma Rousseff, o mau desempenho do comércio exterior brasileiro está arrastando para baixo as estatísticas de exportação e de importação dos países da América do Sul...

Estímulo à sonegação - Editorial
A aprovação pela Câmara Municipal, em primeira votação - que tudo indica será confirmada na segunda -, do projeto de lei do Executivo que institui o Programa de Parcelamento de Dívidas para contribuintes da capital demonstra...

Decisão que exige cautela - Editorial
Paira sobre as finanças públicas, em todos os níveis, a ameaça de uma sangria de recursos para o pagamento aos servidores de indenizações que, segundo funcionários civis do Estado de São Paulo, estariam previstas...

A hora e a vez do ensino fundamental - por José Goldemberg
As universidades públicas do Estado de São Paulo - USP, Unicamp...

==> Links para os registros anteriores (2014)
aqui ou diretamente no Estadão


Reportagem
Leia na Fonte: Veja
[19/10/14]  No auge da baixaria, Dilma e Aécio fazem terceiro debate. Embate se dá no momento em que PT protagoniza ataques mais irresponsáveis já registrados em uma campanha. Tucano recebeu munição contra Dilma

Leia na Fonte: Blog do Camarotti
[19/10/14] Aécio recebe relatório detalhado sobre delações de ex-diretor da Petrobras e doleiro


Alerta Total - Website de Jorge Serrão

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando os links para acesso direto aos textos de Jorge Serrão neste website, onde está listada uma seleção inicial.

Jorge Serrão (foto), 43 anos, é Jornalista, Radialista e Professor de Comunicação e Marketing. HR

Seleção de textos de Jorge Serrão no Alerta Total:
21/10/14
Cálculo petralha projeta vitória de Dilma com três milhões de votos de diferença sobre Aécio


20/10/14
Policiais Federais injuriados com Dilma ameaçam vazar trocas de SMS entre Paulo Costa e Palácio do Planalto


19/10/14
Tudo que Dilma não pode responder a Aécio

==> Ver mais textos de Jorge Serrão e de outros autores no Alerta Total


• Textos de Mary Zaidan

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando os links para acesso direto aos textos de Mary Zaidan neste website, onde está listada uma seleção inicial, "em construção".
 
Mary Zaidan é jornalista. Entre 1978 e 1985, foi repórter na emissora de rádio do Governo do Estado de Minas Gerais, a Inconfidência. Migrou para o jornalismo impresso, como subeditora de política no Jornal de Domingo (Belo Horizonte/MG). Também foi repórter de política dos jornais O Globo e O Estado de S.Paulo, em ambos na sucursal de Brasília/DF. Em São Paulo/SP, trabalhou como subeditora de política na Agência Estado, entre 1991 e 1993.
Após um período como assessora de imprensa do Governo do Estado de São Paulo, Mary Zaidan foi diretora da agência Casa do Texto. Desde 2004 assessora a agência Lu Fernandes e desde 2009 escreve artigos dominicais para o Blog do Noblat, blog político do jornalista Ricardo Noblat. Ver mais Perfil. HR

Seleção de textos de Mary Zaidan:

19/10/14
Debate demais, compostura de menos
(...) "Mais grave ainda é o conteúdo. Nunca antes neste país se viu tanta agressividade em debates. Nem tanta mentira e baixeza.
Vítima de Fernando Collor de Mello na campanha de 1989, o PT de Lula aprendeu a agir com semelhante vilania: mente e acusa o adversário de mentir; bate forte e alardeia que só revida; faz o diabo e se diz santo.
A tática foi usada com sucesso nas três últimas disputas presidenciais para acuar o PSDB. Na segunda-feira, no debate da Band, Dilma seguiu à risca o esquema que lhe foi ensinado e colheu vitória. Dois dias depois, no SBT, a presidente-candidata e seu staff surpreenderam-se com a reação e o contra-ataque de Aécio.
Saíram nocauteados. Mas nem de longe pensam em amenizar a sequência de golpes, que já surtiu efeito. Se não diminuiu as intenções de voto, serviu para aumentar em quatro pontos percentuais a rejeição ao tucano."
(...)

12/10/14
Dilma e o PT insistem na mentira
28/09/14
Dilma e o pacto com o diabo
21/09/14
O papel de Dilma


==> Ler mais na web, neste website, ou no Blog do Noblat, nesta Coleção.


O PT enlouquecido
Leia na Fonte: Veja

[18/10/14]  No ponto mais baixo da campanha, Lula comanda show de baixarias em Minas


"Em um comício realizado em Belo Horizonte neste sábado - sem a presença de Dilma Rousseff -, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ultrapassou os limites da inconsequência e comandou um show de baixarias e ofensas desmedidas contra Aécio Neves. Foi o ponto mais baixo da campanha até aqui. E não apenas desta campanha: desde 1989 o Brasil não assistia a um festival de ataques como os que o PT hoje protagoniza em uma campanha. Lula não apenas se utiliza das mesmas armas de que foi alvo na campanha contra Collor, como vai ainda mais longe. No comício, o ex-presidente citou o nome de Aécio muito mais que o de Dilma, que se tornou personagem secundário dos discursos. A ordem era atacar, sem tréguas.

Em um discurso precedido por insultos pessoais ao tucano, Lula disse que Aécio usa violência contra as mulheres, por "experiência de vida", e a tática de "partir para cima agredindo". Ao comentar a estratégia do tucano contra Dilma Rousseff, o ex-presidente insinuou que Aécio costuma bater em mulheres. "A tática dele é a seguinte: vou partir para a agressão. Meu negócio com mulher é partir para cima agredindo", afirmou Lula. O ex-presidente também classificou Aécio de "filhinho de papai" e "vingativo". E o comparou a Fernando Collor. O mesmo Fernando Collor que hoje divide palanques com Dilma, como há uma semana, em Alagoas. Lula ainda voltou a mencionar o episódio em que o adversário deixou de soprar o bafômetro em uma bliz no Rio de Janeiro.

O ato deste sábado deixou claro que a tática do PT na reta final da campanha, após o revés de Dilma Rousseff no debate do SBT, na quinta-feira, será a de expor a presidente Dilma como uma vítima das "grosserias" de Aécio. Foi o que fez Lula neste sábado. "O comportamento dele não é o comportamento de um candidato (...) . É o comportamento de um filhinho de papai que sempre acha que os outros têm de fazer tudo para ele, que olha com nariz empinado. Eu não sei se ele teria coragem de ser tão grosseiro se o adversário dele fosse um homem", disse o presidente.

O ex-presidente comparou Aécio a Fernando Collor porque, segundo ele, a eleição do ex-presidente (aliado do PT) foi fruto da pressão da mídia e de um falso discurso do "novo". "Em 1989, com medo de mim, com medo do Ulysses, do Brizola, com medo do Mário Covas, muitas vezes instigado pela imprensa, este país escolheu o Collor como presidente da República dizendo que era o novo. E vocês sabem o que aconteceu neste país.""

Confira também:
Leia na Fonte Veja
[18/10/14]  PSDB reage a baixarias de Lula e cita 'desespero' petista


Partido critica papel exercido pelo ex-presidente, que assumiu a tarefa de fazer ataques pessoais a Aécio. Surge 'Fernando Lula de Melo', diz vice tucano


• Textos de Ruy Fabiano

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando os links para acesso direto aos textos de Ruy Fabiano neste website, onde está listada uma seleção inicial, "em construção".

Ruy Fabiano é jornalista, com curso de extensão em Ciência Política. Passou por algumas das principais redações do País: TV Tupi, O Globo, Última Hora, Editora Abril, Revista Visão, Gazeta Mercantil, Correio Braziliense e Agência Estado. Há 22 anos cobre a área política em Brasília. Foi, durante oito anos, colunista político diário do Correio Braziliense e da Agência Estado. Atualmente exerce a função de consultor político. [Fonte]

Seleção de textos de Ruy Fabiano:

18/10/14
"O jovem, vítima de um ensino cada vez mais precário e ideológico, sensível à atmosfera de protesto, embarca facilmente em slogans do tipo “o Brasil quebrou três vezes no governo FHC” ou “o PSDB governou para os ricos”. Nenhuma dessas afirmações encontra respaldo nos registros da história recente."


Fonte: Blog do Noblat
18/10/14
A ignorância ativa

(O texto está transcrito abaixo, na íntegra, mas prefira sempre ler na Fonte)


“Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade.”

A predominância do eleitor jovem, que hoje se inicia aos 16 anos – e se dispõe a uma militância veemente -, favorece a criação de um ambiente eleitoral de mistificação e descompromisso com os fatos históricos, na base do “se assim não foi, pior para os fatos”.

O jovem, vítima de um ensino cada vez mais precário e ideológico, sensível à atmosfera de protesto, embarca facilmente em slogans do tipo “o Brasil quebrou três vezes no governo FHC” ou “o PSDB governou para os ricos”. Nenhuma dessas afirmações encontra respaldo nos registros da história recente.

Mas quantos jovens se empenham em ir aos jornais da época avaliar o contexto do que lhes é dito hoje e examinar a conjuntura que precedeu os acontecimentos que lhes são expostos como verdades inapeláveis?

Predomina então a máxima de Goebbels, o ministro da propaganda de Hitler: “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”. É pena, mas é verdade.

Um eleitor de 16 anos tinha apenas quatro anos ao tempo em que FHC passou a faixa presidencial a Lula. Um de 25 anos tinha 13. Nenhum testemunhou o país da hiperinflação e muito menos o da transição do governo militar para a democracia.

Não avalia, portanto, o impacto da recusa do PT em apoiar Tancredo Neves, tendo, inclusive, expulsado três parlamentares seus que optaram em elegê-lo no colégio eleitoral. Desconhece também a surpresa que causou a resistência do partido em assinar a Constituição de 1988 e todo o empenho posterior em barrar iniciativas tendentes a firmar a democracia.

O partido mostrou sempre grande eficácia predatória. Teve, portanto, importante participação no impeachment de Fernando Collor (hoje seu aliado), mas se recusou a apoiar o vice Itamar Franco, que recebia o governo em condições delicadas, com a inflação em descontrole. Também expulsou a deputada Luiza Erundina, que aceitou ser ministra de Itamar.

Na sequência, veio o Plano Real, com Fernando Henrique Cardoso no Ministério da Fazenda. Todo o país aderiu – exceto, claro, o PT. E se opôs a todas as medidas que vieram a sanear a economia: a Lei de Responsabilidade Fiscal (entrou contra ela no Supremo Tribunal Federal), o tripé macroeconômico e tudo o mais que propiciaria, a partir de 2003, que Lula recebesse um país bem melhor que o que fora entregue a seu antecessor.

O Plano Real permitiu, com o controle da inflação, que beirava os mil por cento ao ano, que novos empregos fossem criados e que houvesse efetiva distribuição de renda. Mas os desníveis sociais históricos exigiam algo mais.

Foram criados os programas de transferência de renda: o Bolsa Escola (vinculado à escolarização dos filhos das famílias beneficiárias), o Vale Gás, o Bolsa Alimentação, o Vale Transporte.

Para que esses programas fossem implementados, impunha-se um trabalho prévio de cadastramento junto às prefeituras, quase seis mil, trabalho concluído a tempo de alcançar 5 milhões de beneficiários. Lula, que havia criticado aqueles programas, alegando que deixariam o brasileiro preguiçoso (há um vídeo dele no Youtube, com essas palavras), assumiu e os suspendeu. Pôs em cena o Fome Zero, que não funcionou.

Decidiu então, já que não dispunha de nenhuma outra fórmula, rever os programas assistenciais do antecessor, concebidos pela socióloga Ruth Cardoso, que comandava o Rede de Solidariedade. Era um programa tucano e, talvez por isso, não lhe tenha sido fácil voltar atrás. Mas voltou, o que lhe é meritório.

Foi ainda um tucano, o governador de Goiás, Marcone Perillo, quem lhe sugeriu que unificasse aqueles programas num só. Surgiu então o Bolsa Família, em cujo texto há menção aos programas anteriores que o compunham e que ali se unificavam. Mudou-se a tabuleta, mas manteve-se o conteúdo.

O passo seguinte foi sua expansão. Os cadastros já estavam prontos e o modus operandi já era conhecido. Se o sucessor de FHC tivesse sido um tucano – e não é despropositado supô-lo -, essa expansão poderia ter sido ainda mais rápida, já que não teria havido o intervalo experimental do Fome Zero.

Que fez então o PT? Primeiro, apropriou-se da ideia. Pôs em cena a propaganda e passou a acusar o autor da proposta de seu inimigo. Tornou-a arma eleitoral. Como FHC jamais usara aqueles programas como instrumento eleitoral, poucos sabiam de sua autoria e passaram a chancelar o que o PT dizia a esse respeito.

Até mesmo agora, no debate da Band, Dilma negou veementemente o DNA do Bolsa Família. Aécio leu o texto da lei e ela passou então a proclamar a escala em que o PT a aplicou. Só o conhecimento histórico do que se passou dirime dúvidas e retira o tom militante do imbróglio. Mas quantos, que não viveram esses acontecimentos, fazem isso?

Quando então se trata de corrupção, tema em que o PT se especializou – na oposição como denuncista; no governo, como praticante -, a confusão é ainda maior. E obriga o adversário a se postar na defensiva, o que, em política, é sempre ruim. Inverte-se o ônus da prova: passa a ser do acusado.

Dilma diz que o PSDB jogava a sujeira debaixo do tapete. Há doze anos, o PT é o guardião do tapete. Por que não o levanta e limpa a sujeira? São questões elementares que, no entanto, não ocorrem a um jovem militante.

Tem-se, ao contrário, uma atmosfera hipnótica, que permite que o partido que tem neste momento sua cúpula na cadeia, que estuprou a Petrobras e jamais explicou o assassinato do prefeito de Santo André – e cujo elenco de escândalos não cabe num artigo –, acuse o oponente de corrupto. O próprio Lula, notório cultor do alambique, dá-se ao luxo de chamar seu adversário de bebum.

Não admira, pois, a propagação nas redes sociais de um coro de descontentes, a repetir com a autoridade de cientistas políticos frases e acusações concebidas por marqueteiros bem-remunerados, gigolôs da bílis alheia. Pior que a desinformação dos que não têm escolaridade é a dos que têm – e não estudam.

Goethe estava certo: nada mais perigoso e nefasto que a ignorância ativa. Os debates, lamentavelmente, dirigem-se a essa plateia – e são analisados por ela.


11/10/14
O país “de saco cheio”
04/10/14
Urnas: o vício homenageia a virtude
27/09/14
Marina e sua paixão por Lula

==> Ver mais títulos aqui, na web ou no Blog do Noblat, nesta Coleção


Leia na Fonte: Blog do Felipe Moura Brasil
[12/10/14]  Eduardo Jorge admite o que Dilma sempre escondeu: “Éramos a favor da ditadura do proletariado”


Prefira ler na Fonte para acessar links e ver vídeos

Trecho de uma entrevista do candidato derrotado Eduardo Jorge (PV) (foto)

Uma das maiores mentiras disseminadas há décadas no Brasil pela hoje presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) e por quase todos os esquerdistas que participaram da luta armada contra a ditadura militar é a de que eles lutavam pela democracia no país. Crianças, adolescentes e jovens brasileiros aprendem até hoje nas escolas e universidades esta falsificação grotesca da história como se um bando – literalmente – de terroristas sequestradores, assaltantes e assassinos fosse mesmo um grupo de heróis aos quais devemos a nossa liberdade.

“Eu me orgulho muito de ter lutado contra a ditadura do primeiro ao último dia. Porque lutei pela democracia”, mentiu Dilma à Rolling Stone em setembro de 2010. Pior do que isso: em vídeo que já se verá abaixo, ela chegou mesmo a se declarar orgulhosa de suas ações. “Quanto à questão da militância no Brasil, eu quero dizer pra vocês que eu tenho o maior orgulho dela. Eu não renego nenhum dos atos daquele momento.” De fato, ela jamais se desculpou pela morte de Mário Kozel Filho, por exemplo, nem pelo assalto ao casarão onde morava Ana Benchimol Capriglione, amante do ex-governador paulista Adhemar de Barros. “A gente achava que o golpe ia ser grande, mas não tinha noção do tamanho”, disse Dilma em entrevista publicada em 2006. A VAR-Palmares, organização comunista da qual ela era uma das mais ativas militantes, enriqueceu em US$ 2,4 milhões (cerca de R$ 30 milhões em valores atuais).

No post Marco Antonio Villa no Programa do Jô: “Nenhum grupo de luta armada defendeu a democracia”, eu já havia destacado o trecho da entrevista em que o historiador afirma que não há nem um documento sequer daquela época que confirme tal coisa. Eles lutavam é por uma ditadura “no viés soviético, cubano ou chinês”. O ex-deputado Fernando Gabeira é um dos poucos que admitiram em vídeo que a sua luta e de todos os seus companheiros visava um regime assim. Agora – ou melhor, dois meses atrás, mas eu só vi agora -, o trecho de uma entrevista do candidato derrotado Eduardo Jorge (PV) ao militante “ninja” de extrema esquerda (é isso mesmo) Bruno Torturra vem se somar às parcas confissões gravadas.

Veja aí a sinceridade que Dilma nunca teve. Transcrevo abaixo. (vídeo)

“Hoje, eu continuo sendo solicialista, portanto de esquerda, mas sou uma pessoa que acredita que a democracia é uma questão essencial, coisa que nós, na época da esquerda leninista etc., nós não considerávamos. Nós éramos pela ditadura do proletariado. Nós éramos contra a ditadura militar, mas éramos a favor da ditadura do proletariado. Isso aí é preciso dizer a verdade toda. E às vezes eu ouço meias verdades. Como a ditadura militar nos oprimiu barbaramente, de forma violenta, muitas vezes as pessoas pensam que não existia no campo da esquerda coisa igual e até pior, em vários aspectos.”

Agora compare a declaração de Eduardo Jorge com o cinismo incurável da presidente (vídeo):

Dilma nunca lutou por democracia. Nem naquela época, nem agora, quando impõe o decreto 8.243, transferindo parte do poder do Congresso para conselhos compostos pela militância petista.* É por essas e outras que eu digo: a verdadeira insanidade do nosso tempo foi deixar essa gente chegar ao poder.


Editorial
Leia na Fonte: Noblat / O Globo

[17/10/14]  Economia brasileira na contramão do mundo - Editorial O Globo
(Íntegra)

Os gastos continuaram a crescer mais que a arrecadação e o PIB, fator clássico de alimentação da alta de preços.

Os mercados mundiais passam por turbulências que há algum tempo não se viam. E, como sempre ocorre nesses momentos, engrossou o fluxo de divisas em busca da segurança dos títulos do Tesouro americano, cuja rentabilidade ficou, na quarta-feira, abaixo dos 2% — quanto maior a procura, menor a taxa. Há um ano isso não acontecia.

A centelha de ignição desse movimento de fuga de aplicações de maior risco, em todo o mundo, tem sido o temor de que a Europa, ainda na fase de digestão da grande crise deflagrada em 2009, entre em deflação.

A redução de preços chega a ser tão ou mais perigosa que a elevação deles, pois os lucros das empresas são corroídos, como reflexo da retração das vendas — o consumidor adia as compras, à espera de preços cada vez mais baixos —, e as economias tendem à depressão.

O próprio Fundo Monetário Internacional alertou, no último fim de semana, para a probabilidade de a Europa voltar à recessão, um péssimo sinal a fortalecer o temor de uma deflação.

O prognóstico é reforçado pela informação de que, nos 18 países da zona do euro, a inflação anualizada, no mês passado, foi de ínfimo 0,3%, a taxa mais baixa dos últimos cinco anos. Nessa circunstância, nem a recuperação americana parece ser capaz de compensar o marasmo europeu, até porque seria afetada por ele.

Visto o mundo por este ângulo e colocado o Brasil nele, o álibi apresentado pela candidata-presidente Dilma Rousseff e seu ministro da Fazenda em aviso prévio, Guido Mantega, para os problemas da economia brasileira — o país está quase estagnado devido à conjuntura externa — fica bastante frágil.

Uma prova sólida de que grande parte da responsabilidade das panes observadas internamente é doméstica está no fato de que, no exterior, a ameaça é a deflação, enquanto no país o perigo é a inflação, entre outros.

E ela se origina de erros exclusivos do governo, cometidos na aplicação voluntariosa do tal “novo marco macroeconômico”, modelo sem qualquer preocupação com o equilíbrio fiscal. Os gastos continuaram a crescer mais que a arrecadação e o PIB, fator clássico de alimentação da alta de preços.

Se a economia internacional explicasse tudo o que ocorre no Brasil não faria qualquer sentido o mundo enfrentar riscos de deflação e o país estar com uma inflação de 6,75% — muito acima da meta de 4,5% e além do limite superior dela, de 6,5%.

Pode ser que a queda das cotações de commodities dê alguma contribuição para atenuar a alta de preços internos. A retração nos preços do petróleo deve até ajudar as finanças da Petrobras. Mas, na essência, as causas da velocidade na remarcação de preços, de fundo fiscal, continuam intocadas. Ao largo das turbulências mundiais.


Textos de Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando os links para acesso direto aos textos de Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa neste website do WirelessBRASIL.

Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa
é professora e tradutora, e escreve semanalmente para o Blog do Noblat desde agosto de 2005. Ela também tem uma fanpage e um blog – Maria Helena RR de Sousa

Anotação em seu blog: "Só adianto que sou colaboradora entusiasmada do Blog do Noblat, onde tento aprender, com o mestre e amigo, duas coisas que julgava impossível aprender na tenra idade em que estou: ser mais paciente e menos rebelde". HR

Seleção de textos de Maria Helena RR de Souza:
http://noblat.oglobo.globo.com/artigos/noticia/2014/10/cara-feia-e-fome.html
17/10/14
Cara feia é fome
"Peço desculpas ao eleitor de Dilma Rousseff por ser indelicada, mas, sinceramente, foi o que mais chamou minha atenção no debate no SBT: a cara feia de dona Dilma, assustadora. Fiquei sem saber se a cara feia era da gana que ela tem quando é contrariada ou, coitada, se estava com náuseas.
Pois não é que ela estava era com fome? Foi essa a explicação para o ligeiro mal estar que acometeu a candidata ao fim do debate.
O segundo debate entre os presidenciáveis, neste segundo turno, foi como o primeiro. O que é que nos foi informado sobre os planos dos candidatos para tirar o Brasil do atoleiro em que está? Nada.
Mas ontem, no segundo debate, no SBT, pelo menos Aécio agiu como deveria ter agido no da Band. Respondeu muito bem. Desmascarou brilhantemente a malícia de dona Dilma quando ela, em vez de ser direta, foi enviesada e sugeriu que Aécio foi detido na Lei Seca por mais do que uns copos a mais... Papel feio, dona Dilma, muito feio.
(...)

10/10/14
Vamos mudar o disco?

03/10/14
Por que vou votar em quem vou votar?
08/08/14
Vai encarar o Voto Nulo?  

==> Leia mais textos na web, neste website ou no Blog do Noblat, nesta Coleção.


• Textos de Sandro Vaia

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando os links para acesso direto aos textos de Sandro Vaia neste website, onde está listada uma seleção inicial.

Sandro Vaia é jornalista. Foi repórter, redator e editor do Jornal da Tarde, diretor de Redação da revista Afinal, diretor de Informação da Agência Estado e diretor de Redação de “O Estado de S.Paulo”. É autor do livro “A Ilha Roubada”, (editora Barcarolla) sobre a blogueira cubana Yoani Sanchez e "Armênio Guedes, Sereno Guerreito da Liberdade"(editora Barcarolla). E.mail: svaia@uol.com.br. HR

Seleção de textos de Sandro Vaia
:
17/10/14
A primeira arma da guerra é a mentira

(...) "A campanha eleitoral em andamento no Brasil, mostra que a máquina de moer conceitos da propaganda aplicada à política não tem sequer a pretensão de confrontar fatos reais e defender a superioridade de uma política sobre a outra. Os adversários nao existem para ser confrontados, mas para ser aniquilados. Esta não é uma guerra de posições, como diria Gramsci. Esta é uma guerra de extermínio. E a primeira arma da guerra é sempre a mentira."


10/10/14
A guerra selvagem nas redes sociais
03/10/14
Dilma e o voto que vem pelo Correio
26/09/14
As jabuticabas eleitorais (Ou as soluções exclusivamente brasileiras para qualquer assunto contra qualquer evidência de lógica em sentido contrário)

==> Leia mais na web, neste website ou no Blog do Noblat, nesta Coleção.


• Textos de Murillo de Aragão

Murillo de Aragão é advogado, jornalista, cientista político e presidente da Arko Advice Pesquisas e sócio da LRCA Advogados. É Formado em Direito pela Faculdade de Direito do Distrito Federal (CEUB), é mestre em Ciência Política pela Universidade de Brasília e doutor em Sociologia (estudos latino-americanos) pelo Ceppac – Universidade de Brasília. [Ler mais "Perfil" em Blog do Murillo de Aragão e Website de Murillo de Aragão]

Seleção de textos de Murilo de Aragão:

16/10/14
Novo Congresso e a reforma a política

"Os dois candidatos que disputam o segundo turno – Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) – defendem a necessidade de uma reforma política a partir de 2015. Diferem no conteúdo, mas reconhecem sua necessidade." (...)
"A realidade aponta para duas questões. A primeira é que a reforma política poderá apresentar, sim, alguns avanços, mas pontuais. Avançará aquilo que, aparentemente, atrair algum consenso. É o caso do fim da reeleição, por exemplo.
A segunda questão é que o Judiciário pode continuar sendo um dos principais provocadores de mudança. O Supremo Tribunal Federal (STF) está prestes a decretar a inconstitucionalidade do financiamento de campanhas por parte de empresas privadas. O julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, mas o placar é de 6 x 1 contra o financiamento."


09/10/14
O inesperado e o nem tanto
04/09/14
Pesquisas eleitorais e suas mensagens
17/07/14
Campanha ainda demora um pouco

==>
Leia mais na web ou no Blog do Noblat, nesta coleção.


Reportagem
Leia na Fonte: Veja
[16/10/14]  Corrupção e ataques pessoais marcam debate agressivo entre Dilma e Aécio


Presidente-candidata tentou resgatar episódio no qual Aécio recusou-se a fazer o teste do bafômetro, mas tucano devolveu apontando o baixo nível da campanha petista
Se até agora, a aposta de Dilma Rousseff (PT) foi na tentativa de desconstrução do gestor Aécio Neves (PSDB), no debate promovido por SBT/UOL/Jovem Pan, a presidente-candidata buscou atingir o caráter do tucano. O ápice da estratégia petista ficou claro no terceiro bloco, Dilma sacou uma pergunta sobre a Lei Seca no trânsito, cujo verdadeiro objetivo era lembrar o episódio em que Aécio recusou-se a fazer o teste do bafômetro durante uma blitz no Rio de Janeiro. O tiro saiu pela culatra: Aécio respondeu dizendo que ela "poderia ter sido direta" e ele mesmo mencionou o episódio. Na sequência, acusou Dilma de rebaixar o nível do debate.

"Tenha coragem de fazer a pergunta diretamente. A senhora tenta deturpar um assunto que deve ser lidado com maior clareza. Eu tive um episódio sim, em que me recusei a fazer o teste do bafômetro. Minha carteira estava vencida. Eu me arrependi, diferentemente da senhora que não se arrepende de nada. Vamos falar de coisa séria, de como melhorar a vida das pessoas. Não é possível que a senhora queira fazer a campanha mais suja que já se viu. Quando a senhora ofende a mim, ofende a minha família, a senhora ofende todos os brasileiros que querem mudança", disse. Contrariando as regras do debate, a plateia aplaudiu.

Na mais acirrada campanha desde a redemocratização, o duríssimo debate entre Dilma e Aécio foi pontuado por acusações de corrupção e nepotismo. A temperatura subiu quando as duas campanhas prepararam “perguntas-surpresas”, sobre temas que não haviam sido abordados nos confrontos anteriores na televisão – no caso da petista, o ataque pessoal ao tucano.

Emparedado no debate anterior, da TV Bandeirantes, sobre empregar sua irmã, Andrea Neves, para trabalhar no governo de Minas Gerais quando administrou o Estado, Aécio Neves apontou a nomeação do irmão de Dilma, Igor Rousseff, para um cargo de assessor da prefeitura de Belo Horizonte na gestão do petista Fernando Pimentel.

Os 15,2 milhões de votos de Minas Gerais também voltaram ao centro do debate. Em todos os blocos, a petista tentou apontar números desfavoráveis dos governos de Aécio ou mencionou o Estado lateralmente. O tucano reclamou: “Quem ligar a televisão desavisadamente agora vai achar que a senhora quer ser governadora de Minas Gerais ou prefeita de Belo Horizonte”. A petista reagiu dizendo que Aécio "quer falar em nome de Minas Gerais" e voltou a citar a reportagem do jornal Folha de S. Paulo, segundo a qual ele construiu um aeroporto na cidade mineira de Cláudio em terras de familiares – ele diz que a área é pública. "Querendo ou não tergiversar sobre esse assunto, é errado colocar um aeroporto na fazenda de um tio", disse Dilma, numa das sucessivas falas em que empregou tom professoral.

Aécio insistiu na linha de que a campanha petista propagandeia mentiras e citou a profusão de escândalos que assolam a Petrobras. Duas vezes, o tucano lembrou que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, foi apontado pelo delator do esquema de propina na estatal, Paulo Roberto Costa, como um dos destinatários dos recursos desviados dos cofres da empresa. Além disso, também lembrou que Vaccari tem assento no conselho de administração de Itaipu Binacional.


Blog de Ruth de Aquino

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando, neste website, os links para acesso direto aos "posts" do Blog de Ruth de Aquino.  HR

Ruth de Aquino (foto) é jornalista com mestrado em Mídia na London School of Economics e tese sobre Ética. Trabalhou na BBC, foi correspondente em Londres e Paris, editora internacional, diretora de redação e redatora-chefe. Ler mais  Email: raquino@edglobo.com.br. Twitter: @ruthdeaquino

Seleção de textos do Blog de Ruth de Aquino:
14/10/14
O porteiro, a empregada, o cabeleireiro e a manicure

"Eles não acham que “é dando que se recebe”. O povo trabalhador, que sobrevive de salário com carteira assinada ou na informalidade, parece ser bem mais crítico do Bolsa Família que eu. É curioso. Pobre que trabalha desconfia de pobre que vive de benefício do Estado. Entre os que se esfolam para fazer o dinheiro chegar ao fim do mês e dar instrução aos filhos, há a crença de que só o trabalho, duro e honesto, enobrece. Um dos momentos de lazer sagrados, além da ida ao culto ou à missa, é o churrasco com a família. Só que o secretário de Política Econômica de Dilma sugeriu comer frango e ovo, em vez da carne, que subiu mais de 3%. É preciso dizer ao PT que mexer no churrasco de domingo tira votos." (...) Ler mais

03/04/14
É preciso mudar. Pelo voto
30/09/14
Dilma e Marina ligam para Jandira e Elizângela?

==> Leia mais aqui ou no Blog de Ruth de Aquino ou no Blog do Noblat, nesta Coleção.


Reportagem
Leia na Fonte: Veja
[14/10/14]  Em manifesto, 164 professores de economia de universidades brasileiras e estrangeiras, dizem que crise internacional alardeada por Dilma não existe

(...) "Acadêmicos brasileiros de centros como a Universidade de São Paulo, a Fundação Getulio Vargas, o Insper, a Universidade de Yale, a London School of Economics, a Unicamp, a Universidade de Cambridge, a PUC-SP e a PUC-Rio se reuniram para redigir o texto. Segundo eles, a presidente mente ao se dirigir ao grande público: "Ao usar de sua propaganda eleitoral e exposição na mídia para colocar a culpa pelo fraco desempenho econômico recente na conjuntura internacional, se eximindo da sua responsabilidade por escolhas equivocadas de políticas econômicas, o atual governo recorre a argumentos falaciosos", diz o texto. " (...) Ler mais


Leia no Estadão:
Com família Campos, Aécio aceita parte das bandeiras de Marina


Foto: Estadão (11/10/14)


Reportagem
Leia na Fonte: Época
[10/10/14]  O que Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef revelaram à Justiça


"O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef – os dois delatores mais famosos do Brasil – começaram a entregar um dos mais vastos, ricos e poderosos esquemas de corrupção já descobertos no país. Nos últimos meses, as provas reunidas pelos investigadores da Operação Lava Jato já revelavam fortes indícios da existência de uma organização criminosa, atuando a mando de patronos políticos do Brasil, nas obras mais caras da maior empresa do país. Eram extratos bancários, anotações apreendidas, e-mails, telefonemas interceptados, contas secretas em paraísos fiscais... Agora, encaixa-se a peça que faltava à investigação: a confissão dos dois principais operadores do esquema. Paulo Roberto e Youssef não só detalharam como funcionava o esquema. Denunciaram a existência de um cartel das maiores empreiteiras do Brasil, acusado de comprar diretores da Petrobras e de pagar propina a partidos como PT, PP e PMDB." (...) Ler mais em Época


VACCARI "VAI PRO BREJO"

Lei na Fonte: O Globo

[10/10/14] João Vaccari: de bancário a dono do caixa que foi de Delúbio - por Tatiana Farah 
(Íntegra)

Um dos fundadores da CUT, o tesoureiro do PT já teve que responder à acusação de desviar recursos da Bancoop, a cooperativa habitacional dos bancários, para alimentar um caixa dois no partido

SÃO PAULO - João Vaccari Neto (foto) não costuma ser contestado. O tesoureiro do PT dá a última palavra sobre o destino do dinheiro do partido e tem grande capacidade de arrecadação, o que lhe confere muito poder nos bastidores da legenda. Só nas eleições deste ano, o PT declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter arrecadado R$ 66,4 milhões. (Veja o infográfico do 'organograma da corrupção')

A denúncia do ex-diretor Paulo Roberto Costa não é a primeira que envolve o nome do secretário petista. Em 2010, quando assumiu a secretaria de finanças do PT, Vaccari foi chamado ao Senado para explicar denúncias de que teria usado recursos da Bancoop, cooperativa habitacional dos bancários, para alimentar um caixa dois no PT. Vaccari presidiu a entidade de 2004 a 2010 e, durante sua gestão, a Bancoop também foi acusada, em inúmeros processos movidos por cooperados, de não cumprir os contratos para aquisição de imóveis. A cooperativa encerrou suas atividades.

Na ocasião, João Vaccari negou todas as denúncias, assim como agora, no caso da Petrobras. Vacinado com o escândalo do mensalão, que envolvia diretamente Delúbio Soares, o tesoureiro da legenda na época das eleições do ex-presidente Lula, o PT decidiu, em 2010, na campanha da presidente Dilma Rousseff, manter separadas as finanças do PT e da campanha. O mesmo sistema foi utilizado nas atuais eleições: Vaccari arrecada para o PT e o deputado Edinho Silva, para a campanha de Dilma.

O tesoureiro petista tem origem sindical, assim como Delúbio, e faz parte da mesma tendência de Delúbio, de Lula e dos ex-deputados José Dirceu e José Genoino, a Construindo um Novo Brasil (CNB), a maior dentro do partido. Foi indicado para dirigir as finanças petistas em 2010 pelo ex-presidente da legenda e ex-presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra. É também muito ligado ao ministro das Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, já que os dois construíram suas carreiras como bancários, assim como o ex-ministro Luiz Gushiken, já falecido.

Vaccari foi fundador da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e presidiu o Sindicato dos Bancários nos anos 1990. É lembrado ainda hoje em um imenso painel fotográfico no auditório do sindicato, em que aparece em um carro de som comandando grevistas. Discreto, o ex-bancário evita a imprensa e as conversas de corredor durante as reuniões do diretório nacional petista. Vaccari tem 55 anos e começou a vida sindical aos 20 anos, depois de ingressar no extinto Banespa.


Leia na Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre
[09/10/14] João Vaccari Neto
(transcrição parcial)

(A data acima é da última aualização da página da Wikipédia)

João Vaccari Neto é um bancário e sindicalista brasileiro. Ele é o secretário de Finanças e Planejamento do Partido dos Trabalhadores (PT) e foi presidente da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo), cooperativa conhecida pelo Caso Bancoop, por ser supostamente usada para beneficiar o caixa dois do PT.
Ele é membro do Conselho de Administração da Itaipu Binacional.
Em 2002 foi eleito 2º suplente de senador por São Paulo, na chapa encabeçada por Aloizio Mercadante.
Caso Bancoop
Vaccari é um dos réus no Caso Bancoop por crime de formação de quadrilha, estelionato e tentativa de estelionato, falsidade ideológica e crime de lavagem de dinheiro por desvios de recursos no total aproximado de R$ 70 milhões e prejuízo de aproximadamente R$ 100 milhões a cooperados que não receberam suas unidades habitacionais. (...) Ler mais


Leia na Fonte: Blog do Camarotti
Citação de Vaccari no escândalo da Petrobras gera temor no PT - Por Gerson Camarotti


No comando petista, há uma preocupação especial com a citação do tesoureiro nacional partido, João Vaccari Neto (foto), apontado pelo doleiro Alberto Youssef como operador do dinheiro de propina paga ao PT.

O temor é que assim como Delúbio Soares, no escândalo do mensalão (2005), Vaccari seja transformando num símbolo do esquema de corrupção na Petrobras. Integrantes do PT já avaliam que haverá forte desgaste da imagem do partido com a visibilidade de Vaccari neste episódio.
Além disso, o PT contabiliza outro efeito colateral com a citação de Vaccari: já há dificuldade para a arrecadação de fundos para a campanha de Dilma Rousseff, já que muitos doadores estão apreensivos com o episódio e temem uma criminalização das doações oficiais ao partido.

O tesoureiro Vaccari negou todas as acusações.


Nota de Helio Rosa
10/10/14

Por oportuno, enquanto Marina Silva está "pensando", destaco novamente este pequeno texto que escrevi  após as eleições de 2010.
HR


27/10/10
Desculpe, Marina, morena, mas eu tô de mal, de mal com você - por Helio Rosa

Será que se Aécio Neves tivesse aceitado ser vice, o Serra teria sido eleito no primeiro turno?
Tudo indica que sim, mas jamais saberemos.
Mas sabemos que o projeto pessoal de Aécio deixou seu espírito de brasilidade em segundo plano.
"Brasil, eu te amo e posso fazer muito por você, mas daqui há pouco, OK?"

O espírito de brasilidade da Marina também vai esperar mais um pouco.
Ela não pode tomar partido agora e se definir por um dos candidatos pois também tem um projeto pessoal para as próximas eleições.

Apesar das pesquisas, nós desconfiamos que há, hoje, um empate técnico entre os candidatos à presidência.
Marina poderia influir decisivamente neste segundo turno?
Tudo indica que sim, mas jamais saberemos.

O dicionário Houaiss registra o verbete "Brasilidade" como caráter ou qualidade peculiar, individualizadora, do que ou de quem é brasileiro; sentimento de afinidade ou de amor pelo Brasil.
Acrescento eu: é o mesmo que patriotismo, devoção à pátria Brasil.

É preciso deixar de lado esta mania de ser brasileiro "daqui a pouco", amanhã, "na segunda-feira", nas próximas eleições, ou quando for mais conveniente.

Marina, guerreira amazônica, que todos nós, de algum modo, aprendemos a amar, você perdeu esta oportunidade única de praticar efetivamente seu propalado amor pelo Brasil.
Um pessoa pública como você, com seus quase 20 milhões de votos, não pode ficar neutra entre Serra e Dilma, polos opostos. Não dá, né!
Marina, você quer presidir o Brasil então tem que aprender a se posicionar e decidir. Hoje, não amanhã!

Desculpe, Marina, morena, mas eu tô de mal, de mal com você.

Ah, você não terá meu voto na próxima eleição, quem sabe na seguinte, OK?

Helio Rosa
WirelessBRASIL


Nota de Helio Rosa:
Eu acredito...
Eu acredito em Papai Noel, em duende e Saci Pererê.
Acredito até no PT.
E agora, nestes tempos fenomenais, acredito também em pesquisas eleitorais.
E você?

HR
08/10/14


Blog do Marco Antônio Villa

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando, neste website, os links para acesso direto aos "posts" do Blog do Marco Antônio Villa.  HR

Marco Antonio Villa (foto) é Bacharel e Licenciado em História, Mestre em Sociologia e Doutor em História. Professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos (1994-2013).

Trecho de um comentário de Marco Antônio Villa:
"“O partido aparelhou o Estado”, adverte Villa. “Não só pelos seus 23 000 cargos de nomeação direta. Transformou as empresas e bancos estatais, e seus poderosos fundos de pensão, em instrumentos para o PT e sua ampla clientela. Estabeleceu uma rede de controle e privilégios nunca vista na nossa história. Em um país invertebrado, o partido desmantelou o que havia de organizado através de cooptação estatal. Foram distribuídos milhões de reais a sindicatos, associações, ONGs, intelectuais, jornalistas chapa-branca, criando assim uma rede de proteção aos desmandos do governo: são os tontons macoutes do lulopetismo, os que estão sempre prontos para a ação.”

Seleção de textos do Blog do Marco Antônio Villa e outras fontes:

07/09/14
Leia na Fonte: O Globo
[07/09/14]  Basta de PT - por Marco Antonio Villa
  (Íntegra)

Teremos o mais violento segundo turno de uma eleição presidencial. O que Marina sofreu, Aécio sofrerá em dobro.

Estamos vivendo um momento histórico. A eleição presidencial de 2014 decidirá a sorte do Brasil por 12 anos. Como é sabido, o projeto petista é se perpetuar no poder. Segundo imaginam os marginais do poder — feliz expressão cunhada pelo ministro Celso de Mello quando do julgamento do mensalão —, a vitória de Dilma Rousseff abrirá caminho para que Lula volte em 2018 e, claro, com a perspectiva de permanecer por mais 8 anos no poder.

Em um eventual segundo governo Dilma, o presidente de fato será Lula. Esperto como é, o nosso Pedro Malasartes da política vai preparar o terreno para voltar, como um Dom Sebastião do século XXI, mesmo que parecendo mais um personagem de samba-enredo ao estilo daquele imortalizado por Sérgio Porto.

Diferentemente de 2006 e 2010, o PT está fragilizado. Dilma é a candidata que segue para tentar a reeleição com a menor votação obtida no primeiro turno desde a eleição de 1994.

Seu criador foi derrotado fragorosamente em São Paulo, principal colégio eleitoral do país. Imaginou que elegeria mais um poste. Não só o eleitorado disse não, como não reelegeu o performático e inepto senador Eduardo Suplicy, e a bancada petista na Assembleia Legislativa perdeu oito deputados e seis na Câmara dos Deputados.

A resistência e a recuperação de Aécio Neves foram épicas. Em certo momento da campanha, parecia que o jogo eleitoral estava decidido. Marina Silva tinha disparado e venceria — segundo as malfadadas pesquisas. Ele manteve a calma até quando um dos seus coordenadores de campanha estava querendo saltar para o barco da ex-senadora.

E, neste instante, a ação das lideranças paulistas do PSDB foi decisiva. Geraldo Alckmin poderia ter lavado as mãos e fritado Aécio. Mas não o fez, assim como José Serra, o senador mais votado do país com 11 milhões de votos.

Foi em São Paulo que começou a reação democrática que o levou ao segundo turno com uma vitória consagradora no estado onde nasceu o PT.


Esta campanha eleitoral tem desafiado os analistas. As interpretações tradicionais foram desmoralizadas. A determinação econômica — tal qual como no marxismo — acabou não se sustentando. É recorrente a referência à campanha americana de 1992 de Bill Clinton e a expressão “é a economia, estúpido”.

Com a economia crescendo próximo a zero, como explicar que Dilma liderou a votação no primeiro turno? Se as alianças regionais são indispensáveis, como explicar a votação de Marina?

E o tal efeito bumerangue quando um candidato ataca o outro e acaba caindo nas intenções de voto? Como explicar que Dilma caluniou Marina durante três semanas, destruiu a adversária e obteve um crescimento nas pesquisas?

Se Lula é o réu oculto do mensalão, o que dizer do doleiro petista Alberto Youssef? Imagine o leitor quando o depoimento — já aceito pela Justiça Federal — for divulgado ou vazar? De acordo com o ministro Teori Zavascki, o envolvimento de altas figuras da República faz com que o processo tenha de ir para o STF.

E, basta lembrar, segundo o doleiro, que só ele lavou R$ 1 bilhão de corrupção da Refinaria Abreu e Lima. Basta supor o que foi desviado da Petrobras, de outras empresas e bancos estatais e dos ministérios para entender o significado dos 12 anos de petismo no poder. É o maior saque de recursos públicos da História do Brasil.


Nesta conjuntura, Aécio tem de estar preparado para um enorme bombardeio de calúnias que irá receber. Marina Silva aprendeu na prática o que é o PT. Em uma quinzena foi alvo de um volume nunca visto de mentiras numa campanha presidencial que acabou destruindo a sua candidatura.

Não soube responder porque, apesar de ter saído do PT, o PT ainda não tinha saído dela. Ingenuamente, imaginou que tudo aquilo poderia ser resolvido biblicamente, simplesmente virando a face para outra agressão. Constatou que o PT tem como princípio destruir reputações. E ela foi mais uma vítima desta terrível máquina.

O arsenal petista de dossiês contra Aécio já está pronto. Os aloprados não têm princípios, simplesmente cumprem ordens. Sabem que não sobrevivem longe da máquina de Estado.

Contarão com o apoio entusiástico de artistas, intelectuais e jornalistas. Todos eles fracassados e que imputam sua insignificância a uma conspiração das elites. E são milhares espalhados por todo o Brasil.

Teremos o mais violento segundo turno de uma eleição presidencial. O que Marina sofreu, Aécio sofrerá em dobro. Basta sinalizar que ameaça o projeto criminoso de poder do petismo. O senador tucano vai encontrar pelo caminho várias armadilhas. A maior delas é no campo econômico.

O governo do PT gestou uma grave crise. Dilma foi a terceira pior presidente da história do Brasil republicano em termos de crescimento econômico. Só perdeu para Floriano Peixoto — que teve no seu triênio presidencial duas guerras civis — e Fernando Collor — que recebeu a verdadeira herança maldita: uma inflação anual de quatro dígitos.

O PT deve imputar a Aécio uma agenda econômica impopular que enfrente radicalmente as mazelas criadas pelo petismo. Daí a necessidade imperiosa de o candidato oposicionista deixar claro — muito claro — que quem fala sobre como será o seu governo é ele — somente ele.

Aécio Neves tem todas as condições para vencer a eleição mais difícil da nossa história. Se Tancredo Neves foi o instrumento para que o Brasil se livrasse de 21 anos de arbítrio, o neto poderá ser aquele que livrará o país do projeto criminoso de poder representado pelo PT. E poderemos, finalmente, virar esta triste página da nossa história.


09/09/14
O silêncio de Lula
12/08/14
Os jihadistas tupiniquins
15/07/14
Montoro, pedagogo da política
08/07/14
Os desiludidos da República

03/06/14
O governo acabou
06/05/12
Adeus, PT
08/04/14
Os gigolôs da memória
28/03/14

==> Ler mais aqui ou no Blog do Marco Antônio Villa


<==  Destaques (Veja na coluna da esquerda deste Portal):

Leia na Fonte: O Globo / Panorama Político

[04/10/14]  Hackers tentam invadir TSE - por Ilimar Franco

Leia na Fonte: Estadão
[04/10/14]  Toffoli confirma tentativa de ataque ao sistema do TSE, mas diz que não houve invasão - por Ricardo Britto


<==  Destaque: Veja na coluna da esquerda deste Portal

Leia na Fonte: Dia a Dia, Bit a Bit - Blog de Sílvio Meira

[01/10/14]  Será que dá pra… CLONAR URNAS? - por Sílvio Meira
(...) "a resposta à pergunta do título deste texto é… sim, dá pra clonar urnas. e também dá pra criar muitas barreiras contra as tentativas de clonar urnas, e quase todas elas exigem –especialmente do ponto de vista de credibilidade- um sistema eleitoral nacional, informatizado ou não, muito mais transparente do que o que existe hoje.(...)


A CONSTITUIÇÃO do historiador Capistrano de Abreu

“Art. 1º:
TODO BRASILEIRO DEVE TER VERGONHA NA CARA.
PARÁGRAFO ÚNICO:
REVOGAM-SE AS DISPOSIÇÕES EM CONTRÁRIO”

João Capistrano Honório de Abreu foi um um dos primeiros grandes historiadores do Brasil e produziu ainda nos campos da etnografia e da linguística. Wikipédia
Nascimento: 23 de outubro de 1853, Maranguape, Ceará
Falecimento: 13 de agosto de 1927, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

Comentário de Helio Rosa:
Vergonha na cara: a maioria dos políticos brasileiros não tem. Os eleitores razoavelmente informados precisam ter... e muita!
HR


Blog de Guilherme Fiuza

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando, neste website, os links para textos de Guilherme Fiuza, do seu Blog e outras fontes:  HR
Guilherme Fiuza (foto) é um jornalista e escritor brasileiro. Iniciou a carreira em 1987, no "Jornal do Brasil".
Entre outras redações, trabalhou também em "O Globo", do qual é hoje articulista. É colunista de política da Revista Época. Ler mais na Wikipédia.

Seleção de textos de Guilherme Fiuza, de seu blog e de outras fontes:

27/09/14
Petrolão para todos
(Íntegra)

Dilma sobe nas pesquisas, a bolsa despenca, e lá vêm os gigolôs da bondade denunciar a trama capitalista contra o governo do povo. Mas o que dizer então da bolsa eleitoral?

Quanto mais apodrece o escândalo da Petrobras, mais Dilma se recupera nas pesquisas. Será que o eleitor está querendo virar sócio do petrolão?

Só pode ser. O espetáculo da orgia na maior empresa brasileira chegou ao auge com a delação premiada do ex-diretor Paulo Roberto Costa. Em ação raríssima entre os oprimidos profissionais, o réu decidiu abrir o bico.

Talvez tenha aprendido com a maldição de Valério — que demorou a soltar a língua, e de repente a quadrilha (desculpe, ministro Barroso) já estava em cana. E seu silêncio não valia mais nada. Diferentemente do operador do mensalão, o despachante do petrolão não quer mofar. E saiu entregando os comparsas.

Apontou duas outras diretorias da Petrobras como centrais da tramoia, dando os nomes dos seus titulares — indicados, que surpresa, pela cúpula do PT. Isso em plena corrida presidencial.

Então a candidata petista está ferida de morte, concluiria um marciano recém-chegado à Terra. Não, senhor marciano: após o vazamento da delação, a candidata do PT subiu nas pesquisas.

Ora, não resta outra conclusão possível: o eleitor quer entrar na farra do petrolão. Está vendo quantos aliados de Dilma encheram os bolsos com o duto aberto na Petrobras, e deve estar achando que alguma hora vai sobrar um qualquer para ele. É compreensível.

Se o esquema irrigou tantos companheiros nos últimos 12 anos, imagine quando a prospecção chegar ao pré-sal. Ninguém mais vai precisar trabalhar (a não ser os reacionários que não cultivarem as relações certas).

É o show da brasilidade. O operador do petrolão é colocado no cargo no segundo ano do governo Lula, indicado por um amigo do rei já lambuzado pelo mensalão. No tal cargo — a Diretoria de Abastecimento da Petrobras —, ele centraliza um esquema bilionário de corrupção, que floresce viçoso à sombra de três mandatos petistas.

A exemplo do mensalão, já se sabe que o petrolão contemplava a base aliada do governo popular. E quase 40% dos brasileiros estão dizendo que votarão exatamente na candidata desse governo lambuzado de petróleo roubado.

Mas os progressistas continuam sentenciando, triunfais: o Brasil jamais será o mesmo depois das manifestações de junho de 2013. Nesse Brasil revolucionário, cheio de cidadãos incendiados de bravura cívica, a CPI da Petrobras, coitada, agoniza em praça pública.

Sobrevive a cada semana, a duras penas, com mais um par de manchetes da imprensa burguesa e golpista, que insiste em sabotar o programa do PT (Petrolão para Todos). Tudo em vão.

Com uma opinião pública dessas, talvez os companheiros possam até desistir do seu plano chavista de controle da imprensa: o assalto à Petrobras não faz nem cócegas no cenário eleitoral. Contando, ninguém acredita.

O marciano está tonto. Pergunta, angustiado, que fim levou o escândalo da Wikipédia. Tinham dito a ele que dois jornalistas influentes — da teimosa parcela dos que não se venderam ao governo popular — tiveram seus perfis adulterados com graves difamações, e que isso fora feito de dentro do Palácio do Planalto.

Agora informam-no que o selvagem da Wikipédia, outra surpresa, é filiado ao PT. E funcionário do Ministério das Relações Institucionais de Dilma. O inocente ser de Marte pergunta, já com falta de ar, o que a presidente da República está fazendo para provar que o espião não está seguindo diretrizes da cúpula do governo.

A resposta faz o marciano desmaiar: nada. Dilma Rousseff não precisou fazer absolutamente nada para provar que o criminoso palaciano não seguiu ordens superiores. Apesar da folha corrida do PT na arte de montar dossiês e traficar informações sobre adversários, o Brasil deixou por isso mesmo.

Como também tinha deixado a combinação de perguntas e respostas na CPI da Petrobras, com participação do mesmo Ministério das Relações Institucionais. Nem uma passeata, nem uma ruazinha fechada, nem um cartaz, nem uma queixa no Twitter. Os brasileiros abençoaram a guerra suja do PT para ficar no poder.

O Brasil está louco para virar Argentina. Assistiu chupando dedo à tentativa de golpe no IBGE, com a tentativa de interrupção da pesquisa de emprego. Agora o mesmo IBGE, de forma inédita, apresenta seus indicadores anuais e desmente os dados no dia seguinte.

Como até o marciano sabe, a companheira Kirchner adestrou o IBGE de lá, que passou a fazer música para os ouvidos do governo. O PT segue firme nessa escola, com sua já famosa maquiagem contábil, que acaba de raspar o Fundo Soberano para ajudar a fechar a conta da farra.

O eleitor está certo: vamos reeleger Dilma. Assim chegará o dia em que não apenas a elite vermelha, mas todo brasileiro terá direito à propina própria. Chega de desigualdade.

26/09/14
A “nova política” está grávida da velha

19/09/14
A “presidenta” de volta à cozinha

30/08/14
Pânico na elite vermelha
29/08/14
O PT mostra que tem gabarito

==> Ler mais aqui ou no Blog de Guilherme Fiuza ou no Blog do Noblat, nesta Coleção


POEMINHO DO CONTRA
Autor: Mário Quintana

"Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!"

Ela... Pasadena

Petróleo ou lama?

Entenda a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras: G1 - UOL - Folha



Nota de Helio Rosa
"Raquel na luta armada"

Em novembro de 2010, após a eleição de Dilma Rousseff, comecei a fazer uma série de "posts" sobre o passado da nova presidente e seu envolvimento na luta armada contra o regime militar.
O material está reunido na página "Dilma na luta armada", que contém uma introdução com explicação da motivação do trabalho e uma série de links e resumos, que remetem aos "posts" originais, onde estão as transcrições das matérias.
Como cidadão, estou acompanhando atentamente o noticiário sobre a atual "campanha", particularmente o truculento "vale tudo" protagonizado pela Presidente-candidata, fazendo o diabo, justificando o velho lema esquerdista de que "os fins justificam os meios". Vemos que não é uma simples campanha, mas uma verdadeira guerra. Como não lembrar da "Dilma guerrilheira"?

A leitura da matéria Raquel: PSTU se prepara para a "luta armada" era a motivação que faltava para relembrar a atuação da Dilma "Vanda" Rousseff (foto Wikipédia), guerrilheira e participante de grupos considerados terroristas.

Por oportuno, vou reformatar a página "Dilma na luta armada" e divulgar novamente o conteúdo neste espaço.
Abaixo, está a referencia sobre uma recente entrevista com a professora Raquel Dias (em foto de campanha) candidata do PSTU ao Senado. Futura guerrilheira? 
HR 17/09/14

Entrevista
Leia na Fonte: O Povo Online
[16/09/14]  Raquel: PSTU se prepara para a "luta armada"


"A candidata do PSTU ao Senado, Raquel Dias, defendeu a luta armada como método de transformação social e disse que o partido está se preparando para a revolução com armas. Raquel foi sabatinada ontem na TV O POVO. “Como a gente vive em um Estado opressor e o armamento é uma ação contra o próprio Estado, não posso dizer como estamos nos preparando”, respondeu." (...)
Lembrada sobre os atos violentos que marcaram parte das manifestações a partir de junho de 2013 e perguntada se a luta armada não estaria “fora de moda”, Raquel disse pensar o oposto: “Achamos que estamos na moda. A luta armada está na moda”. A candidata defendeu esse método revolucionário. “Achamos que não. Achamos que para que os trabalhadores tome o poder em suas mãos, o controle sobre sua própria vida, é necessário uma revolução armada”, afirmou. Perguntada se o PSTU está se preparando para essa revolução, Raquel disse que sim, mas não revelou detalhes. “Estamos nos preparando, sim, só não vou dizer como. Como a gente vive num Estado opressor, mas que se apresenta como democrático, e o armamento é uma ação contra o próprio Estado, não posso dizer como estamos nos preparando”, afirmou. Raquel foi perguntada se o PSTU estaria formando milícias, no que ela tangenciou: “Nós defendemos uma revolução e, na história da humanidade, todas as revoluções foram armadas. (...) Nossas milícias são organizadas em cursos de formação, leitura de livros, desenvolvimento da consciência de classe”, disse."
(...) Ler mais


"Esqueceram de mim"


"Esqueceram de nóis"


Operação Porto Seguro
• Rosemary Noronha & Lula da Silva: Uma vergonha!

Nota de Helio Rosa:
Em 23 de março de 2013 iniciei uma série de 11 "posts" no Bloco  Resistência sobre a Operação Porto Seguro. O registro está aqui.
Minha motivação foi esta matéria: "Faz 100 dias que Lula afronta o Brasil decente com o silêncio sobre o caso de polícia em que se meteu ao lado de Rose".
Por falta de agilidade, descontinuei os "posts" mas prossegui anotando as matérias sobre o assunto, que agora estão reunidas neste website sobre a Operação Porto Seguro, com o mesmo título dos "posts": Rosemary Noronha & Lula da Silva: Uma vergonha!

O website é constituído de uma Página Inicial com um Resumo e o Acompanhamento dos principais eventos ao longo do tempo. E um Arquivo de matérias que pode ser acessado através deste link: Índice de artigos e notícias.

Para que o tema não caia no esquecimento, passo a referenciar neste espaço, diariamente, três matérias do Arquivo sobre a Operação Porto Seguro, segundo ordem cronológica de publicação na mídia.  HR

Última matéria registrada na mídia:
Leia na Fonte: R7
[24/06/14]  MPF pede demissão de primo de Rose Noronha do Ministério dos Transportes
Matérias anteriores, do Arquivo do WirelessBRASIL:
Leia na Fonte: Estadão
[27/11/12]  Governo monta estratégia para blindar Planalto de respingos da operação da PF - por Denise Madueño
Leia na Fonte: Noblat - Origem: O Estado de S. Paulo
[27/11/12]  Tolerância continuada - por Dora Kramer
Leia na Fonte: Veja / Blog do Reinaldo Azevedo
[27/11/12]  Lula, o “homem cordial”, não concedeu passaporte diplomático apenas à sua família nuclear, não; Rose também tinha o seu. Assim, sim!- por Reinaldo Azevedo
Leia na Fonte: Noblat / O Globo
[27/11/12]  Para o PT a história sempre se repete - por Marco Antonio Villa
Leia na Fonte: Noblat
[27/11/12]  Situação delicada - por Merval Pereira
Leia na Fonte: Veja
[26/11/12]  Grampo complica situação de Rose
Leia na Fonte: Veja
[26/11/12]  Filha de Rosemary de Noronha deixa cargo na Anac

Ler mais em Rosemary Noronha & Lula da Silva: Uma vergonha!


Nos USA..."Orange is the new black".

No Brasil, na Petrobras....

 


Campanha

"Sou, mas quem não é?"


• Textos de Carlos Alberto Di Franco

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando os links para acesso direto aos textos de Carlos Alberto Di Franco neste website, onde está listada uma seleção inicial.

Carlos Alberto Di Franco é diretor do Departamento de Comunicação do Instituto Internacional de Ciência Sociais – IICS e doutor em Comunicação pela Universidade de Navarra, é diretor da Di Franco – Consultoria em Estratégia de Mídia. E-mail: difranco@iics.org.br.  HR

Seleção de textos de Carlos Alberto Di Franco:
01/09/14
Jornal determina a agenda pública (Íntegra)
Relatora de liberdade de expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), a colombiana Catalina Botero agradeceu a coragem dos jornalistas que revelam tramas de corrupção e graves violações dos direitos humanos. Em discurso no último dia do 10.º Congresso Brasileiro de Jornais, realizado em São Paulo, Catalina frisou a importância do jornalismo profissional e independente para o desenvolvimento e a manutenção dos regimes democráticos e disse ter a certeza de que “a imprensa escrita não poderá ser substituída por mensagens de 140 caracteres”.

As redes sociais e o jornalismo cidadão têm contribuído de forma singular para o processo comunicativo e propiciado novas formas de participação, de construção da esfera pública, de mobilização do cidadão. Mas as notícias que realmente importam, isto é, que são capazes de alterar os rumos de um país, são fruto não de boatos ou meias-verdades disseminadas de forma irresponsável ou ingênua, e sim de um trabalho investigativo feito dentro de rígidos padrões de qualidade, algo que está na essência dos bons jornais impressos.

A confiança da população na qualidade ética dos seus jornais tem sido um inestimável apoio para o desenvolvimento de um verdadeiro jornalismo de buldogues. O combate à corrupção e o enquadramento de históricos caciques da política nacional, alguns sofrendo o ostracismo do poder e outros no ocaso do seu exercício, só são possíveis graças à força do binômio que sustenta a democracia: imprensa livre e opinião pública informada.

“Poucas coisas podem ter o mesmo impacto que o jornal tem sobre os funcionários públicos corruptos, sobre os políticos que se ligam ao crime, que abusam do seu poder, que traem os valores e os princípios democráticos”, sublinhou Catalina. Os jornais, de fato, determinam a agenda pública e fortalecem a democracia. Políticos e governantes com desvios de conduta odeiam os jornais. Mas eles são, de longe, os grandes parceiros da sociedade. A plataforma digital reverbera, amplifica. A pauta, porém, nasce nos jornais. A frivolidade digital não faz contraponto e não edifica a democracia.

Navega-se freneticamente no espaço virtual. Uma enxurrada de estímulos dispersa a inteligência. Fica-se refém da superficialidade e do vazio. Perde-se contexto e sensibilidade crítica. A fragmentação dos conteúdos pode transmitir certa sensação de liberdade. Não dependemos, aparentemente, de ninguém. Somos os editores do nosso diário personalizado. Será? Não creio, sinceramente. Penso que há uma crescente demanda de jornalismo puro, de conteúdos editados com rigor, critério e qualidade técnica e ética. Há uma nostalgia de reportagem. É preciso recuperar, num contexto muito mais transparente e interativo, as competências e o fascínio do jornalismo de sempre.

Jornalismo sem brilho e sem alma é uma doença que pode contaminar redações. O leitor não sente o pulsar da vida. As reportagens não têm cheiro do asfalto. As empresas precisam repensar os seus modelos e investir poderosamente no coração. É preciso dar novo vigor à reportagem e ao conteúdo bem editado, sério, preciso, ético.

É preciso contar boas histórias. Com transparência e sem filtros ideológicos. O bom jornalista ilumina a cena, o repórter manipulador constrói a história. Na verdade, a batalha da isenção enfrenta a sabotagem da manipulação deliberada, da preguiça profissional e da incompetência arrogante. Todos os manuais de redação consagram a necessidade de ouvir os dois lados de um mesmo assunto. Mas alguns procedimentos, próprios de opções ideológicas invencíveis, transformaram um princípio irretocável num jogo de aparência.

A apuração de mentira representa uma das mais graves agressões à ética e à qualidade informativa. Matérias previamente decididas em guetos sectários buscam a cumplicidade da imparcialidade aparente. A decisão de ouvir o outro lado não é honesta, não se apoia na busca da verdade, mas num artifício que transmite um simulacro de isenção, uma ficção de imparcialidade. O assalto à verdade culmina com uma estratégia exemplar: repercussão seletiva. O pluralismo de fachada, hermético e dogmático, convoca pretensos especialistas para declarar o que o repórter quer ouvir. Mata-se a notícia. Cria-se a versão.

Sucumbe-se, frequentemente, ao politicamente correto. Certas matérias, prisioneiras de chavões inconsistentes que há muito deveriam ter sido banidos das redações, mostram o flagrante descompasso entre essas interpretações e a força eloquente dos números e dos fatos. Resultado: a credibilidade, verdadeiro capital de um veículo, esvai-se pelo ralo dos preconceitos.

A precipitação e a falta de rigor são outros vírus que ameaçam a qualidade. A incompetência foge dos bancos de dados. Na falta de pergunta inteligente, a ditadura das aspas ocupa o lugar da informação. O jornalismo de registro, burocrático e insosso, é o resultado acabado de uma perversa patologia: a falta de planejamento, o despreparo de repórteres e a obsessão de editores com o fechamento. Quando editores não formam os seus repórteres, quando a qualidade é expulsa pela ditadura do deadline, quando as pautas não nascem da vida real, mas de pauteiros anestesiados pelo clima rarefeito das redações, é preciso ter a coragem de repensar todos os processos.

A fortaleza do jornal não é dar notícia, é se adiantar e investir em análise, interpretação e se valer de sua credibilidade. Não é verdade que o público não goste de ler. Não lê o que não lhe interessa, o que não tem substância. Um bom texto, para um público que adquire a imprensa de qualidade, sempre vai ter interessados.


18/08/14
Democracia depende do jornalismo

Não há um único assunto relevante que não tenha nascido numa pauta do jornalismo de qualidade. Os temas das nossas conversas são, frequentemente, determinados pelo noticiário e pela opinião dos jornais. A imprensa é, de fato, o oxigênio da sociedade. As redes sociais reverberam, multiplicam, agitam. Mas o pontapé inicial é sempre das empresas de conteúdo independentes. Sem elas a democracia não funciona.(...)
04/08/14
Ativistas, militantes e criminosos
22/07/14
Gol de ficha suja
07/07/14
PT - a estratégia do ataque à mídia


==> Leia mais na web, neste website, ou no Blog do Noblat, nesta Coleção


• Textos de Elio Gaspari

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando os links para acesso direto aos textos de Elio Gaspari neste website, onde está listada uma seleção inicial.

Elio Gaspari é um jornalista e escritor ítalo-brasileiro. Nascido na Itália, Gaspari chegou ao Brasil em 1949.  Começou a carreira jornalística num semanário chamado Novos Rumos, e depois foi auxiliar do colunista social Ibrahim Sued, passando a seguir por publicações de destaque, como o Diário de São Paulo, a revista Veja e o Jornal do Brasil. Em seus artigos, trata com ironia as personalidades. Para tanto, lança mão de personagens como Madame Natasha, professora de português que "condena a tortura do idioma" e vive concedendo "bolsas de estudo" àqueles que se expressam de modo empolado. Já Eremildo, o idiota, é uma sátira aos que usam indevidamente o dinheiro público. Ler mais na Wikipédia.  HR

Seleção de textos de Elio Gaspari:
31/08/14
As Bolsas Plebiscito de Dilma e Marina
"Marina Silva merece todos os aplausos. Anunciou em seu programa o que pretende fazer se for eleita. Ela quer criar uma "democracia de alta intensidade". O que é isso, não se sabe. Lendo-a vê-se que, sob o guarda-chuva de uma expressão bonita — “democracia direta” — deseja uma nova ordem constitucional.
Apontando mazelas do sistema eleitoral vigente, propõe outro, plebiscitário, com coisas assim: “Os instrumentos de participação — mecanismos de participação da democracia representativa, como plebiscitos e consultas populares, conselhos sociais ou de gestão de políticas públicas, orçamento democrático, conferências temáticas e de segmentos específicos — se destinam a melhorar a qualidade da democracia”. Marina parte da premissa de que “o atual modelo de democracia (está) em evidente crise". Falta provar que esteja em crise evidente uma democracia na qual elegeu-se senadora, foi ministra e, em poucas semanas, tornou-se virtual favorita numa eleição presidencial. Ela diz que nesse país em crise “a representação não se dá de forma equilibrada, excluindo grupos inteiros de cidadãos, como indígenas, negros, quilombolas e mulheres”. Isso numa eleição que, hoje, as duas favoritas são mulheres, uma delas autodefinida como negra." (...)

27/08/14
Uma ideia simples
24/08/14
O ‘faço porque posso’ de Graça Foster
20/08/14
As raízes da força de Dilma
17/08/14
A consistência dessa situação, só o desenrolar da campanha dirá

==> Leia mais na web,
neste website ou no Blog do Noblat, nesta Coleção.


• Textos de Demétrio Magnoli

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando os links para acesso direto aos textos de Demétrio Magnoli neste website, onde está listada uma seleção inicial.

Demétrio Magnoli é bacharel em Ciências Sociais e Jornalismo pela Universidade de São Paulo (USP), Doutor em Geografia Humana pelo Departamento de Geografia da FFLCH-USP e pesquisador do Grupo de Análises de Conjuntura Internacional (GACINT) da USP. Como docente no Ensino Superior, foi professor das disciplinas de Geografia Política e Geografia Urbana no Departamento de Geografia da Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC-SP). Na condição de pesquisador, especializou-se nas áreas de Relações Internacionais e Geografia Política, publicando diversos ensaios e obras, entre as quais O Corpo da Pátria: imaginação geográfica e política externa no Brasil (1808-1912), pela Editora Unesp, e Uma gota de sangue – história do pensamento racial (SP, Contexto, 2009). Também organizou História das Guerras e História da Paz, ambas pela Editora Contexto. Trabalhando para a Fundação Alexandre de Gusmão do Ministério das Relações Exteriores, produziu o manual de Relações Internacionais. (...) [Fonte]
Mais abaixo estão suas matérias recentes como colunista da Folha de S. Paulo e outras fontes:

30/08/2014
A terceira utopia
23/08/2014
Zé Maria na telinha
16/08/2014
Ruptura da ruptura
09/08/2014
Santa aliança
02/08/2014
O sofisma antissemita
03/07/2014 
A narrativa ausente (Blog do Noblat)
19/06/2014] 
A lista do PT (Blog do Noblat)
12/07/2014
A razão do MTST
05/07/2014
Na marca do pênalti
28/06/2014
Pátria e partido
21/06/2014
O 'povo organizado'
14/06/2014
O califado de Mossul
07/06/2014
Supercorporativismo

==> Leia mais na web, neste website ou na Folha de S. Paulo ou ou no Blog do Noblat, nesta Coleção.


Textos de Joaquim Falcão

Joaquim Falcão é Doutor em Educação pela Université de Génève. LL.M. pela Harvard Law School. Bacharel em Direito pela Puc-RJ. Foi conselheiro do Conselho Nacional de Justiça de junho de 2005 a junho de 2009. Diretor da FGV DIREITO RIO.
Docente do Curso de Graduação. Docente do Curso de Mestrado. Docente do Programa de Capacitação em Poder Judiciário [Fonte]

Seleção de textos de Joaquim Falcão:


17/09/14
Economia e a campanha eleitoral
06/08/14
Eleições no Brasil e o mundo
25/06/14
A eleitoralização da ética
05/06/14
O que falta no Supremo

==>
Leia mais na web ou no Blog do Noblat, nesta Coleção.


• Textos de Dorrit Harazim

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando os links para acesso direto aos textos de Dorrit Harazim neste website, onde está listada uma seleção inicial, "em construção".

Dorrit Harazim começou a carreira jornalística em 1966 como pesquisadora da revista semanal francesa Express. Ainda em Paris, foi convidada por Mino Carta a se juntar à equipe da recém-lançada revista VEJA, em 1968. Foi repórter, editora, redatora-chefe da revista ao longo das décadas seguintes e chefiou o escritório da Editora Abril em Nova York durante cinco anos. Ao longo deste percurso recebeu 11 prêmios Abril de Jornalismo. Também trabalhou no Jornal do Brasil nos anos 1970. 
Ler mais na Wikipédia. HR

Seleção de textos de Dorrit Harazim:
14/09/14
O elevador por testemunha
07/09/14
A era do terrorismo ostentação
24/08/14
Um pastelão filantrópico
10/08/14
Na roda-viva da História
17/08/14
O cidadão-inimigo
27/07/14
Sem olhos em Gaza


==> Leia mais na web, neste website ou no Blog do Noblat, nesta Coleção.


• Textos de Carlos Alberto Sardenberg

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando os links para acesso direto aos textos de Carlos Alberto Sardenberg neste website, onde está listada uma seleção inicial.

Carlos Alberto Sardenberg, jornalista, é âncora do programa CBN Brasil, veiculado de segunda a sexta, das 12 às 14 hs, pela CBN, rede nacional de radiojornalismo. É comentarista econômico dos programas noticiosos da CBN, do Jornal das Dez (da Globonews) e do Jornal da Globo, da TV Globo. Escreve uma coluna em O Estado de S.Paulo, às segundas-feiras, e outra, às quintas-feiras, no jornal O Globo. (...) Em 43 anos de jornalismo, trabalhou como repórter, redator e editor nos jornais O Estado de S.Paulo, Jornal do Brasil e Folha de S.Paulo. Nas mesmas funções, trabalhou ainda nas revistas Veja e IstoÉ. Ler mais "resumo biográfico". HR

Seleção de textos de Carlos Alberto Sardenberg:

07/08/14
Pode?
(...) "Mas, além de ser uma questão complexa em qualquer democracia, há entre nós um bloqueio político/eleitoral. O pessoal foge de escolhas concretas, fica no princípio geral que não compromete, mas também não resolve as diferentes situações.
Vamos falar francamente: excetuando as minorias que querem subverter a ordem capitalista, somos todos a favor da livre manifestação das ideias e também achamos que a ordem pública deve ser mantida. OK. Mas uma manifestação pode bloquear a entrada de um hospital ou de uma escola ou de uma repartição que atenda o público? O grevista pode tentar convencer o não grevista? E se o não grevista não quiser ouvir? A autoridade pública, democraticamente eleita, pode vetar manifestações em determinadas áreas da cidade ou em determinados horários? É livre o bloqueio do trânsito, como parecer ser por aqui? O grupo político tem que comunicar previamente data e trajeto da manifestação ou pode sair por aí? A polícia pode bloquear um grupo de mascarados que se aproxima de um banco, uma loja ou um prédio público? Pode prender por suspeita de que haverá um saque ou só pode agir depois que o saque começa? Aliás, o que caracteriza uma manifestação? (A reunião de duas ou mais pessoas, diz a Corte americana).
Resumo da ópera: a lei e as cortes, democraticamente, precisam dizer concretamente o que pode e o que não pode."


31/07/14
O dinheiro e a informação
10/07/14
Importar é a solução
26/06/14
Na balada
12/06/14
Só queremos o hexa

==> Leia mais na web, neste website ou no Blog do Noblat, nesta Coleção.


• 25 de julho de 1966:  O "atentado de Guararapes"

Nota de Helio Rosa:
Escrevi no topo desta coluna:
(...)
Com 73 anos de idade, acompanhei e vivenciei a história recente do país e sou testemunha ocular e sobrevivente do "atentado do aeroporto dos Guararapes", em 1966 (...)
Para não deixar este "25 de julho" passar em branco, transcrevo um texto de 2013 do jornalista Elio Gaspari.
HR

Leia na Fonte: Blog do Noblat
[15/12/13]  Eduardo Campos e o atentado de Guararapes - por Elio Gaspari

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, tinha 1 ano de vida quando aconteceu o primeiro atentado terrorista de vulto da década.

No dia 25 de julho de 1966, explodiu uma bomba no saguão do aeroporto de Guararapes, onde centenas de pessoas esperavam pelo marechal Arthur da Costa e Silva, que sucederia a seu colega Castello Branco na Presidência da República.

A explosão matou um almirante, um jornalista e feriu 14 pessoas, inclusive uma criança.

Durante a cerimônia em que Ricardo Zarattini foi justamente inocentado de qualquer responsabilidade pelo episódio, Campos relembrou uma velha desconfiança: o atentado teria sido “um episódio utilizado para dividir a resistência ao golpe”.

Sem o esclarecimento de que o atentado foi obra de militantes de esquerda, sobra a suspeita de que os militares tiveram algo a ver com a coisa. Lenda desonesta.


Naqueles dias, explodiram no Recife três bombas. Todas colocadas por um grupo ligado à Ação Popular, a AP. Quem montou e colocou o explosivo no aeroporto foi Raimundo Gonçalves Figueiredo, o “Raimundinho”.

Vindo para o Rio, e militando na VAR-Palmares, detonou mais duas bombas e foi assassinado em 1971.

Eduardo Campos já tinha 25 anos quando Jacob Gorender esclareceu que Zarattini nada tinha a ver com o atentado. Gorender sabia a identidade do autor.

O governador tinha 30 anos quando o “Jornal do Commercio” do Recife publicou uma reportagem definitiva sobre o assunto. Nela, havia uma entrevista do ex-padre Alípio de Freitas, que teria sido o mentor do grupo, ao repórter Gilvandro Filho.

Nas palavras de Alípio: “Morreu gente, nós lamentamos. Mas aquilo era uma guerra, tinha que haver vítimas”.


 O famigerado Decreto 8.243/2014

Nota de Helio Rosa:
01.
Estou construindo um website sobre o tema, constituído de uma Página Inicial, um Índice de Artigos e Notícias e uma coleção de transcrições.

02.

Chamado por um editorial do Estadão de “um conjunto de barbaridades jurídicas”,  por Reinaldo Azevedo de “a instalação da ditadura petista por decreto”, pelo jurista Ives Gandra Martins de "decreto ditatorial e que está bem na linha de um governo bolivariano",  o Decreto 8.243/2014 foi editado pela Presidência da República em 23/05/14, tendo sido publicado no Diário Oficial no dia 26 e entrado em vigor na mesma data.

O cientista político Bolívar Lamounier diz que o decreto dos conselhos “tem catinga de fascismo” na sua “flagrante inconstitucionalidade”, pela “indigência intelectual que exala” e por sua “mal disfarçada sonoridade ideológica populo-esquerdoide-fascistoide”, calculada para agradar a um certo público interno do PT e a setores externos que não digerem a democracia “burguesa”.

"A presidente Dilma Rousseff quer modificar o sistema brasileiro de governo. Desistiu da Assembleia Constituinte para a reforma política - ideia nascida de supetão ante as manifestações de junho passado e que felizmente nem chegou a sair do casulo - e agora tenta por decreto mudar a ordem constitucional. O Decreto 8.243, de 23 de maio de 2014, que cria a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS), é um conjunto de barbaridades jurídicas, ainda que possa soar, numa leitura desatenta, como uma resposta aos difusos anseios das ruas. Na realidade é o mais puro oportunismo, aproveitando os ventos do momento para impor velhas pretensões do PT, sempre rejeitadas pela Nação, a respeito do que membros desse partido entendem que deva ser uma democracia." (Fonte: Estadão)

"A defesa do decreto pelos ministros Aloizio Mercadante e Gilberto Carvalho, a quem ficariam subordinados os tais conselhos, não resiste a uma simples constatação: se boa fé política os movesse, o Congresso seria incluído na iniciativa com uma proposta em forma de projeto de lei, ainda que isso não corrigisse a inconsistência da iniciativa.
Mas como a ideia é exatamente substituir o Poder Legislativo por conselhos de composição ideológica afinada com o PT, a opção pelo decreto é autoexplicativa. O assembleísmo, do qual são retrato fiel as chamadas conferências nacionais do PT, representaria a "sociedade civil", no ideal petista de governo, onde o Congresso seria melhor se decorativo."
[João Bosco Rabello - jornalista]

Leia a íntegra do Decreto nº 8243 de 23 de maio de 2014
HR

Matérias registradas:

Leia na Fonte: diário do Comércio
[22/07/14]  Um decreto de poder - por José Márcio Mendonça
"Muito já se escreveu sobre o decreto 8.243 da presidente Dilma Rousseff , sobre participação popular na administração pública e sobre seus inúmeros efeitos deletérios – um deles a incomodar a Congresso Nacional, que é redução do papel do legislativo na elaboração das políticas públicas. Esvaziados já, Câmara e Senado mais esvaziados ainda ficariam. No limite, é uma agressão ao sistema representativo, com a instalação de uma espécie de democracia direta tupiniquim – fala-se até em um novo bolivarianismo. Para completar, o homem no governo que coordena todo esse projeto, o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, alheio às críticas e à iniciativa do Congresso, por indução da oposição, de anular o decreto presidencial, anuncia um outro decreto para criar as condições financeiras para financiar o funcionamento dos Conselhos Populares. Os passos são largos para tornar o fato consumado em fato consumadíssimo." (...)

Leia na Fonte: JusBrasil
[22/07/14]  Aspectos político-constitucionais do Decreto nº. 8.243 - por Ricardo Nogueira
"Publicou-se, no dia 26 de maio de 2014, o Decreto nº. 8.243, que, a despeito de dispositivos reveladores de autêntico aperfeiçoamento dos mecanismos de participação popular, pode ser nomeado de ato institucional que desvirtua a democracia representativa ao garantir a permanente influência de partidos políticos ligados aos movimentos sociais mesmo quando não tiverem sido eleito pelo povo para tomar decisões na gestão da coisa pública. Em evidente transferência da soberania do povo aos movimentos sociais, o decreto assegura mecanismo à pressão de grupos de interesses, na atuação sobre órgãos governamentais." (...)

Leia na Fonte: O Estado de S.Paulo
[22/07/14]  Vocação bolivariana - por Ives Gandra da Silva Martins
Leia na Fonte: O Estado de S.Paulo
[21/07/14]  Teimosia inconstitucional - Editorial
Leia na Fonte: Diário da Manhã
[18/07/14]  O Congresso é contra o Decreto 8.243 - por Edgard Gobbi
Leia na Fonte: R7
[17/07/14]  Artistas se mobilizam e engrossam coro contra conselhos populares
Leia na Fonte: Blog do Aluízio Amorim
[07/07/14]  Exclusivo! Advocacia Geral da União (AGU) entrou em ação e sites do mega-programa comunista do PT (Decreto 8.243) são "congelados"  - por Aluízio Amorim
Leia na Fonte: Blog do Aluízio Amorim
[02/07/14]  Por trás do decreto 8.243, a diabólica organização golísta do PT nos porões no Palácio do Planalto - por Aluízio Amorim
Leia na Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo / Veja
[02/07/14]  Câmara pode votar hoje Decreto Legislativo que repudia arroto autoritário da dupla Dilma-Gilberto Carvalho: o Decreto 8.243, aquele que abre a porta para o fim da propriedade privada. E não se trata de exagero. Basta ser alfabetizado e saber ler! Que não falte hombridade aos deputados para defender o Parlamento!
Leia na Fonte: Repórter Nacional
[30/06/14]  Brasil: pouco mais de 30 dias na companhia do Decreto nº 8.243 - por Thaiane Firmino
Leia na Fonte: Veja
[23/06/14]  O decreto bolivariano de Dilma e a farsa dos conselhos “populares” - por Daniel Jelin
Leia na fonte: Portal 100 Fronteiras
[21/06/14]  PT quer amordaçar sociedade civil - por Rodrigo Constantino
Leia na Fonte: O Estado de S.Paulo
[20/06/14]  O decreto e a realidade - Editorial
Leia na Fonte: O Povo Online
[19/06/14]  Dilma não vai recuar em decreto, diz Gilberto Carvalho
Leia na Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo
[16/06/14]  De novo, o Decreto 8.243, de Dilma. É golpista e bolivariano, sim! Ou: O que não me parece bom nas seis perguntas e seis respostas da Folha - por Reinaldo Azevedo
Leia na Fonte: consultor Jurídico
[16/06/14]  Política Nacional de Participação Social é quase impossível - por Carlos Henrique Abrão

==> Leia mais: Consulte o Índice de Artigos e Notícias do tema no WirelessBRASIL


30/05/14 - A foto do dia
Formação de Padilha

(Recorte de uma foto publicada no blog de Reinaldo Azevedo)


Revolução de 1964 - Os 31 dias de Março e os primeiros dias de Abril
  
Website do BLOCO Resistência - Transcrição dos jornais da época

15/04/13 (Último dia desta serie de "posts")
Revolução de 1964 - Os primeiros dias de Abril (15) - Seleção de manchetes dos dias 15 e 16 Abr 1964 + Leituras complementares

Nota de Helio Rosa:
Este "post" conclui a Série sobre a os acontecimentos no entorno do dia 31 de março de 1964. Neste website estão transcritas ou referenciadas as principais notícias dos jornais da época (aqueles cujos acervos estão disponíveis na web) que foram lembradas aqui durante todo o mês de março, com prosseguimento até o dia 15 de abril, para repercutir principalmente mais dois fatos importantes: o Ato Institucional (mais tarde chamado de nº 1) e a eleição do general Humberto de Alencar Castelo Branco para presidir o Brasil em substituição ao sr. Ranieri Mazzilli, empossado pelo Congresso, com o abandono do cargo pelo Sr. João Goulart. O "post" de hoje contém também notícias e manchetes do dia 16 de abril.

Algumas das páginas dos acervos estão com imagens precárias, impossíveis de reprodução pelo método de "reconhecimento de caracteres", mas sempre será possível a leitura na fonte. Este é objetivo deste esforço: convidar e estimular a leitura do que foi registrado para que cada um possa formar sua própria opinião!
A história do "movimento revolucionário de 31 de março de 1964" passa por uma tentativa de esquecimento (ou reformulação) por parte do governo e do partido dominante que lhe dá suporte. Se alguém tem dúvida do ocorrido, deve ler os jornais da época e consultar obras de historiadores isentos.

É importante, para se situar no tempo, lembrar que na época, Rússia, China e Cuba eram ditaduras sanguinárias e havia um fortíssimo esforço desses países para exportar o comunismo para todas as nações do mundo. O Partido Comunista Brasileiro (PCB), desde sua criação, em 1922, alternou longos períodos na ilegalidade. No governo João Goulart, derrubado pelo movimento de 1964, os comunistas continuavam na ilegalidade mas seus integrantes estavam muito infiltrados no governo, conforme comprovam os jornais da época.
Daí a enorme participação popular nas famosas "Marchas da Família com Deus pela Liberdade", também chamadas de "Marchas da Vitória", após o "31 de Março" (ver Cronologia das Marchas da Família em todo o Brasil em 1964).

O "movimento revolucionário de 1964" é um momento marcante da história do Brasil, com envolvimento de toda a sociedade, e deve ser glorificado. Sempre! Não será esquecido!
HR

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Matérias transcritas nesta página:
Fonte: Acervo do Jornal do Brasil
[16/04/64]  Rio festeja a posse de Castelo

Fonte: Acervo do Jornal do Brasil
[15/04/64]  Vitória Democrática - Editorial de 15 de abril

Fonte: Acervo do Jornal do Brasil
[16/04/64]  Cruzada cívica - Editorial de 16 de abril

Fonte: Acervo do Jornal do Brasil
[16/04/64]  Discurso de posse do Presidente Castelo Branco

Leitura complementar:
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Humberto de Alencar Castelo Branco

Referências sem transcrição:
Manchetes
Acervo do Jornal do Brasil - Edição de 15 abril de 64
- Castelo toma posse e revela Ministério hoje
- Castelo Branco chega à Brasília ao meio-dia para tomar posse
- Brasília recebe seu quinto Presidente (coluna do jornalista Carlos Castello Branco)
- Castelo declara bens antes de de assumir a Presidência da República
- Ministro da Guerra diz que chegou a hora de a tropa voltar para o quartel
- Comando suspende direitos políticos de mais 67 pessoas
- Vitória democrática - Editorial
- PSD teme Ministério de tendência udenista
- Lacerda em S. Paulo adverte que a revolução não tolera pressão de interesses

Acervo do Jornal do Brasil - Edição de 16 de abril de 64
- Castelo condena radicalismo e anuncia reformas
- Castelo Branco vai estimular livre empresa com justiça social
- Posse do Presidente durou 45 minutos
- Mazzilli passa faixa a Castelo
- PSD deverá ter uma participação maior
- Mazzilli pede a Castelo que promova a recuperação econômica do Brasil

Acervo da Folha de São Paulo - Edição de 15 de abril de 64
- Castelo já Marechal assumirá às 16 horas
- Carta ao Presidente - Editorial
- Castelo - história em quatro etapas
- Adaptação do Regimento Interno ao Ato Institucional

Acervo da Folha de São Paulo - Edição de 16 de abril de 64
- Castelo pede ajuda a todos os brasileiros
- Escolhidos doze ministros; falta um
- Ministério menos político não chega a ser apolítico
- O Presidente de todos - Editorial
- Saneamento na Educação
- Castelo, o 1º Presidente a fazer declaração de bens
- Seis Ministros assumiram hoje

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"Posts" sobre um mesmo tema colecionados em páginas especiais:

Coleção de "posts" em páginas especiais:

Destaques:
- Revolução de 1964 - Artigos e notícias de jornais da época, dia a dia, durante os 31 dias de Março e os 15 primeiros dias de Abril de 1964
- "Mensalão": registro resumido do dia a dia do julgamento - Atualizado até a seção do encerramento: 53º dia (17/12/12).
- Coleção de vídeos da Veja com debates sobre o julgamento do "mensalão

A Comichão da Meia-Verdade
A partilha do butim 
A tropa do BloP - Blogueiros Progressistas
A Turma da Presidenta 
Com ou sem Tiririca, o Congresso pior fica
Controle social da mídia 
Dilma na luta armada 
Discursos e promessas de Dilma 
GOLP - Governo Lula Paralelo
Herança maldita do governo Lula
Inácio, o falastrão 
Mal assessorada, Dilma acende estopim de crise militar
"O Chefe": Livro sobre o escândalo do "mensalão" 
O escândalo do "mensalão" 
"Orvil": A "Comissão da Verdade" do Exército que assombra a esquerda brasileira 
O papel das oposições 
Revolução de 1964 - Os 31 dias de Março e os primeiros dias de Abril (transcrição dos jornais da época, dia a dia) 
Teori Zavascki, novo Ministro do STF
Xô, Dirceu! O povo não esqueceu!
 


Matérias transcritas nesta, anteriormente
 


Leia na Fonte: Coluna de Augusto Nunes
[06/10/14]  Além de derrotado na eleição presidencial, o Ibope foi desmoralizado em 17 estados - por Augusto Nunes

Leia na Fonte: Noblat
[07/10/14]  O desastre das pesquisas eleitorais - por Tânia Fusco

Editorial
Leia na Fonte: O Estado de S.Paulo
[07/10/14]  Alívio e esperança - Editorial
 

Editorial
Leia na Fonte: O Estado de S.Paulo
[09/10/14]  O que se pode esperar agora - Editorial

Gabriel Garcia entrevista Paulo José Cunha
Leia na Fonte: Blog do Noblat
[06/10/14]  Aécio Neves é o maior vencedor do primeiro turno das eleições, diz especialista

Prefira sempre ler na Fonte!
Leia na Fonte: Veja
[03/10/14]  Dez fatos econômicos que você precisa saber antes de votar

15/09/14
O 'Bolsa Voto' - Editorial
Pesquisa de intenção de voto do Ibope mostra que o eleitorado mais fiel à presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, é formado predominantemente por beneficiários do Bolsa Família. Essa relação, demonstrada pelo Estado (5/9), comprova que os mais de dez anos de distribuição de benefícios sociais criaram e consolidaram a enorme clientela do governo petista - aquela que apoia a presidente com fervor e dificilmente vai alterar seu voto nem mesmo diante das evidências de seus erros administrativos. Entre o final de agosto e o começo de setembro, a intenção de voto em Dilma entre os beneficiários do Bolsa Família cresceu de 50% para 57% na simulação de segundo turno contra Marina Silva. Já Marina caiu de 37% para 32% nessa faixa de eleitores. Em nenhum outro estrato a diferença a favor de Dilma é tão grande.(...)

Nota de Helio Rosa:
Sobre o tema "Bolsa Voto", lembro esta matéria registrada anteriormente nesta "coluna":
Reportagem
Leia na Fonte: Veja
[17/08/14]  Bolsa Família, o maior colégio eleitoral do Brasil - por Gabriel Castro e Laryssa Borges
HR


Contra o Voto Nulo
Leia na Fonte: Alerta Total
[15/08/14]  Voto nulo aliado do PT - por Helio Duque (Transcrição parcial)
(...) No Brasil dos dias atuais o voto nulo, branco o abstenção representa um formidável aliado dos governos de plantão. Com a agravante de ser uma plataforma política dos segmentos mais esclarecidos e bem informados. Exatamente aqueles que aos olhos da nação integram a opinião pública independente e crítica. Ao fazer a escolha de anular o voto expressam forte convicção de discordar das políticas públicas executadas pelos governos. Paradoxalmente pela atitude assumida, tornam-se aliados de quem exerce a administração pública em todos os níveis. No caso da República, a administração Dilma Rousseff deveria incluir no seu programa de governo forte apoio aos defensores do voto nulo, branco e abstenção. Em 2010 foi fundamenta para a sua eleição.(...)

Contra o Voto Nulo
Leia na Fonte: Blog da Ruth de Aquino
[08/08/14]  A força dos nulos, brancos e indecisos - por Ruth de Aquino (Transcrição parcial)
(...)
Se você não quiser ou não puder apagar a luz e se mudar do Brasil, pense bem antes de votar nulo ou branco. Informe-se e decida. É aqui, neste país onde crescem os filhos e os netos, que as mudanças precisam acontecer. Todos os candidatos sabem disso. Tanto que os três prometem mudar. Não dá para conviver com esse noticiário escabroso de roubalheira oficial, escolas depredadas e sem professores, hospitais sem higiene, sem leitos, sem equipamento e sem médicos, barracos sem sistema de esgoto, mares e lagos poluídos, assaltantes e PMs que matam e estupram. É nocivo para a saúde ver como o Brasil maltrata os honestos e enriquece larápios. Vote em Dilma. Vote em Aécio. Vote em Campos. Mas vote mesmo, na hora da verdade."

Contra o Voto Nulo
Leia na Fonte: Blog do Noblat
[08/08/14]  Vai encarar o Voto Nulo? - por Maria Helena RR de Souza (Transcrição parcial)
(...) Agora estamos caminhando para novas eleições, minha terceira aqui no Blog, se Deus permitir. Desta vez não vou citar um colunista genialmente espirituoso como Luis Fernando, mas um seu quase xará, o jornalista Fernando Rodrigues.
No dia 2 de agosto, ele publicou, na Folha, um texto de grande utilidade. Onde explica, desenha, o que acontece com o voto branco ou nulo. Começa por explicar que num eleitorado de 100 milhões, ganha quem obtiver 50 milhões mais um de votos. E acrescenta:
“Só que, se 20 milhões forem brancos ou nulos, a soma dos votos válidos cai para 80 milhões – e vencerá no primeiro turno o político que receber, pelo menos, 40 milhões mais um de apoios”.
Pois é. Quanto mais votos nulos, menos votos são necessários para uma vitória no primeiro turno!
As últimas pesquisas mostram dona Dilma na frente, sem larga margem para o segundo colocado. Mas se a campanha do Voto Nulo vingar, ela está eleita.
(...)

Editorial
Leia na Fonte: Estadão
[05/10/14]  A hora da razão - Editorial

Editorial
Leia na Fonte: O Estado de S.Paulo
[01/10/14]  Voto de protesto - Editorial Estadão

Artigo
Leia na Fonte: O Globo
[30/09/14]  A lista dos perigos - por Arnaldo Jabor

Artigo
Leia na Fonte: O Estado de S.Paulo
[26/09/14]  Papel de centroavante não é o de fazer gols - por Fernando Gabeira

Artigo
Leia na Fonte: Veja / Rodrigo Constantino
[20/09/14]  Papel da imprensa é investigar sim, Dilma! - por Rodrigo Constantino

Reportagem
Lei na Fonte: Veja
[20/09/14]  Dona de ONG revela esquema corrupto do PT - por Robson Bonin

Reportagem
Leia na Fonte: Veja
[12/09/14]  A eficácia e os riscos do terrorismo do PT nas eleições - por Felipe Frazão e Gabriel Castro

Entrevista: Salim Mattar
Leia na Fonte: Veja/Blogs/Geraldo Samor
[08/09/14]  Salim Mattar: “Ninguém aguenta mais” - por Geraldo Samor
[Ver perfil de Geraldo Samor]

Leia na Fonte: Noblat/ O Globo
[18/09/14]  Propaganda de Dilma ultrapassa limites - Editorial O Globo

Entrevista: Maílson da Nóbrega
Leia na Fonte: Veja
[10/09/14] 'Ninguém com credibilidade vai aceitar cargo de ministro submisso' - por Ana Clara Costa

Reportagem
Leia na Fonte: Folha de S. Paulo
[30/08/14]  Apoio dos mais pobres deixa de ser decisivo na eleição, aponta Datafolha

Reportagem (de 2011) sobre Eduardo Giannetti da Fonseca (um do "gurus" econômicos de Marina)
Leia na Fonte: Valor Econômico
[01/07/11] O valor do hoje - por Karla Spotorno

Artigo
Leia na Fonte: Coluna de Rodrigo Constantino
[29/08/14]  Giannetti critica o “imbróglio fiscal” do governo Dilma. Ou: Belluzzo e Mantega, uma dupla e tanto! - por Rodrigo Constantino

Artigo
Leia na Fonte: Folha de S. Paulo
[27/08/14]  Sou Marina (até a posse) - por Diogo Mainardi

Artigo
Leia na Fonte: Coluna de Rodrigo Constantino
[26/08/14]  Roleta-russa, mesmo com cinco balas, ainda é melhor do que tiro certo na nuca - por Rodrigo Constantino

Maria Alice "Neca" Setubal
Matéria de Junho de 2013
Leia na Fonte: O Globo
[08/06/13]  A fada madrinha de Marina Silva - por Mariana Timóteo da Costa

Fonte: Folha
[21/08/14] Entrevista de Maria Alice "Neca" Setubal à Folha de S. Paulo (Transcrição completa e vídeos)


Artigos de Maria Alice Setubal:
- O direito ao letramento
- A educação no país do futebol
- Autonomia individual e bem-estar social
- Novas formas de aprender e ensinar
- Os muros visíveis e invisíveis das escolas
- Educação pelos novos tempos
- Educação e proteção especial
- Tempos de educação, ética e participação
- O papel estratégico da educação
- Cooperação como eixo de sustentabilidade
- O professor no centro do debate educacional
- O que queremos do novo ministro da Educação?
- Para que servem as ONGs, afinal
- Até quando vamos tolerar desigualdades
- As novas formas de participação cidadã

Leia na Fonte: Website de Neca Setubal ("Sobre")

Reportagem
Leia na Fonte: Veja
[17/08/14]  Bolsa Família, o maior colégio eleitoral do Brasil - por Gabriel Castro e Laryssa Borges

Renata Campos
Leia na Fonte: Estadão

[16/08/14]  Não há impedimento legal para viúva de Campos se candidatar

Reportagem
Leia na Fonte: Estadão
[11/08/14]  Consultoria diz a clientes que Dilma é manutenção da 'mediocridade' - por Letícia Sorg e Gustavo Porto