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Convergência Fixo-Móvel
Coleção de Mensagens

Página organizada e mantida pelo coordenador da ComUnidade WirelessBrasil

Conteúdo

----- Original Message -----
From: Helio Rosa
To: Celld-group@yahoogrupos.com.br ; wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Sent: Monday, December 20, 2004 10:12 AM
Subject: [wireless.br] Convergência "Fixo-Móvel" (1)

Olá, ComUnidade WirelessBRASIL!
Helio Rosa escrevendo.
Nesta semana estará na berlinda em nossos fóruns a "convergência fixo-móvel" (FMC - Fixed Mobile Convergence).
Quequé iss sô?  :-)
Recorto de uma artigo da mídia:
(...) Várias ofertas, que ensaiam diferentes níveis de convergência, já estão no mercado. São fruto do que se denomina “sinergia” entre empresas do mesmo grupo. Mas o ponto alto ainda está por vir: o lançamento de um telefone híbrido que pode ser usado tanto para ligações fixas quanto móveis. A idéia por trás dessa inovação é a seguinte: o cliente pode escolher que seu celular funcione como fixo em determinadas áreas, o que significa pagar tarifas menores. Com isso, a operadora fixa garante fluxo de tráfego e de receitas. De quebra, ganha argumento tecnológico atraente o suficiente para, por exemplo, convencer usuários que só têm celular a adquirir uma linha fixa. (...)
 
Na programação e criando o "suspense" teremos:  :-)
Segunda - dia 20 - Um "post" de Eduardo Prado no seu blog-book "Novas Tecnologias - Novos Negócios"
Quarta - dia 22  - manhã - Outro "post" sobre o tema.
                          - tarde - Publicação e divulgação de um "super-artigo" - especial para a Comunidade - do Eduardo sobre o assunto Convergência.
Quinta - 23 - divulgação de novos artigos de outros autores e notícias recentes.
Sexta  - 24 - Publicação e divulgação do novo "Portal da Convergência Fixo-Móvel", coordenado por Eduardo Prado.
 
A "FMC" é a nova onda e este é mais um esforço de antecipação da nossa ComUnidade.
Antecipamos também os agradecimentos ao nosso participante, super-colaborador e "guru das novas tecnologias" Eduardo Prado, pelo presente de Natal.  :-) 
Obrigado, Ho, Ho, Ho!  :-)
Boa leitura...a semana inteira!  :-)
Boas Festas!
Um abraço cordial
Helio Rosa
----- Original Message -----
From: Helio Rosa
To: Celld-group@yahoogrupos.com.br ; wirelessbr@yahoogrupos.com.br
Sent: Monday, December 20, 2004 10:29 AM
Subject: [Celld-group] Convergência "Fixo-Móvel" (2) - "Vem para ficar" - EPrado - Segunda-feira

Olá, 
ComUnidade WirelessBrasil !  
Helio Rosa escrevendo.
Nesta ComUnidade (Portal em 
www.wirelessbrasil.org)  interagimos e compartilhamos conhecimentos com muita cordialidade, cortesia, tolerância e paz - sempre fazendo novos amigos!  
 
Eduardo Prado está enviando mais anotações para registro em seu "Blog-Book" (*) Eduardo Prado - Novas Tecnologias - Novos Negócios:   

20/12/2004 - Segunda-feira

A CONVERGÊNCIA FIXO & MÓVEL VEM PARA FICAR – PARTE 01

Gente Ano Novo ... Vida Nova!
Você já viu falar na sigla FMC? Ela significa Fixed Mobile Convergence.

Tudo indica que no máximo em 10 anos teremos um ÚNICO TIPO de Operadora de Telecom. Aquela que é Fixo & Móvel.

Tem gente já afirmando que as fronteiras entres empresas Fixas e Móveis estarão fortemente dissolvidas entre 2010 e 2012. O que você espera disto? Será que a sua empresa está trilhando este caminho?. Qual o profissional que será necessário para estes novos tempos?. O RH da sua Operadora está "antenadocom isto?

Enquanto a gente pensa vamos olhar um pouco deste assunto em matérias recentes.

HR Says Wireless, Wireline Converging
Unstrung

12.09.04


NEW YORK -- Telecom operators around the world are now laying the groundwork to deliver network services that will eliminate the barriers that now exist between wireless and wired phone services, according to a major new study released today by Heavy Reading (
www.heavyreading.com), the market research division of Light Reading Inc.

Fixed-Mobile Convergence Reality Check
explores the technology and service initiatives now underway around the world to bring about the convergence of wired and wireless networks. Based on direct input from dozens of technology vendors and network operators, as well as an exclusive survey of service provider professionals worldwide, this report delivers a clear, up-to-the-minute look at what is shaping up to be one of the most important developments in the history of the telecom industry.

The next three years will define the way that fixed-mobile convergence (FMC) will take root in the world's telecom networks, notes Graham Finnie, Heavy Reading Senior Analyst and author of the report. "Vendors and service providers have consistently targeted 2006-07 as the period in which FMC will make the transition from theory to reality," Finnie writes. "This means that the time to prepare for FMC is already at hand."

Other key findings of the report include:

Fixed-mobile convergence will take place first in the core network.
Carriers are most interested in integrating their backbone wireline and wireless networks to cut costs and eliminate redundancies. The industry move to Internet Protocol (IP) networks already is under way, and IP will be the unifying force at the network core.

End-user devices will require a mix of different wired and wireless access options, because no one technology will dominate.
In the wireless world, for example, emerging technologies such as WiFi and WiMax will coexist as access options. All communications devices will come equipped with a range of wired and wireless access technologies, so that users can take advantage of the best available connection.

The biggest challenges to fixed-mobile convergence may be organizational and political, rather than technological.
While equipment suppliers are confident that the technical barriers between wireless and wired services can be breached, it remains to be seen how long the organizational and institutional barriers separating wireless and wired network operators will remain.

The report is based on extensive interviews with key network operators and equipment vendors, as well as an exclusive online survey of more than 100 service provider professionals worldwide to determine carrier attitudes and expectations regarding wireless and wireline network and service convergence. Together, the interviews and survey results offer a thorough and accurate portrayal of how FMC is perceived in the telecom industry today, and what the most likely steps in its evolution will be.

Fixed-Mobile Convergence Reality Check,
a 59-page report, is published in PDF format and costs $2,495. The price includes an enterprise license covering all of the employees at the purchaser's company as well as access to a downloadable database of survey results.

BOM DIA!


----- Original Message -----
Sent: Monday, December 20, 2004 11:17 AM
Subject: [Celld-group] Convergência "Fixo-Móvel" (3)

Olá, ComUnidade WirelessBRASIL!
Helio Rosa escrevendo.

Olá, Fabio!
Bem-vindo à bordo!  :-)
Mais orações: "Obrigado, S. Pedro!! Vai chover de novo na nossa horta!!!"  :-)
"Papers do IEEE"?  Uau!  :-)
Fábio, estamos salivando...  :-)
Mande seus "recados" que já serão incluídos no "Portal da Convergência Fixo-Móvel" que vem à luz na próxima sexta!  :-)
Sucesso no doutorado!
 
Perguntei ao Eduardo sobre os tipos, enfoques  e termos de convergência que vamos encontrar na mídia que poderão "embananar" o leitor. :-)
Abaixo, um trecho de um relatório sobre o tema. Obrigado, Eduardo!
Comentários? Repercussões?  :-)
Alguém das operadoras já estudando/implementando para um "recado pessoal"?  :-)
Boas Festas!
Um abraço cordial
Helio Rosa
 
 
The ultimate goal of convergence is to deliver a seamless consumer experience across multiple locations, multiple devices and multiple types of use. However, that seamless experience will require unprecedented levels of coordination and investment across infrastructure and handset vendors, and all types of service providers. As different companies drive toward convergence, there are a number of interim steps in the evolution
of convergence (see Exhibit 1), including:
 
Packaging convergence:
At the most basic level, fixed/mobile convergence begins with packaging—tying two previously distinct mobile and fixed products together in the same package or bundle. This type of convergence can begin with a loose bundle and be deepened by providing a single point of contact, a single provisioning
experience and a single bill for the customer.
 
Feature-based convergence:
While organizational, technical and market challenges delay actual product convergence, providers driving this effort have experimented with a number of enhanced features (features-based convergence) that begin to connect the two previously distinct products (fixed and mobile). These include both
unifying and integrating features. Unifying features such as simplified call forwarding (e.g., FastForward) streamline movement between the products without changing anything on the network level. Integrating features, such as a single voice mailbox, actually join the customer experience at specific points.
 
Product convergence:
Product convergence occurs when the distinct product boundaries collapse and one product actually begins to deliver the distinct features and functionality of both. As fixed and mobile products become increasingly redundant, any improvements one product makes to capture the remaining unique features of the other move toward product convergence, e.g., adding E911 to wireless, improving in-home mobile coverage and reliability, etc. Steps toward product convergence will improve the overall mobile experience and can accelerate
the rate of substitution and displacement.
 
Seamless convergence:
A seamless consumer experience across multiple locations, multiple devices and multiple types of use is the ultimate direction of convergent efforts. Consumers will effortlessly move between networks and devices while retaining services and their personalized profiles, e.g., ordering a movie from a cellphone and downloading it to a home PC/multimedia center, changing a TiVo setting from a PDA and automatically synching address books between a broadband portal and PDA or cellphone when entering home.
 
 
----- Original Message -----
Sent: Monday, December 20, 2004 10:22 AM
Subject: RES: [wireless.br] Convergência "Fixo-Móvel" (1)

 
Olá Hélio e Eduardo Prado,
 
estou fazendo o meu doutorado em Engenharia Elétrica pela Unb nessa área.
Ainda não tenho enfoque específico mas vai ser na área de Convergência Fixo-Móvel e convergência Wi-Fi/GSM.
Estou estudando alguns papers do IEEE e em bree começo a postar alguns recados aqui.
 
Um grande abraço,
 
Fábio Buiati
fabio@redes.unb.br
----- Original Message -----
Sent: Wednesday, December 22, 2004 6:32 AM
Subject: [wireless.br] Convergência "Fixo-Móvel" (4) - "Vem para ficar" - Parte 2 - EPrado - Quarta-feira

 
Olá,  ComUnidade WirelessBrasil !  
Helio Rosa escrevendo.
Nesta ComUnidade (Portal em 
www.wirelessbrasil.org)  interagimos e compartilhamos conhecimentos com muita cordialidade, cortesia, tolerância e paz - sempre fazendo novos amigos!  
 
Eduardo Prado está enviando mais anotações para registro em seu "Blog-Book" (*) Eduardo Prado - Novas Tecnologias - Novos Negócios:   
 
22/12/2004 - Quarta-feira

A CONVERGÊNCIA FIXO & MÓVEL VEM PARA FICAR – PARTE 02

Dependendo da visão de cada lado (Fixa ou Móvel) o que acontecerá?
Quais os benefícios para cada lado?

Vejamos uma Opinião:

Fixed-line operators

FMC services are attractive to fixed operators because it presents them with the opportunity not only to generate new revenue streams and act as a ‘one-stop-shop’ for customers’ fixed and mobile needs, but also to defend effectively against mobile substitution.

An initiative from BT in this regard is a truly converged communications device allowing users not only to take advantage of Bluetooth but also Wi-Fi technology. It is argued by some that a single device that incorporates both a GSM phone and a WLAN ‘phone’ would be more attractive to the larger business market because it could take advantage of an already in place WLAN infrastructure that more and more enterprises are installing.

Such a solution would employ VoIP to provide in-premises telephony using the coverage of the organisation’s own WLAN. The device would detect what kinds of coverage was available, and manage the call appropriately, so that users’ calls can go over the free-to-use WLAN network whenever they are on their own premises. The benefits for the organisation include cost savings by reducing the number of mobile calls made and eliminating desktop PBX extensions and cabling. A number of manufacturers, including Intel, Motorola and Ericsson, are now developing such dual mode GSM/Wi-Fi mobile phones.

Mobile operators

Most mobile operators appear to have an ambivalent attitude towards the concept of FMC. Such services could represent a threat to in-building calls currently carried by the mobile operators. After all, it is in the mobile operators interest to promote substitution, or migration of fixed traffic on to the mobile network. However, following Ovum’s in-depth study of the matter, analyst, Angel Dobardziev, says “it transpires that enterprises are not considering going totally mobile”.

In November 2003, France Telecom announced a network-based FMC solution for businesses. Branded VPN Unifié, the service is based on Alcatel’s intelligent network (IN) platforms that France Telecom and Orange have integrated into their network infrastructures. An enterprise needs no additional equipment, other than a software upgrade on its existing PBX. In essence, it creates a virtual network between the company’s extensions and mobile phones, with a private numbering plan and tariff with discounts for on-net calls. The service builds on Orange’s mobile VPN service which has 500 business customers signed. With an integrated fixed and mobile solution for businesses, France Telecom aims to target a group of 15,000 SMEs with an ambitious target to sign 4,000 customers in two years. For regulatory reasons, France Teleom will not provide a single bill but it plans to offer web-based billing to its customers.

Vejamos agora o Sumário Execeutivo de um relatório do Analista de Indústria Heavy Reading:

EXECUTIVE SUMMARY

Fixed-Mobile Convergence Reality Check

Fixed-mobile convergence – the integration of wireline and wireless technologies and services to create a single telecommunications network foundation – has quickly captured the collective imagination of the telecom industry, for some very obvious reasons. FMC promises to obliterate some of the physical barriers that now prevent telecom service providers from reaching all of their potential customers with all types of services. With FMC, wireline service providers may no longer be tethered to landline networks, while wireless network operators will be able to use the most robust network resources available to meet growing demand from mobile subscribers.

Fixed-Mobile Convergence Reality Check
explores the perceptions (and misperceptions) that service providers and technology vendors have of FMC at this early stage to determine the most likely course that FMC development will take. The report is based on extensive interviews with key service providers and equipment vendors, as well as an online survey of more than 100 service provider professionals worldwide. Together, the interviews and survey results offer a thorough and accurate portrayal of how FMC is perceived in the telecom industry today, and what the most likely steps in its evolution will be.

The main purpose of the vendor interviews was not to acquire detailed technical information on vendor FMC products (which in any case do not fit into neat and discrete categories), but to ascertain vendors' overall views on FMC in terms of the catalysts, barriers, benefits, anticipated timelines, and likely rollouts of products. This approach reflects the overall objective of this report, which is to provide a high-level progress report on the current status of fixed-mobile convergence, and to evaluate its prospects over the balance of this decade.

Key Findings

Key findings from the report include the following:

The 2006-2007 timeframe will be critical to FMC technology and service development
. Vendors interviewed for this report and service providers responding to our online survey consistently targeted 2006-07 as the period in which FMC will make the transition from theory to reality. This means that the time to prepare for FMC is already at hand.

In the core network, the boundaries between fixed and mobile technologies will be largely dissolved by 2010-2012
. In backbone networks, FMC is driven mainly by the universal migration to an all-IP network, in which many of the core subsystems are identical across the boundary between fixed and mobile networks. The general acceptance of the principle of layered networks, and the adoption by ITU NGN standards-setters of key related mobile standards, especially IMS, is a key turning point. For incumbent telcos, this should enable the transition to a single core network able to handle the needs of both fixed and mobile subsidiaries, which are largely separately handled today.

Access networks are likely to continue to include a wide range of technologies even after FMC is established in the network core.
In access networks, FMC is driven partly by competition among emerging (and established) vendors to enter or improve their position in the mobile and nomadic communications space, and partly by established and emerging service providers with the same objectives. Because this is a technically dynamic field in which there is no consensus at present, access networks are likely to remain hybrid and various, with a mix of single-bearer and multimode devices used to connect to them.

Service providers are taking a fairly optimistic view of FMC, and by and large they believe it is going to bring fundamental changes to the structure of telecommunications markets
. Results from our online survey indicate a strong belief that FMC will eliminate the barriers that now exist between wireline and wireless networks over the next decade, although there's no consensus on the timing for this convergence.

FMC poses technological, organizational, and even marketing challenges that make it difficult to predict timing
. As with other paradigm-changing initiatives, FMC will require more than technology to take root. While many service providers are positioning themselves to take advantage of FMC by playing in both the wireless and wireline markets now, others have declined to make that move, with some – most recently AT&T – actually having abandoned heterogeneous portfolios. In short, service providers have yet to prove that they can make the organizational and marketing transition to FMC.

For both service providers and equipment vendors, the central message here is that no one approach to the emerging converged environment will be successful
. Instead, the keys to success will be twofold. First, equipment and service providers will need to focus sharply on the specific convergence needs of particular market segments, with a commitment to tactical adoption of technologies to meet those needs where necessary. Second, the industry will need to adopt highly flexible platforms that can be adapted to emerging requirements and can help to realize the long-term vision of access-aware devices and access-neutral networking.

Report Scope and Structure

Fixed-Mobile Convergence Reality Check
clarifies the misconceptions and ambiguities now surrounding FMC in its critical formative stage of development. By using data and qualitative information gathered directly from technology vendors and service providers, the report delivers a complete and accurate accounting of FMC's expected development and its likely role in the transformation of today's segregated wireline and wireless networks into an integrated infrastructure.

The report offers an in-depth analysis of current technologies and standards that are likely to play a significant role in the development of fixed-mobile convergence over the next few years, as well as a close look at services that are laying the groundwork for more advanced FMC offerings.

Results from an exclusive, worldwide survey of telecom service providers conducted by Heavy Reading specifically for this report shed important light on service provider perceptions and long-term strategic plans regarding wireless/wireline network and service convergence.

Question: Which of the following scenarios do you believe is most likely to occur in the voice telephony business over the next five years? [109 responses]

25.7%
Cellular substitution (Most voice calls will be made over cellular networks using a cellular or similar handset, and the wireline network will be used mainly for broadband, entertainment, and data services)

60.6%
Fixed-mobile convergence (Most customers will own a multimode phone that will be used to make calls over the most appropriate available network – wireline or wireless)

13.8%
Status quo (The current situation, in which customers use wireline phones on wireline networks and mobile phones on mobile networks, will continue to be the norm)

The report is structured as follows:

Section I
provides an introduction and complete key findings of the report.

Section II
delivers a detailed analysis of the various components that make up fixed-mobile convergence, with FMC defined within the framework of services, devices, and network technologies.

Section III
looks at the potential economic impact of FMC on different types of service providers.

Section IV
provides a detailed look at emerging services that include elements of FMC, focusing on case studies of innovative services from three providers: BT, iPass, and Swisscom.

Section V
presents and analyzes results from a worldwide online survey of service provider professionals regarding their perceptions of and attitudes toward FMC.

Section VI
identifies the various technologies that are now seen as likely components of FMC and assesses the value of each technology to convergence.

Section VII
presents a series of scenarios for FMC development and analyzes the potential impact of each scenario on different types of service providers.

The report is essential reading for a wide range of industry participants, including the following:

Wireline
and wireless service providers: Does your understanding of fixed-mobile convergence match the perceptions and expectations of your competitors and technology suppliers? Is your timetable for FMC development and deployment in synch with the rest of the industry? Which elements of FMC are your competitors likely to bring to market first? Which technologies are likely to play an integral role in FMC, and which ones may fall by the wayside?

Technology suppliers:
What key priorities do your service provider customers have regarding fixed-mobile convergence? What steps are they taking now to get ready for full-scale FMC deployment? What are the main technology ingredients that will help them to make the transition to FMC? What are the most promising market opportunities in the FMC sector? Which carriers are taking the lead in deploying converged services, and how do your products fit into their plans?

Investors:
When will the telecom industry's movement to fixed-mobile convergence reach critical mass? Which service providers and equipment makers will be in the best position to capitalize on the arrival of FMC? What are the critical technologies that will enable FMC to reach its full potential, and which companies are supplying those technologies? What are the potential stumbling blocks to FMC deployment? Which regions of the world are likely to be most aggressive in moving to FMC?

Fixed-Mobile Convergence Reality Check is published in PDF format. Purchasers of this report also gain access to a searchable database of results from the exclusive online survey of service providers regarding their FMC plans. 

Várias Referências no Google para você vislumbrar este mundo bem próximo!.

Pois é gente?. A vida está mudando

BOM DIA! 

 
(*) "Blog-Book" ("blog" + "e-book") é o "apelido" de um tipo de publicação referenciada no nosso Portal que reúne trabalhos ou anotações de diversos profissionais. São verdadeiros "livros eletrônicos" , em constante atualização.
As atualizações são enviadas por e-mail ou coletadas na Web ou nos fóruns pelo próprio Coordenador da ComUnidade.
 
O  "Blog-Book" do Eduardo Prado é uma coleção de páginas semanais, atualizadas  na segunda, quarta e sexta-feira. A página inicial contém um índice com links diretos para todas as matérias já veiculadas. O conteúdo da semana atual está aqui
A coleção completa dos demais artigos de Eduardo Prado em diversos órgão da mídia está referenciada na página "
Trabalhos Publicados".  Entre eles: "Wi-Fi Bible" e "Revista do WiMAX".
 
Boa leitura!
Helio Rosa
Da equipe de moderadores dos Celld-group WirelessBr
Coordenador da
ComUnidade WirelessBrasil e do Giga Site WirelessBR
 

De: "Helio Rosa" <helyr@uol.com.br>
Data: Qua Dez 22, 2004 9:54 am
Assunto: Convergência "Fixo-Móvel" (5) - "Super-artigo" especial para a ComUnidade

Olá, ComUnidade WirelessBRASIL!
Helio Rosa escrevendo.
Conforme anunciado, nesta semana estamos estudando a "convergência fixo-móvel" (FMC - Fixed Mobile Convergence).

A "FMC" é a nova onda e este é mais um esforço de antecipação da nossa ComUnidade

Tivemos dois "posts" no blog de Eduardo Prado:
A convergência Fixo & Móvel vem para ficar - Parte 01
A convergência Fixo & Móvel vem para ficar - Parte 02

E esta mensagem do Fábio Moreira:
(...) Estou fazendo o meu doutorado em Engenharia Elétrica pela Unb nessa área.
Ainda não tenho enfoque específico mas vai ser na área de Convergência Fixo-Móvel e convergência Wi-Fi/GSM.
Estou estudando alguns papers do IEEE e em breve começo a postar alguns recados aqui. (...)

Na sexta-feira, dia 24, receberemos mais um presente de Natal: o novo "Portal da Convergência Fixo-Móvel", coordenado por Eduardo Prado.

Hoje estamos publicando no Giga Site WirelessBR o artigo:

Por que o Wi-Fi será importante para a Convergência em Telecom de Eduardo Prado, cujo link é
http://www.wirelessbrasil.org/wirelessbr/colaboradores/eduardo_prado/artigo_43.html

Abaixo, transcrevemos o trecho inicial do longo artigo.
Como sempre, o Eduardo nos brinda com um trecho recheado de preciosos links, muita informação, seus corajosos posicionamentos, e o já famoso "pito" (bronca) em nossas operadoras. :-)

Vamos comentar e repercutir? Novas informações?
Olá, pessoal das operadoras! O que estão "aprontando" neste assunto? :-)

Novamente, obrigado, EPrado!
Boa leitura e Boas Festas para todos!
Um abraço cordial
Helio Rosa

Por que o Wi-Fi será importante para a Convergência em Telecom

http://www.wirelessbrasil.org/wirelessbr/colaboradores/eduardo_prado/artigo_43.html

A alta direção das Operadoras de Telefonia Móvel do nosso país vai ficar aborrecida (ou “fula” de raiva) quando descobrir que seus grandes planejadores (com pouquíssimas exceções):

(1) sempre disseram para ela que as Redes Públicas de Wi-Fi não eram importantes para Operadoras pois não geravam Retorno de Investimento (RoI) mesmo com evidências mundiais importantes como a T-Mobile – Operadora nos EUA da Deutsche Telekom – cujo serviço T-Mobile Hotspots tem 5.249 hotspots e parcerias com a Starbucks – aquela do famoso café, FedEx Kinko´s, Barnes & Noble, Admiral´s Club entre outras (ver localidades nos EUA) e a Swisscom na Europa cujo serviço Eurospot tem 1.600 hotspots.
Ambas as Operadoras têm redes próprias (incluindo WISPs adquiridos do mercado).
Para efeito informativo, no Brasil, a Operadora de Telefonia Fixa Telefonica – nossa maior Operadora de Wi-Fi - com investimentos em uma rede própria vai chegar a 500 hotspots em DEZ.2004 com seu produto Speedy Wi-Fi e a VEX - o nosso único WISP de Wi-Fi tem 219 hotspots.
Esta é a numerologia triste de Wi-Fi no Brasil.
Abordamos um pouco desta tristeza com o Wi-Fi no Brasil na matéria Vamos Fazer um Bundle com Wi-Fi ou VoIP? do Teleco;

(2) dizem para ela que algumas ERBs (Estações Rádio-Base) estão no “talo” e precisam de um belo investimento em CAPEX (investimento de capital na rede) para desafogar o tráfego das mesmas.
Caso tivessem investido em Wi-Fi em pontos estratégicos – que é muito mais barato que ERB – poderiam estar descarregando parte do trafégo Corporativo destas ERBs “entaladas” via Wi-Fi através dos Dispositivos (handsets ou smartphones) Híbridos (com tecnologia mista de GPRS + Wi-Fi e CDMA + Wi-Fi, este último mais raro).
Com certeza, o Acionista está pagando esta conta de alto CAPEX e se soubesse deste detalhe não estaria gostando nada disto.
Veremos mais adiante sobre estes Dispositivos Híbridos;

(3) não permitiram a Operadora desenvolver uma expertise em Wi-Fi – por que eles achavam que não geravam RoI ou terceirizaram com o único WISP nacional (1), a empresa VEX, por que eles achavam mais cômodo – de “empacotar” ofertas bundle para o Mercado Corporativo que poderiam ser muito importante na chegada da Competição pela Convergência e agora podem perder vários Clientes Corporativos para outras Operadoras mais ágeis no lançamento de pacotes bundle com Dispositivos Híbridos. Dura realidade, não é?

Agora vamos apresentar alguns fatos para mostrar como as Operadoras de Telefonia Móvel do nosso País ainda estão muito longe da Convergência com Dispositivos Híbridos.
Fatos são Fatos.
Vamos a eles:

(1) Em NOV.2004 a maior Operadora do Japão NTT DoCoMo, começou a vender um Telefone Híbrido fabricado pela NEC que parece com qualquer outro telefone. A maioria do tempo o telefone trabalha como qualquer outro. Quando seu proprietário está na rua, ele utiliza o telefone móvel para transmitir chamadas via a tecnologia celular convencional. Mas quando o proprietário está sentado na sua mesa em um escritório configurado para o telefone as chamadas telefônicas trafegam via a tecnologia sem fio de alta velocidade conhecida como Wi-Fi, e desta forma sob a Internet, utilizando o Protocolo conhecido como VoIP.

Por que isto é importante? Cada minuto de chamada feito sob a rede de Wi-Fi daquele escritório é um minuto de chamada que não é feito pela Rede de Celular da NTT DoCoMo. Isto tem um potencial que irá sacudir o mundo da telefonia celular.

Ao contrário de um telefone celular convencional, que cobra do bolso de um assinante a chamada em minutos, as chamadas pela Internet com Wi-Fi não são contabilizadas desta forma.
Isto significa que se você estivesse no escritório com o Plano da Operadora japonesa você poderia fazer chamadas ilimitadas (sem contar evidente seu custo da Internet).
O Fone Híbrido da NTT DoCoMo só vai funcionar no primeiro momento para o Mercado Corporativo com redes de Wi-Fi especialmente configuradas para o serviço.
O assinante não pode utilizar – neste primeiro momento – o Telefone Híbrido em Redes Públicas de Wi-Fi em cafés e aeroportos.
Considerando a estatística de um survey do Yankee Group um terço das ligações de telefones móveis são feitas em escritórios ou nas residências, não se surpreenda se a NTT DoCoMo não lançar logo logo seu Pacote Bundle Híbrido para Redes Públicas de Wi-Fi.
Aqui reside um problema: a Operadora tem que ter Rede Pública de Wi-Fi com uma “boa capilaridade”.
Será que é por isto que a NTT DoCoMo está comprando WISPs de tecnologia Wi-Fi (veja referência DoCoMo Buys into Wi-Fi da publicação The Feature)?
É sim, ela está comprando WISPs por que a “ficha dela caiu” sobre a importância do Wi-Fi na Convergência.
É aqui que as Operadoras de Telefonia Móvel do nosso País cometeram um “grande pecado” de “miopia estratégica” com exceção de pouquíssimas Operadoras.
Naturalmente, as Operadoras em geral já têm dificuldades em lançar produtos de Wi-Fi – e qualquer matriz SWOT mostra isto - e vão ter que aprender. E agora José?. Pois é, né.
Para mais informações da Análise SWOT em Wi-Fi veja o e-book The Wi-Fi Bible no site da ComUnidade Wireless Brasil;

A NTT DoCoMo saiu na frente no mundo nesta área!
Existem alguns movimentos em Telefonia Fixa com Bluetooth como é o caso da BT (veja as referências do Google sobre o Bluephone, a BT e Convergência) mas em Telefonia Móvel a Operadora japonesa é a primeira.
Na nossa opinião o Bluetooth é uma tecnologia em extinção e será substituída pelo Wi-Fi e o UWB.
Já tem gente preconizando que os chips triplos 802.11 a/b/g ameaçam o Bluetooth (veja o Wi-Fi a/b/g superchip threatens Bluetooth da Techworld).

(2) Um caso semelhante ao da NTT DoCoMo que é o da SBC Communications americana.
Recentemente o CTO da SBC Comm, Chris Rice, afirmou que a Operadora planeja ofertar handsets duais celular/Wi-Fi e serviços, uma conta única e um serviço de Seamless Handoff junto com os serviços da Cingular (Operadora Móvel do grupo SBC) no próximo ano.
Isto efetivamente vai proporcionar uma maior abrangência para a Cingular permitindo que seus assinantes alternem para conexões de VoIP via Wi-Fi no escritório ou em um hotspot, dando mais espaço para os assinantes de celulares.
Este serviço combinado será oferecido para o Mercado Corporativo em 2005 e para consumidores em 2006 e será um complemento da agressiva estratégia da SBC Comm na área de Wi-Fi quando apostou fortemente nas suas parcerias com Wayport, McDonald´s, UPS e outros, como também em seus planos de VoIP.
Sabemos – com certeza - que os handsets convergentes – bem como a infra de Seamless Handoff - são indispensáveis para esta estratégia e confiamos que a SBC Comm está cuidando disto, certo? (p. ex., preço, escala, qualidade, etc).

De uma forma não muito usual para uma Baby Bell de “berço” que normalmente tem movimentos lentos, a SBC Comm está mostrando um atalho para o mercado na sua estratégia de integração de celular-VoIP, e ficará a um passo bem pequeno de incorporar o WiMAX no futuro.

Tem um componente nesta “festa” que será muito importante em um futuro próximo.
Hoje em dia nós temos que dizer como o Dispositivo Híbrido deve se comportar de forma “burra”.
Tipo assim Dispositivo agora você é GPRS e ele faz tudinho para você como um aparelho de telefonia móvel GPRS. Ou Dispositivo agora você é Wi-Fi e ele fará tudinho para você como um um Dispositivo Wi-Fi.
No futuro não vai ser assim, os Dispositivos serão inteligentes e descobrirão que sinais (sniff) existem no ar para você e te informarão.
Imagine um exemplo aonde um assinante vem andando na rua com um sinal de uma Operadora Móvel e ao descer para um subsolo de um prédio é avisado automaticamente que existe ali não mais o sinal da Operadora que estava disponível no térreo mas sim um sinal de Wi-Fi de um provedor WISP.
Isto é um conceito chamado Seamless Handoff (ou Chaveamento sem Fronteira).
Entre alguns fornecedores de Seamless Handoff: Transat Technologies, Radio Frame Networks, PCTel, Birdstep, PADCOM, NetMotion Wireless, Wavelink e Tatara Systems.
Veja uma matéria especial sobre Seamless Handoff: Mobile seamless handoff: A survey na ComUnidade Wireless Brasil.

Voltando ao tema, apresentamos a BRILHANTE estratégia convergente da SBC americana na matéria SBC ... Um Exemplo de Estratégia de Telco a ser "Copiada" do Teleco;

(3) Na matéria Todo mundo está falando VoIP. E você? do Teleco destacamos:

A coisa vai tomar um vulto ainda maior lá pelos EUA.
Em 09.NOV.2004, a FCC - órgão regulador de telecomunicações dos EUA - anunciou que as chamadas de Telefonia via Internet são na sua natureza interestaduais e desta forma sujeitas a jurisdição federal (ver em Hey States: Hands Off VoIP da DSL Reports).
Esta decisão abre claramente o mercado americano para mais competição, preços menores e maior opção de escolha para o consumidor.
Espera-se naquele mercado a chegada de muitos produtos novos e ofertas como também novos fornecedores, aquecendo ainda mais a competição em VoIP.
Uma pergunta que não quer calar: Quando a ANATEL brasileira vai "aparecer" no cenário de VoIP?.
Ela vai ser pressionada pelo mercado a tomar uma posição em breve.
Esperemos que para o "bem de todos e felicidade geral da nação".

Este movimento vai ajudar muito a Convergência no mundo.

Na Coréia do Sul aonde Banda Larga é o maior sucesso, 04 Operadoras de Telecom tiveram aprovada recentemente a possibilidade de ofertar serviços Fixo e Móvel de VoIP e alguns deles vão estar disponíveis ainda em DEZ.2004.
Estas Operadoras são a Samsung Networks, a Anyuser.Net, a Great Human Software e a Moohannet Korea juntamente com mais 02 grandes Operadoras de Telefonia Fixa: Korea Telecom – a famosa KTC e a Hanaro Telecom, que lançarão seus serviços em meados de 2005.

Ambos grupos de Operadoras (Móveis e Fixas) planejam implantar serviços IP a fim de brigar na arena da disputa do mercado de telefonia móvel como também ampliar sua abrangência de atendimento.
A KTC – a líder mundial de hotspots no mundo com 16.000 – planeja atualizar sua rede de Wi-Fi do padrão 802.11b para 802.11g no início de 2005.
Por que este interesse?.
Por que o 802.11g tem mais banda para VoIP, isto é, 54 MBs (nominal) comparado com o 11 MBs do 802.11b.

Não é a toa que em uma recente RFP (Request for Proposal) de Wi-Fi da Operadora de Telefonia Móvel Vivo eles já estão solicitando hotspots com a tecnologia IEEE 802.11g.
Já sabe por que não é?
Porque a Vivo está pensando em VoIP, sem dúvida.
O que acontecerá com a redes de Wi-Fi da Telefônica (Speedy Wi-Fi) e com a da VEX?
Elas devem “acordar” em breve para o fato e partir para o upgrade das suas redes de Wi-Fi.

Não tenha dúvida que as Operadoras de Telecom da Coréia do Sul estarão em breve utilizando os Dispositivos Híbridos com Wi-Fi.

Finalmente, é oportuno saber que um dos princípios mais palpáveis de Convergência é a Seamless Convergence como definida pelo Yankee Group no Relatório Divergent Approach to Fixed-Mobile Convergence.

E depois disto tudo o que dizer para as Operadoras Móveis do nosso país?
Operadora, a “bola tá contigo” , basta pedir ao seu pessoal de Planejamento para dar uma olhada nestes tópicos. Tem a aquela frase bonita que nunca põe ninguém para baixo: “Penso, logo existo” de René Descartes (1596-1650).

[Tem muito mais! Leia a continuação aqui - Vale conferir!]


De: "Helio Rosa" <helyr@uol.com.br>
Data: Qui Dez 23, 2004 2:27 pm
Assunto: Convergência "Fixo-Móvel" (6) - Três artigos da mídia brasileira

Olá, ComUnidade WirelessBRASIL!
Helio Rosa escrevendo.
Continuando o anunciado... :-)
Nesta semana estamos estudando, entre outros assuntos, a "convergência fixo-móvel" (FMC - Fixed Mobile Convergence).
A "FMC" é a nova onda e este é mais um esforço de antecipação da nossa ComUnidade

Tivemos dois "posts" no blog de Eduardo Prado:
A convergência Fixo & Móvel vem para ficar - Parte 01
A convergência Fixo & Móvel vem para ficar - Parte 02

E esta mensagem do Fábio Moreira:
(...) Estou fazendo o meu doutorado em Engenharia Elétrica pela Unb nessa área.
Ainda não tenho enfoque específico mas vai ser na área de Convergência Fixo-Móvel e convergência Wi-Fi/GSM.
Estou estudando alguns papers do IEEE e em breve começo a postar alguns recados aqui. (...)

Está publicado no espaço virtual da ComUnidade o "super-artigo" de Eduardo Prado:
Por que o Wi-Fi será importante para a Convergência em Telecom
Transcrevemos ontem o trecho inicial mas vale uma visita para conferir o artigo todo!

Na sexta-feira, dia 24, receberemos mais um presente de Natal: o novo "Portal da Convergência Fixo-Móvel", coordenado por Eduardo Prado.

E o pessoal das operadoras que não aparece para repercutir, sô! :-)

Hoje estamos indicando mais três artigos (abaixo).
Boa leitura!
Boas Festas!
Em frente, sempre na frente! :-)
Um abraço cordial
Helio Rosa

Fonte: World Telecom

Duas redes, um telefone

Ana Lúcia Moura Fé
Data: 07/12/2004

Na impossibilidade de neutralizar o inimigo, una-se a ele. O antigo adágio popular descreve com precisão as estratégias de convergência fixo-móvel que vêm sendo anunciadas pela Brasil Telecom e Telemar, juntamente com BrT GSM e Oi, seus respectivos braços na área móvel. Confrontados com a debandada de clientes e tráfego para a telefonia celular, os dois grupos esperam que suas concessionárias se beneficiem com uma série de serviços lançados, ou prestes a ser lançados, por suas parentes móveis. Em comum, eles têm o fato de embaralhar os conceitos fixo e móvel.

Várias ofertas, que ensaiam diferentes níveis de convergência, já estão no mercado. São fruto do que se denomina “sinergia” entre empresas do mesmo grupo. Mas o ponto alto ainda está por vir: o lançamento de um telefone híbrido que pode ser usado tanto para ligações fixas quanto móveis. A idéia por trás dessa inovação é a seguinte: o cliente pode escolher que seu celular funcione como fixo em determinadas áreas, o que significa pagar tarifas menores. Com isso, a operadora fixa garante fluxo de tráfego e de receitas. De quebra, ganha argumento tecnológico atraente o suficiente para, por exemplo, convencer usuários que só têm celular a adquirir uma linha fixa.
[Leia mais]

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Fonte: TelecomWeb/TelecomNegócios

União dos mundos

-- 20/09/2004 --

Mercado vive início do processo de convergência das operações fixas e celulares, criando uma nova categoria de empresas e serviços

Tatiana Americano
[Tatiana Americano é editora da revista CRN Brasil e do portal ResellerWeb.
Email: Tatiana Americano]

Apesar de ainda evitarem falar em prazos, os analistas do mercado de telecom concordam com o fato de que a convergência é um caminho sem volta. Realidade essa que impacta não só na criação de novas tecnologias, mas na concentração de uma série de serviços de voz e dados nas mãos de grandes grupos, também conhecidos como super carriers. O ápice de tal cenário deve vir com a união das redes fixas e celulares.

Brecha, da Unisys: migração para redes IP facilita integração e garante economia de 50% com custos operacionais
No Brasil, as operadoras têm dado claros sinais de que se preparam para essa evolução. “Hoje, praticamente toda grande tele fixa tem uma empresa móvel associada, seja por aquisição, parceria ou start-up”, lembra Manzar Feres, sócia da área de comunicação da consultoria BCS (Business Consulting Services) da IBM. A especialista tem uma teoria de que tal tendência ganhou força com a concorrência que o celular passou a exercer sobre o mundo da telefonia por cabos. “Sendo assim, em vez de brigar com o inimigo, as operadoras fixas preferem se juntar a eles”, ironiza a consultora.
Somado ao perigo do churn (perda de cliente para a concorrência), um outro fator pesou de forma decisiva para alavancar essa tendência: a necessidade das empresas de telecom buscarem novas formas de receita, com produtos inovadores. E nada mais atrativo do que reunir a mobilidade do mundo celular aos preços mais acessíveis do pulso na telefonia fixa.
[Leia mais]

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Depois de anos, começa a ganhar força casamento entre telefone fixo e móvel
Valor Econômico - 27/09/04

Abaixo, a notícia. Logo após, o comentário Dealmaker.

Será que a telefonia fixa já era? Observe os números e as tendências e você poderá concluir que sim. Os telefones móveis crescem rapidamente e já superam os fixos, que estão estagnados globalmente, com queda em muitos países. Um número crescente de pessoas, incluindo 5% dos europeus, está "cortando o fio" e passando para a telefonia móvel. Enquanto os telefones fixos pouco mudaram, os móveis apresentam muitas características úteis, como a capacidade de armazenar dezenas de nomes e números, sem mencionar as mensagens de texto e outros serviços.

Mesmo assim, os telefones fixos têm suas vantagens. As chamadas são mais baratas e claras, e as conexões mais confiáveis. Daí o atual entusiasmo com a "convergência fixa-móvel", que usa uma tecnologia capaz de proporcionar o melhor dos dois mundos: a liberdade do celular e a confiabilidade dos fixos. Os assinantes usam o mesmo aparelho para fazer chamadas via linha fixa em casa ou por meio das redes móveis quando estão fora, mas têm apenas um número e uma caixa de mensagens, além de receberem uma única conta.
[Leia mais]
 


----- Original Message -----

Sent: Friday, December 24, 2004 4:13 PM
Subject: [Celld-group] Convergência "Fixo-Móvel" (7) - Publicado: Portal da Convergência Fixo-Móvel

 
Olá, ComUnidade WirelessBRASIL!
Helio Rosa escrevendo.
Publicamos hoje o Portal da Convergência Fixo-Móvel" coordenado pelo Eduardo Prado.
Trata-se de um enorme e diversificado conteúdo!  Vale conferir!
 
Isto encerra primeira semana de estudos sobre o tema. Todo o material já citado está no Portal (e lá em baixo).  :-)
 
A data pode parecer inadequada pois poderá acarretar um pequeno "ibope" imediato devido à férias, "recessos" e festas.
Nossa experiência, no entanto, é de que muitos vão buscar leituras amenas e informativas neste período.
Mas a data foi planejada pelo Eduardo Prado como um presente natalino para a ComUnidade e participantes dos Grupos, "pela audiência e carinhos recebidos,  principalmente em pvt", conforme me confidenciou.
Então... vamos lá?  :-)
Abaixo, o Sumário do Portal.
Os itens poderão ser atualizados à qualquer momento com as repercussões do assunto.
Voltamos a convidar o pessoal da operadoras para participar dos debates.
E o Fábio Moreira que faz doutorado nesta área!
Boa leitura! 
[A página ainda vai ser dividida. No momento, devido à extensão, a carga poderá ser lenta dependendo da conexão. Neste caso, a carga poderá se acelerada clicando-se várias vezes no botão "Atualizar" do browser.]
Em nome da ComUnidade....Obrigado, Eduardo "Noel" Prado!  :-)
Para todos, votos de Boas Festas!
E Feliz Natal!
Um abraço cordial
Helio Rosa
[Abaixo, o Sumário do Portal]
 

PORTAL DA CONVERGÊNCIA FIXO-MÓVEL
Este site é um "parceiro informal" da ComUnidade WirelessBrasil                 Publicado em 24/12/2004

http://www.wirelessbrasil.org/eduardo_prado/convergencia_fixo_movel/portal.html

SUMÁRIO

1.
INTRODUÇÃO

2.
VISÃO DOS ANALISTAS DA INDÚSTRIA

3.
ARTIGOS EM PORTUGUÊS

4.
ARTIGOS ESTRANGEIROS

5.
AS TECNOLOGIAS ENVOLVIDAS

6.
O PROJETO BLUEPHONE

7.
AS INICIATIVAS BRASILEIRAS

8. MOBILE TV

9. TRIPLE PLAY

10.
COLEÇÃO DE NOTÍCIAS


----- Original Message -----
Sent: Monday, December 27, 2004 11:37 AM
Subject: [wireless.br] Convergência "Fixo-Móvel" (8) - Lembrando um debate anterior...

 
Olá, ComUnidade WirelessBRASIL!
Helio Rosa escrevendo.
 
Vou me permitir dar continuidade ao estudo da "convergência fixo-móvel" em nossos fóruns, seguindo a numeração das mensagens anteriores.

Neste dia 24 Dez anunciamos a publicação do "Portal da Convergência Fixo-Móvel" concebido pelo nosso super-colaborador Eduardo Prado. Quem não viu porque estava conversando com Papai Noel, vale conferir!!!  :-)

Este assunto já tinha sido debatido aqui, com muita participação e excelente nível técnico e de cordialidade.
Como dois dos debatedores possuíam "wirelessblogs", a coleção das 19 mensagens do debate ficou registrada em dois endereços virtuais:
- http://www.wirelessbrasil.org/marcelo_arakaki/ma_debate01_04.html e
- http://www.wirelessbrasil.org/fernando_botelho/fb_debate01_04.html 

Conforme lá registrado, participaram: (em ordem alfabética):
 
Arnóbio Rocha arnobiorocha@yahoo.com.br 
Courtnay Guimarães  cwguimaraes@uol.com.br 
Fernando Botelho fernandobotelho@terra.com.br 
Marcelo Luiz Arakaki  ml.kaktus@gmail.com 
Marcelo  (Hemmacsol) marcelo@hemmacsol.com.br
 
Como tudo é muito atual, vou me conceder mais uma permissão  :-)  de reproduzir, seqüencial  e pausadamente, as mensagens para uma recordação geral e para que novos debatedores subam à bordo!   :-)
 
Por coincidência (acabo de receber uma mensagem dele nos fóruns) quem disparou o processo foi o nosso Fernando Botelho - grande colaborador, amigo virtual e entusiasta da ComUnidade, a quem agradeço, comovido,  as palavras de carinho e estímulo.

Na época (junho passado) a repercussão, "no ato", veio do nosso Marcelo Arakaki, com uma de suas famosas "mensagens-artigos".  :-)

Eu citei "muito atual" mas...será que já evoluiu a situação?  :-)  Estão todos reconvocados para o debate!  :-)
As duas mensagens iniciais estão transcritas abaixo.
Vale conferir!
Boa leitura!
Maravilhoso 2005!
Um abraço cordial
Helio Rosa

----- Original Message ----- 
From: Fernando Botelho 
To: wirelessbr@yahoogrupos.com.br ; Celld-group@yahoogrupos.com.br ; abdimg@yahoogrupos.com.br 
Sent: Thursday, June 10, 2004 1:05 AM
Subject: [wireless.br] Convergência tecnológica de telefonias (fixa e móvel)
Prezados, 
Vejam a notícia abaixo: convergência tecnológica em telefonia fixa e móvel.
Não sei se concordam, mas, no Brasil, haveria, pelo menos no estágio atual de atribuição de faixas e de normas correspondentes, uma necessidade de preparação de uma estação móvel dual-mode, que pudesse "sair" de faixa de freqüência de enlace (fixo) da última milha (WLL) e acessar o móvel, do UMTS, ou, desconectar-se de cabo fixo, para mesma finalidade.
Não sei se concordam.....é uma cogitação. 
Se alguém puder acrescer a inovação....
Abs.,
Fernando Botelho

Informática 
Quarta, 9 de junho de 2004, 15h50 
Gigantes da telefonia vão criar supercelular
http://informatica.terra.com.br/interna/0,,OI322643-EI553,00.html 
Carolina Glycerio
Uma aliança de empresas de telefonia, que inclui a Brasil Telecom, está desenvolvendo um projeto para a criação de uma espécie de "supercelular" e outros serviços que combinem telefonia fixa e celular. O objetivo seria levar os fornecedores de equipamentos e tecnologia como Ericsson e Siemens a desenvolver dispositivos que permitam o que é chamado de convergência da telefonia fixa para a móvel. 
Uma reportagem do jornal britânico Financial Times diz que, além da Brasil Telecom, a aliança inclui empresas como a francesa Cegetel, a British Telecom, a NTT DoCoMo, Swisscom (Suíça), a Korea Telecom, a Eurotel e a austríaca Telstra. 
A Brasil Telecom confirmou a sua participação, mas disse que algumas empresas citadas na reportagem não estão incluídas na aliança. A BT também confirmou o seu envolvimento, mas afirmou ser muito cedo para comentar o assunto. 
Hesitação 
Segundo especialistas, algumas empresas envolvidas estariam hesitando em falar publicamente até que a estratégia do grupo, que teria se reunido apenas uma vez, esteja consolidada. 
Um dos produtos de maior apelo da tecnologia de convergência é um aparelho que funciona como telefone fixo em casa e como celular, quando o usuário está na rua. 
A pessoa passa, então, a ter os dois serviços em um só aparelho e a receber apenas uma conta. O produto já deverá estar disponível na Grã-Bretanha por meio de uma parceria entre a British Telecom (BT), a Vodafone, a Motorola e a Alcatel. 
A BT alega que, além das vantagens práticas, o novo serviço vai ser mais econômico para o consumidor. Segundo a empresa britânica, o lançamento do aparelho, que tem o nome provisório de blue phone, deve fomentar o desenvolvimento de produtos similares. 
Embora se saiba pouco sobre a aliança, a iniciativa marca uma mudança de estratégia das empresas que, em vez de investirem apenas em telefonia fixa e celular separadamente, agora apostam na combinação das duas tecnologias. 
BBC Brasil

 


----- Original Message ----- 
From: Marcelo Luiz Arakaki 
To: wirelessbr@yahoogrupos.com.br 
Sent: Thursday, June 10, 2004 12:36 PM
Subject: RES: [wireless.br] Convergência tecnológica de telefonias (fixa e móvel)
Prezado Fernando,
Deixar de comentar a sua mensagem é quase impossível... Desde 1997, tal idéia da convergência entre telefonia fixa WLL (= wireless local loop) e telefonia celular CMTS (celular mobile telephony system) faz muito sentido na minha cabeça. Na verdade, não se trata de uma convergência, mas sim da migração do tráfego de voz das operadoras fixas para as operadoras celulares. Durante 2001, coloquei várias mensagens na comunidade WirelessBr sobre este tema tão interessante... (Acho que o Hélio-san poderia recuperar algumas, né!?).

Em 2001, minha abordagem enfatizava que o CAPEX (= investimento) e o OPEX (= gastos operacionais) de uma rede WLL (leia-se Vésper: CDMA 1XRTT+1XEVDO) é idêntica ao de uma rede celular (leia-se Vivo: CDMA 1XRTT+1XEVDO).
A compatibilidade financeira e técnica é tão óbvia que um assinante Vivo de São Paulo com um terminal multiband comum (800MHz+1.9GHz) poderia usufruir de serviços digitais em Belo Horizonte através de roaming na rede da Vésper!!!
Ora, então resulta uma pergunta natural: Seria viável reduzir a tarifa de celular (voz) quase igualando-se ao da tarifa de fixa, de forma que as operadoras celulares ganhassem no volume de tráfego e não na margem financeira EBITDA (= earning before interest, tax, depreciation and amortization)?

Reconheço que a idéia do parágrafo anterior teria um impacto muito grande no modelo de negócio das operadoras fixas e móveis.
Até 2003, não interessava a ninguém arriscar nesta idéia pois poderia quebrar as operadoras fixas (ou acelerar sua transformação em prestadora de acesso Internet em banda larga) e reduzir as receitas de interconexão fixa-móvel (aprox. 35% das receitas das operadoras móveis correspondem à receita de interconexão de chamadas originadas da rede fixa e terminadas na rede celular).
Mas, já em 2004 estamos vendo o forte crescimento das linhas celulares (50 milhões de linhas ativas) de um lado, enquanto por outro lado, vemos a estagnação e até a retração das linhas fixas (40 milhões de linhas fixas).

Com o crescimento e a competição entre as operadoras celulares, estas assumiram de fato o papel de "espelhos" das operadoras fixas incumbentes (Telemar, BrT e Telefônica).
Ao perceberem o futuro brilhante das operadoras celulares, as operadoras fixas reagiram:
- A Telemar incorporou a Oi,
- a BrT está inaugurando a BrT-Celular,
- a Telefônica tem 50% da Vivo e, finalmente,
- a Embratel adquiriu a Vésper.
Outrossim, a competição entre as operadoras celulares tem provocado a redução gradual das tarifas de voz e a migração massiva do tráfego de voz da rede fixa para a celular...

Ainda em 2001, minha especulação era sobre a antiga proposta do PCS americano (personal communication system) de meados de ´90: A proposta inicial do PCS era oferecer um único terminal celular para todas as situações de vida de uma pessoa.
De forma bem simples, a idéia do serviço celular seria a seguinte:
(a) quando em casa, chamadas originadas pagam tarifa de fixa pois ocorrem dentro da célula que cobre a residência do assinante;
(b) quando no escritório, chamadas originadas pagam plano corporativo pois ocorrem dentro da célula que cobre a empresa;
(c) quando na rua, chamadas originadas em células diferentes do casos (a) e (b) pagam tarifa de celular móvel.
(nota: no caso do assinante pertencer a um plano corporativo, então a discagem abreviada a ramal também seria possível, através do serviço CUG - closed users group).

Existem dificuldades técnicas para implementar este multi-serviço, mas nada impossível:
(i) dados geocodificados:
- as estações rádio-base já têm latitude+longitude para efeitos do lançamento do LBS baseado em Cell-Id.
- os assinantes pós-pagos e pré-pagos já foram cadastrados, indicando sua residência.
- as contas celulares corporativas também possuem cadastro com seus endereços.
(iii) tarifação flexível:
- a indeterminação de cobertura (handoff CDMA ou handover GSM) poderia ser eliminada pelo cadastro de 03 células adjacentes.
- necessidade de criar novas regras no software de CC&B (customer-care & billing) das operadoras.

Por último, com o prometido lançamento pela Vivo do verdadeiro 3G (terceira geração celular) com o 1XEVDO (2.4Mb/s por terminal) em São Paulo e Rio de Janeiro em setembro para aproveitar o Natal/2004, então uma questão que gostaria de debater com a comunidade WirelessBrasil é a seguinte:
Será que o grupo América Móvil, de Carlos Slim, vai apoiar o CDMA da Embratel-Vésper investindo em 1XEVDO (para fidelizar a carteira de clientes corporativos da Embratel) ou vai apoiar o GSM/GPRS/UMTS da Claro aguardando as licenças 3G da Anatel (arriscando um atraso de 3 anos: um ano para licitar a banda 2.1GHz mais dois anos para construir e otimizar uma rede UMTS) e vendendo parte da Vésper (região I que envolve RJ, MG e Nordeste) para Telefônica/Vivo???
Abraços,
Marcelo Arakaki.
PS: Será que VoIP+dados em Wi-Fi+WiMax conseguiria competir com voz+dados em 1XEVDO com um terminal multi-serviço (segundo o antigo PCS americano)?


----- Original Message -----
Sent: Tuesday, December 28, 2004 6:19 AM
Subject: [wireless.br] Convergência "Fixo-Móvel" (9) - Lembrando um debate anterior...(2)

 
Olá, ComUnidade WirelessBRASIL!
Helio Rosa escrevendo.

No dia 24 Dez anunciamos a publicação do "Portal da Convergência Fixo-Móvel" coordenado pelo Eduardo Prado.

Este assunto já tinha sido debatido aqui, com muita participação, excelente nível técnico e a cordialidade de sempre.
Como dois dos debatedores possuíam "wirelessblogs", a coleção das 19 mensagens do debate ficou registrada em dois endereços virtuais:
- http://www.wirelessbrasil.org/marcelo_arakaki/ma_debate01_04.html e
- http://www.wirelessbrasil.org/fernando_botelho/fb_debate01_04.html 
 
Como tudo é muito atual, estou reproduzindo, seqüencial  e pausadamente, as mensagens para uma recordação geral e para que novos debatedores subam à bordo!   :-)
Abaixo, mais duas mensagens.
Vale conferir!
Boa leitura!
Maravilhoso 2005!
Um abraço cordial
Helio Rosa

----- Original Message ----- 
From: Fernando Botelho 
To: wirelessbr@yahoogrupos.com.br 
Sent: Thursday, June 10, 2004 1:29 PM
Subject: Re: [wireless.br] Convergência tecnológica de telefonias (fixa e móvel)
Prezado Marcelo,
Fantástica a sua abordagem...e agradeço imensamente não só o conteúdo rico das informações, mas o feedback rápido sobre tema tão envolvente.
Em razão dele, fiquei mais estimulado e por isso quero saber se posso abusar e explorar um pouco mais o seu conhecimento do tema, que é extremamente interessante.
Bem.
Clareada a questão por suas informações, tenho algumas indagações específicas que, se não constarem dos textos a que vc se refere como veiculados anteriormente no fórum (eu não havia ainda ingressado no grupo), gostaria, se possível, de sua apreciação tópica.
São elas:
1 - Numa adaptação hipotética ao modelo atual brasileiro - serviços fixos existentes (cabeados e os não-cabeados na última milha - o WLL) - haveria necessidade da utilização da mesma estação móvel em duplo conceito (fixo e móvel), pois a utilização se daria tanto "in door" (domiciliar e não-domiciliar) como externamente (em típico uso de mobilidade restrita), tudo com a utilização de de um só hardware (do rádio móvel), com tarifamentos diversos, como vc bem esclarece. Mas, e aí vem a pergunta, havendo a atual necessidade (que é de origem regulatória), de se considerar o enlace wireless-fixo da última milha (o WLL) sujeito a destinação específica de faixa de freqüência, enquanto que os serviços móveis de voz (SMC e SMP) usam outra faixa, como se daria o handoff (da faixa do WLL para a do SMP/SMC) ? Através de mecanismo dual-mode do rádio, para uso de mais de uma faixa ? Não haveria necessidade de prévia habilitação nas redes (fixa e móvel) respectiva ? Essa disponibilização dual já existe hoje nos rádios destinados ao uso brasileiro, como estações móveis ?

2 - Outra pergunta (desculpe o abuso). Como vc bem acentua, e agora a questão fica clara, a migração (ou, como se queira, a convergência) fixo-móvel implicará, ainda dentro da hipótese-Brasil, numa substancial alteração da estrutura do modelo em si, pois repercutirá não só na topologia das redes wireless, mas, fundamentalmente, na disciplina regulatória e concorrencial dos serviços fixos e móveis, pois haverá afetação da estrutura de interconexão e, penso, do transporte dos sinais, já que o sistema brasileiro de telefonia fixa segmenta-se, hoje, em serviços locais (das "incumbents", como o das LECs americanas) e de transporte intermédio, das Carriers. Na medida em que um só sistema permita a continuidade do sinal em ligações locais, inter-regionais, com unificação de tecnologias que hoje definem e segmentam o conceito de telecom fixa e de mobilidade restrita, pode-se adiantar a sensação de que teremos grandes "bandeiras" - estruturas imensas corporativas (maiores do que as hoje existentes) - concentrando e monopolizando todo a possibilidade de tráfego de voz (local, inter-regional: fixo e móvel). Isso me parece impensável, pelo menos à luz do atual princípio concorrencial que o modelo - a LGT e a Constituição - editou no país, com nítida inspiração no modelo concorrencial adotado noutros locais do mundo (EUA, Europa). Não haverá a necessidade, na sua opinião, ainda assim, da edição de um, digamos, mitigador normativo-legal-regulatório, que impeça tamanha possibilidade de concentração e monopólio (chamado "natural") em telefonia fixa-móvel ?
Um grande abraço,
Fernando Botelho

----- Original Message ----- 
From: Marcelo Luiz Arakaki 
To: wirelessbr@yahoogrupos.com.br 
Sent: Thursday, June 10, 2004 7:46 PM
Subject: [wireless.br] Convergência tecnológica de telefonias (fixa e móvel)
Olá, Fernando.

(a) sobre a questão do handoff entre as freqüência SMC/SMP (Vivo em 800MHz) e WLL (Vésper em 1.9GHz): Em 1998, a Qualcomm lançou a família MSM3000 como o chipset para o CDMA IS-95A/B; em 2000, em veio a família MSM5000 com o CDMA 1XRTT; em 2002, surgiu a família MSM6000 para o CDMA 1XRTT com BREW; em 2003, chegou a família MSM7000 para CDMA2000 e GSM/GPRS/UMTS. Desde a família MSM5000, os terminais celulares CDMA são possíveis de serem operados em 800MHz (bandas A/B) ou em 1.9GHz (banda WLL). Portanto, um aparelho celular com chipset MSM5000 (ou superior) poderia se registrar na rede da Vivo-SP como assinante "home" (desde que o usuário tenha comprado uma linha na Vivo-SP) ou na rede da Vésper-BH como assinante "roamer" (desde que a condição de visitante seja provisionado na rede WLL CDMA da Vesper via acordo contratual). Nota: o handoff é o deslocamento entre células adjacentes e o roaming é a visita a uma rede de outra operadora.

(b) sobre a necessidade de regular a concentração dos serviços e do abuso de poder econômico: Apesar da existência de duas secretarias (lotadas cada uma em um ministério distinto) que identificam e formalizam um processo administrativo para ser julgado pelo CADE, entendo ser muito difícil controlar o poder do lobby dessas grandes operadoras ou caracterizar a formação de conluio explícito (= cartel) entre as operadoras. Por outro lado, os princípios da Anatel e da LGT estão bem claros: universalização (para garantir que todos os brasileiros tenham telefonia) e competição (para garantir que as tarifas sejam as mais "justas" possíveis). Considerando a falência da capacidade de investimento dos Estados e seu foco nos projetos sociais, temos de reconhecer que, desde a privatização até hoje, a velocidade e a qualidade dos avanços em telecomunicações são inegáveis! Acho que a competição forte ainda acontecerá até a saturação do mercado celular e a consolidação das estratégias de cada grupo (Vivo, Claro+Vesper, BrT+Telemar e TIM) em 2005. A partir de 2006, poderíamos pensar na necessidade de uma lei anti-monopólio nos mesmos moldes da lei americana que dividiu a AT&T em 1985, criando as Baby-Bells e a Lucent (Bell Labs). 
Nota: distinguir futuramente entre monopólio natural ("commons") e competência operacional será muito interessante... pois poderemos punir o sucesso! (ex: a dominação da Microsoft é resultado de um monopólio natural ou foi competência operacional???).

Outros comentários: Para concretizar a estratégia de migração total do tráfego de voz da telefonia fixa para a celular, são necessárias duas condições básicas: tarifa de voz a R$0,04/min para chamadas locais via celular e preço final de loja do aparelho celular a menos de R$50. Com a argumentação da equivalência das redes WLL e SMP em termos de CAPEX e OPEX, percebemos que a primeira condição pode ser vencida. Com a aquisição de um lote 1.200.000 terminais CDMA de um fabricante chinês pela Vivo a U$80/unidade, então percebemos que a segunda condição também será viável com baixo subsídio (SAC = subscriber acquisition cost) da Vivo. Se o tráfego de voz migrar totalmente para as redes celulares, então desaparecerão as receitas e despesas de interconexão (das cestas de tarifas) cobradas no valor máximo entre as operadoras e responsáveis pelo elevado preço das chamadas fixo-móvel e móvel-fixo. Nota: Você já notou como as chamadas intra-rede de celular para celular da mesma operadora (chamadas "casadinhas", em homenagem ao Dia dos Namorados que se aproxima) costumam ser bem mais baratas do que qualquer outra chamada? As chamadas "casadinhas" são baratas porque não envolvem interconexão!
Abraço,
Marcelo Arakaki.


----- Original Message -----
Sent: Wednesday, December 29, 2004 8:06 AM
Subject: [wireless.br] Convergência "Fixo-Móvel" (10) - Lembrando um debate anterior...(3)

 
Olá, ComUnidade WirelessBRASIL!
Helio Rosa escrevendo.
Continuando...
E lembrando: no dia 24 Dez anunciamos a publicação do "Portal da Convergência Fixo-Móvel" coordenado pelo Eduardo Prado.

Este assunto já tinha sido debatido aqui, com muita participação, excelente nível técnico e a cordialidade de sempre.
Como dois dos debatedores possuíam "wirelessblogs", a coleção das 19 mensagens do debate ficou registrada em dois endereços virtuais:
- http://www.wirelessbrasil.org/marcelo_arakaki/ma_debate01_04.html e
- http://www.wirelessbrasil.org/fernando_botelho/fb_debate01_04.html 
 
Como tudo é muito atual, estou reproduzindo, seqüencial  e pausadamente, as mensagens para uma recordação geral e para que novos debatedores subam à bordo!   :-)
Abaixo, mais duas mensagens (05 e 06 de 19).
Vale conferir!
Boa leitura!
Maravilhoso 2005!
Um abraço cordial
Helio Rosa
 
----- Original Message ----- 
From: Fernando Botelho 
To: wirelessbr@yahoogrupos.com.br 
Sent: Thursday, June 10, 2004 9:22 PM
Subject: Re: [wireless.br] Convergência tecnológica de telefonias (fixa e móvel)
Marcelo,
Mais uma vez, obrigado pelas informações ricas e detalhadas.
É uma grande oportunidade troca estas informações com você.
Permite um último comentário ?
Quanto ao Primeiro Item: Teríamos então dual mode apenas com tecnologias CDMA em bandas A e B para uso simultâneo, ou, sucessivo, do WLL + SMC. Pela informação que vc traz, não haveria, ainda, como realizar o mesmo com equipamentos usando GSM em bandas C, D, E para handoff com o WLL, não é ? Não será então isso - isto é, a plena e ampla possibilidade de migração/convergência, independentemente de todas as bandas e tecnologias - que a notícia abaixo propõe ? E, se for, fico com maior dúvida ainda, quanto ao modo pelo qual se irá conseguir tamanha condensação, a permitir que o imenso mundo segmentado (de tecnologias e faixas de freqüências do espectro, tal como hoje superpostas) possa ser centrado num mesmo hardware, a assegurar que o usuário de hoje - ou mesmo de amanhã - possa, em um país como o nosso, sair de casa, conectado em freqüência atribuída (por norma de regulação) a serviço fixo e acessar outras células que usem as restantes freqüências (com as respectivas e diversas tecnologias) próprias da mobilidade restrita....Mas, a idéia em si é fantástica e deve ser acompanha de perto !

Quanto ao Segundo Item: Apenas um tópico que achei interessante, como gancho na menção que você faz à cisão da AT&T em Baby Bells e à regulação concorrencial nos EUA. Repare que, embora a inspiração para aquela histórica determinação norteamericana, de cindir-se a AT&T em 1985, tenha sido mesmo o Sherman Act (a norma Atitruste americana, editada em 1911), a real aplicação, que determinou esta específica divisão da empresa veio, na verdade, de um comando judicial, isto é, foi uma decisão de Côrte da Justiça americana - e não a atuação em si do órgão regulador norteamericano (a FCC, que, por sua vez, existe, ali, deste 1934) ou mesmo do Departamento administrativo incumbido da custódia antitruste. Quero dizer com isso que é da tradição da regulação norteamericana o mix de acionamento dos instrumentos de regulação - de telecom e de concorrência - através da intervenção não só do órgão regulador mas fundamentalmente da Justiça. Um breve exame da história norteamericana de telecomunicações mostra bem o quanto e por quantas vezes a Justiça norteamericana, aplicando princípios do Sherman Act, interviu no mercado de telecomunicações, limitou-o, adequou-o, e buscou resguardar a concorrência como item de proteção ao consumo e à diversidade cultural do povo americano. Exemplo disso se tem com o impedimento de prática de tv e cinematografia, por empresas de telecomunicações, na primeira e segunda metade do século, e, mais, recentemente, com o próprio unbundling em telecom - editado pelo Ato de 1996, o full unbundling já chegou até à Suprema Côrte dos EUA, cuja decisão determinou a última grande Order para sua aplicação em conexões locais de banda larga. Estou dizendo isso porque, também quanto a estes aspectos concorrências atuais e principalmente quanto aos futuros - como os possíveis em razão desta imensa convergência de que estamos tratando (telefonia fixa + telefonia móvel) - ou muito me engano, ou teremos, também aqui, uma imensa corrida aos Tribunais e aos juízos, em busca de soluções para problemas concorrências, conseqüentemente de consumo, que não dá nem prá supor, agora, em que volume e complexidade serão. E estou de pleno acordo com você: no exercício da busca do ponto-médio, entre o que deve ser concorrencial, e o que deve ser objeto de resguardo e proteção como garantia da inovação e do sucesso inovacional, vai a imensa dificuldade analítica, que, aliás, não é só nossa...a história dos EUA (prá novamente voltar a ela) mostra, também, o outro lado desta questão: a alternância de critérios avaliatórios, e de decisões sazonais, administrativas e judiciais, sobre assuntos concorrências. O próprio case Microsoft - para pegar o gancho seu, do exemplo dela - é um imenso e controvertido episódio da Justiça americana (lembra que primeiro decidiu o Tribunal do DC Circuit que a empresa deveria ser dividida - em prestadora de serviços e fabricante de hardware - e, depois, isso foi revogado pela Suprema Corte, mantendo-se a mega-estrutura empresarial, que vigora hoje ? ). A única certeza que eu, em particular, tenho disso é que iremos viver grandes incertezas, tão imensas quanto a imensidão das convergências (ou migrações) tecnológicas e mercadológicas que surgirem.
Abraços,
Fernando Botelho

----- Original Message ----- 
From: Marcelo Luiz Arakaki 
To: wirelessbr@yahoogrupos.com.br 
Sent: Thursday, June 10, 2004 11:19 PM
Subject: [wireless.br] Convergência tecnológica de telefonias (fixa e móvel)
Fernando,

(a) sobre o dual-mode, dual-band e dual-service (São três temas distintos!): O dual-mode se refere a um terminal celular com duas tecnologias (ex: os celulares da Vivo são dual-mode com digital CDMA e analógico AMPS, pois, por exemplo, em Belo Horizonte, não existe cobertura CDMA, mas apenas TDMA e GSM. Por outro lado, os celulares da Oi são single-mode pois o digital GSM cobre todo o Brasil). O dual-band se refere a um terminal com interface para duas faixas de freqüência (ex: os celulares Vivo com chipset MSM5000 podem operar na banda A do SMC/SMP em 800MHz e também na banda WLL do STFC em 1.9GHz). O dual-service se refere a um terminal celular com os dois serviços SMC/SMP e STFC (ex: qualquer operadora celular CDMA ou GSM ou TDMA ou iDEN poderia cobrar tarifa de STFC para chamadas originadas na célula que cobre a residência do assinante e cobrar tarifa de SMC/SMP/SME as chamadas originadas em outras células).

(a.1)
a Vivo precisa de cobertura CDMA em Belo Horizonte para manter a oferta de serviços digitais para seus assinantes em roaming na capital mineira. Mas, como em BH, a Telemig-C (banda A em 800MHz) e a Maxitel (Banda B em 800MHz) são TDMA (migrando para GSM em 1.8GHz), e a Oi (banda D em 1.8GHz) e a Claro (banda E em 1.8GHz) são GSM, então somente resta a opção da Vésper (banda WLL em 1.9GHz). Portanto, a solução para contornar o fim do AMPS (analógico) em BH seria os terminais CDMA seriam dual-band (800MHz e 1.9GHz), mas, nesse caso, seriam single-mode (apenas CDMA). Como conseqüência dessa solução, o valor de mercado da Telemig-C cai muito pois o grupo Opportunity já tem a Oi com GSM em BH...

(a.2) as operadoras TDMA e GSM têm a vantagem de serem single-band e single-mode em 2G e 2.5G. Por outro lado, enquanto o TDMA está em phase-out (extinção) e o GSM está apenas ensaiando o EDGE em 2004 e ainda precisa da banda de 2.1GHz (ainda não regulamentada pela Anatel em crise), o CDMA já vai inaugurar o 3G "full" no Brasil em set/2004 com o 1XEVDO na mesma banda de 800MHz (com a vantagem de melhor cobertura pois o sinal de 800MHz se propaga melhor do que em 1.8GHz ou 2.1GHz).

(b)
sobre a nova regulamentação no setor: Acho que o Renato Guerreiro (ex-conselheiro da Anatel) aprendeu com o saudoso Sergio Motta (idealizador da privatização no governo FHC) que "para ser justo, devemos ser parciais": Ou seja, para garantir o princípio da competição, a regulamentação não poderá tratar com isonomia as operadoras incumbentes e as espelhos. Por outro lado, não podemos penalizar a competência operacional das operadoras que souberem executar melhor suas estratégias... mesmo agravando a situação de monopólio privado. Entendo que a partir de 2006, chegaremos à 4a. fase deste negócio de telecom no Brasil: a dos advogados, he heh he! Nota: A 1a. fase foi a dos economistas que elaboraram os business-plan durante a privatização em 1997; a 2a. fase foi a dos engenheiros que construiram as redes durante a digitalização entre 1998 e 2001; a 3a. fase é a dos marketeiros que disputam o share-of-mind dos usuários entre 2002 até 2005.
Abraço,
Marcelo Arakaki.


De: "Helio Rosa" <helyr@uol.com.br>
Data: Qui Dez 30, 2004 1:23 am
Assunto: Convergência "Fixo-Móvel" (11) - Lembrando um debate anterior...(4)

Olá, ComUnidade WirelessBRASIL!
Helio Rosa escrevendo.
Continuando...
Entra em cena o nosso atualmente sumido mas atento Arnóbio Rocha no debate... :-)
Lembrando, de novo, e informando aos "viajantes natalinos": :-)
- no dia 24 Dez anunciamos a publicação