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Portal independente de Telecomunicações e Cidadania      Coordenador Geral: Helio Rosa (rosahelio@gmail.com)    
Portal criado em 12/10/03 -  Sobre -  Atualização: 30/09/14
Grande parte do material deste Portal, textos e fotos, é coletado na web. Se algum órgão da mídia se sentir prejudicado, basta solicitar e o conteúdo será reformulado ou retirado.
O conteúdo do BLOCO (Blog Comunitário) TECNOLOGIA tem forte vinculação com os debates nos Grupos telecomHall Brasil e WirelessBR. Inscreva-se gratuitamente nestes fóruns e seja bem-vindo!
Páginas especiais registram a atuação de alguns participantes e colecionam temas em debate ao longo do tempo.

BLOCO TECNOLOGIA

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Espectro de 700 MHz

Este website é constituído de uma Página Inicial, contendo a legislação sobre o tema, um resumo e um acompanhamento dos principais eventos. Contém ainda um Índice de artigos e notícias e uma coleção de transcrições.

Mais abaixo: Primeiros ecos" do leilão realizado em 30/09/14

O que está acontecendo:
No final de junho de 2012 foi realizado o leilão da faixa de frequência 2,5 GHz para que ela seja usada pelas empresas vencedoras para oferta da internet 4G no Brasil, e depois disso, o governo brasileiro anunciou que realizará outro leilão em 2013, pela faixa de frequência de 700 MHz para o mesmo fim: Oferecer os serviços do 4G.
Mas qual a diferença entre as duas faixas?  Que diferença a frequência faz na hora de ofertar a internet 4G?

Uma das principais diferenças é o dinheiro gasto para implementação: O serviço na faixa de 700 MHz necessita de 5 vezes menos investimentos do que os necessários para ofertar a internet 4G na frequência 2,5 GHz, já que o número de antenas necessárias é bem menor.
Além disso, o alcance da de 700 MHz é muito maior: A faixa 2,5 GHz é ótima para regiões urbanas, mas o sinal da de 700 MHz chega a locais mais distantes, como a zona rural por exemplo. Resumindo:
- A frequência de 2,5 GHz é alta, mas sua cobertura é menor.
- A faixa de 700 MHz é um espectro baixo, mas tem a área de cobertura 5 vezes maior.
Pelo Brasil ser um país grande, quanto maior a cobertura de sinal para ofertar o 4G, melhor.

São claros os benefícios da troca da faixa 2,5 GHz para a frequência de 700 MHz na hora de distribuir o sinal do 4G. Mas, para que o cenário seja perfeito, é preciso saber o que fazer com as TVs analógicas do país, que utilizam a mesma frequência de 700 MHz que as operadoras querem utilizar para a internet 4G no Brasil. As teles não querem esperar até 2016, data limite para que todas as TVs analógicas sejam extintas no país e o Brasil só possua TVs digitais, então nos resta saber como o governo vai resolver este impasse entre a telefonia e a televisão.(...) Fonte: Internet 4G

Em 02 de maio de 2014 foram abertas duas consultas públicas, por 30 dias:
- proposta de edital de licitação para autorização de uso de radiofrequências na faixa de 700 MHz, associada à autorização para prestação do Serviço Móvel Pessoal, e
- proposta do Regulamento sobre condições de convivência entre o serviço de radiodifusão de sons e imagens do Sistema Brasileiro de Televisão Digital e os serviços telecomunicações na faixa de 698 MHz a 806 MHz.

"A Anatel aprovou em 10/07, o regulamento sobre mitigações de interferências entre o 4G e a TV Digital. Sem surpresas, a agência manteve a fé nos filtros – a serem instalados preferencialmente na saída de Estações Radio Base, mas também nas antenas receptoras dos sinais de televisão. O regulador não descarta, porém, que os celulares precisem ficar longe dos aparelhos de TV.
“Temos as bases para dar garantias aos dois setores. A interferência é uma possibilidade e diante dessa possibilidade, vemos qual o cardápio de soluções que a Anatel tem para manter a convivência dos serviços”, resumiu o relator, Marcelo Bechara. Eis o menu:
1) utilização de filtro na saída da ERB;
2) filtro na entrada do receptor de TV ou do amplificador de sinal da antena;
3) troca de posição da antena de TV;
4) troca de posição da ERB;
5) redução da potência na ERB; e
6) aumento na distância entre o terminal e o receptor de TV.
Trata-se basicamente da proposta que foi enviada à Consulta Pública e já voltou. A Anatel não aceitou, por exemplo, que a comunicação, orientação e disponibilização de filtros aos usuários fosse incluída no rol, sob o argumento de que essa será uma missão da Entidade Administradora da Digitalização da TV." [Convergência Digital]

Em 04 de agosto de 2014 o TCU determinou a suspensão do edital do leilão de 700 MHz.
Em 21 de agosto de 2014, aprovados os ajustes solicitados pelo TCU, a Anatel publicou o Edital do leilão de 700 MHz.
O leilão foi realizado em 30 de setembro de 2014.

Forme sua opinião! Aqui estão as últimas matérias registradas:

Leia na Fonte: Convergência Digital
[30/09/14]  Anatel: Sobras reduzem chance de interferência entre 4G e TV Digital - por Luís Osvaldo Grossmann
“Na prática, aumentou a ‘banda de guarda’. Fica resolvido aquele problema de interferência e isso deve resultar em custos menores com a compra de filtros”, calcula o vice-presidente da Anatel, Jarbas Valente.

Leia na Fonte: Convergência Digital
[30/09/14]  Anatel espera que Claro, TIM e Vivo paguem mais R$ 423 milhões
"As empresas, no entanto, evitaram confirmar interesse no adicional que permite o uso da faixa de 700 MHz para o cumprimento de metas fixadas ainda no leilão da faixa de 2,5 GHz, em 2012. “Mais que o valor, são os requisitos técnicos que pesam nessa escolha”, diz o presidente da Claro, Carlos Zenteno."

Leia na Fonte: Convergência Digital
[30/09/14]  Sem disputa, Claro, TIM, Vivo e Algar Telecom levam 4G com desconto
"A ausência da Oi no leilão da faixa de 700 MHz acertou em cheio os planos do governo. Na soma dos lotes comprados pelas quatro operadoras que participaram da licitação, as outorgas ficaram em R$ 5,85 bilhões."

Leia na Fonte: Convergência Digital
[30/09/14]  Leilão 4G: Faixa que seria da Oi fica deserta

Leia na Fonte: Tele.Síntese
[30/09/14]  Leilão de 700 MHz arrecada R$ 5,85 bi, queda de 29% ao que esperava o governo - por Lúcia Berbert
"A arrecadação total do governo foi de R$ 5,85 bilhões – sem contar o que vai ser pago para os radiodifusores pela limpeza da faixa – valor quase 30% inferior à previsão do Ministério da Fazenda, que queria pelo menos R$ 8,2 bilhões. Não houve disputa pelos lotes e a frequência que seria comprada pela Oi ficou sem interessados. Também não teve interessados a faixa da Sercomtel."

Leia na Fonte: Tele.Síntese
[30/09/14]  Anatel vai assinar contrato de 700 em novembro e arrecadação final será entre R$ 4,9 a R$ 5,3 bi - por Miriam Aquino
"Para o presidente da agência, João Rezende, os preços pagos foram “razoáveis”, mas a licitação foi importante porque fortalece a banda larga móvel e a digitalização da TV."

Leia na Fonte: Tele.Síntese
[30/09/14]  Claro e TIM pagam ágio de 1% e Telefônica Vivo e Algar o preço mínimo no leilão de 700 MHz
"A Claro ofereceu R$ 1,947 bilhão por dois blocos de frequência nacionais da licitação de 700 MHz que está ocorrendo agora na Anatel. A operadora ofereceu um ágio de 1% frente ao preço mínimo estabelecido pela Agência. A Telefônica e a Tim desistiram de oferecer proposta maior, visto que terão outros lotes para adquirir sem disputa, já que a Oi, potencial compradora, desistiu do leilão. A TIM levou o segundo lote com ágio de 1% e a Telefônica o terceiro, sem disputa, pelo preço mínimo."

Leia na Fonte: Tele.Síntese
[30/09/14]  Preço alto e menos uso inibiram a disputa por 700 MHz, afirmam compradores - por Lúcia Berbert
"Claro, TIM e Telefônica Vivas ficaram satisfeitas com o resultado do leilão realizado nesta terça-feira (30) pela Anatel. Cada uma delas adquiriu um lote de 10 MHz mais 10 MHz da faixa, de alcance nacional. As operadoras não sabem como vão pagar a frequência, se a vista ou a prazo, nem tão pouco se vão utilizar outras faixas para cumprir as metas do edital de 4G, na faixa de 2,5 GHz. Segundo os presidentes das companhias, ainda há tempo para uma análise mais detalhada antes de tomarem a decisão."

Leia na Fonte: Teletime
[30/09/14]  Sem surpresas e sem disputa, lotes nacionais são arrematados por Claro, TIM e Vivo
"Chegarão aos cofres do Tesouro cerca de R$ 4,9 bilhões. Esse valor poderá ser acrescido ainda em até R$ 423 milhões caso Vivo, TIM e Claro optem por usar qualquer faixa para cumprir as metas de editais anteriores. Expectativa do governo era de arrecadação em torno de R$ 8 bilhões"

Leia na Fonte: Convergência Digital
[21/08/14]   Clique aqui e veja o edital de licitação da faixa de 700 MHz (PDF - 1,3 MB)


Forme sua opinião! Leia mais matérias no Índice de artigos e notícias


Artigos e "posts" do jornalista Renato Cruz

Renato Cruz é jornalista, escreve uma coluna sobre tecnologia no jornal O Estado de S. Paulo.
É graduado em Jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) desde 1995; na mesma instituição obteve os diplomas de Mestrado (2000) e de Doutorado (2006) em Ciências da Comunicação. Ler mais


Seleção de textos recentes:

28/09/14
Para onde queremos ir

"A entrega dos envelopes para o novo leilão da telefonia celular de quarta geração (4G), na semana passada, trouxe uma surpresa. A Oi – concessionária de telefonia fixa em todos Estados brasileiros menos São Paulo – não apresentou proposta. Houve muita especulação, como a de que a empresa pode se fundir com a TIM e que por isso não precisaria comprar uma licença, mas um ponto importante nessa história toda é o simbolismo do gesto.

A Oi é o campeão nacional do setor de telecomunicações, cuja criação foi apoiada fortemente pelo governo. Quando a empresa se fundiu à Brasil Telecom, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a editar um decreto presidencial para permitir a operação, que era proibida pelas regras da época. Além disso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está entre os principais acionistas da Oi.

O emblemático na recusa da Oi em ir ao novo leilão da 4G é essa falta de sintonia entre a empresa que foi criada pela política de “campeões nacionais” e a iniciativa do próprio governo de vender agora novas licenças de telefonia celular. Após o leilão, a 4G passará a ocupar o espectro que atualmente é utilizado pela TV analógica.

Existem problemas de ambos os lados. O leilão recebeu críticas da maioria das operadoras por ter sido feito neste momento, com a preocupação do governo de usar o pagamento das licenças para fechar as contas neste ano. A Oi enfrentou um problema com o acionista Portugal Telecom, que acabou reduzindo a participação na empresa e prejudicando a sua reestruturação.

A ausência da Oi no leilão é um exemplo da falta que faz ao País um projeto para as telecomunicações. As eleições presidenciais poderiam ser um bom momento para se mudar esse quadro, mas, ao que tudo indica, os principais candidatos não enxergam todo o potencial das tecnologias da informação e da comunicação como alavancas do desenvolvimento econômico e do combate à desigualdade social.

A última política abrangente de telecomunicações que o País teve foi implantada em meados da década de 1990, para a privatização do Sistema Telebrás. Ela abriu o mercado e criou regras para a universalização da telefonia fixa, um serviço que perdeu muito da sua importância diante do crescimento do celular e da internet.

O que temos hoje é uma política de telecomunicações obsoleta, adaptada de uma visão de quase duas décadas. Houve algumas atualizações, como a troca da obrigação de se criar postos de serviço de telecomunicações pela instalação de banda larga nas escolas. No entanto, apesar de várias medidas tomadas no setor, como o próprio leilão da 4G, ainda não temos definido em nenhum lugar, de forma clara, para onde queremos ir."
(...) Ler mais


21/09/14 
Política de banda larga
14/09/14
Hora de mudança

10/08/14
GVT, Vivo e TIM
03/08/14
Leilão polêmico

Veja os Textos  anteriores de Renato Cruz
aqui, no Blog, no website ou nas Colunas do Estadão


DESTAQUE
Leia na Fonte: G1 / Blog Segurança Digital
[23/09/14]  Análise encontra novas falhas de segurança na urna eletrônica - por Altieres Rohr
(foto)
"Uma análise de segurança realizada na urna eletrônica identificou três novos problemas em potencial na urna, um deles idêntico a outra vulnerabilidade encontrada na urna em 2012, além de um sistema de geração de mídias que possui conexão com a internet. As brechas foram divulgadas na semana passada em um seminário na Universidade Federal da Bahia, mas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia sido comunicado formalmente pelo PDT, partido que encomendou a análise, em uma petição no início do mês.
O blog Segurança Digital procurou o tribunal para comentar as questões levantadas, mas não recebeu uma resposta até a tarde desta terça-feira (23). Caso seja enviado, o posicionamento do TSE sobre os pontos neste post será incluído."
(...)

São quatro problemas:
- uma fragilidade na geração de números aleatórios para fins de segurança – idêntica àquela que foi descoberta em 2012 em um teste de segurança promovido pelo TSE;
- um código chamado de "Inserator" que retorna uma chave de segurança embutida no código, o que significa que qualquer pessoa com acesso ao código da urna também tem acesso a essa chave;
- uma segunda chave embutida no código usado para proteger mídias;
- a possibilidade de conexão com a internet em um sistema que gera mídias no TSE. (Entenda as falhas em detalhes abaixo.)
(...) Ler mais

Veja mais abaixo nesta coluna:
Segurança do Processo Eleitoral com Urnas Eletrônicas


Textos da jornalista Cristina de Luca, editora do IDGNow!

Cristina de Luca é jornalista e Editor at large do Grupo Now!Digital; é formada em Comunicação com Master em Marketing pela PUC do Rio de Janeiro e ganhadora do Prêmio Comunique-se na categoria Tecnologia em 2005 e 2010.

Parabéns Cristina de Luca!
Recorto do Telequest, website de Ethevaldo Siqueira:
"A jornalista de Tecnologia vencedora deste ano (2014) foi Cristina De Luca – mais do que merecedora. O melhor desse prêmio é ser decidido por dezenas de milhares de colegas de profissão. Quero sempre ser julgado por meus pares. Ninguém se candidata nem faz campanhas. As escolhas e a votação são absolutamente espontâneas, não induzidas, com base no conjunto de nosso trabalho."

Seleção de "posts" recentes no Blog Circuito de Luca:

25/09/2014
Como lidar com as recentes mudanças no algoritmo do Facebook
De acordo com o Facebook, estas mudanças começarão a ser implantadas aos poucos. Os resultados já começam a ser percebidos pelos usuários brasileiros,

25/09/2014
#Eleições 2014: Ibidem promove maratona de edição e uso responsável da Wikipédia
Wikitona Eleições 2014 acontece nesta sexta-feira (26/10), em Brasília, com apoio da Wikimedia Foundation

22/09/2014
Dê a volta ao mundo junto com a família Schurmann
No game Expedição Oriente, você acompanha cada momento da nova aventura e concorre a uma viagem para a Ilha de Páscoa, para encontrar o Kat e seus tripulantes

18/09/14
Brasileiros passam em média 12 horas por mês nas redes sociais
Índice é maior que a média da América Latina, região que registra o maior engajamento no mundo, segundo a comScore

06/09/2014
O acesso gratuito a serviços internet no celular deve acabar? Entenda o que está em jogo
"Desde que o Marco Civil foi aprovado, uma dúvida paira no ar: o acesso gratuito oferecido por operadoras de telefonia móvel ao app do Bradesco, ao Facebook, Twitter e, agora mais recentemente, ao Vine, fere ou não a neutralidade de rede? Esta semana, a prática de oferecer acesso gratuito a certos serviços online populares para os clientes de determinadas redes móveis, denominada de “zero rating” (“cobrança zero”), foi um dos assuntos mais discutidos na Turquia, durante o encontro do Fórum de Governança da Internet (IGF). No mundo inteiro, os defensores do princípio da neutralidade de rede (que determinada que o tráfego internet não seja discriminado, atendendo a motivações econômicas ou políticas) estão preocupados com a rápida proliferação de acordos envolvendo zero rating." (...) Ler mais

26/08/2014
O fim da TV analógica e o futuro incerto do Fórum de TV Digital
"Quando o Brasil começou a preparar a transição da TV analógica para a digital, o governo Lula criou o Fórum Brasileiro de TV Digital, com a missão de auxiliar e estimular a criação e melhoria do sistema de transmissão e recepção de sons e imagens digitais no Brasil. Agora que o desligamento do sinal analógico se aproxima, o Fórum SBTVD questiona a sua existência, diante do evidente desprestígio do governo Dilma com suas atividades." (...) "Não sei quanto a vocês, mas a minha impressão é a de termos voltado às discussões de cinco anos atrás, no Fórum SBTVD, quando se discutia a inclusão ou não da interatividade nos conversores. Ou se eles deveriam ser ou não integrados aos televisores." (...)

Veja os títulos anteriores aqui ou no Blog Circuito de Luca no Portal IDGNow!


Colunas da jornalista Mariana Mazza no Portal da Band

A jornalista Mariana Mazza, especialista em telecomunicações, traduz, explica e comenta um dos setores que mais cresce no Brasil, mas que ainda se mantém tão distante dos consumidores.  Há 10 anos acompanhando o setor de infraestrutura, Mariana Mazza, iniciou carreira na Anatel. Ler mais

Seleção de textos recentes de Mariana Mazza:

23/09/14
Serviço clandestino é mal menor?

"Em 2009, a Telefônica foi pega cometendo um dos maiores crimes possíveis na prestação de um serviço público: venda clandestina. Esse tipo de prática é tão séria que exige uma comunicação automática à Polícia Federal. Todos os anos, dezenas de rádios, pequenas emissoras e empresas são fechadas pela Anatel por oferecerem serviços de comunicação sem licença. Uma concessionária do porte da Telefônica, a gigante paulista da telefonia fixa, ser apanhada operando na clandestinidade não é nada trivial. Denunciei o caso em 18 de dezembro de 2009, quando trabalhava no portal Teletime. O golpe consistia em usar uma subsidiária, a A.Telecom, que não possui autorização para a oferta de telefonia fixa, para concentrar as contas empresariais da concessionária. Enquanto o esquema existiu, milhares de clientes contratavam o serviço da Telefônica e recebiam a fatura em nome da Atrium (antiga razão social da A.Telecom). Havia uma grande vantagem financeira na pirâmide construída pela operadora paulista. A A.Telecom, que deveria prestar apenas serviços de TV por assinatura e banda larga, agia como um laranja da Telefônica, garantindo ao grupo uma receita que simplesmente desaparecia nas planilhas de prestação de contas à Anatel. O caso era tão sério que, na Polícia Federal, foi tratado como indício de evasão de divisas." (...) Ler mais


18/09/2014
A banda larga nas eleições
09/09/2014
Tudo pelo serviço mais caro

28/08/2014
Manual da TIM para torturar clientes
19/08/2014
Telecomunicações não é futebol


Veja "todas" as Colunas anteriores
aqui ou no Portal da Band


Segurança do Processo Eleitoral com Urnas Eletrônicas

Este website é constituído de uma Página Inicial que contém um Resumo e um Acompanhamento através do registro dos principais eventos ligados ao tema.
Contém ainda um Índice de Artigos e Notícias que leva à uma Coleção de Transcrições.
Estão relacionados textos desde o ano 2000.

Aqui estão algumas matérias relacionadas:
Leia na Fonte: G1 / Blog Segurança Digital
[23/09/14]  Análise encontra novas falhas de segurança na urna eletrônica - por Altieres Rohr
(foto)
"Uma análise de segurança realizada na urna eletrônica identificou três novos problemas em potencial na urna, um deles idêntico a outra vulnerabilidade encontrada na urna em 2012, além de um sistema de geração de mídias que possui conexão com a internet. As brechas foram divulgadas na semana passada em um seminário na Universidade Federal da Bahia, mas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia sido comunicado formalmente pelo PDT, partido que encomendou a análise, em uma petição no início do mês.
O blog Segurança Digital procurou o tribunal para comentar as questões levantadas, mas não recebeu uma resposta até a tarde desta terça-feira (23). Caso seja enviado, o posicionamento do TSE sobre os pontos neste post será incluído."
(...) Ler mais

Leia na Fonte: UOL
[29/08/14]  TSE admite que urna não é totalmente segura - por Bruna Borges
"A cada eleição, a confiabilidade da urna eletrônica usada no país é colocada em xeque. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) admite que os mecanismos para evitar sabotagens na urna eletrônica "nem sempre 'garantidamente' impedem uma fraude", mas defende que o sistema é aperfeiçoado à medida que é exposto a riscos e vulnerabilidades. Especialistas consultados pelo UOL afirmam que o sistema eletrônico de votação utilizado no país não é totalmente confiável e não permite auditoria." (...)

Leia na Fonte: UOL
[29/08/14]  Urna eletrônica pode ser fraudada? Especialistas explicam - por Bruna Borges
(...)
"Até onde sei, dentre as democracias atuais, só no Brasil as votações oficiais são regulamentadas, executadas e julgadas por uma mesma instituição. Mais precisamente, por um ramo atípico do judiciário cuja cúpula congrega metade dos juízes da Corte Suprema, os quais não se constrangem em alardear, até em sentenças, a falaciosa suposta invulnerabilidade do sistema de votação que eles controlam", declarou Rezende.
Questionado a respeito da concentração de poder, o TSE não se posicionou sobre a crítica feita pelos especialistas nem respondeu sobre a possibilidade de ser criado um órgão independente para administrar as eleições.
(...)

Leia na Fonte: G1 / Coluna "Segurança Digital"
[29/07/14]  Aplicativo para fiscalizar eleição arrecada R$ 30 mil em doações - por Altieres Rohr

"
O aplicativo "Você Fiscal" conseguiu nesta segunda-feira (28), em seis dias, alcançar a meta de R$ 30 mil de financiamento coletivo pelo site "Catarse". O aplicativo faz parte de uma iniciativa liderada pelo professor Diego Aranha, da Unicamp, cujo objetivo é permitir a fiscalização da totalização de votos durante a eleição.
O app será desenvolvido inicialmente para a plataforma Android. A ideia é que pessoas instalem o software no celular para tirar fotos dos Boletins de Urna (BUs) que são impressos ao final da eleição e expostos publicamente por cada seção eleitoral e contêm o total de votos computados para cada candidato. O próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao fim da eleição, divulga os BUs eletronicamente em um site chamado BU na Web (BUWEB) com os quais os números obtidos pelo Você Fiscal poderão ser comparados, permitindo identificar diferenças nos números.
O professor Diego Aranha, responsável pelo aplicativo, liderou uma equipe que identificou um erro na urna eletrônica durante um teste de segurança público promovido pelo próprio TSE em 2012. O erro permitia reordenar os votos cadastrados pela urna a partir do Registro Digital do Voto (RDV), um arquivo que é disponibilizado aos partidos. Com essa informação mais a ordem de votação em uma seção eleitoral, seria possível descobrir quem votou em quem." (...)

Leia na Fonte: Blog Dia a Dia
[28/07/14]  Por mais transparência nas eleições - por Silvio Meira

(...)
o professor diego aranha, da unicamp, demonstrou, no teste das urnas do TSE antes das eleições de 2012, que a nossa urna eletrônica não é tão boa como querem nos convencer. este ano, o TSE resolveu que ninguém vai testar urna nenhuma e aí a gente não vai saber se corrigiram o que diego descobriu antes da última eleição e nem, como é mais do que o caso no desenvolvimento de software [e você, leitor, vê isso nos apps que usa...], se alguma nova falha foi introduzida [na urna ou em outra parte do sistema]. diego e o time dele resolveram não ficar parados e lançaram um projeto de financiamento e uso coletivo de um sistema para fiscalizar a eleição, o #vocêFISCAL. abaixo, diego aranha fala sobre o atual estado das eleições eletrônicas no país e sobre seu esforço para aumentar a transparência do processo. a entrevista foi feita por emeio e os negritos são do blog. (...)

Leia na Fonte: Brasil Contra Corrupção
[26/08/14]  Jornal da Band denuncia fraude nas urnas eletrônicas (reportagem e vídeo) - com Ricardo Boechat
(foto)

Leia na Fonte: FecomercioSP
[18/07/14]  Fraude em urnas eletrônicas é preocupação nas eleições


Leia na Fonte: Alerta Total
[05/06/14]  TSE não fará testes nas urnas, apesar do MPF em SP comprovar que votação eletrônica é vulnerável - por Jorge Serrão
Leia na Fonte: G1
[02/05/14]  A biometria nas eleições vai falhar. A dúvida é como - por Altieres Rohr
Leia na Fonte: O Globo
[08/04/14]  Toffoli é eleito presidente do TSE e comandará o tribunal nas eleições - por Mariana Oliveira
[13/12/12]  não é a urna, é o sistema: hacker mostra como mudar resultado da eleição, e diz que mudou em 2012 - por Sílvio Meira
Leia na Fonte: Terra / Blog do Silvio Meira / dia a dia, bit a bit
[01/10/12]  a urna eletrônica e a falta de transparência nas eleições - por Silvio Meira
Fonte: Convergência Digital
[22/03/12]  UnB quebra o sigilo do voto da urna eletrônica - por Luís Osvaldo Grossmann

Consulte o Índice de Artigos e Notícias para acessar o arquivo das matérias referentes à "Segurança do Processo Eleitoral com Urnas Eletrônicas"


Eleições, Telecomunicações e Banda Larga

Leia na Fonte: Convergência Digital
[23/09/14]  Candidatas não agradam nas propostas para universalizar a banda larga - por Luiz Queiroz

Leia na Fonte: Convergência Digital
[23/09/14]  Marina é dúbia sobre patentes de software e defende livre escolha por usuários - por Luiz Queiroz

Leia na Fonte: Estadão
[21/09/14]  Política de banda larga - por Renato Cruz


Leia na Fonte: Band / Colunas
[18/09/14]  A banda larga nas eleições - por Mariana Mazza

Leia na Fonte: Blog da Flávia Lefèvre
[16/09/14]  A universalização da Banda Larga proposta pela Presidente Dilma Rousseff (Entrevista) - por Flávia Lefèvre

Leia na Fonte: Telequest
[15/09/14]  Dilma mente ao prometer banda larga para todos - por Ethevaldo Siqueira

Leia na Fonte: Tele.Síntese
[12/09/14]  Novo governo tem que aproveitar revisão dos contratos para redesenhar telecom - por Lia Ribeiro Dias


Website de José Roberto Souza Pinto

José Roberto de Souza Pinto (josersp@terra.com.br) é Engenheiro de Telecomunicações e de Sistemas Elétricos e Mestre em Economia, com cursos de especialização no Brasil e no Exterior , conferencista e painelista nos principais eventos de Telecomunicações realizados no Brasil , professor em cursos de regulamentação , autor de vários artigos e trabalhos , abordando as tendências de desenvolvimento do setor , as tecnologias , os serviços as redes de Telecomunicações e a regulamentação , e pesquisas sobre as tendências de evolução da regulamentação de Telecomunicações em outros Países. Ler mais

Últimos "posts":
27/08/14
Artigo: "Prevenir ou remediar, qual a melhor política?"

"Certamente você já pensou neste tema, e até tem tomado medidas no sentido de se prevenir.

Basicamente as políticas públicas são implementadas em função da existência de recursos que são obtidos de toda a sociedade por meio de taxas e impostos de uma maneira geral, que em suma são dos contribuintes, que pagam e esperam receber em troca os benefícios em termos de serviços públicos, nas áreas como saúde, educação, segurança entre outras.

A questão é como estão sendo aplicados estes recursos, em que áreas, qual é a prioridade, são técnica e economicamente as melhores soluções, são viáveis e até que ponto representa o desejo da sociedade.

Estudos demonstram que os custos de atendimento da saúde e segurança pública e despesas com presídios são sempre mais elevados do que investimentos em prevenção, como na área de saneamento básico, educação e muitas outras atividades na linha preventiva.

Neste campo podemos também incluir as questões do consumo de água e energia em comparação com alternativas de uso de energias limpas como o vento e a energia solar e renováveis, sem desprezar o potencial de outras fontes.

Por outro lado, vemos também como crítico o nível de poluição dos rios e outras fontes que sem dúvida é provocado principalmente pela deficiência no nível educacional da população e pela falta de uma cultura de preservação e sua redução passa naturalmente pela solução destes problemas.

Certamente temos inúmeras iniciativas neste campo da prevenção e também não podemos abandonar os que já estão doentes, assim como não tomar medidas coercitivas na segurança pública entre outras, que são caracteristicamente para remediar os problemas que estão aí e tem que ser enfrentados numa política de curto prazo.

O que precisamos na realidade é de uma mudança cultural, no seio das famílias e das escolas com uma ampla campanha educativa promovida por todos os setores responsáveis da sociedade, evitando o desperdício e atuando preventivamente em todos os setores.

Talvez seja necessário incorporar em todos os currículos das escolas e universidades esta matéria e também formar profissionais altamente especializados nesse tipo de atitude e procedimento, que atuariam na multiplicação desses conhecimentos. Teríamos que ter um compromisso formal com os políticos, com os três poderes e dirigentes de grandes empresas e investidores."
(...)  Ler mais

30/05/14
Comentário sobre o artigo "Backhaul e a apropriação de recursos das concessões"
15/05/14
Notícia do Teletime e artigo de José Roberto de Souza Pinto sobre a tecnologia de "Vetorização"
23/03/14
Tarifa de Telefonia Fixa - Comentário sobre o "fator de excursão" dos contratos de Concessão - por José Roberto de Souza Pinto
09/02/14
Comentário sobre repercussão do artigo "Telecom: qualidade do serviço sob a ótica do executivo da empresa"

Ler "posts" anteriores em Website de José Roberto Souza Pinto


Telequest - Website de Ethevaldo Siqueira

Ethevaldo Siqueira é escritor, consultor e colunista, especialista em novas tecnologias. Cobre o setor há 40 anos, entrevistando cientistas, participando de congressos e visitando exposições, laboratórios e universidades no Brasil e no mundo. Relação de podcasts na CBN.
Ver Perfil detalhado.

Seleção de textos do Telequest:
15/09/14
Dilma mente ao prometer banda larga para todos - por Ethevaldo Siqueira

Vejam a que ponto chega a desonestidade das campanhas eleitorais. Além de afirmar que independência do Banco Central significa "entregar essa instituição aos banqueiros", Dilma Rousseff "comemora" o fato de o Brasil já ter hoje mais de 150 milhões de internautas e promete, em seguida, que, em seu próximo governo, vai levar a banda larga a 95% dos municípios brasileiros. Tudo que o Brasil tem na área de internet foi fruto de investimentos privado

A promessa de levar a banda larga a todo o País é totalmente absurda. O governo federal nunca investiu em banda larga (ou melhor: apenas 0,2% dos investimentos nesse segmento foram feitos pela "nova" Telebrás, recriada por Lula em 2007).
E pior: os governos petistas, ao longo dos últimos 12 anos, confiscaram (e lançaram na vala comum do déficit fiscal) mais de R$ 60 bilhões (o equivalente a mais de US$ 26 bilhões) dos três fundos setoriais, que, por lei, só podiam ser aplicados em telecomunicações:

• FUST (Fundo de Universalização de Telecomunicações),
• FISTEL (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações) e
• FUNTTEL (Fundo de Tecnologia de Telecomunicações).

Estes fundos foram pagos e recolhidos pelas operadoras de telecomunicações (ou seja, indiretamente, embutidos nas tarifas e em nossas contas telefônicas) e deveriam reverter em favor da banda larga e das telecomunicações nas áreas mais pobres. Já fiz esta denúncia dezenas de vezes, com base em dados oficiais da Anatel: o PT nunca aplicou nada em telecomunicações.

De repente, Dilma descobriu que, como promessa de campanha, a internet é um prato cheio para iludir os incautos sobre uma possível ampliação da inclusão digital e da modernização do setor.

Se Marina e Aécio tivessem bons assessores de campanha, desmascarariam mais esta mentira de governo e de campanha do PT.

22/09/14
Já pensou em se conectar à Internet através da luz?

LG G2 Lite chega ao mercado brasileiro

 •O lento progresso da competitividade na indústria de Meios de Pagamento

Os celulares como meios de pagamento

Estudo revela os perigos de sites que duram 24 hs

Tim Cook cutuca (indiretamente) o Google

Desastrado fã da Apple derruba seu iPhone no chão

Um supermaterial acaba de nascer: germaneno

Potencial de negócio da casa do futuro é imenso

==> Ler mais em Telequest - Website de Ethevaldo Siqueira


Blog da Flávia Lefèvre, advogada da Proteste

lávia Lefèvre Guimarães
é advogada é Conselheira da PROTESTE - Associação de Consumidores, foi representante das entidades de defesa do consumidor no Conselho Consultivo da ANATEL de fevereiro de 2006 a fevereiro de 2009 e recentemente eleita para representar o 3º Setor no Comitê Gestor da Internet no Brasil (2014 a 2017).

16/09/14
A universalização da Banda Larga proposta pela Presidente Dilma Rousseff - por Flávia Lefèvre

"A Campanha Banda Larga é um Direito Seu, da qual a PROTESTE faz parte junto com muitas outras entidades ligadas aos direitos do consumidor e à comunicação, está promovendo os Diálogos Conectados para tratar da  universalização do acesso à internet e da garantia de direitos digitais com os principais candidatos à Presidência da República. 

A primeira a aceitar o convite foi a Presidente e Candidata Dilma Rousseff. O encontro aconteceu no Sindicato dos Engenheiros de São Paulo, no último dia 9 de setembro. O encontro foi gravado e o link para acessar o vídeo é o seguinte:
 http://www.interrogacaostream.net/seesp/dialogosconectados/  

A primeira parte do debate tratou da necessidade de implantação de infraestrutura para universalizar o acesso à internet, o segundo bloco tratou de direitos relativos ao Marco Civil da Internet – neutralidade e privacidade e o terceiro, tratou de programas de inclusão e cultura digital. 

Passo a comentar sobre as considerações que a Presidenta e candidata Dilma Rousseff fez sobre infraestrutura de banda larga. Ela se diz favorável à universalização da banda larga, mas entende que é necessária a edição de uma lei específica, alegando que a extensão do regime público para o serviço de comunicação de dados (=banda larga) por meio de decreto significaria um ato voluntarioso da Presidência da República e que implicaria em grande judicialização por parte das empresas que operam no setor  (51:30 min do video). 

Dilma também disse que, sendo reeleita, implantaria redes de acesso à internet de alta capacidade em 90% do país até o final do próximo mandato (3:09 do vídeo), garantindo velocidade de provimento de 25Mbps. 

Considerando que os investimentos necessários para a universalização, deverão se dar não só pela iniciativa privada, mas também pelos cofres públicos, pelas vias referidas pela candidata – Orçamento da União e financiamentos à juros subsidiados, e eu acrescento o FUST -  a primeira pergunta que se apresenta é a seguinte: Dilma pretende financiar a implantação de redes com recursos públicos mesmo sem estar em vigor a lei de universalização defendida por ela? Ou seja, pretende fazer investimento público em redes privadas? 

Vejam que a aprovação de uma lei de universalização da banda larga implicará necessariamente na revisão de todo o modelo que estruturou o setor de telecomunicações a partir das privatizações ocorridas em 1998, e que está definido na Lei Geral de Telecomunicações. Tenho certeza que uma lei que afetará grandes interesses políticos, econômicos e sociais, não levará menos de 3 anos para ser sancionada. E, certamente, Dilma Rousseff conhece bem esta realidade.  

Sendo assim, se a candidata afirma que promoverá a implantação de redes de alta capacidade em 90% do país, nos próximos quatro anos e que o regime público só pode ser imposto por lei, estaria admitindo financiar com recursos públicos redes privadas, sem as garantias de estabelecimentos de metas de universalização e de continuidade e sem a prerrogativa de estabelecer que parte da capacidade dessas redes esteja reservada prioritariamente para políticas públicas de inclusão digital? 

Concordo e defendo há muito tempo que seria muito bom que a LGT fosse revista e vejo a proposta da candidata, de mandar ao Congresso projeto de lei visando uma lei de universalização da banda larga, muito positiva. 

Mas, e até a edição da lei? Sou absolutamente contra reverter volumosos recursos públicos para a implantação de redes privadas, sem que se possa impor função social a elas e que sirvam exclusivamente às finalidades de lucro da iniciativa privada.  

E, mais do que ser contra, entendo que tal medida seria ilegal, tendo em vista o que dispõe o § 1º, do art. 65, da LGT, no sentido de que os serviços de interesse coletivo e essenciais não podem ser explorados apenas no regime privado.  (...) Ler mais

28/07/14
A ANATEL e a tunga reiterada há mais de 8 anos no modelo de custos - por Flávia Lefèvre
05/06/14
Contribuição da PROTESTE à Consulta Pública do Edital para licitação das frequências dos 700 MHz
30/05/14
Pela garantia da Neutralidade de rede no Marco Civil da Internet - por Flávia Lefèvre Guimarães
26/05/14
Backhaul e a apropriação de recursos das concessões
04/05/14
Marco Civil da Internet: conversamos com Flávia Lefèvre Guimarães, ex-integrante do conselho consultivo da ANATEL
28/04/14
Artigo de Flávia Lefèvre no IDGNow! - "Eleições 2014: Institucionalizada a intimidação"
18/03/14
Marco Civil da Internet – neutralidade, privacidade, censura e a contra-informação

Veja todos os "posts" anteriores no Blog da Flávia Lefevre


Small Cells / FemtoCells

Este website é constituído de uma Página Inicial, contendo a legislação sobre o tema, um resumo e um acompanhamento dos principais eventos. Contém ainda um Índice de artigos e notícias e uma coleção de transcrições.

Algumas definições:
(...) Femtocells são "estações de base" celulares minúsculas e de baixa potência, semelhantes aos pontos de acesso de Wi-Fi. Podem atuar como dispositivo stand-alone ou integrar gateways domésticos; e são capazes de suportar vários standards sem fio.
A diferença em relação ao Wi-Fi é que as femtocells operam em freqüências autorizadas. (...)  Fonte: Thesis -Todo mundo de olho nas femtocells  
(...) Os Femtocells são pequenos pontos de acesso (access points) celulares, que fazem o roteamento sem fio de tráfego de voz através de conexões de banda larga existentes. Um estudo da ABI Research prevê que os femtocells ganhem popularidade entre consumidores e projetos, gerando a venda de cerca de 36 milhões de equipamentos até 2012. (...)  Fonte: Computerworld - Cisco investe na tecnologia femtocell
(...) Em poucas palavras, Femtocell é uma tecnologia emergente (também conhecida por Access Point Base Station), (…) com baixos custos de implementação que permite que as ligações móveis em ambiente doméstico sejam direcionadas para redes mais amplas (como o DSL ou cabo), a partir do mesmo equipamento 3G. Em outras palavras, a tecnologia Femtocell foi concebida para unir a telefonia celular de banda larga (3G e superiores) à Internet de alta velocidade em rede fixa residencial. (...)  Fonte: Google Discovery - Você já ouviu falar em Femtocell? 

Em 24 de outubro de 2012 o Conselho Diretor da Anatel aprovou, o regulamento da femtocell, sem necessidade de licenciamento, portanto, sem pagamento ao Fistel (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações). "A célula terá potência de 1 watt na saída do transmissor (abrangência de até 120 metros) e mobilidade restrita. Com esta decisão, a Anatel impulsiona bastante o uso dessas pequenas estações para ampliar o acesso da banda larga móvel no país. O serviço pode ser fechado ou aberto e o aparelho a ser instalado pelas operadoras na residência dos assinantes não pode ser cobrado. A conexão à internet da femtocell pode ser fornecida pela operadora ou independentemente da prestadora. Ou seja, o usuário pode contratar a sua rede fixa, que conecta o aparelho, para ser o prestadora da banda larga."

Notícia recente:
Fonte: Convergência Digital
[09/09/14]  Apesar de pedirem isenção, um ano depois teles usam pouco as femtocélulas - por Luís Osvaldo Grossmann
"Depois de dois anos de pedidos e pressões, a Anatel aprovou em outubro do ano passado, a isenção da taxa de fiscalização sobre as chamadas femtocélulas, equipamentos que, na prática, substituem a rede móvel por conexões fixas de banda larga. Mas em que pese os apelos das operadoras, praticamente um ano depois da medida ainda não há uso comercial dos equipamentos. “O que temos são sete equipamentos homologados, mas ainda não temos dados sobre sua efetiva utilização. A julgar pelo que ouvi dos fabricantes, as operadoras ainda estão fazendo experiências”, revela o gerente geral de regulamentação da Anatel, Nilo Pasquali." (...) Ler mais

Ver coleção de textos em Índice de artigos e notícias


Blog "Dia a Dia" de Silvio Meira
Sobre Silvio Meira:
"Um dos nomes mais importantes do País quando o assunto é inovação e empreendedorismo, o professor Silvio Meira anunciou hoje que após 12 anos vai deixar o cargo de cientista chefe do C.E.S.A.R (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife), que ajudou a criar. A instituição é uma das mais importantes dentro do polo tecnológico Porto Digital, referência em todo o Brasil no desenvolvimento de novos talentos e startups inovadoras."
A mudança vai gerar uma nova forma de Silvio colaborar com o C.E.S.A.R, pois, como assessor, ajudará de forma mais efetiva no detalhamento e implementação dos planos estratégicos da organização." [Fonte]

Últimos "posts" no Blog "Dia a Dia" de Silvio Meira (que não utiliza letras maiúsculas em seus textos...):
04/09/14
smartX: as oportunidades e os riscos [4]

29/08/14
smartX: as oportunidades e os riscos [3]
22/08/14
smartX: as oportunidades e os riscos [2]
18/08/14
smartX: as oportunidades e os riscos [1]
"o que é smartX, aqui? é qualquer coisa que tenha computação, comunicação e controle associada a ela. um tênis com sensores que medem a distribuição de peso ao andar é uma instância de smartX, assim como uma lata de lixo que “sabe” onde o lixo que você jogou vai cair e “se move” pra lá [e “pega” o que você jogou…]. e sobre o que é este texto? é sobre o futuro destas coisas espertas, os smartX, ao nosso redor; o texto é sobre, principalmente, as oportunidades, mas também sobre os riscos. (...) 

07/08/14
sinais dos tempos [no direito, e mais]
31/07/14
futuro: o imaginado e o real
28/07/14
por mais transparência nas eleições
23/07/14
ariano suassuna, 1927 – 2014
22/07/14
como nascem os livros?…
17/07/14
pra onde vai a internet? [1]
03/06/14
a tradução universal e os call centers
27/05/14
o brasil é do tamanho da…
22/05/14
cadê os jogos educacionais móveis?
12/05/14
era copa do mundo, era de futebol… e o IRÃ decidiu com os EUA!…

Ler mais "posts" no Blog "Dia a Dia" de Silvio Meira


Desoneração tributária para redes de telecom (REPNBL)

Este website é constituído de uma Página Inicial, contendo a legislação sobre o tema, um resumo e um acompanhamento dos principais eventos. Contém ainda um Índice de artigos e notícias e uma coleção de transcrições.

1. O objetivo central deste website é acompanhar as ações de "desoneração" referentes ao REPNBL. Por aderência, estão registradas algumas matérias referentes à "desoneração da folha de pagamentos das empresas do setor de TI" e "desoneração dos "smartphones".

2. No final da página inicial estão as definições e comentários sobre as siglas COFINS, PIS/Pasep, IPI e ICMS.

3. A inspiração para organizar este website veio da leitura deste editorial da Folha SP, Desoneração caótica, do qual faço este "recorte":
(...) "O problema é que os resultados demoram a aparecer. De todas as iniciativas, a mais bem-vinda é a desoneração da folha salarial, por seu impacto na geração de empregos. As outras, porém, perseguem objetivos pouco transparentes. A escolha a dedo de setores beneficiados, além disso, amplia o balcão de negócios instalado em Brasília. Muito melhor seria uma desoneração horizontal, para a economia como um todo. Por fim, a ação do governo ignora que boa parte dos percalços das empresas resulta da dificuldade de cumprir o cipoal de regras sobre impostos. Problema, aliás, agravado pela proliferação de regimes tributários especiais.
É importante e correto desonerar. Falta, contudo, demonstrar como a política até aqui executada se coaduna com o objetivo geral de reduzir os impostos que mais oneram a produção (PIS, Cofins e ICMS) e simplificar drasticamente a legislação tributária."

4.
O Regime Especial de Tributação do Programa Nacional de Banda Larga (REPNBL) tem o objetivo de estimular os investimentos no setor de telecomunicações no Brasil por meio da desoneração fiscal. Incluído na Lei nº 12.715, de 17 de setembro de 2012, e regulamentado pelo Decreto nº 7.921, de 15 de fevereiro de 2013, o REPNBL busca promover a implantação, a ampliação e a modernização da infraestrutura de redes de telecomunicações que suportem acesso à internet banda larga.

5.
O Regime Especial de Tributação da Banda Larga (REPNBL) é um "projeto" governamental extremamente polêmico e, segundo algumas opiniões, simplesmente impossível de administrar e fiscalizar.
HR

Seleção de notícias recentes:
Leia na Fonte: Teletime
[01/09/14]  REPNBL: 15,9 bilhões de investimentos e R$ 5 bilhões de renúncia fiscal - por Helton Posseti

Leia na Fonte: Tele.Síntese
[22/08/14]  Desoneração com REPNBL custa R$ 85 milhões ao governo em julho - por Lúcia Berbert
Leia na Fonte: Convergência Digital
[18/08/14]  Minicom aprova mais R$ 217 milhões em projetos do REPNBL - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Convergência Digital
[06/08/14]  REPNBL leva o 4G para a faixa de 450 MHz

Leia na Fonte: Teletime
[05/08/14]  Claro, Embratel e Net manterão marcas independentes - por Letícia Cordeiro
Leia na Fonte: SEGS
[24/07/14]  Pequenos Provedores Fogem de Roteador Convencional

Leia na Fonte: Tele.Síntese
[18/07/14]  Teles agora querem programa de incentivo a redes, ao invés da prorrogação do REPNBL - por Lúcia Berbert
Leia na Fonte: Convergência Digital
[27/06/14]  Teles querem, mas Fazenda resiste a prorrogar isenção para o PNBL - por Luís Osvaldo Grossmann

Ler relação completa em
Índice de artigos e notícias


Blog START de Lígia Aguilhar

Lígia Aguilhar é jornalista do Link. Acompanha a onda das startups desde 2010, enquanto alimenta seu vocabulário com palavras como pitch, break-even, capital semente, MVP e anjos. Contato: ligia.aguilhar@estadao.com

Seleção de "posts" do Blog START de Lígia Aguilhar:

09/09/14
App para economizar água no banho ganha hackathon do TechCrunch Disrupt
09/09/14
Delegação de startups brasileiras é uma das maiores no TechCrunch Disrupt SF
05/09/14
Para brigar com Spotify, startup cria streaming gratuito com músicas do YouTube
05/09/14
Conheça as startups selecionadas para a turma 3 do Start-Up Brasil


Ler mais "posts" no Blog START de Lígia Aguilhar ou nesta seleção do WirelessBRASIL


Crimes Digitais, Marco Civil da Internet e Neutralidade da Rede

Este website é constituído de uma Página Inicial, que contém uma explicação da junção destes temas, face sua origem comum e um Acompanhamento dos principais eventos.
Contém ainda um Índice de Artigos e Notícias e uma coleção de transcrições.

Marco Civil - O que está acontecendo:
Em 25 de março de 2014 o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou o Marco Civil da Internet (PL 2126/11, do Executivo). A matéria foi aprovada em votação simbólica e foi encaminhada para o Senado.

Em 22 de abril de 2014 foi divulgado que "o plenário do Senado aprovou a proposta do Marco Civil da Internet em alteração ao texto aprovado na Câmara, após a acalorada discussão, que quase culminou em troca de tapas entre senadores da situação e oposição. Com isso, o texto do que é considerado a “constituição da internet”, poderá ser apresentada na conferência sobre governança da web, a NETmundial, que se realiza a partir do dia 23 em São Paulo.

Em 23 de abril de 2014 o texto do Marco Civil foi sancionado pela presidenta Dilma Rousseff  na abertura do encontro global sobre a governança da rede, o NetMundial, em São Paulo. Não houve vetos, apesar dos apelos de organizações sociais no ponto sobre guarda de dados.

Em 24 de abril de 2014 o texto da nova lei foi publicado no Diário Oficial da União. Clique aqui e veja a íntegra da Lei 12.965, de 23 de abril de 2014 (PDF - 70 KB)

Os debates agora se concentram na Regulamentação da nova Lei!

Enquanto isso...
"Nos Estados Unidos, a responsável pela neutralidade é a Comissão Federal de Comunicações (FCC na sigla em inglês), histórica defensora do princípio. O enorme provedor americano Verizon contestou com sucesso as regras da FCC sobre neutralidade. O tribunal decidiu que a comissão não tinha o direito de impedir que a Verizon cobrasse uma taxa pelo tráfego realizado em sua rede, e desde então a Verizon vem cobrando da Netflix para fornecer uma pista rápida para seu conteúdo aos assinantes da Verizon."

Empresas como Amazon, Facebook, Google, Microsoft, Twitter e Yahoo se uniram em defesa da neutralidade de rede nos Estados Unidos.

A FCC fez uma consulta pública sobre o assunto "neutralidade", encerrada em 15 de julho.
A consulta teve mais de um milhão de contribuições e a FCC deverá dar uma resposta até 15 de setembro de 2014.

Abaixo estão as últimas matérias anotadas sobre Marco Civil da Internet e Neutralidade da Rede:
Leia na Fonte: Teletime
[20/08/14]  Netflix e Comcast continuam trocando farpas

"O debate sobre neutralidade de rede ainda está longe de um consenso nos Estados Unidos, e os principais atores na discussão continuam a colocar mais lenha na fogueira. De um lado, os provedores de Internet (ISPs) tentando reverter a imagem de que são contra as regras de neutralidade (ainda que sempre com ressalvas) e, do outro, o provedor de conteúdo over-the-top (OTT) Netflix se defendendo e atacando tudo e todos. Na quinta-feira, 19, esses dois lados colocaram suas posições ao público em uma troca de farpas que também envolveu o órgão regulador, a Federal Communications Commisssion (FCC).

Em um editorial publicado no site da revista norte-americana Wired, o CEO da Netflix, Reed Hastings, voltou a fazer duras críticas aos ISPs e à própria FCC. Na visão dele, a agência tem historicamente focado apenas nas conexões de última milha, embora o problema atual seja na infraestrutura, chamando de "ponto de estrangulamento" por conta da redução de capacidade de fluxo de tráfego. "Se a FCC não expandir seu alcance para incluir essas transações, seria melhor não ter regras do que ter as que estão sendo propostas (pela Comissão) – que simplesmente legalizam a discriminação na Internet".

Hastings justifica que é necessário pouco investimento em infraestrutura, alegando que uma fibra com diâmetro de um fio de cabelo humano consegue carregar 101,7 Tbps, o que seria "suficiente para suportar praticamente cada assinante da Netflix assistindo conteúdo em HD ao mesmo tempo". Ele diz também que, enquanto a capacidade aumenta, os custos da tecnologia continuam a cair, e que "algumas poucas prateleiras de equipamentos podem ser necessárias" nos pontos de interconexão. "Nunca vamos liberar o potencial da banda larga se grandes ISPs erguem um sistema pay-to-play que cobra tanto o remetente quanto o destinatário pelo mesmo conteúdo."" (...)


Leia na Fonte: Tele.Síntese
[18/08/14]  Com um milhão de manifetações, FCC adia resposta sobre neutralidade da rede

Leia na Fonte: SEGS
[17/08/14]  Dados confidenciais de segurados são o alvo preferido de cibercriminosos - por Márcia Alves
Leia na Fonte: Exame
[14/08/14]  Com Marco Civil, projetos buscam cobrir lacunas da Internet

Leia na Fonte: IDGNow!
[14/08/14]  Entrelinhas técnicas e jurídicas do aplicativo Secret

Leia na Fonte: Jornal Dia a Dia
[12/08/14]  Caso Wikipédia: os novos desafios do direito cibernético - por Dane Avanzi
Leia na Fonte: Convergência Digita
[12/08/14]  Privacidade: Bancos revisam termos de uso para evitar conflitos

Leia na Fonte: Convergência Digita
[12/08/14]  Marco Civil: Saúde decide que o dado pertence ao cidadão

Leia na Fonte: Convergência Digital
[11/08/14]  Big data: quem vai vigiar as ações do governo? - por Ana Paula Lobo e Luiz Queiroz
Fonte: WirelessBRASIL
[26/04/14]  Marco Civil da Internet: Íntegra da Lei 12.965 de 23 de abril de 2014 (com comentários críticos inseridos no texto)

Consulte o Índice de artigos e notícias para acessar o arquivo das matérias referentes à "Crimes Digitais, Marco Civil da Internet e Neutralidade da Rede"


MVNO (Mobile Virtual Network Operator)

Este website é constituído de uma Página Inicial que contém um Resumo e um Acompanhamento através do registro dos principais eventos ligados ao tema.
Contém ainda um Índice de Artigos e Notícias que leva à uma Coleção de Transcrições

MVNOs são operadoras que não possuem espectro próprio e também não contam com infra-estrutura de rede, mas que por meio de acordos com operadoras móveis tradicionais adquirem pacotes de minutos de uso (MOU - Minutes of Use) no atacado para vender aos seus clientes.

Outras siglas sobre o tema:
- Uma MVNE - Mobile Virtual Network Enabler -(em tradução livre, "viabilizador de operadoras móveis virtuais") é uma empresa que desenvolve sistemas que permitem a qualquer outra empresa se tornar uma operadora móvel virtual (MVNO).
Sua solução inclui as funções de CRM, relacionamento com a operadora real, billing, mediação, cobrança etc.
A operadora virtual preocupa-se apenas com o marketing e com as vendas de aparelhos e simcards.
Toda a parte técnica e integração com a operadora real pode ser feita  e gerenciada pela MVNE.
Na prática, os sistemas da MVNE servem como uma ponte entre a MVNO e os sistemas da operadora real de quem a rede é alugada.

- Uma MVNE pode ou não evoluir para uma MVNA - Mobile Virtual Network Aggregator (em tradução livre, "agregador de operadoras moveis virtuais").
- Uma MVNA posiciona-se no mercado com um objetivo mais amplo, para evitar, por exemplo, que uma operadora móvel virtual concorra com a operadora que lhe proporciona as facilidades de operação, facilitando as negociações entre as empresas principais e outros parceiros envolvidos no negócio.

O que está acontecendo:
Em 28 de abril de 2014 foi aberta consulta pública (ler na Anatel) para alteração do regulamento de MVNO. "O foco é a padronização e de requisitos mínimos para a apresentação das Ofertas de Referência, no sítio da operadora, dos termos e condições gerais da oferta: contemplar o objeto da oferta, os dados do ofertante, inclusive os dados do responsável técnico, os serviços prestados e a área de atuação. Além de aspectos técnicos da oferta, que deve conter a forma de compartilhamento da rede, a previsão de um manual operacional entre as partes, eventuais equipamentos necessários, cronograma para a implementação da solução técnica, proposta de acordo de nível de serviço (SLA), dentre outros."

Em 20 de fevereiro de 2014 foi noticiado que "O projeto dos Correios de criar uma operadora de telefonia móvel virtual (MVNO) é uma iniciativa que vai além da prestação de serviços de telecomunicações. Uma parte importante do plano de negócios da estatal é integrar os serviços da MVNO aos do Banco Postal, hoje operado pelo Banco do Brasil. Conforme já foi anunciado, a MVNO será operada por uma subsidiária a ser constituída em sociedade com a Poste Mobile, a MVNO dos correios da Itália. A Poste Mobile terá 51% da sociedade, apesar de a estrutura de governança ser partilhada. A razão para o controle ser dos italianos é descaracterizar a empresa como uma estatal e assim dar mais agilidade em termos de contratação de pessoal e equipamentos.

Em 08 de maio de 2014 o Minicom, através de
Portaria, resolveu que  a "Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT poderá firmar parceria comercial visando à exploração do Serviço Móvel Pessoal por meio de Rede Virtual (RRV-SMP), nos termos da regulamentação específica expedida pela Agência Nacional de Telecomunicações - Anatel."

Relação parcial de matérias recentes (2014):
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[13/08/14]  Lançamento comercial do serviço MVNO dos Correios só em 2015 - por Fatima Fonseca

"A aprovação pelos acionistas do Grupo Poste Italiane para firmar a joint venture com a ECT para operar o serviço móvel de rede virtual (MVNO) no Brasil deve ocorrer em setembro, o que vai gerar um atraso no cronograma de constituição da empresa. Com isso, a previsão inicial, de lançar o serviço comercialmente no final deste ano não deve acontecer. “A expectativa é que esse lançamento aconteça no primeiro semestre de 2015. Estamos no fechamento de dois documentos, o acordo de acionistas e o acordo de investimentos e, como nesta época na Europa é um período de férias, devemos fechar esses acordos só em setembro. A partir daí é que vamos constituir a operadora”, informou hoje (13) Antônio Luiz Fuschino, vice-presidente de Tecnologia e Infraestrutura da ECT. “Não há mais nada de relevante sendo discutido. Após a assinatura, a joint venture (ainda sem uma marca) entrará com o pedido de licença na Anatel e a expectativa é que obtenha a autorização em seis meses”, acrescentou." (...) Ler mais

Leia na Fonte: Mobiletime
[13/08/14]  Correios aguardam italianos para formar empresa que constituirá MVNO - por Bruno do Amaral

Leia na Fonte: Teletime
[16/06/14]  Tuenti, MVNO da Telefónica, lança beta teste no México
Leia na Fonte: Convergência Digital
[28/05/14]  Virgin Mobile terá MVNO no começo de 2015 no Brasil
Leia na Fonte: Sintect Santos
[28/05/14]  Goiás terá projeto piloto dos Correios em celular - por Marcio Anselmo Farina
Leia na Fonte: Teletime
[14/05/14]  Virgin espera receber aprovações regulatórias para atuar no Brasil nas próximas semanasLeia na Fonte: Tele.Síntese
[08/05/14]  MiniCom autoriza Correios a operarem rede virtual móvel - por Lúcia Berbert (Íntegra da Portaria)
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[28/04/14]  Em consultas, a alteração das regras do MVNO e a destinação de faixas para o SeAC - por Lúcia Berbert
Leia na Fonte: Teletime
[25/04/14]  Alterações no Regulamento de MVNO vão a consulta pública
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[24/04/14]  Anatel propõe alterações no regulamento de MVNO - por Lúcia Berbert
Leia na Fonte: Convergência Digital
[24/04/14]  Anatel reduz restrições ao MVNO e obriga divulgação de ofertas na Internet - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Teletime
[20/02/14]  Operadora virtual dos Correios terá ênfase em serviços financeiros - por Samuel Possebon
Leia na Fonte: Convergência Digital
[18/02/14]  Porto Seguro Conecta: MVNO já decolou no Brasil - por Ana Paula LoboLeia na Fonte: G1
[14/02/14]  Correios querem faturar R$ 1,5 bilhão com negócio de telefonia celular

Ler mais em
Índice de artigos e notícias


Governança da Internet

Este website é constituído de uma Página Inicial, que contém uma explicação sobre o tema, entidades, "atores" e um Acompanhamento dos principais eventos ("em construção"). Contém ainda um Índice de Artigos e Notícias e uma coleção de transcrições.

Para entender o noticiário:
"Multilateralismo" x "multissetorialismo"
(...) A discussão sobre a rede tem muito mais nuances do que um confronto entre o ‘multilateralismo’, identificado com o sistema de decisões no modelo ONU, onde cada país tem seu voto, e o ‘multissetorialismo’, que defende a participação de outros interessados, notadamente o setor privado e a sociedade civil em igualdade de condições com os Estados-nação.(...) [Fonte: Convergência Digital]

Leia na Fonte: Significados
[10/06/14]  Significado de Stakeholder

Leia na Fonte: CGI.br
[27/05/14]  Documento final do NETmundial


O texto a seguir é uma adaptação do original em EXAME:

"Terminou o evento NETmundial (Conferência Multissetorial Global Sobre o Futuro da Governança da Internet), que aconteceu em 23 e 24 de Abril em São Paulo, reunindo representantes de mais de 80 países para discutir o futuro da internet.
O congresso pretende estabelecer princípios básicos para que a internet permita a livre comunicação em escala global. Também pretende rediscutir a governança da rede, reduzindo o poder dos Estados Unidos nela.

A internet, como se sabe, é uma rede distribuída, sem comando centralizado. Mas o governo dos Estados Unidos “supervisiona” as entidades que cuidam da distribuição global dos endereços IP (os números que identificam os equipamentos conectados) e dos nomes de domínio (aqueles que aparecem na barra de endereço do browser).
Além disso, organizações nos Estados Unidos, como a Internet Engineering Task Force (IETF), determinam outros aspectos técnicos da rede. Outros países querem internacionalizar mais a governança, reduzindo o poder dos americanos.
Há duas entidades – IANA e ICANN – que administram endereços IP e nomes de domínio globais (os nomes e endereços locais são administrados por entidades nacionais de cada país, como a NIC.br no Brasil).
A IANA e a ICANN são supervisionadas pelo governo dos Estados Unidos. Há várias propostas para fazer com que o controle se torne mais global. Uma delas é desvincular essas entidades do governo americano e torná-las mais abertas e transparentes.
Outra proposta é dar mais poder ao Fórum de Governança da Internet (IGF) para participar da gestão da rede. Esse grupo foi criado pela ONU em 2006, mas não tem poder deliberativo.
O Departamento do Comércio americano já declarou que não pretende renovar seu contrato de “supervisão” com a IANA, que termina em 2015. Historicamente, o controle dos endereços ficou nos Estados Unidos porque a internet nasceu lá.

O evento é organizado em conjunto pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e a /1Net, fórum que reúne entidades internacionais relacionadas com a governança da internet. O congresso principal do NETmundial aconteceu no hotel Grand Hyatt, na zona Sul de São Paulo.

A ArenaNETmundial é um evento paralelo ao NETmundial realizado no Centro Cultural São Paulo. Traz palestras, debates e shows. Participaram dele personalidades como o sociólogo espanhol Manuel Castells, o músico Gilberto Gil e Tim Bernes-Lee, considerado o pai da web."


Aqui está uma seleção de matérias recentes sobre a NetMundial
:

Leia na Fonte: Teletime
[15/08/14]  Entidades reclamam ausência de brasileiros na próxima etapa do NetMundial - por Helton Posseti

"Circulam na Internet documentos de um encontro que acontecerá na sede do Fórum Econômico Mundial na Suíça batizado de NetMundial Initiative, que seria a continuação dos debates que ocorreram em São Paulo de modo a basicamente buscar uma cooperação global para implementar os princípios que foram definidos durante o encontro de abril. A divulgação dos documentos (a lista de convidados, a agenda do evento e um briefing de atividades e objetivos) irritou alguns representantes da academia brasileira que participaram da primeira parte da discussão do Net Mundial. Pelo que foi tornado público, estes mesmos representantes não teriam sido convidados para o encontro. "É uma iniciativa da ICANN (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers) junto com o Fórum Econômico Mundial que pega o que foi construído aqui, inclusive o nome, para debater; mas ao fazer isso fica uma impressão muito ruim porque, como você vê na lista, há uma exclusão de participantes brasileiros", afirma Ronaldo Lemos, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro." (...)


Leia na Fonte: Band / Colunas
[11/06/14]  Se é ruim pra eles... - por Mariana Mazza
(Sobre a matéria Regulação de neutralidade na América Latina é nociva, diz Cisco)
Leia na Fonte: Observatorio da Imprensa
[10/06/14]  Para globalizar o marco da internet - por Thorsten Benner e Oliver Stuenke
Leia na Fonte: Teletime
[10/06/14]  Regulação de neutralidade na América Latina é nociva, diz Cisco - por Bruno do Amaral
Leia na Fonte: Significados
[10/06/14]  Significado de Stakeholder

Leia na Fonte: CGI.br
[27/05/14]  Documento final do NETmundial

Leia na Fonte: Convergência Digital
[26/05/14]  Painel da ICANN sustenta NetMundial e "globalização" até setembro de 2015 - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Convergência Digital
[23/05/14]  Impactos econômicos da vigilância em massa na Internet - por Por Ronaldo Ferraz
Leia na Fonte: JB
[20/05/14]  Forbes: Como o Brasil e a União Europeia estão quebrando a internet

Leia na Fonte: Observatório da Imprensa
[20/05/14]  Inconstitucionalidade do Marco da Internet - por Guilherme Magalhães Martins
Leia na Fonte: Convergência Digital
[12/05/14]  Governança da Internet: EUA se opõem ao modelo multilateral e conflitam com o Brasil - por Roberta Prescott
Leia na Fonte: Observatório da Imprensa
[06/05/14]  Cuidados com a regulamentação - Editorial Valor Econômico

Leia mais matérias no
Índice de Artigos e Notícias


Website de José Smolka

José de Ribamar Smolka Ramos (smolka@terra.com.br) é engenheiro eletricista (UFBa 1982), com especialização em gestão da qualidade (CETEAD/UFBa 1994) e MBA executivo (FGV RJ/Grupo Telefonica 2001). Trabalha na área de Informática desde 1980, tendo atuado em empresas das áreas financeira, industrial e serviços, estando desde 1989 na área de telecomunicações. Área principal de interesse: projeto, implantação e gestão operacional da infra-estrutura e serviços de comunicação baseados na arquitetura TCP/IP.

Últimos "posts":
06/08/14
Comentário sobre a notícia que informa a "oferta da Telefónica para compra da GVT"
"Como um dos profetas menores do cenário de telecom no Brasil, acho que posso me orgulhar de acertar de vez em quando. Vou lembrar dois casos, um deles justamente ligado à notícia que você pediu para comentar.

No passado, e quem quiser pode pesquisar nos arquivos do site Wireless Brasil (alô Hélio, tá faltando ali uma ferramenta de busca!) eu disse que achava a antiga redação do artigo 86 da LGT, que restringia as concessionárias a prestar um único serviço de telecom, uma besteira, e que isto devia ser mudado. Bom, ele foi mudado na direção que eu propunha (embora pelos motivos errados) pela Lei 12.485 de 12/09/2011.

Por conta desta mesma discussão em torno da versão antiga do artigo 86 da LGT eu me lembro de ter dito que eu achava que, no futuro, o Brasil teria somente três ou quatro grandes grupos na área de telecom, todos operando nacionalmente e oferecendo todos os serviços fixos e móveis aos seus assinantes.

Este movimento anunciado agora, para mim, é apenas mais um passo na consolidação deste cenário que previ. Até agora despontam como candidatos a ocupar aquelas posições a Oi/PT, o grupo America Movil, e, mais claramente ainda caso a aquisição da GVT se concretize, a Telefônica Vivo. Destes três, quem tem a infraestrutura mais equilibrada, em função da herança do antigo sistema Telebrás que incorporou, é a Oi. A América Móvil, principalmente por causa do legado de presença nacional da Embratel, e pela aquisição da Net, também tem uma certa vantagem neste cenário. A Telefônica Vivo tem um dilema: presença forte de serviços fixos em São Paulo, mas pouca presença, e nenhuma rede de acesso (exceto celular), fora de lá. A aquisição da GVT cobre exatamente esta lacuna, e posiciona a Telefônica Vivo como competidor nacional sério da Oi/PT em serviços fixos, coisa que a GVT, por falta de fôlego/disposição do seu controlador (Vivendi) ameaçou mas ficou no meio do caminho. Eu não me surpreenderia se a Telefônica Vivo também fosse às compras na área de TV a cabo, com alvo principalmente naquelas operadoras que já tenham começado a colocar PON na last mile. (...)

26/06/14
Mensagem de José Smolka: "Vale a pena continuar brigando por TUPs?"
13/02/14
Resposta de José Smolka à uma pergunta sobre "femtocell"
07/02/14
Comentário sobre o artigo "Telecom: qualidade do serviço sob a ótica do executivo da empresa"
03/02/14
Sobre uma "contribuição" da Proteste à Consulta Pública 53/2013 - Mensagem de José Smolka
03/02/14
Sugestão de leitura: "Migração para serviços all-IP"
23/01/14
"O mesmo mal-entendido de sempre com relação a roteamento de pacotes na Internet" (2) - Smolka responde a um debatedor
21/01/14
"O mesmo mal-entendido de sempre com relação a roteamento de pacotes na Internet" (1) - por José Smolka

Ler "posts" anteriores em  Website de José Smolka


Wi-Fi para desafogar tráfego de dados

Nota de Helio Rosa:
Estou reunindo material para organizar este novo website.
O conteúdo preliminar está disponível nestes locais: Página Inicial e Índice de artigos e notícias.
HR
Algumas matérias recentes já relacionadas:

Leia na Fonte: Teletime
[04/08/14]  Rede Wi-Fi da Oi alcança 800 mil pontos de acesso

(...) "A operadora conta com uma parceria com a rede FON, composta por 13 milhões de hotspots em 14 países, além de Boing, iPass e Meo Wifi, que somam 4 milhões de pontos de acesso. A Oi oferece acesso gratuito para assinantes de determinados planos de banda larga fixa e móvel, disponibilizando para eles um aplicativo para conexão automática à rede Wi-Fi, sem necessidade de login e senha a cada sessão."

Leia na Fonte: Convergência Digital
[15/07/14]  Escolas adotam o WiFi, mas compartilham velocidade baixa

Leia na Fonte: Convergência Digital
[24/06/14]  Copa 2014 registra tráfego de 32 terabyates de dados e é a mais conectada da história - Com informações da Oi
Leia na Fonte: Convergência Digital
[24/06/14]  Linktel fecha com Cablevisión e abre 700 hotspots na Argentina

Leia na Fonte: Convergência Digital
[04/06/14]  Copa 2014: Oi e Accor fecham parceria por rede WiFi

Leia na Fonte: Portal da Band / Colunas
[03/06/14]  Copa: somente metade dos estádios terá WiFi - por Mariana Mazza
Leia na Fonte: Convergência Digital
[30/05/14]  Oi bate 1 milhão de downloads de app para acesso à rede WiFi

Leia na Fonte: Convergência Digital
[12/05/14]  Em Madrid, Wi-Fi acompanha passageiros dos ônibus municipais - por Luís Osvaldo Grossmann e Luiz Queiroz
Leia na Fonte: Convergência Digital
[09/05/14]  Compartilhamento incrementa 4G e TIM planeja negociar para 2G,3G e 450Mhz

Leia na Fonte: Convergência Digital
[09/05/14]  Corporações: TIM busca fatia maior em mercado estimado em R$ 24,5 bilhões - por Ana Paula Lobo
Leia na Fonte: Convergência Digital
[07/05/14]  Copa 2014: Indústria descarta acordo para uso do Wi-Fi nos estádios - por Ana Paula Lobo
Leia na Fonte: Convergência Digital
[06/05/14]  O novo padrão 802.11ac e as redes corporativas - por Fernando Lobo
Leia na Fonte: Portal IDGNow! / Blog Circuito de Luca
[01/05/14]  Internet vai falhar em metade dos estádios da Copa. Por quê? - por Cristina de Luca

Consulte o
Índice de artigos e notícias para acessar o arquivo das matérias


Blog TELECO 24 HORAS, de Ricardo Bueno

Perfil de Ricardo F. Bueno (foto) anotado em seu Blog:
"Senior Telecommunications Engineer with over 25 years experience in the Brazilian telecommunications market. Served as an executive in reference technology and telecommunications companies: Banco Itaú, Nextel, BCP / CLARO, BSE / CLARO and Algar Telecom. He is currently head of the Department of Engineering and Project Approach in Telecommunications Service Provider.The posts on this site reflect his personal opinion, based on his experience and knowledge of the Brazilian telecommunications market and Business Administration."

"Posts" do Blog TELECO 24 HORAS

29/07/14
Estão Bisbilhotando nossa Energia Elétrica

"Acompanhando avanços tecnológicos, não me causa estranheza o fato de que nossos medidores de consumo de energia elétrica, popularmente conhecidos como “Relógio de Luz”, estarem seguindo por caminhos evolutivos que lhes garanta inteligência suficiente para bisbilhotar nossos hábitos de consumo, através da simples “observação” de nosso consumo de energia elétrica. Se tais colocações o surpreenderam, não estranhe se começar então a receber panfletos via correio ou mensagens eletrônicas com propagandas de produtos que você visualizou em sua TV durante seus momentos de lazer. Relaxe, futuramente isto será extremamente corriqueiro. Não é de hoje que provedores de acesso à internet (ISP), bisbilhotam preferências de navegação de seus clientes, através dos “cookies”, aplicativos injetados de forma silenciosa e maliciosa em seu computador, tablet ou smartphone durante sua navegação. (...) Ler mais

07/06/14
“A Voz do Brasil”, será que ainda precisamos dela?
30/05/14
O que esperar do Mercado de Trabalho após a Copa 2014
26/04/14
Porque o 4G está tão difícil de decolar por aqui…
08/04/14
Aprendendo com os Gansos Selvagens
25/03/24
Está Aberta a Temporada de Caça ao Celular “Xing Ling”
17/03/14
Os Jovens, os Veteranos e o Mercado de Trabalho
01/03/14
Para onde Caminha nossa Telefonia
14/02/14
Os Jovens e o Efeito Manada
08/02/14
Querem desligar o Telefone da Vovó
18/01/14
Taxímetro na Energia Elétrica
04/01/14
Networking e Relacionamento Estratégico Como mantê-los aquecidos e assertivos
21/11/13
Sentirei Saudades das Emissoras de ondas médias, as “AM’s”
08/11/13
A Cobrança de “roaming” nos celulares e dispositivos móveis está com os dias contados
05/11/13
Por que o Brasil passará a utilizar 9 dígitos no celular se os EUA ainda utilizam 7?

Consulte: Blog TELECO 24 HORAS, de Ricardo Bueno


Portal e-Thesis da jornalista Jana de Paula - Coleção de matérias

Jana de Paula - Foi redatora da Revista Info do Jornal do Brasil, a primeira publicação brasileira produzida e editada por meios eletrônicos. Nesta época ganhou o prêmio de Melhor Matéria Técnica do Sucesu'86, por júri composto por membros da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).  Ler mais

15-Jul-2014
Business Intelligence (BI) pode prevenir queda de receita em negócios onde atendimento ao cliente é chave - por e-Thesis
"Pesquisa realizada pela Ovum a pedido da Amdocs, identificou grande diferença entre o que os prestadores de serviço acreditam que podem conseguir com a utilização de dados coletados e os reais benefícios que essas informações trazem. A pesquisa global destaca os benefícios inexplorados da adoção do Business Intelligence (BI) e das ferramentas de análise inteligentes, no processo de ativação de ordens (Order-to-activation ou O2A). Por exemplo, os dados recolhidos durante a ativação podem ser aproveitados para melhorar os resultados de negócios dos prestadores de serviço nas áreas de atendimento ao cliente (82%), prevenção de perda de receita (82%) e prevenção proativa de cancelamento do pedido (76%)." (...)

01-Jul-2014
O tigre digital pode ser domado pelas corporações, com benefícios - por Orange Business Services
30-Jun-2014
Ataques cibernéticos preocupam cada vez mais as organizações - por Vanson Bourne & British Telecom
16-Jun-2014
A maioria das empresas não se crê apta a evitar roubo de dados - por Instituto Ponemon & Websense
29-Mai-2014
Governos da A.Latina buscam soluções penais para uso de drogas - por Colectivo de Estudios Drogas y Derecho (CEDD) Global
24-Mai-2014
PSafe: antivírus e browser brasileiros e gratuitos - por Jana de Paula

Ver títulos anteriores colecionados
aqui ou no Portal e-Thesis


Para entender o noticiário
O que é SNOA - Sistema de Negociação de Ofertas de Atacado

O Sistema de Negociação de Ofertas de Atacado (SNOA) é uma plataforma de intermediação da negociação de produtos de atacado ofertados pelos Grupos detentores de Poder de Mercado Significativo (PMS).
Por meio do SNOA, os novos agentes poderão adquirir, de forma isonômica e não discriminatória, via internet, produtos de atacado como torres, dutos, linhas dedicadas (EILD), interconexões, acesso local e roaming - infraestruturas essenciais para agentes que estão chegando ao mercado brasileiro.
Previsto no Plano Geral de Metas de Competição da Anatel, o SNOA funcionará como uma bolsa de valores virtual, na qual serão negociados insumos de telecomunicações: os grupos econômicos com PMS ofertarão seus produtos de atacado no sistema e os interessados emitirão ordens de compra de forma livre e isonômica, remotamente pela internet. Todas as negociações de atacado serão centralizadas nessa plataforma, o que trará grande ganho de transparência nas relações comerciais de produtos de atacado do setor de telecomunicações.
Com o SNOA, novos investidores, pequenas e médias empresas, terão acesso aos insumos de atacado de forma fácil, transparente e padronizada, podendo competir mais facilmente nos mercados de varejo. Ao lançar o SNOA, a Anatel propicia melhores condições de competição e viabiliza um novo ambiente regulatório capaz de atender os anseios da sociedade por mais serviços, com preços justos e com qualidade.


Lei Geral das Antenas

Este website é constituído de uma Página Inicial, que contém a Legislação e um Acompanhamento dos principais eventos.
O website contém ainda um Índice de artigos e notícias e uma coleção de transcrições.

O que está acontecendo:

Neste momento a Anatel atua para regulamentar a Lei nº 11.934, de 5 de Maio de 2009 que "dispõe sobre limites à exposição humana a campos elétricos, magnéticos e eletromagnéticos".
Enquanto isso, no Congresso, tramita o PL 5013/2013 (que deverá dar origem à chamada "Lei Geral das Antenas") que "estabelece normas gerais de política urbana e de proteção à saúde e ao meio ambiente associadas à implantação e ao compartilhamento da infraestrutura de telecomunicações".

Em 07/05/14 o PL 5013/2013 passou em caráter terminativo na Câmara dos Deputados, e "deve retornar diretamente ao Senado – a única exceção é se for apresentado recurso para levá-lo ao Plenário da Câmara, o que exige 52 assinaturas. No fundo, o que as teles já esperavam era exatamente a aprovação e a volta ao Senado onde, torcem, será recuperado o texto inicial, aquele aprovado em 2012."
Em 05/06/14 a Comissão de Constituição e Justiça aprovou a redação final. "Apesar da tentativa do PV de apresentar recurso para levar à votação no Plenário da Câmara, a Lei das Antenas volta ao Senado sem essa escala, tendo prevalecido o texto que passou na Comissão Especial sobre o projeto.

Aqui estão as últimas matérias anotadas sobre estes assuntos:
Leia na Fonte: Convergência Digital
[15/07/14]  Novo relator, Walter Pinheiro (PT-BA) quer texto original da Lei das Antenas - por Luís Osvaldo Grossmann

Leia na Fonte: Convergência Digital
[05/06/14]  Lei das Antenas: texto não é votado no plenário e volta ao Senado - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Convergência Digital
[07/05/14]  Lei das Antenas passa na Câmara, mas principal medida foi anulada - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Circuito de Luca / IDG Now!
[01/05/14]  Internet vai falhar em metade dos estádios da Copa. Por quê?

Leia na Fonte: Convergência Digital
[30/04/14]  Mais de um ano depois, Minicom volta a pedir votação da Lei das Antenas - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Convergência Digital
[09/04/14]  Sem quórum, Câmara cancela votação da Lei das Antenas - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Band / Colunas
[04/04/14]  A fábula das antenas - por Mariana Mazza

Consulte o
Índice de artigos e notícias para acessar o arquivo das matérias referentes à "Lei Geral das Antenas"


Telebrás e PNBL

Este website tem uma página inicial, um Índice de artigos e notícias (remetendo à uma coleção de transcrições) e um Índice geral de "posts" .

Resumo:
A Telebrás (Telecomunicações Brasileiras S.A.) foi criada pela Lei 5.792 de 1972  como uma sociedade de economia mista vinculada ao Ministério das Comunicações. A Telebrás  se transformou em operadora do Sistema Nacional de Telecomunicações (SNT), definido dez anos antes. À época havia 927 operadoras de telecomunicações no país, quase todas privadas.
De acordo com essa lei, a estatal estava autorizada a prestar serviços de telecomunicações, desde que por empresas subsidiárias, e para tanto a companhia tinha autorização para a criação de tais companhias.
Em 1973, a exploração dos serviços públicos de telecomunicações foi unificada sob o controle de uma única empresa concessionária em cada estado, que adquiriram as demais empresas.
Em 1974, a Telebrás foi designada “concessionária geral” para todo o território nacional. Na primeira década de operação, a Telebrás saiu do patamar de 1,4 milhão de telefones, em 2,2 mil localidades, para 5,8 milhões de telefones, em 6,1 mil localidades.
Em 1988, a Constituição determinou que os serviços públicos de telecomunicações somente poderiam ser explorados pela União, diretamente ou mediante concessões a empresas sob controle acionário estatal. O Sistema Telebrás era composto por uma empresa holding (a Telebrás), uma operadora para chamadas de longa distância, nacionais e internacionais (Embratel) e 27 empresas de âmbito estadual ou local.
Em 1995, o Congresso aprovou a Emenda Constitucional 8, que pôs fim ao monopólio estatal nas telecomunicações.
A Lei no 9.472, de 16 de Julho de 1997, conhecida como LGT - Lei Geral de Telecomunicações, determinou a reestruturação e desestatização das Empresas Federais de Telecomunicações, entre elas a Telebrás. A mesma lei autorizou o governo a criar a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), órgão regulador da prestação de serviços em telecomunicações.
A Portaria de nº 196, de 20 de agosto 1988, assinada pelo então ministro das Comunicações Luiz Carlos Mendonça de Barros, dava 12 meses para que fossem adotadas as providências para a preparação de um Plano de Liquidação da estatal, que deveria ser aprovado pelo Conselho de Administração da empresa. Uma vez aprovado, o plano de liquidação seria executado por meio de uma Assembléia Geral Extraordinária de acionistas para dissolver a estatal. Mas o plano jamais chegou a ser elaborado.
Ler continuação do resumo.

Aqui está uma relação de matérias recentes:

Leia na Fonte: Teletime
[15/07/14]  Telebras quer manter atuação em transmissão de sinais para TVs - por Samuel Possebon

Leia na Fonte: Convergência Digital
[14/07/14]  Minicom: Redes de Telecom funcionaram na Copa 2014 - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Convergência Digital
[11/07/14]  Telebras negocia legado da Copa com estádios - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Convergência Digital
[27/06/14]  Telebras relata erro zero na transmissão em alta definição da Copa 2014
Leia na Fonte: Planeta Osasco
[26/06/14]  A grande farsa do avanço em Telecom para a Copa. Vamos todos fingir?

"A Copa do Mundo era uma desculpa para o Brasil resolver as questões de infraestrutura do país. Entre elas, a de telecomunicações, especialmente no que diz respeito à internet. Esse é, pelo menos, o discurso oficial. Analisando os avanços no setor, contudo, o que se percebe é que ficamos com os custos de garantir a transmissão para a FIFA, mas pouco avançamos tanto em ampliação de acesso à conexão quanto em preço e em infraestrutura.

A realidade é que, após uma queda de braço entre o governo brasileiro e a FIFA, a organizadora do evento venceu. Em outubro de 2012, durante a Futurecom, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, sustentou: "Eles [FIFA] colocam tudo como infraestrutura, mas temos que negociar. E vamos fazer isso. Não vamos ficar com a conta toda”*. Não foi o que ocorreu. Assim como em diversas outras disputas, o Governo Dilma cedeu e, por Medida Provisória, viabilizou a oferta de serviço pela Telebras. A MP 600, de 28 de dezembro de 2012, definiu que a prestação seria feita por meio da subsidiária Telebras Copa.

A Telebras tornou-se, assim, a empresa responsável pela construção da rede de fibra óptica que está sendo usada na transmissão de imagens de alta definição (HDTV – vídeo e áudio) entre as 12 arenas e o Centro Internacional de Coordenação de Transmissão (IBC), no Rio de Janeiro. De 2012 até maio de 2014, a companhia investiu R$ 89,4 milhões na implantação dessa infraestrutura para atender as demandas da Copa do Mundo de 2014. A rubrica equivale a quase todo um ano de aporte no desenvolvimento de rede para o Plano Nacional de Banda Larga (em 2013, foram investidos R$ 112,8 milhões no PNBL. Em 2012, o valor foi de R$ 104,4 milhões, conforme relatórios apresentados à Comissão de Valores Mobiliários).
(...) Ler mais

Leia na Fonte: Convergência Digital
[16/06/14]  Telebras investiu R$ 89,4 milhões para atender Copa - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Ciência em Pauta
[16/06/14]  Inclusão do Amazonas no PNBL vai reduzir custo com internet em Iranduba

Leia na Fonte: Portal Brasil
[03/06/14]  Telebrás afirma que infraestrutura para transmissão de jogos está pronta

Leia na Fonte: Tribuna na Hoje
[16/05/14]  MP quer relação de consumidores com direito a ações da Telebrás

Leia na Fonte: Teletime
[13/05/14]  Senado vai avaliar o Programa Nacional de Banda Larga

Leia mais no Índice de artigos e notícias


TV Digital: Interatividade e Ginga

Este website é constituído de uma Página Inicial, que contém um resumo explicando o tema, e um Acompanhamento dos principais eventos.
Contém ainda um Índice de Artigos e Notícias, desde 2008, e uma coleção de transcrições.

Opinião de Helio Rosa:
No processo escandaloso em que a TV Digital foi imposta à população sem o devido planejamento e à revelia dos estudos anteriores feitos pela Academia, a possibilidade de multiprogramação e interatividade foi utilizada intensivamente como  justificativa tendo em vista uma suposta utilidade para a "inclusão digital".
Batido o martelo, a multiprogramação foi proibida e a interatividade deu no que deu: não havia e não há canal de retorno!
Hoje a projetada interatividade está devidamente atropelada pelos
fenômenos da "segunda tela" e da "TV conectada".
Houve um grande esforço no desenvolvimento do Ginga, software que possibilita a interatividade mas, provavelmente, o produto não será utilizado para fins práticos.
HR

Abaixo está uma relação de matérias recentes:
Leia na Fonte: Convergência Digital
[11/07/14]  700 Mhz: Governo e Anatel fazem afagos à radiodifusão - por Luís Osvaldo Grossmann

Leia na Fonte: Teletime
[10/07/14]  Radiodifusão comemora estabelecimento de uma recepção mínima para o desligamento - por Helton Posseti
Leia na Fonte: Convergência Digital
[10/07/14]  Anatel aprova regulamento sobre interferência entre 4G e TV Digital - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Teletime
[10/07/14]  Switch-off: pelo menos 93% dos domicílios precisam captar o sinal digital - por Helton Posseti
Leia na Fonte: Convergência Digital
[10/07/14]  Ginga será obrigatório nos conversores de TV Digital para Bolsa Família (Íntegra da Port. 481 de 9 de Julho de 2014) - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Minicom
[10/07/14]  Ministério das Comunicações detalha desligamento da TV analógica
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[24/06/14]  Leilão de 4G: Conversor de TV terá acesso à internet e Ginga nacional - por Miriam Aquino
Leia na Fonte: Convergência Digital
[09/06/14]  TV digital: TOTVS e Oracle pedem Ginga nos conversores distribuídos pela Anatel - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Convergência Digital
[02/06/14]  Anatel quer Ginga nas especificações do conversor para Bolsa Família - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[24/05/14]  O fim da interatividade no celular. O Ginga tem alguma chance? - Miriam Aquino
Leia na Fonte: Convergência Digital
[22/05/14]  Sob pressão, governo aposta em celular sem Ginga para empurrar TV Digital - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Convergência Digital
[22/05/14]  Sem obrigação, Ginga terá bônus para voltar aos telefones, diz MDIC - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Convergência Digital
[19/05/14]  TV digital: Distribuição de conversores dá sobrevida ao Ginga no Brasil - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Teletime
[16/05/14]  Ministério do Desenvolvimento quer retirar exigência do Ginga no PPB dos smartphones
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[15/05/14]  Governo vai tirar exigência do Ginga no PPB dos celulares - por Lúcia Berbert
Leia na Fonte: Teletime
[06/05/14]  Tecnologia 4G para M2M no Brasil ainda é um desafio - por Bruno do Amaral
Leia na Fonte: Conv. Midiática
[03/02/14]  Governo não abandonou o Ginga - por Kiko Machado
Leia na Fonte: Blog de Orlando Barrozo
[29/01/14]  TV digital acaba com o Ginga - por Orlando Barrozo
Leia na Fonte: Notícias da TV
[23/01/14]  Governo abandona Ginga, sistema de interatividade para TV digital - por Gustavo Gindre

Consulte o Índice de Artigos e Notícias para acessar o arquivo das matérias referentes à "TV Digital: Interatividade e Ginga".


VU-M (Valor de Uso Móvel) - Tarifa de interconexão da rede de telefonia móvel

Nota de Helio Rosa:
Este website é constituído de uma Página Inicial, que contém um  resumo explicando o tema, e um Acompanhamento dos principais eventos.
Contém ainda um Índice de Artigos e Notícias e uma coleção de transcrições.

Destaco da "página inicial":
A título de definição do tema, permito-me transcrever alguns trechos de matérias das jornalista Mariana Mazza e Miriam Aquino:

"A interconexão é o preço pago entre as operadoras para completar as chamadas destinadas às redes concorrentes. Assim, toda vez que um cliente liga para alguém de outra companhia, a operadora está pagando um "pedágio" para completar a chamada no território inimigo. Isso vale para qualquer tipo de ligação, tanto fixa quanto móvel, embora o objeto de apuração da pretendida CPI seja apenas a taxa cobrada nas redes móveis, chamada de Valor de Uso Móvel (VU-M).

Essa tarifa é altíssima em comparação com o pedágio da rede fixa, a tarifa de Uso de Rede Local (TU-RL). Enquanto a VU-M está, em média, R$ 0,35, a TU-RL custa R$ 0,05. Essa disparidade entre as duas tarifas de interconexão tem motivos políticos. Quando a telefonia móvel ainda engatinhava, o governo criou esse desbalanceamento para incentivar as operadoras móveis. Os anos passaram, a telefonia móvel tornou-se o serviço telefônico mais usado no país e, ainda assim, as tarifas não foram equacionadas. Recentemente a Anatel fez uma redução na VU-M, mas o movimento não foi suficiente para gerar impacto real para os consumidores. Boa parte do fato de pagarmos ainda um dos mais caros serviços de telefonia móvel do mundo está no valor da interconexão." (Mariana Mazza).

"Mas, afinal, para que servem essas tarifas? A interconexão distribui os custos de investimento e manutenção de rede entre as operadoras. Este sistema de pagamento é extremamente importante em um cenário onde as companhias são obrigadas a completar as chamadas entre si. Hoje, uma companhia telefônica não pode se negar a completar uma ligação para um telefone pertencente a uma rival. Isto garante ao consumidor a continuidade do serviço, mesmo que ele seja cliente de uma empresa com poucos consumidores.

Por outro lado, operadoras com grande número de clientes acabam sendo obrigadas a fazer investimentos mais fortes em rede para manter a qualidade das chamadas. E, se a maioria dos consumidores estão em sua rede, ela acaba sendo responsável pela qualidade da maior parte das chamadas conectadas, mesmo aquelas feitas pelos consumidores de outras operadoras. Se a chamada é para a rede dela, ela é a responsável.

Assim, a interconexão tem o poder de dividir estes custos. Operadoras com maior número de clientes e, portanto, com mais chamadas recebidas também são pagas pelas rivais por meio das tarifas de rede. Mas a interconexão também tem seus efeitos nocivos.

Apesar de ser proibido por lei, há fortes indícios de que a interconexão pode gerar um subsídio cruzado entre serviços e clientes. A única confissão de que nem todo o caixa da interconexão é usado para cobrir os custos da rede partiu da TIM em 2005. O então presidente da operadora, Mario Cesar Araujo, admitiu em uma coletiva que a TIM usava os recursos da interconexão para subsidiar o custo dos aparelhos vendidos para os clientes. Esta política não é ilegal, por não usar recursos obtidos com a comercialização de outros serviços que não a telefonia móvel. Mas releva como a interconexão tem uma papel importante para o mercado e para os consumidores." (Mariana Mazza)

"Há aqueles que defendem manter a tarifa do jeito que está e mexer na forma de remuneração. Hoje a rede móvel é remunerada pelo full billing (todos pagam integralmente a taxa de terminação). A proposta inicial, de implementação do bill and keep (todos bilhetam a taxa de terminação, mas não repassam para ninguém) pleno perde força devido aos grandes riscos que pode trazer para uma base de mais de 200 milhões de celulares.

Fala-se de bill na keep parcial (nos moldes da até pouco tempo rede fixa, que só remunerava o excedente das ligações) . Estuda-se ainda implementar o bill and keep entre as empresas com PMS (poder de mercado significativo) e não PMS (as pequenas operadoras, do tipo Hoje Telecom, por exemplo?). Ou, em outras palavras, somente as pequenas não pagariam para as grandes as taxas de terminação de chamada.

Há ainda defensores da redução do valor de referência desta taxa de terminação apenas para as ligações entre as celulares. Para isso, seria necessário criar todo um arcabouço regulatório novo, que diferenciasse esta remuneração da remuneração da ligação fixa. Esta proposta, avaliam outros, pode trazer o efeito perverso de esvaziar ainda mais a telefonia fixa (cuja valor da ligação fixo/móvel continuará alta) e colocar em risco a concessão." (Miriam Aquino). HR

O que está acontecendo:
"
Em 18 de junho de 2014 o "Conselho Diretor da Anatel aprovou, em sua reunião, proposta de norma que resultará na redução dos valores máximos das tarifas de uso de rede da telefonia fixa (TU-RL), dos valores de referência de uso de rede móvel da telefonia móvel (VU-M) e de Exploração Industrial de Linha Dedicada (EILD), com reflexos nos preços pagos pelos usuários dos serviços."
"A TU-RL é a tarifa que a operadora de celular paga quando é realizada uma chamada local de um telefone celular para um telefone fixo. Já a VU-M é paga pela operadora fixa à operadora de celular numa chamada local de um fixo para celular, enquanto a EILD é a taxa usada na regulação das negociações de uso de infraestrutura." [Fonte: Web]

"Ao definir o ritmo da transição para o do modelo de custos, a Anatel indicou ao mercado os futuros valores de remuneração pelo uso das redes fixas, móveis e em EILD (Internet). Particularmente, fixou uma meta forte para a queda no serviço celular ao cravar em 1 centavo por minuto o valor da tarifa de interconexão a partir de 2018. Hoje a chamada VU-M está em 25 centavos.

O uso de um modelo de custos é perseguido desde 2003 e implica em mudar o jeito como a Anatel avalia o setor de telecomunicações. Até aqui, prevaleceu o modelo “top down”, jargão para a análise das empresas com base em “preços reais” praticados. A meta é ir para o modelo “bottom up”, que, grosso modo, analisa os custos com base em uma “empresa eficiente ideal”.

Ao fazer essa transição, a agência fez a opção por mirar as ofertas de atacado, ou seja, os custos cobrados entre as empresas pela oferta de infraestrutura. No caso da interconexão de redes móveis – quando uma chamada é para rede de outra operadora – a Anatel já iniciara a redução da VU-M ao definir valores em queda em 2013, 2014 e 2015: R$ 0,33, R$ 0,25 e R$ 0,16, respectivamente."(...)  [Fonte: Portal Convergência Digital]

Aqui estão as últimas matérias (2014) registradas:
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[04/07/14]  Zerbone: decisão sobre VU-M dá credibilidade e previsibilidade para o setor - por Miriam Aquino
Leia na Fonte: Convergência Digital
[18/06/14]  Anatel crava tarifa de interconexão a um centavo em 2018 - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Reuters
[18/06/14]  Conselho da Anatel aprova norma que poderá reduzir preços da telefonia - por Luciana Bruno
Leia na Fonte: Computerworld
[18/06/14]  Anatel aprova medida para reduzir preço dos serviços para consumidor
Leia na Fonte: Teletime
[24/02/14]  Entra em vigor nova redução do valor de referência da VU-M
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[17/02/14]  Zerbone é relator da proposta para fixação de tarifas e valores de referências baseados em custos
Leia na Fonte: Teletime
[30/01/14]  Anatel aprova nova fórmula para calcular preço da faixa de 700 MHz e da VU-M - por Helton Posseti
Leia na Fonte: Teletime
[28/01/14]  Redução da VU-M é estratégia para tornar leilão de 700 MHz mais atraente - por Samuel Possebon

Consulte o
Índice de Artigos e Notícias para acessar o arquivo das matérias referentes à "VU-M (Valor de Uso Móvel) - Tarifa de interconexão da rede de telefonia móvel"


Bens Reversíveis

Este website é constituído de uma Página Inicial que contém um Resumo e um Acompanhamento através do registro dos principais eventos ligados ao tema.
Contém ainda um Índice de Artigos e Notícias que leva à uma Coleção de Transcrições

Últimas matérias registradas:
Leia na Fonte: Blog da Flávia Lefèvre
[26/05/14]  Backhaul e a apropriação de recursos das concessões
Leia na Fonte: Convergência Digital
[22/05/14]  Operadoras devem R$ 1,3 bilhão em metas de universalização - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Convergência Digital
[23/05/14]  Para a Anatel, Telefônica desviou recursos da concessão - por Luís Osvaldo Grossmann
Leia na Fonte: Teletime
[23/05/14]  Procuradoria fala em possível má-fé da Telefônica ao não explorar o backhaul - por Helton Posseti
Leia na Fonte: Teletime
[22/05/14]  Com quatro anos de atraso, Anatel calcula saldo da troca de metas: R$ 1,363 bilhão - por Helton Posseti
Leia na Fonte: Monitor Mercantil
[15/04/14]  O terreno invadido pertence à OI ou é da União?

Leia na Fonte: Band / Colunas
[04/02/14]  No Ministério da Fazenda, a telefonia fixa ainda não morreu - por Mariana Mazza
Leia na Fonte: Teletime
[03/02/14]  Para Seae, Anatel trata de bens reversíveis de forma pouco transparente - por Helton Posseti
Leia na Fonte: Portal da Band / Colunas
[19/12/13]  Anatel quer o fim da telefonia fixa - por Mariana Mazza
Leia na Fonte: Anatel
[12/12/13]  Consulta Pública nº 53 - Processo de revisão os termos dos Contratos de Concessão do STFC ("telefonia fixa")
Leia na Fonte: Teletime
[04/12/13]  Especialista defende o princípio da proporcionalidade na análise da questão dos bens reversíveis - por Samuel Possebon

Ler mais em Índice de artigos e notícias


Bloco Tecnologia do WirelessBRASIL - "Posts"  de Helio Rosa

30/07/14
Segurança do Processo Eleitoral com Urnas Eletrônicas - Novas matérias
29/07/14
A ANATEL e a tunga reiterada há mais de 8 anos no modelo de custos - Texto de  Flávia Lefèvre
06/07/14
Espectro de 700 MHz - Matérias recentes
27/06/14
Telebras e PNBL: Mais um "Retorno"... + Coleção de matérias
15/06/14
Textos da jornalista Cristina de Luca + "700MHz: alguns brasileiros terão que escolher entre usar a TV ou o celular" + "Interatividade"
14/06/14
Website do José Smolka + "Wi-Fi para desafogar o tráfego de dados" + Mazza: "Wi-Fi na Copa" + "Dados" no jogo Brasil x Croácia
13/06/14
Artigos e "posts" do jornalista Renato Cruz + 03 textos sobre "Inovação"
12/06/14
Governança da Internet + Marco Civil + Cisco + "Mariana Mazza"
11/06/14
Colunas da jornalista Mariana Mazza no Portal da Band + "Calote bilionário" + "Copa: somente metade dos estádios terá WiFi"

Ler mais "posts":
Ano Atual: 2014
Índice dos anos anteriores: 2005 - 2006 - 2007 - 2008 - 2009 - 2010 - 2011 - 2012 - 2013


EILD - Exploração Industrial de Linha Dedicada ("Banda larga por atacado")

Este website é constituído de uma Página Inicial, contendo a legislação sobre o tema, um resumo e um acompanhamento dos principais eventos.
Contém ainda um Índice de artigos e notícias e uma coleção de transcrições.

"EILD é a sigla para denominar a "exploração industrial de linhas dedicadas", um serviço que é ofertado no mercado de atacado e não chega como oferta ao usuário final. No entanto, ele é uma ferramenta importantíssima para que o usuário final possa ter alguma opção, embora ainda restrita, no mercado de telecomunicações, seja na área de dados, seja na telefonia fixa, pois permite que o competidor possa ter acesso a uma rede de ampla capilaridade. Nesse sentido, é elemento fundamental para a promoção da competição." [Fonte]
O EILD destina-se a empresas que possuam autorização, permissão ou concessão da Anatel, para a prestação de serviços de telecomunicações a terceiros, detentoras das licenças STFC e/ou SCM. [Fonte]

Aqui estão as últimas matérias registradas:
Leia na Fonte: Teletime
[10/03/14]  TelComp contesta visão da Anatel de que EILD não é um problema do setor - por Helton Posseti
Leia na Fonte: Tele.Síntese
[10/03/14]  Linha dedicada lidera pedidos de negociação no atacado - por Lúcia Berbert
Leia na Fonte: Teletime
[07/03/14]  Sistema de oferta mostra que links, e não EILD, são problema para a competição, diz Baigorri - por Helton Posseti
Leia na Fonte: Teletime
[01/11/13]  Anatel nega recursos contra regras estabelecidas no PGMC - por Helton Posseti
Leia na Fonte: Convergência Digital
[13/09/13]  PGMC: 'bolsa virtual' para oferta no atacado será ativada no dia 17
Leia na Fonte: Teletime
[14/06/13]  Anatel e TelComp divergem sobre resultados do regulamento de EILD - por Helton Posseti

Ler mais em
EILD - Exploração Industrial de Linha Dedicada ("Banda larga por atacado")


Websites e Páginas sobre Tecnologia do WirelessBRASIL (continuação)

Termos de Ajustamento de Conduta (TAC)

Rádio Digital

PGMC - Plano Geral de Metas de Competição

Espectro de 2,5 GHZ

Lei do SeAC (Serviço de Acesso Condicionado) ou "Lei da TV Paga"

SCM - Serviço de Comunicação Multimídia

PLC (Power Line Communication): "Banda larga pela rede elétrica"

Unicel: Crônica de um escândalo anunciado

Eletronet

Alguns "posts" estão colecionados em páginas especiais. Abaixo está uma relação parcial dos "posts" mais recentes.


Acima estão os "posts" mais recentes.
Consulte a relação de todos os "posts" no Índice geral do 
Bloco TECNOLOGIA.
 


"Páginas especiais":

Homenagem
Fernando "Fervil" Villela

Mensagens e Artigos

Fernando Botelho
Flávia Lefèvre
Rogério Gonçalves

Técnica e Legislação
"Loteamento" da Anatel
Portabilidade Numérica
TV Digital - Informações básicas
TV Digital - "TV no Celular - Tecnologia "One Seg"
TV Digital: Interatividade e Ginga
TV Digital - Multiprogramação
1ª Confecom
WiMAX

Colaboradores
Relação de trabalhos e artigos

Incentivo
Quadro de Currículos
Márcia Furukawa Couto

 

BLOCO RESISTÊNCIA
Blog do Coordenador

Nota de Helio Rosa: O BLOCO RESISTÊNCIA (Blog do Coordenador) é um exercício de cidadania contra os desmandos de toda ordem que assolam nosso BRASIL.
Sou Helio Rosa, coordenador da Portal, um engenheiro de telecom aposentado e um cidadão na ativa. Com 73 anos de idade, acompanhei e vivenciei a história recente do país e sou
testemunha ocular e sobrevivente do "atentado do aeroporto dos Guararapes", em 1966, praticado por integrantes da "luta armada" que pretendia implantar no país uma "ditadura do proletariado", de inspiração cubana, chinesa e soviética.
Não sou filiado a nenhum partido político mas não gosto de Dilma, de Lula e do PT, que considero "entidades" perniciosas ao país. Não sei como me livrar delas, a não ser pelo voto. No entanto, enquanto estão no poder, é preciso que governem para o Povo e não para o Partido. RESISTIR é preciso!
HR

BLOCO RESISTÊNCIA - Página inicial (2013)  - Índice dos anos anteriores: 2009 (2º sem) - 2010 (2º sem) - 2011 (2º sem - 1º sem) - 2012 (2º sem - 1º sem) - 2013 (2º sem - 1º sem)

Alguns "posts" estão colecionados em páginas especiais. Abaixo está uma relação parcial dos "posts" mais recentes.


A CONSTITUIÇÃO do historiador Capistrano de Abreu

“Art. 1º:
TODO BRASILEIRO DEVE TER VERGONHA NA CARA.
PARÁGRAFO ÚNICO:
REVOGAM-SE AS DISPOSIÇÕES EM CONTRÁRIO”

João Capistrano Honório de Abreu foi um um dos primeiros grandes historiadores do Brasil e produziu ainda nos campos da etnografia e da linguística. Wikipédia
Nascimento: 23 de outubro de 1853, Maranguape, Ceará
Falecimento: 13 de agosto de 1927, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

Comentário de Helio Rosa:
Vergonha na cara: a maioria dos políticos brasileiros não tem. Os eleitores razoavelmente informados precisam ter... e muita!
HR


Textos de Ricardo Noblat em seu BLOG

O jornalista Ricardo José Delgado Noblat (Recife, 7 de agosto de 1949) é formado pela Universidade Católica de Pernambuco. Noblat foi editor-chefe do Correio Braziliense e da sucursal do Jornal do Brasil em Brasília. Atualmente, Noblat mantém um blog, o Blog do Noblat, no portal do jornal O Globo. Ler mais Perfil na Wikipédia.

Relação parcial dos últimos textos do Noblat:

30/09/14
Quanta velhacaria de Lula e sua turma!

"Lula comentou hoje:
- Ouvi dizer que o mercado está nervoso porque Dilma vai ganhar. Ganhei em 2002 e 2006 e não pedi voto para o mercado. Dilma ganhou em 2010 e não pediu voto pro mercado. A gente pede voto é pras pessoas.
Em 2002, Lula lançou um documento chamado “Carta aos Brasileiros” onde garantia a manutenção da política econômica do governo Fernando Henrique Cardoso.
Na verdade, indiretamente, a carta foi destinada a empresários e banqueiros. Eram eles que estavam em pânico com a eventual eleição de Lula.
Fez isso por que? Por que desejasse perder votos do mercado financeiro? Ou por que desejasse ganhá-los?
A resposta é óbvia.
Meus Deus! De quanta velhacaria Lula, Dilma e sua turma são capazes."


30/09/14
Pare de se fazer de coitadinha, Marina! Ou vá à luta ou desista
29/09/14
Reguffe, um político que se elege porque é honesto

29/09/14
No debate da Record entre os candidatos a presidente, Aécio deu um banho em Dilma e foi o melhor
29/09/14
Não subestime o PSDB
28/09/14
Aécio ultrapassa Marina no Centro-Oeste
26/09/14
Sem vistoriá-lo, como a Polícia Federal poderia saber se o avião do senador transportava dinheiro ilegal?
26/09/14
Só para não atrapalhar um negócio, Paulo Roberto Costa recebeu uma propina de R$ 3,6 milhões
25/09/14
Diante do mundo, Dilma se revela provinciana, arcaica e míope. Envergonha quem esperava dela o mínimo de grandeza

==> Veja mais textos e "posts" diversos no Blog do Noblat.


Jornal "O Estado de S. Paulo"

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando links para acesso direto à algumas matérias do jornal "Estadão" neste website, onde está listada uma seleção inicial referente à 2014. HR

Seleção de matérias das seções "Opinião"  e "Colunistas" (clique nos títulos para ler na fonte):
30/09/14
Dilma e a diplomacia petista - Editorial
"O vexame que a presidente Dilma Rousseff fez o País passar perante uma audiência mundial, ao utilizar a tribuna da ONU para fazer campanha eleitoral, não resultou apenas de reles cálculo marqueteiro. É a consequência natural de uma visão distorcida do que vem a ser o interesse nacional, deliberadamente confundido com o interesse do partido ao qual Dilma pertence. Logo, ao defender na ONU as supostas realizações da era lulopetista, como se elas qualificassem o Brasil no cenário internacional, Dilma sacramentou a diplomacia partidária que vem carcomendo a credibilidade brasileira. Essa crença de que a política externa do País não pode ser "apenas uma política de Estado" foi reafirmada pela presidente, com essas exatas palavras, em entrevista à revista Política Externa, a propósito de seus planos para as relações exteriores, caso seja reeleita. Na conversa, Dilma afirmou que "aprisionar a política externa em um só modelo" - isto é, a diplomacia de Estado, e não de partido - "denota uma atitude conservadora por parte dos que não querem mudar nada". Para ela, as estratégias diplomáticas são, "antes de tudo", uma "escolha da sociedade, que se faz periodicamente por meio de eleições". Com isso, a presidente reafirma, com a maior clareza possível, que a política externa legítima é aquela ditada pelo partido vencedor das eleições - e os que a isso se opõem são desde logo "conservadores" que "não querem mudar nada"." (...)

A doação de órgãos avança - Editorial

BC prevê País encalhado - Editorial

Desafios da política externa - por Roberto Teixeira da Costa

Novo conceito de cultura - por Affonso Romano de Sant'Anna

Redução do compulsório afetou pouco o crédito - Editorial Econômico

29/09/14
Velhos conhecidos - Editorial
"A quadrilha que ora está sendo denunciada na Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), é integrada por gente que participou dos mais importantes escândalos nacionais desde pelo menos 1997, conforme relatou reportagem do Estado. A reincidência desses veteranos mostra que a predação ao erário se tornou para muitos deles um meio de vida - e que eles agiram movidos pela certeza de que a Justiça nunca os puniria para valer. O elo entre quase todos os casos é o doleiro Alberto Youssef, principal acusado na Lava Jato. Figura conhecida no mundo dos recentes episódios de corrupção e de desvio de dinheiro público, Youssef enriqueceu "sem nunca ter uma atividade lícita", conforme afirma o Ministério Público Federal. Ele é tido como o coordenador do esquema de lavagem de dinheiro para legalizar recursos obtidos por meio de fraudes e de pagamento de propinas na Petrobrás entre 2009 e 2014. Calcula-se que sua expertise tenha sido usada para branquear algo em torno de R$ 10 bilhões." (...)

Apagão da autoridade - por Carlos Alberto Di Franco
"A sociedade assiste, atônita, a uma escalada de crimes cometidos no âmbito de famílias de classe média. Transformou-se o crime familiar em pauta ordinária das editorias de polícia. O inimigo já não está somente nas esquinas e vielas da cidade sem rosto, mas dentro dos lares. Mudam os personagens, mas as histórias de famílias destruídas pelo ódio e pelas drogas se repetem. A violência não se oculta sob a máscara anônima da marginalidade. Surpreendentemente, vítimas e criminosos assinam o mesmo sobrenome e estão unidos pela indissolubilidade do DNA." (...)

Por que só agora? - Editorial

Inflando a previsão de receita - Editorial

Terceirização obrigatória e às avessas - por Onofre Carlos de Arruda Sampaio

15/09/14
O 'Bolsa Voto' - Editorial
Pesquisa de intenção de voto do Ibope mostra que o eleitorado mais fiel à presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, é formado predominantemente por beneficiários do Bolsa Família. Essa relação, demonstrada pelo Estado (5/9), comprova que os mais de dez anos de distribuição de benefícios sociais criaram e consolidaram a enorme clientela do governo petista - aquela que apoia a presidente com fervor e dificilmente vai alterar seu voto nem mesmo diante das evidências de seus erros administrativos. Entre o final de agosto e o começo de setembro, a intenção de voto em Dilma entre os beneficiários do Bolsa Família cresceu de 50% para 57% na simulação de segundo turno contra Marina Silva. Já Marina caiu de 37% para 32% nessa faixa de eleitores. Em nenhum outro estrato a diferença a favor de Dilma é tão grande.(...)

Nota de Helio Rosa:
Sobre o tema "Bolsa Voto", lembro esta matéria registrada anteriormente nesta "coluna":
Reportagem
Leia na Fonte: Veja
[17/08/14]  Bolsa Família, o maior colégio eleitoral do Brasil - por Gabriel Castro e Laryssa Borges
HR


==> Links para os registros anteriores (2014)
aqui ou diretamente no Estadão


TVEJA nas eleições - com Joice Hasselmann

"Durante as eleições, a jornalista Joice Hasselmann vai apresentar e analisar as principais notícias da corrida eleitoral em parceria com os repórteres e colunistas da revista e do site, além de entrevistar políticos e especialistas. Informação, opinião e uma pitada de bom humor na nova TV da internet." [Veja]
Ler mais sobre Joice Hasselmann em A Dama das Sapatadas. Consulte também o Blog da Joice Hasselmann.
Relação parcial de vídeos recentes:

30/09/2014
“Efeito-Dilma”: informação é o remédio para acalmar o mercado
Para amenizar o “efeito-Dilma” como o que causou a turbulência ontem no mercado financeiro há um remédio: informação. A presidente-candidata é o cenário mais incerto e enquanto pregar o “mais do mesmo” o mercado vai reagir.

30/09/2014
O que é o que é? Faz a Bolsa desabar, o dólar subir e o mercado suspirar?
Geraldo Samor comenta o momento sangrento da bolsa com o crescimento de Dilma nas pesquisas. A máxima do marketeiro Duda Mendonça, que sempre defendeu o "quem bate, perde", foi posta em xeque nessa eleição. A informação é de Lauro Jardim, no "Seu Voto no Radar".

29/09/2014
Dilma candidata sabe tudo. Dilma presidente não sabe de nada
No "Aqui entre Nós" com Joice Hasselmann, Reinaldo Azevedo comentou o derretimento da Bolsa de Valores hoje, o debate de ontem na Record e a reportagem de VEJA que revelou que Antonio Palocci pediu dinheiro desviado da Petrobras para campanha de Dilma em 2010.

Veja mais vídeos em TVEJA nas eleições.  Ver coleção de títulos no WirelessBRASIL


TVEJA nas eleições - com Joice Hasselmann

28/09/2014
“O povo gosta de chuchu”, diz Alckmin

O candidato à reeleição ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, em entrevista à TVEJA, falou sobre a demora do estado em tomar providências para amenizar os impactos da seca, sobre as estratégias de campanha e sobre as negociações para um segundo turno. O candidato também responde aos questionamentos da jornalista Joice Hasselmann sobre o caso Alstom. Bem humorado, ainda brincou com apelido de “picolé de chuchu”.


 Blog do Reinaldo Azevedo

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando os links para acesso direto aos "posts" do Blog do Reinaldo Azevedo neste website, onde está listada uma seleção inicial referente à 2014. HR

Abaixo está uma seleção dos últimos "posts" do Blog do Reinaldo Azevedo:

30/09/14
Governo registra o pior resultado fiscal para agosto em 18 anos

Levy Fidelix e a suposta homofobia: na democracia, dizer besteira é diferente de praticar crime. Ou: Uma OAB covarde vai à Justiça contra Fidelix; uma OAB corajosa iria à Justiça contra Dilma Rousseff. Ou: de Gays e cabeças cortadas;

Xiii, Dilma agora quer o meu emprego na rádio!!! Nem vem, governanta! Imprensa é coisa séria!;

Na VEJA.com: Os mercados, a especulação e os dias que vêm por aí;

Lideranças sindicais do bancários decidem decretar greve nacional por tempo indeterminado;

29/09/2014
Mercado vê em Dilma ameaça maior do que no início da campanha;

Caso Rubens Paiva: a Lei da Anistia vale e ponto final. A menos que o STF reveja a sua decisão. Só nesse caso, então, começará o debate

PPS quer levar Palocci à CPI da Petrobras

==> Leia mais "posts" no Blog do Reinaldo Azevedo ou nesta seleção de títulos do WirelessBRASIL

==> Textos de Reinaldo Azevedo na Folha de S. Paulo:
26/09/14
Dilma e as cabeças cortadas
19/09/14
Dilma, ignorância e espanto
12/09/14
Dilma e Marina estão certas

==> Ver todas as Colunas de Reinaldo Azevedo na Folha de S. Paulo


Editorial
Leia na Fonte: O Estado de S.Paulo
[28/09/14]  Dilma Rousseff e a corrupção (Íntegra)


Nunca antes na história deste país se viu tanta corrupção no governo. O mensalão e o mais recente escândalo do desvio de dinheiro da Petrobrás para o bolso de políticos governistas, exemplos mais luzidios do mar de lama em que o Brasil oficial chafurda, dão a medida de até que ponto os 12 anos de governos do PT degradaram a moral pública. Enquanto isso, Dilma Rousseff proclama na ONU e na propaganda eleitoral os "valores" que transformaram o Brasil num mundo encantado, enfatizando "o combate sem tréguas à corrupção", mediante "o fim da impunidade com o fortalecimento das instituições que fiscalizam, investigam e punem atos de corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros".

Punir a corrupção? Recorde-se a tentativa do PT de desclassificar como "manipulação política" a condenação, pelo STF, dos dirigentes do partido que urdiram e executaram o até então maior escândalo de corrupção no governo - a compra de apoio de parlamentares para a formação da "base aliada". Os maiorais petistas condenados por uma corte integrada em sua esmagadora maioria por ministros nomeados nos governos de Lula e de Dilma foram transformados pelo lulopetismo em injustiçados "guerreiros do povo brasileiro".

Já quanto ao "fortalecimento das instituições que fiscalizam, investigam e punem", trata-se de mentira ainda mais escandalosa, até por ser uma das mais insistentemente repetidas no ininterrupto discurso eleitoral do PT no poder.

Fiscalizar e investigar? Dilma declarou recentemente o que pensa: não é função da Imprensa investigar o governo, mas apenas divulgar notícias. Em outras palavras, só deve ser divulgada a notícia que chega pronta na mão do jornalista, não importa a credibilidade da fonte, pois, se tentar verificar se a fonte tem credibilidade, o jornalista já estará fazendo o que não pode: investigando. Depois Dilma tentou se explicar, dizendo que não era bem o que todo mundo havia entendido, mas já havia deixado clara uma de suas afinidades com a ditadura cubana e o bolivarianismo chavista.

No âmbito do poder público, investigação é o trabalho, por exemplo, da Controladoria-Geral da União, da Advocacia-Geral da União e do Ministério Público (MP). As duas primeiras estão vinculadas ao Poder Executivo. Mas o MP é constitucionalmente autônomo, ou seja, uma potencial fonte de aborrecimentos para o Poder Executivo, em particular quando resolve meter o bedelho em malfeitos dos poderosos de turno. Não é por outra razão que têm sido recorrentes no Congresso as tentativas de impor limitações constitucionais à atuação investigativa do Ministério Público.

Dilma tem repetido que em seu governo a Polícia Federal (PF) tem ampla autonomia para trabalhar. Mais do que isso, que se hoje é aparentemente muito grande o número de casos de corrupção que chegam ao conhecimento público é porque os governos petistas ampliaram os quadros, forneceram equipamentos e garantiram autonomia à PF para cumprir sua missão. Mais uma vez, há confusão.

De acordo com dados oficiais do Ministério do Planejamento, conforme informou o Estado dias atrás, está havendo uma redução do número de delegados, peritos, escrivães e agentes da Polícia Federal. Segundo a Federação Nacional dos Policiais Federais, há hoje cerca de 4 mil cargos vagos, quando o ideal seria triplicar o número de servidores da PF. O mesmo Ministério do Planejamento informou, depois, que, no mês passado, foram admitidos nos quadros da Polícia Federal 541 servidores - ou seja, pouco mais de 10% dos cargos que estariam vagos.

Investigação e fiscalização são frequentemente sinônimos. No âmbito do poder público - sem falar do Poder Legislativo, hoje de joelhos diante do Executivo -, o Tribunal de Contas da União (TCU), órgão auxiliar do Congresso Nacional, tem a responsabilidade constitucional de exercer a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União. Mas durante seus governos Lula deixou bem claro o que pensa do TCU: só serve para criar obstáculos à execução dos projetos e programas oficiais.

Em resumo: o PT não gosta de ser fiscalizado e, muito menos, investigado. Qual a credibilidade de Dilma Rousseff, portanto, para falar em "combate sem tréguas à corrupção"?


Textos de Dora Kramer

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando textos da jornalista Dora Kramer neste website, transcritos das Colunas do Estadão. HR

Dora Maria Tavares de Lima Kramer (foto), começou a carreira aos 18 anos, quando ainda cursava Jornalismo, escrevendo para o extinto Diário Popular (SP). Após passagem pela Agência Folha (SP), foi repórter de O Estado de São Paulo (SP) na década de 80.
Nos anos 90, foi trabalhar na sucursal brasiliense do jornal, focando ainda mais a carreira em cobertura política. Nesse período, publicou, junto com Pedro Collor de Mello, o livro Passando a limpo – a trajetória de um farsante (Record, 1992), que se tornou um best-seller. Ler mais

Últimas Colunas de Dora Kramer:
30/09/14
• 
Perdas inegáveis
"A menos que a presidente Dilma Rousseff saia em disparada nas últimas pesquisas antes do primeiro turno, esta agora terá sido a eleição em que o candidato com o maior índice de intenções de voto apresenta a menor vantagem em relação ao principal adversário." (...)

28/09/14
Caso de política
"Logo agora que Dilma Rousseff engrenou no discurso incisivo sobre o combate à corrupção, levando ao centro da campanha um assunto evitado até que o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa inaugurou o que já se configura o início de uma fila para firmar acordos de delação premiada com a Justiça, a própria presidente e seus aliados começam a pôr em dúvida suas palavras. Ao menos no que tange à atuação da Polícia Federal, celebrada como independente e apontada por ela como uma das razões pelas quais há tantos escândalos. Sempre que se toca no assunto, Dilma explica: não há mais corrupção, o que há é mais controle. Como se descobre mais, os crimes aparecem mais. Portanto, os instrumentos de fiscalização estão funcionando direito. PF inclusive. Acima de interesses dessa ou daquela natureza. Pois na última semana a instituição já foi alvo de suspeita de agir mediante motivação eleitoral por políticos que, embora atuem no campo da presidente, não compartilham da opinião dela sobre a conduta republicana da PF nem ela parece acreditar nas próprias palavras. (...)  Ler mais

26/09/14
Zero noção de Estado

25/09/14
Na mão da apatia

24/09/14
O tempo ruge
23/09/14
A falta que opinião faz

==> Ler mais textos de Dora Kramer nas Colunas do Estadão. Ver coleção parcial neste website do WirelessBRASIL.


Blog de Guilherme Fiuza

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando, neste website, os links para textos de Guilherme Fiuza, do seu Blog e outras fontes:  HR
Guilherme Fiuza (foto) é um jornalista e escritor brasileiro. Iniciou a carreira em 1987, no "Jornal do Brasil".
Entre outras redações, trabalhou também em "O Globo", do qual é hoje articulista. É colunista de política da Revista Época. Ler mais na Wikipédia.

Seleção de textos de Guilherme Fiuza, de seu blog e de outras fontes:

27/09/14
Petrolão para todos
(Íntegra)

Dilma sobe nas pesquisas, a bolsa despenca, e lá vêm os gigolôs da bondade denunciar a trama capitalista contra o governo do povo. Mas o que dizer então da bolsa eleitoral?

Quanto mais apodrece o escândalo da Petrobras, mais Dilma se recupera nas pesquisas. Será que o eleitor está querendo virar sócio do petrolão?

Só pode ser. O espetáculo da orgia na maior empresa brasileira chegou ao auge com a delação premiada do ex-diretor Paulo Roberto Costa. Em ação raríssima entre os oprimidos profissionais, o réu decidiu abrir o bico.

Talvez tenha aprendido com a maldição de Valério — que demorou a soltar a língua, e de repente a quadrilha (desculpe, ministro Barroso) já estava em cana. E seu silêncio não valia mais nada. Diferentemente do operador do mensalão, o despachante do petrolão não quer mofar. E saiu entregando os comparsas.

Apontou duas outras diretorias da Petrobras como centrais da tramoia, dando os nomes dos seus titulares — indicados, que surpresa, pela cúpula do PT. Isso em plena corrida presidencial.

Então a candidata petista está ferida de morte, concluiria um marciano recém-chegado à Terra. Não, senhor marciano: após o vazamento da delação, a candidata do PT subiu nas pesquisas.

Ora, não resta outra conclusão possível: o eleitor quer entrar na farra do petrolão. Está vendo quantos aliados de Dilma encheram os bolsos com o duto aberto na Petrobras, e deve estar achando que alguma hora vai sobrar um qualquer para ele. É compreensível.

Se o esquema irrigou tantos companheiros nos últimos 12 anos, imagine quando a prospecção chegar ao pré-sal. Ninguém mais vai precisar trabalhar (a não ser os reacionários que não cultivarem as relações certas).

É o show da brasilidade. O operador do petrolão é colocado no cargo no segundo ano do governo Lula, indicado por um amigo do rei já lambuzado pelo mensalão. No tal cargo — a Diretoria de Abastecimento da Petrobras —, ele centraliza um esquema bilionário de corrupção, que floresce viçoso à sombra de três mandatos petistas.

A exemplo do mensalão, já se sabe que o petrolão contemplava a base aliada do governo popular. E quase 40% dos brasileiros estão dizendo que votarão exatamente na candidata desse governo lambuzado de petróleo roubado.

Mas os progressistas continuam sentenciando, triunfais: o Brasil jamais será o mesmo depois das manifestações de junho de 2013. Nesse Brasil revolucionário, cheio de cidadãos incendiados de bravura cívica, a CPI da Petrobras, coitada, agoniza em praça pública.

Sobrevive a cada semana, a duras penas, com mais um par de manchetes da imprensa burguesa e golpista, que insiste em sabotar o programa do PT (Petrolão para Todos). Tudo em vão.

Com uma opinião pública dessas, talvez os companheiros possam até desistir do seu plano chavista de controle da imprensa: o assalto à Petrobras não faz nem cócegas no cenário eleitoral. Contando, ninguém acredita.

O marciano está tonto. Pergunta, angustiado, que fim levou o escândalo da Wikipédia. Tinham dito a ele que dois jornalistas influentes — da teimosa parcela dos que não se venderam ao governo popular — tiveram seus perfis adulterados com graves difamações, e que isso fora feito de dentro do Palácio do Planalto.

Agora informam-no que o selvagem da Wikipédia, outra surpresa, é filiado ao PT. E funcionário do Ministério das Relações Institucionais de Dilma. O inocente ser de Marte pergunta, já com falta de ar, o que a presidente da República está fazendo para provar que o espião não está seguindo diretrizes da cúpula do governo.

A resposta faz o marciano desmaiar: nada. Dilma Rousseff não precisou fazer absolutamente nada para provar que o criminoso palaciano não seguiu ordens superiores. Apesar da folha corrida do PT na arte de montar dossiês e traficar informações sobre adversários, o Brasil deixou por isso mesmo.

Como também tinha deixado a combinação de perguntas e respostas na CPI da Petrobras, com participação do mesmo Ministério das Relações Institucionais. Nem uma passeata, nem uma ruazinha fechada, nem um cartaz, nem uma queixa no Twitter. Os brasileiros abençoaram a guerra suja do PT para ficar no poder.

O Brasil está louco para virar Argentina. Assistiu chupando dedo à tentativa de golpe no IBGE, com a tentativa de interrupção da pesquisa de emprego. Agora o mesmo IBGE, de forma inédita, apresenta seus indicadores anuais e desmente os dados no dia seguinte.

Como até o marciano sabe, a companheira Kirchner adestrou o IBGE de lá, que passou a fazer música para os ouvidos do governo. O PT segue firme nessa escola, com sua já famosa maquiagem contábil, que acaba de raspar o Fundo Soberano para ajudar a fechar a conta da farra.

O eleitor está certo: vamos reeleger Dilma. Assim chegará o dia em que não apenas a elite vermelha, mas todo brasileiro terá direito à propina própria. Chega de desigualdade.

26/09/14
A “nova política” está grávida da velha

19/09/14
A “presidenta” de volta à cozinha

30/08/14
Pânico na elite vermelha
29/08/14
O PT mostra que tem gabarito

==> Ler mais aqui ou no Blog de Guilherme Fiuza ou no Blog do Noblat, nesta Coleção


Artigo
Leia na Fonte: O Estado de S.Paulo
[26/09/14]  Papel de centroavante não é o de fazer gols - por Fernando Gabeira
(íntegra)

Dilma Rousseff não para de nos surpreender. Agora disse que o papel da imprensa não é o de investigar, mas, sim, divulgar as informações que produzem os órgãos do governo.

Minha surpresa é maior ainda. Dilma apresentou a Lei de Acesso à Informação, depois de longo trabalho da Associação Brasileira do Jornalismo Investigativo. A lei foi impulsionada pelo trabalho do jornalista Fernando Rodrigues, que sugeriu a criação de uma frente parlamentar, monitorou todas as reuniões da comissão da Câmara que analisou o projeto, organizou seminários e trouxe gente de vários países para falar sobre o tema. Por que tanto empenho dos repórteres na aprovação de uma lei de acesso? O próprio nome de sua entidade é uma pista que Dilma não poderia desprezar: jornalismo investigativo.

Dizer que a imprensa não deve investigar é o mesmo que dizer que um centroavante não deve fazer gols. É uma frase absurda até para quem não conhece bem o futebol. E absurda para quem conhece o papel histórico da imprensa. A geração de Dilma acompanhou o escândalo do Watergate, que encerrou a carreira de Richard Nixon. Ela sabe disso e usou o tema para dizer que sua frase foi interpretada erroneamente. Com um pedacinho de papel na mão, ela tentou consertar o desastre.

Poderia passar o dia citando casos de importantes investigações da imprensa. Prefiro mencionar os casos de governos que pensam que esse não é o papel dos jornalistas. Vladimir Putin, por exemplo, também acha que o papel da imprensa não é investigar. A jornalista Anna Politkovskaia resolveu investigar o trabalho das tropas russas na Chechênia e foi assassinada. Sua morte chamou a atenção do mundo para a repressão contra a imprensa na Rússia.

A China expulsa correspondentes estrangeiros com frequência, ora por tentarem entrar em áreas proibidas no Tibete, ora por mencionarem a fabulosa riqueza pessoal dos burocratas que dirigem o país. E o jornal cubano Granma jamais vai investigar de forma independente um desmando do governo porque o castigo é desemprego, prisão e até pena de morte.

O jornalistas brasileiro Vladimir Herzog foi morto sob tortura durante o regime militar não tanto porque investigou, mas talvez porque só desconfiasse ativamente das notas oficiais da ditadura. No governo do PT não se persegue ou mata jornalista, dirão seus defensores. Mas não deixa de ser inquietante suspeitar que isso não se faça agora só porque a correlação de forças não permite. Um dirigente petista chamado Alberto Cantalice fez uma lista de nove jornalistas que considera inimigos, preocupando as entidades do setor aqui e fora do Brasil.

A frase de Dilma pode ser considerada um ato falho. Os intelectuais que se mantêm fiéis ao esquema, apesar das evidências de sua podridão, sempre vão encontrar uma forma de atenuar essa barbaridade. E os marqueteiros, um pequeno texto para convencer de que ouvimos mal o que Dilma disse. Os ato falhos, tanto em campanha como fora dela, são extremamente didáticos. No caso, a frase de Dilma revela com toda a clareza o pensamento autoritário da presidente: cabe ao governo produzir as informações e à imprensa divulgá-las ou até criticá-las, o que os jornalistas não podem é buscar os dados por conta própria.

Numa célebre intervenção sobre a espionagem americana, Dilma contou ter dito a Barack Obama: "Quando a pasta de dente sai do dentifrício, não pode mais voltar". Certas frases, quando escapam, têm o mesmo destino do creme dental: não podem voltar para o tubo, que é o artefato que Dilma queria mencionar ao dizer dentifrício. Espero que Obama a tenha entendido, com a mediação dos intérpretes. Creio que a entendo muito bem quando diz que o papel da imprensa não é investigar.

O governo petista pôs o Congresso de joelhos e alterou substancialmente a correlação de forças no Supremo Tribunal. Ele considera que a ocupação de todos os espaços vai garantir-lhe não só governar como quiser, mas o tempo que quiser. Porém a imprensa e as redes sociais ainda escapam ao seu controle. E creio que escaparão sempre, pois o País está dividido. O que mantém tudo funcionando é a existência de gente curiosa, que lê, troca informações e gosta de ser informada por órgãos independentes do governo. Mesmo se Dilma for reeleita, com sua truculência mental, uma considerável parte do Brasil que rejeita os métodos e o discurso do PT continua por aí, cada vez mais forte e mais crítica.

Apesar da alternância democrática, certos governos podem durar muitos anos. Mas creio ser impossível se perpetuarem quando têm a oposição das pessoas que prezam a liberdade.

Liberdade de quê?, perguntariam. Consumir mais, melhorar a renda não ampliam a liberdade? Ao se impor na Franca, o socialismo de Jean Jaurès e, mais tarde, de Léon Blum dizia que a justiça política tinha de se acompanhar da justiça econômica. Blum era um fervoroso e racional defensor da República. O PT inventou que seus opositores não gostam de pobre em aviões ou em shopping centers, que a oposição ao seu governo é fruto de intolerância classista.

Exceto um ou outro idiota, ninguém é contra a presença de pobres em aeroportos ou shoppings. O PT deturpou a ideia de República. Em nome de melhorias econômicas, armou o maior esquema de corrupção da História e agora flerta abertamente com a supressão da liberdade de imprensa. Ele usa uma aspiração republicana para sufocar as outras e seu líder máximo, amarfanhado, se veste de laranja para defender de inimigos imaginários a Petrobrás, que o próprio governo assaltou. Suas farsas estão mais grotescas e os atos falhos, mais inquietantes.

Sou do tempo do mimeógrafo. Ainda que consigam devastar a imprensa e proibir a internet, publicações clandestinas seguirão contando a história. Não faremos comissões futuras para investigar a verdade. Vamos conquistá-la aqui e agora, porque, como diz Dilma, a pasta saiu do dentifrício, ou o dentifrício saiu da pasta. Só não vê quem não quer ou é pago para confundir.

Estranho, mas não tenho nenhum medo de governos autoritários. Apenas uma sensação de tristeza e preguiça por ter de voltar a esses temas na segunda década do século 21.


Website do Percival Puggina

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando, neste website, os links para acesso direto à uma seleção de artigos do Portal Puggina.org

Percival Puggina (foto), 68 anos, é arquiteto, empresário, escritor e titular do site www.puggina.org. Escreve, semanalmente, artigos para vários jornais do Rio Grande do Sul, entre eles Zero Hora, além de escrever o seu próprio blog e em outros websites. Sua coluna é reproduzida por mais de uma centena de jornais.
É considerado um dos mais combativos adversários do PT no Rio Grande do Sul.
É autor de "Crônicas contra o totalitarismo"; "Cuba, a tragédia da utopia" e "Pombas e Gaviões". É membro do grupo Pensar+. 
Clique aqui  para ver a relação de seus artigos. HR

Abaixo está uma seleção de matérias recentes:

Dilma na ONU
24/09/14
FALE POR SI, PRESIDENTE. NÃO NOS EXPONHA AO RIDÍCULO

"Leio no site de O Globo de hoje, 23 de setembro de 2014:
NOVA YORK — A presidente Dilma Rousseff condenou os ataques aéreos na Síria pela coalizão liderada pelos Estados Unidos, iniciados na noite de segunda-feira para desmantelar a organização terrorista Estado Islâmico (EI) e combater células da rede al-Qaeda. Para Dilma, o Brasil repudia agressões militares, porque elas podem colher resultados imediatos, mas trazem consequências deletérias para países e regiões no médio e longo prazos. A presidente citou Iraque, Líbia e Faixa de Gaza como exemplos recentes da falta de eficácia deste tipo de política.

O Globo transcreve a fala presidencial: — Lamento enormemente isso (ataques aéreos na Síria contra o EI). O Brasil sempre vai acreditar que a melhor forma é o diálogo, o acordo e a intermediação da ONU. Eu não acho que nós podemos deixar de considerar uma questão. Nos últimos tempos, todos os últimos conflitos que se armaram tiveram uma consequência. Perda de vidas humanas dos dois lados, agressões sem sustentação aparentemente podem dar ganhos imediatos, mas depois causam prejuízos e turbulências. É o caso do Iraque, está lá provadinho. Na Líbia, a consequência no Sahel. A mesma coisa na Faixa de Gaza.

Se a presidente dissesse isso conversando com seus próprios botões, durante um chá da tarde com a família em Porto Alegre, já seria um disparate. Afirmá-lo perante a comunidade internacional reunida em Nova Iorque, durante um evento de grande repercussão como a Cúpula de Mudança Climática da ONU, é um caso de internação. Mais grave ainda se torna o quadro clínico quando se sabe que a presidente não esboçou o menor muxoxo, nem fez tisc, tisc, tisc perante o genocídio que o Estado Islâmico vem praticando nas regiões ocupadas. Nossa lamentável presidente não lamentou a degola de qualquer dos jornalistas executados friamente pela jihad em curso. Nossa credibilíssima presidente, que diz crer na diplomacia contra esse tipo de terrorismo religioso, está envergonhando o Itamaraty. Ela dá continuidade, aliás, às posições políticas que vêm dos dois governos de Lula, quando as relações internacionais do Brasil foram conduzidas como se o país fosse um diretório de estudantes controlado pela esquerda.
É preciso fazer saber ao mundo que, especialmente em questões internacionais, nosso governo representa o que há de mais retrógrado no seu partido. E não o Brasil. Tais não são as opiniões da nação brasileira. Fale por si e pelo PT, presidente. Não nos exponha ao ridículo dessa maneira."

22/09/14
O PT E A IMPRENSA - DE PEDRA A VIDRAÇA

14/09/14
O QUE EU DIRIA A AÉCIO NEVES


==> Ler mais relação de títulos aqui e textos completos no Blog do Percival Puggina


Dilma na ONU
Leia na Fonte: O Estado de S.Paulo
[27/09/14]  O mundo encantado de Dilma - Editorial 
(Íntegra)

"Um turista francês de 55 anos, chamado Hervé Goudel, foi decapitado na Argélia por um grupo extremista que disse estar sob as ordens do Estado Islâmico (EI), a organização terrorista que controla atualmente parte da Síria e do Iraque e lá estabeleceu o que chama de "califado". Um vídeo que mostra a decapitação de Goudel foi divulgado ontem, para servir como peça de propaganda do EI - cujos militantes já decapitaram em frente às câmeras dois jornalistas americanos e um agente humanitário britânico e estarreceram o mundo ao fazer circular as imagens de sua desumanidade.

Pois é com essa gente que a presidente Dilma Rousseff disse que é preciso "dialogar".

A petista deu essa inacreditável declaração a propósito da ofensiva militar deflagrada pelos Estados Unidos contra o EI na Síria. Numa entrevista coletiva em Nova York, na véspera de seu discurso na abertura da Assembleia-Geral da ONU, Dilma afirmou lamentar "enormemente" os ataques americanos contra os terroristas. "O Brasil sempre vai acreditar que a melhor forma é o diálogo, o acordo e a intermediação da ONU", disse a presidente - partindo do princípio, absolutamente equivocado, de que o EI tem alguma legitimidade para que se lhe ofereça alguma forma de "acordo".

É urgente que algum dos assessores diplomáticos de Dilma a informe sobre o que é o EI, pois sua fala revela profunda ignorância a respeito do assunto, descredenciando-a como estadista capaz de portar a mensagem do Brasil sobre temas tão importantes quanto este.

O EI surgiu no Iraque em 2006 por iniciativa da Al-Qaeda, para defender a minoria sunita contra os xiitas que chegaram ao poder depois da invasão americana. Sua brutalidade inaudita fez com que até mesmo a Al-Qaeda renegasse o grupo, que acabou expulso do Iraque pelos sunitas. A partir de 2011, o EI passou a lutar na Síria contra o regime de Bashar al-Assad. Mas os jihadistas sírios que estão na órbita da Al-Qaeda também rejeitaram o grupo, dando início a um conflito que já matou mais de 6 mil pessoas.

Com grande velocidade, o EI ganhou territórios na Síria e, no início deste ano, ocupou parte do Iraque, ameaçando a própria integridade do país. No caminho dessas conquistas, o EI deixou um rastro de terror. Além de decapitar ocidentais para fins de propaganda, seus métodos incluem crucificações, estupros, flagelações e apedrejamento de mulheres.

"A brutalidade dos terroristas na Síria e no Iraque nos força a olhar para o coração das trevas", discursou o presidente americano, Barack Obama, na Assembleia-Geral da ONU, ao justificar a ação dos Estados Unidos contra o EI - tomada sem o aval do Conselho de Segurança da ONU. Em busca de apoio internacional mais amplo - na coalizão liderada por Washington se destacam cinco países árabes que se dispuseram a ajudar diretamente na operação -, Obama fez um apelo para que "o mundo se some a esse empenho", pois "a única linguagem que os assassinos entendem é a força".

Pode-se questionar se a estratégia de Obama vai ou não funcionar, ou então se a ação atual é uma forma de tentar remendar os erros do governo americano no Iraque e na Síria (ver o editorial A aventura de Obama, abaixo). Pode-se mesmo indagar se a operação militar, em si, carece de legitimidade. Mas o fato incontornável é que falar em "diálogo" com o EI, como sugeriu Dilma, é insultar a inteligência alheia - e, como tem sido habitual na gestão petista, fazer a diplomacia brasileira apequenar-se.

Em sua linguagem peculiar, Dilma caprichou nas platitudes ao declarar que "todos os grandes conflitos que se armaram (sic) tiveram uma consequência: perda de vidas humanas dos dois lados". E foi adiante, professoral: "Agressões sem sustentação, aparentemente, podem dar ganhos imediatos. Depois, causam enormes prejuízos e turbulências. É o caso, por exemplo, do Iraque. Tá lá, provadinho, no caso do Iraque". Por fim, Dilma disse que o Brasil "é contra todas as agressões" e, por essa razão, faz jus a uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU - para, num passe de mágica, "impedir essa paralisia do Conselho diante do aumento dos conflitos em todas as regiões do mundo"."


• Textos de Mary Zaidan

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando os links para acesso direto aos textos de Mary Zaidan neste website, onde está listada uma seleção inicial, "em construção".
 
Mary Zaidan é jornalista. Entre 1978 e 1985, foi repórter na emissora de rádio do Governo do Estado de Minas Gerais, a Inconfidência. Migrou para o jornalismo impresso, como subeditora de política no Jornal de Domingo (Belo Horizonte/MG). Também foi repórter de política dos jornais O Globo e O Estado de S.Paulo, em ambos na sucursal de Brasília/DF. Em São Paulo/SP, trabalhou como subeditora de política na Agência Estado, entre 1991 e 1993.
Após um período como assessora de imprensa do Governo do Estado de São Paulo, Mary Zaidan foi diretora da agência Casa do Texto. Desde 2004 assessora a agência Lu Fernandes e desde 2009 escreve artigos dominicais para o Blog do Noblat, blog político do jornalista Ricardo Noblat. Ver mais Perfil. HR

Seleção de textos de Mary Zaidan:
21/09/14
O papel de Dilma

(...)
"O governo pode se lixar para os Correios, mas os carteiros, não. Indignados com a regalia, foram eles os denunciantes.
O octogenário IBGE, que há poucos meses perdeu diretores-pesquisadores depois da tentativa petista de adiar a divulgação do Pnad trimestral, enredou-se em novo vendaval: erros graves na síntese anual de 2013. O Instituto acertou ao corrigir e admitir o erro, mas arranhou a sua credibilidade.
Embora faça fita de que quer investigar o caso, o governo não tem demonstrado qualquer interesse na excelência do IBGE. Vem, sistematicamente, cortando verbas do Instituto, impedindo pesquisas. Aconteceu em 2005, quando o corte adiou para 2007 a contagem da população. E, novamente, no orçamento enviado ao Congresso para 2015.
Em vez do papelão de ditar ridículas regras para o exercício do jornalismo, Dilma deveria centrar-se no papel do presidente da República, que é eleito para governar e não para usar e abusar do Estado em nome de um projeto de poder."


14/09/14
MMA: Dilma x Marina
07/09/14
Delação e eleição
31/08/14
Marina, Renan & Cia
24/08/14
A nova velha política
17/08/14
E se...

10/08/14
Sobre fraudes e farsas


==> Ler mais na web, neste website, ou no Blog do Noblat, nesta Coleção.


• Textos de Ruy Fabiano

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando os links para acesso direto aos textos de Ruy Fabiano neste website, onde está listada uma seleção inicial, "em construção".

Ruy Fabiano é jornalista, com curso de extensão em Ciência Política. Passou por algumas das principais redações do País: TV Tupi, O Globo, Última Hora, Editora Abril, Revista Visão, Gazeta Mercantil, Correio Braziliense e Agência Estado. Há 22 anos cobre a área política em Brasília. Foi, durante oito anos, colunista político diário do Correio Braziliense e da Agência Estado. Atualmente exerce a função de consultor político. [Fonte]

Seleção de textos de Ruy Fabiano:
20/09/14
A guerra dos companheiro

(...) "O que se assiste é uma guerra civil entre companheiros. Não é uma guerra de ideias, mas por cargos, o que explica a fúria de quem se sente ameaçado com o desemprego. É mais fácil, em política, absorver a derrota de uma ideia que a perda de um cargo.

O sucesso do PT decorre de sua capacidade de mobilizar a sociedade, que aparelhou com paciência e método desde os tempos em que era oposição. Ao assumir o governo, consolidou esse domínio, por meio de ONGs, abastecidas com dinheiro público.

Os diversos movimentos que hoje se apresentam como sendo o rosto da sociedade civil – de gays, negros, feministas, ambientalistas, índios e universitários – estão atrelados ao guarda-chuva da nave mãe, que é o PT.

Isso permitiu que o partido promovesse o impeachment de um presidente da República, Fernando Collor, por razões que hoje, diante das dimensões do Mensalão e do Petrolão, seriam risíveis.

Indignação depende de mobilização – e esta depende de verba. Antes de chegar ao poder federal, o PT já mobilizava seus governos estaduais e municipais para estabelecer sua engenharia social. A captação de recursos a qualquer preço deixou alguns rastros de sangue, como as mortes dos prefeitos de Campinas, Toninho do PT, e de Santo André, Celso Daniel, que o partido absorve como acidentes de trabalho

Uma vez na Presidência da República, apossou-se não da sociedade real, mas de sua tribuna, erigindo como seus porta-vozes entidades como o MST, MTST, UNE e até a vetusta OAB. O universo das ONGs aparelhadas exerce o papel de intermediadora de recursos. Quando o partido quer colocar seu bloco na rua, aciona essa sofisticada e bem remunerada engrenagem e leva milhares aonde quer. Foi o que ocorreu em Brasília, em fevereiro, quando o MST ocupou a Esplanada dos Ministérios, feriu 30 PMs e viu sua baderna resultar numa audiência com a presidente da República.

Reclama-se que a oposição não faz nada diante de tantos escândalos. Não faz não porque não queira. Não dispõe dos instrumentos de militância, que não se improvisam.

O fenômeno Marina decorre, entre outros fatores, de que ela provém do mesmo ninho do PT, do qual é fundadora. Conhece a engrenagem e herdou parte dela. Em torno das causas ambiental e indígena, de que se tornou ícone, há milhares de ONGs que não temem sua eleição, já que não ameaça os espaços que ocupam.

Quanto a Aécio, padece da escassez de militância. Sua vitória depende de maioria espontânea, não impossível, mas bem mais difícil de obter sem os mecanismos de engenharia social que seu partido, como os que o antecederam no poder, negligenciou.

O PT aparelhou Estado e sociedade civil – e agora recorre a esta para não perder o domínio daquele. Perdeu musculatura, mas está longe de ter se tornado anêmico. A ferocidade vai aumentar."


13/09/14
A moral e as urnas
06/09/14
A desconstrução de Marina

30/08/14
O teatro eleitoral

==> Ler mais na web ou no Blog do Noblat, nesta Coleção


POEMINHO DO CONTRA
Autor: Mário Quintana

"Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!"

Ela... Pasadena

Petróleo ou lama?

Entenda a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras: G1 - UOL - Folha



• Textos de Sandro Vaia

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando os links para acesso direto aos textos de Sandro Vaia neste website, onde está listada uma seleção inicial.

Sandro Vaia é jornalista. Foi repórter, redator e editor do Jornal da Tarde, diretor de Redação da revista Afinal, diretor de Informação da Agência Estado e diretor de Redação de “O Estado de S.Paulo”. É autor do livro “A Ilha Roubada”, (editora Barcarolla) sobre a blogueira cubana Yoani Sanchez e "Armênio Guedes, Sereno Guerreito da Liberdade"(editora Barcarolla). E.mail: svaia@uol.com.br. HR

Seleção de textos de Sandro Vaia
:
19/09/14
Marina de Wall Street

(...) Alternância de poder, desde que seja uma alternância interna - esse parece ser o lema da versão revista e reduzida do tipo de democracia com o qual o PT sonha nas noites de verão.

Uns 40 mil cargos de confiança clamam aos céus: daqui não saio, daqui ninguém me tira.

Os deuses primeiro enlouquecem aqueles a quem querem castigar. O “abraço” na Petrobras, liderado por ex-lider sindical e ex-presidente da República com o rosto visivelmente afogueado e a fala transtornada, exala desespero.

O tratamento que estava reservado aos inimigos de alma, os tucanos de sempre, gêmeos separados no nascimento, teve que ser desviado à criatura nascida e aleitada no mesmo berço, ungida não só pela infância pobre e uma história de vida semelhante à daquele que acredita que o Brasil é obra dele, mas também por uma trágica viuvez política que aumentou seu ar de madonna addolorata e seu cacife de votos.

Como Marina não é elite branca, não é liberal, como teve uma origem pobre, como é magra, frágil, diáfana, não é gerentona, nunca teve uma loja de R$ l,99 nem pode ser chamada de tucana, o PT não sabe como desconstrui-la sem dar um tiro na própria cabeça.

Talvez por isso Lula e o PT não saibam o que fazer com a faca que colocaram entre os dentes.

Marina de Wall Street, definitivamente, foi a mais indigente das invenções retóricas de seus intelectuais organicamente serviçais."

12/09/14
As fábulas de uma eleição
05/09/14
Em busca do messias
29/08/14
O que não está lá
22/08/13
Enchente amazônica
15/08/14
A morte, o destino, tudo


==> Leia mais na web, neste website ou no Blog do Noblat, nesta Coleção.


Nota de Helio Rosa
"Raquel na luta armada"

Em novembro de 2010, após a eleição de Dilma Rousseff, comecei a fazer uma série de "posts" sobre o passado da nova presidente e seu envolvimento na luta armada contra o regime militar.
O material está reunido na página "Dilma na luta armada", que contém uma introdução com explicação da motivação do trabalho e uma série de links e resumos, que remetem aos "posts" originais, onde estão as transcrições das matérias.
Como cidadão, estou acompanhando atentamente o noticiário sobre a atual "campanha", particularmente o truculento "vale tudo" protagonizado pela Presidente-candidata, fazendo o diabo, justificando o velho lema esquerdista de que "os fins justificam os meios". Vemos que não é uma simples campanha, mas uma verdadeira guerra. Como não lembrar da "Dilma guerrilheira"?

A leitura da matéria Raquel: PSTU se prepara para a "luta armada" era a motivação que faltava para relembrar a atuação da Dilma "Vanda" Rousseff (foto Wikipédia), guerrilheira e participante de grupos considerados terroristas.

Por oportuno, vou reformatar a página "Dilma na luta armada" e divulgar novamente o conteúdo neste espaço.
Abaixo, está a referencia sobre uma recente entrevista com a professora Raquel Dias (em foto de campanha) candidata do PSTU ao Senado. Futura guerrilheira? 
HR 17/09/14

Entrevista
Leia na Fonte: O Povo Online
[16/09/14]  Raquel: PSTU se prepara para a "luta armada"


"A candidata do PSTU ao Senado, Raquel Dias, defendeu a luta armada como método de transformação social e disse que o partido está se preparando para a revolução com armas. Raquel foi sabatinada ontem na TV O POVO. “Como a gente vive em um Estado opressor e o armamento é uma ação contra o próprio Estado, não posso dizer como estamos nos preparando”, respondeu." (...)
Lembrada sobre os atos violentos que marcaram parte das manifestações a partir de junho de 2013 e perguntada se a luta armada não estaria “fora de moda”, Raquel disse pensar o oposto: “Achamos que estamos na moda. A luta armada está na moda”. A candidata defendeu esse método revolucionário. “Achamos que não. Achamos que para que os trabalhadores tome o poder em suas mãos, o controle sobre sua própria vida, é necessário uma revolução armada”, afirmou. Perguntada se o PSTU está se preparando para essa revolução, Raquel disse que sim, mas não revelou detalhes. “Estamos nos preparando, sim, só não vou dizer como. Como a gente vive num Estado opressor, mas que se apresenta como democrático, e o armamento é uma ação contra o próprio Estado, não posso dizer como estamos nos preparando”, afirmou. Raquel foi perguntada se o PSTU estaria formando milícias, no que ela tangenciou: “Nós defendemos uma revolução e, na história da humanidade, todas as revoluções foram armadas. (...) Nossas milícias são organizadas em cursos de formação, leitura de livros, desenvolvimento da consciência de classe”, disse."
(...) Ler mais


"Esqueceram de mim"


"Esqueceram de nóis"


Operação Porto Seguro
• Rosemary Noronha & Lula da Silva: Uma vergonha!

Nota de Helio Rosa:
Em 23 de março de 2013 iniciei uma série de 11 "posts" no Bloco  Resistência sobre a Operação Porto Seguro. O registro está aqui.
Minha motivação foi esta matéria: "Faz 100 dias que Lula afronta o Brasil decente com o silêncio sobre o caso de polícia em que se meteu ao lado de Rose".
Por falta de agilidade, descontinuei os "posts" mas prossegui anotando as matérias sobre o assunto, que agora estão reunidas neste website sobre a Operação Porto Seguro, com o mesmo título dos "posts": Rosemary Noronha & Lula da Silva: Uma vergonha!

O website é constituído de uma Página Inicial com um Resumo e o Acompanhamento dos principais eventos ao longo do tempo. E um Arquivo de matérias que pode ser acessado através deste link: Índice de artigos e notícias.

Para que o tema não caia no esquecimento, passo a referenciar neste espaço, diariamente, três matérias do Arquivo sobre a Operação Porto Seguro, segundo ordem cronológica de publicação na mídia.  HR

Última matéria registrada na mídia:
Leia na Fonte: R7
[24/06/14]  MPF pede demissão de primo de Rose Noronha do Ministério dos Transportes
Matérias anteriores, do Arquivo do WirelessBRASIL:
Leia na Fonte: Estadão
[27/11/12]  Governo monta estratégia para blindar Planalto de respingos da operação da PF - por Denise Madueño
Leia na Fonte: Noblat - Origem: O Estado de S. Paulo
[27/11/12]  Tolerância continuada - por Dora Kramer
Leia na Fonte: Veja / Blog do Reinaldo Azevedo
[27/11/12]  Lula, o “homem cordial”, não concedeu passaporte diplomático apenas à sua família nuclear, não; Rose também tinha o seu. Assim, sim!- por Reinaldo Azevedo
Leia na Fonte: Noblat / O Globo
[27/11/12]  Para o PT a história sempre se repete - por Marco Antonio Villa
Leia na Fonte: Noblat
[27/11/12]  Situação delicada - por Merval Pereira
Leia na Fonte: Veja
[26/11/12]  Grampo complica situação de Rose
Leia na Fonte: Veja
[26/11/12]  Filha de Rosemary de Noronha deixa cargo na Anac

Ler mais em Rosemary Noronha & Lula da Silva: Uma vergonha!


Nos USA..."Orange is the new black".

No Brasil, na Petrobras....

 


Textos de Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando os links para acesso direto aos textos de Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa neste website do WirelessBRASIL.

Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa
é professora e tradutora, e escreve semanalmente para o Blog do Noblat desde agosto de 2005. Ela também tem uma fanpage e um blog – Maria Helena RR de Sousa

Anotação em seu blog: "Só adianto que sou colaboradora entusiasmada do Blog do Noblat, onde tento aprender, com o mestre e amigo, duas coisas que julgava impossível aprender na tenra idade em que estou: ser mais paciente e menos rebelde". HR

Seleção de textos de Maria Helena RR de Souza:
05/09/14
Debates?

"De eleição em eleição os debates nas campanhas políticas empobrecem. Não se discute um tema em profundidade. O que mais nos interessa não é sequer mencionado. Parece que aqueles adultos se reuniram ali para se agredir. Quantos votos Luciana Genro pretende atrair com aquele seu mantra “os irmãos siameses”? É só o que ela vai fazer nos debates, criticar seus companheiros de jornada. Fico com pena de seu partido, merecia um fim melhor. Gosto do Eduardo Jorge, pelo menos ele teve uma boa ideia: prolonga os debates lembrando que está na Internet pronto para responder aos seus prováveis eleitores. Os outros miúdos que me desculpem. Não chego a compreender nossa democracia que os leva aos debates.
Um minuto de TV custa muito caro e os partidos fazem o diabo em época de eleição para conseguir mais meio minuto na telinha. Mas para provar que vivemos numa democracia, o tempo de cada um nos debates é o mesmo. Qual é a lógica? Há alguma hipótese – que não seja trágica ou escalafobética – de algum dos miúdos vencer Aécio Neves, Dilma Rousseff ou Marina Silva?"
(...)

01/09/14
Uma dose de Marina para o gigante
29/08/14
Aqui os sinos não dobram mais
25/08/14
Pensando em voz alta
22/08/14
Tragédia em agosto, incerteza em outubro
08/08/14
Vai encarar o Voto Nulo?  

==> Leia mais textos na web, neste website ou no Blog do Noblat, nesta Coleção.


Campanha

"Sou, mas quem não é?"


Blog do Marco Antônio Villa

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando, neste website, os links para acesso direto aos "posts" do Blog do Marco Antônio Villa.  HR

Marco Antonio Villa (foto) é Bacharel e Licenciado em História, Mestre em Sociologia e Doutor em História. Professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos (1994-2013).

Trecho de um comentário de Marco Antônio Villa:
"“O partido aparelhou o Estado”, adverte Villa. “Não só pelos seus 23 000 cargos de nomeação direta. Transformou as empresas e bancos estatais, e seus poderosos fundos de pensão, em instrumentos para o PT e sua ampla clientela. Estabeleceu uma rede de controle e privilégios nunca vista na nossa história. Em um país invertebrado, o partido desmantelou o que havia de organizado através de cooptação estatal. Foram distribuídos milhões de reais a sindicatos, associações, ONGs, intelectuais, jornalistas chapa-branca, criando assim uma rede de proteção aos desmandos do governo: são os tontons macoutes do lulopetismo, os que estão sempre prontos para a ação.”

Seleção de textos do Blog do Marco Antônio Villa e outras fontes:

09/09/14
O silêncio de Lula
(Íntegra)
Ao escolher candidatos sem consulta à direção partidária, ele transformou o PT em instrumento de vontade pessoal
Na história republicana brasileira, não houve político mais influente do que Luiz Inácio Lula da Silva. Sua exitosa carreira percorreu o regime militar, passando da distensão à abertura. Esteve presente na Campanha das Diretas. Negou apoio a Tancredo Neves, que sepultou o regime militar, e participou, desde 1989, de todas as campanhas presidenciais.

Quando, no futuro, um pesquisador se debruçar sobre a história política do Brasil dos últimos 40 anos, lá encontrará como participante mais ativo o ex-presidente Lula. E poderá ter a difícil tarefa de explicar as razões desta presença, seu significado histórico e de como o país perdeu lideranças políticas sem conseguir renová-las.

Lula, com seu estilo peculiar de fazer política, por onde passou deixou um rastro de destruição. No sindicalismo acabou sufocando a emergência de autênticas lideranças. Ou elas se submetiam ao seu comando ou seriam destruídas. E este método foi utilizado contra adversários no mundo sindical e também aos que se submeteram ao seu jugo na Central Única dos Trabalhadores. O objetivo era impedir que florescessem lideranças independentes da sua vontade pessoal. Todos os líderes da CUT acabaram tendo de aceitar seu comando para sobreviver no mundo sindical, receberam prebendas e caminharam para o ocaso. Hoje não há na CUT — e em nenhuma outra central sindical — sindicalista algum com vida própria.

No Partido dos Trabalhadores — e que para os padrões partidários brasileiros já tem uma longa existência —, após três decênios, não há nenhum quadro que possa se transformar em referência para os petistas. Todos aqueles que se opuseram ao domínio lulista acabaram tendo de sair do partido ou se sujeitaram a meros estafetas.

Lula humilhou diversas lideranças históricas do PT. Quando iniciou o processo de escolher candidatos sem nenhuma consulta à direção partidária, os chamados “postes”, transformou o partido em instrumento da sua vontade pessoal, imperial, absolutista. Não era um meio de renovar lideranças. Não. Era uma estratégia de impedir que outras lideranças pudessem ter vida própria, o que, para ele, era inadmissível.

Os “postes” foram um fracasso administrativo. Como não lembrar Fernando Haddad, o “prefeito suvinil”, aquele que descobriu uma nova forma de solucionar os graves problemas de mobilidade urbana: basta pintar o asfalto que tudo estará magicamente resolvido. Sem talento, disposição para o trabalho e conhecimento da função, o prefeito já é um dos piores da história da cidade, rivalizando em impopularidade com o finado Celso Pitta.

Mas o símbolo maior do fracasso dos “postes” é a presidente Dilma Rousseff. Seu quadriênio presidencial está entre os piores da nossa história. Não deixou marca positiva em nenhum setor. Paralisou o país. Desmoralizou ainda mais a gestão pública com ministros indicados por partidos da base congressual — e aceitos por ela —, muitos deles acusados de graves irregularidades. Não conseguiu dar viabilidade a nenhum programa governamental e desacelerou o crescimento econômico por absoluta incompetência gerencial.

Lula poderia ter reconhecido o erro da indicação de Dilma e lançado à sucessão um novo quadro petista. Mas quem? Qual líder partidário de destacou nos últimos 12 anos? Qual ministro fez uma administração que pudesse servir de referência? Sem Dilma só havia uma opção: ele próprio. Contudo, impedir a presidente de ser novamente candidata seria admitir que a “sua” escolha tinha sido equivocada. E o oráculo de São Bernardo do Campo não erra.

A pobreza política brasileira deu um protagonismo a Lula que ele nunca mereceu. Importantes líderes políticos optaram pela subserviência ou discreta colaboração com ele, sem ter a coragem de enfrentá-lo. Seus aliados receberam generosas compensações. Seus opositores, a maioria deles, buscaram algum tipo de composição, evitando a todo custo o enfrentamento. Desta forma, foram diluindo as contradições e destruindo o mundo da política.

Na campanha presidencial de 2010, com todos os seus equívocos, 44% dos eleitores sufragaram, no segundo turno, o candidato oposicionista. Havia possibilidade de vencer mas a opção foi pela zona de conforto, trocando o Palácio do Planalto pelo controle de alguns governos estaduais.

Se em 2010 Lula teve um papel central na eleição de Dilma, agora o que assistimos é uma discreta participação, silenciosa, evitando exposição pública, contato com os jornalistas e — principalmente — associar sua figura à da presidente. Espertamente identificou a possibilidade de uma derrota e não deseja ser responsabilizado. Mais ainda: em caso de fracasso, a culpa deve ser atribuída a Dilma e, especialmente, à sua equipe econômica.

Lula já começa a preparar o novo figurino: o do criador que, apesar de todos os esforços, não conseguiu orientar devidamente a criatura, resistente aos seus conselhos. A derrota de Lula será atribuída a Dilma, que, obedientemente, aceitará a fúria do seu criador. Afinal, se não fosse ele, que papel ela teria na política brasileira?

O PT caminha para a derrota. Mais ainda: caminha para o ocaso. Não conseguirá sobreviver sem estar no aparelho de Estado. Foram 12 anos se locupletando. A derrota petista — e, mais ainda, a derrota de Lula — poderá permitir que o país retome seu rumo. E no futuro os historiadores vão ter muito trabalho para explicar um fato sem paralelo na nossa história: como o Brasil se submeteu durante tantos anos à vontade pessoal de Luiz Inácio Lula da Silva.


12/08/14
Os jihadistas tupiniquins
15/07/14
Montoro, pedagogo da política
08/07/14
Os desiludidos da República

03/06/14
O governo acabou
06/05/12
Adeus, PT
08/04/14
Os gigolôs da memória
28/03/14

==> Ler mais aqui ou no Blog do Marco Antônio Villa


Alerta Total - Website de Jorge Serrão

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando links para acesso direto à algumas matérias do website Alerta Total do jornalista Jorge Serrão (foto), a partir desta página do WirelessBrasil. 

Jorge Serrão (foto), 43 anos, é Jornalista, Radialista e Professor de Comunicação e Marketing. HR

Abaixo está uma coleção parcial dos artigos publicados no Alerta Total:
09/09/14
Dilma se complica mais com a Petrobras, demite Mantega antes da hora e alopra o mercado com mentiras - por Jorge Serrão

Cadê o chefe de toda essa roubalheira? - por Márcio Accioly

Três caminhos - por Paulo Roberto Gotaç

A escolha do Presidente e o risco Marina Silva - por Arthur Chagas Diniz

Eleições e Ambientalismo - por Gélio Fregapani

Bonner errou! - por Wagner Vargas

Movimento Consulta Popular - Final - por Carlos I. S. Azambuja

08/09/14
Paulo Roberto Costa decidiu partir para delação premiada depois do “acidente” de Eduardo Campos - por Jorge Serrão


==> Ver links para uma seleção de "posts" anteriores (2014) aqui ou ler diretamente no Alerta Total


• Textos de Murillo de Aragão

Murillo de Aragão é advogado, jornalista, cientista político e presidente da Arko Advice Pesquisas e sócio da LRCA Advogados. É Formado em Direito pela Faculdade de Direito do Distrito Federal (CEUB), é mestre em Ciência Política pela Universidade de Brasília e doutor em Sociologia (estudos latino-americanos) pelo Ceppac – Universidade de Brasília. [Ler mais "Perfil" em Blog do Murillo de Aragão e Website de Murillo de Aragão]

Seleção de textos de Murilo de Aragão:
Leia na Fonte: Blog do Noblat
04/09/14
Pesquisas eleitorais e suas mensagens
(Íntegra)

A divulgação simultânea, neste quarta-feira, de duas pesquisas eleitorais - Ibope e Datafolha - sobre a campanha presidencial trouxe várias mensagens importantes.

A primeira delas é a de que Marina assumiu a condição de favorita. Sem estrutura e sem tempo de televisão, conseguiu manter-se em situação de empate técnico com Dilma no primeiro turno.

Não se deve falar mais do efeito impulsionador da tragédia com Eduardo Campos. Neste momento, Marina está em posição de forte competitividade por conta de seu desempenho pessoal,

Não é pouco já que a campanha na televisão está em curso e favorece amplamente à Dilma e Aécio. Sem tempo relevante de televisão, Marina se mantém viável por conta do desejo de mudança presente na intenção de votos de muitos.

A segunda mensagem é que Marina mantém o seu favoritismo no segundo turno apesar do encurtamento de intenções de voto em relação à Dilma. Marina oscilou positivamente 1 ponto na margem de erro.

A terceira mensagem é que Dilma prossegue sendo muito viável como candidata. A onda em torno de Marina pode ter nublado tal situação. Mas as pesquisas são claras acerca da resiliência de Dilma como candidata.

Portanto, Dilma deve comemorar. O Ibope trouxe boas notícias para a presidente. Dilma continua liderando numericamente em primeiro turno (embora considerando a margem de erro de 2%, haja um empate técnico com Marina). Caiu seu índice de rejeição (de 36% para 31%) e a avaliação do governo apresentou leve melhora. Caiu, ainda, a diferença de Marina sobre Dilma em um eventual segundo turno (de 9 para 7 pontos).

Pelo seu lado, Marina ainda preserva vantagens importantes. Além de seu índice de rejeição ser de apenas 12% (contra 31% da presidente), do 1º para o 2º turno Dilma fica estável (tem 37% no 1º turno e aparece com 39% no 2º turno). Já Marina, cresceu 13 pontos (33% para 46%), percentual muito próximo ao que Aécio tem no 1º turno. Ou seja, a maioria dos eleitores do PSDB tende a ser de Marina no 2º turno.

A terceira mensagem é que Aécio Neves está praticamente descartado como competidor para o segundo turno. Depende de algum fato extraordinário para voltar à competição. Torce, por exemplo, que as delações de Paulo Roberto Costa tenham o condão de atingir à campanha eleitoral de forma muito significativa.

A quarta mensagem é a de que o favoritismo de Marina não deve ser considerado definitivo. Dilma demonstra resistência e atravessou uma série de más notícias econômicas mantendo um desempenho relevante. Mesmo com o fraco desempenho dos candidatos do PT no Rio e em São Paulo, Dilma consegue se sustentar.

Porém, até agora, as vantagens comparativas de Dilma - tempo de televisão e coalizões estaduais - ainda não se fizeram presentes para criar uma liderança folgada. O tempo passa e parece que a propaganda eleitoral terá pouco efeito para uma nova mudança radical.

Por fim, destaco, novamente, que Marina prossegue tendo uma índice de rejeição muito baixo. O que é, sem dúvida, um trunfo para um candidato que opera em elevado índice de competitividade. A volatilidade das pesquisas nas últimas semanas indica que o jogo está em aberto apesar da condição de favorita de Marina.


17/07/14
Campanha ainda demora um pouco
10/07/14
O amargo chocolate alemão
04/07/14
Não existe pecado ao sul do equador
26/06/14
Desinteresse e reprovação

==> Leia mais na web ou no Blog do Noblat, nesta coleção.


• Textos de Carlos Alberto Di Franco

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando os links para acesso direto aos textos de Carlos Alberto Di Franco neste website, onde está listada uma seleção inicial.

Carlos Alberto Di Franco é diretor do Departamento de Comunicação do Instituto Internacional de Ciência Sociais – IICS e doutor em Comunicação pela Universidade de Navarra, é diretor da Di Franco – Consultoria em Estratégia de Mídia. E-mail: difranco@iics.org.br.  HR

Seleção de textos de Carlos Alberto Di Franco:
01/09/14
Jornal determina a agenda pública (Íntegra)
Relatora de liberdade de expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), a colombiana Catalina Botero agradeceu a coragem dos jornalistas que revelam tramas de corrupção e graves violações dos direitos humanos. Em discurso no último dia do 10.º Congresso Brasileiro de Jornais, realizado em São Paulo, Catalina frisou a importância do jornalismo profissional e independente para o desenvolvimento e a manutenção dos regimes democráticos e disse ter a certeza de que “a imprensa escrita não poderá ser substituída por mensagens de 140 caracteres”.

As redes sociais e o jornalismo cidadão têm contribuído de forma singular para o processo comunicativo e propiciado novas formas de participação, de construção da esfera pública, de mobilização do cidadão. Mas as notícias que realmente importam, isto é, que são capazes de alterar os rumos de um país, são fruto não de boatos ou meias-verdades disseminadas de forma irresponsável ou ingênua, e sim de um trabalho investigativo feito dentro de rígidos padrões de qualidade, algo que está na essência dos bons jornais impressos.

A confiança da população na qualidade ética dos seus jornais tem sido um inestimável apoio para o desenvolvimento de um verdadeiro jornalismo de buldogues. O combate à corrupção e o enquadramento de históricos caciques da política nacional, alguns sofrendo o ostracismo do poder e outros no ocaso do seu exercício, só são possíveis graças à força do binômio que sustenta a democracia: imprensa livre e opinião pública informada.

“Poucas coisas podem ter o mesmo impacto que o jornal tem sobre os funcionários públicos corruptos, sobre os políticos que se ligam ao crime, que abusam do seu poder, que traem os valores e os princípios democráticos”, sublinhou Catalina. Os jornais, de fato, determinam a agenda pública e fortalecem a democracia. Políticos e governantes com desvios de conduta odeiam os jornais. Mas eles são, de longe, os grandes parceiros da sociedade. A plataforma digital reverbera, amplifica. A pauta, porém, nasce nos jornais. A frivolidade digital não faz contraponto e não edifica a democracia.

Navega-se freneticamente no espaço virtual. Uma enxurrada de estímulos dispersa a inteligência. Fica-se refém da superficialidade e do vazio. Perde-se contexto e sensibilidade crítica. A fragmentação dos conteúdos pode transmitir certa sensação de liberdade. Não dependemos, aparentemente, de ninguém. Somos os editores do nosso diário personalizado. Será? Não creio, sinceramente. Penso que há uma crescente demanda de jornalismo puro, de conteúdos editados com rigor, critério e qualidade técnica e ética. Há uma nostalgia de reportagem. É preciso recuperar, num contexto muito mais transparente e interativo, as competências e o fascínio do jornalismo de sempre.

Jornalismo sem brilho e sem alma é uma doença que pode contaminar redações. O leitor não sente o pulsar da vida. As reportagens não têm cheiro do asfalto. As empresas precisam repensar os seus modelos e investir poderosamente no coração. É preciso dar novo vigor à reportagem e ao conteúdo bem editado, sério, preciso, ético.

É preciso contar boas histórias. Com transparência e sem filtros ideológicos. O bom jornalista ilumina a cena, o repórter manipulador constrói a história. Na verdade, a batalha da isenção enfrenta a sabotagem da manipulação deliberada, da preguiça profissional e da incompetência arrogante. Todos os manuais de redação consagram a necessidade de ouvir os dois lados de um mesmo assunto. Mas alguns procedimentos, próprios de opções ideológicas invencíveis, transformaram um princípio irretocável num jogo de aparência.

A apuração de mentira representa uma das mais graves agressões à ética e à qualidade informativa. Matérias previamente decididas em guetos sectários buscam a cumplicidade da imparcialidade aparente. A decisão de ouvir o outro lado não é honesta, não se apoia na busca da verdade, mas num artifício que transmite um simulacro de isenção, uma ficção de imparcialidade. O assalto à verdade culmina com uma estratégia exemplar: repercussão seletiva. O pluralismo de fachada, hermético e dogmático, convoca pretensos especialistas para declarar o que o repórter quer ouvir. Mata-se a notícia. Cria-se a versão.

Sucumbe-se, frequentemente, ao politicamente correto. Certas matérias, prisioneiras de chavões inconsistentes que há muito deveriam ter sido banidos das redações, mostram o flagrante descompasso entre essas interpretações e a força eloquente dos números e dos fatos. Resultado: a credibilidade, verdadeiro capital de um veículo, esvai-se pelo ralo dos preconceitos.

A precipitação e a falta de rigor são outros vírus que ameaçam a qualidade. A incompetência foge dos bancos de dados. Na falta de pergunta inteligente, a ditadura das aspas ocupa o lugar da informação. O jornalismo de registro, burocrático e insosso, é o resultado acabado de uma perversa patologia: a falta de planejamento, o despreparo de repórteres e a obsessão de editores com o fechamento. Quando editores não formam os seus repórteres, quando a qualidade é expulsa pela ditadura do deadline, quando as pautas não nascem da vida real, mas de pauteiros anestesiados pelo clima rarefeito das redações, é preciso ter a coragem de repensar todos os processos.

A fortaleza do jornal não é dar notícia, é se adiantar e investir em análise, interpretação e se valer de sua credibilidade. Não é verdade que o público não goste de ler. Não lê o que não lhe interessa, o que não tem substância. Um bom texto, para um público que adquire a imprensa de qualidade, sempre vai ter interessados.


18/08/14
Democracia depende do jornalismo

Não há um único assunto relevante que não tenha nascido numa pauta do jornalismo de qualidade. Os temas das nossas conversas são, frequentemente, determinados pelo noticiário e pela opinião dos jornais. A imprensa é, de fato, o oxigênio da sociedade. As redes sociais reverberam, multiplicam, agitam. Mas o pontapé inicial é sempre das empresas de conteúdo independentes. Sem elas a democracia não funciona.(...)
04/08/14
Ativistas, militantes e criminosos
22/07/14
Gol de ficha suja
07/07/14
PT - a estratégia do ataque à mídia


==> Leia mais na web, neste website, ou no Blog do Noblat, nesta Coleção


Blog de Ruth de Aquino

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando, neste website, os links para acesso direto aos "posts" do Blog de Ruth de Aquino.  HR

Ruth de Aquino (foto) é jornalista com mestrado em Mídia na London School of Economics e tese sobre Ética. Trabalhou na BBC, foi correspondente em Londres e Paris, editora internacional, diretora de redação e redatora-chefe. Ler mais  Email: raquino@edglobo.com.br. Twitter: @ruthdeaquino

Seleção de textos do Blog de Ruth de Aquino:
29/08/14
Transmarina e a “zelite”
"Marina considera a “luta de classes” velha e ruim. Sua ideia de elite é outra. É quem inspira e lidera
"O problema do Brasil não é sua elite, mas a falta de elite. Não tenho preconceito contra a condição econômica e social de quem quer que seja. Quero combater essa visão de apartar o Brasil, de combater a elite. Essa visão tacanha de combater as pessoas com rótulo. Precisamos fazer o debate envolvendo ideias, empresários, trabalhadores, juventudes, empreendedores sociais. Com pessoas de bem de todos os setores, honestas e competentes.”
Essa resposta desconcertante de Marina Silva no debate da Band entre os candidatos à Presidência mostra que Dilma Rousseff e Aécio Neves terão de dar um duro danado para dinamitar – ou “desconstruir” – a rival.
O Brasil do PT tem reforçado o maniqueísmo entre pobres e ricos, ou “proletariado” e “burguesia”, expressões caras da esquerda caviar-champanhe. Como se os pobres fossem todos bons, puros, generosos e vítimas – e os ricos fossem todos safados, cruéis, desnaturados e bandidos. Em nosso país, quem ganha mais de seis salários mínimos é rico.
Nos últimos tempos, sobrou fel até para a classe média. Vimos com espanto o vídeo com o discurso histérico da filósofa da USP Marilena Chauí no ano passado. Era uma festa do PT para lançar o livro 10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil: Lula e Dilma. “Odeio a classe média”, afirmou Chauí, sob aplausos, risos e “u-hus” da plateia. “A classe média é o atraso de vida. A classe média é a estupidez. É o que tem de reacionário, conservador, ignorante. Petulante, arrogante, terrorista.” Presente no palco, Lula ria e aplaudia a companheira radical petista, embora dificilmente concordasse. “A classe média é uma abominação política porque é fascista. É uma abominação ética porque é violenta”, afirmou Chauí, fundadora do PT e adepta da luta de classes.
É uma luta que Marina considera antiquada e ruim para o país. Sua ideia de elite é outra: quem se sobressai no que faz, quem inspira e lidera. Neca Setubal, socióloga, educadora, autora de mais de dez livros, defensora do desenvolvimento sustentável e herdeira do banco Itaú, é o braço direito de Marina. Com seu discurso de união e um plano de governo de 244 páginas, costurado com Eduardo Campos, Marina ameaça tornar-se presidente do Brasil, segundo as pesquisas de intenção de voto."
(...)
" A Transmarina, ao acolher a “zelite” do bem, veio para confundir. E incendiar uma eleição antes morna, entediante e previsível."


26/08/14
O que é imoral?
15/08/14
Quem tem medo de Marina?

08/08/14
A força dos nulos, brancos e indecisos
05/08/14
Os abutres e a carniça

==> Leia mais aqui ou no Blog de Ruth de Aquino ou no Blog do Noblat, nesta Coleção.


• Textos de Elio Gaspari

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando os links para acesso direto aos textos de Elio Gaspari neste website, onde está listada uma seleção inicial.

Elio Gaspari é um jornalista e escritor ítalo-brasileiro. Nascido na Itália, Gaspari chegou ao Brasil em 1949.  Começou a carreira jornalística num semanário chamado Novos Rumos, e depois foi auxiliar do colunista social Ibrahim Sued, passando a seguir por publicações de destaque, como o Diário de São Paulo, a revista Veja e o Jornal do Brasil. Em seus artigos, trata com ironia as personalidades. Para tanto, lança mão de personagens como Madame Natasha, professora de português que "condena a tortura do idioma" e vive concedendo "bolsas de estudo" àqueles que se expressam de modo empolado. Já Eremildo, o idiota, é uma sátira aos que usam indevidamente o dinheiro público. Ler mais na Wikipédia.  HR

Seleção de textos de Elio Gaspari:
31/08/14
As Bolsas Plebiscito de Dilma e Marina
"Marina Silva merece todos os aplausos. Anunciou em seu programa o que pretende fazer se for eleita. Ela quer criar uma "democracia de alta intensidade". O que é isso, não se sabe. Lendo-a vê-se que, sob o guarda-chuva de uma expressão bonita — “democracia direta” — deseja uma nova ordem constitucional.
Apontando mazelas do sistema eleitoral vigente, propõe outro, plebiscitário, com coisas assim: “Os instrumentos de participação — mecanismos de participação da democracia representativa, como plebiscitos e consultas populares, conselhos sociais ou de gestão de políticas públicas, orçamento democrático, conferências temáticas e de segmentos específicos — se destinam a melhorar a qualidade da democracia”. Marina parte da premissa de que “o atual modelo de democracia (está) em evidente crise". Falta provar que esteja em crise evidente uma democracia na qual elegeu-se senadora, foi ministra e, em poucas semanas, tornou-se virtual favorita numa eleição presidencial. Ela diz que nesse país em crise “a representação não se dá de forma equilibrada, excluindo grupos inteiros de cidadãos, como indígenas, negros, quilombolas e mulheres”. Isso numa eleição que, hoje, as duas favoritas são mulheres, uma delas autodefinida como negra." (...)

27/08/14
Uma ideia simples
24/08/14
O ‘faço porque posso’ de Graça Foster
20/08/14
As raízes da força de Dilma
17/08/14
A consistência dessa situação, só o desenrolar da campanha dirá

==> Leia mais na web,
neste website ou no Blog do Noblat, nesta Coleção.


• Textos de Demétrio Magnoli

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando os links para acesso direto aos textos de Demétrio Magnoli neste website, onde está listada uma seleção inicial.

Demétrio Magnoli é bacharel em Ciências Sociais e Jornalismo pela Universidade de São Paulo (USP), Doutor em Geografia Humana pelo Departamento de Geografia da FFLCH-USP e pesquisador do Grupo de Análises de Conjuntura Internacional (GACINT) da USP. Como docente no Ensino Superior, foi professor das disciplinas de Geografia Política e Geografia Urbana no Departamento de Geografia da Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC-SP). Na condição de pesquisador, especializou-se nas áreas de Relações Internacionais e Geografia Política, publicando diversos ensaios e obras, entre as quais O Corpo da Pátria: imaginação geográfica e política externa no Brasil (1808-1912), pela Editora Unesp, e Uma gota de sangue – história do pensamento racial (SP, Contexto, 2009). Também organizou História das Guerras e História da Paz, ambas pela Editora Contexto. Trabalhando para a Fundação Alexandre de Gusmão do Ministério das Relações Exteriores, produziu o manual de Relações Internacionais. (...) [Fonte]
Mais abaixo estão suas matérias recentes como colunista da Folha de S. Paulo e outras fontes:

30/08/2014
A terceira utopia
23/08/2014
Zé Maria na telinha
16/08/2014
Ruptura da ruptura
09/08/2014
Santa aliança
02/08/2014
O sofisma antissemita
03/07/2014 
A narrativa ausente (Blog do Noblat)
19/06/2014] 
A lista do PT (Blog do Noblat)
12/07/2014
A razão do MTST
05/07/2014
Na marca do pênalti
28/06/2014
Pátria e partido
21/06/2014
O 'povo organizado'
14/06/2014
O califado de Mossul
07/06/2014
Supercorporativismo

==> Leia mais na web, neste website ou na Folha de S. Paulo ou ou no Blog do Noblat, nesta Coleção.


Textos de Joaquim Falcão

Joaquim Falcão é Doutor em Educação pela Université de Génève. LL.M. pela Harvard Law School. Bacharel em Direito pela Puc-RJ. Foi conselheiro do Conselho Nacional de Justiça de junho de 2005 a junho de 2009. Diretor da FGV DIREITO RIO.
Docente do Curso de Graduação. Docente do Curso de Mestrado. Docente do Programa de Capacitação em Poder Judiciário [Fonte]

Seleção de textos de Joaquim Falcão:


17/09/14
Economia e a campanha eleitoral
06/08/14
Eleições no Brasil e o mundo
25/06/14
A eleitoralização da ética
05/06/14
O que falta no Supremo

==>
Leia mais na web ou no Blog do Noblat, nesta Coleção.


• Textos de Dorrit Harazim

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando os links para acesso direto aos textos de Dorrit Harazim neste website, onde está listada uma seleção inicial, "em construção".

Dorrit Harazim começou a carreira jornalística em 1966 como pesquisadora da revista semanal francesa Express. Ainda em Paris, foi convidada por Mino Carta a se juntar à equipe da recém-lançada revista VEJA, em 1968. Foi repórter, editora, redatora-chefe da revista ao longo das décadas seguintes e chefiou o escritório da Editora Abril em Nova York durante cinco anos. Ao longo deste percurso recebeu 11 prêmios Abril de Jornalismo. Também trabalhou no Jornal do Brasil nos anos 1970. 
Ler mais na Wikipédia. HR

Seleção de textos de Dorrit Harazim:
14/09/14
O elevador por testemunha
07/09/14
A era do terrorismo ostentação
24/08/14
Um pastelão filantrópico
10/08/14
Na roda-viva da História
17/08/14
O cidadão-inimigo
27/07/14
Sem olhos em Gaza


==> Leia mais na web, neste website ou no Blog do Noblat, nesta Coleção.


Contra o Voto Nulo

Contra o Voto Nulo
Leia na Fonte: Blog da Ruth de Aquino
[08/08/14]  A força dos nulos, brancos e indecisos - por Ruth de Aquino (Transcrição parcial)
(...) Se você não quiser ou não puder apagar a luz e se mudar do Brasil, pense bem antes de votar nulo ou branco. Informe-se e decida. É aqui, neste país onde crescem os filhos e os netos, que as mudanças precisam acontecer. Todos os candidatos sabem disso. Tanto que os três prometem mudar. Não dá para conviver com esse noticiário escabroso de roubalheira oficial, escolas depredadas e sem professores, hospitais sem higiene, sem leitos, sem equipamento e sem médicos, barracos sem sistema de esgoto, mares e lagos poluídos, assaltantes e PMs que matam e estupram. É nocivo para a saúde ver como o Brasil maltrata os honestos e enriquece larápios. Vote em Dilma. Vote em Aécio. Vote em Campos. Mas vote mesmo, na hora da verdade."

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Contra o Voto Nulo
Leia na Fonte: Blog do Noblat
[08/08/14]  Vai encarar o Voto Nulo? - por Maria Helena RR de Souza (Transcrição parcial)
(...) Agora estamos caminhando para novas eleições, minha terceira aqui no Blog, se Deus permitir. Desta vez não vou citar um colunista genialmente espirituoso como Luis Fernando, mas um seu quase xará, o jornalista Fernando Rodrigues.
No dia 2 de agosto, ele publicou, na Folha, um texto de grande utilidade. Onde explica, desenha, o que acontece com o voto branco ou nulo. Começa por explicar que num eleitorado de 100 milhões, ganha quem obtiver 50 milhões mais um de votos. E acrescenta:
“Só que, se 20 milhões forem brancos ou nulos, a soma dos votos válidos cai para 80 milhões – e vencerá no primeiro turno o político que receber, pelo menos, 40 milhões mais um de apoios”.
Pois é. Quanto mais votos nulos, menos votos são necessários para uma vitória no primeiro turno!
As últimas pesquisas mostram dona Dilma na frente, sem larga margem para o segundo colocado. Mas se a campanha do Voto Nulo vingar, ela está eleita. (...)

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Contra o Voto Nulo
Leia na Fonte: Alerta Total
[15/08/14]  Voto nulo aliado do PT - por Helio Duque (Transcrição parcial)
(...) No Brasil dos dias atuais o voto nulo, branco o abstenção representa um formidável aliado dos governos de plantão. Com a agravante de ser uma plataforma política dos segmentos mais esclarecidos e bem informados. Exatamente aqueles que aos olhos da nação integram a opinião pública independente e crítica. Ao fazer a escolha de anular o voto expressam forte convicção de discordar das políticas públicas executadas pelos governos. Paradoxalmente pela atitude assumida, tornam-se aliados de quem exerce a administração pública em todos os níveis. No caso da República, a administração Dilma Rousseff deveria incluir no seu programa de governo forte apoio aos defensores do voto nulo, branco e abstenção. Em 2010 foi fundamenta para a sua eleição.(...)


• Textos de Carlos Alberto Sardenberg

Nota de Helio Rosa:
Estou colecionando os links para acesso direto aos textos de Carlos Alberto Sardenberg neste website, onde está listada uma seleção inicial.

Carlos Alberto Sardenberg, jornalista, é âncora do programa CBN Brasil, veiculado de segunda a sexta, das 12 às 14 hs, pela CBN, rede nacional de radiojornalismo. É comentarista econômico dos programas noticiosos da CBN, do Jornal das Dez (da Globonews) e do Jornal da Globo, da TV Globo. Escreve uma coluna em O Estado de S.Paulo, às segundas-feiras, e outra, às quintas-feiras, no jornal O Globo. (...) Em 43 anos de jornalismo, trabalhou como repórter, redator e editor nos jornais O Estado de S.Paulo, Jornal do Brasil e Folha de S.Paulo. Nas mesmas funções, trabalhou ainda nas revistas Veja e IstoÉ. Ler mais "resumo biográfico". HR

Seleção de textos de Carlos Alberto Sardenberg:

07/08/14
Pode?
(...) "Mas, além de ser uma questão complexa em qualquer democracia, há entre nós um bloqueio político/eleitoral. O pessoal foge de escolhas concretas, fica no princípio geral que não compromete, mas também não resolve as diferentes situações.
Vamos falar francamente: excetuando as minorias que querem subverter a ordem capitalista, somos todos a favor da livre manifestação das ideias e também achamos que a ordem pública deve ser mantida. OK. Mas uma manifestação pode bloquear a entrada de um hospital ou de uma escola ou de uma repartição que atenda o público? O grevista pode tentar convencer o não grevista? E se o não grevista não quiser ouvir? A autoridade pública, democraticamente eleita, pode vetar manifestações em determinadas áreas da cidade ou em determinados horários? É livre o bloqueio do trânsito, como parecer ser por aqui? O grupo político tem que comunicar previamente data e trajeto da manifestação ou pode sair por aí? A polícia pode bloquear um grupo de mascarados que se aproxima de um banco, uma loja ou um prédio público? Pode prender por suspeita de que haverá um saque ou só pode agir depois que o saque começa? Aliás, o que caracteriza uma manifestação? (A reunião de duas ou mais pessoas, diz a Corte americana).
Resumo da ópera: a lei e as cortes, democraticamente, precisam dizer concretamente o que pode e o que não pode."


31/07/14
O dinheiro e a informação
10/07/14
Importar é a solução
26/06/14
Na balada
12/06/14
Só queremos o hexa

==> Leia mais na web, neste website ou no Blog do Noblat, nesta Coleção.


• 25 de julho de 1966:  O "atentado de Guararapes"

Nota de Helio Rosa:
Escrevi no topo desta coluna:
(...)
Com 73 anos de idade, acompanhei e vivenciei a história recente do país e sou testemunha ocular e sobrevivente do "atentado do aeroporto dos Guararapes", em 1966 (...)
Para não deixar este "25 de julho" passar em branco, transcrevo um texto de 2013 do jornalista Elio Gaspari.
HR

Leia na Fonte: Blog do Noblat
[15/12/13]  Eduardo Campos e o atentado de Guararapes - por Elio Gaspari

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, tinha 1 ano de vida quando aconteceu o primeiro atentado terrorista de vulto da década.

No dia 25 de julho de 1966, explodiu uma bomba no saguão do aeroporto de Guararapes, onde centenas de pessoas esperavam pelo marechal Arthur da Costa e Silva, que sucederia a seu colega Castello Branco na Presidência da República.

A explosão matou um almirante, um jornalista e feriu 14 pessoas, inclusive uma criança.

Durante a cerimônia em que Ricardo Zarattini foi justamente inocentado de qualquer responsabilidade pelo episódio, Campos relembrou uma velha desconfiança: o atentado teria sido “um episódio utilizado para dividir a resistência ao golpe”.

Sem o esclarecimento de que o atentado foi obra de militantes de esquerda, sobra a suspeita de que os militares tiveram algo a ver com a coisa. Lenda desonesta.


Naqueles dias, explodiram no Recife três bombas. Todas colocadas por um grupo ligado à Ação Popular, a AP. Quem montou e colocou o explosivo no aeroporto foi Raimundo Gonçalves Figueiredo, o “Raimundinho”.

Vindo para o Rio, e militando na VAR-Palmares, detonou mais duas bombas e foi assassinado em 1971.

Eduardo Campos já tinha 25 anos quando Jacob Gorender esclareceu que Zarattini nada tinha a ver com o atentado. Gorender sabia a identidade do autor.

O governador tinha 30 anos quando o “Jornal do Commercio” do Recife publicou uma reportagem definitiva sobre o assunto. Nela, havia uma entrevista do ex-padre Alípio de Freitas, que teria sido o mentor do grupo, ao repórter Gilvandro Filho.

Nas palavras de Alípio: “Morreu gente, nós lamentamos. Mas aquilo era uma guerra, tinha que haver vítimas”.


 O famigerado Decreto 8.243/2014

Nota de Helio Rosa:
01.
Estou construindo um website sobre o tema, constituído de uma Página Inicial, um Índice de Artigos e Notícias e uma coleção de transcrições.

02.

Chamado por um editorial do Estadão de “um conjunto de barbaridades jurídicas”,  por Reinaldo Azevedo de “a instalação da ditadura petista por decreto”, pelo jurista Ives Gandra Martins de "decreto ditatorial e que está bem na linha de um governo bolivariano",  o Decreto 8.243/2014 foi editado pela Presidência da República em 23/05/14, tendo sido publicado no Diário Oficial no dia 26 e entrado em vigor na mesma data.

O cientista político Bolívar Lamounier diz que o decreto dos conselhos “tem catinga de fascismo” na sua “flagrante inconstitucionalidade”, pela “indigência intelectual que exala” e por sua “mal disfarçada sonoridade ideológica populo-esquerdoide-fascistoide”, calculada para agradar a um certo público interno do PT e a setores externos que não digerem a democracia “burguesa”.

"A presidente Dilma Rousseff quer modificar o sistema brasileiro de governo. Desistiu da Assembleia Constituinte para a reforma política - ideia nascida de supetão ante as manifestações de junho passado e que felizmente nem chegou a sair do casulo - e agora tenta por decreto mudar a ordem constitucional. O Decreto 8.243, de 23 de maio de 2014, que cria a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS), é um conjunto de barbaridades jurídicas, ainda que possa soar, numa leitura desatenta, como uma resposta aos difusos anseios das ruas. Na realidade é o mais puro oportunismo, aproveitando os ventos do momento para impor velhas pretensões do PT, sempre rejeitadas pela Nação, a respeito do que membros desse partido entendem que deva ser uma democracia." (Fonte: Estadão)

"A defesa do decreto pelos ministros Aloizio Mercadante e Gilberto Carvalho, a quem ficariam subordinados os tais conselhos, não resiste a uma simples constatação: se boa fé política os movesse, o Congresso seria incluído na iniciativa com uma proposta em forma de projeto de lei, ainda que isso não corrigisse a inconsistência da iniciativa.
Mas como a ideia é exatamente substituir o Poder Legislativo por conselhos de composição ideológica afinada com o PT, a opção pelo decreto é autoexplicativa. O assembleísmo, do qual são retrato fiel as chamadas conferências nacionais do PT, representaria a "sociedade civil", no ideal petista de governo, onde o Congresso seria melhor se decorativo."
[João Bosco Rabello - jornalista]

Leia a íntegra do Decreto nº 8243 de 23 de maio de 2014
HR

Matérias registradas:

Leia na Fonte: diário do Comércio
[22/07/14]  Um decreto de poder - por José Márcio Mendonça
"Muito já se escreveu sobre o decreto 8.243 da presidente Dilma Rousseff , sobre participação popular na administração pública e sobre seus inúmeros efeitos deletérios – um deles a incomodar a Congresso Nacional, que é redução do papel do legislativo na elaboração das políticas públicas. Esvaziados já, Câmara e Senado mais esvaziados ainda ficariam. No limite, é uma agressão ao sistema representativo, com a instalação de uma espécie de democracia direta tupiniquim – fala-se até em um novo bolivarianismo. Para completar, o homem no governo que coordena todo esse projeto, o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, alheio às críticas e à iniciativa do Congresso, por indução da oposição, de anular o decreto presidencial, anuncia um outro decreto para criar as condições financeiras para financiar o funcionamento dos Conselhos Populares. Os passos são largos para tornar o fato consumado em fato consumadíssimo." (...)

Leia na Fonte: JusBrasil
[22/07/14]  Aspectos político-constitucionais do Decreto nº. 8.243 - por Ricardo Nogueira
"Publicou-se, no dia 26 de maio de 2014, o Decreto nº. 8.243, que, a despeito de dispositivos reveladores de autêntico aperfeiçoamento dos mecanismos de participação popular, pode ser nomeado de ato institucional que desvirtua a democracia representativa ao garantir a permanente influência de partidos políticos ligados aos movimentos sociais mesmo quando não tiverem sido eleito pelo povo para tomar decisões na gestão da coisa pública. Em evidente transferência da soberania do povo aos movimentos sociais, o decreto assegura mecanismo à pressão de grupos de interesses, na atuação sobre órgãos governamentais." (...)

Leia na Fonte: O Estado de S.Paulo
[22/07/14]  Vocação bolivariana - por Ives Gandra da Silva Martins
Leia na Fonte: O Estado de S.Paulo
[21/07/14]  Teimosia inconstitucional - Editorial
Leia na Fonte: Diário da Manhã
[18/07/14]  O Congresso é contra o Decreto 8.243 - por Edgard Gobbi
Leia na Fonte: R7
[17/07/14]  Artistas se mobilizam e engrossam coro contra conselhos populares
Leia na Fonte: Blog do Aluízio Amorim
[07/07/14]  Exclusivo! Advocacia Geral da União (AGU) entrou em ação e sites do mega-programa comunista do PT (Decreto 8.243) são "congelados"  - por Aluízio Amorim
Leia na Fonte: Blog do Aluízio Amorim
[02/07/14]  Por trás do decreto 8.243, a diabólica organização golísta do PT nos porões no Palácio do Planalto - por Aluízio Amorim
Leia na Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo / Veja
[02/07/14]  Câmara pode votar hoje Decreto Legislativo que repudia arroto autoritário da dupla Dilma-Gilberto Carvalho: o Decreto 8.243, aquele que abre a porta para o fim da propriedade privada. E não se trata de exagero. Basta ser alfabetizado e saber ler! Que não falte hombridade aos deputados para defender o Parlamento!
Leia na Fonte: Repórter Nacional
[30/06/14]  Brasil: pouco mais de 30 dias na companhia do Decreto nº 8.243 - por Thaiane Firmino
Leia na Fonte: Veja
[23/06/14]  O decreto bolivariano de Dilma e a farsa dos conselhos “populares” - por Daniel Jelin
Leia na fonte: Portal 100 Fronteiras
[21/06/14]  PT quer amordaçar sociedade civil - por Rodrigo Constantino
Leia na Fonte: O Estado de S.Paulo
[20/06/14]  O decreto e a realidade - Editorial
Leia na Fonte: O Povo Online
[19/06/14]  Dilma não vai recuar em decreto, diz Gilberto Carvalho
Leia na Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo
[16/06/14]  De novo, o Decreto 8.243, de Dilma. É golpista e bolivariano, sim! Ou: O que não me parece bom nas seis perguntas e seis respostas da Folha - por Reinaldo Azevedo
Leia na Fonte: consultor Jurídico
[16/06/14]  Política Nacional de Participação Social é quase impossível - por Carlos Henrique Abrão

==> Leia mais: Consulte o Índice de Artigos e Notícias do tema no WirelessBRASIL


30/05/14 - A foto do dia
Formação de Padilha

(Recorte de uma foto publicada no blog de Reinaldo Azevedo)


Revolução de 1964 - Os 31 dias de Março e os primeiros dias de Abril
  
Website do BLOCO Resistência - Transcrição dos jornais da época

15/04/13 (Último dia desta serie de "posts")
Revolução de 1964 - Os primeiros dias de Abril (15) - Seleção de manchetes dos dias 15 e 16 Abr 1964 + Leituras complementares

Nota de Helio Rosa:
Este "post" conclui a Série sobre a os acontecimentos no entorno do dia 31 de março de 1964. Neste website estão transcritas ou referenciadas as principais notícias dos jornais da época (aqueles cujos acervos estão disponíveis na web) que foram lembradas aqui durante todo o mês de março, com prosseguimento até o dia 15 de abril, para repercutir principalmente mais dois fatos importantes: o Ato Institucional (mais tarde chamado de nº 1) e a eleição do general Humberto de Alencar Castelo Branco para presidir o Brasil em substituição ao sr. Ranieri Mazzilli, empossado pelo Congresso, com o abandono do cargo pelo Sr. João Goulart. O "post" de hoje contém também notícias e manchetes do dia 16 de abril.

Algumas das páginas dos acervos estão com imagens precárias, impossíveis de reprodução pelo método de "reconhecimento de caracteres", mas sempre será possível a leitura na fonte. Este é objetivo deste esforço: convidar e estimular a leitura do que foi registrado para que cada um possa formar sua própria opinião!
A história do "movimento revolucionário de 31 de março de 1964" passa por uma tentativa de esquecimento (ou reformulação) por parte do governo e do partido dominante que lhe dá suporte. Se alguém tem dúvida do ocorrido, deve ler os jornais da época e consultar obras de historiadores isentos.

É importante, para se situar no tempo, lembrar que na época, Rússia, China e Cuba eram ditaduras sanguinárias e havia um fortíssimo esforço desses países para exportar o comunismo para todas as nações do mundo. O Partido Comunista Brasileiro (PCB), desde sua criação, em 1922, alternou longos períodos na ilegalidade. No governo João Goulart, derrubado pelo movimento de 1964, os comunistas continuavam na ilegalidade mas seus integrantes estavam muito infiltrados no governo, conforme comprovam os jornais da época.
Daí a enorme participação popular nas famosas "Marchas da Família com Deus pela Liberdade", também chamadas de "Marchas da Vitória", após o "31 de Março" (ver Cronologia das Marchas da Família em todo o Brasil em 1964).

O "movimento revolucionário de 1964" é um momento marcante da história do Brasil, com envolvimento de toda a sociedade, e deve ser glorificado. Sempre! Não será esquecido!
HR

==> Ler a íntegra do "post" e a transcrição das matérias

Matérias transcritas nesta página:
Fonte: Acervo do Jornal do Brasil
[16/04/64]  Rio festeja a posse de Castelo

Fonte: Acervo do Jornal do Brasil
[15/04/64]  Vitória Democrática - Editorial de 15 de abril

Fonte: Acervo do Jornal do Brasil
[16/04/64]  Cruzada cívica - Editorial de 16 de abril

Fonte: Acervo do Jornal do Brasil
[16/04/64]  Discurso de posse do Presidente Castelo Branco

Leitura complementar:
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Humberto de Alencar Castelo Branco

Referências sem transcrição:
Manchetes
Acervo do Jornal do Brasil - Edição de 15 abril de 64
- Castelo toma posse e revela Ministério hoje
- Castelo Branco chega à Brasília ao meio-dia para tomar posse
- Brasília recebe seu quinto Presidente (coluna do jornalista Carlos Castello Branco)
- Castelo declara bens antes de de assumir a Presidência da República
- Ministro da Guerra diz que chegou a hora de a tropa voltar para o quartel
- Comando suspende direitos políticos de mais 67 pessoas
- Vitória democrática - Editorial
- PSD teme Ministério de tendência udenista
- Lacerda em S. Paulo adverte que a revolução não tolera pressão de interesses

Acervo do Jornal do Brasil - Edição de 16 de abril de 64
- Castelo condena radicalismo e anuncia reformas
- Castelo Branco vai estimular livre empresa com justiça social
- Posse do Presidente durou 45 minutos
- Mazzilli passa faixa a Castelo
- PSD deverá ter uma participação maior
- Mazzilli pede a Castelo que promova a recuperação econômica do Brasil

Acervo da Folha de São Paulo - Edição de 15 de abril de 64
- Castelo já Marechal assumirá às 16 horas
- Carta ao Presidente - Editorial
- Castelo - história em quatro etapas
- Adaptação do Regimento Interno ao Ato Institucional

Acervo da Folha de São Paulo - Edição de 16 de abril de 64
- Castelo pede ajuda a todos os brasileiros
- Escolhidos doze ministros; falta um
- Ministério menos político não chega a ser apolítico
- O Presidente de todos - Editorial
- Saneamento na Educação
- Castelo, o 1º Presidente a fazer declaração de bens
- Seis Ministros assumiram hoje

==> Ler a íntegra do "post" e a transcrição das matérias


Consulte a relação de todos os "posts" no Índice geral do  BLOCO Cidadania.
 


"Posts" sobre um mesmo tema colecionados em páginas especiais:

Coleção de "posts" em páginas especiais:

Destaques:
- Revolução de 1964 - Artigos e notícias de jornais da época, dia a dia, durante os 31 dias de Março e os 15 primeiros dias de Abril de 1964
- "Mensalão": registro resumido do dia a dia do julgamento - Atualizado até a seção do encerramento: 53º dia (17/12/12).
- Coleção de vídeos da Veja com debates sobre o julgamento do "mensalão

A Comichão da Meia-Verdade
A partilha do butim 
A tropa do BloP - Blogueiros Progressistas
A Turma da Presidenta 
Com ou sem Tiririca, o Congresso pior fica
Controle social da mídia 
Dilma na luta armada 
Discursos e promessas de Dilma 
GOLP - Governo Lula Paralelo
Herança maldita do governo Lula
Inácio, o falastrão 
Mal assessorada, Dilma acende estopim de crise militar
"O Chefe": Livro sobre o escândalo do "mensalão" 
O escândalo do "mensalão" 
"Orvil": A "Comissão da Verdade" do Exército que assombra a esquerda brasileira 
O papel das oposições 
Revolução de 1964 - Os 31 dias de Março e os primeiros dias de Abril (transcrição dos jornais da época, dia a dia) 
Teori Zavascki, novo Ministro do STF
Xô, Dirceu! O povo não esqueceu!
 


Matérias transcritas nesta, anteriormente:
Artigo
Leia na Fonte: Veja / Rodrigo Constantino
[20/09/14]  Papel da imprensa é investigar sim, Dilma! - por Rodrigo Constantino

Reportagem
Lei na Fonte: Veja
[20/09/14]  Dona de ONG revela esquema corrupto do PT - por Robson Bonin

Reportagem
Leia na Fonte: Veja
[12/09/14]  A eficácia e os riscos do terrorismo do PT nas eleições - por Felipe Frazão e Gabriel Castro

Entrevista: Salim Mattar
Leia na Fonte: Veja/Blogs/Geraldo Samor
[08/09/14]  Salim Mattar: “Ninguém aguenta mais” - por Geraldo Samor
[Ver perfil de Geraldo Samor]

Leia na Fonte: Noblat/ O Globo
[18/09/14]  Propaganda de Dilma ultrapassa limites - Editorial O Globo

Entrevista: Maílson da Nóbrega
Leia na Fonte: Veja
[10/09/14] 'Ninguém com credibilidade vai aceitar cargo de ministro submisso' - por Ana Clara Costa

Reportagem
Leia na Fonte: Folha de S. Paulo
[30/08/14]  Apoio dos mais pobres deixa de ser decisivo na eleição, aponta Datafolha

Reportagem (de 2011) sobre Eduardo Giannetti da Fonseca (um do "gurus" econômicos de Marina)
Leia na Fonte: Valor Econômico
[01/07/11] O valor do hoje - por Karla Spotorno

Artigo
Leia na Fonte: Coluna de Rodrigo Constantino
[29/08/14]  Giannetti critica o “imbróglio fiscal” do governo Dilma. Ou: Belluzzo e Mantega, uma dupla e tanto! - por Rodrigo Constantino

Artigo
Leia na Fonte: Folha de S. Paulo
[27/08/14]  Sou Marina (até a posse) - por Diogo Mainardi

Artigo
Leia na Fonte: Coluna de Rodrigo Constantino
[26/08/14]  Roleta-russa, mesmo com cinco balas, ainda é melhor do que tiro certo na nuca - por Rodrigo Constantino

Maria Alice "Neca" Setubal
Matéria de Junho de 2013
Leia na Fonte: O Globo
[08/06/13]  A fada madrinha de Marina Silva - por Mariana Timóteo da Costa

Fonte: Folha
[21/08/14] Entrevista de Maria Alice "Neca" Setubal à Folha de S. Paulo (Transcrição completa e vídeos)


Artigos de Maria Alice Setubal:
- O direito ao letramento
- A educação no país do futebol
- Autonomia individual e bem-estar social
- Novas formas de aprender e ensinar
- Os muros visíveis e invisíveis das escolas
- Educação pelos novos tempos
- Educação e proteção especial
- Tempos de educação, ética e participação
- O papel estratégico da educação
- Cooperação como eixo de sustentabilidade
- O professor no centro do debate educacional
- O que queremos do novo ministro da Educação?
- Para que servem as ONGs, afinal
- Até quando vamos tolerar desigualdades
- As novas formas de participação cidadã

Leia na Fonte: Website de Neca Setubal ("Sobre")

Reportagem
Leia na Fonte: Veja
[17/08/14]  Bolsa Família, o maior colégio eleitoral do Brasil - por Gabriel Castro e Laryssa Borges

Renata Campos
Leia na Fonte: Estadão

[16/08/14]  Não há impedimento legal para viúva de Campos se candidatar

Reportagem
Leia na Fonte: Estadão
[11/08/14]  Consultoria diz a clientes que Dilma é manutenção da 'mediocridade' - por Letícia Sorg e Gustavo Porto